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Cataratas (Foz, Puerto Iguazu e Cidade do Leste) + Assunção, uma deliciosa surpresa + As surreais Missões Jesuíticas (Paraguai e Argentina): 12 Dias com custos


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Farei um relato dividido entre as 3 etapas da viagem: 1. cataratas e as cidades da tríplice fronteira (Foz, Puerto Iguazu e Ciudad del Este); 2. Assunção, capital do Paraguai; e 3. Missões Jesuíticas do Paraguai e Argentina.

Informações e Custos:

  • DATA DA VIAGEM: FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO de 2017 (08 a 19/11/2017)
  • Transporte: ônibus e Carro alugado (Kia Picanto, 1.0)
  • Grupo: 5 Mulheres
  • Passagem aérea Recife/Foz: R$ 415,00
  • Aluguel do carro em Cidade do Leste, 8 diárias: 300 dólares com entrega em casa, 2.000 km disponíveis, seguro e Carta Verde Internacional ou R$ 975 total (R$ 195/Pessoa); Vip Rent Car Paraguay, Contato: John (+595 974 19 7485)
  • Gasolina e Pedágios no Paraguai: 600.000 Guaranis ou R$ 428 (R$ 86/Pessoa)
  • Hospedagem em Foz do Iguaçu: casa de amigos, grátis
  • Hospedagem em Assunção (Paraguai): Albergue Panambi, 2 quartos sem café, 3 diárias por 123 dólares total ou R$ 402 (~ R$ 26/pessoa/dia)
  • Hospedagens em Encarnação (Paraguai): Hostel Dona Manuela, 1 quarto coletivo, 1 diária por 300.000 guaranis total ou R$ 176 (R$ 35/pessoa); e Casa de uma moradora local, 1 diária por 250.000 guaranis ou R$ 147 (R$ 30/pessoa)
  • Ingresso Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 39,00 (conseguimos grátis porque uma amiga trabalha na área)
  • Estacionamento Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 22 (R$ 4,40/pessoa)
  • Ingresso Marco das Três Fronteiras (Brasil): R$ 18
  • Ingresso Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 480 pesos, R$ 89/pessoa
  • Estacionamento Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 100 pesos, R$ 19 (R$ 3,70/pessoa)
  • Ingresso único Missões Jesuíticas do Paraguai: 25.000 Guaranis, R$ 15/pessoa
  • Ingresso único Missões Jesuíticas da Argentina: 170 pesos, R$ 32/pessoa
  • Ingresso Circuito Especial de Itaipu: R$ 78/pessoa
  • Câmbio Real x Dólar = 3,25 x 1,00
  • Câmbio Real x Peso Argentino = 5,40 x 1,00
  • Câmbio Real x Guarani Paraguaio: 1.400x1,00 (Foz) e 1.700x1,00 (Assunção) 

Sobre as Cataratas: visite os dois lados dos parques nacionais (2/3 das Cataratas ficam na Argentina e 1/3 no Brasil). Do lado argentino você fica “sobre” e “dentro” das quedas d’água. Do lado brasileiro você fica de “frente”. É super interessante ir aos dois e analisar as perspectivas e sensações que cada ângulo de vista proporciona.

Adicionamos à nossa viagem uma imersão pelo Paraguai, saindo de Cidade do Leste rumo a capital, Assunção, depois em direção ao extremo sul do país (Encarnação) na divisa com a cidade argentina de Posadas.

Achamos o Paraguai um país incrível, muito melhor do que se pinta. Aquilo que se vê nas primeiras ruas de Cidade do Leste, uma espécie de Rua 25 de Março, não representa em nada a realidade do país. Boa parte das pessoas que dizem conhecer o Paraguai só conhece esse pedaço e por isso tem opiniões negativas.

O país surpreende com estrutura de estradas razoáveis (variando de ótimas a não tão boas). Lembra muito viajar pelo brasil central (Goiás, Tocantins, Mato Grosso) com extensas planícies agrícolas, plantações a perder de vista, silos, montanhas ao longo na paisagem e cidades pequeninas entre os grandes eixos urbanos.

O povo é muito simples, gentil e hospitaleiro. Sempre disposto a ajudar, explicar pausadamente para se fazer entender. Muito conscientes sobre sua origem indígena e de seus problemas políticos e sociais atuais. Dê uma chance ao Paraguay e se surpreenderá. O país é muito mais do que compras de quinquilharia.

E para completar com a cereja do bolo, visitamos 6 sítios arqueológicos que compõem o complexo das Missões (ou Reduções ou Ruínas) Jesuíticas, sendo 3 no sul do Paraguai e 3 na província argentina de Misiones.

São vestígios de civilizações inteiras que chegaram a ter mais de 4 mil indígenas guaranis sob a dominação de alguns poucos evangelizadores jesuítas. Um pedaço único da história mundial que foi lindamente restaurado e tombado pela Unesco como patrimônios da humanidade. É imperdível.

