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Eae pessoal blza? Dessa vez vou fazer um relato rápido da nossa última aventura de carro, viajamos em 4 pessoas a bordo de um VW Up! Tsi com destino ao Chile via Paso San Francisco.  Fizemos um caminho diferente incluindo o Paraguai, onde visitamos Cidade de Leste, Caacupé e Assunção, depois cruzamos para a Argentina pela fronteira entre José Falcon e Clorinda, de lá seguimos para Pres. Roque Saénz Peña, Termas de Río Hondo, Taffi del Valle, Cafayate, Fiambalá para atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco para chegar em Copiapó no Chile e continuar por La Serena, Viña del Mal, Valparaiso, Santiago, Mendoza como trajeto de volta em aberto, podendo voltar por Buenos Aires, Montevideo ou seguir direto por Córdoba até retornarmos para casa. Infelizmente tivemos contratempos durante a viagem e acabamos modificando bastante o roteiro, retornando antes para casa, mas imprevistos fazem parte da aventura e apesar de não cumprirmos o nosso maior objetivo que era cruzar o Paso San Francisco (por pouco) aproveitamos muito bem a viagem.

RELATO da nossa viagem ao Atacama + Machu Picchu de carro

Dia 01 - 02/01/2018 - De Curitiba a Cidade de Leste

Saímos por volta das 08hs da manhã do dia 02 de Janeiro, tudo parecia tranquilo até entrarmos no contorno de Curitiba, onde pegamos um baita engarrafamento logo de cara, confesso que nessa hora deu vontade de voltar pra casa. Depois de mais de uma hora e meia consegui sair da rodovia e peguei um atalho, saindo na BR 277 sentido Ponta Grossa. A viagem a partir dai foi tranquila, pouco movimento, estrada boa, mas pedágios exorbitantes. Paramos para almoçar perto de Irati e chegamos em Foz do Iguaçu já no final da tarde, depois de pegar chuva em parte do caminho.

Não entramos em Foz, seguimos direto para a ponte da amizade e paramos na aduana paraguaia para dar entrada na migração. Tinha um ônibus de viagem e acabamos entrando na fila exclusiva para o ônibus, mas logo fomos direcionados a outro guichê e nos atenderam rapidamente. O funcionário carimbou o passaporte e nos liberou, perguntei se era preciso registrar o veículo no sistema e ele disse que não, perguntei mais uma vez só para ter certeza e ele confirmou. Ficamos com receio de na hora de sair do Paraguai dar algum problema, mas conto os detalhes mais a frente.

Já eram mais de 18hs, então Cidade de Leste estava bem vazia, rapidamente chegamos ao Hotel Piazza que reservei pelo booking, fica perto da Av Principal a menos de uma quadra da Monalisa e todo o comércio, apesar das instalações antigas valeu a pena pelo custo benefício. Deixamos as coisas no hotel e resolvemos voltar até Foz para jantar no supermercado Muffato perto do terminal de ônibus no centro. Depois da janta voltamos ao hotel em Cidade de Leste, que fora do horário comercial é bem tranquila, nem parece a mesma cidade. 

 

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Roteiro

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Chegando em Foz do Iguaçu

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Ponte da amizade

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Dia 02 - 03/01/2018 - De Cidade de Leste a Assunção

O quarto em que ficamos era virado para a avenida principal, então logo cedo já começamos a ouvir o barulho de caminhões, ônibus, táxi, música alta e pessoas conversando. Acordamos cedo e logo descemos para tomar o café da manhã que era bem farto e bom. Do hotel caminhamos menos de 3 min e já estávamos na CellShop, onde compramos tudo que precisávamos. Passamos em algumas casas de câmbio para cambiar guaranis, dólares e também alguns pesos para aproveitar a boa cotação, já que iríamos para Argentina dentro de alguns dias. Fizemos check-out no hotel por volta das 10hs, pegamos o carro que ficou em um estacionamento ao lado e iniciamos a viagem para Assunção.

Chegamos a Assunção após rodar pouco mais de 300km desde Cidade de Leste. Os primeiros 30-40km são de pista duplicada e a viagem rende bem, mas quando chega a pista simples, que sofrimento. A estrada passa no meio de pequenas cidades e há muitas lombadas, caminhões e carros andando bem despacito.Paramos para almoçar em um posto da cooperativa sommerfeld, tinha comida por quilo boa e barata. Da metade do trajeto em diante o asfalto piora, há muitos remendos e buracos, tem que tomar cuidado. Encontramos muitos carros e caminhões brasileiros pelo caminho e há obras de duplicação em andamento em vários trechos.

