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África do Sul (Jb, Safari, Cabo) - 2 semanas

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Mudei de emprego, fiquei 1 ano sem férias, mas finalmente voltei à boa prática. Com duas semanas nas mãos, onde escolher? Dentre as várias opções, a África do Sul estava no alto das nossas preferências. A Latam passou a voar direto para lá, então as coisas pareciam mais fáceis. Só que não rolava promoção para as datas que queríamos. Até que a santa TAAG fez uma boa promoção e compramos. Optei por chegar por Johannesburgo e voltar pela Cidade do Cabo.

África do Sul, para mim, é Mandela. É J. M. Coetzee. É Safari. É Copa de 2010. Cidade do Cabo. Eram as minhas referências, todas positivas.
 

Assim que compramos as passagens, comecei a fazer o planejamento macro. Até pensei em esticar para outro país, mas vi que a África do Sul demandaria mais que apenas 2 semanas. Então primeira decisão foi que ficaríamos somente por lá.

Segunda decisão foi não dirigir. Tenho ampla predileção por *não* dirigir no exterior. Mais ainda em mão inglesa. E ainda mais na África do Sul, com os relatos de policiais no estilo Brasil de ser, digamos assim. Com isso passei a enfrentar um problema para fazer o safari. Porque mais de 9 entre 10 relatos sobre o país contém safari com carro alugado. Mas mantivemos a disposição de não dirigir.

Fechamos o roteiro básico de ficar 1 ou 2 dias em Jb, fazer um safari e passar +- 1 semana na Cidade do Cabo. E assim foi.

Problema é que acabei deixando o fechamento da logística (hotéis, passagens internas, safari) para amanhã, depois para amanhã (e assim subsequentemente), o que resultou num problema na hora de decidir qual safari fazer. Kruger? Outro parque? Reserva privada? E tudo isso em meio à (enorme) limitação de não estar de carro. Tive de recorrer a agências, e consultei diversas. Algumas me respondiam com impressionante rapidez. Outras levavam dias para retornar.

As opções de safari, de como fazer, de onde ir e ficar, são diversas, para diversos bolsos e estilos. Mas, para quem está sem carro, complica. Lendo relatos eu acabei tentado pelas reservas privadas. Problema principal, de início, era o preço. São *muito* mais caras, em regra. Dependendo de onde estão, o transporte até lá (sem estar de carro) também fica bem caro. Balancei diversas vezes em função disso. No entanto, considerando que pode ser nossa a única vez na região na vida, optei tardiamente pelo esquema mega-patrão de ficar em reserva privada. Tardiamente pq, na hora em comecei a verificar disponibilidade, poucas (dentre as mais acessíveis) ainda tinham vagas. Isso foi pouco menos de 1 mês antes da viagem.

Entre idas e vindas, para encurtar o assunto, acabei fechando com a Ashtons (uma empresa que faz o transporte de Jb ao Kruger) o pacote de transfer + 3 dias na Umlani Bushcap. Gostei da proposta do Umlani de uma coisa mais rústica (não tem energia elétrica, o chuveiro banho numa parte externa do quarto, etc.; uma parada pretensamente mais rústica). E também era dos poucos com vaga.

Depois disso compramos as passagens de lá para a Cidade do Cabo. Para piorar, caía num começo de feriado nacional no país. Mais facada no bolso. Somando tudo isso, o dólar disparando. O rasgo foi grande. Mas vou esquecer disso, e a lembrança das férias na África do Sul serão eternas.

Roteiro básico:
Johannesburgo – 2 dias
Safari no Umlani Bushcamp – 4 dias
Cidade do Cabo – 7 dias

Quando: De 16 a 28 de Setembro de 2018

Custos:
Aéreo - Ida: Rio-SP-Luanda-JB; volta Cidade do Cabo-Luanda-SP-Rio: 2.200 BRL cada
Aéreo – Hoedspruit – Cidade do Cabo: 3.985 ZAR cada

Safari/bushcamp: 23.172 ZAR para ambos

Pousada JB – Thulani Lodge – 1.582 ZAR (total 2 dias)
Pousada Cabo – At the Barn – 4.630 ZAR (total 7 dias)

Adotamos uma média de 100 USD por dia para cada de orçamento, incluindo o custo com hospedagem (mas excluindo os aéreos e o esquema-patrão do safari/buschcamp). Ficamos dentro do orçamento.
 

 

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Relato: Johannesburg
O avião da TAAG é no esquema 3x3x3 de poltronas. Tive problemas com o monitor (não funcionava) em 3 dos 4 voos com eles. De resto, foi ok, dentro do esperado para um bilhete econômico. Em Luanda de fato o aeroporto é quente, sem wifi e, dependendo da hora em que vc chega, tem uma looooonga fila para passar por um único raio x para ir para a sala de trânsito. 

Enfim, chegamos a Johannesburgo. Fiz logo o câmbio no aeroporto (sugiro fazer na parte de fora, a cotação é a mesma, a facada de comissões e taxas é a mesma, mas não tem fila). Acho que vale mais a pena para o IOF do saque, sinceramente. No total dá mais de 7% de perda entre taxas, comissões e o k7a4.

Compramos um chip no aeroporto tbm. Foi 1ª vez que comprei – foi para usar uber para cima e para baixo, em função dos relatos de ausência de transporte público decente e de taxistas malandros (do tipo que via muito no Rio). E já partimos de uber do aeroporto.

Reservamos uma pousadinha em Melville. Queria ficar num lugar onde pudesse curtir a noite e andar de volta para onde estivesse hospedado. Via de regra, é isso que busco. Melville é local perfeito nesse sentido. Ficamos do lado da 7ª, que é onde rola o agito da noite por lá. 

Como já chegamos no meio da tarde, ficamos apenas rodando pela nossa área. As atrações fecham relativamente cedo por lá (16-17hs), então não daria tempo pra mais nada mesmo. Ficamos passeando, parando para cerva nos bares e fomos jantar no Lucky Beans. 

Dia seguinte era 2ª feita e partimos logo cedo para Rosebank, que é onde sai o City Sightseeing (CS). E aqui vale uma dica que vários outros dão: para quem está sem carro, o busão do CS provavelmente é a melhor opção para conhecer a cidade. Passamos o dia com ele, selecionarmos algumas atrações que queríamos conhecer, e curtimos assim.
 

Enfim, partimos e fomos conhecendo a cidade pelo 2º andar do busum. Acho que não andava nesses ônibus de turismo havia uns 20 anos. Foi opção muito boa. Passávamos por áreas muito verdes, casas impressionantes de bonitas (sempre com cerca elétrica – bem tipo Brasil). Nossa primeira pausa foi em Constitutional Hill. Rodamos um pouco pela área, mas não entramos (tem um museu), apenas ficamos lá por meia hora, até a partida seguinte do CS. Havia pouca gente no CS, e somente nós 2 paramos lá.

Em seguida paramos para ir no Top of Africa. Um prédio alto num shopping no centro da cidade, de onde vc tem vista panorâmica da cidade. Era isso que eu tinha em mente. Novamente só nós 2 que descemos nessa parada. E mais: não podíamos ir sozinhos, tínhamos de ser acompanhados por um funcionário do CS desde a descida do ônibus até chegar no andar da vista. Medida de segurança do próprio CS. Achei exagerado, mas vamos lá. O Top of Africa tá beeeem largado, bem caído. Janelas sujas, áreas que já tiveram lojas e/ou lanchonetes vazias/largadas. O visual é bacana. Diria que é uma parada que pode ser pulada. Foi novamente uma pausa de meia hora.

Parada seguinte foi num cassino, onde pegaríamos a van para o tour pelo Soweto. Em princípio eu descartei essa parada de visitar Soweto. Achava que era favela tour. Depois li melhor e achei que valeria a pena conhecer – não é favela tour, pode desencanar. O Soweto hoje é um mega bairro com moradias de todos os tipos – inclusive de luxo (algumas) e com cercas elétricas (raras). Tem setores de classe mais alta, de classe média, de classe baixa e de classe miserável – eventualmente em condições de moradia ainda piores do que vemos habitualmente em favelas de grandes cidades brasileiras. O tour faz pausas breves, mas optamos por ficar mais tempo na Casa do Mandela. Pegaríamos a van seguinte, do tour seguinte. Ficamos uma hora na região, que é bem turística. É a tal rua de dois prêmios Nobel. Como é muito turística, tem uns pedintes na região, mas basta driblar.

Pegamos a van seguinte, voltamos para o ponto de partida e logo seguimos para o Museu do Apartheid, que fica praticamente em frente ao cassino. Chegamos lá pouco depois das 15hs. Quando deu 17hs, houve um blecaute. Fui ligar a lanterna do celular para tentar ler o que eu estava lendo, quando me dei conta de que... o Museu havia fechado. Eles apagam as luzes para a galera vazar de lá. Ainda tinha MUITO o que ver! Eu achava que ficaria um bom tempo por lá, mas não me dei conta de quanto. Foram duas horas e acho que mal havíamos passado da metade. Uma pena, tenho profunda admiração pelo Mandela e queria ter conhecido mais sobre a luta anti-Apartheid, sobretudo nesses tempos atuais um tanto sinistros em termos de direitos civis. Enfim, saímos com a galera e fomos pegar o busum vermelho de volta para o começo, Rosebank. Até tinha planos de parar no SAB, mas não daria tempo. E eles ainda fecham mais cedo na 2af. Ficou também para uma próxima vez.

Aliás, havendo próxima vez em JB, eu partiria para o Museu do Apartheid diretamente. Tentaria emplacar o Craddle of Humankind também, e Liberty park. Foi o que ficou de sobra na agenda.

Pegamos o uber para Melville e partimos para a janta. Por ser 2ª-feira, alguns restaurantes não abriam. Conseguimos um, mas que fechou assim que terminamos. Depois de uma saideira fomos dormir. Dia seguinte era dia de acordar cedo e viajar para o Kruger.


Observações diversas: não pegamos trânsito em JB. Tinha lido sobre isso, mas não ficamos parados em momento algum durante o tour de busum vermelho. Não teve high5 em Soweto, coisa que tinha lido bastante. No entanto, a galera em geral é bem calorosa, com aquela ginga, cumprimentos calorosos, tapinha nas costas, etc. Nesse ponto, bem brasileiros.
 

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Dias 3-6: Safari na Reserva Privada Timbavati

Na 3af de manhã já tinha deixado um Uber agendado para nos buscar beeem cedo. Dormi pensando no “e se não tiver uber de madrugada por aqui” (penei pra conseguir uber uma vez numa madrugada em São Luis, então vai saber...), mas deu tudo certinho. O horário marcado pela Ashtons era no aeroporto às 6:45 da matina. Chegamos conservadoramente quase 1 hora antes. O carro é uma van. O trajeto foi tranquilo, com paradas rápidas e pontuais pelo caminho. Num posto de gasolina, um segurança armado com cano longo me chamou a atenção. O trajeto leva lá suas algumas horas de duração que perfizeram a manhã inteira. As estradas em geral são muito boas (bem acima do padrão Brasil), mas pegamos algumas buraqueiras (padrão Brasil) quando rumamos ao norte. Fomos os últimos a ser despejados. Van tava cheia. 

E estava um calor absurdo para aquela época na região mais ao norte do Kruger. E pleno setembro no sul do hemisfério sul e um calor de meio dia no verão do Norte do Brasil. Galera falou que era uma onda incomum de calor na região, pra mais de 40 graus. Surreal.

A van da Ashtons nos deixou num ponto final, um pub, onde outra van, a do Umlani, nos pegou para levar até o alojamento. Quem nos buscou foi um dos guias, e no caminho já fomos conversando com ele. E de cara um diálogo a que já estamos nos acostumando:

“É só isso que vocês tem?” [ref bagagem]
“Yes, we travel light”
“The lightest I’ve ever seen!”

No relativamente curto caminho até Umlani, já vimos girafas passeando nos arredores. É um barato! Queríamos ficar uma eternidade ali, mas ele alertou que veríamos outras novamente nos dias seguintes, de posições melhores e em carro aberto. Tinha razão. A primeira vez que vc vê aquele bichão (e tantos outros) é sempre impactante. Depois acostuma, claro – mas sempre curtindo.

Chegamos ao Umlani, recebemos as instruções gerais (horários, refeições, regras, etc.) e já fomos comer alguma coisa light de almoço. Enquanto almoçávamos, zebras passeavam do outro lado, logo em frente. Um veado (ou similar) andava pelos arredores do lugar. Eu admirando de olhos abertos. Ninguém parecia ligar. Devia ser comum ali, pensei. De fato era.

O Umlani fica na reserva privada Timbavati, que é adjacente ao Kruger. Os animais então cruzam da reserva para o Kruger (e vv) livremente. As instalações são algumas cabanas (uma dúzia, talvez) com chuveiro externo (mas tem água quente!) – e era um barato tomar banho olhando para as estrelas e a lua! As cabanas têm sempre repelente, rádio, laterna. Não tivemos problemas com insetos por lá. Tem áreas comuns, onde a galera faz as refeições – é também onde tem energia elétrica (e várias tomadas e fios para carregar celulares e câmeras) e wifi, mas bem fraco e somente durante o dia claro (tanto energia quanto wifi). Tem também uma piscina, que curtimos na tarde de calor intenso que fazia no 2º dia. 

O cotidiano no Umlani era o seguinte: cada cabana era acordada antes do sol raiar, +- às 5:15. Alguém passava nas cabanas batendo na porta e avisando que era hora. Vc então tinha +- meia hora para se arrumar, tomar um café e então seguir para o safari matinal. A saída geralmente era antes das 6. Cada safari durava geralmente pouco mais de 3hs. Safari em carro aberto, vista plena. Depois do safari matinal tinha o café da manhã. Estilo inglês, pesado! Uma vez teve costeleta de cordeiro, excelente! Mais tarde tinha um almoço leve, praticamente um lanche. No meio da tarde partia para outro safari, o do pôr do sol, do qual voltávamos já de noite. Ou seja, tinha safari para o nascer e o pôr do sol. A janta era servida de noite, e era quando a galera mais confraternizava. Com bebidas inclusas, ficávamos bebendo vinho (com gelo!) e conversando com a outros casais até altas horas, antes de voltar para a cabana e dormir. De noite não era permitido caminhar sozinho para a (ou da) cabana sem estar acompanhado por um ranger.

Conversando com os rangers, eles disseram que os turistas por lá geralmente são estrangeiros. Mas por coincidência havia uma família da Cidade do Cabo por lá, e estávamos no mesmo jipe com eles. Interessante que eles meio que praticavam o que se chama de “game”, que é basicamente avistar animais. O “game” é na linha de “quem viu primeiro”. Para quem leva muito a sério, tem até tabela de pontos. Um deles, dessa família (o “pai”, já que tinha filho e avô também – e não me lembro os nomes), era muito bom no game, avistava animais de longe, às vezes até antes dos rangers e guias. Depois, conversando com ele, identificamos que ele estava acostumado e fazia safaris com alguma frequência. Essa família era grande e o estranho (para mim, sobretudo considerando o preço pago) era que poucos iam nos safaris matinais. Era uma meia dúzia, e só ele, e eventualmente o “avô”, estavam lá de manhã. De tarde todos iam.

Em geral essas hospedagens em bushcamps me parecem programa de família ou de casal. Geralmente vimos casais de meia idade, em grande parte de outros países onde se fala inglês (Austrália, EUA, Reino Unido). Mas vimos também alemães e italianos. Um jovem casal italiano em lua de mel quebrava o padrão “casais-de-meia-idade ou aposentados”.

Quando chegamos no Umlani a temperatura estava nas alturas. Mais de 40 graus. MUITO quente, anormalmente quente para a época. Na segunda noite o tempo virou. Ventou muito de madrugada, com muito barulho nas cabanas. E o dia seguinte amanheceu nublado e com frio. Diria que a temperatura despencou 20 graus em questão de horas. Com o frio, e sobretudo com o vento, havia menos animais. Metade do nosso tempo lá foi sob calor escaldante. A outra metade nublada sob relativo friozinho.

O Umlani proporciona também a experiência de você ficar um tempo – ou até dormir – numa casa da árvore. É uma casa construída no alto de uma árvore no meio da reserva. Eles te deixam de carro e marcam horário para pegar de volta. Vc fica com rádio e, claro, está expressamente proibido de descer para caminhar ao relento. Tem cama, banheiro, vc leva uma caixa térmica com o que quiser e fica lá curtindo. Nosso dia de curtir a casa da árvore foi justamente no dia da ventania + frio. Com o vento constante e cortante, e a temperatura baixa, era difícil de permanecer na casa da árvore, que é toda aberta – é praticamente uma varanda na árvore. Quando o ranger nos deixou lá, ele mesmo falou que provavelmente chamaríamos pelo rádio para nos buscarem antes do horário combinado (dali a umas 3hs, a tempo de voltar para o safari da tarde). Mas não chamamos, curtimos nosso tempo por lá. Muito aquecidos, claro. Pena mesmo foi que, com o vento + frio, não tenhamos observado animais pela área. No máximo alguns pássaros ao longe. A casa (varanda!) fica em frente a um lago, então sempre há (ou deveria haver) bichos indo lá beber água. Passamos por lá algumas vezes nos safaris e quase sempre tinha algum bando por lá. No finalzinho da nossa estadia, chegaram uns impalas – adoráveis figurinhas fáceis por lá. De qq forma, aquela tarde na casa da árvore foi paradoxalmente um dos momentos memoráveis da viagem.

Na segunda noite, aquela da ventania que mudou o tempo, eu esqueci de fechar corretamente a porta da cabana, só encostei. Com a ventania, a porta abria e batia. Ao mesmo tempo ouvíamos o rugido sinistro e altíssimo de algum leão (ou leoa?) nos arredores próximos. Era fascinante. Mas pode ser aterrador também. Parecia estar ao lado, mas galera disse que provavelmente estava do outro lado do rio (o que significa um “ao lado” um pouco mais distante). No meio da noite em meio ao vendaval, Katia acordou e, no transe do sono, desesperou porque “se a porta estava aberta, então o Leão podia entrar na cabana!!”. Ahahahahah, não chegaria a tanto, mas fui lá e fechei direito a porta.

