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África do Sul (Jb, Safari, Cabo) - 2 semanas

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Mudei de emprego, fiquei 1 ano sem férias, mas finalmente voltei à boa prática. Com duas semanas nas mãos, onde escolher? Dentre as várias opções, a África do Sul estava no alto das nossas preferências. A Latam passou a voar direto para lá, então as coisas pareciam mais fáceis. Só que não rolava promoção para as datas que queríamos. Até que a santa TAAG fez uma boa promoção e compramos. Optei por chegar por Johannesburgo e voltar pela Cidade do Cabo.

África do Sul, para mim, é Mandela. É J. M. Coetzee. É Safari. É Copa de 2010. Cidade do Cabo. Eram as minhas referências, todas positivas.
 

Assim que compramos as passagens, comecei a fazer o planejamento macro. Até pensei em esticar para outro país, mas vi que a África do Sul demandaria mais que apenas 2 semanas. Então primeira decisão foi que ficaríamos somente por lá.

Segunda decisão foi não dirigir. Tenho ampla predileção por *não* dirigir no exterior. Mais ainda em mão inglesa. E ainda mais na África do Sul, com os relatos de policiais no estilo Brasil de ser, digamos assim. Com isso passei a enfrentar um problema para fazer o safari. Porque mais de 9 entre 10 relatos sobre o país contém safari com carro alugado. Mas mantivemos a disposição de não dirigir.

Fechamos o roteiro básico de ficar 1 ou 2 dias em Jb, fazer um safari e passar +- 1 semana na Cidade do Cabo. E assim foi.

Problema é que acabei deixando o fechamento da logística (hotéis, passagens internas, safari) para amanhã, depois para amanhã (e assim subsequentemente), o que resultou num problema na hora de decidir qual safari fazer. Kruger? Outro parque? Reserva privada? E tudo isso em meio à (enorme) limitação de não estar de carro. Tive de recorrer a agências, e consultei diversas. Algumas me respondiam com impressionante rapidez. Outras levavam dias para retornar.

As opções de safari, de como fazer, de onde ir e ficar, são diversas, para diversos bolsos e estilos. Mas, para quem está sem carro, complica. Lendo relatos eu acabei tentado pelas reservas privadas. Problema principal, de início, era o preço. São *muito* mais caras, em regra. Dependendo de onde estão, o transporte até lá (sem estar de carro) também fica bem caro. Balancei diversas vezes em função disso. No entanto, considerando que pode ser nossa a única vez na região na vida, optei tardiamente pelo esquema mega-patrão de ficar em reserva privada. Tardiamente pq, na hora em comecei a verificar disponibilidade, poucas (dentre as mais acessíveis) ainda tinham vagas. Isso foi pouco menos de 1 mês antes da viagem.

Entre idas e vindas, para encurtar o assunto, acabei fechando com a Ashtons (uma empresa que faz o transporte de Jb ao Kruger) o pacote de transfer + 3 dias na Umlani Bushcap. Gostei da proposta do Umlani de uma coisa mais rústica (não tem energia elétrica, o chuveiro banho numa parte externa do quarto, etc.; uma parada pretensamente mais rústica). E também era dos poucos com vaga.

Depois disso compramos as passagens de lá para a Cidade do Cabo. Para piorar, caía num começo de feriado nacional no país. Mais facada no bolso. Somando tudo isso, o dólar disparando. O rasgo foi grande. Mas vou esquecer disso, e a lembrança das férias na África do Sul serão eternas.

Roteiro básico:
Johannesburgo – 2 dias
Safari no Umlani Bushcamp – 4 dias
Cidade do Cabo – 7 dias

Quando: De 16 a 28 de Setembro de 2018

Custos:
Aéreo - Ida: Rio-SP-Luanda-JB; volta Cidade do Cabo-Luanda-SP-Rio: 2.200 BRL cada
Aéreo – Hoedspruit – Cidade do Cabo: 3.985 ZAR cada

Safari/bushcamp: 23.172 ZAR para ambos

Pousada JB – Thulani Lodge – 1.582 ZAR (total 2 dias)
Pousada Cabo – At the Barn – 4.630 ZAR (total 7 dias)

Adotamos uma média de 100 USD por dia para cada de orçamento, incluindo o custo com hospedagem (mas excluindo os aéreos e o esquema-patrão do safari/buschcamp). Ficamos dentro do orçamento.
 

 

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Relato: Johannesburg
O avião da TAAG é no esquema 3x3x3 de poltronas. Tive problemas com o monitor (não funcionava) em 3 dos 4 voos com eles. De resto, foi ok, dentro do esperado para um bilhete econômico. Em Luanda de fato o aeroporto é quente, sem wifi e, dependendo da hora em que vc chega, tem uma looooonga fila para passar por um único raio x para ir para a sala de trânsito. 

Enfim, chegamos a Johannesburgo. Fiz logo o câmbio no aeroporto (sugiro fazer na parte de fora, a cotação é a mesma, a facada de comissões e taxas é a mesma, mas não tem fila). Acho que vale mais a pena para o IOF do saque, sinceramente. No total dá mais de 7% de perda entre taxas, comissões e o k7a4.

Compramos um chip no aeroporto tbm. Foi 1ª vez que comprei – foi para usar uber para cima e para baixo, em função dos relatos de ausência de transporte público decente e de taxistas malandros (do tipo que via muito no Rio). E já partimos de uber do aeroporto.

Reservamos uma pousadinha em Melville. Queria ficar num lugar onde pudesse curtir a noite e andar de volta para onde estivesse hospedado. Via de regra, é isso que busco. Melville é local perfeito nesse sentido. Ficamos do lado da 7ª, que é onde rola o agito da noite por lá. 

Como já chegamos no meio da tarde, ficamos apenas rodando pela nossa área. As atrações fecham relativamente cedo por lá (16-17hs), então não daria tempo pra mais nada mesmo. Ficamos passeando, parando para cerva nos bares e fomos jantar no Lucky Beans. 

Dia seguinte era 2ª feita e partimos logo cedo para Rosebank, que é onde sai o City Sightseeing (CS). E aqui vale uma dica que vários outros dão: para quem está sem carro, o busão do CS provavelmente é a melhor opção para conhecer a cidade. Passamos o dia com ele, selecionarmos algumas atrações que queríamos conhecer, e curtimos assim.
 

Enfim, partimos e fomos conhecendo a cidade pelo 2º andar do busum. Acho que não andava nesses ônibus de turismo havia uns 20 anos. Foi opção muito boa. Passávamos por áreas muito verdes, casas impressionantes de bonitas (sempre com cerca elétrica – bem tipo Brasil). Nossa primeira pausa foi em Constitutional Hill. Rodamos um pouco pela área, mas não entramos (tem um museu), apenas ficamos lá por meia hora, até a partida seguinte do CS. Havia pouca gente no CS, e somente nós 2 paramos lá.

Em seguida paramos para ir no Top of Africa. Um prédio alto num shopping no centro da cidade, de onde vc tem vista panorâmica da cidade. Era isso que eu tinha em mente. Novamente só nós 2 que descemos nessa parada. E mais: não podíamos ir sozinhos, tínhamos de ser acompanhados por um funcionário do CS desde a descida do ônibus até chegar no andar da vista. Medida de segurança do próprio CS. Achei exagerado, mas vamos lá. O Top of Africa tá beeeem largado, bem caído. Janelas sujas, áreas que já tiveram lojas e/ou lanchonetes vazias/largadas. O visual é bacana. Diria que é uma parada que pode ser pulada. Foi novamente uma pausa de meia hora.

Parada seguinte foi num cassino, onde pegaríamos a van para o tour pelo Soweto. Em princípio eu descartei essa parada de visitar Soweto. Achava que era favela tour. Depois li melhor e achei que valeria a pena conhecer – não é favela tour, pode desencanar. O Soweto hoje é um mega bairro com moradias de todos os tipos – inclusive de luxo (algumas) e com cercas elétricas (raras). Tem setores de classe mais alta, de classe média, de classe baixa e de classe miserável – eventualmente em condições de moradia ainda piores do que vemos habitualmente em favelas de grandes cidades brasileiras. O tour faz pausas breves, mas optamos por ficar mais tempo na Casa do Mandela. Pegaríamos a van seguinte, do tour seguinte. Ficamos uma hora na região, que é bem turística. É a tal rua de dois prêmios Nobel. Como é muito turística, tem uns pedintes na região, mas basta driblar.

Pegamos a van seguinte, voltamos para o ponto de partida e logo seguimos para o Museu do Apartheid, que fica praticamente em frente ao cassino. Chegamos lá pouco depois das 15hs. Quando deu 17hs, houve um blecaute. Fui ligar a lanterna do celular para tentar ler o que eu estava lendo, quando me dei conta de que... o Museu havia fechado. Eles apagam as luzes para a galera vazar de lá. Ainda tinha MUITO o que ver! Eu achava que ficaria um bom tempo por lá, mas não me dei conta de quanto. Foram duas horas e acho que mal havíamos passado da metade. Uma pena, tenho profunda admiração pelo Mandela e queria ter conhecido mais sobre a luta anti-Apartheid, sobretudo nesses tempos atuais um tanto sinistros em termos de direitos civis. Enfim, saímos com a galera e fomos pegar o busum vermelho de volta para o começo, Rosebank. Até tinha planos de parar no SAB, mas não daria tempo. E eles ainda fecham mais cedo na 2af. Ficou também para uma próxima vez.

Aliás, havendo próxima vez em JB, eu partiria para o Museu do Apartheid diretamente. Tentaria emplacar o Craddle of Humankind também, e Liberty park. Foi o que ficou de sobra na agenda.

Pegamos o uber para Melville e partimos para a janta. Por ser 2ª-feira, alguns restaurantes não abriam. Conseguimos um, mas que fechou assim que terminamos. Depois de uma saideira fomos dormir. Dia seguinte era dia de acordar cedo e viajar para o Kruger.


Observações diversas: não pegamos trânsito em JB. Tinha lido sobre isso, mas não ficamos parados em momento algum durante o tour de busum vermelho. Não teve high5 em Soweto, coisa que tinha lido bastante. No entanto, a galera em geral é bem calorosa, com aquela ginga, cumprimentos calorosos, tapinha nas costas, etc. Nesse ponto, bem brasileiros.
 

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Dias 3-6: Safari na Reserva Privada Timbavati

Na 3af de manhã já tinha deixado um Uber agendado para nos buscar beeem cedo. Dormi pensando no “e se não tiver uber de madrugada por aqui” (penei pra conseguir uber uma vez numa madrugada em São Luis, então vai saber...), mas deu tudo certinho. O horário marcado pela Ashtons era no aeroporto às 6:45 da matina. Chegamos conservadoramente quase 1 hora antes. O carro é uma van. O trajeto foi tranquilo, com paradas rápidas e pontuais pelo caminho. Num posto de gasolina, um segurança armado com cano longo me chamou a atenção. O trajeto leva lá suas algumas horas de duração que perfizeram a manhã inteira. As estradas em geral são muito boas (bem acima do padrão Brasil), mas pegamos algumas buraqueiras (padrão Brasil) quando rumamos ao norte. Fomos os últimos a ser despejados. Van tava cheia. 

E estava um calor absurdo para aquela época na região mais ao norte do Kruger. E pleno setembro no sul do hemisfério sul e um calor de meio dia no verão do Norte do Brasil. Galera falou que era uma onda incomum de calor na região, pra mais de 40 graus. Surreal.

A van da Ashtons nos deixou num ponto final, um pub, onde outra van, a do Umlani, nos pegou para levar até o alojamento. Quem nos buscou foi um dos guias, e no caminho já fomos conversando com ele. E de cara um diálogo a que já estamos nos acostumando:

“É só isso que vocês tem?” [ref bagagem]
“Yes, we travel light”
“The lightest I’ve ever seen!”

No relativamente curto caminho até Umlani, já vimos girafas passeando nos arredores. É um barato! Queríamos ficar uma eternidade ali, mas ele alertou que veríamos outras novamente nos dias seguintes, de posições melhores e em carro aberto. Tinha razão. A primeira vez que vc vê aquele bichão (e tantos outros) é sempre impactante. Depois acostuma, claro – mas sempre curtindo.

Chegamos ao Umlani, recebemos as instruções gerais (horários, refeições, regras, etc.) e já fomos comer alguma coisa light de almoço. Enquanto almoçávamos, zebras passeavam do outro lado, logo em frente. Um veado (ou similar) andava pelos arredores do lugar. Eu admirando de olhos abertos. Ninguém parecia ligar. Devia ser comum ali, pensei. De fato era.

O Umlani fica na reserva privada Timbavati, que é adjacente ao Kruger. Os animais então cruzam da reserva para o Kruger (e vv) livremente. As instalações são algumas cabanas (uma dúzia, talvez) com chuveiro externo (mas tem água quente!) – e era um barato tomar banho olhando para as estrelas e a lua! As cabanas têm sempre repelente, rádio, laterna. Não tivemos problemas com insetos por lá. Tem áreas comuns, onde a galera faz as refeições – é também onde tem energia elétrica (e várias tomadas e fios para carregar celulares e câmeras) e wifi, mas bem fraco e somente durante o dia claro (tanto energia quanto wifi). Tem também uma piscina, que curtimos na tarde de calor intenso que fazia no 2º dia. 

O cotidiano no Umlani era o seguinte: cada cabana era acordada antes do sol raiar, +- às 5:15. Alguém passava nas cabanas batendo na porta e avisando que era hora. Vc então tinha +- meia hora para se arrumar, tomar um café e então seguir para o safari matinal. A saída geralmente era antes das 6. Cada safari durava geralmente pouco mais de 3hs. Safari em carro aberto, vista plena. Depois do safari matinal tinha o café da manhã. Estilo inglês, pesado! Uma vez teve costeleta de cordeiro, excelente! Mais tarde tinha um almoço leve, praticamente um lanche. No meio da tarde partia para outro safari, o do pôr do sol, do qual voltávamos já de noite. Ou seja, tinha safari para o nascer e o pôr do sol. A janta era servida de noite, e era quando a galera mais confraternizava. Com bebidas inclusas, ficávamos bebendo vinho (com gelo!) e conversando com a outros casais até altas horas, antes de voltar para a cabana e dormir. De noite não era permitido caminhar sozinho para a (ou da) cabana sem estar acompanhado por um ranger.

