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Essa é a minha religião – Travessia Lapinha x Tabuleiro


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  • Membros de Honra

Relato publicado previamente no meu blog Mochila&Capacete

 

“Montanhas não são estádios onde eu satisfaço a minha ambição, são as catedrais onde eu pratico a minha religião ... Eu vou a elas como os seres humanos vão aos templos. De seus picos elevados eu vejo o meu passado, o sonho do futuro e, com uma acuidade incomum, eu vivo a experiência do presente momento ... a minha visão clareia, minha força renova. Nas montanhas eu celebro a criação. Em cada viagem que eu rejuvenesço.”

Anatoli Boukreev

 

Sou cristão, porém não tenho religião, acredito em uma filosofia própria de vida, na qual me baseio em dogmas de outras religiões. Não frequento igrejas, templos ou similares, porém tal qual Anatoli Boukreev, montanhista cazaque que desapareceu em 1997 no monte Annapurna, tenho como minha igreja as montanhas e natureza em geral. A célebre frase do montanhista, com a qual abro esse relato, expressa bem o que eu e meus amigos que me acompanharam nessa travessia sentimos.

 

A travessia Lapinha x Tabuleiro é um clássico circuito de trekking, que durante 3 dias corta a Serra do Espinhaço em Minas Gerais, no trecho entre o distrito de Lapinha da Serra, pertencente a Santana do Riacho e o distrito de Tabuleiro, pertencente a Conceição do Mato Dentro.

Planejava há muito tempo fazer essa travessia e agora, no feriado de 1 de maio de 2012, a travessia se concretizou.

Sai de São Paulo no dia 27 de abril, acompanhado de meu primo que iria debutar no mundo das trilhas, chegamos no aeroporto de Confins – MG as 22h 30min e ali aguardamos o “resgate” da van com o pessoal de BH e do Rio de Janeiro que iria montar nossa comitiva em direção ao nosso “templo”.

 

28.04.2012 – Dia 1 – Lapinha da Serra – Casa D. Ana Benta

 

Chegamos no distrito de Lapinha da Serra por volta das 4 horas da manhã, tiramos algumas fotos e as 5h 45min começamos a trilha, que se inicia em uma estrada a esquerda da igreja do vilarejo em direção ao pico da Lapinha (1686m), após vinte minutos de caminhada sendo acompanhados pelo sol que timidamente acordava, somos brindados pela vista de uma bela cachoeira que corre pelo paredão de pedra, com água escura, conhecida por todos como “água de coca-cola”, após a cachoeira a trilha continua, sempre íngreme, em direção ao abrigo de montanha, que fica atrás do pico da Lapinha, já no abrigo paramos para repor nossas energias por alguns minutos e abastecer nosso reservatório de água.

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Logo após o abrigo a subida até o pico da Lapinha não se delonga por muito tempo, demandando um pouco de atenção por conta das inúmeras pedras, exigindo uns trechos de escalaminhada. Atingimos o cume por volta das 9 da manhã e ali ficamos um tempo apreciando a bela paisagem.

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Após descermos do pico da Lapinha, rumamos em direção ao pico do Breu, caminhando pela crista das montanhas por umas horas chegando a base do pico, onde descansamos e tirei um merecido cochilo, pois já estava acordado a mais de 24 horas, decidimos não subir até o cume e o circundamos em direção ao riacho e com o intuito de voltarmos a trilha principal que leva a casa da Dona Ana Benta, nosso primeiro ponto de acampamento.

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A descida do Breu foi muito tortuosa, com uma vegetação de touceiras, sem trilha nítida demarcada, o que dificultava o deslocamento e a navegação, pois nosso GPS não seguia por esse caminho, após muito custo chegamos ao riacho e, após atravessá-lo, seguimos pelo pasto até a trilha principal, e de lá até a casa da D. Ana Benta seria fácil, se o GPS não tivesse apontado a localização errada desse ponto (cuidado com alguns tracklogs na internet eles indicam o fim do primeiro dia em lugar errado), para seguir até a casa da dona Benta é fácil, basta seguir a estrada branca de pó de pedra até uma bifurcação, já em terra vermelha, e pegar o caminho da direita.

 

Chegamos no nosso destino após 10 horas de caminhada e fomos muito bem recepcionado pela D. Ana Benta, que nos preparou um delicioso jantar no fogão a lenha, armamos nossas barracas, tomamos um banho quente e dormimos exaustos, esperando iniciar-se o próximo dia.

 

29.04.2012 – Dia 2 – Casa D. Ana Benta – Casa Seu José – Tabuleiro por cima

 

Levantamos junto com o sol e antes das 8 da manhã já estávamos andando novamente, a trilha até a Casa do Seu José, segundo ponto de acampamento, se inicia do alto da colina, em uma estrada a direita do curral que ali se encontra, a trilha é bem demarcada, contornando as montanhas com uma subida até que suave que leva em direção da porteira que adentra no parque.