Não há muito o que relatar de cada safari feito e do dia a dia por lá. Vimos todos os tais Big 5 mais de uma vez, e tantos outros bichos. Logo de cara já avistamos diversos animais, e curtimos um longo tempo com eles. É um lance meio voyeur também, de certa forma. Além do guia, vai um tracker na frente do carro, que fica buscando rastros de animais. Os caras são bons. Eles têm rádios e se comunicam, o que facilita muito encontrar os animais. Em regra, não podem ter mais de dois carros observando animais (os guias se organizam em filas virtuais), e vc jamais deve incomodar os animais (parece óbvio, mas..., né?). Podendo,sugiro ficar na frente. Vc ouve melhor o guia, tem visão aberta. Em qq posição do carro vc terá vista ampla, de todo modo. A lembrança que tenho desses momentos de safari é sublime. (Nota: chamo de safari o que habitualmente se chama de “game”)

Mas a lembrança geral que tenho daqueles dias no Umlani é talvez ainda melhor. Pelos safaris, pelos bichos, os banhos no fim da noite olhando para o céu, o rugido do leão na madrugada, os jantares à luz de velas regados a vinhos com gelo (era muito quente!), o café em volta da fogueira, os guias, as pessoas, o astral. Para guardar na memória eterna.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dias 6 – 13 – Cidade do Cabo

Em nosso último dia no Umlani, fizemos nosso safari matinal ainda sob céu nublado e friozinho. Tomamos um segundo café à beira de um enorme lago, mas não havia bichos na área naquele momento. Partimos para o aeroporto logo depois do café da manhã “oficial”. E o tempo foi abrindo. 

O voo da CemAir foi tranquilo e galera nos enchia de vinho. Perguntavam se queríamos mais, e a resposta era sempre “sim”, no que nos atendiam prontamente. Viva! Já que foi caro, que seja bom.

Chegamos na Cidade do Cabo, pegamos o uber para a cidade, largamos as coisas na guesthouse e logo pegamos outro uber para o VA Waterfront. Parecia ser uma boa opção para aquele fim de tarde belíssimo. De fato, o lugar é um imã para turistas. Mais uma área portuária que se modernizou via restaurantes, lojas, etc. e ganhou nova vida. Naquele fim de tarde fazia um lindo dia de céu azul. Table Mountain inteiramente disponível no visual. Prometia para o dia seguinte! Passeamos, exploramos, aproveitamos para passear na roda gigante ao pôr do sol, bebemos, comemos, curtimos. E voltamos tarde para dormir.

 

 

 

 

 

Dia 7 – Sábado – Organizamos nossos 3 primeiros dias com o passe do busum vermelho do City Sightseeing (CS). Saímos logo cedo e fomos andando até o escritório no centro. Caminhada rápida de 10-15 minutos. Mas já vimos mendigos e pedintes no trajeto. Tal qual vemos em centros de cidade no Brasil.

Pegamos logo o pacote de 2 dias do CS, que vinha com desconto e algumas gratuidades. Como havíamos usado também em Jb, tivemos descontos adicionais. Os preços estão na página deles.

Nosso primeiro destino foi a Table Mountain. Dado que estava um dia esplendorosamente bonito, céu estalando de azul, disparamos para lá. Em todos os relatos que li, havia a ordem: assim que vc vir o tempo abrir, corra para a Table Mountain. Amem. O ingresso já tínhamos comprado no CS mesmo. Galera falou que havia neve na Table Mountain uma semana antes. Uaaau! Mas prefiro subir com visual livre, que foi o que conseguimos. Pegamos fila, mas direto para entrar, não para comprar. A fila, aliás, só aumentou enquanto estávamos lá. Acho que a galera da própria África do Sul fazia turismo por lá, dado que era fim de semana com feriado. Enfim, pegamos o bondinho e subimos. Que visual. QUE VISUAL!! E reforço o que 10 entre 10 pessoas dizem: lá em cima faz frio. Com o vento cortando, faz muito frio. Eu estava de fleece (um velho fleece de mais de 20 anos comprado na Bolívia), que não dava conta do vento – vale a pena levar um corta vento lá pra cima. Curtimos demais os locais de vistas panorâmicas (praticamente qualquer local por lá!), fizemos o trajeto por todo o alto. Ainda estiquei até o começo da trilha, mas a rigor rodamos mesmo o perímetro mais próximo. Passamos a manhã por lá. Espetáculo. 

 

 

 

 


Descemos e pegamos o CS, que demorou acima do tempo habitual. Transito provavelmente. Descemos na praia de Camps Bay e fomos andando para Clifton, curtindo o visual e as casas de alta classe. Foi uma longa caminhada até a parada seguinte do CS, mas com belo visual do mar, das praias e etc. Reparamos que as casas seguem um padrão bem conhecido por nós: cerca elétrica, plaquinha de “protegido por ...”, etc.

 

 

Pegamos o CS e paramos para conhecer o Green Park, legado da Copa na cidade. É amplo, bacana, bonito. Visitamos rapidamente. Seguimos de CS para o VA novamente. Curtimos o Aquário (Two Oceans Aquarium), que é muito bacana. Fica em frente à estação do CS, e havia tempo até nossa atração seguinte, que era o pôr do sol na Signal Hill. Curtimos um bom tempo no Aquário.

 

 

 

 

O CS proporciona um sunset bus para curtir o pôr do sol na Signal Hill, e ganhamos o ingresso no combo de 2 dias que pagamos. Chegando lá no alto, lotaaaaado. Maior galera curtindo aquele dia espetacular. Como tem de ser! Rola um parapente também, o que embeleza muito o visual. Ficamos receosos de comprar alguma coisa para beber por lá, mas depois vi que deveríamos ter levado umas cervas. Não vendem lá em cima (aquela coisa inglesa de não poder consumir álcool em público), mas vi diversas pessoas abrindo champagne, vinho e com latinhas de cerva na mão. Deve ser no mínimo tolerado, então. Enfim, curtimos um extraordinário pôr do sol e descemos de volta ao VA. Jantamos novamente na área, agora curtindo um pub de frente para o mar com boa (boa para nós, claro) música ao vivo.

 

 

 

Dia 8 – Domingo – Nesse dia nosso café da manhã atrasou praticamente uma hora (o café da manhã – estilo inglês (pesado) -- era preparado na hora). A menina da pousada pediu mil desculpas, falou que as ruas estavam fechadas e tal, teve problema no transporte. De fato vimos no dia anterior que algumas ruas seriam fechadas para uma maratona na cidade. Nesse dia pegamos outra linha do CS, fomos direto para o Jardim Botânico. Vale dizer: foi outro dia espetacular, céu azul. O que só torna o jardim botânico ainda mais bonito. Percorremos o que pudemos por lá, mas sempre fazer as diversas trilhas mais longas que partem ou chegam por lá. Belíssimo lugar. Curtimos umas 2 horinhas e partimos para Constantia.

 

 

 

 


Curtimos a tarde inteira provando vinhos – os da rota do CS. Um deles tinha de reservar antes, então dispensamos. O Groot Constantia foi nossa primeira parada e tinha muita gente. Escala industrial, tipo Miolo em Bento Gonçalves. Fizemos o cellar tour (mas, olhando para trás, eu dispensaria – já fizemos n tours desse tipo no Vale dos Vinhedos), mas o que queríamos mesmo era provar. E saboreamos bem: os vinhos são muito bons. Necessário saborear com calma, para curtir e não embebedar. Eram 5 provas a escolher. Anotei aqui que escolhemos Chardonnay, Merlot, Shiraz, Pinotage e o Governeur’s Reserve. Curtimos um momento muito bom. Ainda visitamos um museu, que achei bem bacana. Achei o preço justo. 

 

Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Enquanto esperávamos, conhecemos uma extrovertida família de Johannesburg, claramente mais alegre após as provas de vinhos. Muito divertidos, já falando em visitar o Rio de Janeiro e nos encontrarmos por lá. Contaram com orgulho que vieram de Soweto e que hoje dirigem Mercedes. Reforçou para mim que brasileiros e africanos têm essa em comum essa coisa mais calorosa.

Beau Constantia estava cheio naquele meio ou fim de tarde. Mas felizmente encontramos um espaço para sentar e provar os vinhos. Eram 4 provas. Achei boas, sobretudo dos tintos, mas abaixo do anterior. O maior valor de lá era o visual lindo que se tinha da área onde degustamos os vinhos: vista panorâmica do vale e dos vinhedos. 

 

 

 


Saímos a tempo de pegar o último busum, que ainda percorreria uma linda rota (lado esquerdo pro mar!) beirando o mar até o VA. As várias provas de vinho cobravam seu preço (leseira!), mas logo os olhos ficaram abertos para curtir aquele visual.

Encerramos o dia novamente no VA. Dessa vez escolhemos um lugar mais finesse para jantar e celebrar.
 

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Dia 9 – 2af – Aproveitamos para já comprar tours do próprio CS para 4a e 5a. Um para vinícolas, outro para o Cabo da Boa Esperança. Tinha dicas de outros tours, mas optamos pela facilidade e conveniência (e preço) do CS.

Nesse dia fomos direto para o World of Birds. Tem muita atração, são muitos bichos, é bem legal. Rola uma polêmica com esse tipo de atração (mas que o parque se defende ferrenhamente, alegando que os bichos são resgatados e reabilitados). Curtimos a manhã por lá. 

 

 

 

 

 

 

Em seguida fomos para Hout Bay. Descemos, passeamos, curtimos e voltamos. Tem um passeio de barco por lá para ver uma ilha de focas, salvo engano. Deve ser bacana, mas dispensamos (convivemos com leões marinhos em Galápagos!). Voltamos pro VA, onde curtimos um passeio de barco pela região, que também estava incluso no combo que compramos do CS. É bacaninha, mas diria que dispensável. 

 

 

Fizemos ainda um cerva relax no Food Market com um som bacana que rolava na praça ao lado (Nobel Square). Era outro dia bonito de céu azul. Ainda pegamos o CS para o centro, onde conectamos com a linha amarela, que circula somente no centro. A ideia era ter um apanhado geral, no dia seguinte percorreríamos a região central a pé. O trajeto da linha amarela é curto, leva coisa de meia hora. 

Encerrado o passeio, estava também encerrado nosso passe de 3 dias de CS. Fomos andar um pouco pela Long Street. Já anoitecia, então toda hora vinha um pedinte, quase sempre insistente que ignorava nossas negativas. Enfim, depois da segunda negativa passávamos a ignorar também. Fomos curtir umas cervas numa espaçosa beer house que tem na rua, com diversos tipos de chopes artesanais e visual para a rua. Fizemos reserva no Mamma Africa, que ficava em frente, para o dia do aniversário da Katia. 

E fomos jantar num restaurante etíope muito bom que ficava ali perto, Addis. Tivemos uma experiência muito bacana com comida etíope dez anos antes, em Amsterdã. E no ano anterior, quando ganhei upgrade da Ethiopian Airlines e me serviram comida etíope! A experiência no Addis foi novamente muito boa, comida saborosa – e comer com as mãos!

 

 

Embora relativamente perto (10-15 minutos andando) de onde estávamos hospedados, pegávamos uber para nossa guesthouse. Não convinha andar a pé naquela hora da noite.

Dia 10 – 3af – Era dia de andar pelo centro da cidade. Museus e walking tours. Começamos descendo até o District 6 Museum, onde nos encaixamos num tour com um ex-residente da área que era muito divertido. Um muçulmano que se fantasia de drag queen no carnaval local! Sensacional. Vale a pena pegar esses tours para contextualizar.

 

 

Seguimos para o Castelo da Boa Esperança. Nesse dia o tempo estava fechado – a Table Mountain, que esteve aberta nos 3 dias anteriores, fechou e nunca mais a vimos sem estar coberta por uma nuvem espessa. No último dia na cidade chegamos a ver o céu azul em praticamente toda a região – EXCETO na Table Mountain, ainda coberta por nuvem. Ou seja, reitero o que li: corra para lá assim que estiver aberta. Não deixe a chance passar.

Chovia um pouco quando saímos do District 6. O Castelo da Boa Esperança é amplo e contém 3 museus, que dispensamos. Chegamos a percorrer um deles, de arte, mas não era nosso foco. Fizemos o tour guiado e depois rodamos pela área – percorremos todo o perímetro do castelo pelo alto. 

 

 

Passamos pelo City Hall, onde tem uma estátua de Nelson Mandela. Ponto obrigatório para nós, que tanto admiramos essa figura histórica (fico aterrorizado com um segmento, que me parece crescente, que ataca o Mandela -- mas não o apartheid). Este foi o lugar onde Mandela fez seu primeiro discurso depois que foi libertado da prisão. Aliás, Nelson Mandela faria 100 anos em 2018! Faz muita falta ao mundo. 

 

 

Em seguida fomos conhecer e passear pelo Company’s Garden e arredores. Muito bonito, curtimos um tempo por lá. Esquilos fazem a festa da galera não acostumada (nós!!) a eles. E ainda rodamos um pouco pela Long Street e arredores. Galera diz que souvenir por ali é mais barato que no VA, mas não tenho como atestar, não comprei nada.

E fizemos nosso primeiro walking tour do dia: o Apartheid to Freedom, naturalmente focado nos tempos de Apartheid – passamos em frente à Corte local, com bancos reservados para brancos e para negros, mantidos até hoje como memória. Revisitamos o Company’s Garden e a estátua do Mandela. 

 

 

Emendamos com outro walking tour, agora para Bo Kaap. Nesse segundo tour a maioria era de brasileiros, no primeiro só havia nós 2. Vimos as tais casinhas coloridas, ouvimos sobre a história do lugar e o processo recente de gentrificação, e terminamos numa lojinha/café de chocolate que era uma delícia. Honest Chocolate.

 

 

 

 

 


Nesse dia jantamos tapas num espanhol nas redondezas. Também muito bom.


Dia 11 – 4af – Nesse dia saímos mais cedo, pulamos o café. Era dia de tour por Stellenbosch, novamente com o CS. Rolava uma chuvinha, conforme previsto. O tour pelo CS conta com um guia, e o desse dia era muito bom, divertido. Tem uma parada no caminho, numa praia, salvo engano onde se pode observar a Table Mountain de longe. Mas tava nublado e não se via nada nesse dia. Com o vento e chuvinha, fazia um friozinho. Ainda assim, houve quem quisesse desde na areia.

Primeira parada de vinhos foi na Backsberg. Vi que era esquema escala industrial também (se chega ônibus, a vinícola tem infra para atender grandes plateias; diferente de vinícolas menores, mais familiares, de pequena produção). Uma moça muito simpática e divertida apresentou rapidamente a vinícola e, o mais importante, as provas de vinhos. Gostamos de vinho e vamos com alguma frequência no Vale dos Vinhedos conhecer novidades e rever conhecidos, mas passamos longe de ser avaliadores de vinho. A regra é gostei x não gostei, e todas as diferentes gradações que se pode ter. Dito isso, gostamos muito dos vinhos de lá. Mais ainda pelo custo-benefício: tinha garrafas de bons vinhos por meros 10-15 ZAR. As melhores saíam por 40 ZAR. Achei muito barato pela qualidade.

 

 

Em seguida o busum ruma para Franschhoek, onde faz uma pausa de 2 horas para a galera passear e almoçar. Como habitualmente não almoçamos em viagem, fomos verificar se havia alguma vinícola que pudéssemos visitar naquele ínterim. Até rolava o esquema de pegar um tuk-tuk (sim, lá tem!) e ir em alguma, mas arriscava perder a hora, até porque também queríamos passear um pouco pela cidade. Então flanamos um pouco por lá e depois ficamos de bebes numa micro-cervejaria local.

 

 

De volta ao busum, fomos então para a segunda visita. Era numa vinícola conhecida, pelo visto, pelos patos. Vergenoegd. Rolou um estranho desfile de patos (centenas de patos) para os turistas (nós!). E depois seguimos para as provas. Achei menos saboroso que a Backsberg, e mais caro. Mas nessa tinha queijos para fazer o pairing, o que é sempre legal.

 

 

E retornamos para o VA. Vimos favelas pelo caminho, nos arredores. Ainda tentamos ir no Museu de Arte Contemporânea -- Zeitz MOCAA, mas fecharia logo a seguir, não valia a pena entrar. No dia seguinte estava programado de ficar aberto até tarde. Jantamos no VA novamente, sempre muito bom.

Dia 12 – 5ªf – Era o dia de conhecer o Cabo da Boa Esperança. Chovia. Dessa vez o busum chegou na Long Street já cheio (o de ontem não). Eu teria escolhido o lado esquerdo (seaside), mas não tinha mais vaga. Fomos no fundão, lado direito.

Primeira parada é na Boulders Beach, onde ficam os pinguins. São vários, e a praia é só deles. Turistas visitam em passarelas para admirar a pinguinzada. Que eventualmente passa por debaixo da passarela. No total tem 1h para sair e voltar pro ônibus, o que dá uns 40 minutos para curtir os pinguins. É ok, mas eu teria explorado mais a área, se estivesse por conta própria. É bem bacana.

 

 

Em seguida, o Cabo da Boa Esperança. Era um dos lugares que eu mais queria visitar na viagem. Onde Bartolmeu Dias fez história séculos atrás! O ônibus deixa, e há tempo suficiente para curtir. Subimos a pé, com muitas pausas para fotos e curtição do visual. Chegando no alto, no farol, muita gente, e todos querendo tirar foto num mesmo lugar. Fugimos rapidamente dali! 

 

 

Fomos fazer a trilha até o mirante do novo lighthouse. Dá pra ir e voltar tranquilamente em meia hora, com pausas para fotos e tudo o mais. Uma placa indica que leva 1,5 hora – não é verdade.

 

Depois da trilha, descemos. Haveria uma trilha de lá até o Cabo da Boa Esperança, guiada pelo guia da CS. Como o tempo estava fechado e havia previsão de chuva, o guia deu uma aterrorizada dizendo que sugeria não ir, que ficava escorregadio e tal. Maior galera (umas 25 cabeças) compareceu na hora marcada e se dispôs a ir. E o mais bacana: o tempo foi abrindo conforme descíamos a trilha. Abriu quase que completamente, um espetáculo! Muito visual, lindo lugar! Muito vento também, mas não tanto frio – era mais questão de o vento literalmente empurrar você. Vale muito a pena fazer essa trilha.

O final dela é na clássica e disputada placa do Cabo da Boa Esperança, onde Bartolomeu Dias cruzou no Séc. XV pela primeira vez. Naturalmente tem fila para fotos exclusivas na placa, fila nem sempre respeitada. Enfim, muito bacana estar ali, e ter curtido todo aquele visual.

O busum volta por outro caminho, e novamente o lado esquerdo é melhor! É onde se observa o mar.

De volta ao VA por volta das 17hs, fomos tentar o Museu de Arte Moderna novamente. Tinha uma mega fila, looooonga pacas. Era dia de museus abertos até tarde e entrada gratuita. Acho que era dia do turismo. Mas com aquela fila, não, obrigado. Pulamos, infelizmente. Ficamos passeando pelo VA, era nossa última noite na África do Sul, última noite da viagem.

Fomos celebrar tomando um vinho branco numa varanda com visual para o mar, barcos e etc. E as seagulls, claro! Curtimos o anoitecer de lá.

