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QUITO – ONDE O MUNDO SE DIVIDE A MEIO (EQUADOR)

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Saudades de Ecuador.

2,3 dias em Quito?Fiquei 2 semanas e não vi tudo,há coisas para ver que nem imagina.

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As nossas sugestões são sempre de dias mínimos para conhecer o principal, não temos a pretensão de fazer roteiros aprofundados para cidades que mal conhecemos. Vivi 5 anos em Lisboa, regressei agora e continuo a encontrar coisas que não fazia ideia que existiam. Não é isso que torna viajar tão especial? Poder viver toda a vida num lugar sem nunca esgotar as possibilidades só nos mostra que o podemos fazer no resto do mundo. 

  • Gostei! 1

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Penso diferente, quando vou a um lugar,quero ver o máximo que posso,para não voltar mais ao mesmo,sim a outro,

Ex,adorei Ecuador,mas será muito difícil eu voltar ali .

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Ótimo relato, me diga uma coisa oq vc achou da segurança de Quito? Li que os táxis são perigosos, etc ? Oq vc me diz?

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    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por Murilo Pagani
      Aos poucos, o Equador começa a entrar no roteiro dos turistas brasileiros. Não sei por qual motivo, esse pequeno país localizado entre Colômbia e Peru é ignorado por muitos de nós na hora de escolher um destino na América do Sul.
      Motivos para conhece-lo não faltam: o Equador possuí uma enorme diversidade de paisagens com praias, montanhas, cidades históricas, vulcões e até parte da Floresta Amazônica; é um dos países mais baratos para viajar na América do Sul; possui boa infraestrutura para receber os turistas; e por ser um país territorialmente pequeno, viajar de ônibus é bem fácil, rápido e barato.
       
      Quito-Montañita-Cuenca-Baños
       
      Seu roteiro começa pela capital equatoriana e segunda maior cidade do país: Quito- reserve cinco ou seis dias. Antes que você pense que é muito tempo para uma única cidade, vou explicar o motivo para quase uma semana por lá: Quito serve como uma ótima base para você fazer day trips e explorar lugares super interessantes e que não estão muito longe. Alguns que recomendo fortemente que você faça esses bate –volta são: Laguna Quilotoa, Vulcão Cotopaxi e Otavalo. Todos esses passeios podem ser feitos por conta própria (acorde bem cedo no caso dessa opção) ou através de alguma agência de turismo.
       
      Nos outros dias aproveite para conhecer uma das capitais mais interessantes da América do Sul. O centro histórico de Quito é um dos mais bem preservados da América Latina e foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU em 1978. Outro lugar bastante procurado pelos viajantes é o Parque Mitad del Mundo, o lugar onde supostamente passa a Linha do Equador que divide os hemisférios em norte e sul.
       
      Após quase uma semana na altitude de Quito, é hora de baixar ao nível do mar rumo a Montañita- um lugar para curtir praia, sol, surf e muitas festas. Esse pequeno vilarejo é o point dos mochileiros que viajam pela América do Sul. Muitos inclusive se apaixonam pelo lugar e ficam muito mais tempo que o planejado.
      De Quito não há um ônibus direto para Montañita. Para chegar até lá você terá que ir até Guayaquil e depois pegar um ônibus até a cidade a beira mar.
       
      Dica: de Quito a Guayaquil são aproximadamente nove horas de viagem, faça esse trajeto durante a noite. Você economizará uma diária de hospedagem e poderá pegar o primeiro ônibus de Guayaquil a Montañita.
       
      Além do dia da chegada em Montañita, reserve outros dois dias inteiros para curtir o lugar.
       
      Após os dias de sol e água fresca a próxima cidade do roteiro é Cuenca. Esse dia será praticamente perdido pela viagem. Saia cedo de Montañita e volte para Guayaquil. Em Guayaquil há muitas saídas durante todo o dia até Cuenca, o percurso demora aproximadamente cinco horas.
       
      Separe dois dias inteiros para conhecer Cuenca e arredores. A cidade histórica é bem preservada e vale a pena passar um dia todo caminhando pelas ruas antigas, conhecendo alguns museus, igrejas e outros lugares.
      No segundo dia você pode ir até o Parque Nacional El Cajas, que está apenas a 33 quilômetros de Cuenca. Passe o dia conhecendo esse parque que possuí grande variedade de fauna e flora, retorne para Cuenca no fim do dia e organize suas coisas para seguir viagem no dia seguinte.
       
