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Fala Mochileirxs, beleza? Podem me ajudar com meu roteiro?

Estou planejando uma viagem na América do Sul, entre os dias 04 e 21 de abril (inclusive). Será a minha primeira vez no país. A princípio eu faria Peru-Bolívia (Cusco, Copacabana, Isla del Sol, La Paz e Uyuni), mas pelo tempo disponível eu não poderia nem tentar o Huayna Potosí, então achei melhor conhecer a Bolívia junto com o Atacama num segundo momento.

Sou montanhista e sempre busco aventuras nos lugares que viajo, mas também não dispenso o conhecimento histórico e cultural local. Considerando tudo isso, elaborei o roteiro por Cusco, Arequipa, Lima e estou pensando em apertar para conhecer Ica (OBS: não estou pensando em ir a Huaráz dessa vez, pois pretendo fazer circuitos/escaladas demorados em outra ocasião).

04/04 - Chego Cusco 12h/Caminhar pela cidade para aclimatar e fechar tours.

05/04 - Rainbow Mountains

06/04 - Valle Sagrado

07-11/04 - Salkantay Trek

12/04 - City tour/Museus/Feira de Artesanato e Qoricancha

13/04 - Indefinido/Rodoviária 20h (ida a Arequipa)

14/04 - Chegada Arequipa 07h/Citytour

15-16/04 - Valle del Colca Trek/Ida a Ica (tempo suficiente?)

17/04 - Indefinido - Ica ou continuar Arequipa?

18/04 - Indefinido/Ida a Lima

19/04 - Chegada Lima 06h/Centro histórico/Museu Larco

20/04 - San Isidro/Miraflores

21/04 -  Museu de Arte de Lima/Barranco (feira após 12h)/Aeroporto 19:00h (vôo de volta 21:40h)

 

Por ora o meu roteiro é esse. Poderiam me ajudar com alguns?

- Quantos dias são realmente necessários para conhecer Arequipa/Valle del Colca?

- Acham que consigo embargar para Ica no mesmo dia de retorno do Valle del Colca Trek? Se sim, vale passar dois dias por lá?

- Sugerem algum local que não foi mencionado acima? Estou aberto a substituições e preciso preencher os lugares "indefinidos".

 

Gratidão a toda ajuda/sugestão. Depois da viagem compartilharei minha planilha de gastos detalhada por aqui.

Grande abraço.

 

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Eu mudaria um pouco no Peru. No passeio da Rainbow mountain você chega a 5100 metros. É o de maior altitude de sua lista.  Sem aclimatação boa, você pode sofrer um bocado. Seria melhor deixar mais para frente, quando estiver melhor aclimatado. Eu faria o city tour no  dia 05, que é fácil e ajuda na aclimatação, e deixaria o rainbow mountain para o dia 12.Mas tem um porém nisto. Você deve chegar de salkantay lá pela 06 ou 07 da noite. No passeio da rainbow mountain, eles passam para te pegar bem cedo, lá pelas 3 ou 4 horas da manhã. O ideal seria colocar um dia entre os dois passeios, como por exemplo o vale sagrado.

Mas, se você tem certeza que não terá problemas com o mal de altitude...

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2 horas atrás, schitini disse:

Eu mudaria um pouco no Peru. No passeio da Rainbow mountain você chega a 5100 metros. É o de maior altitude de sua lista.  Sem aclimatação boa, você pode sofrer um bocado. Seria melhor deixar mais para frente, quando estiver melhor aclimatado. Eu faria o city tour no  dia 05, que é fácil e ajuda na aclimatação, e deixaria o rainbow mountain para o dia 12.Mas tem um porém nisto. Você deve chegar de salkantay lá pela 06 ou 07 da noite. No passeio da rainbow mountain, eles passam para te pegar bem cedo, lá pelas 3 ou 4 horas da manhã. O ideal seria colocar um dia entre os dois passeios, como por exemplo o vale sagrado.

Mas, se você tem certeza que não terá problemas com o mal de altitude...

Muito obrigado pelo esclarecimento.

