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Débora L Souza

Mochilão de 20 dias – Peru – Bolívia – Chile – Muitos perrengues e muita história pra contar!

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Olá Mochileiros!!

Depois de muitos preparativos, muitos fóruns lidos, muitas perguntas e muita pesquisa meu mochilão aconteceu. E como usei muito o mochileiros.com decidi vim aqui contar como foi!

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

Primeiro gostaria de agradecer umas pessoas que foram fundamentais em todo o processo de antes e durante o mochilão. Primeiro agradecer ao Aletucs que além de responder minhas dúvidas nos fóruns me passou seu número e me ajudou muito também durante a viagem. Agradecer demais a Bárbara Fabris que também ajudou muito! Como a trip dela foi na mesma época que a minha usei muito do relato dela. Aliás, estamos com saudade Bárbara! rsrs Agradecer ao Rodrigo que todo mundo sabe bem quem é né! Rsrs Relato mais famoso de todos. Ao Felipe, fiz muita coisa usando seu relato no Atacama! Tia Poly, Mary (Maryana Teles),Lets ( Leticia Amorim), Rodrigo Paulo e a todos que me ajudaram e que não vou lembrar agora.

 

Agora vou contar como resolvi fazer essa trip pra tentar explicar o roteiro e os gastos.

Tinha acabado de voltar de uma trip muito da hora e cara e um amigo do meu trabalho disse “Nós compramos umas passagens pra ir pra América do Sul no final do ano e queria que vocês fossem com a gente!” No caso o “nós”= ele e a namorada (Rafael e Stela) e no caso “vocês”= eu e meu marido (Thiago).

De cara é claro que eu já disse que não rolava né. A crise tá ai e todo mundo sabe. Tinha voltado de uma viagem que nem tinha sido planejada (passagens em super promoção acabam com a vida da gnt) e não rolava fazer uma loucura dessa não. Mas acabei comentando com o Thiago e ele ficou tentado a ir. Comecei a pesquisar e vi que não era uma viagem cara e sempre foi uma das trips que nos planejamos de fazer. Depois de muita conversa e tentando muito resistir a tentação compramos a passagem.

O problema: Os meninos já tinham comprado todos os trechos da viagem de avião e não tinham incluído todos os lugares que queríamos ir. E comprando tudo de avião fica bem mais cara a parte da passagem. Então nos meus gastos do relato não vou incluir essa parte das passagens aéreas. A passagem de Cusco pra La Paz de aéreo é muito cara, eles conseguiram comprar mais em conta pela Peruvian mas quando fomos comprar já estava bem cara e optamos por ir de ônibus mesmo. Também resolvemos viajar antes deles pra poder ir em alguns lugares que queríamos.

 

O nosso roteiro ficou diferente da maioria que eu vi aqui mas como eu disse foi mesmo porque os meninos já tinham um roteiro então quando compramos a passagens já estava definido mais ou menos como seria.

 

O deslocamento da viagem ficou assim:

 

Dia 10/12

Voo BH-SP-LIMA

Ônibus LIMA – HUARAZ

 

Dia 12/12

Ônibus HUARAZ – LIMA

Ônibus LIMA – ICA

 

Dia 14/12

Ônibus ICA – LIMA

 

Dia 15/12

Voo LIMA-CUSCO

 

Dia 16/12

Trem OLLANTA – AGUAS CALIENTES

 

Dia 17/12

Trem AGUAS CALIENTES - CUSCO

Ônibus CUSCO – COPACABANA – LA PAZ

 

Dia 19/12

Ônibus LA PAZ – UYUNI

 

Dia 25/12

Ônibus SAN PEDRO - CALAMA

 

Dia 26/12

Voo CALAMA – SANTIAGO

 

Dia 27/12

Ônibus SATIAGO – VIÑA DEL MAR – SANTIAGO

 

Dia 29/12

Voo SANTIAGO – SP – BH

 

O que compramos antecipadamente aqui no Brasil:

- Toda a parte aérea

- Trens ida e volta pra ir em Machu Picchu

- Entrada pra Machu Picchu com Huayna Picchu

- Passagem de La Paz pra Uyuni pela Todo Turismo

- Passagem de Lima para Huaraz porque queríamos ir na primeira poltrona de cima

 

Resumindo meu roteiro:

Dia 1 – Chegando em Lima e indo pra Huaraz. Muitos perrengues nesse dia! Muitos mesmo!

Dia 2 – Nevado Pastoruri. Subindo direto para os 5 mil metros de altitude e descobrindo que altitude não é brincadeira.

Dia 3 – Laguna 69. A coisa mais difícil que eu já fiz em toda minha vida!

Dia 4 – Huacachina. Passeio de Buggy e o por do sol mais bonito da viagem.

Dia 5 – Conhecendo Lima.

Dia 6 – Cusco! A cidade com mais pessoas te oferecendo coisas na rua! Sério! Chega a ser chato!

Dia 7 – Vale Sagrado e trem Pra Aguas Calientes! O trem não chegou em Aguas Calientes!

Dia 8 – Machu Picchu. Que em português deve significar escadas, escadas e mais escadas! E depois voltamos pra Cusco e fomos pra La Paz! Mas antes teve um rolê em Copacabana.

Dia 9 - Copacabana. O dia em que fomos abandonados no meio do nada da Bolívia e gastamos uma grana porque não tínhamos a targeta pra sair do Peru!

Dia 10 – La Paz e viagem pra Uyunu! O dia em que eu pensei que ia dar tudo errado e que não chegaríamos em Uyuni.

Dia 11 – Quase não entramos em Uyuni e quase não saímos! Os tão falados bloqueios estavam acontecendo e tivemos que caminhar pra chegar na cidade! Nesse dia saímos pro passeio do Salar, depois de 3 horas de tentativa do nosso motorista!

Dia 12 – Salar! Na verdade o salar é só um dia. Os outros dias são dias de muita poeira, calor e paisagens incríveis!

Dia 13 – Atacama! Dia de ver já na fronteira a enorme diferença entre Bolívia e Chile! E também de conhecer a charmosa San Pedro de Atacama!

Dia 14 – Salar de Tara! Com o guia mais legal de todos! E com o melhor gosto musical da viagem!

Dia 15– Piedras Rojas! Sem palavras pra beleza desse lugar!

Dia 16– Termas Puritama! Dia de relaxar e depois viagem pra Calama.

Dia 17 – Santiago! Horas perdidas com nosso AirBnb e depois fomos conhecer a cidade, finalizando com um pôr do sol no Sky Costanera.

Dia 18 – Viña del Mar! Dia de praia! E calor, muito calor!

Dia 19 – Embalse el Yeso e Laguna dos Patos! Quando você pensa que a viagem já ta acabando e não vai mais se surpreender você ve que esta muito enganado!

Dia 20 – Dia livre pra fazer o que quiser e depois volta pra casa. Fomos no Cerro San Cristóbal e vimos como Santiago é poluída. E depois só a depre de voltar pra casa mesmo.

 

Vou colocar o meu planejamento inicial, a planilha que fiz antes da viagem, mas muita coisa mudou! Ao longo do relato eu vou contando o que mudou e o motivo e depois disponibilizo a planilha final.

 

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Sobre as hospedagens:

Fomos com todas as hospedagens reservadas. Estávamos em um grupo de 4 pessoas, então conseguimos reservas boas fazendo antes. Sempre conseguimos 2 quartos de casal ou então compartilhado pra 4 pessoas, sempre com banheiro privado. Mudamos os planos e chegamos em Huacachina sem hotel e foi o único que escolhemos na hora. Usamos hotel, hostel e AirBnb. Ao longo do relato eu vou contando sobre as acomodações e os valores.

 

Sobre valores:

Vou citar sempre no relato os gastos que tive. Não economizei tanto como dava pra economizar então não acho que os gastos que eu tive servem de parâmetro pra quem quer fazer uma trip mais barata mas vou colocar pra terem uma noção das coisas. Meus gastos vão estar na maioria das vezes como preço pra casal porque como eu sou casada não tenho isso de dinheiro separado, os gastos são de nós dois.

 

Sobre as roupas e mochilas:

Acho que nos outros fóruns tem muita informação já sobre isso. Mas quem tiver alguma duvida é só falar!

Vou falar só um pouco do que eu acho mais importante. Comprei uma mochila que tem um fechamento nas alças, ela fecha e fica como se fosse uma mala normal. Isso ajuda muito porque na hora de passar pelas esteiras dos aeroportos não corre risco de agarrar nenhuma parte da mochila. E também comprei uma mochila que já vem com a de ataque e ela se prende na mochila maior o que é bem útil também. A mochila do Thiago tinha tudo isso também. A minha eu comprei pra essa viagem. Ela é da trilhas e rumos e foi 650,00. A do Thiago é da Nord, ele comprou faz um tempo e ela deu umas descosturadas nessa viagem. De roupa o que eu considero mais importante é um corta vento, pelo menos uma blusa fleece e uma calça térmica. Eu fui no verão mas alguns dos lugares que eu fui estavam muito frios. Não levei o tão famoso Money Belt e pra mim não fez falta, sempre carregava tudo nas mochilas de ataque e nunca deixava elas em lugar nenhum.

 

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Sobre coisas que eu levei e não usei e coisas que eu deveria ter levado e não levei.

Levei uma sandália mais bonitinha pra sair mas usei duas vezes só. E senti muita falta de um tênis tipo de caminhada, levei só meu all star e minha bota, meu pé já não aguantava mais!

Levei alguns poucos itens de maquiagem e usei uns dois dias só. Não precisava ter levado.

 

Sobre os remédios:

Levei bastante remédio e comprei alguns lá. Eu acho indispensável levar remédios e usei todos os que eu levei. Lá eu comprei o Sorojchi Pills e achei ótimo. Nem masquei folha de coca.

 

Sobre o mal da altitude:

Já chegamos indo pra maior altitude da viagem e não é brincadeira, dizem que nem todos sentem mas nos 4 sentimos, em intensidades diferentes mas sentimos. O Thiago passou mal uma noite, vomitou e ficou bem ruim mesmo. Aconselho usar o remédio que eu citei acima, ele é muito bom! Tomamos todos os dias até chegar no Atacama. Quando chegamos em Huaraz o dono do hotel ensinou como tomar e disse que mascar coca não funcionava muito pra gente, que funciona pras pessoas de lá porque elas mascam a vida inteira. Ele também disse que qualquer mal que passássemos era pra tomar um remédio pro que tivéssemos sentindo porque o remédio pro mal da altitude não funcionava. Por exemplo, se você sentir dor de cabeça, tome um paracetamol. Fizemos isso e funcionou bem.

 

Sobre os documentos que levei:

- Passaportes

- Cartão internacional de vacina

- E-mail da Peru Rail pra trocar as passagens do trem

- Entrada Machu Picchu

- Passagens de ônibus que compramos aqui

- Reservas de todas as hospedagens

- Seguro viagem (Visa Platinum)

 

Sobre o dinheiro que levamos:

Antes de ir fizemos a conta e vimos que sacar no cartão seria melhor, mas levamos um pouco só pra não ficar sem nada. Levamos:

- 500 dólares

- 350 reais

- 200 soles

- 20 mil pesos

Não conseguimos comprar bolivianos aqui no Brasil. Sobre sacar o dinheiro lá, na maioria das vezes não tivemos problema. Só um problema que foi resolvido no Atacama. E levamos dois cartões de bancos diferentes pra não ter problema. Não vou poder falar muito sobre cotação porque troquei dinheiro poucas vezes.

 

Acho que é isso então. Se eu tiver esquecido alguma informação me falem que eu completo. O índice eu vou fazer aos poucos conforme for escrevendo o relato.

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Dia 1 - 10/12 - O dia em que achei que ia morrer! Algumas vezes!

