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Mudei de emprego, fiquei 1 ano sem férias, mas finalmente voltei à boa prática. Com duas semanas nas mãos, onde escolher? Dentre as várias opções, a África do Sul estava no alto das nossas preferências. A Latam passou a voar direto para lá, então as coisas pareciam mais fáceis. Só que não rolava promoção para as datas que queríamos. Até que a santa TAAG fez uma boa promoção e compramos. Optei por chegar por Johannesburgo e voltar pela Cidade do Cabo.

África do Sul, para mim, é Mandela. É J. M. Coetzee. É Safari. É Copa de 2010. Cidade do Cabo. Eram as minhas referências, todas positivas.
 

Assim que compramos as passagens, comecei a fazer o planejamento macro. Até pensei em esticar para outro país, mas vi que a África do Sul demandaria mais que apenas 2 semanas. Então primeira decisão foi que ficaríamos somente por lá.

Segunda decisão foi não dirigir. Tenho ampla predileção por *não* dirigir no exterior. Mais ainda em mão inglesa. E ainda mais na África do Sul, com os relatos de policiais no estilo Brasil de ser, digamos assim. Com isso passei a enfrentar um problema para fazer o safari. Porque mais de 9 entre 10 relatos sobre o país contém safari com carro alugado. Mas mantivemos a disposição de não dirigir.

Fechamos o roteiro básico de ficar 1 ou 2 dias em Jb, fazer um safari e passar +- 1 semana na Cidade do Cabo. E assim foi.

Problema é que acabei deixando o fechamento da logística (hotéis, passagens internas, safari) para amanhã, depois para amanhã (e assim subsequentemente), o que resultou num problema na hora de decidir qual safari fazer. Kruger? Outro parque? Reserva privada? E tudo isso em meio à (enorme) limitação de não estar de carro. Tive de recorrer a agências, e consultei diversas. Algumas me respondiam com impressionante rapidez. Outras levavam dias para retornar.

As opções de safari, de como fazer, de onde ir e ficar, são diversas, para diversos bolsos e estilos. Mas, para quem está sem carro, complica. Lendo relatos eu acabei tentado pelas reservas privadas. Problema principal, de início, era o preço. São *muito* mais caras, em regra. Dependendo de onde estão, o transporte até lá (sem estar de carro) também fica bem caro. Balancei diversas vezes em função disso. No entanto, considerando que pode ser nossa a única vez na região na vida, optei tardiamente pelo esquema mega-patrão de ficar em reserva privada. Tardiamente pq, na hora em comecei a verificar disponibilidade, poucas (dentre as mais acessíveis) ainda tinham vagas. Isso foi pouco menos de 1 mês antes da viagem.

Entre idas e vindas, para encurtar o assunto, acabei fechando com a Ashtons (uma empresa que faz o transporte de Jb ao Kruger) o pacote de transfer + 3 dias na Umlani Bushcap. Gostei da proposta do Umlani de uma coisa mais rústica (não tem energia elétrica, o chuveiro banho numa parte externa do quarto, etc.; uma parada pretensamente mais rústica). E também era dos poucos com vaga.

Depois disso compramos as passagens de lá para a Cidade do Cabo. Para piorar, caía num começo de feriado nacional no país. Mais facada no bolso. Somando tudo isso, o dólar disparando. O rasgo foi grande. Mas vou esquecer disso, e a lembrança das férias na África do Sul serão eternas.

Roteiro básico:
Johannesburgo – 2 dias
Safari no Umlani Bushcamp – 4 dias
Cidade do Cabo – 7 dias

Quando: De 16 a 28 de Setembro de 2018

Custos:
Aéreo - Ida: Rio-SP-Luanda-JB; volta Cidade do Cabo-Luanda-SP-Rio: 2.200 BRL cada
Aéreo – Hoedspruit – Cidade do Cabo: 3.985 ZAR cada

Safari/bushcamp: 23.172 ZAR para ambos

Pousada JB – Thulani Lodge – 1.582 ZAR (total 2 dias)
Pousada Cabo – At the Barn – 4.630 ZAR (total 7 dias)

Adotamos uma média de 100 USD por dia para cada de orçamento, incluindo o custo com hospedagem (mas excluindo os aéreos e o esquema-patrão do safari/buschcamp). Ficamos dentro do orçamento.
 

 

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Relato: Johannesburg
O avião da TAAG é no esquema 3x3x3 de poltronas. Tive problemas com o monitor (não funcionava) em 3 dos 4 voos com eles. De resto, foi ok, dentro do esperado para um bilhete econômico. Em Luanda de fato o aeroporto é quente, sem wifi e, dependendo da hora em que vc chega, tem uma looooonga fila para passar por um único raio x para ir para a sala de trânsito. 

Enfim, chegamos a Johannesburgo. Fiz logo o câmbio no aeroporto (sugiro fazer na parte de fora, a cotação é a mesma, a facada de comissões e taxas é a mesma, mas não tem fila). Acho que vale mais a pena para o IOF do saque, sinceramente. No total dá mais de 7% de perda entre taxas, comissões e o k7a4.

Compramos um chip no aeroporto tbm. Foi 1ª vez que comprei – foi para usar uber para cima e para baixo, em função dos relatos de ausência de transporte público decente e de taxistas malandros (do tipo que via muito no Rio). E já partimos de uber do aeroporto.

Reservamos uma pousadinha em Melville. Queria ficar num lugar onde pudesse curtir a noite e andar de volta para onde estivesse hospedado. Via de regra, é isso que busco. Melville é local perfeito nesse sentido. Ficamos do lado da 7ª, que é onde rola o agito da noite por lá. 

Como já chegamos no meio da tarde, ficamos apenas rodando pela nossa área. As atrações fecham relativamente cedo por lá (16-17hs), então não daria tempo pra mais nada mesmo. Ficamos passeando, parando para cerva nos bares e fomos jantar no Lucky Beans. 

Dia seguinte era 2ª feita e partimos logo cedo para Rosebank, que é onde sai o City Sightseeing (CS). E aqui vale uma dica que vários outros dão: para quem está sem carro, o busão do CS provavelmente é a melhor opção para conhecer a cidade. Passamos o dia com ele, selecionarmos algumas atrações que queríamos conhecer, e curtimos assim.
 

Enfim, partimos e fomos conhecendo a cidade pelo 2º andar do busum. Acho que não andava nesses ônibus de turismo havia uns 20 anos. Foi opção muito boa. Passávamos por áreas muito verdes, casas impressionantes de bonitas (sempre com cerca elétrica – bem tipo Brasil). Nossa primeira pausa foi em Constitutional Hill. Rodamos um pouco pela área, mas não entramos (tem um museu), apenas ficamos lá por meia hora, até a partida seguinte do CS. Havia pouca gente no CS, e somente nós 2 paramos lá.

Em seguida paramos para ir no Top of Africa. Um prédio alto num shopping no centro da cidade, de onde vc tem vista panorâmica da cidade. Era isso que eu tinha em mente. Novamente só nós 2 que descemos nessa parada. E mais: não podíamos ir sozinhos, tínhamos de ser acompanhados por um funcionário do CS desde a descida do ônibus até chegar no andar da vista. Medida de segurança do próprio CS. Achei exagerado, mas vamos lá. O Top of Africa tá beeeem largado, bem caído. Janelas sujas, áreas que já tiveram lojas e/ou lanchonetes vazias/largadas. O visual é bacana. Diria que é uma parada que pode ser pulada. Foi novamente uma pausa de meia hora.

Parada seguinte foi num cassino, onde pegaríamos a van para o tour pelo Soweto. Em princípio eu descartei essa parada de visitar Soweto. Achava que era favela tour. Depois li melhor e achei que valeria a pena conhecer – não é favela tour, pode desencanar. O Soweto hoje é um mega bairro com moradias de todos os tipos – inclusive de luxo (algumas) e com cercas elétricas (raras). Tem setores de classe mais alta, de classe média, de classe baixa e de classe miserável – eventualmente em condições de moradia ainda piores do que vemos habitualmente em favelas de grandes cidades brasileiras. O tour faz pausas breves, mas optamos por ficar mais tempo na Casa do Mandela. Pegaríamos a van seguinte, do tour seguinte. Ficamos uma hora na região, que é bem turística. É a tal rua de dois prêmios Nobel. Como é muito turística, tem uns pedintes na região, mas basta driblar.

