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Olá viajante!

Bora viajar?

Islândia - 10 dias na Ring Road - Outubro 2022

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Olá viajantes! 

Eu sinto que depois da pandemia esse querido fórum perdeu força, infelizmente. É claro, com a alta do dólar e do valor das passagens aéreas está muito mais dificil viajar. Meu último relato internacional foi em 2018 e eu estava com tudo comprado para uma viagem para o Atacama em 2020 quando o Covid chegou dando duas voadoras não só nos meus planos, mas em absolutamente toda a população mundial. Tudo foi cancelado, dinheiro perdido, achei que não iria conseguir sair do Brasil tão cedo, mas em 2022 estava eu e meu noivo realizando o maior sonho de viajante das nossas vidas: Islândia

Nem eu acredito que isso tenha acontecido comigo tão cedo, mas graças a uma super promoção de passagem consegui conhecer não só a Islândia mas também os Estados Unidos, mas esse último eu deixo para outra hora. 

Vou contar aqui como foi essa viagem mágica, não há outra palavra para descrever o lugar mais incrível que eu já tive a oportunidade de conhecer. Tudo naquele país é único, lindo e especial, um lugar que parece ter sido desenhado a mão para abrigar as almas mais sortudas do planeta terra. Não é exagero.  

Antes de começar, gostaria de avisar que não foi uma viagem econômica e estilo mochileiro (na verdade, a palavra econômica não existe por lá, afinal é o terceiro país mais caro do mundo) e como não achei que faria um relato sobre, não pensei muito em guardar recibos de alguns valores, principalmente mercado, gasolina e restaurantes. Então, vou dizer que esse relato é mais um diário de viagem do que um roteiro, e alguns valores vão estar aproximados.

Spoiler: tiveram surpresas, vento forte, cachoeiras incríveis, neve, sol, chuva, frustração, MUITA comida gostosa e sim senhores, teve Aurora Boreal. 

Espero que gostem e espero inspirar as pessoas que tenham o mesmo sonho a ir fundo. YOLO. 😜   

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INTRODUÇÃO:

Depois que a viagem para o Atacama foi cancelada em 2020, decidimos realizá-la em 2022, depois que as fronteiras fossem abertas e as coisas se normalizassem um pouco. Porém, no dia 12 de abril de 2022 surgiu uma superpromoção do Melhores Destinos de uma passagem 2 em 1 para Islândia mais Estados Unidos (Nova York ou Chicago) ou Canadá (Toronto), por R$ 3,691 com bagagens despachadas, e foi assim que compramos na doida a passagem para ficar 4 dias em NY e 10 dias na Islândia. 

Então, o problema de você comprar uma passagem antes de pesquisar a fundo sobre o destino, ainda mais quando são dois dos lugares mais caros do planeta, é que as chances de bater o desespero depois são grandes, e isso aconteceu. É tudo MUITO caro. Hospedagem, transporte, comida e atrações. Nois dois lugares. Tínhamos certeza de apenas uma coisa: nossa prioridade aqui é a Islândia.

Então, antes de começar o relato vamos lá para algumas informações básicas e reais sobre o lugar, que todos devem saber antes de ir e se preparar:

 

VALORES:

•  A viagem custou mais ou menos 4 mil dólares para duas pessoas (lembrem-se que eu não anotei alguns valores exatos). Esse dinheiro foi para usar em 4 dias em NY e 10 dias na Islândia, está incluso aluguel de carro, hotéis, campings, restaurantes, gasolina, mercado, estacionamento, algumas compras de souvenir (camiseta, boné, moletom, imãs, estatuas, chaveiros etc.). Fizemos uma viagem muito confortável.    

• Pagamos algumas coisas antes da viagem com cartão de crédito *valores individuais*:

- Passagens (R$ 3,691, com taxas);

- Seguro-viagem Allianz América do Norte + Europa (R$ 336,87);

- 1 das 4 hospedagens na Islândia (ver hospedagens abaixo para detalhes);

- Blue Lagoon no modo Comfort (11,990 ISK; +- R$ 450,00, sem IOF)

- Sinal de reserva do aluguel da van (EUR 173, sem IOF);

-Transfer Reykjavik -> Blue Lagoon ida e volta (USD 40, sem IOF)

• Recomendo levar a partir de 80 dólares por dia, excluindo hospedagem em hotel/pousada, passeios e gasolina. Por dois motivos: o seguro morreu de velho e é melhor sobrar do que faltar em um país tão remoto e isolado. Lá não tem uber, saúde pública é só para residentes e o transporte público só tem na capital e é super limitado.

