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Huaraz (Cordillera Blanca) - Peru - 12 dias de trekking e tours

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Oi pessoal!

 

Do dia 15 a 26 de julho estivemos num dos lugares mais famosos para trekking no mundo, a Cordillera Blanca no Peru, ao norte de Lima.

Depois de voltar dos trekkings em El Chalten (Argentina) e Torres Del Paine (Chile) que fizemos em janeiro de 2011, queríamos aproveitar nossa forma física e disposição e encarar mais alguns trekkings. Encontrei o blog Natureza Adentro na net e me apaixonei pela Cordillera Blanca e decidimos que seria nosso primeiro destino no Peru. Infelizmente, por causa da altitude, o cardiologista do meu pai achou melhor ele dessa vez não nos acompanhar na aventura... Ele ficou chateado, mas temos que respeitar o limite de nossos corpos, não é verdade? Eu mesmo antes de encarar os mais de 5.000m de altitude fui a um cardiologista ver se meu coração e pressão estavam em bom estado, só para garantir...

Aqui no mochileiros.com os tópicos Huaraz – Perguntas e Respostas e Huaraz – Verdades e Mentiras e os amigos Peter Tofte e Bruno Albuquerque me ajudaram muito. Obrigada!

 

 

Dia 1 – 15/07/2011

Chegamos no Aeroporto de Guarulhos as 6h da manhã, pois nosso vôo seria as 8:25h e a empresa TAM nos presenteou com uma Contigência Operacional... Tentamos argumentar de todas as formas, mas não teve jeito, embarcaríamos apenas no vôo do dia seguinte. Mesmo a TAM nos levando a um hotel com todas as refeições pagas até o dia seguinte, nos sentimos lesados, pois toda a programação com a agência de turismo em Huaraz já estava programada a dias e perderíamos um dia de trekking. A vantagem é que conseguimos mudar a data de retorno para 26 de julho...

 

 

Dia 2 – 16/07/2011 - Lima

Conseguimos embarcar, mas o vôo 8066 da TAM saiu com 1 hora de atraso. Infelizmente ao chegarmos em Lima não conseguimos pegar o ônibus para Huaraz das 13:30h e o jeito foi conhecer um pouquinho da cidade.

Trocamos alguns dólares por Soles no próprio aeroporto, antes mesmo de sair da sala de desembarque. Cotação de U$ 1,00 por S$ 2,65.

Atrasamos nossos relógios em duas horas e começamos a tomar o remédio Diamox, para diminuir os problemas com soroche (mal da altitude) para quem sobe acima dos 3.000 m de altitude.

Ao sair do aeroporto pegamos um 'Taxi Gren' até a Paseo de la República no Terminal da Movil Tours para comprarmos nossas passagens para Huaraz. A corrida deu S$ 55,00, dentro do esperado que tínhamos pesquisado na net (de S$ 45,00 a S$ 60,00). Gente, quase batemos umas 30 vezes... Como eles andam mal nas ruas... E sem contar que buzinam pra tudo!!!

No Terminal da Movil Tours compramos o acento semi-cama (equivale ao semi-leito nosso) por S$ 50,00 das 10:30 da noite.

Depois pegamos outro taxi na rua e pedimos para o motorista nos levar até o Shopping Larcomar em Miraflores, por S$ 15,00. Que lugar lindo! De frente ao Oceano Pacífico, com a praia de pedras escuras que ao quebrar as ondas fazem um barulho estranho e você fica olhando tudo por cima das 'falésias' de mais ou menos 100 m de altura. Ainda aparecem voando pelo céu alguns malucos de Parapente que quase batem nos paredões. E o céu, como já tinha lido em outros relatos, sempre nublado

Almoçamos no shopping bem na hora do jogo do Peru x Colômbia. Como eles vibram! Não vou mentir que comecei a torcer pelo Peru e me emocionei quando eles ganharam... Depois foi só festa...

Outra coisa que achei lindo foi o patriotismo deles. As ruas repletas de bandeiras do Peru. Perguntei a um peruano e ele disse que é por causa da semana pátria (sua independência foi em 28 de julho de 1821). Fiquei mais admirada ainda, até que ele me confessou que se as empresas e casas não fizerem isso, pagam multa!!!!!! Daí não dá, né?

Depois fomos andando até o Parque Central de Miraflores a 7 quadras do Shopping. Que região LINDA! Quem for ficar em Lima deve se hospedar mesmo em Miraflores, tem de tudo, ótimos restaurantes e a vida noturna também ferve.

Fizemos um passeio com o ônibus de dois andares da Mirabus por Miraflores e passamos pelo Sítio Arqueológico de Huanca Pucllana, igrejas, parte residencial do Bairro e avenida costaneira. Pagamos S$ 10,00 por pessoa.

Saindo dalí fomos em uma rua que só tem restaurantes e depois de muito escolher fomos comer pizza. Mas não gostamos da pizza deles... Pouco recheio...

Voltamos ao Terminal da Movil Tours de taxi (por S$ 10,00) e embarcamos no ônibus das 10:30h, para encarar 8 horas de viagem e a subida do nível 0 a 3.200 m de altitude de Huaraz para dali sim começar uma aventura de verdade!

 

 

Dia 3 – 17/07/2011 – Chavin de Huantar

Chegamos em Huaraz as 6:45 da manhã. A viagem no ônibus foi boa, deu pra dormir bastante. Sofri um pouco com dor de cabeça, mas tomei um remedinho e logo passou.

Assim que desembarcamos na rodoviária de Huaraz, a Rut da agência de Trekking Artizon Adventure estava nos esperando com uma placa 'CARLA'. Nos apresentamos e fomos de taxi até o Albergue Churup, nossa pousada nesta cidade. Da rodoviária até o Albergue deu S$ 4,00. O Albergue Churup é lindo, uma decoração para gringo, mas a localização não é das melhores (Bairro La Soledad). Fizemos nosso check-in e fomos tomar café da manhã, super simples, com pães (muito gostoso), café com leite, chá, sucos, manteiga e geléia de morango. Ao esperarmos na recepção nosso transfer para Chavin, uma gringa entrou aos prantos, tinha acabado de ser assaltada... Bem que falei que a localização não era das melhores... Mas a vista do terraço é linda!

As 9:00h chegou o micro-ônibus que nos levaria a Chavin, nosso guia foi o Atilho, professor aposentado de história, então nem preciso dizer que ele nos deu uma bela aula sobre o Peru, as civilizações Pré-Incas e Incas. Foi ótimo! São 4 horas de estrada zigue-zagueando a Cordillera Blanca. No caminho paramos na maravilhosa Laguna Querococha, aos pés de um pico nevado muito belo que nos rendeu várias fotos...

O ponto de maior altitude que chegamos foi 4.500 m ao cruzar um túnel (Kaihuish) que passa para o outro lado da cordilheira. Depois é só descida, também em zigue-zague, com vista no fundo do vale a cidade de Chavin.

Paramos para almoçar em um restaurante super simples. Comemos uma truta frita com arroz e batatas maravilhosa, por S$ 15,00 por pessoa. O interessante foi tomar Coca-Cola quase sem gás, uma vez que estávamos a 0,6 atm e como o gás nos refrigerantes ficam em equilíbrio com a pressão atmosférica ao abrirmos a garrafa ela perde quase todo o gás em alguns segundos. Viu como foi bom prestar atenção nas aulas de física?

Depois de saciada a fome fomos ao Museu Arqueológico da Cultura Chavin. É interessante visitá-lo antes de ir ao sítio arqueológico para você entender melhor o que verá ao vivo, uma vez que uma avalanche em 1945 destruiu 80% do sítio e ainda não conseguiram restaurar tudo.

Depois fomos ao Sítio Arqueológico de Chavin de Huantar, uma civilização Pré-Inca de 1000 anos antes de Cristo. Visitamos suas praças de adoração ao deus Sol, Lua e onde os sacerdotes moravam. Impressiona a inteligência da arquitetura, execução das obras sem nenhum maquinário e o seu conhecimento da astronomia para definirem as épocas do ano. Eram apaixonados pelo número 7 e seus múltiplos e eram também muito ricos. Mas, assim como as demais civilizações antigas também faziam sacrifício humano, o lado triste da história.

Saímos de Chavin e regressamos a Huaraz, chegando às 8 horas da noite.

O nosso guia Atílio nos deixou na porta do Albergue Churup.

Mais tarde a Rut da Agência Artizon Adventure foi nos dar a programação de todos os trekkings e tours da semana e nos apresentou o Ivan, nosso guia que nos guiaria nos próximos 8 dias. Isso mesmo: um guia só pra gente! Incrível não? Por isso alguns amigos do mochileiros.com me escreveram e disseram que eu tinha negociado caro demais pelos passeios... É que eles foram com agências que levam de 15 a 20 pessoas e se você sente dificuldade pelo meio do caminho é largado pra trás... Com essa agência é guia particular...