Paramos em Caacupé para visitar um amigo e também a basílica que é muito bonita.Depois da pausa continuamos nossa viagem para Assunção, pegamos um trajeto alternativo que passa próximo ao aeroporto e a sede da commebol para tentar desviar do trânsito que era bastante intenso, principalmente para quem saia do centro em direção aos bairros. Foi tranquilo chegar ao hotel, de onde era possível ver o rio Paraguai e  fica próximo a Plaza Uruguaia e Museu Ferroviário. Somente nesse dia passamos por 17 barreiras policiais na estrada, mas não fomos parados em nenhuma :)

Quem tiver interesse, abaixo tem a filmagem do trajeto inteiro de Cidade de Leste a Assunção:

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Catedral de Caacupé

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Em Caacupé

 

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Chegando em Assunção

 

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Assunção

 

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Muito trânsito e calor

 

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Rio Paraguai ao fundo

 

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Dia 03 - 04/01/2018 - Passeios em Assunção

Na noite anterior jantamos no hotel mesmo (comida simples, mas boa), a distância percorrida apesar de pequena foi bem cansativa e estava bem quente. Reservamos um dia para conhecer a região central de Assunção, então saímos logo cedo para tentar escapar do calor. É possível ir caminhando até os principais pontos turísticos, há bastante policiamento nas ruas e principalmente nos palácios e praças da cidade.

Visitamos a catedral Nuestra Señora de Asunción, depois o monumento Columna de la Independência Nacional até chegar ao Palacio López. Demos uma rápida olhada na Costanera e voltamos caminhando pela Calle Palma, onde há todo o tipo de comércio (Entramos em algumas galerias, mas os preços eram maiores que em cidade de leste). Visitamos também o Museu Casa da Independência, mas não conseguimos visitar o Panteon de los Héroes, que estava fechado para reformas. Passamos também no museu Ferroviário e na Plaza Uruguaya. Há muitas praças na cidade, o que ajuda a amenizar um pouco o calor.

Voltamos para almoçar no hotel em torno de 12:00, o sol estava forte e o calor castigando a gente, impossível ficar ao ar livre naquele horário. Depois do almoço notei algo estranho em um dos meus dentes, fui olhar com mais calma e havia quebrado. Liguei para o seguro viagem e ficaram de encontrar um dentista para eu poder fazer a restauração do dente. Esperei por quase 2 horas e nada de retornarem até que resolvi procurar um dentista por conta própria e achei uma clínica por perto. Rapidamente cheguei lá e expliquei o que ocorreu, fizeram uma avaliação e depois a restauração do dente.  Somente depois que retornei ao hotel recebi um email do seguro viagem avisando que não tinham encontrado nenhum local que aceitasse o pagamento por garantia de custos e que eu teria que fazer por conta própria o atendimento e depois solicitar o reembolso. (Solicitei o reembolso do valor gasto depois que retornei de viagem e foi reembolsado sem problemas, até o limite contratado na apólice do seguro viagem).

Durante esse perrengue até pensei em voltar para o Brasil, afinal estávamos a pouco mais de 300 km da fronteira e eu poderia usar meu plano odontologico mesmo para fazer a restauração do dente. Mas como consegui resolver o “problema” continuamos nosso planejamento e a viagem. Assunção é uma cidade muito bonita e vale a pena uma visita, as pessoas são muito simpáticas e hospitaleiras.

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Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción

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Columna de la Independência Nacional

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Palácio Legislativo

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Parque La Vitoria

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Palacio López

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Palacio López

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Palacio López

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Estación Central del Ferrocarril

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Estación Central del Ferrocarril

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Museu Casa da Independência

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Plaza Uruguaia

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Dia 04 - 05/01/2018 - De Assunção a Pres. Roque Sáenz Peña

Saímos do hotel em Assunção perto das 9hs da manhã, paramos em um posto e conseguimos abastecer ao valor de 3,15 reais o litro da gasolina. Passamos pela avenida Costanera e seguimos até a sede da Conmebol na cidade de Luque e também passamos ao lado do aeroporto até chegar na ruta transchaco e atravessar o Rio Paraguay.

Chegamos na fronteira com a Argentina uma hora depois, cambiamos o restante de guaranis para pesos argentinos e seguimos até a aduana do lado Argentino, onde se faz a saída do PY e entrada na Argentina. A fila estava um pouco grande e tinha que ficar debaixo de um sol de rachar o coco, mas até que foi rápido. Na hora da revista do carro, o fiscal da aduana só checou o documento e a carta verde e nos liberou. Tinha outro carro brasileiro que pediram para tirar as bagagens para vistoriar.

Depois disso pegamos longas retas na província de Formosa e do Chaco, a estrada é de pista simples na maior parte do caminho, mas muito boa.. Paramos em um posto YPF Full em Formosa para comer sanduíches e usar um pouco do wi-fi. Chegamos em Pres. Roque Sáenz Peña perto das 17:30 hs, depois de rodar aproximadamente 520km, mas antes paramos para abastecer ao preço de 4,80 reais cada litro de nafta super. Devido ao horário da siesta saímos mais a noite para dar uma caminhada até a Plaza San Martín e comprar uma pizza para a janta.

 

Fotos do dia:

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Sede da Conmebol

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Ponte sobre o Rio Paraguay

 

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Rio Paraguay

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Saindo do Paraguay

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Divisa entre Paraguay e Argentina, ponte sobre o Rio Pilcomayo

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Fila na aduana Argentina, sol de rachar o coco, mas os trâmites foram rápidos

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Ruta 11 em Formosa

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Entrando na província do Chaco

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39° C

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Pres. Roque Sáenz Peña

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Pres. Roque Sáenz Peña

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Pres. Roque Sáenz Peña

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Dia 05 - 06/01/2018 - De Pres. Roque Sáenz Peña a Termas de Río Hondo

Chegamos em Roque Sáenz Peña no día anterior com 39°C, mas o día amanheceu com um temperatura agradável e o tempo mudou, muito vento e tempo nublado. Saímos da cidade em torno das 9:30 pela RN 16 e logo começou a chover.

