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Olá viajante!

Bora viajar?

Soroche, Mal de Altura ou Mal da Altitude

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  • Este é um post popular.

Companheiros mochileiros,

 

Notei que existem por aqui inúmeras dicas a respeito de viagens pela Bolívia, hospedagem, passeios... enfim, tudo que precisamos saber para uma boa e tranquila viagem pelo país...ou melhor, quase tudo...Não vi por aqui nenhum tópico com dicas mais aprofundadas e realmente úteis para um problema que afeta, segundo as estatísticas médicas, 92% dos turistas que chegam a altitudes superiores a 2800, vindos do nível do mar e de uma hora para outra...é o tal do "mal da altitude", termo "popular" para o Mal Agudo das Montanhas (Acute Mountain Sickness, AMS). Eu, como médico, mochileiro e participante do fórum, resolvi postar aqui algumas dicas de como, se não evitar, minimizar os efeitos desse problema.

Na grande maioria dos casos os sintomas são leves e duram de 4 a 24 horas, dependendo de cada pessoa. São eles:

 

- dor de cabeça (95%)

- náuseas e vômitos (70%)

- tontura (58%)

- perda de apetite

- insônia

- falta de ar aos médios esforços

 

Normalmente no segundo ou terceiro dia da viagem você já estará aclimatado e esses sintomas diminuirão bastante, desaparecendo por volta de 5 dias. É muito importante, portanto, nesse período de aclimatação tomar algumas medidas para amenizar esses sintomas e evitar complicações, como o edema agudo pulmonar e cerebral. São algumas dessas medidas:

 

- Na altitude, principalmente com o clima seco da Bolívia, perdemos muito líquido. A hidratação deve ser reforçadíssima. Recomenda-se a ingestão de 3 a 4 litros de água diariamente nessas condições; portanto, garrafinha de água na mochila! Restrição na ingestão de sal e ingestão de uma carga maior de carboidratos é uma boa idéia.

 

- Nada de atividades físicas extenuantes nos dois primeiros dias...caminhadas leves. Se ficar muito cansado e ofegante, pare e descanse, se não melhorar, volte para o hostel. Se te convidarem para jogar bola, resista, não dá nem para jogar no gol!!

 

- Nada de subir ainda mais enquanto não estiver aclimatado. Acima dos 3800 metros recomenda-se no máximo mais 300 por dia, seja escalando ou de busão...ou seja, se vc chegou a La Paz em um certo dia e for ao Chacaltaya (a mais de 5000 metros) no dia seguinte, a chance de vc ter um edema pulmonar ou cerebral é gigantesca!!

 

- Nada de álcool ou cigarro!! Álcool desidrata e provoca mais tonturas e náuseas. O cigarro vai te atrapalhar ainda mais para respirar!!

 

Além dessas medidas comportamentais, há também a prevenção e tratamento medicamentoso:

 

- Se você vai sair do nível do mar e seu destino é uma cidade acima dos 3500m, como Cusco ou La Paz, há alguns medicamentos que podem ser administrados previamente e que, se não evitam os sintomas, pelo menos minimizam seus efeitos e, principalmente, evitam as complicações e aceleram a aclimatação:

 

* Acetazolamida (Diamox): recomenda-se a ingestão de 125mg 2 vezes ao dia (a cada 12 horas) um dia antes da saída para a altitude e segue até o segundo ou terceiro dia, na altitude. Essa substância é um diurético, que acidifica o sangue, fazendo com que respiremos mais rápido, facilitando na adaptação. A acetazolamida não mascara os sintomas, apenas minimiza, principalmente a falta de ar noturna (quando dormimos a frequência respiratória cai, e isso na altitude causa muitos problemas...). Por ser diurético, você vai ir ao banheiro por diversas vezes (mais um motivo para tomar bastante água, não vá ficar desidratado!) e pode ter um formigamento na ponta dos dedos e na face. Os refrigerantes e outras bebidas gaseificadas podem ficar com sabor estranho. Alérgicos a sulfa não podem tomá-la!!