 

Turbulência, desvio de rota, mochilas sumidas, mochilas encontradas, trânsito, ônibus perdido, mais trânsito, taxista clandestino louco na pista, ônibus encontrado, trânsito de novo e enfim Huaraz! ::mmm:

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

Nesse dia começava nosso mochilão. A gente planeja tanto as coisas que acha que o dia nunca vai chegar, mas um dias chega!! rsrs

Nessa primeira parte da viagem fomos só eu e meu marido, Thiago.

 

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A preparação pra viagem foi bem corrida porque tiramos férias na sexta e viajamos no sábado! Então fomos arrumar as mochilas só na sexta à noite! Terminamos já era pra lá de meia noite e fomos tirar um cochilo pra acordar às 2 da manhã porque em BH o aeroporto fica em outra cidade e tínhamos um voo bem cedo. ::putz:: Saímos de casa às 3 da manhã e embarcamos no voo das 5:55 pra SP e fizemos uma escala lá. Chegamos em Lima as 11:25 hora local.

 

A história poderia ser só essa né?! Chegamos em Lima felizes e pegamos nosso ônibus rumo a Huaraz! Mas não!!!!! Como diz o Thiago “Se tem alguma possibilidade de uma coisa dar errado nessa viagem pode ter certeza que vai dar!”

 

Antes de viajar compramos as passagens de Lima pra Huaraz pelo site da Movil Tour (http://www.moviltours.com.pe/) para as 13:00 por 55 soles cada. Eu achei meio arriscado o horário porque nosso voo estava marcado pra chegar em Lima as 11:05, mas o Thiago disse que dava tempo e confiei nele. Mas nada poderia sair fora do planejamento ou perderíamos o ônibus e teríamos que comprar outra passagem. E como eu disse antes, se tem a possibilidade de dar errado... vai dar! E além de dar errado ainda passei sufoco.

 

Antes de prosseguir vou falar porque eu comprei a passagem com antecedência e passei esse sufoco com o horário. Tínhamos lido que a viagem de Lima para Huaraz tinha paisagens lindas e que era legal viajar em ônibus de 2 andares e ir nas primeiras cadeiras de cima do ônibus. Então resolvemos que queríamos isso e compramos antecipadamente pra não perder as cadeiras que são as mais disputadas até mesmo por serem mais espaçosas.

 

Voltando a história da viagem... Embarcamos em SP e o avião era bem velho! A TV do Thiago não estava funcionando e chamamos um comissário pra verificar e ele disse com essas exatas palavras: “Vou verificar mas provavelmente não vai funcionar, essa aeronave é muito velha e vamos devolver ela mês que vem, por isso não estamos realizando essas manutenções!” CARA!!! Como assim um comissário fala com um passageiro que a aeronave é velha e não estão dando todas as manutenções!!! :o Mas abstraí isso e seguimos viagem.

Estávamos chegando em La Paz quando o piloto pediu pra apertar os cintos que passaríamos por uma turbulência, até aí tudo bem, isso já aconteceu comigo antes. Mas não foi uma simples turbulência! O avião balançava demais! E eu só lembrava que o avião era velho! Aí o piloto diz “Vou conversar com vocês um pouco pra distrair vocês enquanto a gente balança! Nessa altitude não é comum termos chuva, mas estamos passando agora por uma chuva de gelo. Recebemos a noticia que tem um vulcão entrando em erupção e vamos ter que alterar um pouco nossa rota. Talvez isso possa estar causando essas alterações climáticas!” . Foram os minutos mais tensos da minha vida! ::mmm: Mas como tudo na vida passa, isso passou e saímos vivos.

Isso fez a gente se atrasar um pouco e chegamos em Lima 11:25. Passamos pela imigração, escolhi uma fila com 2 pessoas e uma das pessoas agarrou!!!!! Haja paciência!!! MUITO IMPORTANTE:Nessa hora lembre de pegar a tarjeta de entrada no Peru!! Eu não peguei e me fodi depois!!! ::putz:: Passamos pela imigração e fomos pegar os mochilões. Ficamos uns 20 minutos esperando e nada!! Todo mundo já tinha saído e só a gente lá! Procurei um funcionário do aeroporto e ele perguntou se tínhamos vindo de SP e eu expliquei que em SP estávamos em uma conexão e que vinha de BH. Ele saiu e voltou dizendo que as bagagens de conexão estavam em outro lugar!!!!!!!!!! Elas estavam lá desde quando chegamos na esteira!!! ::lol4:: Mas tudo bem, pelo menos passou o susto de achar que tinham sido extraviadas. Depois disso tem que passar na alfandega e a fila estava gigante! Quando ouvi o funcionário da fila de prioridade chamando o pessoal do fim da fila sai correndo igual uma louca e passamos antes dos outros.

Nessa hora já estávamos super atrasados, o terminal era bem longe do aeroporto e já era mais de meio dia!! Nem cogitamos negociar um taxi do lado de fora porque sabíamos que não daria tempo. Antes de viajar vimos que entre os taxis do aeroporto o mais em conta era o Taxi Green e fomos direto nele. Cobraram 60 soles!!! Isso mesmo, 60 Soles!!!!!! Mas nem tínhamos poder pra negociar a essa altura e fomos. Ele nos garantiu que chegaríamos lá antes de 13:00. Mas entenda, nunca acredite na garantia que eles dão!!! O trânsito de Lima é uma coisa surreal! Estava um trânsito horroroso e os motoristas são tipo camicazes! Eu tomava um susto a cada segundo! Chegamos lá já era 13:20 e pra nossa surpresa estávamos no lugar errado!!!!! O ônibus já tinha ido pra outro terminal. Perguntei a moça se o ônibus tinha saído do outro terminal e ela disse que talvez não tivesse chegado lá ainda por causa do trânsito. De repente brotou um cara do chão e disse que dava tempo, pegou nossos mochilões e saiu correndo pela rua. Colocou a gente num carro e disse que ele levaria a gente lá e explicou a situação pra ele. Ele disse que não garantia que ia dar tempo e que eram 30 soles. Ele ia fazer o dobro do percurso do primeiro táxi e cobrou a metade do preço!! ::grr:: Aceitamos e fomos com ele.

 

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Gente, imaginem uma pessoa dando ré um uma via expressa!!! Esse era nosso motorista! Completamente louco!!!!!! ::tchann:: Só pensava que ia morrer e que o seguro viagem não cobria acidente em veículos ilegais!! Ia morrer e ainda ia dar trabalho pra minha mãe me trazer de volta!!! Ele foi cortando caminho, passando nos quebra molas direto, passando em buracos, entrando na frente dos outros! E quando enfim chegou no terminal eu perguntei o funcionário que estava na porta se o ônibus de 13:00 já tinha saído (eram 14:30) e ele disse que não tinha chegado ainda!!!!!! Até dei 10 soles a mais pro taxista pelo esforço. Nunca senti tanto alivio na minha vida! Kkkk

Depois disso conseguimos respirar! Entrei no terminal e compramos duas aguas de 1 litro por 9 soles. Trocamos as passagens, deixamos a mochila e o ônibus chegou. Embarcamos e pensei que agora estava tudo certo que podia ficar tranquila! Mas estava completamente enganada! O motorista do ônibus era mucho loco também, ele estava cortando os caminhões nas curvas na beira do penhasco :o:o:o . A paisagem realmente é linda mas fiquei tão nervosa que nem consegui fotografar direito. Eles serviram um almoço que estava bem gostoso. Arroz com frango e umas outras coisas que não sei bem o que era e muitooo óleo. Teve uma sobremesa mas experimentei e não gostei e não sei o que era.

 

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Eu não estava conseguindo dormir de apreensão do motorista louco mas estava morta! E pensei “Se tiver que acontecer alguma coisa vai acontecer comigo dormindo ou acordada” ai consegui dormir um pouco. Antes de chegar eles serviram outro lanche bem gostoso também, um pãozinho salgado e um pedaço de bolo de chocolate. Chegamos em Huaraz antes da hora programada e pela primeira vez na vida vi uma pessoas segurando uma plaquinha com meu nome! :D #emocionada Tinha combinado com o dono do hotel, Scheler, de me buscar e ele estava lá me esperando. Pelos relatos achei que ninguém estaria me esperando e tinha combinado que chegaria às 22:00 e cheguei antes , mas mesmo assim ele já estava lá. Fiquei muito feliz, porque já era tarde e estávamos mortos e perdemos muito dinheiro com a confusão de táxis em Lima. Ele nos buscou de táxi e não cobrou pelo serviço por eu ter fechado os passeios com ele.

 

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Chegamos no hotel, Hospedage Casa Blanca, e era bem simples mas confortável. Cama boa, chuveiro quente, roupa de cama que aguentou o frio que estava fazendo (11°C). Acordei a noite e vi que meu celular que eu coloquei pra carregar antes de dormir não estava carregando e descobri que nenhuma das tomadas do quarto funcionavam direito. Demorei umas meia hora e consegui que ele carregasse. As tomadas do Peru são toda frouxas pro modelo de tomada que usamos. O custo beneficio do hotel é ótimo, 3 diárias saíram por 39 dólares, em quarto de casal com banheiro privado. ::love::

 

No outro dia iriamos pro Nevado Pastoruri e perguntei o Scheler sobre o Sorojchi Pills. Ele ensinou a gente como tomar e mostrou onde podíamos comprar. Saímos a pé mesmo até uma farmácia e compramos 8 comprimidos por 16 Soles.

 

Gastos do dia:

Starbucks em SP 19 reais

Pão de queijo 15 reais

Táxi Green 60 soles

Táxi clandestino mucho loco 40 soles

2 águas de 1 litro cada na agência da movil tour 9 soles

8 comprimidos de Soroche phills 16 soles

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Detalhes preciosos!! To acompanhando ansiosa ja que vou nesse mesmo começo de roteiro em abril. Que sufoco essa correria hein

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[attachment=2]IMG_0776.JPG[/attachment]

 

Sobre o dinheiro que levamos:

Antes de ir fizemos a conta e vimos que sacar no cartão seria melhor, mas levamos um pouco só pra não ficar sem nada. Levamos:

- 500 dólares

- 350 reais

- 200 soles

- 20 mil pesos

 

Não conseguimos comprar bolivianos aqui no Brasil. Sobre sacar o dinheiro lá, na maioria das vezes não tivemos problema. Só um problema que foi resolvido no Atacama. E levamos dois cartões de bancos diferentes pra não ter problema. Não vou poder falar muito sobre cotação porque troquei dinheiro poucas vezes.

 

Acho que é isso então. Se eu tiver esquecido alguma informação me falem que eu completo. O índice eu vou fazer aos poucos conforme for escrevendo o relato.

 

Oi Débora, tudo bem?

 

Sobre o dinheiro que levou, foi só o dinheiro "físico" ou esses gastos incluíram o que estava no cartão e que talvez vc tenha sacado durante a viagem?

 

Estarei acompanhando seu relato e em breve espero visitar os mesmos países :)

 

Abs.

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Detalhes preciosos!! To acompanhando ansiosa ja que vou nesse mesmo começo de roteiro em abril. Que sufoco essa correria hein

 

Bota sufoco nisso.. ::mmm:

Espero ter terminado antes da sua viagem! :D

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Sobre o dinheiro que levamos:

Antes de ir fizemos a conta e vimos que sacar no cartão seria melhor, mas levamos um pouco só pra não ficar sem nada. Levamos:

- 500 dólares

- 350 reais

- 200 soles

- 20 mil pesos

 

Não conseguimos comprar bolivianos aqui no Brasil. Sobre sacar o dinheiro lá, na maioria das vezes não tivemos problema. Só um problema que foi resolvido no Atacama. E levamos dois cartões de bancos diferentes pra não ter problema. Não vou poder falar muito sobre cotação porque troquei dinheiro poucas vezes.

 

Acho que é isso então. Se eu tiver esquecido alguma informação me falem que eu completo. O índice eu vou fazer aos poucos conforme for escrevendo o relato.