Pegamos a van seguinte, voltamos para o ponto de partida e logo seguimos para o Museu do Apartheid, que fica praticamente em frente ao cassino. Chegamos lá pouco depois das 15hs. Quando deu 17hs, houve um blecaute. Fui ligar a lanterna do celular para tentar ler o que eu estava lendo, quando me dei conta de que... o Museu havia fechado. Eles apagam as luzes para a galera vazar de lá. Ainda tinha MUITO o que ver! Eu achava que ficaria um bom tempo por lá, mas não me dei conta de quanto. Foram duas horas e acho que mal havíamos passado da metade. Uma pena, tenho profunda admiração pelo Mandela e queria ter conhecido mais sobre a luta anti-Apartheid, sobretudo nesses tempos atuais um tanto sinistros em termos de direitos civis. Enfim, saímos com a galera e fomos pegar o busum vermelho de volta para o começo, Rosebank. Até tinha planos de parar no SAB, mas não daria tempo. E eles ainda fecham mais cedo na 2af. Ficou também para uma próxima vez.

Aliás, havendo próxima vez em JB, eu partiria para o Museu do Apartheid diretamente. Tentaria emplacar o Craddle of Humankind também, e Liberty park. Foi o que ficou de sobra na agenda.

Pegamos o uber para Melville e partimos para a janta. Por ser 2ª-feira, alguns restaurantes não abriam. Conseguimos um, mas que fechou assim que terminamos. Depois de uma saideira fomos dormir. Dia seguinte era dia de acordar cedo e viajar para o Kruger.


Observações diversas: não pegamos trânsito em JB. Tinha lido sobre isso, mas não ficamos parados em momento algum durante o tour de busum vermelho. Não teve high5 em Soweto, coisa que tinha lido bastante. No entanto, a galera em geral é bem calorosa, com aquela ginga, cumprimentos calorosos, tapinha nas costas, etc. Nesse ponto, bem brasileiros.
 

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Dias 3-6: Safari na Reserva Privada Timbavati

Na 3af de manhã já tinha deixado um Uber agendado para nos buscar beeem cedo. Dormi pensando no “e se não tiver uber de madrugada por aqui” (penei pra conseguir uber uma vez numa madrugada em São Luis, então vai saber...), mas deu tudo certinho. O horário marcado pela Ashtons era no aeroporto às 6:45 da matina. Chegamos conservadoramente quase 1 hora antes. O carro é uma van. O trajeto foi tranquilo, com paradas rápidas e pontuais pelo caminho. Num posto de gasolina, um segurança armado com cano longo me chamou a atenção. O trajeto leva lá suas algumas horas de duração que perfizeram a manhã inteira. As estradas em geral são muito boas (bem acima do padrão Brasil), mas pegamos algumas buraqueiras (padrão Brasil) quando rumamos ao norte. Fomos os últimos a ser despejados. Van tava cheia. 

E estava um calor absurdo para aquela época na região mais ao norte do Kruger. E pleno setembro no sul do hemisfério sul e um calor de meio dia no verão do Norte do Brasil. Galera falou que era uma onda incomum de calor na região, pra mais de 40 graus. Surreal.

A van da Ashtons nos deixou num ponto final, um pub, onde outra van, a do Umlani, nos pegou para levar até o alojamento. Quem nos buscou foi um dos guias, e no caminho já fomos conversando com ele. E de cara um diálogo a que já estamos nos acostumando:

“É só isso que vocês tem?” [ref bagagem]
“Yes, we travel light”
“The lightest I’ve ever seen!”

No relativamente curto caminho até Umlani, já vimos girafas passeando nos arredores. É um barato! Queríamos ficar uma eternidade ali, mas ele alertou que veríamos outras novamente nos dias seguintes, de posições melhores e em carro aberto. Tinha razão. A primeira vez que vc vê aquele bichão (e tantos outros) é sempre impactante. Depois acostuma, claro – mas sempre curtindo.

Chegamos ao Umlani, recebemos as instruções gerais (horários, refeições, regras, etc.) e já fomos comer alguma coisa light de almoço. Enquanto almoçávamos, zebras passeavam do outro lado, logo em frente. Um veado (ou similar) andava pelos arredores do lugar. Eu admirando de olhos abertos. Ninguém parecia ligar. Devia ser comum ali, pensei. De fato era.

O Umlani fica na reserva privada Timbavati, que é adjacente ao Kruger. Os animais então cruzam da reserva para o Kruger (e vv) livremente. As instalações são algumas cabanas (uma dúzia, talvez) com chuveiro externo (mas tem água quente!) – e era um barato tomar banho olhando para as estrelas e a lua! As cabanas têm sempre repelente, rádio, laterna. Não tivemos problemas com insetos por lá. Tem áreas comuns, onde a galera faz as refeições – é também onde tem energia elétrica (e várias tomadas e fios para carregar celulares e câmeras) e wifi, mas bem fraco e somente durante o dia claro (tanto energia quanto wifi). Tem também uma piscina, que curtimos na tarde de calor intenso que fazia no 2º dia. 

O cotidiano no Umlani era o seguinte: cada cabana era acordada antes do sol raiar, +- às 5:15. Alguém passava nas cabanas batendo na porta e avisando que era hora. Vc então tinha +- meia hora para se arrumar, tomar um café e então seguir para o safari matinal. A saída geralmente era antes das 6. Cada safari durava geralmente pouco mais de 3hs. Safari em carro aberto, vista plena. Depois do safari matinal tinha o café da manhã. Estilo inglês, pesado! Uma vez teve costeleta de cordeiro, excelente! Mais tarde tinha um almoço leve, praticamente um lanche. No meio da tarde partia para outro safari, o do pôr do sol, do qual voltávamos já de noite. Ou seja, tinha safari para o nascer e o pôr do sol. A janta era servida de noite, e era quando a galera mais confraternizava. Com bebidas inclusas, ficávamos bebendo vinho (com gelo!) e conversando com a outros casais até altas horas, antes de voltar para a cabana e dormir. De noite não era permitido caminhar sozinho para a (ou da) cabana sem estar acompanhado por um ranger.

Conversando com os rangers, eles disseram que os turistas por lá geralmente são estrangeiros. Mas por coincidência havia uma família da Cidade do Cabo por lá, e estávamos no mesmo jipe com eles. Interessante que eles meio que praticavam o que se chama de “game”, que é basicamente avistar animais. O “game” é na linha de “quem viu primeiro”. Para quem leva muito a sério, tem até tabela de pontos. Um deles, dessa família (o “pai”, já que tinha filho e avô também – e não me lembro os nomes), era muito bom no game, avistava animais de longe, às vezes até antes dos rangers e guias. Depois, conversando com ele, identificamos que ele estava acostumado e fazia safaris com alguma frequência. Essa família era grande e o estranho (para mim, sobretudo considerando o preço pago) era que poucos iam nos safaris matinais. Era uma meia dúzia, e só ele, e eventualmente o “avô”, estavam lá de manhã. De tarde todos iam.

Em geral essas hospedagens em bushcamps me parecem programa de família ou de casal. Geralmente vimos casais de meia idade, em grande parte de outros países onde se fala inglês (Austrália, EUA, Reino Unido). Mas vimos também alemães e italianos. Um jovem casal italiano em lua de mel quebrava o padrão “casais-de-meia-idade ou aposentados”.

Quando chegamos no Umlani a temperatura estava nas alturas. Mais de 40 graus. MUITO quente, anormalmente quente para a época. Na segunda noite o tempo virou. Ventou muito de madrugada, com muito barulho nas cabanas. E o dia seguinte amanheceu nublado e com frio. Diria que a temperatura despencou 20 graus em questão de horas. Com o frio, e sobretudo com o vento, havia menos animais. Metade do nosso tempo lá foi sob calor escaldante. A outra metade nublada sob relativo friozinho.

