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Mochilão Econômico: La Paz, Copacaba, Oruro, Potosí e Salar do Uyuni

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Este mochilão faz parte de uma viagem maior que estamos fazendo, a trabalho, pela América do Sul. Resolvemos tirar umas “férias” e conhecer um pouco mais do oeste boliviano Nosso objetivo é compartilhar informações principalmente com viajante duros como nós, ou ainda com aqueles que ficam sempre adiando os planos de viagens com a desculpa de que não têm grana.

 

Estamos copiando descaradamente o modelo de organização de um relato que lemos da Maria Emília, editora aqui do Mochileiros.com, pois achamos muito prático. Valeu Maria Emília (e outros mochileiros, claro) seus relatos e dicas estão nos ajudando muito, você é uma inspiração para nós!!!

 

Bom, agora vamos ao que interessa:

 

La Paz

 

Chegamos em La Paz de ônibus, vindo de Cochabamba. Optamos por um ônibus semi-cama. O ônibus era realmente bom, apesar do motorista ter demonstrado ser muito pouco educado e desrespeitoso. Depois de alguns passageiros reclamarem de atraso (e o ônibus estava realmente parando mais do que devia), o tal motorista parou num pedágio e pediu para um policial interrogar os passageiros, pois, segundo ele, estávamos forçando-o a ultrapassar o limite de velocidade (o que era uma grossa mentira). Ok, hora de respirar fundo: não desanime, percalços assim são comuns na Bolívia, e sinceramente não sei se algo parecido não iria ocorrer se optássemos por outra companhia. Nessas horas, o melhor é desfrutar das boas poltronas e da linda paisagem.

 

Foram cerca de 9 horas de viagem. Havíamos duas opções de estadia baratas, as duas muito próximas entre si, na rua Yanacocha. Sempre visando a economia, fomos a pé até o HOSTAL ÁUSTRIA e ao HOSTAL SEÑORIAL. São cerca de 15 minutos de caminhada a partir do terminal de ônibus, a altitude

e o peso das bagagens tiram o fôlego é certo, mas não mata ninguém. Chegando lá, um hostal era na frente do outro. Acabamos optando pelo Señorial, pois a cozinha era melhor. Pegamos um quarto que tinha janela para frente do hotel, o que foi bom pela luminosidade e ruim pois há noite (cerca de 21-22hs) era um pouco barulhento.

 

No outro dia, fizemos uma pesquisa para encontrar algo mais em conta, caminhamos um pouco pela parte central da cidade mas ainda assim o Señorial continuou sendo um ótimo custo- benefício e resolvermos permanecer nele. Tenha em conta que é raríssimo encontrar alojamento com cozinha nessa cidade, e é bastante importante para nós que estamos viajando há bastante tempo (e estamos cansados de comida de restaurante), além do fato de que preparar as próprias refeições é uma ótima forma de economizar.

 

Não há supermercados próximos dessa zona. Apesar disso, há o Mercado Lanza, a cerca de quatro quadras do hotel Señorial. Este é um grande mercado popular no qual você pode tomar café da manhã por preços econômicos e comprar o que necessita para cozinhar. Como não há etiquetas em nenhum produto, muitas vezes os comerciantes querem lucrar em cima dos gringos e acabam fazendo preços mais altos. Não se aborreça, a regra é clara: pesquise o mesmo produto em várias tendas e pechinche.

 