Em verdade pensei na Rainbow Mountain como aclimatação para a Salkantay, pois apesar da altitude mais levada serão apenas 8km de trajeto, enquanto a Salk tem entre 14 e 22km/dia.

De todo modo, saberia informar quais os horários de saída/chegada do Rainbow Mountain no hostel? Pensei agora em mudar ou para o dia 06 (imediatamente anterior ao início da Salk) ou para o dia 13 (mas precisarei ir à rodoviária no mesmo dia pela noite).

Abraços e obrigado mais uma vez.

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Surgiu mais uma dúvida: eu consigo reservar a Salkantay junto com os ingressos de entrada a Machu Picchu + Huayna Picchu já em Cusco, ou é necessário fazer antes?

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Realmente o percurso não é longo, mas quando eu cheguei na altitude pela primeira vez, qualquer esforço mais pesado estava me deixando sem folego. Levei 3 dias para estar totalmente normal. Eu fiz Rainbow Mountain em 2017. Eles disseram que passariam no hotel por volta das 3 da manhã, mas passaram por volta das 4 (e eu fui um dos primeiros a ser pego) o que causou um problema maior. São aproximadamente 3 horas de ônibus até o início da trilha, com 02  paradas ligeiras no meio do caminho.. Era para começarmos a subida às 07, mas só começamos 08.30, e o guia ficou apressando o pessoal (naquela altitude tendo que andar depressa é f...), No máximo 13 horas as excursões começam a descer de lá, e as  14.00 já está todo mundo dentro do ônibus para ir almoçar. Chegamos em Cusco por volta das 18.30 ou 19 naquele dia.

A vantagem em relação à trilha é que, se você quiser, pode alugar uns burrinhos para te carregar até lá em cima. É mais ou menos 50 pesos. a dica é, se for essa a intenção, começa caminhando e aluga no meio do caminho, pois os donos dos burros que não arrumaram passageiro vão seguindo a trilha oferecendo os burrinhos por um preço menor.

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Em relação à reserva para Salkantay e Machu Picchu + Huayna Picchu, mudou um pouco desde que eu fui, junho de 2017 (as mudanças começaram a valer em julho). Salkantay é mais tranquilo você reservar em Cusco, e até Macchu Picchu também é tranquilo reservar lá, mas apenas 100 pessoas sobem as montanhas por dia, se não me engano, então você pode não conseguir vaga nem na Huayna Picchu (eu subi esta, e vale muito a pena, apesar de ser puxado) nem na montanha Macchu Picchu. Mas, reservando pela internet você paga bem mais caro (mais do que o dobro, na verdade).

 

Uma dica em relação à vale sagrado: eu fui pela empresa orellana tour, que fez na época por 80 pesos por pessoa (a própria empresa contrata e faz os passeios, o que faz sair preço melhor), incluindo o almoço (esta é a dica: na compra do pacote, tenha certeza de o almoço está incluído, pois almoçar lá nos lugares onde as excursões deixam as pessoas fica caro. Na época que eu fui o restaurante que nós paramos cobrava dólares por pessoa para quem não tinha o almoço incluído).

 

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3 horas atrás, schitini disse:

Realmente o percurso não é longo, mas quando eu cheguei na altitude pela primeira vez, qualquer esforço mais pesado estava me deixando sem folego. Levei 3 dias para estar totalmente normal. Eu fiz Rainbow Mountain em 2017. Eles disseram que passariam no hotel por volta das 3 da manhã, mas passaram por volta das 4 (e eu fui um dos primeiros a ser pego) o que causou um problema maior. São aproximadamente 3 horas de ônibus até o início da trilha, com 02  paradas ligeiras no meio do caminho.. Era para começarmos a subida às 07, mas só começamos 08.30, e o guia ficou apressando o pessoal (naquela altitude tendo que andar depressa é f...), No máximo 13 horas as excursões começam a descer de lá, e as  14.00 já está todo mundo dentro do ônibus para ir almoçar. Chegamos em Cusco por volta das 18.30 ou 19 naquele dia.

