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Augusto

Caminhadas na região de Paraty (Pedra da Macela, Pico do Cuscuzeiro, Saco do Mamanguá

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Augusto    5

Oi pessoal.

 

Esse aqui é um relato de uma longa trip que eu e a Márcia fizemos na região de Paraty, do dia 02 de Janeiro até o dia 10. O Jorge Soto participou da subida à Pedra da Macela, Trilha dos 7 Degraus e o Pico do Cuscuzeiro. O Saco do Mamanguá eu fiz somente com a Márcia.

Pegamos dias de muito Sol, às vezes com uma pequena garoa no final da tarde.

 

 

Fotos da subida a Pedra da Macela:

 

Fotos da Trilha dos Sete Degraus:

 

Fotos da Trilha do Pico do Cuscuzeiro:

 

Fotos do Saco do Mamanguá:

 

Há muito tempo tentava arranjar uma forma de voltar à Paraty para subir o Pico do Cuscuzeiro (no final de 1998 fiz a Trilha do Corisco entrando por Ubatuba e terminando em Paraty e passando ao lado da trilha que acessa o topo do Pico).

Surgiu a oportunidade quando o Jorge também quis participar da empreitada.

Por estar de férias resolvi também fazer a trilha da subida da Pedra da Macela entrando por Cunha e em seguida fazer algumas explorações pelas trilhas da região do Saco do Mamanguá e para finalizar, conhecer uma pouco das praias da Enseada da Cajaíba onde se localiza a Praia do Pouso. O nosso roteiro seria o seguinte: seguir para Cunha e de lá subir a Pedra da Macela e depois descer a Trilha dos 7 Degraus até Paraty. Depois subir o Pico do Cuscuzeiro e fazer o Saco do Mamanguá. E para finalizar, ficar alguns dias na Enseada da Cajaíba curtindo as praias de lá.

 

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Saímos de Sampa eu, a Márcia e o Jorge de ônibus em direção a Guaratinguetá no horário das 11:00 hrs do dia 02 de Janeiro a tempo de pegar o ônibus das 14:00 hrs que seguia para a cidade de Cunha.

Como o início da trilha para a Pedra da Macela está a + - 30 km da cidade, tínhamos que arranjar algum transporte quando chegássemos em Cunha, pois caminhar seria muito desgastante já que seriam aproximadamente 25 km de asfalto e + - 5 km de terra até chegar na porteira que dá acesso a Pedra da Macela.

 

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Chegamos em Cunha pouco depois das 15:00 hrs.

Próximo da Rodoviária procuramos alguns táxis e encontramos uma van que nos deixaria no início da estrada de terra por $40,00 reais o grupo. Nem fomos atrás de outro transporte porque o tempo que nos restava era curto e se demorássemos mais ainda poderíamos não chegar no topo da Pedra antes do anoitecer.

 

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A van fez o percurso rápido e as 16:00 hrs iniciamos a caminhada pela estrada de terra com algumas subidas passando por alguns sítios e chácaras.

 

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Até tentamos falar para o motorista nos levar pela estrada de terra, mas ele disse que a mesma estava muito ruim.

A caminhada segue por um vale sempre subindo com um rio à esquerda, passando ao lado de alguns sítios e chácaras.

 

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Passamos também ao lado de uma pequena cachoeira em forma de tobogã do lado direito.

 

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Quando a estrada segue no plano e uns 200 mts antes de chegar na porteira de acesso à Pedra da Macela encontramos uma pequena porteira à direita que marca o início da Trilha dos 7 Degraus, que iríamos fazer no dia seguinte.

 

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Essa trilha também é conhecida como Caminho do Café.

Mas nosso objetivo naquele dia era acampar no topo da Pedra da Macela.

 

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Caminhando por mais alguns minutos pela estrada, chegamos na porteira de metal que dá acesso ao topo da Pedra e ao cruzá-la, a estrada passa a ser de concreto com alguns trechos de asfalto e subida bastante íngreme.

Junto da porteira passa um pequeno riacho - pegue água aqui, pois daqui para frente não tem mais.

Agora estamos na propriedade de FURNAS que instalou as torres no alto da Pedra.

 

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A estrada segue em zigue-zagues com bastante inclinação e tivemos que ir parando em vários momentos para descansar, com o Jorge indo à frente e eu e a Márcia ficando para trás.

 

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Como tínhamos iniciado a subida às 17h20min, a neblina tomava conta de toda região e não conseguíamos ver muita coisa ao redor.

 

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De vez em quando o tempo abria e já víamos as torres lá no alto e até ameaçou vir uma garoa que por sorte não veio.

E as 18h35min chegamos no final da estrada, marcada por uma porteira de arame que dá acesso às torres.

 

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Aqui é proibida a entrada e existem algumas setas apontando para a direita, para contornar a área das torres e do outro lado e alguns metros abaixo encontramos um lugar plana para montar nossas barracas.

 

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O local é bem aberto, mas protegido por algumas rochas.

 

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A neblina cobria tudo ao redor e depois de montadas as barracas, fomos conhecer a área do topo, onde ficam as torres.

Nesse momento encontramos o Seu Lourival, que trabalha como vigia das torres, que nos pediu para que assinássemos o livro de visitas.

 

Ele disse que cuidava dos equipamentos para que não apresentassem problemas.

No livro percebemos que outras pessoas acampam por aqui regularmente e que éramos as primeiras três pessoas a acampar por aqui em 2008.

 

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Depois disso voltamos para as barracas e fui fazer o jantar.

Coloquei o celular para despertar pouco depois das 5 horas da manhã para pegar o nascer do Sol.

 

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Quando acordamos o tempo estava totalmente aberto, mas um pouco escuro ainda e já dava para visualizar facilmente as luzes de Paraty e alguns outros bairros ao longo da Rodovia Rio-Santos.

A temperatura não estava tão baixa, mesmo por estarmos no topo de um pico.

 

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As 06h10min os primeiros raios surgiram por entre as águas do mar e já se conseguia visualizar toda a serra em volta, com o Pico do Frade à esquerda onde nós três já estivemos em 2005 e à direita aparecia o Pico do Cuscuzeiro que seria nosso objetivo para o dia seguinte.

 

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Depois de desmontar as barracas, as 07h30min iniciamos a descida para a trilha que iríamos fazer nesse dia, chegando à porteira pouco depois das 08:00 hrs onde paramos para tomar o café da manhã.

 

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Ao cruzarmos a porteira, seguimos por uns 200 mts pela estrada até encontrar uma outra porteira de madeira à esquerda onde se inicia a Trilha dos Sete Degraus.

 

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Estávamos com um croqui da trilha, mas estava bem desatualizado, pois não encontramos algumas das porteiras descritas.

 

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A trilha segue no plano até chegar na borda de um vale à esquerda e mais alguns minutos seguindo para a direita, passamos ao lado de uma casa abandonada.

 

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Depois de caminhar por cerca de 30 minutos desde a estrada, a trilha passa por uma área de brejo por alguns metros e logo chegamos a uma cerca de arame onde uma porteira de madeira dá acesso a um pasto onde estão plantados inúmeros eucaliptos.

Devido ao croqui estar desatualizado, passamos direto pelos eucaliptos e seguimos por um caminho de vacas até chegar à casa do Seu Tinho, a segunda casa que encontramos.

 

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Depois de conversarmos com ele, nos disse para retornarmos até a porteira e de lá seguir morro acima.