O Umlani proporciona também a experiência de você ficar um tempo – ou até dormir – numa casa da árvore. É uma casa construída no alto de uma árvore no meio da reserva. Eles te deixam de carro e marcam horário para pegar de volta. Vc fica com rádio e, claro, está expressamente proibido de descer para caminhar ao relento. Tem cama, banheiro, vc leva uma caixa térmica com o que quiser e fica lá curtindo. Nosso dia de curtir a casa da árvore foi justamente no dia da ventania + frio. Com o vento constante e cortante, e a temperatura baixa, era difícil de permanecer na casa da árvore, que é toda aberta – é praticamente uma varanda na árvore. Quando o ranger nos deixou lá, ele mesmo falou que provavelmente chamaríamos pelo rádio para nos buscarem antes do horário combinado (dali a umas 3hs, a tempo de voltar para o safari da tarde). Mas não chamamos, curtimos nosso tempo por lá. Muito aquecidos, claro. Pena mesmo foi que, com o vento + frio, não tenhamos observado animais pela área. No máximo alguns pássaros ao longe. A casa (varanda!) fica em frente a um lago, então sempre há (ou deveria haver) bichos indo lá beber água. Passamos por lá algumas vezes nos safaris e quase sempre tinha algum bando por lá. No finalzinho da nossa estadia, chegaram uns impalas – adoráveis figurinhas fáceis por lá. De qq forma, aquela tarde na casa da árvore foi paradoxalmente um dos momentos memoráveis da viagem.

Na segunda noite, aquela da ventania que mudou o tempo, eu esqueci de fechar corretamente a porta da cabana, só encostei. Com a ventania, a porta abria e batia. Ao mesmo tempo ouvíamos o rugido sinistro e altíssimo de algum leão (ou leoa?) nos arredores próximos. Era fascinante. Mas pode ser aterrador também. Parecia estar ao lado, mas galera disse que provavelmente estava do outro lado do rio (o que significa um “ao lado” um pouco mais distante). No meio da noite em meio ao vendaval, Katia acordou e, no transe do sono, desesperou porque “se a porta estava aberta, então o Leão podia entrar na cabana!!”. Ahahahahah, não chegaria a tanto, mas fui lá e fechei direito a porta.

Não há muito o que relatar de cada safari feito e do dia a dia por lá. Vimos todos os tais Big 5 mais de uma vez, e tantos outros bichos. Logo de cara já avistamos diversos animais, e curtimos um longo tempo com eles. É um lance meio voyeur também, de certa forma. Além do guia, vai um tracker na frente do carro, que fica buscando rastros de animais. Os caras são bons. Eles têm rádios e se comunicam, o que facilita muito encontrar os animais. Em regra, não podem ter mais de dois carros observando animais (os guias se organizam em filas virtuais), e vc jamais deve incomodar os animais (parece óbvio, mas..., né?). Podendo,sugiro ficar na frente. Vc ouve melhor o guia, tem visão aberta. Em qq posição do carro vc terá vista ampla, de todo modo. A lembrança que tenho desses momentos de safari é sublime. (Nota: chamo de safari o que habitualmente se chama de “game”)

Mas a lembrança geral que tenho daqueles dias no Umlani é talvez ainda melhor. Pelos safaris, pelos bichos, os banhos no fim da noite olhando para o céu, o rugido do leão na madrugada, os jantares à luz de velas regados a vinhos com gelo (era muito quente!), o café em volta da fogueira, os guias, as pessoas, o astral. Para guardar na memória eterna.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dias 6 – 13 – Cidade do Cabo

Em nosso último dia no Umlani, fizemos nosso safari matinal ainda sob céu nublado e friozinho. Tomamos um segundo café à beira de um enorme lago, mas não havia bichos na área naquele momento. Partimos para o aeroporto logo depois do café da manhã “oficial”. E o tempo foi abrindo. 

O voo da CemAir foi tranquilo e galera nos enchia de vinho. Perguntavam se queríamos mais, e a resposta era sempre “sim”, no que nos atendiam prontamente. Viva! Já que foi caro, que seja bom.

Chegamos na Cidade do Cabo, pegamos o uber para a cidade, largamos as coisas na guesthouse e logo pegamos outro uber para o VA Waterfront. Parecia ser uma boa opção para aquele fim de tarde belíssimo. De fato, o lugar é um imã para turistas. Mais uma área portuária que se modernizou via restaurantes, lojas, etc. e ganhou nova vida. Naquele fim de tarde fazia um lindo dia de céu azul. Table Mountain inteiramente disponível no visual. Prometia para o dia seguinte! Passeamos, exploramos, aproveitamos para passear na roda gigante ao pôr do sol, bebemos, comemos, curtimos. E voltamos tarde para dormir.

 

 

 

 

 

Dia 7 – Sábado – Organizamos nossos 3 primeiros dias com o passe do busum vermelho do City Sightseeing (CS). Saímos logo cedo e fomos andando até o escritório no centro. Caminhada rápida de 10-15 minutos. Mas já vimos mendigos e pedintes no trajeto. Tal qual vemos em centros de cidade no Brasil.

Pegamos logo o pacote de 2 dias do CS, que vinha com desconto e algumas gratuidades. Como havíamos usado também em Jb, tivemos descontos adicionais. Os preços estão na página deles.

Nosso primeiro destino foi a Table Mountain. Dado que estava um dia esplendorosamente bonito, céu estalando de azul, disparamos para lá. Em todos os relatos que li, havia a ordem: assim que vc vir o tempo abrir, corra para a Table Mountain. Amem. O ingresso já tínhamos comprado no CS mesmo. Galera falou que havia neve na Table Mountain uma semana antes. Uaaau! Mas prefiro subir com visual livre, que foi o que conseguimos. Pegamos fila, mas direto para entrar, não para comprar. A fila, aliás, só aumentou enquanto estávamos lá. Acho que a galera da própria África do Sul fazia turismo por lá, dado que era fim de semana com feriado. Enfim, pegamos o bondinho e subimos. Que visual. QUE VISUAL!! E reforço o que 10 entre 10 pessoas dizem: lá em cima faz frio. Com o vento cortando, faz muito frio. Eu estava de fleece (um velho fleece de mais de 20 anos comprado na Bolívia), que não dava conta do vento – vale a pena levar um corta vento lá pra cima. Curtimos demais os locais de vistas panorâmicas (praticamente qualquer local por lá!), fizemos o trajeto por todo o alto. Ainda estiquei até o começo da trilha, mas a rigor rodamos mesmo o perímetro mais próximo. Passamos a manhã por lá. Espetáculo. 

 

 

 

 


Descemos e pegamos o CS, que demorou acima do tempo habitual. Transito provavelmente. Descemos na praia de Camps Bay e fomos andando para Clifton, curtindo o visual e as casas de alta classe. Foi uma longa caminhada até a parada seguinte do CS, mas com belo visual do mar, das praias e etc. Reparamos que as casas seguem um padrão bem conhecido por nós: cerca elétrica, plaquinha de “protegido por ...”, etc.

 

 

Pegamos o CS e paramos para conhecer o Green Park, legado da Copa na cidade. É amplo, bacana, bonito. Visitamos rapidamente. Seguimos de CS para o VA novamente. Curtimos o Aquário (Two Oceans Aquarium), que é muito bacana. Fica em frente à estação do CS, e havia tempo até nossa atração seguinte, que era o pôr do sol na Signal Hill. Curtimos um bom tempo no Aquário.

 

 

 

 

O CS proporciona um sunset bus para curtir o pôr do sol na Signal Hill, e ganhamos o ingresso no combo de 2 dias que pagamos. Chegando lá no alto, lotaaaaado. Maior galera curtindo aquele dia espetacular. Como tem de ser! Rola um parapente também, o que embeleza muito o visual. Ficamos receosos de comprar alguma coisa para beber por lá, mas depois vi que deveríamos ter levado umas cervas. Não vendem lá em cima (aquela coisa inglesa de não poder consumir álcool em público), mas vi diversas pessoas abrindo champagne, vinho e com latinhas de cerva na mão. Deve ser no mínimo tolerado, então. Enfim, curtimos um extraordinário pôr do sol e descemos de volta ao VA. Jantamos novamente na área, agora curtindo um pub de frente para o mar com boa (boa para nós, claro) música ao vivo.