A vantagem em relação à trilha é que, se você quiser, pode alugar uns burrinhos para te carregar até lá em cima. É mais ou menos 50 pesos. a dica é, se for essa a intenção, começa caminhando e aluga no meio do caminho, pois os donos dos burros que não arrumaram passageiro vão seguindo a trilha oferecendo os burrinhos por um preço menor.

Pelo horário de retorno não poderei ir no dia de saída de Cusco, deixarei por conta e risco da minha fisiologia e dos chás para aclimatar. Se não rolar ainda assim, contratarei um companheiro de trilha de quatro patas para me auxiliar hehe Não quero perder a chance conhecer o lugar dessa vez e qualquer outro dia vai complicar um pouco.

 

3 horas atrás, schitini disse:

Em relação à reserva para Salkantay e Machu Picchu + Huayna Picchu, mudou um pouco desde que eu fui, junho de 2017 (as mudanças começaram a valer em julho). Salkantay é mais tranquilo você reservar em Cusco, e até Macchu Picchu também é tranquilo reservar lá, mas apenas 100 pessoas sobem as montanhas por dia, se não me engano, então você pode não conseguir vaga nem na Huayna Picchu (eu subi esta, e vale muito a pena, apesar de ser puxado) nem na montanha Macchu Picchu. Mas, reservando pela internet você paga bem mais caro (mais do que o dobro, na verdade).

 

Uma dica em relação à vale sagrado: eu fui pela empresa orellana tour, que fez na época por 80 pesos por pessoa (a própria empresa contrata e faz os passeios, o que faz sair preço melhor), incluindo o almoço (esta é a dica: na compra do pacote, tenha certeza de o almoço está incluído, pois almoçar lá nos lugares onde as excursões deixam as pessoas fica caro. Na época que eu fui o restaurante que nós paramos cobrava dólares por pessoa para quem não tinha o almoço incluído).

 

Li sobre isso também. Quero ir na Huayna, parece ser bem mais bacana. Andei olhando os pacotes pela internet e estão por volta de U$$400/500.

Mas aí entrei em contato com o hostel que pretendo ficar (Pariwana) e eles me indicaram uma agência que cobrou U$$255 (acho que ainda consigo desconto pela hospedagem). Por acaso lembra quanto pagou lá na época? Esse valor mais baixo tá me convencendo a fechar logo, mas não tenho ideia dos valores fechando em Cusco...

 

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Eu não lembro do que eu paguei, mas se vc consegue US$ 225 incluindo Macchu Picchu e Huayna o preço está bom. Para comprar o ingresso de entrada em Macchu Picchu pela internet na página oficial + Huayna dá US$ 75. Tem ainda 01 noite de hotel em águas calientes (se vc for vir por salkantay você deve chegar na hidroelétrica por volta das 14 ou 15 horas, são mais 7 km de caminhada até águas calientes, então vc chega lá por volta das 15-16. Tem que formir em águas calientes e visitar MP nodia seguinte), tem ainda o ônibus de subida e descida de Macchu Picchu, que dá US$ 35, se não me engano (vale a pena, apesar do preço. A subida é bem cansativa). O preço está bom, só tem que ver o que está incluído neste valor.

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4 horas atrás, schitini disse:

Eu não lembro do que eu paguei, mas se vc consegue US$ 225 incluindo Macchu Picchu e Huayna o preço está bom. Para comprar o ingresso de entrada em Macchu Picchu pela internet na página oficial + Huayna dá US$ 75. Tem ainda 01 noite de hotel em águas calientes (se vc for vir por salkantay você deve chegar na hidroelétrica por volta das 14 ou 15 horas, são mais 7 km de caminhada até águas calientes, então vc chega lá por volta das 15-16. Tem que formir em águas calientes e visitar MP nodia seguinte), tem ainda o ônibus de subida e descida de Macchu Picchu, que dá US$ 35, se não me engano (vale a pena, apesar do preço. A subida é bem cansativa). O preço está bom, só tem que ver o que está incluído neste valor.

Pois é, também achei o valor interessante, é da agência Rasgos del Peru. Abaixo, a lista do que está e não está incluso:

EL PROGRAMA INCLUYE:

Briefing y entrega de mapas.