 

 

Dia 4 – 18/07/2011 – Laguna Churup

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Saímos às 8 horas da manhã do hostel e seguimos para a Laguna Churup... Huaraz está a 3100m de altitude e fomos de carro até 3800m no povoado de Pitec. Dalí em diante é a pé mesmo... São só 4 km mas uma subidona que sai do 3800m e chega a 4540m. Desnível de 740m em 4 km é bem puxado... Nosso guia Ivan nos acompanhou devagar desde o início, mas quando cheguei a 4154m de altitude, comecei a passar muito mal: eu não conseguia respirar direito e o ar que entrava doía no peito, a cabeça doía bem perto da nuca, meu coração estava com uns 120 batimentos por minuto e estava começando a ficar enjoada...

Sentei em uma pedra e verbalizei minha desistência... Eu amo andar na natureza, mas preciso respeitar os limites do meu corpo. Pedi pro Elio e o guia continuarem que eu ia ficar por ali mesmo esperando eles... Eles prosseguiram!

Tomei meu remédio para dor de cabeça, bebi água, deitei na pedra e fechei os olhos... Fiquei uns 15 minutos me recuperando e quando abri os olhos eu já estava melhor! Resolvi ir andando devagarinho e tirar umas fotos pelo caminho (já que amo flores de altitude).

Então fui devagar, devagarinho, parando a cada 50 passos e sentando para descansar... Os outros trekkings foram me passando, passando... E eu só curtindo a natureza! Foi o trecho que mais tirei fotos e curti por estar alí, no meio daqueles nevados!

De repente dou de frente com o temido paredão que se tem que 'escalar' para chegar na Laguna Churup. Quando lí na internet que esse paredão era f... e que muitas pessoas desistiam alí eu tomei por mim que o meu final do trekking seria ali mesmo... E foi isso que fiz. Sentei e esperei os meninos descerem. Logo em seguida meu esposo e o guia chegaram e olhei no GPS que marcava 4380m de altitude. Faltava apenas 60m para a laguna. Mesmo assim não arrisquei!

Tomamos um lanche preparado pelo nosso guia, ví as fotos na máquina do Elio e comprovei que realmente essa laguna é linda!

Meu esposo disse que na subida do paredão tem 3 fases com cabo de aço. Na net vimos que a maioria das pessoas acham a terceira fase a mais difícil, mas o Elio disse que para subir ele achou a segunda fase mais complicada e para descer a primeira fase pior...

A descida foi light, fizemos em 1h30min.

O motorista do taxi estava nos esperando e voltamos a Huaraz em 1h.

Eles nos levaram a agência da Movil Tours para comprarmos nossas passagens de Huaraz para Lima no dia 25 de julho. Pagamos o super cama por S$ 65,00 por pessoa (equivalente ao leito nosso).

Voltamos a pousada, tomamos banho e saímos para jantar. Comemos um mignon maravilhoso no 'Encuentro' e pagamos S$ 28,00 por pessoa.

Depois a Rut e o Ivan da Artizon Adventure foram até a pousada para nos falar do passeio do dia seguinte. Nos mostraram o mapa do caminho que vamos fazer e disseram que sairíamos às 6 da manhã para ganharmos tempo (na verdade eu sei, eles querem ganhar tempo pois eu sou muito lenta para subir, mas eles são super educados e não vão me dizer isso....).

 

Continua...

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Continuando...

 

Dia 5 – 19/07/2011 – Laguna 69

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Acordamos super cedo, pois os meninos (Ivan – guia e Jerônimo – motorista) vieram nos buscar 6:00 da manhã. Foram super pontuais...

Saímos de Huaraz e andamos 55 km até chegar em Yungai, cidade devastada pela avalanche que aconteceu após um terremoto em 1970. Depois, andamos cerca de 2 horas em estrada de terra dentro do Parque Nacional Huascaran. Passamos pelas lagunas Llaguanuco (Chinancocha e Orcococha).

Depois seguimos até o Campamento Cebollapampa (3900m de altitude). A partir daí começa a caminhada de 3 a 3,5 horas até a Laguna 69. O começo é light com uma reta em leve inclinação e como muitas vacas e touros para enfeitar a paisagem (cuidados com os touros pela trilha, não dê as costas para eles...).

Depois vem os primeiros zigue-zagues, subida mais acentuada, mas também fácil de fazer.

A segunda fase do trekking retorna a mais uma parte praticamente plana e por último o segundo zigue-zague um pouco mais pesado que o primeiro, mas como já estamos numa altitude acima 4500m, fica bem puxado para quem ainda não está tão bem aclimatado (como eu...). Como sempre, fui bem devagar, pois ainda estou com dificuldade para respirar em altitude e meu coração ainda dispara por pouco...

Na parte final do segundo zigue-zague minhas mãos começaram a formigar incrivelmente (digo 'incrivelmente' pois estão formigando sempre, mas dessa vez foi de doer... Ainda meu nariz começou a sangrar... Fiz uma parada mais longa e assim que melhorei avistei os maravilhosos picos nevados de Chacraraju (6162m) e Pisco (5752m). Quando ví a água da laguna me arrepiei... É de um azul com tons esverdeados nos locais mais rasos lindo! Lá em cima fizemos nosso lanche preparado por nosso guia Ivan (comemos sem reclamar pão com recheio de abacate!!!)

Depois de meia hora começamos a descer. E como diz o provérbio: 'descer todo Santo ajuda!' descemos em 2 horas, média normal das pessoa que fazem esse trekking. No meio da descida, no segundo zigue-zague, começou a nevar pequenos flocos. Muito legal ver a neve caindo... Mas tal evento durou apenas uns 30 segundos...

Pegamos o taxi em Cebollapampa e voltamos até Huaraz (em tediosas 3 horas...).

Jantamos no Encuentro de novo (strogonof e Lomo Salteado - divinos) por S$23,00 por pessoa...

Voltamos ao Albergue Churup, tomamos um merecido banho e fomos dormir...

Amanhã o passeio será mais tipo tour que trekking (Laguna Llaca), para descansarmos, pois depois de amanhã será o trekking Quilcayhuanca de 3 dias e 2 noites!!!!

 

Dia 6 – 20/07/2011 – Laguna Llaca

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Os meninos da Artizon Adventure (Ivan – guia e Jerônimo – motorista) passaram no nosso hotel as 8h para começar mais um dia de aventura. Logo na saída da cidade um motorista de taxi bêbado bateu na lateral do carro de Jerônimo... Fiquei tão chateada... Mas eles são espertos, Jerônimo pegou a licença de dirigir do taxista e só vai devolver depois que ele pagar o estrago... A estrada que leva a Laguna Llaca é igual a todas por aqui: precipício de um lado e um paredão do outro. Nem fico mais olhando pela janela para ver o carro quase caindo morro abaixo... Depois de longas 3h de estrada chega-se a entrada do Parque. Lembro a todos que o pessoal da Artizon Adventure comprou o ingresso válido por 1 mês (S$65,00). Como na noite anterior havia chovido em Huaraz, aqui estava tudo coberto de neve... E haja paciência do guia em esperar a gente tira fotos...

A laguna é linda. Para evitar futuras avalanches, a maioria das lagunas por aqui possuem uma barragem na sua saída. Claro que se houver um terremoto muito forte elas não suportarão a descida de neve e pedras das encostas, mas mesmo assim, ajudarão a conter a fúria da avalanche. A região sofreu com dois terremotos fortes no último século: em 1945 e 1970.

Depois demos uma volta em torno da laguna e na parte mais próxima a geleira a laguna estava completamente congelada. Dava para jogar uma pedra e ela não afundava...Tomamos nosso lanche aos pés dos nevados e regressamos a Huaraz em longas 3 horas.

Em Huaraz fomos almoçar no El Horno, talharins com molhos superespeciais por S$25,00 por pessoa.

Passamos em um supermercado e compramos algumas coisinhas para levar ao trekking de 3 dias de Quilcayhuanca (lenços umedecidos, lenços de papel e bebidas. Demos uma volta pelo centro de Huaraz. Voltamos a pousada. As 19h o Ivan e a Rut da Artizon Adventure vieram para acertarmos os detalhes finais para o trekking de 3 dias. Acaram nosso saco de dormir muito fino e nos emprestarão mantas.

Fomos dormir cedo, pois sei que serão duas noites mal dormidas em barraca nos próximos dias...

 

Dia 7 - 21/07/2011 – Quebrada de Quilcayhuanca

PRIMEIRO DIA: trekking até o campamento Cayeshpampa

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Acordamos 7h e depois do café da manhã fomos de taxi até a entrada do Parque Huascaran para a Quebrada de Quilcayhuanca. Conhecemos nosso cozinheiro desses 3 dias de trekking, o sr. Marcos.

