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Érica Martins

Cataratas (Foz, Puerto Iguazu e Cidade do Leste) + Assunção, uma deliciosa surpresa + As surreais Missões Jesuíticas (Paraguai e Argentina): 12 Dias com custos

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Farei um relato dividido entre as 3 etapas da viagem: 1. cataratas e as cidades da tríplice fronteira (Foz, Puerto Iguazu e Ciudad del Este); 2. Assunção, capital do Paraguai; e 3. Missões Jesuíticas do Paraguai e Argentina.

Informações e Custos:

  • DATA DA VIAGEM: FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO de 2017 (08 a 19/11/2017)
  • Transporte: ônibus e Carro alugado (Kia Picanto, 1.0)
  • Grupo: 5 Mulheres
  • Passagem aérea Recife/Foz: R$ 415,00
  • Aluguel do carro em Cidade do Leste, 8 diárias: 300 dólares com entrega em casa, 2.000 km disponíveis, seguro e Carta Verde Internacional ou R$ 975 total (R$ 195/Pessoa); Vip Rent Car Paraguay, Contato: John (+595 974 19 7485)
  • Gasolina e Pedágios no Paraguai: 600.000 Guaranis ou R$ 428 (R$ 86/Pessoa)
  • Hospedagem em Foz do Iguaçu: casa de amigos, grátis
  • Hospedagem em Assunção (Paraguai): Albergue Panambi, 2 quartos sem café, 3 diárias por 123 dólares total ou R$ 402 (~ R$ 26/pessoa/dia)
  • Hospedagens em Encarnação (Paraguai): Hostel Dona Manuela, 1 quarto coletivo, 1 diária por 300.000 guaranis total ou R$ 176 (R$ 35/pessoa); e Casa de uma moradora local, 1 diária por 250.000 guaranis ou R$ 147 (R$ 30/pessoa)
  • Ingresso Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 39,00 (conseguimos grátis porque uma amiga trabalha na área)
  • Estacionamento Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 22 (R$ 4,40/pessoa)
  • Ingresso Marco das Três Fronteiras (Brasil): R$ 18
  • Ingresso Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 480 pesos, R$ 89/pessoa
  • Estacionamento Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 100 pesos, R$ 19 (R$ 3,70/pessoa)
  • Ingresso único Missões Jesuíticas do Paraguai: 25.000 Guaranis, R$ 15/pessoa
  • Ingresso único Missões Jesuíticas da Argentina: 170 pesos, R$ 32/pessoa
  • Ingresso Circuito Especial de Itaipu: R$ 78/pessoa
  • Câmbio Real x Dólar = 3,25 x 1,00
  • Câmbio Real x Peso Argentino = 5,40 x 1,00
  • Câmbio Real x Guarani Paraguaio: 1.400x1,00 (Foz) e 1.700x1,00 (Assunção) 

Sobre as Cataratas: visite os dois lados dos parques nacionais (2/3 das Cataratas ficam na Argentina e 1/3 no Brasil). Do lado argentino você fica “sobre” e “dentro” das quedas d’água. Do lado brasileiro você fica de “frente”. É super interessante ir aos dois e analisar as perspectivas e sensações que cada ângulo de vista proporciona.

Adicionamos à nossa viagem uma imersão pelo Paraguai, saindo de Cidade do Leste rumo a capital, Assunção, depois em direção ao extremo sul do país (Encarnação) na divisa com a cidade argentina de Posadas.

Achamos o Paraguai um país incrível, muito melhor do que se pinta. Aquilo que se vê nas primeiras ruas de Cidade do Leste, uma espécie de Rua 25 de Março, não representa em nada a realidade do país. Boa parte das pessoas que dizem conhecer o Paraguai só conhece esse pedaço e por isso tem opiniões negativas.

O país surpreende com estrutura de estradas razoáveis (variando de ótimas a não tão boas). Lembra muito viajar pelo brasil central (Goiás, Tocantins, Mato Grosso) com extensas planícies agrícolas, plantações a perder de vista, silos, montanhas ao longo na paisagem e cidades pequeninas entre os grandes eixos urbanos.

O povo é muito simples, gentil e hospitaleiro. Sempre disposto a ajudar, explicar pausadamente para se fazer entender. Muito conscientes sobre sua origem indígena e de seus problemas políticos e sociais atuais. Dê uma chance ao Paraguay e se surpreenderá. O país é muito mais do que compras de quinquilharia.

E para completar com a cereja do bolo, visitamos 6 sítios arqueológicos que compõem o complexo das Missões (ou Reduções ou Ruínas) Jesuíticas, sendo 3 no sul do Paraguai e 3 na província argentina de Misiones.