 

* Dexametasona (Decadron): se você for médico ou for viajar acompanhado de um ou passar em consulta antes da viagem; alguns pesquisadores recomendam o uso de 4mg de decadron, de 12/12h no dia da viagem e no primeiro dia na altitude...eu não recomendo o seu uso sem supervisão especializada...a dexametasona, ao contrário da acetazolamida, mascara os sintomas, ou seja, você vai sentir-se bem, mas não ajuda na adaptação à altitude.

 

Para os sintomas do "Mal da altitude" recomenda-se:

 

- dor de cabeça : o Ibuprofeno (Alivium, Dalsy...), 600mg de 8/8h é normalmente a primeira escolha. Paracetamol (tylenol) e AAS também podem ser usados.

 

- Náuseas ou vômitos: O Plasil ou o Motilium podem ser usados. Evite o Dramin, como ele causa sono, a frequência respiratória diminui e pode piorar a falta de ar.

 

***Cuidado: Não use medicação para dormir!!! (Diazepam ou equivalentes). Esses remédios causam diminuição da frequência respiratória, e na altitude isso pode até mesmo ocasionar uma parada respiratória!!! Se estiver com dificuldades para dormir, tome um diamox (125 ou 250mg) pela noite, ele vai aumentar a frequência respiratória, propiciando uma melhor oxigenação noturna (apesar de acordar várias vezes para ir ao banheiro...)

 

Sinais de alerta:

 

- Tosse, com expectoração espumosa ou com sangue

- Falta de ar mesmo em repouso

- Perda de coordenação na fala ou motora

- Alterações visuais

- Excesso de fadiga, sonolência

- Alucinações

 

Se você começar a apresentar alguns desses sintomas, pode estar com Edema Pulmonar ou Edema Cerebral, nesse caso procure ajuda médica o mais rápido possível e DESÇA da altitude que estiver o mais rápido possível, de preferência abaixo dos 2500 metros.

 

Bom pessoal, espero ter ajudado a amenizar o "sofrimento" de quem vai fazer uma viagem para elevadas altitudes e que com essas dicas possam aproveitar mais a viagem.

 

Qualquer dúvida ou se quiserem perguntar alguma coisa a mais, estou a disposição, é só mandar um e-mail. Isso não é propaganda, não vou cobrar consulta, hehehe!!!( mesmo por que nem tenho consultório, trabalho em PS...).

 

Abraço a todos!

 

Juliano Paes

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  • tontonmacoutes
    tontonmacoutes

    Caro Juba Boas dicas, é importante estar bem informado, pois o mal agudo da montanha pode atacar qualquer um. Estive no Aconcagua na temporada passada(05/06), e ocorreram 3 mortes, nenhuma por queda

  • Obrigado pelo complemento!!! Essa tabela é muito útil para se ter uma idéia de que se o que você está sentindo é "normal", ou seja, o mal agudo na sua forma mais leve, ou algo mais grave, como edema p

  • No Nepal, antes do trek, fomos a algumas farmacias em Thamel, bairro turistico de Kathmandu, capital do Nepal, de onde saem praticamente todas expediçoes e trekkers. Bastavamos abrir o capitulo do Lon

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Jorge Soto, legal o que voce escreveu: "cada organismo reage diferente a altitude

- bom condicionamento fisico nao garante aclimatacao"... É isso mesmo.

 

Sim, cada organismo reage diferente, e aquele organismo que já foi 20 vezes, sem problema, pode ter problema na próxima. Não ter tido problema uma vez não fica "vacinado".

E um pouco condicionado pode tolerar melhor que um atleta. Resumo= É imprevísel à cada visita, sempre !

 

Fábio, o Diamox (acetazolamida) é um diurético fraco, usado mais para diminuir pressão intraocular de glaucoma. Nas outras especialidades nem é lembrado. Parece ter um efeito anti-epilético também.