 

Pegamos água de uma pequena nascente ao lado da casa e voltamos até os eucaliptos.

Aqui é só continuar subindo próximo à cerca de arame até o topo por cerca de 100 metros.

E a continuação da trilha esta lá no alto junto ao final do pasto quando a trilha entra na mata fechada.

 

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A partir daqui aparecem algumas bifurcações a direita e a esquerda, mas a trilha principal é bem demarcada e na direção do topo, lembrando muito uma antiga estrada que foi tomada pelo mato.

 

Depois de uns 10 minutos no plano, a trilha começa a tomar um rumo descendente seguindo em linha reta e daqui para frente começam a aparecer antigos vestígios do caminho como o calçamento de pedras e alguns muros de arrimo que ficaram intactos mesmo após 200 anos.

 

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Em alguns trechos a mata tomou conta, mas o antigo caminho está lá.

Passamos também por trechos em que a trilha está semelhante a uma estrada, de tão aberta que está.

 

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Depois de pouco mais de 2 horas desde o topo chegamos a um pequeno riacho do lado esquerdo junto da trilha e aqui paramos para comer alguma coisa e descansar um pouco.

A trilha continua descendo e cruza esse mesmo riacho, seguindo para a esquerda.

Daqui para frente aparecem algumas bifurcações, passa por um descampado e às 14h30min chegamos a uma pequena ponte de madeira, onde dois rios se encontram.

 

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A trilha termina aqui e se inicia a estrada que ainda segue descendo em direção ao bairro da Pedra Branca.

 

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Ainda passamos pela cachoeira da Pedra Branca, alguns poções e por alguns carros, mas nada de carona.

 

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Pouco antes das 17:00 hrs a Fazenda Murycana aparece do lado direito e uns 15 minutos depois chegamos na estrada que liga Paraty a Cunha onde existe um marco de concreto da Estrada Real.

 

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Depois de atravessar o rio paramos em um bar e ficamos aguardando o ônibus que ia nos deixar na Rodoviária de Paraty e lá iríamos pegar outro que nos levaria para o Bairro do Corisco, onde se inicia a trilha para o Pico do Cuscuzeiro, nosso objetivo no dia seguinte.

 

 

 

Continua......

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Augusto    5

Pico do Cuscuzeiro

 

O ônibus passou as 18h15min e na Rodoviária pegamos outro para o Bairro do Corisco que saiu por volta das 20:00 hrs, descendo no ponto final do Bairro do Corisquinho.

Junto com a gente desceu uma senhora que é moradora ali da região e que tomou o mesmo caminho que a gente.

Perguntamos sobre a trilha do Pico do Cuscuzeiro e a trilha para Ubatuba.

Ela nos disse que estávamos no caminho certo e era só se mantermos na estrada principal sempre subindo e com o Rio Corisquinho do lado direito.

Como já era noite e estávamos muito cansados resolvemos procurar um lugar para montar as barracas ao lado do Rio Corisquinho que estava do lado direito.

Depois de caminhar + - 15 min desde o ponto de ônibus encontramos uma trilha que sai da estrada e que leva até o rio onde existiam algumas clareiras. Com a ajuda de lanternas, achamos alguns lugares planos para montar as barracas e com o rio bem ao lado, aproveitamos para tomar um belo banho e relaxar da longa caminhada daquele dia.

 

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No dia seguinte, dia 4 de janeiro, o Jorge já veio bater na nossa barraca logo pela manhã para iniciarmos a caminhada o quanto antes.

 

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O dia prometia, pois seria somente de subida e tentaríamos pegar a trilha que poucos tinham feito.

Depois de desmontar as barracas voltamos para a estrada de terra e continuamos a subida e uns 5 min depois chegamos a uma bifurcação e seguimos para a direita.

A partir desse ponto um senhor - Seu João - nos acompanhou estrada acima e disse que era dono de um pequeno sítio que se localizava morro acima e no caminho foi contando sobre sua vida na cidade do Rio de Janeiro.

 

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Chegamos na primeira porteira pouco antes das 09:00 hrs e aqui existem inúmeras placas com o nome dos sítios que estão localizados estrada acima.

 

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Uns 10 min depois passamos por outra porteira onde existe uma pequena ponte de concreto a esquerda sobre um rio e logo a frente outros sítios aparecem e logo chegamos no sítio do Seu João (ele ficou aqui e nós continuamos a subida pela estrada).

Logo chegamos a um ponto da estrada onde ela vira bruscamente para a direita e continua subindo a serra para chegar a uma casa muitos minutos acima.

Nesse ponto existe uma trilha que entra na mata à esquerda e seguimos por ela.

A trilha é bem demarcada e não tem como errar.

 

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Cerca de 100 metros e chegamos a um pequeno rio onde existe uma rústica ponte com corrimão de cabo de aço. Desde o início da trilha cruzamos com vários riachos sendo dois deles de pequeno volume.

Alguns minutos à frente seguimos por uma larga trilha rente a uma cerca de arame, terminando em uma pequena porteira de arame, junto a um pequeno riacho.

Cruzando a cerca de arame, a trilha termina em uma casa no meio da mata, mas nossa direção não é essa.

 

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Antes de cruzar a cerca seguimos à esquerda rente à ela por uma trilha um pouco escondida pela vegetação que vai subindo até cruzar perpendicularmente com outra trilha que vem da casa e segue para esquerda.

A trilha continua subindo em frente, mas a partir desse ponto ela já começa a ficar fechada e só conseguimos avançar por alguns metros.

Chegamos a um ponto da trilha onde haviam inúmeras árvores caídas, com muita vegetação crescendo em volta delas dificultando totalmente a caminhada.

 

Aqui a trilha se perdia totalmente e eu e o Jorge tentamos várias vezes encontrar uma trilha pelo lado esquerdo, mas a dificuldade de avançar serra acima era muito grande. Pelo lado direito existiam as árvores caídas e com isso chegamos a conclusão que era melhor retornar outra vez com um facão porque abrir a trilha no peito era difícil.

A informação que tínhamos era que ao chegar no topo da serra encontraríamos um marco de concreto que é a divisa SP/RJ e junto dele haveria a bifurcação para o Pico do Cuscuzeiro à esquerda.

A continuação da trilha sairia na Casa da Farinha, já em Ubatuba, de um total de 8 horas de caminhada.

Tínhamos chegado na altitude de aproximadamente 550 mts e o pico está a 1277 mts, então não estávamos tão longe assim.

 

Essa tentativa frustrada serviu para pelo menos tirar uma conclusão: a travessia que eu tinha feito em 1998 de Ubatuba à Paraty pela trilha do Corisco era essa mesma que estávamos tentando fazer agora no sentido inverso.

Provavelmente eu fiz a trilha quando ela estava sendo muito usada por agências de ecoturismo e por pessoas da região.

O problema é que a trilha atualmente está bem mais difícil e tomada pelo mato, principalmente no início.

O pico está lá, outro dia a gente volta. Refeitos da frustração, ficamos por certo tempo em um dos rios para tomar um banho e logo descemos estrada abaixo.

 

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O Jorge não queria continuar com a gente para explorar trilhas pelo Saco do Mamanguá e naquele mesmo dia ele seguiu para Paraty e de lá para São Paulo.

 

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Eu e a Márcia resolvemos voltar para o mesmo local onde tínhamos acampado na noite passada para somente no dia seguinte seguir para Paraty.

 

 

 

Continua............

