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  1. data de partida: 31/10/2015 Senta que lá vem história, muitas histórias. Eu e minha grande amiga Carol fomos para o Panamá, Costa Rica e Nicarágua. Foram dois desafios: eu ter cia de viagem, pois gosto de viajar sozinha e era o primeiro mochilão da Carol. Mandamos muito bem nos dois e a viagem foi incrível. Nosso roteiro foi aberto, só sabíamos as cidades por onde queríamos ir. Do Brasil compramos o voo Rio – Panamá – Rio. Também compramos um voo David - Cidade do Panamá. Este comprei com data para dois dias antes do voo de volta para o Brasil, então só precisaríamos chegar em David (que é mais ao Norte do Panamá) no dia certo, era nossa referência de tempo. Fora isso, tudo foi decidido no calor da emoção e garanto que foi maravilhoso. Roteiro final: Cidade do Panamá San Blás (Panamá) Bocas del Toro (Panamá) Puerto Viejo (Costa Rica) La Fortuna – Arenal (Costa Rica) Isla Ometepe (Nicaragua) Tamarindo (Costa Rica) Manuel Antônio (Costa Rica) Cidade do Panamá Pode rolar uma pequena confusão com os preços das coisas porque eu perdi os comprovantes e não é boa ideia depender da minha memória, mas dá pra ter uma noção. PANAMÁ CITY DIA 1 Pegamos o voo da Copa Airlines C600, Galeão –RJ até Tocumen –Panamá city. O voo custou suaves R$ 1098,00 porque conseguimos uma promoção em Julho. Pelo que acompanhei no site, tirando alguns dias de promoções, os preços não alteraram muito. Foram quase 7 horas num voo direto, com almoço e lanche. A chegada foi bem tranquila. Passamos reto pelo free shop porque eu acabo deixando para comprar as coisas no fim da viagem, quando não tenho mais dinheiro e não consigo comprar mais nada (técnicas de economia). Depois pela imigração, com aquelas perguntas básicas (motivo da viagem, profissão, destino final, etc.). Para entrar no Panamá você SÓ precisa do passaporte brasileiro. Há uma discussão se é necessário levar a carteirinha internacional de vacina contra febre amarela ou não. Eu levei porque disseram ser imprescindível na Costa Rica (nem foi), mas acho que levaria de qualquer forma, para evitar surpresas. É super fácil tirar (aqui no Rio e acredito que nas capitais) e é grátis. Mas vale registrar que NÃO pediram a carteirinha. Depois pegamos nossas malas e fomos para a aduana. Na aduana o cara já começou a xavecar a Carol então nem olhou nossas mochilas no raio x hehe sorte dele que somos pessoas honestas e não tínhamos nada ilícito. Na saída do aeroporto, eu tinha lido relatos para pegar um taxi “fora”, mas não entendi muito bem onde era esse “fora” (fora do aeroporto? Fora na área de embarque?). Então saímos pra área de estacionamento e ficamos ali com caras de bocó. Logo veio um cara e ofereceu transporte. Negociei muito e cheguei a virar as costas fingindo que não queria mais o transporte (que é meu truque preferido) até ele fazer por 25 usd pelas duas (12,5 usd cada). Achei o preço bom pela distância (era longe). Fomos com uma Van compartilhada que nos deixou na porta do hostel. Sobre a moeda, no Panamá se chama Balboa, mas na verdade não existe cédula, só moeda, eles usam dólar como cédula (chamam de Balboa na hora de falar o preço, mas é dólar americano). E, ao contrário de alguns lugares na América do Sul, as notas antigas de dólar são aceitas numa boa. O hostel escolhido foi o Luna´s Castle em Casco Viejo. Pagamos 18usd por quarto compartilhado com ar (por favor, COM AR) e café incluso. Recomendo o hostel, animado, quartos espaçosos (pegamos o de 10 camas), limpos dentro do possível, staff simpático, preço bom de cerveja e boa localização. Comemos num bar do lado do hostel, caro e nada de mais. Como era noite de Halloween, teve festa no hostel. Aliás, no primeiro andar do hostel fica o Relic Bar, bem famoso por lá e hóspede não paga para entrar. A galera estava bem animada e todos improvisaram fantasia. Nós estávamos meio cansadas, deslocadas e sem fantasia, então não aproveitamos tanto assim. O único detalhe ruim é que pegamos o quarto no 2° andar (tente sempre o 3° andar) então foi aquela barulheira a noite toda. Mas estávamos de férias então, sobrevivemos sem muito stress. DIA 2 Tomamos café no hostel (incluso - panquecas, banana e café). Saímos para andar por Casco Viejo. Uma manhã é suficiente para passear por ali, mas nem por isso é menos interessante. As construções antigas, as igrejas e o contraste com a parte “nova” no Panamá são super bem legais. Estava bem quente e lá é MUITO úmido então haja garrafinha de água. Logo voltamos pro hostel para refrescar e tomar umas Balboas (cerveja Panamenha). Fechamos na agência do próprio hostel o passeio para San Blás. Já havíamos escolhido – por relatos –a Isla Franklin e optamos por não comprar o pacote completo (translado+estadia), então fechamos na agência somente o transporte pra Isla (85 usd por pessoa) e eles foram muito solícitos em nos ajudar a reservar a cabana na Isla por telefone. Não tinha lugar na Franklin, então nos indicaram a Senidup, que na verdade fica na outra metade da mesma ilha, topamos. Já estava tarde e fomos ao Mercado de peixes, que as pessoas não sabiam explicar muito bem onde era, mas fica na cinta costeira (ciclovia que vai da parte velha da cidade à nova), do hostel você consegue ver. Pedimos um “copinho” de ceviche (2usd) e um prato com peixe, arroz, patacones e salada (entre 8usd-10usd), estava ótimo! Experimentamos a cerveja Panameña, pois eram férias, mas preferimos a Balboa. Vale a pena comer lá, preço bom e comida boa. Saímos de lá para a rodoviária para comprar passagem a Bocas Del Toro onde iríamos três dias depois voltando de San Blás (o plano era voltar de San Blás e já direto pra Bocas e li aqui que é bom comprar passagem antes), mas ATENÇÃO, eles só vendem passagens a partir de 1 dia anterior à viagem e como só viajaríamos em três dias, fomos lá à toa. O lado bom é que aprendemos como ir de transporte público. De Casco Viejo dá pra caminhar pela Cinta e ir perguntando até chegar na Estação de Metrô 5 de Mayo, comprar o bilhete (2usd o cartão + o valor da viagem que custa 0,35usd o trecho). Carregamos um cartão com 1,40usd, ou seja 0,70 pra mim e 0,70 para Carol, ida e volta (total com cartão = 3,40usd). Foi uma estação até o Albrook Mall onde fica a rodoviária e o famoso shopping. Frustradas por não conseguir comprar a passagem e com raiva do atendimento lento que causava uma fila infernal, demos uma volta no shopping pra comer, retornamos de metrô para a cinta costeira e demos um rolê por lá. A cinta é bem bonita e dá pra ver que recuperou bem a região, um passeio por lá a pé ou de bike é imperdível. Já no hostel arrumamos nossas coisas e ficamos por lá bebendo uma Balboa barata (1usd), pois o dia seguinte começaria cedo. Nesta noite pegamos o quarto do 3° andar (fechamos o hostel dia por dia) então foi uma boa noite de sono. PANAMÁ - SAN BLÁS DIA 3 5h30 o motorista passou no hostel. Foram 6 pessoas na 4x4 e saímos em direção à San Blás. A mochilona ficou no hostel. Pra Isla levamos uma mochilinha menor. Primeiro paramos na rede de supermercados Super 99 onde pudemos comprar algumas coisas (água, banana, bolacha), tomar um café e pagar o restante da viagem (demos só um sinal pra agência na reserva e o restante na hora para o motorista). Eu já tinha lido que a estrada é uma montanha russa e posso afirmar que não há exagero nenhum na frase. É curva, sobe, desce, curva e vira e afe... São três horas de teste de estômago. Eu normalmente passo mal, mas segurei firme, a Carol queria star morta ãã2::'> . Paramos primeiro em um porto mais ajeitadinho, onde as pessoas que iam pra isla indicada pela agência tomariam o barco. Depois ele nos levou até o nosso porto, mais chechelento. Lá informamos a Isla que iríamos, colocamos a pulseira do nosso motorista que buscaria dois dias depois e embarcamos. Pagamos 10usd para o barqueiro e na volta pagaríamos mais 10usd. Na hora parece confuso, mas o esquema ali funciona. Confia no moço. O “imprevisto” em ficarmos na outra Isla foi bom, porque eu super recomendo ficar no lado Senidup, que a comida é melhor, e frequentar o lado Franklin, que é mais animado. O acesso entre as duas é livre. Pagamos 26 usd por dia, incluindo café, almoço, janta e cabana compartilhada (mas só ficamos eu, a Carol e uma menina). Devidamente acomodadas ficamos maravilhadas com a beleza do lugar e decidimos não fazer passeio nenhum, só curtir a ilha fazendo muito “nadismo”. Neste dia tivemos direito a almoço e janta. Normalmente tem arroz, salada e frango ou peixe. Mas vem em boa quantidade. Ah! Choveu no meio da tarde, parecendo que ia durar pra sempre, mas durou no máximo uma hora e abriu o tempo de novo. A estrutura é simples, mas é de se imaginar, já que a proposta é ficar com os índios Kuna. Sobre a história dos Kunas, li que eles foram reconhecidos como uma comunidade independente do Panamá (apesar de Panamenhos), então têm cultura própria e fazem as próprias leis, porém sempre em acordo com o Governo Panamenho, uma liberdade assistida, pelo que entendi (posso estar errada). Não me parece que há conflito, mas os kunas garantiram que primeiro são Kunas e depois Panamenhos. Você consegue ver muito da arte kuna pelo Panamá (muito bonita e colorida). E a vida lá é no estilo deles, água fria saindo de um cano na hora do banho, descarga era o famoso balde e energia só das 18h às 22h. Nada disso incomoda, nada disso tira a beleza e magia desta ilhota no meio do Caribe. Fiquei meio apreensiva que toda hora caíam uns côcos na areia, como não vi nenhum relato de morte por queda de côco, relaxei, mas nunca parava embaixo do coqueiro. A Ilha estava bem vazia, acho que as pessoas tinham saído para algum passeio, o que deixou o lugar melhor ainda. Na nossa cabana estávamos eu, a Carol e uma menina Kuna que pelo que entendi, fica passeando pelas Islas pra saber se os turistas estão sendo bem tratados e se a filosofia Kuna está sendo mantida, conhecendo ela, vi que o negócio dela era festejar mesmo haha quem julga? Seguindo a dica da kuna -roomate, à noite fomos fuçar no lado Franklin e estava rolando uma “festa” com os kunas e os turistas, tinha alemã, espanhóis, chilenas e muitos kunas animados. Cantamos, tomamos cerveja (não muito gelada, pois não tinha geladeira na ilha rs) e rum a noite toda. Essa interação de culturas é o que mais me encanta nas viagens. E vimos que ali todo mundo estava muito relaxado, afim de curtir aquele paraíso dando muitas risadas. Aí você pensa que são 3h da manhã, mas ainda são 11h da noite, e isso é ótimo. Enfim, curtimos muito aquele céu estreladíssimo e os plânctons brilhando no mar. Incrível! DIA 4 Acordamos ao som de uma concha avisando que era hora do café. Ah! IMPORTANTE! Na noite anterior comentaram com a maior calma do mundo que na Ilha tem baratas!!!!!! O bicho que tenho mais medo no mundo. Me fala que tem crocodilo, mas não me fala de barata. Fiquei em pânico, tirei toda comida da cabana, dormi enrolada no lençol dos pés à cabeça, feito uma múmia, só com os olhos pra fora e acordei ensopada de suor. Essa foi a bad da ilha. Eu nunca imaginaria barata em uma ilha no meio do Caribe, mas esse bicho não é terráqueo, então dá pra entender. Fora que não li nenhum relato amigo me alertando sobre essa peste. Dica: sempre informe sobre baratas. A Carol tb dormiu mal porque ela viu/sonhou que tinha um índio de pé do lado dela na cama. Não sei se era um espírito Kuna ou um índio mesmo apesar do quarto estar trancado, enfim, acho que foi o rum mesmo. Haha! Bom, café era um pãozinho caseiro com manteiga e banana, além de café, leite e chá. Depois resolvemos fechar o passeio até Isla Perro com o pessoal da Franklin que era mais barato e iríamos com nossos amigos da noite anterior. Pagamos (20 usd) e fomos curtir o nadismo na parte da manhã. Podia fazer nadismo pra sempre ali (tirando os côcos e as baratas, ambos assassinos). Almoçamos na nossa ilha e saímos para o passeio no lado Franklin. Primeiro paramos para mergulhar em uma parte do mar com muitas estrelas e aquela cor de água maravilhosa. Eles nos dão o snorkel e ficamos por ali uns 30 minutos. Depois fomos para a Isla Perro. Como era um feriado importante no Panamá, a Isla estava bem cheia, então não tivemos uma boa impressão, a nossa Isla era melhor. Mas acredito que em dias “comuns” ela encantaria mais. Tem um barco naufragado onde se pode ficar hoooras observando a imensa variedade de peixes e corais. Muito bom! De lá fomos até a Isla XX (tentei resgatar o nome, mas não lembro, desculpa) que não tem nada de mais, parece que está em construção e logo terá uma estrutura bem turística e sem muita identidade com o estilo de vida Kuna. Eu achei que o passeio valeu muito a pena por ter a oportunidade de conhecer as Islas, navegar por aquele mar incrível e pelos mergulhos. Voltamos pra Isla, e ficamos mais um pouco na praia. Depois tomamos banho e já fomos jantar. De noite, mais festa no lado Franklin. Os Kunas são animadíssimos!!! Tanto que nossa amiga de perícia Kuna nem voltou pro quarto hehe . Eu novamente terminei a noite enrolada como uma múmia e a Carol rezando pra não ver o Indião de novo. SAN BLÁS – PANAMÁ DIA 5 Acordamos com o chamado da concha e fomos tomar café. Já bateu uma tristezinha de ir embora daquele paraíso, mas acho que o tempo foi suficiente. Arrumamos nossas coisas e fomos nos despedir do pessoal do lado Franklin. Depois acertamos as contas com o Kuna responsável pela Isla Senidup e embarcamos para o continente. Como eu disse, as coisas são organizadas e quando chegamos nosso motorista já estava lá nos esperando. Depois fomos no outro porto buscar o restante dos passageiros que no final era a mesma galera que estava na Isla com a gente. Na volta tomamos dramin e dormimos todo o trajeto. Chegamos no Luna´s meio dia e entramos fazendo a egípcia pois não éramos mais hóspedes. Ok, não é legal, mas precisávamos de um banho, então pegamos nossa mochila e tomamos banho camufladas no hostel. Depois fomos direto de metrô pro Allbrok. Era um grande feriado no Panamá, então a cidade estava repleta de gente nas ruas, com desfiles especiais e muita festa. Foi bacana ver! Já no terminal, depois de horas novamente na fila de 3 pessoas devido ao atendimento panamenho à la Barichello, compramos a passagem pra mesma noite para Bocas Del Toro (30usd). Neste momento estávamos sendo observadas haha mais tarde eu conto. Depois ficamos zanzando no shopping, comemos por lá e abusamos do wifi. Nosso ônibus saiu às 20 horas. Ônibus convencional. A viagem durou 10h e foi dentro dos conformes. PS: faz muito frio no ônibus, vá agasalhado.
