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marcacapozzoli

Ajuda em Roteiro NÂO CONVENCIONAL em Portugal e Espanha

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Boa tarde pessoal,

Eu e e minha esposa vamos viajar ano que vem  (ou primavera ou outono) e gostaríamos de conhecer Portugal e Espanha.

Acontece que não gostamos muito de visitar museus e igrejas/catedrais (já fizemos muito isso eu outros países), nós gostamos mais de belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia.

Então pensei em pedir essa ajuda a vocês, que tanto já me ajudaram com dicas.

Sei que esse é um pedido já batido aqui no site mas, gostaria de ter uma ideia pra poder montar um roteiro não convencional (Lisboa, porto, Madrid, Barcelona...)

Gostaria de dicas de cidades e lugares que se enquadre nas características que citei acima: belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia...

 

Muito obrigado!!!😀

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@marcacapozzoli algumas boas opções em Portugal: Parque Nacional do Geres e Ponte de Lima, ambas no norte do país.

Na Espanha há inúmeras opções de cidades menores com uma vibe tranquila: Córdoba, Granada, Toledo, etc. Agora a parte de natureza na Espanha confesso que não sei muito.

  • Obrigad@! 1
  • Vou acompanhar! 1

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Oi, 

Poderia pensar em fazer Portugal e Andaluzia. Eu fiz o seguinte roteiro: Madri; Granada (a Alhambra é coisa de outro mundo); Málaga, com bate e volta a Ronda (pretendia visitar o Caminito del Rey, mas o ingresso para o horário já estava esgotado); Córdoba; Sevilha; Faro; Albufeira e Lagos; Lisboa e Porto. Sobre Caminito del Rey procura informações na internet. Nesses lugares vc não vai encontrar só igrejas e museus, mas tb paisagens e gastronomia  (Ronda é especialíssima), em Lagos com inúmeras falésias e praias, etc.

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1 hora atrás, luviajandor disse:

Oi, 

Poderia pensar em fazer Portugal e Andaluzia. Eu fiz o seguinte roteiro: Madri; Granada (a Alhambra é coisa de outro mundo); Málaga, com bate e volta a Ronda (pretendia visitar o Caminito del Rey, mas o ingresso para o horário já estava esgotado); Córdoba; Sevilha; Faro; Albufeira e Lagos; Lisboa e Porto. Sobre Caminito del Rey procura informações na internet. Nesses lugares vc não vai encontrar só igrejas e museus, mas tb paisagens e gastronomia  (Ronda é especialíssima), em Lagos com inúmeras falésias e praias, etc. 

Como você realizou esse trajeto?  Vale a pena alugar um carro?

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oi,Boa noite, 

Eu fiz Madri a Granada de ônibus (existe trem, mas o preço da passagem era mais barato de ônibus e o tempo de viagem quase igual, e que de trem ainda tem que fazer um transbordo em Antequera e pegar um ônibus. O ramal de Antequera até Granada está em reforma ). De Granada até Malaga fui de ônibus (em torno de 1:50 h - empresa ALSA). De Málaga fiz bate/volta até Ronda  (1:50h - empresa Avanza). De Malága até Sevilha tb fiz de ônibus 2:45h empresa ALSA, (mais barato que trem que leva de 2h a 3:22h, dependendo do preço). De Sevilha a Faro, fiz de ônibus  (dependendo do horário de  2:30 a 3:15h, empresa ALSA). Não existe ligação ferroviária de Sevilha para o Algarve. Fiz todo o trajeto em transporte público, pq estava viajando sozinho e assim gastava menos. Mas de carro seria muito mais interessante, pq vc pode, inclusive, fazer a rota dos Pueblos Blancos. No site viajenaviagem.com (coloque na busca "andaluzia") vc vai encontrar todas as informações possíveis sobre a região, com viagem de carro e transporte público. O período que  vc pretende viajar é muito bom para estar na região, pois no verão a temperatura é muito alta na Andaluzia (acho que aí que inventaram a famosa siesta). 

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Não foi falado nos posts anteriores sobre o Douro em Portugal que muda de nome na España,mas continua lindo,com muitas viñas as suas margens. 