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Augusto    5

Saco do Mamanguá

 

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Mais uma noite tranquila ao lado do rio e no dia seguinte (05/Jan) por volta das 10h30min seguimos para o ponto de ônibus onde pegamos o circular que nos deixou na Rodoviária e de lá pegamos um outro que nos deixasse na estrada que leva até Paraty Mirim.

Nossa pretensão naquele dia era chegar numa das últimas praias do Saco do Mamanguá – a Praia do Curupira e de lá tentar achar lugar para acampar, mesmo sabendo que no local não existia camping estruturado.

 

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O início da trilha fica na estrada que leva até a Praia de Paraty Mirim, a cerca de 2 km da Rio-Santos, junto a um ponto de ônibus do lado direito.

 

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O lugar é bem fácil encontrar e junto dele sai a trilha que segue morro acima.

Ao lado do ponto de ônibus existe uma casa com garagem e algumas outras um pouco mais acima.

 

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Às 14:00 hrs iniciamos a trilha, mas paramos várias vezes para descansar e uns 40 minutos depois chegamos no topo. Seguimos agora pela crista até chegarmos a uma pequena casa uns 10 minutos depois.

 

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A trilha continua na direção sudeste até passarmos ao lado de outra casa.

 

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Voltamos a subir novamente por trecho íngreme até entrarmos na mata fechada e cruzar uma pequena nascente onde pegamos água.

 

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Alguns metros à frente surge um enorme descampado onde já visualizávamos o fundo do Saco do Mamanguá.

 

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Conforme íamos descendo outras bicas de água iam aparecendo, mas surgiu um pequeno problema.

O Sol forte tinha ido embora e nuvens negras começaram a tomar conta da região e não demorou muito, começou a chover forte.

Chegamos às primeiras casas da praia pouco antes da 17:00 hrs sob chuva intensa e acampar na trilha estava fora de questão, pois não achamos lugares planos.

O jeito era pedir para algum morador ou tentar acampar na areia da praia às escondidas mesmo.

 

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Quando chegamos na Praia do Curupira um garoto de nome Ezequiel ficou assustado com a gente, dando a impressão que mochileiros por aqui eram uma coisa rara e disse que a praia era particular e quem cuidava era o Charles e não demorou muito para ele aparecer.

 

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O Charles disse que tinha como função cuidar da casa de seu patrão que ocupava todo o terreno da praia.

Conversando com ele conseguimos com que autorizasse que acampássemos naquela noite aqui, nos deixando até ficar na varanda da casa.

Porém a chuva não parava de cair e surgiu outro problema: os borrachudos que infestavam o lugar.

Éramos a atração do dia, pois alguns garotos e outro morador vieram conversam com a gente para saber o que um casal de mochilas nas costas estava fazendo por ali.

A conversa com o Charles e o outro morador foi produtiva, pois ficamos sabendo de outras trilhas pela região que em outra oportunidade voltaremos para fazer.

 

Lá pelas 19:00 hrs, depois da barraca montada na varanda da casa, tivemos que entrar porque os borrachudos não nos deixavam em paz e a chuva caia intensamente do lado de fora.

Achávamos que dentro da barraca estávamos livres deles.

Ledo engano, pois eles conseguiam atravessar os furinhos da tela de tão minúsculos que eram.

A noite não foi das melhores tanto pelos borrachudos quanto pelo piso de concreto da varanda e chegamos a conclusão que deveríamos ter acampado no gramado ou na areia mesmo.

Levantamos por volta das 07:00 hrs de Domingo (06/Jan) e fui encher o bote inflável para usarmos na travessia do Saco do Mamanguá, pois queríamos conhecer uma praia do outro lado – a Praia do Espinheiro.

 

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Levamos pouco mais de 30 minutos para atravessar junto com as mochilas cargueiras que ficaram um pouco apertadas dentro do bote.

 

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O Sol já tinha aparecido e a Praia do Espinheiro não tinha borrachudo, por isso deu para tomar um banho de mar tranquilo.

É uma praia deserta com algumas árvores frutíferas (mexerica, banana, manga e coco) na areia.

 

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Logo apareceu um senhor de barco dizendo que cuidava da praia e que era proibido acampar no local e por volta das 11h30min começou a chover e com isso acabaram as esperanças de fazer alguma trilha em direção a entrada do Mamanguá ou tentar chegar a alguma outra praia.

Nossa intenção agora era seguir para Laranjeiras e de lá para Paraty e no dia seguinte seguir para a Enseada da Cajaíba.

 

Na praia onde estávamos a chuva ia e voltava e com o vento muito forte era até arriscado nós chegarmos na Ponta da Foice (local onde termina a estrada que vem de Laranjeiras), por isso em vez de irmos direto para o início da estrada para Laranjeiras, resolvemos voltar para a Praia do Curupira e lá pegar a trilha que contornava o mangue no fundo do Saco do Mamanguá.

A travessia de volta no bote foi um pouco mais difícil, pois o vento estava contra e sempre havia a possibilidade da chuva retornar e quando chegamos na Praia pedimos ao Charles para nos levar de barco até o início da estrada para Laranjeiras, pois ir pela trilha seria bem mais demorado.

 

 

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Pagamos $10,00 reais e lá fomos nós.

 

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Assim que descemos do barco na Ponta da Foice já iniciamos a caminhada pela antiga estrada, que no passado era para ter servido como acesso dos moradores do Condomínio Laranjeiras até o fundo do Saco do Mamanguá, onde haveria uma marina.

 

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A obra toda foi embargada pela justiça e hoje só restou a estrada, que atualmente está sendo tomada pelo mato em alguns trechos.

Iniciamos a caminhada na estrada por volta das 17:00 hrs e chegamos na Vila Oratório (vizinha ao Condomínio Laranjeiras) as 18h30min.

 

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Depois de tomar o circular para Paraty vimos que não daria tempo para pegar um barco para Cajaiba e por isso resolvemos ficar no Camping Beira Rio em Paraty, onde passamos a noite.

 

 

Continua................

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No dia seguinte fomos para a Enseada da Cajaíba conhecer as praias próximas.

 

Aqui vou colocar algumas dicas e informações úteis sobre essas praias, que estão localizadas na Enseada da Cajaíba.

Eu e a Márcia ficamos aqui por 4 dias (do dia 07 ao dia 10/Jan) no Camping Trilha do Peixe. Pegamos dias de muito Sol, mas não demos sorte no Camping que ficamos, já que toda noite era uma algazarra só.

 

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Na verdade essa trip era uma continuação de outras que eu tinha feito com a Márcia e o Jorge Soto alguns dias antes.

 

Fotos que tiramos dessas praias:

 

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Como a maioria do pessoal conhece a Praia do Pouso, vou colocar somente um pequeno relato com algumas dicas importantes para quem quiser conhecer as praias próximas, que estão dentro da enseada da Cajaíba.

Algumas dicas atualizadas Abril/2013

 

# A enseada está distante cerca de 2 horas de barco de Paraty. Outra opção é embarcar em Paraty Mirim, mas tem a desvantagem de não ter barco a todo o momento.

Se combinar com algum barqueiro sai mais vantajoso, pois o percurso se reduz pela metade, mas o preço é quase o mesmo.

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# O preço do barco saindo do cais de Paraty vai sair em torno de $30,00/pessoa.

Talvez um pouco mais alto na alta temporada.