  2. raquelmorgado

    Manágua (Nicarágua)

    Europe/Lisbon Abril 17Europe/Lisbon 2018 MANÁGUA, A MARCA DO QUE SE DESMORONA QUANDO O CHÃO TREME (NICARÁGUA) Nicarágua não estava no nosso roteiro inicial, em que o plano era seguir da Costa Rica para o México. Depois de conhecermos viajantes que tinham passado três meses no México, percebemos que ficar só uns dias, e numa época de chuvas, nos ia saber a pouco, então desistimos, ou melhor, adiámos. A escolha de incluir Manágua nestes cinco meses teve a ver com a ligação mais barata a Miami, cidade de onde regressaríamos a Portugal. Quando decidimos ir sabíamos que havia zonas muitos mais interessantes, como Granada, San Juan del Sur (tínhamos visto um hostel ótimo), a ilha de Ometepe, as Ilhas del Maíz, Léon, entre outras, mas Manágua era a cidade de onde partiríamos e nesta altura não queríamos arriscar grandes aventuras. Chegámos a Manágua cedo, cansados, e sem muita vontade de aturar taxistas. O terminal era a 800m do hostel, mas os taxistas começaram a dizer que o bairro é perigoso e não recomendam a caminhada. O que se faz? Arrisca-se? Epá, não chegámos até à última semana de viagem pela América para algo correr mal agora. Negociou-se com o taxista (1 USD cada um de nós) e ele lá nos deixou à porta do hostel. A viagem foi curta e a paisagem é a de uma pequena cidade, com prédios baixos, muito comércio de rua, não a típica capital que estamos habituados. Depois de descansarmos (já não temos vida para aguentar palmilhar uma cidade quando não descansamos convenientemente), vamos então passear pela cidade. Caminhámos, de dia é seguro, de noite deve-se regressar de táxi. Temos de confessar que a cidade não nos impressionou, não como capital do país. A cidade até tem potencial, fica junto a um lago gigante, onde encontramos alguma vida, mas muito cara para o que oferece. Parece estranho, não é? É cara, estávamos à espera de outros preços. Manágua fica na margem sul do lago Manágua e dizem que é a capital por ficar entre León e Granada. Foi criada por indígenas como vila de pescadores e o seu nome deriva de mana-ahuac, ou seja, cercado de água. Durante todo o período colonial foi tratada pelos espanhóis com desinteresse. Após a independência do país, em 1821, houve intenções de a tornar capital, mas, só em 1846 é que se tornou cidade e em 1852 finamente foi nomeada capital. O que fazer? Para ter uma vista panorâmica da cidade tem que se entrar no Parque Histórico Nacional “Loma de Tiscapa”. Para estrangeiros custa 1 USD, pode-se entrar de carro/autocarro, mas cada opção tem um preço diferente. Sobe-se a encosta e vai-se até à zona onde era o Palácio Presidencial, inaugurado em janeiro de 1931. Onde era e já não é, porque após o primeiro terramoto (1931) ficou parcialmente destruído, mas foi reconstruído. Após o segundo terramoto (1972) decidiu-se deixar assim e não voltar a reconstruir. Este palácio faz parte da história do país, não só por ter sido usado como palácio, mas porque a sua cave foi utilizada para torturar pessoas. No edifício conhecido como “La Curva” morava o chefe da Guarda Nacional. Também ficava na mesma zona, junto à cratera do vulcão, o lago de Tiscapa. Os calabouços onde eram torturados e mantidos os presos eram chamados de “El Chipote”. Em julho de 2017 estavam duas exposições nos calabouços, um pouco confusas para quem não conhece a historia do país. Uma sobre as noites de tortura, outra sobre a história da cidade, principalmente a destruição causada pelo último terramoto. O Puerto Salvador Allende é uma zona moderna, junto ao lago, onde cobram 2 USD de entrada, dando acesso a uma zona de restauração, espaço de eventos e pista de karts. É das zonas mais caras para jantar. O Tiago pediu uma mechilada em vez de só cerveja e sentiu que tinha estragado a cerveja. Se não sabem o que é, um dia explicamos. Passear pela cidade de noite de táxi, passar nas principais ruas para ver as iluminações. Na praça Hugo Chavez há um busto desta personagem, iluminado, e umas árvores gigantes coloridas, também iluminadas, que vão até à margem do lago, dando um efeito engraçado à cidade. A Catedral de Santiago, em ruínas desde o terramoto de 1972. O Palacio Nacional tem agora no primeiro andar um museu onde exibe a cultura nahuatl. A biblioteca é grátis e o museu custa 5 USD. Fica na mesma praça que a Catedral, a Plaza de La Revolución. Junto ao Palácio está La Glorieta (Templo de la Musica) e a estátua homenagem a Ruben Dario, poeta. O Museo Sítio Huellas de Acahualinca exibe as marcas deixadas por povos ancestrais na região do lago preservadas por uma erupção (4 USD). A Catedral Metropolitana de la Puríssima Concepción foi concluída em setembro de 1993 e a visita é gratuita. Agrada a alguns pela diferença. O Parque La Paz e o Parque Luis Alfonso Velasquez, onde procurámos sombra e descansámos. Junto aos parques encontra-se o Centro de Convenciones Olof Palme. Como circular: Os táxis não têm taxímetro. Até ao aeroporto são 120 NIO (3,1€) e para sair do centro até ao hostel custou-nos 60 NIO. De dia percorremos a cidade a pé, ao anoitecer sempre de táxi, os privados. Os collectivos são tipo autocarros, param para apanhar clientes até não haver mais lugares, ou melhor, até não caber mais uma alma lá dentro. Onde comer: Comemos a maioria das refeições no Centro Comercial Managua, mesmo o pequeno-almoço. Também fomos ao porto, mas achámos caro, como já referimos. Não temos nenhum sítio que se tenha evidenciado. Onde dormir: Casa Liz, era um hostel limpinho, simpático, barato, com quarto particular. Tem um terraço com umas hamacas que dão belas sestas. Vale a pena? É uma cidade nostálgica, onde é evidente a destruição dos terramotos de 1931 e 1972, porque muita coisa não foi reconstruída. Não é das cidades mais seguras onde estivemos, sendo recomendado não abrir os vidros dos táxis, mas não temos razão de queixa, tomando todas as medidas necessárias. 365 dias no mundo estiveram 3 dias em Manágua, de 2 a 4 de julho de 2017 Classificação: ♥ ♥ Preços: médio Categorias: cidade, cultura Essencial: Catedral, Loma de Tiscapa, Puerto Salvador Allende Estadia Recomendada: 2 dias Nota: Já sabem que estamos nomeados nos Open World Awards da Momondo? Votem em nós nestes links: Fotografia Open World Blog e Vídeo
  3. Um dia você acorda e decide fazer uma trilha em um vulcão ativo, o que você não sabe é que essa vai ser a aventura mais longa, mais exaustiva, mais difícil e mais perigosa da sua vida. Se você tem problemas nos joelhos, nos tornozelos ou não quer sujar sua roupa é melhor não continuar lendo... Dados gerais da trilha *Localização: Vulcão Concepcion (sul da Nicarágua) *Percurso total: 13km [ida e volta] *Duração subida: 5h00 *Duração descida: 5h00 *Ponto mais baixo: 150m *Ponto mais alto: 1500m *Nível de esforço físico: Máximo *Nível de dificuldade de orientação: Alto *Nível de beleza da paisagem: Mínimo Entendendo a aventura: Ometepe é uma pequena ilha no sul da Nicarágua que abriga dois vulcões (um ativo), florestas tropicais e muita natureza... enfim um prato cheio para quem gosta de aventura. Desde o momento que eu entrei naquele barco e avistei o vulcão longe no horizonte eu sabia: “Não posso sair dessa ilha sem subir lá”, durante toda a viagem eu só pensava o quanto o dia estava lindo e como a o vulcão tornava aquela paisagem perfeita, era com certeza o vulcão mais lindo que eu já tinha visto na minha vida. Tão logo me acomodei no povoado comecei a buscar as informações necessárias para a trilha (tanto localmente quanto pela internet). As informações não eram muito agradáveis, todos eram muito enfáticos sobre a necessidade de um guia, as agências e guias autônomos não ofereciam nenhum benefício adicional (água, comida ou transporte) e cobravam a partir de 25 dólares pelo serviço. Gostaria de abrir um parêntese neste relato para deixar claro que eu respeito muito o trabalho dos guias, seja em turismo de aventura ou em passeios mais tranquilos. E as minhas decisões a seguir não tem nada a ver com a experiência ou a qualidade do trabalho destes profissionais. Mesmo para grupos maiores o valor não melhorava, todos os guias da ilha cobravam este valor por pessoa inviabilizando qualquer tipo de barganha. Pode parecer pouco, mas para a realidade da Nicarágua 25 dólares é bastante dinheiro. Para fazer uma comparação eu gasto aqui por dia: 5 dólares hospedagem, 2 dólares uma refeição (arroz, feijão, frango, batata frita, salada e suco) e mais 1 dólar para água e um lanche... total 10 dólares por dia. “Não é possível que todo mundo pague isso! Vou procurar uma galera e ir por conta própria!” Eis que eu me deparo com um conflito cultural desagradável: A maior parte dos turistas na américa do sul são europeus (vocês não têm ideia de como eu fico indignado de nossa gente preferir ir a Europa do que explorar as maravilhas que temos aqui, mas isso é um desabafo para outro texto). E se alguém diz a um europeu que ele PRECISA pagar algo, ele não questiona nem pechincha, paga e segue a vida. Sendo assim eu não achei ninguém disposto a seguir a aventura comigo, pois o argumento dos guias era bem objetivo: “Você não pode escalar o vulcão sem guia, é ilegal” Pão duro convicto e determinado a não pagar por uma “companhia de caminhada” mais do que eu pago por todo o resto, comprei comida e água e me preparei para partir sozinho no dia seguinte. A companhia inesperada O primeiro ônibus público em direção ao vulcão saí as 5h da manhã e o segundo apenas as 8h, sendo assim dormir um pouco mais não é uma opção, considerando que a trilha tem previsão de duração de 10 horas e começar às 8h poderia resultar em ainda estar no vulcão após escurecer, incorrendo em mais perigo desnecessariamente. As 4h30 me sentei naquela parada de ônibus e junto comigo vieram todos os cachorros da ilha. Eu ainda não entendi o que aconteceu, eu não fiz barulho nem brinquei com eles, mas enquanto caminhava na rua todos os cachorros resolveram acordar e me seguir, alguns brincando entre si e outros brincando comigo. Quando o ônibus chegou, sem pedir licença ou sequer pagar a passagem um dos cachorros decidiu entrar comigo. Apesar do meu espanto o motorista reagiu normalmente, falou que este cachorro está acostumado a subir a montanha e podia até ser meu guia. A trilha O ônibus me deixou bem na entrada da trilha e apesar de ainda estar escuro não foi difícil encontrá-la. A trilha começa em uma fazenda e mesmo com pouquíssima sinalização o primeiro km é bem tranquilo, praticamente plano e sem nenhum desafio. Depois desse aquecimento a trilha entra em área de floresta, o dia já está clareando, macacos gritam de todos os lados e de vez em quando meu cachorro guia corre atrás deles, mas sempre regressa ao seu posto de trabalho. A partir deste ponto a trilha vai se tornando mais difícil, o caminho enlameado e escorregadio em alguns momentos preciso me apoiar nas árvores para não cair. O ganho de altitude é cada vez mais intenso e as pausas para descansar mais frequentes. Duas horas depois de começada a trilha chegamos a um abrigo improvisado, ali estamos a 900m de altitude, aproveito o local para fazer um lanche e recuperar as energias... divido minha água com Gabriel, o agora batizado guia canino, e seguimos para a segunda metade da trilha. A escalada 20 minutos após a cabana a floresta acaba, estamos em um campo totalmente aberto composto por rochas vulcânicas, areia e vegetação rasteira. Na cidade os guias falam que 50% das pessoas chegam até aqui e decidem voltar; e não é difícil entender o porquê: o vento é frio, forte e as rajadas súbitas quase me derrubam algumas vezes, a trilha se torna inexistente é preciso caminhar sobre as rochas com muito cuidado para não escorregar ou causar uma avalanche. Esse é o ponto que separa os meninos dos homens, ou melhor os homens dos malucos. Gabriel não se mostra intimidado, e num sentimento de: “se ele consegue eu também consigo”, decido seguir em frente. Deste ponto em diante o mapa que tenho comigo, um bom senso de orientação e Gabriel foram fundamentais para seguir o caminho. Não existe qualquer indicação da trilha a cada passo é preciso analisar qual o passo seguinte. E por falar em passos neste momento estou andando semelhante a um gorila, utilizando os pés e as mão para consegui um pouco de apoio e não escorregar. Não resta dúvida do porquê todos são tão incisivos ao dizer que esta é uma trilha perigosa. Seguimos devagar, eu sempre preocupado com ele e com como seria o caminho de volta, e ele com aquela cara inocente de quem diz “vamos lerdo, você consegue!”