 

Oi Débora, tudo bem?

 

Sobre o dinheiro que levou, foi só o dinheiro "físico" ou esses gastos incluíram o que estava no cartão e que talvez vc tenha sacado durante a viagem?

 

Estarei acompanhando seu relato e em breve espero visitar os mesmos países :)

 

Abs.

 

 

Olá!

 

Esse foi só o dinheiro "fisico" que eu levei mesmo, só pra não chegar lá sem nada. Tive mais gastos com compras no cartão e saques.

 

Vou descrevendo os gastos ao longo do relato. :D

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olá,

mto bom o relato e bastante detalhado

vou em setembro... avião até Corumbá, dps trem da morte até sta cruz, avião até Uyuni passando pelo Atacama, Peru e terminando em La Paz...

 

abcs

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olá,

mto bom o relato e bastante detalhado

vou em setembro... avião até Corumbá, dps trem da morte até sta cruz, avião até Uyuni passando pelo Atacama, Peru e terminando em La Paz...

 

abcs

 

 

Valeu Tiago! ::otemo::

 

Muito bom seu roteiro! Pode acompanhar que vai ter muita informação desses lugares que você vai! :D

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DÉBORAAAAAAAAAAA!!!!!!!

Que fofinha guria, muito obrigada pelo carinho haha ::love:: É bom demais ver o meu nomezinho aqui no seu relato!

Senti saudades também, mas agora eu estou de volta hehe

E arrasou no relato guria ::otemo:: Com certeza está ajudando muito a galera

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Debora, você poderia postar aqui o link dos roteiros que você usou como referência ?

Continuo acompanhando o seu por aqui, gostei bastante da forma como você descreve.

Quero muito incluir Huaraz e Ica, mas queria saber mais detalhes, procurei por aqui outros relatos sobre esse

lugar e não achei.

 

;**

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Dia 2 - 11/12 - Soroche!!!! Partiu 5400 metros de altitude no primeiro dia!!!

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

Antes de sair do Brasil já havia conversado como Scheler pelo FB e deixei fechado com ele os passeios. No primeiro dia combinamos de fazer o Pastoruri e no segundo a Laguna 69. Ele fez cada passeio por 45 soles. Eu já tinha lido antes que ele não fazia muito esses tipos de passeios (ele faz mais os trekkings grandes) e que normalmente transferia as pessoas pra outas agências, mas quis deixar fechado antes, pois íamos chegar à cidade tarde e não queria perder tempo procurando passeios em cima da hora. Mas é tranquilo deixar pra fechar lá e fica mais em conta.

 

Não estava super empolgada pra fazer o Pastoruri porque tinha visto umas fotos e não tinha gostado muito. Mas li o relato da Quel Teixeira e mudei de ideia. E obrigada Quel!!!! Valeu muito a pena! ::love::

 

Agora vamos ao relato.

 

Tínhamos combinado de sair as 8:40 e descemos pra tomar o café as 8:20. O café não é tipo buffet, foi servido na nossa mesa. Para nós dois tinham 4 pães redondos que são comuns por esses países, manteiga, geleia de morango, café preto, água quente pra colocar no café e dois sucos de laranja. O café é simples mas estava gostoso. ::otemo::

 

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Scheler explicou que íamos ter uma parada na ida para tomar um mate de coca e poderíamos comer também e na volta teria uma parada no mesmo lugar para almoçar.

 

Ele nos levou até um lugar com várias vans que estavam saindo com passeios e eu vi de primeira a van da Mony Tours e pensei “só não pode ser com eles!” e foi nessa van mesmo que ele colocou a gente. O Thiago pesquisou um pouco das agências e leu que essa não era das melhores. Mas fazer o que né? Não tinha outra opção.

 

Nesse lugar onde as vans ficam tem algumas lojinhas e algumas agências e se não me engano tinha até um lugar que fazia cambio. Antes de sairmos entrou uma moça na van vendendo umas coisinhas e compramos umas balinhas de coca ( 4 por 1 sol) e um saquinho de folha de coca por 1 sol. Nessa hora tomamos mais um comprimido de Sorojchi Pills, antes de dormir na noite anterior tomamos um também.

 

Saímos por volta de 9:20. A van era confortável, o guia se apresentou e era bem legal! Ele explicou nosso percurso e contou um pouco da história do lugar. Ele disse que ia colocar um nome no grupo pra facilitar quando fosse nos chamar, ficamos um tempo discutindo sobre um bom nome e no fim ele disse que seriamos os coqueiros, segundo ele “aqueles que mascam coca”.

 

Paramos no restaurante para tomar o mate de coca, 2 soles cada um. Roubei uns guardanapos porque esqueci de levar papel e o banheiro apesar de estar limpo (coisa rara nessa viagem) não tinha papel. ::mmm:

 

Isso é uma coisa importante! Nenhum lugar tem papel! Nenhum mesmo! Leve o seu! Eu levei um rolo aqui do Brasil.

 

Nesse restaurante você já deixa o pedido do almoço pra quando estiver voltando. Mas atenção!!! Essa é a maior furada do passeio! Parece que todas as agências tem uma parceria com esse restaurante e tudo é muito caro!! Eu já sabia disso e levei umas coisinhas pra comer. :P A gente levou umas barrinhas de cereais do Brasil e umas Pringles também. Daí não reservamos nada pro almoço.

 

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Depois dessa parada fomos direto até a entrada do parque. Pagamos a entrada, 10 soles por pessoa. Vale a pena descer da van nessa hora, a paisagem é muito bonita. Lá tinha mais gente vendendo coisinhas pra comer e compramos mais 3 balas de coca por 1 sol.

 

Nessa parada a altitude já era de 4140 metros e estávamos nos sentido super bem! ::otemo::

 

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Depois disso teriam mais 3 paradas antes do nevado. Um laguinho que borbulhava, eu infelizmente não lembro muito da explicação do guia nessa parada, mas era um laguinho tão pequeno que acho que nem param lá por esse motivo e sim pelas lhamas que tem lá pra tirar fotos. Eles as vestem e colocam óculos de sol, dá até dó das bichinhas. Pelo que eu vi paga pra tirar foto com elas, eu não tirei. Depois pararíamos pra ver uns laguinhos coloridos, o guia explicou que as cores são devido as algas mas que só dava pra ver com sol e estava bem nublado, ele perguntou se queríamos parar mesmo assim mas ninguém quis então fomos pra próxima parada. Na última parada vimos uma planta que segundo ele colocou a região no livro dos recordes, a Puya Raimond. Elas são enormes!!! Essas plantas são consideradas as maiores bromélias do mundo e existem no Peru e na Bolívia. Têm de 4 a 10 metros de altura, é impressionante! :o

 

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Depois disso fomos para o nevado. Chegando lá tem um estacionamento onde já tinham algumas vans. No começo da trilha tem banheiros mas não sei se são pagos nem limpos, porque não usei. O tempo estava bem fechado e começou uma neve já quando a gente estava dentro da van. No começo da trilha ficam umas pessoas vendendo comida, snacks e como estava nevando estavam alugando capas de chuva e sapatos. O aluguel da capa estava 5 soles mas não achei necessário pois estava com uma jaqueta impermeável. Começamos a trilha e o caminho é todo pavimentado até chegar no nevado. A neve deu uma apertada e comecei a congelar mas conforme fui andando esquentei um pouco.

Conhecemos 3 brasileiros nesse dia, um casal e o Aurélio que acabou fazendo o passeio no outro dia junto com a gente. A subida é muito difícil! Eu e o Thiago nos preparamos fisicamente antes da viagem e estávamos com um nível de condicionamento físico bom e foi bem cansativo. Nessa hora a gente viu que a altitude não é brincadeira, o caminho até lá em cima é curto e se não fosse a altitude faríamos em menos da metade do tempo que fizemos. A sensação de cansaço ao menor esforço é chocante. O caminho é inclinado e isso faz ser pior ainda. Eu parei algumas vezes pra recuperar o fôlego e consegui chegar lá!

 

O nevado é lindo! As fotos não representam nem 10% do que é esse lugar! Valeu muito a pena o esforço pra chegar lá! ::love::

 

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Antigamente era possível subir no glaciar mas hoje não é mais. Com as mudanças climáticas o glaciar esta diminuindo, o guia nos disse que tem uma estimativa de que desapareça até 2030. E segundo ele o fato de antigamente poder subir contribuiu para a aceleração desse processo. ::putz::

 

Tudo muito lindo e chega a hora de descer. Eu pensei “descer todo santo ajuda!” mas estava bem enganada.

A descida foi mil vezes pior que a subida. Em alguns momentos eu achei que ia desmaiar. Sentei um monte de vez pra ver se melhorava e depois descobri que sentar só piora as coisas. Cheguei na van sentei a apaguei. O estomago embrulhava, a cabeça rodava, sentia um calor do nada! O Thiago também sentiu muito a descida e também apagou!

Quando a van saiu da estrada de terra o motorista parou e desceu para verificar alguma coisa e pra nossa alegria o pneu tinha furado. Eles nem pediram pra gente descer e nem falaram o que houve, eu realmente deduzi que foi o pneu que furou e pelo jeito foi mais de um.

 

Pneus trocados (eu acho) e seguimos viagem. Paramos no mesmo restaurante pra almoçar e como a gente não tinha pedido almoço íamos ter que esperar a galera almoçar. Demos uma olhadinha no cardápio e pedimos dois pães com queijo bem lero lero, saiu por 6 soles ::putz:: . Vale dizer que os pratos das outras pessoas estavam bem bonitos!

 

Começamos a conversar com o casal que conhecemos e fomos pra fora do restaurante. Lá fora eu vi uma cena que me fez pensar que ainda bem que não comi lá (mas depois lembrei que eu comi)! ::lol4:: Uma briga de um rato ENORME e um cachorro!!! Quando todos terminaram de comer entramos na van e seguimos pra Huaraz.

 

Quando chegamos encontramos com o Scheler por acaso e falamos que precisávamos de dinheiro, ele explicou que por ser domingo as casas de cambio estavam fechadas. Ele então nos levou num ATM na Plaza de Armas que o Thiago não conseguiu sacar dinheiro! Ele falou pra tentarmos em um banco que ficava do outro lado da rua e ai o Thiago conseguiu. Sacou 200 soles só!!! Depois que eu vi xinguei ele tanto!! ::toma:: Toda vez que você saca tem uma taxa fixa de saque, então quando for sacar faça as contas e saque tudo que for precisar.

 

O Thiago ainda estava se sentindo mal e então o Scheler disse pra ele tomar paracetamol e voltamos pro hotel pra ele fazer isso e tomamos mais um Sorojchi Pills também . Scheler explicou o caminho e voltamos a pé mesmo.

A cidade é pequena e pelo que andamos lá não é perigosa. Antes de viajar eu dei uma olhada no street view da rua do hotel e achei muito tensa! Pensei que só ia andar de taxi por medo, mas é super tranquila! Andamos a noite, com mochilas e tudo mais e não senti medo hora nenhuma.

 

A cidade não é bonita, parece ser uma cidade bem pobre, mas as pessoas demonstram que gostam muito dali. No dia que chegamos o time da cidade tinha ganhado um campeonato e a cidade estava toda em festa!! Bonito de ver a felicidade deles! #nãoésófutebol :D::love::

 

Saímos pra comprar a passagem pra Lima, compramos na Cruz de Sur por 56 soles cada. Tem uma rua onde ficam todas as empresas de ônibus e tem valores mais baixos que esse, mas queríamos ir com a Cruz del Sur pelos comentários positivos. É super tranquilo achar vaga até sendo um dia antes da viagem, tinham muitas vagas ainda no nosso ônibus quando compramos. Creio que até no dia de viajar da pra achar passagem, porque tem vários horários e varias empresas.