• Quero deixar claro que eu sou fascinada por culinária e boa parte desse dinheiro foi reservado para refeições, já que comemos em restaurantes todos os dias. Acredito que isso seja individual. A Islândia é o paraíso dos cervejeiros e dos gin(zeiros), a fama de bebida dos Vikings não veio do nada. A pureza da água com a qualidade dos ingredientes, cultivados em terras vulcânicas, fazem as bebidas serem fantásticas, assim como as comidas. Tem muito peixe fresco (prinipalmente bacalhau), carne de cordeiro e algumas carnes mais exóticas como baleia e tubarão. A média da conta de um restaurante bom fica em torno de 50-80 euros, com duas refeições e  duas bebidas. Se você não se importa com isso, você pode fazer um mercado e fazer a propria comida, com certeza economizará bastante.

Alguns exemplos:

Restaurante tradicional, pratos principais entre R$160 - R$197

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Hamburgueria bem simples, meio "beira de estrada", conta de 2 hamburguers e 1 coca lata: R$243

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Preço dos Gins, em um bar de Reykjavik: R$78 - R$112

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Outras bebidas, no mesmo bar. Pint em torno de R$50

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INFOS IMPORTANTES:

• Reserve tudo com no mínimo 3 meses de antecedência para pegar bom preços e disponibilidade.

• Apesar do clima ser totalmente imprevisível, a Islândia possui as 4 estações bem delimitadas e com atrações específicas para cada época. Você precisa decidir o que quer fazer e aí sim escolher o mês para viajar. Na promoção tinham várias datas, mas eu queria ver neve e ver a aurora boreal, então não foi difícil escolher o mês de outubro, já que você vai ter tudo do verão e do inverno misturado. Sol, neve, aurora, chuva, vento e nuvens.

• Embora seja um país pequeno, é como se lá existissem microclimas. Quando chove, por exemplo, não é uma nuvem que cobre o país inteiro, vão ter lugares que ao mesmo tempo está fechado de transitar por causa dos ventos, mas em outro vai estar um sol de rachar. A aurora, quando aparece, não é em todos os lugares. Neve, antes do meio de novembro, só na região norte, por mais que esteja fazendo -5 graus no sul. E tudo isso pode mudar em poucas horas. E a não ser que o governo avise, nenhuma situação climática vai estragar o seu passeio (pode confiar). Então,

• Não é redundante dizer que roupas apropriadas para todos os climas é indispensável. Você precisa obrigatoriamente de 3 camadas de roupas para visitar o país em qualquer época do ano. É uma camada térmica, uma isolante e uma impermeável, inclusive para os pés. Meus equipamentos foram:

- Roupas térmicas uniqlo que comprei em NY (valeu muito o investimento);

- Camadas isolantes de fleece básico da Decatlhon;

- Levei, por via das dúvidas, blusas de lã de alpaca que comprei no Peru e usei todos os dias;

- Calça de ski Quechua;

- Casacão impermeável e corta-vento Quechua;

- 2 toucas;

- 1 cachecol;

- Luva

- Nos pés, uma botinha de trekking Macboot impermeável. (porém com o frio, o tecido enrijeceu e acabou me machucando bastante, além de deixar o frio passar. Recomendo uma botinha com forro, ou levar vários pares de meia e comprar uma palmilha de lã)

• Fomos em dois, então levamos 1 mala grande e uma de bordo, além de duas mochilas de ataque. Roupa de frio ocupa muito espaço, então compramos sacos a vácuo e usamos a mala grande basicamente para guardar essas roupas, as botas de trekking e um tripé, usando a mala de bordo para as roupas “normais”, que não levamos muitas. Eu levei:

- 1 calça jeans

- 1 legging

- 1 calça de moletom grossa

- 2 blusas de manga comprida e gola alta de lã

- 4 camisetas básicas

- 1 casaco estilo “puffer”

- Uns 5 pares de meia

- 1 calcinha para cada dia

- 1 tênis normal e 1 coturno

- Chinelo

Meu noivo levou basicamente a mesma coisa e coube tudo na mala de mão. Pertences pessoais (necessaire com itens de higiene, câmeras etc.) nas mochilas.

• Uma toalha compacta média ou grande é essencial.

• Dinheiro físico na Islândia só se você quiser guardar de lembrancinha, você pode usar o seu cartão de crédito/débito/digital/apple pay em absolutamente todos os lugares. Recomendo transferir o seu dinheiro pra Wise/Nomad/C6. Eu usei a Wise por ter a opção de comprar coroas islandesas, porém levamos dólares.

• Tem sinal de internet em todo o país, vale a pena comprar um chip lá ou ativar o roaming na sua operadora, nós não fizemos nenhum dos dois pois a van que alugamos tinha Wifi incluso.