Em Aviai Terai seguimos reto pela ruta RN 89, um caminho desconhecido para a gente até então. É uma reta sem fim, que cruza algumas cidades pequenas. As maiores cidades nesse trecho são Charata e Quimili, onde há um parador turístico. No geral a estrada é boa, há poucos trechos ruins, mas há muitos animais soltos e máquinas na pista que deixam lama pelo caminho, nossa carro ficou imundo.

Depois pegamos a RN 34 até Santiago Del Estero, não passamos por dentro da cidade e logo acessamos a Ruta 9 até chegar em Termas de Río Hondo, uma cidade muito charmosa. Viajamos o dia todo com temperaturas entre 18° e 24°, o que foi muito bom. Visitamos a represa em Río Hondo e fomos ao autódromo, mas chegando lá ele estava fechado, uma decepção total, só abre em março. O museu do automóvel fica lá também. Voltamos para a praça principal, onde ficamos caminhando até dar a hora da janta.

Fotos do dia: 

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Café da manhã no hotel Aconcágua

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Chuva na Ruta 16 na saída de Roque Saenz Peña

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Muitas máquinas agrícolas na estrada

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E animais soltos também

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Ruta RN 9

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Chegando em Termas de Rio Hondo

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Autódromo em Termas de Rio Hondo onde tem a MotoGP

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Hotel que tem junto ao autódromo

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Represa

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Represa

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Termas de Rio Hondo

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Pôr do sol

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Dia 06 - 07/01/2018 - Termas de Río Hondo a Cafayate

O día amanheceu com céu azul e friozinho em Termas de Río Hondo, tomamos café da manhã e logo pegamos a Ruta 9. Fomos parados pela polícia na entrada da província de Tucumán, apenas conferiram a habilitação e nos liberaram. Pouco a frente pegamos a RP 323, até agora a pior estrada por onde passamos.

Depois pegamos a RN 38 e logo em seguida viramos a direita e seguimos pela RP 307 até chegar em uma área de floresta densa. Como era domingo, muita gente estava indo sentido Taffi Del Valle, a subida foi bem lenta, mas deu para apreciar o visual. No final da subida, de repente as árvores desaparecem e abre-se um imenso vale verde a frente. Passamos por El Mollar e o dique La Angostura e continuamos subindo. Perto de Taffi, haviam muitas familias a beira da estrada assando carne e aproveitando o domingo de sol.

Esse caminho é incrível, tem um visual de cartão postal. Depois de subir a pouco mais de 3000m de altitude chegamos do outro lado da montanha, que diferença, paisagem desértica com muitas pedras e cactos. Fomos descendo até Amaicha del Valle e depois pegamos a Ruta 40 até chegar em Cafayate, onde visitamos a bodega Nani e ficamos caminhando pela praça principal.

Fotos do dia:

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Ruta RN 9 em direção a Tucumán, primeiras montanhas

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Entrando nos Valles Calchaquies

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Floresta densa na subida para Taffi del Valle

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Próximo a El Mollar

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Dique La Angostura

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Taffi del Valle ao fundo

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Dique La Angostura e Taffi del Valle

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Visual bem diferente na descida para Amaicha del Valle

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Ruta 40 sentido Cafayate

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Bodega Nani

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Bodega Nani

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Dias 07 e 08 - 08/01/2018 e 09/01/2018 - De Cafayate a Fiambalá - Paso San Francisco fechado 😭

Saímos de Cafayate no dia 08/01 com destino a Fiambalá, para no dia seguinte atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco e chegar em Copiapó no Chile. O trecho entre Cafayate e a o acesso a Amaicha del Valle já haviamos passado no dia anterior e logo depois há alguns trechos em ripio até Santa Maria, mas estão asfaltando esse trecho.

Depois disso há longas retas na maior parte do caminho e a estrada é bem vazia, vez ou outra vinha um carro no sentido contrário. A ruta 40 segue por um vale entre montanhas e de um dos lados era possível ver neve no topo, em meio a muitas nuvens escuras. As melhores cidades para comer e abastecer são Santa Maria, Belen e Tinogasta. Chegamos em Fiambalá no final da tarde e tivemos a notícia que o Paso San Francisco estava fechado devido as condições climáticas.

Havia neve, tempestades elétricas, trechos no Chile com restrições e a temperatura chegou a -8° C. Ficamos desapontados, o paso fechou enquanto estávamos na estrada, senão teríamos ido por outro caminho mais ao norte.
Durante a noite houve uma forte ventania, mas o dia amanheceu com sol e temperatura de 10°c. Nas montanhas ao fundo da cidade era possível ver neve no topo, algo raro para o mês de Janeiro segundo alguns moradores.