São vestígios de civilizações inteiras que chegaram a ter mais de 4 mil indígenas guaranis sob a dominação de alguns poucos evangelizadores jesuítas. Um pedaço único da história mundial que foi lindamente restaurado e tombado pela Unesco como patrimônios da humanidade. É imperdível.

Antes de visitá-las recomendo assistir ao filme “A Missão” com o Jeremy Irons para ter uma noção da grandiosidade, importância e impacto das missões jesuíticas em toda a vida indígena dos povos Guarani e a guerra com os Bandeirantes. Disponível no youtube.

O nosso percurso foi o seguinte:

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CONTINUA...

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PARTE 1 – CATARATAS E TRÍPLICE FRONTEIRA BRASIL, ARGENTINA E PARAGUAY

DIA 1 – CHEGADA, CÂMBIO E COMPRAS

Chegamos em Foz 10:30h. Ganhamos carona do aeroporto até a casa, situada no bairro Jardim Florença, muito fora de mão para quem estiver sem carro, mas próximo à Unila e Itaipu.

Recomendo a hospedagem na região do centro, próxima ao terminal de ônibus porque a cidade é toda conectada e bem-servida de ônibus, incluindo ônibus para as cidades de Puerto Iguazu na Argentina e Cidade do Leste no Paraguai.

Fizemos compras de comida e cambiamos todo o peso argentino e uma parte do guarani na Scapinni Câmbio dentro do Supermercado Big, rua David Muffato, 103. 

DIA 2 – CATARATAS LADO ARGENTINO + PUERTO IGUAZU + MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS NA ARGENTINA

Dicas para conhecer as Cataratas do lado argentino: Sair cedo de Foz; Levar lanches e água porque lá é caro; visitar a Garganta do Diabo por último, de manhã fica muito cheio de gente e a tarde vazio; fazer as trilhas do Circuito Inferior e do Circuito Superior; um dia inteiro é suficiente para tudo.

O John, da Vip Rent Car nos entregou o carro em casa cedo. O pagamento foi feito integralmente em real (considerando a cotação do dólar no dia) na hora da entrega.

Optamos por alugar carro no Paraguai porque a maior parte da nossa viagem seria por lá. Analisamos a relação custo x benefício, fizemos contas e verifiquei vários relatos aqui sobre o tal Seguro Carta Verde que já estaria incluído na locação.

Saímos por volta de 9h. Do centro de Foz até o posto fronteiriço da Argentina são ~ 12km. Não tinha fila. Apresentamos e carimbamos passaportes, os documentos do carro, o Seguro Carta Verde e fomos autorizadas a entrar (o Seguro Carta Verde funcionou tranquilamente na fronteira Foz-Puerto Iguazu).

Da fronteira seguimos por ~ 30km pela RN101 e chegamos ao Parque Nacional del Iguazu. O estacionamento é bem demarcado e a portaria está logo em frente.

O Parque possui infraestrutura e limpeza impecável, atendimento em diversos idiomas e turistas de todas as partes do mundo. Dentro tem o Trem Ecológico da Selva para circulação dos turistas entre as diversas áreas do parque.

O trem faz 3 conexões: Estação Central (situada logo na entrada), Estação Cataratas (intermediária de onde saem diversas atrações e trilhas) e Estação Garganta do Diabo (ponto final). A circulação pelo trem ao longo do dia é livre com o ingresso. Não tem como fazer a viagem da estação central até a garganta direto. É obrigatório descer na estação cataratas e fazer a troca. Pelo que percebi isso é para controlar o fluxo de turistas na Garganta.

Como não sabíamos a distância entre a estação Central e a Cataratas esperamos o trem por ~ 15 minutos na recepção. Mas depois vimos que a distância era ridícula e não havia necessidade de esperar; para poupar tempo indico ir caminhando da portaria até a Estação Cataratas e dali pegar o trem para a Estação Garganta do Diabo.

Na Estação Cataratas havia uma MULTIDÃO de pessoas e entrega de senhas. Estava bem sinalizado e organizado, apesar da quantidade (desanimadora) de gente. Pegamos senha e só conseguimos sair dali rumo à Estação Garganta do Diabo depois de mais de 1h.

Mapa – Circuitos e Trilhas – Parque Nacional del Iguazu (Cataratas lado Argentino)

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Cataratas Lado Argentino – Estação Cataratas à espera do trem

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Cataratas Lado Argentino – Trem Ecológico da Selva

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 Nosso objetivo era a sequência: Garganta do Diabo, Circuito Inferior e Circuito Superior.

Descemos na Estação Garganta ~ 11:30h com sol a pino e calor. Lá tem infraestrutura de banheiros, lanchonete e a trilha suspensa de ~ 1,2km, nível fácil, sobre vários braços e canais do Rio Iguaçu até a Garganta do Diabo, a principal queda de água das Cataratas.