. Não tenho mais noção nenhuma de a que altura estamos ou quão pior pode ficar, mas pelo meu mapa pareço estar mais perto que longe e me agarro neste pensamento para conseguir seguir em frente. Por duas vezes me perco da trilha original e sou forçado a voltar um pouco para reencontra-la, na segunda vez eu estive prestes a desistir, mas a falha de comunicação entre mim e meu guia fez com que ele seguisse em frente e eu tive que ir atrás para não abandona-lo. Duas horas e meia depois de iniciada esta fase da trilha, percebo que o chão está ficando quente (como uso as mãos para me apoiar é fácil perceber a diferença), o cheiro de enxofre fica mais forte e tudo indica que estamos chegando ao final. Neste ponto cansaço, dor, frio, medo e ansiedade se transformam em determinação e ganho um impulso final para conseguir terminar. Quando finalmente chegamos ao topo do vulcão começa a chover, o vento é frio e o enxofre sufocante, precisamos descansar rápido porque é perigoso passar muito tempo ali. A volta A primeira parte do retorno é a mais difícil e eu estou o tempo todo agachado deslizando devagar. Neste ponto encontro dois outros grupos subindo, todos ficam muito surpresos em eu estar caminhando sem guia e mais ainda de ter um cachorro comigo, mas um dos guias o reconhece e conversamos um pouco. Levei cerca de 3 horas para chegar até o abrigo no final da floresta, mas mesmo sabendo que ainda teria mais 2 horas de caminhada até o ponto de ônibus me senti aliviado porque o caminho final era menos perigoso e sem riscos de me perder. Fotos Esta é a parte mais irônica da aventura. Em geral após caminhar horas ou fazer travessias difíceis somos recompensados com paisagens de tirar o folego, onde os mochileiros se orgulham de tirar fotos e mostrar para os amigos. O vulcão Concepcion não te permite isso. Não importa em que época do ano você vai, ou quão ensolarado está o dia. Existe algum fenômeno climático que eu desconheço (se alguém souber por favor me explique) que torna o topo do vulcão sempre encoberto por nuvens. Estive durante uma semana na ilha e houve dias que as únicas nuvens no céu estavam ao redor do vulcão parecia que havia um imã ali. Como consequência direta disto nenhuma das minhas fotos ficou boa. Esta é definitivamente uma aventura pela satisfação pessoal de superar meus limites e saber que sou capaz do que propriamente para admirar a natureza. [as fotos e videos originais do dia voce pode ver no post oficial da aventura http://www.tomatechines.com.br/2018/01/a-aventura-mais-cansativa-longa-e-perigosa-da-minha-vida/]
  4. Onde, diabos, fica a Nicarágua? O que tu vai fazer, sozinho, em El Salvador? Guatemala é na África? Essas são reações habituais quando se fala em passar férias, mochilando, na América Central. Por que esses destinos? Tive a oportunidade de passar alguns dias, em 2013, na Nicarágua, desde então a vontade de conhecer mais desse pedaço da América me tocava. Um pequeno pedaço de terra, se comparado com a imensidão do Brasil, mas gigante em história e em acolhimento. Em setembro de 2016, em um daqueles dias que a ansiedade, vontade, ou sei lá o que - o desejo infinito de cair no mundo - falou muito forte comprei uma passagem Porto Alegre - Cidade do Panamá e Cancún - Porto Alegre (Copa Air - ida 01/02/2017 e retorno 01/04/2017). O que faria? Não sabia quase nada. Retornaria para conhecer mais da Nicarágua, pesquisaria mais sobre um destino - San Blás - que um Português comentou comentou comigo quando conversamos subindo Machu Picchu e terminaria descansando em Cancún/Playa Del Carmem. No período até a viagem fui lendo alguns relatos, pesquisando sobre destinos, conversando com amigos da América Central - listando e cortando pontos e percebendo que seria pouquíssimo tempo. Ponderei entre leste e oeste, entre o caribe, montanhas, cidades. Uma injustiça cortar qualquer destino. (Decidi não passar por Belize, decidi voar da Cidade da Guatemala para Cancún no dia 26/03, com Volaris) O roteiro acabou, com varias dores por não poder ir em todos os lugares, assim: 1 a 3 de março - Cidade do Panamá A base foi o Casco Velho, Hostel Lunas Castle, a antiga, histórica Cidade do Panamá. A sede da Presidência da República fica por lá, museus, prédios históricos e uma bela vista - de um lado para a "nova" cidade do Panamá e de outro para o Canal do Panamá. Um bairro tranquilo, mas cheio de vida. Ali perto fica o Mercado Pesqueiro, comer um ceviche por lá é obrigação. É possível caminhar por todo o centro e pelo casco velho com tranquilidade - foram muitos quilômetros nesses dias. desde o Casco Velho até a outra ponta, onde fica a "Trump Tower". Vale muito a pena conhecer tudo por lá, entender um pouco da história desse povo, das consequências e causas do Canal do Panamá. Há, ao mesmo tempo, uma diversidade cultural enorme e uma falta de cultura própria, consequências de toda a exploração que o país sofreu/sofre. O que mais se vê por lá são sedes de bancos, um centro financeiro da América. Lugar, também, de diversão de investidores e empresários longe das esposas. 3 a 5 de março - San Blás - Panamá O lugar mais incrível do mundo, ao menos do mundo explorado por mim. É difícil resumir, colocar San Blás em palavras, é puro sentimento. Fiquei na Isla Franklin, reservei, com transporte, no dia em que saia do Brasil. Uma ilha, no mar do caribe, em que se dá a volta em menos de 5 minutos caminhando, sem energia elétrica, gerida por indígenas nativos, com cabanas a 3 metros do mar para dormir e umas 20 pessoas - de diferentes partes do mundo. Há Rum no local. Só posso dizer: Vá, sem pensar. 5 a 6 de março - Cidade do Panamá Chama atenção o controle de fronteira entre esses dois países. Além de uma aprofundada revista das malas na fronteira, meu ônibus foi parado duas vezes em território Costarricense. Nas duas vezes o mesmo senhor, mexicano, deve que descer e tirar tudo da mala. Há um preconceito contra os mexicanos pelo histórico de tráfico realizado por pessoas daquele país. 7 a 8 de março - San José - Costa Rica A Costa Rica é cara, mais que o Brasil. A cidade em que me senti menos seguro no trecho todo, não chega a ser tão insegura como Porto Alegre, por exemplo. Foi um ponto de passagem, o prédio do Teatro Nacional foi o que vi de mais legal por lá. Foi um bom dia para descansar. (Hostel Selina San José) 8 a 11 de março - La Fortuna - Costa Rica La Fortuna foi o paraíso que escolhi para desbravar um pouco das belezas naturais desse país. Boa parte do território nacional é composta por áreas de preservação ambiental, há um contraste com os países vizinhos. La Fortuna é um pacata cidade, cheia de americanos, abriga o Vulcão Arenal e uma diversidade ambiental enorme. Minha estada aqui foi típica de cidade do interior, sentar na praça e observar o movimento era ótimo. Há diversas possibilidades de aventura. Fiz um trilha de grande dificuldade, subi o Vulcão Chato, me banhei na cratera dele, onde existe um lago - água mais gelada da vida - desci, fui até a base do Arenal e terminei o dia, depois de 8 horas de subidas e descidas, relaxando por uma hora no rio termal da cidade. Isso mesmo, um rio, público, com água natural em torno de 50ºC. Não preciso dizer mais nada, né? (EcoHostel La Fortuna) Minha querida Nicarágua, voltei! A terra de Sandino só me encanta mais. Para quem gosta de história e de política esse é o lugar. Revoluções, vida e morte marcam cada viela desse país. Ainda, uma recente democracia, bem(?) diferente da nossa, digna de muitas conversas de bar, marcam essa terra 11 a 13 de março - San Juan del Sur - Nicarágua A pequena e badalada San Juan. Praia de surfistas, cheia de jovens estadunidenses em busca de diversão. Mesmo não sendo "a minha praia" tinha que conhecer, é linda. O mar do pacífico fica bonito por lá, é a porta de entrada do país. (Saltwater Hostel) 13 a 15 de março - Ometepe - Nicarágua Uma ilha, no segundo maior lago das Américas, com dois vulcões e pouquíssimo explorada. Óbvio que eu ia conhecer e óbvio que eu ia subir os 1600m do Vulcão Concepción. Uma subida ingrime e escorregadia. Foi incrível passar por lá. Dá para alugar uma motinho e girar os diversos povoados da ilha. Cada canto com suas diferentes belezas, sempre belas. Espero que a ilha siga lá, intacta e linda por muito tempo. (Hostel Casa Moreno) 15 a 17 de março - León - Nicarágua A capital da revolução. León tem cheiro de história, dá para caminhar pelas ruas e imaginar tanques de guerra e conflitos armados por lá. É incrível. Na primeira vez que estive na Nicarágua vidrei nessa cidade, voltei e sai gostando mais ainda. Por lá, no vulcão Cerro Negro, fiz o Volcano Boarding, sky no vulcão. O único lugar do mundo em que se pode fazer isso. (Hostel Las Vacaciones) 18 a 19 de março - El Tunco - El Salvador El Tunco é a San Juan Salvadorenha. Boa de ondas e menor ainda em extensão. Tão bela quanto. Como tudo nesses países, vale muito a pena conhecer. 19 a 20 de março - San Salvador - El Salvador San Salvador é tranquila. Sim, a violência não se dá contra a população em geral, como no caso do Brasil. Há muitos conflitos entre grupos, por isso a fama país violento. A cidade é grande, uma capital latino americana tradicional. Um povo que ama seu país, mesmo que saia dele em busca de melhores oportunidades. Um país cheio de riquezas naturais. Tive a oportunidade de conhecer pouco, subi o vulcão Ilamatepec, conheci o vulcão Izalco e o belo Lago Coatepeque. Comi muita Pupusa, prato típico do país. 21 a 23 de março - Antígua - Guatemala 500 anos de história nesse chão. Patrimônio Mundial da UNESCO. Fantástica. (Hostel Antigueño) 23 a 25 de março - Panajachel - Guatemala Se El Tunco é a San Juan Salvadorenha, Panajachel é a Ometepe Guatemalteca. Rodeada por vulcões, cheia de povos tradicionais, um belo lago. Um pedaço do paraíso. (Hotel El Sol) 25 a 26 de março - Antígua - Guatemala 26 de março a 1 de abril - Playa del Carmem - México Playa é demais. Isla Mujeres é demais. Os cenotes são incríveis. Descansar é demais! (Lobo do Mar Hostel) Viajar é demais! Fico à disposição: Rodolfo Fuchs @rodolfofuchs *Todas reservas feitas pelo booking durante a viagem - ter flexibilidade é essencial. *A passagem foi o caro da viagem, tenho os custos detalhados, país por país. *Para San Blás tenho o contato de um indígena que consegue fazer mais barata a estada por lá. *Cada país tem suas manhas, seu jeito.