 

Compramos mais 4 comprimidos de Sorojchi Pills, por 2 soles cada. Comprei um chip da movistar por 8 soles e coloquei 5 soles de recarga. Comprar chip nesses lugares é super tranquilo, você precisa cadastrar com uma identidade de alguém do país, mas as vezes que precisei o vendedor usou sua própria identidade e cadastrou pra mim.

 

Fomos ao mercado de artesanato da cidade e comprei dois imãs pra minha coleção. Ficamos procurando um lugar pra eu comer porque o Thiago estava tão ruim que nem queria jantar. Entrei no Tripadvisor e quando virei pro lado vi uma galeria lindinhas escondida, não vou saber falar onde é mas é uma graça. Tinha alguns restaurantes e escolhi uma pizzaria que estava com os preços melhores “La Pizeria”. Pedimos uma pizza pequena marguerita por 14 soles e ganhamos dois Pisco Sour de cortesia. Eu não bebo e o Thiago não estava aguentando nada. Mas como uma boa mochileira eu aproveitei que era de graça e bebi os dois!! :oops: A pizza desse lugar é muito boa e o Pisco estava bem gostoso também, parece um pouco com a nossa caipirinha.

 

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Passamos no supermercado pra comprar água e comida pra trilha da laguna 69. Nesse tour não tem nenhuma refeição inclusa e só tem uma parada pra tomar café da manhã. Compramos duas águas de 1 litro, pães e mortadela. Na rua do hotel compramos 4 bananas pra trilha por 1,50 soles. Nas ruas sempre tem gente vendendo de tudo! Inclusive comida, frutas, pães.

 

Chagamos no hotel e pagamos os passeios, 180 soles para nós dois.

Deitamos cedo e colocamos o despertador para as 4:30 pra sair as 5:20 no outro dia. Passei mal à noite, não sei dizer se foi por causa do Pisco mas como eu não bebo pode ter sido. ::mmm:

 

Gastos do dia:

2 Mates de coca 4 soles

Balas e folhas de coca 3 soles

Entrada 20 soles

2 Pães com queijo 6 soles

2 Passagens para Lima 112 soles

Imãs 13 soles

Sorojchi Pills 8 soles

Chip e recarga 13 soles

Pizza 14 soles

Comida e água pra laguna 69

4 Passeios 180 soles

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DÉBORAAAAAAAAAAA!!!!!!!

Que fofinha guria, muito obrigada pelo carinho haha ::love:: É bom demais ver o meu nomezinho aqui no seu relato!

Senti saudades também, mas agora eu estou de volta hehe

E arrasou no relato guria ::otemo:: Com certeza está ajudando muito a galera

 

Valeu Barbara! Seu relato ajudou muito. Foi um dos que me fez ir pra Huacachina! ::love:: E nem pesquisei hotel, fui direto pro que vc ficou ::mmm:

Espero ajudar o pessoal aqui tbm!

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Debora, você poderia postar aqui o link dos roteiros que você usou como referência ?

Continuo acompanhando o seu por aqui, gostei bastante da forma como você descreve.

Quero muito incluir Huaraz e Ica, mas queria saber mais detalhes, procurei por aqui outros relatos sobre esse

lugar e não achei.

 

;**

 

A maioria das informações que peguei foi aqui do mochileiros mesmo. Ica e Huaraz não são destinos muito comuns então é um pouco difícil de encontrar informações mesmo.

Aqui no mochileiro tem um tópico só sobre Huaraz e no relato da Barbara ela fala sobre lá também.

 

post1209660.html#p1209660

huaraz-perguntas-e-respostas-t6419.html

 

Mas pode falar as duvidas que tiver que se eu souber te ajudo. Espero acabar meu relato rápido. Já tem uma boa parte escrita mas é que postar com as fotinhas e editado direitinho da um pouquinho de trabalho. Mas vou fazer o máximo pra acabar rápido.

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Dia 3 - 12/12 – Laguna 69!!! A coisa mais difícil que já fiz na vida!!!

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

Primeiro vou dizer que quando o Thiago me mandou fotos desse lugar eu disse “PQP!!! WTF!!! Que lugar é esse!??! Com certeza eu vou!” :o . Depois comecei a ler um pouco e vi que não era tão simples assim. Mas coloquei na cabeça que ia conseguir!

 

Como eu disse antes, os meninos já tinham um planejamento e não cabia uma ida em Huaraz nesse planejamento, é uma viagem longa e precisa de alguns dias pra conseguir fazer os passeios por lá. Mas resolvemos que íamos uns dias antes pra poder conseguir fazer essa laguna.

 

Depois de resolvido a parte de organização do cronograma veio a parte mais complicada, “será que vamos conseguir fazer a trilha?” :shock:

 

A trilha é considerada difícil, não só pela extensão mas também pela altitude. A trilha começa a 3.900 metros de altitude e termina em 4.600 metros. É preciso ter o condicionamento físico muito bom pra fazer. Resolvemos então fazer mais atividades físicas pra tentar melhorar essa questão. Mas... ::lol4::

 

Vamos ao relato desse dia incrível!!!

 

Acordamos às 4:30 pra sair as 5:20 sem café da manhã por causa do horário. Fomos tomar banho mas o chuveiro não esquentava. Liguei na recepção e disseram que tinha alguma coisa desligada e que ia demorar uns 10 minutos pra esquentar. Estava frio e tínhamos tomado banho antes de dormir então fomos sem tomar banho mesmo. ::mmm:

As 5:25 uma van parou na porta do hotel e fomos buscando outras pessoas em outros hotéis. Na nossa van tinha gente do Uruguai, México, USA, Inglaterra, Coreia do Sul e só a gente do Brasil. Mas depois descobri que saíram duas vans e na outra estava o Aurélio, que conhecemos um dia antes. Ele estava fazendo intercambio de medicina em Lima e aproveitou o fim de semana pra ir conhecer mais o Peru. Ele estava com uma colega de intercambio mexicana e acabamos nos dando super bem, a Verônica (Verô).

 

Durante o trajeto de pegar as pessoas no hotel eu descobri que os uruguaios pagaram 35 soles cada e depois descobri que o Aurélio e a Verô pagaram 55 pra cada. Então cada um faz um preço e depois vai todo mundo junto. Vale a pena pesquisar! ::otemo::

 

As coreanas atrasaram, e olha que passamos pra pegar elas já nem estava cedão mais, foram as últimas a serem buscadas ::grr:: . Depois de umas 2 horas pegando as pessoas saímos. Na nossa van não tinha nenhum guia, só o motorista e ele não abriu a boca pra falar nada hora nenhuma.

 

Bom, já disse que o trânsito do Peru é uma coisa surreal de tão bagunçado né? Então, estávamos indo para o dia mais aguardado de toda a viagem e de repente uma bagunça no trânsito e nosso motorista desce da van, some e volta sem falar nada. Entrou na van, a confusão acabou, ele andou uns 10 metros e parou a van de novo!!! ::grr:: Foi conversar com alguém em uma van que estava atrás de nós (até esse momento ninguém nem sabia que tinha outra van junto com a gente) e de repente aparece um policial (ai que eu percebi que a gente estava em frente um posto de polícia) . Depois de muito esperar, o motorista entrou na van e continuou sem falar nada!! Mas pensei “agora vai!” e o universo respondeu “você que pensa!!” Ele dirigiu até um lugar e desceu pra pegar um lanche, depois dirigiu até outro lugar (não faço a mínima do que era esse lugar) desceu, demorou mais uns 10 minutos e voltou sem falar nada. Dirigiu mais e então eu vi uma placa com informações sobre o parque e pensei “agora estamos indo mesmo!” não preciso nem falar que não né. Ele parou de novo!! ::vapapu:: Em frente a uma casa com uma van estacionada na porta, buzinou e um homem apareceu na janela, ele perguntou se era possível levar a gente!!!! Como assim!?!?!?!? ::putz:: Depois de conversarem por um tempo ele abriu a porta da van e finalmente disse alguma coisa!!! Falou que íamos trocar de van porque a outra van que seguia com a gente tinha acidentado e não poderia ir até o parque. Explicou que íamos parar em um lugar pra tomar café e que ele encontraria com a gente nesse restaurante com o pessoal da outra van. Já estava bem tarde essa hora e eu só pensava que não ia dar tempo. :(

 

Paramos no lugar de tomar café e era bem bonitinho, com uma vista linda para as montanhas. Mas era tudo muito caro também. Nós comemos só o que tínhamos levado. Lá tem banheiro (sujo e sem papel), use os banheiros de lá porque são os últimos que você vai encontrar. Eu usei duas vezes inclusive!! Eles demoraram bastante pra chegar e quando chegaram vimos o Aurélio e a Verô.

 

Conversando com o Aurélio ele explicou o que tinha acontecido na confusão do trânsito. A van não estragou, o que aconteceu foi que o motorista estava com a habilitação vencida!!! Aí o nosso motorista teve que ir pegar eles. Mas isso só porque estava perto de um posto de polícia,caso contrario teria sido tudo normal. Ainda tivemos que esperar todos tomarem café antes de seguir pra laguna. ::vapapu::

 

Voltamos para nossa van e nessa hora o guia foi junto com a gente. Ele foi contando a história do parque e explicando sobre a trilha. Nesse momento ele disse pra não sentarmos durante a trilha que era pior (deviam ter me avisado isso um dia antes), mas ele disse que todos conseguiriam, que não era impossível pra ninguém. Paramos pra pagar a entrada, 10 soles para cada. Existe a possibilidade de comprar um passe pra mais dias que sai mais em conta pra quem vai ficar mais dias explorando o parque.

 

A primeira parada foi na laguna Llanganuco ::love:: , como tivemos todos os problemas de atraso eles no deram só 3 minutos lá!!!! ::vapapu::::vapapu::::vapapu:: Não dá pra nada!! Aconselho pra quem tiver mais tempo ir no tour que faz essas lagunas, são lindas! Queria ter tido mais tempo pra ficar lá.

 

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Entramos na van e seguimos rumo a tão esperada trilha! Chegamos no começo da trilha as 09:40 e ele explicou que cada um iria no seu ritmo e que ele ficaria acompanhando quem tivesse mais atrás.

 

O começo da trilha é muito tranquilo e muito bonito. Tem um lago bem charmoso e umas mini vaquinhas, coisa marlinda! ::love:: Nesse começo eu acabei ficando junto com a Verô e ela não estava muito preparada fisicamente pra fazer a trilha não, acho que ela nem sabia do que se tratava direito rsrs. Mas eu resolvi acompanhar ela pra ela não desanimar e sempre que ela parava eu parava também.

 

Depois de um tempo começamos a subir, subimos muito! Um zig zag interminável montanha acima. Essa parte é muito cansativa e a altitude mais uma vez atrapalha muito a gente. Mas não achei tão difícil quanto eu imaginava que seria. Depois de muito subir chegamos em uma laguna, que não era a 69, era bem bonita mas a água não tinha nada a ver com o azul que estávamos esperando. Depois dessa laguna tinha mais uma boa parte de caminhada no plano. Tenho que falar que foi uma das trilhas mais bonitas que eu já fiz (vou escrever isso aqui mais uma vez no fim do relato sobre outra trilha, mas as duas juntas são as mais bonitas que já fiz hehe). Todo o caminho é lindo! Tem cachoeiras, montanhas com neve, montanhas sem neve, mini vaquinhas, enfim, só a trilha já compensa o esforço ::otemo:: .