A trilha é belíssima e acessível para pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos. Chegar em cima da Garganta é de tirar o fôlego. É uma força da natureza, impactante.

Nesse horário estava muito cheio de gente. É respirar fundo e seguir o fluxo que todo mundo consegue ver o espetáculo calmamente.

A nuvem de água e respingo por todo lado ajuda a refrescar e é uma delícia. É só ficar lá contemplando sem pressa porque a nuvem dispersa e se forma com muita rapidez. Vimos arco-íris e revoada de pássaros.

 Cataratas Lado Argentino – Trilha suspensa para Garganta do Diabo

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Cataratas Lado Argentino – Trilha suspensa – portal de entrada p/ Garganta do Diabo

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Cataratas Lado Argentino – Garganta do Diabo por cima

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Retornamos pela trilha suspensa e pegamos o trem de volta até a Estação Cataratas; 500m da estação fica o farol a partir do qual saem as trilhas do Circuito Inferior (1,4km, fácil, s/ acessibilidade) e as trilhas do Circuito Superior (1,7km, fácil, c/ acessibilidade).

Seguimos para o circuito inferior que adentra a parte baixa do enorme paredão e floresta tropical; são escadarias e mirantes que oferecem vistas de frente, lateral e bem próximas dos diversos saltos que formam o conjunto das Cataratas. Em alguns lugares dá para literalmente tomar banho devido à proximidade. Aqui dá para sentir como se estivéssemos dentro das cataratas. Para mim, foi a melhor parte, considerando todos os circuitos, tanto do lado argentino como no Brasil.

A partir do circuito inferior saem os botes que vão até próximo da garganta do diabo e/ou até a Ilha de São Martin. Uma das meninas fez o passeio do bote até a garganta e disse que vale muito a pena, mas é caro (não sei o preço).

Outra dica é fazer tudo com bastante calma porque todos os mirantes e plataformas lotam de gente e esvaziam com muita rapidez. Se você esperar a multidão desaparece em 5 minutos. Chega a ser engraçado. A estrutura montada no parque é muito grande, o que acaba contribuindo para a dispersão das pessoas.

Cataratas Lado Argentino: Farol – Saída para as trilhas do Circuito Inferior e Superior

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Alvar Nuñez (Homenagem ao “Descobridor” das cataratas, primeiro conquistador espanhol a descrevê-la)

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – vista da Ilha de San Martin e saída dos botes

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Lanusse

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Bosseti – Mais próxima da água – Hora do banho

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O Circuito Superior tem 1,7km, muito fácil; é formado por um conjunto de plataformas e mirantes que vão por cima dos braços do rio e das diversas quedas d’água. A partir dele vê-se o fundo da Ilha de São Martin.

Igualmente belíssimo e sem sobe-desce de escadas, possui acessibilidade todo o percurso.

Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Plataformas sobre a água

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Mirador do Salto São Martin

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Mirador do Salto São Martin

Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Vista do Circuito Inferior

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Sequência de quedas d’água

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Finalizado o Circuito Superior, retornamos caminhando até a Estação Cataratas e pegamos o trem até a Estação Garganta do Diabo e fizemos novamente a trilha suspensa até a Garganta do Diabo.

Vimos novamente a Garganta sem praticamente ninguém. A fumaça estava mais consistente e a passarada mais animada. UM ESPETÁCULO. Com direito a lanchinho na sombra da trilha suspensa.

 Cataratas Lado Argentino: Trilha para Garganta do Diabo sem ninguém à tarde

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Cataratas Lado Argentino: Trilha para Garganta do Diabo – Visitinha

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Conclusão do passeio: os argentinos dão um show de organização e administração de suas Unidades de Conservação. A infraestrutura e cuidado é impecável.

Retornamos até a estação, pegamos o trem até a entrada do parque e seguimos até o marco de 3 fronteiras da cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. É uma pracinha aberta, com uma fonte, monumento com as bandeiras dos três países, feirinha, vista linda do entardecer no encontro do rio Iguaçu com o rio Paraná e vista das cidades de Presidente Franco (Paraguai) e de Foz do Iguaçu (Brasil). Dali seguimos para um lanche e uma cerva nas ruas do comércio de Puerto Iguazu e dali de volta para casa em Foz.

DIA 3 – CIDADO DO LESTE + MARCO DAS FRONTEIRAS NO BRASIL

Saímos de manhã rumo a Cidade do Leste para visitar as lojas do comércio popular da Cidade do Leste. Para quem tem paciência e gosta deste tipo de passeio, é aproveitável. Eu particularmente não gosto. Não achei barato, mas também não procurei muita coisa. Consegui comprar um vinho e um kit de garfo e faca para camping, apenas.