Um dia, por estarmos próximos, fizemos compras no HiperMaxi (na C. Rosendo Gutierrez, a duas quadras da Aniceto Arce), mas no resto foi tudo no Mercado Lanza mesmo. Nossas refeições eram simples, como massa à bolognesa, risoto (com arroz normal, do jeito mais simples possível), arroz com bife, arroz com proteína de soja, sopa instantânea, massa com atum, etc. Para café da manhã comprávamos (e armazenávamos na geladeira da cozinha do hotel) leite, manteiga, queijo, ovos e íamos nos organizando todas as manhãs. De lanche costumávamos ter sempre frutas (banana, maçã, laranja, bergamota, etc), além de pão, chá. Um de nós acabou de apaixonando pelo api, uma bebida bastante tradicional e popular na Bolívia, a base de uva e farinha de milho (pelo menos foi o que nos pareceu). Na calle Comércio, nº 1057 (a meia quadra da Plaza Murillo) há o Wist’upiku, um espaço mais refinado que serve api, pastel de queijo e ótimas empanadas (a de charque foi inesquecível). Se você for mais despreendido de luxos, vale a pena provar o api de um botequinho bem modesto, mas delicioso e cheio de bolivianos. Fica na C. Indaburo, ao cerca de cem metros da casa da cruz verde que fica na esquina com a C. Jaén.

 

No último dia em La Paz (quando já não tínhamos mais nada para comer em nossa “despensa”) tomamos café da manhã em uma saltenãria, localizada na C. Yanacocha (na quadra que fica entre as C. Potosí e Comércio, do lado direito da rua para quem está subindo). Café completo, por um preço baratíssimo, com torradas, bolachas água e sal, manteiga, geléia, ovo mexido e uma bebida a escolher (café preto, com leite ou chá). Outro local possível também é no

próprio Mercado Lanza onde há várias tendas com café, lanches, sucos, etc, todos com preços bem populares.

 

Para quem viaja com laptop, encontramos (depois de muito procurar) duas opções de wi-fi, os cafés Alexander (esq. calle Socabaya e Potosí) e Sol Y Luna (calle Murillo, 999). Não sei porquê, o maldito sinal do Alexander não conseguia acessar o Mochileiros.com, tampouco o Banco do Brasil. No entanto, de resto era ok. O Sol Y Luna acessava esses sites tranquilamente. Ambos são cafés destinados a turistas (o Alexandre também parece ter muitos executivos), por isso os preços são acima da média boliviana. Recomendamos para quem está viajando com o orçamento mais folgado ou para quem necessita de wi-fi.

 

Outra opção que se mostrou bem econômica foi uma lanhouse, próxima ao nosso hotel. O local era na calle Comercio (vindo da Plaza Murillo, logo depois da Yanacocha, do lado direito da rua), tipo em um shopping. Basta tomar elevador até o 3 º andar. A hora é barata e a velocidade é relativamente boa.

 

Numa das noites, nos aventuramos no bar Ojo de Água (C. lllampu, 965) lugar que parece ser um ponto de encontro cultural pacenho. Além de nós, havia mais alguns poucos turistas, a maioria do público é composta de locais. Na noite em que fomos, havia uma competição de grupos de danças típicas. Tudo bastante simples, porém muito bonito e feito por pessoas dedicadas. A cerveja é servida com um pequeno prato de folhas de coca para ir mascando junto do trago. Muito bom.

 

Dos museus que visitamos, tivemos uma ótima surpresa com um deles e entramos numa fria em outro. A fria foi o Museu da Coca (C. Linares, 906). Não queremos desestimular ninguém que quer visitar, mas realmente não nos agradou. O espaço é pequeno, muito pouco visual (mais coisas para ler do que ver), e a exposição em si parece mais uma grande colagem de trabalhos escolares, com direito a fotos de revistas coladas com fita adesiva, do que um museu propriamente dito. Por outro lado, o Museu dos Instrumentos musicais é radicalmente diferente. Há uma variedade enorme de instrumentos, alguns bastante comuns, outros raros, muitos exóticos. A cada sala, a música muda. Além de uma infinidade instrumentos bolivianos, há também uma sala dedicadas a instrumentos de diversas partes do mundo. Não é recomendado apenas para fissurados em música, e sim para todos, afinal a música é uma das dimensões humanas. Aliás, a C. Jaén por si só já um local interessante, que vale a visita.

