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Débora L Souza

Mochilão de 20 dias – Peru – Bolívia – Chile – Muitos perrengues e muita história pra contar!

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Olá Mochileiros!!

Depois de muitos preparativos, muitos fóruns lidos, muitas perguntas e muita pesquisa meu mochilão aconteceu. E como usei muito o mochileiros.com decidi vim aqui contar como foi!

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

Primeiro gostaria de agradecer umas pessoas que foram fundamentais em todo o processo de antes e durante o mochilão. Primeiro agradecer ao Aletucs que além de responder minhas dúvidas nos fóruns me passou seu número e me ajudou muito também durante a viagem. Agradecer demais a Bárbara Fabris que também ajudou muito! Como a trip dela foi na mesma época que a minha usei muito do relato dela. Aliás, estamos com saudade Bárbara! rsrs Agradecer ao Rodrigo que todo mundo sabe bem quem é né! Rsrs Relato mais famoso de todos. Ao Felipe, fiz muita coisa usando seu relato no Atacama! Tia Poly, Mary (Maryana Teles),Lets ( Leticia Amorim), Rodrigo Paulo e a todos que me ajudaram e que não vou lembrar agora.

 

Agora vou contar como resolvi fazer essa trip pra tentar explicar o roteiro e os gastos.

Tinha acabado de voltar de uma trip muito da hora e cara e um amigo do meu trabalho disse “Nós compramos umas passagens pra ir pra América do Sul no final do ano e queria que vocês fossem com a gente!” No caso o “nós”= ele e a namorada (Rafael e Stela) e no caso “vocês”= eu e meu marido (Thiago).

De cara é claro que eu já disse que não rolava né. A crise tá ai e todo mundo sabe. Tinha voltado de uma viagem que nem tinha sido planejada (passagens em super promoção acabam com a vida da gnt) e não rolava fazer uma loucura dessa não. Mas acabei comentando com o Thiago e ele ficou tentado a ir. Comecei a pesquisar e vi que não era uma viagem cara e sempre foi uma das trips que nos planejamos de fazer. Depois de muita conversa e tentando muito resistir a tentação compramos a passagem.

O problema: Os meninos já tinham comprado todos os trechos da viagem de avião e não tinham incluído todos os lugares que queríamos ir. E comprando tudo de avião fica bem mais cara a parte da passagem. Então nos meus gastos do relato não vou incluir essa parte das passagens aéreas. A passagem de Cusco pra La Paz de aéreo é muito cara, eles conseguiram comprar mais em conta pela Peruvian mas quando fomos comprar já estava bem cara e optamos por ir de ônibus mesmo. Também resolvemos viajar antes deles pra poder ir em alguns lugares que queríamos.

 

O nosso roteiro ficou diferente da maioria que eu vi aqui mas como eu disse foi mesmo porque os meninos já tinham um roteiro então quando compramos a passagens já estava definido mais ou menos como seria.

 

O deslocamento da viagem ficou assim:

 

Dia 10/12

Voo BH-SP-LIMA

Ônibus LIMA – HUARAZ

 

Dia 12/12

Ônibus HUARAZ – LIMA

Ônibus LIMA – ICA

 

Dia 14/12

Ônibus ICA – LIMA

 

Dia 15/12

Voo LIMA-CUSCO

 

Dia 16/12

Trem OLLANTA – AGUAS CALIENTES

 

Dia 17/12

Trem AGUAS CALIENTES - CUSCO

Ônibus CUSCO – COPACABANA – LA PAZ

 

Dia 19/12

Ônibus LA PAZ – UYUNI

 

Dia 25/12

Ônibus SAN PEDRO - CALAMA

 

Dia 26/12

Voo CALAMA – SANTIAGO

 

Dia 27/12

Ônibus SATIAGO – VIÑA DEL MAR – SANTIAGO

 

Dia 29/12

Voo SANTIAGO – SP – BH

 

O que compramos antecipadamente aqui no Brasil:

- Toda a parte aérea

- Trens ida e volta pra ir em Machu Picchu

- Entrada pra Machu Picchu com Huayna Picchu

- Passagem de La Paz pra Uyuni pela Todo Turismo

- Passagem de Lima para Huaraz porque queríamos ir na primeira poltrona de cima

 

Resumindo meu roteiro:

Dia 1 – Chegando em Lima e indo pra Huaraz. Muitos perrengues nesse dia! Muitos mesmo!

