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Travessia para a Venezuela por Cúcuta – Colômbia

Estava em Bucaramanga, acordei às 6 da manhã para pegar a van às 7, seguindo para Cúcuta. Foram quase 5 horas de viagem, montanhas muito curvilíneas, com um panorama muito bonito. Cheguei em Cúcuta meio dia. Cidade muito quente, estava 34 graus. Desci no terminal e peguei um táxi, expliquei a situação ao motorista, que estava indo para a fronteira e pedi para ele parar numa casa de câmbio de confiança, ele mesmo pediu para eu ficar no carro que ele ia comprar os Bolivares para mim. Dei 200.000 cop e disse que queria 200.000 bolívares. Achava que estava mil para mil, porém ele veio com 30.000 Cops de troco e os 200.000 bolívares, que seriam 200 reais. Não recomendo trocar isso tudo. Troque no máximo 70.000 e leve na doleira os dólares, dentro da calça, finja que faz parte do seu corpo e só tire para tomar banho e dormir. O táxi até a fronteira “la Parada” foi 25.000 cop. Mesmo com o motorista parando para trocar o dinheiro e deixou eu almoçar. Muito gente fina. Ele levou a minha cargueira até a imigração da Colômbia e dei minha saída. Achei tudo muito organizado, sem caos algum e seguro. Cheguei na fila da entrada da Venezuela, estava com um pouco de medo por causa da grana que estava na mochila, mas foi tranquilo. Já tinham taxistas abordando para San Cristóbal. Vi o Taxista Jonathan, uniformizado e de crachá, dizendo se eu queria fazer a viagem sozinha. Seriam 21.000 Bolivares ou 20.000 cop. Isso me passou confiança. Mesmo sendo um serviço caro para eles, para nós é realmente barato, levando em consideração que é uma viagem de duas horas até San Cristóbal, me deu muitas dicas, disse inclusive que andando de táxi sozinha a polícia para menos. Além disso, Jonathan me ajudou a comprar um chip e me colocou dentro do ônibus para El Vigía. A Polícia só parou uma vez para verificar meu passaporte. Tudo tranquilo. Neste dia estava tendo manifestação em Mérida e cancelaram o ônibus das 16 horas. Pensei na solução de ir para El Vigía e de la pegar outro táxi para Mérida. O ônibus demorou a lotar, só gente Local e trabalhadora. A única estrangeira era eu. Tentavam puxar assunto e eu só balançava a cabeça e dizia “sim” eles falam muito rápido, não conseguia entender. Na estrada tinham muitos postos de polícia, antigamente eram pedágios, mas o Chávez mandou tirar tudo, só ficou um no caminho de Mérida, por se tratar de uma zona turística. A polícia entrou no ônibus e foi direto para a minha cargueira, tremi um pouco, ele pediu para abrir, comecei a tirar minhas bolsas de roupas e ele desistiu de ver tudo, ainda bem que não olhou a de ataque. Segui viagem até El Vigía, no terminal estava tudo aparentemente tranquilo. Chegou um casal de venezolanos e perguntaram se queria compartilhar. Pagaria 20.000 sozinha numa viagem de 2 horas ou 6.600 com eles. Como o táxi era oficial aceitei dividir. No caminho mais uma parada policial. Pediram para olhar minha cargueira e eu sorri para o policial, tentando não demonstrar nervosismo. Ele perguntou: “é comida?” eu disse que não. Comecei a tirar minhas roupas de novo e ele desistiu de ver tudo e me liberou. São muitas paradas policiais, é preciso calma e por isso não é recomendado levar consigo muito dinheiro e nem muita comida, pois é rota de tráfico de alimentos, combustível e drogas. Cheguei em Mérida às 11 da noite e pedi para o motorista me deixar em qualquer hotel. A diária de um quarto matrimonial era de 21.000 Bolivares, um pouco caro, mas se trata de uma região bastante turística e moradores com um bom poder aquisitivo.