E fomos curtir nossa última noite no Mamma Africa, tradicional restaurante turistão que fica na Long Street com música ao vivo. Provamos algumas carnes “exóticas”, carnes de “game”. No nosso caso, Kudu e Springbok. Foi ok, mas não repetiria. Prefiro o lamb! Aproveitamos para finalmente provar o Bobotie, prato tradicional de lá. E ficamos curtindo o showzinho, que era bacana. Celebramos nossa última noite!


 

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Dia 13 – 6af – Foi o dia de ir na Robben Island. Tinha comprado o ingresso dias antes, numa das vezes em que encerramos o dia no VA. Só eu fui, Katia pegou certo trauma de barcos. E peguei o único horário que dava felizmente, o que saía às 9 da manhã. Fazia sol, mas isso não quer dizer que o mar esteja em boas condições -- no dia que chegamos estava sol e o mar estava bem violento. O barco saiu umas 8:45 e levou cerca de 1h até a ilha. São barcos diversos que partem, com velocidades diversas. Galera passa mal, o barco vai batendo. Eu consegui ir numa boa, já estava escolado desde as 3 horas de catamarã de/para Morro de São Paulo.

Chegando na ilha vc segue para ônibus apertados. Cada ônibus tem um guia, que vai contando sobre a ilha. Naquele esquema de ônibus para, guia fala, ônibus segue, etc. Se vc estiver na janela, eventualmente fotografa alguma coisa. Desencanei de fotografar, as histórias da guia me interessavam mais. Nesse passeio, não ouvi brasileiros.

O ônibus faz uma pausa numa área com lanchonete e banheiros, e belíssimo visual do mar, da cidade ao fundo, e de pinguins e outros bichos nas pedras. Mais adiante, o ônibus encerra sua participação. 

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É quando inicia o tour a pé pela antiga prisão, com um ex-preso político que lá esteve. Ele apresenta a prisão por dentro, fala como era e tal. É bem bacana. Alguém perguntou ao nosso guia p motivo de ele ter sido preso, mas ele pediu desculpas e preferiu não responder. Tem ainda a visita obrigatória à cela do Mandela. 

 

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Encerrado o tour, todos voltam para pegar o barco de volta à cidade. Aí tem uma longa fila para passar por alguma checagem. O barco da volta era mais rápido, chegou em meia hora. Katia me esperava e ainda demos uma volta geral no VA antes de partir. Pegamos um uber para o trajeto de volta. Mochilas na guesthouse e aeroporto.

Ainda pegamos uma fila medonha de grande para checagem de passaporte no aeroporto. Apenas 4 atendendo (de 14 possíveis), e volta e meia alguém desesperado para pegar algum vôo cortando pela longa fila. África do Sul e Brasil têm muito em comum, enfim.

E assim foram nossas férias na África do Sul!

 


Comentários diversos e gerais:

Onde ficar na Cidade do Cabo: num dos relatos que li, vi alguém falando que dividiu a estadia entre centro da cidade e arredores do VA. De fato, uma excelente ideia. Eu diria que ficaria nos arredores do VA, se voltar à cidade. O uber do VA para onde estávamos dava em média 50 ZAR, bem razoável. Acho que valeu também, sobretudo porque o lugar que pegamos era muito bom. Mas sempre prefiro voltar andando – e sempre voltávamos de uber, de onde fosse.

Impressões gerais da Cidade do Cabo: Achei o turismo na Cidade do Cabo mais desenvolvido que no Brasil – o que não é vantagem (é necessário muito esforço para ser pior). Sinalização de trânsito também bem superior. Casas com cercas elétricas e cartazes de segurança armada. Motoristas uber em regra de outros países da África. Em média 50 ZAR entre VA e centro da cidade. Tinha lido relatos de anos atrás falando de motoristas de taxi cobrando 200 ZAR no tiro.

Água na Cidade do Cabo: Como muitos sabem, Cidade do Cabo enfrenta um sério problema de escassez de água. Havia inclusive previsão de faltar água em 2018, o que felizmente foi postergado. Há, então, maciça campanha para que se economize. Na nossa guesthouse havia a expressa recomendação de banhos de máximo de 5 minutos, não deixar torneira aberta enquanto escova o dente ou passa sabão nas mãos e/ou no corpo, etc. Em diversos locais da cidade não há água para lavar as mãos, há um “sanitiser” que substitui adequadamente a água. Em alguns mictórios havia uma forma ecológica de descarga sem água. Depois desse tempo por lá, passei a estranhar como São Paulo, por exemplo, que esteve próximo de sofrer com falta de água, não tenha implantado campanha semelhante.

Gorjetas: em regra não é esperada, mas é apreciada. Sugestão fica na faixa de 10-20% do valor da conta. 

Comida: eu buscava sempre carne. Muito lamb – tinha até no café da manhã, eventualmente. Sempre muito bom.

Almofadas: em todos os quartos onde ficamos havia muitas almofadas e travesseiros. Era complicado onde largar tudo aquilo na hora de dormir. Parece ser tradição local.

Questão racial: o apartheid tem sequelas visíveis, com negros em postos de trabalho menos qualificados. Vimos muito pouca, ou praticamente nenhuma, miscigenação. Mas vimos casais inter-raciais, inclusive conversamos rapidamente com um de Moçambique no Aquário na Cidade do Cabo. Talvez seja a melhor forma de encerrar o preconceito, que naturalmente persiste.

Angola: na volta para o Brasil tínhamos mais tempo no aeroporto de Angola, na conexão para o Brasil. Aeroporto quente, infra meio caída. Não tem fingers. Conforme já tinha lido. Mas provamos algumas cervas locais. Achei tudo meio skol. O interessante foi a quantidade de vezes que conferiram nosso bilhete de embarque num simples embarque:
1º - para passar no raio x
2º - para entrar na área de embarque 
3º - para descer da área de embarque para o ônibus
4º - para entrar no ônibus 
5º - para subir a escada do avião
6º - para entrar no avião

Surreal! 

Taag: foi tranquilo, dentro do esperado, mas vários comandos (lazer, iluminação, chamada de comissário) não estavam funcionando. Nos 4 voos que pegamos, nenhum joystick funcionava no meu assento. Em dois dos voos, sequer a tela funcionava.


 

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@fabiomirandasp, agora já não me lembro mais, e sempre tem risco de os preços variarem. De qq forma, os preços atualizados estão no site.
https://www.citysightseeing.co.za/

Vale dizer que obtive desconto por ter usado o CS em Joburg. (guarde o bilhete!) Por ter comprado os do hop-on-off, também obtive desconto para outros passeios deles.

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19 minutos atrás, mcm disse:

@fabiomirandasp, agora já não me lembro mais, e sempre tem risco de os preços variarem. De qq forma, os preços atualizados estão no site.
https://www.citysightseeing.co.za/

Vale dizer que obtive desconto por ter usado o CS em Joburg. (guarde o bilhete!) Por ter comprado os do hop-on-off, também obtive desconto para outros passeios deles.

OBRIGADO

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      Deixei a linha do aeroporto para pegar outra, ao custo de 4 yuans. Logo me impressionei pelo desenvolvimento e pela limpeza de Pequim, tirando a névoa permanente que quase esconde o sol. Só a falta de educação dos chineses que seguiu conforme o esperado.
       
      O primeiro monumento visitado foi o do conjunto Templo do Céu (28 yuans). Numa área grande, fica um parque com as estruturas erguidas em 1420 para orar em busca de uma boa colheita. A construção principal é o maior templo redondo de madeira da China.
       

       
      Depois de uma boa caminhada, comprei 4 bolinhos (dumpling) de carne por 2,5 yuans cada, mesmo sem saber antecipadamente o que viria dentro. Segui então caminhando até chegar à sequência de postos de controle policial de onde ficam as principais atrações de Pequim. Primeiramente, o museu nacional. É em sua maioria gratuito, num prédio bastante amplo, mas com conteúdo quase todo em mandarim e poucas exposições realmente interessantes. Entre essas, os presentes recebidos pela China de todo o mundo.
       
      Em seguida, caminhei ao redor da Praça Tian'nanmen, a Praça Celestial. É famosa por um massacre que aqui ocorreu durante protesto da população. Também não se paga e há espaço de sobra, com um memorial a Mao Tse-tung e um monumento aos heróis chineses.
       
      Por fim, entrei na Cidade Proibida. Como estava faminto e o corpo já se entregando de cansaço, tive que almoçar ali mesmo, pagando 32 yuans num prato raso. Mais uma atração enorme: são dezenas de palácios, muralhas e portais. Para visitar em baixa temporada (agora), custou 40 yuans. Mesmo assim, é difícil conseguir uma foto boa, tamanha a quantidade de chineses que visitam o complexo.
       

       
      Na saída, tentaram me aplicar o golpe de bater um papo num bar e ser extorquido, mas como eu já sabia dessa, escapei. Esgotado, retornei ao aeroporto no final da tarde.
       
      À noite, voei num avião menos novo pra Mumbai, tirando um belo cochilo a bordo.
       
      Dia 3
       
      Desembarquei já na madrugada seguinte. Passei pela imigração com o eVisa feito antecipadamente na internet e troquei dólares por rúpias (1 dólar = 66 rúpias) logo após a imigração. Por fim, pedi pra chamarem um Uber pra mim, pois o táxi até o hotel próximo custava 500 rúpias, enquanto o Uber saiu por 210. 
       
      O problema foi achar o danado, escondido numa viela. Somente às 3 e meia eu entrei no Ahlan Dormitory. Pra ficar num quarto coletivo, gastei 250 rúpias por noite. Só que o lugar não era muito agradável, pois era barulhento, fedia, estava sujo e quase sem água. Algo me picou na cama e me deixou com marcas por semanas. Pelo menos o wi-fi, o ar e o guarda-volumes funcionavam.
       
      Pra piorar, fui acordado antes das 8h pelos hóspedes e funcionários, não conseguindo mais dormir - o que já tinha dado bastante trabalho antes, vide o jet lag.
       
      Levantei, tomei o “chai” (na Índia, o chá é misturado com leite) e parti pra luta. Caminhando um pouco já notei a diferença colossal na (falta de) limpeza, em relação a Pequim. Peguei o metrô recém inaugurado, com ar condicionado, a partir de 10 rúpias. Para começar a preparar meu estômago, tomei um suco natural por 40.
       
      Em seguida, entrei na estação de trem suburbano. Que caos! Gente correndo e se empurrando por tudo que é lado, pendurada nas portas dos vagões como nos filmes, e tal. Para vivenciar um pouco disso, e porque eu queria economizar, comprei um bilhete da 2ª classe de Andheri a Churchgate. Apenas 10 rúpias até ponto final, 22 km adiante! Ainda que estivesse bem quente, os indianos vestiam quase todos roupa social, nenhum (além de mim) de bermuda.
       

       
      Da estação, fui até o principal museu da cidade, de nome complicado: Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya. Construído pra homenagear o príncipe do País de Gales, hospeda hoje num edifício de arquitetura indo-sarracena uma porção de artefatos relacionados a Índia e além, contando sua história. Pena que o ingresso seja meio salgado: 500 rúpias + 100 pra usar câmera. 
       
      Nessa hora, começaram a pedir pra tirar foto comigo, como se eu fosse famoso.
       
      O almoço foi no renomado Delhi Darbar. Fiquei com um picante mas apreciável prato de “angara chicken” por 550 rúpias. Saí cheio.
       
      Acabei optando por fazer um city tour de 3h por 3500 rúpias, bem mais do que eu deveria pagar. Nele, passei por vários locais interessantes, como uma lavanderia a céu aberto, diversos prédios públicos e privados com arquitetura colonial britânica, o museu-casa do Gandhi (Mani Bhavan), a orla de Marine Drive, a colina de alto padrão Malabar e o templo da religião jainismo.
       

       
      Depois, fiquei no mercado de rua, onde não consegui caminhar em paz, indo então de volta pro hotel através de outra linha de trem da estação central. Retornei pendurado na porta aberta do trem.
       
      Comi um negócio, antes de conhecer dois jovens ucranianos no dormitório. Fiquei papeando e dei uma volta com eles, pra conferir o movimento das ruas poluídas. Aproveitei para provar a sobremesa quase sem gosto chamada “falooda” (40 rúpias) e levar umas bananas (6 por 1 real).
       
      Dia 4
       
      Com o feriado do Holi, o qual me gerou uma pintura facial, o transporte público ficou bem menos cheio, ainda que sua frequência também tenha diminuído.
       
      Peguei os mesmos 2 transportes da manhã anterior, mas quando cheguei à estação final, pedi um Uber até o monumento Gateway of India, de onde partem os barcos até Elephanta Island, por 200 rúpias ida e volta.
       
      A baía até a ilhota é entulhada de estruturas. O translado leva cerca de uma hora; no total da minha hospedagem até a ilha eu levei quase 4 horas de deslocamento!
       
      Ao chegar, peguei um trenzinho da alegria (10 rúpias). Almocei no restaurante Elephanta Port, escolhendo um prato de “biryani” por 275 rúpias. O “biryani” de frango viria a se tornar meu prato preferido no país. 
       
      Depois, subi o morro em meio a inúmeras barracas de souvenires.
       
      Para acessar as cavernas de Elephanta, patrimônio da UNESCO, paga-se atualmente 600 rúpias. São 5 delas, entalhadas diretamente na rocha durante 1300 anos do século 6 até a invasão e destruição parcial pelos portugueses. Há colunas, santuários e muitas estátuas em homenagem à deusa Shiva. Pena que com a quantidade de visitantes, praticamente todos indianos, fica difícil sacar boas fotos.
       

       
      O guia local Krishna me encheu tanto o saco que acabei aceitando uma explicação de meia hora por 500 rúpias. Quando ele me chamou pra ir num bar depois, meu sensor de golpe apitou. E eu estava correto, pois ele tentou fazer com que eu pagasse a cerveja dele e ainda tomar meu dinheiro com a desculpa de que iria pagar minha parte, mas não teve sucesso quando eu o peguei fugindo… 
       
      Essa cerveja Kingfisher, a mais popular da Índia, não é boa. Só poderia ser assim, já que leva açúcar e xarope de arroz e milho na fórmula.
       
      Depois desse fato lastimável, subi as escadarias até o topo do morro, com vista para o mar e cheio de macacos fofos (Macaca radiata) - até eles roubarem sua comida. Ali fiquei famoso de novo, visto a quantidade de gente que pediu foto comigo.
       

       
      Retornei à hospedagem, chegando após escurecer. Só comi algo salgado e repousei.
       
      Dia 5
       
      Acordei cedo pra pegar uma condução até o terminal 1 do aeroporto (110 rúpias), onde voei de SpiceJet até Bangalore. Que bom que mesmo as companhias de baixo custo da Índia permitem despachar até 15 kg gratuitamente, já que meu mochilão cheio dificilmente passaria por bagagem de mão.
       
      Em Bangalore, embarquei logo num segundo voo da GoAir até Port Blair, a capital maior cidade do arquipélago isolado de Andaman e Nicobar.
       
      Como se já não estivesse quente o suficiente em Mumbai, a temperatura de Port Blair na chegada estava em escaldantes 34 graus. Peguei um tuk-tuk (100 rúpias) até a estação de ônibus principal. Como perdi o ônibus das 15h e o próximo partiria quase 2 horas depois (somente mais tarde eu descobri que havia mais ônibus no outro terminal chamado Aberdeen), aproveitei pra fazer um lanche ali e comprar mantimentos no supermercado Mubarak.
       
      O ônibus saiu cheio. Levou cerca de uma hora e 24 rúpias para chegar ao vilarejo de Wandoor. Lá me hospedei no Anugama Resort, numa suíte privada bem razoável. Só que de resort o lugar não tem nada, nem sequer uma piscina, bar ou internet funcionando. Ao menos, os funcionários são gentis.
       
      Na hora do jantar, em que fiquei com um curry de peixe (190 rúpias) no restaurante da hospedagem, conheci uma família de belgas e holandês, com quem bati um bom papo.
       

       
      Dia 6
       
      Acordei várias vezes durante a noite e levantei pelas 6, sendo que já havia sol um bom tempo antes. Eu e um dos companheiros da noite anterior fomos a pé cedo ao escritório do Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi para tentar conseguir a permissão para adentrá-lo, mais especificamente na ilhota de Jolly Buoy. 
       
      Lá, descobrimos que os barcos já estavam cheios, e que precisaríamos tanto agendar o passeio quanto conseguir a permissão no escritório de turismo em Port Blair. Sendo assim, barganhamos um táxi para nos levar, esperar e trazer de volta por 2 mil rúpias.
       
      Emiti a permissão (mil rúpias) e o bilhete do barco para Jolly Buoy (885 rúpias) na mesma hora. Detalhe é que é necessária uma fotocópia do passaporte - mas há um xerox próximo que o faz por míseras 2 rúpias!
       
      Depois, fomos ao píer de Phoenix Bay, fechado aos domingos, para comprar nossas passagens à ilha Neil (510 rúpias).
       
      Regressamos a Wandoor e eu almocei no próprio hotel. Meu prato de “biryani” de frango (240 rúpias) demorou pra ficar pronto, mas foi uma baita refeição.
       
      Em seguida, caminhei até a praia. No caminho, topei com algumas aves, como o martim-pescador.
       
      A praia de Wandoor é peculiar por um motivo ruim; não é permitido entrar na água devido à presença esporádica do crocodilo de água salgada (Crocodylus porosus), o maior do mundo. Há inclusive uma tela de proteção. Alguns quiosques vendem souvenires, alimentos e bebidas. 
       

       
      Fiquei ali com o pessoal por umas horas, até que eles partiram enquanto eu esperava o pôr do sol. Logo depois, caminhei os poucos quilômetros de volta ao Anugama Resort.
       
      Banho, janta e cama.
       
      Dia 7
       
      Às 7 e meia embarquei rumo a Jolly Buoy, no Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi. A duração do translado foi de pouco mais de uma hora, em meio a ilhotas desabitadas com floresta nativa intocada.
       
      Chegando em Jolly Buoy, tive um grande desapontamento. Não é mais permitido praticar snorkeling! Dá pra acreditar nisso? Se tivessem dito antes eu já estaria a caminho da ilha Neil, e não num lugar minúsculo onde você só pode se banhar num cercado minúsculo. Fiquei lá conversando com a única outra gringa do barco, uma húngara.
       
      A única atividade extra é um passeio de 1h num barco sujo e desconfortável, com vidro no fundo para ver os corais e peixes, a um custo extra de mil rúpias…
       

       
      Ao regressar pelas 13h, almocei e parti para Port Blair num ônibus musical.
       
      Ao chegar, fui atrás de algum hotel, já que minha reserva para essa noite seria para a outra ilha. Usando a internet de uma acomodação já cheia, encontrei um tal de Lalaji Bayview, com um quarto individual por 800 rúpias. Então fui até lá caminhando, pelo meio de uma comunidade.
       