Dia 2 – Nevado Pastoruri. Subindo direto para os 5 mil metros de altitude e descobrindo que altitude não é brincadeira.

Dia 3 – Laguna 69. A coisa mais difícil que eu já fiz em toda minha vida!

Dia 4 – Huacachina. Passeio de Buggy e o por do sol mais bonito da viagem.

Dia 5 – Conhecendo Lima.

Dia 6 – Cusco! A cidade com mais pessoas te oferecendo coisas na rua! Sério! Chega a ser chato!

Dia 7 – Vale Sagrado e trem Pra Aguas Calientes! O trem não chegou em Aguas Calientes!

Dia 8 – Machu Picchu. Que em português deve significar escadas, escadas e mais escadas! E depois voltamos pra Cusco e fomos pra La Paz! Mas antes teve um rolê em Copacabana.

Dia 9 - Copacabana. O dia em que fomos abandonados no meio do nada da Bolívia e gastamos uma grana porque não tínhamos a targeta pra sair do Peru!

Dia 10 – La Paz e viagem pra Uyunu! O dia em que eu pensei que ia dar tudo errado e que não chegaríamos em Uyuni.

Dia 11 – Quase não entramos em Uyuni e quase não saímos! Os tão falados bloqueios estavam acontecendo e tivemos que caminhar pra chegar na cidade! Nesse dia saímos pro passeio do Salar, depois de 3 horas de tentativa do nosso motorista!

Dia 12 – Salar! Na verdade o salar é só um dia. Os outros dias são dias de muita poeira, calor e paisagens incríveis!

Dia 13 – Atacama! Dia de ver já na fronteira a enorme diferença entre Bolívia e Chile! E também de conhecer a charmosa San Pedro de Atacama!

Dia 14 – Salar de Tara! Com o guia mais legal de todos! E com o melhor gosto musical da viagem!

Dia 15– Piedras Rojas! Sem palavras pra beleza desse lugar!

Dia 16– Termas Puritama! Dia de relaxar e depois viagem pra Calama.

Dia 17 – Santiago! Horas perdidas com nosso AirBnb e depois fomos conhecer a cidade, finalizando com um pôr do sol no Sky Costanera.

Dia 18 – Viña del Mar! Dia de praia! E calor, muito calor!

Dia 19 – Embalse el Yeso e Laguna dos Patos! Quando você pensa que a viagem já ta acabando e não vai mais se surpreender você ve que esta muito enganado!

Dia 20 – Dia livre pra fazer o que quiser e depois volta pra casa. Fomos no Cerro San Cristóbal e vimos como Santiago é poluída. E depois só a depre de voltar pra casa mesmo.

 

Vou colocar o meu planejamento inicial, a planilha que fiz antes da viagem, mas muita coisa mudou! Ao longo do relato eu vou contando o que mudou e o motivo e depois disponibilizo a planilha final.

 

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Sobre as hospedagens:

Fomos com todas as hospedagens reservadas. Estávamos em um grupo de 4 pessoas, então conseguimos reservas boas fazendo antes. Sempre conseguimos 2 quartos de casal ou então compartilhado pra 4 pessoas, sempre com banheiro privado. Mudamos os planos e chegamos em Huacachina sem hotel e foi o único que escolhemos na hora. Usamos hotel, hostel e AirBnb. Ao longo do relato eu vou contando sobre as acomodações e os valores.

 

Sobre valores:

Vou citar sempre no relato os gastos que tive. Não economizei tanto como dava pra economizar então não acho que os gastos que eu tive servem de parâmetro pra quem quer fazer uma trip mais barata mas vou colocar pra terem uma noção das coisas. Meus gastos vão estar na maioria das vezes como preço pra casal porque como eu sou casada não tenho isso de dinheiro separado, os gastos são de nós dois.

 

Sobre as roupas e mochilas:

Acho que nos outros fóruns tem muita informação já sobre isso. Mas quem tiver alguma duvida é só falar!

