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3 Países:Portugal, Espanha e Itália- fevereiro 2017 (22 dias) – gluten free - DETALHADO

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Salve galera! ::otemo::::otemo::

Passando pra deixar meu relato de viagem bem detalhado – em termos do planejamento e da alimentação- para ajudar aos demais colegas mochileiros e celíacos. Peguei várias dicas aqui e estou retribuindo. Eu e meu noivo já fizemos viagens distantes de carro (América do Sul), mas mochilão pro velho continente (eu sempre quis falar isso) foi o primeiro.. então estávamos receosos e com várias dúvidas. ::sos:: Algumas foram respondidas com os relatos dos colegas, outras somente percorrendo o caminho. ::hãã::

Vou escrever sobre as dúvidas que tive e depois relato a viagem.

 

Planejamento: Começamos a planejar a viagem em outubro/2016. A TAP lançou algumas promoções ida e volta de Portugal.. mas pensamos em voltar por outro país. A dúvida era.. qual país? Espanha tá no lado, então é tranquilo de ir.. Lemos vários relatos de pessoas afoitas querendo conhecer a Europa em poucos dias e vários conselhos dizendo que a Europa vai continuar lá.. pra fazer tudo com calma que se aproveita mais a viagem. Tínhamos 30 dias de férias, mas optamos por usar 22 (02/02 – 23/02/2017) e fazer uma viagem mais de boas.. nada de correria mudando dum país a outro. A opção mais lógica seria voltar pela França, que tá no lado da Espanha.. mas não estávamos com vontade alguma de ir pra lá.. então decidimos voltar por Roma. 3 países estava ótimo! No decorrer da viagem, chegamos à conclusão que se tivesse terminado na Espanha já estava bom, pois fomos cansando e não aproveitando tanto a viagem pra Itália.. Aproveitar aproveitamos sim.. mas não com aquele pique todo. Então a velha dica deste fórum vale.. “A Europa vai continuar lá”... mas em termos financeiros valeu a pena fazer os 3 países. :lol:

 

Aplicativos: Usamos alguns aplicativos essenciais pra viagem. Peguei aqui no fórum a dica do My Maps. Eu ia lendo os relatos do pessoal e, o que me interessava, eu botava o ponto no mapa. Depois eu fui separando nossa rotina diária no excel com base na localização desses pontos.. Olhava no site das atrações os dias e horários de funcionamento.. poucas coisas abrem as 2ªs feiras, por exemplo. Baixamos um app de mapas, que permite navegar off-line, o Maps Me. Aqueles pontos que eu salvei foram abertos nesse outro app.. então podíamos ir pra onde quiséssemos tranquilamente.. aparecia, inclusive, os pontos de metrô, ônibus, os nomes dos pontos.. Podíamos sair caminhando sem rumo e ao final pedir pro app traçar o caminho a pé de volta pro hostel. Compartilho nosso roteiro em KML em anexo.

 

Alimentação Gluten Free: Não vou explicar sobre a doença celíaca, haja vista não ser local para isso. Mas são muitos os cuidados na cozinha para um celíaco poder comer fora de casa.. não se pode comer em qualquer lugar.. O prejuízo pro corpo é gigante e pode até estragar a viagem. Dá para imprimir os cartões perguntando sobre os cuidados na cozinha no idioma do país ao qual se está indo: http://www.celiactravel.com/cards/ .

Portugal: Em geral, o trigo não é a base da alimentação de Portugal (ou pelo menos Porto/Lisboa). A base é frutos do mar.. então é muito fácil achar opções sem glúten, mesmo que em lugares não específicos, e evitar a contaminação cruzada. Todos garçons que perguntei sabiam o que era glúten e sabiam os cuidados na cozinha. Na página https://www.facebook.com/vivasemglutenportugal/ e http://www.celiacos.org.pt/ tem várias dicas! No mercado tem muitas opções com o selo da APC (Associação Portuguesa de Celíacos).

Espanha: Página da associação de celíacos da Espanha: https://www.facebook.com/faceceliacos/. Usei o app CELICIDAD (https://www.facebook.com/celicidadsinglu/ ), que tem mais de 2.000 restaurantes para celíacos. Foi muito útil!

Itália: Ahhh... a Itália.. paraíso gluten free..onde existe até ‘bolsa celíacos’ e se compra alimentos na farmácia (afinal, o alimento é a nossa cura). O site da associação é http://www.celiachia.it, e eles tem o app. Aic Mobile, perfeito!! Tem também o site: http://www.pizzerieperceliaci.net/, basta colocar região, província e cidade que você pretende encontrar uma pizzaria que tenha pizza sem glúten. Na descrição das viagens falo um pouco sobre os apps.

 

Gastos: Estimei gasto total da viagem, por pessoa, em R$ 8.269,12. Acabou ficando em R$ 7.682,42 (não considerando os extras, roupas, presentes, ímas de geladeiras, etc). Essa diferença deu porque desistimos de alguns passeios no decorrer da viagem.. além disso a cotação do euro baixou R$0,30 durante a viagem.. algumas coisas pagamos no cartão de crédito pra compensar. Fora isso, a estimativa foi ÓTIMA! Desta viagem não vou postar o detalhamento dos gastos.. Mas separei no excel gastos com: Atrações, Transporte, Alimentação, Hostel. Com o app eu via se havia necessidade ou não de utilizarmos transporte público, com base na distância, então fui estimando. Em geral, os gastos com transporte dentro da cidade são baixos, deve-se ter atenção com as passagens para atrações mais afastadas. Com alimentação fiz a estimativa de 20€ por dia, com base em relatos anteriores. Estimei gasto total de 840€ com alimentação, mas gastamos 950€ (Erro 1: Para pessoas sem restrições alimentares tá cheio de comida na rua, para celíacos não tem a opção de lanche/almoço fácil.. Então essa de comer qualquer coisa pra mim não dava e geralmente comíamos em restaurantes, boas refeições.. Se você é ‘normal’, creio que 20 euros está ok! Erro 2: Não somos de economizar em comida.. Ainda mais na Itália (paraíso gluten free). Então devíamos ter estimado um pouco mais.. 25€ ou 30€ por pessoa/dia).

 

Quantidade de roupas: Escolhemos ir no final do inverno para não pegar o frio tão intenso, nem carregar tanta roupa. Mas paira a dúvida cruel.. para 22 dias, qual a quantidade ideal de roupa para levarmos? Encontramos algumas sugestões na internet. Em suma, levamos 2 calças cada um (uma vestindo e outra na mala), 1 casaco bem quente/pesado (pois queríamos comprar um mais leve no destino.. então se você não quer comprar casaco, sugiro levar 2.. um bem quente e um ameno). Quanto as camisas, meu noivo levou umas 15.. eu levei menos, li sobre usar a mesma camisa por 4 ou 5 dias.. Levei umas 6,7.. mas eu também queria comprar algumas.. acabei comprando 2. Roupa íntima: Levamos para todos os dias.. mas acho que dava de lavar no próprio quarto e deixar secando perto da calefação/aquecedores (nosso quarto era privativo, não compartilhado, mas minha tia ficou em compartilhado e conseguia lavar tranquilo, enquanto as colegas saíam do hostel, ela lavava e depois secava no aquecedor.. Diz ela que secava muito rápido). Sapatos: Levei uma bota impermeável para frio, uma alpargata e um chinelo.Usei a alpargata 1 dia (dispensável)..senti falta de ter levado 1 tênis. Meu noivo levou 1 bota mais fuleirinha (ele queria comprar uma bota melhor lá), 1 tênis e 1 chinelo.. Foi suficiente. Sugiro botas impermeáveis, pois o inverno é chuvoso. Em todos os países encontramos lavanderias próximas ao hostel (ou no próprio hostel), é uma opção também para levar menos roupas.

 

Hostels: A escolha dos hostels foi bem detalhada e extensa. Pesquisávamos no Booking, hostelworld e TripAdvisor.. Com os pontos de interesse criados no My maps eu ia procurando hostels próximos.. e que também ficassem próximos às estações de metrô. Isso foi perfeito, pois podíamos ir a pé às atrações ou usar estações de metrô, que estavam sempre ao lado.. isso agregou ‘qualidade de vida’ e ganho de tempo pra nossa viagem. Dou preferência pra ficar em Hostels pois, além dos preços acessíveis, podemos cozinhar.. o que é essencial para celíacos. ::otemo::

 

Passaporte: Outra dúvida que tivemos que não está tão bem esclarecida nos tópicos que pesquisei foi quanto ao passaporte vencido na hora da compra da passagem aérea. Vi várias dúvidas iguais à minha. Meu passaporte estava vencido e eu ainda não tinha número do novo. Pra não perder a promoção da TAP, comprei com o número velho.. quando saiu o novo simplesmente liguei e fiz a alteração por telefone.. foi bem tranquilo. Minha tia (que foi conosco) não tinha passaporte.. e botei tudo zero e depois fiz a alteração. ::hãã::

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DIAS 1 e 2:

E começa a viagem. Fomos eu, meu noivo e uma tia minha, que pediu pra ir nos 45s do 2º tempo.. ::putz:: Comprei as passagens pra ela em dezembro e a diferença de preço foi pequena (comprei a nossa em outubro).

Saímos de Floripa --> Guarulhos--> Lisboa --> Porto. Não tinha diferença no valor da passagem se escolhesse Porto ou Lisboa. Então, por questão de logística, escolhemos Porto. Por tudo que lemos exaustivamente aqui, o tempo ideal para conhecer Porto é de 3 dias e foi o que eu achei que tinha posto.. mas me confundi com o dia de chegada, que era um dia depois.. e perdemos 1 dia. Só percebi isso depois de terminado o planejamento da viagem.. passagens de trem, aéreas, tudo comprado.. então deixei assim mesmo.. Somente 2 dias. ::hãã::

Quando fizemos a compra (a compra, não check in), láááá em outubro 2016, tinha a opção de assinalar refeições especiais.. e assinalamos sem glúten. Há uma recomendação (de outros celíacos) de ligar uns 3 dias antes da viagem e ver se tá tudo ok com sua refeição, se está anotado.. Eu estava numa correria tão grande e não fiz nada disso.. levei lanche na mochila e torci para que desse tudo certo. Eis que veio uma janta e um café da manha deliciosos- e sem gluten.. A refeição especial não ficava junto do carrinho que contém as outras refeições, ficava isolada na ‘cozinha’.. e quando avisei ser celíaca me trouxeram prontamente, com etiqueta identificando. A minha refeição era bem diferente da do meu noivo.. me passou total confiança! Comi, não passei mal.. tudo aprovado! TAP ::love::

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Chegando em Porto pela manhã e fomos deixar as malas no hostel. Devido ao meu erro de data, só tínhamos 1 dia (e meio) pra conhecer o centro de Porto. Logo de cara, fomos conhecer a Sé do Porto (uma edificação construída no séc. XII. Em sua parte interna destacam-se a sacristia, o claustro, a capela de João Gordo – com um túmulo gótico-, a Sala do Capítulo e exposição de arte sacra).

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Saímos caminhando por Porto, sem destino.. apenas conhecendo.. É uma cidade mto charmosa, cheia de ruelas e locais interessantes. Li nos relatos sobre o 'clube dos apaixonados por Portugal'.. Certamente entramos nesse clube ::love::

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Não vou postar nenhuma dica de restaurante específico (p/ celíacos), pois em 1 dia em Porto não deu tempo para ir em algum. Para Porto só achei um local (Pasta Fresca & Pizza), está no meu arquivo KML compartilhado no início. A maioria das refeições não possuem trigo, como falei no começo, então é menos arriscado do que no Brasil.

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Saindo do almoço.. uma chuva fraca! Um grande temor nosso.. Lemos que é muito comum chover no inverno europeu.. e que é sempre indicado não deixar o roteiro tão fechado por causa disso também, pois acaba ficando sem folga pra visitar alguma atração específica que a chuva impossibilitou.

Em seguida fomos na Torre e Igreja dos Clérigos (foram classificadas como Monumento Nacional em 1910). A torre teve sua construção finalizada em 1763 enquanto a igreja- a primeira igreja em Portugal com planta em forma de elipse- foi finalizada em 1749.

Pra finalizar o dia fomos na famosa livraria Lellos (entrada 4€), que serviu de inspiração para o filme Harry Potter.. Livraria lotada, você não consegue sentir o ambiente de uma livraria, é mais um mini shopping barulhento. É bonita, mas a gente entrou e logo queria sair. Li no fórum que era proibidíssimo bater foto..não havia nenhum cartaz, nenhum indicativo avisando isso. .e estava todo mundo batendo..acho que passou a ser liberado. Você pode converter o valor da entrada como parte do pagamento em alguma compra.. Só achamos livros acima de 25€, e nenhum que nos interessava (pode ser o barulho nos tenha feito olhar tudo superficialmente). ::tchann::

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Hostel em Porto: Residencial Triunfo

Valor Diária: 56€ (quarto triplo com suíte)

Ponto positivo: Localização, conforto e Atendimento. Próximo de várias padarias, Terreiro da Sé, Torre dos Clérigos, Estação São Bento.

Ponto negativo: Não tem cozinha, não tem café da manhã

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Dia 3 – Guimarães

O planejamento do dia incluía: Museu de Alberto Sampaio, Castelo de Guimarães, paço dos duques de bragança, Convento de Santo António dos Capuchos, igreja de s.miguel do castelo.

Pegamos o comboio (trem) na Estação de São Bento, uma belíssima estação que também é ponto turístico. É revestida de azulejos de temática histórica que foram instalados entre 1905 e 1906.Além dos azulejos, outros aspectos a destacar na estação são a cobertura sobre as vias e a monumental fachada.

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OBS: Antes de embarcar não se esqueça de validar o ticket, a máquina fica em frente aos comboios. Se você for pego com o bilhete não validado tem que pagar uma multa de 100x o valor do bilhete.

Saímos de Porto já com chuva, que ficou muito mais forte em Guimarães. Cidade muito caprichada, cada esquina tem alguma interessante para ver.

