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Com o feriado de 7 de Setembro se aproximando, eu e mais 3 amigos começamos a nos preparar para fazer a subida à Pedra da Mina via Fazenda Serra Fina, não fazendo ideia do que nos esperava. Moramos em Barbacena, e a viagem de carro até o pacato município de Passa Quatro (MG) demora em torno de 4 horas, mas o acesso à fazenda é por uma estrada de terra que nos toma mais 1h15min...enfim, saímos de Barbacena por voltas das 3h50 minutos, enfrentamos as precárias estradas do sul de MG, paramos em Pouso Alegre para tomar um café da manhã reforçado e seguimos para enfrentar a mais precária ainda estrada de terra que dava acesso à Fazenda Serra Fina. A estrada é bem sinalizada, então não houve grandes dificuldades para chegar até a fazenda, principalmente usando o GPS. Chegando lá por volta das 9h30, pagamos R$20,00 à senhorinha que mora na fazenda, assinamos um livro que é para controle de quem entra e sai da trilha, nos arrumamos e iniciamos a trilha por volta das 10h. A placa que marca o início do caminho passa uma ilusão gigantesca de que a subida até o pico leva 5h, o que nós realmente acreditamos veementemente e achamos inclusive que dava para abaixar esse tempo (iludidos 😓). 261913197_WhatsAppImage2018-09-09at21_37.14(1).thumb.jpeg.14b51e11378d2ece04bb6a926f369d53.jpeg

A primeira parte da trilha é muito tranquila, basicamente um caminho por mata fechada (bem fechada, alguns pontos é até difícil ver a trilha), com alguns pontos de lamaçal e riachos, mas todos com algumas pedras que auxiliam na passagem. Após 30 min de caminhada tranquila, chegamos à cascata, com uma água cristalina e um visual sensacional. Após atravessar pelas pedras, bem escondido no canto esquerdo da outra margem do rio, tem um acesso à uma cachoeirinha que nos brinda com esse visual SENSACIONAL. Perdemos uns 20 minutos ali descansando, tirando fotos, hidratando e checando a trilha no WikiLoc (app que recomendo muito, inclusive, baixamos a trilha antes de sairmos de casa e nos ajudou muito). Na cascata também existem muitas abelhas pretas, que não têm ferrão, mas grudam no cabelo e tem uma mordida muito doída.

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A trilha a partir daí começa a exigir muito mais do físico, já que começa uma subida já com traços de escalaminhada, muito íngreme e muito longa (realmente parece que nunca mais acabar). É válido lembrar para levar um calçado adequado, pois a terra e o capim tornam a trilha muito escorregadia. Após esse primeiro "susto" com a necessidade física da trilha, chegamos num primeiro local de acampamento, onde paramos para almoçar e abastecer nossos recipientes de água numa bica que tem por lá (a água é geladinha e tem um gosto sensacional, a vontade era encher algumas garrafas para levar para casa), já que segundo o WikiLoc e alguns relatos, ali é o último ponto de água antes do cume (e a informação realmente procede, a travessia toda se destaca pela escassez de pontos de água). Ali tinham alguns grupos de trilheiros que almoçavam e conversavam, e todos eles nos disseram que a pior parte da trilha estava logo a frente (o que muitos relatos também confirmavam).

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Após uma parada de mais ou menos 1h para almoço, descanso e abastecimento de água, seguimos viagem já preparando o psicológico para enfrentar o temido "Paredão do Deus Que Me Livre", e o paredão faz jus ao nome ! Estávamos animados com o horário, já que segundo o WikiLoc, fizemos praticamente metade da trilha em questão de distância em 2 horas, mas ao observar o que nos esperava, vimos que a trilha mal havia começado. O subidão é praticamente do começo ao fim uma escalaminhada muito pesada, em alguns momentos exigindo inclusive uma certa experiência com escalada. É bom sempre ficar atento aos totens e às marcações reflexivas, pois alguns pontos da subida possuem várias bifurcações e é realmente muito fácil se perder. Sempre que possível, parávamos em algum lugar para descansar e hidratar, mas o cansaço bateu forte do começo ao fim, pensamos em desistir algumas (muitas) vezes.

