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Augusto

Caminhadas na região de Paraty (Pedra da Macela, Pico do Cuscuzeiro, Saco do Mamanguá

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acho que é isso então desce a trilha sete degraus (vi um croqui paraty tur leva 4:30 sera? com uma mochilinha de ataque) ai chega-se na pontezinha da foto hehehe ja vai chegar na estrda de terra que seria a de cunha paraty ,ai no lugar de ue descer para o bairro pedra branca irei subir esta estrada que vai em direçao a cunha (essa trilha do sete degraus seria um corta caminho é mais curto de que pela estrda cunha paraty?)

entao do final da trilha cafe subindo a estrada de terra em direção a cunha não teria mais de 14 km ate a macela pela estrda cunha paraty porque do final do asfalto la na divisa de cunha ate o começo do asfalto do bairro pedra branca são 10km de terra pelo parque da bocaina

(aquele mapinha no google que vc traçou em cima o final da trilha esta bem antes do asfalto do bairro pedra branca )

a estrda cunha paraty vai ficar um bom tempo interditada para carros as enchurradas levarão as pontes da serra e desceu muita pedra por la

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Qdo vc termina a trilha como tá na foto da pequena pontezinha, ali é o final da estrada de terra p/ quem vem do bairro da Pedra Branca. Vc não tem outra opção senão seguir na esquerda até chegar na Estrada Cunha-Paraty, passando pela Fazenda Murycana.

Tem de passar por lá. Não tem jeito.

Vc vai terminar na Cunha-Paraty em frente aquele marco de concreto da Estrada Real que tá na foto.

 

Essa estrada Cunha-Paraty talvez seja mais longa devido a subida ingreme da serra. Se fosse em linha reta, aí sim seria bem mais curta.

 

Esses 10 Km de estrada de terra estão em um trecho da subida da serra, qdo ela passa dentro do PN da Bocaina.

É como vc estivesse vindo de Paraty pela estrada asfaltada e de repente pegasse um trecho de 10 km de terra. E depois disso voltava o trecho asfaltado. É o que acontece lá.

 

 

É isso aí.

 

Abcs

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fala augusto valeu as cordenadas!!

estive sabado la em cunha subi a macela por volta das 23:00 hehe!!! pegamos uma super noite com lua e um show de por do sol peguei informaçoes com seu antonio (guardinha das torres) ele disse que mora ali por perto e que seriam +-14km da saida da trilha ate retornar ate a macela pela estrada real!!!!. É ficou um pouco puxado pra fazer no bate volta!! mas com certeza vou arrumar uns dois dias pra fazer tranquilo

valeu! obrigado!

estamos por aqui se precisar da um toque!!!

bruno

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Fala Augusto, legal ?! To querendo mto conhecer o Saco do Mamanguá...so que pretendo ir de carro ! Como faço isso ? Tem como deixar o carro no ponto de onibus na estradinha para Paraty-Mirim???!? Nas casas atras do ponto ??? Ou ir ate Paraty Mirim para deixar o mesmo ?!? Pretendo Ficar uns 2 a 3 dias....querai conhecer o tal Morro do Pao de Acucar ( acho q é esse o nome ) , que é o morro mais alto da regiao...tem alguma dica de trilha para lá ? Camping Selvagem, aconselhavel ?! Ou todas as praias tem "donos" ?! Alimentaçao ??? Nao tava pensando em levar fogao nao...alguma dica para isso ?!?

 

SE puder acrescentar algo a mais....nao tenho mta experiencia com trilhas, fiz poucas e curtas aqui pelo Rio mesmo...Mas tenho problema com resistencia nao, e peso ( se nao for uma casa ) tb nao !!!!

 

 

Abraçao e obrigado !

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Blz Fraga.

 

Vc pode até tentar deixar o carro lá junto ao ponto de onibus, ao lado de algumas casas. Mas e durante a noite?

Eu não confiaria.

Eu tentaria deixar ele lá em Paraty ou em Paraty Mirim mesmo. Nesses lugares acho mais confiavel.

 

O Morro do Pão de Açúcar (o nome é esse mesmo) tá localizado na Praia do Cruzeiro.

O que vc pode fazer é o seguinte: na Praia da Curupira (onde acampei) vc pode conseguir um barco que te deixe do outro lado do Saco do Mamangua (na Praia do Espinheiro ou na do Cruzeiro mesmo) e lá subir o Pão de Açúcar

Na praia desse Morro vc vai encontrar inumeras casas que podem te indicar a trilha para o Pico.