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Fomos primeiro ao Museu de Alberto Sampaio, foi uma bela surpresa. Vários relicarios, pinturas, artes sacras.. histórias bíblicas contadas por pinturas antigas, é uma viagem no tempo. Pinturas do ano 1500, 1300 e por aí vai.

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Parada para almoço no restaurante Mumadona, com opções para celíacos.

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Seguindo o roteiro, fomos ao Paço dos Duques de Bragança. Foi a atração que mais gostamos na cidade. Tem uma riqueza de materiais históricos, tapeçarias, artes, vários salões para visitação..

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Continuando, fomos na igreja de São Miguel do Castelo, onde, segundo a tradição, foi batizado Dom Afonso Henriques, o Rei de Portugal. Em seu interior há poucas coisas: 1-Sistema de medidas de peso e capacidades, 2- Inscrição régia de 1654 (carta que Don João IV enviou para Guimarães determinando o cumprimento do voto do Rei e do Reino à Virgem Maria Imaculada da Conceição –padroeira de Portugal), 3- Duas esculturas (São Miguel e Virgem Maria), 4- Pia Batismal e 5- Lápides com motivos guerreiros e religiosos. Fica entre o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques. É uma igreja toda de pedra, medieval, bem charmosa.

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Chegando no ponto mais esperado do passeio, no Castelo de Guimarães, fundado no séc. X e monumento nacional desde 1881. A chuva apertou mais ainda, ficou mais frio ainda... ::Cold::::Cold:: foi tenso. O Castelo é vazio na parte interna, há somente uma torre, onde há exposição de itens históricos (armaduras, vídeos, roupas, poemas..). Tem uma muralha onde é possível caminhar. Vídeo do castelo com chuva em:

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O Roberto tinha ido com uma bota mais simples.. Ficou com o pé ensopado.. ::Cold:: foi um dia meio que ‘passa logo’, foi chuva demais. Cortamos o Convento de Santo António dos Capuchos do roteiro por causa disso. Apesar de perto, o vento forte fazia com que só quiséssemos ir para algum abrigo. Nessa hora lembramos das dicas sobre viajar no inverno..se preparar pra chuva.. Estávamos usando casacos impermeáveis e eu, a bota também.. foi essencial. Mas a Vânia e o Roberto estavam parecendo 2 pintos molhados. ::quilpish:: Partiu ir embora logo!

Gastos:

Ida e Volta Guimarães: 4,80€ (comboio)

Passe Museu de Alberto Sampaio + Paço dos duques de bragança+ Castelo: 8 €

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Dia 04 – Porto --> Lisboa:

Pegamos o comboio de Porto à Lisboa (24,3€). O planejamento inicial constava parar em Aveiro e ir no Castelo de Santa Maria da Feira, mas não fomos atrás pra ver se tinha locker na estação.. Estávamos meio puteados com o excesso de chuva do dia anterior. Pelo que lemos, para conhecer bem Lisboa recomenda-se no mínimo 5 dias (concordo!).

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Deixamos as malas no hostel e fomos conhecer a cidade. O castelo de São Jorge ficava tão perto do hostel que decidimos começar por lá. Olha o urinol aííí gente:

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Chegamos perto da última entrada, as 17h. As funcionárias falaram que 40 min era suficiente pra conhecer tudo.. então entramos (bilhete 8,50€). Sinceramente, achei a visita corrida.. Várias atrações internas já estavam fechadas, mas deu de aproveitar bem o castelo. Tem várias torres, tem uma vista linda do horizonte, por do sol maravilhoso.. mas aconselho a irem antes das 17h.

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Sobre o caminho até o castelo.. é uma subidinha de uns 15min. Pra mim e pro Roberto foi tranquilo. Minha tia tem algum problema de asma, pelo que entendi nem ela sabe bem o que é porque não foi atrás disso.. mas as vezes falta ar (e só descobrimos durante a viagem ::grr::::grr::::grr::::grr::::grr::::grr::::grr:: ). Aí qualquer subida que exige um pouco de preparo físico ela ficava ofegante e tínhamos que parar um pouco. Ainda bem que eu tinha feito seguro saúde pra todos nós (R$188,99).. mas não foi usado.

Hostel em Lisboa: Martim Moniz 28 Guest House

Valor Diária: 65,85€ (quarto triplo com suíte)

Ponto positivo: Localização, conforto, Atendimento, Limpeza. Próximo de restaurantes, supermercados, castelo São Jorge, estações de metrô. Tem máquina de lavar/secar roupas(8€)

Ponto negativo: Cozinha pequena e sem fogão.

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Dia 5- Lisboa

Havíamos feito as contas das atrações que queríamos visitar e vimos que valia a pena adquirir o Lisboa Card (https://www.lisboacard.org/). Compramos o de 48h (17,5€).

No 5º dia de viagem fomos no Oceanário (17€), uma das poucas atrações que abrem as 2ªs feiras em Lisboa (todo planejamento da viagem foi em função dos dias e horários de funcionamento). Eu não curto zoológicos, então dei uma pesquisada antes pra ver se o oceanário não era como um ‘zoológico marinho’. Na verdade o lugar foca bem na educação ambiental e na preservação da fauna, flora e dos oceanos. Tem tubarão, pinguim, arraia, trocentos peixes..até anfíbios, que são espécies altamente ameaçadas de extinção.

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Perto do Oceanário tinha um McDonald's‎. Sei que, em alguns países europeus, já tem McDonald's‎ sem glúten.. então fomos lá conferir. E tinha! Não que seja o sonho de todo celíaco comer esse lanche, mas a sensação em comer esse lanche, na rua, um fast food, como pessoas comuns.. é ótima! Olhinho encheu de água.

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De lá fomos para o Cais de Sodré, um bairro muito charmoso. Descemos na estação e saímos conhecendo tudo a pé. Logo em frente da estação tem um mercado cheio de restaurantes, o Time Out Market, cheio de brasileiro trabalhando.

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Viemos andando e fomos na Zarzuela, uma pastelaria gluten free. Aleluia provei os famosos pasteis de nata!

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Paramos na praça do comércio e fizemos um happy hour no Museu da Cerveja, que tem um bolinho de bacalhau que minha tia tá sonhando até hoje. Nessa praça fica o famoso arco triunfal da rua Augusta, construção concluída em 1873. As esculturas da parte superior do arco representam a Glória, coroando o Génio e o Valor. O texto inscrito no topo do arco remete para a grandiosidade do Império Português e a descoberta de novos povos e culturas. VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”. As esculturas na parte inferior representam Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. Na lateral esquerda, o rio Tejo, e na direita o rio Douro, que delimitam a região onde viviam os Lusitanos. ::love::

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Á noite fizemos compra no Mercado Pingo Doce, que era próximo do hostel (Lembrete: é cobrado 0,10€ por sacola, o que desestimula seu uso. Nós levávamos nossas sacolas todos os dias.. que sonho se fosse assim no Brasil... ::love:: ).

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DIA 6- Lisboa

O planejamento do dia incluía conhecer a Praça do Império: Mosteiro dos Jerónimos + Torre de Belém + Museu Nacional de Arqueologia (incluídos no Lisboa Card), além do Padrão do Descobrimento.

A chuva nos seguiu de Guimarães.. e caiu forte lá por Belém... mas como o turismo não espera, compramos sombrinhas e continuamos. Passeio começou pelo Mosteiro dos Jerônimos, onde ficam os túmulos do Vasco da Gama e Camões, e seguiu pelo Museu, que fica praticamente junto do mosteiro. Este Museu não é muito extenso, tem tumbas romanas, múmias egípcias, cerâmica e história dos povos que habitaram a península. Como está ali ao lado.. no caminho.. vale a pena a visita também. Não bati fotos pois não é permitido.. mas tá cheio na internet.

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Seguimos ao Padrão do Descobrimento, um monumento que evoca a expansão ultramarina portuguesa, sintetiza um passado glorioso e simboliza a grandeza da obra do Infante D. Henrique, o impulsionador das descobertas. Em seu interior dava de subir até o topo, pagando um elevador.. Estávamos meio cansados.. nem quisemos subir.. a vista por fora já estava boa! ::lol4:: Subindo lá dá pra ver a rosa dos ventos, na calçada atrás do monumento (http://www.padraodosdescobrimentos.pt/pt/monumento/rosa-dos-ventos/) .

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Nesse monumento encontramos um casal de brasileiros brigando, berrando alto..a mulher tava dando piti.. vontade de me meter e falar pra ela parar de fazer vergonheira. ::prestessao:: Fomos, por fim, para a Torre de Belém, uma fortificação do séc. 16 para a defesa de Lisboa, usada posteriormente como prisão (1589), posto aduaneiro (1655), telégrafo (1810) e farol (1865). Acho que esse dia foi o mais cansativo de toda viagem.. foi um martírio andar até a Torre.. Dentro da torre tinha uma escada em forma de caracol, com uma fila gigante (isso que é baixa temporada).. como não aguentávamos mais ficar em pé.. nem quisemos subir. ::lol4:: Partiu hostel comer salmão ‘ahumado’.

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DIA 7- Sintra

Hoje era dia de ir pra Sintra, cuja passagem ficava grátis no Lisboa Card. Hoje foi o dia mais esperado por mim e pelo Roberto: Castelo dos Mouros, Palácio e Parque da Pena e Quinta da Regaleira! Saindo do comboio, em Sintra, há vários guias turísticos, agências.. oferecendo serviços. Passe reto por eles e pegue um ônibus até o topo do morro (acho que era 5,50€) ou um tuk tuk (pagamos 15€ na ida e 10€ na volta, pros 3), aqueles carrinhos antigos conversíveis. De tuk tuk é bem mais divertido! ::hahaha::

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Nós começamos pelo Castelo dos Mouros por sugestão do motorista. Basicamente é composto pela muralha e o sítio arqueológico, não tem um castelo propriamente dito. Mas é lindo, maravilhoso!! O lado bom de ir no inverno.. as atrações não tavam craudiadas de gente. Tem muitas escadas (minha tia não curtiu muito, ficou sem ar de novo). ::grr::

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Saindo dali, subimos para o Palácio e Parque da Pena. Na verdade, acho que o passeio tem que começar por ali.. justamente pra não precisar subir depois.. Desce do tuk tuk já no topo e depois desce pro Castelo dos Mouros.. me parece mais lógico, mas fizemos o oposto devido a sugestão do motorista (não entendi porque).

O palácio possui várias torres, é possível visitar a parte externa e interna. Todo colorido, com detalhes riquíssimos.. a parte interna é lindíssima, com vários quartos, sala de jantar.. vitrais. Tudo bem conservado. Além disso, tem um jardim gigante com vários outros pontos a serem visitados. Visitamos o jardim bem superficialmente pois minha tia tava esperando a gente lá no banquinho do castelo dos Mouros.. ela não quis fazer a subidinha até esta atração. Tinha muita coisa pra se visitar na parte externa.

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Descemos de tuk tuk e fomos almoçar, emendando com a Quinta da Regaleira, o local que mais queríamos conhecer! ::hahaha::

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Tinha muita coisa pra conhecer (poços, cavernas, túneis, jardins..), fomos acelerando o passo por causa do horário. Como no inverno escurece mais cedo.. a partir das 17:30h já ficava escurinho.. então fizemos a visita na Quinta da Regaleira um pouco mais rápido (começamos a visita às 15h- hora local- e terminamos as 17:10h, tava meio escuro já dentro dos poços). Iniciamos pelo poço iniciático (diz-se iniciático porque se acredita que era usado em rituais de iniciação à maçonaria). É “uma galeria subterrânea com uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até ao fundo do poço. A escadaria é constituída por nove patamares separados por lanços de 15 degraus cada um, invocando referências à Divina Comédia de Dante e que podem representar os 9 círculos do inferno, do paraíso, ou do purgatório.”; No fundo do poço está embutida em mármore, uma rosa dos ventos sobre uma cruz templária, indicativo da Ordem Rosa-cruz. Minha tia não queria descer.. porque depois teria que subir. Na verdade tem saída subterrânea, o fundo de poço é ligado por túneis a outros poços e cavernas.

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Eu e o Roberto queríamos tanto conhecer esse poço, tinha uma expectativa tão grande.. que na hora foi "ah, legal, massa..".. Talvez porque eu tinha que ficar de olho se minha tia não tava tendo um treco, aí nem sempre prestava atenção nos detalhes.. Esse foi um dos dias.. ou porque a sensação é essa mesmo ::putz::

Durante a fase de planejamento da viagem pesquisei sobre o tempo recomendado pra cada atração, pra ver se dava tempo de fazer tudo. O que li bateu com o tempo que levamos em cada atração:

Castelo dos Mouros: 1 hora. É mais escada, escada e escada. Minha tia ficou mega ofegante

Palácio e Parque da Pena: Ficamos 1:30h, sendo que a visita na parte externa/jardim foi superficial. Tem muita coisa pra ver! Dava de ficar no mínimo 2 ou 3 hs (recomendado).

Quinta da Regaleira: Fizemos em 2 hs.. meio correndo pois já estava escurecendo (começamos a visita às 15h- hora local- e terminamos as 17:10h, já tava meio escuro dentro dos poços).

 

Gastos

Entrada Castelo dos Mouros e Palácio Sinta: 30€

Quinta Regaleira: 9,60€

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Dia 8- Fátima e Tomar

O planejamento deste dia incluía alugar um carro e conhecer Tomar, Fátima, Batalha, Alçobaça e Óbidos. Se vocês olharem no mapa forma um roteiro sequencial..aparentemente fazendo tudo correndo daria de conhecer. Durante a viagem decidimos ir somente à Tomar e Fátima, pra curtir melhor as atrações de cada um. Mesmo porque já havíamos visto mosteiros, castelos.. olhando as fotos de cada um você não sente que é novidade, muitas coisas em comum.. então sentimos que não precisávamos conhecer tudo porque estava próximo das outras atrações.. Focamos em 2.