 

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Depois dessa parte plana é que vem a parte difícil. Sem sombra de dúvidas a coisa mais difícil que eu fiz na minha vida. Quando acabou a parte plana eu vi mais uma montanha enorme e sem aquele caminho em zig zag que tínhamos feito na outra montanha. É preciso fazer uma “escalaminhada” pra poder chegar até um caminho mais ou menos demarcado. E isso demandou um esforço do meu corpo que eu não esperava. Eu cansei de uma forma surpreendente. Eu não sentia nada do mal da altitude, minha cabeça não doía e eu não estava enjoada nem tonta. Mas estava num nível de cansaço que nunca estive antes. Dava dois passos e parava, com dois passos eu ficava cansada como se tivesse corrido 10Km. Descansava um pouco e o pique voltava, parecia que ia conseguir subir direto, levantava, dava dois passos e morria de novo. E assim foi até chegar lá em cima. ::mmm:

 

Tenho que dizer que da forma dele o guia me ajudou muito. Toda vez que eu sentava e pensava em desistir (pensei em desistir umas 50 vezes) ele falava coisas do tipo "Você não quer ver a laguna? se não quiser não precisa!" "Se você não sente nenhum mal, isso é preguiça!" “A Laguna vai ficar lá pra sempre, você não precisa fazer isso hoje!” “Todos já chegaram, você não vai ficar nada lá em cima!” “A chuva tá chegando, e quando chove a laguna não fica azul, se você quiser ver ela azul tem que ser rápido!”.

 

Pensava sempre na minha professora da academia falando que é o cérebro que comanda o corpo e podemos fazer o que quisermos! No fim, com muito sacrifício cheguei lá! ! Quando cheguei não quis fazer nada, só queria deitar e descansar. Um tempo deitada, um lanche e um chá de coca e já estava pronta pra desbravar a laguna! :D:D Mas como demoramos, não tivemos tanto tempo assim. Acho que ficamos lá em cima em torno de uns 40 minutos. E posso dizer que foi rápido mas foi incrível. A laguna é sensacional!!! As fotos falam por si só.

 

 

 

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Lá em cima conhecemos um francês apaixonado pelo Brasil, veio pra cá na Copa e falava até um pouco de português. É incrível como nessa viagem você conhece tantas pessoas de lugares diferentes tão sintonizadas nessa vida viajante.

 

Começamos a descer e a descida pra mim foi super tranquila, sem cansaço e sem efeitos do soroche, mas o Thiago sentiu muita dor de cabeça e enjoos. Demoramos por volta de 3 horas pra descer.

 

O Aurélio tinha tomado uns remédios diuréticos que segundo ele abaixavam a pressão por isso eram bons pra altitude, mas no começo da descida ele começou a sentir câimbras muito fortes no quadril e nas pernas. O guia ficou com ele e fomos descendo. Quando estávamos quase chegando no final o francês e os motoristas estavam voltando e falaram que alguém estava passando mal e que iam ajudar. Tiveram que levar o Aurélio nas costas até o fim da trilha. ::essa::

 

Na volta paramos no mesmo lugar do café da manhã para usar os banheiros. Não usei porque de manhã já estava imundo então nem quis ver como estava nessa hora. Fui conversar com o Aurélio e ele já estava bem. Disse que provavelmente o diurético o fez perder muito potássio e aí deu câimbra no corpo inteiro. Então fica a dica de tomar cuidado com os remédios. ::otemo::

 

Chegamos em Huaraz por volta das 19:30. A van nos deixou na Plaza de Armas e trocamos 50 dólares num câmbio de 3,38. Fomos pro hotel arrumar as coisas pra sairmos para Lima. Pagamos 39 dólares nas três diárias do hotel e fomos a pé até a Cruz del Sur. Comprei uma água por 1,50.

 

Saímos para Lima as 22:00. O ônibus da Cruz del Sur é muito melhor em comparação ao da Movil Tours na minha opinião. E eles se preocupam mais com a segurança, filmam dentro do ônibus mostrando onde estamos sentados, conferem passaporte e fazem teste de álcool nos motoristas e funcionários que vão no ônibus.

 

Gastos do dia:

Entrada do parque: 20 soles

Hotel: 39 dólares

Água: 1,50 soles

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Dia 4 - 13/12 – Da altitude ao nível do mar!!! Huacachina e o oásis no meio do deserto!

 

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

 

A princípio não tínhamos planos de ir pra Huacachina. Mas depois de ler os relatos de algumas pessoas, principalmente a Mary e a Bárbara, resolvi que queria ir. Fiquei muito em dúvida sobre essa parte do roteiro por causa das chuvas, fomos em uma época que costuma chover bastante e pensei “Se chover não vai ter nada pra fazer nesse lugar!”. ::putz:: Mas conversando com o Aletucs ele me disse pra ir despreocupada que por ser um deserto lá não chovia, e eu fui!!!

 

Chegamos em Lima as 5:30 e compramos passagens pra Ica as 7:00 por 40 soles pra cada pela Cruz del Sur. Saímos às 7:00 da Javier Prado e assim que embarcamos eles serviram o café da manhã, pão com frango e um bolinho doce que não identifiquei o que era mas era bom, para beber tinha refri e café. Experimentei a tão famosa Inka Kola!! É gostosa, doce uma vida, mas gostosa. Confesso que fiquei com receio, olhar pra um copo com Inka Kola parece o mesmo que olhar pra um copo com xixi. ::mmm:

 

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Chegamos em Ica ao meio dia, depois do horário previsto pra chegada. Na garagem da Cruz del Sur estava cheio de taxista oferendo corrida para Huacachina. Vale a pena pechinchar! Fechamos por 10 Soles! Não se esqueça que sempre quando negociar um valor deixar claro se é por pessoa ou pela corrida! ::otemo::

 

Antes de ir queríamos comprar a passagem de volta para o outro dia, pois queríamos o ônibus de 6 da manhã e achamos arriscado deixar pra comprar no outro dia. Fomos pra fila mas o taxista disse que a gente podia comprar em Huacachina pelo mesmo valor, daí deixamos pra comprar lá. Mas já adiantando que deu merda! "Normal!" ::lol4::

 

Chegando lá fomos direto pro Hostel Casa de Arena, pelas indicações dos relatos daqui. Fechamos lá um quarto de casal com banheiro privado mais o passeio de buggy no horário do pôr do sol por 47 dólares para nós dois. Para quem for fazer esse passeio aconselho fazer no último horário, as 16:30, pois o passeio é finalizado com a vista do pôr do sol nas dunas, e esse foi o pôr do sol mais bonito de toda viagem. ::love::

 

Fomos almoçar e comemos um menu na beira da lagoa por 20 soles cada. Salada de repolho com tomate e pepino, arroz, um feijão diferente e peixe frito. Bebemos uma cusqueña que depois descobrimos que custava 12 soles!! A conta ficou em 59 soles mas o cara não tinha troco e deixou por 50. Não recordo o nome do restaurante mas era um bem simples na margem da lagoa mesmo.

 

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Fomos pro hostel pra aproveitar a piscina e relaxar um pouco antes do passeio. No bar do hostel pegamos uma água e 2 cervejas por 16 soles.

 

Subimos pra nos arrumar e uma coisa ruim desse hostel é o chuveiro. Ruim não, digo que péssima. ::vapapu:: Custei a tomar banho. Saía água em uns 5 buraquinhos do chuveiro e uma pra cada lado!

 

Saímos pro passeio as 16:30. O passeio é sensacional, vale muito a pena. Na primeira parte tem as manobras mucho locas com o buggy (nunca gritei tanto na minha vida) e depois vamos pro sandboard. Nosso motorista era bem legal, eu estava com medo de descer no sandboard e ele ficou insistindo até eu ir. Fui só nos menores. Thiago foi em todos, inclusive no último de uns 200 metros. ::hahaha::

 

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Eu fiquei no carro e o motorista falou pra eu descer por um lugar a pé que era bem gostoso e eu fui. Uma sensação indescritível, andar nas dunas, um silêncio ensurdecedor, uma vista linda! ::love:: Mas começou a ventar e perdi um pouco o caminho aí um buggy passou e me salvou! :D

 

Depois fomos pro pôr do sol!!! Foi sem dúvida o pôr do sol mais lindo da viagem e um dos mais lindos da minha vida!! Ver o sol indo embora atras das dunas é uma coisa surreal!!

 

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Antes de deixar a gente no hostel o motorista parou em um lugar pra gente tirar foto em frente o oásis!

 

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Voltamos pro hostel e fui comprar as passagens e me falaram que só era possível comprar de dia!!!! WTF!!!! ::vapapu:: Pensamos em ir em Ica comprar mas não valeria a pena. Tentei comprar pela internet no celular, pelo app da Cruz del Sur e nada! No fim, depois de muito stress resolvemos deixar isso pra lá e tentar comprar no outro dia cedo mesmo.

 

No passeio conhecemos mais um brasileiro, o Ricardo, e combinamos de ir jantar com ele porque ele tinha dito que consegui um menu de 15 soles ::otemo:: . Fomos jantar com ele, um holandês (que não sei o nome) bem divertido e um uruguaio, Diego, gente finíssima. Fomos no huaca fucking china e o menu estava por 15 soles com refri. A comida estava maravilhosa, foi o melhor menu que comi a viagem toda. Comi uma salada (com abacate, pra variar) de entrada e macarrão com pesto de prato principal. Thiago comeu batata recheada de entrada e frango frito e tomou 2 cusqueñas que custavam 10 soles e no fim deu 50 soles pra nos dois.

 

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Voltamos pro hostel, arrumamos as mochilas e fomos dormir.

 

Uma dica sobre esse hostel é que ele é bem barulhento, rolou uma música a noite toda que eu não sei de onde vinha. E dentro do hostel tem tipo uma boate, daí não sei como é quando ela funciona.

Mais uma dica... Pra quem não curte muito a ideia de ficar sujo de areia não aconselho ir em Huacachina, tudo lá tem areia! Dentro do quartos inclusive.

E por último a dica da roupa: Vá com uma roupa leve e pras meninas prendam os cabelos!! Venta muito e é dificil controlar a cabeleira. Eu usei so uma faixa e ajudou mto!! Vá de óculos pra ajudar na parte que a areia vai entrar nos olhos e vai ser bem ruim!!! E por último, vá com um sapato que nao seja seu preferido e com uma meia que possa ser descartada depois.. Minha meia joguei fora e meu sapato tem areia até hoje!! ::putz::

 

 

IMPORTANTE: levem dinheiro pra Huacachina e Ica. Não aceitam cartões e o câmbio é ruim. No hostel fizeram câmbio pra gente por 3,20 no dólar.

 

Gastos do dia:

Passagem pra Ica: 80 soles

Almoço: 50 soles

Água e cerveja no hostel: 16 soles

Táxi: 10 soles

Jantar: 50 soles

Passeio e hotel: 47 dólares

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Show de bola Débora. Agente ve as imagens das Lagunas e fica impressionado como a natureza é bela. Acho que até a minha partida para a Trip vai ter alguém aqui no mochileiros falando que fez a trilha do Laguna 69 correndo, sem camisa e ainda deu um mergulho #SQN rsrs, Será? Mas parabéns, acompanhando e anotando as informações.

 

::otemo::

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Show de bola Débora. Agente ve as imagens das Lagunas e fica impressionado como a natureza é bela. Acho que até a minha partida para a Trip vai ter alguém aqui no mochileiros falando que fez a trilha do Laguna 69 correndo, sem camisa e ainda deu um mergulho #SQN rsrs, Será? Mas parabéns, acompanhando e anotando as informações.

 

::otemo::

 

Brigada! :D

Haha

Tem gente que consegue ir bem de boa, eu acho que vai mais de quanto tempo você tem pra aclimatar. Quanto mais tempo mais tranquilo vai ser. E tem gente que entra na água sim viu!! Mesmo sendo congelante la em cima!!!

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    • Por Zé Medelin
      Beleza!!!
       
      Não encontrei outro tópico sobre a melhor época do ano para fazer um mochilão para esses três países. Alguma dica?
       
      Obrigado e abraços!
    • Por fernanda.feliciano
      Olá!
       
      Fiz um relato sobre a minha viagem de 24 dias pela Bolívia, Chile e Perú. 
      Vou deixar aqui também a planilha que usei para me organizar, exatamente como planejei, para que vocês possam ver como fiz.
      Espero que ajude vocês.