E sua ação benéfica parece ser pela mudança de PH do sangue. Provoca Acidose sérica (perda de ácido na urina), força a compensação pulmonar pelo aumento da frequencia e volume respiratório, que tentaria corrigir com alcalose respiratória, isto promove maior perda de CO2, (Hipocarbia), com seus benéficios no cerebro (vasoconstrição,etc) e outros orgãos, e talvez uma maior oxigenação.

 

Mesmos sem o Diamox, a HIDRATAÇÃO de mínimo de 3 a 4 litros, é o mais é recomendado como prevenção, pela perda de líquido pelo respiração, e para diminuir a viscosidade do sangue. Se for tomar o Diamox preventivo, mais uma razão para hidratar. Um abraço !!

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André Antunes e demais colegas,

 

Sou médico também, e o criador e inaugurador desse tópico. Já estudei bastante sobre os efeitos da altitude no nosso metabolismo e já pude ser minha própria "cobaia" do que escrevi nos primeiros posts.

Usei diamox previamente, antes de minha viagem e realmente ele te dá uma taquipnéia, perceptível principalmente nos primeiros dias...como todo diurético, também aumenta a frequência de micções, mas nada de significativo e que te vá fazer ficar desidratado por isso. Como sou bastante atópico (alérgico), também tomei decadron (apesar do benefício em termos preventivos ainda ser controverso nesses casos...). Bom, nunca havia ido anteriormente a altitudes elevadas, então não tenho o "caso controle", mas posso relatar que não senti absolutamente nada, a não ser o óbvio cansaço que é inevitável para quem acabou de sair do nível do mar. Mas a famosa dor de cabeça, náuseas, vertigens, turvamento visual, insônia, não tive nada disso. Isso não prova em nada a eficácia da prevenção, já que não sei se aconteceria o mesmo se não tivesse feito nada...mas como "seguro morreu de velho", preferi não arriscar suspender os medicamentos para "ver se alguma coisa acontecia". Também me hidratei muito, evitei bebidas alcóolicas nos primeiros dias, evitei alimentos muito pesados e gordurosos (quem já foi para elevadas altitudes já deve ter percebido que a pressão dos gases dentro do intestino também muda...) e não fiz atividades físicas muito intensas no começo...muito menos a famosa subida ao Chacaltaya (5400 metros) que muitos arriscam fazer logo que chegam , sem uma adequada aclimatação...

Não quero dizer aqui que eu sou o exemplo do que se deve fazer para não sofrer nada quando viajar, eu só quero que não apareça por aqui nenhum "super-herói" que chegou à La Paz sem tomar nenhuma precaução, encheu a cara de cerveja e batata frita no primeiro dia, subiu o Chacaltaya logo no dia seguinte e venha neste fórum dizer que tudo isso é bobagem e que ninguém precisa fazer nada...Não é por que essa pessoa teve sorte e um organismo que se adaptou facilmente que todos o terão!!

Você realmente pode ir a elevadas altitudes sem precaução alguma e não sofrer nada...mas prevenir é sempre muito melhor do que remediar, principalmente quando se está na Bolívia...

Ah, antes que me esqueça, concordo com tudo que disseram o Fábio e o André a respeito das vitaminas do complexo B; elas têm tanto efeito preventivo para quem vai a elevadas altitudes como o caldo de galinha que a minha avó faz...que aliás é muito bom, recomendo...

 

Bom, acho que é isso.

 

Abraços!

Postado
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Nao concordo com efeito psicológico do Citoneurin nem do Rubranova. Existem estudos avançados sobre o uso de vitamina B12 para ajudar na aclimataçao e produçao de hemoglobina.

 

Fora isso, existem vários relatos de montanhistas que utilizaram a vitamina e sentiram grande diferença na aclimataçao. Eu mesmo fui um caso. E posso te dizer que nao foram poucas vezes que estive acima dos 5000m. Inclusive ontem e hoje mesmo.