Alimentação tem de levar. Talvez vc encontre alguma coisa na Praia do Cruzeiro (isso não tenho certeza). Eu não arriscaria.

 

E camping selvagem só na trilha mesmo. Se quiser acampar nas praias vai ter de pedir autorização para os caseiros ou o dono da casa que tá de frente p/ a praia (é complicado explicar p/ esse pessoal que praia particular não existe).

Eles acham que são os donos das praias e não adianta discutir porque é perda de tempo.

 

Por que vc não tenta entrar lá por Paraty Mirim e sair no Mamangua e de lá seguir até quase o fundo (na Praia da Curupira) e de lá atravessar de barco até a Praia do Cruzeiro. Faz o Pico e depois retorna pela trilha que eu fiz, que termina lá naquele ponto de onibus ou se quiser fazer no sentido inverso. Entrando pelo ponto de onibus e depois saindo lá em Paraty Mirim?

 

E a trilha não é tão dificil.

Pode ficar tranquilo.

 

 

Abcs

 

 

 

Fala Augusto, legal ?! To querendo mto conhecer o Saco do Mamanguá...so que pretendo ir de carro ! Como faço isso ? Tem como deixar o carro no ponto de onibus na estradinha para Paraty-Mirim???!? Nas casas atras do ponto ??? Ou ir ate Paraty Mirim para deixar o mesmo ?!? Pretendo Ficar uns 2 a 3 dias....querai conhecer o tal Morro do Pao de Acucar ( acho q é esse o nome ) , que é o morro mais alto da regiao...tem alguma dica de trilha para lá ? Camping Selvagem, aconselhavel ?! Ou todas as praias tem "donos" ?! Alimentaçao ??? Nao tava pensando em levar fogao nao...alguma dica para isso ?!?

 

SE puder acrescentar algo a mais....nao tenho mta experiencia com trilhas, fiz poucas e curtas aqui pelo Rio mesmo...Mas tenho problema com resistencia nao, e peso ( se nao for uma casa ) tb nao !!!!

 

 

Abraçao e obrigado !

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Fala Augusto, blz?

 

Estou com algumas dúvidas, vamos ver se você pode me ajudar:

1 - As praias do lado oeste do saco do Mamanguá podem ser alcançadas por trilha

tanto a partir de Paraty-mirim quanto por esta trilha que sai perto do ponto de onibus no

início da estrada pra Paraty-mirim? Há também uma trilha a partir de Laranjeiras, não?

 

2 - Você acha que é fácil conseguir barco do lado oeste para o lado leste do Saco?

E a partir de Paraty-mirim, será que é fácil conseguir barco para o lado leste do Saco?

 

3 - Por fim, estando no lado leste do Saco é possível chegar por trilha na praia Grande

da Cajaíba? Seria esta trilha muito complicada?

 

Faço estas perguntas porque fiz recentemente a travessia da Joatinga (Pouso da Cajaíba) -

Praia do Sono (em breve vou postar um pequeno relato) e para a próxima vez estou procurando uma alternativa ao barco pra se chegar na Cajaíba. A viagem de barco é longa e, às vezes, cara.

 

Abraços!!!

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Blz João.

Devido a um problema no servidor do Mochileiros, a minha resposta foi deletada. Mas tô colocando ela de volta.

 

 

1) Dá p/ vc alcançar dos dois lados o Saco do mamangua.

Aquele ponto de onibus na estrada para Paraty Mirim é o melhor acesso, na minha opinião.

Se vc vier por Laranjeiras vai ter de andar muito. Por esse lado eu não recomendo vc entrar. Mas se vc vier por ali tem de ficar atento que uns 10 minutos antes de chegar na Ponta da Foice tem uma bifurcação para a esquerda.

Tem uma outra opção de vc entrar lá pelo canto direito da praia de Paraty Mirim. Desse jeito vc vai seguir caminhando pelo saco do mamangua até o final dele, passando por algumas praias.

 

2) Saindo de Paraty Mirim acho que vc consegue barco sim, mas não vai sair barato.

A melhor opção mesmo é o Charles, que sempre fica ali na Praia da Curupira.

Se ele te levar até a Praia do Espinheiro, que fica do outro lado do Saco (por uns $5,00 a $10,00) já dá p/ vc fazer todas as praias por lá.