      A internet é paga (60 a hora), mas ao menos existente. Já a suíte é a mais básica possível, enquanto que o restaurante no topo da edificação é bacana. Jantei um enroladão de camarão (250 rúpias) e fui pra cama.
       
      Dia 8
       
      Seguindo a tradição de acordar cada vez mais cedo, peguei a balsa das 6:30h para a ilha Neil. Duas horas depois, aportei. 
       
      Deixei a mochila na acomodação Kingfisher Hotel e fui caminhando até a praia do norte, chamada Bharatpur. Com um bocado de gente, um tanto suja e cheio de barracas vendendo conchas, passeio aquáticos e etc, não é bem o que eu pensava. 
       
      Atravessei e tive que nadar certo tempo até localizar os recifes de coral. Aqui vi alguma qualidade, até mesmo havia corais que nunca havia observado antes. O ruim foi voltar desviando dos barcos e motos aquáticas.
       

       
      Para almoçar, tentei achar um restaurante que fosse um meio termo entre os dos hotéis chiques e os pés sujos. Acabei parando no Port Canteen, onde fiquei com um arroz frito com camarão (220 rúpias).
       
      Com o dinheiro acabando, precisei sacar no único ATM da ilha, que para variar estava indisponível no momento. Contando com que a máquina estaria operando novamente dentro de algumas horas, o próprio funcionário do banco me emprestou seu dinheiro para que eu pudesse pagar o depósito do aluguel da bicicleta!
       
      A respeito disso, escolhi uma magrela para me deslocar por essa pequena ilha. A velha bike era pequena demais pra mim, mas por apenas 100 rúpias a diária eu não podia querer muito. Uma scooter custava um pouco a mais (400 rúpias + combustível).
       
      Pedalando, cruzei o interior cultivável de Neil até a bonita praia Sitapur, famosa pelo nascer do sol. Ali eu mergulhei novamente, mas no ponto onde fui a visibilidade estava ruim, devido às ondas. Vi menos do que no snorkeling anterior.
       
      Consegui sacar grana ao retornar. Assim, segui para outra beleza natural, um arco de rocha que fica no oeste da ilha. Cheio de turistas indianos, para se chegar nele há de passar por cima de poças de maré.
       

       
      Vi o sol se pôr neste lugar e retornei. Peguei dois dos salgados fritos picantes “samosas” (20 pila) e um caldo de cana (30) na parte mais central, onde havia movimento naquela hora.
       
      De volta ao hotel, meio velho e sem internet, para dormir.
       
      Dia 9
       
      Mesmo que quisesse, não poderia demorar muito a acordar, pois o check-out é às 7:30h! E esse parece ser um horário normal dos hotéis das ilhas Andamã. Definitivamente, não entendem de turismo para estrangeiros.
       
      Ainda com a bicicleta, toquei para a praia Lakshmanpur, onde também mergulhei. Só que nessa praia só havia dois pescadores, que logo foram embora, e mais ninguém. Fiquei quase 2 horas e meia me deliciando com a vida nos corais. De especial, vi o maior peixe não cartilaginoso que já presenciei na vida. O peixe-papagaio (Bolbometopon muricatum) era tão grande que pude até tocá-lo.
       

       
      Na volta, fui comprar o bilhete da balsa a Havelock, vendido só no mesmo dia e de forma presencial, tudo para dificultar sua vida.
       
      Almocei o prato típico indiano thali (180 rúpias) e peguei a balsa.
       
      Em Havelock, pensei em andar apenas de ônibus, mas a frequência é tão baixa (1 a 1:30h cada) que decidi alugar uma scooter (500 rúpias a diária) pela segunda vez na vida.
       
      Meio cambaleando, fui até o Emerald Gecko, hospedagem na praia nº5 onde eu fiquei. Paguei 1600 rúpias numa cabana rústica de frente pra praia. Aqui finalmente tive contato com vários estrangeiros, todos europeus.
       

       
      Saí para dar uma corrida na praia, de maré baixa durante o pôr do sol. Só que essa praia não é boa pra nadar.
       
      Jantei no restaurante da própria acomodação, um pouco mais caro do que estava pagando. Então fiquei com uma pizza de frutos do mar (300 rúpias).
       
      Para variar, a internet não estava funcionando, então depois de um papo fui dormir, em mais um colchão finíssimo padrão Andamã.
       
      Dia 10
       
      Tive que esperar o café da manhã incluído pra depois pegar a estrada. Dirigi até o começo da trilha para a praia Elephant, assim nomeada devido aos bichões acorrentados na praia para satisfazer a vontade de turistas que querem passear neles. Só que não foi dessa vez que a conheci, pois ela estava fechada devido a um óbito no dia anterior!
       
      Assim sendo, continuei na estrada até a praia Radhanagar. Seguindo a dica de um indiano, parei em frente ao Hotel Taj, onde ficaria um belo ponto de mergulho. 
       
      Com o tempo fechado, não havia ninguém na praia quando cheguei pelas 8 e meia. Caí na água calma e clara, sobre um fundo exclusivamente arenoso. Nadei mais de 200 metros, sem ver nada. Eis que quando pensava em mudar a localização, comecei a vislumbrar uma maravilha atrás da outra. Cansei de ir atrás de arraias, de contar quantos cardumes e corais enormes diferentes apareciam, assim como polvos e muitas outras criaturas. No final, ainda tive o prazer de ver algumas tartarugas-marinhas e de sofrer comensalismo por uma rêmora! No total, fiquei nadando por 3 horas!
       

       
      Parei na entrada principal da praia, cheia de indianos, para almoçar num dos diversos restaurantes. Fiquei com um “thali” de camarão a conta gotas, por 300 rúpias.
       
      Depois, caminhei pela praia no sentido contrário ao anterior, encontrando nesse caminho separadamente os dois casais que eu havia conhecido nessa ilha. Ê mundo pequeno.
       
      Com a chuva, a pista estreita ficou um sabão só. Voltei devagar pra não deslizar na moto como um cara que estava à minha frente.
       
      Guiei até Kalapathar, a praia mais ao sul acessível por estrada. Legal ela, mas nada de excepcional.
       
      Regressei e parei no restaurante Golden Spoon, para comer um prato de peixe e usar a internet.
       
      Depois disso, voltei a minha hospedagem.
       
      Dia 11
       
      Um bando de infelizes começou a bater panela pelas 5 e pouco. Dormi mais uma hora, tomei o café e segui pro início da trilha da praia Elephant - que ainda estava fechada…
       
      Só me restou voltar ao ponto de mergulho do dia anterior. Só que dessa vez não vi nada de novo, além de estar me borrando de medo, agora que eu estava ciente que ali é território do maior crocodilo do mundo.
       

       
      Almocei em Vijay Nagar, no restaurante vegetariano Biswas. Pedi um “paneer butter masala” por 200 rúpias. “Paneer” é o tradicional queijo coalho indiano, enquanto que “masala” é uma mistura de temperos.
       
      Depois, devolvi a moto e fiquei matando tempo até a saída do barco para Port Blair. Acabei embarcando no navio errado, e só me dei conta quando ele tinha partido - ainda bem que o destino de ambos era o mesmo. Só que esse estava infestado de baratas.
       
      Ao desembarcar já era noite, então só me restou ir pro hotel Sunnyvale, pedir uma janta a tele-entrega, lavar minhas coisas e dormir. Exceto pela barata no banheiro, foi a melhor suíte até então.
       
      Dia 12
       
      Café da manhã, seguido pelo voo da IndiGo a Chennai. O voo atrasou, então pude conferir todas as atrações do aeroporto: banheiro, bebedouro, caixa eletrônico, lanchonetes e 3 checagens de segurança obrigatórias.
       
      Fazia um inferno de 36 graus quando aterrissei. Do alto e pelas ruas se vê que o forte aqui é a arquitetura. Além de muitos prédios em estilo colonial britânico, as moradias são coloridas com diferentes cores, e há uma infinidade de templos de hinduísmo. Mas também se vê muita sujeira e pobreza no meio.
       
      Peguei o metrô até a estação central (50 rúpias). Já na estação de trem, provei o suco de um fruto novo pra mim, o marrom arredondado sapoti. Depois, embarquei no trem (5 rúpias!) para o famoso templo hinduísta Kapaleeswarar, cultuado a Shiva. Não se paga nada pra entrar, mas além de uma torre cheia de ídolos do hinduísmo, não há mais muito o que ver.
       

       
      Na saída do templo, um motorista me abordou com o intuito do famoso golpe do tour barato de tuk-tuk, conhecido em Bangkok. Aceitei a carona de 100 rúpias que me levou primeiro à Basílica de São Tomé, uma das 3 únicas no mundo erguidas sobre a tumba de um dos apóstolos de Jesus.
       
      Depois ele me levou a duas lojas caríssimas onde ele ganharia combustível grátis por me levar. Obviamente eu não comprei nada.
       
      Por fim, me deixou na Marina Beach, a maior e mais movimentada de Chennai, onde eu caminhei um pouco e tomei um caldo de cana (20 rúpias) naquele final de tarde.
       

       
      A seguir, tomei outro trem e tuk-tuk para chegar ao albergue Elliot's 11 Beach. Um leito no dormitório coletivo me custou 610 rúpias incluindo café da manhã.
       
      Dei uma volta na rua cheia que leva à praia. Curiosamente, estava ocorrendo uma missa católica em tâmil (idioma do estado) a céu aberto.
       
      Parei para jantar num restaurante barato, Classy - de classe não tinha nada. Provei o tal de frango “tandoori”, assado, marinado, apimentado e avermelhado (160 rúpias).
       
      Caminhada noturna breve no calçadão da praia. Ali me desfiz dos meus chinelos que não tinham mais conserto e comprei um par por 150 rúpias. Depois fui pro albergue relaxar.
       
      Dia 13
       
      Acordei pro café e o recepcionista estava vestindo uma camiseta de Floripa! Dá pra acreditar que o indiano já morou em minha terra, e adorou?
       
      Uber até o terminal, e lá próximo peguei o ônibus #588 até Mamallapuram (43 rúpias), onde fica o conjunto monumental de Mahabalipuram, que é um Patrimônio da Humanidade. 
       
      Aqui eu finalmente vi turistas estrangeiros. Me esquivei dos guias e vendedores e entrei no complexo, sob um sol de rachar. São diversos monumentos com motivos hinduístas entalhados em granito, como baixos relevos, cavernas, mirantes e templos.
       

       
      Almocei no Moonrakers uma porção de lulas fritas (350 rúpias) e um camarão-tigre (300 rúpias) que foi desnecessário, como eu já estava satisfeito. Saí de lá explodindo - e acho que foi esse almoço que me deixou mal depois.
       
      Caminhei até os dois templos pagos, sob um único bilhete de 600 rúpias. O que fica na praia se chama Shore Temple, enquanto o outro é o Five Rathas. Ambos interessantes.
       

       
      Prossegui pelo Sea Shell Museum, uma coleção de 40 mil conchas! Há de diversas espécies, formas, tamanhos e cores de várias partes do mundo. Pelo ingresso que combina uma seção especial das pérolas e outra com aquários (alguns pequenos demais pros peixes que os habitam), paguei 150.
       
      Continuando, vi o restante das ruínas na colina cheia de rochas do conjunto central de Mahabalipuram. Cansado, retornei de ônibus no final da tarde.
       
      Tomei um milk shake premium no Shakos e me retirei ao albergue.
       
      Dia 14
       
      Já estava me acostumando com o tumulto na Índia, mas se tem uma coisa que me tira do sério é a falta de educação deles, tanto a respeito de jogarem lixo no chão e na água, dirigirem como loucos, atravessando em qualquer lugar e buzinando o tempo todo, e também furarem filas descaradamente.
       
      Voos de turbo-hélice da SpiceJet a Kochi e de lá a Malé, capital do arquipélago das Maldivas. Estavam me negando o embarque internacional porque eu não tinha como mostrar as reservas dos hotéis de cada dia que eu ficasse nas Maldivas. Só fui salvo porque um funcionário compartilhou sua conexão, já que meu chip estava sem sinal.
       
      Imigração tranquila, troquei a grana na parte de fora do aeroporto (15 rufias por dólar), bati um rango superfaturado e peguei o ônibus (10 rufias) que passa pela nova ponte que liga à ilha de Malé. Do ponto final, caminhei meio km até o terminal de balsas de Villingili, onde comprei meu bilhete pra Rasdhoo (53 rufias).
       
      De lá, caminhei mais meio km até a hospedagem Nap Corner. Paguei 28 dólares para dormir numa cápsula tecnológica futurista! Como estava me sentindo meio enjoado, não saí mais.
       
      Dia 15
       
      Às 9h encontrei meu amigo Vinícius no terminal de balsas. Junto com outros poucos gringos, pegamos a barulhenta até Rasdhoo. Como leva 3 horas e ela foi quase vazia (assim como as seguintes), tiramos um cochilo no caminho até o atol.
       
      Fomos recebidos por um representante do Ras Village, hotel onde ficamos. Logo saímos para almoçar no Coffee Ole. Pedimos miojo de frango (fried chicken noodles), o prato mais em conta (55 rufias).
       
      À tarde, mergulhamos na praia ao sul da ilhota, destinada aos turistas. Só ali é permitido usar roupa de praia, já que Maldivas é um país islâmico e Rasdhoo é habitada.
       
      Com a maré baixa, tivemos certa dificuldade em atravessar o recife interno muito raso, até chegar ao externo, onde a beleza se fez presente. Não tanto pelos corais, pois eles estavam um tanto descoloridos, mas os peixes que os cercavam eram abundantes. Além de grandes cardumes, vimos alguns tubarões-de-ponta-negra-do-recife, uma arraia-chita, uma lula, dois peixes-leão e mais uns extras.
       

       
      Deixamos a água quase 3 horas depois, quando o sol já se punha. Uma pena que, saindo do lado oposto, descobrimos um depósito de lixo que termina no mar, bem desagradável.
       
      Vimos o belo pôr do sol no Oceano Índico. Depois, caímos na água novamente pra um mergulho noturno, coisa que nunca havia feito antes. Com lanternas à prova d'água, mergulhamos na escuridão completa. Dá um certo medo, pois é nessa hora que os tubarões saem pra caçar - e nós vimos vários deles! Para completar, também avistamos uma tartaruga e uma sépia, que evadiu com um poderoso jato de tinta. Os lírios do mar também ficam mais bonitos à noite, pois se abrem totalmente para captar os nutrientes.
       

       
      Uma das vantagens de se mergulhar à noite é que, letárgicos pelo sono ou ofuscados pela lanterna, os peixes te deixam chegar bem mais próximo que durante o dia. Curti a experiência.
       
      Finalmente, jantamos no mesmo lugar, que tocava umas músicas de reggaeton animadas. Mas nada de álcool, já que fora das ilhas privadas dos resorts é proibido.
       
      Dia 16
       
      Após café da manhã razoável, meu amigo foi fazer um passeio de 30 dólares para um banco de areia próximo, enquanto eu fui nadar até o recife Giri, mais afastado do que do dia anterior. O caminho até lá são 300 metros de profundidade inalcançável. De novo, vi os tubarões-de-ponta-branca-do-recife. Também avistei um cardume de peixes-anjo.
       

       
      Almoçamos em outro restaurante, o Lemon Drop. O cardápio é parecido com o anterior, sendo alguns itens mais caros e outros mais baratos. Aqui não tem som, mas há um terraço pra compensar.
       
      À tarde, praticamos mais snorkeling ao redor do lado sudoeste de Rasdhoo. Uma arraia diferente, alguns tubarões, cardumes e um peixe-leão no raso foi o que vimos. De vez em quando se misturavam correntes extremamente quentes com as um pouco frias, gerando turbulência na visibilidade.
       
      Após, assistimos o pôr do sol, com peixes saltando e morcegos sobrevoando a área.
       
      Depois da janta, meu mal estar provavelmente adquirido na Índia revelou-se uma diarreia. Duas semanas de comidas típicas super condimentadas e pouco higiênicas não tiveram um bom resultado. Ainda bem que não durou mais de um dia, talvez devido às leveduras (Floratil) que tomei.
       
      Dia 17
       
      Na manhã seguinte, tomamos a balsa de uma hora de duração para a ilha de Ukulhas (22 rufias).
       

       
      Ukulhas é mais limpa e sua praia tem uma areia tão branca que ofusca a vista e o mar tão claro que a visibilidade atinge dezenas de metros! Logo ao cairmos na água, percebemos o quanto esse lugar é especial. O recife externo, junto com o da ilha seguinte, é o melhor que presenciei nessa viagem. Cardumes variados, corais em melhor estado, tubarões, arraia e 3 tartarugas dóceis, das espécies de pente e verde. Nem se preocuparam conosco enquanto comiam as algas dos recifes.
       

       
      Mas como já estava com o sol a pino, fomos nos abrigar. Almoçamos na hospedagem em que dormiríamos, a Olhumati View Inn (55 dólares), com a suíte mais bacana. Para comer, escolhi um espaguete com peixe em estilo das Maldivas (6 dólares) e um suco natural de maracujá (2 dólares).
       
      Tirei umas fotos da praia enquanto o Vinícius dormia. Às 3h, mergulhamos uma vez mais, pelo resto da extensão do recife externo da ilha. Os corais na direção noroeste estão em melhor estado. Cansamos de ver tartarugas por lá. Trinta-réis pescavam os infinitos peixinhos que abundam. De espécies novas, vimos uma ou outra.
       

       
      Pena que o lado menos frequentado por turistas tenha sua parcela de lixo.
       
      Depois do pôr do sol, partimos pro terceiro snorkeling do dia, ou melhor, já era noite. Só que dessa vez foi curto, pois minha lanterna entrou em colapso, então ficamos usando só a do meu amigo. O mais interessante que vimos foram diversos tipos de plâncton. Quando desligamos as luzes, descobrimos que eram aqueles tais bioluminescentes, que brilhavam ao nosso toque!
       
      Um tempo depois, fomos jantar no SeaLaVie, restaurante um pouco menos em conta, mas com um som legal. Pagamos 8 dólares cada num prato razoável.
       
      Dia 18
       
      Após o café de panquecas e suco, seguimos ao último mergulho nessa ilha. Na tentativa de vermos as gigantescas arraias-jamanta, voltamos ao ponto da manhã anterior. Não conseguimos, mas em compensação, vimos o dócil tubarão-enfermeiro-fulvo tirando um cochilo sob um recife.
       

       
      Escolhi um prato da comida típica “kotthu roshi” (6 dólares) de almoço, feito com pedaços de chapati.
       