Também tem as Rias altas e as Rias baixas perto de Vigo e Compostela,na Galicia,muita natureza para vocês. 

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    • Por Mari D'Angelo
      Visitar Barcelona é, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e orgânico de Gaudí. O arquiteto catalão nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas técnicas normalmente fugiam do convencional para época, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e através de um espelho via a imagem invertida. Além é claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cerâmica ou vidro, sua marca registrada.
       
      A casa Batlló, patrimônio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra lá imaginava que pudesse ser algo tão incrível! É caro, muito caro (21,50€) e talvez isso faça muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experiência.
       
      PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum!
       

       
      O edifício construído em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Grácia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaudí entre 1904 e 1906 a pedido do proprietário, Don José Battló Casanovas. A princípio a ideia era demolir todo o prédio e recomeçar do zero, mas no fim acabou sendo “apenas” uma reforma. Há vários mistérios em relação aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa é de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um dragão, que ao lado da cruz, homenageia São Jorge. Os balcões da fachada tem formatos que se assemelham à crânios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de “casa dos ossos”.
       
      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
      As portas e janelas, todas com formatos orgânicos, são feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que dão um efeito incrível. Gaudí se preocupou muito para que a casa recebesse bastante iluminação natural, para isso fez aberturas estratégicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade.
       
      No andar principal há uma curiosa lareira em cerâmica com formato de cogumelo que foi contruída onde antes era o escritório. José Battló pediu que ela tivesse bancos confortáveis para que a família desfrutasse do espaço em dias frios.
       

       
      O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época).
       

       
      No pátio externo há uma fonte e um colorido jardim de cerâmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, não conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa.
       
      O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água.
       

       
      No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão.
       
      Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas úteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Em 2012, quando viajamos para Portugal, decidimos alugar um carro e ir do Porto à Lisboa conhecendo alguns lugares no caminho. A primeira parada foi a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em seguida o Santuário de Nossa Senhora de Fátima (onde derramei litros e litros de lágrimas!) e por último o Palácio Nacional da Pena, na vila de Sintra. Todos são muito interessantes, mas meu encantamento pelo Palácio todo colorido foi imediato e só aumentava a cada ambiente percorrido!
       

       
      O local é na verdade um enorme parque com lagos e construções diversas espalhadas pela imensidão verde. Com muito pesar tivemos que renunciar a esse incrível passeio e ir direto ao topo da montanha, onde se encontra o palácio. Como o tempo era muito curto, pois já estava quase no fim da tarde, subimos e descemos com o transfer (3€).
       
      Ao chegar, pegue o áudio-guia (3€). Ouvir a história do local, como as pessoas viviam e o porquê de cada detalhe faz toda a diferença na visita. Falando nisso, aqui vai um resuminho da história deste lugar fascinante.
       
      Antigamente, o topo da Serra de Sintra, abrigava uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, o lugar foi doado à Ordem de São Jerónimo que construiu um convento de madeira. Algum tempo depois dois desastres naturais, um raio e um terremoto, destruíram quase por completo o local, restando apenas uma parte da capela. No século XIX, Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, adquiriu as ruínas do convento com o intuito de reformar e transformar em “casa” de veraneio. Para isso, contratou o Barão von Eschwege, arquiteto alemão que já havia trabalhado para ele em outras ocasiões, depois de recusar os primeiros projetos, o rei aprovou o trabalho e inclusive participou da concepção de algumas áreas.
       
      Em 1853, a esposa do rei, Dona Maria II, morre em seu 11º parto. Ele casou-se novamente com a cantora lírica e condessa Elisa Hendler e após sua morte, em 1885, deixou o Palácio como herança à ela. Como o casamento dos dois nunca foi aprovado pela sociedade portuguesa, houve uma grande polêmica sobre os direitos do local, que a essa altura já era um monumento histórico. Então, Luis I, em nome do Estado português, comprou a propriedade, deixando à condessa apenas um chalé, onde ela continuou residindo. O palácio tornou-se então patrimônio nacional da Coroa Portuguesa. Outros membros da família real lá se instalaram até a queda da monarquia. Depois disso, o lugar se transformou no museu que conhecemos hoje.
       