Deixamos o carro estacionado na primeira rua à esquerda após o posto fronteiriço. Caminhamos pela confusão das diversas ruas do comércio e fomos adentrando pela cidade que vai ficando legal à medida que você vai se afastando do comércio. É uma cidade interessante, depois de ~2 km de caminhada. Tem parque, lago e bons restaurantes.

Almoçamos tranquilamente no delicioso Gugu’s Cocina China, caminhamos de volta até o carro e retornamos à Foz do Iguaçu para o Marco das 3 Fronteiras, por volta de 16h.

Duas das amigas pagaram e entraram na estrutura fechada do Marco das 3 Fronteiras, uma construção que homenageia as Missões Jesuíticas nas margens do encontro do rio Iguaçu com o rio Paraná com vista das cidades de Presidente Franco (Paraguai) e de Puerto Iguazu (Argentina). Dentro tem museu, fotografias, uma fonte, placas e acontece apresentações de música e dança típica da região. Eu e mais duas amigas ficamos de fora, sobre um platô alto próximo ao estacionamento e apreciamos o belíssimo pôr-do-sol no rio. 

Marco das 3 Fronteiras Brasileiro

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Marco das 3 Fronteiras Brasileiro

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DIA 4 – TEMPLO BUDISTA + CATARATAS LADO BRASILEIRO

O templo Budista estava situado a pouco mais de 2km da nossa casa. Fica afastado do centro da cidade mas têm ônibus que passam na porta. Fomos de carro.

Compreende um enorme jardim, um templo e têm mais de 120 estátuas de diversos tamanhos e 1 estátua do Buda com 7m. É um local silencioso, de muito respeito às pessoas que manifestam sua religiosidade e ótimo para passar umas 2h entre caminhada, relaxamento e silêncio. 

Templo Budista Chen Tien - Foz do Iguaçu

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Templo Budista Chen Tien - Foz do Iguaçu

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Do templo seguimos por ~25km até o Parque Nacional do Iguaçu. Na portaria, após pegar os ingressos, pega-se um ônibus panorâmico que desce por ~10km por uma estrada asfaltada no interior do parque, com exuberante mata atlântica preservada. O ônibus para em um acesso para a trilha de ~1km ou direto na descida para o ponto principal, onde fica um elevador para vista panorâmica.

Infelizmente, tivemos o azar de ir no #CataratasDay, um evento em que a Itaipu abre o parque para milhares de pessoas como forma de compensação social do empreendimento (o que é maravilhoso que façam; não é mais do que a obrigação; mas azar o nosso porque o evento era totalmente desorganizado sem nenhum respeito à capacidade de suporte da trilha).

A trilha é super fácil, em tablados de madeira. Mas não tinham monitores organizando a multidão e tudo estava uma enorme desordem, sujeira, pessoas dando comida aos quatis, criança saindo da trilha e quase caindo na água, uma mulher dando pauladas num quati, empurra-empurra. Em vários momentos me senti descendo as ladeiras de Olinda no carnaval..rsrs. Se o parque não tem estrutura para organizar um evento deste porte, não deveria fazê-lo. É uma falta de respeito com os visitantes e com a natureza.

Descemos no acesso da trilha de 1km e seguimos vendo as cataratas de frente. A paisagem é belíssima. Daqui vemos os diversos saltos e a Ilha de São Martín dos quais estivemos bem próximos ao visitar o parque do lado argentino. 

Cataratas Lado Brasileiro: Início da trilha, vista de frente dos saltos e Ilha São Martín

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Cataratas Lado Brasileiro: lotado no “CataratasDay”, sem respeito a capacidade de suporte da trilha

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Ao fim da trilha começa a parte suspensa sobre braços do rio onde se chega bem próximo das quedas d’água. Aqui o banho é certo e refrescante. Aqui também fica o elevador para a parte alta da estrutura de apoio onde se tem uma vista panorâmica da região.

Cataratas Lado Brasileiro: trilha suspensa

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Cataratas Lado Brasileiro: vista panorâmica do elevador, final da trilha

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Cataratas Lado Brasileiro: força bruta da água

 Fizemos um piquenique num gramado próximo ao fim da trilha com os lanches que levamos. Dentro do parque tudo é caro.

Regressamos no ônibus panorâmico à portaria e de lá de volta para Foz do Iguaçu para nos preparar para a estrada dia seguinte.

Sugiro para quem puder, fazer o passeio do Parque das Aves no mesmo dia das Cataratas do lado brasileiro. Ele fica bem em frente à portaria, mas como o ingresso custava acho que R$ 50 optamos por não ir.