  5. Fala comigo.... Depois de me aproveitar do conteúdo daqui para montar minhas mochiladas é chegada a hora de colaborar. Vou fazer esse relato pq acho que tenho muito a agregar para esse destino que não possuem muitas informações aqui. Deu maior trampo e eu fiz com todo carinho do mundo, enjoy it ! Para iniciar, vou situar a galera que vai ler esse relato. Sou mochileiro a quase 10 anos do tipo “médio cost” (atualmente), ou seja, sou econômico, mas não economizo com passeios e sempre que vou em algum lugar tento conhecer tudo que é possível. Represento bem a classe dos Mochilas já que converso com todo mundo, tenho vergonha de pouca coisa , choro desconto, almoço quase qualquer coisa e durmo em qualquer lugar (em qualquer situação). Sempre que compro algo fora faço uma conversão mental para reais, então colocarei os valores em reais (ou originais em dólares, se houver) que eu ACHO que paguei. Fiquem atentos, pois tem preços em dólares e em reais. Nota: meu modelo de escrita (e fala) usa muitos parênteses, as vezes parênteses dentro de parênteses. Estou recém chegado de uma mochilada pela América Central (a partir de agora AC) via terrestre (leia-se busão ou oq tiver), foram 20 dias com paradas na Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e Belize ( cruzando Honduras e El Salvador de Van). DIA 1 - Reconhecimento de La Fortuna Cheguei em meados de Abril no aeroporto de San José CR as 9h da manhã de um Domingo. Troquei dinheiro no banco (taxa igual a da rua) que fica no andar de cima (embarque) e como não tinha vontade de ficar lá (San José), peguei um Uber (taxi lá é sem taxímetro) com a internet do próprio aeroporto que é grátis até a estação (terminal) de ônibus chamada “La Radial” com destino a La Fortuna. O terminal de bus é próximo (3km), mas não rolava de ir a pé com mochila já que o Uber deu R$10 conto. Logo que cheguei na “estação” (mais parece uma galeria de lojas derrubadassas) comprei um chip da Movistar (R$20,00) que funciona em toda AC e comprei a passagem (R$ 30,00) para um busão que saia logo. Saldo total, R$40,00 para sair do aeroporto e chegar em La Fortuna, existe um shuttle dento do aeroporto que custa $70 (doletas), e ai vai preferir oq? Cheguei em La Fortuna (uma charmosa cidadezinha aos pés do vulcão Arenal) eram umas 3h da tarde, almocei em um restaurante (para locais e ainda paguei R$ 20,00 num prato feito tipo PF) pertinho de onde o busão parou. Deixei minhas coisas no hostel (Arenal Backpackeres (que falando nisso, gostei d + da estrutura e da área de lazer, paguei $13 a cama, quarto com 12 almas penadas e banheiro dentro)) e tratei de correr atrás dos passeios, no final das contas agendei tudo no próprio hostel que tem uma agência integrada (tive quase 20% de desconto no pacote e pagando em efetivo $). Aliás lá vai a primeira dica para AC, leve mais grana viva (dólares) que qualquer outra coisa, os lugares não aceitam cartão direito e quando aceitam cobram +6% de taxa. Agendei os seguintes passeios: Hiking 2 vulcanos fullday $30 Rapel halfday manhã $50 Canopy halfday tarde $ 45 Rafting halfday manhã $50 DIA 2 Hiking 2 vulcanos fullday $30 – Passeio muito show, obrigatório de fazer em La Fortuna, começa as 10h (não sei pq desse horário, sol no lombo) vc faz um hikking leve (mas o grupo é grande, então demora) de 2h e chega na cratera de um vulcão extinto que está cheia água da chuva, depois de nadar um pouquinho e fica lá por 1h +-, segue mais caminhada até um mirante que é possível ter uma vista linda do vulcão Arenal e para fechar rola um “banho” em um rio de agua quente termal e um “drink” que eu vi a galera preparando e trata-se de uma coisa alcoólica artesanal ( tipo rum) com um refrigereco. Voltamos para o hostel e cheguei tipo as 8 da noite. Alertas, esse passeio é feito na lama então levem tênis que pode ser detonado, vc vai ficar molhado o dia inteiro então não se preocupe com toalha ou levar capa ou roupa extra, tem que levar sua própria comida e água. Rapel halfday $50 – Fiz rapel (tenho quase zero experiência, tinha feito somente um a 6 anos atrás em Capetown) com uma empresa chamada Puretrek ( http://www.puretrek.com), passeio animal, seguro, divertido e com almoço incluído (na Costa Rica as coisas são muito caras). Síntese, são 5 pontos de descida todos com cachoeiras, sendo o mais alto de 35m, a galera vai tirando fotos ( vc pode levar sua câmera) e no final eles vendem pelo amargo valor de $25 (claro que não comprei). Canopy halfday $ 45 – Saindo do Rapel já tinha o passeio de tirolesa agendado, escolhi fazer tirolesa em La Fortuna pq não estava nos meus planos ficar muito tempo na Costa Rica (muito caro), digo isso pq tem um parque de tirolesas muito mais doido em Monte Verde (outra cidade). Síntese, são 13 descidas algumas com vista muito doida e uma de mais de 1km. Impressão pessoal, Fiz e NÂO faria de novo, já que o custo benefício desse não é bom ( caro pra pouca emoção), mas se der vai pra Monte Verde e faça o passeio lá, lá tem um parque que a galera que eu encontrei relatou mt bem. DIA 3 Rafting halfday $50 – Fiz o passeio com a Arenal http://www.arenalrafting.com/, passeio bacana e para mim que não tinha experiência foi legal, adoro esportes e faço todos que existem, no caso do Rafting não morri de paixão, mas o passeio não deixou nada a desejar e votei cedo para o hostel (3 da tarde) deu para ir no centro de La Fortuna comprar algum souvenir para minha namorada. DIA 4 – Transfer day Costa Rica x Nicarágua Dia de translado entre Costa Rica até a Nicaragua, viajei completamente sem planos e chegando na AC fui conversando com a galera que estava fazendo a trip inversa (descendo a AC) eu tinha então as seguintes opções, ir para San Juan Del Sur, Ometepe ou León. San Juan Del Sur é uma cidade de surfistas e o ponto mais alto da cidade é sábado onde tem uma festa que é um mini springbreak Sunday Funnyday (a galera que foi adorou), como eu tenho esposa e não surfo essa opção foi descartada de cara . Ometepe é um vulcão maravilhoso na beira do lago Nicarágua rola até de subir ele, porém a vista nunca está limpa, como eu já iria subir um vulcão ativo na Guatemala pulei essa cidade, porém reza a lenda que convém parar um dia lá . Sobrou então León, cidade que fica mais ao norte da Nicarágua e tem o Vulcano Boarding (isso mesmo vc n está ficando louco ) a escolha foi simples. Não tem muito segredo, vc pega um ônibus saindo do terminal de La Fortuna as 6:30 da manhã e pede para te deixar no trevo para “Tanque” (Colón del Tanque) :'> , lá as 7:00 passa um bus de linha pública para fronteira, cai dentro e 2 horas depois vc estará na fronteira (Peñas Blancas). Não tive problemas na imigração para sair da Costa Rica (reserve $21 para taxas e afins ). Entrando na Nicarágua vc praticamente cai em uma parada de ônibus vulgarmente chamados de chicken bus, paguei $3 para me levar até Manágua (capital) uma viagem tranquila leva umas 3 horas com o bus parando a cada km para embarque/desembarque. Em Manágua, eles te deixam em uma espécie de terminal e vc pega uma van para León (fácil o pessoal fica gritando por passageiros na rua ), essa custa como $2 e mais 1h e 30 de viagem. Chegando em León peguei um biketaxi $1 para me levar no hostel (sem necessidade, mas eu já estava cansado e n queria ficar procurando). Em León fiquei no BigFoot (http://www.bigfoothostels.com $10 a cama) um dos melhores hosteis que já fiquei, galera super comprometida com os detalhes o que faz sua experiência lá ser incrível, na mesma noite já agendei o Vulcano boarding para o dia seguinte. IMPRESSOES GERAIS DA COSTA RICA País meio artificial com o turismo formatado para americanos, muito caro (unanimidade entre os mochilas), hosteis bem preparados e passeios estruturados. Sem grandes pontos de destaque. HIGHLIGHTS Rappel + Nadar na cratera do vulcão DIA 5 – Vulcano Boarding + La Penitas O tour para o Vulcano sai as 10h, antes tomei café no próprio hostel que oferece uma experiência diferenciada com cafés selecionados da Nicarágua e de outros locais (vale mais para quem entende, eu fui de blackcoffe). Uns 15 min antes do tour sair eu vi um cara conversando no telefone em português, abordei o sujeito e conheci o Cadi, que na verdade é um dos donos do hostel (guarde essa informação, pois ela será útil mais a frente). Vulcano Boarding halfday $30 – A treta inicia em um caminhão e vc vai na caçamba tipo pau de arara, chegando na base do vulcão são 1h e 30 min de caminhada (hikking leve) até o topo carregando a prancha (que mais parece aquela do skibunda de Natal). Depois de uma seção de fotos (um dos guias vai com câmera profissional e tira fotos da galera e posta no face no dia seguinte) por isso não se preocupe muito em registrar pro sua conta. É chegada a hora, vc está no alto de um big ( olha o tamanho do caminhão lá em baixo) morro e são te passadas algumas instruções sobre como controlar (o q não ajuda muito já que a velocidade é absurda e vc nunca viu aquele equipamento) a prancha e, é isso ai papai, morro abaixo . Lá embaixo sua velocidade é medida e o mais rápido ganha um drink e o mais lento um banho de gelo. Ainda estão inclusos no passeio, um drink no retorno e um transfer para La Penitas (o Bigfoot possui uma unidade (pé na areia) mais voltada para surfistas em La Penitas uma cidade a 20 km de León e quem faz o Vulcano boarding pode ir lá passar o resto da tarde grátis (vale muito a pega ir e pegar o pôr do sol lá (saca o visual)) Achei a experiência incrível e recomendo para todos, barato pelo tanto de coisas inclusas e seguro, além de único no mundo . Preferi pernoitar em La Penitas, e chegando lá fui muito bem recebido pela galera, tomei umas de leve no barzinho a beira da praia e decidi alugar uma prancha de surfe para o dia seguinte. DIA 6 - La Penitas + Mesa redonda Acordei de boa e mandei um café da manhã de omelete R$ 10 que vale muito a pena e fui surfar (tentar). Fiquei até umas 2 da tarde na praia e voltei para o hostel onde fiquei de relax o resto da tarde. Quando dá 7h da noite o mesmo caminhão pau de arara te busca para voltar para o BigfFoot de León. Eu decidi conversando com a galera que fui encontrando a ir direto para Antígua uma cidade animal na Guatemala. O BigFoot oferece esse shuttle que custa $50 ( são 6 imigrações, 3 países) e sai as 2 am ( 2 da manhã) e chega as 8h da noite. Eu já tinha decidido (comigo mesmo) de chegar, tomar um banho e ficar esperando o shuttle no relax zone do hostel (não queria viajar a noite toda bêbado). Enquanto eu estava cumprindo meu plano, sentando no sofazinho , de banho tomado, passa o Cadi e me cumprimenta e começa a bater papo, tava um calor infernal e passados uns 15 min ele abriu uma cerveja e me ofereceu (recusei de primeira ), mas o papo foi ficando bom e eu não resisti e comecei..... Foi então que a gente passou para uma mesa e nisso chegou o Fernando (outro brazuca que trabalha como gerente do hostel de León) e a Reginy outra Brasileira que estava no seu último dia de trip (iniciada no Panamá). Saldo, falamos sobre tudo e ficamos até as 2h da manhã batendo papo regado a cerveja gelada e rondas de tequila (boa). Me senti muito honrado em conhecer a história do Bigfoot os caras são obcecados por tratar bem os hospedes pensando em cada detalhe e hoje estão com 3 unidades e possuem a maior disponibilidade de camas na América Central (não é para qualquer um não). Para os Brasileiros o Bigfoot é escolha certa em León, pode confiar (Procurem o Cadi ou o Fernando para bater papo e peçam o welcome drink(cortesia minha )). OBS: o Hostel oferece um desafio que se chama LavaShot, é tipo uma régua com 3 tequilas misturada com pimenta ( rum curtido por 6 meses na pimenta). Eu que não sou parâmetro para ninguém em pimenta (Sou apaixonado e tenho coleção de pimentas) resolvi encarar. Só falo que o negócio é punk e os gringos que eu vi fazendo choraram chamando a mamãe (sério). Eu que me considero quase imune a pimenta, achei pesadasso e fiquei uns 5 min sem conversar oxigenando o cérebro para absorver a porrada. Mas voltei com uma camisa do desafio que não é vendida é conquistada! Dia 7 – Transfer Day para Antigua – Guatemala Após uma calorosa despedida da galera entrei na van para Antígua, as 5 da manhã vc é acordado pelo paciente motorista para sair da Nicarágua e entrar em Honduras, e go on.... Viajem em cima de viagem, a van para em El Tuco uma cidadezinha em El Salvador muito doida, acho q vale a pena reserva um dia para lá. A única dica é a mesma para todos os transfers na América Central, a van simplesmente não para (de 4 em 4 horas), então vai preparado com comida e não beba líquidos pq n tem lugar pra piss, eu estava com uma estratégia, um dia antes baixei uns 3 filmes no Netflix na internet do hostel e passadas 2 horas de viagem eu começava a tomar agua (nunca antes mesmo com sede), rolou bem. IMPRESSÕES GERAIS DA NICARAGUA País muito pobre, porém, muito seguro, barato e com grandes atrações surpreendentes, acho que vale muito a pena conhecer a parte caribe da Nicarágua. HIGHLIGHTS Vulcano Boarding + La Penitas + Bigfoot Ometepe (não fui, mas foi unanimidade entre a galera) DIA 8 – Day off Me hospedei no Bigfoot de Antígua, unidade novinha em folha estilo hostel boutique (a nova geração está com tudo), que é administrado pelo irmão do Cadi, o Breno, cara comprometido com manter o cliente satisfeito. Uma curiosidade, nesse hostel a cozinha é tocada por um chefe Suíço, a alimentação lá realmente é diferenciada. Eu precisava trabalhar um pouco no pc e depois de uma viagem de 18h sem dormir direito, e na eminência de agendar um passeio de 2 dias de caminhada para o vulcão Acatenango, tirei o dia off e fiquei no hostel, almocei em um lugar chamado Rincón Típico, lugar super local, escolha certa, um almoço custou R$ 15,00 (prato feito). Agendei o passeio para o Acatenango ($28), que situando a galera é um vulcão ao lado do vulcão Fogo, que entra em erupção toda noite. São dois dias de caminhada com barraca (vc dorme na barraca