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Terminando o subidão da Deus Que Me Livre, demos de cara com o Morro da Misericórdia, que era igual ou pior ao anterior. A essa altura, o psicológico bate forte, muitas pessoas montam equipamento ali mesmo, ou um pouco mais a frente, dentro da mata no vale, aonde tem uma área de acampamento em uma área de mata fechada; mas resolvemos continuar. Após chegar ao fim do Morro da Misericórdia, com as pernas e os ombros pedindo arrego, nos deparamos com mais uma caminhada considerável até chegar no pé do morro da Pedra da Mina, aonde montaríamos acampamento. Andamos devagar, ainda nos recuperando das duas subidas absurdas que havíamos acabado de vencer, mas chegamos à área de acampamento por volta das 17:10, montamos acampamento rapidamente e subimos ao morro sem mochila para acompanhar o por do sol, o que com certeza valeu muito a pena. Lá de cima é possível ver claramente o belo Vale do Rhua, o Pico das Agulhas Negras e alguns vários municípios da região, a vista é DESLUMBRANTE, por um instante até se esquece o esforço feito para chegar até ali.

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Após ver o por do sol, descemos para nos alimentar e ir dormir. Colocamos algumas roupas secas, já que as da trilha estavam encharcadas de suor e o frio já estava começando a dar as boas-vindas, fizemos um macarrão com frango desfiado usando o fogareiro a álcool, apreciamos o belíssimo céu estrelado com direito até a chuva de meteoros e fomos dormir.2091516721_WhatsAppImage2018-09-08at19_09_57.thumb.jpeg.ccd1ab573f1547fa23755a7983edd829.jpeg

Nosso "rango", que deu uma sustância muito boa e ficou pronto rápido

 

Acordamos por volta das 5:30, desmontamos acampamento e andamos um pouco até o pico do Morro da Misericórdia, para afastar-nos um pouco do frio. Lá no pico, tomamos café com uma vista deslumbrante do vale, e por volta das 7:00 começamos a descida da trilha, que é tão doída quanto a subida. O joelho dói muito na descida, já que boa parte da trilha é escalaminhada e descidas muitos íngremes, um bastão de caminhada é ESSENCIAL para a volta. Chegamos até a área em que almoçamos na subida, descansamos por mais ou menos 1h e repusemos a água na bica para continuar a descida. Chegamos à fazenda exaustos por volta das 11:30 e embarcamos no carro para a volta para casa e o merecido descanso.197290220_WhatsAppImage2018-09-09at06_49_50.thumb.jpeg.8c7d207001feec69f00af8b0eb5058ba.jpeg

Nossa vista do vale durante o café da manhã 

A trilha exige MUITO preparo físico, equipamento bom (principalmente calçado, bastão de caminhada,barraca, isolante térmico e saco de dormir para -10ºC) e exige também muito preparo psicológico, mas com certeza valeu muito a pena. A vista durante toda a trilha é sensacional, o céu noturno no alto do pico é inexplicável e a experiência como um todo é sensacional. Da próxima vez, pretendemos fazer a travessia de 4 dia da Serra Fina, começando pela Toca dos Lobos, mas até lá ainda vamos nos recuperar por um bom tempo 😅😅😅.

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O frio castigou durante a noite ! ❄️❄️

 

 

 

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    • Por G.barbozaaa
      Alguém sabe me dizer como está a trilha/caminho da cachoeira da usina, desde a cidade até chegar a cachoeira! Queria saber se está tendo fiscalização na linha do trem, ou se estão proibindo. 
      Bom proibido sempre foi mas nós vamos mesmo assim, porém parece que a fiscalização está mais prestativa.
      FB_VID_2537588188253581839.mp4
    • Por Gleiseane Martins
      Olá galerinha!
      Minha segunda vez na trilha da Pedra da Gávea e pela primeira vez subindo pela P4 com uma parada na Janela do Céu, a trilha é moderada e extensa começamos a subir 8:30 eu e um grupo de amigos com um guia o Davi, ele levou corda e cadeirinha para ajudar e apoiar os que tivessem dificuldade como eu rsrsrs sou baixinha 1,46 então tinha partes que minha perna não chegava até algumas pedras rsrsrs sim tem escaladas. Depois de 1hora e 30 minutos de subida forte chegamos até a Janela do céu um ponto de parada com uma vista incrível para fotos, vídeos e admirar a natureza. Depois dessa parada estratégica continuamos a subida foi então que veio os dois lances de corda e escalda ás 12horas e 30min estávamos no alto da Pedra da Gávea com uma vista incrível porem entre nuvens uma ventania e as nuvens iam e voltavam durante todo o tempo que ficamos no Alto da Pedra da Gávea. Após 1h no Topo descemos no caminho pela carrasqueira, utilizei novamente a corda e a descida foi muito intensa mas sobrevivi rsrsrsrs, após 8horas dentro da mata saí finalizamos a trilha.
      Segue vídeo dessa aventura para incentiva-lo a subir também é uma super aventura!!!
       