Alugamos um carro em Lisboa, na EUROPCAR. Procuramos uma filial 24h (no site dá de ver horário de cada uma), pois não sabíamos que horas iríamos chegar. Pegamos um carro com cobrança automática de pedágio, que vem depois no cartão de crédito.. além de não parar em fila, é meio confuso pra pagar.. paga na saída ou paga no correio (dependendo da jurisdição).. não quisemos esquentar a cabeça com isso.

Íamos começar por Tomar, mas erramos a entrada e decidimos seguir pra Fátima (se fosse o oposto daria pra tentar voltar por Óbidos). Obs: Ao lado da basílica tem um grande estacionamento (gratuito).

O santuário de Fátima é composto por diversas estruturas, as quais destaco a Basílica da Santíssima Trindade, a Capela das Aparições (é o coração do santuário, das seis aparições da Virgem Maria aos pastorinhos, cinco aconteceram neste local), a basílica Nossa Senhora do Rosário (que contém os túmulos dos 3 pastorinhos).

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Alguém perguntou em outro tópico se era tranquilo levar senhoras idosas nessa basílica. Mostro a foto batida nos fundos da Basílica da Santíssima Trindade. É quase que plano, apenas essa caminhada até as demais estruturas, e algumas escadas.

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Há uma exposição bem interessante (temporária e gratuita) que ficará até 31/10/2018, no piso inferior da basílica da Santíssima Trindade. Obs: Tem outro ponto turístico que eu desconhecia, só descobri quando cheguei em casa, a casa dos pastorinhos (casa de Lúcia; casa de Francisco e Jacinta). Obs2: Tem um lugar que parece ser muito legal de visitar, que fica somente a 2km do santuário, chamado Gruta da Moeda (Por queeeee não vi isso quando eu tava láá????Por que não li nenhuma indicaçãoooo?).

Almoçamos e seguimos viagem pra Tomar. Conhecemos o Convento de Cristo - o nome pelo qual é geralmente conhecido o conjunto monumental constituído pelo Castelo Templário de Tomar, o convento da Ordem de Cristo e o aqueduto dos Pegões (fica tudo junto). O conjunto destes espaços, construídos ao longo de séculos, fez com que o Convento de Cristo fosse classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

O castelo teve a sua fundação em 1160 e era sede da Ordem de Cristo. No início meio estranho, não tinha ninguém da entrada, nenhuma bilheteria. Parecia um lugar abandonado (por fora).. então fomos entrando um pouco ressabiados..tinha pouquíssimas pessoas lá dentro (ótimo, acertamos no dia!). Andamos pelas muralhas, pelos jardins, pátios e ruínas. Tudo muito lindo, uma tranquilidade (

)!

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Em 1420, o Infante D. Henrique transforma a casa militar do castelo num convento, para o ramo de religiosos contemplativos que ele introduz na Ordem de Cristo. O convento foi concluído em 1531, com o aqueduto dos Pegões, com cerca de 6 km de extensão. O convento é gigaaaante.. tem muitas coisas a visitar (demoramos 2hs).

Gastos

Aluguel carro (Punto 1.2)- 1 diária: 52,84€

Gasolina 27,43€

Pedágios: 17,25 € (veio no cartão de crédito)

Convento de Cristo (entrada 6€)

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Dia 9-

Nosso último dia em Lisboa.. o planejamento era ir até Évora, mas abortamos. É meio ruim estacionar carro no Centro histórico de Lisboa, teríamos que ficar com o carro 2 dias seguidos.. Vimos que após as 19h parece que o estacionamento é grátis ali, mas tem o medo de deixar carro alugado na rua.. Estacionamento era longe, teria que pegar metrô depois.. Também não quisemos ir de transporte público pois a noite sairia nosso trem pra Madrid, vai que dá qualquer m.. no caminho.. Não dava de perder esse trem.. enfim, acabamos botando empecilhos e não indo.

Resolvemos voltar em Belém e provar os famosos pasteis de Belém (eles, eu não!). Já tinham comido os pasteis de nata..e a dúvida que pairava era se é a mesma coisa que pastel de Belém (um pastel de nata vendido em Belém). Pesquisamos na internet e perguntamos a comerciantes, que nos disseram que é a mesma coisa.. massss.. dia tava livre mesmo, então fomos lá.

Comentário da minha tia, que comeu: Sim, é a mesma coisa. Roberto não quis nem provar, tinha achado doce demais nos outros lugares que comeu. Detalhe: o pastel de nata daquela confeitaria sem gluten, a Zarzuelo, ele gostou um monte! Disse que era menos doce. ::love::

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Voltamos no Mosteiro dos Jerônimos pra bater fotos melhores, pois no dia que fomos estava chovendo muito. Voltamos pra Praça do Comércio pra minha tia comer aquele bolinho de bacalhau de novo e fomos conhecendo as igrejas indicadas no trajeto, voltando a pé pro hostel (bem tranquilo).

À noite, pegamos o trem que vai de Lisboa até Madri (RENFE), saindo da estação Oriente. Compramos com antecedência (dezembro) ao preço de 27,20€ . Tem várias opções na hora da compra, comprar cabine casal, cabine só pra mulheres, cabine só pra homens e fechar uma cabine pra 4 pessoas. A vantagem é que vai dormindo deitadinho. Como estávamos em 3..comprei as poltronas mesmo pra não deixar ninguém sozinho. Sinceramente não me lembro da viagem, diz meu noivo que dormi bastante. :P Não é tããão confortável, mas pra uma noite tá tranquilo aguentar. O cara da nossa frente foi expulso numa estação no meio do nada, pois tava sem cartão de embarque.. Pelo que entendemos parece ser alguém que faz isso com frequência, tomou uma mijada gigante do fiscal.

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Dia 10- Madrid

Chegamos em Madrid de manhã e deixamos as malas no hostel. Dia de city tour!

Pelas opções sem gluten que botei no mapa (tem no app que indiquei também), tinha uma bem perto do hostel: AS Jamoneria, onde fomos tomar café. Provei um pão que nossa.. me dá sensação de arrepio até hoje. Quando dei a primeira mordida fiquei em dúvida se continua mastigando..era crocante, parecia um pão de trigo. Fui mastigando em câmera lenta.. na dúvida se continuava ou parava.. Era uma delícia, mas fui comendo com receio.. E chamamos a atendente.. ela disse que todo celíaco faz a mesma pergunta e afirmou que claro que é seguro, senão não ofereceria (ouvi muito isso dos portugueses..)

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Seguimos para a Plaza Mayor e Mercado San Miguel. Que dificuldade em encontrar um lugar com mesa para almoçarmos (sábado!). Estava tudo lotado e com fila de espera.. Após almoçar no primeiro que tivesse lugar pra sentar, Seguimos para a Catedral de Santa Maria Real de Almudena, que fica ao lado do Palácio Real de Madri. O objetivo era entrar no palácio também, mas ficamos satisfeitos só com a vista externa (muita fila, chuviscando = mau humor).

Finalizamos o dia no Templo de Debod, peguei a dica aqui no fórum que tinha um lindo pôr do sol.. Mas estava nublado. ::lol4::

O templo constitui um dos poucos testemunhos arquitetônicos egípcios que podem ser contemplados fora do Egito e o único destas características existente na Espanha. Foi construído no século IV a.C. para reverenciar o Deus Amun e doado à Espanha, em 1968, pelo Estado egípcio em agradecimento pela ajuda no salvamento de templos localizados no sul do Egito, em decorrência do aumento do nível do rio Nilo. Para representar o rio que teve o templo nas suas proximidades, construiu-se um tanque de pouca profundidade que se estende ao longo dos três portais de acesso ao templo.

Não dava de fazer a visita ao interior do templo, pois estava fechado para reformas. ::lol4::

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Hostel em Madrid: WAY HOSTEL

Valor Diária: 52,7€ (quarto casal com suíte).

Ponto positivo: Localização, conforto, Atendimento. Próximo de restaurantes, supermercados, estações de metrô. Tem uma ampla cozinha e fogão. Os funcionários organizam diversos eventos, como a noite da paella, jogos, saídas de free tour..Quarto casal privativo bem grande e, o meu, tinha decoração do Freddie Mercury ::love::

Ponto negativo: Barulho, mas nada muito exagerado.

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DIA 11- Madri --> Toledo

Dia de ir pra Toledo (20,8€ ida e volta) com chuva ::lol4:: . O trem Madrid Toledo parte da estação Puerta de Atocha e chega na estação Central de Toledo. OBS: Na estação Atocha, lá pertinho da área de embarque, tem 2 opções de lanches gluten free.

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Eu havia feito todo um roteiro e locais a visitarmos.. mas na hora decidirmos não seguir o roteiro..e sair andando.. Tudo era interessante, inclusive a própria estação de Toledo (“A estação foi construída no estilo neo-mudéjar, que tem influências árabes e que imita o estilo das torres das igrejas da cidade. O interior da estrutura é igualmente belo, e você poderá ver janelas com vitrais no melhor estilo árabe, e, do lado de fora, a enorme torre do relógio.”)

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Saindo da estação há táxis e agentes turismo oferecendo para levarem até o topo da cidade. Na verdade é bem perto.. e fomos a pé. Entrando na cidade chega-se à Puente de Alcantara e Puerta de Doce Cantos, dão acesso à cidade e formam uma paisagem única que causa uma bela primeira impressão de Toledo.

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Passando o portal cometemos um erro.. saímos caminhando sem perceber que havia uma placa, à direita do portal, que indicava haver uma escada rolante pro topo da cidade. Fomos subindo, subindo, subindo as escadas.. e minha tia, mais uma vez, quase teve um baque. ::grr:: Nãi lembro de ter lido em nenhum tópico sobre essa escada..

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Havia lido em outro tópico que era essencial comprar um mapa logo que chegasse na estação.. pois é fácil se perder na cidade (concordo). Subindo a enorme escadaria, antes do Palácio de Alcázar, tem um Centro de Informações Turísticas com mapas grátis! \o/ Além disso, o aplicativo Maps Me tem todos os nomes de ruas, locais (não esquecer de baixar o mapa da localidade que vc quer ir. Esqueci de baixar o de Toledo, mas meu noivo tinha baixado e usamos o cel dele).. As vezes estávamos diante de algo atrativo e abríamos o mapa para ver o que era.

Começamos o passeio pelo Palácio de Alcázar (gratuito), um dos mais importantes pontos turísticos de Toledo. Fica junto com o museu do exército. Tem diversas salas com as mais variadas exposições: armas, uniformes, quadros, tendas, armaduras, espadas.. você pode passar o dia inteiro conhecendo esta atração.

Não encontrei indicação específica para almoçar em Toledo, mas achei o restaurante La Malquerida, que fez um disco de ovo com batata pra eu comer. Eles tem uma lista (interna, na cozinha) com os alergênicos, então os atendentes sabem dizer o que você pode comer dentre as opções do menu.

Seguindo passeio, visitamos a parte externa da catedral Primada. Passamos 2x por ela, na primeira estava fechada por causa do horário (depois almoço), e na segunda tinha uma fila gigante embaixo da chuva. Então ficamos só na parte externa, que também é linda (mas é recomendadíssimo conhecer seu interior, parece que custa 10€ a entrada). Em torno dela existem inúmeras ruas estreitas e charmosas, repletas de lojas que vendem antiguidades (Comprei um brasão – cuja espadinha foi confiscada no aeroporto, não despachei (culpa do Roberto ::putz:: )- e um paliteiro em forma de espada).

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Peguei a indicação aqui de conhecer a Igreja de São Tomé. A entrada custa 2,5€ e a visita é bem rápida.. apenas uma voltinha de 10 min (ou menos) no interior da igreja. Pra mim era dispensável, mas isso é bem pessoal (devia ter entrado na Catedral Primada).

Também peguei a indicação de conhecer o Monastério de San Juan de Los Reyes (entrada 2,5€). O ministério é do século XV foi fundado pelos reis que unificaram a Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castilla, para comemorar o nascimento do seu filho. Sua arquitetura impressiona.

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Antes de ir embora, paradinha no El Cafe de Las Monjas, onde tomei um chocolate quente sem gluten.

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Tinham muitos outros pontos turísticos pra se visitar, mas com chuva é um pouco mais complicado..mas aproveitamos e adoramos a cidade! E ó as escadinhas na hora de ir embora.. e laiaá.. é descida que não acaba mais.

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Dia 12- Madri

Hoje o roteiro incluía museus e atrações que abriam após as 15hs (O planejamento é bom pra você não perder tempo..). Acordamos tarde e fizemos autos rango no hostel.. Perto do hostel descobrimos uma livraria muito bacana, chamada Desnível. Tem de tudo quanto é livro de aventura.. É um local de encontro de grandes montanhistas e aventureiros. Ao fundo da livraria tem um mural de 36 metros onde normalmente são realizados lançamentos de livros.

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Se você gostou do mural, dá de baixar para celular no site: http://www.extremos.com.br/noticias/120919_livraria_desnivel/ . Segundo esse site, ela é a mais completa do mundo no quesito Aventura. Fica a dica! :mrgreen:

Continuamos o city tour, desta vez pro lado oposto da cidade. Concentrei as atrações do lado leste tudo pra esse dia (Puerta de Alcala, El retiro Park, Palácio de Cristal, Museu do Prado). O Museu do Prado é grátis das 18 as 20hs. Chegamos perto das 18:20h e ainda não tinham liberado a entrada e a fila tava gigante.. Abriram a bilheteria as 18:30h.. e a fila andou bem rapidinho.

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Mochilas grandes e guarda chuvas devem ser deixados no guarda volume.. Pensa naquela galera toda guardando casaco, mochila, guarda chuva.. e algo extremamente organizado, sem fila.. a parada funciona. Bati uma foto no museu até saber que era proibido (não tinha avisos, só no mapa do museu que é pego na entrada- o qual pegamos depois..). Minha tia fugiu da gente e ficou batendo foto escondido ::putz:: A visita ao museu foi fantástica..tem um acervo impressionante. O objetivo era ir também ao Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, mas estávamos com os pés bem cansados.. nem vimos todas as galerias do museu, pois é gigante.

Janta na Taberna La Concha, indicado pela Associação de Celíacos. Quase todos os pratos do menu normal podem ser feitos sem glúten. Recomendo!

