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Olá viajante!

Bora viajar?

Pico Paraná

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Copiei este relato do augusto por que são informações consistentes do Pico do Paraná necessárias neste tópico. Ela foi editada em relatos de viagem o qual ele é editor.

 

 

 

E aí galera.

Estou disponibilizando mais um outro relato da subida de mais um Pico.

É bem hard, mas pelo menos a trilha está bem demarcada. Não tem erro. Nessa subida passei por alguns apertos, então recomendo p/ quem for lá que veja se o tempo estiver bom.

 

 

 

Boa leitura.

 

Não conhecia a trilha e só tinha duvidas quanto aos perigos de assaltos nela, mas procurei informação c/ o pessoal de Curitiba (CPM) e me disseram que na trilha não ocorriam roubos.

Os assaltos que ocorriam nas montanhas do PR eram no Anhangava, então estava tranqüilo (na verdade não ocorrem mais também). Só tinha receio das torrenciais chuvas que estavam ocorrendo na região sul naquela semana e como já tinha marcado alguns dias de folga, não tinha como mudar as datas e o jeito era ir assim mesmo.

 

Saí de São Paulo em direção a Curitiba no dia 04/Abril, em um Domingo planejando retornar no dia 07 ou 08 (Quarta ou Quinta-feira). Levei um relato do Beck que estava na Revista dele e algumas outras dicas que encontrei na net.

 

Sai do Terminal Tiete, em Sampa no ônibus das 07:00 hrs e já quase na divisa de SP/PR peguei chuva forte, o que era um mau presságio.

No posto do Tio Doca (Shell), no Km 48 já no PR, cheguei por volta das 12:00 hrs com tempo bom. O posto é bem fácil de encontrar, pois fica logo após a Represa de Capivari. Descendo no Posto tive que retornar 2 Km até o Km 46 onde se inicia a estrada de terra à direita em direção à Fazenda Pico do Paraná.

 

Uns 15 minutos depois de iniciada a caminhada pela estrada, passei ao lado de vários pés de caquis, que estavam abarrotados e ao longo da estrada. Uma pena era que os caquis estavam moles demais, o que inviabilizava levar alguns para a trilha. Mais 15 minutos de caminhada existe uma bifurcação à esquerda que leva a alguns sítios e chácaras, mas a trilha é sempre seguindo em frente, se orientando pela placa "BRUNO" ou Fazenda Pico do Paraná. Logo à frente passa-se ao lado de uma Igreja da Assembléia de Deus à esquerda e mais à frente haverá uma outra bifurcação, onde se deve seguir pela esquerda (Placa BRUNO).

 

Daqui para frente o trecho começa a ficar mais íngreme e será assim até a porteira de entrada da Fazenda Pico do Paraná, onde termina a estrada, cerca de 1 hora e 30 minutos desde a Rodovia. Cheguei aqui pouco depois das 14:00 hrs.

 

Assim que se passa a porteira existe uma descida forte até a sede da Fazenda e a direita já é possível ver uma pequena crista por onde passa a trilha e com alguns picos ao fundo (Caratuva e Itapiroca). Após passar o riacho (pegue água aqui) há uma pequena casa à esquerda onde se deve pagar uma taxa de R$3,00/pessoa e R$5,00 pelo estacionamento.

 

O Dílson, que é o responsável pela Fazenda diz que o dinheiro é para a manutenção da trilha e que a Fazenda ainda disponibiliza banheiro e chuveiro quente para os montanhistas (uma mão na roda p/ quem tá voltando do pico). No dia que passei aqui o estacionamento tinha aproximadamente uns 10 carros, então eu iria cruzar c/ muita gente voltando do Pico.

 

A trilha se inicia ao lado do estacionamento, no lado direito, onde a trilha entra na mata. Com um trecho muito forte de subida durante uns 40 minutos e vistas de toda a Fazenda, a Rodovia e a Represa ao fundo. Há também alguns mirantes naturais, onde encontrei vários montanhistas descansando. Logo a trilha se estabiliza e segue para a esquerda, passando por um lago de água parada (água não-potável) à esquerda e algumas clareiras onde podem ser montadas barracas.