 

Nao sou a favor de uso de Diamox nem Dexametasona (embora tenha utilizado quando tive edema cerebral), mas nao vejo mal nenhum no uso dessa vitamina e nem de Aspirinas em alta montanha.

 

Deixo claro que nao me automedico, pois o Citoneurin foi me recomendado por dois médicos que cuidam de medicina esportiva.

 

O Jorge disse uma coisa muito importante. Cada caso é um caso, mas para mim e todos que conheço que experimentaram essa simples vitamina deu certo.

 

Bem... Nao sou médico nem curandeiro (ouviu Sr. Fake), apenas relato a prática que conheço em altitudes elevadas, pois sou escalador e montanhista e nao médico e nem tenho a pretensao de o ser.

 

OBS: Sr. Fake nao é nenhum de voces OK. Nao preciso dizer quem é, pois ele sabe do que estou falando.

 

Fica a palavra a quem endende do assunto. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Abraço a todos,

Leo

Postado
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Legal da sua parte Leo.

Citoneurin, Rubranova são medicamentos comuns. São vitaminas do complexo B. Não tem nenhum efeito colateral, pois seria equivalente às vitaminas de refeições. E posso garantir, apesar de ter sido receitado por medico (segundo relatos aqui), não faz nada de bem no sangue, "não fede, nem cheira".

 

Tenho pesquisado com as grandes expedições do Himalaya, com os médicos que ficam de plantão no centro médico (voluntarios pesquisadores), em Lobuche (base do Evereste), etc...

 

Leo: A produção de glóbulos vermelhos só começa a se manifestar no sangue semanas após (mais de 15 dias) ficar na altitude. Ocorre maior numero de globulos vermelhos. Nos exames não se detecta ainda "exatamente" por que a pessoa, se adapta. Entra coisas complexas, com enzimas de mitocondrias mais ativas, etc, etc. O dopping com eritropoetina pode ser perigoso, pois poderia provocar tromboses, sobrecarga de sistema vascular pelo aumento da viscosidade do sangue.

Falou galera...

Postado
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Vitamina B12

 

Essa semana um documentário da Discovery, falando sobre aquela competição de bike ''Volta da França'', abordou o dopping largamente utilizado pelos atletas, que estão substituindo a eritropoetina (agora manjada pelos organizadores) pela vitamina B12.

 

O efeito não é tão eficaz quanto a eritropoetina, mas melhora muito o rendimento e sem causar os danos terríveis da eritropoetina (um atleta deu um depoimento dizendo que perdeu parte do músculo do glúteo devido as constantes aplicações).

 

A propósito, é impressionante a quantidade de drogas que esses atletas tomam, por pressão do próprio chefe de equipe !!! vale a pena tentar achar matéria no site do canal.

 

abraços

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O citoneurin, assim como demais vitaminas do complexo B são algumas vezes utilizadas como potencializadoras da ação de anti-inflamatórios (os ortopedistas gostam muito...), mas mesmo nesse caso o seu uso é controverso. O uso dessas vitaminas como co-fatores na produção de glóbulos vermelhos ainda está sendo estudado e seu efeito ainda não foi comprovado e não é unanimidade no meio médico (muito pelo contrário). Mesmo assim, os efeitos são para uso crônico e prolongado !! Ou seja, não adianta tomar agora achando que vai estar adaptado em 2 dias, 1 semana; a medula óssea (responsável pela produção das hemáceas) não trabalha nessa velocidade em pessoas normais. Portanto, pode ser que no futuro alguém prove que o citoneurin realmente ajuda na adaptação à altitude, mas isso sempre a longo prazo, nunca de uma hora para outra!!

Quem quiser usar pode usar, mal não vai fazer...mas também não vai fazer bem...é o famoso efeito "placebo"...Se você se sentir melhor e mais seguro, ótimo, nenhum médico vai contra-indicar isso!