 

Após 4 horas chegamos a casa do Seu José e da Dona Maria (como alguns mapas intitulam o local). Seu José, no alto de seus 70 anos, é uma pessoa cativante, receptivo demais e que adora uma boa conversa, conversei por um bom tempo com ele no final desse dia, conhecê-lo é uma atração a mais da travessia, proporcionando um pouco de conforto e descontração aos caminhantes.

 

Como chegamos cedo, por volta de meio-dia, à casa de Seu José, armamos acampamento e decidimos atacar a cachoeira do Tabuleiro por cima, que é a 3a mais alta do Brasil, com 273 metros de queda livre. O ataque até a cachoeira se dá por uma trilha a direita da casa de seu José, uma trilha longa, porém caminhando sem o peso das cargueiras levamos cerca de 3 horas até lá.

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O local é fantástico, o rio corre por entre cânions de pedra, com inúmeras quedas d’água e piscinões calmos, um bom aperitivo para a fantástica vista do dia seguinte.

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Voltamos ao acampamento antes do anoitecer e, após um banho quente, fomos agraciados com o delicioso jantar preparado no fogão a lenha pelo Seu Jose e D. Maria, regado a um boa cachacinha de alambique. Após o jantar, como já disse acima, passei um bom tempo conversando com nosso anfitrião, me dirigindo depois para área de acampamento onde meus amigos se reuniam ao redor da fogueira apreciando a “marvada” e contando muitos causos.

 

30.04.2012 – Dia 3 –Casa Seu José – Cachoeira Tabuleiro

 

No último dia da travessia tomamos um bom café na casa do Seu José e partimos morro abaixo em direção a imponente cachoeira, o sol estava forte e nos castigou nesse dia, este trecho da trilha é muito bonito, com vista para as imponentes formações geológicas da Serra do Espinhaço.

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Em pouco mais de três horas chegamos ao mirante e podemos ver a majestosa Cachoeira Tabuleiro, simplesmente uma paisagem indescritível.

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Caminhamos mais um pouco e chegamos até a sede do parque, onde deixamos nossas cargueiras e seguimos em direção à base da cachoeira, uma trilha cansativa, com um longa descida e seguindo pelo leito do rio, pulando diversas pedras até alcançarmos o “poção”, ver a cachoeira por baixo é impressionante, toda aquela imponência ao longo de uma queda de 273 metros diante de nossos olhos é surreal, são momentos como esse compensam todo o esforço e demonstram a existência de algo Maior.

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Após curtir um pouco o local tivemos que sair rápido de lá, pois os bombeiros estavam evacuando o local, pois havia risco de uma tromba d’água, subimos os 2 quilômetros de trilha até a sede do parque e ali aguardamos nosso resgate até BH.

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Posso descrever essa travessia como uma das melhores que fiz nos últimos tempos, um lugar com uma beleza impar, ideal para a prática do trekking, andamos em torno de 50 quilômetros em 3 dias, subindo montanhas, cruzando rios e nos banhando nas aguas de belas cachoeiras, uma travessia onde o contato com a natureza se dá por completo e, parafraseando Anatoli Boukreev, lugares como esses “são as catedrais onde eu pratico a minha religião”.

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  • Membros de Honra

Ficha Técnica

Duração da travessia: 3 dias

Quilometragem andada: 53 km

Valores gastos:

- Camping: R$ 25,00 - Casa do Seu José e R$ 30,00 Casa da Dona Benta, ambos com banho quente e jantar.

-Entrada no Parque: R$ 5,00

VAN BH-Lapinha-Tabuleiro-BH: R$ 190,00

 

Navegação feita com GPS, track log encontrado na internet, e Guia de Trilhas do Gulherme Cavallari

Editado por Visitante
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  • Colaboradores

Parabens Marcos!!! ::otemo::

Realmente um excelente relato e é muito bom saber que não sou uma ilha, pois sinto as mesmas sensações que Vc, Boukreev e muitos outros enquanto estou fazendo minhas trilhas e contemplando a natureza é o momento que me sinto mais vivo e proximo de Deus. Posta mais fotos. T+ um grande abraço!!!!

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  • Membros de Honra

Marcão,

 

Excelente relato! Fotos profissionais e lindas!

 

Saudades da Serra do Espinhaço e da galera simples que vive por lá!

Quando fiz a travessia com o Peter, não subimos o Breu pois o tempo estava fechado e não ia dar tempo de descer para montar acampamento com a luz do dia. Durante a noite, avistamos um grupo descendo o Breu. As luzes das lanternas pareciam fracas e o pessoal parecia despreparado para a empreitada! Achamos imprudência aquela condição, visto a dificuldade da descida.

 

Também não fizemos a derivação do Tabuleiro por cima, pois chegamos um pouco tarde na casa de Dona Maria (Seu José) e não conseguimos avistar a cachu por baixo, pois o rio estava alto demais. Da mesma forma, foi um trekking fantástico!

 

Abraços,

Edver

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  • 2 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
  • Membros de Honra

Agradeço as palavras de todos!!!

 

 

Marcos, parabéns pelo relato e pelas belas fotos!!!