Como o paso mais próximo que era o de Agua Negra também estava fechado e não poderíamos ficar esperando reabrir, resolvemos voltar para Cafayate e abortamos a ida ao Chile. Mas o paso abriu no dia seguinte, fazer o que... só ficou fechado no dia que queríamos atravessar pro Chile. 😢😭😭 Fica para uma próxima aventura a travessia do Paso San Francisco 🗻 🚗

Fotos: 

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Em Cafayate

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A caminho de Fiambalá 

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Ruta 40

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Trecho em reforma logo após o acesso a Amaicha del valle

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Provincia de Catamarca

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Ruta 40

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Primeiras placas com a distância para o Paso San Francisco

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Tinogasta - Maior cidade antes de chegar ao Paso San Francisco

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Perto de Fiambalá

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Hotel Casona del Pino em Fiambalá

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Voltando para Cafayate

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Longas retas

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Ruta 40

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Chuva pelo caminho

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Cerrado :(

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Dia 09 - 10/01/2018 - De Cafayate a Salta pela Quebrada de las conchas

Os 200 quilômetros que separam as duas cidades possuem umas das mais belas paisagens do norte argentino. A Ruta 68 vai margeando o rio de las conchas, e por cerca de 60 km desde a saída da Cafayate fomos agraciados com paisagens espetaculares.

A cada curva uma formação rochosa diferente, rochas com formatos interessantes como um sapo, montanhas coloridas e várias paradas para fotos e para contemplar a beleza da região. Demoramos mais de 5 horas para percorrer esse trecho, por um asfalto perfeito e de dar inveja a muita rodovia pedagiada.

Fotos:

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas - El Anfiteatro

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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El Obelisco

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El Sapo

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Rio de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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El Anfiteatro

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Dia 10 - 11/01/2018 - Passeios em Salta

Em Salta ficamos hospedados no hotel Wilson, a cerca de 3 quadras da praça principal da cidade, a Plaza 9 de Julio, que é muito bonita e lembra um pouco a Plaza de armas de Arequipa.

Deixamos o carro guardado e fizemos os passeios a pé, visitamos a praça Gral. Güemes, praça 9 de Julio, Parque San Martín, subimos de teleférico até o cerro San Bernardo, visitamos o museu de alta montaña e caminhamos bastante pela região central.

A noite assistimos uma apresentação de dança na praça principal e ficamos a toa por lá curtindo o clima agradável.

Fotos:

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Passeio de Teleférico

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No topo do Cerro San Bernardo

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Visita ao museu de arquologia de alta montanha

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Apresentação de dança na praça

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Plaza 9 de Júlio

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Catedral de Salta

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Plaza 9 de Júlio

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Igreja San Francisco

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Parque San Martin

10.jpg.464237a528c64216db76b44443379a09.jpg

Catedral de dia

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Praça General Guemes

11.jpg.aabf68359330be09f0c084c44c2a9062.jpg

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    • Por brunocsl
      Por Lid Costa
      Fala viajante, tudo bem? Você sabia que Foz do Iguaçu é um dos destinos mais turísticos da região Sul?! Pois é, eu passei alguns dias lá e no post de hoje vou compartilhar com você o que fazer em Foz do Iguaçu em 4 dias. São 10 programas imperdíveis para você curtir a cidade!
      Foz do Iguaçu está localizada no estado do Paraná, bem na fronteira com o Paraguai e a Argentina. A maioria das pessoas a conhece por causa das Cataratas do Iguaçu, mas lá tem muito mais coisa pra fazer além das Cataratas.
      # Como chegar em Foz do Iguaçu
      Você pode chegar de carro, ônibus ou avião. Eu estava em Curitiba e fui para Foz de carona, pois a passagem aérea e a de ônibus estavam bem caras. Dessa forma, procurei no site do Bla Bla Car uma carona, que saiu a metade do preço do ônibus. Foram 640 km percorridos em 8 horas.
       
      Leia o post completo em https://partiuviajarblog.com.br/o-que-fazer-em-foz-do-iguacu-em-4-dias/
       

    • Por MarisaBrugnara
      Destino: Deserto do Atacama. Vontade: dirigir por várias das estradas mais bonitas e inóspitas da nossa América do Sul.  Além disso, a gente só sabia que ia passar pela fronteira por Dionísio Cerqueira e ir seguindo o caminho mais curto que o GPS nos deu até lá. Não reservamos hostel, muito menos passeios. A pesquisa sobre documentação do carro, itens obrigatórios, clima e alguns destinos foi suficiente. O resto, o destino deu conta: uma rota sem roteiro.