 

Durante nossa estada em La Paz fizemos 2 passeios: primeiro o monte Chacaltaya e no dia seguinte o sítio arqueológico de Tiwanaco. Em ambos, foram acertados pela agência do Hotel Torino, seguindo as dicas aqui do site, nem fizemos pesquisa entre as agências, fomos direto na Torino e não nos arrependemos, o pessoal foi bem simpático e confiável e ainda, por estarmos em duas pessoas, fazendo dois passeios, nos deram descontos.

 

Seguindo o esquema que se repetiu nos dois dias de passeio, uma van passou em frente ao nosso hotel cerca de 9hs da manhã e seguimos até o Chacaltaya. No caminho paramos para tirar algumas fotos de La Paz e mais adiante num botequinho para mantimentos e lanches (no caso de que não havia levado), mas atenção, os preços eram bem superiores, então é bem importante levar já o lanche de La Paz (água, bolachas, sanduíches, chocolate, frutas, etc). A van sobe com certa dificuldade a estrada íngreme até chegar em uma espécie de “acampamento base” onde todos descem, podem ir ao banheiro, pagam suas entradas e iniciam a caminhada até o topo do Chacaltaya.

 

20101109130543.jpg

O "acampamento-base" visto de cima

 

A caminhada inicial é bem puxada, pois, apesar de não ser muito longa, é bem íngreme, o que torna tudo mais difícil, ainda mais a 5.000m de altitude. Muitas pessoas paravam (nós inclusive) para respirar e recuperar o fôlego. O dia estava bem bonito e apesar do frio, havia sol. Depois de se

chegar ao primeiro ponto, o grupo segue para o segundo (um grupo de brasileiros que conhecemos no hotel disse que no grupo deles, muitas pessoas nem conseguiram seguir adiante), ainda mais alto, porém com um caminho um pouco mais plano. A vista lá de cima é algo recompensador, vale muito a pena o sacrifício. Na volta, quando estávamos descendo, começou a nevar. O frio era intenso, porém a neve deu todo um charme, algo inédito para nós.

 

20101109125812.jpg

 

A segunda parte da caminhada no Chacaltaya

 

No acampamento, já com todos lá embaixo, havia, para quem quisesse e pudesse pagar, chá de coca, chocolate quente, sanduíche e sopa, a preços um pouco acima da média. Tomamos um chá de coca para recuperar nossas forças, comemos uns pães e chocolates que havíamos levado e seguimos viagem com o grupo até o Vale de La Luna. O Vale consiste de formações geológicas que nada mais são (segundo a explicação do guia) do que o resultado de milhares de anos da ação da chuva sobre solo. O local é relativamente organizado (os banheiros são limpos, as trilhas são bem demarcadas, etc). Fizemos, por estarmos com pouco tempo, a trilha mais curta (de 20min) ao invés da trilha completa (cerca de 45min). No fim das contas foi até melhor, pois não achamos o local “lá

essas coisas”, além do mais estava todo mundo bem cansado da caminhada no Chacaltaya. Quando já era quase 16hs, retornamos e a van deixou todos, como combinado, na C. Sagárnaga.

 

No dia seguinte, já tínhamos agendado o passeio para Tiwanaco. Dessa vez, pegamos a van e quase na saída da cidade trocamos para um microônibus, maior e bem mais confortável. A estrada até as ruínas é bem pavimentada e a viagem segue tranqüila por cerca de 1h30min, quase 2hs. No ônibus mesmo, pagamos para o guia (uma figura ímpar) o ingresso do local. Este passeio dividiu opiniões, pois um de nós gostou bastante e outro detestou. Acreditamos que no final das contas o que interessa é o gosto da pessoa por esse tipo de assunto. Primeiramente, visitamos dois museus, um com artefatos e reconstituição da história dessa antiga civilização; o outro, ainda em construção, com o maior monolito encontrado no parque. Nosso pícaro guia explicava tudo muito bem e era bastante engraçado.

