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Silvana_23

Belém - PA nov2017

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Belém – PA 18 a 22 de novembro de 2017

Chegar de avião em Belém já é bem interessante: imensidão de rios!!!

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Deixei a bagagem no hostel (Grand Hostel Belem) e fui caminhando até a estação das Docas ver o pôr do sol. Foram uns 10min de caminhada pela avenida do hostel, mas é um lugar perigoso para caminhar à noite, à tarde ainda tinha movimento do comércio, mas precisa caminhar como quem vai ao centro de São Paulo, sem dar bobeira. Tomei sorvete carimbó: sorvete de castanha do Pará com doce de cupuaçu!!! Amei!!! Comi no Amazon cervejaria (queijo marajó) e cerveja cupulate. Os pratos eram caros e não estava com fome...por isso comi só o queijo que também era muito para quem vai sozinha. Voltei para o hostel de taxi.

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19/11/17:  Dormi muito mal no hostel, toda hora chegava alguém, uma pessoa roncava e o ar condicionado estava forte...senti frio ...

Acordei às 8h cansada...tomei café e fui andando em direção à praça princesa Isabel. Passei pela feirinha da praça da república, fiz a visita no Teatro da paz. Peguei começado, mas valeu! Começava às 9h, perdi uns 10 min... O piso na entrada tem formato da cruz suástica que significa paz, acredita! Infelizmente está mais associada ao nazismo que à paz...

As classes mais ricas ficavam embaixo. No último andar ficavam os servos, nem tinha cadeira para eles...

 

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Tirei fotos da praça da república e fui andando em direção à praça princesa Isabel...parei no caminho pois era uma região esquisita, sem calçada... fiquei com medo...perguntei numa barraca de tapioca e indicaram pegar ônibus... No mapa parecia fácil chegar caminhando, mas nada como quem conhece para falar...

Peguei o barco até Ilha de Combu (R$:5,00). Parei no Saldosa maloca (o restaurante sobre o qual havia lido) a ilha em si não tem muita coisa, você precisa ir já sabendo onde quer descer...o legal foi ver pé de cacau e de cupuaçu. Suco de taperebá..(=cajá). No Saldosa, tem algumas atividades como tiro ao alvo, rapel na árvore gigante...escalada...tudo bem simples e caro.

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Almocei arroz com jambu (verdura) e camarão, pirarucu fresco e purê de pupunha (pupunha parece uma castanha portuguesa mas tem gosto de milho

Depois de voltar de barco para a Praça Princesa Isabel, peguei uber para Mangal das Garças que é um lugar bonitinho, tem um restaurante e um mirante para o rio que para mim foi o lugar mais gostoso do parque. As garças são muito bonitas, parecem esculturas...

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O chato é em todo lugar falarem...é deserto, melhor não ir andando... então esta foi a viagem em que menos caminhei....

20/11/17: dia da consciência negra. Não é feriado aqui em Belém.

Caminhada do hostel até rodoviária valeu a pena. É um lugar movimentado, bem diferente de ontem. Caminhei pela Av Nazaré até o final, depois ela muda de nome e logo chega na rodoviária. Total de 1h com parada no supermercado e fotos na basílica. Parei na basílica de Nazaré e como estava começando uma missa fiquei. Comprei uma fitinha e fiz 3 desejos.

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Onibus para mosqueiro: empresa condor ou coopetran 11,00. Fui de coopetran 10:15 (é a que saiu primeiro). Tem para voltar a cada 30 min e a viagem dura 2 h. Me indicaram descer na praia do chapéu virado que é onde tem mais movimento.

 

Demorou 2h até chapeu virado. O cobrador que ia me avisar desceu antes!!!! Ainda bem que eu tinha celular e deu para ver no maps quando cheguei. Tem vários quiosques, parei no Lambretta 62 que tinha cara boa e toca mpb. Pratos são para 2 pessoas, mas faz 1/2. Comi o tal filhote grelhado. Gostei desse peixe e o dono é muito atencioso, é de Curitiba.

Fiquei encantada com a praia de rio!!! Tem ondas, areia, mas é rio! Do outro lado está a Ilha de Marajó.