Conversando com os rangers, eles disseram que os turistas por lá geralmente são estrangeiros. Mas por coincidência havia uma família da Cidade do Cabo por lá, e estávamos no mesmo jipe com eles. Interessante que eles meio que praticavam o que se chama de “game”, que é basicamente avistar animais. O “game” é na linha de “quem viu primeiro”. Para quem leva muito a sério, tem até tabela de pontos. Um deles, dessa família (o “pai”, já que tinha filho e avô também – e não me lembro os nomes), era muito bom no game, avistava animais de longe, às vezes até antes dos rangers e guias. Depois, conversando com ele, identificamos que ele estava acostumado e fazia safaris com alguma frequência. Essa família era grande e o estranho (para mim, sobretudo considerando o preço pago) era que poucos iam nos safaris matinais. Era uma meia dúzia, e só ele, e eventualmente o “avô”, estavam lá de manhã. De tarde todos iam.

Em geral essas hospedagens em bushcamps me parecem programa de família ou de casal. Geralmente vimos casais de meia idade, em grande parte de outros países onde se fala inglês (Austrália, EUA, Reino Unido). Mas vimos também alemães e italianos. Um jovem casal italiano em lua de mel quebrava o padrão “casais-de-meia-idade ou aposentados”.

Quando chegamos no Umlani a temperatura estava nas alturas. Mais de 40 graus. MUITO quente, anormalmente quente para a época. Na segunda noite o tempo virou. Ventou muito de madrugada, com muito barulho nas cabanas. E o dia seguinte amanheceu nublado e com frio. Diria que a temperatura despencou 20 graus em questão de horas. Com o frio, e sobretudo com o vento, havia menos animais. Metade do nosso tempo lá foi sob calor escaldante. A outra metade nublada sob relativo friozinho.

O Umlani proporciona também a experiência de você ficar um tempo – ou até dormir – numa casa da árvore. É uma casa construída no alto de uma árvore no meio da reserva. Eles te deixam de carro e marcam horário para pegar de volta. Vc fica com rádio e, claro, está expressamente proibido de descer para caminhar ao relento. Tem cama, banheiro, vc leva uma caixa térmica com o que quiser e fica lá curtindo. Nosso dia de curtir a casa da árvore foi justamente no dia da ventania + frio. Com o vento constante e cortante, e a temperatura baixa, era difícil de permanecer na casa da árvore, que é toda aberta – é praticamente uma varanda na árvore. Quando o ranger nos deixou lá, ele mesmo falou que provavelmente chamaríamos pelo rádio para nos buscarem antes do horário combinado (dali a umas 3hs, a tempo de voltar para o safari da tarde). Mas não chamamos, curtimos nosso tempo por lá. Muito aquecidos, claro. Pena mesmo foi que, com o vento + frio, não tenhamos observado animais pela área. No máximo alguns pássaros ao longe. A casa (varanda!) fica em frente a um lago, então sempre há (ou deveria haver) bichos indo lá beber água. Passamos por lá algumas vezes nos safaris e quase sempre tinha algum bando por lá. No finalzinho da nossa estadia, chegaram uns impalas – adoráveis figurinhas fáceis por lá. De qq forma, aquela tarde na casa da árvore foi paradoxalmente um dos momentos memoráveis da viagem.

Na segunda noite, aquela da ventania que mudou o tempo, eu esqueci de fechar corretamente a porta da cabana, só encostei. Com a ventania, a porta abria e batia. Ao mesmo tempo ouvíamos o rugido sinistro e altíssimo de algum leão (ou leoa?) nos arredores próximos. Era fascinante. Mas pode ser aterrador também. Parecia estar ao lado, mas galera disse que provavelmente estava do outro lado do rio (o que significa um “ao lado” um pouco mais distante). No meio da noite em meio ao vendaval, Katia acordou e, no transe do sono, desesperou porque “se a porta estava aberta, então o Leão podia entrar na cabana!!”. Ahahahahah, não chegaria a tanto, mas fui lá e fechei direito a porta.

Não há muito o que relatar de cada safari feito e do dia a dia por lá. Vimos todos os tais Big 5 mais de uma vez, e tantos outros bichos. Logo de cara já avistamos diversos animais, e curtimos um longo tempo com eles. É um lance meio voyeur também, de certa forma. Além do guia, vai um tracker na frente do carro, que fica buscando rastros de animais. Os caras são bons. Eles têm rádios e se comunicam, o que facilita muito encontrar os animais. Em regra, não podem ter mais de dois carros observando animais (os guias se organizam em filas virtuais), e vc jamais deve incomodar os animais (parece óbvio, mas..., né?). Podendo,sugiro ficar na frente. Vc ouve melhor o guia, tem visão aberta. Em qq posição do carro vc terá vista ampla, de todo modo. A lembrança que tenho desses momentos de safari é sublime. (Nota: chamo de safari o que habitualmente se chama de “game”)

Mas a lembrança geral que tenho daqueles dias no Umlani é talvez ainda melhor. Pelos safaris, pelos bichos, os banhos no fim da noite olhando para o céu, o rugido do leão na madrugada, os jantares à luz de velas regados a vinhos com gelo (era muito quente!), o café em volta da fogueira, os guias, as pessoas, o astral. Para guardar na memória eterna.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dias 6 – 13 – Cidade do Cabo

Em nosso último dia no Umlani, fizemos nosso safari matinal ainda sob céu nublado e friozinho. Tomamos um segundo café à beira de um enorme lago, mas não havia bichos na área naquele momento. Partimos para o aeroporto logo depois do café da manhã “oficial”. E o tempo foi abrindo. 

O voo da CemAir foi tranquilo e galera nos enchia de vinho. Perguntavam se queríamos mais, e a resposta era sempre “sim”, no que nos atendiam prontamente. Viva! Já que foi caro, que seja bom.

Chegamos na Cidade do Cabo, pegamos o uber para a cidade, largamos as coisas na guesthouse e logo pegamos outro uber para o VA Waterfront. Parecia ser uma boa opção para aquele fim de tarde belíssimo. De fato, o lugar é um imã para turistas. Mais uma área portuária que se modernizou via restaurantes, lojas, etc. e ganhou nova vida. Naquele fim de tarde fazia um lindo dia de céu azul. Table Mountain inteiramente disponível no visual. Prometia para o dia seguinte! Passeamos, exploramos, aproveitamos para passear na roda gigante ao pôr do sol, bebemos, comemos, curtimos. E voltamos tarde para dormir.

 

 

 

 

 

Dia 7 – Sábado – Organizamos nossos 3 primeiros dias com o passe do busum vermelho do City Sightseeing (CS). Saímos logo cedo e fomos andando até o escritório no centro. Caminhada rápida de 10-15 minutos. Mas já vimos mendigos e pedintes no trajeto. Tal qual vemos em centros de cidade no Brasil.

Pegamos logo o pacote de 2 dias do CS, que vinha com desconto e algumas gratuidades. Como havíamos usado também em Jb, tivemos descontos adicionais. Os preços estão na página deles.

Nosso primeiro destino foi a Table Mountain. Dado que estava um dia esplendorosamente bonito, céu estalando de azul, disparamos para lá. Em todos os relatos que li, havia a ordem: assim que vc vir o tempo abrir, corra para a Table Mountain. Amem. O ingresso já tínhamos comprado no CS mesmo. Galera falou que havia neve na Table Mountain uma semana antes. Uaaau! Mas prefiro subir com visual livre, que foi o que conseguimos. Pegamos fila, mas direto para entrar, não para comprar. A fila, aliás, só aumentou enquanto estávamos lá. Acho que a galera da própria África do Sul fazia turismo por lá, dado que era fim de semana com feriado. Enfim, pegamos o bondinho e subimos. Que visual. QUE VISUAL!! E reforço o que 10 entre 10 pessoas dizem: lá em cima faz frio. Com o vento cortando, faz muito frio. Eu estava de fleece (um velho fleece de mais de 20 anos comprado na Bolívia), que não dava conta do vento – vale a pena levar um corta vento lá pra cima. Curtimos demais os locais de vistas panorâmicas (praticamente qualquer local por lá!), fizemos o trajeto por todo o alto. Ainda estiquei até o começo da trilha, mas a rigor rodamos mesmo o perímetro mais próximo. Passamos a manhã por lá. Espetáculo. 

 

 

 

 


Descemos e pegamos o CS, que demorou acima do tempo habitual. Transito provavelmente. Descemos na praia de Camps Bay e fomos andando para Clifton, curtindo o visual e as casas de alta classe. Foi uma longa caminhada até a parada seguinte do CS, mas com belo visual do mar, das praias e etc. Reparamos que as casas seguem um padrão bem conhecido por nós: cerca elétrica, plaquinha de “protegido por ...”, etc.

 

 

Pegamos o CS e paramos para conhecer o Green Park, legado da Copa na cidade. É amplo, bacana, bonito. Visitamos rapidamente. Seguimos de CS para o VA novamente. Curtimos o Aquário (Two Oceans Aquarium), que é muito bacana. Fica em frente à estação do CS, e havia tempo até nossa atração seguinte, que era o pôr do sol na Signal Hill. Curtimos um bom tempo no Aquário.

 

 

 

 

O CS proporciona um sunset bus para curtir o pôr do sol na Signal Hill, e ganhamos o ingresso no combo de 2 dias que pagamos. Chegando lá no alto, lotaaaaado. Maior galera curtindo aquele dia espetacular. Como tem de ser! Rola um parapente também, o que embeleza muito o visual. Ficamos receosos de comprar alguma coisa para beber por lá, mas depois vi que deveríamos ter levado umas cervas. Não vendem lá em cima (aquela coisa inglesa de não poder consumir álcool em público), mas vi diversas pessoas abrindo champagne, vinho e com latinhas de cerva na mão. Deve ser no mínimo tolerado, então. Enfim, curtimos um extraordinário pôr do sol e descemos de volta ao VA. Jantamos novamente na área, agora curtindo um pub de frente para o mar com boa (boa para nós, claro) música ao vivo.

 

 

 

Dia 8 – Domingo – Nesse dia nosso café da manhã atrasou praticamente uma hora (o café da manhã – estilo inglês (pesado) -- era preparado na hora). A menina da pousada pediu mil desculpas, falou que as ruas estavam fechadas e tal, teve problema no transporte. De fato vimos no dia anterior que algumas ruas seriam fechadas para uma maratona na cidade. Nesse dia pegamos outra linha do CS, fomos direto para o Jardim Botânico. Vale dizer: foi outro dia espetacular, céu azul. O que só torna o jardim botânico ainda mais bonito. Percorremos o que pudemos por lá, mas sempre fazer as diversas trilhas mais longas que partem ou chegam por lá. Belíssimo lugar. Curtimos umas 2 horinhas e partimos para Constantia.

 

 

 

 


Curtimos a tarde inteira provando vinhos – os da rota do CS. Um deles tinha de reservar antes, então dispensamos. O Groot Constantia foi nossa primeira parada e tinha muita gente. Escala industrial, tipo Miolo em Bento Gonçalves. Fizemos o cellar tour (mas, olhando para trás, eu dispensaria – já fizemos n tours desse tipo no Vale dos Vinhedos), mas o que queríamos mesmo era provar. E saboreamos bem: os vinhos são muito bons. Necessário saborear com calma, para curtir e não embebedar. Eram 5 provas a escolher. Anotei aqui que escolhemos Chardonnay, Merlot, Shiraz, Pinotage e o Governeur’s Reserve. Curtimos um momento muito bom. Ainda visitamos um museu, que achei bem bacana. Achei o preço justo. 

 

Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Enquanto esperávamos, conhecemos uma extrovertida família de Johannesburg, claramente mais alegre após as provas de vinhos. Muito divertidos, já falando em visitar o Rio de Janeiro e nos encontrarmos por lá. Contaram com orgulho que vieram de Soweto e que hoje dirigem Mercedes. Reforçou para mim que brasileiros e africanos têm essa em comum essa coisa mais calorosa.

Beau Constantia estava cheio naquele meio ou fim de tarde. Mas felizmente encontramos um espaço para sentar e provar os vinhos. Eram 4 provas. Achei boas, sobretudo dos tintos, mas abaixo do anterior. O maior valor de lá era o visual lindo que se tinha da área onde degustamos os vinhos: vista panorâmica do vale e dos vinhedos. 

 

 

 


Saímos a tempo de pegar o último busum, que ainda percorreria uma linda rota (lado esquerdo pro mar!) beirando o mar até o VA. As várias provas de vinho cobravam seu preço (leseira!), mas logo os olhos ficaram abertos para curtir aquele visual.

Encerramos o dia novamente no VA. Dessa vez escolhemos um lugar mais finesse para jantar e celebrar.
 

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Dia 9 – 2af – Aproveitamos para já comprar tours do próprio CS para 4a e 5a. Um para vinícolas, outro para o Cabo da Boa Esperança. Tinha dicas de outros tours, mas optamos pela facilidade e conveniência (e preço) do CS.

Nesse dia fomos direto para o World of Birds. Tem muita atração, são muitos bichos, é bem legal. Rola uma polêmica com esse tipo de atração (mas que o parque se defende ferrenhamente, alegando que os bichos são resgatados e reabilitados). Curtimos a manhã por lá. 

 

 

 

 

 

 

Em seguida fomos para Hout Bay. Descemos, passeamos, curtimos e voltamos. Tem um passeio de barco por lá para ver uma ilha de focas, salvo engano. Deve ser bacana, mas dispensamos (convivemos com leões marinhos em Galápagos!). Voltamos pro VA, onde curtimos um passeio de barco pela região, que também estava incluso no combo que compramos do CS. É bacaninha, mas diria que dispensável. 