      Antes de atravessar a fronteira, decidimos dormir em Francisco Beltrão que fica a 470 km de Curitiba, só pra descansar. Atravessamos a fronteira entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen pra fazer o câmbio de reais para pesos e a Carta Verde já no lado argentino. Só é necessário preencher uma ficha de imigração na aduana informando seus dados pessoais e destino. GUARDE ESSA FICHA! Não cobram nenhuma taxa e não revistam o carro. O câmbio paralelo vale muito mais a pena do que o câmbio das casas de câmbio.
      1 real = 12 pesos – paralelo
      1 real = 8,5 pesos – casas de câmbio
      Carta verde: só existem 2 opções: 15 ou 30 dias. Pagamos (em reais mesmo) 100 reais pra 30 dias. Pedem o documento do carro, do motorista e tiram uma foto do carro.
      Os postos de gasolina ali aceitam reais ou pesos (enchemos o tanque em reais, pois valeu mais a pena).
      As estradas são ótimas na Argentina, e os pedágios quase inexistentes são baratos. Foram 4 ao todo, o mais barato 10 pesos e o mais caro 60 pesos.
      Recomendo parar em Ituzaingó pra dormir e abastecer o porta-malas com macarrão e empanadas, pois os mercados e lanchonetes são bem baratos. Além disso, é uma cidadezinha quente e “praiana” no meio do continente. O Rio Paraná passa por lá dividindo a Argentina e o Paraguai, e é usado como praia, muitos gaúchos preferem ir pra lá no verão ao invés de subir pras praias de Santa Catarina.
      Depois de Ituzaingó a viagem realmente começou. Assim que saímos da RN 12 e entramos na reta infinita da RN 16 a cor da bandeira da Argentina começa a fazer sentido. Um céu de azul imenso onde não se consegue enxergar o fim daquela terra encharcada pelos Chacos, tudo ainda a 200m do nível do mar. Vários povoados, algumas cidades grandes, muitas fazendas e várias opções de postos de combustível, ainda. As estradas são lisas e pouco movimentadas. Tivemos que ultrapassar caminhões pouquíssimas vezes, o cuidado maior é com animais atravessando a pista. Ambulantes vendem morangos gigantes e suculentos na estrada por apenas 80 pesos o kg.

      Decidimos parar para dormir em Monte Quemado, ponto de parada quase obrigatória para os motoqueiros. Tem apenas um hotel na beira da estrada que serve almoço e jantar, mas preferimos cozinhar macarrão com nosso fogareiro portátil. Economizamos muitos pesos com isso. A única parte ruim e esburacada da estrada dura uns 20km na saída de Monte Quemado. A partir daqui, já é possível enxergar a silhueta das montanhas que escondem as tão esperadas curvas.
      Depois da ferradura do mapa, começa o trecho mais surreal da viagem. Entramos na RN 9 – sem dúvidas, a rodovia mais bonita do norte da Argentina - e só o que se vê são montanhas. Por todos os lados. Secas, rochosas, com cactos, nevadas, de pedras, coloridas, rachadas, de todos os tipos possíveis. Alpacas, Vicunhas, Lhamas e Guanacos atravessam a rodovia e uma paisagem totalmente diferente aparece a cada km. Foto nenhuma é capaz de registrar essa imensidão.

      San Salvador de Jujuy é uma cidade enorme e barata. Perto dali ficam Purmamarca, Tilcara e Humahuaca: os passeios turísticos oferecidos por eles. Fique esperto com o horário de funcionamento do comércio: tudo fecha antes das 13 e reabre depois das 17.
      Encha o tanque em San Salvador de Jujuy. Depois dali, não há sinal de celular e o próximo posto fica a 200 km, em Susques. Mas não conte com isso! Um posto que fica a 3896 m de altitude nem sempre tem combustível. Não confie em todos os postos que aparecem no gps. Meu gps mostrou um numa cidade a 20 km de Jujuy. Chegamos lá, e era um posto desativado. Decidimos voltar a Jujuy para encher o tanque e garantir a viagem, foi a melhor decisão que tomamos. Dali pra frente, quase não há civilização.
      Então, conte com o trecho Jujuy > Paso de Jama  = 330 km. Não é necessário levar combustível extra.
      No hostel em Jujuy, fizemos o seguro de carro obrigatório para entrar no Chile: o Soapex. É feito pelo site mesmo, custou 12 dólares para 10 dias. Aqui, foi a primeira vez que reservamos um hostel, queríamos garantir pelo menos a primeira noite no Atacama pra decidir o que fazer nos outros dias. Encontramos 3 mineiros que estavam voltando do Atacama de moto. 1 deles, passou por algum objeto na pista e isso quebrou o cárter da moto, ele estava esperando o guincho pra voltar ao Brasil.