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Dia 13- Segóvia

O planejamento inicial era conhecer Segóvia e Ávila. Durante e a viagem olhamos as atrações de cada um e o que mais gostaríamos de ver. Ávila tem uma muralha, uma catedral.. é linda. Mas ficamos com Segóvia (passagem 20,6€ ida e volta), pois tinha mais atrações a se visitar. Essa mudança de roteiro ocorreu pelos mesmos motivos anteriores, fazer as coisas com calma torna os passeios mais prazerosos. O trem de alta velocidade chega em pouco menos que 30min!

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A estação de trem fica afastada da cidade (5km, parece bem mais!), mas tem ônibus bem próximo ao desembarque (4€ ida+volta). O ônibus (nº 11) deixa exatamente no aqueduto (Obs: na volta tem que pegar do outro lado da rua! Quase que perdemos..). ::hãã::

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Estima-se que o aqueduto foi construído na segunda metade do século I e início do séc. II d.C. e possuem 35 mil blocos de granito! As pedras estão apenas encaixadas, sem qualquer tipo de cimento entre elas (Caraca!!!), e permanecem em pé graças ao equilíbrio de forças. O aqueduto foi declarado Patrimônio da Humanidade em 1985. O trecho do aqueduto que fica acima do solo (Ponte do Aqueduto) tem 728 m de comprimento, e depois segue soterrado até o Alcazar de Segóvia.

 

Logo ao lado do aqueduto tem um centro de informações turísticas (Pelo MapsMe aparece o símbolo),onde você pode pegar um mapa gratuitamente. Há uma escadaria ao lado do aqueduto, daonde você tem uma visão privilegiada desta maravilha. Além disso, havia um artista local (

) deixando uma musiquinha de fundo durante a (nossa) visita. Uma coisa que gostamos muito na viagem foram os artistas de rua..nos ônibus, trens e metrôs dificilmente alguém entra pedindo dinheiro e contando uma historinha (foram poucos!). Geralmente entram tocando uma música agradável e você se sente mais tentado a ajudar (ou não). Seguindo em direção ao Alcazar, paramos na Catedral de Segóvia (Ntra. Sra. De La Asunción y de San Frutos), uma catedral gótica do séc. XVI (obs: Entrada 3€). Linda tanto por fora quanto por dentro.

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E por fim o Alcázar. Tem vários tipos de visita (pacote completo e com guia, somente a torre ou visita geral). Fizemos a visita geral (6,5€), em que se pode visitar várias salas do castelo (Sala das armas, dos Reis..). A sala dos reis é o ponto alto! Até o museu do alcazar é sensacional! Vale muito a pena! Li que esse castelo, junto com outro da Alemanha, serviram de inspiração de Walt Disney para projetar o castelo da Disneylandia.. Não duvido!

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Celíacos: Entramos no El DeSvan.. acho que foi o primeiro que apareceu quando decidimos sentar e comer. Havia uma salada deliciosa com camarão.. e batata frita seguras. Acho que pelo aplicativo não tinha nada nda na cidade (não me lembro bem agora).

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Finalizamos a visita lá pelas 16:30h.. ou seja, se fosse pra ir pra Ávila ficaria muito corrido. Talvez no verão seja possível, mas no inverno creio que não.

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Dia 14- Madri --> Roma

Voamos pela ALITÁLIA (R$329,16 cada) de Madri para Roma, a passagem foi comprada com antecedência também (outubro ou novembro). No aeroporto tem ônibus (no terminal 3) que leva para o centro da cidade (5€), tem 2 empresas que vendem o bilhete. Compre a que sair primeiro.. ou talvez a que tiver menos ônibus menos cheio.. Galera não respeita fila.. meio caótico.. Desespero pra embarcar.. ::dãã2::ãã2::'> Deixamos a mala no hostel e saímos pra conhecer a cidade. Do hostel dá de ir a pé em todos os pontos turísticos que selecionamos. Até o Vaticano, por exemplo, dava 25min (Mas a estação TERMINI fica tão próxima do hostel, que mais valeu ir de metrô e voltar caminhando).

Sobre o idioma.. não falamos italiano.. mas nem precisou.. É uma mistura de povos que falam um pouco de tudo.. Eu estava com o cérebro meio embaralhado, falava metade da frase em portunhol, um pouco de inglês e, quando percebia, já tinha soltado um 'grazie también'. E entendem. Falando nisso..acho que só precisamos saber 2 palavras em italiano.. é grazie (ou grazie mille), que quer dizer obrigado(a), e prego. Prego é um dilema pra nós, a priori significa Por favor e de nada. Mas era usado em tantas situações que ficamos em dúvida.. mas ok.. Todos garçons falam inglês ou tem noções de espanhol..e os comerciantes são maioria estrangeira – da Índia, Bangladesh, África (São os primeiros a abrir as portas e os últimos a fecharem). Minha tia fala somente o português.. e ela batia autos papo com a indiana do quarto dela, que não falava português. 8) Então dá pra se virar sim, ainda mais em um local que tá lotado de estrangeiro.

OBS: A Itália é o paraíso para qualquer celíaco.. O aplicativo da associação de celíacos é muito funcional, você liga o GPS e o aplicativo mostra quais opções tem por perto.

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Saímos a pé e logo já estávamos na Fontana di Trevi. Lotada de turistas.. você é abordado o tempo todo por vendedores ambulantes, é chato demais. Você quer apenas olhar a parada, mas é abordada o tempo todo.. No começo eu tentava ser querida e simpática apenas dizendo: ‘no, gracias; não obrigada; no thanks..’.. Mas insistem que você compre um pau de selfie ou uma cambuca de madeira que abre e fecha. No começo éramos simpáticos, mas começamos a ser mais rígidos no decorrer dos dias.. Se você estabelece contato visual mesmo.. fuuu..! não desgrudam!

A janta gluten free foi no Pantha Rei, fica ao lado do Panteão.. ótimo ambiente!Voltamos outros dias também.

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Hostel em Roma: FREEDOM TRAVELLER

Valor Diária: 48,28€ (quarto casal com suíte)

Ponto positivo: Localização, conforto, Atendimento (O atendimento do funcionário de Bangladesh era perfeito!!! Pensa num cara bom!). Próximo de várias padarias, Restaurantes, pizzarias, da estação Termini (é quase ao lado!), serve café da manhã (café e croissant). Tem cozinha. Tem local para guardar a bagagem após o check out. Tem vinho gratuito após as 18h (mas a criançada pagando de ‘olha eu posso beber’ botavam na própria mesa e acabavam com tudo logo). Ótimo custo benefício.

Ponto negativo: Cozinha não era muito boa, panelas muito velhas, não era tão bem arrumada, geladeira com cheiro de comida estragada. Quarto casal privativo era em outro prédio próximo, nada de outro mundo.. mas é bom simplesmente descer quando quiser usar a cozinha.

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Dia 15- Roma (Vaticano)

Hoje é dia de conhecer o Vaticano. Compramos os bilhetes do museu + Capela Sistina pela internet (https://biglietteriamusei.vatican.va) . Custou 20€ (16€ o bilhete + 4€ de taxa). Levamos impresso e trocamos pelo bilhete na entrada. Vale muito²²² a pena comprar antes..a fila na hora é absurda! O tempo a visita varia muito, mas acredito que de 2 (superficial) a 3hs (mais detalhado).

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No museu é permitido bater fotos.. É tudo muito impressionante, tem diversas galerias. Na Capela sistina não é permitido foto, mas tinha vários espertalhões se achando o James Bond porque estavam batendo escondido. É um saco. Tava o pai com a máquina escondida sob o casaco rindo pro filho porque tinha conseguido bater foto (Alouuu? ::putz:: ).. Fora isso, os funcionários ficam o tempo todo, e em vários idiomas, pedindo silêncio.. pois as pessoas acham que tão no meio do circo. A Capela é linda, mas eu queria ter um ‘botão de delete’ pro bando de sem noção. Sério, não sejam esse tipo de turista. Ah.. tem diversas esculturas A.C., não façam igual minha tia.. dando batidinhas pra ver como o material daquela época era bom.. #morri ::prestessao::

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Parada pra almoço no Mama Frites- um local totalmente gluten Free (Tá no app, só traçar a rota a pé e ir! Além desse, tem outros na região do Vaticano). Passando esse restaurante tem uma sorveteria com opções sem gluten ao lado (não tem selo da associação, por isso perguntei à atendente.. só um sabor tinha gluten e parece que tomam todos os cuidados. Sou bem sintomática e não passei mal!). Esse foi o melhor sorvete da viagem.

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Depois do almoço ficamos matando tempo na praça da Basílica de São Pedro. Havíamos agendado com antecedência (dezembro) o passeio subterrâneo ao túmulo de São Pedro (http://www.scavi.va/content/scavi/it/prenotazione.html), ao custo de 13€, com guia em português. Acho que agendei com tanta antecedência que me deixaram escolher o dia ainda (Obs: um amigo nosso tentou agendar próximo da viagem dele e não conseguiu!). No voucher explica certinho onde você tem que entrar, no lado esquerdo da basílica, passando pelo detector de metais e mostrando o bilhete aos guardas suíços). No voucher também pede que se chegue com antecedência de 15min.. uma casal de brasileiros do grupo chegou em cima da hora e demoraram pra conseguir entrar.. O passeio dura 1:30h (pra menos) e é bem interessante. Não é permitido fotos/vídeos, mas aqui descreve bem como é a visita --> http://www.romapravoce.com/visita-ao-tumulo-de-sao-pedro/) . Há divergências sobre o túmulo ser de Pedro.. mistérios da fé. Ahh uma dica: se você fizer esse passeio sai direto dentro da Basílica de São Pedro.. não precisa encarar a fila gigante que tem na praça..

 

Finalizamos o dia indo conhecer a La Pasticciera, uma confeitaria 100% gluten free (e perto do hostel!)

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Dia 16- Roma

Dia de conhecer o Coliseu, o fórum Romano e Palatino. Nossa ideia inicial era adquirir o Roma Pass, pelas contas que eu havia feito valeria a pena.. Mas desistimos, ficaríamos muito preso ao roteiro..e ter que fazer tudo no prazo de validade do cartão (24h,48h ou 72h).. A diferença era tão pouca, que nem pegamos.. E acho que saiu mais barato não pegar mesmo, pois algumas atrações não quisemos visitar.

Para as 3 atrações você compra um bilhete único (12€). Havíamos pegado a dica de começar o passeio pelo fórum romano ou palatino, pois as filas são menores.. aí você chega no Coliseu já com o ingresso e pula a fila (ótima dica!). Íamos fazer isso, mas passando ao lado do Coliseu não tinha fila alguma!!! Viva o inverno!!!! Até deu um bug no nosso cérebro, porque estávamos programados pra começar o passeio pelas outras atrações.

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Do coliseu fomos pro Fórum Palatino, ficamos meio perdidos, pois não tínhamos mapa.. Depois descobrimos que meio que entramos pelo ‘lado errado’.. na verdade tem uma entrada principal onde fornecem o mapa..Como viemos do Coliseu, meio que entramos pelos fundos. Fomos nos guiando pelas placas físicas e pelo celular, o app Maps Me mostrava bastante coisa. Do Fórum Palatino você tem vista para o Circo Massimo, que, hoje, é que uma pista oval abandonada, que no passado era a melhor e maior pista de corrida e de jogos de Roma. Em seguida, o Forum Romano.. fica ao lado do palatino.

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Na hora de ir embora tem um monumento bem legal.. impossível você não passar por ele (eu acho). Monumento à Vítor Emanuel II da Itália

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Parada pra comer no Voglia di Pizza.. comi pizza..mas tem outras coisas também!

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Deu tempo de irmos ainda no Panteão (gratuito), em perfeito estado de conservação. “Quase dois mil anos depois de ter sido construído, esta cúpula é ainda hoje a maior cúpula de concreto não reforçado do mundo”.

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A Noite fomos fazer compras no mercado CONAD, perto do hostel, e descobri uma prateleira cheio de pão sem gluten. Taí uma grande vantagem de ficar em hostel.. meu café todo dia era pão sem glúten..os preços variavam de 3€ a 4€, bem melhores que no Brasil.

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Dia 17- Roma

Durante a visita ao túmulo de São Pedro, a guia falou que existe também a basílica de São Paulo (“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine..”) ::love::::love::::love::::love::

A Basílica San Paolo Fuori le Mura é Patrimônio da Humanidade desde 1980. Obs: Atração gratuita!

Descobrimos o endereço (Piazzale San Paolo, 1) e fomos visitar: Basílica di San Paolo Fuori Le Mura (tem esse nome porque fica fora dos muros aurelianos). Para chegar basta pegar a linha B do metrô (a mesmo que vai pro Coliseu) e descer na parada Basílica San Paolo. A basílica fica bem próxima à parada do metrô e, como todas as atrações importantes de Roma, é protegida pelo Exército e por detector de metais.

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Gostei mais dessa basílica do que a de São Pedro.. essa não é tão lotada, muvucada, craudiada.. Conserva um certo silêncio.. tem uma música de igreja ao fundo, tornando o ambiente mais aconchegante.. sem contar que a basílica é linda! Na parte superior, circundando toda a Basílica, há vários medalhões em Mosaico com o rosto dos Papas. Estes medalhões foram iniciados sob o papado de Leon Magno, no século V, e desde então cada vez que é escolhido um novo Papa, é feito um mosaico com seu rosto. Obs:No interior da igreja tem uma corrente que supostamente São Paulo usou em seu martírio.