Vou falar só um pouco do que eu acho mais importante. Comprei uma mochila que tem um fechamento nas alças, ela fecha e fica como se fosse uma mala normal. Isso ajuda muito porque na hora de passar pelas esteiras dos aeroportos não corre risco de agarrar nenhuma parte da mochila. E também comprei uma mochila que já vem com a de ataque e ela se prende na mochila maior o que é bem útil também. A mochila do Thiago tinha tudo isso também. A minha eu comprei pra essa viagem. Ela é da trilhas e rumos e foi 650,00. A do Thiago é da Nord, ele comprou faz um tempo e ela deu umas descosturadas nessa viagem. De roupa o que eu considero mais importante é um corta vento, pelo menos uma blusa fleece e uma calça térmica. Eu fui no verão mas alguns dos lugares que eu fui estavam muito frios. Não levei o tão famoso Money Belt e pra mim não fez falta, sempre carregava tudo nas mochilas de ataque e nunca deixava elas em lugar nenhum.

 

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Sobre coisas que eu levei e não usei e coisas que eu deveria ter levado e não levei.

Levei uma sandália mais bonitinha pra sair mas usei duas vezes só. E senti muita falta de um tênis tipo de caminhada, levei só meu all star e minha bota, meu pé já não aguantava mais!

Levei alguns poucos itens de maquiagem e usei uns dois dias só. Não precisava ter levado.

 

Sobre os remédios:

Levei bastante remédio e comprei alguns lá. Eu acho indispensável levar remédios e usei todos os que eu levei. Lá eu comprei o Sorojchi Pills e achei ótimo. Nem masquei folha de coca.

 

Sobre o mal da altitude:

Já chegamos indo pra maior altitude da viagem e não é brincadeira, dizem que nem todos sentem mas nos 4 sentimos, em intensidades diferentes mas sentimos. O Thiago passou mal uma noite, vomitou e ficou bem ruim mesmo. Aconselho usar o remédio que eu citei acima, ele é muito bom! Tomamos todos os dias até chegar no Atacama. Quando chegamos em Huaraz o dono do hotel ensinou como tomar e disse que mascar coca não funcionava muito pra gente, que funciona pras pessoas de lá porque elas mascam a vida inteira. Ele também disse que qualquer mal que passássemos era pra tomar um remédio pro que tivéssemos sentindo porque o remédio pro mal da altitude não funcionava. Por exemplo, se você sentir dor de cabeça, tome um paracetamol. Fizemos isso e funcionou bem.

 

Sobre os documentos que levei:

- Passaportes

- Cartão internacional de vacina

- E-mail da Peru Rail pra trocar as passagens do trem

- Entrada Machu Picchu

- Passagens de ônibus que compramos aqui

- Reservas de todas as hospedagens

- Seguro viagem (Visa Platinum)

 

Sobre o dinheiro que levamos:

Antes de ir fizemos a conta e vimos que sacar no cartão seria melhor, mas levamos um pouco só pra não ficar sem nada. Levamos:

- 500 dólares

- 350 reais

- 200 soles

- 20 mil pesos

Não conseguimos comprar bolivianos aqui no Brasil. Sobre sacar o dinheiro lá, na maioria das vezes não tivemos problema. Só um problema que foi resolvido no Atacama. E levamos dois cartões de bancos diferentes pra não ter problema. Não vou poder falar muito sobre cotação porque troquei dinheiro poucas vezes.

 

Acho que é isso então. Se eu tiver esquecido alguma informação me falem que eu completo. O índice eu vou fazer aos poucos conforme for escrevendo o relato.

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Dia 1 - 10/12 - O dia em que achei que ia morrer! Algumas vezes!

 

Turbulência, desvio de rota, mochilas sumidas, mochilas encontradas, trânsito, ônibus perdido, mais trânsito, taxista clandestino louco na pista, ônibus encontrado, trânsito de novo e enfim Huaraz! ::mmm:

 

Para quem quiser ver mais fotos da viagem segue lá @oquetragonamala

 

Nesse dia começava nosso mochilão. A gente planeja tanto as coisas que acha que o dia nunca vai chegar, mas um dias chega!! rsrs

Nessa primeira parte da viagem fomos só eu e meu marido, Thiago.