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# A Enseada da Cajaíba possui 5 praias bem movimentadas (Pouso, Itanema, Calhaus, Itaoca e Grande) e mais 2 praias desertas e pequenas (uma ao lado de Itaoca e a Toca do Carro, entre a Praia do Pouso e Itanema).

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# A trilha da Praia do Pouso até a Praia Grande leva em média 2 horas com as paradas e ao longo da trilha existem algumas bicas de água.

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# Essa trilha se inicia bem no canto esquerdo da Praia do Pouso e segue bem demarcada, não muito longe do costão. Na maioria das praias sempre tem pescador, que pode indicar a continuação da trilha (que está sempre no final da praia).

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# Leve sempre um snorkel e uma máscara, pois nos costões de várias praias o mergulho vale a pena.

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# Como as praias estão em uma enseada, elas não possuem ondas fortes.

 

# Outras praias que também valem a pena conhecer são: Martim de Sá e a Sumaca (que também é chamada de Joatinga). A trilha sai da Praia do Pouso próximo do orelhão e segue subindo o morro.

 

# A bifurcação para a Praia da Sumaca está no alto do morro, em uma trilha que sai à esquerda da trilha principal. Leva-se em média 2 horas depois da bifurcação. Para chegar na Martim de Sá depois dessa bifurcação, cerca de 40 minutos de caminhada.

 

# Outra opção é pagar um barco para te levar lá, saindo da Praia do Pouso. Só não sei o valor.

 

# As melhores cachoeiras estão na Praia Grande. É só perguntar para um dos moradores dessa praia. São 2 cachoeiras e que se localizam uma em cada lateral da praia.

 

 

Hospedagem

# Ficamos no Camping Trilha do Peixe, mas não gostamos.

Apesar de ter inúmeras áreas de sombra e lugares planos, em 3 dias por volta das 02:00 ou 03:00 da madrugada um pessoal que estava em bares da praia chegou para dormir, causando a maior confusão e falando muito alto. Desrespeito total.

Não recomendo esse camping se alguém for para lá em feriados prolongados.

Talvez por ser um camping muito grande, eu tenha dado azar em vir para esse lugar na alta temporada.

O camping possui gerador (se o proprietário estiver no local, ele liga) e uma pequena cozinha com fogão a gás.

 

# Outras opções de Camping na Praia do Pouso:

- Camping do Sr. Lorival - (24) 9909-4257

- Camping da Vaninha - (24) 9228-4128

- Camping da Zinha - (24) 9828-5912

- Camping do Naninho - (24) 9906-5129

 

# Na Praia do Pouso algumas famílias disponibilizam casas e quartos para locação, que podem ser até melhores opções que os campings.

- Ana (do bar ao lado da Igreja) - (24) 9911-2579

- Kino e Olga - (24) 3371-5774 e (24) 9838-6794

 

 

# Em outras praias próximas também existem campings:

- Camping da Dona Santinha e Seu Cecílio – Praia de Itanema – (24) 9272-5165

- Camping da Dona Iracema - Praia de Calhaus – (24) 9973-7748

 

 

Alimentação

# O PFs da Praia do Pouso estão na faixa de $15,00 ou mais dependendo da época do ano.

 

# Não encontrei restaurantes nas outras praias que vendem PFs.

 

# Existe um orelhão nos fundos da Igrejinha na Praia do Pouso e sempre está funcionando.

 

 

Abcs

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Augusto    5

Dicas e Informações úteis

 

 

# No wikiloc postei o tracklog da Trilha dos 7 Degraus:

http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1633572

 

# Em uma rua acima da Rodoviária de Cunha existe um ponto de táxi, onde vários ficam estacionados. Ali é o melhor lugar para contratar um transporte até a Pedra da Macela.

 

# Se quiser ir de carro, saindo de Cunha é só seguir até o Km 65 da Estrada Cunha-Paraty e depois pegar uma estrada de terra à esquerda que segue para o bairro da Grama - no final dessa estrada se chega a porteira que dá acesso a Pedra da Macela.

 

# Dizem que a Pedra da Macela tem altitude de 1850 mts, mas na carta topográfica do IBGE está com altitude de 1740 metros.

No meu altímetro chegou somente a pouco mais de 1700 metros.

 

# São cerca de 5 Km pela estrada de terra desde a Estrada Cunha-Paraty até a porteira de ferro, de acesso ao topo da Pedra da Macela.

 

# A Trilha dos 7 Degraus possui outros 2 nomes: Caminho do Café ou Estrada Nova da Serra, pois foi construída depois do Caminho do Ouro.

 

# Ao longo dessa trilha se passa por antigos trechos com piso de pedras construído por escravos durante o ciclo do café no Vale do Paraíba.

 

# Essa trilha dos 7 Degraus é bem extensa e passa por antigos caminhos de sítios.

O trecho em mata fechada corresponde a maior parte da trilha. Normalmente se faz essa trilha em cerca de 6 a 7 horas.

 

# Depois que se termina a trilha dos 7 Degraus, se inicia uma estrada de terra que passa por várias cachoeiras (uma delas é a da Pedra Branca) e poções e que valem a pena dar uma parada.

 

# Quem não quiser descer toda a Trilha dos 7 Degraus até o fim, tem a opção de pegar uma estrada de terra que leva até Rio-Santos. Chegando na Casa do Seu Tinho, é só falar com ele e conseguir informações mais detalhadas desse caminho alternativo.

Abrindo o tracklog no Google Earth dá para visualizar facilmente essa estrada e onde ela termina.

 

# A trilha do Pico do Cuscuzeiro tá fechada no início e quem for fazê-la tem de tomar muito cuidado. Passando o trecho das árvores caídas, dali para cima a trilha é tranquila.

 

# O início da trilha para o fundo do Saco do Mamanguá se localiza em frente ao primeiro ponto de ônibus na estrada para Paraty Mirim - é só pedir para o motorista.

 

# Na região do Saco do Mamanguá existem inúmeras trilhas, tanto de um lado do Saco quanto do outro.

 

# Existe uma trilha que sai à direita da Praia de Paraty Mirim (ao lado do Posto da Polícia Militar) e atravessa um morro, saindo no Saco do Mamanguá e seguindo próximo a margem até os fundos do Mamanguá.

 

# Existe um Camping estruturado no Saco do Mamanguá. É o Camping do Sr. Orlando na Praia do Cruzeiro. Ali é uma boa opção de quem quiser contornar o Saco do Mamanguá e depois seguir para a Praia do Pouso.

 

 

Abcs

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salve galera mochileira!!

to querendo fazer a trilha do cafe (ou sete degraus) mas to com uma duvida gostaria de saber : chegando ate o final da trilha ,encontra -se com a estrada que leva ao bairro pedra branca certo! ,quanto tempo seria do final da trilha ate o começo do asfalto do bairro ?

pois como trabalho sabado sempre faço umas trips meio louca e só com domingão pra fazer ,gostaria de sair no final da trilha e retornar pela estrada de volta a pedra da macela!eu sei que estrada de terra são 10km ,mas a trilha sai mais o menos aonde? agradeço :mrgreen:

bruno

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Augusto    5

Todo esse tempos aí e onde termina a trilha eu coloquei lá no relato Bruno.

Que parte do relato vc tá na duvida?

 

O problema de voltar para a pedra da macela é conseguir algum tipo de transporte.

Não é tão facil não.

Eu coloquei no relato algumas dicas de transporte. Pode ser util.