Antes de visitá-las recomendo assistir ao filme “A Missão” com o Jeremy Irons para ter uma noção da grandiosidade, importância e impacto das missões jesuíticas em toda a vida indígena dos povos Guarani e a guerra com os Bandeirantes. Disponível no youtube.

O nosso percurso foi o seguinte:

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CONTINUA...

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PARTE 1 – CATARATAS E TRÍPLICE FRONTEIRA BRASIL, ARGENTINA E PARAGUAY

DIA 1 – CHEGADA, CÂMBIO E COMPRAS

Chegamos em Foz 10:30h. Ganhamos carona do aeroporto até a casa, situada no bairro Jardim Florença, muito fora de mão para quem estiver sem carro, mas próximo à Unila e Itaipu.

Recomendo a hospedagem na região do centro, próxima ao terminal de ônibus porque a cidade é toda conectada e bem-servida de ônibus, incluindo ônibus para as cidades de Puerto Iguazu na Argentina e Cidade do Leste no Paraguai.

Fizemos compras de comida e cambiamos todo o peso argentino e uma parte do guarani na Scapinni Câmbio dentro do Supermercado Big, rua David Muffato, 103. 

DIA 2 – CATARATAS LADO ARGENTINO + PUERTO IGUAZU + MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS NA ARGENTINA

Dicas para conhecer as Cataratas do lado argentino: Sair cedo de Foz; Levar lanches e água porque lá é caro; visitar a Garganta do Diabo por último, de manhã fica muito cheio de gente e a tarde vazio; fazer as trilhas do Circuito Inferior e do Circuito Superior; um dia inteiro é suficiente para tudo.

O John, da Vip Rent Car nos entregou o carro em casa cedo. O pagamento foi feito integralmente em real (considerando a cotação do dólar no dia) na hora da entrega.

Optamos por alugar carro no Paraguai porque a maior parte da nossa viagem seria por lá. Analisamos a relação custo x benefício, fizemos contas e verifiquei vários relatos aqui sobre o tal Seguro Carta Verde que já estaria incluído na locação.

Saímos por volta de 9h. Do centro de Foz até o posto fronteiriço da Argentina são ~ 12km. Não tinha fila. Apresentamos e carimbamos passaportes, os documentos do carro, o Seguro Carta Verde e fomos autorizadas a entrar (o Seguro Carta Verde funcionou tranquilamente na fronteira Foz-Puerto Iguazu).

Da fronteira seguimos por ~ 30km pela RN101 e chegamos ao Parque Nacional del Iguazu. O estacionamento é bem demarcado e a portaria está logo em frente.

O Parque possui infraestrutura e limpeza impecável, atendimento em diversos idiomas e turistas de todas as partes do mundo. Dentro tem o Trem Ecológico da Selva para circulação dos turistas entre as diversas áreas do parque.

O trem faz 3 conexões: Estação Central (situada logo na entrada), Estação Cataratas (intermediária de onde saem diversas atrações e trilhas) e Estação Garganta do Diabo (ponto final). A circulação pelo trem ao longo do dia é livre com o ingresso. Não tem como fazer a viagem da estação central até a garganta direto. É obrigatório descer na estação cataratas e fazer a troca. Pelo que percebi isso é para controlar o fluxo de turistas na Garganta.

Como não sabíamos a distância entre a estação Central e a Cataratas esperamos o trem por ~ 15 minutos na recepção. Mas depois vimos que a distância era ridícula e não havia necessidade de esperar; para poupar tempo indico ir caminhando da portaria até a Estação Cataratas e dali pegar o trem para a Estação Garganta do Diabo.

Na Estação Cataratas havia uma MULTIDÃO de pessoas e entrega de senhas. Estava bem sinalizado e organizado, apesar da quantidade (desanimadora) de gente. Pegamos senha e só conseguimos sair dali rumo à Estação Garganta do Diabo depois de mais de 1h.

Mapa – Circuitos e Trilhas – Parque Nacional del Iguazu (Cataratas lado Argentino)

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Cataratas Lado Argentino – Estação Cataratas à espera do trem

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Cataratas Lado Argentino – Trem Ecológico da Selva

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 Nosso objetivo era a sequência: Garganta do Diabo, Circuito Inferior e Circuito Superior.

Descemos na Estação Garganta ~ 11:30h com sol a pino e calor. Lá tem infraestrutura de banheiros, lanchonete e a trilha suspensa de ~ 1,2km, nível fácil, sobre vários braços e canais do Rio Iguaçu até a Garganta do Diabo, a principal queda de água das Cataratas.

A trilha é belíssima e acessível para pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos. Chegar em cima da Garganta é de tirar o fôlego. É uma força da natureza, impactante.

Nesse horário estava muito cheio de gente. É respirar fundo e seguir o fluxo que todo mundo consegue ver o espetáculo calmamente.

A nuvem de água e respingo por todo lado ajuda a refrescar e é uma delícia. É só ficar lá contemplando sem pressa porque a nuvem dispersa e se forma com muita rapidez. Vimos arco-íris e revoada de pássaros.