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Na volta uma passada pela Basílica Santa Maria Maggiore. Um detalhe.. no My Maps você consegue botar comentário.. e quando exporta como KML e abre no MapsMe, os comentários são exportados juntos! Então várias histórias sobre as atrações eu olhava antes de ir ao local.. na porta de entrada geralmente.. então entrávamos nas atrações sabendo onde olhar.. o que procurar.. essa igreja foi um desses casos. “A basílica foi construída entre 432 e 440 durante o pontificado do Papa Sisto III e dedicada ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431). Dentro tem mosaicos medievais que contam a infância de Cristo (Annunciazione, Presentazione al Tempio, Adorazione dei Magi, Incontro con il governatore Afrodisio, Strage degli Innocenti, Re Magi presso Erode). No altar, encontra-se o maior tesouro da Basílica, composto de cinco pedaços de madeira presos por grampos de ferro e que, segundo contam, teriam sido parte do berço de Jesus. É nesta basílica que está enterrado o maior escultor de Roma da época barroca, Gian Lorenzo Bernini.

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Dia 18- Pompei

Dia de ir à Pompéia, a cidade petrificada pelo vulcão Vesúvio em 79 d.C.. Já havíamos visto alguns documentários sobre a tragédia e sempre nos despertou interesse naquele que foi um dos maiores desastres naturais da história. Para chegar lá deve-se pegar o trem até Nápoli e, de lá, pegar outro trem até Pompeia. Se eu fui em baixa temporada e esse último trem já tava lotadaço.. não quero nem pensar como é na alta temporada. Pra quem se acostumou aos trens tops de linha.. esse regional já é mais zoado..

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Uma dica de app, que só vimos lá na hora.. é: http://www.pompeiitouch.com/ . O uso do audioguia foi essencial para entendermos as estruturas. Na entrada tem vários guias oferecendo serviço a 8 euros.. Acho que vale mais a pena contratar um guia, pois eles sabem já os lugares certos pra ir..e a história bem mais profundamente.

Aqui você acha um circuito a ser seguido: pompeia-circuito-da-cidade-a-ser-seguido-t67639.html

A cidade é impressionante..pode-se ter noção do estrago feito pelo vulcão.

 

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Mas não vá achando que tá cheio de corpo petrificado.. tem bem poucos, a maioria está no Museu de Nápoli (bem como várias esculturas.. em Pompeia ficaram as réplicas). Na verdade, também não são corpos petrificados. A chuva de cinza fina que cobriu o local durante a erupção aderiu às formas dos corpos e roupas das vítimas, preservando o momento em que morreram. Com uma técnica que utiliza gesso e água foi possível mantê-los intactos como foram encontrados pelos pesquisadores. O local que mais possui ‘corpos’ petrificados é o ‘Orto dei Fuggiaschi’, localizado na área I.

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Algo beeeeem interessante (pra mim que trabalho com isso) são essas pedras grandes no meio da rua..As águas pluviais coletadas das casas caíam direto na rua, que ficava alagada.. Essas pedras eram pras pessoas atravessarem com segurança:

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Seguimos um grupo inglês, que tinha guia, até o prostíbulo mais famoso da época (sem o guia alheio jamais íamos ter encontrado o lugar), o LUPANAR. Tem vários afrescos de posição sexual pintados na parede, tipo um menu, indicando os serviços oferecidos. Na rua mais adiante tem até um falo no chão, indicando a direção do prostíbulo.

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O passeio começou pelas 10h e terminou perto das 15:30h. Daria pra ficar mais tempo ainda, mas vai ficando tudo muito repetitivo. Meu planejamento inicial constava subir o vulcão Vesúvio e ir no museu de Nápoles.. mas o pessoal não tava muito a fim.. Talvez se estivéssemos há menos tempo viajando estaríamos sempre com vontade de fazer tudo, mas as longas caminhadas diárias cansavam.. ::hãã::

OBs: Pesquisando no app sobre refeições sem gluten, tem opções fora do sítio de Pompeia.. eu levei meu sandubão da Schar e comi lá dentro. Para os 'normais', lá dentro tem um restaurante/pizzaria.

Gasto:

Passagens Roma --> Nápoles: 40€ (ida e volta)

Passagem Nápoles --> Pompeia: 6,4(ida e volta)

Entrada: 11€

Audio Guia: 8€

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Dias 19 - Roma

A partir daqui teríamos mais 3 dias de viagem.. a qual seria pra conhecer o resto das igrejas, escolhemos conforme os relatos aqui no fórum. Não vou citar todas, mas a Basílica Santa Maria Degli Angeli e del Martiri merece o seu tempo.

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Dentro da basílica tem uma linha meridiana encomendada pelo papa Clemente XI, no início do século XVIII. Funciona como uma espécie de relógio solar e calendário. Além de utilizar a linha para medir a posição do sol, há orifícios no teto para marcar a passagem de estrelas (dica: visitar perto do meio dia para ver a luz solar iluminando a linha).

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No caminho cruzamos com a sorveteria Della Palma.. tem mais de 150 sabores, cheia de gente.. Tem algumas opções para celíacos.. Não é aquilo tudo, acho que não tem lactose.. Aproveitam pra juntar várias restrições em um sabor.. então não foi meu preferido.. mas pra quem tem mais restrições.. se joga! ::hãã::

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Janta no Melarancio, outro lugar com opções para celíacos.

 

Dia 20-

Saímos cedo pra ir na Decatlon.. uma loja que os mochileiros devem conhecer, é a nossa preferida.. Tem pessoas que vão no shopping passear, a gente vai lá.. mesmo sem nda pra comprar. Roma tem umas 4 lojas, mas vimos que a maior dela ficava na Porta de Roma. Pegamos um ônibus até lá e nos realizamos, é gigante! Preço bem inferior ao do Brasil.. ::love::

O Almoço foi no ‘La Soffitta Renovatio’, perto do Vaticano, com opções gluten free. Uma coisa que não mencionei é que a pizza é pra uma pessoa (essa da foto).. pra nós dava pra 2 pessoas comerem.. a quantidade italiana é meio exagerada.. mas como a massa é fininha, até vai 1 por pessoa.. se tiver com muita fome.

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Demos uma passada pela Piazza Campo de' Fiori, em que há uma estátua em homenagem ao filósofo Giordano Bruno, queimado vivo na condição de herege, por ter afirmado que a Terra é que girava em torno do Sol (e não o contrário, como apoiado pela igreja). Passamos por ali outros dias e tinha mercadinho, feira.. acabamos nem vendo a estátua.. Aí antes de ir embora eu lembrei de pesquisar onde ficava essa estátua.. e já tínhamos passado ali.. ufa.. essa foi quase. ::putz::

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E finalizamos o dia visitando os túmulos de mais dois apóstolos: Filipe e Tiago (menor), na Basílica dei Santi XII Apostoli.

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O dia seguinte foi só passeio no Centro e início da viagem de volta. Apesar da comilança, perdi 1,5kg e o Roberto 4 kg (homens, homens..) ::mmm:

Obrigada aos leitores e demais colegas pelas dicas! Se eu puder ajudar em algo, só chamar! ::otemo::

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    • Por divanei
      Divanei Goes de Paula 04/02/2018 02:20 com  1 participante     EXPEDIÇÃO ALTO AREADO: ILHA BELA -SP
      Expedição às maiores cachoeiras de ILHA BELA , pela primeira vez grupo de exploradores conseguem chegar ao topo das nascentes do RIO AREADO.

      Relato  Rox 7  0                                            
                                                           EXPEDIÇÃO ALTO AREADO

                Quando meu espírito atravessa aquele portal mágico que costumamos chamar de floresta, deixo para trás exatamente tudo que fui antes, não sou mais o mesmo eu, sou outro eu, mas agora travestido de mim mesmo. Descarrego ali a minha barbárie civilizatória e passo a viver com a pureza de outrora, sou uma criança a me deslumbrar com os sons, com a beleza das águas, com o cheiro do mato, sou o aventureiro descobridor das coisas, sou menino vivendo num outro mundo.
       
                ILHA BELA sempre me fascinou desde os primórdios da minha vida aventureira. Os relatos que envolviam aquele arquipélago no Litoral Norte de São Paulo sempre atiçavam o meu espírito de aventura e não foram poucas as vezes em que me vi tentando explorar coisas na ilha da magia. Mas já ia longe a última vez em que havia pisado meus pés lá, desde a Volta Completa feita em 2012. De tudo eu já havia feito um pouco e se não fiz mais é porque alguns lugares não me apeteceram e porque achei que seria muita energia gasta para pouca coisa, mas quando começaram a surgir os mapas de satélites, minha alma já se levantou do estado de letargia e voltou a deslumbrar uma grande aventura nos confins das florestas fechadas no sul da ilha. O rio Areado até então era somente um bucólico córrego de águas cristalinas que cruzava a trilha para a praia do Bonete, uma simpática praia de pescadores distante a não mais que uns 12 km de Borrifos, último lugarejo habitado no sul da Ilha Bela. Olhando a ilha de cima, do espaço, o tal rio Areado nascia no interior da ilha a uns 800 ou 900 m de altitude e começava a despencar em impressionantes quedas d’água de dezenas de metros e em uma das suas vertentes me chamou a atenção uma grande queda que poderia passar facilmente de uns 150 metros de altura, uma coisa impressionante para uma ilha que intitulava como sua maior queda d’água a Cachoeira do Gato que mal tinha 40 metros de altura.
       
               
                Juntamente com outros amigos, fui tocando outras expedições, algumas inéditas, mas aquele rio nunca saiu da minha memória, um dia eu ia pegar minha mochila e ia lá naquele fim de mundo desvendar aquele mistério que sempre martelou na minha cabeça. Os anos foram passando e o plano de exploração nunca conseguia sair do papel, até que um dia me deparei com um artigo na net sobre um grupo que havia se aventurado pelo vale. Senti-me meio desolado pela demora, bobeei, alguém chegou primeiro, méritos para o pessoal da “viagem ecológicas.com.br”. Mas ao ler o artigo logo notei que o tal grupo mal aranhou o local e haviam chegado apenas até aos pés da grande queda do qual eles deram o nome de CACHOERIA GRANDE DO AREADO e aí foi a deixa que me faltava para retomar meu plano.
       
                Chegar até as paredes da Cachoeira Grande é sim um grande feito, mas a grande cereja do bolo era a vertente da direita, mais de um km de paredes aonde outras 4 ou 5 cachoeiras gigantes despencavam em abismos colossais e cânions quase que intransponíveis e com todo respeito aos outros grupos que por aí andam, se houvesse alguém capaz de desvendar esse grande mistério, esse grupo seria o nosso, justamente pelos vários anos nos dedicando a expedições como essa , então seria preciso juntar 4 ou 5 corajosos e novamente , como sempre digo, botar as faca nos dentes e ir lá tirar aquela lenda do papel e botar no mapa de vez.
       
                Voltando de férias às barrancas na foz do Rio Grande, no interior Paulista, me vi ainda com quatro ou cinco dias de ociosidade e nas curvas do destino acabei por relembrar novamente deste projeto, mas como eu poderia encontrar um grupo que pudesse esticar o fim de semana por mais uns dois dias, sendo que todo mundo da nossa equipe estava voltado aos afazeres e obrigações trabalhista? Eis que esses caras apareceram: Paulo Potenza, Felipe Asheley e Anderson Rosa se apresentaram por ter trabalhos autônomos. Daniel Trovo estava de férias com a família em São Sebastião e quando ouviu falar a palavra EXPEDIÇÃO SELVAGEM, largou sua boia de pato, sogra, filhos, mulher, cachorro , papagaio e picou a mula para Ilha Bela, rsrsrsrsrsrsrsrs.
       
                Formada a equipe, embarquei de Sumaré, no interior de São Paulo e me encontrei com o grupo lá nos confins da zona Leste, na capital do Estado e antes mesmo que o Potenza e o Asheley comessem todo o bolo de cenoura da mãe do Anderson Rosa, tratamos logo de arrastar os dois para dentro do carro e partimos numa tarde de sábado para o litoral Norte, aonde chegamos por volta de dez da noite. Comemos um pastel de vento no centro da Ilha e nos dirigimos para o sul aonde nos encontraríamos em Borrifos com o Trovo, mas ao chegarmos ao lugarejo não encontramos ninguém, então tocamos para o estacionamento, no fim da estrada, já na boca da trilha que vai para a PRAIA DO BONETE.
       
                O plano era deixar o carro no estacionamento do pescador, mas como já era tarde da noite, resolvemos dormir numa cobertura de lona enfrente da propriedade porque não queríamos acordar ninguém. Estendemos uma lona no chão e jogamos nossos sacos de dormir e o Rosa dormiria no carro mesmo.
       
                Já passava da meia noite quando ele chegou. Quase havíamos pegado no sono e ele veio com aquele portunhol horrível, nos indagando o porquê de estarmos dormindo ali em frente da propriedade. Estava meio zuado de cachaça e por isso não demos muita atenção, apenas dissemos que não queríamos incomodar o pescador e descansaríamos até o dia amanhecer. Ele continuou a nos encher o saco, dizendo que a família dele morava ali na propriedade agora e que ali não era lugar para playboy acampar. Era um chileno todo tatuadoe dizia que tinha estudo, que falava quatro línguas e outras balelas que a gente não queria ouvir, falou outro tanto de coisas inúteis e se foi na escuridão da noite. Logo depois o Daniel Trovo surgiu e veio alegrar nosso mocó, pegou seu saco de dormir e se juntou a nós naquele chão duro, daquela noite quente de verão.
       
                O chileno voltou, desta vez espumava raiva pela boca. Ficou lá, novamente a nos atazanar as ideias. Pedíamos para ele nos deixar dormir, mas ele não arredava pé até que déssemos o fora de lá. Nossa paciência já foi chegando ao limite até que o Anderson Rosa saiu do carro e veio ver o que estava acontecendo. Imploramos para o chileno folgado se retirar, mas não teve conversa e o que a gente tentou evitar aconteceu: O Rosa já peitou o cara e aí começou o quiproquó. Todo mundo se levantou e cercou o estrangeiro safado, já meti a lanterna no olho do meliante, enquanto outros já ameaçavam chutar ele para o outro lado da Cordilheira dos Andes, mas foi o cangaceiro de ilha Bela quem deu a cartada final. Paulo Potenza das Candangas já sacou seu facão e passou nas ventas no dito cujo que arregalou os olhos e murchou na hora, estava instalado uma crise diplomática. O facão só assustou o chileno, que vendo que o negócio havia esquentado, tratou logo de se retirar da nossa presença para nunca mais voltar.
       