• Tudo lá é muito limpo e toda a água é potável, não compre água, leve uma garrafa.

• Banhos termais são caros, mas valem a pena. Coloquem pelo menos 2 paradas. Na minha opinião a Blue Lagoon é indispensável. Eu adicionaria também a Sky Lagoon (eu queria muito, muito ter ido nessa, mas não tinham vagas) ou a Myvatn Baths ou as duas! Haha

• Todos falam inglês

• Todas as pessoas que cruzamos foram super solícitas, legais e muito carinhosas. Frieza, na Islândia, só no clima.

 

 

CAMPERVAN:

Alugamos uma campervan para rodar o país na única rodovia existente (N1), a popular Ring Road. Nossa campervan possuía aquecedor, luzes, cama de “casal” (é mais pra um solteirão do que casal), mini freezer, mini fogão, pia, baú, gavetas e utensílios básicos. Alugamos com a empresa Happy Campers https://happycampers.is/ (recomendo muito!). Você ganha 10% de desconto se alugar por mais de 5 dias e se reservar com mais de 90 dias de antecedência.

Escolhemos a van Happy 1 Ex, que era a mais barata que tinha, mas que nos serviu perfeitamente haha.

Valor aluguel: EUR 720

Desconto da newsletter Stuck in Iceland https://www.stuckiniceland.com: - EUR 144  

Valor do seguro: EUR 480.

Valor total: EUR 1056 total para 9 dias.

Obs: Pegamos o seguro mais completo, com franquia grátis para qualquer tipo de dano (não esqueçam que lá tem vento que vira ônibus, chuvas e nevascas repentinas) e a chance de adicionar quantos e quaisquer adicionais que quiséssemos. Escolhemos: caixinha de música, wifi, GPS, motorista extra, prensa francesa, toalhas e um varal. Embora não pegamos, também tinha as opções de saco de dormir, bastão de trekking, mesinha, cadeiras dobráveis, churrasqueiras, bebê conforto e um violão para quem quiser tocar um Legião Urbana para os gringos.

Como pegamos o carro no dia 18 de outubro, o kit inverno (pneus especiais, pá e cabo de ligação direta) e cobertores extras foram inclusos sem custo.

Eles têm transfer gratuito do aeroporto para o QG Happy Campers e vice versa. Se atentem que o aeroporto é longe de Reykjavik, é como se fosse um Guarulhos para São Paulo. Há transporte público para lá, mas os horários são poucos.

 

HOSPEDAGENS:

Recomendo fortemente baixar no aplicativo do Google Maps o mapa de campings de verão e inverno da Happy Campers. https://happycampers.is/campsite-map/. Não precisamos reservar nada com antecedência pois fomos na baixa temporada, na alta dizem que lota tudo. No inverno, alguns campings fecham, mas muitos espaços ficam abertos para você pernoitar, sem acesso às estruturas.

• Vik campsites http://www.vikcamping.is/: Nota 10 – ótima estrutura, chuveiro pago a parte, lavanderia paga a parte, cozinha/refeitório comunitário, banheiros free, wifi free. EUR 12 por pessoa

• Skaftafell Campsite: NOTA MIL! Já pensou acampar com vista para uma geleira? Ótima estrutura, chuveiro incluso e banheiros também. Não lembro o valor exato, mas acredito que seja entre EUR 20-30 por carro.

• Camping Varmahlíð: Nota 10 - ótima estrutura, chuveiro, banheiros, wifi e cozinha com lavanderia, tudo incluso. Não pagamos por esse camping (explico no relato), mas o valor dele é EUR 10 por pessoa.

Além dos campings, ficamos hospedados em alguns hotéis e pousadas durante a viagem. Por mais que a van e os campings nos fornecesse o básico, nossas costas pediram arrego algumas vezes (imagina dois grandões de 1,77 e 1,80 em uma cama de solteirão). Esses foram os lugares que ficamos:

• Reykjavik:

22 Hill Hotel (1 diária): EUR 111,19 – Reservado no Booking (hospedagem 10/café da manhã 10/Localização 7,5)

Center Hotels Skjaldbreid (3 diárias): EUR 473,85 – Reservado no Booking (hospedagem 10/café da manhã 6/Localização 10)

• Egilsstaðir:

Hérað Berjaya Iceland Hotels (1 pernoite): EUR 100 – Reservado no Balcão (hospedagem 10/não pegamos café da manhã)

• Stykkishólmur:

Sjávarborg guest house (1 pernoite): entre EUR 100-120 - Reservado no Balcão (hospedagem 10/Localização 10/não tem café da manhã, mas tem cozinha e lá também funciona um café)

 

Acredito que (tudo) isso abrange o básico. Vamos para o relato?