 Cataratas Lado Argentino – Trilha suspensa para Garganta do Diabo

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Cataratas Lado Argentino – Trilha suspensa – portal de entrada p/ Garganta do Diabo

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Cataratas Lado Argentino – Garganta do Diabo por cima

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Retornamos pela trilha suspensa e pegamos o trem de volta até a Estação Cataratas; 500m da estação fica o farol a partir do qual saem as trilhas do Circuito Inferior (1,4km, fácil, s/ acessibilidade) e as trilhas do Circuito Superior (1,7km, fácil, c/ acessibilidade).

Seguimos para o circuito inferior que adentra a parte baixa do enorme paredão e floresta tropical; são escadarias e mirantes que oferecem vistas de frente, lateral e bem próximas dos diversos saltos que formam o conjunto das Cataratas. Em alguns lugares dá para literalmente tomar banho devido à proximidade. Aqui dá para sentir como se estivéssemos dentro das cataratas. Para mim, foi a melhor parte, considerando todos os circuitos, tanto do lado argentino como no Brasil.

A partir do circuito inferior saem os botes que vão até próximo da garganta do diabo e/ou até a Ilha de São Martin. Uma das meninas fez o passeio do bote até a garganta e disse que vale muito a pena, mas é caro (não sei o preço).

Outra dica é fazer tudo com bastante calma porque todos os mirantes e plataformas lotam de gente e esvaziam com muita rapidez. Se você esperar a multidão desaparece em 5 minutos. Chega a ser engraçado. A estrutura montada no parque é muito grande, o que acaba contribuindo para a dispersão das pessoas.

Cataratas Lado Argentino: Farol – Saída para as trilhas do Circuito Inferior e Superior

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Alvar Nuñez (Homenagem ao “Descobridor” das cataratas, primeiro conquistador espanhol a descrevê-la)

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – vista da Ilha de San Martin e saída dos botes

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Lanusse

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Bosseti – Mais próxima da água – Hora do banho

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O Circuito Superior tem 1,7km, muito fácil; é formado por um conjunto de plataformas e mirantes que vão por cima dos braços do rio e das diversas quedas d’água. A partir dele vê-se o fundo da Ilha de São Martin.

Igualmente belíssimo e sem sobe-desce de escadas, possui acessibilidade todo o percurso.

Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Plataformas sobre a água

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Mirador do Salto São Martin

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Mirador do Salto São Martin

Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Vista do Circuito Inferior

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Sequência de quedas d’água

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Finalizado o Circuito Superior, retornamos caminhando até a Estação Cataratas e pegamos o trem até a Estação Garganta do Diabo e fizemos novamente a trilha suspensa até a Garganta do Diabo.

Vimos novamente a Garganta sem praticamente ninguém. A fumaça estava mais consistente e a passarada mais animada. UM ESPETÁCULO. Com direito a lanchinho na sombra da trilha suspensa.

 Cataratas Lado Argentino: Trilha para Garganta do Diabo sem ninguém à tarde

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Cataratas Lado Argentino: Trilha para Garganta do Diabo – Visitinha

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Conclusão do passeio: os argentinos dão um show de organização e administração de suas Unidades de Conservação. A infraestrutura e cuidado é impecável.

Retornamos até a estação, pegamos o trem até a entrada do parque e seguimos até o marco de 3 fronteiras da cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. É uma pracinha aberta, com uma fonte, monumento com as bandeiras dos três países, feirinha, vista linda do entardecer no encontro do rio Iguaçu com o rio Paraná e vista das cidades de Presidente Franco (Paraguai) e de Foz do Iguaçu (Brasil). Dali seguimos para um lanche e uma cerva nas ruas do comércio de Puerto Iguazu e dali de volta para casa em Foz.

DIA 3 – CIDADO DO LESTE + MARCO DAS FRONTEIRAS NO BRASIL

Saímos de manhã rumo a Cidade do Leste para visitar as lojas do comércio popular da Cidade do Leste. Para quem tem paciência e gosta deste tipo de passeio, é aproveitável. Eu particularmente não gosto. Não achei barato, mas também não procurei muita coisa. Consegui comprar um vinho e um kit de garfo e faca para camping, apenas.

Deixamos o carro estacionado na primeira rua à esquerda após o posto fronteiriço. Caminhamos pela confusão das diversas ruas do comércio e fomos adentrando pela cidade que vai ficando legal à medida que você vai se afastando do comércio. É uma cidade interessante, depois de ~2 km de caminhada. Tem parque, lago e bons restaurantes.

Almoçamos tranquilamente no delicioso Gugu’s Cocina China, caminhamos de volta até o carro e retornamos à Foz do Iguaçu para o Marco das 3 Fronteiras, por volta de 16h.