 

Você pode passar o contato desta van que fez o traslado de Confins para Lapinha?

Estou planejando ir com alguns amigos e estou tendo dificuldade para arranjar um transporte.

 

Mineirim, vou ver se consigo e te mando, quem arrumou foi o pessoal de BH.

 

Abs

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    • Por Tiago OL
      Olá!
      Alguém que já tenha feito a Travessia da Serra do Cipó em julho sabe se faz muito frio?
      Eu olhei no site do climatempo e diz que a temperatura mínima média em julho é de 14°, é isso mesmo? Um colega meu vai fazer a travessia comigo e ele já tem um saco de dormir Nautika Liberty (10°C conforto, 4°C extremo), vocês acham que vai dar conta ou eu deveria sugerir que ele invista em um equipamento melhor?
       
      https://www.climatempo.com.br/climatologia/3122/serradocipo-mg
       
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Mais um relato rápido de viagens de fim de semana. O destino dessa vez foi o magnífico vilarejo de Lapinha da Serra-MG, que fica próximo à Serra do Cipó.
      Partindo de BH, gasta-se em torno de 2 horas e meia a 3 horas de carro. Segue-se  até a Serra do Cipó, de lá pega-se uma estrada asfaltada até Santana do Riacho-MG. Então são mais 13 km de estrada de terra (em boas condições) até Lapinha da Serra/MG.

      Ficamos hospedados nesse loft alugado pelo Airbnb: https://www.airbnb.com.br/rooms/14554857
      Importante: leve dinheiro vivo! Nenhum lugar aceita cartão por não pegar sinal nenhum.
      É bem prático, tem uma vista espetacular e utensílios domésticos para cozinhar. O preço também é mais em conta comparado a outras hospedagens na região (pagamos R$390,00 por 2 diárias).
      Em Lapinha, pelo que percebi, a maioria das hospedagens são casas para alugar. Mas vi um camping com diárias a 30,00.
      Chegamos na sexta-feira À noite por volta de 00:00 e fomos dormir.
      Dia 1 – Sábado (26/08/17)

      Fomos a Lapinha sem muita pretensão de explorar muitos  lugares, a ideia era descansar e aproveitar a atmosfera tranquila do lugar. Por isso nem li muito antes sobre o que tinha para se fazer.
      Pelo que percebi, além de descanso na natureza, muitas pessoas fazem as trilhas que tem para algumas cachoeiras e foi o que fizemos.
      Fomos primeiramente ao poço do Boqueirão (10 reais por pessoa), uma trilha bem fácil, cerca de 100 metros apenas. O poço é  bem fundo (20 metros) e dá pra nadar bastante, porém a água é extremamente gelada!
      Almoçamos em um restaurante chamado Sempre Viva, comida mineira deliciosa. Você se serve na própria cozinha do restaurante.
      À tarde fomos à cachoeira do rapel (15 reais por pessoa). A trilha já é maior e mais complicada (cerca de 800 metros num sobe e desce por pedras escorregadias). A cachoeira é maior, porém o poço mais raso (ainda sim são 8 metros). Ficamos lá curtindo a agua geladíssima e deliciosa a tarde toda.
      Voltamos pro loft descansar e à noite saímos para jantar no Bistro Lapinha, que é um restaurante um pouquinho mais chique tem no vilarejo. Tinha música ao vivo muito boa!


      Dia 2 – Domingo - 27/08/17 Pico da Lapinha

      No dia anterior ficamos sabendo de uma trilha para o Pico da Lapinha, que é o paredão montanhoso mais pontudo que circunda o vilarejo. É uma trilha de 9km (ida e volta), com cerca de 1h e meia de duração (cada trecho). Ficamos receosos de fazer pois minha esposa está grávida de 4 meses e não tínhamos certeza se era prudente ou não.  Paga-se 25 reais por pessoa.
      No final das contas acabamos fazendo e foi até mais tranquilo que esperávamos!
      Verdade seja dita, é uma trilha pesada e cansativa, alguns momentos vc tem que praticamente escalar, principalmente no trecho final. Mas a vista é recompensadora. Em vários momentos paramos para descansar e tirar fotos da paisagem. Faltando cerca de 1,5km para chegar tem uma casinha de apoio com bancos para sentar e banheiros limpinhos.
      A vista do vilarejo e da represa de cima é maravilhosa.
      Fizemos o  trajeto completo de ida, parada e volta em 5 horas. 
      Logo depois almoçamos novamente no Sempre Viva e voltamos para casa, com  a certeza de que Lapinha da Serra ainda nos verá mais vezes!
      Vale muito a pena!