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Um sol escaldante, mas glorioso, céu azul e agradável e vento refrescante são a receita perfeita para sair de sua casa e embarcar em uma aventura de caminhada!
      Para a maioria das pessoas, o verão é a melhor época para fazer caminhadas com a família, amigos ou sozinho. Um dia passado na trilha pode ser revigorante, emocionante e, claro, queima calorias. Pode ajudá-lo a relaxar e liberar um pouco da serotonina armazenada nas profundezas do seu cérebro.
      Normalmente, a maioria das pessoas prefere fazer caminhadas no verão por causa das horas de luz do dia mais longas. No entanto, você também pode caminhar durante o inverno ou em qualquer outra estação, se não se importar com o clima.
      Independentemente de quando você for, é importante que você esteja pronto não apenas com o equipamento apropriado, mas também com o conhecimento adequado que pode ajudar a tornar sua experiência de caminhada gratificante.
      Ao caminhar em clima quente, você deve saber como controlar o calor intenso, a desidratação, as cãibras de calor e outros problemas que possa encontrar. Aqui está uma lista de dicas para ajudá-lo quando você estiver caminhando ao ar livre.
       
         1. Verifique o tempo antes de sua caminhada
      Embora o verão seja uma ótima estação para caminhadas, é fundamental verificar o tempo antes de tomar qualquer decisão. Fazer exercícios em um clima extremamente quente pode colocar mais estresse em seu corpo e, se você não considerar o calor, pode arruinar sua viagem.
      Quando você se exercita no calor, pode causar exaustão, desidratação e, na pior das hipóteses – uma insolação. Se a temperatura estiver perto de 35 graus e a umidade estiver em ou perto de 100%, adie seus planos até que o tempo esfrie.
      Além disso, evite caminhadas durante o meio-dia, pois a temperatura é mais alta durante esse horário. Alicia Gerber, diretora do acampamento de verão da Pali Adventures, diz que você deve começar a caminhada o mais cedo possível em um dia quente.
      Portanto, saia cedo o suficiente para garantir que você termine a sessão mais árdua antes do meio-dia. Dependendo do calor do tempo, você pode preferir fazer caminhadas no início da manhã ou no final da noite.
       
         2. Encha garrafas de água… muitas delas!
      Você vai suar muito, o que significa que provavelmente ficará desidratado depois de algum tempo. Portanto, certifique-se de carregar água suficiente com você. Certifique-se de que cada pessoa tenha sua própria garrafa de água para que todos possam matar a sede facilmente.
      É sempre melhor beber mais água do que você acha que pode precisar, porque mesmo se você tiver grande resistência, caminhar em clima quente vai fazer você suar muito!
       
         3. Traga alguns lanches com você para manter seus minerais elevados
      Como você vai suar muito durante a expedição, é essencial levar lanches para manter o nível de açúcar no sangue ideal. O suor afeta mais os níveis de sal, portanto, para evitar pressão arterial baixa ou fadiga, coloque algumas barras de proteína ou outros lanches nutritivos dentro de sua mochila.
      Se você estiver caminhando com seu filho, traga alguns lanches para ele também ou coloque-os em sua própria mochila.
      Claro, não traga refeições completas, para que você não fique com sono ou preguiça durante a caminhada. Mas traga comida suficiente para ajudar a mantê-lo ativo e fornecer a energia necessária.
       
