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renannardo

Mochilão Peru - (Lima Cuzco Puno Arequipa Huacachina Trujillo Huaraz )

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Olá, eu sou Renan Nardo e estou fazendo esse relato pois assim como muitos outros mochileiros eu já me utilizei de diversas informações dos diversos fóruns desse site para planejar minhas viagens e sinto que esse é um relato que merece ser compartilhado com os demais mochileiros que tenham interesse.

 

O destino é um clássico, conhecer o Peru. No entanto vale a ressalva que meu desejo era ir um pouco mais além do clássico sitio arqueológico de Machu Picchu (sem deixar de fazê-lo, é claro). O objetivo era que em 22 dias conseguíssemos conhecer as principais atrações peruanas como: Cuzco e seus sítios arqueológicos nos arredores, Montanhas Coloradas (Rainbow Mountain), Puno com o lago Titicaca e as ilhas Uros, Arequipa e o Canion Del Colca, Huacachina, Trujillo com Huaca de la luna e Chan Chan, Huaraz com Nevado Pastoruri e Laguna 69 e por fim, Lima. Vale também acrescentar que, na medida do possível, optamos pelas opções mais baratas conhecidas.

 

Na época as casas de cambio ofereciam o dólar a aproximadamente 3,36 (valor esse, com baixa variação entre as casa de cambio) e o real a uma venda de 1 para 1 (com altíssima variação, chegando a até menos de 90 centavos). Como dica para os que estão planejando suas viagens: o valor do dólar se mantém mais ou menos constante de acordo com a cidade em que você se encontra, o mesmo não ocorre com o real que em cidades menores e menos turísticas é altamente desvalorizado. Vale ainda a dica de que no verão é a época chuvosa e de baixa temporada para turistas.Outra dica é com relação à carteirinha de estudante internacional que é bastante útil e traz muitos descontos.

 

Chegamos no dia 17 de dezembro de 2016 em Lima tarde da noite, o objetivo era deixar a cidade o mais rápido possível com o nosso dinheiro trocado para a moeda nacional, o sol. Trocamos uma pequena quantia ainda no aeroporto, onde se oferecia valores bem abaixo do das casas de cambio encontradas na cidade. Pegamos um taxi por um preço absurdo, em torno de 40 soles. Em virtude do horário e o nosso desejo por chegarmos logo aceitamos o preço mas recomendo mais negociação com os taxistas e tenho certeza absoluta que o valor poderia cair para bem mais da metade se tivéssemos saído da área do aeroporto. Arrependimentos a parte, ficamos no hostel 1900 Backpackers, de frente para a praça central. Ficamos nele por 27 soles; muito seguro, amigável, limpo e com uma cobertura que sem duvida vale a visita. Oferece ainda cozinha o que nos ajudou a economizar uma grana. Como dica, é interessante levar um cadeado próprio para o uso dos lockers.

 

No dia seguinte dia 18 fomos para a praça San Martin a pé, caminhando alguns minutos e trocamos apenas uma pequena parte do dinheiro, tendo em vista que por se tratar de um domingo havia poucas casas de cambio abertas o que implicava em valores mais baixos pela falta de concorrência. Em seguida compramos uma passagem para Cuzco no mesmo dia pela companhia flores (80 soles, sem nenhum luxo) que ficava a alguns minutos do nosso hostel junto a uma das praças centrais.

 

No dia 19 chegamos em Cuzco e aproveitamos para trocar o resto do nosso dinheiro, fechar passeios e conhecer um pouco da cidade. Nos hospedamos no Hostel Estrellita por 20 soles, valor bem em conta tendo em vista que apesar de extremamente simples o lugar foi aconchegante e simpático. {Vale aqui uma dica: O hostel em questão é muito em conta, porém é bastante tranquilo; eu recomendaria pelo menos uma noite no hostel Loki que apesar de mais caro é excelente para uma ótima festa}.

 

Andando pelas proximidades da Praça de Armas encontramos uma enorme quantia de agencias que ofereciam os mesmos passeios. Através de um bom tempo de pesquisa e negociações, fechamos os seguintes passeios: um city tour para o dia 20; no dia 21 Maras e Moray pela manhã e um Tour para o Vale Sagrado; no dia 22 o transporte para Machu Picchu por Van com volta no dia 24; e no dia 25 fechamos as Montanhas Coloradas.

 

O city tour (20/12) foi um passeio bastante agradável e recomendável, nos empolgamos bastante com o que vimos sem saber que os próximos seriam cada vez mais incríveis. Trata-se de um passeio rápido que toma uma tarde e por isso sobrará tempo e energia para curtir um pouco da cidade no dia do passeio.