    • Por Leandro Z
      🏦 CIDADE Capitólio é uma cidade, em MG, de 10 mil habitantes e fica a uns 300km de Belo Horizonte. A cidade ficou famosa por seus cânions e cachoeiras muito postados no Instagram. No entanto, as atrações ficam no limite da cidade, longe do centro (uns 25km). É possível ficar na cidade São João Batista do Glória, cuja distância até as atrações é a mesma. Ou em São José da Barra / Furnas, que é até mais perto. As 3 cidade são pequenas e tem hospedagem, contudo, como Capitólio é mais famoso, tem mais restaurantes e pousadas.   🔄 DINHEIRO, CÂMBIO, GASTOS Ficou famoso, então ficou caro. Por isso o apelido é "Capitólio Capitalista". Simples mirante custa R$20. Algumas cachoeiras por R$40 eu também acho caro. Refeição é mediano de turista. A média diária de gastos foi: Hospedagem: R$52,80 por pessoa, por noite (Airbnb para 5 pessoas) Alimentação: R$63,78 (às vezes, não almoçamos) Lazer: R$63,75   ✅ ATRAÇÕES ⭐ Retiro Viking - o melhor lugar de Capitólio! O GoogleMaps faz uma confusão entre "Paraíso Proibido" e "Retiro Viking", tem gente que comenta no "Proibido" como se fosse o "Viking". Para chegar, na rodovia MG- 050 pegue a direita na estrada de terra que indica o "Paraíso Perdido" (que é outro lugar) e siga, passa esse "Perdido" e chegará ao "Retiro Viking", não tem erro, dá uns 9km desde a rodovia, ou seja, 9km de estrada de terra. São 5 belíssimas cachoeiras (Trovão, Patinho Feio, Caixinha de Surpresa, Pequena Sereia e Quelé), das quais é possível banhar em 4, a água é bem clara e não é gelada. Não precisa de guia (nenhuma listada aqui precisa).Barato: R$15. O percurso total é de 2km, é um passeio pro dia todo, se quiser banhar nas quatro.   Retiro Viking: Patinho Feio
        Retiro Viking: Pequena Sereia Mirante dos Cânions - certamente você já viu foto, pois é o ponto mais famoso da cidade (fica uns 30km do centro de Capitólio). Começaram a cobrar R$20 por pessoa para mirar de cima os cânion por 3 pontos. E você ainda encontrará fila de instagrammers, um a um, fazendo poses e mais poses. Pessoal, é um mirante! R$20 é caro, não tem nada de estrutura. Mas é aquela história de turista, é uma paisagem famosa, você já está lá e acaba pagando... É uma visão única do cânion? Não, no Cascata Eco Parque você também pode vê-lo. Fila... Trilha do Sol - R$40 (no dinheiro), anda-se pela água geladíssima até o Poço Dourado, cachoeira pequena, é bom ir por volta do meio-dia por causa do sol. Depois anda mais um pouco até a Cachoeira do Grito, queda e poço bons. Havia a cachoeira No Limite, mas agora é só um mirante sem graça. Almoçamos lá mesmo. Trilha do Sol: Poço Dourado Passeio de Lancha - clássico dos visitantes! Tem que fazer, recomendo. Achei passeios de 3h por R$90 a R$120. Fechei com o Beiçola (cel 035 99115 8781) por 4h, R$100. Cara gente boa que tem uma pousada chamada Marina do Farol em São José da Barra, salvo engano. Com ele foi sem pressa nas paradas, enquanto ouvia alguns apitos chamando o pessoal de outras embarcações. O trajeto é padronizado: Lagoa Azul (que é verde, tem cachoeira e poço muito bom para nadar), Vale dos Tucanos (se tem tucanos, não vi, depois nada na saída do vale), Cascatinha (só mirar). São várias lanchas, congestiona em alguns lugares, mas vale a pena.       Cachoeira do Lobo - local com uma ótima cachoeira, poço excelente, cor da água bonita, queda grande e larga. Tem também uma pousada com piscina. Para visitar: R$40, achei caro na época, mas vale a pena. A trilha é curta, bem demarcada e toda cimentada. Morro do Chapéu - mirante da cidade, vista bem bonita. Para este lugar existem dois caminhos: um mais curto que precisa de 4x4 e outro mais longo (uns 20km) que qualquer carro chega (procure no GoogleMaps). Não cobram nada. Canyon Cascata Eco Parque - R$40, sem muita estrutura, mas bom para caminhar (uns 3km), tem poços e umas bonitas cascatas, sendo que a última é a própria Cascatinha do passeio de lancha. Também tem uns belos mirantes dos cânions e lago de Furnas. Lugares que não deu tempo de ir: Pedreira (R$20, tem que ir de 4x4), Paraíso Proibido (R$50), Cachoeira Dicadinha (R$20), Capivara, do Filó e muitas outras!    🏠 HOSPEDAGEM Há muitas opções no Airbnb e Booking, porém, preste atenção na localização, algumas são longe das cachoeiras. Embora a cidade de Capitólio não seja grande, preferimos ficar no centro e a casa no Airbnb para 5 custou R$1145 no total. Como dito acima, há opções de hospedagem em São José da Barra / Furnas (o nome é São José, mas é conhecida pela hidrelétrica de Furnas) e São João Batista do Glória, ficam praticamente a mesma distância de Capitólio para as atrações.   🚌 TRANSPORTE Alugamos carro em BH para irmos direto até Capitólio (4h). Na volta, saímos mais tarde de Capitólio e pernoitamos na cidade de Divinópolis. Há poucos ônibus entre BH e Capitólio, um ou dois por dia, demora 4h e custa cerca de R$104. Do centro de Capitólio até as cachoeiras, não sei como ir de transporte público. Não vi agências, não tem Uber. Não vi ônibus, mas deve ter uma maneira...   🍝 ALIMENTAÇÃO O Restaurante do Turvo é o mais famoso de Capitólio, peixes é o prato principal. O local é grande (perto de onde saem os passeios de barco), o prato é bem servido, é gostoso, mas não é dos mais baratos. Saiu R$50 por pessoa, com bebida, pra comermos bem. Também fomos aos restaurante japonês Mizu e ao Quintal do Brasil. De manhã, sempre comíamos pão de queijo recheado (em média R$10) em algum lugar. Não fomos a Escarpas do Lago, uma bairro elitizado.   ❗ OBSERVAÇÕES, PERIGOS, PERCALÇOS Minas Gerais é um dos lugares que mais acontece tromba d'água, vira e mexe aparecem notícias de tragédias em cachoeiras. Como tomar cuidado? Eu não sei ao certo, mas o principal é estar ciente da previsão do tempo, saber de onde vem o rio, conversar com locais.   https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/09/capitolio-mg.html
    • Por losestradeiros
      Olá!
      Nós somos Los Estradeiros, dois grandes amigos viajando das mais diversas formas por esse Brasil afora. As vezes de fusca, as vezes de moto, as vezes de a pé e por ai vai. Viajamos SEMPRE com pouca grana, SEMPRE em busca de novas experiências, aprendizados, bons momentos, enfim tudo que a vida tem de bom pra nos mostrar. Temos um sonho de cair na estrada para viver uma longa aventura sem data para terminar. Nos ajude nessa, se inscreva no nosso CANAL NO YOUTUBE, somos meio malucos, mas muito divertidos  https://www.youtube.com/c/LosEstradeiros  SPOILER: Em nosso canal você vai encontrar VLOG's das nossas viagens, desafios em viagens (como: viajar de apé, viajar de bike), e uma série de comédia, onde nós somos 2 personagens vivendo as situações mais absurdas que você pode imaginar, cinemão de comédia mesmo. Enfim, tem muita coisa boa lá, não deixe de se inscrever 
      Acesse nossas outras redes sociais: linktr.ee/losestradeiros
      Nossos relatos são DIÁRIOS das nossas viagens, ricos em detalhes das nossas EXPERIÊNCIAS pessoais, perrengues, momentos divertidos e também informações dos lugares que passamos e os CUSTOS da viagem.
      O relato de hoje vai ser sobre uma viagem que fizemos de FUSCA pela Serra da Canastra MG, nessa viagem conhecemos:
      - Paraíso perdido;
      - Capitólio;
      - Cachoeira Casca D'anta (parte alta e parte baixa);
      - Piscinas naturais da região;
      - Cachoeira do grotão.
      Ao todo percorremos 906km pela região, GASTAMOS UM TOTAL de R$ 844,20 (Sendo: $400 com gasolina, $78,2 com pedágios, $116 com mercado, $150 com camping, $80 no paraíso perdido e $20 na casca d'anta).
      Para garantir o melhor custo dormimos alguns dias em postos de gasolina e outros em um camping em São José do Barreiro MG, fizemos nossa comida todos os dias.
      Nessa playlist estão os 4 episódios dessa viagem: 
       
