Faço o relato no intuito de dar algumas dicas para quem pretende conhecer esta região, uma das partes da Serra da Canastra/MG. A viagem não foi uma trip independente, descobri um grupo de ecoturismo estilo "excursão" de SP indo pra lá, confirmei com eles de última hora, pois ainda não tinha a informação se teria ou não recesso do trabalho.
A viagem foi no período de 27/12/13 a 1/1/14 e eu fui sozinha, na cara e coragem, sem conhecer ninguém da tal excursão, nem mesmo o organizador! Adianto que tirando alguns perrengues que vou descrever no relato, a viagem foi ótima, os lugares são lindos.
Vamos ao relato.
Dia 27/12- Saída de SP
Combinei de esperar o Ronaldo, organizador do evento, no Terminal Tietê, nas catracas do metrô sentido Jabaquara. Esperei o cara por horas, como cheguei mais cedo do que previsto, fui tomar um banho no terminal mesmo. Não recomendo, só se você for fazer uma viagem longa, como seria a minha, e tiver suado no trabalho o dia todo, o banho custa uns R$7, se vc quiser comprar toalha e sabonete, sai a R$10, mas o banheiro é cheio de fungos, ou bichinhos estranhos colados na parede, quiçá pulgas...eles não chegam até você, mas argh....nojento!
Ronaldo apareceu lá pelas 22h, e me levou até a van que aguardava ali perto. De lá, fomos até a Estação Tiradentes do Metrô, onde estavam todo o restante do grupo. Já de cara senta ao meu lado a Márcia, gente boníssima e que viajava sozinha também. Todos acomodados, a viagem durou umas 6h, e teve umas duas paradas. Chegamos na pousada do Netto, em Delfinópolis, onde ficamos hospedados durante todo o período.
NÃO recomendo a pousada, pelo motivo da falta de cuidado do proprietário, ele tem duas pousadas na mesma rua, ficamos na Pousada Dois, lá não fica NINGUÉM recepção, ok, só estava nosso grupo e mais pouca gente de carro, mas, eles não trocam roupa de cama, tudo fica concentrado na pousada 1, que depois eu soube que também não ocorre a troca da roupa de cama. A toalha precisamos solicitar. Tem um hotel do lado dessa pousada, quem sabe melhores acomodações. A única vantagem era a localização central.
Chegamos de madrugada, por volta de 4h, fomos recebidos pela Elizandra, que eu inicialmente pensei ser guia ou da pousada, depois soube que é de Guarulhos e tava viajando sozinha por lá, já conhecia o Ronaldo e se dispôs a ajudar.
Dia 28/12 - Fazenda Serro Alegre
Saímos por volta de 9h, após café da manhã razoável na pousada do Netto 1, no roteiro estava este local por todos já terem chego cansados da viagem para fazer trilha e por ser o local mais próximo, mas, sinceramente, não vale a pena, todos os outros locais que fomos são lindos, o Serro Alegre não tem metade da metade da beleza, é um local "comum". Eles servem almoço a R$20 pra comer à vontade, mas há locais com comidas e atrativos melhores.
Algumas fotos:
Dia 29/12 - Complexo Paraíso
Este local, Complexo Paraíso, não pode ser confundido com Paraíso Selvagem, atualmente infelizmente fechado para visitação. Soubemos de um morador local, dono de lan house, que houve um acidente com turista, que morreu após queda de uma cachoeira de mais de 50 metros, e daí adiante, o proprietário não aceita mais visitantes. Bom, o Complexo Paraíso conta com 8 cachoeiras de diversos tamanhos, e uma trilha puxadinha, que o guia local Tião nos conduziu {único dia em que utilizamos serviços do guia}, Trilha da Casinha Branca, eu considero-a nível médio-difícil, tem bastante subida, muitas pedras, e começa com uma travessia a um riozinho bem raso, mas escorregadio. De cara eu e a Márcia fomos queimadas por uma lagarta verde, quando segurávamos na árvore no começo escorregadio da trilha. nada que uma pomadinha emprestada não aliviasse, ufa
Recomendo fortemente uma caminhada total pelo Complexo, mas com guia, pois o local é muito extenso e é fácil se perder.