e dentro do saco de dormir, são 4 dentro da mesma barraca) e tudo nas costas, vc sobe em um dia e no outro é acordado as 4h para continuar a caminhada para pegar o nascer do sol lá em cima.Aproveitei esse dia tb para agendar o transfer ($30) para Lanquim que saia no dia que eu voltava do Acatenango as 2 pm. DIA 9 – ACATENANGO O tour chegou as 9h no hostel, fui praticamente o primeiro no bus e foi só enchendo, rapidamente éramos um grupo de 15 almas penadas, depois de 1h de estrada chegamos em uma casa na beira da estrada, bem simples, lá é decidido quem vai levar cada parte da barraca, se puder recomendo levar as varetas. Eu levei na mochila: 4 latas de atum (eu sigo a dieta lowcarb e como proteína pra carai)+ um pacote de rap10 + 4 litros de agua, roupa de frio ( segunda pele, moleton, corta vento, luva) Galera aqui vai um alerta IMPORTANTE lá em cima faz um frio simplesmente cabuloso (entre -5°c e 5°c) então se prepare para esse tipo de situação. Comprei tudo no La Bodegona, um supermercado gigante em Antígua Começou a subida e a primeira parada é uns 30 min depois, ali vc já v quem é quem, a galera chega lá bufando. Eu tenho bom preparo físico então fui indo conversando com o guia um Guatemonteco muito gente boa que morou nos EUA com brasileiros então gostou muito de mim. Resumindo, são 10 km de subida com 2000metros de elevação, não tem trecho leve nem normal, somente subida leve, subida na areia ou escadas, foram 5h para subir, chegamos por volta de uma 17h no base camp e armamos as barracas e fizemos uma fogueira. Rola um miojão da hora (no qual eu já joguei 2 latas de atum por cima) e fiquei batendo papo com a galera até as 23h na beira da fogueira, quando o vulcão acordou e ficamos admirando ele cuspindo fogo e fazendo um barulho igual de trovoes. O guia ofereceu um passeio extra por $20 que te levaria até a base do vulcão fogo, que saiu as 12h da madrugada e voltaria as 4h (hora de acordar) eu n fui, pois ia ter q fica virado. Peguei um chazinho e fui dormir (ou tentar), pq vc fica em uma barraca com 4 pessoas (eu estava com um Holandês e um casal de Australianos, as raças mais loucas do mundo (galera muito gente boa)) Mas faz tanto frio e a posição é tão desconfortável que eu dormi tipo umas 2 horas. 4h da manhã, hora de acordar e rumar para o nascer do sol, são + 1:30 de subida punk, chegando lá em cima tudo vale a pena, vou deixar o vídeo abaixo falar por mim. Na volta rola um café preto (no qual eu comi minhas latas de atum com rap10) no base camp e começou a descida as 8h, a descida é uma delícia e o melhor a fazer é descer correndo igual nos filmes de ação, desci eu, o guia e o Holandês disputando corrida (por 2 vezes quase que um passo direto e acerto uma árvore e no final já estava manerando, ainda tinha mt viajem pela frente) Cheguei no hostel as 12h, tomei banho, almocei um Burrito sensacional ( o melhor que já comi na vida ( talvez seja a fome)) e fiquei esperando o shuttle para Lanquim. Pegando o Shuttle, nada de mais, estrada em cima de estrada e era quase uma da manhã quando cheguei no hostel EL Retiro (No qual o Breno conhece o dono (Josué) e reservou por whatsapp pra mim). DIA 11 – Semuc Champey Em Lanquim me hospedei no hostel El Retiro, recomendo d +++ , no meio do mato, são chalés tipo cabana e possuem quartos compartilhados, paguei R$50 por duas noites e aproveitei e agendei o passeio para Semuc Champey (uma das atrações mais aguardadas da viajem para o dia seguinte). Lanquim é um vilarejo, quase não tem opções, acordei cedo, coloquei minhas roupas para lavar ( ficaram finas) e tomei café no próprio hostel (não está incluído). Saimos para o passeio as 8h, primeiro rola o tour dentro de uma carvena segurando um vela (que apaga toda hora), o tour em si não é perigoso, mas a chance de sair com algum hematoma (na canela) é grande, já que vc não enxerga nada e tem trechos com água até o pescoço. Depois da carvena o guia te leva para um Tarzan Swing show de bola, vc voa muito alto. Depois rola uma cachoeira que é uma paisagem espetacular, onde tb tem um lugar para saltar. E para completar a fase inicial, tem um tubbing, uma descida de boia pelo rio, muito relax, vem uns meninos vendendo cerveja na boia pra vc, eu tomei uma, mais como atração turística. Lunch time, o tour para em um “restaurante” improvisado na beira da estrada, tipo self-service com uma carne, eu estava numa lara pesada, já que no dia anterior foi só estrada (e a van não parou para comer), eu peguei o almoço R$ 25 e comi o suficiente para alimentar um Dragão por uma semana, depois fui ver q essa não era uma boa ideia , pois para subir no mirante de Semuc tem uma trilha com um lance de escada de 30 min. Semuc Champey é uma paisagem maravilhosa, eu fiquei relaxando nas piscinas batendo papo com a galera do tour ( 1 casal de americanos, 2 canadenses, um mexicano e um colombiano), um dia é suficiente, dois dias seriam se vc tiver com uma turma e quiser fazer tipo um “picnique”, se tiver de mochilada reserve somente um dia mesmo. Voltando para o hostel, nesse dia teve um jantar tipo em família (tem que avisar antes) custou R$ 30, e ai todo mundo hospedado lá participa em uma única mesa, achei muito doido já que é exatamente essa minha ideologia, mundo sem fronteiras. DIA 12 – Dale Estrada – Transfer day de Lanquim para Flores Esse é mais um daquele dias que vc só vê estrada, de Lanquim para Flores foram mais 10h de estrada, saindo as 8h e me custou R$60. Cabe mencionar uma coisa aqui, nesse transfer eu conheci um Suíço que estava indo também para Flores e depois para Belize (o mesmo roteiro que eu), dessa forma começamos a seguir viagem juntos. Chegando em Flores nos hospedamos no Hotel Petén http://www.hotelesdepeten.com (apesar do nome possui quartos compartilhados) paguei $9 na cama em quarto com ar condicionado, sem café da manhã. Nessa mesma noite fechamos o passeio para o dia seguinte nas ruinas de Tikal e ainda o transfer para Belize (paguei $40 por tudo, não sei agora o valor em separado). Uma dica, na mesma rua desse hotel, virando a direita andando uns 30 metros tem um restaurante/lanchonete que vendem uns burritos maravilhosos e muito baratos (tipo R$ 3 cada). No primeiro dia nos jantamos lá e no segundo também. Dia 13 – Ruinas de Tikal Achei melhor pegar o Sunset (o Sunrise tem que acordar as 4 am) no parque, nessa modalidade o passeio começa às 12h. acordamos cedo e tomando café da manhã o Suíço levantou a bola de fazer alguma coisa na parte da manhã, eu animei e fomos para um lugar chamado Jorgue’s rope, que nada mais é que um Tarzan Swing em uma paisagem incrível no meio do lago. Pagamos R$ 20 cada para o barqueiro nos levar lá e mais R$ 5 para entrar. Tikal Seguinte, impossível fazer Tikal sem guia, tem muita história embutida naquelas pirâmides, placas, canais e tudo mais, o passeio sem guia pode ser meio fútil na minha opinião. Tem que pagar uma taxa de R$ 60 para entrar no parque, que é uma lenhada . Resumindo, vc passa toda tarde imerso em uma aula de história em um dos berços da civilização Maya, achei muito doido e levarei meus filhos (quando tiver). Passeio leve e termina com o pôr do sol em um dos templos. Chegamos no hostel as 8h da noite e adivinha onde fomos jantar? No burrito, o lugar é tão bom que no caminho voltando de Tikal eu perguntei para o suíço: EU- Vc quer comer naquele lugar de novo ou prefere ir em algum lugar diferente, quem sabe melhor? ELE – Cara, só existe uma opção. Dia 14 – Transfer day para Belize Nabada day, já tinha lido aqui em um post que brasileiros tem “problemas” para entrar em Belize, então lá vai o mineirinho aqui com cara de trouxa. Pegamos o bus das 5h da manhã em Flores e chegamos na fronteira as 7:15, por questões de tráfego o ônibus só pode passar a partir das 8h ( não entendi já que é uma fronteira vaziassa), então fomos fazer o processo imigratório, para sair da Guatemala foi sossegado. Chegando em Belize, o cara da imigração, olhou meu passaporte e disse “ vc é brasileiro, espere ali”, eu claro, não teci comentários e sentei.... deu 8h e nada deles me chamarem, fui perguntar “oq q pega?” e o cara disse que eu teria que passar por uma entrevista, blz. Deu 8:30 o motorista do busão veio conversar comigo, falando que não podia mais esperar, e que eu deveria pegar o próximo bus que passaria as 11h. Ok, deu 8:45 o cara me chama, vestido de uma educação britânica me fez 3 perguntas e me liberou. Eu fiquei na fronteira de 7:15 até as 11:30, por 3 perguntas??? Aqui cabe uma reflexão, o cara atrapalhou meu dia quase todo, por nada, é o tipo de relação perde x perde, eu perdi pq fiquei 4 horas na fronteira, perdi o bus e me separei do meu amigo, Belize perde pq muitos brasileiros ficam inibidos de passar por esse processo e evitam o país. No mundo moderno esse tipo de relação não tem mais lugar. Respeito a aplicação de qualquer processo, só acho que poderiam ter sido ágeis na solução do caso. Conversando na imigração (já que tive muito tempo), entendi que a parada toda é por causa que pegaram 15 pessoas com passaportes falsos do Brasil uma vez, então todo mundo que chega com passaporte do Brasil roda. Uma dica: Se for fazer esse roteiro pegue o ônibus das 5h, assim se der alguma coisa errada vc pega o próximo as 11h. Se ainda assim der errado, a cada 30 min passa um ônibus de turismo na fronteira indo para Belize City, conversei com um dos motoristas que me levaria por $20 (eu não fui, pois era minha segunda opção). Encontrei um casal brasileiros que tb foi parado e perdeu o bus, porém eles tinham saído da Flores no bus das 8h (último busão dessa cia), dessa forma eles tiveram que pagar $75 de taxi para leva-los até o Ferry, Loucura. 3 horas de bus e chega-se no porto do ferry que te leva para Caye Cauker, são $25 por ida e volta ( se comprar os 2 juntos sai mais em conta). A viagem é curta 30 min e cheguei na ilha, cruzei a ilha de fora a fora buscando um bom lugar para ficar, acabei parando em um hostel chamado Yumma’s, um lugar tranquilo e confortável (paguei R$ 50 quarto com 4), pertinho da chegada do ferry a esquerda. Tomei banho e fui ver o pôr do sol no Lizards o único point para ver o pôr do sol, como era único, encontrei com o Suíço e ficamos toma uma de leve. Dia 15 – Day off em Caye Caulker O Suiço achou um hostel fino, que era mais barato e com ar condicionado setado para “polo norte”, não pensei 2 vezes, acordei arrumei minha mala e vazei do Yumma’s e fui para um chamado “Go Slow” do famoso Basílico. O suíço acordou passando um mal filha da pu$% e decidimos não fazer o passeio esse dia e ficamos de boa na “praia”. Nesse momento já tenho as primeiras impressões sobre Caye Caulker, um lugar com uma vibe pesada, onde as pessoas não tem respeito pelos outros, além de não ter porr&* nenhuma para fazer, nem praia tem, o lugar que o povo chama de praia é um deque de concreto sem areia (whats????). Fui muito mal recebido e tratado pelos locais, na fila do supermercado os caras entram na frente, pois sabem que vc é turista e não vai enquencrar. Na rua, os caras vem de bike para te atropelar se vc n sair da frente. Conversei com o Suíço sobre, ele me disse que não foi pior tratado do que em qualquer lugar da América Central, mas ainda assim era tratado como “ turista otário”. Essa é minha opinião sobre o lugar, a não ser por um motivo especialíssimo não volto em Belize nunca mais. Dia 16 – Snorkel com Tubarões + Arraias e afins O suíço ainda estava morrendo, tipo de gripe e com febre, eu já tinha decidido de vazar de Caye Caulker assim que possível, então tratei de correr atrás do passeio para parte da tarde (esperando melhoras do Suiço). Seguinte, só tem um tour para fazer na ilha, ou vc mergulha dia inteiro ou meio dia, sendo que o fullday ou halfday os pontos são os mesmos, mas o halfday fica menos tempo nos lugares. O custo é $60 fullday ou $35 halfday, fui de halfday e achei de bom tamanho, fiz o passeio com o CAVEMAN tipo o único cara (local) gente boa da ilha (o cara é muito zueira). O passeio sai as 14h e retorna as 17h (antes do pôr do sol) e vc nada com tubarões, arraias e tudo mais que existe no mundo marinho, além de visitar a segunda maior barreira de coral do mundo. Não sou um aficionado por mergulho, apesar de já ter feito muito, foi um passeio nota 7 ( tive medo de mergulhar com tubarões, mesmo assim fui com medo mesmo). Dia 17 – Bora para San Pedro Conversando com os caras do hostel ( trip inversa), descobri que existia uma ilha bem maior e mais agradável que Caye Caulker que ficava a 30 min de ferry, chamada San Pedro. Era perfeito para mim que queria vazar de Caye Caulker e para o Suíço, já que era mais perto de Chetumal, uma cidade litorânea no sul do México ( seu próximo destino de viagem (ele estava rumando para o Paraiso de Playa Del Carmem)). Pegamos o Ferry as 11:15 e chegamos em San Pedro as 12h (custo $25 ida e volta), chegamos em um hostel chamado Sandbar (o melhor da cidade, a cama custou $13) e depois de uns 30 min lá eu já estava enturmado com meio hostel. Conheci uma galera do Canadá e de Uganda e armamos um rolê a tarde para um lugar chamado “Secret Beach”, para chegar lá só com carrinho de golf (deve ser uns 20 km da cidade), então alugamos dois e fomos de galera. Passamos a tarde lá, e pelo menos é uma praia de verdade, na volta paramos em um lugar chamado “Truck Stop” é tipo uma feirinha de food trucks no Brasil, peguei um rango servido de feijão com arroz e ficamos lá batendo papo até umas 8 da noite (horário que tínhamos que entregar o carrinho). Dia 18 – Goodbay para o Suiço – Dia off em San Pedro Acordei cedo (tipo 6 da manhã) para fazer o bota fora do Suíço que iria pegar o Ferry para Chetumal, aqui vai mais uma dica, se quiser subir a AC até o México ou USA, vai de Ferry por esse caminho que é muito melhor que cruzar Belize de busão, porém tudo tem seu custo o Suíço mandou botar $50 de taxas para atravessar, mas é menos burocrático. Fiquei o dia de boa no hostel, meio que me preparando para partir no dia seguinte. San Pedro é uma cidade party hard e não faltaram convites para sair a noite, no entanto eu não estava na vibe (sem contar que minha mulher me mata). Dia 19 – Inicio do Retorno – Transfer Day de San Pedro para Panamá Meu voo sairia do aeroporto de Belize City as 14h, então acordei cedo e peguei o ferry para Belize City. Aqui cabe somente uma dica, ao chegar no “Ferry port” existe uma máfia de taxis (por isso existe Uber no mundo (não em Belize)) o valor é tabelado em $25 ( R$75,00 por 20min de corrida, somos otários mesmo!!!) para te levar no aeroporto, como eu já estava muito puto com Belize (exatamente por esse tipo de comportamento) e tinha tempo sobrando, resolvi me virar. Perguntei como chegar ao aeroporto de transporte público (foi a minha forma de fud¨&* com o sistema) recebi uns 3 “não tem jeito”, ainda assim não desisti. Perguntei em uma lojinha e um cara chinês me explicou como seria, seguinte: vc sai do terminal e vira a esquerda e segue por uns 1 km ( 6 min) atravessa duas pontes, se vc n se perdeu, vc chegará em uma parada de chicken bus, onde vc pergunta por “Ladville”, o busão me custou $1 e me levou até um ponto que fica a uns 2km do aeroporto, ai vc decide se vai a pé (15min) ou pega um taxi, eu fui de taxi pq não sabia a distância, de taxi foram $5, ou seja, fiz o trajeto com $6 ( fiquei triste de não ter hackeado o sistema todo). THE END galera.... Se vc leu até aqui, obrigado pela companhia, foi um prazer relembrar os passos da viagem! Aproveite seu tempo [email protected]