 

 

Fizemos ainda um cerva relax no Food Market com um som bacana que rolava na praça ao lado (Nobel Square). Era outro dia bonito de céu azul. Ainda pegamos o CS para o centro, onde conectamos com a linha amarela, que circula somente no centro. A ideia era ter um apanhado geral, no dia seguinte percorreríamos a região central a pé. O trajeto da linha amarela é curto, leva coisa de meia hora. 

Encerrado o passeio, estava também encerrado nosso passe de 3 dias de CS. Fomos andar um pouco pela Long Street. Já anoitecia, então toda hora vinha um pedinte, quase sempre insistente que ignorava nossas negativas. Enfim, depois da segunda negativa passávamos a ignorar também. Fomos curtir umas cervas numa espaçosa beer house que tem na rua, com diversos tipos de chopes artesanais e visual para a rua. Fizemos reserva no Mamma Africa, que ficava em frente, para o dia do aniversário da Katia. 

E fomos jantar num restaurante etíope muito bom que ficava ali perto, Addis. Tivemos uma experiência muito bacana com comida etíope dez anos antes, em Amsterdã. E no ano anterior, quando ganhei upgrade da Ethiopian Airlines e me serviram comida etíope! A experiência no Addis foi novamente muito boa, comida saborosa – e comer com as mãos!

 

 

Embora relativamente perto (10-15 minutos andando) de onde estávamos hospedados, pegávamos uber para nossa guesthouse. Não convinha andar a pé naquela hora da noite.

Dia 10 – 3af – Era dia de andar pelo centro da cidade. Museus e walking tours. Começamos descendo até o District 6 Museum, onde nos encaixamos num tour com um ex-residente da área que era muito divertido. Um muçulmano que se fantasia de drag queen no carnaval local! Sensacional. Vale a pena pegar esses tours para contextualizar.

 

 

Seguimos para o Castelo da Boa Esperança. Nesse dia o tempo estava fechado – a Table Mountain, que esteve aberta nos 3 dias anteriores, fechou e nunca mais a vimos sem estar coberta por uma nuvem espessa. No último dia na cidade chegamos a ver o céu azul em praticamente toda a região – EXCETO na Table Mountain, ainda coberta por nuvem. Ou seja, reitero o que li: corra para lá assim que estiver aberta. Não deixe a chance passar.

Chovia um pouco quando saímos do District 6. O Castelo da Boa Esperança é amplo e contém 3 museus, que dispensamos. Chegamos a percorrer um deles, de arte, mas não era nosso foco. Fizemos o tour guiado e depois rodamos pela área – percorremos todo o perímetro do castelo pelo alto. 

 

 

Passamos pelo City Hall, onde tem uma estátua de Nelson Mandela. Ponto obrigatório para nós, que tanto admiramos essa figura histórica (fico aterrorizado com um segmento, que me parece crescente, que ataca o Mandela -- mas não o apartheid). Este foi o lugar onde Mandela fez seu primeiro discurso depois que foi libertado da prisão. Aliás, Nelson Mandela faria 100 anos em 2018! Faz muita falta ao mundo. 

 

 

Em seguida fomos conhecer e passear pelo Company’s Garden e arredores. Muito bonito, curtimos um tempo por lá. Esquilos fazem a festa da galera não acostumada (nós!!) a eles. E ainda rodamos um pouco pela Long Street e arredores. Galera diz que souvenir por ali é mais barato que no VA, mas não tenho como atestar, não comprei nada.

E fizemos nosso primeiro walking tour do dia: o Apartheid to Freedom, naturalmente focado nos tempos de Apartheid – passamos em frente à Corte local, com bancos reservados para brancos e para negros, mantidos até hoje como memória. Revisitamos o Company’s Garden e a estátua do Mandela. 

 

 

Emendamos com outro walking tour, agora para Bo Kaap. Nesse segundo tour a maioria era de brasileiros, no primeiro só havia nós 2. Vimos as tais casinhas coloridas, ouvimos sobre a história do lugar e o processo recente de gentrificação, e terminamos numa lojinha/café de chocolate que era uma delícia. Honest Chocolate.

 

 

 

 

 


Nesse dia jantamos tapas num espanhol nas redondezas. Também muito bom.


Dia 11 – 4af – Nesse dia saímos mais cedo, pulamos o café. Era dia de tour por Stellenbosch, novamente com o CS. Rolava uma chuvinha, conforme previsto. O tour pelo CS conta com um guia, e o desse dia era muito bom, divertido. Tem uma parada no caminho, numa praia, salvo engano onde se pode observar a Table Mountain de longe. Mas tava nublado e não se via nada nesse dia. Com o vento e chuvinha, fazia um friozinho. Ainda assim, houve quem quisesse desde na areia.

Primeira parada de vinhos foi na Backsberg. Vi que era esquema escala industrial também (se chega ônibus, a vinícola tem infra para atender grandes plateias; diferente de vinícolas menores, mais familiares, de pequena produção). Uma moça muito simpática e divertida apresentou rapidamente a vinícola e, o mais importante, as provas de vinhos. Gostamos de vinho e vamos com alguma frequência no Vale dos Vinhedos conhecer novidades e rever conhecidos, mas passamos longe de ser avaliadores de vinho. A regra é gostei x não gostei, e todas as diferentes gradações que se pode ter. Dito isso, gostamos muito dos vinhos de lá. Mais ainda pelo custo-benefício: tinha garrafas de bons vinhos por meros 10-15 ZAR. As melhores saíam por 40 ZAR. Achei muito barato pela qualidade.

 

 

Em seguida o busum ruma para Franschhoek, onde faz uma pausa de 2 horas para a galera passear e almoçar. Como habitualmente não almoçamos em viagem, fomos verificar se havia alguma vinícola que pudéssemos visitar naquele ínterim. Até rolava o esquema de pegar um tuk-tuk (sim, lá tem!) e ir em alguma, mas arriscava perder a hora, até porque também queríamos passear um pouco pela cidade. Então flanamos um pouco por lá e depois ficamos de bebes numa micro-cervejaria local.

 

 

De volta ao busum, fomos então para a segunda visita. Era numa vinícola conhecida, pelo visto, pelos patos. Vergenoegd. Rolou um estranho desfile de patos (centenas de patos) para os turistas (nós!). E depois seguimos para as provas. Achei menos saboroso que a Backsberg, e mais caro. Mas nessa tinha queijos para fazer o pairing, o que é sempre legal.

 

 

E retornamos para o VA. Vimos favelas pelo caminho, nos arredores. Ainda tentamos ir no Museu de Arte Contemporânea -- Zeitz MOCAA, mas fecharia logo a seguir, não valia a pena entrar. No dia seguinte estava programado de ficar aberto até tarde. Jantamos no VA novamente, sempre muito bom.

Dia 12 – 5ªf – Era o dia de conhecer o Cabo da Boa Esperança. Chovia. Dessa vez o busum chegou na Long Street já cheio (o de ontem não). Eu teria escolhido o lado esquerdo (seaside), mas não tinha mais vaga. Fomos no fundão, lado direito.

Primeira parada é na Boulders Beach, onde ficam os pinguins. São vários, e a praia é só deles. Turistas visitam em passarelas para admirar a pinguinzada. Que eventualmente passa por debaixo da passarela. No total tem 1h para sair e voltar pro ônibus, o que dá uns 40 minutos para curtir os pinguins. É ok, mas eu teria explorado mais a área, se estivesse por conta própria. É bem bacana.

 

 

Em seguida, o Cabo da Boa Esperança. Era um dos lugares que eu mais queria visitar na viagem. Onde Bartolmeu Dias fez história séculos atrás! O ônibus deixa, e há tempo suficiente para curtir. Subimos a pé, com muitas pausas para fotos e curtição do visual. Chegando no alto, no farol, muita gente, e todos querendo tirar foto num mesmo lugar. Fugimos rapidamente dali! 

 

 

Fomos fazer a trilha até o mirante do novo lighthouse. Dá pra ir e voltar tranquilamente em meia hora, com pausas para fotos e tudo o mais. Uma placa indica que leva 1,5 hora – não é verdade.

 

Depois da trilha, descemos. Haveria uma trilha de lá até o Cabo da Boa Esperança, guiada pelo guia da CS. Como o tempo estava fechado e havia previsão de chuva, o guia deu uma aterrorizada dizendo que sugeria não ir, que ficava escorregadio e tal. Maior galera (umas 25 cabeças) compareceu na hora marcada e se dispôs a ir. E o mais bacana: o tempo foi abrindo conforme descíamos a trilha. Abriu quase que completamente, um espetáculo! Muito visual, lindo lugar! Muito vento também, mas não tanto frio – era mais questão de o vento literalmente empurrar você. Vale muito a pena fazer essa trilha.

O final dela é na clássica e disputada placa do Cabo da Boa Esperança, onde Bartolomeu Dias cruzou no Séc. XV pela primeira vez. Naturalmente tem fila para fotos exclusivas na placa, fila nem sempre respeitada. Enfim, muito bacana estar ali, e ter curtido todo aquele visual.

O busum volta por outro caminho, e novamente o lado esquerdo é melhor! É onde se observa o mar.

De volta ao VA por volta das 17hs, fomos tentar o Museu de Arte Moderna novamente. Tinha uma mega fila, looooonga pacas. Era dia de museus abertos até tarde e entrada gratuita. Acho que era dia do turismo. Mas com aquela fila, não, obrigado. Pulamos, infelizmente. Ficamos passeando pelo VA, era nossa última noite na África do Sul, última noite da viagem.

Fomos celebrar tomando um vinho branco numa varanda com visual para o mar, barcos e etc. E as seagulls, claro! Curtimos o anoitecer de lá.

E fomos curtir nossa última noite no Mamma Africa, tradicional restaurante turistão que fica na Long Street com música ao vivo. Provamos algumas carnes “exóticas”, carnes de “game”. No nosso caso, Kudu e Springbok. Foi ok, mas não repetiria. Prefiro o lamb! Aproveitamos para finalmente provar o Bobotie, prato tradicional de lá. E ficamos curtindo o showzinho, que era bacana. Celebramos nossa última noite!


 

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Dia 13 – 6af – Foi o dia de ir na Robben Island. Tinha comprado o ingresso dias antes, numa das vezes em que encerramos o dia no VA. Só eu fui, Katia pegou certo trauma de barcos. E peguei o único horário que dava felizmente, o que saía às 9 da manhã. Fazia sol, mas isso não quer dizer que o mar esteja em boas condições -- no dia que chegamos estava sol e o mar estava bem violento. O barco saiu umas 8:45 e levou cerca de 1h até a ilha. São barcos diversos que partem, com velocidades diversas. Galera passa mal, o barco vai batendo. Eu consegui ir numa boa, já estava escolado desde as 3 horas de catamarã de/para Morro de São Paulo.

Chegando na ilha vc segue para ônibus apertados. Cada ônibus tem um guia, que vai contando sobre a ilha. Naquele esquema de ônibus para, guia fala, ônibus segue, etc. Se vc estiver na janela, eventualmente fotografa alguma coisa. Desencanei de fotografar, as histórias da guia me interessavam mais. Nesse passeio, não ouvi brasileiros.

O ônibus faz uma pausa numa área com lanchonete e banheiros, e belíssimo visual do mar, da cidade ao fundo, e de pinguins e outros bichos nas pedras. Mais adiante, o ônibus encerra sua participação. 

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É quando inicia o tour a pé pela antiga prisão, com um ex-preso político que lá esteve. Ele apresenta a prisão por dentro, fala como era e tal. É bem bacana. Alguém perguntou ao nosso guia p motivo de ele ter sido preso, mas ele pediu desculpas e preferiu não responder. Tem ainda a visita obrigatória à cela do Mandela. 

 

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Encerrado o tour, todos voltam para pegar o barco de volta à cidade. Aí tem uma longa fila para passar por alguma checagem. O barco da volta era mais rápido, chegou em meia hora. Katia me esperava e ainda demos uma volta geral no VA antes de partir. Pegamos um uber para o trajeto de volta. Mochilas na guesthouse e aeroporto.

Ainda pegamos uma fila medonha de grande para checagem de passaporte no aeroporto. Apenas 4 atendendo (de 14 possíveis), e volta e meia alguém desesperado para pegar algum vôo cortando pela longa fila. África do Sul e Brasil têm muito em comum, enfim.

E assim foram nossas férias na África do Sul!

 


Comentários diversos e gerais:

Onde ficar na Cidade do Cabo: num dos relatos que li, vi alguém falando que dividiu a estadia entre centro da cidade e arredores do VA. De fato, uma excelente ideia. Eu diria que ficaria nos arredores do VA, se voltar à cidade. O uber do VA para onde estávamos dava em média 50 ZAR, bem razoável. Acho que valeu também, sobretudo porque o lugar que pegamos era muito bom. Mas sempre prefiro voltar andando – e sempre voltávamos de uber, de onde fosse.

Impressões gerais da Cidade do Cabo: Achei o turismo na Cidade do Cabo mais desenvolvido que no Brasil – o que não é vantagem (é necessário muito esforço para ser pior). Sinalização de trânsito também bem superior. Casas com cercas elétricas e cartazes de segurança armada. Motoristas uber em regra de outros países da África. Em média 50 ZAR entre VA e centro da cidade. Tinha lido relatos de anos atrás falando de motoristas de taxi cobrando 200 ZAR no tiro.

Água na Cidade do Cabo: Como muitos sabem, Cidade do Cabo enfrenta um sério problema de escassez de água. Havia inclusive previsão de faltar água em 2018, o que felizmente foi postergado. Há, então, maciça campanha para que se economize. Na nossa guesthouse havia a expressa recomendação de banhos de máximo de 5 minutos, não deixar torneira aberta enquanto escova o dente ou passa sabão nas mãos e/ou no corpo, etc. Em diversos locais da cidade não há água para lavar as mãos, há um “sanitiser” que substitui adequadamente a água. Em alguns mictórios havia uma forma ecológica de descarga sem água. Depois desse tempo por lá, passei a estranhar como São Paulo, por exemplo, que esteve próximo de sofrer com falta de água, não tenha implantado campanha semelhante.