      Perguntamos a eles quanto tempo levaria nesse trecho Jujuy/ Atacama. Eles disseram que não faziam ideia, pois pararam tanto pra tirar foto de estrada, pedrinha verde, pedrinha amarela, plantinhas, nuvem, salares, curvas... que perderam as contas. E é fato, tambem não fazemos ideia de quanto tempo levamos. A cada km, a cada fim de curva, uma surpresa.  Pra esse trecho, saia cedo e aproveite o dia todo. Tínhamos pensado em parar em Susques pra dormir, mas conversando com eles vimos que não valia a pena, é um vilarejo com pouquíssimos hotéis caros e faz muito, muito frio.
      Depois de 2.000m de altitude, pisar no acelerador não é a mesma coisa. O carro vai perder potência, a luz do motor vai acender, o aviso de neve na pista vai aparecer. Mas quem fizer essa viagem vai entender que andar acima de 60km/h não é necessário – e nem é possível com tantas curvas de 180 graus.
      (Não é preciso ir até Humahuaca pra ver montanhas coloridas, elas estão por toda parte. Essa é a estrada entre San Salvador de Jujuy e Purmamarca).
      Atenção para a fronteira da Argentina com o Chile, o Paso de Jama: como fica a 4800m de altitude, às vezes fecha por condições meteorológicas. Conferir antes de sair nesse site:
      https://pasosfronterizos.com/paso-jama.php
      Ali em Jama, deixamos o carro estacionado e fomos fazer os trâmites aduaneiros. O frio, o vento e a altitude aceleram o coração e nos dão uma falta de ar repentina. Na aduana, pedem apenas nossas identidades, documento do carro, carteira de motorista do condutor e AQUELA FICHA que preenchemos na fronteira do Brasil com a Argentina. Isso acontece várias vezes em vários guichês diferentes. Carros particulares tem preferência na fila J (escapamos das filas enormes dos ônibus de turistas e do raio-x das malas). GUARDE TODOS OS PAPÉIS QUE A ADUANA TE ENTREGAR, eles serão devolvidos na volta. Depois, tivemos que parar o carro debaixo de uma parte coberta no meio da pista na saída da aduana, tirar tudo de dentro e colocar sobre uma mesa para o guarda abrir e apalpar todas as mochilas/sacolas/sacos de dormir e ver se não estávamos levando nada perecível – o controle deles é muito rígido com frutas e legumes, por isso levamos apenas macarrão, molho e enlatados para passar a fronteira. Se precisar, ali tem um posto de combustível, mas tocamos direto até o Atacama ainda com a gasolina de Jujuy.
      Depois de Jama, há uma declive imenso de uns 2500m de altitude durante 150 km até o Atacama, sempre vigiados pelo imponente vulcão Licancabur. Do lado direito, fica a Bolívia, e por todos os lados, cadeias de montanhas e vulcões. O vento forte dificulta a direção e quase tira o carro do chão quando carros passam do outro lado da pista.

      O ATACAMA
      O destino viajante veio a nosso favor mais uma vez. O hostel que havíamos reservado – Valle del Desierto - ficava retirado do centro da cidade (escolhemos assim pra ter um lugar seguro para deixar o carro, pois no centro é tudo muito apertado e não tem estacionamento) e era cuidado por um casal de brasileiros, o Gabriel e a Carol. Foi o melhor lugar que podíamos ter achado, com direito a churrasco brasileiro, fogueira nas noites mais frias e uma vista do Licancabur, que ficava em tons rosados todos os dias na hora do pôr do sol. Haviam várias kombis viajantes estacionadas e gente do mundo todo, pois era véspera do feriado das festas pátrias – do dia 14 ao dia 19 – e vários intercambistas de Santiago sobem para o deserto.
                 
      Ficamos cerca de 10 dias ali, na primeira semana aproveitamos o sossego, nos últimos 2 dias os banhos que eram ótimos já começaram a ficar frios devido ao feriado (o hostel  e a cidade ficaram lotados!).
      A cidade é bem pequena, e só há comércio voltado para o turismo.
      Há várias vendinhas, quitandas e sorveterias espalhadas pela cidade. Usamos várias, pois cozinhamos bastante no hostel. Nas vendinhas não há bebidas alcoólicas, pois elas só podem ser compradas em Botillerías por motivos de legislação. É seguro tomar água da torneira quando a cidade está vazia, quando está cheia, prefira água engarrafada.
      Como nem só de macarrão vive o viajante, comemos muitas empanadas, que são bem grandes, tem quase em todas as vendinhas e custam sempre cerca de 1500 pesos. Também tomamos muito chá de coca, que é um ótimo digestivo. Nem procure restaurantes, vá direto ao Los Carritos. A comida é MUITO boa e é o melhor custo benefício da cidade. Peça os nomes mais esquisitos e se surpreenda com o que vai vir. Pra quem está com fome: 2500 pesos. Pra quem está com muita fome: 3800 pesos. Tem opções vegetarianas também.
      Os sorvetes, a Chicha Cocida (que é uma bebida alcoólica) e o Mote com Huesilhos têm sabores muito diferentes de qualquer coisa que você já tenha comido. As pêras são mais suculentas, os cactos tem frutos e aquelas árvores com florzinhas amarelas deixam cair ao chão castanhas duras e doces. Guarde esses nomes e se surpreenda com os sabores: ayrampo, chañar, rica rica, algarrobo, pomelo rosado, llucuma.
      Como em setembro é o final do inverno, pegamos vários tipos de clima. O sol é a única certeza. Os narizes sangraram nos dias de 4% de umidade e nuvens apareceram no céu quando uma frente fria se aproximou. Nesses dias, já não era possível colocar shorts e camiseta durante o dia sem um corta-vento e as noites eram salvas pelas segundas peles e o saco de dormir usado sob as cobertas. Importante: leve pelo menos um conjunto de segunda pele, 1 par de meias de inverno e um saco de dormir simples, mesmo que seja no verão. Eles salvaram a minha vida. Durante algumas madrugadas, fizeram temperaturas negativas – mesmo não sendo típico da época do ano – e tive que dormir de segunda pele, dentro do saco de dormir, debaixo das cobertas do hostel! Quando esfriava assim durante a madrugada, dava pra perceber quando saíamos de manhã que os vulcões estavam mais brancos de neve que no dia anterior.
      Ir de carro traz liberdade, economia e a certeza de que é o caminho que faz a viagem valer a pena. Os passeios oferecidos pelas agências são bem caros e engessados. Como não tínhamos horário para sair e chegar, íamos pegando dicas com quem conversávamos pra decidir o próximo destino. San Pedro fica no centro do Atacama, e é impressionante como a paisagem muda ao redor, mesmo num raio de poucos quilômetros.
      Sal encrustado em rochas que parecem lunares e dunas gigantescas brilhando ao pôr do sol no Valle de la Luna, lugares jamais pisados pelo homem no Valle de Marte, uma vista surreal de montanhas intercaladas por outras montanhas na Piedra del Coyote, uma estrada com vento salgado e quente que termina na Laguna Tebinquinche, onde a vida parece não existir, mas existe. De repente, numa estrada que corta uma laguna seca, duas crateras cheias de água não tão salgada assim formam os Ojos del Salar. A surpresa maior fica com Toconao, a cidade vizinha que abriga o Valle de Jere - desconhecido até mesmo por alguns moradores de San Pedro – um oásis em meio ao nada, que foi habitado por alguns dos povos que deram origem a bandeira Wiphala e deixaram suas marcas nas rochas. Esses são os destinos mais bonitos e de estradas mais alucinantes de até 3000 pesos por pessoa para serem visitados ao redor de San Pedro.
        