Fiquei com vergonha de ver a quantidade de coisas que o nosso guia Ivan e o Marcos estavam levando em suas mochilas cargueiras... Comida para os 3 dias, panelas, bules, barraca, plásticos... Nem pude reclamar de carregar minhas roupas e meu colchonete pelas 4 horas de trilha que teríamos pela frente, adentrando a Quebrada Quilcayhuanca. O nosso guia Ivan disse que desde 2008 não levava ninguém nessa trilha, pois é pouco procurada, não por falta de belezas naturais (que de passagem são deslumbrantes) e sim porque há tantas quebradas para se fazer em Huaraz que esta é uma das últimas a serem escolhidas. Confessei que a escolhi por ser rápida (apenas 3 dias) e que queria ver como me comportaria em um trekking desse nível para quem sabe o ano que vem encarar os 11 dias de trekking dos Cedros (Santa Cruz e arredores). O Elio disse que quer voltar aqui nos próximos anos e fazer todas as Quebradas possíveis de serem feitas... Eu se tiver fôlego e coração, com certeza acompanharei...

As 4 horas se passaram rapidamente, e quanto mais adentrávamos no vale, mais frio ficava. No local de acampamento (Campamento Cayeshpampa a 4100m de altitude) o vento começou a soprar e a temperatura caiu. Tomamos um lanche e depois jantamos uma sopa de entrada, prato principal um frango ao molho e arroz que só por Deus... Que delícia! E tudo feito alí, no meio do nada... Marcos é um cozinheiro de mão cheia. E de sobremesa um creme de abacaxi muito bom...

As 6:30h da tarde começou a escurecer e esfriar, então entramos nas barracas e fomos dormir...

Nessa noite dormi muito mal, primeiro porque fiquei pensando se acontecesse uma avalanche pra onde eu iria fugir (só eu mesmo pra pensar nisso numa hora dessas) e o que eu iria salvar... E em segundo lugar meus pés por nada do planeta queriam se aquecer, mesmo com 2 meias de lã, uma blusa polar enrolada nos pés, o saco de dormir e mais ainda uma manta emprestada pelo pessoal da Artizon Adventure (pois eles acharam nossos sacos de dormir finos...). De madrugada o vento começou e se estendeu até o final da manhã do dia seguinte...

De madrugada também fui fazer xixi e ví o céu estrelado mais lindo que já ví nesta vida... Até esqueci do frio e fiquei encantada pelos astros por alguns segundos...

Mesmo passando frio e tendo pesadelos acordada sobre terremotos e avalanches iminentes a acontecer, essa foi a primeira noite de uma das melhores aventuras realizadas por mim...

 

Dia 8 – 22/07/2011 – Quebrada de Quilcayhuanca

SEGUNDO DIA: trekking as Lagunas Tullpacocha e Cuchillacocha

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Acordamos as 8h, depois de uma noite mal dormida por causa do congelamento dos meus pés, saímos da barraca e o nosso café da manhã estava lá, melhor que do Albergue Churup: ovos mexidos, café, achocolatado, leite e chá, pão, geléia de morango e manteiga. Nosso cozinheiro Marcos é ótimo... Depois do café começamos nossa jornada de hoje, as lagunas Tullpacocha (4.300m de altitude) e Cuchillacocha (4.625m de altitude).

O caminho é lindo, com os nevados ao redor. Fomos devagar e chegamos na Laguna Tullpacocha depois de 2 horas de caminhada. LINDA! Seguimos rumo a Laguna Cuchillacocha por uma trilha alternativa e que se misturava com o caminho de pasto das vacas.

Depois de mais 2 horas de subida avistamos a Laguna de cores verde amareladas por causa do cobre presente nas rochas do local. Fizemos o pick nick lá mesmo e depois começamos a descer até o Campamento em aproximadamente 3 horas.

Ao chegarmos no acampamento o nosso cozinheiro Marcos nos esperava com um tira gosto: chá com pipoca. É muito estranho ter tanta mordomia em pleno nada... E para nossa diversão (já que não havia entretenimento eletrônico as mãos) presenciamos um show de vaqueiros arrebanhando as vacas e bezerros espalhados pelo vale.

Lá pelas 6h da tarde jantamos uma maravilhosa sopa, seguida de uma macarronada e um creme de pêssego, muito bons...

Fomos nos deitar e desta vez passei um produto a base de cânfora nos pés para aquecê-los e resolveu. Meus pés se aqueceram e dormi a noite inteirinha com os pés quentinhos...

E essa noite descansei de verdade!!!

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Dia 9 – 23/07/2011 – Quebrada Quilcayhuanca

TERCEIRO DIA dia de trekking

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Acordamos as 8h da manhã, depois de uma noite bem dormida... Começamos a arrumar nossas coisas e como estava ventando muito os meninos levaram nosso café da manhã na barraca. Tinha iogurte com granola, chá, pão, geléia e manteiga.

Depois de tudo arrumado saímos caminhando retornando a entrada do parque. Os meninos iriam sair depois de desarmarem as barracas e arrumarem tudo.

A caminhada de retorno demorou 3h e ao chegarmos na entrada do parque o motorista de taxi já estava a nossa espera.

Retornamos a Huaraz e nos deixaram no Albergue Churup. Fizemos novo check in e saímos para almoçarno Encuentro de novo.

Demos uma volta pelo centro de Huaraz e voltamos ao hostel. As 19h Rut e Ivan estavam lá no hostel para combinarmos o dia seguinte.

Cansados fomos dormir em nossa cama quentinha e confortável...

 

Dia 10 - 24/07/11 – Laguna Wilcacocha

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Após tomarmos café da manhã no Albergue Churup, o nosso guia Ivan e o motorista Jerônimo nos levaram até a parte sul de Huaraz e entraram em uma quebrada no lado da Cordillera Negra. Subimos de carro dos 3100m de altitude até 3700m. A Laguna Wilcacocha em si não é tão bela, mas a vista da Cordillera Blanca lá de cima é linda! Muitos tours levam você até lá, ficam uns 10 minutos e retornam a cidade, mas a gente retornou a cidade via 'trekking', muito mais radical!

A cada encosta que descíamos ou que andávamos em nível formavam as vistas mais lindas da Cordillera Blanca e do Nevado de Huascaran, imponente e majestoso!

Levamos cerca de 5 horas para descer até Huaraz e a trilha não é bem demarcada, passa por áreas de pastos e propriedades privadas, mas nosso guia sempre tomava o cuidado para não invadirmos qualquer uma delas. Descemos umas encostas bem íngremes, de dar medo, mas com paisagens ímpares!

A Cordillera Negra tem essa nomeação não só porque não possui neve e sim por causa de suas rochas de formação. São de origem vulcânica, basáltica com a coloração mais escura que a Cordillera Blanca que possui mais em sua formação granitos, feldspatos, quartzos de coloração mais clara. Outra coisa que dá para notar diferença é que as rochas da Cordillera Blanca possuem em sua maioria um brilho oriundo das partículas de mica, que tornam as rochas brilhantes ao toque do sol.

Nesse trecho vimos de tudo: animais pastando, flores ainda não conhecidas pelas nossas lentes, penhascos, lama, casas humildes, camponeses batendo o trigo, trigais amarelos de doer a vista e crianças nos pedindo caramelos...

Já bem no final da trilha, ao passar por um povoado, uma moça nos ofereceu sua filha para levarmos em troca de dinheiro... Pensei que fosse brincadeira, mas era verdade! Fiquei chocada!

Depois de 5 horas de caminhada chegamos a estrada de acesso a Huaraz, pegamos um taxi e voltamos ao Albergue Churup. Ao sair do taxi nos despedimos do nosso grande amigo (guia) Ivan, pois no passeio de amanhã será um tour e ele não nos acompanhará. Agradeci de coração pela paciência que ele teve conosco (mais comigo) e pelo ótimo profissional que ele é. Sua retribuição de elogios foi uma emocionante frase: "Obrigado por escolherem HUARAZ como a primeira cidade a visitarem no Peru e por terem deixado direta e indiretamente alguns Soles para o nosso povo..."

Achei lindo essa demonstração de carinho e orgulho por sua cidade, coisa que muitas vezes a gente não cultiva por aqui...

Saímos para fazer nossa refeição no Encuentro (viramos amigos dos garçons!) e de volta ao hostel fomos nos preparar para o nosso último dia dessa aventura...

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Dia 11 - 25/07/2011 – Nevado Pastoruri

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Depois do café fizemos o check-out do Albergue Churup, mas pedimos para nossas mochilas ficarem no guarda volumes deles para pegarmos a noite, pois nosso ônibus saía as 23h. O pessoal do albergue é 10, até liberaram uma ducha no retorno caso necessitássemos. O Elio passou mal a noite inteira, com problemas intestinais e não entendemos o que foi que aconteceu, pois nós dois comemos tudo igual e eu não estava mal. Mesmo assim, as 9h fomos para o último tour em Huaraz.

No ônibus conhecemos um casal de Curitiba (Francine e Luiz) super gente boa e trocamos muitas informações. O Elio estava mal mesmo e quase nem falava com niguém. Nem conseguia tirar fotos...

Não gostei do tour, também, depois de 7 dias de trekking fazer um passeiozinho de ônibus de 3 horas é estressante...