CONTINUA...

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PARTE 2 – PARAGUAY

DIA 5 – VIAGEM FOZ–ASSUNÇÃO

Cruzamos a fronteira Foz-CDE logo cedo. Carimbamos passaporte na polícia Paraguaia para dar entrada no país e na polícia brasileira para dar saída do Brasil. Foi tranquilo e sem problemas em ambas.

Quando acaba o perímetro urbano da Cidade do Leste tem o primeiro pedágio. Rodovia em condições boas e duplicada por uns 70km, mais uns trechos em obra para duplicação e depois é pista simples sem obras até próximo a Assunção.

Paramos numa cidadezinha logo após o fim da pista duplicada para tomar café e conhecemos a famosa Chipa (uma espécie de biscoito fofo mineiro mas com erva doce). A proprietária foi simpática, já dando bons ares para nossa viagem. Seguimos lentamente porque nosso mini carro era fraco e estava muito pesado.

Fomos curtindo as mudanças na paisagem pelo interior do país até a capital. O centro do país é uma imensa planície agrícola, com poucos povoados e cidades no caminho. Almoçamos numa churrascaria mediana na metade do caminho.

Paisagem pelo interior do Paraguay

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Fazia bastante calor e à medida que íamos nos aproximando de Assunção esquentava mais ainda. O relevo fica mais acidentado e a vegetação vai adensando. Já quase na região metropolitana tem outro pedágio e as condições da estrada melhoram, com trecho duplicado.

O percurso Cidade do Leste-Assunção é feito pelas rodovias nº 7 e nº 2; durou ~ 6:00, com parada para café e almoço. Chegamos em Assunção ~15h de um domingo muito quente.

Nossa hospedagem, o Hostel Panambi, é um casarão reformado com 3 quitinetes no centro antigo da cidade e não tinha estacionamento, quase ao lado de um supermercado. Ficamos nele de 12 a 15 de novembro. O anfitrião Marcos e sua companheira nos recebeu muito afetuosamente. Deu todas as dicas possíveis e impossíveis para curtir a cidade e economizar. Colocaram-se prontamente disponíveis pelo WhatsApp 24h.

O carro ficou na rua e caminhamos tranquilamente pelo centro, inclusive a noite. Segurança não nos pareceu uma preocupação.

Fomos caminhando até a Costanera, um calçadão e avenida que margeia a baía de Assunção, nas margens do rio Paraguay. Estava tomada de pessoas com suas garrafas de tererê, crianças, idosos, jovens, vendedores, bicicleta, skate, carros de som e tudo que se possa imaginar. Uma grande área de lazer democrática que funciona assim todo fim de semana. Muito legal.

O pôr-do-sol daqui é o mais lindo da cidade. Experimentamos tererê, gelado e refrescante a R$ 4 (1 térmica de água gelada e 1 cuia com ervas diversas).

No caminho conhecemos a Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción que estava aberta (bastante opulenta dentro), a Plaza de Armas, alguns prédios públicos e vimos que a principal comunidade de Assunção fica logo ali, entre o poder público na Plaza de Armas e a Avenida Costanera. Uma proximidade surpreendente, mas que em nada influi na sensação de segurança local.

Segundo o Marcos esta comuna é bem tradicional e antiga. Por mais que tentem retirar os barracos as pessoas retornam porque a maioria trabalha em restaurantes, bares, comércios e casas de família da região central e não querem depender de 2h de transporte público para chegar ao trabalho (Estão errados? Não!). Vimos por ali ação de ongs e do Aldeias Infantis SOS.

Domingo na Praça – Crianças da Comuna e Freiras – Plaza de Armas – Assunção - Paraguay

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Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción – Assunção - Paraguay

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Comuna entre a Avenida Costanera e a Plaza de Armas – Assunção – Paraguay

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Domingo do lazer na Avenida Costanera – Assunção – Paraguay

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Pôr-do-Sol na Playa de La Costanera – Assunção – Paraguay

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Lanchamos sanduíches (~ R$20) e cerveja na famosa Av. Palma. Subimos por ela e vimos uma quantidade enorme de baladas, pubs, bares descolados e restaurantes. Compramos cervejas e café num supermercado e seguimos para o merecido descanso e ar condicionado.

 DIA 6 – ASSUNÇÃO CENTRO

Café da manhã no famoso e turístico Lido Bar, na Av. Palma, onde experimentei a Chipa-guazu, uma espécie de torta de milho avinagrada e salgada que não tem nada a ver com a Chipa. Restaurante muito bom mas não é barato.

Almoço na zona portuária, em La Chopería del Puerto, com várias cervejas diferentes, decoração bacana e som massa. Comida boa com preço mediano.

