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Eae pessoal blza? Dessa vez vou fazer um relato rápido da nossa última aventura de carro, viajamos em 4 pessoas a bordo de um VW Up! Tsi com destino ao Chile via Paso San Francisco.  Fizemos um caminho diferente incluindo o Paraguai, onde visitamos Cidade de Leste, Caacupé e Assunção, depois cruzamos para a Argentina pela fronteira entre José Falcon e Clorinda, de lá seguimos para Pres. Roque Saénz Peña, Termas de Río Hondo, Taffi del Valle, Cafayate, Fiambalá para atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco para chegar em Copiapó no Chile e continuar por La Serena, Viña del Mal, Valparaiso, Santiago, Mendoza como trajeto de volta em aberto, podendo voltar por Buenos Aires, Montevideo ou seguir direto por Córdoba até retornarmos para casa. Infelizmente tivemos contratempos durante a viagem e acabamos modificando bastante o roteiro, retornando antes para casa, mas imprevistos fazem parte da aventura e apesar de não cumprirmos o nosso maior objetivo que era cruzar o Paso San Francisco (por pouco) aproveitamos muito bem a viagem.

RELATO da nossa viagem ao Atacama + Machu Picchu de carro

Dia 01 - 02/01/2018 - De Curitiba a Cidade de Leste

Saímos por volta das 08hs da manhã do dia 02 de Janeiro, tudo parecia tranquilo até entrarmos no contorno de Curitiba, onde pegamos um baita engarrafamento logo de cara, confesso que nessa hora deu vontade de voltar pra casa. Depois de mais de uma hora e meia consegui sair da rodovia e peguei um atalho, saindo na BR 277 sentido Ponta Grossa. A viagem a partir dai foi tranquila, pouco movimento, estrada boa, mas pedágios exorbitantes. Paramos para almoçar perto de Irati e chegamos em Foz do Iguaçu já no final da tarde, depois de pegar chuva em parte do caminho.

Não entramos em Foz, seguimos direto para a ponte da amizade e paramos na aduana paraguaia para dar entrada na migração. Tinha um ônibus de viagem e acabamos entrando na fila exclusiva para o ônibus, mas logo fomos direcionados a outro guichê e nos atenderam rapidamente. O funcionário carimbou o passaporte e nos liberou, perguntei se era preciso registrar o veículo no sistema e ele disse que não, perguntei mais uma vez só para ter certeza e ele confirmou. Ficamos com receio de na hora de sair do Paraguai dar algum problema, mas conto os detalhes mais a frente.

Já eram mais de 18hs, então Cidade de Leste estava bem vazia, rapidamente chegamos ao Hotel Piazza que reservei pelo booking, fica perto da Av Principal a menos de uma quadra da Monalisa e todo o comércio, apesar das instalações antigas valeu a pena pelo custo benefício. Deixamos as coisas no hotel e resolvemos voltar até Foz para jantar no supermercado Muffato perto do terminal de ônibus no centro. Depois da janta voltamos ao hotel em Cidade de Leste, que fora do horário comercial é bem tranquila, nem parece a mesma cidade. 

 

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Roteiro

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Chegando em Foz do Iguaçu

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Ponte da amizade

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Dia 02 - 03/01/2018 - De Cidade de Leste a Assunção

O quarto em que ficamos era virado para a avenida principal, então logo cedo já começamos a ouvir o barulho de caminhões, ônibus, táxi, música alta e pessoas conversando. Acordamos cedo e logo descemos para tomar o café da manhã que era bem farto e bom. Do hotel caminhamos menos de 3 min e já estávamos na CellShop, onde compramos tudo que precisávamos. Passamos em algumas casas de câmbio para cambiar guaranis, dólares e também alguns pesos para aproveitar a boa cotação, já que iríamos para Argentina dentro de alguns dias. Fizemos check-out no hotel por volta das 10hs, pegamos o carro que ficou em um estacionamento ao lado e iniciamos a viagem para Assunção.

Chegamos a Assunção após rodar pouco mais de 300km desde Cidade de Leste. Os primeiros 30-40km são de pista duplicada e a viagem rende bem, mas quando chega a pista simples, que sofrimento. A estrada passa no meio de pequenas cidades e há muitas lombadas, caminhões e carros andando bem despacito.Paramos para almoçar em um posto da cooperativa sommerfeld, tinha comida por quilo boa e barata. Da metade do trajeto em diante o asfalto piora, há muitos remendos e buracos, tem que tomar cuidado. Encontramos muitos carros e caminhões brasileiros pelo caminho e há obras de duplicação em andamento em vários trechos.