      Continue lendo em: 9 Dicas Essenciais para Caminhadas e Trilhas no Calor
    • Por Rafael Presente
      Vale Do Pati vindo de São Paulo
      Estamos (Eu e minha esposa) no planejamento ainda... a viagem vai ser em outubro, sairemos aqui de São Paulo dia 13 e voltamos dia 24 de outubro( ficaremos no Vale do Pati uns 7, 8 dias...)
      Já comprei as passagens, consegui comprar com os pontos do cartão de credito porém além dos pontos teve + uma taxa de +/- 210 reais ( valor referente a ida e volta para nós dois)...e mais pra frente terei que pagar uns 200 reais para despachar a minha mochila (100 pra ir e 100 para voltar) acredito que terei que despachar pois a minha talvez não passe como bagagem de mão, ai coloco tudo dentro dela assim só pagamos o despache de 1 mala.
      OBS: A ideia é iniciar o Trekking entrando pelo Vale do Capão e sair por Andaraí.
      Para Chegar no Vale do Capão:
      -Pegaremos o voo no dia 13 de outubro de São Paulo para Salvador às 14:10, previsão de chegada às 16:25 em Salvador
      Eu tinha visto que teria que pegar um ônibus até Lençois e de Lençois pegar outro até Palmeiras e de Palmeiras pegar um até o Vale do Capão, porém descobri que existe uma opção de ônibus que vai direto de Salvador até Palmeiras e sai até mais barato (R$105,60), pois se pegar o ônibus de Slvador até Lençóis ele sai por 99 reais, aí de Lençóis até palmeiras sai +/- 13 reais, fora o desgaste de sair de um ônibus e esperar o horário do outro, etc....se eu conseguir a passagem para o dia e horário que eu quero vou pegar ônibus direto para Palmeiras, vamos ver se vai rolar....se não vou por Lençóis mesmo... !!
      O horário que daria para eu pegar seria o das 23 hrs saindo de Salvador e chegaria às 5:45 do dia 14 em Palmeiras. Detalhe não faremos o trekking com agencia, nem guia, pois o dinheiro que separamos e temos, não daria para contratar esses serviços ( se fossemos contratar, o rolê pelo Pati que poderia durar 8 dias duraria no máximo 3 com os custos dos serviços, eu super valorizo porém nesse momento não estou tendo dinheiro o suficiente para bancar)....pesquisei bastante sobre o local e junto com os relatos das pessoas, decidir ir por conta usando gps, o app Wikiloc e vou atrás de um mapa impresso da região tbem por precaução...Grato a todos que fizeram os relatos por aqui ( ajudou muito )
      Ai em Palmeiras pelo oque eu vi tem opções de condução que fica na rodoviária para fazer esse translado até o Capão...acredito que como vou chegar de manha, devo conseguir esse translado.
      Descobri que as casas dos moradores não estão recebendo as pessoas para acampar, e que estão funcionando com 50% a menos da capacidade devido a pandemia, ou seja é necessário fazer as reservas com antecedência, as minhas eu já fiz no começo de setembro ( vou colocar o whastapp das principais casas que estão recebendo as pessoas, assim quem tiver interesse é só chamar pelo Whats que o pessoa retorna rapidinho)
      Estão cobrando 200 reais por pessoa com jantar e café da manhã inclusos ou 80 reais para dormir, tem casas que cobram uma taxa de uns 20 reais para usar o fogão a gás, e outras não cobram caso use o fogão a lenha. No caso faremos um Mix, levaremos alguns itens para cozinhar na mala, outros compraremos nas casas e locais de apoio que tenham essas opções e prepararemos as nossas refeições lá ...e um dia ou outro pegaremos o pacote completo de 200 reais cada um. Como somos veganos veremos como seria a flexibilidade e possibilidade dos moradores em relação a adaptação das refeições, acredito que seria de boa, pois sempre conseguimos nos virar em outras situações que passamos, nada que um belo arroz e feijão não resolva :D, e se sobrar feijão da janta, já temos uma bela pastinha proteica pra passar no pão para o café da manhã do seguinte rsrsr.
      Segue o Whats da galera
      Agnaldo e Miguel –+55 75 9221-2159 Alto do Luar – +55 75 9128-2170 Seu Eduardo – +55 75 98190-7153 / +55 75 98247-9816 João (Dona Raquel) – +55 75 98127-1012 Igrejinha- +55 75 98330-5594  Prefeitura (Jailso e Maria) – +55 75 99131-9076 Dona Raquel – +55 75 99296-4664  Seu Jóia-  75 82758313
       