 

3) Sim, isso é possivel. É só vc chegar na Praia do Engenho. É nessa praia que se inicia uma trilha que vai subindo o morro em direção a Praia Grande da Cajaiba.

 

O Rafael.

member/rafael_santiago/

fez essa trilha que vc tá falando. Ele pode te passar mais dicas dela.

Ele tem até o relato dessa trilha, mas ele não postou aqui ainda.

Manda uma MP para ele. Ele sempre tá entrando aqui no Fórum.

 

 

Boa sorte.

 

 

Abcs

 

 

Fala Augusto, blz?

 

Estou com algumas dúvidas, vamos ver se você pode me ajudar:

1 - As praias do lado oeste do saco do Mamanguá podem ser alcançadas por trilha

tanto a partir de Paraty-mirim quanto por esta trilha que sai perto do ponto de onibus no

início da estrada pra Paraty-mirim? Há também uma trilha a partir de Laranjeiras, não?

 

2 - Você acha que é fácil conseguir barco do lado oeste para o lado leste do Saco?

E a partir de Paraty-mirim, será que é fácil conseguir barco para o lado leste do Saco?

 

3 - Por fim, estando no lado leste do Saco é possível chegar por trilha na praia Grande

da Cajaíba? Seria esta trilha muito complicada?

 

Faço estas perguntas porque fiz recentemente a travessia da Joatinga (Pouso da Cajaíba) -

Praia do Sono (em breve vou postar um pequeno relato) e para a próxima vez estou procurando uma alternativa ao barco pra se chegar na Cajaíba. A viagem de barco é longa e, às vezes, cara.

 

Abraços!!!

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Fala, João!

Sou o Rafael do Roraima.

 

Você já fez essa travessia alternativa?

 

O meu relato está em http://lrafael.multiply.com/journal/item/5/Volta_completa_da_Joatinga_RJ.

 

Se já fez, poste um relatinho aqui também.

 

Eu pretendo explorar ainda outras trilhas da Joatinga. Quando fizer isso, escrevo outro relato e publico tudo aqui no Mochileiros.

 

Abraço.

Rafael

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Boa tarde, Augusto.

Meu nome é Richard Castelo Branco Oliveira, acaba de fazer meu cadastro e já gostaria de, se possível, obter uma informação: é possível ir à Pedra do Mamanguá à pé (sem barco) ?

Caso tenha essa informação, vc pode me passar mais detalhes ?

 

Valeu, forte abraço e bons caminhos !

 

Richard

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Oi Richard.

 

Não entendi muito bem o que vc quis dizer.

Vc se refere à Pedra da Macela ou ao Saco do Mamanguá?

Porque não existe Pedra do Mamanguá.

 

A região ali do Mamanguá é como se fosse um fiorde, o que na verdade não é.

Ele só tem o formato de um.

 

Se a sua pergunta é como chegar lá na caminhada, foi isso que eu fiz. Só p/ atravessar de um lado ao outro do Saco é que vc terá de contratar um barqueiro.

 

 

Abcs

 

 

 

 

Boa tarde, Augusto.

Meu nome é Richard Castelo Branco Oliveira, acaba de fazer meu cadastro e já gostaria de, se possível, obter uma informação: é possível ir à Pedra do Mamanguá à pé (sem barco) ?

Caso tenha essa informação, vc pode me passar mais detalhes ?

 

Valeu, forte abraço e bons caminhos !

 

Richard

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      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
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      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por Diogo Rodrigues
      Fiz um bate e volta em Cunha, no interior de São Paulo.
      Levei quase 4 horas para chegar, e fui direto pra Pedra da Macela, na madrugada mesmo. Fiz a trilha bem rápido, pois não queria chegar lá em cima com o Sol já nascendo. 
      A trilha é fácil, sem obstáculos, somente tem uma subida bem puxada, que faz qualquer um ter dor na panturrilha, mas nada que um tempinho parado não resolva. Dá entre quase 3km de subida!
      Chegando lá em cima, encontrei um lugar lotadíssimo, praticamente sem lugar para assistir o por do sol. Barracas, violões, cachorros passando frio, e pessoas tentando achar um lugar pra tirar uma foto e ver o nascer do Sol.
      Vídeo da viagem:
      A vista de lá é linda, e vale totalmente a subida. Além de que a noite as estrelas são um espetáculo a parte.
      Dá pra ver Angra dos Reis, Paraty, etc.
      Sofri a semana toda com medo do tempo não estar bom, mas estava perfeito para um nascer do Sol.
      Fiquei até 7:20 e desci. 
      Fui tomar um café na cidade, e parti pra Cachoeira do Pimenta. A estrada é tranquila, e o carro chega até a cachoeira, que por sinal é linda! tem 3 quedas, e fazendo uma pequeno trilha de 1 minuto, você chega na mais bonita delas.
      Estava bem vazia, e deu pra aproveitar bem.
      Voltei pra cidade, almocei, e fui para o Lavandário de Cunha, uma plantação de Lavanda, Alecrim e outras coisas. Entrada: 10 reais por pessoa.
      A vista de lá é linda! O céu estava muito azul, e fiquei dando uma volta por lá, vendo as abelhas, as plantinhas, e pensando que moraria fácil num lugar como aquele.
      É um pouco corrido e cansativo, mas vale a pena fazer as 3 atrações no mesmo dia!
       