Gorjetas: em regra não é esperada, mas é apreciada. Sugestão fica na faixa de 10-20% do valor da conta. 

Comida: eu buscava sempre carne. Muito lamb – tinha até no café da manhã, eventualmente. Sempre muito bom.

Almofadas: em todos os quartos onde ficamos havia muitas almofadas e travesseiros. Era complicado onde largar tudo aquilo na hora de dormir. Parece ser tradição local.

Questão racial: o apartheid tem sequelas visíveis, com negros em postos de trabalho menos qualificados. Vimos muito pouca, ou praticamente nenhuma, miscigenação. Mas vimos casais inter-raciais, inclusive conversamos rapidamente com um de Moçambique no Aquário na Cidade do Cabo. Talvez seja a melhor forma de encerrar o preconceito, que naturalmente persiste.

Angola: na volta para o Brasil tínhamos mais tempo no aeroporto de Angola, na conexão para o Brasil. Aeroporto quente, infra meio caída. Não tem fingers. Conforme já tinha lido. Mas provamos algumas cervas locais. Achei tudo meio skol. O interessante foi a quantidade de vezes que conferiram nosso bilhete de embarque num simples embarque:
1º - para passar no raio x
2º - para entrar na área de embarque 
3º - para descer da área de embarque para o ônibus
4º - para entrar no ônibus 
5º - para subir a escada do avião
6º - para entrar no avião

Surreal! 

Taag: foi tranquilo, dentro do esperado, mas vários comandos (lazer, iluminação, chamada de comissário) não estavam funcionando. Nos 4 voos que pegamos, nenhum joystick funcionava no meu assento. Em dois dos voos, sequer a tela funcionava.


 

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    • Por Robebel
      Depois de pegar muitas informações aqui nesse forum resolvi dar minha contribuição. Decidi juntamente com duas amigas fazer uma viagem para a África do Sul. Alguns conhecidos indicaram esse destino e resolvemos arriscar. Nosso objetivo inicial era procurar um destino que não fosse tão caro, já que Europa está impraticável em razão do valor do Euro nesse momento. Dessa forma optamos África do Sul em razão da moeda rand que está em torno de R$ 0,28 (3 por 1). 
      No entanto, se a ideia inicial era economizar não tardou muito para percebermos que o passeio não seria tão barato. Para início foram as passagens aéreas. Paguei R$ 2.300 somente SP - Joanesburgo (amiga do outro dia pagou R$ 1.900😩 ), R$ 500,00 (Goiânia - SP) e em um vôo interno entre Joanesburgo e Cidade do Cabo paguei R$ 600,00 (fly safair), ou seja, não peguei promoções e acabou ficando caro. 
      Um breve resumo da viagem: 
      21/11 - Saída de Goiânia a São Paulo - São Paulo - Joanesburgo (11 horas de vôo)
      22/11 - Chegada a Joanesburgo às 8 horas  e seguida de carro para o Park Kruger
      23/11 - Passeio pelo Kruger
      24/11 - Passeio pelo Kruger pela manhã e seguida para o Aeroporto de Joanesburgo para pegar o vôo a Cidade do Cabo
      25/11 - Passeio pela Cidade do Cabo - conhecendo a Table Montain, as praias e o pôr do sol em Signal Hill
      26/11 - Passeio pela Cidade do Cabo - Waterfront e passeio de barco ( duas horas) para ver a fauna marinha
      27/11 - Conhece a Robben Island (prisão do Nelson Mandela) e passeio de city tour
      28/11 - Passeio pelo Cabo da Boa Esperança e a praia Boulders Beach (praia dos pinguins)
      29/11 - Volta ao Brasil - Cidade do Cabo, Joanesburgo, São Paulo - Goiânia (15 horas ao todo)
       
      Os preparativos da viagem foram difíceis porque conciliar datas e gostos de três pessoas ao mesmo tempo não é fácil. Decidimos alugar um carro em Joanesburgo e dirigir até o Park Kruger (cerca de 450 km). Fizemos uma reserva de um carro sedan por meio da decolar, que indicou a empresa Sixty, onde pagamos o valor antecipado de R$ 410 por três dias. Também fizemos um seguro de saúde que custou por volta de R$ 120. Decidimos ficar hospedados dentro do Park Kruger, onde com indicações aqui no forum fizemos as reservas por meio do site oficial do park na internet https://www.sanparks.org/parks/kruger/. Em Capetown ficamos em um hotel simples porém bem localizado chamado Greenhouse (apartamento com sala e quarto). 
      Passagens compradas, hotéis reservados, seguro pago e carro reservado partimos para a África. Vôo chegou exatamente no horário previsto, sem nenhum atraso. Desembarque, imigração tudo ocorreu de forma muito rápida e fomos direto à empresa Sixty buscar o carro que reservamos. Lá tivemos a nosso maior problema de viagem. Ao tentar passar o cartão de crédito para fazer a caução do valor o cartão apontava saldo insuficiente. Achei estranho porque apesar das compras de passagens e outras coisas meu cartão devia ter saldo suficiente para isso. Foi quando vi o valor que estavam tentando passar, cerca de R$ 7.000,00, (detalhe que a locação de três dias era R$ 400,00). A companheira de viagem minha tinha um cartão com limite suficiente, no entanto como a reserva estava no meu nome, somente poderia ser um cartão meu. Dessa forma enrolamos cerca de 3 horas tentando resolver a situação. Era impressionante a falta de interesse em ajudar. Até que desistimos e fomos a outra locadora de veículos, onde conseguimos um preço parecido e uma caução de R$ 1.800,00. O ruim é que não olhamos o carro e acabamos pegando um ford ka sedan, manual e sem GPS ( o que nos atrapalhou bastante). 
      O maior erro da viagem foi não comprar um chip local para ter internet em todo lugar. Achávamos que teria GPS no carro ou que seria fácil encontrar wifi por onde passássemos. Não foi tão simples. Antes de sair do aeroporto ainda baixei o mapa até o kruger pelo google mapas para usar offline. No entanto ele não funciona indicando como funciona normalmente e sim um pontinho no mapa e ir seguindo. Me apeguei às placas e nome das rodovias para não errar o rumo, mas dirigindo  na mão inglesa e ainda ficar olhando placas, confesso que não foi uma tarefa muito fácil. Como fez falta esse GPS no carro. 
      O início era tenso mudar marcha com a mão esquerda, seta invertida e ainda tomar cuidado com o trânsito. Com o tempo fui me acostumando e deu para seguir. Objetivo era seguir até o portão Phalaborwa de entrada o Kruger, cerca de 500 km de Joanesburgo. Conseguimos sair do aeroporto às 11 da manhã e paramos em um posto de gasolina na estrada às 12h30min, em um rede de fast food Winky. Depois paramos somente para abastecer em outra cidade e dirigimos sem parar. Chegamos no Kruger às 18h40min, no entanto o Kruger fechou os portões às 18h30min. Ficamos de fora. Nossa hospedagem no primeiro dia seria em Letaba, mas tivemos que ficar ali na cidade de Phalaborwa mesmo, em um hotel muito bom e barato, diga-se de passagem. Realmente no primeiro dia as coisas não saíram como o combinado, mas viagem é assim mesmo e segue o barco. 
      Logo posto mais
       
       
       

    • Por rgualame
      E ae Rapaziada, resolvei escrever este relato como contribuição de tudo que este site já me ajudou.
       
      Acredito que África do Sul já tenha diversas informações, mas sobre as Ilhas Maurício e Namíbia foi onde encontrei mais dificuldade nas pesquisas, espero ajudar.
       
      Relato tá meio bagunçado, não deu tempo de revisar, mas vamos lá...
       
      Tudo começou com as famosas "promoções" de aéreo, a ideia inicial era Tailândia, mas os valores estavam sempre muito altos, apesar de saber que lá as coisas são baratas. Depois apareceu uma promoção para Austrália, mas demoramos um pouco para decidir e perdi os valores que rondavam nos 2.000,00, eis que apareceu a passagem para Johanesburgo por 1.860,00, nesta fomos mais rápido e consegui comprar, isso foi em janeiro. Depois vi passagens por 1.600,00 e até 1.500,00, porém já era muito em cima da hora, pelas minhas pesquisas as ofertas de hotel na África do Sul não são muito altas como em outros lugares, então acredito que se comprasse em cima da hora gastaria muito com hotel.
       
      Em Cape Town por exemplo achei muita casa para alugar, mas poucos hotéis, acabei gastando muito no hotel de Cape Town, com um pouco mais de tempo teria economizado muito no hotel de cape.
       
      Inicialmente nosso roteiro seria apenas África do Sul com rota jardim, porém pesquisando vem aquelas histórias de que por lá é perigoso, de que tem que tomar cuidado etc, fiquei com receio de fazer a rota jardim e deixar as malas no carro. Hoje vejo que é tudo bobagem, foi tudo muito tranquilo e seguro, não tive nenhum problema, acredito ser igual São Paulo, tem que ficar experto, mas não é tudo que falam.
       
      Pesquisando o que tinha perto da África do Sul já que eu tinha bastante dias vi informações sobre as Ilhas Maurício, em que a primeiro momento parecia ser um destino muito caro, hoje vejo que não é, dá pra ficar uma semana de boa, achei cape Town mais caro, pra ter uma ideia um passei para uma ilha ile aux cerfs, que é a mais famosa por lá, paguei 120,00 reais já com almoço e bebidas no barco e no almoço inclusas.
       
      Depois do roteiro já montado, me sobravam 4 dias em que ia deixar 2 para cape Town e 2 para Johanesburg e decidir o que fazer por lá. Eis que faltando 20 dias para a viagem eu me lembro da Namíbia e seus desertos, Dunas e tudo mais, fazendo um levantamento vi que era viável e reagendei tudo, incluindo 4 dias de Namíbia, de carro saindo de Cape Town até Windoek. Sábia decisão.
       
      No final meu roteiro ficou deste jeito:
       
      Dia 1 31/out      Ida SP -> Joanesburgo
      Dia 2 01/nov      Chegada Joanesburgo
      Dia 3 02/nov      Joanesburgo
      Dia 4 03/nov      Safari 1 Dia
      Dia 5 04/nov      Safari 2 Dia
      Dia 6 05/nov      Rota Panorâmica 3 Dia
      Dia 7 06/nov      Joanesburgo - Ilhas Maurício
      Dia 8 07/nov      Ilhas Maurício
      Dia 9 08/nov      Ilhas Maurício
      Dia 10 09/nov   Ilhas Maurício
      Dia 11 10/nov   Ilhas Maurício
      Dia 12 11/nov   Ilhas Maurício - Joanesburgo
      Dia 13 12/nov   Cidade do Cabo
      Dia 14 13/nov   Cidade do Cabo
      Dia 15 14/nov   Cidade do Cabo
      Dia 16 15/nov   Cidade do Cabo
      Dia 17 16/nov   Cidade do Cabo
      Dia 18 17/nov   Cidade do Cabo - Namíbia
      Dia 19 18/nov   Namíbia
      Dia 20 19/nov   Namíbia
      Dia 21 20/nov   Namíbia
      Dia 22 21/nov   Namíbia - Jobug
      Dia 23 22/nov   Volta Joanesburgo -> SP
       
      3.000 KM rodados
      23 dias
      6 voos
       
      Principais Valores (Todos em Reais e por pessoa):
       
      Voo SP - Joburg: 1.860,00 (LATAM)
      Voo Jobug - Ilhas Maurício: 1.815,00 (Air Mauritius via edreams)
      Voo Joburg - Cape Town: 350,00 (British Airways via edreams)
      Voo Windhoek - Joburg: 550,00 (Air Namibia via edreams)
       
      Carro Joburg: 500,00 (6 dias) Reservado na Eurocap
      Carro Ilhas Maurício: 300,00 (2 dias) Reservado direto no hotel
      Carro Cape Town: 700,00 (5 dias) reservado na Hertz
      Carro 4x4 Namíbia: 1.600,00 (5 dias, mais caro porque devolve em outro país) reservado na Hertz
       
      Passeios:
       
      Lion Park: Predator Tour, Lion Walk e Cub Encouter: 270,00
      Soweto: 130,00 de Tuk Tuk com almoço incluso
      Elephant Whispers: 200,00
      Ile Aux Cerfs: 120,00 com almoço e bebidas incluso
      Parasailing Ile Aux Cerfs: 100,00
      Ile Gabriel e Flat; 120,00 com almoço e bebidas incluso
      Robben Island: 150,00
      Vinícolas: 240,00
       
      ÁFRICA DO SUL - JOANESBURGO E KRUGER(SAFARI)
      Dia 1 31/10
       
      Saímos as 17:50 de SP rumo a Joanesburgo. Voo Tranquilo que chegou às 08:55 horário local (Fuso de 4 horas se não me engano)
       
      Dia 2 01/11
       
      Neste dia chegamos pegamos o carro alugado da Eurocap (Corolla automático, peguei automático por medo da mão inglesa, já que aí teríamos que trocar as marchas com a mão esquerda que não serve para grandes coisas rs), milagrosamente eles não encheram o saco para vender seguro, só pegamos e pronto, rumo ao hotel deixar as malas e depois Lion Park.
       
      O Hotel que ficamos foi muito bom, devia ser uma mansão que transformaram em hotel, quarto espaçoso, café da manhã muito bom (melhor omelete que comi na viagem), galera atenciosa, piscina que não usamos. Gardenia Boutique Hotel.
       