 

Após cerca de 2 horas desde a Fazenda, a trilha emerge numa área de vegetação bem baixa com o Pico do Caratuva bem à frente com suas antenas de rádio localizadas no topo e o Pico do Itapiroca do lado direito, um pouco escondido. Até esse ponto devem ter passado por mim cerca de 15 pessoas, entre grupos e alguns solitários voltando do pico. Assim que a trilha volta a entrar em mata fechada novamente, existe uma clareira do lado direito, onde cabem umas 5 barracas e onde montei a minha e passei a 1ª noite. Já era por volta das 16:00 hrs e ainda vários montanhistas passaram por ali e perguntando para eles como estava a trilha do PP, diziam que estava muito escorregadia e o Pico do Paraná e seu entorno estava a maior parte do tempo encoberto. Como não tinha trazido muita água lá da Fazenda, agora era buscar em bicas que se localizavam um pouco à frente, cerca de 15 minutos de onde eu estava. Peguei cerca de 2 litros de água e fiz o meu jantar. A noite chegou e rapidamente tudo ficou encoberto.

 

No dia seguinte sai em direção ao PP por volta das 07:30 hrs com o tempo totalmente fechado e andando uns 20 mts há uma bifurcação, à esquerda que leva ao Pico do Caratuva e ao um pequeno riacho onde se pode pegar água. Não recomendo subir por essa trilha, já que é bem íngreme. Segui pela bifurcação da direita, que vai contornando o Caratuva. A trilha agora é quase toda por trechos de raízes expostas, onde o caminhar se torna mais lento. Cerca de 15 minutos depois da bifurcação há uma bica à esquerda da trilha e depois de quase 1 hora há uma outra bifurcação para a direita que leva ao Pico do Itapiroca, onde se chega no topo uns 30 minutos depois.

 

Procurei um lugar p/ esconder minha mochila e subi até o topo somente com a máquina fotográfica. Chega-se primeiro a uma parte plana bem abaixo do topo e daqui sai uma outra trilha que entra por uma mata fechada e depois emerge quase próximo do topo. Aqui em cima de uma rocha há uma caixinha que contém o livro do cume. Assinei e deixei uma mensagem. Daqui até o topo ainda são uns 3 minutos, onde pode ver em dias claros toda a crista do PP. Cheguei aqui por volta das 09:30 hrs. No dia que passei por aqui não dava p/ se ver nada. Totalmente encoberto. A descida é bem rápida e voltei para a trilha em direção ao PP.

 

Passei ainda por mais uns 2 riachos e como nos dias anteriores tinha chovido bastante encontrei varias poças de água e um lamaçal só. Pelo menos a bota estava agüentando o tranco. A trilha sempre vai contornando o Pico do Caratuva pela direita e logo se estabiliza. Agora a trilha é feita por uma vegetação baixa e logo passa por uma grande clareira bem no meio da trilha. Aqui chamam de Abrigo 1. Dessa clareira sai uma trilha à esquerda para o Pico do Caratuva. Não chega a ser difícil encontrá-la. Há também uma outra clareira uns 20 mts à frente. Cheguei aqui por volta das 11:00 hrs com o tempo totalmente encoberto e se o tempo estivesse bom daria p/ ver perfeitamente o maciço do PP e todo o percurso da crista para se chegar nele. Passando as clareiras, onde cabem umas 10 barracas, mas sem água, a trilha se inicia por uma pequena crista, mas a partir desse ponto, sempre descendo por uns 20 minutos até chegar à base do PP, onde tem início a pior parte da trilha.