      A última cidade a visitar no Equador será Baños, uma pequena cidade rodeada por vulcões, com ótimas opções de atividades outdoors e excelente infraestrutura para os turistas. Aproveite três dias inteiros na cidade e não se arrependerá. Alugue uma bicicleta e percorra a famosa Ruta de las Cascadas, conheça a Casa del Árbol com o famoso balanço do fim do mundo, relaxe nas águas termais em alguma das diversas opções que há por lá.
       
      Baños também é a porta de entrada para quem quer explorar a Amazônia equatoriana, mas para isso você precisará de mais dias no seu roteiro. A cidade possui inúmeras agências que oferecem diversos passeios- vale a pena pesquisar antes de fechar negócio.
       
      Dica Extra: Está com mais tempo e dinheiro disponível? Inclua o arquipélago de Galápagos no seu roteiro.
      Esse lugar com valioso ecossistema foi de grande importância para que o naturalista Charles Darwin construísse a sua teoria da evolução e a obra A Origem das Espécies.
      Atualmente, o governo equatoriano tenta controlar o turismo desenfreado sobre as ilhas cobrando altas taxas de ingresso e limitando a entrada de pessoas.
      Devido ao seu enorme potencial turístico, nas últimas duas décadas o número de visitantes na ilha quadriplicou. Sem dúvida nenhuma, caso não seja feito um turismo sustentável e consciente, algumas das espécies encontradas apenas nessa região sofrem sério risco de entrarem em extinção.
       
      Post originalmente publicado no meu blog. (http://www.voltologo.net/roteiro-de-15-dias-no-equador/)
    • Por uzitour
      [creditos]Esse relato faz parte do site "Uzi Por Aí". Tentei fazer uma compilação das partes mais importantes, ou seja, as principais informações[/creditos]
       
      Vacina da Febre Amarela
       
      Como tudo que é ruim pode piorar, para entrar no Equador é obrigado estar vacinado contra a febre amarela. Eu havia me vacinado em 2008 e como a validade é de 10 anos, não havia necessidade de tomar outra, acontece que eu não tinha o comprovante e sem isto, não dá para tirar o documento que comprova a imunidade, o qual pode ser exigido ao desembarcar no país.
       
      O médico me fez uma prescrição e eu fui ao Hospital Emílio Ribas em São Paulo. A burocracia lá foi tanta que eles não aceitaram me aplicar a vacina. Fui então ao Hospital das Clínicas e lá pude tomar a injeção rapidamente. Na mesma hora me deram o Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela expedido pela Anvisa.
       
      Um dia depois tive como efeito colateral uma febre muito forte, mas que fazendo uso do Buscopan passou em dois dias.
       
      Do Aeroporto ao Centro
       
      Viajando pela Tame, companhia aérea que tem voos diretos entre Brasil e Equador, cheguei ao novo e único Aeroporto de Quito que fica muito longe do centro, cerca de 80 minutos.
       
      Logo no desembarque, avistei o estande, onde se pode comprar a passagem do Aero Servicios, bus executivo que leva o turista até o antigo aeroporto (que agora funciona como se fosse uma rodoviária), localizado no meio da cidade. O ticket custa 6 dólares.
       

       

       
      aeroporto de quito para o centro
       
      Estande para comprar a passagem do Aero Servicios.
       
      como ir do aeroporto de quito para o centro da cidade
      Ônibus do Aero Servicios, com ar condicionado e wifi.
       
       
      Há uma opção mais econômica para se chegar ao centro. Um pouco mais à frente da plataforma onde fica o Aero Servicios, há um ponto de ônibus coletivo que leva o turista até o Terminal de Rio Coca pela bagatela de 2 dólares.
       

       
      Os Táxis
       
      Tanto o aeroporto antigo quanto o terminal possuem estações de Trolebus, transporte público que abarca toda a cidade, mas depois de uma viagem longa a um país de terceiro mundo desconhecido, o melhor mesmo é pegar um táxi, que é muito barato por lá. Dificilmente a corrida custará mais de 3 ou 4 dólares. Você só precisa insistir que o motorista ligue (prenda) o taxímetro, pois alguns querem dar valores mais altos quando percebe que o passageiro é turista.
       
      Onde Ficar
       
      Centro Histórico ou Mariscal? Estes são os dois bairros preferidos de quem vai passear em Quito. O Centro é lindo e cheio de história, tanto que foi o primeiro a ganhar da UNESCO o título de Patrimônio da Humanidade. Mas apesar de ser onde se concentram os museus, as lindas construções coloniais e as demais atrações culturais, o Centro Histórico fica meio deserto à noite, o que acaba lhe deixando perigoso.
       