 

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Editado por isaribeiro

  • Silnei featured this tópico
  • 2 semanas depois...
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Ola… obrigado pelas informações… ansioso para o restante da viagem…

 

Islândia está na lista de desejo e será o meu destino logo logo

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Oi pessoal! Agora com o feriado de carnaval, vou conseguir escrever e postar o relato com um ritmo melhor! Agradeço a quem está acompanhando!

 

PLANEJAMENTO:

Decidimos fazer uma road trip para ter a oportunidade de conhecer o país inteiro em pouco tempo, já que toda a extensão da rodovia principal tem cerca de 1300 km. Porém, mesmo se ficássemos menos tempo, eu ainda assim alugaria um carro para ter mais liberdade. Em pouco tempo de planejamento, ficou claro que o país teria uma ótima estrutura de campings, sendo a maior preocupação decidir quais atrações visitar no dia. Por mais que seja um país pequeno, mais ou menos do tamanho do Paraná, você levaria meses para visitar todas as atrações. São cerca de 10 mil cachoeiras, lugares off-road, fiordes, termas, montanhas e muitos vilarejos, então decidimos que o foco dessa viagem seria fazer os passeios tradicionais. Fiz um mapa interativo com todas as atrações que gostaríamos de visitar e nosso cronograma era basicamente acordar cedo e íamos dirigindo e visitando as atrações até anoitecer, quando mudamos o foco para achar um lugar para dormir. Acredito que em épocas mais movimentadas, como o verão, seja necessário um planejamento maior para reservar hotéis, alguns passeios e campings com antecedência. 

Como boa brasiliense, dividi a rota entre: norte, sul, leste e oeste, pois cada região possui uma peculiaridade.

 

RELATO:

DIA 1 – Chegada, Reykjavik e Blue Lagoon

Reservamos o dia para andar por Reykjavik e descansar na Blue Lagoon no final do dia.

Pegamos o voo para a Islândia nos Estados Unidos à noite com a cia United e chegamos nas primeiras horas da manhã. A imigração foi uma experiência à parte, muito rápida com agentes muito sorridentes e simpáticos, pareciam genuinamente felizes por estarem recebendo visitantes.

Bebidas alcoólicas são bastante caras no país e não vendem em mercados comuns, como no Brasil. Por isso, comprem vinhos, cervejas e quaisquer outras bebidas, no duty free. Os preços são os mesmos de qualquer duty free do mundo.

Depois de pegar a mala despachada, ainda na área restrita, compramos as passagens do transfer para o terminal rodoviário de Reykjavik em um totem da FlyBus por USD 68, duas passagens apenas ida, já que teríamos na volta o transfer do aluguel da van. O valor ida e volta é de USD 60 por pessoa.  No site da flybus você pode comprar o transfer antecipadamente e com entrega na porta do hotel. Preferimos andar.

Saímos da sala de desembarque e o transfer já estava esperando na porta do aeroporto as pessoas do nosso voo. Ônibus confortável, aquecido e com internet. A ida até o terminal rodoviário demorou cerca de 40 minutos e ao chegar lá, andamos por cerca de 20 minutos nas ruas frias e calmas de Reykjavik até o Hotel 22 Hill. Check-in descomplicado, staff simpático, limpeza nota mil.

Recomendo bastante que reservem pelo menos dois dias na cidade, para conseguir ver tudo. Reykjavik é uma cidade linda, segura e moderna. Em cada esquina você vai encontrar um detalhe fofo, ou um gatinho. Aliás, a cidade é cheia de gatos. Eles têm dono e tem coleira de identificação, mas é normal andarem livremente. Não vimos moradores ou animais de rua, assim como lixo no chão ou aquele típico cheiro de urina que uma capital tem.  É um lugar diferenciado.

Nossa primeira parada foi na igreja cartão postal Hallgrímskirkja, que é realmente muito bonita e diferente de tudo. Você pode subir até o mirante e ver a cidade por cima por EUR 12.

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Depois, fomos andando pelas ruas principais: a rua do arco-íris e a rua da amarelinha gigante. Em ambos os lugares, não é permitido o trânsito de carro e é cheio de lojas.