               
                O dia amanhece quente, mas embaçado. Guardamos o carro no terreno do pescador, arrumamos as mochilas e adentramos na larga trilha que antes já fora uma estrada até a Praia do Bonete, mas que a floresta tomou de volta, impondo assim uma derrota acachapante ao governo militar, que tentou construir o caminho na década de 80. No começo parece mesmo que iremos caminhar por uma estrada, passamos por dois mirantes de onde se pode avistar o mar sem fim e menos de uma hora depois estacionamos na famosa CACHOEIRA DA LAGE para um gole de água. Nesse intervalo o tempo já melhorou e o sol já brilhava forte, mas como ainda era muito cedo, ninguém se atreveu a entrar na água ou brincar nos poços e escorregador que marcam a atração. Atravessamos a ponte pênsil e continuamos nossas andanças, mas agora o caminho já vai se enfiando numa voçoroca enorme e 4 km depois chegamos ao RIO AREADO com mais uma ponte pênsil para atravessar. É um rio com uma beleza sem igual, a água de uma transparência única e alguns metros acima da ponte, um poção lindo para um mergulho, mas ao chegar ao rio a gente já sabia que a brincadeira havia terminado, era chegada a hora da aventura começar, era hora de discutir a estratégia e deixar todo mundo ciente de que naquela expedição selvagem cada qual estaria por conta própria e cada um teria que assumir os riscos.
       
                Logo de cara me chamou a atenção o peso da mochila do Anderson Rosa, achei que poderia estar levando muitas coisas desnecessárias, mas não gosto de ficar cagando regras, muito porque cada um sabe o que aguenta carregar e quais suas necessidades. A única coisa que procurei deixar bem claro, inclusive antes de sair de casa, era a necessidade de todo mundo estar munido de perneiras anti-cobra e isso faria toda a diferença no decorrer daquela expedição.
       
                Decidimos que subiríamos o rio por dentro do seu curso e ao chegarmos à bifurcação onde ele se divide em dois, montaríamos um acampamento fixo e exploraríamos as duas vertentes, da esquerda que é de onde despencaria a cachoeira gigante de mais de 150 m e o da direita, por onde despencaria várias cachoeiras em uma parede COLOSSAL de mais de 1 km.
       
                Num primeiro momento tentamos achar um caminho pela direita de quem sobe o rio, prestando atenção para ver se não achávamos uma trilha perdida nesse início de expedição, mas surpreendentemente encontramos um mato totalmente fechado, denunciando assim que, mesmo sendo uma trilha turística, ninguém se atreve a subir o leito do rio. Abandonamos o mato e nos enfiamos por dentro do rio mesmo, pulando de pedra em pedra, mas não deu nem cinco minutos e nos deparamos com uma parede intransponível, num amontoados de pedras grandes


                 Eu até pensei em escalar por dentro da água, mas os meninos acharam cedo para se molhar e o Asheley foi à frente e encontrou um buraco no meio dos matacões, aonde você tem que se enfiar e atravessar como se tivesse saindo do útero da sua mãe. Demos a volta nessas grandes pedras e voltamos ao rio novamente  e logo nos deparamos com uma cachoeirinha incrível, com um poço profundo e como eu era o único que portava uma mochila totalmente estanque, os meninos optaram por passar e subir ao lado dela e fizeram um grande malabarismo para não se molharem, mas eu não me fiz de rogado e logo cedo já me joguei na água.

                Escalada essa pequena cachoeira, surgiu à nossa frente, mais uma cachoeira muito parecida com a anterior, mas com um poço gigante, esverdeado, daqueles de cair o queixo. Já me joguei para dentro dele e fui nadando até ela, enquanto o resto do grupo bordejou pela esquerda, mas somente depois de cada um se esbaldar dentro do lago esmeralda. Não havíamos caminhado nem três quartos de hora e já havíamos nos apaixonado pelo rio e ficávamos a todo o momento nos perguntando por que um lugar daqueles, tão perto da trilha principal, não havia sido descoberto pelos turistas.
       
                Escalei a cachoeira e me encontrei novamente com a galera e juntos pulamos pedras e quinze minutos acima chegamos ao POÇO DO ESCORREGADOR, uma grande atração desse roteiro, uma pedra inclinada e extremamente lisa, de onde o rio se precipitava. Escalamos a rocha pela esquerda e largamos nossas mochilas do lado direito do rio, hora de comer algo e nos lançarmos de volta ao passado, hora de viramos crianças novamente e escorregarmos nossa felicidade para dentro da água.

                Aquele lugar era incrível, sentado ali naquela grande rocha plana aonde seria possível até montar uma barraca, fico a apreciar aqueles meninos felizes da vida se jogando cachoeira a baixo e mergulhando de cima de uma rocha oposta para dentro do poço, mas logo me esqueço de que já vou me encaminhando para quase meio século de vida, me levanto e despinguelo rio abaixo também e vou me juntar à criançada como quem vai brincar no jardim de infância.
       
                A brincadeira estava boa , mas logo nos lembramos  para que viemos, é hora de retomar a caminhada porque aquela ainda era uma expedição séria e havíamos traçado um objetivo de atingir a confluência dos rios até o anoitecer. Jogamos as mochilas nas costas e partimos novamente rio acima, hora pulando pedra, hora varando mato ou escalando ao lado do barranco. Meia hora acima, talvez um poço mais, outra cachoeira nos fecha o caminho novamente e obriga parte do grupo a se pendurar pela esquerda, enquanto eu aproveito para mais um mergulho, me jogando em mais um poção incrível e depois escalando por dentro da cachoeira de rocha lisa como mármore polido. Já é sabido que tenho um grande problema com água gelada, mas por incrível que pareça o rio Areado naquele dia estava com uma temperatura agradabilíssima e desta vez eu tinha decidido me divertir muito no rio.

                A subida do rio realmente não é complicada. Mas o esforço que se faz acaba por ir aos poucos minando a energia da gente. São várias as pequenas escaladas feitas com a água batendo de frente e logo notamos que o Anderson começava a definhar de vez, não porque fosse mais fraco que qualquer um de nós, mas porque havia mesmo escolhido mal os equipos e exagerado no peso. Eu e o Potenza começamos a monitorá-lo e já havíamos confabulado entre nós que se fosse preciso, dividiríamos um pouco da sua bagagem entre o resto do grupo.

                Não demora muito e a primeira queda um pouco maior se apresenta à nossa frente, na verdade, são três cachoeiras, uma ao lado da outra e com mais um poço maravilhoso ao seu lado.  Sem demora parte do grupo já estava lá, se esbaldando em suas águas translucidas. O próximo trecho nos leva para um rio mais estreito, com várias ilhas e alguns afluentes do lado direito até nos depararmos com outra cachoeira, não muito alta, mas com mais uma piscina natural para ninguém botar defeito, aonde mais uma vez tivemos que experimentar a incrível sensação de nadar onde praticamente ninguém nunca nadou.

                A caminhada estava avançando bem, mas a gente sabia que se não apertasse o passo poderíamos ser pego pela noite sem chegar ao entroncamento dos rios . Grandes matacões começaram a surgir e depois de enfrentarmos uns trepa- pedras dos infernos , nos deparamos com mais uma grande cachoeira e bem que tentamos escala-la pela esquerda , mas foi mesmo o Rosa que encontrou o melhor caminho pela direita, varando mato até sairmos em mais uma ilha, onde o rio volta a se afunilar.
       
                Já passava das 17 horas e nada da gente chegar a tal confluência, então decidimos que avançaríamos por mais uma hora e acamparíamos no primeiro lugar decente que encontrássemos. Como o rio não deixava avançar, resolvemos varar mato pela direita e nos enfiando numas grotas e paredes de pedra que iam formando uma espécie de cânion seco, um lugar muito bonito , com uma paisagem diferentes das que estávamos acostumados na Serra do Mar no continente. Passado esse trecho, o barulho de uma grande queda nos chamou a atenção, então abandonamos o vara- mato e voltamos ao rio  para nos encontrarmos com a maior queda até então. Aquela sim era uma cachoeira de respeito e aquele poço era algo para agradecer e fazer esquecer os perrengues passados até agora. Ficamos todos encantados com aquela queda e as caras amarradas pela ultima hora passada no mato, sendo estraçalhados por espinhos e cipós, se abriram num sorriso de felicidade e juntos decidimos que era mais que hora de descansar os esqueletos e mais que depressa retomamos a caminhada, sempre de olho em algum lugar plano para montarmos nossas redes.

               
                 Subimos o rio por mais uns 15 minutos e ao encontrarmos uma laje plana e boa, jogamos nossas mochilas ao chão para tentar conferir nossa localização, já que a tal confluência não chegava nunca e para surpresa de todos, o nosso GPS nos mostrou que já havíamos passado faz tempo do entroncamento e por incrível que pareça , havíamos pegado o rio da direita e já estávamos uns 100 metros de desnível acima da confluência. Logo descobrimos o erro: Havíamos passado direto quando começamos a varar mato entre as paredes rochosas e sem nem perceber, adentramos ao rio da direita e o seguimos montanha acima. Antes mesmo que algum de nós começasse amaldiçoar o erro, alguém grita ao voltar seus olhos para cima: “- olha lá gente, a grande cachoeira do areado despencando do outro rio que acabamos por passar direto”.
       
                Sim , lá estava o monstro a despencar de uma parede colossal entre as árvores, que nos fechava parcialmente a visão. Sem querer, tínhamos avançado bem e agora, pelos cálculos do Trovo, poderíamos chegar à base dela em não mais de meia hora varando mato e interceptar novamente a vertente esquerda do rio.

                Ficamos felizes de termos cumprido com o objetivo do dia e não havia mais o que fazer, encontramos um terreno favorável para montarmos nossas redes e demos por encerrado esse primeiro dia de expedição. Parar ali foi mesmo fundamental porque o dia ensolarado já havia partido e no alto da serra ,uma tempestade já se avizinhava. Parte do grupo se apressou em montar suas redes, enquanto a outra parte ficou moscando à beira do rio e o Asheley ainda escapou por pouco de tomar uma picada de jararaca. O tempo virou numa velocidade inesperada e a tal tempestade chegou de vez. Eu havia já montado minha rede e meu toldo, mas não deu nem tempo de esticar todas as cordinhas antes que o dilúvio desabasse. Pulei para dentro da rede e fiquei segurando a cobertura para o vento não levar e torcendo para que minhas coisas continuassem secas. Choveu desgraçadamente durante quase 2 horas e a turma que demorou em montar abrigo, acabou por pagar o seu preço e depois de se lascarem todos, foram dormir sem janta. Quando a chuva deu um tempo, minha rede estava meio unida, mas nada do que eu já não tivesse acostumado, mesmo assim eu estava feliz porque os famosos borrachudos de Ilha Bela não haviam dado as caras com aquela voracidade já conhecida e isso já era algo para comemorar e eu e o Potenza resolvemos fazer uma janta e saborear um bacon com arroz, pra fechar a noite e alegrar a alma.

                Foi uma noite espetacular. Na madrugada bateu um vento tão quente que secou até as meias jogadas ao chão. Às seis horas da manhã já estávamos de pé preparando nosso desjejum e já conversando e discutindo a estratégia para a conquista final das CACHOEIRAS GIGANTES DE ILHA BELA. Eu achei que levaríamos mais de uma hora varando mato na diagonal para atingirmos a base inferior da grande cachoeira do areado, situada no outro rio, mas o Daniel Trovo insistia em dizer que em uns 15 minutos estaríamos nos regozijando embaixo da queda, mas o Potenza não contente , quis apostar com o Trovo que o tempo seria infinitamente maior que o que ele insistia em dizer, mas o instrumento da aposta vou me dar ao direto de omitir pelo bem da moral e dos bons costumes, rsrsrsrsrsrssr
                Bom, como a nossa intenção era explorar os dois rios apenas com mochila de ataque, deixando o nosso acampamento montado, apenas enfiei na minha cargueira os equipos de emergência, caso algo desse errado, isso me daria um conforto maior pra sobreviver por uma noite ao relento. Plano traçado, aferimos o azimute e partimos atravessando o rio, subindo o barranco e já descendo a um vale com um córrego de águas cristalinas. Galgamos terrenos em nível por menos de 15 minutos e já nos deparamos com o véu da grande cachoeira. Ninguém disse nada, cada qual procurou se livrar do mato que nos fechava a passagem, cada qual se apegou ao seu espírito desbravador e no fundo todo mundo sabia que aquele momento era de pura magia e encantamento e quando a paisagem se abriu de vez, cada um correu para onde achava melhor e de onde estávamos ficamos lá parados a contemplar o GIGANTE despencando da pedra. A GRANDE CACHOEIRA DO AREADO se apresentou ao nosso grupo, mas se recusou a se mostrar por inteira porque seu gigantismo é tão imenso  que não é possível vê-la por completo. Aquilo que a gente esperava se confirmou diante dos nossos olhos e aquela era de longe, mas de muito longe a maior cachoeira de Ilha Bela. Sua altura passava fácil de 150 metros, mas de tão grande mal podíamos ver um terço dela.

               
                A gente tinha a plena certeza que não éramos o primeiro grupo a por os olhos nessa cachoeira, como eu havia dito no começo deste relato, mas estávamos dispostos a sermos os primeiros, até que se prove o contrário, a chegar até o seu topo, mas também sabíamos que a conquista não viria de graça, haja vista o tamanho do paredão que teríamos que escalar. Num primeiro momento pensamos na possibilidade de seguir pelo lado esquerdo, mas ao analisarmos melhor o terreno, a possibilidade pela direita nos apresentou mais viável. Começamos a empreitada nos distanciando da queda e aproveitamos uma rampa inclinada, mas bem protegida pelas arvores para avançarmos montanha acima. Cada um se segurou e seguiu por onde achou melhor, sempre tentando se livrar dos inúmeros espinhos que guardam esse patrimônio. Os pés e as mãos sempre grudados na rocha e na vegetação que parecia que despencaria a qualquer momento e nos jogaria no vazio astronômico.