      Lion Park
       
      Fomos para o Lion Park, que ficava a 50 minutos do hotel, ai uma dica, Joanesburgo tem um transito da peste, ainda mais porque nesse sentido do Lion Park tem uma rodovia que não tem muitos semáforos, uma zona pra atravessar e seguir, eles se entendem, nós turistas não rs, ou seja, se o GPS marca 50 minutos, se programe para mais, no dia seguinte quase perdemos um tour por isso. Lá no Lion Park tem várias atrações para fazer (reservei tudo pela internet, direto no site deles): Predator Tour, que é um Simba Safari praticamente, mais para quem não tem como fazer o safari, mas como estávamos lá eu fiz também. Cub Encounter, nesse caso tem a interação com os Leões e com Cheetah também, só fizemos com os leões. Os leões têm de 3 a 6 meses de idade alguns estavam meio dormindo e outros acordados, o acordado deu um trabalho da peste, mesmo sendo pequeno, são leões, e machucam um pouco rs, cortes, mordidas no tornozelo, minha esposa caiu de um pulo que ele deu nela, mas muito show, vale a pena. Para quem fala que eles dopam os leões, não me parece verdade, são bem sérios, e os Leões dormem muito mesmo, salvo engano 16 horas por dia, algo assim.
       
      Íamos ter neste dia o Lion Walking que é onde você anda com os leões, neste caso maiores, mas ainda bebês, 12 meses. Mas começou a chover, e eles cancelaram o tour, remarcando para o dia seguinte. Em conversa com o guia (Jason, gente boa) ele me disse que houveram 2 acidentes com os leões e turistas, ambos quando estava chovendo, eles ficam assustados.
       
      Depois disso ainda fomos no Mall of Africa, maior shopping do continente, mais de 300 lojas, legal, mas as lojas fecham cedo. As 20:00 já estavam todas fechadas.

       
      Dia 3 02/11
       
      Soweto
       
      Dia de conhecer o bairro de Soweto, acredito que dispensa explicações rs. Nas minhas pesquisas não sabia como era, se dava pra conhecer os principais pontos de carro e tal, e resolvi reservar o tour pelo Sowet Backpackers, também pela internet, você tem opção de 2 ou 4 horas, tem opção de bike ou tuk tuk. Fizemos o de 2 e Tuk Tuk. Muito legal, valeu a pena conhecer um pouco da história deles. A guia que nos levou no tuk tuk sabendo que eu era brasileiro já puxou conversa de futebol claro, segunda ela, o Avô dela foi o fundador do time deles Orlando Pirates. Várias conversas de Futebol, além claro da cultura deles, apartheid etc. Fizemos uma parada onde eles falaram sobre o regime do apartheid, um lugar um pouco sujo, porém com casas que nada tinha de favela, depois fomos na parte mais pobre, onde eles levam a gente para experimentar um "churrasco" deles, com uma espécie de purê de arroz e carne feita na hora, ali no meio. Eles mesmo dizem que é desrespeito não comer a comida do jeito deles, comi e muito, e gostei, o purê de arroz não tem gosto, a carne sim.
       
      Ali o show fica por conta das crianças que vem brincar com a gente, uma delas pegou a mão da minha cunhada e a minha e ficou se jogando para a gente balançar elas, incrível. E o guia explicando como foi criada a township e tal.
       
      Passamos pela Vilazaki Street, casa do Mandela, e o final do tour termina novamente no Backpackers para o almoço que já estava incluso. Novamente o purê de arroz e várias carnes, tudo muito bom.
       
      Demos uma passada rápida no Museu do Apartheid que ficava do lado, a ideia do dia era conhecer o museu, o Reef City e outras coisas por perto, mas como tivemos que reagendar o lion walking não conseguimos ver tudo. Porém o museu eu queria ver. Confesso que esperava mais, mas foi interessante.

      Lion Park
       
      Já quase em cima da hora do Lion walking (tem 2 horários as 11:00 e as 15:30, pegamos o da 15:30) fomos sentido Lion Park, aprox 1 hora, um transito do caramba, chegamos lá já era 16 e pouco, procurei pelo Jason que depois de alguns minutos apareceu e disse que ia fazer o tour mesmo atrasados. Show, e eu já queria desistir fazia tempo.
       
      O Lion Walking é uma caminhada que você faz com 2 leões em torno de 12 meses, grandes, que dão medo, mas ainda não tem a juba de adulto. Eles vão com um balde cheio de carne, e vão parando em pontos estratégicos para você passar a mão, tirar fotos etc. No começo dá medo, confesso, depois você vai se acostumando mas continua com medo kkkkk. Muito show, experiência que valeu a pena. Finalizando a carne do balde a gente já vai saindo, porque eles só ficam de boa por conta da carne. 45 minutos aprox.
       
      Ali você ainda pode interagir com uma girafa, dar comida e tal.

      Sandton City e Mandela Square
       
      Finalizando a noite fomos para o Sandton City (shopping) já com as lojas fechadas, conhecemos a Mandela Square e terminamos nossa visita a Joanesburgo no Hard Rock que fica ali na praça.
       
      Tem gente que fica mais tempo em Joanesburgo, tem gente que nem fica usa de escala, eu achei o tempo que ficamos suficiente, um dia a mais talvez, mas não faria muita diferença.
       
      Dia 4 03/11
       
      Kruger
       
      Saímos neste dia em direção ao Kruger rodamos quase 500KM e aprox 6 horas. O GPS que usamos foi o MAPS.ME, excelente por sinal, off-line, e além das ruas etc, você ainda pode colocar o nome dos destinos turísticos que ele também tem, só usamos ele e nos atendeu em toda viagem e nos 3 países.
       
      Uma dúvida que tínhamos e que tinha lido era em relação a posto de gasolina, neste trecho tinha muitos postos, quase semelhante a uma rodovia de SP, não senti necessidade de abastecer sempre como falaram (diferente da Namíbia), claro que tinha alguns trechos de 100km que não tinha, normal.
       
      O GPS colocou o caminho entrando pela Crocodilo Bridge que é uma das entradas e tem uma espécie de alojamento lá também. Eu tinha reserva para o Skukuza Camp, depois de chegar no Crocodilo Bridge e fazer o tramite para entrar, ainda tínhamos quase 1 hora para chegar no Skukuza, o que foi muito legal porque já estávamos dentro do parque e ali foi nosso primeiro Self Drive.
       
      Isso era por volta das 14:00 que entramos no parque e as 16:30 tínhamos um Sunset drive agendado, mas a emoção do primeiro self-drive foi tão grande e com tantos animais ali que chegamos em cima da hora rs.
       
      Chegamos no Skukuza já maravilhados com o início do nosso Safari peguei as chaves do nosso "quarto" que é uma espécie de quarto com banheiro, cozinha e até uma churrasqueira na parte externa, ar condicionado e tudo mais.
       
      Fiz a reserva diretamente no site https://www.sanparks.org/, vi que muita gente teve problema para reservar por lá, eu não tive, reservei sem problemas, comprei tours pelo mesmo site e também fiz alterações.
       
      Na época que pesquisei as opções para fazer o safari encontrei algumas empresas com os tours prontos que tinha o transfer de Joanesburgo ida e volta os drives, hotel, etc, tudo incluso, mais partia de 1.500,00 dólares, muito pesado. Fazendo direto ficou muito mais barato, eu paguei 850,00 reais incluso a taxa diária do parque, a hospedagem e os 4 tours que fiz com eles.
       
      Além do Sef-Drive eu reservei: Sunset Drive, Sunrise Drive, Night Drive e Morning Walk. Os self Drives já são suficientes para você ver uma grande quantidade de animais, possivelmente os Big 5 (como nós vimos), porém esses 4 tours só são possíveis fazer com guias por conta dos horários que abrem e fecham os parques, além do walking que tem que ser com os rangers de qualquer forma.
       
      Em termos de estrutura o Skukuza realmente é muito bom, além da acomodação, próximo tem 2 restaurantes um para comer lá e outro para levar e comer nas mesinhas da frente. Tem um shopping relativamente grande para comprar lembrancinhas e outras coisas.

       
      Sunset Drive
       
      Fizemos o Sunset Drive com os guias do parque, você entra em um carro deles e vai um motorista guiando, na verdade eles mesmo quase não param para mostrar animais, fica mais por conta da galera que está no carro que tem que dar um grito pra eles pararem o carro pra gente ver o animal em questão. Após parar eles explicam um pouco dos animais, vimos um, que eu não lembro o nome, que o guia informou que vivem em média 6 dias pois praticamente todos os animais carnívoros comem ele, por ser pequeno e lento. Foi nesse que vimos os primeiros rinocerontes e também um pôr do sol made in africa.
       
      Na volta fomos jantar no restaurante do Skukuza, muito bom, nem parecia que você estava no meio da savana.
       
      Dia 5 04/11
       
      Morning Walk
       
      Acordamos bem cedo para fazer o Morning Walk, se não me engano o tour saiu por volta das 05:30, o horário depende da época. Nesse tour você vai com 2 rangers até um determinado ponto e de lá parte a pé no meio da savana. Um ranger vai na frente e outro atrás (apesar da maior parte os 2 foram na frente) e nós vamos acompanhando, cada um com sua espingarda, para caso precise. Eles vão seguindo rastros dos animais, explicando tudo sobre a vegetação, animais, o que caçam, e assim por diante. Foi muito legal, principalmente porque você perde aquela segurança que tem dentro do carro, ali se sente mais vulnerável. Começamos perto de uma árvore Marula onde avistamos uma Girafa próxima, que só olhou e voltou a comer, ao longo da caminhada ainda vimos zebras, impalas, até chegarmos aos elefantes. A pouco mais de 50 metros os rangers avistaram 3 elefantes (casal e filhote) e nos avisaram, neste momento fomos caminhando devagar para não fazer barulho, chegando mais próximo. Eles estavam em um nível mais baixo do terreno que nós. O pai nos avistou fez o barulho dele e o ranger fez um outro barulho que fez com que os elefantes fossem embora. Nessa hora o ranger explica que a diferença entre dar um tiro ou não é conhecer os animais, aquele barulho que ele fez foi muito alto para o elefante, por isso ele foi embora, e mostrou também que um leopardo ou leão se chacoalhar as chaves que ele tinha no bolso, o barulho seria muito alto para eles, e eles possivelmente iriam embora rs. Muito show.
       
      Depois rolou um mini café da manhã com sucos, frutas secas e outras coisas.
       
      No caminho de volta os rangers avistaram um Leopardo, apontaram e mostraram pra todos, estávamos em 6 pessoas, as outras 5 conseguiram ver e eu nada, em dado momento tinham os 5 e os 2 rangers apontando pra eu tentar ver o tal leopardo e nada, até que o ranger me puxa pro lado e fala: ele está ali e aponta mas eu viajando estava olhando pra outro lado, o ranger olha pra minha cara e dá um resmungo AAAAAAAHHHHHH por eu não estar olhando pro lado certo e começa a partir em retirada rss, depois disso eu só conseguia rir e perdi o Leopardo de vez rss.
       
      Ao final do passeio os rangers agradeçam e falam: Hoje tivemos muita sorte pois conseguimos ver um Leopardo, menos você.
       
      E assim terminou meu Morning Walk, sem ver o tal leopardo rs.

      Self-Drive
       
      Voltamos por volta de 08:30, fomos tomar café e na sequência emendamos um Sef-Drive. Incrível. Logo no começo já vimos um aglomerado de carros em uma via lateral de terra e sabíamos que tinha algum big 5 lá, e foi onde vimos nosso primeiro Leão, bem longe, mas lá estava ele. Continuando na estrada além de Girafas, Elefantes, Macacos, Rinocerontes e Búfalos, avistamos um Leão com sua família, em torno de 6, todos juntos, descansando bem do lado da estrada. Nessa hora devia ter por volta de uns 20 carros, mas fomos pacientes e aos poucos conseguimos ficar bem do lado deles.
       
      Esse é o segredo do safari, viu carro parado, para também que lá tem algum animal, se ver muitos, melhor ainda os bigs estão lá.
       
      Um pouco mais para frente vimos mais 2 leoas, a primeira abocanhou um animal pequeno, que acho ser aquele dos 6 dias, rs, e a segunda pegou um Impala e estava levando provavelmente para seus filhotes. Seguimos está por um bom tempo, mas ela entrou em uma parte que não dava mais para enxergar.
       
      Fomos em direção ao lago grande que já tínhamos visto no dia anterior perto do Lower Sabie Rest Camp, lá tem uma grande concentração de Hipopótamos, Crocodilos, macacos e muitos pássaros. Surreal.
       
      Paramos no Lower Sabie e almoçamos no Mugg & Bean, comida muito boa, mas atendimento horrível, lento, precário. O Visual de lá é de matar, uma área verde muito grande, com vista pro lago do lado direito e vários animais passando, elefantes, girafas, zebras, e fora os pássaros do Kruger, é cada um mais bonito que o outro.
       
      Voltamos para o Skukuza (voltamos é modo de dizer, sempre que você está no kruger irá parar muito para ver os animais, ou até para esperar eles atravessar a rua rs) e a noite partimos para o Night Drive.
       
      No Night Drive os 2 assentos do final, quem senta fica encarregado de apontar os faroletes para a mata afim de ver algum animal. No night você vê muitas corujas, coelhos, vimos mais Rinos, Impalas, Springboks, Hienas. E Foi nesse drive que consegui ver um Leopardo rs, talvez foi o mesmo no morning walk quem sabe, rs.
       
      Pra este dia a noite minha cunhada resolveu usar a cozinha do nosso quarto para fazer um macarrão (tudo comprado antes pois fecha as 22:00 e o night termina as 22:30). O Macarrão não ficava pronto nunca e para o dia seguinte tínhamos um Sunrise reservado que começava as 04:30, além da rota panorâmica e retorno para Pretória. Resumo: Terminamos de comer as 00:30 e decidimos não ir no sunrise, parte porque já tínhamos visto os big 5, parte porque iríamos dormir pouco e tinha a viagem de volta.




      Dia 6 05/11
       
      Acordamos por volta das 08:00 neste dia, fomos tomar café da manhã, check-out que nada mais é que deixar a chave na recepção e fomos sentido ao Elephant Whispers nossa próxima parada.
       