      A arquitetura do palácio, encrostado em rochas, foi fundamentalmente romântica, porém vários estilos se misturam na construção, entre eles o medieval, o gótico, o renascentista, o manuelino e o árabe. Misturas de padrões e texturas, azulejos diversos e cores vivas estão presentes em todo o monumento, dando um ar aconchegante à cada canto do palácio. Além disso, seus detalhes estão carregados de simbologias.
       

       
       
      No pórtico de entrada, chamado de Arco dos Lagartos, 3 rosas abertas simbolizam o conhecimento. Já no interior do castelo, há o Pórtico do Tritão, alegoria muito rica em detalhes que representa a criação do mundo, trata-se de uma figura mística, meio homem meio peixe , concebida por D. Fernando II. Uma das partes mais interessantes do palácio!
       

       
      Dos terraços desnivelados temos vistas incríveis de toda a cidade e arredores, inclusive da muralha do Castelo dos Mouros.
       

       
      Outra área que merece toda a atenção é o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro. Meio surrealista, a área é toda revestida de azulejos hispano-árabes. Em seu centro, há uma taça em forma de concha sobre 3 tartarugas apoiadas em heras, os animais recordam que o caminho é lento e as plantas são o símbolo da eternidade.
       

       
      É possível visitar alguns dos ambientes internos, como o salão nobre, com motivos orientais e orgânicos, a sala árabe toda pintada com afrescos, os quartos e a cozinha, onde estão expostos alguns dos utensílios usados na época. Mas não é permitido tirar fotos.
       
      O monumento não está em perfeitas condições de conservação, mas seu estilo lúdico e colorido, tão diferente do que normalmente vemos em uma edificação da realeza européia, compensam a visita. Espero voltar um dia para poder explorar todo o entorno do palácio e ainda conhecer a cidadezinha de Sintra, que dizem ser uma graça!
       
      Informações úteis:
       
      Site oficial: http://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/
       
      Nele é possível simular o gasto total de acordo com a data, número de pessoas e quais áreas gostaria de visitar!
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-colorido-palacio-da-pena-em-sintra
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
       

       
      DIA 1
       
      Em 2012, quando eu o Dan fizemos nossa primeira viagem internacional, a última parada foi Portugal. Decidimos incluir o país no roteiro pois ele tem família por lá e como só tinha lembranças de pequeno, era hora de conhecer as origens!
       
      Começamos pela cidade do Porto, no norte de Portugal. Na verdade a família dele fica em Vila Nova de Gaia, que é um distrito do Porto, mas fica do outro lado do rio Douro. ficamos hospedados por lá também, no Ibis Budget Porto Gaia (que pagamos com pontos no cartão, como muitas coisas nessa viagem! =).
       
      Já começamos fazendo presepada, pegamos o ônibus para o lado oposto do que deveríamos e quando vimos, chegamos na praia. Enfim, é uma daquelas surpresas boas quando as coisas saem do planejado.
       
      Sorte nossa que os portugueses são muito, extremamente simpáticos! Em toda a nossa estadia por lá foram muito solícitos quando pedíamos informações, quase que iam conosco até o lugar, eles são todos uns fofos!
       
      Chegamos então ao Pavilhão Rosa Mota (ou Pavilhão dos Desportos) onde antigamente ficava o Palácio de Cristal. Hoje o lugar é rodeado por um jardim super agradável e bem cuidado, com uns pavões circulando, lindos azulejos e uma vista incrível!
       
      Continuamos a pé pelo centro até que vejo a Igreja dos Carmelitas, totalmente barroca (é bobo me animar com isso, afinal tudo em Portugal é dos Carmelitas, mas como minha vó, uma das pessoas que mais amei na minha vida, e que ainda sinto saudades depois de tantos anos sem, se chamava Carmelita, sempre vou adorar esses acasos da vida).
       
      Passamos pela Torre dos Clérigos, que faz parte da Igreja dos Clérigos e tem uma vista bem legal da cidade (claro que depois de subir aquelas escadinhas super esmagadas. Claustrofóbicos, fiquem longe!).
       
      Uma das coisas que mais me encantou por lá foram os azulejos, é realmente incrível o efeito de igrejas, prédios e casas revestidos de azulejos azuis e brancos ou coloridos, pintados com cenas super elaboradas ou simplesmente padrões decorativos.
       