 

No dia seguinte (21/12) Maras muito nos impressionou com suas salineiras únicas e é um desses destinos únicos que valem muito a visita. Moray também muito impressiona no entanto devido às numerosas atividades em um mesmo dia não tivemos tempo suficiente para conhecer o local com o tempo que merecia, o mesmo serve para o passeio pelo Vale Sagrado no qual muitas partes das ruínas tiveram que simplesmente deixar de ser exploradas para que não perdêssemos o ônibus. Ainda assim essa combinação, Maras, Moray e Vale Sagrado é bastante valida se o seu tempo for escasso. Para os viajantes com mais tempo livre deixar Maras e Moray para um dia e o Vale Sagrado para outro é muito interessante.

 

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No dia 22 demos inicio á saga rumo a Machu Picchu. Uma van nos buscou bem cedo no hostel levando nos por estradas com muitas curvas, alguns penhascos e trechos de terra por penhascos por pouco mais de 6 horas. A van nos deixa próximo a uma hidrelétrica que é da onde partimos; de lá são aproximadamente 11 km até Águas Calientes, cidade base para a ida até Machu Picchu. O caminho apresenta algumas sinalizações e em sua maioria se resume em seguir os trilhos dos trens, valendo ressaltar a beleza dos rios e montanhas por onde caminhavamos. Na cidade nos hospedamos no hotel Eco Mapi por 50 soles para duas pessoas. No dia seguinte acordamos cedo, compramos nossa entrada para Machu Picchu ainda na cidade (obrigatório) e também adquirimos o passe subir a montanha Machu Picchu (uma das duas montanhas que rodeiam o sítio arqueológico). Pegamos um ônibus até a entrada do sitio arqueológico (40 soles-ida), tendo em vista que a subida na montanha de Machu Picchu seria muito cansativa. Chegamos no sitio arqueológico por volta das 9 horas e começamos a subir a montanha, a subida durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos e apesar de bastante cansativa não foi muito compensadora. O sitio arqueológico estava todo encoberto por uma neblina muito insistente que teimava em não se dispersar. Apesar disso, a vista dos arredores também impressionava. Ao descermos em direção ao sitio arqueológico por volta do meio dia começou a chover muito, o que não nos impediu em nenhum segundo de conhecer o local. Mais tarde, por volta das 4 horas, quando o parque estava perto de fechar, a maioria dos turistas deixou o local permitindo uma conexão ainda melhor com a montanha. Voltamos do sitio para Águas Calientes a pé por uma trilha com muitos degraus, mas por se tratar de uma descida nem tão cansativa. No dia seguinte retornamos a hidrelétrica pela mesma trilha da ida, onde a van nos pegou por volta das 3 horas e nos deixou em Cuzco as 9. Vale ressaltar aqui que a viagem de van é bastante cansativa e algumas pessoas passam mal, ainda assim, em minha opinião, ter feito a trilha para conhecer Machu Picchu enriqueceu e muito a experiência com o local, além disso, é MUITO mais barato que a viagem de trem. No entanto para os viajantes com pouco tempo e muito dinheiro a opção do trem é um grande facilitador.

 

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No dia 25 saímos bem cedo rumo às Montanhas Coloradas. A subida leva em torno de 2 horas e não sei deixe enganar pela manhã ensolarada de verão, o tempo pode fechar nesse período e começar a nevar, exatamente como aconteceu comigo. Apesar do grande cansaço e frio, todo o trecho é muito bonito e as montanhas coloradas merecem a visita como sendo um dos pontos altos da viagem. Para os mais fora de forma são oferecidos cavalos por 50 soles. Ainda no dia 25 pegamos um ônibus rumo a puno durante a noite o que nos ajudou a economizar uma estadia.

 

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No dia 26, em Puno pela manhã, compramos um passeio para conhecer as Ilhas de Uros e as Ilhas Taquille em um só dia ainda na rodoviária. As ilhas Uros apesar de interessantes não empolgam, ainda assim vale a visita. As ilhas Taquille, talvez em função do pouco tempo dedicado a elas, foram uma decepção em função do pouco a se ver e fazer. Compramos uma passagem para Arequipa e viajamos durante a noite.