      Não sem antes parar para ver mais um monte de animais e uma parada para avistar alguns pássaros em um lago específico para isso que não lembro o nome.
       
      Elephant Whispers
       
      O Elephant Whispers é um santuário de elefantes, onde eles trazem elefantes que sofreram algum dano para cuidar e onde você tem uma interação com eles, além do tour para conhecer os elefantes, interagir com ele, você pode andar com ele (em cima claro). É um parque que está listado inclusive no site do próprio Kruger, ou seja, o trabalho lá é sério. Parece que tem perto de Joanesburgo também, o que eu fui fica em Hazyview, a 1 hora aprox do Skukuza.
       
      Chegando lá, tem toda uma explicação sobre os elefantes (hoje eles têm 6), personalidade de cada um, alimentação, muita coisa sobre a anatomia dele e a interação com eles. Muito interessante. Gostei muito.

      Rota Panorâmica
       
      Saindo do Elephant Whispers e fomo em direção a rota panorâmica, antes uma parada em Graskop para almoçar na turistica Harries' Pancakes. Lotado de Turistas. Mas as panquecas são realmente muito boas.
       
      A Rota panorâmica tem realmente um visual incrível e imperdível, finalizando no Blyde River Canyon (Terceiro maior do mundo dependendo de onde você pesquisa rs) mais precisamente no Three Rondavels View. De tirar o fôlego. Como já era meio tarde não fizemos as cachoeiras, fomos no The Pinnacle Rock, God's Windows e Three Rondavels View Point. Todos são pagos, não vou lembrar o valor, mas era barato a entrada. Chegamos no Three Rondavels View as 16:45 e ele fecha as 17:00 podendo ficar até as 18:00, porém vi gente chegando depois das 17:00.
       
      Finalizado a Rota Panorâmica fomos rumo a Pretória, mais 400km e 4 horas de estrada, pois no dia seguinte tinha voo do aeroporto de Joanesburgo para Ilhas Maurício. De Petrória para o Aeroporto era 30 minutos, por isso preferi ficar em Pretória.


      Dia 7 06/11
       
      Aproveitamos que estávamos em Pretória e fomos conhecer o Union Building, residência do presidente, baita jardim, estátua do Mandela, lugar show.

      Na sequência fomos para o aeroporto, devolvemos o carro e partimos rumo ao paraíso: Ilhas Maurício.
       
      Fomos de Air Mauritius, tudo tranquilo também. 4 horas de voo e mais 3 horas de Fuso. Chegamos lá, já era 19 e pouco.
       
      O transfer eu já havia reservado diretamente com o hotel.
       
      A ilha é dividida praticamente entre Sul e Norte. No meio disso, mais ou menos, fica a capital Port Louis. As principais atrações ficam na parte Sul, que é mais caro também em termos de hotelaria (pelo menos quando pesquisei) na parte sul que estão as praias Flic em Flac, Le Morne, Blue Bay, A região do Chamarel. Na parte norte além da praia que estávamos próxima Pereybere (que para mim foi a mais bonita) saia um passeio para uma outra ilha próxima Gabriel.
       
      Como eu já ia alugar um carro pensei que em se tratar de ilha podíamos ficar em qualquer canto, o mais barato, e ir de carro, porém a ilha é um trânsito ferrado, chegamos a levar 1:40 para rodar 50km. Em uma possível volta considerarei ficar na parte Sul.
       
      O hotel que ficamos é uma espécie de Resort mas bem simples, bem em conta e com uma piscina legal, quadra de tênis, restaurante e bar, tudo excelente, atendimento 1000. Alugamos o carro diretamente com eles e saiu mais barato.
       
      Outra coisa que saiu mais barato do que pesquisando pela internet foram os tours pelas ilhas próximas, dizemos 2 ilhas: um dia a famosa Ille aux Cerfs e no outro Gabriel e Flat, ambas custaram 120,00 reais por pessoa, com bebidas e almoço incluso. Bebidas no barco inclusive.
       
      O hotel que ficamos foi o Casa Florida Hotel & Spa. Recomendo.
       
      Ilhas Maurício
      Dia 8 07/11
       
      Blue Bay
       
      Nesse dia pegamos o carro e fomos rumo a Blue Bay, promessa do melhor Snorkeling da ilha. No caminho passamos na praia mais próxima do nosso hotel que era a Pereybere e ali a gente já teve uma ideia do que seria aquele paraíso, que cor de água, que coisa linda, baita sol. Para quem já jogou bolinha de gude quando criança, lembra daquelas famosas leitosas? A água é daquela cor rss. Minha esposa tira sarro de mim até agora porque eu falei que era da cor da bolinha de gude leitosa, que ela não conhece, fazer o que rsss.
       
      Aproximadamente 1:30 depois chegamos em Blue Bay (Por isso o erro de estratégia ficando no Norte, se fosse no sul 30 min estava por lá, sempre que passa por Port Louis no centro é trânsito). Que lugar. Mar de vários tons. Incrível.
       
      Ainda não fui para o Caribe para comparar, então não tenho parâmetro, mas lá é o paraíso com certeza rs.
       
      Do lado direito é a parte que tem areia para a galera ficar, mais para esquerda menos areias e claro alguns hotéis e resorts fechando a praia. Ficamos lá um tempo curtindo a praia, comemos uns "salgados" que comprei em umas vans que ficam do lado 10,00 rúpias (divide por 10 para dar o real) cada salgado, muito bom. E reservei o tour para fazer snorkeling para as 15:00 o último é as 16:00. Paguei aprox 70,00 reais direto com os caras na praia. Você vai em um braco com fundo de vidro onde já vê alguns peixes, em aprox 20min já chega na parte dos corais que é onde rola o snorkeling.
       
      Correnteza forte, depois de um tempo acostuma. Vários barcos ali por perto.
       
      Ali você se sente dentro de um aquário, muito peixe, muita variedade, cara que coisa incrível. Ficamos perto de 1 hora ali maravilhados. Depois voltamos para o hotel jantamos por lá menos e tomei umas Phoenix, a cerveja da ilha. Boa também.



      Dia 9 08/11
       
      Grand Bassin e Chamarel
       
      Neste dia como seria o último dia com o carro e amanheceu meio nublado optamos por ir para o lago Grand Bassin e a região do chamarel que é onde tem a montanha de 7 cores e a Fábrica de Rum.
       
      O GPS fez o caminho passando por Port Louis o que fez com que chegássemos no Grand Bassin depois de quase 2 horas.
       
      A parte dos templos é bem legal e interessante, gostei de conhecer, o lago em si apesar da representação que tem para eles, é um lago normal, cheio de macacos em volta. A montanha do Chamarel que é um morro na verdade, é bonita, mas como não estava sol, as cores não estavam vibrantes, nada espetacular, mas estava lá, fomos rs, ali tem as famosas tartarugas gigantes da ilha, umas 6, 7. Depois almoçamos na Rumeria e fizemos o tour de degustação. Para quem já fez o de vinho, cerveja, é o mesmo esquema, onde o que mais importa é beber o rum no final. Curti e comprei uma garrafa. O Restaurante é bom também, mas tem muita mosca, não achei muito caro, mas é um pouco mais caro que o restante da ilha.
       
      Ao logo desse caminho tem várias views para fazer, paradas com cachoeiras e parque nacional black river gorges, uma mais bonita que a outra.

      Flic en Flac
       
      Finalizamos o dia na praia Flic en Flac e vimos o pôr do sol por lá. E para finalizar com chave de ouro vimos o que devia ser 2 ou 3 golfinhos brincando ao fundo, eles não pularam, só deu para ver as barbatanas.
       
      Rumo ao hotel, jantamos ali perto de pereybere em um restaurante perto da praia, também não lembro o nome rs, mas por lá tem vários restaurante e todos com preços acessíveis.
       
      Antes de ir como não tinha muita informação achei que era um destino muito caro, fora do padrão, mas lá eu percebi que não, é mais barato que muitos lugares, reservei só 4 dias inteiros para lá, mas no final dava pra ficar uma semana de boa. Muita opção e para todos os bolsos, é só fugir do hotéis caros do Sul rs.
       
      Dia 10 09/11
       
      Ile aux Cerfs
       
      Neste dia já sem carro tínhamos reservado o tour para a famosa Ile aux Cerfs, uma van leva a gente para a região próxima da Blue Bay (viu como a melhor opção é ficar no sul? rs) e de lá você vai de lancha ou catamarã para a ilha. Aprox 20min de lancha (que foi o que escolhemos), catamarã é mais demorado. Chegamos na ilha por volta das 10:00 com saída para as 13:30 pois de lá eles levam pra ver uma cachoeira pequena e vai para outra ilha para almoçar.
       
      A ilha é incrível, linda, várias cores. Na parte da manhã a maré está baixa e você atravessa de um lado para o outro a pé, já mais para a tarde a maré sobe, correnteza forte e só atravessa a nado. Entrei nessa parte da correnteza e me deixei levar para ver a força e fui longe rs.
       
      De lá também tem vários vendedores oferecendo passeio de parasailing. Dica: Pela internet é mais caro, Dica2: tem vários vendedores, sonde todos, o primeiro me ofereceu o tour a 200,00 reais, o que eu fiz foi 100,00 reais. E todos é o mesmo tour, porque você vai na mesma plataforma que todo mundo. O legal é o visual que você tem da ilha lá de cima. Outro item que eu avalio como imperdível. Mas a anta aqui, ao invés de ficar sentado, fiquei meio em pé, quando subi fiquei completamente em pé e com sensação que ia cair de lá de cima, mas ainda sim deu para curtir. No próximo eu já sei e me porto adequadamente kkkk.
       
      13:30 vai para uma cachoeira do lado de lanche mesmo, que é só para encher linguiça mesmo e partimos para outro lado da mesma ilha que onde os caras já tem as mesas e o churrasco todo montado. Um churrasco muito bom, regado a cerveja, vinho, rum, refrigerante, o que você quiser, mas tem que usar o mesmo copo, se quer rum e cerveja, termina o primeiro para pedir o segundo.
       
      Finalizado o almoço ainda ficamos um pouco ali na praia com aquela cor incrível só de boa. Ali achamos umas bolinhas de golfe no mar porque tem um campo de um resort bem ao lado, além de várias Estrelas do Mar, peixes e tudo mais.
       
      Essa ilha valeu cada centavo.


       
      Port Louis
       
      A noite demos uma passada em Port Louis com a facada de 100,00 reais de taxi para ir e 100,00 de taxi para voltar. Fomos no Waterfront que tem um shopping e vários restaurantes. No Shopping as lojas fecham por volta das 17:00 os restaurantes já vão até mais tarde, mas não é Brasil rs, tudo fecha não muito tarde, assim como na África do Sul.
       
      Dia 11 10/11
       
      Ile Gabriel e Flat
       
      Nesse dia outro tour, também por 120,00 reais por pessoa incluso bebidas e almoço. Essa ilha não estava prevista e não vi nada nas pesquisas, nas fotos eu não achei nada demais, mas minha cunhada viu um vídeo que parecia ser legal e fomos. Sábia decisão.
       
      Esse é um dos poucos passeios que sai da parte norte mesmo. O Van nos levou para a Grand Bay do lado de Pereybere.
       
      Consegue ser mais bonita que a Ile aux Cerfs. Tem um snorkeling legal também, nada comparado com o da Blue Bay, mas dá pra ver vários peixes.
       
      Nessa fomos de catamarã e o mar estava agitada, tivemos pontos de barco viking com uma galera vomitando no saquinho, mas passado isso depois de uns 45 min chegamos na ilha. De um Lado Ilha Gabriel do outro Ilha Flat, você vai de uma para a outra de lancha, os caras passam o tempo todo levando quem quer de uma para outra. Primeira parada Flat que é onde tinha o almoço e um snorkeling com correnteza feroz. Almoço do mesmo esquema da ile aux cerfs, depois de almoçar partimos para a Gabriel que era a parte mais bonita e com um snorkeling mais calmo.
       
      Nessa tem muita concha e coral quebrado na água, até cortei meu pé, quem tem aqueles chinelos ou sapatilhas de praia é bem melhor.
       
      Nessa ilha tem uma parte de areia que entra no mar e indo mais para o fundo você tem a sensação de estar andando no mar, incrível. Aliás nessa viagem usei muito as palavras surreal e incrível rs.
       
      Foi nessa que tive mais uma surpresa em um dos snorkeling vimos uma tartaruga nadando, a danada é rápida na água, mas consegui ir nadando e chegar perto dela, mais uma vez: Incrível rs. Quem viu na verdade foi um dos caras que ficam com as lanchas passando de um lado para o outro, aí fomos atrás dela para ver.
       
      Na volta eles não levam no hotel, ficamos lá na região mesmo e fomos ver um bazar que tinha por lá, já que era por volta de 16:00 e voltamos para o hotel para tomar mais Phoenix.
       
      Quando estava chegando na Ilha perguntei para o taxista: Qual a melhor praia da Ilha? Ele respondeu que era uma pergunta muito difícil pois todas as praias eram lindas. E realmente foi a conclusão que eu cheguei, não tem praia feia por lá. Cada uma com suas características. Eu particularmente achei a Pereybere a mais bonita, mas encontramos com alguns brasileiros que foram no dia que estava com tempo nublado e acharam feia, questão de gosto e também do dia que vai, o sol faz a diferença em praias.
       
      Pra mim Ile Aux Cerfs, Gabriel/Flat e Blue Bay são imperdíveis, que foram as que eu fui rs, se tivesse ido em outras entrariam também na lista de imperdíveis. Não pude ir na Le Morne que dizem ser uma das mais bonitas também.
       
      É isso aí. Ilha linda e acessível. O maior problema é claro chegar pois você precisa ir para Joanesburgo e de lá para a Ilha, o que encarece o percurso.