      A fome bateu e óbvio que fomos comer um bacalhau! Aliás, não é tão óbvio assim pois até pouco tempo atrás eu não era nada fã da iguaria lusitana, mas graças a um almoço da minha sogra pouco antes de ir viajar, mudei de opinião e pude aproveitar de verdade a experiência em Portugal! O melhor de comer por lá é que é super barato! Vinho então nem se fala, perfeito pra nós que adoramos comer. Para sobremesa também optamos pelo clássico, pastel de belém, e achamos muito melhor do que o “oficial”, em Lisboa.
       
      O próximo ponto é um dos lugares mais legais da cidade, a Livraria Lello e Irmão. A fachada em estilo neogótico é fantástica (só agora reparei na moça estragando minha foto) e o interior mais lindo ainda, todo de madeira, com escadas imponentes revestidas com um tapete vermelho… Infelizmente não era permitido tirar fotos, mas é só dar uma olhadinha nas imagens do Google (aqui) que dá pra ter uma noção de como é incrível o lugar. (Ah, e aqui outra coincidência, meu avô, marido da Carmelita, que agora vocês já conhecem, tinha o apelido de Lelo, e a livraria fica na Rua das Carmelitas! Muito amor né?).
       
      Caminhar pelo Porto é uma delícia, daqueles lugares que tem surpresas o tempo todo (pra mim uma viela, roupas coloridas penduradas ou casinhas azulejadas são lindas surpresas). Tem seus “defeitos”, claro, tem sujeira, tem coisa mal conservada, tem lugar feio… mas realmente acho uma perda de tempo ficar se apegando a esse tipo de coisa ao conhecer uma nova cidade, todo lugar no mundo tem defeitos, cabe a cada um escolher se isso vai pesar mais que a parte positiva da viagem ou não (momento desabafo).
       
      Já no fim da tarde seguimos pela Avenida dos Aliados, que é linda, cheia de prédio históricos e uma estátua equestre em homenagem à D. Pedro IV, até a Sé do Porto, um dos monumentos mais antigos de Portugal.
       
      A arquitetura da catedral é uma mistura de estilos. Inicialmente o românico, percebido na estrutura geral do prédio, mais comprido do que alto e sem muitas janelas, a herança gótica é visível especialmente no pátio interno, cheio de arcos ogivais, e finalmente o barroco, que está presente em todo o interior, assim como em alguns detalhes da fachada. À toda essa miscelânea se adicionam ainda imensos painéis em azulejo azul e branco e mais uma vista da cidade (sim, tem muitos lugares onde é possível ver essa cidade de cima rs!).
       
      Pra fechar o dia fomos finalmente conhecer a família portuguesa do namorado, mal entramos na rua, de taxi e uma das mulheres já veio correndo nos receber, disse que a tia-avó do Dan estava esperando ansiosíssima sentada em uma cadeirinha na calçada desde a hora em que ele ligou (umas 15h)! Não podíamos ter sido mais bem recebidos, todos estavam felizes demais em rever ou conhecer o parente brasileiro, ligaram pra todo mundo que morava perto ir lá nos dar um oi e até pra quem morava em outro país, pra contar que ele estava lá! Todos são super simpáticos e com um senso de humor muito peculiar dos portugueses, além disso não sabiam mais o que fazer pra nos agradar, era vinho, era bolinho de bacalhau… tudo maravilhoso! Fomos embora depois de levar uma bronca enorme porque estávamos num hotel e não ficamos lá rs, mas já prometemos que da próxima vez vamos nos redimir.
       

       
      DIA 2
       
      Nosso segundo dia pela terrinha começou com uma visita a Igreja de Santo Ildefonso. A fachada de azulejos azuis e brancos conta algumas passagens da vida do santo e no interior há uma mistura de estilos com destaque para o altar barroco.
       
      Bem pertinho de lá fica a Estação ferroviária São Bento, inaugurada em 1896. Ela é toda forrada por dentro com painéis de azulejos com cenas históricas portuguesas e padrões decorativos, maravilhoso! Pode parecer um pouco (ou muito) repetitivo falar tanto dos azulejos, mas é irresistível, em Portugal eles estão por toda parte e é justamente esse seu charme especial.
       