Já dentro do Parque passamos pela Laguna de 7 cores (que só tem uma cor), conhecemos a Puya Raymondi (planta que só tem naquele região e com um histórico muito interessante: ela cresce quanto mais tempo a semente ficar latente e cresce milimetros por ano...) e uma fonte de água gaseificada naturalmente (que me neguei a tomar, uma vez que já tínhamos um membro com alguma infecção intestinal...).

Para subir até o ponto mais alto do Nevado Pastoruri deve-se caminhar uns 2 km, mas na altitude de 4800m até os 5000m. Fiz sozinha esse trajeto, pois o Elio estava muito mal e ia no banheiro de hora em hora. Não passei mal com a altitude, apenas muito cansaço...

Infelizmente o Glaciar está regredindo e não se tem nada para ver lá em cima, a não ser um pouco de gelo... E imaginar que a 10 anos atrás havia uma estação de esqui ali...

Regressei ao ônibus e o Elio ainda estava mal. Comprei refrigerantes para ele se hidratar e muita água.

No retorno a Huaraz o ônibus para em um restaurante e não comemos lá. Comprei umas frutas e comemos elas mesmo.

Chegando a Huaraz fomos almoçar/jantar no Encuentro. O casal de Curitiba foi junto.

Passei em uma farmácia, comprei soro e alguns remédios para estômago e intestino e voltamos para o Albergue Churup as 19h.

O Elio ainda estava mal e as 20h a Rut da Artizon Adventure chegou lá para nos acompanhar até o terminal da Movil Tours. Ela viu que o Elio estava mal e saímos com ela para comprar um antibiótico para ele. Ela nos levou numa farmácia grande no centro de Huaraz e a farmacêutica receitou um antibiótico maravilhoso pro Elio, para ele não passar mal na viagem de volta a Lima.

Depois fomos ao Terminal e as 22h chegou o Scheler da Artizon Adventure com um grupo que estava com ele por 11 dias no trekking Cedros. Vimos algumas fotos e amei. Com certeza voltaremos para fazê-lo!

Às 23h nosso ônibus saiu e o Elio não passou mais mal, ainda bem...

 

Dia 12 - 26/07/11 - Lima

 

Amanheceu e já estávamos em Lima. A viagem de volta é muito mais rápida, pois descemos de 3.800m de altitude até o nível do mar, em 6 horas (na ida a viagem do mesmo trecho ficou em 8 horas). E de volta a altitude 'normal' pensei que não fosse mais ter problemas... O Elio melhorou do intestino e precisava só se hidratar bastante. Fizemos uma hora no Terminal da Movil Tours até as 9 da manhã, quando a área de guarda volumes abriu. Pedimos para guardarem nossas mochilas até as 14h e eles gentilmente fizeram isso, mesmo sabendo que não iríamos viajar com a Movil Tours depois. Fomos de taxi até o Shopping Larcomar em Miraflores (por S$10,00) e lá compramos um passeio de 3 horas pela Turibus até a Catedral+Centro Histórico que saía às 10h do Shopping Larcomar (por S$55,00).

O passeio é bem CVC, mas para quem tem pouco tempo em Lima é ideal, pois passa pelos pontos mais turísticos da cidade, inclusive ao meio-dia pode-se ver a troca de guarda no Palácio do Governo.

Lá pelas 13h o passeio terminou e fomos de taxi ao terminal da Movil Tour pegar nossa mochilas e com o mesmo taxi fomos até o aeroporto. A corrida toda deu S$65,00.

No aeroporto fomos direto na fila da LAN (eu com meu coração na mão, com medo de outro overbooking ou de algum outro erro por termos trocado o dia de retorno ao Brasil), mas deu tudo certinho...

Almoçamos no Aeroporto e as 18h já estávamos embarcados no avião de retorno ao Brasil.

Chegamos em São Paulo a meia-noite e depois de pegarmos nosso carro no estacionamento (Airport Park) chegamos em casa (Iguape) as 4h da manhã...

Ao acordar no dia seguinte me deparei com uma estranha no espelho! O mal da altitude me pegou no retorno ao Brasil!

Deixa eu explicar melhor!

Eu não sabia, mas descer da altitude 5.039m até o nível do mar em menos de 15 horas também pode causar edemas de altitude nas pessoas... E como eu não estava preparada para isso (tinha já parado de tomar o Diamox) sofri por três dias... Os sintomas que apareceram em mim foram:

- inchaço matinal no rosto (principalmente nas pálpebras e lábios)

- inchaço nas pernas e pés pelo dia inteiro

- hematomas vermelhos e arroxeados nas pernas e peito

- fadiga excessiva

- pouca urina

No segundo dia a altitude ao nível do mar, já aqui em Iguape, fui ao médico e ele acreditava que era alergia a alguma coisa. É difícil confessar, mas infelizmente nossos médicos não sabem lidar com o mal de altitude ou edema de altitude, pois são raros os casos por aqui.

Em um site na net encontrei que:

A doença da altitude elevada aguda manifesta-se em muitas pessoas que vivem ao nível do mar quando elas ascendem a uma altitude moderada (2.400 metros) em 1 ou 2 dias. Elas apresentam falta de ar, aumento da freqüência cardíaca e cansaço fácil. Aproximadamente 20% delas também apresentam cefaléia (dor de cabeça), náusea ou vômito e distúrbios do sono. A maioria melhora em poucos dias. Este distúrbio benigno, que raramente não passa de uma sensação desagradável, é mais comum em pessoas jovens que entre as mais velhas.

O edema da altitude (inchaço das mãos e pés e, ao despertar, da face) freqüentemente ocorre em excursionistas, alpinistas e esquiadores. Em parte, o edema da altitude é causado pela alteração da distribuição dos sais que ocorre no organismo em altitudes elevadas, mas o esforço extenuante produz alterações na distribuição dos sais e água mesmo ao nível do mar.

No fórum SOROCHE, MAL DE ALTURA OU MAL DE ALTITUDE no mochileiros.com algumas pessoas acostumadas com viagens de montanha me deram algumas dicas do que poderia ser, mas mesmo assim nada definidamente conclusivo.

Então, conclui que errei! Deveria permanecer mais um dia depois que retornei da altitude de 5.039m em Huaraz (3.100m) e no dia seguinte retornar a Lima (nível do mar). Mas planejei errado o passeio do último dia e retornei em menos de 15 horas a altitude zero.

Mas gradativamente fui melhorando no passar dos dias e depois de três dias já estava bem melhor...

A gente precisa aprender a respeitar nosso corpo e a respeitar os efeitos da natureza nele! Sempre procurar médicos antes de viajar para altitude para ver como anda nosso coração e se prevenir. Ninguém será privado a ir a lugar algum se tomar os devidos cuidados e precauções!

Eu vacilei no meu retorno, espero que depois de você ler isso respeite seus limites ao subir nessas altitudes! Cada um é cada um, mas todos somos reféns da boa saúde!

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Parabéns Carla!

 

Ótimo relato, lindos postais produzidos por vc e que viagem!

 

Menina esperta: escolheu uma boa agência e adotou um bom planejamento / boa estratégia para minimizar os efeitos do mal de altitude!

 

Bonita a pequena quebrada que escolheram. Praticamente só de vcs.

 

Da próxima vez vc já terá mais experiência e lidará ainda mais facilmente com a altitude.

 

Seu relato me deu saudades da Cordilheira Branca. Quem sabe volte lá dentro dos próximos 2 anos para fazer Huayuash.

 

Seu pé gelado me fez lembrar do meu, quando resolvi andar rapidinho de havaianas na neve, acampado em Nahuel Huapi (Bariloche). Também levei um tempão para esquentar o pé!!! Da próxima vez levo canfora!

 

Abraços, peter

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Obrigada Peter!

E não sei se você reparou, mas você foi um dos meus grandes ajudantes para preparar esse roteiro, me dando dicas preciosas e o mais importante: me incentivando...

Bjs e obrigada!

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Carla,

 

legal o seu relato, mas eu fiquei cansado só em ler sobre as suas caminhadas, imagina se eu for lá... rsss... acho que não tenho disposição para encarar não... hehehe.... minha esposa então, nem pensar, se eu falo pra ela que quero ir a Huaraz e mostro o seu relato ela larga de mim... rsss... tadinha, já passou mal em Cusco... rsss

Mas muito legal mesmo, Peru é show de bola....

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Oi Gustavo!

 

Verdade! Andei muito, mas vale a pena, viu? As paisagens que a gente vê por lá, dentro dos vales, são lindas e ficar entre as montanhas nevadas faz você se sentir tão pequeno, tão frágil... Mas para quem não gosta de caminhar é mesmo dureza... Se quiser ver mais fotos, acesse:

https://picasaweb.google.com/114426632506026793441

Ainda estou postando as fotos, mas em breve terei todas as melhores por lá...

Obrigada pelo carinho!

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Carol,

 

Fantástico seu relato!!! ufa... cansativo!! vc representa a força das mulheres aventureiras!!