Duas das amigas pagaram e entraram na estrutura fechada do Marco das 3 Fronteiras, uma construção que homenageia as Missões Jesuíticas nas margens do encontro do rio Iguaçu com o rio Paraná com vista das cidades de Presidente Franco (Paraguai) e de Puerto Iguazu (Argentina). Dentro tem museu, fotografias, uma fonte, placas e acontece apresentações de música e dança típica da região. Eu e mais duas amigas ficamos de fora, sobre um platô alto próximo ao estacionamento e apreciamos o belíssimo pôr-do-sol no rio. 

Marco das 3 Fronteiras Brasileiro

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Marco das 3 Fronteiras Brasileiro

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DIA 4 – TEMPLO BUDISTA + CATARATAS LADO BRASILEIRO

O templo Budista estava situado a pouco mais de 2km da nossa casa. Fica afastado do centro da cidade mas têm ônibus que passam na porta. Fomos de carro.

Compreende um enorme jardim, um templo e têm mais de 120 estátuas de diversos tamanhos e 1 estátua do Buda com 7m. É um local silencioso, de muito respeito às pessoas que manifestam sua religiosidade e ótimo para passar umas 2h entre caminhada, relaxamento e silêncio. 

Templo Budista Chen Tien - Foz do Iguaçu

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Templo Budista Chen Tien - Foz do Iguaçu

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Do templo seguimos por ~25km até o Parque Nacional do Iguaçu. Na portaria, após pegar os ingressos, pega-se um ônibus panorâmico que desce por ~10km por uma estrada asfaltada no interior do parque, com exuberante mata atlântica preservada. O ônibus para em um acesso para a trilha de ~1km ou direto na descida para o ponto principal, onde fica um elevador para vista panorâmica.

Infelizmente, tivemos o azar de ir no #CataratasDay, um evento em que a Itaipu abre o parque para milhares de pessoas como forma de compensação social do empreendimento (o que é maravilhoso que façam; não é mais do que a obrigação; mas azar o nosso porque o evento era totalmente desorganizado sem nenhum respeito à capacidade de suporte da trilha).

A trilha é super fácil, em tablados de madeira. Mas não tinham monitores organizando a multidão e tudo estava uma enorme desordem, sujeira, pessoas dando comida aos quatis, criança saindo da trilha e quase caindo na água, uma mulher dando pauladas num quati, empurra-empurra. Em vários momentos me senti descendo as ladeiras de Olinda no carnaval..rsrs. Se o parque não tem estrutura para organizar um evento deste porte, não deveria fazê-lo. É uma falta de respeito com os visitantes e com a natureza.

Descemos no acesso da trilha de 1km e seguimos vendo as cataratas de frente. A paisagem é belíssima. Daqui vemos os diversos saltos e a Ilha de São Martín dos quais estivemos bem próximos ao visitar o parque do lado argentino. 

Cataratas Lado Brasileiro: Início da trilha, vista de frente dos saltos e Ilha São Martín

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Cataratas Lado Brasileiro: lotado no “CataratasDay”, sem respeito a capacidade de suporte da trilha

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Ao fim da trilha começa a parte suspensa sobre braços do rio onde se chega bem próximo das quedas d’água. Aqui o banho é certo e refrescante. Aqui também fica o elevador para a parte alta da estrutura de apoio onde se tem uma vista panorâmica da região.

Cataratas Lado Brasileiro: trilha suspensa

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Cataratas Lado Brasileiro: vista panorâmica do elevador, final da trilha

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Cataratas Lado Brasileiro: força bruta da água

 Fizemos um piquenique num gramado próximo ao fim da trilha com os lanches que levamos. Dentro do parque tudo é caro.

Regressamos no ônibus panorâmico à portaria e de lá de volta para Foz do Iguaçu para nos preparar para a estrada dia seguinte.

Sugiro para quem puder, fazer o passeio do Parque das Aves no mesmo dia das Cataratas do lado brasileiro. Ele fica bem em frente à portaria, mas como o ingresso custava acho que R$ 50 optamos por não ir.

CONTINUA...

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DIA 8 – VIAGEM ASSUNÇÃO–ENCARNAÇÃO + MISSÃO JESUÍTICA PARAGUAIA DE SAN COSME Y DAMIAN

Saímos de Assunção ~ 9h e seguimos pela Rodovia nº 1 sentido sul, rumo à Encarnação. Depois de ~300km pegamos o acesso à esquerda para o povoado de San Cosme y San Damián por mais ~ 30km. Todo o percurso é asfaltado e tem alguns pedágios. Alguns trechos não estavam bons e outros eram melhores, mas nenhum era duplicado, exceto na região metropolitana de Assunção.

Chegamos ao povoado de San Cosme y San Damián ~15h. O povoado é bem arrumadinho e o percurso até lá, a partir da rodovia é bem verde, com mata alta e de longe, em alguns pontos, avista-se pequenos pedaços do grande Rio Paraná.

Tomamos um sorvete próximo da portaria e compramos o ingresso válido para as 3 missões restauradas (San Cosme y San Damián, Santissima Trinidad e Jesus de Tavarangüe). No entorno tem sorveteria, lanchonete, restaurante e hospedagens.

A Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián foi fundada em 1632 pelo padre italiano Adriano Formoso. A missão está literalmente misturada ao vilarejo, com algumas estruturas antigas ainda ocupadas. Também faz parte do conjunto preservado da Missão, o maravilhoso Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez, inaugurado em 2010.

Suárez foi um missionário jesuíta e astrônomo da Companhia de Jesus conhecido como o primeiro astrônomo no hemisfério sul da história.

Com estrutura improvisada e montada por ele próprio, Suárez montou seu observatório em plena selva gerando trabalhos como mapas celestes e o livro Lunario de um Siglo no ano de 1720, onde fixava as fases da lua e os eclipses solares e lunares para cem anos (de 1740 a 1841).

Seus cálculos e medições permitiram elaborar tábuas com posição exata das trinta missões jesuíticas do Paraguai e formar o primeiro mapa da região. Todo o acervo e desdobramentos deste trabalho estão disponíveis para visitação guiada de excelente qualidade.

 Livro Lunario de um Siglo – Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Telescópio – Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Após a visita guiada ao centro astronômico, seguimos com outro guia para conhecimento e detalhamento das ruínas e estruturas restauradas da Missão Jesuítica.

É tudo de uma organização impressionante.

Bibliosueños – Casa Restaurada na Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Parte do Conjunto arquitetônico restaurado – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Interior da igreja – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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 Uma peculiaridade desta missão é que ela ainda é utilizada pela comunidade religiosa local. A igreja está ativa, salas de apoio e de ensino catequético para crianças também funcionam na estrutura. Junto a isso, tem-se salas inteiros com material antigo sendo restaurado e outros se deteriorando.

Pelo que percebi, é a missão menos visitada das que restaram no Paraguai, devido à localização mais isolada e por ainda estar em processo não finalizado para se tornar Patrimônio da Humanidade.

 Material original das ruínas – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Retornamos 30km pela estrada local até a Rota 1 e por mais ~60km até a cidade de Encarnação. Reservamos na Posada Doña Manuela, próxima a Playa San José, às margens do Rio Paraná. Não recomendo sob hipótese alguma ficar nessa pousada/hostel. Apesar de bem localizada estava imunda, toalhas sujas, banheiro vazando água e ar condicionado fedido. Sem café e sem internet. E pra completar, cheia de percevejos.

Tínhamos reservado 2 noites e fizemos o pagamento inteiro antes de ver os quartos. Como já era tarde não tinha muito o que fazer. Dormimos nela, mas saímos logo cedo, todo mundo se coçando e sem ter dormido direito.

Depois de acomodar as malas no cafofo/pousada por volta de 21h, descemos para a orla da Playa San José. É super arrumada, com calçadão, bons restaurantes (não baratos), equipamentos de lazer e várias pessoas praticando esportes ou se divertindo nos bares e restaurantes.

Ao conversar com locais entendi que boa parte do país e vizinhos argentinos e brasileiros descem pra cá no réveillon, no carnaval, feriados e veraneio, tornando a cidade atípica e cara (alimentação e hospedagem) em relação à média paraguaia.

Jantamos pizzas e cervejas no Lemon Beach e retornamos para o cafofo. Segui para uma pizzaria próxima para pegar wi-fi e expliquei a situação para a proprietária que já não estava na pousada. Ela retornou logo cedo e nos devolveu o dinheiro da segunda diária sem reclamar.

Orla da Playa San José - Encarnação – Paraguay

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DIA 9 – MISSÕES JESUÍTICAS ARGENTINAS: SAN IGNACIO MINI, NUESTRA SEÑORA DE LORETO E SANTA ANA

Antes de iniciar o dia vale destacar que a Argentina possui 4 missões jesuíticas tombadas pela Unesco como patrimônio da humanidade: San Ignacio Miní, Nuestra Señora de Loreto, Santa Ana e Santa María La Mayor. As três primeiras são de fácil acesso ao longo da Rodovia RN12 que liga Posadas a Foz do Iguaçu. Já a missão de Santa María La Mayor é a única mais afastada, próxima da fronteira com o Rio Grande do Sul, há 120km de Posadas, por isso não a visitamos.

Esse foi o grande dia dos contratempos da viagem que hoje rimos mas no dia foi só desespero.

Saímos bem cedo da Posada Doña Manuela sem rumo para tomar café. Visitamos a Catedral de Encarnación, muito bonita por sinal, e vimos que os hotéis do entorno eram todos muito caros. Os hostels de preço razoável eram iguais ou piores que o Doña Manuela (ressalto que não tenho frescura alguma, mas dormir entre percevejos não dá).

 Catedral de Encarnación – Encarnação – Paraguay

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 Por sorte a moça que nos atendeu na lanchonete onde tomamos café, super simpática, nos informou que sua avó alugava a casa para turistas, num bairro afastado, pelo preço do Doña Manuela. Ela nos passou a localização e seguimos para lá. É uma prática comum os moradores alugarem suas casas já que a rede hoteleira da cidade não consegue comportar os turistas que lotam a cidade.