      Ah, teve lugares, como Prefeitura que já estava lotado que não tinha vaga.....
      Vários moradores me deram uma baita assistência para me auxiliar na tomada das decisões em relação ao roteiro que eu ia fazer dentro dos dias que eu tinha para ficar dentro do Vale do Pati ( no caso entre 7 e 8 dias ), como não conheço nada, precisava saber em qual localização o morador estava para assim eu poder reservar o dia que eu chegaria lá na casa dele, e nessas eles acabavam me auxiliando no roteiro e eu fui entendendo cada vez melhor sobre o lugar, os caminhos e as sequencias das casas de acordo com o trecho, enfim vale perguntar quando for fazer a reserva onde o morador está localizado.
      A princípio o roteiro está assim (estou aberto para sugestões e dicas, caso alguém queira se manifestar :D)
      1° dia (14/10) chegarei no Vale do Capão, vou ver se pego um mototáxi até o Bomba que é por onde acessa o vale do pati ( pelo menos foi oq eu vi) ai vou até a igrejinha onde já fiz a reserva, vou dormir lá e descansar.
      2° dia ( 15/10)- Igrejinha x Cachoeirão por cima, retorno a igrejinha e descanso ou caço algo pra fazer por lá se chegar cedo de mais....
      3° dia (16/10) Igrejinha x casa do Agnaldo ( deixo as coisas lá ) e faço as cachoeiras do Funil e depois o Castelo e volto para o Agnaldo
      4°dia (17/10) Agnaldo x Cachoeira do Calixto X Poço da Arvore X Agnaldo
      5° dia (18/10) Agnaldo X casa do Seu Jóia, repousaremos lá (Não sei oq teria no caminho...vamos descobrir)
      6°dia (19/10) Seu Jóia x e oque tiver para fazer a partir da casa ele, preciso ver isso ainda, mas era algo do tipo Cachoeirão por baixo e Guariba
      7° dia (20/10) Seu Jóia x e mais algum passeio que dê para fazer ainda, e depois retorno para o seu Jóia
      8° dia (21/10) Seu jóia x Andaraí
      9° dia (22/10) Andaraí x algum passeio por la, pensei na gruta azul e na encantada...não sei ainda, aceito sugestões....esse dia tiraremos para fazer os possíveis passeios a partir de Andaraí e que os que derem para fazer apenas em 1 dia ( não sei ainda onde vou ficar hospedado, mas a ideia é já ficar próximo a rodoviária)
      10° dia(23/10) Começar a volta até Salvador ( estou vendo as opções de ônibus para Salvador direto, Palmeiras, Lençois...ta ruim de achar viu)
      11° dia (24/10) Salvador voo às 7 da manha para São Paulo
       
      É isso por enquanto !!
      Aceito sugestões pessoal !!
      Mais uma vez grato pela atenção, e pela dedicação que todos tem em compartilhar, e auxiliar uns aos outros!!
      Saúde e alegria para toda vida !!!
    • Por ariane_peabiru
      O meu relato de hoje é sobre uma experiência única de imersão em um deserto. Andar quilômetros descalça na areia, dormir em uma rede sob a luz das estrelas e ter uma visão única de um dos Parques Nacionais mais lindos do Brasil. A travessia dos Lençóis Maranhenses vai muito além de uma paisagem surreal, com suas dunas e piscinas naturais. 
      Nesse relato vou contar como foi fazer a minha primeira travessia sozinha com a Peabiru! Esse roteiro combina aventura com turismo de experiência e já está disponível lá no site. Abaixo vou dar algumas dicas extras que podem te ajudar a tornar essa aventura inesquecível.
       
      Lençóis Maranhenses e a infinitude de um deserto
      O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é o maior campo de dunas do Brasil. Seu diferencial são as mais de 7 mil lagoas que se formam entre as dunas, cada uma com a sua particularidade. São vários tamanhos, colorações e composições. Algumas são perenes e outras secam em determinada época do ano, uma vez que toda a água das lagoas é provenientes das chuvas. 
      Segundo o ICMBio, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica inserido no Cerrado, mas apresenta forte influência da Caatinga e da Amazônia. São 155 hectares (quase a mesma área da cidade de São Paulo!) que abriga ecossistemas frágeis, como a restinga, o manguezal e o campo de dunas.
      Cerca de ⅔ do parque é coberto pelas dunas de areia livre que se deslocam diariamente há  mais de 5 mil anos. Segundo estudos, elas podem se deslocar até 10 centímetros em um dia de vento forte, que pode chegar a 70 km/h. Na época de chuva, quase não ocorre deslocamento, as intensas chuvas são absorvidas pela areia, elevando o lençol freático e enchendo as lagoas temporariamente. 
      Certamente esse foi um dos fenômenos que mais me marcou nessa experiência, sentir na pele e ver com meus próprios olhos a formação e evolução das dunas. Em vários pontos da travessia o Geovanne indicou cajueiros, casas e comunidades que foram cobertas pelo avanço e movimentação das dunas dos Lençóis Maranhenses. Ele também contou sobre a formação dos cemitérios de florestas, onde toda a vegetação foi coberta pelas dunas de areia, as plantas morreram e agora a migração das dunas deixam em evidência diversos galhos secos e já sem folhas.
       