  6. Dalhe raça!!! Fiz um mochilão de 23 dias pela Costa Rica e Nicarágua em janeiro e feveiro de 2017 com mais dois amigos (Vitor e João). Segue abaixo o relato dessa viagem incrível, com custos parciais de deslocamento e passeios ao decorrer do texto, a soma dos custos totais (sem contar a passagem de avião) no final e muitas fotos! Informações gerais: Documentos necessários: Nenhum dos países necessita de visto, mas o cartão internacional de vacina da febre amarela é obrigatório (só pediram na saída do Brasil). Outra coisa importante é sua passagem de volta impressa para comprovar que você sairá da Costa Rica (nos pediram somente quando entramos na Costa Rica pela fronteira da Nicarágua). Transporte: Fizemos todos os deslocamentos internos de ônibus. No geral eles funcionam bem (passamos apenas um perrengue), mas são relativamente desconfortáveis e as conexões podem ser lentas. Não sei se a gente deu muito azar, mas na maioria das vezes os motoristas não nos avisavam quando chegávamos ao nosso destino final, então, o melhor jeito é sempre ir perguntando para os locais que estão dentro do ônibus. De qualquer jeito não faríamos de outro jeito, pois se economiza MUITO dinheiro e ainda dá pra conhecer um pouco do dia-a-dia e da cultura dos locais. Hospedagem: Só fizemos reserva dos hostels na Cidade do Panamá e em Rivas, pois chegaríamos um pouco tarde, e não tivemos grandes problemas. Acho que dá pra chutar uma média de 8-10 dólares na Nicarágua e 12-15 Costa Rica. Dinheiro: Na Nicarágua tudo é mais barato, mas dá pra não gastar muito na Costa Rica também. Trocamos 300 dólares assim que chegamos na Costa Rica e foi suficiente para pagar os deslocamentos e alimentação (pagamos quase todos os hostels e passeios com dólares). Não trocamos dólares pela moeda local da Nicarágua, pois o câmbio feito diretamente nas compras do país é bem justo. Alimentação: O prato típico da Costa Rica é o casado - arroz, feijão, uma proteína (carne, frango ou peixe, normalmente), salada (quase sempre com banana frita) e um carboidrato (normalmente algo com batatas). O prato sai algo em torno de 4-7 dólares e normalmente a bebida já está incluída (se não estiver, fale que não vai beber nada que eles sempre dão um copo com água com gelo). ROTEIRO: 1º dia (11/01/2017) – Florianópolis -> São Paulo -> Cidade do Panamá 2º dia (12/01/2017) – Cidade do Panamá -> Libéria -> Rivas 3º dia (13/01/2017) – Rivas -> Ometepe 4º dia (14/01/2017) – Ometepe (Vulcão Concepción) 5º dia (15/01/2017) – Ometepe -> San Juan del Sur (Sunday Funday) 6º dia (16/01/2017) – San Juan del Sur 7º dia (17/01/2017) – San Juan del Sur -> La Fortuna 8º dia (18/01/2017) – La Fortuna (Cerro Chato) 9º dia (19/01/2017) – La Fortuna (Rio Celeste) 10º dia (20/01/2017) – La Fortuna -> Quepos 11º dia (21/01/2017) – Quepos (Manuel Antônio) 12º dia (22/01/2017) – Quepos (Matapalo) 13º dia (23/01/2017) – Quepos -> Montezuma 14º dia (24/01/2017) – Montezuma (Isla Tortuga) 15º dia (25/01/2017) – Montezuma -> Santa Teresa 16º dia (26/01/2017) – Santa Teresa 17º dia (27/01/2017) – Santa Teresa 18º dia (28/01/2017) – Santa Teresa -> Jiracal 19º dia (29/01/2017) – Jiracal -> Sámara 20º dia (30/01/2017) – Sámara 21º dia (31/01/2017) – Sámara -> Playa del Coco 22º dia (01/02/2017) – Playa del Coco 23º dia (02/02/2017) – Playa del Coco -> Libéria -> Cidade do Panamá -> São Paulo -> Florianópolis 1º dia (11/01/2017) – Florianópolis -> São Paulo -> Cidade do Panamá Conseguimos um voo (Copa Airlines) muito mais barato indo para Libéria, mas com um problema, uma conexão gigante na Cidade do Panamá (17:07 até 09:42). Como ficamos pouco tempo, não tem muito o que falar. Ficamos no Luna’s Castle Hostel, localizado no Casco Viejo (centro histórico da cidade). Valeu a pena, deu pra conhecer um pouco do local e ainda curtir um pouco a noite, pois dentro do hostel tem um bar bem famoso da cidade. 2º dia (12/01/2017) – Cidade do Panamá -> Libéria -> Rivas Nosso primeiro destino de fato seria Ometepe, no entanto só chegaríamos em Rivas (cidade de onde saem os barcos para Ometepe) fim de tarde, então teríamos que dormir por lá mesmo. Antes de seguir para Nicarágua queriamos trocar colones para não precisar fazer isso depois. Perguntamos no balcão de informações do aeroporto onde teria um banco para fazermos a troca por dólares (fazer o câmbio no aeroporto sai sempre muito mais caro) e a moça nos falou que o ônibus que passava no aeroporto e ia em direção ao centro passaria por uns bancos e ainda ficava relativamente perto do terminal de onde pegaríamos o ônibus para a fronteira da Nicarágua. Pegamos o ônibus ($1 e 10min) e pedimos pro motorista nos avisar quando chegássemos. Paramos num centro comercial com dois bancos: Lafisa e Banco de Costa Rica. O primeiro fazia um câmbio de 1 dólar -> 548 colones, enquanto o segundo fazia por 550. Acabamos trocando no Lafisa porque o outro tinha muita gente e íamos nos atrasar. No final das contas não faz muita diferença, pois pela quantidade de colones perdemos pouco mais que 1 dólar. Vale ressaltar que todos os custos desse relato estão baseados ness câmbio. Dali fomos andando a pé em direção ao terminal (Libéria tem dois terminais: Pulmitán e outro que aparentemente não tem nome. Um fica do lado do outro. Perguntem pelo primeiro, não é difícil de achar, mas vai uns 10min de caminhada) para pegarmos o ônibus com destino a fronteira. O ônibus para a fronteira custa aproximadamente 3 dólares e demora 1h e meia. Chegando lá deveríamos pagar 8 dólares para sair da Costa Rica (pra ser sincero não sei se realmente tem que pagar essa grana, vale dar uma conferida) e mais 13 para entrar na nicarágua (facada!!!!!). Apesar de ter muita gente tentando te passar a perna de algum jeito no lado nicaraguense (nunca paguem nada para ninguém que esteja fora dos prédios de imigração ou troquem dinheiro na fronteira) no geral foi tudo tranquilo. Dali pegamos um ônibus para Rivas (1/3 dólares e 25min). Descemos em Rivas umas 18:30 e pedimos informações para chegarmos no nosso hostel numa lanchonete próxima ao ponto. O dono disse que ficava um pouco longe e disse que nos levava até lá numa boa (gente boa!!). Ficamos no “hostel” Julieta (6 dólares sem café da manhã), digo “hostel” porque nada mais é do que uns quartos numa casa. De maneira geral valeu a pena, quartos e banheiros limpos e a Julieta é muito gente boa, o maior problema é que não podíamos usar a cozinha. 3º dia (13/01/2017) – Rivas -> Ometepe Pegamos um táxi (5 dólares no total e 10min) para o para o porto San Jorge, onde pegaríamos um ferry para Ometepe (5 dólares no total e 1h). Já em Ometepe trocamos uma ideia com dois turistas e eles disseram que era melhor ficar em Moyogalpa pois era o maior vilarejo, então tinha mais gente, era mais fácil de se locomover e era mais barato no geral também. Perguntamos sobre o que conhecer na ilha, eles disseram que o melhor lugar era o chaco verde, mas que não valeria ir naquele dia pois o clima não estava ajudando (tinha MUITO vento nessa dia). Perguntamos então sobre os vulcões da ilha e se eles tinha escalado algum, eles disseram que não porque era “pretty fucking insane”. Ficamos no hostel El Jade por 4.5 dólares com café da manhã. Fica bem no centro de Moyogalpa e é o prédio mais antigo da ilha. O hostel não é dos melhores (o ponto mais fraco era a limpeza, que praticamente não existia), mas compensa pelo preço. Deixamos nossas coisas no hostel e seguimos em direção a punta Jesus y Maria. A nossa ideia era ir de ônibus mas quando chegamos no ponto os locais nos informaram que valia mais a pena ir a pé, pois era bem perto. Longe não era, mas também não era perto, andamos cerca de 1h. Paga-se 1 dólar para entrar e no local tem um restaurante e banheiros. Para aproveitar a punta de verdade o tempo tem que ajudar muito o que não aconteceu naquele dia. Acho que é a vista mais bonita do vulcão em toda ilha... se o vulcão estiver aparecendo, tinha muitas nuvens nesse dia então não tivemos uma visão das melhores. Entrada de Punta Jesus y Maria by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Como provavelmente não conseguiríamos aproveitar o chaco verde decidimos ir para o Ojo de Agua, uma piscina de água cristalina natural formada com as águas de um rio subterrâneo que vem do vulcão Maderas. Pegamos um ônibus (0.5 dólares e 30min) que passa na saída de punta Jesus y Maria com direção ao Ojo. Turistas pagam 3 dólares para entrar e o local tem restaurante, banheiros e chuveiros. A piscina é irada! Há locais onde a profundidade chega a mais de 2 metros e tem uns lugares mais altos para pular, se não tiver muita gente (neste dia não tinha) pode-se aproveitar bastante tanto isso quanto um slack line. Ojo de água by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Vale muito a pena passar uma tarde aqui! Pegamos um ônibus para Moyogalpa (fiquem atento aos horários, não tem muitos ônibus na ilha; ≈0.7 dólares e 1h) e chegando lá fecharíamos o passeio para algum vulcão no próximo dia. No entanto, o tempo abriu e fomos ver o pôr do sol no porto e quando fomos procurar a agência UGO (lemos em algum lugar na internet que os caras são bons) ela estava fechada. Ometepe by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Chegamos no hostel e perguntamos se alguma agência ainda estava aberta para fechar o passeio amanhã, fomos informados que talvez conseguiríamos fechar o passeio através do contato do dono de outro hostel, o Hospedaje Central (não sei o preço mas acho que é o melhor hostel de Moyogalpa). Fomos até lá, trocamos uma ideia com o cara e fechamos o passeio no vulcão Concepción (há a possibilidade de subir o vulcão Maderas também, mas como choveu no dia anterior não era aconselhado, pois lá tem muito mais lama) com a empresa OTT por 20 dólares (rango para levar também incluído). Neste hostel também rola um bar com cerveja barata (e boa!! A cerveja da Nicarágua é muito melhor que as populares daqui e muito melhor que a da Costa Rica), litrão era algo como 1.7 dólares. Tomamos umas e voltamos pro hostel. 4º dia (14/01/2017) – Ometepe (Vulcão Concepción) Um dia antes nos avisaram que as únicas coisas necessárias eram um par de tênis, bastante água e um casaco. Eu não tinha o casaco mas decidi fazer mesmo assim. A empresa oferece dois horários: 05h ou 07h, resolvemos fazer o mais tarde pois havia mais possibilidade de o tempo melhorar. Nos encontramos com o Roberto e o Alejandro, nossos guias, às 06:50 na frente da Hospedaje Central para pegarmos o ônibus que sai às 07h até a entrada do parque (2/3 de dólares e 10min). Chegando no parque e tivemos que pagar 3 dólares para entrar. A partir daí é que começa a brincadeira, são cerca de 4h pra subir e 3h30min pra descer. O trecho tem uma trilha bem sinalizada até certo ponto, o que te faz pensar se os guias eram realmente necessários, mas depois disso a trilha acaba e você fica subindo no meio do nada, fazendo-os imprescindíveis. Quando a trilha acaba, começa a cair um vento muito forte, por isso a necessidade de casaco. Nesse momento o Roberto me emprestou o dele (o cara é muito gente boa, recomendamos demais – [email protected] para agendar com o cara com antecedência). O negócio desse passeio é o desafio, tanto fisíco quanto mental, pois para se ter uma vista privilegiada é necessário uma condição de tempo muito favorável que até os locais concordam que é difícil de acontecer. Ou seja, é bem como os gringos do começo falaram: “pretty fucking insane”. Mas isso em nada diminui o passeio, sério, subir até o topo de um vulcão ainda ativo é uma experiência verdadeiramente única. Na volta, na entrada do parque alguns tuk-tuk (tem muitos na ilha fazendo um pouco o papel de táxis) esperam a raça para oferecer corridas até Moyogalpa. Não pensamos duas vezes, pois não aguentávamos mais caminhar, e fechamos por 3 dólares o total. De noite saímos para tomar umas geladas com o Roberto e o Alejandro na Hospedaje Central. 