 

 

 

Dia 8 – Domingo – Nesse dia nosso café da manhã atrasou praticamente uma hora (o café da manhã – estilo inglês (pesado) -- era preparado na hora). A menina da pousada pediu mil desculpas, falou que as ruas estavam fechadas e tal, teve problema no transporte. De fato vimos no dia anterior que algumas ruas seriam fechadas para uma maratona na cidade. Nesse dia pegamos outra linha do CS, fomos direto para o Jardim Botânico. Vale dizer: foi outro dia espetacular, céu azul. O que só torna o jardim botânico ainda mais bonito. Percorremos o que pudemos por lá, mas sempre fazer as diversas trilhas mais longas que partem ou chegam por lá. Belíssimo lugar. Curtimos umas 2 horinhas e partimos para Constantia.

 

 

 

 


Curtimos a tarde inteira provando vinhos – os da rota do CS. Um deles tinha de reservar antes, então dispensamos. O Groot Constantia foi nossa primeira parada e tinha muita gente. Escala industrial, tipo Miolo em Bento Gonçalves. Fizemos o cellar tour (mas, olhando para trás, eu dispensaria – já fizemos n tours desse tipo no Vale dos Vinhedos), mas o que queríamos mesmo era provar. E saboreamos bem: os vinhos são muito bons. Necessário saborear com calma, para curtir e não embebedar. Eram 5 provas a escolher. Anotei aqui que escolhemos Chardonnay, Merlot, Shiraz, Pinotage e o Governeur’s Reserve. Curtimos um momento muito bom. Ainda visitamos um museu, que achei bem bacana. Achei o preço justo. 

 

Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Enquanto esperávamos, conhecemos uma extrovertida família de Johannesburg, claramente mais alegre após as provas de vinhos. Muito divertidos, já falando em visitar o Rio de Janeiro e nos encontrarmos por lá. Contaram com orgulho que vieram de Soweto e que hoje dirigem Mercedes. Reforçou para mim que brasileiros e africanos têm essa em comum essa coisa mais calorosa.

Beau Constantia estava cheio naquele meio ou fim de tarde. Mas felizmente encontramos um espaço para sentar e provar os vinhos. Eram 4 provas. Achei boas, sobretudo dos tintos, mas abaixo do anterior. O maior valor de lá era o visual lindo que se tinha da área onde degustamos os vinhos: vista panorâmica do vale e dos vinhedos. 

 

 

 


Saímos a tempo de pegar o último busum, que ainda percorreria uma linda rota (lado esquerdo pro mar!) beirando o mar até o VA. As várias provas de vinho cobravam seu preço (leseira!), mas logo os olhos ficaram abertos para curtir aquele visual.

Encerramos o dia novamente no VA. Dessa vez escolhemos um lugar mais finesse para jantar e celebrar.
 

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Dia 9 – 2af – Aproveitamos para já comprar tours do próprio CS para 4a e 5a. Um para vinícolas, outro para o Cabo da Boa Esperança. Tinha dicas de outros tours, mas optamos pela facilidade e conveniência (e preço) do CS.

Nesse dia fomos direto para o World of Birds. Tem muita atração, são muitos bichos, é bem legal. Rola uma polêmica com esse tipo de atração (mas que o parque se defende ferrenhamente, alegando que os bichos são resgatados e reabilitados). Curtimos a manhã por lá. 

 

 

 

 

 

 

Em seguida fomos para Hout Bay. Descemos, passeamos, curtimos e voltamos. Tem um passeio de barco por lá para ver uma ilha de focas, salvo engano. Deve ser bacana, mas dispensamos (convivemos com leões marinhos em Galápagos!). Voltamos pro VA, onde curtimos um passeio de barco pela região, que também estava incluso no combo que compramos do CS. É bacaninha, mas diria que dispensável. 

 

 

Fizemos ainda um cerva relax no Food Market com um som bacana que rolava na praça ao lado (Nobel Square). Era outro dia bonito de céu azul. Ainda pegamos o CS para o centro, onde conectamos com a linha amarela, que circula somente no centro. A ideia era ter um apanhado geral, no dia seguinte percorreríamos a região central a pé. O trajeto da linha amarela é curto, leva coisa de meia hora. 

Encerrado o passeio, estava também encerrado nosso passe de 3 dias de CS. Fomos andar um pouco pela Long Street. Já anoitecia, então toda hora vinha um pedinte, quase sempre insistente que ignorava nossas negativas. Enfim, depois da segunda negativa passávamos a ignorar também. Fomos curtir umas cervas numa espaçosa beer house que tem na rua, com diversos tipos de chopes artesanais e visual para a rua. Fizemos reserva no Mamma Africa, que ficava em frente, para o dia do aniversário da Katia. 

E fomos jantar num restaurante etíope muito bom que ficava ali perto, Addis. Tivemos uma experiência muito bacana com comida etíope dez anos antes, em Amsterdã. E no ano anterior, quando ganhei upgrade da Ethiopian Airlines e me serviram comida etíope! A experiência no Addis foi novamente muito boa, comida saborosa – e comer com as mãos!

 

 

Embora relativamente perto (10-15 minutos andando) de onde estávamos hospedados, pegávamos uber para nossa guesthouse. Não convinha andar a pé naquela hora da noite.

Dia 10 – 3af – Era dia de andar pelo centro da cidade. Museus e walking tours. Começamos descendo até o District 6 Museum, onde nos encaixamos num tour com um ex-residente da área que era muito divertido. Um muçulmano que se fantasia de drag queen no carnaval local! Sensacional. Vale a pena pegar esses tours para contextualizar.

 

 

Seguimos para o Castelo da Boa Esperança. Nesse dia o tempo estava fechado – a Table Mountain, que esteve aberta nos 3 dias anteriores, fechou e nunca mais a vimos sem estar coberta por uma nuvem espessa. No último dia na cidade chegamos a ver o céu azul em praticamente toda a região – EXCETO na Table Mountain, ainda coberta por nuvem. Ou seja, reitero o que li: corra para lá assim que estiver aberta. Não deixe a chance passar.

Chovia um pouco quando saímos do District 6. O Castelo da Boa Esperança é amplo e contém 3 museus, que dispensamos. Chegamos a percorrer um deles, de arte, mas não era nosso foco. Fizemos o tour guiado e depois rodamos pela área – percorremos todo o perímetro do castelo pelo alto. 

 

 

Passamos pelo City Hall, onde tem uma estátua de Nelson Mandela. Ponto obrigatório para nós, que tanto admiramos essa figura histórica (fico aterrorizado com um segmento, que me parece crescente, que ataca o Mandela -- mas não o apartheid). Este foi o lugar onde Mandela fez seu primeiro discurso depois que foi libertado da prisão. Aliás, Nelson Mandela faria 100 anos em 2018! Faz muita falta ao mundo. 

 

 

Em seguida fomos conhecer e passear pelo Company’s Garden e arredores. Muito bonito, curtimos um tempo por lá. Esquilos fazem a festa da galera não acostumada (nós!!) a eles. E ainda rodamos um pouco pela Long Street e arredores. Galera diz que souvenir por ali é mais barato que no VA, mas não tenho como atestar, não comprei nada.

E fizemos nosso primeiro walking tour do dia: o Apartheid to Freedom, naturalmente focado nos tempos de Apartheid – passamos em frente à Corte local, com bancos reservados para brancos e para negros, mantidos até hoje como memória. Revisitamos o Company’s Garden e a estátua do Mandela. 

 

 

Emendamos com outro walking tour, agora para Bo Kaap. Nesse segundo tour a maioria era de brasileiros, no primeiro só havia nós 2. Vimos as tais casinhas coloridas, ouvimos sobre a história do lugar e o processo recente de gentrificação, e terminamos numa lojinha/café de chocolate que era uma delícia. Honest Chocolate.

 

 

 

 

 


Nesse dia jantamos tapas num espanhol nas redondezas. Também muito bom.


Dia 11 – 4af – Nesse dia saímos mais cedo, pulamos o café. Era dia de tour por Stellenbosch, novamente com o CS. Rolava uma chuvinha, conforme previsto. O tour pelo CS conta com um guia, e o desse dia era muito bom, divertido. Tem uma parada no caminho, numa praia, salvo engano onde se pode observar a Table Mountain de longe. Mas tava nublado e não se via nada nesse dia. Com o vento e chuvinha, fazia um friozinho. Ainda assim, houve quem quisesse desde na areia.