 

Chegando na base, inicia-se uma longa subida íngreme, sendo que no 1º momento há um enorme paredão não muito inclinado a ser ultrapassado, mas que alguns grampos fixados na rocha ajudam. E tome subida. Passado cerca de 40 minutos desde a base do PP chega-se ao Abrigo 2 com algumas pequenas clareiras muitos boas para montar barracas e onde existe um Refúgio semi-destruído na borda à esquerda. Somente suas paredes estão de pé, não havendo teto. Aqui também é o ultimo ponto p/ se pegar água, que se localiza seguindo por uma trilha que passa ao lado do Refúgio e segue pela encosta à esquerda. A bica é bem pequena.

 

Saindo das clareiras para a direita, há uma trilha que vai p/ o Pico do Camelo, visível daqui, mas bem abaixo do PP onde se chega em uns 20 minutos.

De vez em quando o tempo abria e dava p/ se ver toda a crista restante de subida do PP, distante ainda cerca de 1 hora. Continuando a subida em direção ao topo, a trilha vai se tornando mais lenta e difícil, com lances de escalada em rocha que são um pouco perigoso. É necessário tomar muito cuidado para não sofrer algum acidente. Cerca de 2 minutos antes do topo existe uma pequena clareira à direita, suficiente para umas 2 ou 3 barracas. Junto dessa clareira também há uma trilha para esquerda que leva a um pico do Ibitirati mais abaixo. Chega-se no cume do PP pelo lado direito sem maiores dificuldades.

 

O topo é plano e possui algumas clareiras (3 ou 4) suficiente para umas 10 barracas ou mais. A visão daqui alcança o litoral, uma parte da cidade de Curitiba e todos os picos ao redor. Cheguei aqui por volta das 15:00 hrs. Há também um livro do cume que fica dentro de uma caixinha fixada em uma rocha. Pelo teor das mensagens dava para notar que a maioria que sobe até o topo retorna no mesmo dia, por isso lixo inexistia aqui. Um problema de se acampar aqui é que o topo é um local muito exposto, mas prendendo bem a barraca não haverá dificuldades.

 

Devido às chuvas dos dias anteriores, o solo estava bem encharcado e quando chegou a noite a chuva voltou com força total, continuando até a madrugada. Foi um Deus nos acuda porque onde estava começou a se formar poças de água embaixo da barraca e não deu outra. Logo estariam entrando pelos micro-furos no piso. Se eu não estivesse com o isolante, o saco de dormir estaria já estaria molhado. Por volta das 03:00 hrs da madrugada a chuva cessou e notei que a temperatura não estava tão baixa (cerca de 4°C).

 

Voltei para a barraca e dormi por mais algumas horas. Por volta das 08:00 hrs da manha (06/04 - Terça-feira) acordei, tomei um belo café da manhã e passei boa parte do tempo tentando limpar embaixo da barraca, o que foi tempo perdido, pois algo de pior ainda me aguardava.

 

Sai por volta das 09:30 hrs em direção ao Pico do Caratuva. O tempo estava todo encoberto e a vegetação toda molhada, então já imaginava que chegaria uma sopa lá no topo. Foi pior. Qdo estava chegando no Abrigo 2 a chuva retornou e com intensidade. Como estava com parte da roupa toda molhada, a chuva resolveu fazer o restante do serviço.

Pelo menos estava com uma capa para a mochila, evitando que a mesma também se molhasse. Resolvi nem pegar água na bica, pois já nem contava subir o Caratuva. A água da chuva ia formando um verdadeiro riacho pela trilha que ia descendo, mas depois de 1 hora, quase chegando no Abrigo 1 a chuva cessou e o tempo abria de vez em quando dando para ver toda a crista do PP.

 

No abrigo 1 torci algumas peças de roupas para secar um pouco da água e fiquei por um tempo ali pensando se subiria o Caratuva ou não. A alternativa que eu tinha era subir o Caratuva e acampar no topo descendo no dia seguinte pelo outro lado, mas havia um problema de eu não ter água. E se na subida da trilha, eu passar por algum riacho? A outra alternativa era voltar pela mesma trilha p/ a sede da Fazenda e acampar por lá, para no dia seguinte ir embora. Fiquei alguns minutos pensando no que fazer e resolvi seguir a 1ª alternativa.