      Em seguida, por 22 rufias, subimos na balsa até Rasdhoo e até Thoddoo, a ilha final. Essa é caracterizada por produzir a maior parte dos vegetais do país, principalmente mamão. Só a faixa central é ocupada pela área urbana.
       
      Fomos caminhando à praia do pôr do sol, para em meio a muitos turistas russos, observar o fenômeno. No caminho vimos as plantações e alguns dos animais nativos, como os morcegos gigantes, os lagartinhos coloridos e as aves terrestres.
       

       
      Há uma mesquita no centro que fica bonita iluminada à noite. Jantamos próximo a ela, no Maracuya. Mas não recomendo, pois os preços não são os melhores, não há música, a iluminação é fraca e eles ainda tentaram nos passar a perna na hora de pagar a conta.
       

       
      Antes de voltarmos ao hotel, demos uma volta para tirar fotos. Dormimos no Amazing View Guesthouse, um nível abaixo dos outros. Mas ao menos também conta com wi-fi e ar condicionado.
       
      Dia 19
       
      Tomamos o café da manhã e saímos a mergulhar na praia do nascer do sol. Em Thoddoo o recife externo é mais distante, então é preciso nadar um pouco mais para atingi-lo. Mas vale a pena, pois os corais aqui são os melhores que vimos nas Maldivas. Começando por um pequeno nudibrânquio, atravessamos cardumes enormes de peixes-papagaio, um polvo, um grupo de arraias-chita, além do que já havíamos visto antes.
       
      Não tivemos sorte em encontrar um lugar aberto pra almoçar. Depois de uma bela pernada, é que sacamos que era sexta-feira, o dia sagrado do islã, então os restaurantes só abririam depois das 13:30h.
       
      Ficamos pelo Coffee Moon, onde nos deixaram assistindo TV trancados no restaurante, enquanto os atendentes iam rezar. Na hora marcada, pedimos o rango, aqui mais barato. Cinquenta mangos por um pratão de miojo com frango e a partir de 20 pelo suco natural. Só que não tenha pressa, porque aqui o negócio é meio devagar.
       
      À tarde, largamos do mesmo ponto inicial, mas seguimos mergulhando no sentido inverso. Só que não foi proveitoso, pois já fomos um tanto tarde e um temporal estragou o mar.
       
      Para compensar, vimos o melhor pôr do sol. Surgindo entre as nuvens, o círculo desceu até ser absorvido pelo mar.
       
      Jantamos no restaurante e café Seli Poeli, bem próximo da hospedagem. Com luzinhas de natal, toca um som legal, mas os preços não são tão bons - apesar de não cobrarem os impostos que chegam a 16% (e você só sabe se são cobrados na hora que vai pagar a conta).
       
      Dia 20
       
      Ficamos boiando na linda praia pela manhã. Para o almoço, escolhemos outro restaurante, o Mint Garden. O ambiente é agradável e os preços também, mas (sempre tem um mas) os peixes que pedimos levaram mais de uma hora para ficarem prontos!
       
      À tarde, fizemos o último mergulho. Contando os que fiz nas Ilhas Andamã, totalizei 16 mergulhos! Dessa vez, fomos ao lado oeste de Thoddoo. Tivemos que nadar por quase meia hora para chegar ao fim do recife externo. Nesse caminho, vimos coisas novas, como camarões, outras espécies de arraias, além de espécies incomuns, como moreias marrons e poliquetas. Foi bem proveitoso, mas teve que se encerrar com o sol se pondo.
       

       
      À noite, voltamos ao Seli Poeli pra rangar. Depois, finalmente encontramos a loja de souvenir Ufaa aberta, já que os horários são meio bizarros nessas ilhas - essa fica disponível só das 20 às 21:30h!
       
      Dia 21
       
      Acordamos bem cedo pra pegar a balsa das 6 e meia para Rasdhoo. A hospedagem nos fez a gentileza de adiantar o café da manhã e nos conseguir uma carona até o porto.
       
      Tivemos que aguardar umas horas até a seguinte de volta a Malé. Ficamos no café e restaurante Palm Shadow.
       
      Ao chegar à capital, almoçamos na praça de alimentação que fica bem em frente ao terminal de balsas.
       
      Em seguida, pegamos um ônibus até o aeroporto (10 rufias) e outro até Hulhumalé (20 rufias). Para pegar um ônibus direto custaria 20 pelo cartão não retornável + 20 pelo transporte (e não poderia levar bagagem).
       
      Hulhumalé é uma ilha mais nova onde mora a população de Malé - há inúmeros blocos de condomínio padrão. Demos uma volta por lá, incluindo o parque central, mas não vimos nada de tão interessante para turistas.
       

       
      Antes de ir para o hotel, tomamos um suco no Juice Corner (a partir de 20 rufias) e uns salgados.
       
      Nos hospedamos no Loona Hotel, em frente à praia urbana. Pagamos 50 dólares por um quarto com café e ficamos vendo TV.
       
      Tomamos o pequeno-almoço na correria e dividimos um táxi (100 rufias) com um indiano até o aeroporto. Vinícius trocou suas rufias restantes na mesma cotação da compra (15 por dólar).
       
      Voamos com a IndiGo até Bangalore, onde tivemos que aguardar mais umas tantas horas para o voo consequente de AirAsia a Jaipur. 
       
      De volta à burrocracia indiana. Mesmo com o visto dentro do prazo de validade, vou precisar pedir um novo pra minha terceira entrada na Índia, ainda que seja pra ficar menos de 1 dia e não sair do aeroporto. Outra coisa, em Bangalore (e possivelmente nos demais aeroportos) não é possível sair depois que entrar nele, mesmo sendo no saguão do check-in. Meia hora, muita desinformação e uma permissão especial depois, conseguimos nos ver livres; caso contrário, passaríamos fome, já que havia onde almoçar lá dentro…
       
      Depois desse rolo, almoçamos na praça que fica bem na saída da área coberta do aeroporto. Escolhemos o Wok Shop Para a refeição principal e o Frozen Bottle para a sobremesa (249 rúpias por meio litro de milk shake).
       
      Depois de certa turbulência, descemos em Jaipur já com a noite surgindo. Seguimos diretamente ao albergue Jaipur Jantar Hostel de Uber por 190 rúpias, devido ao trânsito. No Uber daqui há opção até de moto ou tuk-tuk. No caminho, vi o quarto acidente de moto na Índia em 10 dias.
       
      O albergue é bacana, num prédio de arquitetura interessante. Largamos a mochila no guarda-volume do dormitório com triliches e fomos diretamente ao restaurante da hospedagem comer um prato variado de “thali”.
       

       
      Dia 22
       
      Por 250 contos comemos e bebemos à vontade no café da manhã; valeu a pena. Depois, seguimos de Uber (190 rúpias) ao Forte de Amber, nas colinas áridas ao norte da cidade. A entrada individual para estrangeiro adulto é de 500 rúpias, mas escolhemos o ingresso combinado de 1000 para incluir outras atrações.
       
      É um baita complexo palaciano, cercado de muralhas longínquas que mais parecem as da China. No interior, pátios, mirantes e cômodos. Altamente turístico.
       

       
      Ao retornar de tuk-tuk, seguimos ao Museu Albert Hall. É um prédio de 2 andares em estilo indo-sarraceno, com arte indiana nas mais variadas formas, como estátuas, pinturas, moedas e armas.
       
      Almoçamos num lugar meio caído, o restaurante Ganesh, já dentro dos portões da rosada cidade velha. Pedi um “paneer butter masala” (190 rúpias) e um “onion naan” (95 rúpias).
       
      Continuando, caminhamos no sol infernal até o palácio Hawa Mahal. Famoso por sua fachada, também é permitida a visita em seu edifício de 5 andares.
       

       
      Em sequência, Jantar Mantar. Patrimônio da UNESCO, é uma série de instrumentos astronômicos antigos e grandes, incluindo o maior relógio de sol do mundo.
       
      Às 18h, na avenida do portão Tripoli, começou o desfile do Festival Gangaur, que tivemos sorte em presenciar com vista panorâmica da laje de uma loja. O desfile religioso foi composto por pessoas fantasiadas tocando instrumentos e dançando, bem como animais, incluindo um elefante.
       

       
      No caminho de volta, tomei na rua o caldo de cana mais barato do universo (10 rúpias, ou seja, 55 centavos de real!).
       
      À noite, jantei e fiquei conhecendo gente no albergue.
       
      Dia 23
       
      Nos levantamos tranquilamente para pegar o trem das 11h. Compramos os bilhetes (75 rúpias cada) alguns minutos antes na confusa estação, e nos empurramos pra dentro do vagão do Ranthambore Express na hora em que ele chegou.
       
      Cerca de duas horas depois, descemos em Sawai Madhopur. Pegamos um tuk-tuk (150 rúpias) até a C. L. Saini Guesthouse, mas acabamos sendo despachados pra outra hospedagem, a Paridhi Niwas.
       
      Neste lugar, ficamos num quarto sem ar condicionado e com internet intermitente. Almoçamos lá mesmo, o melhor “thali” da viagem, por 250 rúpias.
       
      Depois, fomos conhecer o Forte de Ranthambore, que fica dentro do Parque Nacional Ranthambore, onde faríamos safáris no dia posterior. Pelo transporte até o forte, com a espera, tivemos que desembolsar mil rúpias.
       

       
      Só havia indianos lá, além de muitos macacos do tipo langur. Passamos mais tempo os fotografando do que as ruínas do forte em si, que em conjunto com os demais do estado de Rajastão, formam um Patrimônio da Humanidade.
       

       
      À noite fomos dormir cedo, pois teríamos que estar de pé às 5h da madruga!
       
      Dia 24
       
      Apesar da reserva paga pela na internet (~1800 rúpias) afirmar a necessidade de se obter o bilhete no escritório do parque na noite anterior, ele fica fechado, então às 5 e meia já estávamos lá, os únicos estrangeiros entre várias dezenas de guias e motoristas, pois os turistas pagam pros hotéis fazerem essa função.
       
      Com mais 4 belgas de meia idade, fomos de jipe até a zona 10 do parque, bem distante. O caminho até lá exige uma máscara contra poeira.
       

       
      O ambiente é semidecidual, com morros e matas baixas, bastante seco nessa época. Vimos diversos langures, veados-sambar, veados-manchados, antílopes-azuis e aves, como pavões (nativos da Índia), no trajeto irregular. 
       
      Estávamos chegando ao fim do safári de 3 horas e meia, quando atingimos o objetivo máximo, um tigre! Mais precisamente uma tigresa de 2 anos, estava deitada pegando um solzinho ardente. No máximo ela deu umas lambidas e fez umas caretas, mas mesmo assim foi muito legal ver.
       

       
      Almoçamos no próprio hotel mais um gostoso “thali”. A única coisa que não conseguimos comer/beber é a amarga coalhada.
       
      À tarde, mais um safári, das 3 às 6 e meia, desta vez na zona 4, mas em um veículo de 20 lugares. Essa zona possui paisagens mais belas que a outra. Quanto aos animais, vimos tanto quanto antes e até mais: chacais, outras aves, crocodilos. E no finzinho já com o sol se pondo, outra tigresa!
       

       
      Jantamos em nosso hotel. Depois, ficamos assistindo vídeo-clipes na MTV indiana até dormir.
       
      Dia 25
       
      Café da manhã meio esquisito. Depois, seguimos à estação de trem. Para variar, só conseguimos comprar pra segunda classe (a pior), por 100 rúpias para um trecho de 4 horas e meia até Agra Fort. Como os compartimentos dessa classe estavam entupidos, seguimos caminhando em direção aos vagões posteriores, que são melhores. Passamos por vários com camas e ar condicionado, todas lotadas, até que chegamos à classe superior dos assentos, também sem uma vaga sequer. Como resultado, só nos restou ficar no limbo, no espaço apertado e fedido do banheiro entre vagões, numa mistura de ar quente de fora e frio de dentro. 
       

       
      No fim, apareceu um fiscal querendo nos cobrar a diferença dos bilhetes, como se estivéssemos na classe 3AC, que custava 815 rúpias a mais cada! O cara não falava muito inglês, então foi bem difícil argumentar com ele. O melhor que conseguimos foi pagar metade desse valor cada, já que não estávamos em assentos adequados…
       
      Ao chegar em Agra, combinamos com um tuk-tuk para nos transportar até a hospedagem e de lá até o forte, depois ver o pôr do Taj Mahal e retornar, por 700 rúpias.
       
      O Forte de Agra, patrimônio UNESCO do século 16, ocupa uma área grande, só que há poucas construções no interior, pois os britânicos as destruíram. Mesmo assim, os detalhes e o tamanho da obra de arenito vermelho são impressionantes. Entrada de 600 rúpias. Alguns sikh pediram pra tirar foto, então aproveitei para aprender um pouco sobre essa religião.
       

       
      Para o pôr do sol, ficamos num jardim bem atrás do Taj Mahal, mas do outro lado do rio que corta a cidade. Há que se pagar 300 rúpias para essa vista, mas se você gosta de amoras e vier nessa época, dá pra recuperar a grana catando as infinitas frutas que estão nos pés do jardim.
       

       
      Jantamos no Bob Marley Café. É tão autêntico que, além da decoração e das músicas, a bebida deles vem aditivada com aquele ingrediente que vocês devem estar pensando. O Special Bob Marley Lassi ("lassi" é um tipo de iogurte indiano) custou 180 rúpias.
       
      Umas duas horas depois, começamos a sentir os efeitos da bebida. Foi uma comédia só.
       
      Dormimos no Yoga Guesthouse, só no ventilador e cercado de mosquitos, por 350 rúpias cada. O ambiente não é tão limpo, mas a pessoa que cuida não poderia ser mais solícita, visto que até levou os tênis do meu amigo para costurar sem cobrar.
       
      Dia 26
       
      Taj Mahal pela manhã. Quanto mais cedo melhor, mas não fomos tanto. Pra chegar lá, só caminhando ou de riquixá. A entrada pra estrangeiros é abusiva: 1300 rúpias.
       
      Dentro, plantas, águas, mesquita, muita gente e o imponente mausoléu de mármore com a tumba da mulher preferida que foi presenteada pelo rei mugal.
       
      Na saída, compramos um souvenir, tomamos o café da manhã e corremos pro ônibus refrigerado da Ashok Travels, que nos levaria a Délhi por 400 rúpias cada.
       
      Três horas depois, desembarcamos na estação de metrô Akshardham, onde fica o maior templo hindu do país. Almoçamos umas misturas boas num restaurante da estação, seguindo então para a do albergue [email protected], por 30 rúpias.
       
      Deixamos as coisas lá, e como já era tarde e as atrações estavam fechadas, fomos às compras. Primeiro descemos no shopping Moments Mall, entrando no hipermercado More Mega Store. Lá eu pude comprar barras de proteína pro trekking no Nepal e o meu amigo alimentos típicos indianos (como a "chana") pra levar pro Brasil.
       
      Em seguida, o shopping Pacific Mall, para acessar a Decathlon (onde comprei meu calçado pra trilha) e jantar na praça de alimentação.
       
      Ao retornar pra dormir no quarto coletivo refrigerado de 635 rúpias cada, tive a maior ré da viagem. Meu voo para o Nepal com a porcaria da Jet Airways havia sido cancelado há alguns dias (falência da companhia) e eu nem tinha sido notificado! Para piorar, todos os voos de outras cias para os dias seguintes estavam absurdamente caros e não havia vaga nos ônibus que levam mais de um dia pra chegar! Acabei tendo que pagar uma fortuna no voo da IndiGo, caso contrário meu trekking no Everest ficaria comprometido...
       
      Dia 27
       
      Havia levado minhas roupas na noite anterior pra lavanderia, ao custo de 30 rúpias por peça. Quase que fiquei sem elas, pois ficaram prontas no momento em que eu estava saindo, ainda que a lavagem tenha sido bem mal-feita.
       
      Para ir ao aeroporto eu fui de metrô, na linha expressa que custa 50. Na hora do check-in, conheci dois brasileiros (Lucas e Amanda) que fariam o mesmo trajeto que eu no Everest.
       
      Ao chegar em Catmandu, preenchi o formulário eletrônico, paguei o visto para um mês (40 dólares), passei a imigração e fiz o câmbio na cotação de 1 dólar pra 107 rúpias nepalesas.
       
      Estava chovendo ao deixar o terminal, mas isso não impediu que eu viesse caminhando até o hotel Sunaulo Inn, onde fiquei num quarto meia-boca por 1200 rúpias (doravante nepalesas).
       
      Jantei no próprio lugar, escolhendo um "biryani" de ovo por 280 rúpias. Apesar de ser mais barato que a Índia, cobraram sobre esse valor 23% de taxas!
       
      Depois das últimas pesquisas na internet, arrumei o mochilão pro dia seguinte e fui dormir cedo.
       
      Dia 28
       
      Fui empolgado ao aeroporto, só pra descobrir que meu voo não sairia tão cedo. Cheguei às 9h e esperei… esperei… esperei, até que às 17h finalmente os voos para Lukla foram cancelados pelo tempo adverso e por um acidente fatal no dia anterior! Um dia inteiro perdido coçando o saco no saguão…
       
      Ao menos no final do dia consegui conhecer o complexo do templo hinduísta de Pashupatinath (mil rúpias). A arquitetura é interessante, com várias estupas e teto dourado. Ao longo de um rio, aqui ocorrem rituais de cremação como em Varanasi, na Índia. Tive sorte de presenciar uma dessas cremações, que começam com a cobertura do defunto com flores e o som de uma banda ao vivo. Em seguida, cobre-se de madeira e material inflamável e acende-se uma fogueira, que transforma o corpo em cinzas, que vão parar no rio. Meio macabro.
       

       
      Jantei um "chowmein" de frango, que é um macarrão chinês (250 rúpias), e repousei no mesmo hotel sujinho da noite anterior.
       
      Dia 29
       
      Achei que não iria de novo, mas depois de 3 horas de tráfego aéreo (pra desafogar os atrasos dos dias anteriores), nos enviaram pro aviãozinho que recém havia pousado. E pensar que eu quase troquei por um caro helicóptero, como alguns dos turistas fizeram.
       
      Logo estávamos no ar, chacoalhando entre montanhas e terraços agrícolas. Pousamos uns 45 minutos depois, na pista minúscula e assustadora do aeroporto de Lukla. Dali já se vê um monte nevado.
       

       
      Comecei a caminhada às 13:40h pela cidade de Lukla a 2900 metros de altitude, onde se pode obter o que lhe faltou, como o dinheiro, que consegui sacar (ao contrário do aeroporto de Katmandu). 
       
      Paguei as 2 mil rúpias pra entrar no parque rural de Khumbu, primeira etapa da trilha para o acampamento base do Everest. No começo, há muitos vilarejos, muitos turistas e carregadores (sherpas). E descidas, ao contrário do que se imagina.
       