Primeira parada de vinhos foi na Backsberg. Vi que era esquema escala industrial também (se chega ônibus, a vinícola tem infra para atender grandes plateias; diferente de vinícolas menores, mais familiares, de pequena produção). Uma moça muito simpática e divertida apresentou rapidamente a vinícola e, o mais importante, as provas de vinhos. Gostamos de vinho e vamos com alguma frequência no Vale dos Vinhedos conhecer novidades e rever conhecidos, mas passamos longe de ser avaliadores de vinho. A regra é gostei x não gostei, e todas as diferentes gradações que se pode ter. Dito isso, gostamos muito dos vinhos de lá. Mais ainda pelo custo-benefício: tinha garrafas de bons vinhos por meros 10-15 ZAR. As melhores saíam por 40 ZAR. Achei muito barato pela qualidade.

 

 

Em seguida o busum ruma para Franschhoek, onde faz uma pausa de 2 horas para a galera passear e almoçar. Como habitualmente não almoçamos em viagem, fomos verificar se havia alguma vinícola que pudéssemos visitar naquele ínterim. Até rolava o esquema de pegar um tuk-tuk (sim, lá tem!) e ir em alguma, mas arriscava perder a hora, até porque também queríamos passear um pouco pela cidade. Então flanamos um pouco por lá e depois ficamos de bebes numa micro-cervejaria local.

 

 

De volta ao busum, fomos então para a segunda visita. Era numa vinícola conhecida, pelo visto, pelos patos. Vergenoegd. Rolou um estranho desfile de patos (centenas de patos) para os turistas (nós!). E depois seguimos para as provas. Achei menos saboroso que a Backsberg, e mais caro. Mas nessa tinha queijos para fazer o pairing, o que é sempre legal.

 

 

E retornamos para o VA. Vimos favelas pelo caminho, nos arredores. Ainda tentamos ir no Museu de Arte Contemporânea -- Zeitz MOCAA, mas fecharia logo a seguir, não valia a pena entrar. No dia seguinte estava programado de ficar aberto até tarde. Jantamos no VA novamente, sempre muito bom.

Dia 12 – 5ªf – Era o dia de conhecer o Cabo da Boa Esperança. Chovia. Dessa vez o busum chegou na Long Street já cheio (o de ontem não). Eu teria escolhido o lado esquerdo (seaside), mas não tinha mais vaga. Fomos no fundão, lado direito.

Primeira parada é na Boulders Beach, onde ficam os pinguins. São vários, e a praia é só deles. Turistas visitam em passarelas para admirar a pinguinzada. Que eventualmente passa por debaixo da passarela. No total tem 1h para sair e voltar pro ônibus, o que dá uns 40 minutos para curtir os pinguins. É ok, mas eu teria explorado mais a área, se estivesse por conta própria. É bem bacana.

 

 

Em seguida, o Cabo da Boa Esperança. Era um dos lugares que eu mais queria visitar na viagem. Onde Bartolmeu Dias fez história séculos atrás! O ônibus deixa, e há tempo suficiente para curtir. Subimos a pé, com muitas pausas para fotos e curtição do visual. Chegando no alto, no farol, muita gente, e todos querendo tirar foto num mesmo lugar. Fugimos rapidamente dali! 

 

 

Fomos fazer a trilha até o mirante do novo lighthouse. Dá pra ir e voltar tranquilamente em meia hora, com pausas para fotos e tudo o mais. Uma placa indica que leva 1,5 hora – não é verdade.

 

Depois da trilha, descemos. Haveria uma trilha de lá até o Cabo da Boa Esperança, guiada pelo guia da CS. Como o tempo estava fechado e havia previsão de chuva, o guia deu uma aterrorizada dizendo que sugeria não ir, que ficava escorregadio e tal. Maior galera (umas 25 cabeças) compareceu na hora marcada e se dispôs a ir. E o mais bacana: o tempo foi abrindo conforme descíamos a trilha. Abriu quase que completamente, um espetáculo! Muito visual, lindo lugar! Muito vento também, mas não tanto frio – era mais questão de o vento literalmente empurrar você. Vale muito a pena fazer essa trilha.

O final dela é na clássica e disputada placa do Cabo da Boa Esperança, onde Bartolomeu Dias cruzou no Séc. XV pela primeira vez. Naturalmente tem fila para fotos exclusivas na placa, fila nem sempre respeitada. Enfim, muito bacana estar ali, e ter curtido todo aquele visual.

O busum volta por outro caminho, e novamente o lado esquerdo é melhor! É onde se observa o mar.

De volta ao VA por volta das 17hs, fomos tentar o Museu de Arte Moderna novamente. Tinha uma mega fila, looooonga pacas. Era dia de museus abertos até tarde e entrada gratuita. Acho que era dia do turismo. Mas com aquela fila, não, obrigado. Pulamos, infelizmente. Ficamos passeando pelo VA, era nossa última noite na África do Sul, última noite da viagem.

Fomos celebrar tomando um vinho branco numa varanda com visual para o mar, barcos e etc. E as seagulls, claro! Curtimos o anoitecer de lá.

E fomos curtir nossa última noite no Mamma Africa, tradicional restaurante turistão que fica na Long Street com música ao vivo. Provamos algumas carnes “exóticas”, carnes de “game”. No nosso caso, Kudu e Springbok. Foi ok, mas não repetiria. Prefiro o lamb! Aproveitamos para finalmente provar o Bobotie, prato tradicional de lá. E ficamos curtindo o showzinho, que era bacana. Celebramos nossa última noite!


 

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    • Por renatocmdc
      Pernoites: Joanesburgo (2 noites), Kruger Park (2 noites), Timbavati Reserve (1 noite), Graskop (1 noite), Balule Reserve (1 noite), Cidade do Cabo (4 noites), Franschhoek (1 noite).  
      Dia 01 – A chegada na Africa do Sul
      Cheguei a cidade do Cabo em voo da TAAG1 e fomos direto para Joanesburgo pela Mango2. Chegamos, eu e minha esposa, em Joanesburgo já de noite, retiramos o carro alugado e partimos para a pousada Strathavon Bed and Breakfast. No outro dia logo cedo fomos para o Museu do Apartheid, fomos um dos primeiros a chegar, abria as 9h. Ficamos quase 4h no museu e ainda assim sem ler todas as informações presentes. Muitas  pessoas passam lá correndo quase que só para tirar fotos, não recomendo. O lugar oferece uma incrível aula de história.
      Como gastei mais tempo do que esperava no museu, acabei comendo pela lanchonete de lá e fui atrás de comprar uma bota já que pretendia fazer umas trilhas pela Cidade do Cabo e a minha estava se abrindo. Chegando na loja que tinha a marca que eu queria não tinha meu número disponível, eu teria que continuar com minha velha timberland. Parti para o Sandton City trocar uns dolares e visitar a Mandela Square e depois jantar por lá. Por fim fomos no supermercado comprar alguns mantimentos para a passagem pelo Kruger e já não havia mais tempo para nada a não ser voltar para a pousada e dormir.
      Dia 02 – Começando o Safari
      Saimos logo depois do café da manhã com destino ao Satara Restcamp3, onde tinha reservado 2 diárias. Utilizei o Waze juntamente com o meu GPS (utilizei o mapa do openstreetmap). Chegamos no meio da tarde, e já fui dirigir pelo parque. A dica aqui é andar devagar e sempre prestando atenção nos arredores.  Recomendo comprar o mapa disponível nas Shop Stores dos restcamps dentro do kruger, nele tem todas as estradas bem como os animais, informações sobre o parque e ainda uma lista para marcar quais animais você viu e custa 90 rands.
      Os portões portões do parque, em outubro, fechavam as 18h. Assim, quem não tem reserva dentro do parque tem que sair deste até essa hora. Quem tem reserva deve entrar no seu restcamp até as 18h também, se chegar depois vai tomar multa. Fizemos o check in e fomos preparar o jantar, já que tinha churrasqueira no chalé fizemos um churrasco, compramos a carne e carvão na própria loja do Satara. Quem quiser mais comodidade, tem restaurante no Satara e em outros restcamps como o Skukuza.
      Dia 03 – Procurando o Big Five
      Acordamos cedo, 5h, tomamos um café da manhã rápido (lembra dos itens que compramos em Joanesburgo ? Era para isso também), e começamos a rodar o parque. Os portões abrem as 5:30 e recomendo que você saia essa hora4. Começamos a rodar rapidamente vimos 2 leões machos deitados. Um tinha uma ferida proxima a cabeça e ficou deitado o tempo todo. O outro se levantou e fez uma pose para foto e depois se deitou novamente. Seguimos andando, a quantidade de animais era enorme, zebras, girafas, elefantes, impalas, wildbeast, kudu, warthdog. Voltamos ao Satara Restcamp para ver o Sighting Board, disponível em alguns acampamentos e as pessoas marcam quais animais viram e onde. Como tinham marcações de Cheetah perto da estrada S127 fomos para lá mas já não encontramos nada =(. Existem alguns locais que são áreas para picnic com banheiro disponíveis. Fomos então em uma dessas, Timbavati, e ao falarmos com um casal lá eles falaram que tinha uma leoa próximo dali com um banquete, um kudu morto. Fomos lá e avistamos a leoa, estava bem cançada e ofegante e só descansava.
      Ficamos rodando até próximo das 18h e então vimos 4 bufalos, ainda deitados, repousando em uma árvore. Voltamos ao Satara para mais um churrasco no meio da savana.