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Mérida – O início da Cordilheira dos Andes

Depois de ter chegado em Mérida quase de madrugada e ter ficado em um hotel de 21.000 bolívares, mudei de hotel para a Plaza Heroínas, em frente ao Teleférico de Mérida. Tive a dica de um amigo que se hospedou uma semana antes e se chama Luna Azul. Um quarto individual custa 7.500 bsf, não tem café da manhã, mas tem água filtrada a disposição dos hóspedes. O lugar é muito bem localizado e seguro. Recomendo muito.

Páramo

Comprei o passeio para o Páramo, custou 7.000 bsf e teriam 10 paradas, aproximadamente. É um tour de 10 horas e isso cansa a quem não está acostumado. Primeiro eles param em uma feira de artesanato para você comprar lembrancinhas, mas eu não comprei nada, depois eles vão subindo a montanha, alguns vomitam com as curvas, o motorista te dá um paninho é um spray de cheirinho bom, a pessoa que vomitou limpa e o ônibus segue viagem, depois param em uma casa de um tal de Juan, que tem a casa toda inclinada, inclusive os móveis. O ambiente é bem bonito, charmoso, com uma cafeteria e novamente o ônibus segue viagem. Depois param em uma capela de pedra, muito bonitinha, depois param em um ponto de um homem que cuida de cachorros chamados mucuchíes, que foi o melhor amigo de Simon Bolívar. Essa raça vem sendo salva de extinção graças às contribuições dos turistas e é considerado um símbolo na Venezuela. Depois era hora de subir mais a montanha e chegamos ao ponto mais alto do Páramo por estrada, que era chamado de Pico de Águila, com 4.118 metros. Visão linda, frio, muito frio. Luvas, toucas e um bom casaco térmico era mais que necessário. Após ter atingido o pico era hora de descer para almoçar. Escolhi uma sopa de legumes com carne e uma trucha a la plancha, que me fez lembrar da Trucha boliviana, porém a da Venezuela é feita com muito mais carinho. A conta no geral deu 12.000 bsf. A próxima parada era o melhor ponto de fresas com cremas (morangos com chantilly) do Páramo. Um copinho bem satisfatório era 2.000 bsf, muito barato e os morangos foram os mais doces que eu já comi. Muito natural, sem esse monte de agrotóxicos. Após ter comido a sobremesa era a hora da cereja do bolo, a Laguna de Mucubaji, estonteante, com uma vista de tirar o fôlego. Esse foi um passeio que me fez admirar os Andes Venezuelanos e o cuidado que eles têm com a sua montanha. Gostei tanto que repeti o passeio no sábado, na tentativa frustrada de conhecer o observatório de Mérida, porém frustrada com a chuva.

La Culata

Esse é um outro passeio muito interessante, que vai para o outro lado da montanha. O passeio foi 6.000 bsf e começou no zoológico Chorro de Milla. Não gosto de zoológico e, portanto não tirei nenhuma foto. Porém as crianças gostam muito e ficaram lá brincando com todos eles. Na saída do zoológico muita gente tirando foto enroscado com uma cobra e eu não via a hora de sair dali. Depois começou a parte mais interessante que é a subida da serra e uma criança já começou a vomitar com as curvas. Aquilo me deixou embrulhada o dia todo. Houve uma parada numa fazenda de trutas e mostraram as etapas do cultivo da truta. Em seguida paramos em uma floresta de uma árvore que se assemelha aos eucaliptos, porém não são, pois as folhas são mais vermelhas, linda vista, saímos sentido ao ponto mais alto de lá Culata de trator, lindo passeio, o problema foi a fumaça do trator que me fez muito mal. O ponto mais alto era um pasto, o mais lindo que se podia imaginar, com um lago bem bonito no alto do morro. Terminamos em um restaurante para almoçar. Bonito, porém o mais caro. 15.000 bsf com coca cola.