      Boa viagem!
      Bjs!
       
      Fernanda
      @nandaletsgo
       
      Relato_nandaletsgo_24dias_Bolivia_Chile_Peru.pdf
      Roteiro_planilha excel.pdf
    • Por caio.andrade555
      Amigos Viajantes, eu fui um ferrenho crítico dos Mochileiros que começavam seus relatos e demoravam meses para terminar (quando terminavam). E agora, eu estou aqui, começando meu relato CINCO MESES depois de minha viagem.
      Para ser bem sincero, eu nem iria fazer o relato, pois estava muito ocupado e quando tinha tempo livre, eu sempre procurava fazer outra coisa. Mas recentemente eu vi uma mensagem do Mochileiros.com no Facebook que dizia “Faça o relato de sua viagem e viaje 2 vezes”. Então, resolvi fazer esse relato para viajarmos juntos para o Peru, Bolívia e Chile.
      Desde já agradeço todos os mochileiros que dispuseram de seu tempo para fazer seus relatos, pois eles foram essenciais para o meu itinerário e planilha de gastos. Aliás, quem quiser minha planilha de gastos, basta informar seu e-mail para eu enviar.
      Eu farei um relato breve dos 24 dias que viajei, focando nos trajetos, passeios e valores. Minha esposa Gilci fala que fomos Mochileiros de Rodinhas nessa viagem, pois, como foi nossa lua de mel, nos permitimos determinados “luxos”.
      Se vocês tiverem alguma dúvida, estarei à disposição para ajudá-los.
       
      Pois bem!!!
       
      Nossa viagem durou 24 dias, percorremos Peru, Bolívia e Chile, e gastamos cerca de R$ 11.000,00 (fora nossas passagens aéreas e alguns hotéis que pagamos com antecedência).
       
      Nosso itinerário deu-se da seguinte forma:
      - 09.06: Manaus > Lima;
      - 11.06: Lima > Cusco;
      - 15.06: Cusco > Arequipa;
      - 19.06: Arequipa > Puno;
      - 21.06: Puno > Copacabana;
      - 23.06: Copacabana > La Paz;
      - 24.06: La Paz > Uyuni;
      - 27.06: Uyuni > San Pedro de Atacama;
      - 01.06: San Pedro de Atacama > Calama > Santiago
      - 02.06: Santiago – Manaus
       
      O que fazer antes da viagem:
      - Passagem
      Compramos nossa passagem de ida e volta pelo programa de pontos Multiplus. O voo de Manaus - Lima custou 36.000 pontos e o Santiago - Manaus, 38.000 pontos. MUITO mais barato do que comprar diretamente pela LATAM. Como conseguimos os pontos? Lá no Posto Ipiranga hehehehe. Eu e Gilci nos inscrevemos no programa KM de Vantagens e começamos a acumular pontos. Depois compramos milhas aéreas da Multiplus pela metade do preço. Hoje, por exemplo, você pode comprar 20.000 pontos por R$620,00.
       
      - Hotéis e Passeios
      Eu e Gilci ganhamos de presente de casamento as acomodações nos hotéis. É para glorificar de pé!!!!!! As reservas foram feitas pelo Hotéis.com, que dá a opção de pagar com antecedência e em até 10x sem juros.
      Quanto aos passeios, reservamos com antecedência apenas o passeio pra Machu Picchu, com a subida em Huayna Picchu, que contratei com a GO2MachuPicchu por USD 500, com todos os trajetos e ingressos incluídos.
       
      - Roteiro impresso com endereços
      Viajantes, vocês DEVEM ter impresso os seus roteiros, com o endereço detalhado do seu hotel ou hostel e demais passeios. Eu e Gilci passamos por um perrengue desgraçado em Arequipa, pois eu não tinha o roteiro impresso, meu celular (onde estavam todas as informações) havia descarregado e eu não sabia o endereço do nosso hotel, e para piorar, ele tinha acabado de ser inaugurado.
      Pegamos dois táxis, mas eles não sabiam onde era o hotel. A Gilci começou a ficar nervosa e aflita, e eu me senti um $#%@&, pois a culpa toda era minha. Mas ainda bem que encontramos um taxista que saiu perguntando pelas esquinas onde ficava nosso hotel. Deus abençoe esse santo motorista.
       
      - Aplicativos
      Antes da viagem, baixei estes aplicativos que foram essenciais em nossa viagem: Google Maps, Google Tradutor, TripAdvisor, Peru Travel, Moeda+, Rome2rio, Uber.
       
      - Estude antes de ir
      Para quem vai ao Peru, é imprescindível estudar sobre a cultura incaica, pois tudo, literalmente TUDO, envolve algo sobre era enorme civilização da América do Sul. Caso não faça isso, sua experiência será 50% menos valiosa.
       
      - Seguro Viagem
      Compramos nosso seguro pela Mondial Travel, por recomendação da maioria dos Mochileiros. Graças a Deus que não precisamos usar em nenhum momento de nossa viagem.
       
      - Passaporte
      Para visitar esses três países, você não precisa de passaporte. Porém, eu e Gilci preferimos tirar nosso passaporte, pois queríamos colecionar carimbos. E o bom é que, além dos carimbos da imigração dos países, também conseguimos o carimbo de Machu Picchu e Ilha dos Uros.
       
      - Vacina
      Eu li que, para entrar na Bolívia, precisávamos de carteira internacional de vacinação, comprovando que havíamos tomado vacina contra febre amarela. Porém isso não foi solicitado no momento da entrada no País. Entretanto, é melhor você ir com sua carteira devidamente atualizada, para não correr o risco de ser barrado.
       
      - Mala e o que levar nela
      Bem, eu e Gilci levamos malas e não mochilões. Literalmente, somos Mochileiros de Rotinhas. Hehehehe Mas graças a Deus que isso não nos causou transtorno, salvo o pequeno trajeto da parada de ônibus de Puno para nosso hotel, pois tivemos que arrastar nossas malas nas ruazinhas de “auto-relevo”.
      A Gilci ficou responsável por comprar nossas “roupas de frio” na Decathlon e gastamos uma pequena fortuna. Rsrsrsrs Compramos corta-ventos, segunda-pele, calças térmicas e fleeces. Algumas outras peças já tínhamos da nossa viagem ao Chile em 2015.
      Agora, peço que me perdoem, mas não lembro com exatidão o que levamos em nossas malas!!!!
       
      Acho que é só isso!!!
      Logo eu posto nosso primeiro dia em Lima – Peru.
      Até mais.
    • Por Lívia Mara Silva
      Dia 01 – 20 de maio de 2017.
       
      Essa viagem foi uma daquelas planejadas por mais de ano. Na verdade, chegamos a comprar passagens pra essa aventura em outubro de 2015, mas por questões de trabalho tivemos que cancelar. Na época ficamos na maior dúvida do que fazer: manter as passagens guardadas ou pegar o dinheiro de volta. Acabamos optando por pegar o dinheiro de volta, pois assim poderíamos fazer uma viagem menor aqui no Brasil mesmo. No início de 2017, os planos dessa viagem foram retomados e aí, meus amigos... Vocês sabem como é. Por mais que você leia mil relatos, parece que ainda não sabe de nada. Começamos a ler e reler tudo de novo. Desde já agradeço aos depoimentos aqui dos Mochileiros, que contribuíram intensamente para o nosso planejamento.
      A primeira grande dúvida que surgiu: “Só” Peru ou o clássico trio (Peru, Bolívia e Chile)? Escolhemos o trio clássico, porque em 2015 já estávamos decididos quanto a isso. Resolvemos manter... A segunda grande dúvida: Avião ou ônibus? Nesse ponto, vários fatores devem ser considerados e os principais são dinheiro e tempo. Nós tínhamos 21 dias. Daria para fazer o percurso tanto de ônibus quanto de avião, mas sempre que tentávamos montar o roteiro de ônibus nos víamos presos na tentação de estender um pouquinho ali e aqui, conhecer mais aqui e ali... Financeiramente, considerando as passagens e hospedagens, a diferença seriam 200 reais (calculados na ponta do lápis, hein?). Outra coisa que pesou muito foi a unânime decisão de fazer a trilha Salkantay no Peru. Então, precisaríamos de mais dias no Peru e acabamos optando por um roteiro um pouco diferente do habitual descrito aqui no site. Começamos a viagem por San Pedro de Atacama, passando por Uyuni, Santiago, Cusco (Salkantay e Machupicchu).
      Ficamos praticamente 7 meses vigiando o preço as passagens aéreas. Pelo o que a gente viu, até 3 meses antes da data da viagem, o preço varia pouco... Dos 3 meses em diante, varia muito. Passagens compradas, seguro saúde comprado, equipamentos que não estavam bons comprados... Eu sempre digo que o melhor da viagem é esperar por ela e sua programação. Confesso que nessa viagem em especial, a etapa da programação passou muito rápida e logo chegou o momento do embarque.
      Atualmente, moramos em Juiz de Fora. O nosso voo saía de Belo Horizonte. Talvez muitos já se perguntem o pq de sair por BH ao invés do RJ, que é muito mais perto... Pois bem, além de estar bem mai barato, também temos familiares em BH e aproveitamos para dar aquele abraço. Entretanto, na volta da viagem, arrependemos um pouquinho disso. Viajar tanto tempo e ainda ter que dirigir mais 4 horas para chegar em casa não é brincadeira. Na sexta feira pela manhã partimos para Belo Horizonte. Tentamos descansar um pouco, mas como é que controla a ansiedade? E o medo de perder o voo (que eram 05:45 do sábado)? E a “pequena” família que tem que ver? A sexta voou e já estava na hora de ir para o aeroporto. Então tudo começou...
      Pegamos um voo para Guarulhos, onde fizemos o controle migratório. Foi tudo bem rápido e tranqüilo. Em seguida, pegamos o voo para Santiago. Nesse voo eu desmaiei de sono. Eu só acordei mesmo porque não podia perder o lanchinho da LATAM, que não verdade era um sanduíche, biscoitinho e uma saladinha de frutas... ahahahah
      Quando acordei pela segunda vez, já estava aproximando de Santiago e aí veio a primeira emoção da viagem. Linda e gigantesca, a primeira vista da Cordilheira dos Andes... Pra mim foi algo muito emocionante. Não imaginava que seria tão linda e tão grande. Lembro da aeromoça dizendo que estávamos em área de turbulência, devido a cordilheira. Apertei forte a mão do Átila e todo o resto sumiu. Parecia estar só eu e ele. A euforia foi muito grande.

       
      Descemos em Santiago (1 hora de diferença) e fomos para o controle migratório. A moça que nos recebeu não perguntou nada. Carimbou os passaportes e pronto. Então tivemos que despachar as mochilas novamente, agora para Calama. Importante ponto a ser dito: Fizemos uma capa para as nossas mochilas cargueiras. Na verdade foram capas simples, mas que mantiveram as alças das mochilas íntegras até o final da viagem.
      Chegando em Calama, já havíamos fechado o transfer para San Pedro do Atacama com a Licancabur, então lá estava a moça com uma plaquinha e nosso nome. Demorou um pouco até a van da Licancabur chegar e partir para San Pedro. Com todo esse vai e vai de novo de avião e a correria do dia anterior, estávamos muito cansados. Fomos ao Hostel Mamatierra, no qual já tínhamos feito a reserva pelo Booking.
      O Hostel é uma graça. É bem perto da Caracoles. Muito silencioso. Cozinha muito bem equipada e disponível. Tem café e chá disponível 24 horas por dia. O banheiro é compartido, mas muito limpo. O único problema é que a água quente não era muito constante. Tava quente e do nada, gelava. Depois descobrimos que se mais alguém estivesse tomando banho, dava esse problema... rsrsrs.. Então o lance era esperar quando a galera já tivesse terminado. A maior vantagem desse hostel era que tinha água mineral disponível para os hospedes. Gente, isso no deserto é um luxo. A água é um bem precioso para eles. Lembrando que no Atacama só chove de 3 a 5 dias por ano (mentira!)... Além disso, era uma economia gritante. Não ter que comprar a água todos os dias e simplesmente encher as garrafas era algo muito bom...
      Quem nos atendeu foi a Anita, uma moça muito simpática e super disposta a ajudar. De cara, já falou onde estavam os pequenos mercadinhos da região. Por sorte, haviam dois bem ao lado do Hostel. Como chegamos tarde e não havíamos almoçado, resolvemos fazer uma comidinha no hostel msm. Compramos batatas desidratadas e salsichas. Fizemos um purê e as salsichas. Delicia! Aí, descobrimos que o vinho era algo muito barato lá! Mais barato do que água . Claro que bebidas alcoólicas em altitude, atenuam os efeitos... Então, compramos um vinho de 1,5 L...
      Fomos dormir. No outro dia iríamos acordar cedo e escolher uma agência para realizar os passeios.
       