 

Seguimos então para o parque de Tiwanaco, onde estão localizadas as ruínas. Para entrar, estrangeiros pagam 80 bolivianos, enquanto habitantes locais pagam apenas 10 bolivianos – coisa que, sob nosso ponto de vista, é uma estúpida forma de discriminação e preconceito. O passeio não é dos mais cansativos, apenas uma caminhada pelas ruínas. No entanto, sem almoço e com o sol forte do meio-dia, acaba se tornando um pouco maçante. Também há muitas crianças correndo e grupos escolares. Se você se interessa pelo tema de antigas civilizações, cremos que é uma boa pedida esse passeio. Mas se você não se inteeressa, talvez seja melhor poupar sua grana e seu tempo.

 

Depois do passeio, lá pelas 14h, a van leva o grupo para um pequeno restaurante do povoado de Tiwanaco. Levamos lanches e fizemos nossa refeição dentro do microônibus, pois já imaginávamos que o restaurante que iriam nos levar seria caro para nosso orçamento (não deu outra, cada almoço custava 25

bolivianos). Depois que todos comeram, seguimos de volta para La Paz (no mesmo esquema do dia anterior, parando na C. Sagárnaga).

 

Dicas e custos:

- Passagem para La Paz (a partir de Cochabamba) pela empresa Flota Bolívar: 50 bol/pessoa (ônibus semi-cama) + 5 bol/pessoa pela uso do terminal.

- Diária do Hotel Señorial (localizado na Calle Yanacocha, 540, a uma quadra da Plaza Murillo e três quadras da Av. Marical Santa Cruz): 35 bol/pessoa (quarto com banheiro coletivo)

 

::cool:::'> Pontos positivos:

- Disponibiliza cozinha (ampla), com geladeira

- Quartos confortáveis

- Banheiro coletivo grande, com duchas quentes e abundantes

- Localização boa (a uma quadra e meia da Plaza Murillo)

- Staff é legal, bastante simpático (principalmente as meninas da limpeza)

- Os quartos eram limpos todos os dias

 

::bad::Pontos negativos:

- Não negociou o preço das diárias, mesmo a gente ficando mais de uma semana lá.

- Não havia tomadas de energia nos quartos

- Sem internet nem café da manhã

- Quartos que dão para a frente são um pouco barulhentos à noite

 

::otemo:: Avaliação final: voltaríamos e recomendaríamos para um amigo.

 

- Api + pastel de queijo (Wist’upiku, C. Murillo, nº 1057, a meia quadra da Plaza Murillo): 8 bol.. Ainda nesse local: apenas api = 4 bol., apenas pastel de queijo ou empanadas de diversos sabores = 4,5 bol.

 

- Cafés com sinal Wi-Fi: Café Alexander (esq. C. Socabaya e Potosí) e Sol Y Luna (C. Murillo, 999). Café expresso pequeno (praticamente o que há de mais barato nos menus): 8 bol.

 

- Internet na C. Comércio (próximo da calle Yanacocha): 1,5 bol/hora.

- Bar Ojo de Água (C. Lllampu, 965): 10 bol/pessoa para entrada. 2 cervejas (Paceña) saem por 25

bol. e vêem com folhas de coca para mascar.

 

- Roubada: Museu da Coca (C. Linares, 906): 10 bol/pessoa

 

- Bacana: Museu dos Instrumentos Musicais (início da C. Jaén): 5 bol/pessoa

 

- Café da manhã em Salteñaria (localizada na C. Yanacocha, entre as C. Potosí e Comércio): 8 bol/pessoa.

 

- Passeio pela Agência Torino para o monte Chacaltaya + Vale de La Luna: 40 bol/pessoa (com desconto, preço original: 50bol/pessoa) + 15bol/pessoa de entrada em cada parque.

 

- Importante: não esquecer filtro solar, óculos de sol e além de agasalho reforçado (o frio pode ser bem intenso lá em cima), como um bom casaco, luvas e touca. Levar lanche e água.

 

- Passeio pela Agência Torino para as ruínas de Tiwanaco: 45bol/pessoa (com desconto, preço original: 50bol/pessoa) + ingresso 80bol/pessoa.