Não subi no teleférico mais alto e mais largo do mundo

A tarifa é 50 dólares para estrangeiros e uns 6.000 Bolívares para Venezuelanos. Pois bem, concordo que deve haver uma tarifa de incentivo ao turismo nacional, porém assim, tão exorbitante eu nunca tinha visto. E se é proibido trocar dólares por que existe uma atração no país justamente tarifado em dólares? Havia alguns estrangeiros de perto que conseguiam entrar com cédula venezuelana, mas não me sinto bem fazendo isso então em vez disso…

Voei de parapente pela primeira vez

Paguei 85.000 Bolívares, aproximadamente 25 dólares. Valor muito barato comparado aos preços do Rio. Aquela era a minha chance e aproveitei muito. O piloto tem 23 anos de experiência, é divertido e descontraído, se chama Geraldo. O voo durou 40 minutos e até quem é mais experiente disse que é um ótimo tempo. Já quero fazer outra vez. O nome da página dele é parapentemerida.com.

Bares legais

Frequentei na maior parte dos meus 7 dias um bar chamado La Botana. Um bar de reggae, com um ótimo atendimento e preços bem atrativos. Tocam muito reggae brasileiro, aliás eles amam brasileiros. Sinto falta de lá. Fui também no Birosca Carioca. Muito Birosca mesmo, porém depois da meia noite os outros bares fecham e vão todos para lá e a rumba começa pra valer.

Editado por RoxaneOliveira
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Mochima, a bela vila no Oriente da Venezuela

Depois de tanto bater cabeça tentando fugir de Caracas, Valencia e Higuerote, na tentativa frustrada de ir a La Tortuga, decidi ir a Mochima da forma mais mochileira possível: fazendo baldeação. E digo, apesar da boa experiência de parar por várias cidades tranquilas pelo caminho, não compensa, pois é muito demorado e corre o risco de ficar pelo caminho, procurando qualquer hotel para dormir e gastando mais dinheiro. Meu trajeto começou em Higuerote, a 2:30 de Caracas, com os seguintes trajetos:

Higuerote x San Jose – 450 bsf – Ônibus

San Jose x Río Chico – 150 bsf – Ônibus

Río Chico x Cúpira – 800 bsf – Ônibus

Cúpira X Clarines – 1.500 bsf – taxi compartilhado

Clarines x Barcelona – 3.000 bsf – taxi compartilhado

Barcelona x Puerto la Cruz – 5.000 bsf – taxi individual

Puerto La Cruz x Mochima – 25.000 bsf – taxi individual.

À medida em que eu chegava mais ao Oriente, os preços do deslocamento subiam e também era mais difícil conseguir passageiros para compartilhar o taxi. Saí de Higuerote 9:30 e cheguei em Puerto la Cruz 18:00. Fiquei esperando o taxista lotar o carro até 20:00 e nada, já estava sem dinheiro, mas não queria dormir em Puerto la Cruz, foi então que pedi o taxista para achar alguém que me comprasse 40 dólares que eu pagaria os outros lugares que faltavam no táxi, ele prontamente conseguiu com o dono do mercadinho em frente ao terminal. Negociamos a 3.500 por 1 dólar e consegui 140.000 bsf. Partimos e ele já me deixou na porta da pousada.

Mochima é uma viagem muito tranquila e barata. Consegui um quarto individual, cama de casal por 10.000 por dia, 10 reais. Muito barato. E lá já tinham 2 Brasileiros e duas francesas. Já trocamos ideia e marcamos de sair com o barco no dia seguinte. Infelizmente só fiquei 2 noites nesse paraíso.

No dia em que fizemos o passeio, fechamos com o barqueiro a 10.000 bsf cada um pelo dia de passeio pelas principais praias, fomos à Playa blanca, Manare, paramos para Fazer snorkel (os corais mais coloridos que já vi em minha vida, senti falta da Gopro nessa hora, (porém vamos de mochilão raiz, hehe). Também avistamos os golfinhos soltos no mar, saltando e fazendo aquele espetáculo, cena marcante. Na hora do almoço comemos peixes que o barqueiro pescou tranquilamente. Éramos 7 pessoas pra comer, pedimos a dona do restaurante para fritar e, acredite, o valor final ficou em 4.000 bsf. Menos de 1 real pra cada. Pagamos também o serviço da mesa e tenda. 5.000 bsf. Muito tranquilo e barato.