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Andamos sem rumo e para o almoço, entramos em um restaurantezinho de hambúrguer e fish & chips, comida bastante tradicional do país. Nesse dia descobrimos que todas as refeições são muito bem servidas, você vai pagar caro mas com a certeza que vai encher a barriga! haha. Não anotei o valor total da conta, mas tenho alguns valores guardados:

Porção de batata frita média: EUR 8

Porção de batata doce frita média: EUR 9

Copo de cerveja Viking (cerveja popular) 300ml: EUR 7

Combo porção de batata e cerveja: EUR 11

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Nosso transfer para a Blue Lagoon estava agendado para às 15h no terminal de ônibus, então depois de almoçar fomos para o hotel pegar nossas roupas de banho e caminhar para o terminal. O ônibus chegou pontualmente e saiu em cerca de 20 minutos.

 

BLUE LAGOON

Tivemos muitas dúvidas sobre ir ou não. É um lugar caro e “comercial”. Caso não saibam, todo o complexo foi construído e no lugar tem um hotel spa 5 estrelas. Nos grupos do Facebook, muita gente dizia que foi a pior experiência e muitas diziam ter sido a melhor. Mas querendo ou não, é uma das 25 maravilhas do mundo moderno e não poderíamos deixar de fora do roteiro. Criado pelo homem ou não, é um lugar belíssimo.

Percebi que as maiores reclamações são de pessoas que foram na alta temporada, o que é previsível, mas não justificável, já que na minha opinião um lugar tão caro deveria estar preparado para todas as situações. Fomos no final do dia 17 de outubro e estava bem calmo, quase vazio, e aproveitamos muito! Valeu muito a pena!

Compramos os ingressos com 1 mês de antecedência e alguns horários já estavam esgotados. Você tem horário para entrar, mas pode ficar quanto tempo quiser. Inclusive é um bom lugar para ver a aurora boreal. Nosso horário agendado foi às 16hrs, então tivemos a oportunidade de aproveitar tanto o dia, quanto a noite, já que no inverno o sol se põe mais cedo.

O check-in foi super tranquilo, você ganha uma pulseirinha onde vai ser guardada sua consumação e liberar o acesso do armário (que é super tecnologico), e depois de guardar suas coisas você é orientado a tomar um banho completo, peladão, antes de sair para a água. Não há nenhum fiscal, mas todos seguem a regra.

Obs: A Blue Lagoon possui uma linha de skincare muito boa, que fica disponível nos vestiários. Shampoo, condicionador, sabonete, hidratante... Eu lavei o cabelo e deixei o creme lá para proteger da água sílica e hidratar, foi muito bom! 

A sensação de água quente com o frio do ar é muito boa e extremamente relaxante. O visual do lugar é lindo, e as piscinas são grandes e tem muito lugar para explorar, lá também tem sauna e cascatas de água quente, além de uma fonte de água potável fria para beber e lavar o rosto. Você também vai encontrar uma casinha que funciona um bar e outra que distribui as máscaras faciais. Nosso pacote incluía uma toalha, um copo de cerveja/vinho/suco e uma máscara de sílica para o rosto.

Fique atento com os horários do transfer de volta, eles são muito pontuais e uma vez que você entrega sua pulseira, não pode mais voltar. Nós perdemos a hora do ônibus e tivemos que esperar na cafeteria quase 2h para ir para o hotel.

Foi uma experiência linda, incrível e imperdível, se tivéssemos tempo, teríamos voltado no último dia para descansar da estrada.

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Ficar horas dentro da água quente cansa e como perdemos o ônibus da volta (que era para ser às 19h, mas pegamos o de 21h) chegamos tarde em Reykjavik e tivemos que correr para achar um restaurante aberto, as coisas lá fecham cedo, principalmente no inverno. Por sorte, achamos perto do hotel um complexo com vários restaurantes. Escolhemos um qiosque chamado Kröst e pedimos o “cachorro-quente” que custou EUR 14 e um copo de cerveja de EUR 7. A comida estava uma delícia, uma das melhores da viagem inteira.

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Voltamos para o hotel e arrumamos as coisas pois no dia seguinte pegaríamos a van para começar a road trip;  

  • 1 mês depois...
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Não é todo dia que aparece um relato desse lugar maravilhoso. Duas coisas reativam minha paixão por essa ilha: os registros dos vulcões feitos por pilotos de drones profissionais, que são incríveis, e o filme "a vida secreta de Walter Mitty" que nos presenteia com belas paisagens da região. No aguardo tbm ::otemo::

  • 2 semanas depois...
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DIA 2 - INÍCIO DA ROAD TRIP - Região sul: Seljlandsfoss, Skogafoss, Vik

 
Bem descansados depois da Blue Lagoon e de dormir nas ótimas camas do hotel Hil 22, tomamos um ótimo café e fomos bem cedo para a recepção para esperar o transfer da happy campers, pois o dia seria longo. Esperamos 30 minutos e nada... 1 hora e nada... 1h30 depois pedimos para a recepção ligar para o QG da empresa para perguntarmos o que estava acontecendo e descobrimos que a empresa não buscava passageiros em Reykjavik.
 