       









    • Por Vgn Vagner
      “Minha cabeça estava a mil, ou melhor, a milhão; com o coração partido e uma angustia dominante. Preocupação e sofrimento, choros e abatimento emocional faziam parte de uma fase ruim que me fez desanimar por completo depois do ocorrido misterioso. Eu não tinha o menor pique para fazer qualquer atividade na área que tanto me fascina: trilhas. Mas, ciente de que nas trilhas estava minha injeção de ânimo, minha motivação, minha retomada, me propus a derrotar os meus demônios e vencer essa batalha. Fui na busca de alimentar minha alma com as energias da natureza.”
       
       
      O Destino
       
      A princípio seria algo simples, um bate/volta dominical à 80 km de São Paulo rumo às Gerais, ver o pôr do sol e jogar conversa fora com os amigos, me distrair. Mas aquilo que duraria algumas horas, logo ganhou a soma de um pernoite. Tudo por que pude visualizar uma foto fantástica de um Pico que eu ainda não conhecia na Serra da Bocaina, porém, em sentido totalmente contrário (RJ), e bem mais distante, 225 km de Sampa. Mas a distância não era problema. Com a foto em mãos, os “caras” nem pensaram duas vezes...
      #PartiuCunha-SP, acampar na Pedra da Macela e se energizar com a beleza daquele lugar, vista a 1.840 metros de altitude.
       

       
      Relato
       
      O combinado foi nos encontrarmos ao meio dia na estação do Metrô Itaquera, e assim foi feito. Coloquei o “Fiesta Guerreiro” na direção da Rodovia Ayrton Senna, SP-070, e seguimos nela por algumas horas, até que ela se encontrasse com a Dutra, onde rodamos mais alguns-vários quilômetros e pagando pedágios até Guaratinguetá, onde pegamos a deserta Rod. SP-171, que através da sequência de vários sobe/desce, leva à micro cidade de área rural, Cunha. Onde aproveitamos para procurar um lugar pra almoçar.
      Bem no centro da cidade, há um mirante que leva seu olhar a vagar sobre a região montanhosa e verdejante. Local ideal para uma sessãozinha de fotos, passear de mãos dados com a namorada e contemplar a beleza. Existe também uma igreja muito bonita na praça central, onde se vê vários senhores, veteranos, papeando e fumando seus cigarros de fumo de corda e vendo a vida passar. Restaurante é o que não falta por lá, e depois de comer avontê por $15, seguimos novamente pela SP-171 até o km 66.
       
      Muita gente indica em seus relatos, que a entrada que leva até a Pedra da Macela está no km 65 (o que não é verdade). Rodamos toda sua extensão a procura da tal entrada, e pouco depois de perguntar para uma senhorinha local, no início do 66, vimos a estrada de terra que vai em direção à Cervejaria Wolkenburg, e ali, onde a estradinha de bifurca, pegamos a direita e chegamos rapidinho na área onde se deixa os carros.
      Ajeitamos nossas cargueiras e seguimos obrigatoriamente pela continuação da estrada, que pós portão se torna uma subidinha exigente e cansativa, dá até pra deixar a língua de fora kkk. São 2,3 km de subida, num desnível de 300 metros até o topo. Não tem como se perder, é uma estrada sem bifurcações, nem estreitamentos. Ela segue sempre bem aberta com algumas picadas à direita de quem sobe, e essas curtas picadas levam à mirantes que já permitem um pouco da visão litorânea.
      Nossa expectativa era conseguir chegar a tempo de ver o sol se pôr, mas como tivemos paradas para comer e uma perca de tempo à procura de leite (rsrs)... O sol não espera. Chegamos ao topo com apenas a tonalidade alaranjada colorindo céu de forma sem igual, e precedendo o crepúsculo. Formidável.
       