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Uyuni

 

Pegamos um ônibus de Potosí a Uyuni. Esses ônibus não saem da moderna rodoviária de Potosí, e sim de uma tal “parada Uyuni”, todos os taxistas sabem onde é. Caso queira, você ainda pode ir de coletivo.

 

Chegamos à parada com as passagens compradas no próprio hostel La Casona, você paga um pouco mais caro, mas compensa porque não precisa pegar táxi até a parada para comprar. O lugar de partida é um conglomerado de escritórios de agência de ônibus, encontramos a nossa e nos decepcionamos ao ver um ônibus bem pequeno e apertado aparecer para nos levar. O pior de tudo é que tinha um cheiro de urina muito desagradável dentro dele e, como boa parte dos ônibus bolivianos, as janelas eram lacradas e não podiam ser abertas. Além do cheiro ruim, o calor era grande.

 

A viagem durou em torno de sete horas – saímos às 11h e chegamos às 18h. Como de praxe, não havia banheiro no ônibus e tampouco na única parada que fizemos no trajeto ::mmm: . Mas se você passar um bom tempo na Bolívia, logo vai perder a vergonha de fazer as necessidades na frente de todo mundo, até porque não há outra opção nessas viagens.

 

Ao chegar na pequena cidade de Uyuni, logo descolamos um hotel bem pertinho de onde o ônibus parou. Os preços ali em volta eram todos meio parecidos, e os serviços também pareciam muito semelhante. Depois de nos acomodarmos, fomos até a agência Colque (indicação do pessoal aqui do site) e tentamos comprar o passeio de três dias e duas noites saindo pelo salar do Uyuni. O preço inicial era de 665 bol/pessoa. Logo de cara, pedimos desconto e o atendente disse que faria por 600. Insistimos e choramos ainda mais, alegando que a entrada nos parques também era cara, que já era nossa última semana de viagem, que nossa grana estava acabando... Queríamos fechar o pacote por 500 bol/pessoa. Depois de muita negociação, o senhor que nos atendia pediu que voltássemos no dia seguinte, porque os maiores descontos são dados bem próximos da saída das excursões.

 

No outro dia, penamos para encontrar um lugar barato para tomar café-da-manhã. Por fim, compramos alguns pães numa feira que se forma em frente ao terminal de trens e tomamos uma batida em umas tendas no centro. Depois disso, lá pelas 8h45m, voltamos à Colque e lá fomos atendido por outro funcionário. Com ele, conseguimos fechar o negócio por 500 bol./pessoa.

 

Logo depois, fomos ao hotel e pegamos nossa tralha para levar até a agência. O passeio sairia à 11h. Separamos tudo que iríamos precisar – roupas, saco de dormir, protetor solar, óculos, água, etc. – e deixamos o resto do equipamento na agência, já que iríamos voltar para Uyuni.

 

Nesse meio tempo, compramos nossas passagens de trem para Oruro (nossa intenção era ir até Oruro para pegar ônibus para La Paz). NÃO DEIXE PARA COMPRAR NA ÚLTIMA HORA. O único atendente é muito lerdo. É bem possível que você espere uma hora ou mais para ser atendido. Além disso, não esqueça seus documentos, eles só vendem as passagens vendo os documentos – identidade ou passaporte.

 

Como não poderia deixar de ser, a saída para o passeio pelo Uyuni também atrasou. Cerca de 40m depois do combinado, saímos para visitar o cemitério de trens e seguimos para o salar. Estávamos em sete turistas e mais o motorista – além de nós,um casal de franceses, um casal de colombianos e um basco. O salar estava bastante seco e, pode crer, é uma paisagem arrebatadora.

 

20101125194746.jpg

Fazendo pose no salar

 

Fizemos várias paradas e terminamos o dia no abrigo da agência Colque. Nos serviram uma boa janta. Havia luz entre 19h e 23h e um chuveiro “quente” (ou seja, com sorte podia se tomar um banho morno). Nossos companheiros de quarto roncavam tão alto que resolvemos sair do quarto com nossos sacos de dormir e passar a noite deitados no piso do corredor do abrigo.