Começava o nosso primeiro (e graças a deus único!!) perrengue.
 
Na hora de reservar a van, tinha a opção de buscar na acomodação, como podem ver na imagem abaixo. 
 
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Porém, nas letrinhas pequenas está escrito "We offer a free shuttle bus service to our customers at Keflavik International Airport and within the greater Keflavik (Reykjanesbær) area", basicamente dizendo que o serviço de transfer só atendia a área do aeroporto. Foi um erro tanto da empresa pela infoormação confusa, quanto nosso por não ter lido todas informações, mas a corda quebrou para o nosso lado e ficamos ali pensando como chegaríamos no QG, lembrando que são 41km de distância. 
 
Como disse antes, não existe uber na cidade. 
Poderíamos ir de ônibus, mas não tinhamos os horarios e estava muito frio para ficar na parada esperando.
Tinha a opção de contratar um transfer, mas ele só sairia daqui 2h e da rodoviária.
E... Táxi. 
 
Para não me prolongar nessa história, com a ajuda da amável recepcionista do hotel, conseguimos um táxi que concordou nos levar até a Happy Campers por um preço fechado ao invés do taximetro: EUR 100. Ai que dor no bolso! Nos agarramos no pensamento de que já estavamos lá e não voltariamos tão cedo, e que fizemos uma reserva de emergencia para isso mesmo! A "viagem" foi muito agradável em uma bela Audi SUV (pelo menos andei de Audi, haha) e com um motorista muito simpático, onde conversamos sobre Brasil e Islândia. 
 
Chegamos na Happy Campers, fizemos o check in sem problemas, conferimos a van e todo aquele procedimento padrão de alugar um carro e ENFIM fomos para a estrada!
 
Primeira parada: fazer o mercado.
 
Direcionamos o GPS para o Bónus (mercado mais completo e barato da Islândia) e compramos pequenas coisas para lanches: pão, maionese, bacon, queijo e presunto, frutas, muuuitos iogurtes skýr, chocolates, salgadinhos Lays, ovo, café, atum, guardapo e duas garrafas de 2L de água para reutilizar. Essa compra deu aproximadamente EUR 80 e durou a viagem inteira pq não fazíamos todas as refeições na van, só café da manhã e lanches.
 
Compras finalizadas, #partiu FINALMENTE conhecer as maravilhas naturais do país!
 
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É muito importante entender que na Islândia não é só sobre o destino e sim também pelo caminho. São muitas horas de estrada, admirando a paisagem, e você precisa gostar disso. Não ficamos entediados em nenhum momento e sinto falta até hoje das longas horas dirigindo e admirando a natureza.
 
Duas horas depois, chegamos na nossa primeira parada: cachoeira Seljlandsfoss.
É uma das cachoeiras que você pode caminhar por trás, se tiver coragem; Eu não tive! Molha muito! Mas mesmo não indo por trás, você consegue admirar essa maravilha. Valor: EUR 5 (estacionamento)
 
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Depois, fomos para a cachoeira mais famosa do país, a Skogafoss
Eu tenho muitos adjetivos para esse lugar. Incrível, majestoso, imponente, impressionante, belo, mágico... mas nada descreve o quão lindo é esse lugar! Para nossa sorte, o sol apareceu, formando um belo arco-íris na queda d'água. Mesmo congelando, não conseguiria dizer se ficamos minutos ou horas admirando a paisagem e tivemos que nos forçar a ir embora com a promessa de que voltaríamos com mais tempo. Ah, lá não paga nada para visitar.
 
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Bem ao lado da Skogafoss, existe uma cachoeira não tão conhecida chamada Kvernufoss, que fica escondida no meio de um cânion. Lá é um ótimo lugar para ver o pôr-do-sol e você também pode caminhar por trás dela, fica a dica! É só colocar "Skogar Museum" no GPS que vai dar no estacionamento e ao lado, tem um pequeno portão para a trilha, que é super fácil. 
 
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Por causa do atraso no começo do dia, estavamos atrasados no roteiro, então corremos para a próxima e última atração do dia, Sólheimasandur plane crash, a carcaça do avião na areia preta. 
Colocamos no GSP o nome e fomos parar em um estacionamento na beira da estrada e dali, a caminhada seria longa, 4km apenas ida. Apertamos o passo e fomos. O caminho é 100% reto e não há nada em volta, um descampado imenso, a merçê do tempo. No começo avisos de morte, pois turistas ja morreram de hipotermia. Não tivemos problema, pois estavamos muito bem equipados e não tinha previsão de chuva ou neve. Caminhando e conversamos, nem vimos a hora passar até dar de cara com o avião, bem na hora do crepúsculo. 
 