Não almocei lá, como andamos até umas 16h, eu e Márcia já compramos na véspera banana, maçã, pão, queijo e suco, além das barras de cereal que eu levei, com lanche reforçado foi tranquilo!
Fotos:
Dia 30/12 - Capitólio
Digo tranquilamente que este dia foi a "Cereja do Bolo", fomos a Capitólio para o passeio de Chalana na represa de Furnas, passeio para ver além da represa, os cânions e cachoeiras que ali se formam. Só digo que o lugar é muito mais lindo do que eu poderia supor, e que nenhuma foto capta tanta beleza, é de arrepiar a chegada ao Cânion.
Fizemos reservas prévias com Ronaldo, que não foi no dia, a Elizandra se responsabilizou pelo grupo, e como o pessoal era a maioria tranquilo, fluiu bem. O passeio saiu a R$35 por pessoa e dura aproximadamente 3h30min. De lá, preferimos almoçar num restaurante por quilo, melhor opção, cada um comeu o que quis e o quanto quis.
De lá fomos até Furnas, ver a hidrelétrica, não pode descer do carro e nem parar, passamos devagar para as fotos, é possível parar apenas no Mirante, onde fizemos fotos e seguimos de volta a Delfinópolis.
Fotos:
Dia 31/12 - Complexo do Claro
Outra fazenda particular, com seis cachoeiras, recomendo o local pelas belíssimas cachoeiras e pelo almoço gostoso e organização do local para recebimento das refeições, além da variedade boa de comida, por R$18 pra comer à vontade. Achei suco de latinha, mas tinha, coisa que no 1º dia me faltou!
Fechamos os passeios com o Complexo do Claro, devo ressaltar que eu, a Patrícia, a Marta, a Márcia, a Inna e a Denice nos embrenhamos em mata fechada para ver um dos locais que faltava, pegamos um atalho mas com necessidade de facão mesmo pra demarcar a trilha...uma subida punk que se caísse,. rolava penhasco afora, uau! Morri de medo, mas era impossível descer, tive que ir, cortei bastante o braço, as marquinhas duraram uma semana e já passaram, que sufoco!!!
À noite fomos todos a um restaurante numa chácara central, não me recordo o nome, tinham petiscos para self service, tudo incluso já no que pagamos ao Ronaldo, comi salame e queijos, a ceia chegou literalmente meia noite, não sou chegada nestas carnes de porco, tipo leitoa, comi pouco, depois chegou o menu da Márcia, vegetariana, e tinha uma farofa de banana muito boa, além de um bolinho de massa de mandioca e recheio de queijo. Antes vimos algumas queimas de fogos ali do local mesmo.
DICA: Delfinópolis é uma cidade bem precária no quesito turismo, existe apenas um guia credenciado, autônomo, visto que os atrativos da cidade não precisam de guia, são propriedades particulares onde a pessoa pode ir sem guia mesmo, mas os locais são distantes do centro, e não há ônibus nem nada pra se locomover, sem carro não recomendo! Se tiver tempo, vá para o passeio da Nascente do Rio São Francisco e Cachoeira Casca D'anta, pretendo voltar para ver estes locais.
Faço o relato no intuito de dar algumas dicas para quem pretende conhecer esta região, uma das partes da Serra da Canastra/MG. A viagem não foi uma trip independente, descobri um grupo de ecoturismo estilo "excursão" de SP indo pra lá, confirmei com eles de última hora, pois ainda não tinha a informação se teria ou não recesso do trabalho.
A viagem foi no período de 27/12/13 a 1/1/14 e eu fui sozinha, na cara e coragem, sem conhecer ninguém da tal excursão, nem mesmo o organizador! Adianto que tirando alguns perrengues que vou descrever no relato, a viagem foi ótima, os lugares são lindos.
Vamos ao relato.