 

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No dia 27 já em Arequipa fomos a Plaza de las Armas a procura de um hostel. Resolvemos ficar no La Reyna por 25 soles. Arequipa tem muito a oferecer como cidade com sua arquitetura nas regiões centrais, alem dos vulcões no seu horizonte. Fechamos o passeio do Vale Del Cola que foi muito bem recomendado. No dia seguinte (28/12) saímos cedo para o passeio, pela manhã avistamos condores que passaram muito perto de nós e com uma beleza e tamanho impressionantes. Conhecemos também o Vale durante a manhã. Ao longe avistamos um vulcão soltando muitas cinzas, não estou certo se o evento é frequente na região. Para os viajantes com pouco dinheiro eu deixaria de fazer o passeio em função do alto custo e seu beneficio não tão alto. {Dica: estávamos na cidade em dias da semana de pouca festa, no entanto para os viajantes que passarem por Arequipa na alta temporada, esse pode ser um ótimo lugar para boas festas}

 

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Saímos de Arequipa ainda pela noite e chegamos em Ica pela manhã do dia seguinte (29/12). Pegamos um taxi para Huacachina. O lugar é bastante agradável e relaxante. Fechamos um passeio de buggy pelas dunas que incluem descer algumas dunas deitado de peito sobre pranchas por algo em torno de 35 soles que considerei extremamente recomendável. Os motoristas costumam pedir propina (creio que por volta de 5 soles) para correr mais rápido pelas dunas e só são pagos depois do evento, então se você não quiser pagar não haverá muito o que ele poderá fazer. Vale a ressalva de que um protetor durante o dia e um repelente durante a noite fará da sua estadia aqui um lugar bem mais confortável.

 

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No dia seguinte (30/12) saímos rumo a Lima para em seguida ir a Trujillo. Chegamos a Trujillo pela manha do dia 31 de dezembro, véspera de ano novo. Ficamos no hostel El Mochileiro e fechamos o passeio para o dia seguinte. Passamos o réveillon em Huanchaco, local popular e badalado. No dia seguinte conhecemos algumas ruínas da região, dentre elas merece destaque a Huaca de La Luna já que além de muito grande é a única que é realmente original, pois as demais apresentam a maior parte de suas estruturas restauradas. Para o viajante com pouco tempo disponível eu dispensaria a visita a Trujillo.

 

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No dia primeiro saímos para Huaraz e chegando lá no dia 2. Hospedamos-nos no hostel Virgen Del Carmen por 50 soles no quarto privado para duas pessoas e por 15 soles no compartilhado. O local é bastante agradável com uma cobertura com uma boa vista da cidade. Conhecemos um pouco da cidade e fechamos o passeio para o Nevado Pastoruri para o dia seguinte por 30 soles, preço bastante invariável e praticamente inegociável por parte das agencias. No dia 3 fomos ao nevado com um tempo fechado, no pequeno caminho pelo qual temos que caminhar até chegar havia vento e um pouco de neve. O local merece a visita apesar do pouco tempo disponível para sua contemplação.

 

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No dia 4 saimos rumo a laguna 69, onde iríamos acampar. Como não achamos empresa que oferecesse o transporte ao parque por um valor razoável para ir em um dia e voltar em outro, optei por pegar um transporte popular (5 soles) até a cidade de Yungay que saia as 5 da manhã. Chegando a Yungay você será rapidamente abordado pelas vans que fazem o transporte até a laguna por 15 soles. A van te deixará em uma estrada de terra, o cenário surreal também pode trazer a duvida quanto ao caminho a se seguir a partir daí. Uma trilha muito visível estará presente perto da beira da estrada, no entanto se a duvida aparecer em torno de 9 horas é muito provável que os primeiros turistas comecem a chegar e bastará segui-los. Carregando roupas, comidas, utensílios de cozinha, saco de dormir e uma barraca fiz o trecho em 3 horas e meia. O caminho que é tão bonito quanto cansativo pode ser um empecilho muito grande para os que não estão em forma ou não estão aclimatados, considere isso se cogitar acampar por lá. Ao chegar a beleza do lugar deixa claro que esse será um dos marcos notáveis da viagem. Em pouco tempo os turistas deixam o local deixando eu e meu amigo livres para curtir o local com exclusividade. Montamos acampamento de frente para o lago e também cozinhamos ali, compramos propileno e alugamos o bocal para ter uma refeição quente. O lago próximo a uma geleira é bastante frio mesmo durante o verão, muitas camadas de roupa foram necessárias para dormir com algum conforto. A vista pela manhã com o tempo claro e limpo é ainda mais impressionante. Retornamos pela manhã em direção á estrada, lá esperamos por algumas horas até encontrarmos uma van que nos levaria a Huaraz por 25 soles. {Dica: para os viajantes que não pretendem acampar no local e pretendem ir e voltar no mesmo dia, fechar com uma agencia deve sair mais em conta}.

 

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No dia 6 descansamos e compramos passagem para retornar a Lima com chegada no dia 7. Em Limas conhecemos um pouco da cidade, fomos à catacumbas de São Francisco que custou apenas 5 soles e achei bem recomendavel. Visitamos também Miraflores que não impressiona, mas pode interessar para se matar uma tarde. No dia 8 pegamos nosso voo de volta ao Brasil.