Recojo del hostal en Cusco 04:30 am a 5:00 am.

Transporte privado Cusco – Mollepata –Challacancha

4 Almuerzos, 4 Cenas, 4 Desayunos.

3 noches en campamento

1 noche en hostal básico (habitación compartida)

Cocinero, arrieros, mulas y porteadores (que carga el alimento y equipo de camping).

Equipo de campamento (carpas, matras, equipo de cocina).

Ingreso al sitio arqueológico de  Machupicchu

Servicio de guía profesional bilingüe durante los 5 días.

Botiquín de primeros auxilios.

Opción de alimentación vegetariana sin consto adicional

Tickets de tren de  Aguas Calientes – Ollantaytambo (14:55 pm ,16:22 pm,18:20 pm o  21:50 pm todo depende de la disponibilidad)

Transporte de Estación de Ollanta a Cusco (Plazoleta Regocijo).

EL PROGRAMA NO INCLUYE:

Desayuno el primer día y almuerzo en el último día

Snacks y platos adicionales.

Boletos de bus subida y bajada de Aguas Calientes – Machu Picchu

Ingreso a la Montaña de Machupicchu (preguntar disponibilidad)

Ingreso a la Montaña de Huaynapicchu (preguntar disponibilidad)

Seguro de viaje.

Ingreso al Camino de Salkantay – Costo S/. 10.00

Entrada a las Aguas Termales de Cocalmayo s/10.00 soles

Entrada a las Aguas Termales de Aguas Calientes s/20.00 soles

Zip Line en Santa Teresa

Bolsa de dormir de pluma $17.00 dólares o sintético $15.00 dólares

Agua mineral durante el viaje

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Para ser aquele valor tinha que deixar algumas coisas de fora mesmo, mas o preço não está ruim não. O ingresso de Huaynapicchu as empresas costumam pedir entre US$ 75 a 80, apesar de o custo destes ingressos ser apenas US$ 35 (mas a gente não consegue comprar apenas o ingresso das montanhas. Tem que comprar a entrada a MP junto, pelo que eu vi). Vc tem que verificar a disponibilidade antes se realmente quiser subir, de qualquer maneira (vale a pena subir Huaynapicchu, é muito legal - vc gasta mais ou menos 2 horas entre subida e descida da montanha. Huaynapicchu  fica no fim de MP, então vc pode fazer o tour guiado com  o guia que no fim ele te deixa na entrada da montanha, que só abre às 10, se não mudou nada). A subida e descida de ônibus me falaram que custa US$ 35. Eu subi de ônibus, mas estava incluído no passeio que fiz. É uma subida pesada e acho que vc leva de 30 minutos a 1 hora para chegar lá em cima. Em relação ao ônibus vc tem que ver a hora da entrada de seu ingresso em MP. Pelo que eu vi, agora quando se compra o ingresso vc já tem a hora de entrar e de sair (que faz a montanha tem 8 horas para ficar lá dentro, quem não faz tem apenas 4) porque se seu ingresso for para entrar bem cedinho talvez não dê tempo de vc subir a pé (além de vc já estar cansado da trilha salkantay, de qq maneira).Aguas termales em aguas calientes não vale a pena.

Vi também que não inclui água mineral. Quando eu fui não tinha água mineral, mas tinha água fervida pela empresa, que dá para tomar tranquilo. Procura saber se eles dão algum tipo de água ou se você vai ter que levar sua água desde cusco, porque não sei se tem pontos para vc comprar água no meio do caminho.