 

Em vez de tomar a trilha que vai seguindo para à esquerda, contornando o Caratuva, para subir até o topo deve tomar uma trilha que sobe em linha reta, saindo das clareiras do Abrigo 1. Na subida não existem bifurcações o que facilita um pouco, mas logo a chuva retornou e tomei outro caldo e p/ piorar, nada de encontrar o riacho p/ se pegar água. A subida vai alternando por vegetação de capim baixo e árvores pequenas, porém sem escaladas por rochas. O solo estava bastante encharcado, então várias vezes enfiei o pé na lama.

 

No topo do Caratuva cheguei cerca de 1 hora depois, com o tempo fechado e vento muito forte. Já eram por volta das 13:00 hrs e não encontrei riacho nenhum mesmo, o que era um problema, pois estava sem uma gota de água. Até tentei procurar alguma bica de água, mas nada. Então não me restou alternativa senão descer pelo outro lado e acampar lá embaixo. O topo desse pico é marcado pela colocação de antenas de retransmissão de rádio. Existem boas clareiras onde dá p/ montar barracas sendo algumas protegidas do vento. Há até um livro do cume, que fica dentro de um cano de PVC, preso em uma das antenas.

 

A trilha de descida é bem fácil de encontrar, porém é ainda mais íngreme que a do PP, por isso todo cuidado é pouco. Fiquei imaginando alguém subindo por essa trilha. Deve ser bem difícil e não vale a pena. A vantagem é que a trilha é feita em mata fechada e as raízes expostas e os galhos ajudam muito na descida.

Existe uma pequena bifurcação à direita depois de uns 30 minutos, que provavelmente leva a outros picos, mas a trilha correta é sempre descendo. Logo cheguei a um pequeno riacho, onde peguei alguma água e continuei descendo. Mais à frente a trilha passa por um outro riacho e logo chega na bifurcação, que p/ à direita leva à sede da Fazenda e à esquerda ao PP (no dia anterior tinha passado por aqui).

 

Daqui p/ frente já conhecia a trilha e o tempo já estava bom (tinha até um sol bem forte). Passei ao lado da clareira, onde tinha acampado a 1ª noite e segui em frente, chegando logo na trilha de campo aberto. Do topo do Caratuva até ali tinha levado quase 1 hora. Resolvi então procurar um local plano junto à trilha e colocar p/ secar o que tinha molhado (mochila, isolante, barraca, bota, parte do saco de dormir.........).

 

Desse ponto dava p/ se ver que o topo do Caratuva e os picos ao redor o tempo estava muito bom, mas só foi anoitecer que o tempo se fechou novamente. A noite foi tranqüila e não choveu. Pelo menos isso, né?

 

No dia seguinte (07/04 - Quarta-feira) acordei cedo, procurei organizar bem a mochila e desci em direção à sede da Fazenda. Foi um percurso bem rápido e fiz algumas paradas. Cheguei na sede por volta das 10:00 hrs. Um funcionário da Fazenda estava próximo do início da trilha e aí pedi a ele p/ tomar um banho de chuveiro quente (os $3,00 tinham que servir para alguma coisa, né?), pois meus banhos na trilha tinham sido "bem nas coxas".

Fiquei por um bom tempo no banho (que delicia!) e sai em direção à Rodovia por volta das 11:00 hrs, mas como tinha a informação de que o ônibus para Curitiba passava entre 15:00 e 16:00 hrs, por isso fui numa caminhada bem lenta e sem pressa.

 

Passei ainda na plantação de caquis que estavam ao longo da estrada, peguei alguns e fui comendo até a Rodovia, aonde cheguei por volta das 14:00 hrs.

Existe um ponto de ônibus na Rodovia que fica ao lado do final da estrada, mas resolvi ir até o Posto do Tio Doca, onde fiquei aguardando o ônibus até quase as 16:00 hrs, chegando em Curitiba pouco antes das 17:00 hrs e em São Paulo pouco minutos antes 00:00 hrs, a tempo de pegar o Metrô e voltar p/ casa.