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Olá Renan! Tudo bom?

 

 

Você falou que levou 2 horas para subir as Montanhas Coloradas.. o passeio que você comprou te deixava no pé da Montanha? Tenho pesquisado pois é um dos passeios que pretendo fazer e vi que o caminho ida+volta tem 14km... tu subiu correndo? Hahahaha

 

Consegue clarear minhas idéias?

 

Obrigada!

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No nosso caso eles deixaram no pé da montanha.

Antigamente era de fato os 14 km, no entanto abriram se novas estradas que permitiram que nós iniciássemos o trekking mais perto da montanha.

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olá Renan

 

Bela trip essa sua.

Por acaso vc fez alguma planilha de custos totais ou compilou as informações de alguma forma?

Poderia postar aqui pra galera?

 

Abraço

  • Gostei! 1

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Boa noite, Renan!

Primeiramente, parabéns pelo relato!! Está ajudando na montagem do meu...rs

Uma dúvida: vc sabe me informar se aos domingos funciona algum passeio em Arequipa? Ou se alguma agência encontra-se aberta?

Estou preocupado em 'perder' um dia (domingo) da viagem.

Grande abraço!

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Infelizmente não mantive nenhuma planilha de custos.

E acredito que existem passeios em Arequipa aos domingos mas não estou 100% certo.

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Renan, boa tarde! Estou indo em dezembro e pretendo acampar lá. Você alugou a barraca lá ou levou do brasil? Alguma recomendação de segurança pelos nativos? Levou saco de dormir?

Valeu!

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Boa amigo, otimo relato, estou começando a montar o meu agora! Tenho a mesma duvida dos amigos acima

Tem alguma noção de quanto gastou no total?
E a barraca que acampou na 69 foi alugada ou era sua?

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    • Por GIACOME
      Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos.
      Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos.
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      1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer.
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      O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir.
      O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru.
      1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real.
      2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos).
      3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação.
      4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas.
      5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo.
      Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.


    • Por roteiroviagemdemochileiros
      Olá Mochileiros,
      Aqui está >> O Passo a passo Roteiro de viagem Cusco e Machu Picchu 6 dias, mas antes anote as dicas abaixo:
      - Se você estiver sozinho (a) recomendo contratar o serviço da agência, pois algumas atrações ficam distantes do centro histórico e é necessário carro particular. Mas você pode tentar fechar um grupo com 4 pessoas no hostel pra rachar o táxi/carro particular. O problema é achar um guia-motorista, ou então contratar dois profissionais! Só não esqueça de que ver ruínas sem alguém mostrando o seu significado pode ser uma experiência bem frustrante. O tour pela agência ou por conta própria (táxi/carro particular + guia), vai dar quase o mesmo valor. Fica a seu critério! O que eu NÃO recomendo é fechar pacotes aqui com as agências brasileiras. 
      - Fique hospedado nas proximidades da famosa Plaza das Armas, isso porque em volta dela possui tudo: casas de câmbio, agências de turismo, lojas, cafés, restaurantes, bares, pubs, boates, etc... Para a galera Mochileira que gosta de festas e fazer novas amizades, super recomendo ficar hospedado no Wild Rover Hostels Cusco, que fica próximo a Plaza das Armas. Eu adorei !!! Selecionei também outras boas opções de hospedagem em Cusco com preço. 
      - Leve dólar: aqui no Rio não achei casas de câmbio com a moeda peruana. Não sei informar se o real é bem aceito lá. Eu levei dólar!
      - Sobre as famosas Montanhas Machu Picchu e Huayna Picchu: Não é necessário escalar essas duas montanhas para ver aqueles visuais que estamos costumados a ver na internet da cidade perdida.
      - A melhor época para visitar Machu Picchu vai de maio a setembro, pois a probabilidade de chuva é menor. 
      - Altitude: Cusco está localizado a 3.400m de altitude e alguns viajantes podem sentir algum desconforto pelo impacto do ar rarefeito em seu organismo. Conhecido como “Mal de Altitude”. Na fase de adaptação os sintomas mais comuns são dores de cabeça, náusea, tontura, respiração curta e perda de apetite. É importante fazer uma consulta médica antes de viajar, pois o médico irá indicar um medicamento. Outra dica é mastigar ou beber em chá as folhas de coca para aliviar esses sintomas, vende em qualquer lugar em Cusco.
      Anotou?! Agora Segue O Passo a Passo do Roteiro de viagem Cusco e Machu Picchu


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