 

As paisagens são incríveis, as fotos estão muito lindas!!!

 

E que susto hein??? com este mal de altitude...affff

 

Parabéns!!!

Abraços!!!

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Obrigada Frida!!!!

Cansativo mesmo... Eu tenho 1,75m de altura e 95kg, então sou considerada gordinha, principalmente se me colocarem do lado de uma gringa européia (normalmente esqueléticas) e mesmo assim fui até o fim... No meio do caminho muitos trekkings que me 'ultrapassavam' sempre me incentivavam 'vamos lá', 'falta pouco', 'você consegue' e isso dá uma força danada! Foi assim também em El Chalten e TDP em janeiro/11... Mas sempre respeitando o limite de meu corpo! Saúde em primeiro lugar!

Bjs e Obrigada pelo carinho!

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    • Por SchullerRenan
      --> Leia o post original em nosso blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
       
       
      Após o Trekking de Huayhuash e a tentativa frustada de escalar o Nevado Pisco, tiramos um dia de descanso e  já estávamos planejando a nossa próxima aventura nos andes peruanos. Desta vez iriamos totalmente auto-suficientes, somente Renan e eu (Vanessa) com os mochilões em meio as montanhas nevadas sem nenhum apoio no trajeto em um dos circuitos mais clássicos e conhecidos da Cordilheira Branca:
      O Trekking de Santa Cruz

      Trata-se de um trekking que leva em média 4  a 6 dias e tem uma distância em torno dos 60km, com um ascenso acumulado de quase 5 mil metros totalmente dentro de um Parque Nacional, chamado HUASCARÁN. As altitudes variam de 3.000m a até 4.700m no passo Punta Union, altitude máxima atingida nessa travessia.
      O inicio da caminhada se dá pelos povoados de Cashapampa ou Vaqueria. Geralmente a rota mais usada pelas expedições de agencias é Vaqueria –> Cashapampa, mas resolvemos fazer “do contra” , iniciando no “Pueblo” de Cashapampa caminhando pelos vales das montanhas até Vaqueria.
      Seguindo esta rota teríamos os 3 primeiros dias de subida leve e um passo de montanha mais difícil no último dia.
      ITENS  QUE LEVAMOS NA MOCHILA
      Mochilas prontas para partir de Huaraz, rumo a Cashapampa e iniciar o trekking! Já com ideia do que nos esperava, montamos as mochilas com os nossos equipamentos de trekking e partimos ao mercado central de Huaraz em busca de adquirir os mantimentos para esta expedição.

      Gostamos bastante das comidas para acampamentos encontradas em alguns mercados em Huaraz, itens com embalagens pequena e delicias como o queijo fundido, leite em pó em embalagem de 200g, o pão clássico deles, redondo e achatado ( que dura mais de 1 semana e não amassa na mochila) doce de leite, doce de morango… hmmmm e o melhor é que se encontra facilmente e com ótimo preço!
      Nossa alimentação para 5 dias de trekking
      Mas você deve estar pensando que carregamos muito peso e na verdade  NÃO! Quem é montanhista sabe que é muito importante estar leve na montanha carregando apenas o essencial para poder ir mais longe. Equipamentos bons e leves fazem a diferença, tornando a caminhada mais fácil e prazerosa. Além da barraca, saco de dormir, isolante e comidas, levamos um bom peso  com câmeras, baterias extras, drone e alguns outros eletrônicos, o que resultou em 2 mochilas bem cheias! 😮
      O lado bom de fazer este trekking de forma autônoma é que estávamos livres naquele ambiente, acampávamos onde queríamos e fazíamos o ritmo da nossa caminhada sem horários ou  itinerário a seguir. Liberdade!
      Camping: Barraca aztec nepal 2p, 2 sacos de dormir deuter orbit -5c conforto,  isolante inflável forclaz air quechua e 2 travesseiros infláveis. ( este kit nos proporcionou ótimas noites de sono com conforto, porém os sacos de dormir sintéticos pesam um pouco )
      Além disso o kit básico de vestimentas contendo: 2 camisetas dryfit, 1 segunda pele térmica, 1 casaco de pluma, 1 corta vento impermeável, 4 meias, botas da snake andina extreme, bandana,  óculos de sol, bastão de caminhada, lanternas de cabeça, gorro, luva, chapéu, bloqueador solar e repelente.
      Kit higiene compacto
      Kit primeiro socorros
      GPS, baterias, drone, câmera fotográfica, celular, pilhas extras.
      Kit cozinha, com 2 copos, panelas e frigideiras compacta sea to summit, esponja, garrafa térmica pequena, fogareiro e gás.
      Não é necessário nenhum equipamento especifico para neve nesta travessia, as temperaturas são agradáveis, até quente durante o dia ( sol a pino, sem muitos pontos de sombra ) e frio durante a noite, a temperatura miníma que pegamos durante a madrugada foi de -7c°.
      O LUGAR
      Cordilheira Branca, Huaraz, Peru
      Apachetas com vista para o imponente nevado Artesonranju
      O Parque Nacional Huascarán é um paraíso de montanhas nevadas, com 60 cumes acima dos 5 mil metros de altitude, 27  com mais de 6 mil metros de altitude, 663 glaciares, 269 lagos de cor esmeralda e 41 rios. Ainda conta com 33 sítios arqueológicos. Um desafio com muitas opções. O tempo todo os nevados estão ao nosso lado!
      O Nevado Huascarán ( montanha simbolo do parque e da cidade de Huaraz ) é uma montanha da Cordilheira Branca, parte dos Andes peruanos. Com 6.768 m, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o mais alto do Peru  e um dos mais altos da América do Sul após o Aconcágua, e o Ojos del Salado.
      É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional. O pico é formado pelos remanescentes erodidos de um estratovulcão ainda mais elevado que a montanha que hoje existe.
      A montanha recebeu o seu nome de Huáscar, um chefe inca do século XVI que era um líder do Império na época.
      O Huascarán está tombado dentro de um parque nacional com o mesmo nome.
      No caminho encontramos diversos picos Nevados e entre eles, o famoso Alpamayo – 5.947m – que foi eleita em um concurso na Alemanha em 1966, a montanha mais bonita do mundo e o Artesonraju – 6.025m que é ícone dos filmes  da Paramount Pictures.
      O nevado Artesonranju é a montanha ícone que vimos nos filmes da Paramount. apesar de não ser a mais alta, é uma das montanhas mais técnicas da Cordilheira Branca.
      Durante o trajeto fizemos um caminho extra de 8km ( ida e volta) para ir acampar a 4,300m na base do nevado Alpamayo, na sua face NW. Sem dúvidas um dos pontos altos da viajem.
      Apacheta e o Nevado Artesonranju, se destaca a direita, montanha ícone dos cinemas
      Junto do Artesonranju,o Alpamayo também é uma montanha muito técnica. Conversamos com uns escaladores que encontramos no campo base, que nos contaram que a parte final antes do cume é uma parede vertical de gelo com 400m para ser escalada.

      O TREKKING
      DIA 1  – Subindo o vale montanhoso
      Segunda feira – 27 de agosto de 2018.
      Acordamos mais tarde nesse dia e saímos do hostel as 10h, caminhamos até o centro para tomar um colectivo que nos levasse do centro de Huaraz até Caraz, uma pequena cidade ao norte, para lá pegar outra van até Cashapampa, um “pueblo” muito pequeno, onde termina ou inicia a trilha.
      Lá, o ponto de inicio da caminhada é a quitanda do Seu Aquiles, local onde eles criam Trutas e Cuís (porquinho da índia)  e  quando chegamos, não havia ninguém em casa. Pensamos em esperar,  já era 13hrs e a intenção de inicio era pernoitar por ali mesmo para começar a trilha no outro dia cedo, o sol estava escaldante e não tinha como tirar a camisa de manga longa e a calça devido a grande quantidade de insetos naquele lugar quente e empoeirado.
      A jornada de transporte saindo de Huaraz até o ponto de inicio da trilha levou em torno de 5 horas e pegamos 2 vans, não foi difícil de se achar, há várias vans saindo durante o dia, é só saber para onde quer ir e perguntar aos motoristas das vans.
      Marco de inicio do Trekking de Santa Cruz
      Havia uma placa de um jovem americano que havia desaparecido por aquela região. Isso nos deixou um pouco apreensivos. Segundo o povo  local, o rapaz se perdeu durante a tentativa de escalada a um cume nevado.
      Esse aviso estava espalhado por vários pontos de Huaraz
      Logo chegou um taxista trazendo a esposa de seu Aquiles, que nos recebeu e confirmou que poderíamos acampar ali. Por volta das 16hrs o clima ficou mais ameno e acabamos por mudar de ideia, ficamos ansiosos para começar a trilha naquela hora mesmo e decidimos nos adiantar para ganhar tempo. Seguir caminhando e acampar no primeiro lugar bom que achássemos antes de escurecer.
      Bar do sr Aquiles, ( estava fechado) ponto de inicio da nossa caminhada. ao fundo o pequeno povoado de Cashapampa
      Sua esposa muito atenciosa nos ofereceu lugar para ficar e nos informou que também preparava comida, poderíamos pescar trutas do seu tanque e limpar na hora! Deu vontade, mas recusamos e as 16h colocamos o pé na trilha!
      As águas geladas que vem das montanhas são ideais para a criação de trutas, peixe que é abundante nesta região.
      De inicio, subidas mais fortes, sempre seguindo ao lado do leito do rio Santa.  Com o final de tarde chegando a temperatura diminuiu e ficou  mais agradável de caminhar. Seguimos por 3 horas até onde terminava o primeiro trecho de subida e começava um descampado mais plano. O vale das montanhas nevadas mais altas já estava visível, de longe no horizonte dali em diante. Logo que começou a escurecer encontramos um local perfeito para acampar, um belo gramado plano e bem reservado ao lado do riacho!
      Era tudo que queríamos naquele final de tarde!