      DIA ZERO (19/07/19)
      Tivemos um dia cheio, Gabriel em seu último dia de trabalho pré férias e eu passei o dia organizando as coisas da viagem e o logo do canal "Los Estradeiros", até aí tudo correndo como planejado. Bom, vou começar a nossa história indo direto para o final do dia. Por volta de 19:30, fui para casa do Gabriel buscá-lo, na volta estávamos indo em direção ao posto de gasolina, ainda perto da casa do Gabriel eis que a gasolina do Billy (o fusca) acaba (isso porque na hora estávamos falando sobre gasolina, coincidência ou não, não sei). Bom, tivemos que dar um jeito de voltar pra trás, Gabriel pegou sua moto e foi até o posto buscar gasolina.
      Depois de muito esforço finalmente conseguimos abastecer. Fomos para casa, chegando lá, mais um perrengue, a gasolina vazou por cima do tanque, tivemos que tirar um pouco em um galão para parar o vazamento. Feito isso organizamos as coisas no carro, jantamos e por volta de 1 am finalmente dormimos.

      DIA 01 (20/07/19)
      Acordamos as 5:30 am, tomamos aquele café top e as 7h saímos de casa, nosso destino é Paraíso Perdido em MG, após longos 310 km finalmente chegamos, sem nenhum problema com o Billy.
      Ao chegar no paraíso, descobrimos que teríamos que pagar, $40 por pessoa (valor fora de temporada), acabei induzindo o Biel a aceitar, pelo lado financeiro não foi nada bom, vamos ter que apertar os cintos, mas por outro lado, que lugar incrível. Grandes cânions em volta, muitas pedras e água para todo lado, várias quedas d'água, um verdadeiro paraíso.