Volta a Caracas

Depois desses dois dias tranquilos e relaxantes, já era hora de voltar a Caracas. Peguei o ônibus noturno em Cumaná. Pense em um ônibus péssimo? Com bancos afundando? Lotado? Pelo menos tinha ar condicionado. O ônibus teve uma viagem de 9 horas com vários desembarques e paradas policiais. Não tinha mais medo, já tinha cédulas novas guardadinhas na carteira. Cheguei em Caracas às 6 da manhã. Pedi ao motorista parar no mesmo bairro onde fiquei em Sabana Grande. Como era Domingo de manhã, estava um clima de motel pós balada. As minas estavam lá no recepção com os caras. Não me importei nem um pouco. Queria mesmo era  una cama e dormir 5 horas para então partir para Los Roques.

 
 
 

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Los Roques – um paraíso não mochileiro

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Apesar de ser um arquipélago preservado, com uma vila simples, Los Roques não é dos destinos mais baratos, porém não chega a ser uma ilha como as vizinhas Aruba, Curaçao, com aqueles casinos e resorts 5 estrelas. O Carro-chefe do arquipélago é o mar azul turquesa. Dizem os mais experts em Caribe que só Maldivas chega ao Nível de Los Roques.

Tentei não incluir Los Roques no meu roteiro, visto que a passagem aérea de Caracas para Los Roques estava 275 dólares e as hospedagens na base dos 60 dólares por dia. Vi uma promoção pela Cia Albatros por 125 USD, pensei bem no saldo que eu tinha no PayPal e utilizei para a passagem. Comprei feliz, porém preocupada com o que eu ia comer lá, sobreviver. Bem, como não queria utilizar meus últimos 200 dólares que tinha em espécie, resolvi utilizar o saldo que eu tinha (por segurança) para também reservar uma hospedagem. Infelizmente, quem aceita o PayPal São os posaderos Italianos, os Roqueños não aceitam. Utilizei 180 USD do PayPal para 3 diárias na pousada Lagunita e utilizei 60 usd em espécie para 2 diárias na Casa de Sol. O esquema da maioria das pousadas é por pensão completa. Café da manhã, cava (tipo marmita pra levar na praia) e jantar com sobremesa.

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A pousada Lagunita tinha um padrão mais europeu, comida mediterrânea, requinte, quartos bem decorados. Bem recomendado para casais, enquanto a Casa de Sol tinha a hospedagem mais Simples, como se você estivesse em casa, com uma culinária igualmente espetacular, uma mistura Roqueña e mediterrânea também. Eu adorei as duas, porém o melhor custo benefício é na Casa de Sol.

Os passeios eu fiz com o Chichi, muito famoso com os Brasileiros. Um barqueiro atlético, pescador e dedicado ao bom atendimento e à amizade. Nos 4 dias que fiz passeios com ele, paguei 169.000 bsf (52 USD). E ele ia para lugares distantes como Cayo de Água, Carenero, Sebastopol, entre outras. Quanto mais dias, mais praias se conhece. A dica é conhecer os cayos mais distantes primeiro, para depois conhecer as mais próximas como Francisqui e Madrisqui.

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Los Roques é aquele destino que você vai e, depois da maravilhosa experiência, quer planejar a volta. O sentimento é assim com todos. Conversei com italianos que amam fazer Kitesurf lá e que voltam todos os anos no arquipélago, assim como argentinos, um casal maduro que já foi 7 vezes, um grupo de brasileiros no whatsapp chamado “Dicas Los Roques”, a maioria é frequentador assíduo na ilha. Então acho que não é uma ilha para se dizer: “bom eu já fui e ponto”, você vai querer voltar.

 

 

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