      O Local é perfeito com um visual de montanhas rochosas, pedras que pareciam ser moldadas para sentar e um rio de águas gélidas e cristalinas. Mesmo com toda transparência da água, lembramos das dicas nos relatos lidos e assim não dispensamos o uso de nosso filtro de água, também sempre ferver a água da comida antes, já que por ali havia muito gado e a água poderia estar contaminada.  Caminhamos nesse dia cerca de 7km com as mochilas carregadas e chegamos às 18:30h no ponto onde acampamos. Saímos de 2.980m e chegamos à 3.300m de altitude neste primeiro dia.
      Noite linda, descobrindo um lugar incrível!
      Nessa noite comemoramos a véspera do meu aniversário, conectados apenas com a natureza.
      Um pedaço do paraíso nas inóspitas montanhas do Peru. Para fechar com chave de ouro, a lua cheia se revelou por de trás das montanhas. A janta essa noite foi por conta do Renan, que preparou um delicioso espaguete com creme de cogumelos, acompanhado de um bom vinho.
      DIA 2 – Aniversário da Vanessa, descobrindo montanhas
      28 de agosto de 2018
      Acordei e me dei conta que estava completando os meus 24 anos. Confesso que foi um aniversário bem diferente, mas com certeza  um dos dias mais incríveis e que jamais esquecerei na minha vida!
      Renan cantou Parabéns, assim que acordou às 7h.  Levantou-se fez um delicioso café reforçado enquanto eu descansava um pouco mais. Depois do café, levantamos acampamento para iniciar o nosso segundo dia de caminhada na travessia de Santa Cruz.
      Amanheceu friozinho e um dia lindo e seco. aproveitamos o friozinho da manhã para caminhar, pois no meio do dia o sol era muito forte e preferíamos parar para descansar.
      Aquele café da manha do aniversário na montanha! (Não reparem minha cara, de quem acabou de acordar! rs)
      Esperamos os primeiros raios de sol tocarem a nossa barraca, e colocamos os equipamentos rapidamente para secar e assim guarda-los na mochila e seguir a pernada.
      Acordando com 24 anos e desmontando acampamento de manhãzinha! Assim que eu gosto!
      Pé na trilha, costeando montanhas e o riacho, sempre com uma quase imperceptível subida continua, passamos pelo Acampamento LLamacorral à 3760m por volta das 9:30h.
      Área de Camping Llamacorral
      Este lugar geralmente é o primeiro ( ou ultimo) camping. Este seria nosso local de pernoite caso tivéssemos saído mais cedo no dia anterior, mas confesso que o lugar que achamos na sorte foi muito melhor, acampar ao lado de um riacho tranquilo que nos proporcionou uma ótima noite de sono!
      Conforme íamos subindo a vegetação mudava. Logo abaixo dos 3.000m era muito seco e só havia vegetação onde tinha irrigação, conforme subíamos até os 3.500m a vegetação aumentava, e acima dos 3.700m começava a diminuir novamente. A paisagem não tinha muito verde e sim muita rocha, areia e gelo nos picos mais altos. A altitude e a falta de chuvas na região tornavam a paisagem completamente diferente de tudo que conhecemos no Brasil.
      O sol começava a ficar forte e a temperatura aumentava, já estávamos apressando o passo em busca de um bom local com sombra ( raro por ali ) para descanso e almoçar. Começou a ventar forte após as 11h, o que amenizou a sensação de calor. Conforme subíamos a temperatura ficava mais agradável.
      Parada para lanche abrigados do vento e do sol!
      Encontramos um pinheiro imenso, que nos serviu de sombra e nos protegeu do vento. Ficamos cerca de 1h descansando, fizemos um lanche e seguimos o caminho. A principal dificuldade era o sol forte, muito protetor solar e chapéu grande, após o lanche seguimos a caminhada, pois precisávamos fazer pelo menos 15km neste dia.
      Depois de cerca de 4 km passamos ao lado da impressionante Laguna Jatuncocha de água azul turqueza, estas lagunas são literalmente uma reserva de água importante para os moradores locais.
      Em alguns trechos havia uma espécie de barragem pequena, feita para as lagunas não “estourarem” no período de chuvas evitando estragos montanha abaixo.
      Seguimos caminhando pela sua borda subindo o belo vale de montanhas.
      Laguna Jatuncocha! Surreal!
      Durante quase toda travessia havia trilha demarcada, o rio corria ao lado esquerdo e com duas cordilheiras de montanha uma de um lado e outra de outro que formavam um caminho mágico.
      Conforme subíamos o rio ia ficando mais fraco, até quase sumir, restando apenas os veios de água que em alguns pontos era possível ver eles escorrendo da neve das montanhas. No local não há nascentes de água, toda a água vem direto do degelo das montanhas nevadas escorrendo montanha abaixo.
      Veios de água que correm da montanha
      Seguimos subindo o vale e aos poucos as montanhas nevadas iam ficando mais perto de nós e a vista cada vez mais impressionante!
      Se aproximando das montanhas nevadas
      Em um trecho já acima da laguna, passamos por um terreno com grandes rachaduras, uma antiga lagoa que secou. Parecia que naquela região não chovia a tempo.

      Mais um trecho vale acima e chegamos no acampamento Jatunquisuar, com uma bifurcação, de onde se subia para a base do Alpamayo ou para o Passo Punta Union.
      A travessia de 4 dias não faz esta parte extra que fizemos. Ao ver a topografia das montanhas que estávamos, ficamos fascinados, subir por este vale rodeado quase 360° por montanhas parecia surreal e incrível, não poderíamos deixar de conhecer.
      Já era quase 6 horas e estávamos cansados, tínhamos que decidir se no próximo dia iriamos somente fazer um ataque, bate-volta no mesmo dia até o campo base do Alpamayo, deixando a barraca e pertences escondidos na mata, ou se iriamos subir com tudo e acampar lá em cima. Resolvemos  subir de mochilão e acampar na base do Alpamayo.
      Mapa topográfico com nosso trajeto, estávamos literalmente rodeados de montanhas para todos os lados!
      Decidimos ficar 1 dia a mais na travessia e precisávamos racionar a comida para se manter nesse dia extra. ( sorte que levamos 1kg de tapioca do Brasil )

      2° acampamento, à 4.175m – Jatunquisuar – bifurcação entre o Alpamayo e Passo punto Union.
      Cansada, após um dia inteiro de caminhada, gravei este vídeo no final da tarde:

      Estávamos bem cansados, pois fizemos mais de 17km neste dia, jantamos e logo capotamos na barraca, ansiosos pelo próximo dia que prometia visuais incríveis, cerca de 10 minutos depois da gente entrar na barraca começou a chover, hora água, hora um granizo fino e passou tão rápido quanto chegou.
      Segundo acampamento
      A orientação neste local é cuidar com as vacas, que são curiosas e podem vasculhar sua barraca em busca de comida num momento de distração.
      DIA 3 – Subindo até base do Nevado Alpamayo, 360° de montanhas
      29 de agosto de 2018
      Acordamos as 7:30h para preparar o café da manhã e começar a organizar as tralhas, enquanto isso notamos que estávamos sendo observados…

      Alguns pássaros se aproximavam da gente enquanto comíamos bolachas, ai descobrimos o seu interesse, quando saímos ele atacou as migalhas!