      No final do dia, por volta de 18h, tomamos um banho e saímos do local, viemos em direção ao posto sul de Alpinópolis MG, e por aqui ficamos, fizemos nossa comida em baixo da janela do banheiro e por aqui dormimos por volta das 22:30.



      DIA 02 (21/07/19)
      Acordamos por volta de 5:30 am, tivemos uma péssima noite, porém dormimos mais do que na noite anterior. O carro é muito apertado, mas conseguimos nos ajeitar. Levantamos, tomamos um café da manhã, usamos o banheiro e as 7h saímos em direção ao nosso camping em São José do barreiro, camping tio zezico.

      Fizemos uma parada no meio do caminho no cânion de Capitólio, mas não sabemos se paramos no lugar certo. Nossa segunda parada foi na cidade de Piumhi para sacar dinheiro, uma cidade pequena mas com uma boa estrutura, porém toda cidade coberta de paralelepípedos. Chegando lá, encontramos um Bradesco e conseguimos sacar. De lá partimos para nosso camping, mais alguns km de estrada asfaltada, após passar por Vargem bonita só terra, estrada toda desnivelada, 20km de terra, após 150km finalmente chegamos no nosso camping, bem próximo a cachoeira casca dantas, um lugar muito bonito.

      O camping é muito simples, diária de 25 reais por pessoa, 2 banheiros (um deles falta telha) e uma grande área para acampar. Paramos o Billy e acampamos ao lado do rio São Francisco. Montamos nossa barraca, fizemos uma cozinha com pedras, pedaços de árvore e um plástico para evitar vento (a ideia mais sem sentido de toda viagem). Depois disso fomos conhecer as piscinas naturais que tem ao lado do camping.

      Passamos o dia mais tranquilos, ao final da tarde tomamos banho, por volta de 20h jantamos um Miojo top, depois jogamos um pouco 21 e logo pelas 22h fomos dormir.

      DIA 03 (22/07/19)
      Planejávamos acordar às 7:30, porém perdemos a hora, acordamos por volta de 9:30. Fizemos um café rápido, tomamos e fomos em direção a cachoeira casca d'anta.

      A cachoeira fica a 2km do nosso camping, fomos de a pé, chegando lá mais uma parte do nosso suado orçamento ficou na portaria, $20 para entrar.
      Fomos em direção a parte baixa da cachoeira, caminhada tranquila, 700m da portaria, um lugar incrível, a cachoeira é muito alta, a mais alta que já vi.


      Saímos de lá após um tempo e fomos em direção a parte alta, e dale subida, 3km só subindo, muita terra, pedra, mato, barro e tudo que mais se pode imaginar.

      Cansamos muito, paramos algumas vezes, escorregando outras, mas após 1h30min chegamos lá, na parte alta um rio se forma antes das quedas, de lá se vê tudo, montanhas, até são José do barreiro se vê, bem pequena a cidade. Vimos até nosso camping, bem pequeno lá de cima.



      Ficamos um pouco por lá, gravamos algumas story no Instagram, para falar da história do nosso projeto (canal no YouTube Los Estradeiros), recarregamos as energias e voltamos.
      Demoramos cerca de 1h para descer, escorregamos algumas vezes, mas não caímos. Após chegar lá em baixo comemoramos muito, mas nossos pés estavam fritando.
      Saímos de lá, tentamos pegar sinal no celular, mas nada, seguimos e já a noite chegamos no camping. Tomamos um banho, jantamos, enquanto jantávamos um rato quase subiu na minha perna, foi tenso. Após isso ficamos um pouco no fusca e por volta das 23h dormimos. Hoje está mais frio.
       
      DIA 04 (23/07/19)
      Acordamos por volta de 9:50, tomamos um café da manhã e fomos andar um pouco pela estrada, pegamos um pouco de internet, publicamos as fotos no Instagram do canal e seguimos pela estrada, mais a frente paramos em uma espécie de mirante e lá ficamos por um tempo, só pensando na vida.
      Passado um tempo um carro parou por lá, eu achei que tinham me chamado e fui até eles, mas eles só estavam vendo a cachoeira, eles riram de mim, o Gabriel riu muito, logo voltamos para o camping.
      Logo depois fomos almoçar. Hoje o almoço demorou um pouco mais, terminamos por volta de 16h. Lá pelas 17h demos um pulo nas piscinas naturais.

      As 18h voltamos e fomos tomar banho, depois do banho ficamos no fusca trocando ideia, quando de repente apareceu um cachorro chorando aqui. Passado um tempo projetei a luz da lanterna pela janela para fora do carro para procurar o cachorro e ele estava bem perto da janela, tomei um baita susto, o Gabriel riu muito.
      Após isso fomos jantar, comemos um miojo e voltamos para o Billy, ficamos conversando um pouco, jogamos um 21 e por volta de 22:30 fomos dormir.
       