5º dia (15/01/2017) – Ometepe -> San Juan del Sur (Sunday Funday) Pegamos o primeiro ferry com destino a Rivas às 06h. Do porto San Jorge pegamos um táxi (3 dólares total) com direção ao terminal de ônibus da cidade. Dia 15 era um domingo e os locais nos informaram que por ser domingo íamos ter que esperar muito por um ônibus que fosse em direção ao terminal, por isso optamos pelo táxi. De lá pegamos um ônibus para San Juan del Sur (1 dólar e 45min). Fomos procurar hostels e a cidade tava bem lotada, o melhor que encontramos foi um quarto privado no hostel Casa Oro. Recomendamos muito o hostel; a cozinha é bem ampla, quartos e banheiros limpos e um ótimo café da manhã. A nossa ideia inicial era passar o dia inteiro no Sunday Funday, mas avaliamos melhor e decidimos que não era a melhor opção, pois há a possibilidade de entrar no último local da festa, às 20h, de graça. Sunday Funday é um circuito de festas que passa por 3 hotéis e termina no bar Arribas. Custa 30 dólares e as únicas coisas incluas são os transportes entre os locais e uma regata da festa. E a cerveja é algo como 2 dólares ainda. Com a decisão tomada fomos conhecer alguma praia da região. Acho que o maior problema de San Juan del Sur é a conexão até as praias. Os ônibus te deixam muito longe da praia então a melhor opção é fechar o trajeto no próprio hostel, os preços variam de acordo com a praia, entre 5 e 15 dólares. Neste dia fomos à praia Remanso. Remanso by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Remanso by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Voltamos pro centro por volta das 16h. Comemos alguma coisa e já começamos a beber pois mais tarde tinha a finaleira do Sunday Funday. Opinião nossa: vale muito mais a pena fazer o que nós fizemos! Sai MUITO mais barato e ainda aproveita-se a festa com mochileiros de vários cantos do mundo. De um jeito ou de outro, não percam o Sunday Funday!!!! 6º dia (16/01/2017) – San Juan del Sur Neste dia fomos conhecer duas praias: Maderas e Hermosa. Acho que a Maderas é mais bonita mas a Hermosa tem mais gente e mais coisas pra fazer. De qualquer jeito vale a pena conhecer qualquer praia da região. Praias em San Juan del Sur by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Maderas by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Hermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Hermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Hermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Depois fomos ver o famoso pôr do sol na praia de San Juan, a principal da cidade. Pôr do sol em San Juan by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 7º dia (17/01/2017) – San Juan del Sur -> La Fortuna Acordamos meio tarde e acabamos pegando o ônibus de 08:40 com destino a Las Virgens ($1 e 40min), uma região na rodovia que vai pra fronteira. De lá não esperamos nem 5 minutos e o ônibus que vai pra fronteira (1/3 de dólar e 25min) passou no ponto. Chegamos na fronteira e a única coisa que tivemos que fazer foi pagar 3 dólares pra sair da Nicarágua. A parte da fronteira da Nicarágua é uma várzea, muito desorganizada, pessoas tentando fazer você pagar por coisas desnecessárias, entre outros problemas. Por isso, reforçamos, só paguem dentro dos prédios do governo! No lado da Costa Rica pegamos uma fila de uns 10 minutos para passar pelos trâmites (aqui foi a única hora que nos pediram a passagem de volta impressa) e depois pegamos um ônibus para Libéria (≈$3 e 1h30min). Depois mais um ônibus para Cañas (≈$3 e 1h), outro para Tilarán (≈$1.5 e 30min) e o último para La Fortuna (≈$5 e 2h). Para resumir, fizemos San Juan del Sur -> Las Virgens -> fronteira Peñas Blancas -> Libéria -> Cañas -> Tilarán -> La Fortuna; saímos as 08:40 e chegmaos as 17:30 e gastamos algo em torno de $14 (um shuttle sairia uns 60). Vulcão Arenal na estrada para La Fortuna by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Em La Fortuna ficamos no Gringo Pete’s Hostel, num quarto privado por 8 dólares cada. A ideia era ficar no quarto compartilhado, que custa 6 dólares, mas como não fizemos reserva e chegamos relativamente tarde, o privado era o único que tinha vaga. De qualquer jeito até o preço do quarto privado é inferior a qualquer outro hostel da região. DICA: Em San Juan del Sur conhecemos duas americanas, uma delas tinha o roteiro parecido com o nosso e então acabou viajando conosco um pedaço dele. Encontramos ela em La Fortuna no dia seguinte e ela nos contou que se você pegar o primeiro ônibus de San Juan del Sur com destino a Las Virgens (acho que sai às 05:30), você consegue chegar na fronteira a tempo de pegar um ônibus que vai direto pra La Fortuna. Nós não sabíamos dá existência dessa linha de ônibus, mas vale dar uma conferida se alguém pretende fazer esse trajeto. 8º dia (18/01/2017) – La Fortuna (Cerro Chato) Saímos do hostel umas 07:30 com destino ao Cerro Chato, uma trilha que dá num lago formado na cratera de um antigo vulcão. Esse passeio não precisa contratar nenhum tipo de guia, pois a trilha é muito bem sinalizada, e também não precisa se preocupar com transporte (só se você não se hospedar no centro da cidade) já que a entrada do parque fica uns 2 km do centro e é muito tranquilo conseguir carona (nós conseguimos com dois italianos depois de uns 5 min caminhando). O Cerro Chato fica na mesma rua da cascata Fortuna, é só seguir reto e virar a direita depois da segunda ponte. A entrada (e onde se paga o ticket, $12) é a direita antes da cascata no Green Lagoon Resort. Todo mundo disse pra gente que a trilha era MUITO difícil, mas a gente achou bem tranquila (talvez porque fizemos a do vulcão e o nosso parâmetro de dificuldade pode ter aumentado). A pior parte é a descida até o lago, que segundo os locais, sempre tem muita lama. Independente da dificuldade da trilha o lugar é indispensável na Costa Rica, a sensação de saber que você está tomando banho numa cratera de um antigo vulcão é das melhores possíveis. Antes de começar a trilha do Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Raça no Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Logo na saída já começamos a pedir carona e conseguimos com duas americanas. Elas não iam pro “centro” de La Fortuna em seguida, mas iam para um ponto do rio Fortuna (não temos certeza se o nome é esse mesmo, mas segundo elas era o mesmo rio da Cascata La Fortuna) onde dava pra se banhar e tinha até uns locais para salto. Não precisa pagar nada e é a pedida perfeita depois de um passeio que não dure o dia todo. Uma coisa irada de La Fortuna é que de praticamente qualquer ponto é possível ver o vulcão Arenal. Vulcão Arenal visto do nosso hostel by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Vulcão Arenal no centro de La Fortuna by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 9º dia (19/01/2017) – La Fortuna (Rio Celeste) Neste dia fomos conhecer o rio Celeste. Se você fechar com alguma agência o passeio sairá por no mínimo $65 (preço do Gringo Pete’s, nas outras agência é de $85 pra cima) e o preço é assim caro pois o rio fica bem distante de La Fortuna. A trilha é muito fácil e não precisa de guia. O rio Celeste é um rio com uma água de cor absurdamente azul que aparece num ponto conhecido como Teñidero. A coloração é formada pela mistura de dois outros rios: rio Buenavista e Quebrada Angria. A mudança do pH no ponto de mistura aumenta o tamanho de uma partícula específica de um mineral presente no rio Buenavista. O mineral conhecido como aluminosilicates (formado por alumínio, silício e oxigênio) aumenta seu tamanho de 184 nanometros para 570 nanometros (1 nanometro é equivalente a 10^-9 metros, ou 0.000000001 metros). Uma fração deste mineral alcança o fundo do rio e pode ser visto como um sedimento branco, enquanto a maioria do mineral fica suspenso no rio. Este mineral suspenso explica a coloração azul do rio. Podemos fazer uma analogia com um arco-íris: gotas de água agem como um prisma decompondo a luz branca em cores diferentes. No rio Celeste, o tamanho específico das particulas do mineral faz com que apenas os tons azulados sejam dispersados. Na física este fenômeno é chado de dispersão de Mie. Placa na trilha do Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Rio Celeste e Rio Buenavista by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Agora vamos a parte que realmente importa, como fazer esse passeio sem fechar com nenhuma agência (sim, é possível, mas vai levar o dia inteiro). Lemos alguns relatos aqui no mochilerios explicando como fazer, mas nós fizemos de um jeito um pouco diferente. Pegamos o ônibus que vai para Upala às 06:30 e paramos no terminal de Guatuso (≈$4 e 1h30). De lá um ônibus para o rio celeste às 08:30 (≈$1.5 e 40min). Descemos na esquina da rua de terra que vai para a entrada do parque, que segundo o motorista ficava a 6 km de distância. Aí que está a diferença: nos outros relatos o pessoal descia do último ônibus a 9km de distância, acreditamos que eles desciam na entrada do povoado de Katira, que fica a uns 3km de onde nós descemos. Aparentemente o ônibus deles não entrava no povoado e o nosso entrou. Independente de onde você descer, já comece a pedir carona. Embora a maioria dos veículos que passam por você sejam vans de turismo (e essas não vão parar de jeito nenhum) a chance de conseguir uma carona com outros turistas é grande. Andamos cerca de 1.5 km e conseguimos carona até a entrada do parque com um casal de australianos. Fizemos todas as trilhas do parque (que são curtas) e ficamos aproveitando o visual do rio. Lindo demais! Na volta pegamos uma carona logo na saída do parque com dois ingleses até o hotel que eles estavam hospedados (uns 2km do parque). Dali caminhamos cerca de 1 km e conseguimos mais uma carona até a saída do povoado com um casal francês. De lá pegamos um ônibus para Guatuso às 14:30 (≈$1 e 30min) e depois mais um para La Fortuna às 15h (≈$3 e 1h30min). Ah, já ia esquecendo! A entrada do parque custa 12 dólares. Acordamos 05:45, voltamos às 16:30 e gastamos algo em torno de $21.5. O rio é sensacional, mas não sei se vale $90 para o bolso de um mochileiro. Façam o passeio por conta própria!! Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 10º dia (20/01/2017) – La Fortuna -> Quepos Neste dia, nossa ideia era chegar em quepos e ainda aproveitar alguma praia da região, mas infelizmente tivemos uma eventualidade durante a viagem que fez com que chegássemos na cidade relativamente tarde, impossibilitando qualquer coisa do que conhecer o centro e ficar tranquilo no hostel. Ficamos no Wide Mouth Frog por $11.5 num quarto compartilhado. O hostel é muito bom, tem uma ótima cozinha, quartos arejados, banheiros limpos e até piscina! Não tem café da manhã, mas em qualquer parte do dia, ou noite, sempre tinha café preto ou chá gelado de graça. Saímos de La Fortuna às 05:30 em direção a San Ramón (≈$4 e 2h30min). Segundo o dono do Gringo Pete’s os melhores horários de conexão com destino a Quepos são 05:30 e 09:00. De lá fomos para Puntarenas (≈$2 e 1h) e depois para Quepos (≈$4 e 3h). O tempo do trajeto Puntarenas -> Quepos foi o tempo que fizemos no sentido inverso (ou seja, Quepos -> Puntarenas), quando fomos pra Montezuma, pois foi nesse ponto do trajeto que aconteceu a eventualidade citada a cima: o motorista do nosso ônibus bateu na traseira de um outro carro. Isso atrasou muito a viagem. O acidente não foi nada grave, só a incomodação mesmo. Para resumir, fizemos La Fortuna -> San Ramón -> Puntarenas -> Quepos. Saímos às 05:30, chegamos às 17h e gastamos uns $10. Nesse dia, o que valeu a pena foi ver o pôr do sol em Quepos. Pôr do sol em Quepos by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 11º dia (21/01/2017) – Quepos (Manuel Antônio) O parque Manuel Antônio é o destino de praias mais famoso de toda a Costa Rica. Com muitos macacos, preguiças, guaxinins, aves e lagartos, além de três praias com águas tranquilas, quentes e cristalinas e ainda algumas trilhas com vários mirantes onde observa-se as praias da região de lugares privilegiados, o parque atrai turistas de todas as idades e tipos de viagem. Apesar do local ser muito turístico, o dinheiro investido vale muito a pena ($16 dólares por pessoa para entrar). O parque abre às 07h, fecha às 16h e não abre nas segundas-feiras. A região de Manuel Antônio é muito mais desenvolvidade que a de Quepos, o que torna os preços muito mais caros (motivo que decidimos ficar em Quepos). Há vários bares e restaurantes em frente a praia de Manuel Antônio (praia de graça que fica um pouco antes da entrada do parque), com muitas opções de comida. Saem ônibus de Quepos para Manuel Antônio todos os dias, de 15 em 15 minutos, desde às 05:30 (≈$0.5 e 15min). Chegamos no parque umas 08h e ficamos até 15h30min, deu tempo de sobra de visitar todas as praias e fazer todas as trilhas. Preferimos a segunda praia (na sequência do sentido entrada -> praias) por ter menos gente e a água ser um pouco mais gelada. Não se vende nada no parque, portanto levem bastante água e comida para este dia. Primeira praia do parque Manuel Antonio by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Mirante no parque Manuel Antonio by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Uma coisa que todo mundo fala, mas vale reforçar: cuidado com os macacos e guaxinins do parque! Um pequeno descuido e eles poderiam pegar alguma coisa da nossa mochila. Era até engraçado que parecia que um macaco do bando tentava desviar a atenção da raça que parava para observa-los enquanto os outros tentavam pegar alguma coisa da mochila da raça. 12º dia (22/01/2017) – Quepos (Matapalo) Pelo nosso roteiro dá pra perceber que o surf não era o foco principal da viagem, mas queríamos tentar surfar em alguns dias mesmo assim (mesmo o surf não sendo o esporte principal de nenhum de nós). Perto de Quepos há uma praia bem famosa para a prática do esporte, a praia Matapalo, fica a uma hora de Quepos e o ônibus custa ≈$1.5. A previsão para o dia anterior era pior do que este, então decidimor ir dia 22 mesmo. Não sei se o dia anterior estava melhor e a previsão foi errônea, porque pior eu acho difícil. A praia tem 12 km de comprimento e não tinha onda em grande parte dela (por toda a parte que caminhamos, pelo menos). A praia nem é tão bonita e ficou devendo de surf aquele dia. Acabamos relaxando e jogando um futebol com uns nativos ali na praia mesmo. Voltamos para o hostel umas 16h e ficamos jogados na piscina. Fomos dormir bem cedo neste dia, pois o próximo seria longo.