       
      Já no Mariscal a noite é extremamente movimentada. Os restaurantes ficam aberto até mais tarde, as baladas varam a madruga e os karaokês enchem, isto porque os equatorianos são fãs de karaokê, por lá ainda é moda.
       
      O ruim do Mariscal é que por ser reduto dos estrangeiros - tanto que é conhecido como "gringolândia" - não há muita interação com os nativos, na realidade até parece que você está em outro um país, um que não tem nada a ver com o Equador. Então dependendo do tipo de turista que você é, o Mariscal poder deixar a desejar, sem contar que os preços por lá são mais elevados e as baladas podem incomodar quem quer sossego.
       

       
      Por sorte, eu não fiquei em nenhum desses bairros, mesmo sem planejar acabei hospedado em um bairro residencial que ficava próximo dos dois. Hospedei-me por meio do Airbnb, numa casa em que a proprietária, Yadi, cuida bastante dos seus hóspedes.
       
      A diária custava 17 dólares para um quarto com cama de casal e com vista para os Jardins de Circaciana, que fica em frente à estação de Trolebus El Cólon.
       
      Após se cadastrar, dê uma olhada na casa de Yadi, de verdade acho uma excelente opção, pois Yadi e sua família são muito receptivos, além do que, por ter sido ela professora de espanhol por muitos anos, ela fala de forma bastante clara, um espanhol totalmente compreensível.
       

       
      Atrações
       
      Como não poderia ser diferente, usei o primeiro dia para andar pelo Centro Histórico, onde a maioria dos pontos turísticos se encontram.
       

       
      Quase ao lado do prédio Presidencia de la República está o Centro Cultural Metropolitano, no qual sempre há exposições de arte e atividades culturais. Como era o mês dos finados, as artes expostas diziam respeito aos mortos. Uma curiosidade sobre o Equador é que eles realmente levam a sério o dia de finados, estendendo a data pelo mês inteiro.
       

       
      Alguns metros depois do Centro Cultural cheguei à famosa igreja Companhia de Jesus. Ao vê-la por fora não achei muita graça, porém, assim que paguei os 2 dólares do ingresso e entrei, tive uma grata surpresa. De longe foi um dos templos mais bonitos que já vi. Toda a madeira do seu interior é banhada a ouro, o que faz os olhos de qualquer um brilharem.
       

       
      Como igreja é uma coisa que não falta em Quito, olhei no mapa e fui atrás da Basílica do Voto Nacional, a qual também é parada obrigatória.
       

       
      De repente o tempo mudou e a minha saúde se abalou. Entrei no primeiro KFC que vi pela frente. É curioso como a rede KFC é popular por lá, enquanto que o MC Donald's pouco se vê. O Equador é um dos únicos países que assim como Brasil comem feijão todo o dia, a diferença é que o feijão equatoriano é imenso.
       
      Lá fora a tempestade caia forte. Raios, trovões e relâmpagos. Assim que a chuva deu uma diminuída, voltei a andar pelo Centro Histórico com uma nova fotografia. Com o tempo fechado, parece que o branco das construções ganhavam mais vida.
       
      A impressão que tive foi que a chuva havia limpado a cidade. O que ocorre é que em Quito há vendedores ambulantes de tudo que se possa imaginar. Desde gelatina a pen drive, de meias a papel higiênico, o qual custava 1 dólar. Tanta gente vendendo deixa a cidade visualmente poluída.
       

       

    • Por Liza_sp
      Nunca fiz relatos, mas como todas as informações que me ajudaram tirei daqui talvez meu relato ajude alguém ou não porque eu não planejo viagens, compro a passagem, reservo a primeira hospedagem e vou. Não incluí a Galápagos por motivos de $.
       
      Tentei resumir ao máximo, quase sempre sem sucesso
       
      1º dia - 31/10/2015 - Ida
      Sábado embarquei às 6:50h, por algum motivo assim que cheguei ao aeroporto de Guarulhos senti um enjoo muito forte e também muita dor de cabeça, pode ser porque não dormi ou algo que comi, mas a viagem não foi boa. O voo linha escala em Lima. No voo de Lima a Quito continuei muito mal mas sobrevivi.
       