 

É isso.................................. (com muitas reticências...................)

Editado por Visitante

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Neste caso esses medicamentos teriam a mesma funçao da Eritropoetina Humana Recombinante ??

 

Até que ponto a viscosidade do sangue poderia ser controlada com o uso de Ácido Acetilsalicílico ??

 

Desculpe a consulta gratuita

 

Leo, a eritropoetina é hormonio natural (produzida no rim), que estimula a produção de hemácias na medula óssea.

No paciente renal grave, a eritropoetina falta, e surge anemia grave, sendo necessário a aplicação de Eritropoetina semanalmente no paciente.

No texto anterior esqueci de introduzir a razão de ter escrito sobre eritropoetina. É porque na altitude elevada, a falta de oxigenação crônica (dias, semanas) no sangue, estimula a produção de eritropoetina, e somente após semanas, que surge no exame de sangue um quantidade maior de hemacias. Ou seja: a aclimatação dos primeiros dias ocorre por outras razões, em pesquisa ainda.

O dopping com Eritropoetina é super perigoso (mesmo em baixa altitude), com muitos (!)relatos de mortes súbitas, em atletas (maioria ciclistas europeus, morrendo até no sono, em baixa altitude com oxigenio normal, imagina na alta montanha, pouco oxigenio). A viscosidade aumenta uma serie de riscos.

A viscosidade seria como comparar um óleo grosso, e um óleo fino. O grosso é mais viscoso, dificil de circular, de bombear. O fino corre fácil, com menos esforço da bomba. No caso nosso, a bomba é o coração (que é forçado), e o sangue mais viscoso corre com mais dificuldade nos pulmões (oxigena menos), no cérebro (idem, passa mais lento), e nas extremidades (aumenta o risco de congelamento de dedos ou membros, nariz, etc). E todos os orgãos...

Uma das adaptações "agudas", de primeiro momento é a taquicardia (ou seja o coração bate mais rápido), para compensar o "pouco oxigenio", ele acelera, e se esforça (só que o coração também precisa de oxigenio para trabalhar mais forte).

 

O AAS nem é citado em todos sites científicos sobre Mal de Montanha que olhei. Não modifica nada a aclimatação. Só é citado como analgésico para cefaleia.

O AAS não modifica a viscosidade. Dificulta a capacidade de agregação plaquetária (fazer coágulos). Reduz a possibilidade de tromboses.

Para diminuir a viscosidade só mesmo HIDRATAÇÃO.

 

A ADAPTAÇÃO NATURAL COM SUBIDAS DIÁRIAS MENORES É O COMPROVADAMENTE SEGURO, que é o que todo PROFISSIONAL faz no EVEREST). A partir de 2.500 metros, ideal subir cerca 300 a 400 metros por dia, e no terceiro dia dormir duas noites na mesma altitude: seria dormir duas noites em 3000 m e duas noites em 4000 metros). NA NOITE (SONO) É QUE VEM a maioria dos males de montanha. Portanto é importante saber que "anda alto, mas dorme baixo".

 

O Diamox é super usado preventivo lá, tem uma prescrição ampla, sem maiores problemas (pagina 4)... O Diamox acelera a aclimatação ( mas sem mágica) e não mascara os sintomas. SE a pessoa melhorar, é por que se aclimatou um pouco mais !!.

Seguir a tabela de alerta de sintomas ( pagina 1 ou 2), DESCER SEMPRE que tiver dúvida. (pelo menos não subir).

 

OU SEJA : SEGURO MORREU DE "VÉIO"... Por isso que este tópico deu uma "Sacudida" agora (segurança dos mochileiros). Todos acabam ajudando. O Juba começou o tópico. Parabéns.

 

PS: Quanto mais próximo da linha do Equador, na mesma altitude (por exemplo 4.000 metros), haverá mais ar (e mais oxigenio), do que quanto mais próximo dos Polos. Exemplo : La Paz à 17 graus latitude, Himalaia à 27 graus latidude, 4.000 metros de La Paz tem mais oxigenio que 4.000 no Everest. Por isso que na Bolivia tem menos problema que no Himalaia.