Dia que circulamos livremente pelo centro da cidade entre prédios e grafites. Como era segunda, alguns prédios estavam fechados para visitação.

Lugares que visitamos: Senatur (Tourist Information) na Av. Palma; Plaza Uruguaya e suas livrarias; Estacion Central del Ferrocarril; Universidad Catolica "Nuestra Señora de la Asunción"; Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción; Centro Cultural de la República el Cabildo; Plaza de Armas; Congreso Nacional; Parque de La Victoria; Palacio de los López; Plaza de los Desaparecido; Biblioteca y Archivo del Congreso Nacional; La Recova mercado de artesanias; Iglesia de la Encarnación; Museo de Arte Sacra; Iglesia San Francisco; Teatro Municipal Ignacio Alberto Pane; Plaza de La Democracia; Dirección Nacional de Correos del Paraguay.

Igreja de São Francisco de 1901 – Assunção – Paraguay

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Grafiti – Assunção – Paraguay

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Ônibus peculiares, símbolos da cidade – Assunção – Paraguay

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Existem ônibus convencionais, de concessão pública, com ar condicionado, circulando pela cidade (passagem ~ R$ 3). Mas esses customizados são privados e mais baratos (~ R$ 1,20). Não tem ar condicionado e os motoristas vão correndo, disputando passageiros em cada parada. Cada indumentária do ônibus seria para atrair os clientes..hehe

Direção Nacional dos Correios do Paraguai – fundado em 1864 – Assunção – Paraguay (funcionou aqui o primeiro telégrafo da América do Sul)

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Teatro Municipal Ignacio A. Pane – Assunção – Paraguay (Prédio lindo, do século 18, mas refeito e modernizado; com extensa programação cultural)

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Estacion Central del Ferrocarril na Plaza Uruguay– Assunção – Paraguay (Dentro funciona um museu mas estava fechado)

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Parêntese: o Paraguay também sofreu um recente golpe de estado onde retornou ao poder grupos reacionários do Partido Colorado, representantes diretos da ditadura. Durante as manobras para o golpe de estado vários grupos populares foram instrumentalizados para garantir a derrota de qualquer vestígio de continuidade política de Fernando Lugo (supostamente de centro-esquerda, impichado em 2012). Dentre estes grupos o principal foi um similar ao MBL que fez várias coisas, dentre as quais, atos de violência contra minorias, quebra-quebra e um incêndio que destruiu parte do Congresso Nacional. Ainda vimos vestígios dos atos.

Câmara de Deputados interditada e parcialmente destruída – Assunção – Paraguay

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Carro incendiado na Plaza de Armas – Assunção – Paraguay

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Qualquer semelhança entre a história social e política dos países latino-americanos não é mera coincidência.

Tentamos fazer a visita guiada ao Palácio Legislativo mas estávamos com roupa inadequada (não pode entrar de shorts e sandálias).

Palácio Legislativo, mantida uma parede do prédio original – Assunção – Paraguay

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Plaza del Congresso – Monumento ao Marechal Franco Solano Lopez – Assunção – Paraguay (2º presidente da república, comandante das Forças Armadas e chefe supremo durante o genocídio da Guerra do Paraguai)

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Centro Cultural de La Republica “El Cabildo”, principal museu da cidade – Assunção – Paraguay

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Este museu merece uma visita calma e duradoura para ajudar a entender a história de formação do povo paraguaio, as imigrações, as duas guerras que o país enfrentou (o genocídio executado por Brasil, Argentina e Uruguai e a Guerra do Chaco contra a Bolívia), a história de uma das repúblicas mais antigas do mundo e como se deu a formação da cidade de Assunção (“el cabildo”). Possui um acervo muito interessante e um cafezinho para descanso.

Interior do Museu “El Cabildo” com bela arquitetura – Assunção – Paraguay

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Povos do Chaco Paraguaio – Museu “El Cabildo” – Assunção – Paraguay

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Um documento no interior do museu dizia o seguinte:

“Depois do desastre demográfico que significou para nosso país a Guerra dos 70 anos (conhecida por nós como Guerra do Paraguai), onde se estima que 65% da população paraguaia de aproximadamente 450.000 pessoas pereceu – maioritariamente por fome e enfermidades – a reconstrução do país desde praticamente do zero enfrentava problemas quase insolúveis. Carente de recursos, com uma produção agrícola arruinada e destruída a produção industrial, uma das soluções encontradas por governos do pós-guerra foi a venda de terras públicas ao melhor comprador gerando problemas subsequentes e atuais com o campesinato pelo interior do país”. Pesado.