      Chegando no aeroporto de Quito o ônibus que leva ao aeroporto Velho de Quito que é mais próximo de centro fica logo à direita, não tem erro, mas como a viagem de ônibus seria longa preferi ir de táxi o que custou U$27.17. Li que fora do terminal é mais barato mas tenho minhas dúvidas, são 42km de distância e não usam taxímetro a menos que a gente insista muito, nem quis tentar porque eu estava muito mal. Estava chovendo e foi quase 1h de táxi até o hotel. Descansei por umas 2h e saí para andar um pouco e comer. Eram umas 17:30 e me espantei com o frio, bem maior do que eu esperava, 8ºC e nem era noite ainda.
       
      Em Quito fiquei hospedada no Hotel Real Providência, muito bem localizado, ao lado da Praça Santo Domingo e a umas duas quadras da Plaza Grande, eu não planejei quase nada da viagem, o hotel era bom, mas não valia o preço, valeria muito mais ficar numa pousada ou hostel mas não sabia o que me esperava, de longe o maior gasto da viagem foi este hotel.
       
      Na Plaza Grande e me espantei com a escuridão mas dei umas voltas e quando voltei as luzes já estavam acesas e rolava um show ao vivo bem animado, música local muito boa, pessoas dançando, bem divertido, todos os dias passei por lá sempre tinha alguma coisa acontecendo.
       
      Jantei em uma lanchonete próxima a Praça Grande por R$4,50.
       
      Passei em um mercado para comprar itens básicos que nunca trago e imediatamente me arrependi tudo muito caro... creme dental por U$4 o hidratante mais barato por U$6... Mas o problema sabemos que é a desvalorização do Real, um ano atrás eu teria achado tudo bem barato.
       
      Como estava muito frio e ainda estava mal fiquei mais uns 15 vendo o show na Praça e fui dormir.
       
      Dia 2 - Mitad Del Mundo, Templo do Sol e Vulcão Pululahua
       
      Acordei com dor de cabeça e enjoos novamente então decidi ir à Mitad del Mundo que imaginei ser algo mais leve. Meu senso de direção se provou pior do que nunca pois peguei 4 ônibus errados quando enfim consegui uma informação correta peguei o certo e cheguei ao terminal La Ofelia onde peguei mais um ônibus para a Mitad del Mundo. Os trólebus custam U$0.25 para entrar nos terminais espalhados pela cidade, nos demais ônibus o cobrador passa e te fala o valor paguei de U$0.10 a U$0.40.
       
      Chegar lá é ridiculamente fácil, pegar trólebus sentido norte, descer na Parada La Y, pegar ônibus na mesma parada La Y para La Ofelia, isso custa U$0.25. No terminal La Ofelia pegar um dos vários ônibus para a Mitad, na volta é só fazer o inverso, nesse último trecho me cobraram U$0.20 na ida e U$0.40 no retorno. O primeiro erro foi ir sentido sul e quando finalmente fui para o norte eu desci no terminal La Y e não na parada La Y, o lado bom é que rodei a cidade inteira de ônibus e já fiquei sabendo onde ficava tudo.
       
      Na Mitad del Mundo o ingresso básico que não dá direito a algumas atrações custa U$3 e o completo custa U$7.50 comprei o completo. Na bilheteria da falam para começar pelo planetário, fiquei 15m na fila e fui fazer outras coisas porque a fila estava enorme e não andava.
       
      O primeiro Pavilhão que fui foi o Guayasamin e já fiquei encantada por esse artista que nunca tinha ouvido falar (pensava eu), tem poucas obras mas é um estilo obscuro que eu amo, mesmo não sendo chegada a artes e museus.
      No Pavilhão Equador tem umas fotos legais, no dos Ninos obviamente só brinquedos para crianças, no Pavilhão da França tem um exposição sobre a missão geodésica, no Pavilhão do Sol fotos e informações sobre Cuenca e Guayaquil.
       
      Só me pediram o comprovante de entrada no Monumento que é tem legal, vários experimentos, mas lotado de crianças correndo para todos os lados, gritando, empurrando, era domingo, num dia tranquilo teria ficado um bom tempo lá dentro, mas nessa situação saí rapidinho.
       
      Resolvi almoçar lá dentro da Mitad, mesmo certa de que seria caro, esperando que a comida fosse boa, minha certeza se concretizou, foram U$11 no almoço, já a esperança não se concretizou, uma sola se sapato estaria mais macia que a carne... mas eu precisava comer. Em frente à Mitad del Mundo, do lado de fora, tem um complexo de lanchonetes bem simpático, com Subway inclusive, mas preferi comer comida mesmo (arroz, carne).
       