Paramos em Caacupé para visitar um amigo e também a basílica que é muito bonita.Depois da pausa continuamos nossa viagem para Assunção, pegamos um trajeto alternativo que passa próximo ao aeroporto e a sede da commebol para tentar desviar do trânsito que era bastante intenso, principalmente para quem saia do centro em direção aos bairros. Foi tranquilo chegar ao hotel, de onde era possível ver o rio Paraguai e  fica próximo a Plaza Uruguaia e Museu Ferroviário. Somente nesse dia passamos por 17 barreiras policiais na estrada, mas não fomos parados em nenhuma :)

Quem tiver interesse, abaixo tem a filmagem do trajeto inteiro de Cidade de Leste a Assunção:

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Catedral de Caacupé

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Em Caacupé

 

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Chegando em Assunção

 

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Assunção

 

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Muito trânsito e calor

 

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Rio Paraguai ao fundo

 

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Dia 03 - 04/01/2018 - Passeios em Assunção

Na noite anterior jantamos no hotel mesmo (comida simples, mas boa), a distância percorrida apesar de pequena foi bem cansativa e estava bem quente. Reservamos um dia para conhecer a região central de Assunção, então saímos logo cedo para tentar escapar do calor. É possível ir caminhando até os principais pontos turísticos, há bastante policiamento nas ruas e principalmente nos palácios e praças da cidade.

Visitamos a catedral Nuestra Señora de Asunción, depois o monumento Columna de la Independência Nacional até chegar ao Palacio López. Demos uma rápida olhada na Costanera e voltamos caminhando pela Calle Palma, onde há todo o tipo de comércio (Entramos em algumas galerias, mas os preços eram maiores que em cidade de leste). Visitamos também o Museu Casa da Independência, mas não conseguimos visitar o Panteon de los Héroes, que estava fechado para reformas. Passamos também no museu Ferroviário e na Plaza Uruguaya. Há muitas praças na cidade, o que ajuda a amenizar um pouco o calor.

Voltamos para almoçar no hotel em torno de 12:00, o sol estava forte e o calor castigando a gente, impossível ficar ao ar livre naquele horário. Depois do almoço notei algo estranho em um dos meus dentes, fui olhar com mais calma e havia quebrado. Liguei para o seguro viagem e ficaram de encontrar um dentista para eu poder fazer a restauração do dente. Esperei por quase 2 horas e nada de retornarem até que resolvi procurar um dentista por conta própria e achei uma clínica por perto. Rapidamente cheguei lá e expliquei o que ocorreu, fizeram uma avaliação e depois a restauração do dente.  Somente depois que retornei ao hotel recebi um email do seguro viagem avisando que não tinham encontrado nenhum local que aceitasse o pagamento por garantia de custos e que eu teria que fazer por conta própria o atendimento e depois solicitar o reembolso. (Solicitei o reembolso do valor gasto depois que retornei de viagem e foi reembolsado sem problemas, até o limite contratado na apólice do seguro viagem).

Durante esse perrengue até pensei em voltar para o Brasil, afinal estávamos a pouco mais de 300 km da fronteira e eu poderia usar meu plano odontologico mesmo para fazer a restauração do dente. Mas como consegui resolver o “problema” continuamos nosso planejamento e a viagem. Assunção é uma cidade muito bonita e vale a pena uma visita, as pessoas são muito simpáticas e hospitaleiras.

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Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción

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Columna de la Independência Nacional

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Palácio Legislativo

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Parque La Vitoria

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Palacio López

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Palacio López

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Palacio López

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Estación Central del Ferrocarril

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Estación Central del Ferrocarril

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Museu Casa da Independência

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Plaza Uruguaia

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Dia 04 - 05/01/2018 - De Assunção a Pres. Roque Sáenz Peña

Saímos do hotel em Assunção perto das 9hs da manhã, paramos em um posto e conseguimos abastecer ao valor de 3,15 reais o litro da gasolina. Passamos pela avenida Costanera e seguimos até a sede da Conmebol na cidade de Luque e também passamos ao lado do aeroporto até chegar na ruta transchaco e atravessar o Rio Paraguay.

Chegamos na fronteira com a Argentina uma hora depois, cambiamos o restante de guaranis para pesos argentinos e seguimos até a aduana do lado Argentino, onde se faz a saída do PY e entrada na Argentina. A fila estava um pouco grande e tinha que ficar debaixo de um sol de rachar o coco, mas até que foi rápido. Na hora da revista do carro, o fiscal da aduana só checou o documento e a carta verde e nos liberou. Tinha outro carro brasileiro que pediram para tirar as bagagens para vistoriar.

Depois disso pegamos longas retas na província de Formosa e do Chaco, a estrada é de pista simples na maior parte do caminho, mas muito boa.. Paramos em um posto YPF Full em Formosa para comer sanduíches e usar um pouco do wi-fi. Chegamos em Pres. Roque Sáenz Peña perto das 17:30 hs, depois de rodar aproximadamente 520km, mas antes paramos para abastecer ao preço de 4,80 reais cada litro de nafta super. Devido ao horário da siesta saímos mais a noite para dar uma caminhada até a Plaza San Martín e comprar uma pizza para a janta.