 

Abcs

 

 

salve galera mochileira!!

to querendo fazer a trilha do cafe (ou sete degraus) mas to com uma duvida gostaria de saber : chegando ate o final da trilha ,encontra -se com a estrada que leva ao bairro pedra branca certo! ,quanto tempo seria do final da trilha ate o começo do asfalto do bairro ?

pois como trabalho sabado sempre faço umas trips meio louca e só com domingão pra fazer ,gostaria de sair no final da trilha e retornar pela estrada de volta a pedra da macela!eu sei que estrada de terra são 10km ,mas a trilha sai mais o menos aonde? agradeço :mrgreen:

bruno

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fala augusto !! vc e a pessoa certa

eu to na duvida e realmente onde termina a trilha e cruza na estrada ,vc disse que mais um pouco passa pelos poços ,esse final da trilha (pela foto e a pontinha)ela saia na terra (que seriam esses 10km de terra la de cima ate o asfalto do bairro pedra branca) pois eu irei voltar pela estrada ate a macela pois vou deixar o carro la (a estrda esta intrasitavel devidos as chuvas anteruores so passa moto bike e a pe desceu a serra em varios trechos)

eu queria descer a trilha e voltar pela estrda na caminhada mas a duvida é se a volta pela estrdaate a macela vai ter quantos km + -

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Augusto    5

Essa estrada que vc fala é a que liga Cunha a Paraty? Onde tem o marco da Estrada Real?

Se for essa mesma desde que terminamos a trilha e caimos em uma estrada de terra levamos cerca de 3 horas em ritmo bem lento, passando por cachoeiras.

Talvez seja 10 Km.

Creio que dê para fazer em até metade do tempo.

Ao longo dessa estrada de terra aparecem alguns trechos de asfalto, mas só nos mais dificeis, onde se chover ninguém passa.

Então o asfalto permite passar sem problemas nesses trechos.

O trecho de asfalto mesmo se inicia lá na Fazenda Murycana.

 

Qto a subida de Paraty a Cunha, sei que a entre essas 2 cidades deve ter pouco menos de 50 Km.

Mas aí vc deve tirar o total entre a Macela e Cunha.

E depende muito também do horario que vc chegar lá embaixo para iniciar a subida. Ou vc fara a subida a noite?

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acho que é isso então desce a trilha sete degraus (vi um croqui paraty tur leva 4:30 sera? com uma mochilinha de ataque) ai chega-se na pontezinha da foto hehehe ja vai chegar na estrda de terra que seria a de cunha paraty ,ai no lugar de ue descer para o bairro pedra branca irei subir esta estrada que vai em direçao a cunha (essa trilha do sete degraus seria um corta caminho é mais curto de que pela estrda cunha paraty?)

entao do final da trilha cafe subindo a estrada de terra em direção a cunha não teria mais de 14 km ate a macela pela estrda cunha paraty porque do final do asfalto la na divisa de cunha ate o começo do asfalto do bairro pedra branca são 10km de terra pelo parque da bocaina

(aquele mapinha no google que vc traçou em cima o final da trilha esta bem antes do asfalto do bairro pedra branca )

a estrda cunha paraty vai ficar um bom tempo interditada para carros as enchurradas levarão as pontes da serra e desceu muita pedra por la

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Augusto    5

Qdo vc termina a trilha como tá na foto da pequena pontezinha, ali é o final da estrada de terra p/ quem vem do bairro da Pedra Branca. Vc não tem outra opção senão seguir na esquerda até chegar na Estrada Cunha-Paraty, passando pela Fazenda Murycana.

Tem de passar por lá. Não tem jeito.

Vc vai terminar na Cunha-Paraty em frente aquele marco de concreto da Estrada Real que tá na foto.

 

Essa estrada Cunha-Paraty talvez seja mais longa devido a subida ingreme da serra. Se fosse em linha reta, aí sim seria bem mais curta.

 

Esses 10 Km de estrada de terra estão em um trecho da subida da serra, qdo ela passa dentro do PN da Bocaina.

É como vc estivesse vindo de Paraty pela estrada asfaltada e de repente pegasse um trecho de 10 km de terra. E depois disso voltava o trecho asfaltado. É o que acontece lá.

 

 

É isso aí.

 

Abcs

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fala augusto valeu as cordenadas!!

estive sabado la em cunha subi a macela por volta das 23:00 hehe!!! pegamos uma super noite com lua e um show de por do sol peguei informaçoes com seu antonio (guardinha das torres) ele disse que mora ali por perto e que seriam +-14km da saida da trilha ate retornar ate a macela pela estrada real!!!!. É ficou um pouco puxado pra fazer no bate volta!! mas com certeza vou arrumar uns dois dias pra fazer tranquilo

valeu! obrigado!

estamos por aqui se precisar da um toque!!!

bruno

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DougFraga    0

Fala Augusto, legal ?! To querendo mto conhecer o Saco do Mamanguá...so que pretendo ir de carro ! Como faço isso ? Tem como deixar o carro no ponto de onibus na estradinha para Paraty-Mirim???!? Nas casas atras do ponto ??? Ou ir ate Paraty Mirim para deixar o mesmo ?!? Pretendo Ficar uns 2 a 3 dias....querai conhecer o tal Morro do Pao de Acucar ( acho q é esse o nome ) , que é o morro mais alto da regiao...tem alguma dica de trilha para lá ? Camping Selvagem, aconselhavel ?! Ou todas as praias tem "donos" ?! Alimentaçao ??? Nao tava pensando em levar fogao nao...alguma dica para isso ?!?

 

SE puder acrescentar algo a mais....nao tenho mta experiencia com trilhas, fiz poucas e curtas aqui pelo Rio mesmo...Mas tenho problema com resistencia nao, e peso ( se nao for uma casa ) tb nao !!!!

 

 

Abraçao e obrigado !

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Augusto    5

Blz Fraga.

 

Vc pode até tentar deixar o carro lá junto ao ponto de onibus, ao lado de algumas casas. Mas e durante a noite?

Eu não confiaria.

Eu tentaria deixar ele lá em Paraty ou em Paraty Mirim mesmo. Nesses lugares acho mais confiavel.

 

O Morro do Pão de Açúcar (o nome é esse mesmo) tá localizado na Praia do Cruzeiro.

O que vc pode fazer é o seguinte: na Praia da Curupira (onde acampei) vc pode conseguir um barco que te deixe do outro lado do Saco do Mamangua (na Praia do Espinheiro ou na do Cruzeiro mesmo) e lá subir o Pão de Açúcar

Na praia desse Morro vc vai encontrar inumeras casas que podem te indicar a trilha para o Pico.

Alimentação tem de levar. Talvez vc encontre alguma coisa na Praia do Cruzeiro (isso não tenho certeza). Eu não arriscaria.

 

E camping selvagem só na trilha mesmo. Se quiser acampar nas praias vai ter de pedir autorização para os caseiros ou o dono da casa que tá de frente p/ a praia (é complicado explicar p/ esse pessoal que praia particular não existe).

Eles acham que são os donos das praias e não adianta discutir porque é perda de tempo.

 

Por que vc não tenta entrar lá por Paraty Mirim e sair no Mamangua e de lá seguir até quase o fundo (na Praia da Curupira) e de lá atravessar de barco até a Praia do Cruzeiro. Faz o Pico e depois retorna pela trilha que eu fiz, que termina lá naquele ponto de onibus ou se quiser fazer no sentido inverso. Entrando pelo ponto de onibus e depois saindo lá em Paraty Mirim?

 

E a trilha não é tão dificil.