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    • Por joshilton
      Se você tivesse que escolher ir ao Titicaca, Qual lado você iria ? Bolívia ou Peru ?
      Meu tempo é extra curto, terei de escolher e quero a opinião de quem já foi nos 2 lados, me ajudem.
    • Por Fernanda Figueiredo SC
      Salve mochileiros.
      Vou tentar contribuir um pouco sobre minha última experiência. Viajei 11 dias pela Bolívia e 5 pelo Peru (Machhu Piccho).😀
      Das conclusões que já posso destacar: 1) Não acredite em tudo o que esses blog´s de viagem dizem, eles são pagos para isso, logo, tudo é uma maravilha, e não é. 🤔 2) Esteja fisicamente preparado para longas caminhadas e subidas. Não estou dizendo que você tem que estar apto para uma maratona, mas tantos os passeios, como ir até os pontos turísticos, ou simplesmente caminhar, exigem bastante. Tem muitas ladeiras em cidades como Sucre, La Paz, cidade velha de Cusco e sem esquecer da ALTITUDE. Essa pega mesmo. A falta de ar é inevitável e inesgotável. 😲🤪 Mas com remédio, chás e balas você vai bem. Relembrando: Se prepare, até porque vale muito muito a pena, Bolívia é maravilhosa.🤩😍❤️
      Várias pessoas me perguntaram o motivo desta viagem.. e a resposta é: Lugares fabulosos que eu precisava conhecer e preço ! Bolívia tem lago, montanhas, deserto, neve e muita paisagem de tirar o fôlego (literalmente)🏂🚣‍♂️🚴‍♂️🏍️🤽‍♀️🏔️🏫🏜️🌋⛪. A gasolina é barata, então acredito que influencie nos demais produtos. Fiquei com receio de comer, pegar alguma virose e atrasar meu roteiro. Então, a maioria dos dias, comi coisas industrializadas... salgadinhos, bolacha ou fazia um rango no Hostel. Raras vezes comi em restaurante. Sinceramente achei que havia sujeira demais, e higiene mínima de menos, então, não sei dizer se isso foi precaução ou frescura mesmo... Mas sai quase ilesa.. e acreditem, perdi 4 quilos. É uma questão cultural, e a impressão que tive é que o país não é preparado para o turismo, os passeios são relativamente baratos e a estrutura é bem precária. Você só pode ir para Bolívia depois de saber que: As pessoal mal te olham nos olhos, tem muita sujeira, condições precárias de higiene, faltam banheiros e eletricidade em alguns lugares, meios de transporte precários e velhos, no mesmo dia faz um sol de rachar e em seguida você quase morre de frio. A chance de ter perrengues é enorme. Tem o fator psicológico, você verá muita pobreza, crianças e idosos pedindo esmolas e comida em todo canto, o tempo inteiro.... Mas, qualquer ser humano é capaz de “suportar” isso, em troca de experiências incríveis.
      Dia 1 (23/12) – Saio de Floripa, cheguei em Santa Cruz as 4 da manhã (passagem, ida e volta paguei R$ 2100,00 pela LATAM). Comprei um voo separado para Sucre, cerca de R$ 300,00, pela cia BoA. Realmente foi um voo super tranquilo. O que achei de interessante, é que na hora do check in para Sucre, haviam pessoas na fila para comprar passagem e o preço estava quase metade da que eu havia pago com 3 meses de antecedência. Então fica a dica, vale arriscar comprar na hora, pois tem voos consecutivos. Sucre tem dois aeroportos, o novo fica cerca de 30 minutos da cidade. Havia lido que a única forma de ir do aeroporto para a cidade era de táxi, e assim o fiz. Dividi com um brasileiro e pagamos 30 soles por cabeça. Chegando no hostel descobri que tem um ônibus circular, você tem que sair do aeroporto e ir a esquerda. Não sei o preço, mas fiquem ligados. Era o começo da tarde, deixei as malas, tomei um banho, afinal haviam sido quase 40 horas viajando, e fui bater perna. Peguei um circular para a rodoviária a fim de garantir a passagem para UYUNI. No dia apenas uma estava aberta e já garanti. Paguei 60 soles por um semi leito, empresa “11 de julho” era única opção. Era véspera de natal, um agito na cidade... a cada rua que entrava, me apaixonava mais por aquela cidade. Que surpresa deliciosa, chegar em um lugar tão fofo quanto Sucre, lotada de museus, praças, feiras, igrejas e inclusive: Universidade. Subi uma mega ladeira até chegar a La Recoleta.... tem uma igreja e um mirante. Coisa mais linda. Tem o Simon Bolivar Park, um parque incrivelmente lindo, com uma feirinha vendendo de tudo. Crianças correndo por todos os lados... O comércio estava polvoroso, alguns pontos haviam distribuição de brinquedos para crianças carentes. Estava um calor de matar. Parei em uma farmácia, comprei uma cartela de Sorochi, por 45 soles, que deveria ser tomado a cada 12 horas. Voltei para descansar e a noite voltei para rua. A Plaza 25 de Mayo estava toda iluminada, com algumas apresentações de danças típicas, ambulantes, crianças brincando, um clima delicioso.... de paz e alegria.... Meu coração transbordou gratidão, e começava ali uma das viagens mais incríveis da minha vida. 🙏
       