       
      ÁFRICA DO SUL - CAPE TOWN
       
      Dia 12 11/11
       
      Dia de voltar para Joanesburgo e em seguida partir para Cape Town. Me parece que tem voo direto da Ilha para Cape Town, mas nas minhas pesquisas de preço não encontrei, então peguei a volta para Joanesburgo e de lá direto para cape Town.
       
      Eu havia reservado pela Kulula airlines porém saia do aeroporto Lanseria. Não tinha visto isto na compra. Ainda no Brasil percebi isso e no aeroporto ainda no dia 06/11 troquei o voo para sair do O R Tambo. Paguei mais 100,00 reais por isso e fomos de British que deve ser da mesma rede.
       
      Chegamos em Cape Town já era por volta das 20:00 pegamos outro corolla que eu havia reservado, desta vez na Hertz e fomos em direção ao hotel.
       
      O Hotel era bom e muito bem localizado, mas muito caro, esse deixei para reservar em cima da hora e tomei uma bica. Ficamos no Rockwell All Suite Hotel & Apartments.
       
      Dia 13 12/11
       
      Table Mountain
       
      Primeiro dia em Cape e já fomos direto pra Table Mountain. Optamos por subir e voltar de Teleférico. Lá em cima é incrível, que visual, chegamos e de um lado nuvens, do outro aberto, era o que eu queria. Fizemos algumas caminhadas, vimos alguns animais, lagartos etc, foto de tudo que é jeito e o tempo foi se abrindo do outro lado também. Que lugar!!!!

      Kirstenbosch National Botanical Garden
       
      Na sequência fomos no jardim botânico de cape. Já fui em alguns jardins botânicos, mas pra mim o de cape é possivelmente o mais bonito (talvez empata com o do Rio, ainda não sei rs), grande, vários animais também, coruja e tudo mais.
       
      Finalizamos o dia no Boo-Kaap. Mais um daqueles estamos lá vamos, pra mim nada demais.
       
      Dia 14 13/11
       
      Aquarium Cape
       
      Esse dia era um dia bem aguardado, em algumas pesquisas na internet eu vi que no aquario de cape town que fica no waterfront é possível fazer uma interação com os pinguins rockhopper (o cabeludindo do filme tá dando onda). Para isso é necessário reservar pela internet, você manda e-mail para eles, e só é possível 2 pessoas por dia, portanto reserve com bastante antecedência. Como estávamos em 3 pessoas, eu reservei duas para dia 13 e uma para dia 14. Cheguei no aquário e perguntei se era possível fazer os 3 no mesmo dia, a menina falou com a guia e ela disse que dava, mas o tempo total era 30 minutos para 2 ou 3 pessoas, para nós era suficiente. Primeiro conhecemos o aquário, eu curto muito aquário então para mim foi bem legal (até hoje o melhor para mim é o de Valência na Espanha) e quando foi 10:45 começa o penguin experience. Você coloca um jaleco porque os bichinhos vão cagar na sua roupa e vai pra área de encontro. Meu maior medo se tornou realidade, na hora de reservar eu pensei será que a gente entra na área que os pinguins ficam para os visitantes verem eles? ou seja, a galera vai ficar me vendo lá dentro pelo vidro? E sim, é isso mesmo, fui pinguim por um dia kkkk.
       
      A primeira instrução é: Os pinguins mordem então não puxem o braço, mão, pra não machucar, deixa morder rs, e a guia mostra a marca nos braços dela.

      Lá dentro a gente senta e ela vai colocando os pinguins no nosso colo, mostrando como passar a mão, onde passar, o que fazer, explicando tudo sobre eles. O primeiro que veio no meu colo, adivinhem? Me mordeu pra caramba rss. Mas não doeu nada. O segundo era um gente boa lá, que esqueci o nome também e ficou de boa no colo de todo mundo. Quando você coloca a mão entre o pescoço dele, ele se treme todo, moh barato. Não entendi o motivo, a guia explicou.
       
      Cara valeu a pena também, essa interação com os animais era o que eu procurei nesta viagem, além de vê-los queria interagir. Bem diferente.

      Waterfront
       
      Na sequência dessa experiência incrível ficamos pelo waterfront porque na parte da tarde teríamos Robben Island. Fomos na Roda Gigante, shoppings, eu acabei indo no Springbok Experience que é o museu da seleção de Rugby. Pra quem gosto muito legal apesar de pequeno. Almoçamos no Quai 4, porque com o ingresso do Springbok Experience você ganha um chopp lá.
       
      O waterfront é bem legal, grande, com várias lojas, fomos de dia e de noite também para jantar, 3 shoppings e várias coisas para fazer.
       
      Robben Island
       
      Nosso tour já comprado pela internet saiu as 15:00, dizem que se não comprar pela internet não consegue comprar porque é concorrido, no dia que eu fui dava para comprar na bilheteria de boa.
       
      Lá é um tour histórico né? A ilha, Mandela, Apartheid, o guia da prisão é um antigo detento. Depois descobri que tinham vários políticos da Namíbia lá também. Histórico, Imperdível.
       
      Dia 15 14/11
       
      Dia de ir até o cabo da Boa Esperança. em torno de 80km +- até lá.
       
      No caminho passamos na praia de Muizenberg aquela das "casinhas" coloridas. Realmente muito bonita a praia e as casinhas dão um toque diferente. Aliás para todo lugar que você vai em Cape Town tem uma paisagem incrível.

      Na sequência fomos para Boulders Beach conhecer a famosa praia dos pinguins. Depois de estacionar e pagar a taxa de entrada você tem 2 passarelas para ir até a praia. Lugar Mágico. Muitos e Muitos pinguins Africanos dando show e valorizando nossas fotos rs.

      Destino Final Cape Point e Cabo da Boa Esperança. Chegamos por volta das 12:00 lá. Acredito que tenha limite de carros para entrar no parque, porque ficamos mais de 1 hora parados na fila, e a cada carro que saia liberava um. Lá dentro também estava com várias obras na pista então paramos algumas vezes.
       
      Em Cape Point estava 100% neblina, 0 visibilidade, só ouvimos o barulho do mar lá embaixo.
       
      Almoçamos no restaurante que tem por lá, comida excelente e perguntei para atendente se era sempre assim, ela me disse que com frequência aquele ponto ficava assim, não tinham como prever.
       
      Já no Cabo da boa esperança mais abaixo já estava com visibilidade boa. Um dos lugares mais bonitos que tem por lá.

      Voltamos pela famosa Chapman's Peak Drive, que tem pedágio de 51,00 rands. Uma estrada Cênica, lindíssima. Vários Viewpoint para você parar. No final paramos no Chapman's Peak para ver o pôr do sol. Algumas pessoas levam champagne e tudo mais, mas ficamos só vendo o pôr do sol mesmo num baita frio. Mas foi para fechar o dia com chave de ouro. Não fomos na Lion head e Signal Hill que dizem ter um pôr do sol incrível também.
       
      Dia 16 15/11
       
      Centro e Camps Bay
       
      Começamos este dia indo conhecer algumas coisas no centro de Cape Town. Primeira parada foi o Companys Garden, bem bonito por sinal. Depois fomos na Igreja e na praça que vende os artesanatos e tal. Nada muito interessante.
       
      Finalizado essa parte, o sol já começou a aparecer e ai fomos para Camps Bay, curtir uma praia, aquela praia espetacular com vista para os 12 apóstolos. Pena a água ser congelante. Acho que é mais gelada que de Punta del Este.
       
      Hout Bay
       
      Depois de passar algumas horas por lá fomos para Hout Bay, primeiro para almoçar e depois para fazer o tour da Seal Island para ver as focas.
       
      Almoçamos um fish and chips bem gordurento mas bom ali na Hout Bay mesmo e fomos procurar de onde saia o passeio, por sorte pegamos o último horário as 16:00. O Tour leva 50 min +-, 20 para ir, 20 para voltar e 10 observando as centenas de focas que ficam na ilha. Gostei.
       
      A noite foi dia de conhecer no Mama África, 100% turístico rs, na chegada flanelinha para poder guardar o carro, 20,00 rands da vaga e 10,00 para olhar o carro, falei que os 10,00 eu pagava só depois e não paguei até hoje.

      Mama África
       
      Lá no Mama África pedimos mesa para 3 e a atendente falou que tinha que ter reserva que para o dia só tinha mesa para depois de 1 hora, quase falei: Só 1 hora, é porque você nunca foi para São Paulo!!! Demos o nome e fomos para o Bar, tudo meio apertado, mas não deu 20min, a bebida nem tinha chegado ainda e já chamaram para nossa mesa.
       
      Experimentei 4 cervejas artesanais de Cape Town e não gostei muito de nenhuma. Para o jantar pedimos uns espetinhos de game que são as carnes variadas deles, e estava razoável, meio sem tempero. Pedi errado Fígado de Moçambique, horrível, não gosto de fígado, errei na tradução rss, e comi também um espetacular bobotie de avestruz. Achei tudo razoável, atendimento bom, comida normal, com exceção do bobotie.
       
      Dia 17 16/11
       
      Dia de conhecer a região das vinícolas, para este dia eu preferi reservar um tour pois o objetivo principal era beber muito vinho, claro.
       
      Reservei o tour Wine Tours Cape Town 230,00 reais por pessoa incluso: transporte, visita com degustação em 4 vinícolas e almoço.
       
      As 08:30 a Van já estava na porta do hotel e seguimos sentido Paarl e Stellenbosch a 1 hora aprox de cape town. Por volta das 18:00 estávamos de volta.
       
      Gostei muito do tour, pelo guia, pelas vinícolas escolhidas, almoço e tudo mais. Vou resumir as vinícolas que conhecemos:
       
      Fairwiew: A primeira degustação são 6 vinhos e com queijo para acompanhar cada uma delas.
       
      Backsberg: Você conhece um pouco do processo de fabricação além de degustar de 5 vinhos e 1 Brandy. O Brandy é espetacular trouxe uma garrafa, os vinhos nem sei, depois do Brandy esqueci o gosto rs. Depois desta fomos almoçar em uma outra que não me recordo o nome.
       
      Remhoogte: Essa vincula o legal é o lugar pois na frente tem uma área com vários animais, Zebras, Impalas etc. Baita vista e você degusta de 4 vinhos.
       
      Murate: Essa tem como característica ser uma das mais antigas do mundo e na área de degustação eles deixam isso bem a mostra em um lugar com várias teias de aranha milenar rs. Degustamos mais 6 vinhos.
       
      Vi que tem agora um trem que faz o esse tour, mas na época que eu pesquisei não tinha nenhuma informação.

      Dia 18 17/11
       
      Este era o dia de partir para Namíbia, mas ainda tínhamos a parte da manhã livre pois só iriamos a tarde rumo a namíbia onde paramos na cidade de Oskiep a menos de 1 hora da divisa.
       
      Na parte da manhã minha esposa queria voltar em Hout Bay para ir em uma loja e comprar uma pantufa para minha sobrinha, e lá do lado tinha o World of Birds and Monkeys, como não tínhamos nada para fazer, sugeri que fossemos lá.
       
      Não era um lugar programado mas devia a variedade de pássaros que vimos na África do Sul achei que podia ser interessante.
       
      World of Bird and Monkeys and Rats/Mouse/Mice
       
      Realmente tem uma variedade muito grande, cada pássaro incrível que nunca tínhamos vistos, lugar grande, só tinha um problema, tinha rato para cacete, e eu tenho pavor de rato.
       
      Você entra em uma área que era para observar os pássaros de perto, dentro da gaiola mesmo, e lá estavam os ratos comendo a comida dos pássaros, não eram pequenos, eram gigantes.
       
      E o pavor batendo porque estava dentro do cercado. Mas eu já tinha pago, venci esse medo, ainda vi outros grandes, em algumas dessas gaiolas eu via e voltava, não dava para encarar. Foi foda. Mas vi uns pássaros e macacos que não se vê em qualquer lugar. Ainda gostaria de saber porque não matam os ratos para manter um lugar limpo.
       
      Vencido mais esta etapa fomos em um shopping na Hout Bay compramos as tais pantufas, voltamos para o hotel check out e partiu Hertz da Long Street.
       
      A Saga do Carro
       
      Na Hertz nos iriamos trocar o corolla por um 4x4, já explico o motivo do 4x4, e partir para Namíbia.
       
      Chegamos lá as 14:00, o cara me perguntou como iriamos para o aeroporto, eu falei que iriamos pegar um 4X4 ali mesmo, o cara me diz que não tem nada reservado, até aí beleza, fui lá falar com ele, o que aconteceu é que eu reservei pela internet para devolver o carro no aeroporto e pegar lá, porque a oferta de 4x4 é pequena, mas no dia que eu retirei o corolla falei para o cara que ia devolver no centro e queria pegar o 4x4 lá também, ele me disse que sem problemas, que ele ia mudar. Mas pelo visto não mudou. Por sorte tinha acabado de chegar um 4x4 e eles iam limpar. Pediu para voltar dali 1 hora.
       
      Aproveitamos e fomos almoçar do Addis in Cape, restaurante de comida etíope. Cara que puta experiência. Come com a mão e os caramba, comida bem apimentada, mas saborosa, atendimento excelente. Indico.
       
      Voltando na Hertz tudo certo, eis que eu falo para o cara: Precisa de alguma coisa para entregar o carro em Windhoek? Aí bate o desespero nos caras, porque tem toda uma papelada para o cara fazer, ele saiu gritando para outro lá que íamos entregar em Windhoek e vem outro para fazer a papelada.
       