 

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A preparação pra viagem foi bem corrida porque tiramos férias na sexta e viajamos no sábado! Então fomos arrumar as mochilas só na sexta à noite! Terminamos já era pra lá de meia noite e fomos tirar um cochilo pra acordar às 2 da manhã porque em BH o aeroporto fica em outra cidade e tínhamos um voo bem cedo. ::putz:: Saímos de casa às 3 da manhã e embarcamos no voo das 5:55 pra SP e fizemos uma escala lá. Chegamos em Lima as 11:25 hora local.

 

A história poderia ser só essa né?! Chegamos em Lima felizes e pegamos nosso ônibus rumo a Huaraz! Mas não!!!!! Como diz o Thiago “Se tem alguma possibilidade de uma coisa dar errado nessa viagem pode ter certeza que vai dar!”

 

Antes de viajar compramos as passagens de Lima pra Huaraz pelo site da Movil Tour (http://www.moviltours.com.pe/) para as 13:00 por 55 soles cada. Eu achei meio arriscado o horário porque nosso voo estava marcado pra chegar em Lima as 11:05, mas o Thiago disse que dava tempo e confiei nele. Mas nada poderia sair fora do planejamento ou perderíamos o ônibus e teríamos que comprar outra passagem. E como eu disse antes, se tem a possibilidade de dar errado... vai dar! E além de dar errado ainda passei sufoco.

 

Antes de prosseguir vou falar porque eu comprei a passagem com antecedência e passei esse sufoco com o horário. Tínhamos lido que a viagem de Lima para Huaraz tinha paisagens lindas e que era legal viajar em ônibus de 2 andares e ir nas primeiras cadeiras de cima do ônibus. Então resolvemos que queríamos isso e compramos antecipadamente pra não perder as cadeiras que são as mais disputadas até mesmo por serem mais espaçosas.

 

Voltando a história da viagem... Embarcamos em SP e o avião era bem velho! A TV do Thiago não estava funcionando e chamamos um comissário pra verificar e ele disse com essas exatas palavras: “Vou verificar mas provavelmente não vai funcionar, essa aeronave é muito velha e vamos devolver ela mês que vem, por isso não estamos realizando essas manutenções!” CARA!!! Como assim um comissário fala com um passageiro que a aeronave é velha e não estão dando todas as manutenções!!! :o Mas abstraí isso e seguimos viagem.

Estávamos chegando em La Paz quando o piloto pediu pra apertar os cintos que passaríamos por uma turbulência, até aí tudo bem, isso já aconteceu comigo antes. Mas não foi uma simples turbulência! O avião balançava demais! E eu só lembrava que o avião era velho! Aí o piloto diz “Vou conversar com vocês um pouco pra distrair vocês enquanto a gente balança! Nessa altitude não é comum termos chuva, mas estamos passando agora por uma chuva de gelo. Recebemos a noticia que tem um vulcão entrando em erupção e vamos ter que alterar um pouco nossa rota. Talvez isso possa estar causando essas alterações climáticas!” . Foram os minutos mais tensos da minha vida! ::mmm: Mas como tudo na vida passa, isso passou e saímos vivos.

Isso fez a gente se atrasar um pouco e chegamos em Lima 11:25. Passamos pela imigração, escolhi uma fila com 2 pessoas e uma das pessoas agarrou!!!!! Haja paciência!!! MUITO IMPORTANTE:Nessa hora lembre de pegar a tarjeta de entrada no Peru!! Eu não peguei e me fodi depois!!! ::putz:: Passamos pela imigração e fomos pegar os mochilões. Ficamos uns 20 minutos esperando e nada!! Todo mundo já tinha saído e só a gente lá! Procurei um funcionário do aeroporto e ele perguntou se tínhamos vindo de SP e eu expliquei que em SP estávamos em uma conexão e que vinha de BH. Ele saiu e voltou dizendo que as bagagens de conexão estavam em outro lugar!!!!!!!!!! Elas estavam lá desde quando chegamos na esteira!!! ::lol4:: Mas tudo bem, pelo menos passou o susto de achar que tinham sido extraviadas. Depois disso tem que passar na alfandega e a fila estava gigante! Quando ouvi o funcionário da fila de prioridade chamando o pessoal do fim da fila sai correndo igual uma louca e passamos antes dos outros.