 

Nos levantamos às 6h para seguir viagem. Passamos por vários pontos turístico. Os lugares eram sem dúvida incríveis, mas o ritmo da viagem era péssimo. Seguíamos no desconfortável carro, parávamos, fazíamos fotos e seguíamos. Assim se repetiu o dia todo. Nos pareceu uma heresia conhecer lugares tão legais de maneira tão superficial. Preferiríamos estar mais tempo em cada lugar, nem que tivéssemos que cortar pela metade ou até menos os pontos visitados.

 

20101125195210.jpg

Formações rochosas psicodélicas

 

20101125195311.jpg

Flamingos: eles estão por toda parte

 

Chegamos no fim da tarde à Laguna Colorada. Lá é o ingresso do parque que seria visitado no dia seguinte. Ventava muito, porém mesmo assim fizemos a trilha que leva a um morro de onde se pode ver melhor a lagoa.

 

Com a saída do sol e o forte vento, a noite veio fria – no entanto, poderia ser bem mais frio, segundo relatos de nosso motorista e de outros viajantes. A janta servida foi ótima (macarrão com molho de tomate, simples mas muito bom). E até serviram um copinho de vinho para cada um.

 

Nessa noite, antes de dormir, nos certificamos de que havia outros quartos livres no abrigo. Quando os roncos começaram, nos mudamos sorrateiramente para um quarto vazio que encontramos aberto.

 

20101125195456.jpg

Lutando pra ficar em pé contra o vento na Laguna Colorada

 

No dia seguinte, despertamos às 5h. O pior não era levantar tão cedo, e sim saber que só tomaríamos café-da-manhã apenas dali umas 3 ou 4h. Um de nós estava péssimo, com um problema de estômago. Mas o motorista não queria esperar. Serviu um chá de coca e nos fez entrar na caminhonete. Não sei o porquê tanta pressa, já que poucas horas depois a caminhonete iria quebrar e acabamos sem poder seguir viagem do mesmo jeito. Nessas horas, eles dizem a gente precisa ser compreensivo, mas quando a gente precisa, eles não são nada compreensivos conosco.

 

A caminhonete quebrou no meio do caminho para umas águas termais iríamos visitar. Alguns de nós seguiram em outros carros que paravam no caminho e outros seguiram na própria caminhonete, a cerca de 20 km/h por cerca de uma hora.

 

Lá nas águas termais, disseram que em 40m viria outra caminhonete nos pegar. É claro que não acreditamos, e fizemos bem: a caminhonete só chegou duas horas depois. Não era só nós que tínhamos problemas. Outro motorista bebeu tanto na noite anterior que não conseguia seguir viagem. O turista que estava levando teve de ficar esperando o querido bebum dormir algumas horas ali até que se recuperasse. E mais: como a ressaca seguiu forte mesmo depois da soneca, quem precisou ir dirigindo foi o turista, enquanto o folgado motorista ia indicando o caminho.

 

Como nos atrasamos devido ao problema no carro, seria impossível visitar o resto dos pontos previstos para esse terceiro dia de excursão. Assim, seguimos direto para Uyuni. O motorista nos confidenciou de que era um absurdo levar oito pessoas na caminhonete em que estávamos (sete turistas e o motorista). Deve ser devido a isso e à péssima manutenção do veículo – havia várias soldas e remendos feitos com arame na parte de baixo do carro – que nosso transporte quebrou.

 

Ao chegar na agência da Colque, cobramos o reembolso de parte do passeio. Eles pagaram 100 bol./pessoa, o que é um valor baixo, já que tínhamos pago, além do passeio, as entradas para o parque que mal conseguimos visitar. No entanto, estávamos cansados, pegamos a grana e caímos fora.

 

Tivemos azar nesse passeio? Não podemos dizer isso. Em um passeio como esse na Bolívia, tudo pode acontecer. Perdemos o terceiro dia de passeio, mas os anteriores foram dentro do esperado.