      Depois fomos nos perdendo até chegar na região do Palácio da Bolsa, um belo prédio rodeado por jardins super bem cuidados, não entramos mas o lugar é bem recomendado por quem já fez a visita.
       
      O próximo ponto foi o Conjunto de São Francisco, que conta com a Igreja da ordem terceira de São Francisco, um dos melhores lugares para admirar a chamada talha dourada (técnica de esculpir em madeira e revestir com ouro), junto com a Casa do Despacho, que funciona também como um pequeno museu de arte sacra, e o Cemitério Catacumbal, este último um tanto perturbador, trata-se de um andar subterrâneo com jazigos pela sala toda e ainda uma grade no chão onde se vê um “depósito de ossos”… bem mórbido!
       
      Pelo menos ao sair dá pra relaxar com uma linda vista do Douro, aquela região às margens do rio chama-se Ribeira, o que era a algum tempo atrás considerada uma área decadente, hoje é bastante turística e encanta os visitantes com suas ruelas e casas coloridas, é um dos pontos mais agradáveis pra sentar e comer um bolinho de bacalhau!
       
      Os simpáticos barquinhos lá ancorados serviam antigamente para o transporte de barris de vinho, já que do lado de Vila Nova de Gaia existem muitas caves de vinho do Porto (já chegaremos lá), mas se não me engano hoje a maioria serve como embarcação turística.
       
      Hora de conhecer o outro lado do rio, a região de Vila Nova de Gaia. A passagem principal entre os dois lados é a magnífica Ponte Luis I, projeto do engenheiro Théophile Seyrig que já foi parceiro de Gustave Eiffel, responsável pelo projeto da Torre Eiffel, daí a semelhança entre as duas estruturas. A ponte, cartão postal da cidade, é constituída por dois tabuleiros, um em cima, por onde passam metrô e pedestres e um em baixo, também para uso de pedestres e de carros.
       
      Chegando à outra margem do rio encaramos uma imensa subida para chegar até a cave da Graham’s. Tem várias opções por lá, escolhemos essa pois era onde o tio do Dan trabalhava. A visita passa pelos enormes tonéis, pelos barris, pelas caves… tudo com explicação do guia, e no final, a melhor parte, a degustação! E foi aí que descobrimos que lá eles tomam vinho do porto como um vinho normal, não como um aperitivo após a refeição, como fazemos aqui!
       
      Pra finalizar o dia com mais uma vista linda da cidade, e também descansar um pouquinho antes de ir jantar com a família do Dan, subimos até o Miradouro do Mosteiro da Serra do Pilar. É interessante observar o fragmento que sobrou das chamadas Muralhas Ferdinandas, construídas no século XIV, quando o Porto estava em crescimento e precisava expandir a área protegida da cidade.
       
      No dia seguinte alugamos um carro e seguimos para Lisboa, parando em Coimbra, Fátima e Sintra, onde fica o maravilhoso Palácio da Pena.
       
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
       
      Três dias é pouco para conhecer tudo que a jovem e cultural Barcelona tem a oferecer, mas quando não há escolha, o jeito é fazer caber! É possível conhecer as obras clássicas de Gaudí (na minha opinião, a melhor parte), ver uma apresentação de flamenco, experimentar a culinária local, visitar museus fantásticos e até pegar uma prainha!
       
      Barcelona é a capital da Catalunha, região da Espanha com cultura e identidade próprias e até um idioma diferente do espanhol, o catalão (que aliás, se parece muito mais com o francês). Os catalães buscam insistentemente a independência total da região, fale com um deles e você perceberá isso em frases como “não sou espanhol, sou catalão”.
       
      A cidade não tem um custo tão elevado se comparado a outras grandes cidades européias, como Londres e Paris, e conta com um eficiente sistema de transporte público. Como é comum na Europa, o principal perigo por lá são os pickpockets, fique bem esperto com bolsas e carteiras!
       
      Dia 1
       
      Começamos pelo Park Guell, na parte alta da cidade (não se preocupe, tem escadas rolantes pra chegar até lá!), um complexo construído por Gaudí que originalmente seria um condomínio em meio a natureza, mas por falta de interessados acabou virando atração turística, inclusive declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO. Uma das casas terminadas tornou-se moradia do arquiteto no período de construção, hoje é um museu com alguns móveis usados -e criados- por ele. Essa atração é paga a parte.
       