      Dentro do complexo tem vans a cada 15 minutos que levam para o vulcão Pululahua por U$2.99 mas tem cartazes informando que é melhor de manhã por causa nos nevoeiros. Mesmo já sendo tarde fiquei com vontade mas ainda tinha que ir ao Planetário... chegando lá um segundo de felicidade por não ter fila, durou 1s porque eu percebi que fila estava dando a volta, esperei mais uns 10m, dei uma espiada pela porta de saída e resolvi ir embora, pelo que vi pela porta da saída não tinha nada demais e pelo que li na internet não perdi nada.
       
      Quando fui lá não sabia que a verdadeira Mitad del Mundo fica a 200m dali, ainda bem que não sabia, depois me falaram que é bem legal mas já eram 15h e peguei um táxi por U$5 e fui para o Templo del Sol.
       
      Chegando lá surpresa! É próxima a cratera do vulcão Pululahua, fazia um frio de doer, quem quiser ver o vulcão tem mesmo que ir de manhã, não dá para ver quase nada... achei bem surreal, nunca tinha ido num vulcão, fica a 4km na Mitad del Mundo e a medida que o táxi sobe dá a impressão de que o tempo virou, mais pro fim do dia eu achava que em Quito deveria estar super frio mas quando estava voltando a medida que descíamos para Quito o tempo se abria a sensação é de poder tocar na névoa, muito legal. Como o Templo fica ao lado poderia ter ido de van e pago U$2.99.
       
      No Templo Del Sol a primeira impressão não foi boa, o ingresso foram U$3 e só tinha um menino correndo pra lá e pra cá como uma galinha sem cabeça e falando que estava cheio para esperarmos. Cansada de esperar no frio de doer entrei e já me encantei, muito especial o lugar... revirei o lugar sozinha e no terceiro andar tem várias obras do artista Ortega Maila, dono do Templo, lindas... de sentar e ficar admirando.
       
      Vi tudo e uma hora depois que cheguei finalmente começaria o tour e era o mesmo menino faz tudo que estava no comando. A má impressão passou na hora, ele explicou sobre o Templo, fez experimentos com o ovo e outros sobre o equilíbrio... de repente entra uma moça chamando que o artista começaria sua demonstração e que tínhamos que subir...
       
      Bem, no restaurante na Mitad del Mundo um artista fez uma dessas demonstrações de pintura e eu subindo só pensava estou com dor de cabeça, a névoa e o frio estão ficando mais intensos, ninguém tem tempo pra isso, mas não tinha opção.
       
      Pois o cara foi um show a parte, praticamente um animador de auditório, fiz uma pintura linda com as mãos em 5m, uma das coisas mais lindas que já vi... se eu tivesse ido ali só para aquilo já valeria. Serviu chá de coca e empanadas... distribuiu para todos um gota de essência de coca e umas gotas de óleo de coca e maconha... pelo que disse era a cura para todos os males, pois eu passei o óleo na nuca, pescoço e ombros e fiquei vendo o cara interagir com as pessoas. De repente eu percebi que não estava sentindo mais nenhuma dor... ou o óleo era mesmo milagroso ou foi o poder da sugestão no nível 1000.
       
      Continuamos o tour o menino fez mais um ritual que achei demais... ficaria ali dias se pudesse lugar mágico.
      Quando ele acabou o ritual eu perguntei pelo óleo e só era vendido no outro prédio. Era perto mas já eram 18h e já não dava para ver um metro a frente e não fazia ideia de como descer para Quito sem ônibus. Mas eu amei o Templo, muito mais legal que a Mitad Del Mundo.
       
      Próximo a entrada do vulcão tinha uma van cobrava um dólar até a Mitad del Mundo. Apesar de tomar cuidados de segurança, sendo mulher e viajando sozinha às vezes me encontro em situações em que eu penso, dessa eu não escapo... O motorista me mandou sentar na frente com ele e em certo ponto um passageiro fala: - Você vai me deixar na porta de casa! ; o motorista olha bem para a minha cara e fala rindo: - Você eu vou levar até a cama... Eu não sabia se ele respondeu para o homem, se falou pra mim, só sei que a cada passageiro que descia eu gelava mais um pouco rs em retrospecto eu morro de rir, porque o cara fui super simpático, me deixou do lado da rua que voltava para Quito, parou o ônibus pra mim, mas foram momentos de tensão rs .
       
      Da Mitad peguei um ônibus para Lá Ofélia e desci antes, num Shopping chamado El Condado, comprei um chip pré pago por U$4.48 na CNT Ecuador, vendedor nada simpático, não entendi nada, atendimento monossilábico, mas saí dela com internet. Passei no Radio Shack e comprei um adaptador, jantei e fui pegar o Ônibus para La Ofélia, achei o shopping bem bonito e bem servido de lojas, mas em dólar mal olhei para os lados.
       