Nessa hora já estávamos super atrasados, o terminal era bem longe do aeroporto e já era mais de meio dia!! Nem cogitamos negociar um taxi do lado de fora porque sabíamos que não daria tempo. Antes de viajar vimos que entre os taxis do aeroporto o mais em conta era o Taxi Green e fomos direto nele. Cobraram 60 soles!!! Isso mesmo, 60 Soles!!!!!! Mas nem tínhamos poder pra negociar a essa altura e fomos. Ele nos garantiu que chegaríamos lá antes de 13:00. Mas entenda, nunca acredite na garantia que eles dão!!! O trânsito de Lima é uma coisa surreal! Estava um trânsito horroroso e os motoristas são tipo camicazes! Eu tomava um susto a cada segundo! Chegamos lá já era 13:20 e pra nossa surpresa estávamos no lugar errado!!!!! O ônibus já tinha ido pra outro terminal. Perguntei a moça se o ônibus tinha saído do outro terminal e ela disse que talvez não tivesse chegado lá ainda por causa do trânsito. De repente brotou um cara do chão e disse que dava tempo, pegou nossos mochilões e saiu correndo pela rua. Colocou a gente num carro e disse que ele levaria a gente lá e explicou a situação pra ele. Ele disse que não garantia que ia dar tempo e que eram 30 soles. Ele ia fazer o dobro do percurso do primeiro táxi e cobrou a metade do preço!! ::grr:: Aceitamos e fomos com ele.

 

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Gente, imaginem uma pessoa dando ré um uma via expressa!!! Esse era nosso motorista! Completamente louco!!!!!! ::tchann:: Só pensava que ia morrer e que o seguro viagem não cobria acidente em veículos ilegais!! Ia morrer e ainda ia dar trabalho pra minha mãe me trazer de volta!!! Ele foi cortando caminho, passando nos quebra molas direto, passando em buracos, entrando na frente dos outros! E quando enfim chegou no terminal eu perguntei o funcionário que estava na porta se o ônibus de 13:00 já tinha saído (eram 14:30) e ele disse que não tinha chegado ainda!!!!!! Até dei 10 soles a mais pro taxista pelo esforço. Nunca senti tanto alivio na minha vida! Kkkk

Depois disso conseguimos respirar! Entrei no terminal e compramos duas aguas de 1 litro por 9 soles. Trocamos as passagens, deixamos a mochila e o ônibus chegou. Embarcamos e pensei que agora estava tudo certo que podia ficar tranquila! Mas estava completamente enganada! O motorista do ônibus era mucho loco também, ele estava cortando os caminhões nas curvas na beira do penhasco :o:o:o . A paisagem realmente é linda mas fiquei tão nervosa que nem consegui fotografar direito. Eles serviram um almoço que estava bem gostoso. Arroz com frango e umas outras coisas que não sei bem o que era e muitooo óleo. Teve uma sobremesa mas experimentei e não gostei e não sei o que era.

 

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Eu não estava conseguindo dormir de apreensão do motorista louco mas estava morta! E pensei “Se tiver que acontecer alguma coisa vai acontecer comigo dormindo ou acordada” ai consegui dormir um pouco. Antes de chegar eles serviram outro lanche bem gostoso também, um pãozinho salgado e um pedaço de bolo de chocolate. Chegamos em Huaraz antes da hora programada e pela primeira vez na vida vi uma pessoas segurando uma plaquinha com meu nome! :D #emocionada Tinha combinado com o dono do hotel, Scheler, de me buscar e ele estava lá me esperando. Pelos relatos achei que ninguém estaria me esperando e tinha combinado que chegaria às 22:00 e cheguei antes , mas mesmo assim ele já estava lá. Fiquei muito feliz, porque já era tarde e estávamos mortos e perdemos muito dinheiro com a confusão de táxis em Lima. Ele nos buscou de táxi e não cobrou pelo serviço por eu ter fechado os passeios com ele.

 

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Chegamos no hotel, Hospedage Casa Blanca, e era bem simples mas confortável. Cama boa, chuveiro quente, roupa de cama que aguentou o frio que estava fazendo (11°C). Acordei a noite e vi que meu celular que eu coloquei pra carregar antes de dormir não estava carregando e descobri que nenhuma das tomadas do quarto funcionavam direito. Demorei umas meia hora e consegui que ele carregasse. As tomadas do Peru são toda frouxas pro modelo de tomada que usamos. O custo beneficio do hotel é ótimo, 3 diárias saíram por 39 dólares, em quarto de casal com banheiro privado. ::love::

 

No outro dia iriamos pro Nevado Pastoruri e perguntei o Scheler sobre o Sorojchi Pills. Ele ensinou a gente como tomar e mostrou onde podíamos comprar. Saímos a pé mesmo até uma farmácia e compramos 8 comprimidos por 16 Soles.