 

Ao sair da agência, finalmente tomamos banho numa lavanderia que oferecia duchas para turistas, a cerca de uma quadra da estação de trens. Depois disso, fomos com um amigo que tínhamos conhecido no passeio até uma pizarria. Iríamos os três pegar o trem. Comemos e fizemos hora ali e depois na estação. A partida estava prevista para a meia-noite.

 

O trem não atrasou. Fomos na classe “salón” (a mais econômica) da empresa Expreso del Sur (esta costuma ter melhores recomendações do que a Wara-Wara). O salón custa metade da passagem da classe “ejecutivo” e seus bancos são relativamente confortáveis, mas o ar condicionado não funciona direito – precisamos usar os sacos de dormir nessa noite. A viagem foi tranqüila, apesar do frio. Nosso amigo foi no vagão “ejecutivo” e disse que lá o ar condicionado estava ok e que ainda davam mantas para os passageiros, apesar de os assentos não serem muito largos e uma senhora meio bolofa ter sentado ao seu lado, tornando a viagem bastante desconfortável.

 

Chegamos perto das 7h da manhã em Oruro, conforme o previsto. Ao chegar já tomamos um táxi rumo a rodoviária para pegar o ônibus à La Paz. Há vários horários para La Paz, pegamos o que sairia mais próximo, às 8h. Foi uma viagem bastante agradável, tranqüila. Chegamos no nosso destino ainda pela manhã.

 

Depois disso, tivemos que seguir viagem separados, um para o Peru, outro para o Paraguai. Mas isso já é conteúdo para outro relato. Esse acaba aqui. Espero que ajude futuros viajantes. Qualquer dúvida, pergunta aí!

 

Abraços!

 

Dicas e Custos

 

- Ônibus Potosí -Uyuni: 33 bol./pessoa, comprado direto no hostel La Casona.

 

- Táxi do hostel La Casona para Parada Uyuni: 10 bol.

 

- Diária em hotel (ainda vou lembrar o nome): 60 bol. (30 bol./pessoa)

 

::cool:::'> Pontos positivos:

- Bom atendimento

- Próximo da rodoviária

 

::bad::Pontos negativos:

- Banheiros pouco limpos

- Chuveiro pouco quente

 

- Passeio de três dias e duas noites a partir de Uyuni: 500 bol./pessoa na agência Colque. Outros companheiros de viagem pagaram preços entre 530 bol./pessoa e 560 bol./pessoa.

 

- Entradas da Isla no salar do Uyuni: 15 bol./pessoa (apesar de fazer parte, não está incluído no valor do passeio, é preciso pagar à parte).

 

- Entradas no Parque Nacional (Laguna Colorada): 150 bol./pessoa (apesar de fazer parte, não está incluído no valor do passeio, é preciso pagar à parte).

- Trem de Uyuni para Oruro: 56 bol./pessoa na classe “salón”. Confira dias, horários e preços nesse endereço:

http://www.fca.com.bo/contenido.php?seccion=2&subseccion=41

VÁ COM TEMPO DE SOBRA PARA COMPRAR, já que o atendimento é demorado. Se você deixar para comprar em cima da hora de sair para o passeio, é bem provável que você se atrase.

Leve um saco de dormir ou casaco pesado, pois pode fazer frio à noite.

 

- Táxi do terminal de trem para o terminal de ônibus de Oruro: 12 bol. (4 bol./pessoa).

 

- Passagens de ônibus Oruro - La Paz: 23 bol./pessoa + 1,50 bol./pessoa de uso do terminal.

 

Vamos repetir o que vimos em outros fóruns sobre Uyuni: leve óculos escuros, sacos de dormir, roupas confortáveis (às vezes faz bastante calor durante o dia), lanches e água.

 

Tenha paciência com possíveis percalços de viagem. A Bolívia tem uma estrutura turística muito precária e muitas vezes a população não compreende as necessidades dos viajantes. No entanto, respire fundo, tente compreender o próximo e curta as maravilhosas paisagens que você irá conhecer. Esqueça os problemas e viva a aventura!