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Caminhei 1 h até a vila, onde fica a rodoviária...pensei que poderia ter algo interessante...mas só passei calor. Tem uma praça mas nada q valesse tanto o esforço... peguei ônibus de volta pela mesma companhia que sairia antes. Depois vi um blog que dizia uma linha que leva para Mosqueiro e que era mais barata, mas se é o que eu vi passando não compensa, sem ar condicionado, ônibus urbano que pega estrada...

21/11/17: depois do café caminhei até o ver o peso (um cheiro horrível, loucura... Caminhei até catedral que fica em frente ao forte do presépio e casa das 11 janelas. Os palácios Lauro Sodré e antonio lemos ficam um ao lado do outro. No Lauro Sodré tem o museu de história do Pará, que eu queria conhecer, mas está fechado para reforma. No Antônio Lemos tem o museu de arte, mas não quis ver.

Passei pela rua Siqueira Mendes, onde tem saídas de barco para lugares que eu nunca ouvi falar...a única q eu já ouvi mas não lembro direito por que chama Barcarena. Os barcos para Marajó saem de perto das Docas...

Terça é dia de museu grátis!!! Dei sorte. Visitei a casa das 11 janelas (já abrigou um hospital, restaurante) que tem um acervo permanente e exposição temporária. Depois fui ao Forte do Presépio. Havia formandos tirando fotos por ali!

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Depois fui ao museu de arte sacra (funciona onde já foi igreja de São Francisco, só entrei porque era grátis) e museu do Círio (gostei, bem pequeno). Voltei para o Ver o peso e comprei bombom de carimbo. Almocei no Point do açaí (em frente estação das docas).

Filhote grelhado na manteiga, arroz, farofa e açaí. O garçom foi muito atencioso, mostrou que o açaí tenho que deixar na cumbuca, não é para colocar como molho "ele mistura com o peixe na boca" kkkk. Comi como ele falou, mas não gostei. O peixe e a farofa eram uma delícia, o açaí comi com açúcar no fim, como sobremesa, uma delícia tb... voltei para o hostel e deixei os chocolates para não derreter. Deitei para fazer a siesta porque depois daquele açaí e com o calor ficou difícil de andar...

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Depois caminhei até a rua onde tem a loja do Bombom do Pará. Comprei mais alguns chocolates, doce de cupuaçu e casadinho de cupuaçu...esses são realmente melhores que aqueles do Ver o peso

Tomei sorvete de Muruci  na Cairu do shopping Patio belem.

Caminhei até a av Nazaré e comprei o tacacá da d. Maria. Achei um bom atendimento, ninguém foi grosso, não tinha fila, tinha cadeiras pra sentar....(eu havia lido sobre opiniões bem contraditórias). Pedi o meu para viagem Tomei no hostel, sentada na mesa. O cheiro é estranho, tem tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão. O jambu deixa a boca dormente. Experimentar foi bom, mas não gostei como gostei do sorvete de carimbó ou do filhote....

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Ia ver o preço do barco para Marajó mas uma senhora me botou medo "vc vai por ali sozinha!" Voltei na hora, ... fiquei sem saber...vi um senhor oferecendo barco para Manaus (300,00 dura 5 dias) pra Santarém dura 2 dias!!! E com risco de ser atacado por piratas. No centro de turistas no aeroporto pedi informação: empresa Arapari leva para Ilha do Marajó. Tem dois horários: 6h e 14h. Saida do terminal hidroviário. Há também uma lancha que sai às 8:30 e custa 50,00...segundo ele, não vendem por internet.

Essa viagem foi bem diferente.  Hostel estava lotado de estudantes e professores que tinham ido para seminário de museologia!!!. Sobre o hostel: banheiro fica em cima ou embaixo, armário fica nos halls...mas tem tomada em cada cabeceira, café é bom, staff atencioso (Neuma e Rafael) e café da manhã ok! Localização muito boa, já que pelo visto qualquer lugar aqui é perigoso...

O Manga hostel do qual ouvi falarem também, fica perto da rodoviária.... achei o meu melhor.

22/11/17: Tomei café e já peguei uber pro aeroporto. O motorista comentou sobre o restaurante chalé da İlha (em Cumbu) que tem umas piscinas e redes ( não cobram como o saldosa..) É mais novo, deve ser menos caro.