      Chegando no terminal La Ofelia uma fila enorme para pegar o ônibus sentido sul. Uns 10m depois um segurança grita que não teria mais ônibus naquele dia... não entendi nada mas todo mundo saiu do terminal e eu fui atrás. La fora um taxista me explicou que o último ônibus sentido sul sai às 20h, fui de táxi e a corrida do terminal la Ofélia ao Centro Histórico custou U$10.
       
      Continua...
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

    • Por thiagoluizalves
      Prezados, segue agora série de posts referentes a minha viagem para o Equador em março.
      Dúvidas, podem me encaminhar e-mail para [email protected] ou por aqui mesmo!
      Obrigado.
       
      Postagem original c/ fotos: http://www.mundodesbravo.com.br/post/67/1/equador-48h-em-quito
       
      QUITO
       
      #Saindo e Chegando Cheguei em Quito já passava das 20h e necessitava chegar na casa do meu amigo. Porém não é tão fácil assim. Além de ser longe do aeroporto (aproximadamente 35km do centro) estamos em um país onde moeda oficial é o dólar americano. Então, um taxi seria a opção mais cara. Logo, optei em pegar o transporte executivo em ônibus com ar-condicionado, novo e com wi-fi (funciona pelo menos o whatsapp). O curso do trajeto é de 8 dólares (40-60 minutos) porém se você comprar ida + volta ganha um desconto. A volta não precisa ter uma data definida, você só precisa usar em até 1 ano. O ônibus executivo sai do terminal a cada 30 minutos aproximadamente e te leva diretamente, para o antigo aeroporto de Quito, localizado na zona sul da cidade (esse antigo aeroporto está em obras e sua pista servirá como um parque para comemorar a independência do país). A @AeroServicios funciona 24 por dia nos 365 dias do ano. Saindo da área de desembarque, o balcão estará localizado a sua direita. Mais informações, só entrar no site da empresa. Para regressar, é o mesmo esquema. Você vai até o aeroporto antigo na zona sul de Quito e o procedimento é o mesmo. No antigo terminal só trabalha a empresa Aero Servicios, não tem erro.
       
      #Dica Se for de dia, não aceite pegar os taxis logo na saída do aeroporto antigo, pois eles abusam no preço. Como Quito tem uma grande gama de taxis e existem aplicativos, saia do terminal, atravesse a avenida (bem tranqüila) e espere um taxi sair. Em Quito há taxímetros, porém os taxis credenciados no aeroporto, os valores são combinados com o motorista.
       
      Após a novela mexicana, os próximos 2 dias serão inteiros em Quito. Fiquei na casa de amigos então o clima foi outro... Clima de descanso, já estava um pouco cansado dessa vida de nômade. Acredito que nem era o fato de voltar ao Brasil, mas sim ficar a cada 5 dias mudando de uma cidade para outra. Há, cheguei numa segunda bem tarde, já perto das 21h.
       
      #Dia 1 Acordei cedo e fui logo providenciar um chip de celular colombiano para estar conectado em toda minha estadia no Equador. Fiquei hospedado ao lado do parque La Carolina (Av. Amazonas), região classe média alta de Quito. Seguindo no sentindo norte do parque La Carolina, há um centro comercial Inaquito (Shopping). Tomei meu café da manhã no Burguer King e logo em frete fui até a operadora de celular subsidiada pelo governo, a CNT (https://www.cnt.gob.ec/), onde fiquei sabendo que era a melhor opção custo/benefício no país (algo como 6 dólares o pacote de dados com whatsapp liberado). Após estar com chip em mãos, voltei para o apartamento e fui almoçar com meu amigo próximo do nosso destino.
       
      @Parque La Carolina Um dos maiores parques ao ar livre de Quito, o parque La Carolina destaca por ampla área verde, área para prática de vários esportes (pista de corrida, campo de futebol e etc) como também de atrações turísticas: Museu de Ciências Naturais + Vivarium (estilo o nosso Butantã – viveiro para cobras e outros répteis) + Jardim Botânico + um avião DC3-Douglas. O parque fica mais cheio durante a noite para prática de esportes, para os donos levarem seus cachorros para correr e socializar. Aos finais de semana, ponto certo para encontro da família. Eu particularmente AMEI esse parque. De todos os lugares que conheci em Quito, é o meu favorito!!
       