      DIA 05 (24/07/19)
      Acordamos as 9h, tomamos um café, depois do café fomos arrumar o telhado do banheiro do camping (negociamos com a Neusa, a dona do camping a diária do dia seguinte, pois não teríamos grana para pagar). Logo depois fomos para a estrada pegar um sinal de internet.

      Depois voltamos para o camping e fomos para as piscinas naturais (descobri que o rio que passa ao lado da nossa barraca é o da Lagoinha). Ficamos um tempo na piscina, nadamos um pouco, o Biel ficou peidando na água (fazendo bolinhas), depois de um tempo voltamos para o camping para almoçar.


      Após o almoço arrumamos as coisas no carro e saímos para ver o pôr do sol no mirante.

      Após isso voltamos, tomamos um banho, gravamos o vídeo de apresentação do canal e fomos fazer a janta. No meio da janta o Biel lutou contra dois mosquitos gigantes enquanto eu protegia o molho e as salsichas, após isso ficamos tirando algumas fotos do céu e por volta de 22:30 dormirmos.
       
      DIA 06 (25/07/19)
      Acordamos as 5:30 AM, hoje tivemos um dia cheio. Após acordar arrumamos as coisas, tomamos um café e saímos do camping.
      Fomos em direção a Capitólio, chegando na cidade ficamos um pouco na lagoa principal, logo fomos conhecer a Prainha artificial, porém não é um lugar muito legal, um pouco sujo. Após isso fomos atrás de um adesivo da cidade, mas sem sucesso. Paramos na matriz e procuramos algum lugar para passar o dia, até que encontramos a cachoeira do grotão, que se dizia ser gratuita em um site, fomos até lá, cerca de 18km da cidade, sendo 12 de terra, chegamos lá, a novidade, tinha que pagar $15 por pessoa, ficamos tristes pois não tinhamos a grana, como já estava perto do almoço ficamos na portaria e íamos fazer comida por lá.

      Até que de repente chega um senhor em uma Mobilete (o Pezinho), disse que era o dono, logo começando a conversar com ele, fizemos amizade, expliquei a situação que estávamos sem dinheiro, ele, por ter gostado de nós, liberou nossa entrada de graça.


      Almoçamos por lá, passamos o dia, logo a tarde pezinho voltou, ficou um tempão lá conversando com a gente, muita conversa boa, na despedida ele explicou um caminho melhor para nós e seguimos, no caminho tinham uns bois e vacas na estrada, mas conseguimos passar.
      Paramos no mirante dos canyons de Capitólio (não entramos porque tinha que pagar), de lá fomos até o posto sul (o mesmo que dormimos no primeiro dia). Após um tempo lá resolvemos ir até a loja que tem em frente ao posto, uma loja de doces, queijos, etc Experimentamos uns doces, e TODAS as cachaças q tinham lá, saímos meio bêbados e não gastamos nada. Ficamos no carro conversando até a noite, depois jantamos, comemos uns chocolate e dormimos por volta de umas 23h.

      DIA 07 (26/07/19)
      Acordamos no posto por volta de 5:20, tomamos café, ganhamos um café preto da galera do restaurante. Por volta de 7h saímos. Chegamos em Jaguariúna as 11h.
       
      E assim termina essa longa viagem, foram 7 dias muito intensos pela serra da canastra, dias de novas experiências, de explorar novos horizontes, de fazer novas amizades.
      E assim fica a lição, permita-se, de a você esse presente de viver novas experiências, viver coisas que nunca imaginou, a felicidade está nas pequenas coisas e é isso que levamos dessa vida.
      Até a próxima  






    • Por Carlosfuca
      Rancho Wind Inn e Cachoeiras do Túnel e Itagyba em Delfim Moreira - MG
      Feriado de 15 novembro, previsão de tempo bom, então bora viajar! Dessa vez o convite veio do meu primo Fepa. O destino seria Delfim Moreira em Minas Gerais, lugar ao qual o Fepa já havia visitado outras vezes e sempre me relatava o quão bom era lá. Lugar de pura paz e boa vibe em meio à roça do sul de minas gerais. 
      Delfim Moreira se situa na Região de Itajubá e fomos de carro seguindo pela via Dutra e um trecho da Carvalho Pinto. Foi uma viagem de um pouco mais de 4 horas de duração saindo de São Paulo, capital. Passamos então por Arujá, Jacareí, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Loreta e já perto de Delfim Moreira, fizemos uma pausa pra lanche em Piquete. 
      Lanchonete bem legal e com lanches bons, assim já juntamos meio que um café da manhã e um pré-almoço. Não me recordo o nome da lanchonete agora, mas é bem na entrada da cidade. Logo depois, a subida da serra começou e assim pudemos ir apreciando cada vez mais o visual da serra abaixo. O Rancho Wind Inn se encontra a 2km do centro de Delfim Moreira e ao chegarmos fomos recepcionados pelo Tuia, dono do estabelecimento.
      O Rancho Wind Inn inspira tranquilidade desde o primeiro contato, é composto por algumas Casinhas da Roça e uma área para Camping. Por vezes, funciona o Bar do Vento, com seu ambiente meio rural e meio alternativo, uma ótima pedida pra curtir e relaxar numa roda de amigos onde se flui boas vibes e bons papos. Tem área para fogueira num ambiente bem arborizado, com flores e uma vista para as montanhas. Mas, para além de tudo, existem dois diferenciais, uma vitrola onde se pode ouvir diversos discos com música boa e variada. Outro diferencial é o atendimento do Tuia, que nos deixa bem à vontade com sua recepção. Paguei no camping R$45,00 (nov/19) onde se teve incluso um café da manhã mega especial com produtos frescos diretamente da roça!  
      Mapa da Entrada pra estrada do Rancho: https://goo.gl/maps/sJYYsiPPjY7nW3Lo9
      Página do Rancho: https://www.facebook.com/Rancho-Wind-Inn-1000026003472797/
      Foram duas noites que se passaram voando, no entanto, conseguimos nos carregar com um pouco dessa atmosfera rural do sul de minas. No primeiro dia nos pusemos a relaxar no próprio rancho, só saímos mesmo pra dar um rolê pela cidade e almoçar. Um almoço super bom, saboroso e de tempero tipico de minas. (R$15,00) foi onde almoçamos nesses dois dias.
           