 

 

DICAS

 

# Existe um Hotel no Posto Tio Doca, para quem quiser ir de noite e ficar até o amanhecer para iniciar a trilha bem descansado. Só não sei os valores

 

# O telefone do responsável pela Fazenda Pico do Paraná (onde se inicia a trilha) é: Sr. Dílson

(041) 9906-5574

(041) 272-6959

 

# Água potável na estrada de acesso até a Fazenda não existe. Até têm alguns pequenos riachos, mas a água não é confiável, já que passa por algumas residências. Água somente na sede da Fazenda a poucos mts do inicio da trilha, na base do Caratuva, onde existe uma bifurcação (nas duas trilhas é só caminhar uns 10 minutos e encontrará um riachinho) e no Abrigo 2, a cerca de 1 hora do cume do PP.

 

# A água do Abrigo 2 fornece água em pequena quantidade. Talvez no inverno, quando chove menos, a qualidade da água pode não ser boa (é melhor perguntar p/ o Dílson).

 

# Sinal de celular da operadora Vivo se consegue na crista e no topo dos picos. Me disseram que celulares da Tim também possuem sinal na região.

 

# Existem varias clareiras na trilha para montar barracas, antes de se chegar nos Abrigos 1 e 2. Elas estão localizadas a cerca de 40 minutos do início da trilha e outra a cerca 50 minutos, onde existe um lago de água parada. A ultima clareira antes do abrigo 1 está junto à base do Pico do Caratuva.

 

# Se vier de carro economizará uma boa caminhada desde a Rodovia e estacionamento não é problema, porque ao lado do inicio da trilha há um imenso gramado usado como estacionamento, mas que é cobrado $5,00. Eu não perguntei, mas acho que é por dia.

 

# O valor da passagem em ônibus convencional, saindo de São Paulo é de cerca de $40,00 (referencia - mês de Abril/2004) pela Viação Cometa ou Itapemirim. Já o valor da passagem de ônibus do início da estrada até Curitiba está em pouco mais de $4,00.

 

# A região, por estar próxima do litoral, apresenta chuvas constantes, por isso é quase obrigatório levar uma capa de mochila.

 

# A menos que vc esteja treinando para uma corrida de aventura, não recomendo fazer o PP em 1 dia, pois o trecho de subida da crista do PP é bem íngreme e extremamente perigoso e vale ficar alguns minutos contemplando a vista porque é uma região muito bonita.

 

Breve estarei colocando as fotos no meu album virtual e passarei o endereço.

 

Abcs.

 

 

Augusto

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  • Não procure pelo posto do tio doca que vai se perder... O posto faliu e mudou de dono/nome. Agora é posto Mahle.

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É possivel fazer bate e volta no PP sem problemas. Claro que vc tem que avaliar sua condição fisica. Fazer bate em volta 8 hs é o tempo normal. Para ir curtindo e descançando bastante, até dormindo, 12 hs é muito tranquilo.

 

já fiz tb.

 

tô caçando infos sobre o ciririca, que tô querendo fazer já algum tempo, mas estava sem tempo pra ficar zanzando por lá, afinal, não sou do paraná e levo um dia de viagem só pra chegar na fazenda...

 

mas as infos são escassas. parece que há uma tentativa de se evitar que mais gente vá. se realmente é difícil, a própria dificuldade barra, não é preciso fechar num véu de silêncio.

Postado
  • Membros

Ogum, o Ciririca também é minha meta, quero ver se este ano assino mais um livro de cume.

Veja no site do CPM (http://www.cpmorg.com.br) tem alguns relatos. No site altamontanha.com também.