      Dia 3 (25/12) – Objetivo do dia era visitar o parque cretácico. É um tanto afastado do centro. Tem 3 formas de chegar até lá: Ônibus circular (1 soles), Táxi (14 soles por pessoa, depois da pechincha) ou Ônibus exclusivo do parque (15 soles por pessoa), esse ônibus tem horários restritos. Todos partem da Praça 25 de Maio. Como queria ir bem cedo, acabei indo de táxi. A entrada do parque custou 30 soles , e sinceramente achava que o parque seria maior. Lá existem pegadas de dinossauros, feito a milhares de anos... E quer ver quando digo que a Bolívia não explora o turismo? Esse parque divide terreno com uma mineradora... Tipo, p você chegar perto das pegadas, você passa pela mineradora... O parque foi feito no meio da empresa. E a principal atração que são as pegadas, estão lá... deteriorando com o tempo. Além do fato de não poder serem tocadas, não tem nenhum cuidado. NENHUM !!!! Tem estátuas de tamanho original, fazem som e tal, tem um pequeno museo, restaurante e uma lojinha. Você entra com um guia que explica cada estátua e depois fica livre para passear. Lembrando, o parque é minúsculo. De hora em hora montam-se grupos para ir com guia próximo as pegadas. Galera, é uma descida animal, bem íngreme.. hora chão de terra, hora escadas...mas quando vai é uma alegria.... Pensa o que sofri para subir, em pleno sol do meio dia. Dessa descida até o final do city tour demora 45 minutos. Guia falava em espanhol e inglês..o que fez nosso passeio demorar mais de 1 hora. Ele mostra as pegadas, mostra um dinossauro de brinquedo, explica o que ele comia, fazia e coisarada;;; Achei que muita informação ali era desnecessária... mas o passeio em si valeu. Matei minha curiosidade. Na saída do parque tem os ônibus exclusivo do parque... Se você o pegar, serão mais 15 soles... tem lugar para táxis, mas quando sai não havia nenhum. Eles vão e voltam o tempo todo...Ai perguntei para uns flanelinhas sobre os ônibus circulares e informaram que paravam no portão da mineradora.... Foi só descer a rua, esperar um pouquinho e lá estava ele, me fazendo economizar 14 soles. Não ganhei somente a economia... o bus levou 1 hora para chegar até a praça.. até lá passei por bairros e lugares fantásticos. Moradores nativos, Sucreanos como são no dia a dia, sem turistas sabe ? O retorno foi um passeio. Só não mais agradável por os ônibus são pequenos e não tem limite para subirem pessoas. Se tiver tempo, vá de circular. Depois aproveitei a tarde para andar. Como era feriado, igrejas e museos fechados, o jeito foi andar pela agradável cidade e no começo da noite, pegar ônibus para UYUNI. Ah, me hospedei no Hostel “Villa Oropea Guest”, super bem localizado, limpo e com cozinha. Próximo post.
       



















    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       

    • Por MMarttins
      Bom dia a todos. 
      Em Maio vou para Lima onde passarei apenas 3 dias (2 inteiros).
      Pretendo reservar um destes dias para fazer um bate e volta em Paracas e Ica. Sei que é bem corrido, mas devido ao tempo não vou conseguir pernoitar por lá.
      Gostaria de saber se alguém já fez este tour. Se Sim, como foi? Indicam alguma agência?
      Obrigado antecipadamente. 


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