Pode ficar tranquilo.

 

 

Abcs

 

 

 

Fala Augusto, legal ?! To querendo mto conhecer o Saco do Mamanguá...so que pretendo ir de carro ! Como faço isso ? Tem como deixar o carro no ponto de onibus na estradinha para Paraty-Mirim???!? Nas casas atras do ponto ??? Ou ir ate Paraty Mirim para deixar o mesmo ?!? Pretendo Ficar uns 2 a 3 dias....querai conhecer o tal Morro do Pao de Acucar ( acho q é esse o nome ) , que é o morro mais alto da regiao...tem alguma dica de trilha para lá ? Camping Selvagem, aconselhavel ?! Ou todas as praias tem "donos" ?! Alimentaçao ??? Nao tava pensando em levar fogao nao...alguma dica para isso ?!?

 

SE puder acrescentar algo a mais....nao tenho mta experiencia com trilhas, fiz poucas e curtas aqui pelo Rio mesmo...Mas tenho problema com resistencia nao, e peso ( se nao for uma casa ) tb nao !!!!

 

 

Abraçao e obrigado !

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Fala Augusto, blz?

 

Estou com algumas dúvidas, vamos ver se você pode me ajudar:

1 - As praias do lado oeste do saco do Mamanguá podem ser alcançadas por trilha

tanto a partir de Paraty-mirim quanto por esta trilha que sai perto do ponto de onibus no

início da estrada pra Paraty-mirim? Há também uma trilha a partir de Laranjeiras, não?

 

2 - Você acha que é fácil conseguir barco do lado oeste para o lado leste do Saco?

E a partir de Paraty-mirim, será que é fácil conseguir barco para o lado leste do Saco?

 

3 - Por fim, estando no lado leste do Saco é possível chegar por trilha na praia Grande

da Cajaíba? Seria esta trilha muito complicada?

 

Faço estas perguntas porque fiz recentemente a travessia da Joatinga (Pouso da Cajaíba) -

Praia do Sono (em breve vou postar um pequeno relato) e para a próxima vez estou procurando uma alternativa ao barco pra se chegar na Cajaíba. A viagem de barco é longa e, às vezes, cara.

 

Abraços!!!

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Augusto    5

Blz João.

Devido a um problema no servidor do Mochileiros, a minha resposta foi deletada. Mas tô colocando ela de volta.

 

 

1) Dá p/ vc alcançar dos dois lados o Saco do mamangua.

Aquele ponto de onibus na estrada para Paraty Mirim é o melhor acesso, na minha opinião.

Se vc vier por Laranjeiras vai ter de andar muito. Por esse lado eu não recomendo vc entrar. Mas se vc vier por ali tem de ficar atento que uns 10 minutos antes de chegar na Ponta da Foice tem uma bifurcação para a esquerda.

Tem uma outra opção de vc entrar lá pelo canto direito da praia de Paraty Mirim. Desse jeito vc vai seguir caminhando pelo saco do mamangua até o final dele, passando por algumas praias.

 

2) Saindo de Paraty Mirim acho que vc consegue barco sim, mas não vai sair barato.

A melhor opção mesmo é o Charles, que sempre fica ali na Praia da Curupira.

Se ele te levar até a Praia do Espinheiro, que fica do outro lado do Saco (por uns $5,00 a $10,00) já dá p/ vc fazer todas as praias por lá.

 

3) Sim, isso é possivel. É só vc chegar na Praia do Engenho. É nessa praia que se inicia uma trilha que vai subindo o morro em direção a Praia Grande da Cajaiba.

 

O Rafael.

member/rafael_santiago/

fez essa trilha que vc tá falando. Ele pode te passar mais dicas dela.

Ele tem até o relato dessa trilha, mas ele não postou aqui ainda.

Manda uma MP para ele. Ele sempre tá entrando aqui no Fórum.

 

 

Boa sorte.

 

 

Abcs

 

 

Fala Augusto, blz?

 

Estou com algumas dúvidas, vamos ver se você pode me ajudar:

1 - As praias do lado oeste do saco do Mamanguá podem ser alcançadas por trilha

tanto a partir de Paraty-mirim quanto por esta trilha que sai perto do ponto de onibus no

início da estrada pra Paraty-mirim? Há também uma trilha a partir de Laranjeiras, não?

 

2 - Você acha que é fácil conseguir barco do lado oeste para o lado leste do Saco?

E a partir de Paraty-mirim, será que é fácil conseguir barco para o lado leste do Saco?

 

3 - Por fim, estando no lado leste do Saco é possível chegar por trilha na praia Grande

da Cajaíba? Seria esta trilha muito complicada?

 

Faço estas perguntas porque fiz recentemente a travessia da Joatinga (Pouso da Cajaíba) -

Praia do Sono (em breve vou postar um pequeno relato) e para a próxima vez estou procurando uma alternativa ao barco pra se chegar na Cajaíba. A viagem de barco é longa e, às vezes, cara.

 

Abraços!!!

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Fala, João!

Sou o Rafael do Roraima.

 

Você já fez essa travessia alternativa?

 

O meu relato está em http://lrafael.multiply.com/journal/item/5/Volta_completa_da_Joatinga_RJ.

 

Se já fez, poste um relatinho aqui também.

 

Eu pretendo explorar ainda outras trilhas da Joatinga. Quando fizer isso, escrevo outro relato e publico tudo aqui no Mochileiros.

 

Abraço.

Rafael

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Richard CBO    0

Boa tarde, Augusto.

Meu nome é Richard Castelo Branco Oliveira, acaba de fazer meu cadastro e já gostaria de, se possível, obter uma informação: é possível ir à Pedra do Mamanguá à pé (sem barco) ?

Caso tenha essa informação, vc pode me passar mais detalhes ?

 

Valeu, forte abraço e bons caminhos !

 

Richard

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Augusto    5

Oi Richard.

 

Não entendi muito bem o que vc quis dizer.

Vc se refere à Pedra da Macela ou ao Saco do Mamanguá?

Porque não existe Pedra do Mamanguá.

 

A região ali do Mamanguá é como se fosse um fiorde, o que na verdade não é.

Ele só tem o formato de um.

 

Se a sua pergunta é como chegar lá na caminhada, foi isso que eu fiz. Só p/ atravessar de um lado ao outro do Saco é que vc terá de contratar um barqueiro.

 

 

Abcs

 

 

 

 

Boa tarde, Augusto.

Meu nome é Richard Castelo Branco Oliveira, acaba de fazer meu cadastro e já gostaria de, se possível, obter uma informação: é possível ir à Pedra do Mamanguá à pé (sem barco) ?

Caso tenha essa informação, vc pode me passar mais detalhes ?

 

Valeu, forte abraço e bons caminhos !

 

Richard

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      Um casal passou por nós e a moça fez questão de demonstrar sua consciência ambiental e pediu para que nós não deixássemos lixo. Para nós, foi só encheção de saco, pois seguimos a ideologia do “leave no trace” há muito tempo, mas dando uma volta pelo cume, é fácil perceber quanto porcalhão retardado sem noção passa por lá e deixa um monte de lixo, principalmente papel higiênico e latas de cerveja. Lamentável. Espero que a “chatisse” dela ajude a educar um ou outro que está iniciando no mundo das trilhas.
       