      Da para ver no canto inferior o outro leão deitado com uma ferida perto da cabeça.

      O Kudu morto estava atrás da arvore. Essas pintinhas rosadas boca e pata da leoa são sangue.
      Dia 04 – Atacados por leões
      Nesse dia a porra ficou série hahaha. Nesse dia iriamos embora do Satara, então arruamos logo as malas, botamos no carro e saimos cedinho as 5:30. Começamos a fazer uma rota pela S90, decemos pela S41 mas parecia que o negócio não estava bom.
      Até que na estrada S100, avistamos um carro parado e logo do lado um bando de 5 leões, 4 leoas e 1 leão. Todos deitados curtindo a fria manhã no sol. Até que uma leoa se levantou e começou a andar rumo a estrada. Não demorou muito para que todo o grupo estivesse andando e cruzando a estrada, na frente do nosso carro. Até que o gatinho, pelo que os rangers disseram devia ter uns 3 anos, resolveu experimentar nosso carro e ficou na frente do carro mordendo o carro. Nessa hora pensei “PU** *** ***** pq não fiz o seguro?” hahahahhaha. Sentiamos e escutavamos o leão tentando morder o carro e para melhorar chega uma leoa e tenta fazer o mesmo hahahah (não filmamos a leoa em ação). Acontece que quando o leão começou a morder o carro eu parei de filmar e fiquei em alerta, vai saber o que aconteceria, para ligar o carro e sair com tudo se precisasse. Minha esposa filmou um pouco mais e depois parou devido ao medo, se abaixou e ficou querendo se esconder dos leões kkkkkkkk. Nosso medo maior já nem era o dano ao carro e sim que eles mordessem o pneu e furasse. Os leões passaram e voltamos ao Satara para ver o possível estrago no carro. UFAAA, esta tudo em seu lugar, nada quebrado, nenhuma perfuração no parachoque e tudo o que viamos era baba de leão na frente do carro.
       
      Falamos com alguns rangers depois e todos disseram que era algo bem incomum e deveria ser uma experiencia em tanto (tive outra dessas no dia 07). Eles disseram que nessa situação a melhor coisa fazer era fechar os vidros, trancar as portas e manter o carro desligado e só apreciar os leões.
      Voltamos a dirigir em direção ao Orpen Gate e saímos do Kruger com destino ao Greater Kruger5, mais especificamente a reserva Timbavati. Ficamos no Shindzela Tented Camp. O local é aberto, SEM CERCA! então os bixos podem andar livremente por ali. Segundo informaram, já viram todos os tipos de animais rodando por lá, até leões.
      Ao chegarmos um dos rangers nos recepcionou e foi mostrar o local, mais simples em relação a outros lodges mas com um ótimos custo-benefício. Partimos para o game drive e nos deparamos logo com mais 5 leões. Depois da experiência com o carro não queríamos mais nem ver leões hahhaha. Ficamos observando os leões e estes observavam uma manada de búfalos que caminhavam perto dali. Deixamos os leões de lado e fomos ver os bufalos, eram muitos!!! Já era noite quando avistamos os rinocerontes tomando água, as fotos não ficaram legais pois já estava escuro6. Voltamos para o acampamento e fomos jantar na Boma. Como o local é aberto, os rangers vão nos quartos pegar as pessoas e levar para a boma e eles andam com um rifle na mão. Os rangers jantam com as pessoas e conversamos bastante com eles, ouvindo várias histórias sobre a savana africana. De repente, começamos a escutar um barulho de hiena, e que animal atrevido, mesmo com várias pessoas uma hiena entrou duas vezes no acampamento de noite querendo roubar comida.


      Três dos leões assistiam a movimentação dos Búfalos. Os leões preferem caçar a noite. Voltamos ao local na manhã seguinte para saber se tinha acontecido alguma abate de bufalo naquela noite mas não ocorreu, os leões continuavam apenas a descansar.

      Dia 05 – Safari + Rota Panorâmica
      Fomos acordado pelo ranger as 4:45 para irmos fazer o safári da manhã. Vimos os leões do dia anterior novamente, hiena se banhando e mais uma quantidade boa de animais. Voltamos para o Shindzela, tomamos café e saímos com destino a rota panorâmica. Fizemos a rota panorâmica, o local mais bonito para mim foi o Three Rondavels mas acho que as paisagens do Brasil ganham. As cachoeiras estavam bom pouca água, outubro é um dos meses mais secos por lá.
      Chegamos em Graskop e ficamos na Monia Holiday House. Tomamos banho, descansamos e então fomos procurar um lugar pra jantar as 20h, tava quase tudo fechado, parecia cidade fantasma.
       Dia 06 – Balule Reserve
      Zaimos após o café da manhã e fomos para a Balule Reserve, onde ficaríamos 1 noite no Sausage Tree Camp. O local já é mais luxuoso que o Shindzela, tem cerca ao redor da propriedade, banheiro ao ar livre com vista para a savana, comida excepcional. Almoçamos e de tarde partimos para o Safari.  O terreno desta reserva já é bem mais acidentado e bem mais offroad. Nosso ranger foi o James, acredito que é também o proprietário do local. A reserva Balule já fica mais ao norte e quanto mais ao norte a densidade de animais vai diminuindo, ainda assim vimos bastantes animais e tivemos um por do sol no rio Olifants inesquecível com direito a hipopótamos no rio, elefantes andando na margem do rio, aves voando, céu laranja. Até que dois hipopótamo emaçaram a sair da água, o ranger pediu para irmos rapidamente para o carro e os hipos voltaram correndo para a água.
      Chegamos no Sausage Camp e fomos jantar na Boma. A comida era divina. Como nesse Camp  só tem 5 quartos disponíveis, na bomba tem 5 mesas, uma para cada quarto e ficam dispostas em U, não havendo tanta interação entre as pessoas já que ficam um pouco afastadas.   
      Dia 07 – Cara a cara com o gatinho
      Mais uma vez fomos acordados pelo ranger as 4:45 para irmos para o Safari as 5:30. Começou o safari e logo encontramos um leão, macho, descançando. Segundo o ranger James, ele devia ter uns 7~8 anos. Estavamos observando o leão quando ele resolve aprontar uma pegadinha. Se levanta e começa a andar em direção ao carro. Eu que estava tirando fotos dele fico paralisado quando vejo que ele esta vindo em direção ao carro mais especificamente em minha direção. Minha esposa também não teve reação nem para filmar! Uma francesa que estava atrás de mim no carro quase que pula e sai correndo com medo kkkkk. Eu pensava “cadê, ele não vai espantar esse leão ?” “cara*** essa po**** ta muito perto” e o  ranger só dizia calmamente “não se mexam e fiquem calmos”. Até que chegamos ao ápice! O leão praticamente ficou a uns 30cm de mim, quando já não havia como andar para frente ele fez a curva, contornou o carro, andou mais um pouco e se deitou. Só não caguei na hora porque não tinha merda pronta, pqp!  Depois que passou fiquei me perguntando por que não tirei mais fotos ou filmei mas devido a experiencia anterior do leão mordendo o meu carro eu estava muito apreensivo que ele quisesse experimentar o carro/eu hahahaha. O safari terminou sem mais emoções, voltamos para o Sausage Tented, arrumamos as coisas e partimos para o aeroporto. Hora de se despedir do Kruger e partir para a Cidade do Cabo. Vimos  só 4 dos big fives, não conseguimos ver o leopardo e também não vimos nenhum Cheetah.