Não achei tão fácil ter informações sobre os passeios em Belém...no aeroporto o guiche de informações turísticas estava fechado na chegada.

No aeroporto, enquanto aguardava o embarque meu nome foi chamado. A Gol teve problemas em Congonhas, teve que retirar alguns passageiros do voo, eu fui uma delas. Teria que voar pela latam num voo para Guarulhos! Muito pior, pois Congonhas é muito mais perto de casa...mas a gol ia pagar o taxi até em casa...

O pior foi ter que sair da área de embarque e fazer novo check in na latam, passar no rx e implicarem com minha tesourinha! Sendo que eu já havia passado pelo mesmo rx. Com o tempo extra de espera fiz pesquisa no site da anac e descobri o significado da “preterição” que foi o que a gol fez comigo ao me impedir de embarcar...na verdade eles não me deram opção, eu aceitei o que me foi imposto, já que não havia pelo jeito opção muito melhor...

O lado bom foi fazer amizade com um casal que foi ao meu lado no vôo. Trabalham com turismo rodoviário, excursões para o nordeste e sul do país. Iam ficar uma semana em São Paulo, dei várias dicas. O marido morria de medo de avião...  Conversando, o avião pousou e eles nem sofreram tanto!

 

  • Gostei! 3

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    • Por NatalieM
      Olás,
      Alguém tem dicas de hospedagem no esquema bom e barato em Belém do Pará? 
      As informações que encontrei por aqui são um pouco antigas. 
      Obrigada 😃
       
    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por Viagens da Leticia
      Estou devendo esse relato há quase um ano. Mas agora, talvez possa ajudar quem está procurando um destino pra passar o ano novo: Ilha do Marajó! Lindas praias, belas paisagens, búfalos, guarás, uma rede na varanda e sossego.   voo direto SP-Belém hospedagem Soure: Hostel Tucupi  hospedagem Belém: Galeria Hostel (está fechado agora) Belém-Marajó: navio (ida) barco rápido (volta)   Decidi a viagem na quinta-feira a noite, e na sexta a noite já fui pro aeroporto. Era 28 de dezembro de 2017. Paguei caro. Mas valeu cada centavo. Não deu tempo de pesquisar muito, também não achei informação com facilidade. Mas o norte estava me chamando e eu fui. E adorei!   Peguei um voo direto de SP a Belém, na madrugada do sábado 30 de dezembro. Cheguei a Belém umas 3h da manhã e fiquei lá no aeroporto esperando amanhecer. Por volta das 6h, fui de Uber para o Terminal Hidroviário, em busca de uma passagem pra Marajó, pois não consegui comprar nada nem informações pela internet. Missão impossível: a fila ocupava o terminal inteiro, e muito antes de chegar perto de mim, o barco das 7h encheu. O próximo barco era o "navio" (a versão mais lenta de travessia), só às 14h e me deixaria no porto de Camará, mais longe, onde ainda teria que pegar um ônibus até Soure. na minha breve pesquisa antes da viagem, li em algum lugar "COMPRE O VIP, VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER". E eu me lembrei disso e comprei o vip. Custou R$ 37, era uma poltrona, em ala separada, com ar condicionado.  
       
       
       