      Com o tempo completamente limpo, pudemos contemplar toda a baia de Angra dos Reis, Parati e a Ilha Grande. Ficamos por 15 minutos nos maravilhando com uma vista de tirar o fôlego e aguçando a curiosidade para um futuro passeio por todo aquele marzão que avistávamos. Já eram 9 horas e não podíamos passar mais tempo por ali, sob pena de ser pegos pela escuridão no meio do mato desconhecido, então começamos a analisar o terreno e procurar por alguma trilha que fosse em direção aos Frades, mas nada encontramos. Se fossemos seguir direto para sudeste, onde víamos o nosso objetivo, nosso destino era um monte de mato após o qual um penhasco que colocaria todos nós em risco, então, analisando o mapa topográfico e aproveitando uma pequena abertura na mata a oeste do mirante, descemos o morro da Pedra da Macela por esse lado que tinha uma inclinação menos arriscada e fomos virando, aos poucos, para sudoeste até atingir a altitude do vale que separa o mirante da subida que antecede o “Primeiro Frade”, o que demorou 40 minutos, após o qual fomos seguindo pela curva de nível até iniciarmos a subida para o primeiro cume. Havia muito mato e seguir a curva de nível não é tão simples quanto parece, pois na verdade continuamos num sobe e desce bastante cansativo para desviar das partes com mato mais denso. Paramos para um breve lanche no caminho e às 11 horas alcançamos uma clareira de onde podíamos avistar os dois primeiros Frades e a Pedra da Macela de onde viemos. Não pareciam estar distantes e deu uma boa animada, dando a impressão de que concluiríamos com sucesso a nossa exploração.
       

       
      Às 11:15 chegamos ao que acreditávamos ser o cume do “Primeiro Frade”, onde o Piccoli, especialista em piruetas e cambalhotas, tratou de executar uma manobra arriscadíssima e escalou uma rocha que batizamos de Dedo do Frade. Trata-se de uma ponta de 4 metros de altura ao lado da pedra do cume do Primeiro Frade, mas com muita pouca área para se apoiar, tornando seu acesso muito arriscado. Após o nosso amigo fazer suas tradicionais poses para as fotos e desescalar com um pouco mais de dificuldade que teve para escalar a rocha, nos juntamos no topo da pedra e comemoramos com muita gritaria, o que deve ter chamado bastante atenção daqueles que estavam no mirante da Macela, provavelmente se questionando como aqueles malucos chegaram até onde estávamos.
       

       
      Após 20 minutos de descanso e mais lanche, voltamos a caminhar por cima das rochas, na crista da serra. Para evitar varar mato, tivemos que utilizar a corda duas vezes para dar segurança em trechos onde entre uma rocha e outra havia um abismo e não poderíamos arriscar nenhum escorregão. O Piccoli sempre ia na frente nestes trechos, pois suas habilidades permitiam que ele grudasse em qualquer lugar, possibilitando um deslocamento muito mais ágil que os outros. A vista continuava incrível. Podíamos avistar até a Pedra da Gávea e o litoral sendo invadido por nuvens que vinham do Atlântico Sul.
       
      Em pouco menos de uma hora de nos rasgarmos no mato chegamos a mais um lajeado de rochas, onde achávamos ter chegado ao “Segundo Frade”. Embora o deslocamento muito prejudicado pela densidade da mata, a aventura estava parecendo mais fácil do que pensávamos, pois segundo nosso pensamento faltava apenas mais um Frade e depois era só voltarmos. Então voltamos a caminhar e após transpor mais um vale, às 13:30 estávamos no topo do último Frade…..só que não!! O Loures saiu para dar uma explorada na área e logo nos chamou para ver o que ele tinha descoberto e, após passarmos por alguns tuchos de capim elefante, pois até aqui esse mato nos persegue, avistamos mais um morro em formato de pão de açúcar. Sim, esse seria o verdadeiro “Terceiro Frade”, sendo que o lugar que achávamos que era o Primeiro Frade, na verdade, era apenas um ombro da montanha e o Segundo Frade era o Primeiro.
       

       
      Depois das fotos e do lanche, o relógio já marcava 14:00, horário que havíamos combinado em voltar, mas voltar sem conquistar o último Frade era certeza de amargar o retorno até sabe-se lá quando, então propus que fossemos até lá desta vez para não termos que retornar apenas para concretizarmos o plano inicial. O desgaste já era grande, a água já estava acabando e não tínhamos muito alimento. Não levamos nada para um eventual bivaque caso não conseguíssemos sair de lá e o risco era grande. Não havíamos nem decidido se retornaríamos pelo mesmo caminho ou se desceríamos para o sul onde sabíamos que existia uma fazenda com uma estrada de terra que retornava onde o carro estava estacionado. Depois de discutirmos, ficou decidido que não iríamos até o último Frade, mas voltaríamos por outro caminho, descendo o vale no sentido sul com a intenção de interceptar uma estrada de terra que cortava um pasto e retornar ao “estacionamento”.
       
      Lá de cima do Segundo Frade parecia apenas uma grande descida até a estradinha, porém a coisa foi tomando uma outra dimensão. Batemos mato por mais de 3 horas e nada de avistarmos a tal da estrada. O Sol já começava a se por e nós estávamos exaustos no meio de um monte de mato. Por sorte, encontramos alguns veios de água pelo caminho, porém de qualidade duvidosa. Já não tínhamos mais clorin para tratar a água e a comida já estava acabando. Às 17:20 chegamos num ponto onde uma rocha se erguia no meio do mato possibilitando uma visão melhor de onde estávamos e podíamos confirmar que estávamos no caminho certo, pois a estrada de terra estava a nossa frente. Continuamos a rasgar o mato com o resto de facão que o Piccoli havia levado, porém o cansaço já era tão grande que não conseguíamos nos manter focado e seguir o plano que havíamos estabelecido e acabamos desviando algumas vezes do caminho correto. Pra piorar, fiz um rasgo na minha mão direita ao me apoiar em alguma coisa pontuda e, ao retirar a ponta, começou a escorrer tanto sangue que meus zóio começaram a virar pra cima, então sentei logo antes que eu começasse a passar mal. Eu odeio ver sangue de gente, mas respirei fundo, pedi ajuda pra pegar um curativo no kit de primeiros socorros, limpei a ferida e estanquei o sangue. A mão doía um pouco, mas não dava pra ficar parado por mais tempo. Já estava escuro e não podíamos perder mais tempo, pois o risco aumentava a cada minuto que passava. Exaustos de tanto bater mato, depois das 18:20, decidimos seguir o curso de um rio na espectativa de que ele, em algum momento, cruzasse com o pasto da fazenda que era nosso objetivo. Depois de tanto nos deslocarmos para o sul, era hora de virar para a direita e começar a seguir em direção a oeste, porém o rio seguia o curso para sudeste, em direção a Parati, no sentido contrário ao que deveríamos estar seguindo. Não dava mais pra seguirmos o curso do rio. Tínhamos que insistir no sentido correto, por mais difícil que fosse, para sair daquele inferno verde. Foi aí que decidimos seguir no sentido sudoeste e o Piccoli tomou a frente em uma piramba super inclinada, onde os únicos apoios eram uns bambus meio soltos e podres que não passavam muita confiança quando, às 19:20, finalmente ele sinalizava, a gritos de vitória e alguns palavrões em bom a alto som, a chegada ao pasto da fazenda e a saída do matagal que quase nos triturou por completo.
       