      Quando ir
      Embora muitos guias e sites indiquem a visita de Junho a Setembro, quando as lagoas estão mais cheias, eu acredito que cada época do ano traz uma vivência diferente nos Lençóis. 
      Viajei para fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses em Outubro, já no final da temporada. Muitas piscinas naturais já estavam mais secas, mas ainda assim tinham muitas paradas para mergulhar e pude conhecer lagoas incríveis. Em vários pontos foi possível passar “por dentro” de lagoas secas, o que torna o trekking um pouquinho mais curto e cria uma visão linda de cemitérios de florestas. 
      Fiz a travessia em Outubro de 2020, durante a semana (quarta a sexta-feira) e tive o parque praticamente só para mim!
       
      Turismo de base comunitária e a vida nos Lençóis Maranhenses
      Existem vários tipos de passeios para visitar os Lençóis Maranhenses, mas sem dúvida a Travessia é o melhor atrativo. Os passeios tradicionais de 4×4 não podem acessar a zona primitiva do parque, onde está a maior diversidade de vegetação e aves.
      Os roteiros podem chegar até 7 dias, mas o mais comum são as Travessias de 3 a 4 dias. A visitação deve ser feita seguindo as regras de mínimo impacto e obrigatoriamente com guia cadastrado no Parque (fonte: ICMBio). 
      Aqui na Peabiru temos dois condutores cadastrados no Parque, Geovanne (que foi meu guia nessa aventura) e Marcelo. Eles são amigos de longa data e trabalham juntos em muitas ocasiões. Cada um tem sua pegada e forma de vivenciar os Lençóis de uma maneira diferente.
      Cerca de 30 famílias residem nos dois Oásis, Queimada dos Britos e Baixa Grande. Durante a travessia, dormimos em verdadeiros em redes nas casas de moradores de comunidades locais. Lá somos recebidos com refeições simples, mas muito bem preparadas, sendo uma excelente experiência de interação com a comunidade tradicional. 
      Uma das coisas que mais me marcou foi o carinho pelo qual o Geovanne era recebido em cada casa que visitamos. Deu para perceber que ele faz parte da família. Em cada lugar eles também perguntavam carinhosamente sobre o Marcelo. O Marcelo e sua família contribuíram muito para o desenvolvimento das comunidades locais. Eles ajudaram as famílias a estruturarem os espaços para receber visitantes, incentivando a renda das famílias através do turismo de base comunitária.
      Alimentação
      A alimentação nos oásis é simples, tem galinha caipira, peixe frito, macarrão, arroz e feijão. Se você quiser comer uma comida local, pode pedir para o guia solicitar carne de bode. Grande parte da comida vem ali mesmo do quintal dos moradores. No café da manhã tem cuscuz, tapioca, ovos e café, tudo incluso na diária.
      A travessia termina em Betânia, onde tive a oportunidade de comer a comida que mais me encantou em Lençóis Maranhenses: peixe com caju no leite de coco. Esse prato não estava no cardápio, mas é conhecido por todos os moradores locais. O Geovanne conversou com os donos do restaurante e conseguiu que eles fizessem especialmente para nós! Estava simplesmente sensacional!
      Se você é vegetariano ou vegano é importante avisar o guia com antecedência. Os anfitriões são flexíveis e podem preparar algo especial, mas precisam ser avisados o quanto antes para programar as compras e o cardápio.
        Roteiro e Dificuldade
      Se você nunca fez uma travessia, mas tem vontade, recomendo muito começar por essa!
      O ideal é levar uma mochila cargueira, pois ela se adequa e distribui melhor o peso. Mas a mochila vai quase vazia, pois a  rede e as principais refeições são fornecidas nas comunidades locais. Na mochila você precisa levar apenas água, lanterna, kit de higiene pessoal, lanchinhos para a trilha, uma troca de roupa para dormir e um casaco, porque a noite costuma esfriar. 
      Eu acabei levando também meu tênis, pois não sabia se sentiria dores no pé. Vi muitos relatos de pessoas com calos ou bolhas, mas eu tive sorte e não tive problema nenhum. Caminhei quase todo o percurso descalça mesmo e alguns trechos apenas de chinelo. O tênis foi um peso desnecessário que eu acabei carregando
      Um ponto importante é que a aventura deve ser feita em um único sentido: saindo de Atins e indo para Santo Amaro. Dessa forma, você sobe sempre as dunas na sua face mais suave e desce pelo chamado facão. Confesso que fiquei com medo nas primeiras descidas, pois era bem íngreme, mas a cada passo minha perna deslizava até o joelho dentro da areia, fazendo uma deliciosa massagem nos pés e na panturrilha. As descidas se tornaram um momento delicioso e divertido da caminhada.
      Eu imaginava que a areia seria super quente, mas não é. Devido a sua composição de quartzo, ela reflete o sol sem esquentar tanto. Também não sentimos muito calor porque o vento sopra constantemente. Claro que mesmo com o vento, o sol pega forte e é preciso tomar muito cuidado com a hidratação e a proteção. Em muitos momentos eu usei até a canga para proteger o meu rosto do sol.
      Outro ponto importante é que acordamos cedo todos os dias. A jornada começa antes do sol nascer, assim podemos caminhar com sol mais ameno, o que torna a caminhada menos cansativa. Também chegamos na casa dos nativos cedo, para aproveitar o almoço e depois temos a tarde para aproveitar o rio, as redes e o incrível pôr-do-sol nas dunas.
       