      Essa região segue o budismo tibetano, então há muitos monumentos, como estupas, rochas com mantras e rodas "mani", além de alguns monastérios.
       

       
      Parei após duas horas, na metade do caminho que faria no dia, para pegar água duma bica e descansar por uns 10 minutos.
       
      Depois, foi só subida e descida. Suei um bocado. 
       
      Algumas pontes pênseis cruzam um rio glacial turquesa lindo. Uma dessas, fica em Phakding, vilarejo badalado onde repousaram os demais trilheiros que largaram comigo.
       

       
      Eu prossegui até Monjo, onde cheguei no final da tarde, 4 horas depois do começo, e um tanto cansado.
       
      Fiquei com um quarto com banheiro, chuveiro quente e wi-fi por 500 rúpias, no Monjo Guesthouse. Estava vazio, então só encontrei um senhor francês pra conversar, enquanto esperava a janta vegetariana de "dal bhat", o prato mais típico nepalês, que consiste em arroz, lentilha, curry de vegetais aleatórios e um pedaço de algo salgado. É muito bem-servido, pois se pode repetir (500 rúpias).
       

       
      Após, continuei na sala comum com calefação, ouvindo músicas nepalesas e tomando "raksi", uma bebida alcoólica caseira de arroz e maçã, que o pessoal da pousada me ofereceu.
       
      Dia 30
       
      Dormi relativamente bem. Comi uma barra de proteína e parti.
       
      Logo fica a entrada do Parque Nacional Sagarmatha. Mais 3 mil rúpias de pagamento.
       
      Depois de uma breve descida em Jorsalle, cercada por florestas de coníferas e cachoeiras, começa uma subida violenta até Namche Bazaar. Não há nenhum vilarejo no caminho.
       
      Quase 3 horas mais tarde, cheguei cansado da ascensão de 600 metros. Ao menos o tempo até então estava bom, tanto que eu ainda usava roupa de corrida - exceto pelo calçado.
       
      Namche Bazaar é a última cidade da trilha. No seu semicírculo de construções cravadas na montanha, há uma infinidade de hospedagens, restaurantes e lojas, onde se encontra de tudo para compra, a um certo preço.
       
      Entrei em 3 pousadas até encontrar uma que não estivesse cheia ou que cobrasse até para respirar. Fiquei na Pumori Guesthouse, por 500 rúpias, com banheiro compartilhado, recarga de aparelhos gratuita, bem como a internet. Só o banho é cobrado, mas nesse dia tomei na pia mesmo.
       
      Almocei ali uma pizza broto de cogumelo (550 dinheiros) e saí pra reconhecer a área. Só foi eu botar o pé pra fora que começou a chover e não parou mais. Rolou um fenômeno climático incomum também, uma precipitação monstruosa de granizo com neve!
       
      Enquanto isso, passei um tempo no bar The Hungry Yak, onde são transmitidos documentários sobre a montanha. Assisti a impressionante primeira ascensão do Everest, no filme "The Wildest Dream". Enquanto isso, tomei uma Nepal Ice, cerveja forte nepalesa, mas que chega aqui num preço salgado: 600 rúpias pelo latão de meio litro.
       
      Em seguida, passei por quase todas ruas, pelo Monastério Gomba, e, já escuro, voltei pra hospedagem para jantar.
       
      Ao comer meu bife de iaque (750 com acompanhamentos), gostoso mas meio fibroso, conheci um russo que quase chegou ao final da trilha com duas crianças de 8 e 6 anos!
       
      Fui dormir sob temperatura negativa, o que se repetiria até o retorno a Namche.
       

       
      Dia 31
       
      Comi um omelete com pão tibetano (sem graça) e parti pra rua, para aproveitar o lindo dia ensolarado que fazia. Para ajudar na aclimatação, subi a íngreme rota que leva ao mirante do Monte Everest, mais de 400 metros acima de Namche. Lá em cima, coincidentemente, encontrei um grupo de trilheiros de Floripa, que estavam sendo guiados por nada menos que Waldemar Niclevicz, o maior montanhista brasileiro!
       
      Fiquei um tempo apreciando a vista do vale de Khumbu, por onde eu vim e para onde irei. Também estavam visíveis alguns dos picos mais elevados, como Ama Dablam e Lhotse. Infelizmente o Everest estava coberto por nuvens constantes. A temperatura não estava tão baixa, mas o vento estava de matar, então tive que descer.
       
      Visitei o Sherpa Cultural Museum & Mount Everest Documentation Center (250 rúpias). Há um modelo de residência Sherpa com seus utensílios típicos. Também há uma galeria com fotos, equipamentos e jornais a respeito das expedições ao Everest e sobre o povo das montanhas. Almocei lá mesmo um "dal bhat" (600 rúpias).
       
      A seguir, conheci o gratuito centro de visitantes do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica essa trilha que estou seguindo. No centro há diversas informações a respeito do meio ambiente do parque.
       
      No final da tarde, fui em outro bar (Everest Burger & Steakhouse) para assistir outro filme, dessa vez "Everest". Também aproveitei pra provar outro prato típico, o "thukpa", que é uma sopa de macarrão com vegetais (450 rúpias).
       
      Jantei "momos" (bolinhos de massa fritos ou cozidos com recheio de vegetais ou carne em formato de meia-lua) em minha acomodação, agora cheia de chineses. Tomei um banho quente (400 rúpias), carreguei meus eletrônicos e fui dormir.
       
      Dia 32
       
      Noite boa de sono, sinal da aclimatação funcionando. Café da manhã pago básico. 
       
      Me livrei de 1 kg de roupa que não usaria adiante, deixando na hospedagem para pegar na volta.
       
      Às 9 e meia, comecei a leve subida e o contorno plano do vale de Khumbu, com vista pro Everest, Lhotse e picos vizinhos.
       
       

       
      Até aí tudo bem, mas quando o caminho desceu num bosque até a altura do rio no povoado de Phunki Thanga, começou uma subida chata de 550 metros em 2,4 km até Tengboche, onde pernoitei.
       
      Do final da subida, dá para ver uma morena, que são os detritos deixados por uma geleira que retrocedeu pelo aquecimento global.
       
      Já no topo, fica o pequeno povoado, centrado em um monastério interessante, que visitei.
       

       
      Lá reencontrei o grupo de Floripa, e troquei umas ideias com o Waldemar Niclevicz, um cara bem simpático e inspirador.
       

       
      Passei por 3 hospedagens até achar uma boa opção, pois a mais popular estava lotada, a que conta com uma padaria queria cobrar 1000 rúpias, mas a "teahouse" Tashi Delek cobrou 500 e até que era bacana.
       
      Para a internet, eu comprei um tal de Everest Link (2500 rúpias), que lhe dá direito a 10 GB em todas as hospedagens do caminho - e daqui pra frente o sinal do celular não pega.
       
      Dei um rolê pra passar o dia durante uma leve nevasca, e no final da tarde quando iria jantar em minha acomodação, encontrei um trio de brasileiros (Danniel, Samir e Felipe) descendo a montanha. Passei o resto do dia conversando com eles.
       

       
      Dia 33
       
      Tomei o café junto, e logo nos despedimos, seguindo para lados diferentes. Às 9 e meia, desci um pouco dos 3860 metros até os povoados seguintes, ao redor do rio glacial Imja Khola.
       
      Fazia um baita frio, e às vezes o vento castigava. Botei um pano na cara para resolver essa questão.
       
      Ao passar Pangboche, que possui o monastério mais antigo da região, comi uma barra de proteína e recarreguei de água em Shomare, o vilarejo onde a maioria dos grupos almoçava.
       
      Com a diminuição de oxigênio disponível, meu ritmo de caminhada também decaiu. Outra coisa que decaiu foram as árvores. Ao passar dos 4 mil metros de altitude, só restaram arbustos. Passei por alguns campos só com plantas herbáceas e arbustivas até a bifurcação Pheriche-Dingboche, bem em frente aos restos de rochas brancas de uma geleira não mais visível.
       
      Após um esforço final de subida, cheguei 3 horas e 45 minutos depois na entrada de Dingboche, a mais de 4300 metros de elevação. Esse povoado é maior do que eu esperava.
       

       
      Novamente, minha hospedagem pretendida estava lotada, então acabei ficando com a Tashi Delek. Só que ao contrário desse hotel no vilarejo anterior, aqui não havia nem vaso sanitário…
       
      Paguei 500 mangos num quartinho duplo. Ainda bem que era duplo, pois precisei dos dois colchões, cobertores e travesseiros.
       
      Escolhi um restaurante aleatório para almoçar, e acabei me dando bem, pois os preços do Himalayan Culture Home Lodge, também hotel, são comparáveis com os de Namche Bazaar, um quilômetro abaixo em altitude. Tomei um chá de limão com gengibre e comi "momos" vegetarianos por 580 no total.
       
      Posteriormente, caminhei por Dingboche, só pra ver os campos marrons de plantação serem adubados com fezes.
       
      Tomei um banho quente no Tashi Delek (500 rúpias) e fiquei relaxando, já que a rua estava fria, com um neblina que impedia a visão de qualquer montanha, além do cheiro da bosta usada na calefação dos interiores já estar forte.
       
      Ao sol se pôr, jantei em meu hotel o clássico "dal bhat".
       
      Por fim fiquei debaixo das cobertas lendo um pouco em meu Kindle.
       
      Dia 34
       
      Depois do café da manhã de pão, ovo e chá, usei meu dia de folga/aclimatação para subir o primeiro pico da viagem, o mais alto da minha vida. Sobre Dingboche, reina o árido Nangkartshang, com 5083 metros. 
       
      Saí às 9 e meia como usual. O tempo estava bom, com algumas nuvens, mas não se via o cume por causa de uma névoa. A parte inicial é uma estupa, seguida de um mirante, numa altitude ainda não tão elevada.
       
      Depois, a inclinação fica severa. Entre rochas, poucas plantas miúdas, musgos e líquens. O vento aumentou a força, mas não incomodou tanto porque batia nas costas protegidas.
       
      Mais além, a fadiga muscular começou a bater, mas não pior que a respiração, já que o oxigênio estava bastante escasso. Conforme o gelo surgia no caminho, eu ia quase cambaleando para chegar logo ao topo.
       
      Duas horas e 15 depois, finalmente conquistei o cume! Só que meio atordoado pela falta de ar, acabei atirando minha GoPro ladeira abaixo! Ela bateu numa pedra e foi parar num banco de gelo em outro nível. E agora, perder todo registro da viagem ou arriscar minha vida? Ponderei o risco, e desci em direção à câmera, conseguindo recuperá-la. Ufa!
       

       
      Fiquei um tempo em cima tirando fotos, mas a névoa não deu muita trégua, então desci, faminto e sedento.
       
      Parei no Café 4410, que permite a recarga gratuita de aparelhos eletrônicos. Pedi um hambúrguer vegetariano, fritas e milk shake por 1200 rúpias.
       
      Enquanto aguardava a recarga, reencontrei um grupo de colombianos que havia conhecido no cume. Passei o resto da tarde conversando com eles; foram tão gentis que até me pagaram um lanche. Quem diria que eu comeria torta de maçã num vilarejo remoto desses!
       
      À noite, jantei "thukpa" (450 rúpias) no hotel, e relaxei.
       
      Dia 35
       
      Café da manhã repetido. Parti para Lobuche.
       
      O início é um vale desolado e ventoso, cercado pela montanha que escalei e por outra nevada. Quando chegara o momento de cruzar o Rio Lobuche e começar uma inclinação foda, parei pra um lanche. Acontece que quando fui trocar o cartão de memória da GoPro, que estava cheio, ele se partiu no meio! Perdi a maioria dos vídeos e fotos que havia feito com ela, pois não havia feito backup. Parece que o que ocorreu na montanha no dia anterior foi uma premonição. Que lástima!
       
      Meio abatido, subi o caminho pedregoso com o fôlego no limite. Em cima, fica o memorial para os alpinistas mortos no Everest. Há dezenas de monumentos.
       
      Logo depois, já é possível ver um campo coberto de gelo. Mais além, fica o pequeno vilarejo de Lobuche.
       
      Aqui o preço mínimo é 700 rúpias. Consegui um quarto duplo e banheiro com privada, mas nada de pia (nessa altitude já não há encanamento), no Above the Clouds Lodge.
       
      Começou a nevar bastante, então parei na padaria mais alta do mundo para fazer outro lanche (doce+chá=550 rúpias).
       
      Em seguida, fui ao ar livre fotografar o cenário lindo que se formou com a neve acumulada. Até passarinhos estavam por lá.
       
      Com o tempo, a neve cessou e a névoa dissipou. Com isso, subi um morro para ter uma vista ainda melhor do vilarejo e do Glaciar de Khumbu, do outro lado.
       

       
      Com o fim do dia, o tempo piorou novamente, então voltei pra hospedagem, onde fiquei esperando um tempão pelo jantar, "dal bhat" (800 rúpias). O bom é que o refil tava incluído, então fiquei satisfeito.
       
      Banho de lenço umedecido e cama.
       

       
      Dia 36
       
      Levantei mais cedo e tomei o café da manhã (omelete e chá - 750).
       
      Em seguida, subi até Gorak Shep, o assentamento mais elevado do mundo (5100 metros). O caminho estava com bastante trânsito e não foi tão fácil quanto pensei, pois há subidas e descidas sobre rochas.
       
      Quase na chegada, se vê o Glaciar de Khumbu, o pico Kala Patthar e o acampamento base do Everest.
       
      Em Gorak Shep, tive ainda mais dificuldade em achar um lugar pra ficar. Precisei dividir um quarto no Snow Land Highest Inn (500 rúpias pra cada).
       
      Deixei minhas coisas e parti pro acampamento base. O caminho é rochoso e passa ao lado da geleira. Entre as atrações, vi um casal da ave terrestre chamada de galo da neve tibetano, além de uma avalanche na montanha do lado oposto da geleira. Parecia um trovão o estrondo.
       
      Peguei ainda um tráfego de iaques carregadores.
       

       
      Ao chegar, há um marco com bandeiras onde todo mundo comemora. Mais uma etapa concluída com sucesso.
       
      Desci até a parte interior, lotada de barracas, onde os alpinistas ficam até um mês se aclimatando. Pisei no gelo e retornei, já que o tempo começava a piorar.
       

       
      Bati um rango violento quando voltei. O "dal bhat" da hospedagem veio com repetição, então fiquei cheio até a hora de dormir, a ponto de me deixar meio mal.
       
      Enquanto tentava fazer a digestão, um pessoal da Venezuela e Espanha sentou ao meu lado. Comecei a falar com eles; acabamos jogando cartas até a hora de se retirar - sem banho novamente, já que aqui custa mil rúpias! Também tive que recarregar o celular por 400 rúpias pra uma hora...
       

       
      Dia 37
       
      Dormi mais ou menos, mesmo usando o saco de dormir pela primeira vez. Às 7 me levantei com leves sintomas de Mal de Altitude, mas isso não me deteve. Fui escalar o monte Kala Patthar.
       
      O começo é sobre terra, bem inclinado, cansa bastante. Depois que se contorna essa parte, percebe-se que o cume na verdade é mais distante e alto do que o que parecia ser visto de Gorak Shep.
       
      Continuei lentamente, agora sobre neve e rochas. Uma hora e meia depois, cheguei ao topo do ponto mais alto em minha jornada: 5650 metros!
       
      A vista do topo é sensacional. Ali fica o melhor mirante do imponente Monte Everest, bem como do Glaciar de Khumbu e diversas outras montanhas altas da região.
       

       
      Havia umas 10 pessoas essa hora no cume. Desci, almocei "momos" e, um pouco depois, segui o caminho de volta.
       
      A parte repetida até a bifurcação em Dughla foi meio monótona. De diferente, apenas um grupo que seguia na direção inversa em bicicletas!
       
      Quando atravessei o campo de gelo do acampamento base do Lobuche, não cruzei com mais ninguém. O trecho até Dzonghla é meio arriscado, pois segue à beira do precipício na maior parte do tempo.
       
      De vista compensa, pois passa em frente à baita montanha Cholatse e seu lago parcialmente congelado. Também vi uns tantos passarinhos.
       
      Quase na chegada, ultrapassei novamente o grupo de Cingapura cujo líder Saravanan foi até o EBC usando calçado minimalista.
       
      Na terceira tentativa, fiquei hospedado no Himalayan Lodge. Quinhentas rúpias pelo quarto duplo e banheiro com vaso, mas nada de pia. No mesmo lugar, ficaram os singapurenses e o espanhol Claudi, que eu havia conhecido em Gorak Shep. Jantei uma macarronada e passei o resto do tempo conversando com ambos.
       
      Todos foram dormir cedo para a travessia do dia seguinte.
       
      Dia 38
       
      Pelas 5 da madruga os demais já estavam tomando café da manhã, enquanto eu pedi meu omelete e chá pras 6 e meia.
       
      Na primeira longuíssima subida, já passei um dos grupos. Tanto no dia anterior quanto nesse, alguns conhecidos tiveram que desistir da trilha pelos sintomas do Mal de Altitude. Um deles precisou até mesmo ser levado de helicóptero de volta.
       

       
      Estava com receio que tivesse que fazer essa travessia perigosa sozinho, já que a maioria vai cedo, mas acabei encontrando gente suficiente.
       
      Já cansou bastante a primeira elevação, que culminou em uma escalada entre rochas e neve. A paisagem, bem como as seguintes, fez valer a pena o esforço.
       
      O passo seguinte foi mais técnico do que cansativo - atravessar uma parede de neve sem proteção alguma contra o abismo que se seguia. Dei graças que Claudi me emprestou cravos para o tênis (crampons) na noite anterior, pois sem eles eu teria chance de despencar nessa etapa ou na seguinte.
       
      Passado o trecho sujeito a avalanches a nada menos que 5420 metros de altitude, veio a descida nesse meio escorregadio. Venci, chegando no vale seguinte, uma tundra alpina.
       

       
      Nova subida, seguida de nova descida, mais fáceis dessa vez. Por fim, seguindo o riacho originado numa dessas geleiras, cheguei no pequeno Dragnag, composto apenas de uns 7 alojamentos e nada mais.
       
      Desesperado por um banho, usei o próprio riacho para satisfazer meu desejo. Como eu estava aquecido da longa trilha de 6 horas, a temperatura não foi um grande problema. Aproveitei para lavar minhas roupas suadas também.
       

       
      Fiquei hospedado no Khumbi-la Hotel (500 rúpias). Tão básico quanto os demais.
       
      Almocei tardiamente "momos" fritos de batata (650 rúpias), botei minha GoPro para carregar (350 rúpias), e passei o resto da tarde entre conversas com os colegas e à toa.
       