Esta travessia que você se referiu deve ser a que passa pelo Ciririca e termina na Estrada da Graciosa. Procure pelo Élcio, ele recentemente colocou um relato no Altamontanha da descida que ele fez da face leste do Ibitirati. Esse cara já fez a travessia Ibitiraquire-Graciosa, inclusive ele comenta que já fez a travessia Bairro Alto (Antonina)-Trilha da Conceição-Ibitiraquire-Graciosa... ::ahhhh:: . Também tente contato com o pessoal do CPM.

Basicamente a trilha começa na fazenda da Bolinha (que era a cachorra que tinha lá, não vá chamar a proprietária de Dona Bolinha!) em Terra Boa. Indo de Ctba p/ a fazenda do Dilson esta estrada fica um pouco antes, ao lado de um posto de combustível. Esta trilha dá acesso ao Tucum, Camapuã, Serro Verde, Ciririca, etc... Ela segue bordejando estes morros até o Ciririca.

Segundo os relatos, a trilha não tem perdida. E tem as fitas indicando o caminho. Como o pessoal do CPM passou a pouco tempo por lá devem ter dado uma reforçada nas fitas (suponho).

Também dá pra ir pelo Dilson-Itapiroca-Tucum, mas a pernada é maior.

Mas espere. Tá chovendo DEMAIS!!! Acho que só lá pra maio vai começar a temporada de montanha.

Eu consegui achar a estradinha e a chácara da Bolinha no Google Earth, dá pra ver bem o caminho depois que você identifica o Tucum.

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  • Membros

Eu preciso "bater perna" antes de ir para Torres, então provavelmente irei para a fazenda em breve.

Será que o Pedrão vai dar uma trégua no carnaval?! Quem sabe não armamos uma trip "Mochileiros Rumo ao Ciririca" ::otemo::

 

Abraços

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  • Membros
Eu preciso "bater perna" antes de ir para Torres, então provavelmente irei para a fazenda em breve.

Será que o Pedrão vai dar uma trégua no carnaval?! Quem sabe não armamos uma trip "Mochileiros Rumo ao Ciririca" ::otemo::

 

Abraços

 

avisa que posso estar dentro!

 

Ogum, o Ciririca também é minha meta, quero ver se este ano assino mais um livro de cume.

Veja no site do CPM (http://www.cpmorg.com.br) tem alguns relatos. No site altamontanha.com também.

Esta travessia que você se referiu deve ser a que passa pelo Ciririca e termina na Estrada da Graciosa. Procure pelo Élcio, ele recentemente colocou um relato no Altamontanha da descida que ele fez da face leste do Ibitirati. Esse cara já fez a travessia Ibitiraquire-Graciosa, inclusive ele comenta que já fez a travessia Bairro Alto (Antonina)-Trilha da Conceição-Ibitiraquire-Graciosa... ::ahhhh:: . Também tente contato com o pessoal do CPM.

Basicamente a trilha começa na fazenda da Bolinha (que era a cachorra que tinha lá, não vá chamar a proprietária de Dona Bolinha!) em Terra Boa. Indo de Ctba p/ a fazenda do Dilson esta estrada fica um pouco antes, ao lado de um posto de combustível. Esta trilha dá acesso ao Tucum, Camapuã, Serro Verde, Ciririca, etc... Ela segue bordejando estes morros até o Ciririca.

Segundo os relatos, a trilha não tem perdida. E tem as fitas indicando o caminho. Como o pessoal do CPM passou a pouco tempo por lá devem ter dado uma reforçada nas fitas (suponho).

Também dá pra ir pelo Dilson-Itapiroca-Tucum, mas a pernada é maior.

Mas espere. Tá chovendo DEMAIS!!! Acho que só lá pra maio vai começar a temporada de montanha.

Eu consegui achar a estradinha e a chácara da Bolinha no Google Earth, dá pra ver bem o caminho depois que você identifica o Tucum.

 

vou caçar. a última vez que procurei essa turma pra ter infos, me deram uma paulada. mas ok.

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O Ciririca está na mira faz tempo.

Recentemente começaram a pipocar relatos de várias pessoas que lá estiveram.