      Diário de bordo
      1° Dia – Passeio pelo Rio Vassouras e 8 km de caminhada
      A travessia começa em Atins, mas o Geovanne já organiza todo o percurso para chegar lá. Partimos de Barreirinhas às 9h, em um passeio pelo rio Preguiças de voadeira, que são barcos motorizados. 
      Nossa primeira parada foi Vassouras, onde vi a primeira lagoa. Um lugar lindo e muito conhecido pelos macacos que ficam soltos e pegam coisas dos turistas. Confesso que me senti um pouco mal de ver as pessoas alimentando os animais e incentivando o comportamento, apesar de os guias avisarem o tempo todo para as pessoas não fazerem isso e guardarem bem os seus pertences.
      Depois disso, paramos em Mandacaru, onde conhecemos o farol e tomamos uma água de coco. Almoçamos na praia do Caburé e, enquanto esperávamos o almoço, fomos ver o mar, do outro lado da estreita faixa de areia. Após o almoço partimos para Atins, onde fomos recebidos por um quadriciclo que iria nos levar até o início do trekking. 
      Uma dica interessante é dormir em Atins nesse dia e começar a travessia no dia seguinte. Como eu tinha pouco tempo, não consegui conhecer essa vila que dizem ser muito aconchegante. Dizem que o Camarão do Antônio é algo imperdível!
      Começamos nossa caminhada era umas 16:00 e chegamos no Oásis Baixa Grande após o pôr-do-sol, pois decidimos parar para apreciá-lo. Nesse primeiro dia são cerca de 8 km caminhando, mas eu estava tão empolgada para começar que nem senti!
      Pernoitamos no redário da Dona Loza, uma senhora muito simpática e animada que fez um peixe delicioso. Não havia nenhum turista naquela noite, assim pude conhecer e tomar uma cerveja com alguns moradores de Barreirinhas que estavam ali para visitar as comunidades. 
      Ali conheci o Índio, guia nativo que estava acompanhando uma amiga com suas filhas. Apesar de trabalhar durante a sua vida inteira como guia para os passeios tradicionais, ele nunca tinha feito a travessia. Como estávamos só nós 2, ele pediu para o Geovanne se poderia ir junto e, claro, topei na hora! O Índio foi uma companhia incrível e tirou as minhas melhores fotos!
      No final da noite o Geovanne fez uma pequena fogueira em uma área protegida e ficamos vendo o céu estrelado. Não olhei a hora, mas devo ter ido dormir às 21h. Foi a primeira noite que dormi na rede e achei super confortável.
      2° Dia – 12 km pelo deserto
      No segundo dia acordamos umas 6:00 da manhã, o Geovanne tinha visto que eu caminho bem e deixou a gente acordar um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã bem reforçado e começamos a nossa caminhada rumo ao Oásis Queimada dos Britos. 
      Chego a ficar emocionada ao lembrar do sentimento de imensidão que eu senti caminhando pelas areias naquele dia, sem ver uma pessoa além do nosso grupo. Para cada lado que eu olhava era uma luz incrível, um movimento incrível e uma sensação de vida no deserto. Paramos em 2 lagoas para banho, sempre no momento exato que o corpo pedia um descanso e um refresco.
       