Editado por Visitante

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  • Membros

Aí povo que gosta de uma montanha pra lá de 4 mil metros !!!!!

 

Também estive na Bolívia, fui de carro, entrei pelo sul (Villazon) e fui fazendo uma especié de "subindo a escada" em relação á altitude; cada cidade eu pernoitava duas noites; porisso acho, não senti absolutamente nada em relação á altitude, só tomei um chá de coca por curiosidade, me alimentava normal, sem exagerar em coisas gordurosas e não bebi álcool; nada de dor de cabeça, problemas estomacais, nariz sangrando; tudo normal.

A grande problemática da altitude da maioria é que saem de altitudes abaixo de 100 metros, seje de avião, carro, onibus, mochilando e se deparam com uma La Paz á 4 mil metros....é uma subida muito brusca.

Viva a Bolívia, encantadora, cultural e baratíssima !!

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Caro Andreantunes,

Sou novo no forum e vi que é cardiologista com boa informação da fisiologia em altitude. Padeço de Fibrilação Atrial crônica, medicado com diltiazem (para tratar da FC-taquicardia, não do ritmo sinusal) e com varfarina (INR 2-3) e não tenho nenhuma outra cardiopatia. Pois bem, já subi no Chacaltaya (Bolívia, 5.330m) sem maiores problemas... há 23 anos. Mas tive que descer, pois cheguei em La Paz num dia e no dia seguinte fui ao topo com alguns esquiadores -deu para ficar umas 3-4 horas apenas. Fui montanhista até que a FA me castigou. A questão é que agora resolvi subir nas altitudes de 4x4, mais fácil, né... Nas minhas atuais condições cardíacas, até que ponto estaria me arriscando subindo altitudes superiores a 2.500m? Agradeço seus conselhos.

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Caro Andreantunes,

Sou novo no forum e vi que é cardiologista com boa informação da fisiologia em altitude. Padeço de Fibrilação Atrial crônica, medicado com diltiazem (para tratar da FC-taquicardia, não do ritmo sinusal) e com varfarina (INR 2-3) e não tenho nenhuma outra cardiopatia. Pois bem, já subi no Chacaltaya (Bolívia, 5.330m) sem maiores problemas... há 23 anos. Mas tive que descer, pois cheguei em La Paz num dia e no dia seguinte fui ao topo com alguns esquiadores -deu para ficar umas 3-4 horas apenas. Fui montanhista até que a FA me castigou. A questão é que agora resolvi subir nas altitudes de 4x4, mais fácil, né... Nas minhas atuais condições cardíacas, até que ponto estaria me arriscando subindo altitudes superiores a 2.500m? Agradeço seus conselhos.

 

 

Ribas, na minha opinião você deveria conversar com o seu cardiologista sobre a sua viagem, pois só ele conhece o seu histórico médico completo.

Na altitude ocorre taquicardia naturalmente, como forma do corpo compensar a falta de oxigênio, fazendo o sangue circular mais rápido para assim chegar mais oxigênio para o corpo. No seu caso, o diltiazem controla a frequência cardíaca, o que pode impedir a compensação natural e prejudicar sua adaptação. Mas você não deve de forma alguma ficar sem essas medicações (principalmente a varfarina). Então deve conversar com o seu médico para saber qual a melhor opção para a sua adaptação.

Ainda não sou médica formada, mas acredito que não haja nenhuma contra-indição para o uso da acetazolamida (Diamox) ou do Citoneurin no seu caso. Mas tenha muito cuidado com complexos vitamínicos como o citoneurin, pois se tiver vitamina K na composição você não poderá tomar, pois a vitamina K tem efeito contrário ao da varfarina.

Não deixe de pedir orientação ao seu cardiologista antes de fazer a viagem

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