      Há quem prefira mergulhar literalmente nas atrações naturais desse lugar. Para esses, existe a laguna Cejar por exemplo, onde é possível boiar em suas águas mais salgadas do que as do mar morto, por um preço que é tão salgado quanto ela (apenas a entrada é 15.000 pesos). Dispensamos também o passeio das Lagunas Altiplânicas - que custaria uns 80.000 pesos sem incluir as entradas – pois no caminho passamos por lagunas por toda parte e em todas as altitudes.
      Ah, o céu: não é preciso andar mais do que 2 metros na rua – ou no quintal do hostel mesmo -para conseguir enxergar todas as constelações, planetas, galáxias, estrelas cadentes. Ele faz valer a pena boca e nariz ressecados da baixa umidade, do sal, do sol e do frio. No hostel, um hóspede tinha um telescópio. Conseguimos ver a Lua e vênus em questão de segundos.
      ___________________________________________________
      Voltar pelo mesmo caminho da ida dá uma perspectiva totalmente diferente de todos os lugares que havíamos passado. Leve tudo que quiser, pois na fronteira por Jama do Chile pra Argentina não fazem revista no carro. Pegamos um clima tão diferente que a estrada parecia outra. Mais vento, mais neve. Tivemos o prazer de ver uma raposa chilena e um tatu atravessando a rua. Só ficamos devendo a Vizcacha, que com certeza passamos por várias, mas não conseguimos enxergar nenhuma.
      Na Argentina, há muita polícia rodoviária. Éramos parados em quase todas as saídas das cidades. Em uma das únicas duas vezes que pediram nossos documentos, demos carona a um policial – é bem normal pedirem carona nas estradas argentinas. Procuramos evitar por segurança, mas como era um policial, e íamos tocar direto até perto da fronteira, aceitamos.  Na outra que fomos parados, estava acontecendo um protesto de caminhoneiros: o policial pediu pra verificar os 2 triângulos e o extintor. Não é mito, levem!
      Há muitos relatos de polícia corrupta na Argentina, mas é mais ao sul da RN 14 onde o país se aproxima com o Uruguai. Antes de ir, havia conversado com um amigo Argentino e evitamos a fronteira por Uruguaiana exatamente por causa disso. Como queríamos entrar mais ao sul do Brasil do que na ida, passamos por São Borja. Eles pedem apenas os documentos, não revistam o carro, e cobram uma taxa de 450 pesos ou 57 reais por pessoa.

      IR DE AVIÃO NÃO TERIA A MENOR GRAÇA. VÁ DE CARRO!
       
      Resumo de infos mais importantes:
      Dinheiro na Argentina
      - Trocar reais por pesos na fronteira com a Argentina vale bem mais a pena do que no Brasil;
      - Não troque dinheiro em Jujuy, a cotação é péssima;
      Dinheiro no Chile
      - Em San Pedro de Atacama a cotação de reais para chilenos é ótima (para setembro desse ano: 1 real = 150 pesos chilenos, sendo que em Santiago estavam pagando 1 real = 158 pesos chilenos);
      - Não tem como indicar uma casa de câmbio, tem uma rua só pra elas e todo dia os valores mudam. O jeito é sair perguntando de uma em uma e negociar;
      - Deixar para trocar reais para pesos argentinos (para gastar na volta) no Atacama não é uma boa opção, a cotação é bem ruim;
      Carro
      - Evite estacionar o carro perto das esquinas das ruas. Escapamos de um acidente que teria dado PT no carro por pouco. Como o hostel não tinha estacionamento, deixamos o carro parado na rua ao lado na vaga perto da esquina. Um motorista argentino foi fazer a curva e perdeu o controle, passou raspando por nós e bateu no carro estacionado do outro lado da rua, que ficou com o eixo dianteiro totalmente quebrado e teve que ser guinchado.
      - Os itens obrigatórios são: extintor de incêndio e 2 triângulos. Cambão rígido, mortalha e etc é MITO.
      - A gasolina tanto na Argentina quanto no Chile custa praticamente o mesmo que pagamos no Brasil, as vezes até um pouco mais caro. Mas como é bem mais pura que a daqui rende MUITO mais. Na Argentina, usamos sempre a Super e no Chile, sempre a 93. Essas são as mais baratas.
      Documentos
      - Identidade com menos de 10 anos de expedição ou passaporte, ou um ou outro, tanto faz
      - Se o carro estiver no nome do motorista, apenas o documento do carro.
      - Fizemos a PID (permissão internacional para dirigir), mas em nenhum momento foi solicitada
      - Carta Verde: seguro obrigatório para o carro na Argentina. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      - Soapex: seguro obrigatório para o carro no Chile. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      Água
      - É tirada de poços. Tomamos direto da torneira sem problemas, só recomendamos comprar engarrafada se a cidade estiver cheia – muita gente polui a água -. Custa cerca de 1800 pesos o garrafão de 6l.
       