      Nesse momento um dos caras da locadora me pergunta: Onde vocês vão dormir hoje? Eu falei: Perto de Springbok. E onde é Springbok? A mais ou menos 6 horas daqui. O cara fez umas contas e incrédulo falou: Mas você vai chegar lá as 21:00. Isso mesmo. Quase falei: Cara a gente mora em SP lá você gasta 4 horas para ir e voltar do trabalho todo dia, o que são 6 horas? Minha esposa falou que quando eu saí para ir no banheiro o cara estava preocupado que eu iria dormir no volante dirigindo 6 horas. kkkk
       
      No final do processo outro cara da locadora incrédulo vira e me pergunta: Porque Windhoek???? Eu falei: Cara a Namíbia é cheia de canyons, paisagens, dunas, desertos, por isso. Ele manda: Ahhh no Brasil não tem deserto, só tem o Cristo. kkkk
       
      Nesse momento minha cunhada estava consultando o roteiro que eu montei porque estava batendo desespero, ela pensou: Se os caras que estão aqui do lado não conhecem a Namíbia e não sabem o motivo de estarmos indo lá, onde esse cara está me levando??? Rachei o bico, mas confesso fiquei um pouco apreensivo, mas vida que segue.
       
      Com aquele caminhão que é o 4x4 nas mãos seguimos até Oskiep onde iriamos dormir. Ficamos em um puta hotel legal, com um bar mais legal ainda, e com um preço melhor ainda. A noite tomei (tudo isso pra relaxar do trampo da locadora): 1 whisky duplo, 2 congnac duplos, 3 cerveja, minha cunhada 2 whiskies duplos e minha esposa 1 drink, deu menos de 70,00 reais. Na companhia de um barman gente boa que diz já ter trabalhado na Amazônia mas não sabia o que era boto cor de rosa, ou pelo menos foi o que eu entendi hauhuahuahu.
       
      Do mais a paisagem de cape até Oskiep é sensacional, já valeu a viagem.
       
      NAMÍBIA
       
      Dia 19 18/11
       
      Esse dia foi o dia de cruzar a fronteira. Antes algumas informações que eu peguei da Namíbia.
       
      Na Namíbia tudo que você for fazer tem uma distância mínima de 300km.
       
      A Namíbia tem quase o tamanho da Espanha e França juntos, para ter uma ideia estes dois países têm em torno de 100 milhões de habitantes, a Namíbia tem 2 milhões e meio, ou seja, é um país desértico, inclusive de pessoas, chegamos a dirigir 2 horas sem ver uma alma viva, nenhum carro, só uma tonelada de paisagem exuberantes e muitos animais selvagens em seu habitat natural.
       
      As estradas são classificadas em B, C, D, onde B: Asfalto, tapete. 😄 Terra, mas de boa, 😧 Somente 4x4. Peguei estradas C que pareciam D e D que pareciam C, rs.
       
      Para ficar mais seguro e ir mais rápido também eu preferi alugar o 4x4, já que com um carro comum já vi relatos de gente que conseguiu ir, mas aí tem que preferencialmente fazer a maior parte pelas estradas B, o que amplia muito a distância.
       
      Tem umas C e D bem chatas de dirigir, desliza muito mesmo no 4x4 e tem vários "quebra-mola" natural. Mas com o 4x4 vai que vai.
       
      Foi bem tranquilo dirigir pela Namíbia e a paisagem vale cada distância que você enfrenta.
       
      Na montagem do roteiro tínhamos a opção de ir de avião de Cape para Windoek ou entrar de carro. A maioria dos lugares estão mais próximos da capital. Etosha, Sossusvlei, Sesriem, Walvis Bay, Swakopmund, Skeleton Coast. Todos a aquela distância mínima um do outro 300km rs. Só tem um lugar que está longe de Windoek e mais próximo da África do Sul, o Fish River Canyon, e era um dos lugares que queríamos ir, por isso optamos por entrar de carro de cape. Mais uma vez: Sábia decisão.
       
      Posto de gasolina: Abasteça sempre que ver, é realmente raro, ainda mais quando você pega as C e D.
       
      Fronteira
       
      Cruzamos a fronteira, eles revistaram o carro, e não perdem a oportunidade de perguntar de onde você é, e ficar deslumbrado quando falamos que somos do Brasil. Aliás isso aconteceu na Namíbia inteira, de onde vocês são? Brasil. Aí começa o bate papo, foi realmente muito legal.
       
      Na fronteira você preenche o formulário de imigração, paga a taxa do carro (que ninguém te avisa e só te falam quando você tenta passar pelos guardas) e pronto entra na Namíbia.
       
      Fish River Canyon e o Deserto mais antigo do Mundo
       
      MAPS.ME nos ajudamos e chegamos até o Fish River Canyon. Gigante, Incrível. Não conheço o Grand Canyon, mas esse para o enquanto é o meu preferido. E o lugar me lembrou atacama e Bolívia, sem grade, proteção nem nada, roots, se quiser e conseguir descer, desça problema seu rss.
       
      Saindo do Fish River fomos para o nosso hotel no meio do Deserto o mais antigo do mundo. Puta hotel. Valeu cada centavo também. Aproveitamos a tarde na Piscina, vimos um baita por do sol e já com 5 cervejas na mente tentei me aproximar de um Oryx já que é tudo aberto mesmo por lá, por sorte ele foi mais sensato que eu e vazou rss.
       
      Ali você se sente literalmente no deserto, no meio da natureza, sem grades, proteção, nem nada. Cobra, Lagarto, Oryx, Dassies e tudo mais.
       
      Ficamos no Gondwana Canyon Village


      Dia 20 19/11
       
      Neste dia tivemos o trecho mais longo da viagem, quase 600km até região de Sesriem/Sossuvlei, eu adicionei uma passada no Giants Playground e Quiver Tree Forest o que aumentou um pouco mais o tempo de viagem, mas valeu a pena,
      O Quiver Tree Forest é uma floresta com várias das árvores da Namíbia a Quiver, vimos muitas Dassies por lá também, ficamos pouco tempo, na entrada da desse parque tem uma placa, existem animais selvagens, entre por sua conta e risco, mais ou menos isso, lá dentro além das dassies vivas, tem as mortas também rs, vimos carcaças delas, aí vazamos, acho que por causa dos javalis.
       
      O Giants Playground são uma série de pedras "empilhadas" que tem um visual bem interessante.
       
      Não são lugares imperdíveis, mas vale como uma parada.
       
      Na sequência nosso GPS mandou ir por uma estrada C14 ao invés da B1 que parecia ser mais rápido, porém nem lembrava na hora da B ou C e segui o GPS. Valeu GPS. Que paisagem incrível.
       
      Aliás isso é uma das coisas legais da Namíbia os caminhos. A vantagem de ir pelas estradas C e D são as paisagens que você encontra pelo caminho.
       
      Neste caminho você ainda vai ver vários animais selvagens, zebras, springboks, muitos pássaros, tem até placa de Girafas, mas nós não vimos nenhuma. Cada curva que você faz é uma nova paisagem.
       
      Foi em uma dessas que paramos para tirar uma foto no meio da estrada. Parei o carro, tiramos várias fotos, depois resolvemos tirar dos 3, eu tentei ajustar a câmera com pedras, ai achei melhor pegar o tripê, ou seja, mais ou menos uns 40 minutos e nenhum carro passou. Quando ajustei o meu tripê e corri para me posicionar para a foto, me aparece um carro, voltei correndo e peguei o tripê com a câmera rs.
       
      A galera que estava no carro viu que descemos e pararam mais para frente para tirar fotos também.
       
      Não esqueçam de levar salgadinhos, água etc, porque são pouquíssimos lugares que tem para você parar e comprar alguma coisa, principalmente indo pelas C e D.
       
      Chegamos no nosso hotel já era por volta das 17:00. Aliás que lugar, no meio do deserto também, tudo aberto, Oryx rondando, piscina, bar, show.
       
      Ficamos no Desert Camp em Sesriem. É uma rede com vários tipos de alojamentos, inclusive um Lodge que fica a 5km do Desert Camp, que é onde eles têm o café da manhã e jantar. Não sei se tem almoço. Jantamos 2 dias lá e tomamos café 1 dia. Café 30,00 reais por pessoa e jantar 70,00 reais. Tudo bem farto. Mas dá para comprar o que você quiser perto da entrada do Sossusvlei, que acredito ser o lugar mais próximo ali da Região. Solitaire está a 65km +- pra ter uma ideia.
       
      O jantar no Lodge é bem servido e várias carnes de Caça (Game), Zebra, Springbok, Cervo e mais um monte de outras, além de macarrão e peixes, tudo feito na hora. O legal é o clima, claro, no meio do deserto e tudo com luz de velas.

      Dia 21 20/11
       
      SOSSUSVLEI - Duna Misteriosa e Dune 45
       
      Dia mais que esperado da viagem toda, dia de Sossusvlei e Dead Vlei.
       
      No dia anterior estávamos decidindo se íamos cedo (o parque abria as 06:20 quando eu fui e fechava as 19:20, varia de acordo com a época, no hotel já nos informaram os horários) ou mais tarde. Decidimos descansar um pouco mais e ir por volta das 10:00 para o sossuvlei, o que no final se mostrou uma decisão não muito boa, pois chegamos ao dead vlei por volta das 13:30 em um sol de 35 graus na cabeça, além do fato da baixa humidade do ar da Namíbia e o principia sem água.
       
      Na entrada do parque você paga a taxa para entrar e o cara te dá um número. É importante anotar o bendito número, na saída o "porteiro" encheu nosso saco por causa do tal número rs.
       
      Depois de entrar no parque você já começa a ver as dunas avermelhadas dos dois lados. O Destino final que é o Dead Vlei fica a 65 km da entrada, e não tem nenhum lugar para comprar nada dentro, portanto água e outras coisas já compre na entrada.
       
      Existe uma primeira Duna que paramos e eu acabei subindo que é aparentemente maior que a Dune 45 (que tem este nome por estar no km 45). Essa Duna não tem nome, não encontrei nada na internet, pra subir não é muito simples não, mas no final dá certo.
       
      Lá pelo KM 45, chega a tal Dune 45 que é um pouco melhor de subir.
       
      Para subir devo ter gastado uns 45 min pelo menos.

      DEAD VLEI A Saga
       
      Final do trecho é o caminho que leva para o Dead Vlei, existe os 4 km finais que somente são acessíveis de 4x4, muita areia, desliza demais. Se você não tiver de 4x4 é só parar e pegar os carros do próprio parque, parece que paga 170,00 Dólares Namibianos (que tem o mesmo valor do Rand Sul-Africano. Inclusive só levamos rand lá e é moeda quase que oficial também, cotação 1x1).
       
      Nessa parte sofremos, primeiro que não tínhamos água (pesquisa, pesquisa antes da viagem e comete esse erro, rs), segundo que tem uma placa; Dead Vlei, siga as marcas. Só que tem marca pra tudo que é lado. Tinha 2 casais indo para o lado direito e seguimos (Para ir ao Dead Vlei é só seguir as marcas mas para frente da placa rs) eles, paramos em outros Vleis que tem por lá, muito show, mas nada do Dead VLei, foi quando decidi olhar no GPS e vi que estávamos em paralelo, que a melhor opção era voltar. Resumo da História é que gastamos pelo menos 1 hora até que eu consegui encontrar o Dead Vlei.
       
      Que Lugar!!! Que energia!!!
       
      Mas foi puxado, sol do caramba na cabeça e cansados, até porque subimos as Dunas, além do horário.
       
      Por sorte um pouco antes, quando minha esposa e minha cunhada já estavam desistindo de achar o Dead Vlei (porque eu estava em outro lado procurando o lugar, subindo mais dunas para "cortar" caminho), minha esposa achou uma garrafinha de água e acreditem lacrada, caída perto de onde você para os carros, porque elas voltaram para lá para refazer o caminho. Neste momento eu já havia achado o Dead Vlei e voltei para buscar elas. A água apesar de morna nos deu gás novo para aguentar a caminhada de 20 min(no meu caso a segunda, rs).

      SESRIEM
       
      Finalizado este lugar mágico voltamos os 65km e eu comprei uma garrafa de 2 litros de água para cada um, que eu bebi em poucos minutos. Descansamos um pouco e partimos para o Sesriem.
       
      Um canyon diferente, vale a pena também, o legal é que você caminha dentro dele. Já vi gente caminhando com água dentro, no nosso caso estava seco com poucos pontos com água e muita pedra, espinhos e tudo mais.
       
      Apesar do calor e da quase falta de água kkkk, foi incrível, aquele lugar é realmente espetacular.

      Dia 22 21/11
       
      Neste dia acordamos cedo e fomos em direção a Windhoek de onde saia o nosso voo para Joanesburgo, no caminho passamos na famosa Solitarie para tomar café e comer a torta de maça, muito boa por sinal.

      Mais 250km e estávamos na capital da Namíbia. A aproximadamente 15 km de Windhoek tivemos que parar o carro para uns 20 macacos atravessarem. Cena curiosa por estarmos tão próximo de uma capital rs.

      Paramos na Igreja central para conhecer e fomos no Museu da Independência. Bem bonito, completo e com cenas bem fortes do que foi o processo de libertação da Namíbia.

      Como estávamos meio em cima da hora e o aeroporto era a quase 50 min do centro, já fomos embora, a princípio não tem muita coisa para conhecer na capital. Achei bonita e bem organizada.
       
      Chegando no aeroporto devolvemos o 4X4 e mais cara de incredulidade por estarmos devolvendo um carro que pegamos em Cape Town.
       
      O aeroporto da Namíbia pelo menos no dia que fomos parecia uma rodoviária. Pequeno, ar condicionado quebrado ou desligado e com uma fila gigante para imigração. Demoramos mais de 3 horas entre o processo de despachar bagagens e passar pela esteira e imigração. Não devia ter mais de 100 pessoas na fila.
       
      Mas no final tudo deu certo, com muito atraso claro.
       
      Dia 23 22/11
       
      Dia de voltar para o Brasil com aquela sensação que podia ter ficado mais tempo, principalmente na Namíbia. Mas o fim de uma viagem é o começo de outra. Bora trabalhar para pagar a próxima.
       
      É isso rapaziada, foi possivelmente a melhor viagem que já fiz, finalmente uma que passou ou empatou com Atacama e Bolívia rs.
       
      Quem estiver com alguma dúvida que eu possa ajudar pode mandar mensagem que eu respondo assim que puder.


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