       
      Jantei sopa, li um pouco e capotei. Antes, pedi quanto custava 1 mísero rolo de papel higiênico, já que o meu havia acabado: 550 contos! Dessa forma, peguei os guardanapos da sala de jantar pra resolver o problema...
       
      Dia 39
       
      Comi e vazei em direção a Gokyo. O caminho é sobre a morena da maior geleira do Himalaia, a Ngozumpa, com 36 km!
       
      A caminhada dentro da geleira segue em ziguezague pra cima e pra baixo entre pedaços de rochas soltas, manchas de gelo e laguinhos congelados.
       
      Com uma subida final, chega-se a Gokyo. Meu corpo estava tão cansado que levei mais de duas horas para essa travessia, quando deveria levar menos.
       
      O povoado de Gokyo é único entre os da rota do trekking, pois fica na beira de um lago semicongelado lindo, cheio de aves e com montanhas nevadas próximas.
       
      Deixei minha mochila na Fitzroy Inn. São 500 rúpias, sendo que o banheiro possui vaso e pia, e o quarto é um pouco melhor.
       
      Comecei então a ascensão da última montanha da rota, a Gokyo Ri, com 5360 metros. Devido a meu estado precário, fui subindo a passos de tartaruga. Essa montanha é inclinada demais, pois possui 600 metros acima do lago, onde inicia.
       
      A paisagem do meio do caminho é sensacional, mas conforme eu subia o tempo ia fechando, pois já era o começo da tarde. De fato, fui o último a subir.
       

       
      Uma hora e 45 minutos depois, usando somente a força de vontade, cheguei ao cume. Lá em cima estavam uma argentina e meu colega Claudi. Descemos e fomos tomar um chá e conversar.
       
      Em seguida, jantei "dal bhat" em meu alojamento, com vista para o lago. Não estava me sentindo muito bem do estômago essa hora.
       
      Carreguei o celular (300 rúpias), comprei um rolo de papel higiênico (250 rúpias), um pão doce grande (600 rúpias), li um pouco e fui dormir cedo.
       
      Dia 40
       
      Acordei com dor de garganta - também, todo esse tempo respirando ar frio e seco pela boca, só poderia acabar assim.
       
      Gastei minha última rúpia no check-out, mas pelo menos ganhei uns chocolates de brinde.
       
      Esse foi o dia mais longo de caminhada, pois tive que percorrer 24 km até Namche Bazaar. Ainda bem que em sua maioria, o trecho foi de descida.
       
      O começo foi passado ao lado dos lagos cênicos de Gokyo. Depois, acompanhando o rio glacial. Passei por alguns vilarejos, descansando, me hidratando e consumindo meus alimentos energéticos a cada cerca de 2 horas, sempre à beira de algum riacho.
       

       
      Encontrei meu colega Claudi nesse caminho, mas ele ficou em Dole, metade do trajeto que eu percorreria. Além desse povoado, as florestas começaram a ressurgir. Junto delas, uma parte lotada de cachoeiras.
       
      Já estava cansado, quando em frente a Phortse, uma elevação grande surgiu. Subi a passos lentos. Dali em diante, acelerei o possível no terreno irregular, quase torcendo meu tornozelo algumas vezes.
       
      Quase solitário, cheguei à bifurcação em Sanasa, quando entrei na trilha que já havia percorrido no quarto dia. Exausto, com dor nas costas, cheguei em Namche Bazaar às 16 horas, exatamente 8 horas depois de iniciar.
       
      Saquei dinheiro e fui pra hospedagem onde havia deixado uma pilha de roupas, a Pumori Guesthouse. Morrendo de fome, devorei uma macarronada (550 rúpias) enquanto carregava meus dispositivos.
       
      Por fim, apaguei.
       
      Dia 41
       
      Acordei pior do que no dia anterior, dessa vez à dor de garganta, somou-se um resfriado. Não tive escolha; comi um omelete de queijo e tomate (400 rúpias) e vazei.
       
      O percurso inicial é de pura descida, mas isso não quer dizer que tenha sido rápido, já que há trânsito e o terreno é irregular.
       
      Em sequência, descidas e subidas intermináveis, enquanto atravessava de um lado do rio pro outro nas pontes pênseis. E o corpo reclamando.
       
      Mais além, passei pela vila de Phakding. Dali pra frente, foi o maior sofrimento: dor nas costas, nos ombros e nos pés. Eu ia cada vez mais devagar.
       
      O trecho final, majoritariamente de subida, foi um martírio, mas 6 horas e meia depois, cheguei ao portal de Lukla. Finalmente, 150 km de trilhas depois do começo, missão cumprida!
       

       
      Comemorei e fui pra alguma hospedagem, no caso a Alpine Lodge (500 rúpias). Tomei um banho (250 rúpias) e me joguei na cama, imprestável.
       
      Jantei outra macarronada e fui dormir.
       
      Dia 42
       
      Comi uma panqueca com mel de manhã (400 rúpias) e fui cedo pro aeroporto. Precisei chegar lá às 7 e meia, mas não embarquei antes das 11…
       
      Me livrei dum dos aeroportos mais perigosos do mundo, descendo em Catmandu. Por 900 rúpias, tomei um táxi até o lar Laughing Buddha Home & Villa (5 dólares cada noite). No caminho pude constatar que o trânsito de Catmandu é do nível das cidades grandes indianas. E bem empoeirada.
       
      Desci pra conhecer as atrações recomendadas pela anfitriã, a começar pelo almoço na Army Canteen, lugar onde o exército vem rangar. Como o menu é em nepali, precisei apontar para o que havia na bancada: escolhi feijão, batata e cebola. Na hora de pagar a conta, fiquei de queixo caído… 50 rúpias (R$1,75)! O almoço mais barato da minha vida!
       
      Para a sobremesa, fui na padaria Best Choice. Realmente a melhor escolha, pois comi deliciosos doces a partir de 25 rúpias! Até levei uns pro café da manhã.
       
      Em seguida, entrei no museu de história natural (100 rúpias). É basicamente o depósito da seção biológica de uma universidade, contando centenas de animais empalhados, insetos, plantas e outros seres viventes no Nepal, com breves descrições.
       
      Prosseguindo, o templo do macaco (Swayambhunath). É um templo budista tibetano com algumas estupas, relíquias e muitos macacos sagrados. Entrei pela escadaria de acesso gratuito que os turistas desconhecem. Lá em cima há vendas de souvenires, mirante pra cidade toda e, na mata ao redor, bastante vida.
       

       
      Ao descer, mesmo sem muita fome, parei pra jantar no Chuden Shelzey. Optei por um "chowmein" de frango (120 rúpias). Para minha surpresa, um grupo de monges budistas estava ali jogando videogame!
       

       
      Retornei à tranquila hospedagem, onde fiquei à noite.
       
      Dia 43
       
      Comecei o longo dia ingerindo meus doces da padaria. 
       
      À continuação, pedi para que me chamassem um moto-táxi via Pathao, aplicativo tipo Uber. Até Bauddhanath custou apenas 170 rúpias.
       
      Já para a entrada desse Patrimônio da Humanidade, 400. Há uma grande estupa central, reconstruída após o terremoto de 2015, cercada de monastérios, templos, relíquias e lojas meio superfaturadas.
       

       
      Ao deixar o complexo budista que é o principal da capital, tomei um ônibus de 25 rúpias até Ratna Park, onde ficam as estações dos coletivos. Não quis pagar para entrar no parque, pois não me pareceu interessante, então segui até Ason, um bairro antigo central onde se vende de tudo a preços em conta. Aqui tentaram me aplicar o golpe do jovem aprendiz de inglês que quer treinar o idioma e o leva a um templo para benzê-lo e depois a uma loja de pinturas que só está aberta no dia do festival fictício que ocorria justamente naquele dia - não tiraram uma rúpia de mim.
       

       
      Almocei num muquifo um prato de "chowmein" vegetariano por somente 80 rúpias. Pensei em entrar na tradicional praça Durbar em seguida, mas o estado dos edifícios pós-terremoto e a exigência de que estrangeiros pagassem mil rúpias enquanto os nativos não pagavam nada, me fez mudar o rumo.
       
      Com o preço tão barato da comida, acabei tomando um caldo de cana por 30 rúpias e depois um "lassi" de banana por 100.
       
      Rapidamente adentrei o jardim Garden of Dreams, que cobra 200 pratas, mas é pequeno.
       
      Dessa forma, me embrenhei nas ruas apertadas e lotadas de comerciantes e turistas de Thamel. Procurava alguns equipamentos eletrônicos e pra trilhas, mas não encontrei nada de qualidade, já que aqui é quase tudo pirateado.
       
      Tomei um sorvete de Ferrero, que não era de Ferrero, e comprei em Ason dois souvenires (roda mani - 1500 rúpias e placa Namastê - 400).
       
      Me encontrei com Danniel, um dos brasileiros gente boa que conheci no caminho do Everest. Batemos um papo bom e tomamos um balde da cerveja artesanal Sherpa Red no bar Phat Khat.
       
      Depois jantamos "kebab" (225 cada) e eu peguei um táxi pra voltar à hospedagem (600 rúpias).
       
      Antes de dormir, conversei um pouco com o pessoal que se encontrava no Laughing Buddha.
       
      Dia 44
       
      Acordei com os cães latindo e pessoas falando. Fui em direção aos museus, parando para ter um café da manhã no Vajra Café, já que o Chuden Shelzey não tinha nem ovo e nem vitamina naquela manhã. Acontece que esse café deixa bastante a desejar em comparação com a padaria de 2 dias atrás, além de estar cheio de moscas…
       
      Para meu desgosto, hoje era feriado do dia do trabalhador, então tanto o Military Museum quanto o National Museum estavam fechados!
       
      Não queria ir até a distante Bhaktapur, então caminhei até uma avenida onde pude pegar um ônibus à região central.
       
      Em Ason, fui às compras: relógio minimalista à prova d'água (3000 NPR=rúpias), carteira minimalista (375 NPR), boné minimalista c/ pescoceira (1000 NPR).
       
      Como os restaurantes turísticos de Thamel são meio caros, almocei numa birosca chamada Ravi Panipuri Chaat Shop. Fiquei com um tal de "papadi chaat" 70 NPR + "chicken egg roll" 100 NPR + Fanta amarela 40 NPR.
       
      Há uma infinidade de casas de câmbio em Thamel, mas como as raras que possuíam rial do Catar não tinham cotação boa, troquei o resto das minhas rúpias pelo famoso livro Into Thin Air na livraria Tibet Book Store (700 NPR).
       
      Enquanto procurava um transporte barato para retornar ao alojamento, tomei um suco de abacaxi grande (200 NPR). Depois, embarquei numa van (20 NPR).
       
      Me despedi e embarquei no voo da Nepal Airlines com destino a Doha. Havia lido que essa companhia era uma das piores do mundo, então fui sem expectativas, mas me surpreendi: avião grande e novo, entretenimento de bordo e alimentação decente - talvez eu tenha tido uma baita sorte, ou a companhia realmente melhorou.
       

       
      Dia 45
       
      Com um pouco de atraso, desembarquei. A imigração sem visto foi ridiculamente rápida.
       
      Saquei dinheiro (1 rial do Catar = 1,07 reais), chamei um Uber até a hospedagem da vez (24 rials). O albergue Q Hostel, localizado num condomínio de casas de alto padrão, refrigerado, me custou 180 rials por 3 noites. Todos meus colegas de quarto eram de países islâmicos.
       

       
      Ao acordar, chamei um Uber pra me levar ao museu nacional (13 rials). A entrada individual custa 50 rials, mas o passe para 3 museus é 100, então o comprei no cartão de crédito.
       
      O Qatar National Museum já impressiona no exterior, inspirado na rosa do deserto. Por dentro, ainda mais. Com tecnologia de ponta, conta sobre a biodiversidade do país, bem como sua história, do passado remoto, passando pela conquista árabe, a era de ouro da coleta de pérolas e a atual do petróleo, que superdesenvolveu o Catar. Fiquei mais de 3 horas aqui.
       

       
      Almocei "chicken biryani" no Al Jazeera Kabab, bem em frente ao museu, por 12 rials.
       

       
      Há um ônibus gratuito rosa que passa uma vez a cada hora e leva aos dois outros museus. Peguei ele e desci no de arte islâmica. 
       
      A construção é bem bacana também, mas por dentro não há tanto conteúdo. As obras de arte de várias localidades islâmicas são belas, mas nada excepcionais. Esperava um pouco mais.
       
      Uma hora depois, fui pro Mathaf, de arte moderna, que fica afastado dos demais. No caminho, pude notar as obras de infraestrutura e lazer pra Copa do Mundo de 2022.
       
      Havia apenas mais duas visitantes além de mim. Não consegui ficar nem uma hora vendo essas coisas estranhas que chamam de arte.
       
      Peguei o transporte de volta e fui passear pela Corniche, a avenida beira-mar. Ainda fazia calor pelas 5 e pouco, mas o sol já estava baixo no horizonte.
       

       
      Atravessei metade do semicírculo a lentos passos, admirando a arquitetura dos arranha-céus, que, assim como o resto da cidade, perdem pouco para Dubai.
       
      Tomei um "smoothie" meio caro de 25 rials no Costa Café, e segui por entre os prédios, que agora estavam com iluminação noturna variada.
       
      Entrei no shopping center City Center pra jantar (no Subway mesmo - 29 rials no Sabrina de 30 cm) e comprar mantimentos no completíssimo Carrefour, que só não tem cerveja com álcool. Gostei do preço do kiwi, 2,75 o kg.
       
      Voltei de ônibus #76 até o terminal de Al-Ghanim, onde pegaria outro busão até próximo da minha hospedagem. Um cartão para 2 viagens na cidade custa 10 rials e pode ser comprado com o próprio motorista.
       
      Pegaria, pois quando cheguei lá quase às 23h, já não havia mais linhas disponíveis para onde eu iria. Como não consegui sinal para chamar um Uber, convenci um táxi a aceitar a corrida por 15 rials.
       
      Dia 46
       
      Como fui dormir tarde, acordei assim também. Tomei meu café da manhã de brownie + suco natural + frutas e tomei um Uber à estação de ônibus (12 rials).
       
      Chegando lá, fiquei sabendo que para embarcar no ônibus para fora de Doha, precisaria de um cartão ilimitado para 24 horas, ao custo de 20 rials. Então aproveitei para dar um rolê bom. Primeiro desci em Al Wakra.
       

       
      Como era o dia sagrado do islã, os "souqs" (mercados antigos) estavam fechados. Com isso, dei uma conferida na praia de água turquesa.
       
      Almocei logo no Alfanar Restaurant Yemeni Food, onde pedi um tal de "mandi chicken" por 25 rials, mesmo sem saber o que era - mas gostei.
       
      Caminhei mais um pouco e retornei à avenida, onde há uma estátua de ostra, uma mesquita bonita e um forte fechado ao público.
       
      A intenção era continuar pro sul até Mesaieed, mas eu acabei indo parar no ponto errado e só percebi quando o ônibus de volta estava passando, então decidi retornar ao centro.
       
      Fui então ao Souq Waqif, onde ficam as lojas tradicionais. Tentei comprar um souvenir decente, mas os feitos no Catar são caros demais.
       
      Ali também ocorria a feira internacional de tâmaras. Entrei e saí, pois eu nem gosto dessa fruta típica de países desérticos.
       
      Essa área revitalizada é a mais antiga da cidade. Visitei os museus Msheireb, que contam um pouco dessa história. Gratuitos, são 4 casarios antigos que também falam da escravidão na região e o desenvolvimento com a descoberta do petróleo. Fiquei algumas horas em seus interiores.
       
      Quando saí, já era noite. Fui à orla, um tanto escura, para admirar os arranha-céus coloridos do outro lado da baía.
       

       
      Ao retornar, parei num dos restaurantes/lanchonetes baratos ao lado da estação de ônibus para jantar. Comi um "biryani" de frango por somente 10 pilas no Taxi Land Restaurant.
       
      Depois, voltei à acomodação de ônibus. Doha tem um problema sério de trânsito no centro, mesmo a altas horas.
       
      Dia 47
       
      Acordei uma vez às 4 e meia com o anúncio de Allah nos alto-falantes da mesquita mais próxima. Voltei a dormir.
       
      Fiz o check-out e deixei minha mochila na recepção enquanto passeava.
       
      Fui até a rodoviária, comprei outro cartão ilimitado e com o #104A através do deserto até Dukhan, o princípio da exploração petrolífera no país. O baita ônibus confortável é uma mudança e tanto pra caminhonete que levava os operários na caçamba.
       
      Em Zekreet, há umas formações geológicas tabulares interessantes. Pena eu não haver meio de explorá-las.
       
      Duas horas e meia depois, o ônibus parou na entrada de Dukhan, ao lado de uma refinaria. Almocei pizza na Domino's (29 rials pelo combo) enquanto aguardava o ônibus de retorno.
       
      Ao retornar, parei no Mall of Qatar, um shopping grandão e ligado à linha de metrô quase pronta. Aproveitei para a assistir o lançamento dos Vingadores. Acreditam que o ingresso mais barato pro cinema era de 45 reais o inteiro?
       

       
      Voltei com os ônibus. À noite, fui até o aeroporto, onde aguardei um bocado de horas até o voo das 4:40 com a IndiGo até Mumbai.
       
      Dia 48
       
      Desembarquei sonolento, passei a imigração e peguei um Uber (180 rúpias) até a cápsula bacana onde eu passaria o dia, no Hotel Astropods Airport, por mil rúpias.
       
      De volta ao aeroporto, lanchei e embarquei na Air China para Pequim.
       
      Dia 49
       
      Depois de umas 5 horas em voo, passei o resto do dia no aeroporto da capital chinesa, entre cochilos e eletrônicos. A comida é meio cara e há poucas opções de refeição, então fiquei à base de KFC e Costa Café.
       
      Dia 50 
       
      Na madrugada seguinte, fui com a mesma companhia para Frankfurt, onde desci para dar uma volta na cidade. Comprei um passe diário ilimitado pro transporte público (9,65 euros) e peguei o trem até a estação central.
       
      Como já conhecia a cidade, não mirei exatamente os pontos turísticos. Caminhei aleatoriamente, mas parei para fotografar a arquitetônica Römerplatz.
       
      Aproveitei o dia para ingerir algumas das delícias culinárias europeias, como queijos, cerveja, bagas e salsichão - a maioria comprado em supermercados.
       
      Fiz compras também: eletrônicos na Saturn, chocolates e outras comidas nos supermercados econômicos Penny e Aldi, e roupas na Primark.
       