       
      De tão surreal que foi ver aquela graminha baixa e fácil de andar por cima, ficamos uns 10 minutos deitados e contemplando o céu estrelado que fechava a aventura daquele dia com chave de ouro. Logo encontramos a estrada de terra que, na verdade, era um caminho de vaca que seguia até a porteira da fazenda e às 20:25 já estávamos no carro iniciando os preparativos da merecida janta.
       
      Comemos até não aguentar mais e às 22:00 capotamos, cada um em seu canto - o Loures dentro do carro, o Rodrigo em sua barraca e o Piccoli e eu no chão, pois o tempo estava excelente e sempre que está assim não perco a chance de bivacar.
       
      Tivemos uma ótima noite de sono, salvo por um momento em que um grupo de bêbados passou por nós gritando feito retardados. No dia seguinte teríamos o domingo inteiro pra fazer o que quiséssemos e decidimos explorar a cidade de Cunha. Passamos pelo centro e, depois de comermos umas “porcarias” numa padaria, fomos visitar a Cachoeira do Pimenta. São uns 12Km de estrada de terra a partir da área central de Cunha e chega-se ao local onde existe alguma estrutura para recepcionar os turistas, com placas de “não deixe lixo” e “proibido som alto” distribuídas pelo estacionamento, que comprovavam que, ou o povo que frequenta essa cachoeira é analfabeto, ou simplesmente não tem educação nenhuma e deixam suas latinhas de cerveja jogadas pelo chão com o carro ao lado com aquelas músicas super agradáveis tocando bem alto.
       

       
      Logo ao lado do estacionamento é onde fica a muvuca. Os poços são incríveis, mas não vale a pena ficar no meio desse monte de gente. Não demorou para nós arrumarmos nossas pequenas mochilas, sem esquecer de ítens de emergência como curativos, alimento extra, clorin e lanterna. Vai que agente acaba se metendo em outra enrascada. Nunca se sabe haha…
       
      Depois de escalarmos as rochas ao lado direito das quedas d’água, chegamos até o topo da cachoeira que na verdade é uma sequência de cachoeiras com 5 a 10 metros de altitude que somadas ganham altitude de 90 metros, e descobrimos que tem uma trilha bem fácil que tem até corrimão que da acesso a toda a cachoeira, finalizando numa barragem que abastece toda a cidade de Cunha, mas todo o povo que estava lá se acumulou lnos primeiros poços ao lado do estacionamento, deixando o restante das quedas todas para nós. Escolhemos um lugar onde havia a um poço bem fundo e possibilidade de alguns saltos. Tiramos muitas fotos e filmamos todos pulando no poço e depois comemos o lanche que havíamos levado e ficamos deitados na pedra tomando Sol, até que a roupa estivesse seca para irmos embora, o que não demorou muito.
       

       
      Retornamos ao carro às 13:10 e, já que ainda estava cedo, o Piccoli e eu fomos explorar a parte de baixo do rio. O Prince saiu saltando de pedra em pedra enquanto eu me arrastava de bunda com medo de tomar um tombo, mas devagar chegamos até uns pequenos cânions, em 10 minutos de exploração, e depois resolvemos voltar para arrumar as coisas e ir embora.
       

       
      Paramos mais três vezes para comer pelo caminho, contemplar a Mantiqueira de um mirante e tomar café e às 19:50, depois de um pouco de trânsito na região de Taubaté e próximo a São Paulo, eu já estava na rodoviária providenciando minha passagem de volta a Campinas.
       

       
      Fica o relato, então, aos que foram até o mirante da Macela e se perguntaram se não seria possível chegar até os Três Frades. Não chegamos até o último, mas não tenho dúvidas de que é possível e, depois de todo o perrengue que passamos, se for fazer esse passeio, recomendo que volte pelo mesmo caminho e não faça como fizemos, descendo para o sul a fim de interceptar o pasto para retornar ao estacionamento por caminhos de vaca. Por não ter trilha consolidada, é um passeio de dificuldade mais elevada, é recomendável que se leve pelo menos 10 metros de corda, um ou mais facões bem afiados, água e alimento para o dia inteiro e, claro, kit de primeiros socorros. Um mapa topográfico com a posição dos picos marcadas e uma bússola também não podem faltar.
       
      Assim foi mais uma aventura, provando que essa turma consegue transformar qualquer passeio no parque em um perrengue monstro de estrupiar o corpo, mas que vive intensamente as coisas simples que o mundo oferece.
    • Por Raquel Renan Roots
      Olá, estava pensando em fazer a caminhada até pedra da macela nesse fim de semana, porém vou de bus. Minha duvida é: Quando chegar até a cidade de cunha, como faço?
      Como chegar até o começo da trilha pela estrada? É muito longe? Tem como fazer de apé?
       
      Desde já agradeço!
    • Por tborges
      Descrição
       
      Dificuldade: Média – categoria 1
      Distância: 5 km
      Altitude Máxima: 1.840 m
      Circular: Sim
       
      Como chegar
       
      Vindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro para cunha, utilize a Rodovia presidente Dutra(BR-116) até a cidade de Guaratinguetá e depois pegue a rodovia Paulo Virgínio(SP-171) até cunha.
       
      A rodovia Paulo Virgínio é conhecida como rodovia Cunha-Paraty, para chegar a Pedra da Macela você não ira entrar dentro da cidade de Cunha, após passar a cidade, continue até o quilometro 65 da rodovia e entre a esquerda na estrada de terra que da acesso ao Bairro da Macela, você andará por mais 4 km na estrada de terra até chegar na porteira que da inicio a trilha.
       
      A Trilha
       
      Fizemos essa trilha no domingo, dia 22/02/2015 e ela já fazia parte do calendário de trilhas do Fé no Pé.
       
      Em dias de sol e céu aberto, no topo da Pedra da Macela tem-se um vista de 360º de Cunha e é possível avistar Ilha Grande e as baías de Angra dos Reis e Paraty, bom não foi o caso dessa vez.
       

       
      Como essa é uma trilha mais tranquila, minha mãe me acompanhou junto com meu pai e meu cachorro na subida e meu parceiro Renato Soares nos encontrou lá no topo depois.
       

       
      A trilha na verdade é uma estrada que furnas utiliza para chegar ao topo da pedra, não existe nenhum segredo, basta seguir a estrada até o topo, zero dificuldade de navegação, logo após a porteira existe um pequeno rio caso seja necessário captar água para a subida.
       

       
      A mata em volta da estrada esta muito bem preservada, mas não existem muitos pontos(para não dizer quase nenhum) com sombra na trilha, dessa forma, prefira iniciar a subida logo cedo para não pegar um sol muito forte.
       
      Na última curva antes do fim da estrada você avistara o prédio de Furnas onde estão as antenas, ao chegar até ele você verá uma placa a direita indicando o caminho para o mirante.
       

       
      No local não existe nenhuma infra-estrutura básica para visitação, existe apenas um pequeno espaço para acampar e por ser próximo as antenas de transmissão, não é permitido acender fogueiras. O ponto positivo é que a proximidade com as antenas garante sinal de celular no topo caso seja necessário.
       
      Como eu disse no começo, acabamos pegando bastante neblina e a visibilidade foi pequena, mesmo assim vale o passeio, principalmente para quem assim como eu, adora estar entre as nuvens.
       
      Fizemos a subida de forma bem leve, levando 45 minutos para subir os 2,5km, porém, o Renato Soares fez a subida em 19 minutos, então, diversão para todos os gostos, quem quer se desafiar tem uma bela subida e para quem quer um passeio em família a trilha proporciona também.
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