Palacio de Los López, prédio de 1857, gabinete presidencial e sede do governo – Assunção – Paraguay

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Pirei nesse grafitti – Assunção – Paraguay

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Letreiro de Asuncion no fundo do Palacio de Los López, perto da Costanera – Assunção – Paraguay

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Plaza de Los Desaparecidos (da ditadura) – Assunção – Paraguay

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Visita guiada à moderna e imponente Biblioteca y Archivo Central del Congreso Nacional inaugurada em 2017 – Assunção – Paraguay

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La Recova, mercado de artesanatos perto da zona portuária – Assunção – Paraguay

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Museu Panteón Nacional de los Héroes y Oratorio de la Virgen de Asunción – Assunção – Paraguay (Segue fechado para reforma desde 2015)

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Uma das várias barracas de mate da Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay

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Preparação do mate na hora – Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay

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Grafittis e Pixo – Assunção – Paraguay

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Na Plaza de La Democracia ficam bancos, grandes empresas, grandes hotéis, prédios antigos e o Panteão Nacional (fechado para reforma). Tem feirinha de rua, parklets e vendedores ambulantes diversos. É movimentada e cheia dia e noite.

Tivemos a imensa sorte (sem saber) de ver acontecendo um festival anual de culturas populares, com várias apresentações artísticas, venda de artesanatos e outras manifestações culturais de todo o país, concentradas num evento lindo e organizado na Plaza de La Democracia. Foi emocionante <3.

Grupo de Música Indígena do Chaco Paraguaio – Festival de Culturas Populares – Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay

 

Apresentação de Dança – Festival de Culturas Populares – Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay

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DIA 7 – ASSUNÇÃO

Dia 3 em Assunção. Vimos coisas que ficaram faltando no centro e partimos para visitar outros dois lados da cidade: o Jardim Botânico e o chiquetoso Las Lomas.

Café da manhã com croissant no delicioso e bonitinho (mas não barato) Medialunas Calentitas Palma. Super recomendo!

Almoço mediano no Restaurante Mingo na Av. Palma. Barato mas não tão bom.

Jantar: lanchinho de empanadas e cervejas no Lido Bar.

Lugares que visitamos: Museo Casa de La Independencia; Arquivo Nacional; Casa Bicentenária da Literatura “Augusto Roa Bastos” (existem 4 casas bicentenárias temáticas dedicadas às artes – música, artes plásticas, cinema e literatura – mas só visitamos a de literatura); Jardim Botânico; La Recoleta.

Museu Casa de La Independencia – Assunção – Paraguay (interior da casa onde foi decretada a independência do país em 1811, com documentos e objetos de época. Excelente visita guiada)

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Jardim interno do Museu Casa de La Independencia e nossa querida e politizada guia – Assunção – Paraguay

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O Arquivo Nacional está situado em um prédio histórico; o encontramos por acaso. A visita é gratuita e guiada e o acervo é pequeno, porém, belíssimo.

De acordo com o guia; em 1867 as mulheres, voluntariamente, doaram suas joias para financiar a Guerra da Tríplice Aliança. Por causa do gesto, o Presidente de então, ordenou que fosse elaborado um livro que relacionasse todas as doações de forma bonita e que fizesse justiça ao gesto das filhas da nação. O Brasil acabou por levar o livro como saque de guerra para o Rio de Janeiro e só o devolveu em 1975 ao Paraguai, de onde nunca deveria ter saído.

Me recordei da nossa guia no Museu Casa de La Independencia contando que, devido à morte de 80% de seus homens em guerra, o Paraguai é um país essencialmente feminino e matriarcal, apesar de ainda machista.

Visita guiada ao Arquivo Nacional – Livro de Ouro das Senhoras Paraguaias – Assunção – Paraguay

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O Museu Casa Bicentenário Augusto Roa Bastos é um casarão histórico restaurado na Plaza Uruguaya que guarda o acervo pessoal e o biográfico do principal escritor paraguaio. Ele teve uma intensa atuação política na história do Paraguai. Lutou a Guerra do Chaco contra Bolívia, se exilou 2x por causa de duas ditaduras e chegou a perder a nacionalidade. É vencedor de prêmios internacionais como o Prêmio Miguel de Cervantes e tem livros traduzidos para mais de 20 idiomas. O casarão do museu é lindo e a visita é gratuita.

Museu Casa Bicentenário Augusto Roa Bastos – Assunção – Paraguaya

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Do centro pegamos um daqueles ônibus ornamentados e seguimos para o Jardim Botânico. O percurso, depois do almoço sem ser horário de pico, demorou 25-30 minutos.