      #Dica No lado leste do La Carolina, você encontra uma região mais moderna, agitada e rica da cidade. No encontro da Av. Republica de El Salvador (paralela ao parque) com Av. Portugual, você encontra na esquina um Juan Valdez e em frente o sushi Kobe Express (uma delícia!) Comi lá e você paga por peça - e é barato. Para não pagar mico como eu, primeiro vá ao caixa e faça seu pedido + pagamento. Já eu, sentei na mesa e fiquei esperando o garçom passar para me atender, porém demorei horas até descobrir que não era assim! HAHAHA.
       
      @TelefériQo Antes de mais nada, quero dizer que Quito tem tempo instável e fechado como Bogotá, coisas de cidades nos altos dos Andes. Em questão de minutos, o sol lindo ensolarado a pino muda para neblina, chuva e dilúvio. E foi assim que passei subindo o teleférico. Saímos do centro comercial e tomamos um táxi até a base inicial do passeio. Táxi em Quito é mega barato. Uma corrida de 5-7km ou mais, não passa de 1-2 dólares. Custando aproximadamente 10 dólares a entrada, subimos até a Cruz Loma (4000m acima do nível do mar). Logicamente temos uma linda vista de Quito! (#SQN) Também, em tempo bom, é possível avistar o Vulcão Pichincha. Infelizmente enquanto subíamos no teleférico (mais ou menos 7-10 minutos o trajeto) o tempo fechava e quando chegamos no pico, aproveitamos somente uns 5 minutos a vista. Já lá no alto há uma boa estrutura com banheiros, tendas e loja de souvenir, porém tudo meio Silent Hill, sabe? Nem fui averiguar se estava aberto. Então, já que não adiantava ficar olhando pra neblina sobre Quito, fomos conhecer o parque. Na verdade a área é extensa... Aos finais de semana é possível andar de cavalo e também é um dois points preferidos dos quiteños para um bom piquenique com família e amigos. Infelizmente (ou não), preciso achar uma desculpa e voltar em tempo bom. Na descida da Cruz Loma, além do TelefériQo, há uma parque de diversões, chamado de Vulqano Park. E consigo chegar de ônibus até lá? Sim! Existe um ônibus que sobe até o ponto inicial do TelefériQo, porém só o usei na volta ao centro. Custa um dólar.
       
      @Centro Histórico E a noite foi dia de conhecer o centro histórico. Como todo centro histórico, não tem chance para asfalto. Chão de pedra batida, paralelepípedos altos e ruas estreitas. E conhecer esses sítios pela noite tem seu charme. Na verdade eu fiz um percorrido, sem ligar muito para “onde eu estava e o que era”. Estava curtindo a noite e o passei com meu amigo colombiano que vive há um ano em Quito. Lembro que comi coisas deliciosas na rua, algo como um amendoim com sal. E a movimentação é a mesma que qualquer capital e seu centro. Lembro que passei pela La Ronda para averiguar um passeio para o vulcão Quilotoa.
       
      @Cafe Mosaico Terminei o dia nesse ótimo café/restaurante com uma maravilhosa vista de quito pela noite. Localizado aos pés do morro Itchimbía, o café esta aberto desde o horário de almoço até a janta e é especializado em comida grega, americana e equatoriana. Cafés, cervejas e sucos também são oferecidos. Sobre o preço: nada fora do usual, só pela vista da cidade (parte histórica) já vale a pena. Para ver fotos, horário de abertura e cardápio, clique aqui!
       
      #Día 2 Nesse meu segundo full day em Quito, segui uma opção de roteiro que o guia Lonely Planet Ecuador indica. Na verdade não segui ao pé da letra, mas conheci os seguintes pontos do próprio centro histórico que percorri anteriormente à noite:
       
      @Plaza Grande A principal e mais famosa praça de Quito. Todo entorno da praça é repleta de prédios históricos, como também, a catedral municipal.
       
      @Palacio Arzobispal Hoje funciona como uma galeria com inumeras opções de café da manhã e lanches variados. Dentro, há caixas eletrônicos e outros tipos de comércio. É onde o povo se encontra pra conversar, engraxar o sapato e tal. Tomei café da manhã ali e achei fraco e um pouco caro pelo serviço prestado.
       
      @Cathedral Mais do mesmo. Grande igreja, com decoração de época, com inúmeras representações dos últimos passos de Jesus Cristo. Aqui vale a visita para ver a tumba do famoso Mariscal Sucre, um dos lideres da independência de Quito. Mas não se esqueça de achar o famoso quadro da santa ceia, onde Jesus e seus apóstolos saboreiam um delicioso Cuy (porquinho da índia estilo andino, rs).
       