      Pegamos a trilha à esquerda, e subimos mais 500m de altura para acampar aos pés do Alpamayo, Quitaraju e Puscahirca sur,  para no próximo dia retornar ao trajeto da travessia e seguir o caminho rumo ao passo punta Union.
      No caminho:

      No caminho encontramos flores lindas típicas da região: Lupínios azuis que exalam um perfume forte e agradável. No trajeto, nos sentíamos bem com a beleza do lugar. Há mais verde, campos largos com grama, flores e florestas que nos presenteavam com adoráveis sombras!
      Luípios em destaque e ao fundo, Nevado Alpamayo.
      Alguns mochileiros passavam por nós, que estavam bem equipados para alta montanha e tinham intenção de escalar o Alpamayo. ” Buena suerte!”
      Avistamos os nevados Jancarurish, Quitaraju, (6040 m.), Pucahirca, Rinrihirca, e aos poucos foi se revelando uma enooorme barreira de montanhas.
      Conforme nos aproximando dos nevados reparamos que havia pontos pretos na neve, que se moviam de lugar.
      Zoom máximo na câmera e conseguimos observar alpinistas subindo o nevado Alpamayo, na rota Quitaraju Trek.
      Comentamos sobre a dificuldade, a coragem e a determinação de fazer uma aventura dessas. Subir estas montanhas nevadas deve ser incrível, porém não são nada fáceis, exigem muita força e técnica. Descobrimos o quão sofrido é fazer alta montanha, pois na tentativa anterior ao nevado pisco e o Cume do Diablo Mudo em Huayhuash,  que fizemos não foi nada fácil. Sem dúvidas o Alpamayo e as montanhas nevadas desse local é nível hard.
      Alpinistas escalando o nevado Alpamayo! Foi um belo registro.
      Depois da subida havia uma parte plana, onde paramos para contemplar a estonteante paisagem. De um lado se via Artesonraju – e do outro o imponente Alpamayo junto de uma extensa escarpa de montanhas nevadas IMPRESSIONANTES!
      Este local “secreto” sem dúvidas foi o ponto mais emocionante destes dias em Santa Cruz.
      Nevado Artesonranju, a montanha piramide.
      Impressionantes formações rochosas, confesso que ficamos na vontade em tentar subir um destes nevados!
      Porém só de olhar a inclinação das subidas já nos cansava!
      Á direita: Quitaraju e à esquerda Alpamayo.
      Continuamos a caminhada até ponto de acampamento, próximo dali também havia um refúgio, onde geralmente ficam os grupos alpinistas que tentam ascensão a montanha.
      Fomos conhecer e havia um peruano que estava esperando uma equipe de 3 alpinistas contando com 1 guia que tinham subido ao Alpamayo de madrugada, eram os “pontos” que avistamos na neve durante a manhã ( registrado na foto acima) .
      Em baixo de uma árvore, um pequena parada para descanso. Montamos a barraca numa área mais reservada e partimos para outra caminhada, desta vez sem o peso das mochilas até uma laguna que ficava aos 4.420m, próximo dali.
      Nosso acampamento, e o base camp Alpamayo (ao fundo)
      Encontramos uma enorme pedra, onde havia fotos e homenagens dos escaladores que faleceram tentando escalar esse nevado.
      Lembranças dos escaladores que perderam a vista nestas montanhas
      Ficamos imaginando a rica e antiga história de montanhismo deste lugar e a experiência dos tantos aventureiros que  passaram por aqui.
      Nesse dia caminhamos 4 km e tivemos 500m de subida para chegar ao Camping por volta das 12h. Após o lanche, subimos sem mochila a Laguna Arhuaycocha, que levou em torno de 3 horas ida e volta num ritmo bem tranquilo e com bastante tempo para fotos e videos.
      Esta Laguna é de uma beleza extrema com o glaciar vindo do Pucajirca Sur (6040m) e do Ririjirca(5810m) que seguiam a formar a laguna de degelo, onde o gelo realmente tocava a água.
      Valeu a pena chegar aqui!
      Decidimos explorar um pouco mais e antes vimos nos mapas que havia um mirador à direita, seguimos o aclive e contemplamos a melhor vista para as montanhas nevadas e a laguna. Um dos dias mais bonitos da travessia.
      Laguna arhuaycocha e nevado Taulliraju
      Visual impressionante,o vento soprava forte final de tarde.
      No mirador da Laguna Arhuaycocha, locais incríveis!
      Na chegada fizemos um café para espantar o frio que chegava com o pôr do sol! Logo fizemos o jantar e fomos deitar um pouco com o avanço da barraca aberto para desfrutar da bela noite estrelada. A noite foi extremamente fria, chegamos aos -7 graus, mas nossa barraca, isolante e saco de dormir aguentaram bem e nos mantiveram aquecidos e confortáveis.
      Nossa sala de jantar!
      Enquanto jantávamos vimos a lua saindo por trás da montanha, cena mágica que ficou gravada em nossa memória!
      Dia 4 – Rumo ao passo Punta Union
      30 de agosto de 2018
      Saímos da barraca de madrugada para ir ao “baño” e vimos que havia com uma camada de gelo no sobreteto. Ficar fora com pouca roupa era impossível, as mãos e pés doíam de frio sem luvas ou proteção extra ( não queria colocar, luvas, jaquetas e bota para sair rapidinho) , o jeito era ficar na barraca quentinha até o sol sair e “desencarangar” para poder começar a o café da manhã e desmontar acampamento.
      Nossa barraca num amanhecer gelado na cordillera blanca
      Base camp Alpamayo e o brilho do gelo em nossa barraca.Valeu a pena sair cedo só para ver o sol tocando as montanhas!

      Nesse dia por conta do frio, voltamos para barraca e ficamos até pouco mais tarde, tomando um café da manhã, admirando a paisagem, e se preparando para o dia que viria.
      Pucahirca sur, visto de nossa barraca no amanhecer
      Saímos um pouco tarde, por volta das 9h estávamos prontos com a mochila montada para baixar, e depois subir. Nosso objetivo neste dia foi atravessar o passo Punta Union. Descendo de 4.400m aos. 4.000m e depois subir novamente até os 4.700m. Este dia prometia ser o mais difícil da travessia.
      Rota de colisão 😮
      Devido a altitude da montanha o som dos aviões era bastante perceptível.

      Seguimos baixando e pegamos um atalho que nos fez evitar uns 100m de subida, e seguimos pelo ultimo grande platô, descampado, antes do grande passo de montanha.
      Vista para o vale em que viemos subindo nos últimos dias, o passo fica atrás.
      Durante a primeira baixada uma grande butuca nos seguia. Comemos bolachas e doces durante o caminho. Por causa dos restos que ainda colavam levemente entre os dedos da mãos, a espertinha nos incomodou por um longo trajeto com seu zunidos e seus ataques surpresa em volta de nosso chapéu.
      A subida que era quase plana, se tornava mais ingrime. Com quase nenhuma fonte de água ou sombra, já estávamos exaustos por conta do calor e sol forte. Baixamos a cabeça e seguimos devagar e sempre, rumo ao passo Punta Union, o gatorade de 750ml que guardamos para este dia foi realmente muito útil! Nessas condições é importante ter muito liquido a disposição para beber, e só água não saciava a sede, precisávamos de açúcar no sangue.
      No inicio da subida ao Passo Santa Cruz, esta foi a única “sombra” que achamos.
      Seguimos subindo a montanha e aos poucos a paisagem ia mudando, ficando cada vez mais bonita conforme ganhávamos altitude.
      Na metade do caminho era possível avistar a laguna Taullicocha, água azul turquesa do degelo das montanhas nevadas ao redor.
      Parada para descanso admirando a Laguna Taullicocha
      Subindo o Passo Punta Union:

      Depois de uma intensa subida, acima dos 4.500m o soroche começou a aparecer mais forte, a mochila parecia que pesava mais, o único jeito era continuar numa passada bem lenta, um passo de cada vez!
      Subindo…
      Este foi o dia em que encontramos mais pessoas na trilha, os dias anteriores vimos  poucas pessoas, mas no caminho ao punta Union encontramos vários grupos, todos com guias e arrieiros levando suas bagagens.  Encontramos apenas outro casal de mochileiros descendo e também uma senhora de 74 anos, que nos surpreendeu pela sua força e resistência!
      Subindo o passo Punta Union!
      Também encontramos um “guia” estrangeiro, desesperado, que estava procurando 2 pessoas que desapareceram de seu grupo, esperamos que tenham sido encontradas!
      Apesar do caminho ser bem marcado, boa visibilidade e até sinalizado, as pessoas que não estão acostumadas a se orientar na montanha podem se perder facilmente aqui.
      Finalmente! Alcançamos o passo punta Union as 17:04hrs! visual incrível!
      Não pudemos ficar muito tempo no passo, pois já estava tarde e ainda tínhamos que descer, e encontrar um lugar para acampar, e o gps marcava que o prox. acampamento estava a cerca de 7km dali, então começamos a baixar do outro lado do passo, apenas descidas, muito mais fácil agora!
      Baixando, já no outro lado do passo! baixar é só alegria 
      Gostaríamos de ter tido mais tempo para explorar este local, seguindo por esta crista até onde começa o glaciar, quem sabe numa próxima…
      Imagem aérea do caminho que fizemos, viemos da esquerda, subimos e descemos a esquerda
      Na imagem abaixo a passagem para o outro lado do Passo Punta Union.
      Chegada ao Passo Punta Union!
      O caminho ficou cada vez mais longe e já estava ficando noite, descemos o máximo que conseguimos, até o anoitecer.  Descemos 5km, até os 4.000 metros onde finalmente encontramos um gramado plano que serviria de acampamento. Decidimos ficar por ali mesmo próximo à um riacho, dormir com o barulhinho da água e tendo água próxima para nosso uso.