       
      Dia 02 – 21 de maio de 2017
      Acordamos cedo e fomos tomar o café no hostel. Muito bom por sinal. Fomos andar pela cidade e conhecer as agências. Como era domingo, as agências abriam só após as 10 horas, então fomos até a Igrejinha da cidade para conhecer.
       
      Quando as agências abriram, fomos direto na World White Travel acertar o Uyuni (já havíamos reservado com eles) e acabamos fechando todos os outros passeios com eles mesmo. Quem nos atendeu foi a Melina. Muito simpática e fez um preço especial por estarmos fazendo todos os passeios com eles. Em seguida fomos trocar dinheiro. A taxa varia um pouco, então vale a pena olhar. A melhor que encontramos fica na Gambart, bem perto da esquina da farmácia. Embora tenha levado um kit de primeiros socorros muito bom, acabei esquecendo o soro fisiológico e precisei comprar . É cruel a secura daquele lugar, viu? Então levem o soro e o colírio!
      Fomos ao hostel e preparamos um hambúrguer caprichado como almoço. Em seguida, fomos para a agência e de lá, para o Valle de La Luna,um vale de formações vulcânicas e sal. O lugar é lindo. É bem perto da cidade e poderíamos ter ficado o dia inteiro lá admirando. Entretanto, o passeio com as agências é muito corrido. Pouco tempo para apreciar o lugar. Então eu deixo uma sugestão: alugue uma bicicleta e vá cedo pra lá. Se não puder ir de bicicleta, vá andando. É perto, sai mais barato, você fica mais tempo e vai onde quiser.
      Fomos ver o pôr do sol da pedra do Coiote. Eu preferiria ter assistido do próprio Valle de La Luna, mas também foi lindo.

      Voltamos para o hostel, preparamos mais um lanche e comemos. Nesse dia, ficamos acordamos até muito tarde. Conhecemos alguns brasileiros (Flávia, Raphael, Osvaldo e Thiago) e foi aquela festa... Os meninos iriam para Uyuni no outro dia e a Flavia iria na quarta, então trocamos as expectativas... rsrsrsr...
      Começamos a nos preparar para o tão esperado próximo dia: Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas.
       
       
      Dia 03 – 22 de maio de 2017.
      Acordamos cedo e recebemos um café da manhã em saquinho do Hostel para levar. Muito caprichado (pão com queijo e presunto, pêssego em caldas, iogurte e barra de cereais)! 07:00 horas, o pessoal da agência chegou para nos buscar. Fomos de van e paramos em um povoado para tomar café. Simples, mas gostoso... Depois fomos até a Piedras Rojas e para a nossa surpresa, estava congelado. Era possível caminhar sobre o lago.
      Chovia um pouquinho, mas nada que atrapalhasse. O frio tava tenso. Uma moça do grupo não suportou o frio nas mãos e voltou passando um pouco de mal para a van. Eu já tive problemas sérios com frio nas mãos em outra viagem e aprendi da pior forma que, se está frio, não pare de se movimentar. Eu não queria perder a chance de aproveitar o local. Então já desci da van me movimentando muito.. .
      Eu e o Átila nos divertimos muito, mas ficamos um pouquinho tristes de não ter aquela vista das Piedras Rojas.

      Estava com baixa visibilidade... De lá, voltamos para a van e fomos em direção às Lagunas Altiplânicas. Vai subindo, subindo e nunca chega. De uma hora pra outra, começou a nevar. Muita neve e aí já não se via mais nada na frente... Chegando na portaria do parque das Lagunas, Tam Tam!!!!!! As Lagunas Altiplânicas estavam interditadas devido a neve! Como assim?????????
      O surto foi geral. Tinha gente na van querendo o dinheiro de volta, tinha gente com raiva, tinha gente que sabia o que estava perdendo e tinha a gente! Que descemos da van mesmo assim e fomos aproveitar a neve, já que era a primeira vez que presenciávamos o fenômeno. Hahahaha! Muitas pessoas viajam para ver neve e não presenciam o fenômeno! Até aí decidimos curtir o que tinha, mas no fundo o coração tava num aperto só de não ver as lagunas. Decidimos que repetiríamos o passeio outro dia. Fomos almoçar no mesmo local em que tomamos café da manhã. O almoço não estava muito bom, mas havia mais de uma opção. Eu pedi frango. Mas provei o tal omelete de quinoa e achei melhor... No almoço, já sabíamos que o clima estava estranho, pois estava chovendo. Pensei que seria por causa da altitude...
      Depois do almoço fomos ao Salar do Atacama. Pra variar, também não tinha visbilidade de fundo que compõe o cenário exuberante do local...

      Foi batendo a decepção com o passeio e eu já não tava mais achando graça na tal neve. Antes de ir para San Pedro, ainda paramos em Toconao. Lá tinha artesanato e uma lhama. Nada diferente.
      Voltamos para San Pedro e aí veio a bomba! Chuva. Muita Chuva. As ruas de San Pedro eram lama. Não se via mais aquele tanto de turista andando para lá e para cá. Em todos os sites que eu li falam que o período de chuvas no deserto é de dezembro a março. Estava no final de maio. É o deserto mais árido do mundo! Chove de 3 a 5 dias por ano! Como assim? O que estava acontecendo? “No deserto não chove”. Chove sim! Eu imagino que para algumas pessoas que vivem ali a chuva deve ser mesmo abençoada, porque chove muito pouco. Mas se pensar que é uma cidade turística, imagino que deve ter sido o terror de todos. Vários turistas indignados e querendo o dinheiro de volta... Nós fomos até a World, que já estava atrás de nós para dar a notícia fatal: No dia seguinte, iríamos para o Uyuni e adivinhe só! A fronteira Boliviana estava fechada por causa de neve. Então foram dadas duas opções: Ir para o Uyuni, sem passar pelas Lagunas Verde e Blanca, atravessando por Ollague, ou pegar o dinheiro de volta e ficar em San Pedro. Detalhe: todos os passeios para o outro dia em San Pedro estavam cancelados devido ao mau tempo. Perguntamos ao pessoal da cidade se era comum essa chuva naquela época e pasmem!!!!!!!! Sim! Alguns falaram que nas últimas semanas de maio e primeiras de junho é comum chover um pouco e cair nevascas nos locais mais altos dos tours. Eu nunca tinha lido isso. Nos falaram o seguinte: de dezembro a março, chove. Os tours podem ser cancelados por causa da chuva. De maio a julho, neva! Os tours podem ser cancelados e ficar muito tempo fechados. A melhor época para ir ao deserto é de agosto a outubro... Também nos alertaram que ultimamente o tempo está muito instável na região. Vem ocorrendo alguns fenômenos climáticos fora de época... Então se prepare! Tudo pode acontecer quando você se dispõe a ficar perto da natureza...
      Depois de muito pensar, decidimos manter o cronograma e ir pro Uyuni . Vimos muitas pessoas desistirem... Deu um frio na barriga, mas a Melina nos garantiu que tudo seria feito com a maior segurança e que o tempo estava bom em Uyuni... Como retornaríamos para San Pedro, teríamos tempo de fazer os outros passeios.
      Nesse dia experimentamos as famosas empanadas por mil pesos e fomos arrumar tudo para a viagem do Uyuni. Dormimos cedo.


    • Por GustavoMoreno

       
      EPISÓDIO 1 - AQUELE DOS PREPARATIVOS
       

      E ai galera mochileira do Brasil, preparados para um novo relato dessa viagem FODA?
      Eu viajei no mês de julho de 2017, durante 26 dias pela Bolívia, Chile e Peru.
      Estava em dúvida se eu escrevia o relato, mas decidi que sim porque TUDO (sério, TUDO mesmo) que eu planejei da minha viagem foi com base nos relatos que li aqui, principalmente, da Mary Teles (@vidamochileira), rodrigovix, Bárbara Fabris, leticia.amorim e victorfimes. Então, espero que esse relato ajude as pessoas do mesmo modo que esses outros me ajudaram.
      (Vocês vão ver em algumas partes do relato que eu sou bem esquecido, entãoooo, eu não tenho o nome e foto de tudo tim tim por tim tim, mas to me esforçando ao máximo para lembrar.)
      Primeira grande coisa que eu queria falar é: viajei sozinho e foi perfeito! Desde sempre queria fazer esse mochilão com um amigo meu, mas ele não poderia agora em julho. Quase miei a viagem mas pensei: “Não vou deixar de realizar esse sonho por falta de companhia” . Claro que dá um medinho de viajar sozinho, mas juro você não vai ficar sozinho e vai ser a melhor experiência (PS: tem brasileiro em qualquer lugar do mundo. No Atacama tem brasileiro que chileno, hahahah). Além disso, quer companhia melhor do que você mesmo? Enfim, não deixem de viajar por estarem sozinhos !!!!
      Agora chego no segunda coisa importante que gostaria de falar: viajar sozinho foi a melhor coisa que fiz pois tive a oportunidade de conhecer pessoas que foram demais. Fica aqui meu agradecimento a Cindy, Tatiana, Ian, Janaína e Guilherme, Emily e Rafael, Katherine, Aline, Camila e Maju, Andreza e a um grupo de uns 15 brasileiros que encontrei em La Paz. E claro, um obrigado aos melhores companheiros de viagem: Du, Leo, Mis, Dani, Vini e Mat (eles aparecerão muito no relato).
       
      Roteiro
      Galera, o roteiro que fiz foi o clássico da américa do sul, mas acrescentei Huaraz, e foi a melhor coisa que poderia ter feito, o lugar é lindo. Optei por começar por Santa Cruz, Sucre e depois Uyuni para ir me aclimatando com a altitude. Além disso, é mais barato fazer o passeio do Salar saindo do Uyuni fo que saindo do Atacama.
      Eu vou colocar o roteiro que realmente aconteceu, porque durante a viagem, acabei fazendo umas mudanças em relação ao planejado (por exemplo, um dia a mais pra curtir melhor Arequipa, hahahha).

                                                                
      02/07 - SP - Santa Cruz - Sucre - Uyuni
      03/07 - Uyuni - Salar de Uyuni
      04/07 - Salar de Uyuni
      05/07 - Salar de Uyuni - Atacama
      06/07 - Atacama
      07/07 - Atacama - Arica
      08/07 - Arica - Tacna - Arequipa
      09/07 - Arequipa
      10/07 - Arequipa - Ica
      11/07 - Ica - Huacachina
      12/07 - Huacachina - Paracas - Lima
      13/07 - Lima - Huaraz
      14/07 - Huaraz
      15/07 - Huaraz - Lima
      16/07 - Lima - Cusco
      17/07 - Cusco
      18/07 - Cusco
      19/07 - Águas Calientes - Machu Picchu
      20/07 - Águas Calientes - Cusco
      21/07 - Cusco - Copacabana
      22/07 - Copacabana - Isla del Sol
      23/07 - Isla del Sol - La Paz
      24/07 - La Paz
      25/07 - La Paz
      26/07 - La Paz
      27/07 - La Paz - Santa Cruz - SP
       

       

      PS1: No início de 2017, eu viajei para Arequipa por 6 semanas e depois 1 semana em Cusco e Puno. Então, acabei não fazendo alguns passeio tradicionais, mas explicarei como eles funcionam
      PS2: Cusco foi um lugar que passei uns dias mas não fiz NADA (sério, eu morguei demais) devido a vários motivos (explicarei no capítulo), mas, como eu já havia conhecido, vou explicar certinho todos os passeio que recomendo fazer lá.
       