       
    • Por @duane.santo
      Ano passado eu fiz um mochilão pela américa do sul (Bolívia, Chile e Peru), usei o relato do Rodrigo Vix e sou super grata a ele pelo roteiro compartilhado no site, por  isso nada mais justo do que compartilhar o meu roteiro de um destino pouco conhecido por brasileiros.
      Todo ano tiro férias e procuro ficar o maior tempo possível viajando e nesse mochilão de 2017 eu conheci o Rafa, que virou meu companheiro de viagem e nessas férias de out/2018 e o roteiro foi o seguinte:
      06/10 Rio de Janeiro X Manaus
      07/10 Manaus X Selva
      08/10 Selva
      9/10 Selva X Manaus
      10/10 Manaus X Presidente Figueiredo X Manaus
      11/10 Manaus X Santarém
      12/10 Santarém X Alter do Chão
      13/10 Alter do Chão
      14/10 Alter do Chão
      15/10 Alter do Chão
      16/10 Alter do Chão
      17/10 Alter do chão X Santarém X Belém X Ilha de Marajó
      18/10 Ilha de Marajó
      19/10 Ilha de Marajó
      20/10 Ilha de Marajó X Belém
      21/10 Belém
      22/10 Belém X Rio de Janeiro
      No meu instagram eu deixei toda essa viagem nos meus destaques, quem quiser ver ou tirar alguma dúvida, pode me mandar por lá também: @duane.santo
      Na verdade quando nos conhecemos em 2017 combinamos de ir pra Colômbia, mas como o dólar subiu muito acabamos desistindo e encontramos a Amazônia como um lugar que ambos queriam conhecer. Então comecei a pesquisar tudo com o Rafael e fechamos nosso roteiro. Segue a saga (é a primeira vez que escrevo um relato, qualquer dúvida perguntem):
      Dia 1 - 06/10/18
      O grande dia da viagem chegou. Check in feito no sábado anterior (é sempre bom fazer uns dias antes) e Rafael já estava a caminho. Botei minha mochila nas costas, peguei um ônibus e depois um BRT em direção ao aeroporto do Galeão. Cheguei um pouco cedo no aeroporto, encontrei o Rafael e fomos pesar nossos mochilões em um balcão de check in desativado. O mochilão do Rafael pesava 12 kg e o meu 8kg. Distribuímos o peso para evitar problemas na hora do embarque, pois não queríamos pagar para despachar os mochilões. (50 reais é 50 reais, né mores?). Almoçamos pelo Mc Donald’s (17 reais) e logo depois embarcamos. Chegamos em Manaus 15h, pegamos um voo direto com duração de 3h. O bom de não despachar mala é que além de economizar, nós não precisamos pegar e nem rezar pra ela estar na esteira. Obs: minha mochila é de 50L, da Quechua e até hoje não tive problemas para embarcar com ela como mala de mão.
      O aeroporto de Manaus é bem pequeno, saindo do segundo andar mesmo, que é onde se desembarca, nós pegamos um ônibus de 4 reais que vai do aeroporto até o centro de Manaus,  813 (a situação do ônibus é bem precária, mas nada que nãp dê pra pegar). Entrou um cara de uma agência no ônibus e ao ver que éramos turistas ficou falando com a gente, ganhamos um tour turístico de graça, pois enquanto o ônibus ia andando ele ia contando os pontos turísticos. Se é de graça a gente já ama! Diga-se de passagem: Manaus é um calor do cão, muito abafado!
      Em Manaus ficamos hospedados no Local Hotel (gostei e recomendo – 46 a diária + 10 reais de café da manhã), descemos do ônibus no ponto próximo ao Hospital Beneficente Portuguesa e andamos por volta de 5 minutos e já estávamos em frente o Local Hostel. Fizemos check in e resolvemos ir ao mercado e na agência fechar o passeio para o dia seguinte.
      O local Hostel tem parceria com a Iguana tur (agência que fiz os passeios em Manaus) e eu soube de uma menina que fechou os passeios com eles e ganhou o transfer de graça (fica a dica- quem não se comunica se trumbica). Eu tinha fechado o passeio com eles pela internet, peguei um pacote promocional no IG deles e paguei 720 reais pra ir nas cachoeiras de presidente Figueiredo (incluso almoço) e no pacote iguana, o pacote iguana consiste em 3 dias e 2 noites na selva (tudo incluso, menos bebidas- água free).
      Após o check in no Local fomos na agência da Iguana, pois eram quase 17h e então perguntamos que horas a agência fecharia, o sinhozinho disse que na hora que desse na telha. Ok! Corremos pra sacar dinheiro, eles não aceitam cartão, ali tem quase todos os bancos próximos. Pra início de viagem saquei 1000 reais.
      Durante a semana fica um rapaz da Iguana tur dentro do local hostel fechando os passeios, mas como era sábado ele não estava lá. Passeios pagos e fomos ao mercadinho próximo do hostel comprar beliscos para esses 4 dias de passeio. Compramos um club social e água, era um mercadinho bem mequetrefe. Só comemos o club social pra não dizer que não comemos, foi desnecessário, pois comemos bem em todos os passeios e o local hostel tem bebedouro a vontade para os hóspedes. Depois descobrimos que tinha um Carrefour perto do hostel, fomos lá e compramos uma lasanha para a janta e um suquinho, além de mais um ou outro biscoitinho 😁
      Voltando pro Hostel colocamos nossa lasanha no micro-ondas e foi só sucesso! Depois da barriga cheia, arrumamos nossa mochila de ataque para os próximos 3 dias na selva e fomos dormir. Deixamos o mochilão no hostel por 1 real. O valor independe da quantidade de dias.
      O hostel fica pertinho do Teatro Amazonas, principal cartão postal de Manaus