      @Palacio del Gobierno Um dos lugares que mais gostei de visitar. Na verdade é a o palácio presidencial do Equador, é onde o Presidente trabalha. Linda arquitetura e ótimo passeio guiado. Para participar do tour dentro do palácio – logicamente por alguns cômodos – é necessário comparecer previamente num guichê existente do lado esquerdo (calle Espejo) para deixar um documento com foto (deixei minha identidade) para cadastro e reserva de horário. Visitas a cada meia hora até 13h e após a cada hora até as 16h. O passeio é super bem guiado, passando antes por um sistema de vistoria e raio-x, em alguns cômodos importante, como o salão de festas, de reuniões presidenciais e até sala onde estão expostas fotos do antigos presidentes e presentes recebidos por outros chefes de Estado. Também localizado na Plaza Grande.
       
      @Casa de Sucre Como eu adoro saber um pouco da história local, visitei essa casa/museu (século XIX) onde o famoso Mariscal Sucre viveu com sua família. Na visita, gratuita, é possível caminhar por todos os cômodos e conhecer um pouco mais de sua história, como também sua relação com Simon Bolívar, um amigo muito próximo e braço direito no processo de independência do Equador – como também de outros países sul-americanos em domínio dos espanhóis.
       
      @Museo de La Ciudad Sem dúvidas um must-see na cidade de Quito. O museu simplesmente conta, de uma forma bem bacana e iterativa, a história da construção da cidade de Quito ao longo dos séculos. O museu antigamente abrigou em séculos passados um hospital San Juan de Dios, e hoje é considerado o edifício mais antigo da cidade. O ambiente, conta com uma bacana cobertura, um ambiente para as crianças soltarem a imaginação e no centro do edifício há um alinda fonte, marca registrada em casas coloniais. A entrada e paga, porém vale cada centavo. Quando eu fui, eles estavam montado palco para alguma apresentação.
       
      @La Compañia de Jesus Mais famosa igreja da cidade e mais bonita segundo os próprios quiteños. E sem dúvidas é, pois a igreja tem todo seu interior folheado a ouro! Além do mais, em tornos dos pilares há inúmeras simbologias que remetem ao antepassado indígena, como flores e frutas. A entrada é paga (3 dólares) porém o tour é gratuito em espanhol e inglês. É um espaço realmente para ser deslumbrado de tão lindo!! Não é possível tirar fotos, mas jogue no Google que não faltará opções.
       
      @Plaza Santo Domingo Ampla praça, toda com chão em pedra polido e o bacana dessa praça que em cada lado dela há um ponte do trólebus e fica a uma quadra do La Ronda.
       
      @La Ronda Famosa rua de pedra da cidade da cidade. Nela você encontra restaurante, bares que vendem a tradicional bebida chamada Canelazo, posto policial, agência de viagens e bela arquitetura. Foi aí que estive na noite anterior e volte no dia seguinte para fechar o pacote para o Vulcão Quilotoa. A rua mantém características do século XVII e respira arte, servindo palco para pequenas apresentações de teatro e música. Ótima pedida!
       
      @Basílica del Voto Nacional No lado norte do centro histórico, já no final e no alto de um morro, é uma enorme igreja em estilo gótico datada de 1926. Simplesmente é uma obra linda externamente e internamente, pois o seu salão para cultos é enorme! Mas a principal atração e subir nas suas enormes torres (escadas do tipo marinheiro e minisculas + longa escadaria) para avistar do topo a cidade de quito! O bacana que você passa por detrás do relógio e fica pertinho dele. Alguns andares mais abaixo do topo, você encontra um restaurante/café com linda vista!
       
      #Conclusão Foi muito tempo para muita coisa a ser vista. Faltou conhecer o famoso museu do aclamado artista plástico Guayasamín como também conhecer outros parques e a famosa praça moderninha e palco da juventude com bares e restaurantes, a praça Foch no bairro mochileiro Mariscal. No geral achei Quito uma capital organizada, povo um pouco mais fechado que os colombianos mas mesmo assim educados e amáveis porém em todo lugar que você percorre você continua se questionando se realmente você está numa cidade grande, pois em sua maioria tudo é muito simples. Claro que tive problemas de segurança (falarei depois sobre o tema), porém é uma cidade (como todo país) onde se é possível encontrar uma calmaria e fugir um pouco do borburinho de grandes cidades, como é o caso de Buenos Aires e Santiago. Não é a toa que a maior cidade do país não é Quito, mas sim Guayaquil. Hasta luego!


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