      Coisas que levei
      Assim, esse foi meu primeiro mochilão e eu não tinha quase nada de roupas, sendo que precisei comprar tudo. A loja que me salvou (e me faliu) foi a Decathlon; sério, é demais a loja, tem tudo que você precisa e foi o local mais barato que encontrei. Quase tudo que comprei era Quechua (linha de produto da Decathlon) e gostei da qualidade. Sério, eu parecia um garoto propaganda da Quechua, só faltava usar as cuecas da marca (será que tem? hahaha).
       
      Mochilão - Forclaz 60L Quechua (https://goo.gl/B1vpzC)
      Olha, eu tava muito em dúvida de qual mochilão comprar, e acabei optando por esse de 60L. Eu, particularmente, achei ele um pouco grande para essa viagem e isso atrapalha, porque como tem espaço sobrando, você leva mais roupas que o necessário. Tipo, a Dani e a Mis estavam usando uma de 50L e deu tranquilo pra elas. Mas em geral gostei bastante do mochilão, é bem confortável.
       

      Mochila de ataque
      A minha mochila de ataque é uma que eu tenho há anos, uso ela pra ir pra universidade e qualquer viagem pequena. E sério, a mochila de ataque é MUITO importante: você vai estar o tempo todo com ela (juro, eu andava com ela sempre mesmo), carregar ela pra ir pra Aguas calientes, pra subir a laguna 69 e por ai vai. E dica: não leve uma muito grande, pois nela caberá mais coisas e, com isso, você vai ter que carregar mais peso nas trilhas.
       

      Bota - (https://goo.gl/fg3Pbm)
      Gente, uma botinha de trilha dessas é bem importante, mas não essencial. Tipo, daria pra fazer só de tênis, mas a botinha é mais segura, ainda mais pra pessoas como eu que tropeçam em quase tudo no caminho. Ah, e comprei uma semi-impermeável (a impermeável tava muito cara) e foi tranquila, mas não peguei muita parte molhada para testar até onde ela aguentava, hahaha.
       

      Câmera - SJCAM 5000X ELITE
      Eu queria muito uma câmera para tirar fotos diferentes e de aventura. A Gopro eu achei muito cara e acabei comprando essa SJCAM no Paraguai. Eu gostei bastante dessa câmera: ela tem quase todas as funcionalidades e qualidades da Gopro e é mais barata. Mas assim, é câmera de aventura, não é algo com muito zoom ou definição. E eu acabei usando bastante a câmera do celular também.

      Enfim, vou mostrar o que levei:
      No mochilão:
      8 camisetas (achei muito, levaria 6)
      2 camisetas de manga longa (poderia ser só 1)
      2 camisetas de manga longa segunda pele
      1 camiseta fleece
      1 jaque corta ventos
      1 calça segunda pele
      1 calça fleece (EU não costumo sentir tanto frio e achei essa meio inútil. Mas isso vai de pessoa pra pessoa)
      1 calça jeans CONFORTÁVEL (levaria 2)
      1 calça-bermuda ( não gostei tanto)
      1 calça moletom (usava muito em ônibus e pra dormir)
      1 gorro
      1 cachecol
      9 cuecas (achei muito)
      7 meias ( 6 de trilha + 1 normal)
      3 bermudas (usei em arequipa, ica e para nadar)
      1 toalha de microfibra
      1 par de chinelos
      1 par de tênis
      1 sabonete líquido
      1 shampoo
      1 desodorante
      1 capa de chuva para o mochilão
      Vários remédios, já que meus pais são farmacêuticos (mais importantes: dramin, advil e imosec)
       
      Na mochila de ataque:
      1 moletom
      Cãmera e acessórios (pau de selfie, tripé e o de colocar na bike)
      Bloco de anotação e canetas
      1 boné ( levei obrigado e não usei sequer um dia)
      Óculos de sol (importante)
      Fone de ouvido
      1 protetor solar
      1 escova e pasta de dente
      1 fio dental
      1 protetor labial (Bepantol salva vidas nessa viagem)
      1 pente de cabelo
      1 álcool em gel
      T para tomadas
      Powerbank
      Pasta para guardar papéis importantes ( Seguro viagem, passagens de avião e passagem de ônibus)
       
      Observações:
      O moletom eu levei na mochila de ataque pra já usar no avião e ter de precaução caso minha cargueira fosse extraviado. E recomendo levar, porque é mais confortável para usar nos hosteis, ônibus e afins.
      Olha, eu levei o tênis não sei o porquê, mas eu usei ele em cidades (Arequipa, Lima, Cusco) porque era um pouco mais confortável que a botinha, mas assim, ocupava bastante espaço, então não é nada essencial levar.
      Óculos de sol é essencial, principalmente, no Salar de Uyuni.
      Lenço umedecido é vida, ele serve para tudo. Levem 1 ou 2 pacotes
      Powerbank me salvou MUITO. Paguei 80 reais e ele durou dias e dias (umas 8 ou mais cargas do iphone), o que era ótimo, porque em geral, os hosteis não tem muitas tomadas. (Link do produto)
      Eu levei duas doleiras: uma maior em que eu colocava passaporte, cartão e um pouco do dinheiro do país; e uma outra menor, eu levava os dólares todos meus (levei tudo em espécie).
      Ouvi pessoas falando que existe uma palmilha que você esquenta e aquece seu pé por umas 6 horas. Não sei onde comprar, mas recomendo muito, pois quase perdi meu pé congelado, hahahhaha.
       
       

      Preparativos
      Eu sempre quis mochilar por algum lugar e nunca coloquei esse sonho pra frente até esse ano. Estava eu no início do ano em Arequipa, no Peru, fazendo um intercâmbio voluntário e comecei a pesquisar relatos de viagem para Cusco (já que eu ia pra lá depois). Então, achei os relatos de mochilão pela América do Sul e falei pra mim “vou fazer essa viagem o quanto antes” (eu tinha um dinheiro guardado para isso).
      Enfim, cheguei e comecei a planejar a viagem. Decidi por ir em julho por dois principais motivos:
      Eu só poderia ir em julho ou dezembro/janeiro, mas eu não estava afim de esperar até dezembro (hahahha, sim, eu estava surtando pra fazer essa viagem)
      Julho é inverno e época de seca, então a chance de eu pegar chuva era muito pequena, já a chance de pegar neve… (aguarde alguns parágrafos)
       
      Com a certeza de que ia viajar, comecei alguns preparativos para a viagem. Vou separar aqui alguns itens que julgo mais importantes:
       
      Passagem Aérea
      Eu comprei as passagens por milhas então saiu bem barato, mas com uns 3 meses de antecedência dá pra conseguir um preço bem barato. Eu comprei os seguintes trechos:
      GOL : Guarulhos (10:20) - Santa Cruz de la Sierra (11:15) - comprei por milhas
      Amaszonas: Santa Cruz de la Sierra (15:40) - Sucre (16:20) - R$ 96,06
      Amaszonas: La Paz (08:30) - Santa Cruz de la Sierra (09:30) - R$ 200,79
      GOL: Santa Cruz de la Sierra (12:05) - Guarulhos (16:55) - comprei por milhas
       
      Seguro Viagem
      Gente, esse tópico é muito importante!! Sei que pode parecer um pouco caro e desnecessário, mas é a melhor forma de se precaver. Conheci uma mãe e filha que estavam viajando e a filha passou mal em Machu Picchu, e o seguro pagou o trem para elas voltarem. Além disso, a Dani precisou ir para o hospital e o seguro cobriu tudo. Então, FAÇAM!! Eu paguei R$ 219,90  no seguro da Mondial (tive ótimas recomendações, mas felizmente não precisei usar)
       
      Carteirinha ISIC
      Então, eu sou estudante mas esqueci de fazer a carteirinha (hahahaha, como disse, sou esquecido). Mas tanto no início do ano quanto nesse mochilão, eu consegui comprar ingresso do Machu Pichu e o boleto turistico de Cusco pelo preço de meia entrada (só chorar um pouco que eles aceitam).
       
      Certificado Internacional de Vacina
      Teoricamente, para entrar na Bolívia é necessário apresentar o certificado de vacina da febre amarela, mas NUNCA ouvi uma pessoa dizendo que necessitou apresentar isso, inclusive não precisei. Então, não cancele sua viagem por esse motivo. Mas não custa nada fazer, só ir num posto autorizado da Anvisa que se pega o certificado, ainda mais que não é mais necessário tomar a segunda dose da vacina.
       
      Dinheiro (o que todos querem saber)
      Primeira coisa, eu levei praticamente só dólar e recomendo, porque é mais fácil de trocar e na maioria das vezes vale mais a pena que real, mas é claro que depende de cotação para cotação. Levei um pouco de reais por precaução também. Olha, eu gastei durante a viagem: 1470 dólares + 500 reais. No entanto, tive dois gastos grandes (trem voltando de Machu Picchu e um restaurante chique que fui) que foram exclusivos da minha viagem, então o normal seria: 1250 dólares + 500 reais.
      As melhores cotações que achei foram:
      1 dólar - 6,94 boliviano
      1 dólar - 660 pesos chilenos
      1 dólar - 3,245 soles
       
      Uma outra coisa que não gostei foi levar dinheiro em cartão: eu levei 50 dólares em um cartão e só saquei no último dia para não perder. Cartão tem uma taxa muito alta para realizar saque, sem contar que a cotação de banco é sempre pior que a das ruas.
       

      Reservas
      As únicas coisas que comprei/reservei antes da viagem foram as passagens de avião que falei antes e a passagem de busão de Sucre para Uyuni ( recomendação da Mary Teles). Essa passagem de busão é essencial comprar antes, porque como julho era alta temporada, era muito provável que quando eu chegasse na rodoviária não teria passagem e eu perderia um dia no meu roteiro. Então eu comprei antes por esse site (11,68 dólares) e levei o comprovante impresso. Foi super tranquilo e recomendo fazer isso também.
      Fica aqui uma coisa importante, não reservem nada com tanta antecedência, porque isso pode engessar demais seu roteiro. O legal de viajar assim é poder mudar o roteiro de acordo com o que vai acontecendo, como foi meu caso em Arequipa, em que resolvi ficar um dia a mais para curtir com o pessoal que encontrei. Ou dos imprevisto que vão surgir, como foi o caso da greve louca que teve em Cusco.
      E relaxem, sempre vai ter hostel com vaga e agências fazendo os passeios. Tipo, é legal reservar hostels concorridos ou ingresso para o Machu Picchu durante a viagem mesmo, quando já tiver certeza do dia que chegará na cidade.
      Sério, ter essa flexibilidade na sua viagem e não se sentir preso ao seu planejamento é a melhor coisa de fazer um mochilão.
       

      Dias antes
      Galera, estava chegando o dia da viagem e eu estava morrendo de ansiedade, animação e, admito que um pouco de medo. Há umas duas semanas de eu embarcar, descobri pelo grupo dos Mochileiros que teve uma neve intensa e vários passeios e estradas no Uyuni e Atacama estavam fechados. Sério, me bateu uma bad isso, imagina perder as maravilhas que esses lugares oferecem??
      Mas assim, liguei o foda-se para isso e finalmente PARTIUUUUU VIAGEM!!!

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