Então o caminho já é sabido. Se você pegar o Google earth e achar a BR116, depois a ponte e a estrada pra fazenda do Dilson é só seguir a BR116 sentido Curitiba e no primeiro posto do lado direito (na pista sentido SP) verá a estradinha.

Ela vai até bem próximo ao Camapuã e Tucum, lá deve ser o Bolinha. Tenho um colega que já foi pro Tucum e confirmou este caminho.

Se você for pelo Dilson vai ter que atravessar o Itapiroca e chegar no Tucum. Lá pode fazer o caminho p/ o Ciririca pelos cumes (Cerro Verde, Luar e outros que não lembro o nome) ou descer até o vale e bordejar até o rio Última Chance. Segundo relatos a trilha dos cumes se encontra com a do vale neste local, e começa a subida do danado.

Água só no Última Chance, ou passando o Ciririca sentido Agudos, mas você não vai querer descer o morro depois de tê-lo subido.

AH! Pelas fotos que vi do cume armar rede só nas placas.

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hehehehe, eu tenho barraca tb, uma manaslu. se bem que no cicirica ainda tem as placas pra rede, no PP nao tem mas eu arranjei um cafofo pra pendurar uma rede lá uma vez.

 

com arede dá pra armar acampamento em outro ponto, e o sistema tb permite dormir no chão, se necessário. não é rede de exército e não se fica dependente das clareirinhas nem de local plano.

 

aê danilo, bora dar uma zanzada por lá?

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já fiz tb.

 

tô caçando infos sobre o ciririca, que tô querendo fazer já algum tempo, mas estava sem tempo pra ficar zanzando por lá, afinal, não sou do paraná e levo um dia de viagem só pra chegar na fazenda...

 

mas as infos são escassas. parece que há uma tentativa de se evitar que mais gente vá. se realmente é difícil, a própria dificuldade barra, não é preciso fechar num véu de silêncio.

 

Ogum, existe mesmo um sentimento de salvaguardar o Ciririca do fluxo grande de pessoas, mas não que se tenha que "esconder" a montanha...

Na Serra do Mar ela é tida como uma etapa mais avançada dos montanhistas. Depois que vc já subiu o Itapiroca, Caratuva, PP, Tucum, Araçatuba, Olimpo etc.. Aí a evolução natural é que vc tente ir para o Ciririca.

 

Só para completar, a ascensão desta montanha não é dificil, é somente um pouco mais longa que as outras. O Ciririca é a montanha de trilha mais longa do Paraná.

 

Só fui uma vez pra lá, eu estava junto com Julio Fiori, que é montanhista há mais de 25 anos e conhece bem a trilha, fomos bem devagar, parando pra descançar e conversar o tempo todo, e demoramos apenas 6 horas.

 

Claro que se vc não for com alguém que conheça a trilha, vc irá levar mais tempo, pois mesmo a trilha existindo, em muitos trechos ela é confusa e fácil de se perder.

 

Como é uma montanha que faz parte de um processo de aprendizagem e evolução das pessoas, a gente não fica dando muita colher de chá. Mas relatos tem aos montes na internet.

 

Vou colocar o link para o meu relato, quando fiz O Ciririca e a travessia até a Serra da Graciosa.

 

Agora vou falar pra vc's, fazer a travessia é o bicho.... não existe trilha e se o cara se perde, tá fudido, pois não pega celular e vc fica o tempo todo embaixo das árvores, sem nem poder ver o céu, de forma que nem de helicoptero te resgatam, e vc tb não sabe ao certo aonde tá indo e fica rumando perdido. Mas aí é outra história...

 

http://www.gentedemontanha.com/gdm/noticia.asp?cdNot=99

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  • Membros

 

já fiz tb.

 

tô caçando infos sobre o ciririca, que tô querendo fazer já algum tempo, mas estava sem tempo pra ficar zanzando por lá, afinal, não sou do paraná e levo um dia de viagem só pra chegar na fazenda...