      Quando montamos a barraca começou a aparecer vários mosquitos. Mal deixei a porta da barraca aberta já tinha vários dentro também. Tivemos que fazer um fogo para poder espanta-los e  fazer o jantar ali fora. Fomos dormir defumados.
      À noite, já deitados, vimos uma luz vindo em nossa direção,  ficamos um pouco apreensivos, mas ficamos dentro da barraca camuflada com árvores ao lado da trilha. Mais tarde quando estava mais tranquilo, olhamos em volta e havia algumas vaquinhas que pastavam e mais abaixo uma barraca. A luz eram de outros mochileiros que também resolveram acampar próximos dali.
      Combinamos de acordar cedo no próximo dia, para caminhar até Vaqueria, local onde conseguiríamos o transporte para retornar a civilização!
      Dia 5 – Passo Punta Union – Vaqueria
      31 de agosto de 2018
      No outro dia acordamos super cedo e assim que tomamos café e desmontamos rapidamente o acampamento, continuamos na trilha morro abaixo, sempre descendo, apressando o passo.
      As 9:14h chegamos no ponto de acampamento oficial, onde deveríamos ter chego ontem.
      Chegando no posto de controle tivemos que apresentar os tickets de acesso, que havíamos comprado préviamente em Huaraz, caso não tivesse poderia ser adquirido na hora, pelo valor de 60 soles p/ pessoa.
      As 9:30h chegamos ao posto de controle
      Ai fomos informados que faltavam mais 7km para chegar a Vaqueria, e que teria onibus até as 15Hrs.
      Os primeiros indícios de civilização começaram a aparecer quando chegamos ao pequeno pueblo de Huaripampa, um local bem simples de casas feitas com tijolos de barro.
      Chegada ao Pueblo Huaripampa!
      Algumas crianças que estavam por ali vieram correndo em nossa direção, falando  ”galletas, galletas!” Já estavam acostumados a ganhar um lanchinho dos mochileiros que passavam por ali.
      Logo após um senhor de idade avançada, com o rosto marcado por uma vida sofrida nos pede algo para comer ou beber porque estava com muita” hambre e sede”. A unica coisa que tínhamos na mochila era uma ”marmelada de frutijja” (geleia de morango) e  ”ojas de coca”’e pouca água, doamos toda a comida que tinha sobrada da travessia ao senhor. Era um local precário e com muita pobreza.
      Em muitas regiões do peru as casas são feitas com tijolos artesanais
      Seguimos até uma quitanda,  tomamos uma cerveja quente e comemos bananas.  Conversamos com 2 campesinas que nos informou que poderia chamar um taxi para nos levar até Vaqueria por 60 soles. Valor para ”’gringo”.
      Quitanda, em Huaripampa
      A proposta foi tentadora mas seguimos caminhando debaixo do sol forte.
      Eu Vanesssa já estava com dor no pé, pois havia aparecido bolhas que estavam me incomodando, porém isso não podia me afetar pois tinha que continuar, caso contrário, não iriamos conseguir pegar o colectivo a tempo. No caminho  ainda fomos surpreendidos com uma forte subida, talvez porque estávamos cansados, ela parecia muito maior! Nossa sorte é que tinha bastante arvores e sombras no caminho!
      Depois de uma longa subida, finalmente em Vaqueria, esperávamos um pequeno pueblo, mas na verdade era quase como um ponto de ônibus, a beira da estrada com algumas vendas.
      Pueblo de Yanama – Vaqueria
      Chegando em Vaqueria, paramos em uma tenda simples e uma campesina estava lavando roupa em uma bacia. Parou para nos atender e perguntei se não havia sopa e ela prontamente disse que sim e que iria fazer para mim por 5 soles, pedimos uma cerveja para comemorar a chegada!
      Final da caminhada
      Ótimo, chegamos próximo do meio dia, com muita fome e o primeiro colectivo só chegaria às 14h. Durante o almoço a campesina também se sentou com a gente para almoçar e nos contou sobre a sua pousada que ficava a uns 100 m dali. Conversamos com algumas crianças que estavam ali também esperando o colectivo. Passaram 3 vans lotadas de gente, e não teria condições de irmos junto por falta de espaço para nós e as mochilas, e ficamos por ali matando tempo à espera no ônibus.
      Quando já estávamos ficando preocupados, finalmente por volta das 16hrs apareceu um ônibus grande, que nos levaria diretamente até Huaraz ( 140km) por meros 50 soles para nós 2, valeu a pena esperar por este busão!
      E quando achamos que a aventura acabou, o trajeto que fizemos com esse busão foi sensacional e deu até medo!
      Descendo a montanha
      Passamos pelas estradas ao lado de penhascos e curvas fechadas, só passava um veiculo por vez. Relaxamos na cadeira tendo as melhores vistas pela janela de todas as montanhas nevadas imponentes  na Cordilheira Branca. Subimos um passo de ônibus e descemos do outro lado, passamos em frente ao mesmo local onde entramos para o nevado pisco e laguna 69.
      Vista da Janela do onibus. Huascarán a esquerda e Huandoy a direita
      Pense numa estrada insana! Tudo que queríamos naquele momento era uma mountain bike para descer esta serra!
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      Do alto do passo, o ônibus fez uma parada, estávamos cara a cara com o nevado Huascarán, o mais alto do Peru e o impressionante macico do Huandoy.
      Os 2 picos do Nevado Huascarán, Norte e Sul
      Sensação de desafio completado com sucesso! Saímos estasiados de mais uma espetacular travessia na imersão dos Andes Peruanos. Gratidão a Pachamama!
      Chegamos a Huaraz por volta das 20hrs, fizemos um lanche no primeiro lugar que encontramos  e pegamos um taxi até o hostel para o nosso merecido descanso!

      Confira o post Original no blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
    • Por Jeanjcfm1
      E aeee Mochileiros.... passagens compradas.... abaixo um rascunho do meu roteiro e as cidades que irei passar. Vou com pouco dinheiro mas com muita disposição... 

      12/03 - Chego em CUSCO. 
      16/03 - Ica ( Huacachina)
      17/03 - Paracas
      20/03 - LIma ( Direto para Huaraz) 
      20/03 - Huaraz
      23/03 - Lima
      26/03 - Brasil

      Aceito dicas de hostels, agências e passeios.... se tiverem algum grupo no Whatzaap, me adicionem  027997203920


       
    • Por Lukasandrigo
      Salve salve galerinha do bem!! 
      De boas???
      entao eu estou planejando uma trip nas minhas férias de maio... e o destino escolhido foi o Peru!
      estou pensando em fazer a trilha de salkantay, rainbow mountain, laguna 69 entre outras coisas que eu conseguir fazer enquanto por lá.
      minha ideia inicial eh começar no dia 6 qndo chego em Cusco.. deixando o dia 6 e 7 para aclimatar,
      dia 8: rainbow mountai
      dia9: iniciaria a trilha de salkantay (5dias)
      dias 10, 11, 12 e 13 dedicados a essa parte
      dia 14: Cusco 
      dia 15: cedo voo para Lima e de lá direto para huaraz
      dias 16, 17, 18 totalmente dedicados a trilhas e oportunidades que Huaraz oferece!
      Dia 19: retorno à Lima,
      dia 20: retorno à Sp!
      então esse eh o meu plano inicial... mas os pcts e trilhas vou acertar tudo lá mesmo qndo chegar no Peru!!
      gostaria de saber se podem me ajudar com algumas dicas e alterações nesse meu planejamento! Mas tbm com algumas dúvidas do tipo: 
      * levar dólares, soles ou reais mesmo!?
      * 3 dias em Huaraz seriam suficientes para poder aproveitar um pouco do que esse lugar tem a oferecer?
      * 4 se alguém aí tem alguma ideia de preços médios atualizados desses lugares q eu citei!!! 
      Valeu galera!!! 
      Obrigado
       
      Lukas Andrigo ...
       
    • Por Tabata FB
      Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ?    Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 18 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos!     Como tudo começou:   Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru.     Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom!    Preparativos:   Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus)  
      Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos!   Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar:   Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura    
      Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas.      Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá.  Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada!   Roteiro:   O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só:       Passagens:    Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços.  Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava.    Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador.     Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro  As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu!      ...Continuação nos próximos posts    Beijos!  Tabata Instagram: @tatablita
    • Por carolina L. cadaval
      Fala galera. Eu e meu marido estamos nos organizando para ir para Huaraz no final de maio, queremos fazer o circuito huayhuash , cordilheira branca, de 8 dias. Para que o grupo saia precisamos de no mínimo 6 e máximo 8 pessoas. Estamos procurando interessados, a saída para cordilheira seria dia 29/05 a princípio , se alguém tiver interesse chama aí!! 
      Ahh estamos vendo para ir com a agência akilpo.


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