A casa era bem antiga, mas ok. Deixamos as coisas lá e seguimos para o propósito do dia:  visitar as três missões jesuíticas da Argentina já por volta de 10h.

A ponte que liga as cidades de Encarnação/PY e Posadas/AR estava super engarrafada e só chegamos na imigração argentina quase 12:00h depois de muito para/arranca. Além disso o tempo não contribuiu e amanheceu chovendo muito.

É uma fronteira bastante confusa onde a polícia argentina controla rigorosamente a entrada de carros e pessoas vindos do Paraguay.

Ponte sobre o Rio Paraná – Fronteira Encarnação/Paraguay – Posadas/Argentina

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Detalhe da bandeira na Imigração argentina – Fronteira Encarnação/Paraguay – Posadas/Argentina

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Carimbamos os passaportes de saída do Paraguay e seguimos para a imigração argentina, onde carimbamos os passaportes para entrada no país. Porém, o agente da imigração não aceitou a documentação do carro e não nos autorizou a entrar com ele (nós, enquanto cidadãs do Mercosul, poderíamos entrar, mas o carro não).

Após longa tentativa de conversa, onde explicamos que foi permitida a entrada na fronteira Foz/Puerto Iguazu, eles continuaram a negativa e nos mandaram retornar ou estacionar no fundo do posto da imigração e pegar um ônibus ou ir a pé até o centro tentar autorização com o chefe superior. Optamos por estacionar no fundo e ver o que fazer. Não chegamos até aqui para desistir e a documentação estava correta conforme conferi no site deles.

Quando fomos estacionar percebemos que todo aquele controle era ilegal e que não haveria forma de reverter a situação; só tínhamos aquele resto de dia para conhecer as missões e não íamos desistir. Assim sendo, aproveitamos que caía uma chuva torrencial e seguimos viagem Argentina adentro.

Fomos por ~ 60km na RN 12, com parada para almoço e por causa da chuva, até o sitio arqueológico mais distante que era a Missão Jesuítica de San Ignacio Mini, no povoado de San Ignacio. Chegamos lá já umas 14:30h. Adquirimos o bilhete único para visitação de todas as missões argentinas.

Cada missão tem sua peculiaridade e forma diferente de restauração. San Ignacio Mini é a missão jesuítica mais famosa e mais visitada de todas, de fácil acesso pela rodovia. Tão imponente que à primeira vista é de cair o queixo. Patrimônio da Humanidade, foi fundada em território brasileiro pelos jesuítas em 1610 e depois de disputas com os bandeirantes foi refundada na atual localização em 1630. As primeiras expedições de descoberta e estudo de suas ruínas datam de 1903, mas a sua restauração só começou na década de 40.

Construída com o estilo denominado “barroco guarani”, foi restaurada ao nível de detalhe e tombada como patrimônio em 1984 pela Unesco. O complexo que conta com as missões e com um fabuloso museu é impecável. Possui visita guiada de altíssima qualidade incluída no bilhete que dura umas ~2h e espetáculo noturno de sons e luzes que não assistimos. A chuva forte deu trégua, mas fizemos parte da visita sob chuviscos.

Destaque para a exuberante floresta ombrófila da região. As fotos não captam a grandiosidade desse lugar incrível. E uma surpresa desagradável na saída foi ver indígenas guaranis em situação de mendicância, desagregados de seus territórios e costumes desde a evangelização das missões por um lado e da caça e escravização promovida pelos bandeirantes de outro lado. Situação lamentável.

Visita Guiada – Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina

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Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina

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Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina (detalhe aqui de uma das colunas mantida como quando foram descobertas, cobertas pela floresta densa e as demais recuperadas)

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Museu da Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina

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Saímos correndo de San Ignacio Mini e retornamos pela RN 12, sentido Posadas, por ~10km até o acesso e por mais ~2,5km até as Ruínas Jesuíticas de Nuestra Señora de Loreto. Cuidado para não perder a entrada porque as placas são ruins.

Nessa missão a recuperação foi feita de uma forma diferente. Mantiveram a forma estrutural que ela foi encontrada em meio à floresta, construíram acessos entre as ruínas e fazem controle da vegetação. Não houve reconstrução, apenas limpeza. Ela está em sua forma original (ruína) e também conta com museu. É muito interessante; diferente. A floresta é exuberante.

A missão de Nuestra Señora de Loreto foi fundada em 1610 pelos jesuítas no Norte do Paraná de onde foram expulsos pelos bandeirantes em 1629 e foi recriada no início da década de 1630 na Argentina na atual localização.

Foi um dos povoados jesuíticos mais importantes pela sua grande produção de erva-mate e por contar com a primeira imprensa da américa e uma importante biblioteca. Depois da expulsão dos jesuítas sucederam-se saques e incêndios, o que provocou a migração dos seus habitantes. Foi declarada Patrimônio Mundial em 1983.