       
       
      Pouco depois, já no ponto mais alto, a cena que se abriu à nossos olhos foi de tirar o fôlego. Toda imensidão da Baía de Angra dos Reis à nossa frente sendo abraçada pelos paredões da Serra do Mar, ao fundo, planando na linha do horizonte, a Ilha Grande, e mais à direita, a cidade de Paraty acendendo suas luzes aos milhares para receber a noite. Tudo muito lindo!!
       
      Com a chegada da noite, veio o frio arrastado por um vento fooorte que parecia querer rasgar a pele. As barracas já foram montadas em pontos estratégicos entre as rochas e árvores que serviram de proteção contra a friaca que o vento traria na madruga. Na hora em que fui colocar meu isolante térmico dentro da barraca... Cadê ele ?
      Resposta interna imediata: PUUUTZ, FICOU LÁ NO CARRO!!!
       
      Essa afirmação soou como canção para os ouvidos do Valério, que automaticamente já disse: a gente desce lá pra buscar (ele gosta de andar), hehe. O Edu e o Léo preferiram ficar lá encima mesmo, enquanto iríamos fazer “o resgate do esquecido.”
      Como estávamos sem mochilas, foi uma descida rápida e tranquila. A não ser pelos morcegos que davam seus rasantes em nossa direção, o ponto de acertarem nossas cabeças numa colisão frontal. Mas, como a gente manja dos Paranauê, as esquivas foram suficientes rs.
      Logo mais a frente, na metade da caminhada, nosso facho de luz refletiu em um par de olhos à beira da estrada, próximo ao chão.
       
      - o que será ?
      - não sei. Vamos avançando.
       
      Quando chegamos perto, tive a certeza: é uma cobra, e das grandes, enrolada, pronta pra dar o bote. Ficamos um tempo ensaiando de passar, ou na espera de que “ela" fosse embora com a nossa presença,” mas não foi.
       
      - e agora, Vagner ?
      - Ah, vamos ter que passar. Vai na frente, que eu fico iluminando ela.
       
      De repente... o bicho dá um salto, bate as asas e voa, kkkkkkkkkkk ERA UM PASSARINHO!!! Seus abestadôôô . E nós dois morrendo de medo kkkk.
       
      Depois dessa comédia, chegamos rápido ao carro, pegamos o isolante e voltamos. No caminho de volta encontramos com um quarteto indo embora, eles estavam fotografando no topo quando chegamos, e agora deixavam o pico só pra nós hehe. Encontramos em seguida, o guardinha que fica cuidando do perímetro das torres de transmissão durante a noite para evitar invasores. Detalhes a parte, voltamos ao encontro dos camaradas que estavam a registrando a beleza noturna.
       
      Agora sim! todos acomodados, era hora de começar a brincadeira. O céu, que a partir daquele momento se mostrava num tom negro intenso, oferecendo estrelas, constelações e cometas rasgando o céu, estava propício pra uma longa sessão. O bate papo ia longe entre as tremidas e os queixos que se batiam, risada era o que não faltava, e pra completar, o Edu portava um “Estúdio Móvel” na mochila. Minuciosamente ele sacou os equipos, armou o tripé na direção em que podíamos registrar as melhores fotos daquela noite, e da forma mais criativa que tínhamos no momento, inventando rs. As nuvens se dissiparam e permitiram uma exposição noturna maravilhosa, com zilhões de estrelas formando nosso teto (um prato cheio para Astrônomos). O Cruzeiro e As Três Marias eram fácil de identificar, outras constelações que nem imagino o nome, compunham aquela beleza impar, que em horas depois, com o tempo mais aberto ainda, nos permitiu assistir o rastro da Via Láctea seguindo à nordeste. FANTÁSTICO!!!
       
      “lembro de quando, por duas vezes, vi estrelas cadentes cortarem o céu, e naquela fantasia utópica que trazemos da infância, eu fiz meu pedido: Que “Ele” seja encontrado logo, para por fim em todo mistério todo.”
       