    • Por Alicefsantos
      [CONTINUANDO...]   Depois de chegar em Belém ainda tive um longo caminho até meu destino, primeiro que fiquei mais ou menos 7 dias, cheguei dia 19 e consegui passagem apenas para o dia 25, sorte que de Belém para Brasília foram apenas 2 dias e olha que ainda tive que ficar 8 horas no posto de gasolina pois o ônibus pregou e tivemos que esperar outro.DETALHE: quem está ali pagando passagem ( de R$530 reais) deveria estar muito chateado com  a falta de atenção da empresa que apenas nos deixou lá sem amparo algum em relação a comida ou segurança.   Nos 7 dias conheci aquilo que consegui em Belém, até porque estava poupando o máximo que conseguia, conheci o mercado Ver- o- peso, onde tive a honra de conhecer Dona Colo , se você não conheci pode digitar no Google : dona colo de Belém do Pará que você encontrar inclusive o site da sua barraca, ela é uma figura conhecida de Belém que  trabalha há 31 anos com ervas medicinais na feira do ver-o-peso, aprendeu com a sua mãe que aprendeu com a sua avó e agora passou para ela  que está passando para os seus três filhos. (tem foto nossa nos anexos) quem for no mercado não pode deixar de passar pela sua barraca, ela faz banhos, vende perfumes, remédios e além de tudo é uma pessoa muito simpática. Conheci também em Belém a estação das docas, referência nacional, o complexo turístico e cultural congrega gastronomia, cultura, moda e eventos nos 500 metros de orla fluvial do antigo porto de Belém.
      Ficar na casa da minha amiga que mora em Belém, ajudou muito em relação a poupar dinheiro, tanto por não pagar estadia, quanto em relação a comida, pois a família me acolheu de uma forma tão boa a gente se deu super bem que conseguimos negociar em relação a comida também, claro que eu sempre que podia ajudava com algo.      Chego na primeira cidade da Bahia (Barreiras) no dia 28 de Dezembro e no meu destino final dia 29 de Dezembro, apenas um dia,porém longo, com várias paradas em rodoviárias na Bahia, passando por pequenas, médias e grandes cidades, estradas com barro, asfalto, dentro da Bahia passei por: barreiras, vitória da conquista, Itabuna e então finalmente Ituberá onde estava acontecendo o festival que eu estava indo UNIVERSO PARALELO, foi minha segunda edição, a primeira fui me avião e translado, nessa me aventurei bem mais como se pode ver, porém a primeira viagem foi muito importante por ter aberto meus olhos em relação a viver viajando, e se isso era ou não possível, o up foi o primeiro contato que tive com essa realidade.    Conheci pessoas, fiz amizades de poucas horas mais com muita intensidade nas conversas, nos favores, eu tenho muito que agradecer, pois encontrei no meu caminho pessoa boas, não sei como foi a experiência de outras pessoas em relação a viagens de ônibus, porém o que eu encontrei foram pessoas muito dispostas a ajudar uma as outras, desde o "olha aqui pra mim enquanto vou no banheiro.", "olha meu celular ali carregando.", recebi dicas para as cidades que estava indo, conversei sobre acontecimentos da minha vida com quem normalmente dividiria apenas com amigos de longas datas, até café da manhã me pagaram.   Enfim, valeu muito a pena.       Girls we can do it! 

      Redes sociais: @loamaria.joana
      @licemj             



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