Para visitação também possui acesso fácil desde a Rodovia, bilhete único com as demais missões e visita guiada de excelente qualidade.

Acesso – Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina

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Visita Guiada – Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina

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Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina

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Não conseguimos fazer mais do que 30 minutos da visita guiada por causa da chuva torrencial e trovoadas que caiu. O sítio arqueológico é gigante e a visita é longa. Merece pelo menos um turno de dedicação (uma manhã ou uma tarde).

Com muito pesar por não conseguir ver pelo menos o principal, retornamos pela Rodovia RN12 sentido Posadas por ~10km e por mais ~1km até o portão de acesso da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana. Também tem que ter cuidado para não perder o acesso porque as placas são ruins (nem lembro se tem placa).

A Missão Santa Ana foi reconstruída em partes e uma outra parte foi mantida como a original, em ruínas. A especificidade dela é que várias pessoas chegaram a viver em suas construções e ruínas pós expulsão dos jesuítas, formando uma vila/povoado até próximo de 1920, misturando-se vestígios antigos com recentes e um cemitério.

A primeira fundação do povoado jesuítico guarani de Santa Ana data de 1633 em território brasileiro. Também foram expulsos pelos bandeirantes e se fixaram novamente e em definitivo no atual território em 1660. Conserva um dos mais volumosos vestígios arquitetônicos e foi tombada como patrimônio da humanidade em 1984.

A chuva torrencial parou, mas continuou chovendo e trovejando. Conseguimos visitar a parte central em ~1h, mas sem o guia que não quis nos acompanhar na chuva.

 Mapa da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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Ruínas da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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Entrada do Museu da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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Jazigo do Cemitério Recente – Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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A chuva forte recomeçou e seguimos de volta a Posadas já mais de 18:30, por ~45km. Rodamos pela orla da cidade, centro histórico e paramos no Café Martínez que era bem caro, mas o único café aberto. Gastamos o resto dos pesos com lanche, chocolates e café. Demos tempo até umas 22h para que a equipe da fronteira fosse trocada e seguimos de volta para Encarnação.

Carimbamos saída da Argentina sem nenhum problema, apesar de ter sido barradas de manhã, e novamente demos entrada no Paraguai, sem nenhum problema. Chegamos tarde e molhadas em casa.

DIA 10 – MISSÕES JESUÍTICAS PARAGUAIAS: LA SANTISSIMA TRINIDAD DE PARANÁ E JESÚS DE TAVARANGUE + VIAGEM ENCARNAÇÃO-FOZ

Dia que pegamos a estrada de Encarnação rumo a Foz do Iguaçu, por dentro do Paraguai para conhecer suas duas missões tombadas pela Unesco: La Santíssima Trinidad de Paraná, quase nas margens da rodovia que liga Encarnação a Cidade do Leste; e Jesús de Tauvarangue, um pouco mais afastada.

Seguimos pela Rodovia 6 por ~35km de Encarnação até a cidadezinha de Trinidad e entrando uns 600m pela cidade está o portão de acesso da mais preservada missão jesuítica do Paraguai, La Santíssima Trinidad de Paraná.

O bilhete adquirido dois dias antes na Missão de San Cosme y San Damián dá acesso às duas missões que visitamos hoje.

A Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná foi a última construída pelos jesuítas no Paraguai, fundada em 1706. É patrimônio mundial da Unesco desde 1993.

É a mais visitada de todas as missões e mais preservada, com acervo melhor restaurado. Conta com uma imponente praça, uma igreja maior, colégio, oficinas, casas de índios, cemitério, horta, uma torre singular e museu. Chegou a ter mais de 3 mil indígenas vivendo nela.

Pegamos um belo dia de sol rachando e fizemos a excelente visita guiada logo cedo.

 Arquitetura em Arcos Preservada – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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Púlpito Preservado – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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Torre – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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Detalhes, porta e paredes preservados – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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A visita guiada mais um cafezinho durou ~2:00. Dali seguimos por ~12km a partir da Rota 6, em estrada local pavimentada até a Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue.

Esta missão foi fundada em 1685 pelo Padre Jesuíta Jerônimo Delfín às margens do Rio Monday. Em 1748 o jesuíta se muda para o povoado atual de Jesús e em 1748 inicia a construção da atual missão, cuja obra foi interrompida devido à expulsão dos jesuítas pela coroa em 1768. Portanto, ainda tem partes inacabadas.

É a mais representativa de todas as missões jesuíticas por ser a única que leva claramente o nome da Companhia de Jesus.

Apresenta atualmente uma igreja restaurada, oficinas e casas de Guaranis, também em restauração. A arquitetura desta missão era completamente diferente das outras. Em estilo mourisco, único em todas as reduções, as três portas de acesso ao templo são excepcionalmente belas. O teto não seria de madeira ou de pedra como em outras, e sim de estilo misto com muros de apoio e grandes pilares centrais.