 

Gastos do dia:

Starbucks em SP 19 reais

Pão de queijo 15 reais

Táxi Green 60 soles

Táxi clandestino mucho loco 40 soles

2 águas de 1 litro cada na agência da movil tour 9 soles

8 comprimidos de Soroche phills 16 soles

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Detalhes preciosos!! To acompanhando ansiosa ja que vou nesse mesmo começo de roteiro em abril. Que sufoco essa correria hein

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[attachment=2]IMG_0776.JPG[/attachment]

 

Sobre o dinheiro que levamos:

Antes de ir fizemos a conta e vimos que sacar no cartão seria melhor, mas levamos um pouco só pra não ficar sem nada. Levamos:

- 500 dólares

- 350 reais

- 200 soles

- 20 mil pesos

 

Não conseguimos comprar bolivianos aqui no Brasil. Sobre sacar o dinheiro lá, na maioria das vezes não tivemos problema. Só um problema que foi resolvido no Atacama. E levamos dois cartões de bancos diferentes pra não ter problema. Não vou poder falar muito sobre cotação porque troquei dinheiro poucas vezes.

 

Acho que é isso então. Se eu tiver esquecido alguma informação me falem que eu completo. O índice eu vou fazer aos poucos conforme for escrevendo o relato.

 

Oi Débora, tudo bem?

 

Sobre o dinheiro que levou, foi só o dinheiro "físico" ou esses gastos incluíram o que estava no cartão e que talvez vc tenha sacado durante a viagem?

 

Estarei acompanhando seu relato e em breve espero visitar os mesmos países :)

 

Abs.

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Detalhes preciosos!! To acompanhando ansiosa ja que vou nesse mesmo começo de roteiro em abril. Que sufoco essa correria hein

 

Bota sufoco nisso.. ::mmm:

Espero ter terminado antes da sua viagem! :D

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Sobre o dinheiro que levamos:

Antes de ir fizemos a conta e vimos que sacar no cartão seria melhor, mas levamos um pouco só pra não ficar sem nada. Levamos:

- 500 dólares

- 350 reais

- 200 soles

- 20 mil pesos

 

Não conseguimos comprar bolivianos aqui no Brasil. Sobre sacar o dinheiro lá, na maioria das vezes não tivemos problema. Só um problema que foi resolvido no Atacama. E levamos dois cartões de bancos diferentes pra não ter problema. Não vou poder falar muito sobre cotação porque troquei dinheiro poucas vezes.

 

Acho que é isso então. Se eu tiver esquecido alguma informação me falem que eu completo. O índice eu vou fazer aos poucos conforme for escrevendo o relato.

 

Oi Débora, tudo bem?

 

Sobre o dinheiro que levou, foi só o dinheiro "físico" ou esses gastos incluíram o que estava no cartão e que talvez vc tenha sacado durante a viagem?

 

Estarei acompanhando seu relato e em breve espero visitar os mesmos países :)

 

Abs.

 

 

Olá!

 

Esse foi só o dinheiro "fisico" que eu levei mesmo, só pra não chegar lá sem nada. Tive mais gastos com compras no cartão e saques.

 

Vou descrevendo os gastos ao longo do relato. :D

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olá,

mto bom o relato e bastante detalhado

vou em setembro... avião até Corumbá, dps trem da morte até sta cruz, avião até Uyuni passando pelo Atacama, Peru e terminando em La Paz...

 

abcs

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    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!