      Leãozinho andando em direção ao carro.

      Por do Sol no rio Olifants. 
      Chegamos em Cape Town8 a noite, pegamos o carro alugado e fomos para o Sunflower Stop Backpackers. O albergue é simples, ficamos em um quarto de casal com banheiro, o café da manhã tem poucas opções, mas o preço era muito atrativo. Compramos algumas coisas para reforçar o café da manhã e para mim ficou muito de boa, excelente custo beneficio.  
      Dia 08 – Cape of Good Hope
      Nesse dia o planejado era fazer table mountain, o clima não ajudou e parti para o cabo da boa esperança. Fizemos o básico, Muizenberg Beach, Boulders Beach e depois Cape of Good Hope.
      Almoçamos no The Lighthouse Café em Simons Town, recomendo muito. A comida estava deliciosa. O restaurante é pequeno, chegamos por voltas 14h e pegamos a última mesa disponível. Depois iriamos margear o mar pela Chapman’s Peak mas ela estava fechada por que estava ventando muito.
      Fizemos um lanchinho pela rua e voltamos para dormir no albergue já que era tarde.

      Dia 09 – Trilha para Table Mountain ? NO WAY!
      O dia amanhaceu aberto, então pensamos em ir fazer a Platteklip Gorge Trail7 para subir na Table Mountain. Chegando o tempo começou a fechar e ventar muito! Decedimos que não seria bom arriscar fazer a trilha devido a roupa não apropriada que usavamos. Subimos pelo bondinho e já na subida o tempo fechou de vez e começou a chover, ai eu dei graças a deus por não ter feito a trilha pois lá em cima estava uma sensação térmica de -1°C e ainda estariamos todos molhados! E que frio fazia lá em cima!! O tempo voltou a abrir, andamos la por cima, curtimos bastantes mesmo com o vento/frio.
      No final da tarde tinha planejado ir ao Devil’s Peak tomar umas cervejas. Google dizia que era aberto até as 22h, a placa no local dizia que era até as 16:30 hahahaha. Com o imprevisto, o que fazer ? Fomos pro Waterfront curtir o final da tarde e tomar algo por lá.
      Dia 10 – Praias, Woodstock, Waterfront
      Saimos cedo para passear pelas praias. O tempo estava aberto e temperatura por volta dos 13 graus. Dirijimos por Clifton, Camps Bay e até um pouco mais ao sul. Voltamos e fomos almoçar no mercado do Waterfront e depois fomos no Woodstock Brewery provar umas cervejas artesanais. Experimentei 4 no local e trouxe mais 2 garrafas para experimentar no Brasil, todas as cervejas me agradaram.
      No Waterfront existem várias lojinhas para comprar souvenir. Aconselho a comprar aqui ou se for comprar a ambulantes vê logo os preços nas lojas, são padronizados, porque eles querem assaltar as pessoas.
      Dia 11  - Franschhoek
      Saimos de manhã cedo para a cidade Franschhoek. Visitamos duas vinículas, pequenas, a Lynx e a Eikehof. Os vinhos da Lynx eram muito bons! Dava vontade de compra todos hahaha mas não tinhamos muito espaço para trazer.
      A Eikehof já tinha vinhos que, para mim, eram de qualidade inferior aos da Lynx. Em compensação o local é bem mais bonito, ótimo para fotos, e você pode degustar os vinhos com uma tábua de frios e carnes, recomendo!
      Depois compramos algumas coisas para fazermos nosso jantar na Tea House, reservado no airbnb.
      Dia 12 – Babylonstoren e partiu Brasil
      Enquanto estavamos no Shindzela, uma espanhola me falou muito bem dessa Babylonstoren e recomendou fazermos o tour guiado, 10 rands por pessoa que é utilizado na educação das crianças da região. Mandei email para [email protected] solicitando a reserva do tour, me responderam que estava agendado e informaram para chegar no dia solicitado as 10h da manhã. O guia explica um pouco sobre todo jardim e encoraja as pessoas a provarem as plantas ou frutos, se estes estiverem maduros. O tour durou cerca de 1h10min e no final você pode comer no restaurante que utiliza, se não me engano, 80% de produtos cultivados ali. Caso não consiga vaga no tour, você pode ir por conta própria e explorar o jardim sozinho.     
      Saimos do Babylonstoren e seguimos para o aeroporto pegar nosso voo de volta.
      1 A TAAG vinha sendo gerida pela Emirates. Somando-se a uma crise financeira que atinge a Angola e a dificuldade de repatriamento das receitas das vendas em Angola, a Emirates saiu da gestão da TAAG. A empresa agora é gerida pelo governo novamente. Os efeitos disso não sabemos mas no passado ela foi barrada de voar para a Europa por manutenção precária em seus aviões. Pude observa que internamente as aeronaves tinham uma grande quantidade de controles e centrais multimidias danificadas/quebradas.
      O aeroporto de Luanda é muito ruim, nenhum local aceitava cartão de crédito Mastercard. Alguns aceitavam Visa. Não encontrei ATM para sacar dinheiro, fazia muito calor, banheiros pequenos e um pouco sujo e sem papel higiênico (a melhor coisa que faço nas minhas viagens é levar lenço umedecido pampers na bagem de mão, é igual a água em deserto kkkkkkk).
      2 Na volta Joanesburgo – Cidade do Cabo a Mango quis encrencar com minha reserva, utilizei apenas o primeiro e último nome para realizar a reserva e eles ficaram dizendo que não tinham como deixar embarca assim, e que o nome deveria está igual ao passaporte, completo. Expliquei que embarquei de Cape Town para Joanesburgo assim e que era comum utilizar assim no Brasil e por fim uma supervisora deixou.
      ³ As reservas são feitas no próprio site oficial do SANParks, https://www.sanparks.org/bookings. Reservei com 3 meses de atecedência e já não havia vagas no Skukuza, Lower Sabie e nem no Crocodile Bridge. No Satara existam pouquissimas opções disponíveis e quase não consegui ficar 2 dias seguidos. Ainda tive que trocar de quarto porque tive que reservar diferentes quartos devido a disponibilidade quando fiz a reserva, então é bom se planejar com antecedência para ficar nos restcamps oficiais dentro do Kruger. O valor da diária para dois ficou aproximadamente 2000 rands, incluindo as taxas de conservação do parque.
      4 Quando fui nas reservas privadas que fazem parte do Great Kruger, os rangers informavam que geralmente os animais tomam água de manhã logo cedo e no final da tarde, por isso nesses locais os games drives são feitos nessas horas já que com mais animais transitando e indo para as poças de água fica mais fácil encontra-los.
      5 O Greater Kruger consiste no Kruger mais as reservas privadas ao redor do Kruger e tudo fica sem cerca, assim os animais podem transitar livremente das reservar privadas para o kruger e vice-versa. São nas reservas privadas que os safaris são feitos unicamente pelos Lodges daquela reserva e sem restrição de percuso já que dentro do kruger não se pode sair das estradas demarcadas.
      6 No Sausage Tree Camp, o ranger pediu para que se avistassemos rinocerontes bater quantas fotos quisessemos mas para não colocar em redes sociais devido a caça indiscriminada que vem acontecendo estes animais, podendo atrair caçadores para a reserva.
      7 Tinha planejado também fazer a trilha para a Lion Head no outro dia mas acabei desistindo devido ao tempo nublado e muito vento.
      8 Dispensamos algumas coisas como mergulho de tuburação, Whales watching na Cidade do Cabo tendo em vista que preferi gastar mais e ficar 2 diárias em reservas privadas no kruger e me hospedar em um Restcamp no Kruger e isso comeu um bom orçamento meu.
    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do Sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita cabeçada e alguns perrengues, ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo R$ 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto depois do desembarque, há algumas casas de câmbio... o dólar havia dado uma disparada nessa época, então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu quase 11 rands.
      Fizemos a reserva do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar. Alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo. Em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de R$ 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA CRUZAR FRONTEIRAS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, é feito uma cobrança (calção) no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa? Porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados. O carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algumas pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos. Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse parque.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger National Park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien. As reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar de chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos em ficar em um Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, onde pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa, para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas. Recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada. A tal taxa por dia é paga diretamente nos acampamentos. Existem outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolso de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento, rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc começa fazendo seu próprio Safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big Fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos. Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm suvenirs para comprar, mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.