  7. Olá pessoal minha primeira contribuição para esse site que já me ajudou bastante. Acabei de voltar dessa viagem e aqui vão as dicas com erros que cometi, aliás só tenho dicas porque errei muito rsrsrsrs. Primeiro queria falar sobre a passagem. Sempre que se procura voos para a América Central eles são bem caros, comparados a voos para a Ásia. No meu caso comprei pela Avianca para El Salvador porque lá é um hub da companhia e se vc pesquisar vai ver que os voos para El Salvador são mais baratos que para toda América Central e México, mas isso foi quando pesquisei, claro que muda muito, mas considere El Salvador como opção para voo mais barato. No meu caso paguei 2.300 mais 180 para o decolar.com de comissão em dezembro, que é alta temporada, e comprando com 3 dias de antecedência se fosse outra época e bem programado poderia ser mais barato. Só mais uma coisa comprei ida e volta por El Salvador e achei que isso foi um erro, deveria ter comprado multiplos destinos com chegada em El Salvador e volta por Cancún ou vice e versa já que iria até o México e não teria que voltar tudo de novo. De qualquer forma dei meu jeito e voltei conhecendo outros lugares. Superada essa parte da passagem, vamos à viagem que é o que importa: Cheguei em El Salvador e tive que pagar 12 USD para entrar no país, o aeroporto é longe da cidade, mas se chegar de dia há ônibus público que te leva até o centro da cidade, ah a moeda local é USD, no centro da cidade fui procurar como chegar noHostal Cumbres del Volcan Flor Blanca. Deu um certo trabalho pergunta aqui e ali e nos trancos e barrancos cheguei de transporte público, mas aconselho pegar um taxi não é longe do centro e por isso não deve sair caro. Passei a primeira noite lá e como minha viagem era bem corrida com muita coisa para conhecer já queria sair no outro dia para a Guatemala, MAS estava cansado e dormi até tarde o que não deu para concluir o plano, sendo assim, fui em um balneário na cidade e depois para a praia de Tucum que fica 40 min da cidade e se pode ir de transporte público. Agora foi engraçado, quando voltei conversei com uma amiga e ela me falou de um vulcão na Nicarágua que se pode ver as larvas, além de ter me falado bem da Nica. Sendo assim, mudei meus planos, viagem totalmente aberta permite isso, inves de ir para Guate, fui primeiro para a Nica e melhor peguei algumas info de como ir de chicken bus ou transporte público. É simples não ter que pagar shuttle ou ônibus turístico até a Nica. Basta seguir os conselhos deste blog: http://www.alongdustyroads.com/posts/2014/9/25/crossing-borders-el-salvador-to-nicaragua-via-honduras basicamente é ir para a fronteira até Honduras, pegar um shuttle de uma fronteira de Honduras para a outra 2,5h de van e pegar um outro ônibus da fronteira para Leon. Ah só mais uma coisa: Eu fiquei a primeira noite na cidade de Salvador, mas vc também pode passar a primeira noite na praia de Tucum, embora não espere uma praia brasileira. A praia é um pouco feia de areia negra por causa da atividade vulcânica, porém é otima para surf, por isso é um reduto de surfistas, mas não sei como chegar lá do aeroporto, talvez só por taxi que pode custar 30 USD. Leon continuo ... Parte 2
  8. Quando me perguntam sobre qual país eu mais gostei na América Central a resposta está na ponta da língua: Nicarágua. Sim, esse país que eu mal sabia a respeito foi o que mais me marcou durante a viagem. Atravessei a fronteira da Costa Rica com a Nicarágua sem grandes expectativas ou pretensões. Tinha em mente conhecer apenas duas ou três cidades do país, dez dias seriam mais do que suficientes, pensei. Mas a Nicarágua é um lugar que vai te conquistando aos poucos. Primeiro você fica um pouco confuso com a enorme quantidade de informação que recebe: muitas cores, barulhos e um caos que parece viver harmoniosamente bem com todas aquelas pessoas que sempre sorriem para você e estão dispostas a te ajudar, mesmo você tendo dificuldades para entender o diferente sotaque espanhol que eles tem. Você começa a perceber que naquele país que você não tinha a menor ideia de onde ir ou o que visitar, possui atrações para mais de meses. E assim foi. A Nicarágua acabou se tornando o segundo lugar onde eu mais fiquei durante a viagem. Foram dois meses entre trabalho e viagens por esse país incrível. Dia 1 Sugiro que você inicie sua viagem em San Juan del Sur, uma praia localizada no sul do país, perto da fronteira com a Costa Rica. Se você estiver viajando por terra vindo da Costa Rica, provavelmente esse já seria o seu primeiro destino. Se você chegar de avião pela capital Manágua, pegue o primeiro ônibus com destino a Rivas e de lá outro para San Juan. Depois de realizar todos as burocracias de inicio de viagem , você provavelmente estará livre pelo fim do dia. Uma ótima maneira de aproveita-lo é caminhando pela praia, com uma Toña (cerveja mais popular da Nicarágua) e curtindo o pôr do sol. Dia 2 Reserve o segundo dia para conhecer alguma das ótimas praias da região. Recomendo a Playa Madera ou a Playa Hermosa, que estão a vinte e quarenta minutos de San Juan del Sur respectivamente. Há shuttles em vários hostels ou agências que fazem esse percurso diariamente- informe-se do horários e preços no dia anterior. Dia 3 Dia de acordar cedo e ir para um dos lugares mais encantadores da Nicarágua: Isla Ometepe. Pegue um ônibus até Rivas, porém avise ao motorista que você quer ir até a ilha e ele te avisará onde descer (antes de chegar em Rivas). Pegue um taxi até o porto de San Jorge e de lá o ferry até Isla Ometepe. A tarde pode ser aproveitada caminhando ou pedalando pelos arredores da ilha. Dia 4 Quer uma vista de 360 graus da Isla Ometepe? Então bora fazer um hiking no Vulcão Concepcion. Não espere moleza, pois realmente essa caminhada não é das mais fáceis, portanto se não tiver um bom preparo físico talvez seja melhor não arriscar. A percurso dura em média sete ou oito horas, mas a vista no final do dia vale qualquer esforço. Dia 5 Dia para descansar ou relaxar em alguma das “praias” da ilha. Se você estiver com mais gente, contrate o serviço de um taxista para passar praticamente o dia inteiro com vocês e peça pra ele ir até a Punta Jesús Maria, Ojo de Agua e a Playa Santo Domingo. Os taxistas já estão acostumados a fazer esse tipo de serviço, e cobram uma média de sessenta dólares pelo serviço (esse já é o valor total para ser dividido entre o número de pessoas que estiverem com você). Dia 6 Dia de acordar cedo para ir para outra cidade: Granada. Essa cidade colonial é uma das mais antigas de toda a América Latina. Aproveite a tarde para conhecer o seu preservado centro histórico. Dia 7 Um ótimo lugar para se conhecer a partir de Granada é a Laguna de Apoyo. Reserve esse dia para relaxar, nadar, andar de caiaque ou fazer qualquer outra coisa nessas águas tranquilas. A Laguna de Apoyo tem crescido muito nos últimos anos como destino turísticos, e atualmente, há muitas opções de bares, restaurantes, hostels e pousadas em toda a sua orla. Dia 8 Acorde cedo para seguir viagem até a cidade de León. Para ir de transporte público é necessário ir primeiro até Manágua e lá pegar outro ônibus até León. Muitos hostels em Granada oferecem serviço de shuttle que fazem esse trajeto sem paradas. Aproveite a tarde em León para conhecer o centro histórico e se perder por alguns dos mercados que há na cidade. Dia 9 O último dia de atividades será intenso. Comece o dia fazendo o Volcano Boarding, um “esporte” que nasceu na Nicarágua e que tem atraído pessoas do mundo inteiro. Durante a tarde vá para a praia Las Peñitas, está apenas a vinte e cinco minutos de León e você terá a chance de ver um dos entardecer mais lindos da América Central. Dica: Contrate o passeio Volcano Boarding no BigFoot Hostel. Eles também oferecem transporte até a praia Las Peñitas por apenas dois dólares o trecho. O shuttle até a praia sai diariamente as 15hs e regressa para León as 19hs. Dia 10 Dia de voltar a para a realidade e dizer adeus para esse país incrível. Lembre-se de verificar o horário do seu voo, León está aproximadamente duas horas e meia de Manágua (onde fica o aeroporto internacional). Observação: Se você possui mais tempo para explorar esse país, pode reservar tranquilamente mais cinco ou até mesmo mais dez dias. Caso precise de mais dicas para descobrir o que fazer nesses “dias livre” deixe um comentário abaixo ou entre em contato.
  9. Andre-CAP

    Ilha de Ometepe

    Lugar tão lindo que merece um tópico só pra ele. Tenho diversas informações sobre a Ilha. Vou postando aos poucos, porque o tempo está corrido pra mim. Mas de antemão eu aviso. Quem for para a Nicarágua, deve visitar Ometepe. Você jamais irá esquecer.
  10. Foi na Nicarágua em que eu senti pela primeira vez que de fato estava na América Central- na fronteira com a Costa Rica já pude notar a diferença de ambiente. Cheiros, cores, buzinas e um pouco de caos. Aos poucos você vai se acostumando com a enorme quantidade de informação que esse país te proporciona. Aos poucos você percebe que esse país tem muito a te oferecer e que fez uma ótima escolha ao inclui-lo no seu roteiro de viagem. Localizada entre a Costa Rica e Honduras, e dona do maior território da América Central, a Nicarágua era um país completamente desconhecido por mim antes de começar a planejar minha viagem pela América Central. Na verdade, acho que nunca tinha escutado absolutamente nada sobre a Nicarágua. A ideia inicial era viajar dez dias pelo país, mas esse plano foi por água abaixo assim que cheguei e tive a oportunidade de trabalhar em um hostel. E surpreendentemente, a Nicarágua foi minha casa por dois meses. Dois meses conhecendo e descobrindo esse país tão desconhecido por nós brasileiros. Principais Cidades A apenas uma hora da fronteira com a Costa Rica, San Juan del Sur costuma ser a primeira parada dos viajantes que vem do sul. Situada na costa pacifica, a cidade é conhecida pelas festas e por ótimas ondas para surf. Próximo a San Juan, está Isla Ometepe- uma ilha formada em um lago e que para aguçar ainda mais a sua curiosidade é formada por dois vulcões. Entre as cidades coloniais, duas que se destacam são Granada e Léon- a primeira realmente é mais bem conservada e limpa. Porém foi León que me conquistou e onde vivi por mais de um mês, afinal ela está apenas a vinte minutos da praia Las Peñitas, o lugar onde todos os dias somos presenteados com um por do sol incrível. Dois lugares que também valem a pena incluir na sua trip é Masaya e Laguna de Apoyo. A capital Manágua tem fama de ser feia e perigosa, mas é lá que você vai encontrar os melhores lugares para curtir a noite. Na costa caribenha os dois lugares mais visitados são Blue Fields e Corn Islands. Viajando pelo país Apesar de não ser muito confortável, viajar de ônibus na Nicarágua é fácil e barato. As distâncias não costumam ser muito longas e as saídas de ônibus são frequentes. Esteja consciente que muitas vezes será necessário tomar mais de um ônibus para chegar no seu destino final. Muitos hostels e agências de turismo oferecem shuttles (transporte privado) entre as principais cidades turísticas, porém o preço cobrado sempre será muito maior do que o transporte público. Por exemplo: para ir de Granada até León, você gastará três dólares em chicken bus ou quinze dólares em shuttle. Percursos Da fronteira Peñas Blanca para San Juan del Sur- Da fronteira só há saídas para Rivas, uma cidade a quarenta minutos de San Juan del Sur. Em Rivas você terá que pegar outro para a cidade costeira. Uma opção para ganhar tempo é descer no meio do caminho entre a fronteira e Rivas e esperar pelo ônibus que vai até San Juan del Sur. Tempo aproximado total: 2 horas. De San Juan del Sur para Isla Ometepe- Pegue um ônibus até Rivas e avise o motorista que você está indo para Isla Ometepe. Ele te avisará quando descer, e então você precisará pegar um taxi (não há ônibus) até o porto de San Jorge. Do porto há ferrys de hora em hora para a ilha. Tempo aproximado total: 2 horas. De Isla Ometepe para Granada- Há ferrys que fazem esse percurso direto, porém é bem mais caro do que ir de ônibus. Para ir de ônibus você terá que ir até Rivas, e em Rivas pegar um ônibus para Granada. Tempo aproximado total: 4 horas De Granada para Manágua /León- Em Granada há chicken buses que vão direto a capital Manágua. Se seu objetivo é León, você terá que pagar outro ônibus em Manágua. Tempo aproximado Granada-Manágua: 2 horas. Tempo aproximado Manágua-León: 1 hora e 30 minutos. Dinheiro A moeda na Nicarágua é a Córdoba, sendo que um dólar americano equivale aproximadamente a vinte e seis Córdobas. Muitos lugares como hotels, restaurantes e até supermercados aceitam a moeda americana, mas o troco será em Córdobas. O uso de cartão de crédito não é muito comum. Se você precisar trocar dinheiro na fronteira, o lado nicaraguense possui melhor cotação. Principais Gastos (Janeiro/2015) Viajar por toda a Nicarágua é bem barato- acredito que junto com El Salvador e Honduras, ela é o destino mais barato para conhecer na América Central. Isso vale para tudo: comida, hospedagem e transporte. Considerando uma cama em quarto compartilhado, todas as refeições e passagens de ônibus em chicken bus, vinte dólares por dia são suficientes. Acrescente ao seu orçamento tours, passeios e transporte em shuttle caso você não queira utilizar o transporte público. Abaixo, uma média dos meus gastos pela Nicarágua (valores em dólar americano): Hospedagem em quarto compartilhado: US$7,00/ noite Almoço, “plato del dia”: U$3,00 Café da manhã típico: US$2,50 Cerveja lata no supermercado: US$0,80 Cerveja lata na balada ou restaurante: US$1,50 Garrafa de água 2 litros no supermercado: US$1,00 Texto originalmente publicado no meu blog (http://www.voltologo.net/nicaragua-tudo-o-que-voce-precisa-saber/)
  11. Nath Crepaldi

    Visto para Nicarágua

    é necessario visto para ir a Nicarágua? Se for, onde eu faço isso?
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