       
       

       
      Outra certeza naquela noite, seria o frio da madrugada. Mesmo estando na barraca, com isolante térmico, saco de dormir, meias, calças, blusa fleece, touca e infinidades, eu passei frio. Tinha hora que dava pra perceber a temperatura despencar do nada, oscilava muito, e era aí que vinha a friaca que não me deixava dormir. Um adjetivo pra me manter acordado era o ronco do meu companheiro de barraca (eu mereço kkk). Dava pra ouvir “os caras” lá na outra barraca dando risada disso rs.
      A noite até que não demorou muito a passar, acredito que às 4h da madruga eu consegui pegar no sono. Mas para minha infelicidade, às 04:40 a.m. chega um grupo gritando e fazendo arruaça por terem alcançado o pico antes do sol nascer. Daí pra frente, quem dorme? Ainda ficamos um tempo “dentro de casa” pra manter o corpo quente. Cinco e quarenta começamos a sair, e mais pessoas iam chegando, o frio diminuindo e a claridade se apresentando na linha do horizonte.
       
      O espetáculo começou, mas, por trás das poucas nuvens que pairavam além das montanhas. O que não permitiu que ele se mostrasse como esperávamos: singular e soberano, uma esfera de fogo e sem ornamentos a emergir de seu descanso. Mas não foi possível. Quando ele se mostrou por completo, toda escuridão do céu já havia sumido, e o presente que nos foi dado, também, foi um show do qual adoramos ver. Reverências ao sol, sempre.
       
       
      Tempos depois, os que chegaram para ver o sol iluminar o dia, partiam. Outros demoraram mais um pouco, até que restassem só nós quatro novamente. Começamos a recolher acampamento, tira a “foto saideira” e seguir nosso rumo. A intenção era chegar cedo em Sampa, pois era o dia do níver da mãe do Léo, e ele não queria estar ausente a essa data tão importante S2. Mas antes de partirmos, se aproximava um “guardinha de coturno,” com sua calça preta, boné e livro negro na mão. Pensei: pronto! vai embaçar!
       
      Chegou quieto, sem falar nada, e com a pose de autoridade só olhava a gente tirar nossa última foto.
       
      Virei, olhei e disse:
      - bom dia! Você é guardinha ?
      - não! sou controlador de acesso - respondeu.
      - Aahhh...
      - preciso que vocês assinem o livro.
      - por quê ? tem algum problema ?
      - é por quê vocês acamparam aqui, e temos esse controle. Mas não tem problema nenhum.
      - Atah, menos mal.
       
      Enquanto assinávamos o tal livro, puxamos papo com ele, que foi super atencioso e cordial com as infos dos picos da região. Bem diferente da postura aparente que trouxe na primeira impressão. Depois de terminar a conversa, partimos em direção ao início da trilha, deixando para trás uma história prazerosa, construída em algumas horas de permanência em um Pico de um visual incrível.
      Ainda encontramos pelo caminho muitas pessoas subindo e perguntando detalhes de como estava a vista lá de cima, quanto tempo ainda restava, se estava longe e etc... O pior foi perceber que teve dois deles que estavam subindo sem nada em mãos, nenhuma garrafinha dágua. Com o sol que estava fazendo, era certeza de que iriam sofrer com a sede, pois no caminho não há pontos para pegar água.
      Bom... cada qual sabe onde pisa (eu acho). E eu pisei no acelerador às 10:30h em direção a capital. Saí de lá com novos ares, renovado. A maravilha natural e a presença/diversão com os amigos foi essencial para minha reconstrução emocional.
       
      “Tô de volta no jogo!! hehe”. Foi essa expressão que eu carregava internamente, depois de viver o que vivi naquele final de semana abençoado (23 e 24/05/2015).

      -fim-
       
       
      DETALHES:
       
      Onde: Cunha-SP
      Dificuldade de navegação: zero
      Percurso: 2,5 km ida + 2,5 km volta
      Terreno: só subida (desnível de 300 mts)
      Altitude: 1.840 metros
      Pontos de água: apenas no início da trilha (leve o suficiente)
      Vista: panorâmica (Cadeia de montanhas da Serra do Mar, Baía de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, e ao fundo: Ilha Grande)
      Estrutura: Não há. Traga todo lixo que produzir
    • Por Evelyn Atanasio
      Olá, 
      É possível conhecer as cachoeiras e alambiques de carro ou o trajeto é ruim podendo ser feito apenas no passeio de 4x4 ?
      Também estou com dúvidas em relação a Trindade, quero passar um dia na vila e queria saber se as trilhas são bem dermacadas e de fácil acesso ?


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