      Chegamos no horário do almoço na Queimada dos Britos e a comida já estava pronta para nos servirmos. Depois do almoço, descansei um pouco de baixo da árvore, na beira do rio que corta aquele Oásis. Um sentimento de paz e calma estar ali cercada de tanta vida.
      No final do dia fomos ver o pôr-do-sol e na volta paramos para tomar uma cerveja e uma Tiquira na casa de Seu Raimundo. Depois voltamos para jantar e dormir. 
      Durante o trekking o Geovanne havia comentado várias vezes como gostava de dormir de baixo da árvore ali na Queimada dos Britos, mas eu não havia me animado ainda. Quando chegamos a noite para montar a rede vi que tinha MUITAAAAA barata no redário e fiquei em pânico. Decidi que dormir ao ar livre seria melhor que dormir ali onde eu tinha certeza que tinha muitas baratas.
      O Geovanne montou a rede para mim na beira do Rio e lá fui eu dormir sob o céu estrelado. Confesso que acordei muitas vezes durante a noite, com cada barulhinho. Em um dado momento, escutei até o jegue que foi pastar ali perto. Apesar disso ainda achei uma experiência inesquecível, que me deu coragem para dormir fora da barraca na Chapada Diamantina depois (um dia conto mais sobre essa experiência de bivak).
      3° Dia – uma longa jornada de 19 km 
      Saímos da Queimada dos Britos às 4:00 da manhã, com nossas lanternas acesas, contemplando o céu estrelado, um pouco mais tarde que o habitual. Ver o sol nascer nos Lençóis foi uma aventura fantástica, o céu foi ganhando vários tons rosa e roxo, trazendo muitas emoções em cada momento.
      Nesse dia eu percebi o sol ainda mais forte e o corpo um pouco mais cansado. Foram mais momentos em silêncio e reflexão do que aquilo tudo representava. As paradas para banho traziam uma renovação de corpo e de espírito. 
      Acho que chegamos em Betânia umas 10:30 ou 11:00, onde a travessia do Rio Alegre marcava o final da nossa jornada caminhando. Uma nova energia e correntes de felicidade percorreram o meu corpo.
      Naquele dia ainda almoçamos o peixe com caju, que comentei antes e depois ainda demos muita sorte no transporte de volta. Pegamos um passeio tradicional de 4×4, onde tive a oportunidade de visitar mais duas lagoas. Elas estavam já bem cheias de pessoas e não era mais aquela paz que eu senti durante a travessia. 
      Vimos ainda o pôr-do-sol na saída do Parque em Santo Amaro. Embora tenha sido um lindo espetáculo e despedida do parque, a quantidade de carros e de pessoas tirando fotos e fazendo poses chegava a me incomodar. Foi uma despedida com chave de ouro, pois me deu a certeza que fazer a travessia é a única maneira de ter uma experiência autêntica nos Lençóis Maranhenses. 
       
      Outras Dicas
      Cuidados
      Eu fui sozinha fazer essa travessia, não tinha grupo e fui somente com o guia. Muitas pessoas ficaram preocupadas, e com razão. Infelizmente escutei diversas histórias de pessoas que se perderam e que foram com supostos guias que não conheciam o parque… Para uma mulher sozinha, isso se torna uma preocupação ainda maior.
      Vá com guias conhecidos e respeitados. Aqui na Peabiru você tem mais segurança, conhecemos pessoalmente os guias parceiros na Travessia dos Lençóis Maranhenses. Garantimos, dessa forma, uma experiência segura.
      Como chegar
      Eu fiquei em Barreirinhas, decidi ir para lá e fazer um voluntariado pela Worldpackers. Trabalhei durante 15 dias no Hostel Aquarela, foi uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre turismo e a Bianca é uma excelente pessoa e gosta que os voluntários conheçam bem os Lençóis. Por isso ela super incentivou que eu fizesse a travessia e ainda me apresentou para o Marcelo, outro guia parceiro aqui da Peabiru. 
      Para fazer a travessia aconselho ter como base Barreirinhas, que fica a 256 km da capital São Luiz. Para chegar lá você pode alugar um carro, pegar o ônibus ou a van que leva cerca de 4h. Recomendo agendar a van com antecedência, para garantir um lugar e já combinar onde ela te busca em São Luiz e te deixa em Barreirinhas. 
      Existem outros passeios em Barreirinhas, inclusive dá para tomar banho no Rio Preguiças. Para isso vale a pena ir ao Centro Cultura da cidade, onde tem um bar com redes dentro do rio. Outro passeio gostoso é conhecer a casa de Farinha em Tapuio.
      Dicas Finais
      Leve apenas o essencial, você precisa de muito pouco nos Oásis Leve uma lanterna Leve dinheiro, você irá precisar para consumir bebidas na casa das famílias nativas Leve água e lanchinhos para as trilhas Traga todo o seu lixo de volta! Proteja-se do sol e da areia: use óculos de sol e dê-preferência para roupas de manga comprida, para não contaminar as lagoas com produtos químicos Use chapéu ou boné Leve um casaco ou fleece para a noite, pode esfriar bastante  

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