      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile Bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley. Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, com as pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary. Foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso. O lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo e não dá para fazer nada a pé. O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas Tourist Information e Internet Café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .

      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo, partimos rumo ao Soweto. Foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.

      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito. Não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada. Foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo deu certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira, foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar mais infos. Os brasileiros quando vão para "Bots" acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone, no Mokolodi Backpackers. Gostamos muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais caro, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa, que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger Park, pois são bem diferentes em tamanho e estrutura, mas ver aqueles animais em seu habitat natural, é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida... Ficamos duas noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
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      Saímos de Botswana em direção a Pretória. A estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado em cima de uma faixa amarela que era proibido... oi ??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus Rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, onde pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... Um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos. Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo. Primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro, a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montain fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trilha... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal. Tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por ÁquilaChv
      Olá pessoal,
      Esse é meu primeiro relato de viagem aqui no mochileiros. Mais já tenho outros que estou acabando de escrever. Vou postar um resumido e tentar ir respondendo eventuais dúvidas conforme for aparecendo.
      Vamos lá!
      Primeiramente tenho que dizer que a África do Sul é um país muito grande. E que há roteiros para vários gostos, bolsos e climas. É difícil conhecer tudo numa só viagem. Tentamos conhecer o máximo possível numa mesma viagem, mas isso tem prós e contras. Falarei mais a seguir.
      Desde já, recomendo fortemente um estudo prévio sobre a história da África do Sul antes de ir. Há diversos livros sobre o assunto, principalmente se pesquisar em inglês. A própria wikipedia (em inglês) contém uma boa introdução sobre o assunto.
      O Apartheid, período que vigorou o sistema de segregação racial por mais de 4 décadas, foi complexo e gerou consequências que ainda hoje podem ser percebidas. A África do Sul também tem uma história bastante multicultural, com povos de origens e culturas diferentes. Assim como chineses, japoneses e coreanos são diferentes, o mesmo acontece com os povos africanos. Há inclusive diferenças físicas entre eles. Uma demonstração dessa diversidade, por exemplo, são os 11 idiomas oficiais existentes no país.
      O clima é bastante variado também, depende muito da localização. O viajante pode encontrar um clima mediterrâneo, típico de países da Europa (inclusive com vinícolas mundialmente famosas), semidesértico, savana, florestas tropicais úmidas e até neve (perto de Lesoto), etc.
      Na África do Sul come-se muito bem, em grandes quantidades e de tudo, há restaurantes de todo tipo. Em geral, é mais barato do que São Paulo para comer num restaurante bom. O vinho costuma ser mais barato que sucos e refrigerantes. O que nos chamou atenção é que no geral eles usam bastante pimenta, rs. Em relação à hospedagem, foi quase toda em Airbnb ou hospedagens encontradas no Booking que eles chamam de self-catering ou bed and breakfast, foi muito mais barato que hotéis. Aí depende da cidade, por isso recomendo sempre consultar nos dois.
      Enfim, nosso roteiro foi o seguinte:
      1ª parte: Cape Town
      13/10/2017 – 18/10/2017 2ª parte: Garden Route
      18/10/2017 – 19/10/2017: Stellenbosh 19/10/2017 – 21/10/2017: Hermanus 21/10/2017 – 22/10/2017: Oudtshoorn 22/10/2017 – 23/10/2017: Knysna 23/10/2017 – 24/10/2017: Pletterberg Bay 24/10/2017 – 26/10/2017: Tsitsikamma Park (Stormriver) 26/10/2017 – 28/10/2017: Jeffreys Bays 28/10/2017 – 29/10/2017: Port Elizabeth 3ª parte: Johannesburgo + Safari (Kruger National Park)
      29/10/2017 – 31/10/2017: Johannerburgo 31/10/2017 – 04/11/2017: Kruger Park (Safari) 04/11/2017 – 05/11/2017: Johannesburgo  
      Tentarei dividir o post em 4 partes (essa introdução + as 3 partes da viagem que postarei a seguir).
       
      Dicas gerais:
      O clima em Cape Town é bastante instável, pelo menos estava instável no período que ficamos lá. Não sei se é assim o ano todo, mas conversando com os locais eles confirmaram a instabilidade da cidade. Para quem vai para a África do Sul para conhecer apenas Cape Town e fazer a Rota Jardim, recomendo ir no verão. Também dá para apostar na meia estação, mas é preciso contar com um pouco de sorte e é bom lembrar que Cape Town está na mesma latitude que Buenos Aires – Argentina. No Kruger (mas vale para o Safari em geral), não é bom ir no verão, pois é muito quente e chove mais. O clima mais quente, além de tornar o Safari mais desgastante, deixa os animais mais escondidos. Além disso, com chuva mais abundante, faz com que os animais se movimentem menos, pois há mais pastagens e mais água para beber. Só dá para trocar dinheiro nos bancos, que não funcionam a qualquer hora e dia. Fim de semana e feriados eles estão fechados. Mas quase todo lugar aceita cartão de crédito. Os bancos cobram uma taxa para trocar dinheiro, o que achei um absurdo, pois levamos dinheiro para não pagar IOF de 6,38% e chagando lá descobrimos que há a taxa do banco. Mesmo assim compensa levar dólar e trocar lá. Fomos abordados muitas vezes por pessoas pedindo dinheiro. Tem que saber lidar com isso. Em Stellenbosh um cara tentou nos aplicar um golpe: paramos o carro no estacionamento de um shopping e um cara passou falando que tinha que validar o ticket na máquina. Seguimos o caminho apontado por ele e ele nos apontou uma ATM onde já tinha outro cara, que, ao ver nossa cara de interrogação, disse que poderia nos ajudar. Eu questionei-o dizendo que aquilo era uma ATM (para sacar dinheiro), percebi que eles estavam mal intencionados e saí andando. A guia que nos levou para a vinícola também nos contou uma história de um golpe que estavam aplicando em Cape Town. Um homem de terno que se passava por funcionário do governo estava abordando turistas e pedindo para ver a licença para transitar ali. As pessoas desconheciam a licença e, é claro, não a possuíam. Então o homem cobrava para tirar a licença ali na hora. Nossa guia disse que não havia relatos de violência e que se um cara desses (ou qualquer outro pedinte) nos abordasse era só desconversar e sair andando. Lemos alguns relatos a respeito de guardas exigindo carteira internacional para dirigir, mesmo havendo acordo internacional entre Brasil e África do Sul. Alguns viajantes relataram suspeita de haver uma tentativa de cobrar “caixinha”. No entanto, fomos parados 3 vezes por policiais e, no geral, saí com uma boa impressão da polícia Sul Africana (não deixei de ler a 3ª parte, na qual detalharei). Então, lembre-se de andar com a carteira de motorista internacional e jamais dirija depois de beber. Leia sobre a África do Sul antes de ir e, se possível, aprenda algumas palavras ou frases em algum dos 10 idiomas além do inglês. Ouvi de uma mulher sul-africana que algumas pessoas se sentem muito orgulhosas quando vêem que um turista sabe um pouco da sua língua. O idioma Xhosa é bastante interessante A hospedagem dentro do Kruger Park tem que ser reservada com bastante tempo de antecedência. Reservamos a nossa hospedagem 2 meses antes e já tinha poucas opções e ainda não estávamos na alta da temporada. A alta temporada no Kruger é no inverno.  
    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!


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