QUE-LUGAR-IRADO!!!!!!!
 
Um pedaço de avião enterrado nas areaias pretas na Islândia, com uma geleira atrás, e o mar na frente. Muito incrível! Lá é o point dos fotografos, que esperam anoitecer para tirar foto do avião com o céu estrelado ou esperando a aurora boreal. Ficamos pouco tempo, já que o sol estava quase se pondo, corremos para a van e chegamos são e salvos, felizes e gratos pelo dia perfeito.
 
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Esse é o caminho para chegar até o avião
 
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Terminada a programação do dia, dirigimos por 20 minutos até Vik, onde paramos no ótimo restaurante Smiðjan Brugghús e depois de forrar o estômago fomos procurar um camping disponível. Achamos o Vik Campsites, valor de EUR 24 por pessoa e decimos ficar. Depois de nos limparmos e arrumado a cama, começou a ventar muito. Primeira experiência com o vento islandês. Achei que a van iria virar, mas tudo ficou bem. 
 
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Dia finalizado, hora de descansar pois o dia seguinte também seria cheio de atrações. 
 

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DIA 3 - Região sul: Reynisfjara, Dyrhólaey, Fjadrargljufur, Jokulsarlon e Diamond Beach

 
Bom dia, Brasil! Depois de uma boa noite de sono, saímos bem cedinho para a famosa praia de areia preta Reynisfjara, que eu estava bem ansiosa para conhecer, onde também tomaríamos o café da manhã na van. Essa praia é muito perigosa e tem ondas muito traiçoeiras, colecionando algumas mortes de turistas teimosos que ignoram as placas de segurança. Para a nossa sorte, o mar estava baixo e calmo, com zero ondas, deixando viável andar até a caverna de rochas de basalto (formação que inspirou a arquitetura da igreja em Reykjavik) sem preocupação.  
 
O dia estava lindo, com muito sol e poucas nuvens e confesso que isso me deixou um pouco decepcionada, eu queria ver a praia com as ondas grandes e o tempo nublado que dá todo aquele clima especial para a areia preta haha. No final das contas, iríamos descobrir que todas as praias da Islândia tem areia preta e que essa nem era a mais bonita! Aguardem!
 
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Depois de tomar um café da manhã reforçado, fomos subir a colina Dyrhólaey para ter uma visão panorâmica da praia e esse lugar, meus colegas viajantes, é imperdível. Uma vista de tirar o fôlego, belíssima! O lugar conta com algumas trilhas e mirantes, um farol e uma pedra com uma formação rochosa bem peculiar. O vento estava castigando, mas ao mesmo tempo foi divertido jogar o corpo para trás e ser sustentada pelo vento. 
 
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O clima ensolarado que antes me incomodava, fez o caminho até a nossa próxima parada ficar ainda mais lindo, já que todo o caminho é cercado por um grande campo de lava endurecida coberta por musgos, montanhas nevadas e casinhas fofas. 
 
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Fizemos um desvio para conhecer o cânion Fjadrargljufur, que me decepcionou bastante. Não é que o lugar não seja bonito, mas fiquei com o sentimento de que os outros lugares que visitamos já nos tinha oferecido o mesmo "visual". Pelo tempo perdido no cânion, não conseguimos visitar a cachoeira Svartifoss, infelizmente, :( 
 
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Direcionamos o GPS para a lagoa do glaciar Jokulsarlon. Dica: o GPS vai te mandar para o lugar onde saem os passeios para a geleira chamado de "Jokulsarlon glacier lagoon boat tours" , mas lá além de ser mais lotado, não tem o melhor visual. Então, pare o carro no primeiro estacionamento se você está vindo de Vik. Não tem placa grande e você não consegue ver a lagoa da estrada. O nome no GPS deve estar "bílastæði við Jokulsarlon".
Ficamos um tempinho tirando fotos e brincando com o gelo.
 
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Depois, fomos para a última atração do dia, a Diamond beach. O gelo desprendido da geleira viaja para o mar e as ondas levam para a areia (preta!), criando um cenário bem legal. Não tinha tanto gelo quando chegamos, mas mesmo assim estava bem bonito. 
 