 

mas as infos são escassas. parece que há uma tentativa de se evitar que mais gente vá. se realmente é difícil, a própria dificuldade barra, não é preciso fechar num véu de silêncio.

 

Ogum, existe mesmo um sentimento de salvaguardar o Ciririca do fluxo grande de pessoas, mas não que se tenha que "esconder" a montanha...

Na Serra do Mar ela é tida como uma etapa mais avançada dos montanhistas. Depois que vc já subiu o Itapiroca, Caratuva, PP, Tucum, Araçatuba, Olimpo etc.. Aí a evolução natural é que vc tente ir para o Ciririca.

 

Só para completar, a ascensão desta montanha não é dificil, é somente um pouco mais longa que as outras. O Ciririca é a montanha de trilha mais longa do Paraná.

 

Só fui uma vez pra lá, eu estava junto com Julio Fiori, que é montanhista há mais de 25 anos e conhece bem a trilha, fomos bem devagar, parando pra descançar e conversar o tempo todo, e demoramos apenas 6 horas.

 

Claro que se vc não for com alguém que conheça a trilha, vc irá levar mais tempo, pois mesmo a trilha existindo, em muitos trechos ela é confusa e fácil de se perder.

 

Como é uma montanha que faz parte de um processo de aprendizagem e evolução das pessoas, a gente não fica dando muita colher de chá. Mas relatos tem aos montes na internet.

 

Vou colocar o link para o meu relato, quando fiz O Ciririca e a travessia até a Serra da Graciosa.

 

Agora vou falar pra vc's, fazer a travessia é o bicho.... não existe trilha e se o cara se perde, tá fudido, pois não pega celular e vc fica o tempo todo embaixo das árvores, sem nem poder ver o céu, de forma que nem de helicoptero te resgatam, e vc tb não sabe ao certo aonde tá indo e fica rumando perdido. Mas aí é outra história...

 

http://www.gentedemontanha.com/gdm/noticia.asp?cdNot=99

 

pedro, eu entendo a intenção de salvaguardar.

 

mas do jeito que estão cercando as infos, já tem gente vendendo pacotinho guiando gente até la. aqui eu já andei postando e o cidadão, que é do paraná, andou em ofendendo.

 

periga acontecer com a serra do ibitiraquire não o que acontece com o PP, mas o que acontece com petrô-terê. como foram apagados os marcos, desviados, pintadas setas falsas, feita um monte de coisapra confundir quem vai, se criou um mercado de guias.

 

quadno vc cria o mercado de guias, vai qq um que tenha dinheiro, e não quem tem experiência. moral da história: tem trenchos na petrô-terê que ninguém se perde pq basta seguir a trilha de papel higiênico.

 

liberar a informação de modo que torne-se inviável a venda de pacotinhos vai criar alfuxo de quem é da área, e não dos cvc de sempre, com seus gritos, sua devastação e etc.

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Existe gente que não informa mesmo, mas este não é o meu caso.

 

O que eu quero não é salvaguardar a montanha, mas sim a aventura...

 

Montanhismo é isso, é arriscar-se, enfrentar perrengue e se superar no final, descobrir as coisas...

 

O Ciririca se tornou um mito, apenas porque é distante. A aura de mistério, que existe tem que continuar, pra não perder a graça. Infelizmente essa fama acaba transpondo o montanhismo e chega ao turismo de natureza motivado a fazer a montanha apenas pela fama. Nesse processo várias montanhas se perderam e o maior exemplo é o Everest, Aconcagua.. que grande m... ir pra esses lugares, entede? Ainda bem que o Ciririca tá bem longe disso.

 

Mas veja por outro lado, a internet mudou muito as coisas e no próprio altamontanha.com há dezenas de relatos sobre o Ciririca. Disponibilizamos esses relatos pra todos. Agora se quizerem ir, vá por conta! Como montanhistas e não como turistas... sem trocar os pés pelas mãos, como fizeram Stamm, Gavião, Arame, Vitamina e outros tantos bravos montanhistas de nossa querida Serra.

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