                A chegada ao topo da Grande Areado foi marcada por muita comemoração e para nos presentear, a visão se abriu para um horizonte de frente para o mar azul, naquela manhã ensolarada de janeiro. Embaixo dos nossos pés uma pedra lisa e abaulada de onde a cachoeira despencava no vazio infinito. Estar ali é fazer história, é se sentir grande diante de tamanho feito e ao mesmo tempo minúsculo diante de tamanha beleza colossal.

                Depois de nos inundarmos de tamanha satisfação, chegou a hora de dar continuidade a nossa Expedição e dessa vez iríamos tentar ir aonde provavelmente ninguém jamais havia botado os olhos antes. Chegar até a maior cachoeira da ilha já era um feito incrível, mas chegara as cabeceiras do ALTO AREADO, como vínhamos chamando o outro rio, era a grande cereja do bolo na Ilha Bela. Iríamos explorar 1 km de paredes de onde possivelmente despencariam outras cachoeiras gigantes.
               
                Voltar ao nosso acampamento era uma decisão que poderíamos ter tomado e de lá poderíamos partir subindo o rio até sua cabeceira, mas ao invés disso, decidimos apontar nosso GPS de onde estarmos e vararmos mato nos aproveitando da crista da serra, onde já sabíamos por experiências anteriores que a vegetação é mais espaçada, podendo nos dar um corredor rápido até o alto do outro rio e depois era só descermos por dentro da água, explorando as grandes cachoeiras. Então foi o que fizemos, tocamos para cima , escalando num primeiro momento uma parede inclinada até ganharmos o topo da crista e seguimos por ela sempre subindo, num terreno gostoso de caminhar e a passos largos e por nos entretermos com a caminhada tranquila, por pouco não fomos apanhados por mais uma jararaca que nos encurralou no canto de uma árvore. Deixamos a serpente em paz e seguimos nosso caminho e quando paramos para ver nossa localização no GPS do celular foi que ficamos sabendo que havíamos andado fora da rota estabelecida e já estávamos praticamente paralelos ao rio da grande cachoeira do Areado. Já havíamos subido bastante e para corrigir o curso resolvemos pegar uma diagonal para a direita e não nos desgrudarmos mais do GPS até que pudéssemos atingir o outro rio.
       
                  Portanto, abandonamos a crista que não estava mais servindo ao nosso propósito e voltamos a varar mato lateralmente, nos mantendo meio em nível e nos dirigindo para o outro rio, mas antes já sabíamos que teríamos que passar por dentro de um grande vale para depois escalarmos uma parede íngreme que nos deixaria na cumeada da parede esquerda do vale do Alto Areado. Quando chegamos nesse vale intermediário tivemos que abrir mão de uma corda para podermos descer em segurança, mas os mais ousados trataram logo de se jogarem morro a baixo apenas se valendo de alguns troncos e alguns cipós e ao tropeçáramos no riacho, aproveitamos para uma breve pausa para um gole de água.
                À nossa frente agora, uma parede íngreme, que logo conseguimos chegar ao seu topo e vendo que estávamos na calha do rio buscado, partimos para uma diagonal definitiva, descendo de vez até as margens, aonde fomos parar bem no meio de uma cachoeira que nem chegamos a ver seu topo de tão grande que era. Nesse momento vimos que o melhor a fazer era nos distanciarmos do leito do rio e ganhar mais altitude, numa tentativa de alcançar o seu patamar superior e foi o que fizemos e mais uma vez nos deparamos com uma cachoeira ainda maior onde o Daniel Trovo achou que ali seria nossa ultima parada antes de nos jogarmos dentro do próprio rio e descê-lo, explorando todas suas cachoeiras até interceptarmos de novo nosso acampamento perto da confluência. Mas foi aí que um pequeno impasse se instalou entre o Trovo e eu e o Potenza. O Trovo achava que deveríamos atravessar por ali e eu e o Potenza insistíamos que o topo das cachoeiras ainda não havia chegado, mas depois de uma conversa mais demorada, chegamos a um consenso e convencemos o Daniel de que deveríamos continuar escalando. O Asheley tomou à dianteira e Foi puxando a fila até que nosso caminho chegou ao fim, barrados por uma parede intransponível e que mais uma vez nos deixou travados no meio de uma queda d’água.

                Agora o caldo havia entornado de vez, ou a gente voltava e tentava uma volta gigante para retomar nosso rumo pela direita até o topo ou dávamos por encerrado aquela exploração, tentando voltar a descer até que pudéssemos passar para o outro lado rio. Mas ainda havia uma terceira opção, tentar uma escalada suicida pelas bordas do abismo. O Trovo que havia perdido a contenda anterior, só de sacanagem já foi empurrando o Asheley e fazendo o menino escalar o paredão, se segurando numas vegetações cretinas que nem os calangos selvagens estavam querendo se ariscar. Com a ponta do pé sobre uma raiz que ameaçava se descolar da parede e jogar todo mundo no vale , pegaram impulso e foram se elevando como dava, deixando a gente para trás e o Paulo Potenza, com um olho arregalado, já pensando que havia se fudido por desafiar o mestre Trovo e agora era caminho sem volta. Eu até que tentei subir pela vegetação, mas quando Trovo e Asheley passaram, levaram tudo com eles e como o Potenza já tava xingando horrores pelo caminho escolhido, pedi para que os meninos do topo que nos jogasse a corda e tinha que ser logo porque meus pés já não estavam mais aguentando se segurar naquela raiz mequetrefe.
                Com a corda instalada todo mundo foi ao alto da parede e aí foi só nos agarrarmos a mais uma rampa e varar uma pouco mais de mato até que nos posicionamos no topo das cachoeiras que vínhamos buscando, mas a comemoração pela conquista foi logo abreviada porque alguém olhou para cima de outro ângulo para simplesmente descobrir outra monstruosa cachoeira despencando em duas quedas enormes com uns 70 metros de tamanho. Agora sim estávamos de cara com a queda d’água que havíamos nos proposto a alcançar, enfim o início do ALTO AREADO acabara de ser descoberto e essa era, muito provavelmente, até que se prove o contrário, a primeira vez que uma equipe de exploradores botou o os olhos nela.

                A expedição não havia terminado, muito porque ainda tínhamos mais de um km de rio e cânions para descer até o nosso acampamento, mas cada um já estava ciente de que havíamos agora de completar todo o nosso planejamento.  Despedimos-nos da GRANDE CACHOEIRA DO ALTO AREADO       , atravessamos o rio para o lado direito de quem desce e começamos a perder altitude, nos valendo de um corredor mais aberto até vinte minutos a baixo voltarmos novamente ao rio para apreciar mais uma queda de uns 60 metros, justamente aquela que tivemos que ir escalando pelo lado esquerdo do rio. Verdade mesmo que tudo fazia parte de uma parede extraordinariamente gigante, que quase formava uma só cachoeira. Continuamos descendo até a base dessas paredes aonde encontramos um patamar e lá nos instalamos para apreciar mais um espetáculo de águas despencando de cima das pedras onde no topo, uma cachoeira de uns 50 metrosemendava com mais uns 50 de paredes. Esse nos pareceu ser o final das grandes cachoeiras da parte superior do Alto Areado, que juntando com a cachoeira mais próxima da confluência, formavam assim um total de quatro grandes quedas d’água gigantes, num dos roteiros SELVAGENS mais incríveis de Ilha Bela.

               Seguimos bordejando o rio, mas agora só olhando os vários poços que iam se formando. Estávamos com muita fome e havia chegado a hora de retornarmos para o nosso acampamento, foi um dia de muitas conquistas e muito esforço físico e quando lá chegamos, já tratamos de colocar nossos fogareiros para trabalhar, fizemos um almoço tardio, mas ninguém arredou o pé até que não aguentasse comer mais nada e aí ficamos jogando conversa fora à sombra de um grande pico em forma de tetas que guarda do outro lado do outro afluente, a maior cachoeira da ilha.
                Havíamos deixado nosso acampamento montado, então era algo com que não tínhamos que nos preocupar. A noite estava linda, mas todos estavam bem cansados, então logo que escureceu cada qual caçou seu rumo e foi descansar o esqueleto nas suas redes. Todos foram dormir cedo e para nossa alegria, novamente os borrachudos vorazes da ilha não deram as caras e ninguém reclamou de nada e logo que o dia nasceu já tinha gente de pé preparando o café. Desmontamos tudo vagarosamente e partimos de volta para a civilização, mas ao invés de voltarmos por dentro do rio, decidimos que ganharíamos a crista do lado esquerdo e vararíamos mato nos mantendo uns 100 metros afastados do rio para evitarmos as grandes pedras.
       
                Portanto, subimos o barranco e avançamos muito rapidamente ao encontrarmos uma vegetação mais espaçada, que só se fechava quando tínhamos que descer para cruzarmos os inúmeros afluentes. Achar essa rota foi realmente sensacional porque acabou nos economizando umas três horas de pernadas e mesmo a gente tendo encontrado umas passagens com alguns amontoados de pedras, inclusive formando arcos rochosos, mesmo assim foi um caminho feito na metade do tempo de ida. Mas ao chegarmos ao rumo de onde estavam os grandes poços e a cachoeira do Escorregador, apontamos nosso nariz para lá e jogamos nossas mochilas ao chão para mais uma rodada de ócio, brincadeira e descontração infantil, onde todo mundo resolveu se atirar na água e saltar de cima das pedras e escorregar na tal cachoeira.
                Ninguém queria ir embora daquele lugar, mas ainda tínhamos uma caminhada longa até Borrifos, onde estava o nosso carro. Fomos descendo, mas dessa vez ninguém quis mais abandonar o rio, eu mesmo fui me atirando em tudo quanto é poço e de cima das pequenas cachoeirinhas, dava para ver o azul do mar, se contrastando com o verde da floresta, numa visão realmente muito bonita. Quando chegamos de volta à ponte pênsil, aonde uma galera que voltava da Praia do Bonete estava, todo mundo olhou espantado para o nosso grupo e ninguém entendeu nada do que estava acontecendo e ficaram surpresos ao saber que havia malucos que vararam mato por três dias, subindo o rio para procurar algo que eles nunca ouviram falar.

                Ao chegarmos à trilha e a ponte do Rio Areado, a gente se cumprimentou e comemoramos de vez o sucesso daquela Expedição, tudo que havíamos planejado, havíamos cumprido. Retomados novamente a trilha e 4 km depois paramos novamente na pequena cachoeira da Laje para mais um banho e para comermos a única coisa que havia sobrado nas nossas mochilas: dois gomos de calabresas com limão e um suco em pó, para brindar a vida, a amizade e a conquista inédita e em seguida apertamos o passo até desembocarmos de vez no estacionamento do pescador e finalmente encerrar aquela jornada incrível.
                ILHA BELA é um dos lugares nesse país com o maior numero de enigmas e mistérios. A segunda maior ilha marítima do Brasil, com histórias de piratas, trafico clandestino de escravos, naufrágios memoráveis como o Navio Príncipe das Astúrias, considerado o Titanic brasileiro. Histórias de tesouros escondidos e animais exóticos. Fez fama por ser a capital da vela, tem os maiores picos insulares do país, o mosquito mais voraz da via Láctea e é claro, a grande fama de hospedar em seu território mais de 300 cachoeiras. São muitos os mistérios, mas a partir de agora o misterioso Rio Areado deixou de ser lenda e essa expedição veio para jogar uma luz definitiva nesse acidente geográfico e colocá-lo em definitivo no mapa das grandes descobertas do Estado de São Paulo.
                                            Divanei Goes de Paula – janeiro/2018
    • Por maizanara
      Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine,  e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas.
      Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS,  faríamos?
      Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil,  lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? 
      Demos uma olhada nas fotos do Google,  Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. 
      Quer ver fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI
      E então, o perrengue a emoção começou
      O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia".
      Não queríamos contratar um guia,  opção nossa, e não tínhamos um GPS,  opção do nosso bolso.
      O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos.
      Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico,  primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta.
      Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela...
      Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. 
      DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo.
      Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto.  Pé na trilha!

      DIA 1
      O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava.
      Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação.
      O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo.  No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação.
      A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga.

      DIA 2
      Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino.
      5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. 
      Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo.
      Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado!

      A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava  bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale.
      Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus.
      Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água.  Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista!

      A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita,  continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando.  Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos.

      Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo!
      Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho.
      O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. 
           - Amigo,  quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né?
      Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó.
      Pronto, mergulho superado,  então vamos para o próximo,  o Cavalinho.
      Quando chegamos lá,  adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho?  Um dos Indiana Jones.
           - É amigo,  no filme era mais fácil, né?
      Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio,  que me perguntou:
      - Você é guia?
      - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo.
      - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando .
      Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados.
      Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. 

      Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila.
      DIA 3
      5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol.

      Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos.
      Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho.
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    • Por alinebarreto
      Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP.
      Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800.
      DIA 01/01/2018
      Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante.
      Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto).
      No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel.
      06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites)
      Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente!
      Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós.
      Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo.
      Gastos do dia:
      25 pesos cartão sube
      125 recarga (sendo 75 do arbus)
      1375 hostel 06 central
      75 empanadas + coca (corrientes 965)
      45 pesos água 1,5L (open25h)

      Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑

      Avenida 9 de julio ↑

      Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑

      Casa Rosada ↑

      Dia 02/01/2018
      Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. 
      As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). 
      A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. 
      Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado.
      Gastos do dia:
      7ars 1maçã
      XXars tips free tour
      139ars combo Mc Donalds
      1300ars jantar para 2 no La cabrera

      Teatro Colon ↑


       
      Dia 03/01/2018
      Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. 
      Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas.
      Gastos do dia:
      199ars globo de neve (lavalle 969)
      100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão
      45ars sorvete
      XXars ba free tour
      40ars água 500ml
      60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey)

      Congresso Nacional ↑

      Obelisco ↑

      Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑
      Dia 04/01
      O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também.
      De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal.
      À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas!
      De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro.
      Gastos do dia:
      250ars almoço empanada + massa + Pepsi
      430ars tango CC Borges
      40ars pão de queijo Starbucks
      147ars jantar pizza no El Rei

      El Ateneo ↑



      Faculdade de direito de Buenos Aires ↑

      Floralis Generica ↑

      San Juanino Empanadas ↑
      Dia 05/01
      Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem.
      O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos.
      Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons.
      De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer.
      Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco).
      Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite).
      À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente.
      Gastos do dia:
      25ars uber
      120ars Malba
      18ars uber
      209ars Il quotidiano
      282ars alfajor
      120ars 2 imãs geladeira
      180ars 2 chaveiros mafalda
      150ars 2 chaveiros
      50ars lanche avulso mc donalds
       

      Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑

      Dia 06/01
      Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado.
      Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza!
      Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. 
      Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos!
      Gastos do dia:
      110ars Uber para o Aeroparque
      220ars Almoço no Hard Rock aeroparque
      1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas)
      2250ars Hostel La Luna Country
      35ars kiwi e pêssego
      40ars pão
      120 Pizza no Patagonicus

      Chegando em El Chalten ↑

      Parador La leona ↑
       

      Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑

      Mochila símbolo de El Chaltén ↑
      Dia 07/01
      Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei.
      Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. 
      Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). 
      Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. 
      Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável.
      De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir.
      Gastos do dia:
      55ars Frutas
      84ars 3 iogurtes
      270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta)

      Cerro Torre ao fundo ↑

      Mirador para o Cerro Torre ↑

      Laguna Torre ↑

      Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑

      Vista do Mirador Maestri ↑
      Dia 08/01
      Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. 
      Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos.
      Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma.
      Gastos do dia:
      300ars Almoço La Tapera 
      Jantar no hostel (sobra do dia anterior)

      Caminhando contra o vento ↑

      Chorrillo del Salto ↑

      Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑
      Dia 09/01
      Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. 
      O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy.
      Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho.
      O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada.
      Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado.
      Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto.
      O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito!
      A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). 
      Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. 
      A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente.
      Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis.
      Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério.
      Gastos do dia:
      150ars transfer hosteria el pilar
      280ars almojanta no Rancho Grande

      No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑

      Glaciar Piedras Brancas ↑

      Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑

      Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑

      Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑

      Laguna Sucia ↑

      Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑

      Trilha de volta para EL Chalten ↑

      Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑

       

      Laguna Capri ↑

      Mirador Rio de las Vueltas ↑
       
      Dia 10/01
      O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate.
      Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor.
      Gastos do dia:
      140ars almoço (pizza) no Patagonicus
      100ars 4 alfajor Milka
      40ars Kiwi, banana e maçã
      Dia 11/01
      Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. 
      Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria.
      Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini.
      Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery.
      Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto!
      Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios.
      Gastos do dia:
      1412ars Hostel Bla Guesthouse
      3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura
      2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel
      4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro)
      125ars Almojanta de omelete no Pietro's
      35ars Empanada no Green Market
      60ars Sorvete de calafate no Helados Tito

      Hostel Bla Guesthouse ↑
      Dia 12/01
      Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor.
      Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo).
      Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem.
      Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial.
      Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol).
      Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava).
      Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa.
      Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu.
      Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. 
      Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago.
      Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte.
      Gastos do dia:
      500ars Entrada no Parque Nacional
      70ars Empanadas no Green Market
      85ars Bolachas num quiosque

      Vista do ônibus ↑

      Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑

      Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑

      Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑

      Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑

      Toda felizinha passando frio ↑

      Caverna de gelo ↑


      Esperando o barco chegar para ir embora ↑
      Dia 13/01
      Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha 
      As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. 
      Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério!
      O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes.
      Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida).
      Gastos do dia:
      200ars Pizza no Pietro's

      Cerro Castillo ↑

      Vista ainda de fora do parque ↑

      Vicuñas ↑

      Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑

      Cachoeira Salto Grande

      Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑
      Dia 14/01
      Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. 
      Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro.
      O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho.
      Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros.
      O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família.
      Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte).
      A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil.
      Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir.
      Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza!
      PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!)
      Gastos do dia:
      35ars Empanada no Green Market
      60ars Sorvete no Helados Tito
      160ars Por 2 geleias de calafate
      96ars Por 3 alfajor

      Iceberg no Lago Argentino ↑

      Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑

      Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑

      Pequena capelinha ↑

      Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑

      Chegando no Mirador Upsala ↑

      Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑

      Completamente apaixonada por esse lugar! ↑
      Dia 15/01
      Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa.
      Gastos do dia:
      150ars transfer até o aeroporto
      230ars almoço no aeroporto
       
      Sobre os hostels:
      Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista.
      Sobre comidas:
      Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino).
      Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência.
      Alfajor: 
      Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). 
      Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio.
      Fim do meu relato e de mais um sonho realizado! 
    • Por Ale Siqueira
      Ahhh Veneza... 
      Desde que assisti o filme O Turista com o muso Johnny Depp, esse destino entrou para minha listinha de coisas para fazer antes de morrer...
      Porém, por ser uma cidade conhecida pelo romantismo, fui deixando de lado já que vivo viajando solo (tá difícil um mozão kkk).
      No entanto, esse ano a oportunidade irrecusável surgiu! Com meu intercâmbio em Malta (pertinho da Itália), era a hora de conhecer a cidade das gôndolas!!
      Vou contar então o que fiz em 2 dias por lá, conhecendo muitos pontos turísticos e também pontos não muito conhecidos! Vou falar sobre coisas que legais que você faz de graça e outras que vale a pena gastar um pouquinho! E no final, estou passando dicas para não voltar falido!!
      Primeiro conselho que dou é: Veneza é a cidade perfeita para se perder!! Bater perna e andar sem rumo... Entrar e sair de rua e aproveitar as surpresas do caminho!
      Vamos lá ao roteiro:
      1º dia
      Para iniciar o roteiro, nada melhor que partir do coração da cidade.. Piazza San Marco
      Ela é a praça principal de Veneza e considerada como salão de visitas da cidade! Muito popular pelo seu tamanho e prédios em seu entorno! A praça é considerada como ponto mais visitado de Veneza, então dá para ter uma idéia da quantidade de gente por lá né...


      Ao interessante sobre a praça é que ela é o ponto mais baixo de Veneza e quando a maré está alta, ela fica alagada transformando totalmente o cenário.
      Eu não sou fã de lugares lotados, mas a praça em si é tão bonita que vale a pena!! E fiquei um bom tempo por lá.
      Já que estamos aqui, o que mais chama atenção na Piazza San Marco, sem sombra de dúvida, é a magnífica Basílica di San Marco!!
      Ela é realmente grandiosa, acho que nunca vi nada parecido!! Uma arquitetura belíssima, considerada uma obra-prima bizantina fora do território do Império do Oriente. Para se ter uma noção de sua grandiosidade, a basílica possui 4 mil metros quadrados de mosaicos.


      A entrada na basílica é grátis, mas quem quiser entrar no museu é preciso pagar 5 euros e com essa entrada você tem direito de subir até o terraço e apreciar a vista. Para visitar o tesouro são mais 3 euros e a pá de ouro mais 2 euros.
      Continuando pela praça, contemple a Torre do Relógio, ou Torre dell’Orologio.
      Ele mostra as horas, dia, fazes da lua e zodíaco. No alto dele existem duas estátuas, um senhor e um jovem que batem as horas no sino representando a passagem do tempo. Nesse também está a figura do leão de São Marcos, um dos símbolos de Veneza.

      Ainda na praça, do outro lado do relógio, visite mais uma atração icônica de Veneza, o Campanário di San Marco.
      Essa impressionante torre possui 98,5 metros de altura, e claro, é o edifício mais alto da cidade! No alto do Campanário tem uma pirâmide, mais uma vez composta pelo típico leão e no seu topo a figura do Arcanjo Gabriel.

      Fonte: www.brandpress.com.br
      A entrada custa 8 euros.
      Ainda no entorno da praça, siga para o Palácio Ducale.
      O imponente edifício gótico, também conhecido como Doge’s Palace ou simplesmente Palácio do duque, foi construído como castelo fortificado, depois acabou sendo utilizado como prisão e fortaleza, então como sede do governo de Veneza e por fim, hoje é um importante museu.


      Quem deseja conhecer mais sobre a historia de Veneza, a visita é uma boa pedida. Um fato interessante é que o famoso escritor Casanova foi prisioneiro do local em tempos antigos e conseguiu fugir pelo telhado.
      O ingresso custa 19 Euros.
      Depois da visita ao palácio, atravesse a famosa Ponte dos Suspiros, que ligava o palácio a uma antiga prisão.
      Desse fato saiu a lenda sobre o nome da ponte, que dizia que os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade quando passavam por ela.

      Já em frente ao Palácio, caminhe pela super movimentada avenida Riva degli Schiavoni e aproveite para tirar fotos nos pontos de estacionamento das gôndolas.


      Dali você também terá uma vista linda para a imponente Basílica de San Giorgio Maggiore. Essa é uma das vistas mais famosas de Veneza.

      Depois de passear e tirar fotos, siga em direção a Ponte Rialto.
      A mais famosa e movimentada ponte de Veneza e foi a primeira a ligar as duas margens do Canal Grande. 

      Ela é linda, com muitos detalhes e uma vista linda! Possui duas rampas, onde em seu interior existem várias lojas.

      Atravesse ela para visitar o Campo San Giacometto, um antigo ponto comercial. 

      E é lá também que fica a igreja mais antiga da cidade, a igreja de San Giacomo.

      Ela fica no coração de Rialto e possui um relógio solar. A visita no interior da igreja de San Giacomo é gratuita e achei a região bem agradável e tradicional.
      Dali volte para a direção do Grande Canal e passeie pela avenida Riva degli Vin.


      Essa margem e bem bonita e possui vários restaurantes e cafés italianos. O preço é salgadinho, como tudo ao redor do grande canal, mas com certeza vale a visita.

      * DICA: Durante todo esse caminho você vai passar pelo Grande Canal que é a maior via aquática de Veneza, mas também vai passar por lindos outros pequenos canais. Existem por volta de 150 canais cortando a cidade, cada um com seu charme e sua ponte. Vale muito a pena se perder entre eles.




      2º dia
      Para o segundo dia reservei conhecer as partes menos turísticas de Veneza!! Iniciei meu dia no bairro mais genuíno da cidade o Cannaregio!
      O bairro é bem tradicional, onde você pode ver os costumes e cotidiano dos venezianos, sem muito movimento turístico! Passeie com calma, sentindo o clima!

      No bairro siga para o Gueto Judeu.
      Considerado o primeiro gueto hebraico da Europa, a região em um mergulho tradicional!! A região é linda e foi uma das coisas que mais gostei de fazer em Veneza.


      Por lá existem ainda restaurantes e lanchonetes que servem comidas e doces típicos judaicos. 
      Um lugar no Gueto que gostei muito foi a praça Ghetto Nuovo, onde vi vários judeus bem tradicionais. As sinagogas do bairro foram construídas em meio aos prédios, sem alarde, sendo até difícil identificá-las.




      Depois do passeio, siga em direção ao bairro Castello e dedique um tempinho para conhecer o Campo Santi Apostoli.
      O lugar é lindo e super fotogênico!! Por lá você poderá visitar também a igreja Santi Apostoli, comer algum lanche em barraquinhas e tirar muitas fotos na ponte do canal da praça.


      Siga novamente para a ponte Rialto para atravessar o canal e seguir até a igreja Santa Maria dei Frari. 
      Em frente a igreja, esta mais um belo campo de Veneza. Com uma ponte muito bonita!


      A igreja Santa Maria dei Frari é muito importante e abriga obras famosas, como uma escultura de madeira de São João Batista feita pelo famoso Donatello.
      O valor da entrada são 3 euros que ajudam na preservação da igreja.
      Esses foram os pontos que visitei, mas o que mais fiz em Veneza foi me perder e andar sem rumo. A cidade é linda e única... Cada cantinho aguarda uma surpresa!

       
      Dicas práticas para você economizar na sua viagem:
      Substitua o passeio de gôndola Muita gente vai a Veneza justamente para fazer o passeio de gôndola com todo seu misticismo romântico, porém, prepara o bolso. São 80 euros para mais ou menos 40 minutos de passeio pelos canais. Vale lembrar que esse valor é por gôndola.
      Mas para quem quer passear pelos canais, mas não quer gastar tanto, vale pegar um watertaxi para se locomover. Com isso você pode montar seu próprio city tour.
      Passeio panorâmico pelos canais fora da gôndola Mais uma dica é pegar a linha 1 do Vaporetto (transporte publico em Veneza) para fazer um passeio panorâmico pela cidade. A linha cruza as principais atrações da cidade.
      Lojas X barraquinhas Por Veneza você vai ficar maluco com tanta loja vendendo coisas lindas!! Desde souvenir até as famosas máscaras venezianas.

      Muitas lojas tradicionais vendem máscaras bem caras, mas se você não puder gastar muito e quiser trazer uma máscara de recordação, minha sugestão é comprar em alguma barraquinha de rua. Foi exatamente o que fiz, comprei a minha por 12 euros e ela é linda!
      Hospedagem Se não quiser falir se hospedando em Veneza, minha sugestão é ficar na região de Mestre ou Marghera. 
      Eu fiquei no Camping Village Jolly em Marghera e valeu muito a pena!! Não se assuste com o nome camping, porque lá você vai ficar em uma casinha de madeira com banheiro e wifi! Além de ter uma linda e organizada estrutura, o camping oferece uma hospedagem barata, com restaurante e mercado dentro do local e ainda transporte de ônibus ida e volta para Veneza por 5 euros.

      Em 15 minutos eu chegava na estação de trem em Veneza, já pertinho da Piazzale Roma.
      Almoço e janta Veneza possui muiiiitos restaurantes caros, principalmente perto das atrações mais turísticas e entorno do Grande Canal. Para fugir disso, dê preferência aos restaurantes nas ruelas alternativas. Além de ter muitas opções de estabelecimentos que vendem pedaços de pizza, sanduíches e até kebabs.
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