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Inicialmente, tínhamos planejado pernoitar em Hofn, mas estávamos cansados, procuramos um camping ali mesmo pela região e achamos o Skaftafell Campsite que não estava bem avaliado no google mas resolvemos dar uma chance e o lugar superou nossas expectativas. O lugar conta com restaurante, centro de visitação, banheiros muito limpos, e é bem grande. Lá é o ponto de partida para os trekkings até a geleira Skaftafell, então se você for fazer apenas a caminhada, precisa pagar o estacionamento. Caso pernoite, o valor é de EUR 20-30 por carro.
 
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Nada mal a vista desse camping, né?
 
O sol estava se pondo, mas antes de encerrar o dia fomos fazer uma das trilhas para ver a geleira. O caminho era plano e como estávamos em um país com zero crimes, não ficamos preocupados com o anoitecer. 
Sem planejar, acabamos pegando a luz do pôr do sol batendo na geleira, criando uma vista fantástica, e só nós estávamos lá! Então conseguimos aproveitar bastante até o cansaço bater.
 
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Nesse dia fez muito frio. Óbvio, já que estávamos na base de uma geleira! Mas o aquecedor deu conta e não tivemos problema em nos aquecer. Essa foi também a primeira noite que recebemos o alerta de aurora boreal em Hofn... cidade onde tínhamos planejado pernoitar! Infelizmente estava muito frio e muito longe para ir até lá, então encerramos a noite no camping, fizemos um sanduíche reforçado e ficamos apreciando o céu estrelado, que estava totalmente limpo. No próximo dia, iríamos sair da zona turística e nos aventurar pelo norte da Islândia. 
 
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Em 07/04/2023 em 14:55, D FABIANO disse:

@isaribeiroNão há cidades próximas a essas atrações para não dormir em campings,o que detesto?

Tem sim, você encontra pousadas, hoteis e estalagens por toda parte. A maior cidade próxima das cachoeiras é Vik. Perto da geleira você tem Hof e Hofn, e existem também guesthouses na beira da estrada e quatro Fosshotel, que é um hotel um pouco mais sofisticado. 

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DIA 4 - Dirigir, dirigir, dirigir... e Stokksnes

 
Acordamos ao clarear (os dias estavam cada vez mais curtos) e fomos ao centro de visitantes pegar um café da manhã, que foi tão simples que não pensei em tirar foto ou guardar valores. Esse dia seria longo, basicamente apenas dirigir. Posso soar repetitiva, mas dirigir na Islândia é uma atração também e mesmo nas quase 7h dirigidas, não sentimos tédio em nenhum momento.
 
Como nosso roteiro mudou e pernoitamos em Skaftafell ao invés de Hofn, acabamos perdendo umas horas de viagem já que era uma diferença de 130km e isso no inverno conta muito, já que amanhece tarde e escurece cedo. Tínhamos planejado algumas paradas para esse dia e pernoitar em Myvatn, mas não deu tempo. Acabamos por visitar só uma atração, a montanha Stokksnes.
 
Um pouco depois de Hofn, na beira da estrada, existe uma entradinha com estrada de cascalho que te leva até a montanha. Depois de dirigir alguns km, você vai chegar em um centro de visitantes/café para comprar o ingresso. Em vários relatos que li, pessoas falaram que não vale a pena ir até lá, que os donos (o lugar é privado e é mantido por uma família) eram mal educados, mas achamos tudo bem acolhedor e os funcionários bastante solícitos. Usamos o banheiro, pegamos nossos ingressos (que possuem um qr code para liberar o seu acesso) e seguimos até a parada principal com o mirante da montanha. Além disso, você pode visitar a vila viking (que não é real, foi feita para o cenário da série The Witcher) e também o farol, na beira do mar, onde você tem uma visão do mar e da montanha. Estávamos sem disposição e morrendo de frio e não visitamos o farol, e nos arrependemos MUITO, foi o maior arrependimento da viagem, então fica a dica para não vacilar!
 
A entrada por pessoa custa em média 10 euros. 
 
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Conforme dirigimos, a paisagem ia mudando. Vimos menos carros turísticos, passamos por áreas mais industriais, a paisagem parecia mais selvagem e imponente, as montanhas mais altas e o frio aumentava a todo tempo. Foi a primeira vez que pegamos a estrada à noite por algumas horas. Depois de dirigir com todo cuidado, escolhemos a cidade de Egilsstaðir como pernoite, fomos de porta em porta procurando um hotel até que achamos o Hérað Berjaya Iceland Hotels e tivemos a melhor noite de sono!! O hotel era muito, muito bom! Valeu muito a pena!
 
De jantar, fomos em uma pizzaria e cervejaria artesanal chamada Askur, tudo muito gostoso! Os preços estavam na média de 8 euros um pint de cerveja artesanal e as pizzas em torno de 18-20 euros. 

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