      Legenda: visual dos arredores - Legenda: corte de cabelo
           
      Legenda: vários discos e paz - Legenda: Caminhada na cidade
      No segundo dia acordamos cedo, a mesa já estava forrada com muitas delicias para o café da manhã. O sol já pairava lindo sobre nossos corpos e por toda extensão de Delfim, daí então foi a pedida para fazermos um rolê pelas cachoeiras mais próximas. O Fepa estava no comando do roteiro, pois ele era o conhecedor da região, e assim ele decidiu visitar primeiro a Cachoeira do Túnel. Distante uns 8km do camping, ao sair da estrada que leva ao rancho, dobramos a direita para acessar uma estrada de terra e numa bifurcação à esquerda seguimos o trecho último até a cachoeira. Nessa bifurcação contem uma placa, é bom manter a atenção. Para melhor orientação segue o link do google 
      maps: https://goo.gl/maps/t9p4CxrWCzF9a8Rj9 
      Ao chegarmos no ponto certo, exitem duas trilhas a se seguir, é bom fazer as duas, uma de cada vez. Nosso caso fomos no da direita primeiro, que é uma queda maior e não chega a passar pelo túnel, já na segunda queda, no qual pegamos a trilha da esquerda da estrada, lá sim tem que se passar por um túnel, é um trajeto curto, mas que é bom fazê-lo bem de boa. Ambas as quedas são ótimas para banho, volume bem tranquilo das águas e é possível também se refrescar sob a cachoeira de fato. Renovador e massageador natural e de graça. é só preservar para manter, na nossa experiência trombamos uma área bem limpa, e tomara que as pessoas que frequentam mantenham essa premissa.  
           
      Legenda: Cachoeira do Túnel - Legenda: Lado oposto cachu do túnel
           
      Legenda: a pose dos primos - Legenda: após atravessar i túnel
      Em seguida, partimos para a Cachoeira Itagyba, agora então voltamos sentido o centro da cidade e de lá tomamos o caminho de 1km até a porteira da cachoeira. Nessa trilha logo se aparece diversas placas de propriedade particular (Fazenda Bartira), e assim parte da trilha estava bloqueada, pudemos ver a cachoeira de longe e mesmo assim não íamos nos banhar nela pois possui um volume bem forte de água, todo cuidado é pouco. Ficamos nos perguntando e levantando respostas sobre o que deveria ter acontecido para o bloqueio. No almoço, foi nos informado que algumas pessoas estavam fazendo churrasco na beira da cachoeira e de seu leito, assim tentaram inibir de alguma forma essa prática. Contudo, a queda é bem linda e dá uma dimensão da força da natureza. 
      Mapa: https://goo.gl/maps/GEm5wrTTPBZLeAoz6
      Nosso rolê estava feito, agora mais do que nunca aquele ambiente do Rancho Wind Inn nos cairia como uma luva para passar uma tarde e noite de muita paz com os amigos de verdade! Não preciso nem falar que esse tipo de rolê fica marcado de fato por um longo tempo. Essa é minha busca na vida, na medida do possível viver dias agradáveis pode ser fruto de muita reflexão e saber o que se quer para a vida. Por vezes vale parafrasear o ditado popular de alguns mochileiros: viajar não é gasto, é investimento!
      Obs: Delfim Moreira está próximo de Marmelópolis, tenho um relato de Marmelópolis aqui, além de se ter diversas outras cachus em Delfim (Ninho da Águia, e Fazenda boa Esperança), pode-se também esticar até a cidade do Marmelo. É nóis. Bons ares!
           
      Legenda: Entrada para a cachoeira Itagyba -    Legenda: Cachoeira Itagyba
       
      Legenda: Água com seu leito Forte
       
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