O jardim botânico é uma grande área verde numa parte super movimentada da cidade. A portaria principal fica no cruzamento da Av. Primer Presidente com a General Jose Gervasio Artigas. Tem algumas partes com paisagismo e outras com vegetação natural.

Tinham umas esculturas metálicas no jardim perto da portaria. De estrutura conta com pista de cooper, área de picnic, um lago, um zoológico, um clube de golpe, casas de pesquisa e museu de história natural chamado Casa Museo Dr. Gaspar Rodriguez de Francia. Vale a visita se quiser dar uma pausa na cidade e descansar. O museu natural não tem grandes coisas. Saímos de lá quase 17h e vimos uma grande quantidade de pessoas chegando para caminhar e correr.

Entrada do Jardim Botânico (escrito em Guarany) – Assunção – Paraguay

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Museu de História Natural – Jardim Botânico – Assunção – Paraguay

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Jardim Botânico – Assunção – Paraguay

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Do jardim botânico pegamos ônibus colorido na Av. Santissimo Sacramento e seguimos para a “zona nobre” da cidade. Descemos no Shopping Paseo Carmelitas. A região conta com diversos shoppings, lojas de grife, bares, pubs, casinos e várias pessoas desfilando seus carrões. Um oásis em meio à uma cidade tão simples.

Não vi muito o que fazer mas é bom para quem gosta de compras, lojas e baladas (não é o meu gosto pessoal). Demos uma volta por dois centros comerciais, tomamos um cafezinho e compramos chocolates no Paseo Via Allegra. Dali seguimos para o happy hour do Long Bar, um bar bonitão com música muito boa e ambiente bem legal, mas é caro.

A noite por aqui deve ser muito animada porque vimos a movimentação dos casinos e bares se iniciando quando fomos embora, por volta de 19-20h.

Vale o passeio porque o ônibus cruza diferentes bairros da cidade e você consegue ir percebendo os contrastes tão típicos das grandes cidades latinas. Pegamos ônibus colorido de volta para o centro na Av. España e descemos próximo ao Panteão na Plaza de La Democracia para curtir o resto da noite regada à boa animação, desconcentração e baixo custo do centro hehe

Paseo Carmelitas – Zona nobre de Assunção – Paraguay

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Por falta de tempo não visitamos algumas atrações do centro (outras casas bicentenárias dedicadas às artes; Museu Nacional de Belas Artes; Museu Judio do Paraguay; Parroquia Santuario María Auxiliadora; Centro Cultural de España Juan de Salazar; Mercado Municipal Nro. 1; Museo Etnográfico Andrés Barbero; Centro Cultural Manzana de la Rivera e muitos outros) por isso gostaria de ter ficado mais um dia.

CONTINUA...

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Acompanhando o relato, em janeiro fui até o norte da Argentina e resolvi ir pelo Paraguay. Também gostei muito, a viagem de Cidade de Leste a Assunção foi tranquila e fomos sempre bem recebidos nos lugares. 

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    • Por Taynã Tagliati
      Olá! 
      Alguém poderia me informar se existem ônibus de Santa Cruz para Jujuy ou Salta direto?
      Não encontrei nenhuma informação sobre isso na internet, só vi trajetos até La Quiaca/Villazon ou Yacuiba, e mesmo esses trajetos não estão muito claros. Aparentemente há pouco transporte entre a Bolívia e Argentina. Se alguém souber de qualquer informação relacionada ajudaria bastante.
       
      Obrigada!
    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
      Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira:
       
      BUENOS AIRES: 3-5 dias
      BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm)
      EL BOLSON: 4 dias
      EL CALAFATE: 3 dias
      EL CHALTEN: 5 dias
      PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias
      USHUAIA: 5-7 dias.
       
      *Outras duvidas:
      1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá.
      2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre??
      3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia?
      4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice?
      5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy??
      6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...
       
      Desde já muito obrigado galera
    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
      Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira:
       
      BUENOS AIRES: 3-5 dias
      BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm)
      EL BOLSON: 4 dias
      EL CALAFATE: 3 dias
      EL CHALTEN: 5 dias
      PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias
      USHUAIA: 5-7 dias.
       
      *Outras duvidas:
      1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá.
      2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre??
      3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia?
      4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice?
      5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy??
      6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...
       
      Desde já muito obrigado galera
    • Por Esau Pereira
      Vou estar partindo de Fortaleza- Ce, dia 9 de Junho com destino Montevidéu/Punta/Sacramento/B. Aires. Volta dia 20( depende). Alguém passando por lá esse período?! 
    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. 
      Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. 
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Então vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km.
      Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento.
      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. 
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      Câmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 triângulos de segurança;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile não fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formulário no computador.
      Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile.
      Não tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido".

      Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      Não tem custo.
      *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.


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