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Tenha paciência com possíveis percalços de viagem. A Bolívia tem uma estrutura turística muito precária e muitas vezes a população não compreende as necessidades dos viajantes. No entanto, respire fundo, tente compreender o próximo e curta as maravilhosas paisagens que você irá conhecer. Esqueça os problemas e viva a aventura!

 

::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Maria Emilia

Editado por Visitante

  • 2 semanas depois...
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Oi pessoal! Grande viagem, estou a pensar fazer uma bem parecida agora em Janeiro com a minha namorada. Em quantos dias fizeram a viagem?

Postado
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Olá!

Olha, nós fizemos um 3-4 semanas porque como estávamos viajando por 6 meses era impossível ficar muito pouco tempo em cada lugar (não tínhamos energia pra ficar mudando toda hora!). Mas acreditamos que se não tens muito tempo pode ser assim:

- 4-5 dias em La Paz

- 2 em Copacabana

- nenhum em Oruro (não vale muito a pena...)

- 2 em Potosí

- 2-3 em Uyuni (dependendo do pacote que fizer para o salar)

 

Claro, tem que levar em conta o horário de chegada e partida em cada cidade, além dos programas que pretendes fazer.

 

Qualquer dúvida, escreva!

 

Estamos à disposição

 

Abs

Postado
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Caros viajantes,

estou lendo seu relato e gostando muito!

Especialmente porque estou indo para Bolivia e pretendo fazer basicamente o mesmo roteiro que vocês!

Por isso, gostaria de saber se é possível vocês dizerem de forma resumida quantos dias durou a viagem, em cada cidade.

Eu sei que dá para calcular lendo o relato, que está bem especificado, mas queria muito saber objetivamente quanto tempo passaram em cada cidade porque terei 12 na Bolívia e estou com dificuldades de calcular e encaixar todo o roteiro neste tempo.

Chegarei em La Paz dia 27 pela manhã e vou embora por St. Cruz no dia 07 a noite. Quero passar por Copacabana, Potosí e Uyuni..

Aliás, uma pergunta para vocês e quem mais puder contribuir: qual cidade vale mais a pena conhecer, Oruro ou Potosi?

obrigada e ótima viagem!!!

Postado
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desculpem! :)

só agora vi que já tinham perguntado exatamente a mesma coisa que eu..

obrigada!

  • 3 semanas depois...
Postado
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Ótimo relato! ::otemo::

Pensamos em fazer algo parecido no mês de abril e contamos com cerca de 15 dias...

Em que época do ano vocês foram e como estava o clima? Será que abril é um bom mês pra ir?

Abraços

Postado
  • Membros

Parabéns pela viagem e pelo rico relato!!

 

Pena que vcs não conheceram as Lagunas Verde e Blanca, já quase na divisa com o Chile. Elas são incríveis!!!

Mas qndo vcs forem ao Atacama, há passeios de 1 dia que visitam essas lagunas e as tais termas!!

 

Eu tbm fiz o passeio pela Colque tour, tbm indiquei a agência aqui no site, mas na verdade o passeio ao Salar mais depende do motorista do que da agência. Eles são super autônomos e fazem o caminho q querem na velocidade que querem...

Conheci em Uyuni um grupo de 6 cariocas que estavam na Colque esperando o reembolso e as máquinas digitais novas q a empresa pagou pq o 4x4 capotou com eles durante o passeio, devido ao excesso de velocidade do veículo. Por sorte, o lugar era arenoso, e ninguém se machucou.

 

Deixo aqui uma dica que pode ajudar a evitar perrengues: se vc fizer o passeio partindo de San Pedro, na hora de pegar o 4x4, eles estaram chegando e deixando os tursitas que acabaramd e fazer o passeio. Pergunte a eles quem é um bom motorista (que não beba de preferência). Eu fiz isso e peguei um excelente motorista, e acreditem: ele não bebeu nada alcólico!!!! E ainda fez muitas paradas para fotos!!

 

Beijos!

Gabi

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