 

Fotos do dia:

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Sede da Conmebol

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Ponte sobre o Rio Paraguay

 

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Rio Paraguay

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Saindo do Paraguay

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Divisa entre Paraguay e Argentina, ponte sobre o Rio Pilcomayo

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Fila na aduana Argentina, sol de rachar o coco, mas os trâmites foram rápidos

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Ruta 11 em Formosa

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Entrando na província do Chaco

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39° C

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Pres. Roque Sáenz Peña

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Pres. Roque Sáenz Peña

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Pres. Roque Sáenz Peña

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Dia 05 - 06/01/2018 - De Pres. Roque Sáenz Peña a Termas de Río Hondo

Chegamos em Roque Sáenz Peña no día anterior com 39°C, mas o día amanheceu com um temperatura agradável e o tempo mudou, muito vento e tempo nublado. Saímos da cidade em torno das 9:30 pela RN 16 e logo começou a chover.

Em Aviai Terai seguimos reto pela ruta RN 89, um caminho desconhecido para a gente até então. É uma reta sem fim, que cruza algumas cidades pequenas. As maiores cidades nesse trecho são Charata e Quimili, onde há um parador turístico. No geral a estrada é boa, há poucos trechos ruins, mas há muitos animais soltos e máquinas na pista que deixam lama pelo caminho, nossa carro ficou imundo.

Depois pegamos a RN 34 até Santiago Del Estero, não passamos por dentro da cidade e logo acessamos a Ruta 9 até chegar em Termas de Río Hondo, uma cidade muito charmosa. Viajamos o dia todo com temperaturas entre 18° e 24°, o que foi muito bom. Visitamos a represa em Río Hondo e fomos ao autódromo, mas chegando lá ele estava fechado, uma decepção total, só abre em março. O museu do automóvel fica lá também. Voltamos para a praça principal, onde ficamos caminhando até dar a hora da janta.

Fotos do dia: 

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Café da manhã no hotel Aconcágua

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Chuva na Ruta 16 na saída de Roque Saenz Peña

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Muitas máquinas agrícolas na estrada

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E animais soltos também

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Ruta RN 9

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Chegando em Termas de Rio Hondo

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Autódromo em Termas de Rio Hondo onde tem a MotoGP

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Hotel que tem junto ao autódromo

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Represa

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Represa

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Termas de Rio Hondo

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Pôr do sol

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Dia 06 - 07/01/2018 - Termas de Río Hondo a Cafayate

O día amanheceu com céu azul e friozinho em Termas de Río Hondo, tomamos café da manhã e logo pegamos a Ruta 9. Fomos parados pela polícia na entrada da província de Tucumán, apenas conferiram a habilitação e nos liberaram. Pouco a frente pegamos a RP 323, até agora a pior estrada por onde passamos.

Depois pegamos a RN 38 e logo em seguida viramos a direita e seguimos pela RP 307 até chegar em uma área de floresta densa. Como era domingo, muita gente estava indo sentido Taffi Del Valle, a subida foi bem lenta, mas deu para apreciar o visual. No final da subida, de repente as árvores desaparecem e abre-se um imenso vale verde a frente. Passamos por El Mollar e o dique La Angostura e continuamos subindo. Perto de Taffi, haviam muitas familias a beira da estrada assando carne e aproveitando o domingo de sol.

Esse caminho é incrível, tem um visual de cartão postal. Depois de subir a pouco mais de 3000m de altitude chegamos do outro lado da montanha, que diferença, paisagem desértica com muitas pedras e cactos. Fomos descendo até Amaicha del Valle e depois pegamos a Ruta 40 até chegar em Cafayate, onde visitamos a bodega Nani e ficamos caminhando pela praça principal.

Fotos do dia:

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Ruta RN 9 em direção a Tucumán, primeiras montanhas

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Entrando nos Valles Calchaquies

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Floresta densa na subida para Taffi del Valle

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Próximo a El Mollar

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Dique La Angostura

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Taffi del Valle ao fundo

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Dique La Angostura e Taffi del Valle

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Visual bem diferente na descida para Amaicha del Valle

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Ruta 40 sentido Cafayate

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Bodega Nani

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Bodega Nani

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Dias 07 e 08 - 08/01/2018 e 09/01/2018 - De Cafayate a Fiambalá - Paso San Francisco fechado 😭

Saímos de Cafayate no dia 08/01 com destino a Fiambalá, para no dia seguinte atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco e chegar em Copiapó no Chile. O trecho entre Cafayate e a o acesso a Amaicha del Valle já haviamos passado no dia anterior e logo depois há alguns trechos em ripio até Santa Maria, mas estão asfaltando esse trecho.