      Carro: Fiat Uno 1.0 2016/2017
      Km rodados: 5.500
      270 litros de gasolina: R$1.300,00
      Autonomia: 20km/l
      Pneus Furados: 0
      Troca de óleo feita antes da viagem
      Gps usado: Sygic
      Pouso mais caro/barato: 600 pesos por pessoa (Argentina) / 250 pesos por pessoa (Argentina)
      Gasolina mais cara/barata: 862 pesos (Chile) / 38 pesos (Argentina)
      Frase mais dita: “Olha essa estrada!”
      Gasto: aproximadamente R$2200,00 por pessoa. Levamos apenas reais em dinheiro vivo. Usamos cartão de crédito Nubank apenas para reservar hostel e fazer o Soapex.
      Duração: 20 dias

    • Por VidaSemParedes
      Visitei Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira com o Paraguai e a Argentina e fiz um bate-volta rápido para fazer compras no Paraguai. Vale a pena comprar perfumes, roupas, cosméticos e eletrônicos, desde que em lojas confiáveis.
       
      Listei abaixo algumas dicas para quem também pretende fazer compras no Paraguai:
      1. Não troque dinheiro no Paraguai. Prefira as casas de câmbio da Av. das Cataratas em Foz do Iguaçu.
      2. Visite apenas as lojas renomadas e as dos grandes shoppings, evite as lojas de "calçada" e os ambulantes.
      3. Algumas lojas fecham cedo, então programe sua ida para a parte da manhã, por garantia.
      4. É possível pagar em reais, dólares, cartões de débito e crédito....
      5. Não manuseie dinheiro na rua.
      6. Existem várias formas de chegar em Ciudad del Este, mas recomendo pegar um ônibus até perto da Ponte da Amizade, e atravessá-la a pé. É legal, e durante o dia, não tem problema.
      Mais dicas eu escrevi nesse artigo sobre compras no Paraguai.
    • Por VidaSemParedes
      Fala galera! Criei esse tópico para contar minhas experiências em vinícolas que visitei esse ano durante meu mochilão no Chile. A lista é grande, então, vou acrescentando aos poucos.
       
      A primeira que vou falar é sobre a vinícola Concha Y Toro, justamente porque ela é uma das mais visitadas. Isso não é só por causa da fama, mas também porque é super fácil de visitar por conta própria, o que fica bem mais barato. Dá para ir de transporte público de boa, e se tiver em grupo, o melhor é pegar um Uber mesmo, porque fica o mesmo preço, e é muito mais rápido.

      O tour lá é para quem não conhece nenhuma vinícola, pois não se aprofunda no processo de produção. A visita circula pelos vinhedos e o foco são as paisagens bonitas e a história de lá. Tem degustação, com taça de presente, e visita à famosa bodega Casilero del Diablo. Também dá para escolher só essa visita, sem o tour, o que é um pouco mais barato, e também inclui degustação. Também dá para visitar a vinícola só para degustar, o que é mais barato ainda.

      Tem mais dicas aqui: Vinícola Concha Y Toro por conta própria
       
      ou deixe sua pergunta.
       
      Abraços 
      Camila
    • Por RoxaneOliveira
      Olá, pessoal!
      Alguém que tenha ido para Jujuy partindo de Foz do Iguaçu de ônibus pode me informar a viabilidade do Seguinte roteiro?
      19/06 - 23h (Véspera de Corpus Christi)  
      ✈️Chegada a Foz do Iguaçu para dormir;
      20/06 - Cataratas Brasil;
      21/06 - Cataratas Argentina;
      22/06 - Parque das Aves e outro passeio não definido;
      23/06 - partindo de CDE para Encarnación (Ruínas San Ignacio);
      24/06 - Encarnación x Asunción (aproveitar o entardecer;
      25/06 - Asunción;
      26/06 - Rumo à fronteira da Argentina e depois Corrientes. 15h 🚍;
      27/06 - Corrientes x Jujuy 🚆;
      28/06 - Jujuy x Tilcara, curtir o vilarejo;
      29/06 - passeio para Salina Grande;
      30/06 - Passeio para Montanha de Siete Colores;
      01/07 - Passeio para Quebrada;
      02/07 - passeio para Salta;
      03/07 - Saída cedo para Puerto Iguazu 30h de Viagem 🚌
      04/07 - Retorno para Foz do Iguaçu e partida para o Rio ✈️
      Sei que não é o suficiente e que faltaria muitas coisas, mas gostaria de saber se o essencial já atende. Foto para chamar a atenção e interessados 😂😂😂



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