      O lugar é totalmente orgânico e colorido, marcas registradas das obras de Gaudí. Muitas áreas, incluindo a famosa escultura da salamandra, são revestida por mosaicos coloridos, uma técnica chamada trencadís. Tudo ali tem uma inteligentíssima razão funcional, sem deixar de encantar pela beleza! Como se não bastasse tanta coisa linda pra ver lá dentro, a vista nas partes mais altas, voltada para o mar, também é espetacular!
       
      Endereço: Carrer d’Olot, s/n, 08024 Barcelona / Metrôs Vallcarca ou Lesseps, linha 3 – verde
      Horários: Variam de acordo com as estações.
      http://www.parkguell.cat
       
      A próxima parada foi o Museu Picasso, uma coleção incrível, que vai muito além do cubismo, em sua maior parte doada por Jaime Sabertés, amigo do artista. Alguns pontos altos são a série Las Meninas e as telas dos períodos azul e rosa. O prédio gótico onde fica o museu é uma atração a parte! Infelizmente estávamos com pouco tempo e não era permitido fotografar, então não tenho muitos registros, mas vale demais a visita!
       
      Endereço: Montcada 15-23, 08003 Barcelona / Metrô Jaume I, linha 4 – amarela
      Horários: De terça a domingo das 09:00 as 19:00 / Quintas das 09:00 as 21:30 / Fechado as segundas.
      http://www.museupicasso.bcn.cat
       
      Pra encerrar a noite fomos ver um show de flamenco, simplesmente fantástico!!! Entre tantas opções, escolhemos o Restaurante Nervion, ali mesmo pertinho do museu, o lugar é simples mas acolhedor e o valor pago inclui além do show, um jantar com entrada, prato principal e sobremesa.
       
      Dia 2
       
      Visitamos a Fondació Joan Miró, um enorme museu com quadros, esculturas, tapeçaria entre outras obras compondo a maior coleção do artista catalão. O lugar fica no Parc de Montjuïc, uma montanha com diversas outras atrações, mas como não parou de chover, ficamos só pelo museu mesmo! Também não tenho muitos registros pois não era permitido fotografar.
       
      Fundação Joan Miró
      Endereço: Parc de Montjuic, 08038 Barcelona
      Horários: Variam de acordo com os dias da semana / Fechado as segundas.
      http://www.fmirobcn.org
       
      Seguimos para a Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, outra magnífica obra arquitetônica de Gaudí encomendada por Pere Milà e fortemente criticada na época. O prédio fica localizado no famoso Passeig de Gràcia, a fachada sinuosa com varandas em ferro forjado se destaca em meio as outras construções mais convencionais. Dentro do prédio é possível visitar um dos andares com os cômodos mobiliados como uma casa da época de sua construção, 1906. O último andar é uma exposição permanente com obejtos, desenhos, maquetes e audiovisuais que mostram algumas das obras de Gaudí e suas técnicas. O terraço é a parte mais esperada, mas infelizmente por causa da chuva não pudemos subir.
       
      Casa Milà / La Pedrera
      Endereço: Passeig de Gràcia, 92. 08008 Barcelona
      Horários: Segunda a Sexta das 09:00 as 18:00 / Sábados, domingos e feriados das 10:00 as 14:00.
      http://www.lapedrera.com
       
      Ainda do espírito Gaudí, fomos conhecer a Casa Batlló, uma verdadeira obra de arte em forma de prédio, não dá pra não sair de lá maravilhada com a genialidade do arquiteto! Conto sobre ela em detalhes aqui neste post!
       
      Fomos num bar de tapas ali pertinho experimentar a famosa iguaria nacional, que é na verdade uma entradinha ou comidinhas em pequenas porções. A variedade é imensa, quentes ou frios, com queijos, presuntos ou conservas… combinam direitinho com uma cerveja ou uma cava, o vinho espumante espanhol. Não me lembro o nome do lugar, mas certamente não vai ser difícil encontrar um desses onde você estiver!
       