      Final da tarde retornei e aguardei o bom voo da Lufthansa, que, junto com o trecho final da Gol até Floripa, concluiu a viagem, 3 dias depois! 
    • Por natalia.mn
      Pessoal, 
      Gostei tanto da Rota Jardim que fiz esse roteiro duas vezes. Uma indo de Port Elizabeth para Cape Town e na outra com um desvio para Oudtshoorn. Não é fácil organizar a rota para planejar quantos dias ficar em cada lugar. Por isso estou dividindo aqui meu roteiro com vocês! Espero que ajude: 
      https://portadeembarque.com.br/roteiro-de-15-dias-na-africa-do-sul/ 
      Bjs!! 
    • Por mspriscila
      INFORMAÇÕES GERAIS (2018)
      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte: deve ter validade de pelo menos 1 mês da data do retorno ao Brasil
      Vacinas:  exige vacina de febre amarela
      Quando ir: o ano inteiro
      Capitais: Cidade do Cabo, a maior das três, é a capital legislativa; Pretória é a capitaladministrativa e Bloemfontein é a capital judiciária
      Moeda: Rande (R)
      Idioma oficial: 11 línguas oficiais, entre elas o inglês
      Cod. telefone: +27
      Padrão bivolt: 230V
      Tomadas: C, D, M, N
      Principais operadoras telefônicas: vodacom (data), MTN, Cell C e Telkom 
      Empresas aéreas low cost: Kulula, Mango, Fly Safair (não é boa)
        VISÃO GERAL DA ÁFRICA DO SUL
      Os principais lugares para se conhecer na África do Sul são Cape Town, Rota Jardim, Rota Panorâmica, safáris e Johannesburgo, sendo que a rota panorâmica e safáris estão próximos a Johannesburgo (também chamada de Gauteng).
        A Rota Jardim é ruma rota cênica que inicia-se em Cape Town até Port Elizabeth ou vice-versa. No caminho, passa-se por varias cidadezinhas, que guardam seus principais pontos turísticos: Stellenbosh e Franschhoeck (vinícolas), Gansbaai (mergulho com tubarão na gaiola), Outdshoorn (fazenda de avestruz e cango caves), Knysna (the heads), Plettenberg  Bay (Storms River National Park e Reserva Robberg), Tsitsikamma Park (face adrenalin: maior bung jumpee de ponte do mundo).
        A Rota Panorâmica (ou Panorama Route), por sua vez, é um caminho ao longo do Blyde River Canyon, o terceiro maior canyon do mundo, em Mpumalanga, e que guarda paisagens incríveis. Está a apenas 1h30min do Kruger Park. A ideia é fazer o pernoite na cidadezinha de Graskop e reservar um a dois dias para percorrer a região. 
        SOBRE OS SAFÁRIS
      02 dias inteiros de safári são suficientes. Não conte o dia da chegada e da partida; gasta-se cerca de 7h de carro ou 1h de avião. Então isso geralmente soma 4 dias no total: 1 para ir + 2 no parque + 1 para voltar. Quem tem pouco tempo, pode apertar em 3 dias: sai cedo e já faz um safári noturno no dia da chegada + 1 dia de safári inteiro + safári de manhã e partida.
                                      O Kruger Park é um parque nacional e dentro dele estão vários acampamentos, sendo o Skukuza um dos principais por sua infraestrutura (restaurante, lojas, mercadinho, piscina e museu). Dentro do parque há varias estradas devidamente demarcadas, onde os turistas podem fazer os self drives ou os safáris organizados pelo local. 
        Também pode-se optar pelos game reserves, que são estabelecimentos privativos, ao redor do Kruger, e em sua maioria lodges de luxo e, obviamente, mais caros. Neles, diz-se que os safáris são mais rústicos, já que não percorrem as estradas já abertas, como ocorre no Kruger.
        Optamos pelo parque nacional e não nos decepcionamos. Vimos vários animais na beira da pista e quatro dos chamados Big Five, os animais mais difíceis de serem visualizados. 
        Melhores lugares dentro do parque: Skukuza, Pretoriuskop.
       
      Melhores lugares fora do parque: Hazyview, Sabie Sand Game Reserve (Elephants Plains Game Lodge).
        SUGESTÃO DE ROTEIRO
      05 dias: Cape Town
      05 dias: rota jardim
      02 dias: Johannesburgo
      03 dias: Safari
      02 dias: rota panorâmica 
        PONTOS TURÍSTICOS DE CAPE TOWN
        Cidade do Cabo City Sightseeing: R280 (R$81) 2 dias e R180 (R$52) 1 dia
       
      Restaurante La Colombe (necessita reserva) 
       
      Degustação de cervejas: Devil’s Peakn, Beer House, Woodstock Brewery
       
      St. George catedral (ao lado do Company´s Garden)
      Horário: 9-13h
      Gratuito
        Company´s Garden
      Horário: todos os dias de 7-19h (inverno) e 7:30-20:30h (verão)
      Gratuito
        Jardim Botânico Kirstenbosch
      Horário: todos os dias de 8-19h
      Preço: R65 (R$19)
            Jardim Botânico Kirstenbosch Long Street (a noite): Bar Beerhouse
        Truth Coffee Roasting - indicado como melhor café do mundo pelo The Telegraph
        V&A Waterfront: complexo de lojas, bares e restaurantes
       
      Robben Island  
      Horário: 9h, 11h, 13h, e 15h
      Preço: R360 (R$102); obs.: onde Mandela ficou preso (passeio dura 4h); o passeio sai do W&A Waterfront
      Obs.: procure fazer o passeio nos primeiros dias, pois este depende de condições climáticas.
        Boates: Boate 31 e Shimmy Beach Club
       
      Table Mountain
      Horário: todos os dias de 8-13h
      Preço: R330 (R$93); obs.: ir de manhã por causa do tempo
      Obs.: fora o funicular, a Table Mountain possui várias trilhas, que podem ser percorridas em 1h30min, 3h e até 4h. Percorremos a trilha Índia Venster, que durou 3h, com paisagens imperdíveis. Apesar de ser classificada como difícil, esta trilha pode ser feita por qualquer pessoa, que não tenha medo de altura e algum preparo físico. 
       
                Escalada da Table Mountain A Renata Sarzi, do A Dream Overland, classifica as trilhas da seguinte forma:
       
      Platteklip Gorge Tempo: Pelo menos 1h30 (subida) e 1h (descida) Grau de dificuldade (fôlego): Pesado (subida) e leve (descida) Grau de dificuldade (técnica e exposição à altura): Leve Vista e paisagem: ★★★★★ Avaliação da trilha: ★★★★★ Chata Onde a trilha começa: Tafelberg Rd (na mesma rua do Cableway) Custo: $$$$$ Gratuito
        India Venster
      Tempo: 3h00 (subida) Grau de dificuldade (fôlego): Moderado a pesado (subida) Grau de dificuldade (técnica e exposição à altura): Leve a moderado Vista e paisagem: ★★★★★ Avaliação da trilha: ★★★★★ Onde a trilha começa: Tafelberg Rd (na mesma rua do Cableway) Custo: $$$$$ Gratuito
        Skeleton Gorge Tempo: 4h00 (subida) Grau de dificuldade (fôlego): Moderado (trilha bem longa) Grau de dificuldade (técnica e exposição à altura): Leve Vista e paisagem: ★★★★★ Avaliação da trilha: ★★★★★ Onde a trilha começa: Jardim Botânico Kirstenbosch Custo: $$$$$ Entrada no Jardim Botânico (cerca de R60)
        Signal Hill (ao lado do bairro Bo Kaap): ir no pôr do sol (estação de ônibus mais próxima é Kloof Nek)
            Signal Hill Galileo Open Air Cinema
      Horário: os portões abrem de ter-sex as 17h e sab-dom as 16h; o cinema começa entre 19:30-20:30h; cinema ao ar livre
      Preço: R105 (R$31)
        Gold Restaurant
      Jantar com danças típicas: R380 (R$110)
            Jantar no Gold Restaurant Castelo da Boa Esperança 
      Horário: tour guiado 11:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 | 16:00; troca de guarda seg-sex de 10-12h
      Preço: R50 (R$15)
        District Six Museum
      Horário: seg-sab de 9-16h
      Preço: R55 (R$16)
        Cape Point
      Horário: 9-17:30h
      Preço: R147 (R$43) e funicular  R70 (R$21 ida e volta) ou R55 (R$16 só ida)
            Cabo da Boa Esperança Dia 01: The Old Biscuit Mill Market (só aos sábados), Robben Island, V&A Waterfront; cinema ao ar livre; balada a noite
        Dia 02: St. George catedral (ao lado do Company’s garden), Company´s Garden, Castelo da Boa Esperança, Jardim Botânico Kirstenbosch, degustação de cerveja na Beerhouse a noite
        Dia 03: District Six Museum, bairro Ko Baap, Signal Hill (por do sol)
        Dia 04: table mountain, praia de camps bay (fim de tarde) e clifton beach; jantar no Gold Restaurant
        Dia 05: vá por Hout Bay; Chapman’s Peak; Cabo da Boa Esperança; Cape Point; Boulders Beach (alugue um carro)
       
      VINÍCOLAS
      Groot Constantia (mais antiga vinícola)
      Horário: todos os dias de 9-17h
      Preço: R145 (R$42); obs.: a 15 min de Cape Town
       
      Stellenbosh (42 minutos de Cidade do Cabo): principal cidade do circuito de vinícolas da África do Sul, Stellenbosh é uma cidade universitária, com um centrinho bonito, agitado e cheio de bons cafés, bares e restaurantes. Existem dezenas de (ótimas) vinícolas pela região.
       
      Franschhoeck (40 minutos de Stellenbosh): uma cidade bem pequenininha, situada no meio de um vale de montanhas. Bem romântica e ideal para descansar e para quem gosta de vinhos e belas paisagens. Os restaurantes também são muito bons.
        Aqui pode-se encontrar o Wine Tram, um passeio em ônibus e trem, que percorre varias vinícolas da região, dependendo da linha que se escolhe, no momento da compra. São 08 linhas classificadas por diferentes cores e cada uma apresenta diferentes roteiros. Ideal para quem não quer ficar bebendo e dirigindo entre uma vinícola e outra. Esta foi nossa opção e adoramos. 
            Vinícola da rota da Wine Tram ROTA JARDIM - Gansaai, Cabo das Agulhas, Oudtshoorn, Knysna, Tsitsikama/Storms River Plettemberg Bay 
      obs.: algumas das informações abaixo foram retiradas do site I Love Trip.
      Gansbaai (1h40min de Franschhoeck) – mergulho com tubarões: esse é o melhor lugar para você fazer o incrível mergulho com tubarão branco da África do Sul. Não deixe de incluir esse passeio no seu roteiro de viagem.  Quanto tempo: manhã. 
        Existem várias empresas que realizam este passeio em Gansbaai, são elas:
      Great White Shark Tours
      Marine Dynamics
      Shark Diving Unlimited
      White Shark Ventures (R1750 ou R$488; nossa escolha e super recomendo)
      White Shark Projects
      White Shark Diving Company
      African Shark Eco Charters
        Obs.: caso não seja possível a visualização de tubarões, já que o local é apenas rota para esses animais, algumas escolas disponibilizam voucher para re-agendamento em outro dia.
        Cabo das Agulhas (1h20min de Gansbaai) – o Cabo das Agulhas marca o encontro dos oceanos Índico e Atlântico, estando junto a um Farol, que também pode ser visitado.
            Cabo das Agulhas Outdshoorn (3h45min de Cabo das Agulhas) – muitos fazem um desvio na Garden Route para ir até Outshoorn, a capital mundial do avestruz, com diversas fazendas de avestruzes. Esse desvio só vale a pena se você fizer questão e tiver tempo. A principal atração turística da cidade é a Cango Caves, cavernas com tour para visitação.
        Fazenda de Avestruz
      Preço: R258 com almoço (R$67); tour parte de 8-16 e almoço de 11-14h
       
      Cango Caves
      Horário: 9-15:30h; o passeio dura 60 minutos (Heritage Tour) ou 90 minutos (Adventure Tour); a temperatura é de 18o
      Preço: R120 (R$34) ou R180 (R$51)
            Cango Caves Knysna (1h40min de Outdshoorn) – uma das cidades mais importantes para o turismo na África do Sul, Knysna (a pronúncia é “Naisna”) tem um charme e elegância com seus morros de calcário e a lagoa formada pelas águas do Oceano Índico. Um píer charmoso, além de mirantes, passeios e bons hotéis e restaurantes tornam o lugar bastante agradável. Knysna também é conhecida como a capital mundial das ostras.
        Plettenberg  Bay (30 min de Knysna) – uma das principais cidades turísticas da África do Sul que não pode ficar fora do seu roteiro. A cidade praiana é super charmosa, com bons restaurantes e hotéis e vistas incríveis do mar para observação de golfinhos; e ainda, com dois parques imperdíveis. Base para visitação das reservas Robberg e Storms River e para o salto de bung jumpee.
       
      Reserva Robberg
      Horário: 7-20h
      Preço: R50 (R$14)
        Storms River National Park 
      Horário: 6-22h
      Preço: R290 (R$81), incluídos passeio de caiaque, trilha até a ponte suspensa e trilha ao topo da montanha (1h30min).
      Obs.: Você também pode dormir em um dos alojamentos do parque (faça essa escolha como base para visitação da Reserva Robberg, Storms River e bung jumpee).
        Face Adrenalin (bungee jump) – nessa região fica uma das atrações turísticas mais conhecidas da África do Sul, o mais alto bungee jump de ponte do mundo, com 216 metros. O visual é incrível com muito verde e o Oceano Índico ao fundo. Quanto tempo: meio dia.
      Horário: 9-16h
      Preço: R1000 (R$290) + R400 (R$112 foto e vídeo)
       
      Port Elizabeth (45min de Tsisikamma) – é uma cidade banhada pelo Oceano Índico, colonizada pelos ingleses e com grande valor histórico. Com praias, comércios e vida própria, a cidade é procurada para o turismo na África do Sul e é ponto de partida para iniciar ou finalizar a Garden Route. Se quiser conhecer mais a cidade fique um dia.
       
      Obs.: em Port Elizabeth, na reserva Dorkin, pode-se visitar a Escultura da Fila da Votação, que marcou a primeira eleição democrática do país, gratuitamente.
        PONTOS TURÍSTICOS DE JOHANNESBURGO
      É necessário pegar um avião de Port Elizabeth para Johannesburgo (R$350).
       
      Joanesburgo City sightseeing: R280 (R$81) 2 dias e R180 (R$52) 1 dia; Ticket office: Tyrwhitt Avenue pedestrian zone, next to Hamleys; 9-19h
       
      Museu do Apartheid
      Horário: todos os dias de 9-17h
      Preço: R95 (R$28)
      Obs.: reserve ao menos 3h para visitação.
       
      Soweto (bairro onde morou Mandela – passeio de bike)
      Preço: R515 (R$150 por 2h)
       
      Nelson Mandela Square e Sandton City: um grande complexo comercial em uma das regiões mais desenvolvidas de Johannesburgo
        Constitution Hill (prisão onde ficou Mandela)
      Horário: todos os dias de 9-17h
      Preço: R60 (R$18)
       
      Obs.: contratamos o serviço do guia Ruben, de Moçambique e que fala português. Ele cobrou o valor de R500 (R$140) por pessoa para percorrer os principais pontos turísticos da cidade de 9-16h, com parada para o almoço (não incluído no valor). Contato: +27 73 157 2611 / +27 60 507 4039.
       
      HOSPEDAGENS DA VIAGEM AVALIADAS POSITIVAMENTE
        Melhores bairros em Cape Town: Green Point, Waterkant e Beira mar 
        Hospedagem em Cidade do Cabo - The Greenhouse Boutique Hotel
        Hospedagem em Ganssai - 28 Kolgans
        Hospedagem em Outdshoorn - Karoo Retreat
        Hospedagem em Plettenberg  Bay - Riverclub Villa 4200 (melhor hospedagem da viagem)
        Hospedagem em Graskop - Blyde Lodge
        Hospedagem em Johannesburgo (pernoite para retorno ao Brasil) - Europrime Guesthouse (café e transfer gratuito)
        Obs.: os carros foram alugados pela rentalcar.
       
      SAFARI (O QUE LEVAR)
      - Repelente: Use na pele exposta e nas roupas também. O mais eficaz é o repelente à base de dietiltoluamida (DEET). É importante reaplicá-lo a cada 3 horas (no caso de concentração de 20%), 6 horas (concentração de 30%) ou 12 horas (50% de DEET). Atenção! O repelente deve ser aplicado DEPOIS do filtro solar.
        - Use roupas que protejam todas as áreas do corpo, com mangas compridas, calças compridas, roupas soltas, e sempre use meias (sei que às vezes pode estar calor… Mas tente!!!). Pulverize as roupas com permetrina (presente em inseticidas e repelentes) para reduzir o risco de mordida através da roupa. O site Extreme UV vende camisas anti-mosquito e com proteção UV (super frescas no calor).
        - As recomendações são usar roupas de tons pastéis, não usar perfumes muito fortes, não levantar, não gritar e não falar alto, principalmente se estiver próximo dos animais; não fumar. Levar uma roupa de frio, levar óculos escuros, chapéu/boné, repelente e protetor solar. Não esquecer máquina fotográfica e, se puder, um binóculo.
       
      PONTOS TURÍSTICOS DO BLYDE RIVER CANYON
       
      1. Lisbon Falls: 8-17h; R10 (R$3) e Berlim Falls 2. Bourke’s Luck Potholes: 7-17h; R63 (R$18) 3. Three Rondavels: 7-17h; R30 (R$9) 4. God’s Window: 7-17h; R17 (R$5) 5. The Pinnacle Rock: 7-17h; R17 (R$5)
          Three Rondavels       Bourke’s Luck Potholes Uma dica de restaurante na rota é o Kadisi Restaurant, dentro do Forever Blyde Canyon Resort; serve comida africana e tem uma vista espetacular. O restaurante está ao lado da Three Rondavels.
        MERGULHO EM UNKOMAAS (40min de Durban)
      Para quem pratica mergulho, em Unkomaas é possível mergulhar com os tubarões sem gaiola. A experiência é incrível. Esse mergulho é chamado de Baited Dive.
        Contratamos o serviço da Blue Ocean Dive, que nos fez um pacote com 04 mergulhos (tubarão, naufrágio e dois arrecifes), todo o equipamento, transfer, café da manhã e hospedagem para 02 dias por R$1.500 por pessoa.
        A estrutura do local é absurda. Trata-se de um prédio onde estão alocados o hotel, restaurante e dive center. 
        É necessário ser mergulhador avançado com o mínimo de 30 mergulhos. Isso porque é realmente um mergulho bem independente. A DM repassa as informações e você cuida de si e do seu dupla dentro da água. 
                            Publicado em: https://mspriscila1.wixsite.com/meusite/blog/roteiro-áfrica-do-sul-21-dias


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