Por não ter teto (a igreja não chegou a ser acabada devido à expulsão dos jesuítas), Jesús de Tavarangue escapou ilesa aos saqueadores, pois não possuía ouro ou imagens valiosas no altar.

O esquema de visitação é o mesmo das outras: bilhete unificado, visita guiada de excelente qualidade inclusa e museu. Ao redor, lojinhas e café.

 Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Excelente Visita Guiada – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Assinando o caderno do museu (brincadeira sobre o dia anterior) – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Entrada – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Retornamos por ~12km até a Rota 6 e almoçamos num restaurante na beira da rodovia na cidade de Trinidad.

A tarde voltou a chover torrencialmente e seguimos viagem por 245km até Cidade do Leste e de lá para Foz do Iguaçu. Tem pedágios no caminho e a rodovia está em condição boa a razoável. Há uns 60km de CDE começa fluxo intenso de caminhões e carretas.

 DIA 11 – CIDADE DO LESTE + ITAIPU + CENTRO DE FOZ

Devolvemos o carro de manhã em Cidade do Leste, atravessamos a Ponte da Amizade a pé e de volta a Foz do Iguaçu seguimos rumo a Itaipu para fazer o passeio Circuito Especial na parte da tarde.

Compramos os ingressos antecipado pela internet a R$ 68. É muito legal porque faz visita guiada por dentro da Usina de Itaipu Binacional, pelos maquinários, sobre a construção, como funciona, etc. Além disso, o ônibus passa por cima da barragem e para em dois mirantes. Recomendo muito esse passeio.

Levar lanche ou almoçar antes porque as lojinhas e lanchonetes são muito caras. Levar um casaquinho por causa do ar condicionado.

Travessia a pé – Ponte da Amizade – Brasil/Paraguai: Nascemos de muitas mães mas aqui só tem irmãos

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Circuito Especial – Usina Itaipu Binacional

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Circuito Especial – “Cérebro” da Usina Itaipu Binacional

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Circuito Especial – Mirante da Usina Itaipu Binacional

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Circuito Especial – Vista de cima da Barragem da Usina Itaipu Binacional

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Ao fim do passeio, pegamos ônibus para o centro e fomos aproveitar os barzinhos e conhecer a zona central da cidade. Gostei bastante. É uma opção para hospedagem, com vários hotéis, o terminal de ônibus urbanos, bares e restaurante.

DIA 12 – RETORNO

O voo de regresso para Recife saía mais ou menos na hora do almoço. Saímos cedo de casa, pegamos dois ônibus até o aeroporto e chegamos com quase 2h de antecedência porque os ônibus foram rápido. Porém, tivemos a infeliz surpresa de encontrar uma confusão generalizada e fila saindo na rua.

A alfândega do aeroporto tem apenas uma esteira e um raio-x e resolveu trabalhar neste dia. A Gol e Avianca passando vários grupos para dentro e a Tam, que era nosso voo, não. Quase perdemos o voo, fomos o último grupo a embarcar.

Sugiro para todos que forem embarcar, para não passarem pelo mesmo, cheguem com pelo menos 2:30 a 3h de antecedência porque o aeroporto é uma verdadeira zona.

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    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por Matheus Verdan
      O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel.
      Algumas informações e duvidas de muitas pessoas como:
      - Posso viajar com o automóvel financiado?
      - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina?
      - É exigido alguma vacina para entrar na Argentina?
      As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo.
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      Direção Nacional de Imigração:
      Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires
      Código postal: C1104ACA
      Teléfono: 54 (011) 4317-0234
      Correo electrónico: [email protected]
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      Contatos importantes
      Em caso de emergência, recomenda-se que o brasileiro disque o número 107, serviço de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Serviço de Emergência da Província de Buenos Aires, pelo telefone 911.
      Os dados dos serviços de utilidade pública da Argentina são:        
      Ambulâncias: 107       
      Bombeiros: 100          
      Defesa Civil (emergências): 103        
      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
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      Links uteis:
      OS LINKS ESTÃO NO PRIMEIRO COMENTÁRIO DO VÍDEO.
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      Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: 
      @mathverdan 
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    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por guilhermefsoares
      Boa tarde pessoal!
      Tô com uma dúvida cruel: minha esposa trabalha embarcada internacionalmente atualmente e com as restrições de entrada de brasileiros nos países estamos receosos de que ela possa perder as oportunidades por causa desse bloqueio. Estamos cogitando em passar um tempo na Argentina pra evitar que isso aconteça mas, ainda com uma política de vacinação melhor que a nossa, vi que tem os bloqueios por lá também. Gostaria de saber o que vocês acham disso. A gente fica por aqui mesmo, vai pra Argentina, pois não estou vendo melhoras na situação atual e temos muito a perder se tomarmos as decisões errada.
       
      Agradeço já a atenção que vocês disponibilizaram.
      Abraços.
       
      Guilherme.
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