      Dia 3
       
      Começamos o dia pela parte mais esperada da viagem, o Templo Expiatório da Sagrada Família, obra-prima ainda inacabada de Gaudí e cartão postal de Barcelona. A basílica que começou a ser construída em 1882 teve seu projeto modificado algumas vezes, passando do neogótico ao modernismo catalão, movimento da qual Gaudí fazia parte. Ele a construiu inspirado em uma floresta, o que é visível nos detalhes de seu interior todo branco, ladeado por vitrais que inundam o espaço com cor e vida. O projeto conta com 3 fachadas, a da Glória, a da Paixão e a da Natividade, sendo que as duas últimas já estão terminadas e são fantásticas, com estilos bem diferentes.
       
      Se tiver tempo (não foi nosso caso), ainda é possível subir em uma das torres e ter uma vista linda da cidade. No subsolo há uma área que conta um pouco da história do lugar.
       
      Eu não sou católica e preciso dizer que foi a primeira vez que entrei em uma igreja e senti paz, me senti realmente bem em estar ali, acho que o objetivo foi cumprido!
       
      O plano é que a obra fique pronta em 2026, no ano do centenário de seu criador, mal posso esperar para visitá-la outra vez!
       
      Sagrada Família
      Carrer de Mallorca, 401, 08013 Barcelona / Metrô Sagrada Família, linha 5 – azul ou 2 – lilás
      Horários: Variam de acordo com as estações.
      http://www.sagradafamilia.org
       
      O próximo ponto foi Barceloneta, o bairro de pescadores junto a praia. O tempo estava bem feio então foi só uma parada rápida e uma caminhadinha na orla. Alguns pontos marcantes são a escultura da artista alemã Rebecca Horn, conhecida como Los Cubos, mas que originalmente se chama L’Estel Ferit e o Hotel W Barcelona, uma construção moderníssima que se destaca na paisagem.
       
      Seguimos para Las Ramblas, a avenida mais famosa de Barcelona, que divide os bairros El Raval e Barri Gòtic, bonita e lotada de turistas! Em sua extensão ficam lojas, bares, restaurantes e ícones turísticos como o Mercat de La Boqueria, o mercado municipal, queríamos conhecê-lo mas estava fechado. O mosaico Pla de l’Os, de Miró também é um destaque no passeio.
       
      Entramos no Bairro Gótico, uma das regiões mais antigas da cidade, com diversas construções arquitetônicas no estilo gótico, é claro! A janta foi no Les Quinze Nits, na Plaza Real, não se assuste com o aspecto fino do restaurante, os valores são super acessíveis, e a comida é ótima!
       
      Lá por perto encontramos o Milk, um bar/restaurante super diferente, com uma decoração meio retrô, uns sofás, bem agradável… por lá terminamos a noite (e a viagem) tomando uma cava pra nos despedir em grande estilo de Barcelona.
       
      Para ir até o aeroporto usamos o Aerobus, como estávamos perto de um dos pontos por onde ele passa e não tínhamos muitas malas foi a opção ideal e mais econômica, o valor hoje é de 5,90 €.
       
      Como estávamos em 5 pessoas, alugamos um apartamento ótimo e baratíssimo pelo Airbnb, entre a Plaza de España e a Avenida Diagonal, uma boa localização para conhecer a cidade usando o metrô.
       
      *Valores e outras informações atualizados em Fev/2016
       
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
    • Por ALIRIO GABRIEL
      OLÁ, MEU PASSAPORTE FORA CARIMBADO NO DIA 08-10-19 (MADRID), ATUALMENTE ESTOU EM PORTUGAL, PORÉM SURGIU UMA OPORTUNIDADE RELACIONADA A UMA VIAGEM PARA PARTICIPAR DE UM EVENTO EM MOÇAMBIQUE, EVENTE ESTE COM DURACAO DE 4 DIAS, NO ENTANTO PRETENDO VOLTAR PARA PORTUGAL. MEU VISTO É DE TURISMO (90 DIAS). ISTO É POSSÍVEL OU O CARIMBO É DE ENTRADA UNICA ?  

      (MEU CARIMBO TEM A DATA E EM SEGUIDA UM PEQUENO ESPACAMENTO COM UMA NUMERAÇÃO 07)


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