Depois disso há longas retas na maior parte do caminho e a estrada é bem vazia, vez ou outra vinha um carro no sentido contrário. A ruta 40 segue por um vale entre montanhas e de um dos lados era possível ver neve no topo, em meio a muitas nuvens escuras. As melhores cidades para comer e abastecer são Santa Maria, Belen e Tinogasta. Chegamos em Fiambalá no final da tarde e tivemos a notícia que o Paso San Francisco estava fechado devido as condições climáticas.

Havia neve, tempestades elétricas, trechos no Chile com restrições e a temperatura chegou a -8° C. Ficamos desapontados, o paso fechou enquanto estávamos na estrada, senão teríamos ido por outro caminho mais ao norte.
Durante a noite houve uma forte ventania, mas o dia amanheceu com sol e temperatura de 10°c. Nas montanhas ao fundo da cidade era possível ver neve no topo, algo raro para o mês de Janeiro segundo alguns moradores.

Como o paso mais próximo que era o de Agua Negra também estava fechado e não poderíamos ficar esperando reabrir, resolvemos voltar para Cafayate e abortamos a ida ao Chile. Mas o paso abriu no dia seguinte, fazer o que... só ficou fechado no dia que queríamos atravessar pro Chile. 😢😭😭 Fica para uma próxima aventura a travessia do Paso San Francisco 🗻 🚗

Fotos: 

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Em Cafayate

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A caminho de Fiambalá 

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Ruta 40

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Trecho em reforma logo após o acesso a Amaicha del valle

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Provincia de Catamarca

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Ruta 40

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Primeiras placas com a distância para o Paso San Francisco

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Tinogasta - Maior cidade antes de chegar ao Paso San Francisco

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Perto de Fiambalá

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Hotel Casona del Pino em Fiambalá

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Voltando para Cafayate

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Longas retas

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Ruta 40

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Chuva pelo caminho

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Cerrado :(

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Dia 09 - 10/01/2018 - De Cafayate a Salta pela Quebrada de las conchas

Os 200 quilômetros que separam as duas cidades possuem umas das mais belas paisagens do norte argentino. A Ruta 68 vai margeando o rio de las conchas, e por cerca de 60 km desde a saída da Cafayate fomos agraciados com paisagens espetaculares.

A cada curva uma formação rochosa diferente, rochas com formatos interessantes como um sapo, montanhas coloridas e várias paradas para fotos e para contemplar a beleza da região. Demoramos mais de 5 horas para percorrer esse trecho, por um asfalto perfeito e de dar inveja a muita rodovia pedagiada.

Fotos:

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas - El Anfiteatro

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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El Obelisco

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El Sapo

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Rio de Las Conchas

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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El Anfiteatro

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Ruta 68 - Quebrada de Las Conchas

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Dia 10 - 11/01/2018 - Passeios em Salta

Em Salta ficamos hospedados no hotel Wilson, a cerca de 3 quadras da praça principal da cidade, a Plaza 9 de Julio, que é muito bonita e lembra um pouco a Plaza de armas de Arequipa.

Deixamos o carro guardado e fizemos os passeios a pé, visitamos a praça Gral. Güemes, praça 9 de Julio, Parque San Martín, subimos de teleférico até o cerro San Bernardo, visitamos o museu de alta montaña e caminhamos bastante pela região central.

A noite assistimos uma apresentação de dança na praça principal e ficamos a toa por lá curtindo o clima agradável.

Fotos:

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Passeio de Teleférico

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No topo do Cerro San Bernardo

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Visita ao museu de arquologia de alta montanha

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Apresentação de dança na praça

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Plaza 9 de Júlio

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Catedral de Salta

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Plaza 9 de Júlio

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Igreja San Francisco

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Parque San Martin

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Catedral de dia

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Praça General Guemes

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    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       

    • Por Junior Jr (@rafildiss)
      Eae pessoal.
      "Oia nois aqui traveis " 
      Em Novembro de 2019, pegarei a estrada para fazer meu segundo mochilão.
      Desta vez o roteiro escolhido é Uruguai, Argentina e Paraguai, no máximo 20 dias e claro, todo terrestre. ( saindo de Floripa ).
      Se alguém for fazer esse mesmo roteiro e na mesma data que eu e quiser se juntar a essa maravilhosa aventura, será muito bem vindo.
      Deixem mensagem lá no insta e vamos  ajustando os detalhes desta viagem.
      Grande abraço à todos e sigam me os bons. @rafildiss 
       
       
    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por MARCELO.RV
      Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações:
      Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo.
      Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata.
      Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes.
      1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba.
      2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada.
      3º dia 24/12 –  Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias.
      Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq
       





















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