    • Por emanuelle.ec
      01/05 a 01/06 – EURO = R$ 4,41
      Oii galera ! 
       Minha primeira postagem aqui ! Resolvi compartilhar com vocês a minha primeira eurotrip ! Fiz a viagem em Maio/2018 .
      Vou deixar bem curtinho os posts com os valores e um pouco de cada cidade e algumas fotos , mas antes um resumo porque sempre tem os zé preguiça kkkkkk 
       
      Quem quiser acompanhar essa e outras viagens : @emanuelle_ec
       
      GASTOS :
      Passagem aérea :
      - Joinville – São Paulo : 5.770 milhas – GOL
      - São Paulo – Dubrovnik : R$ 1.478,47 – Turkish Air (Promo 123 milhas)
      - Bruxelas – São Paulo : R$ 1443,72 - TAP
      - São Paulo – Joinville: 4.000 milhas + R$ 31,27 – GOL
      Total : R$ 2953,46
      - Transporte (ônibus, blablacar,tram,etc) : € 269,44
      - Hospedagem :  € 475,41
      - Alimentação e extras : € 651,21
      Total : € 1396,06    Total em reais : R$ 6156,62
      TOTAL DA VIAGEM : R$ 2953,46 + R$ 6156,62 = R$ 9110,08 
       
      Como essa iria ser a minha primeira viagem pra Europa eu não estava muito afim de fazer o clichê Paris, Roma, Barcelona e tudo mais, então resolvi ir para o Leste Europeu . Eu não tinha nada planejado, tinha pesquisado claro algumas cidades que queria ver, mas não comprei NADA antecipado (fora as passagens de ida e volta claro kkk) , ia reservando ao longo do caminho os hostels e comprando as passagens de ônibus via FLIXBUS pelo app deles mesmo e as passagens de barco na Croácia foi tudo direto no local.
      Consegui uma promoção de passagem pra Croácia na 123 milhas, fiquei com receio de comprar por milhas e pelo site ser novo e tudo mais, mas olha ! Deu tudo certo !!! Como a passagem era pela Turkish eu tinha um stopover em Istambul de 21 horas, não me perguntem se eu tinha direito a hotel ou qualquer outra coisa porque nem perguntei ( mals ai), mas é que eu tenho um amigo que mora lá então ficou combinado que eu ficaria na casa dele e ele me mostraria a cidade no dia seguinte. Cheguei em Istambul as 22hrs e meu voo pra Dubrovnik só sairia as 19hrs do dia seguinte então deu tempo pra ver os principais pontos da cidade.  Não gastei quase nada em Istambul porque o maluco resolveu pagar tudo e ainda conseguimos umas pizzas free logo na noite que cheguei porque tinha sobrado e o cara da pizzaria não queria jogar fora, muita sorte !! 
       
      ISTAMBUL (01/05 a 02/05):
      Troca : 30 euros  = 141.30 liras
      Ônibus p/ aeroporto : 12 Liras
      Chocolate aeroporto : 8 Liras
      Lembrancinha: 3.50 liras
      Troca : 118 Liras = 22 euros
      Total Istanbul:  23,50 Liras - 8 euros
       
       


       
       Segui pra Croácia no dia seguinte.
      Cheguei em Dubrovnik as 21 hrs e peguei o busão do aeroporto pra cidade velha. Apesar de ser tarde já a cidade ainda tava lotada de turistas, coisa de doido mesmo, nunca vi tanta gente por m². Fiquei pouco tempo em Dubrovnik, porque pra mim foi a cidade mais cara da croácia. Passeia pela cidade, subi na muralha, tentei não enlouquecer com a senhora do mercado que não queria me vender as coisas porque eu não tinha dinheiro trocado.   O hostel que eu fiquei é super simples mas o dono é mega gente boa e já chegava recepcionando a galera com Rakia, uma bebida tradicional deles, forte do c* hahahha
       
      DUBROVNIK (02/05 a 04/05):
      Hostel (The City Place Guesthouse – 2 diárias 😞 31,44 euros ( cartão de crédito)
      Troca : 20 euros = 140 kunas
      Ônibus aero: 40 kunas
      Taxa turista : 2 euros
      Mercado – 26.81 kunas
      Almoço- 57 kunas
      Troca : 60 euros - 432 kunas
      Ônibus p/ Porto: 27 kunas
      Janta (Foccacia+Croissant): 20 kunas
      Ticket Muralha: 150 kunas
      Almoço:24 kunas
      Ônibus p/ Porto: 15 kunas
      Barco p/ Hvar: 210 kunas
      Troca : 10 euros - 72 kunas
      Mercado: 27 kunas
      Sorvete: 20 kunas
      Total Dubrovnik : 616,81 kunas = 90 euros dinheiro e 31,44 euros cartão = 121,44 euros

       


       
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