Dia 27/12- Saída de SP
Combinei de esperar o Ronaldo, organizador do evento, no Terminal Tietê, nas catracas do metrô sentido Jabaquara. Esperei o cara por horas, como cheguei mais cedo do que previsto, fui tomar um banho no terminal mesmo. Não recomendo, só se você for fazer uma viagem longa, como seria a minha, e tiver suado no trabalho o dia todo, o banho custa uns R$7, se vc quiser comprar toalha e sabonete, sai a R$10, mas o banheiro é cheio de fungos, ou bichinhos estranhos colados na parede, quiçá pulgas...eles não chegam até você, mas argh....nojento!
Ronaldo apareceu lá pelas 22h, e me levou até a van que aguardava ali perto. De lá, fomos até a Estação Tiradentes do Metrô, onde estavam todo o restante do grupo. Já de cara senta ao meu lado a Márcia, gente boníssima e que viajava sozinha também. Todos acomodados, a viagem durou umas 6h, e teve umas duas paradas. Chegamos na pousada do Netto, em Delfinópolis, onde ficamos hospedados durante todo o período.
NÃO recomendo a pousada, pelo motivo da falta de cuidado do proprietário, ele tem duas pousadas na mesma rua, ficamos na Pousada Dois, lá não fica NINGUÉM recepção, ok, só estava nosso grupo e mais pouca gente de carro, mas, eles não trocam roupa de cama, tudo fica concentrado na pousada 1, que depois eu soube que também não ocorre a troca da roupa de cama. A toalha precisamos solicitar. Tem um hotel do lado dessa pousada, quem sabe melhores acomodações. A única vantagem era a localização central.
Chegamos de madrugada, por volta de 4h, fomos recebidos pela Elizandra, que eu inicialmente pensei ser guia ou da pousada, depois soube que é de Guarulhos e tava viajando sozinha por lá, já conhecia o Ronaldo e se dispôs a ajudar.
Dia 28/12 - Fazenda Serro Alegre
Saímos por volta de 9h, após café da manhã razoável na pousada do Netto 1, no roteiro estava este local por todos já terem chego cansados da viagem para fazer trilha e por ser o local mais próximo, mas, sinceramente, não vale a pena, todos os outros locais que fomos são lindos, o Serro Alegre não tem metade da metade da beleza, é um local "comum". Eles servem almoço a R$20 pra comer à vontade, mas há locais com comidas e atrativos melhores.
Algumas fotos:
Dia 29/12 - Complexo Paraíso
Este local, Complexo Paraíso, não pode ser confundido com Paraíso Selvagem, atualmente infelizmente fechado para visitação. Soubemos de um morador local, dono de lan house, que houve um acidente com turista, que morreu após queda de uma cachoeira de mais de 50 metros, e daí adiante, o proprietário não aceita mais visitantes. Bom, o Complexo Paraíso conta com 8 cachoeiras de diversos tamanhos, e uma trilha puxadinha, que o guia local Tião nos conduziu {único dia em que utilizamos serviços do guia}, Trilha da Casinha Branca, eu considero-a nível médio-difícil, tem bastante subida, muitas pedras, e começa com uma travessia a um riozinho bem raso, mas escorregadio. De cara eu e a Márcia fomos queimadas por uma lagarta verde, quando segurávamos na árvore no começo escorregadio da trilha. nada que uma pomadinha emprestada não aliviasse, ufa
Recomendo fortemente uma caminhada total pelo Complexo, mas com guia, pois o local é muito extenso e é fácil se perder.
Não almocei lá, como andamos até umas 16h, eu e Márcia já compramos na véspera banana, maçã, pão, queijo e suco, além das barras de cereal que eu levei, com lanche reforçado foi tranquilo!
Fotos:
Dia 30/12 - Capitólio
Digo tranquilamente que este dia foi a "Cereja do Bolo", fomos a Capitólio para o passeio de Chalana na represa de Furnas, passeio para ver além da represa, os cânions e cachoeiras que ali se formam. Só digo que o lugar é muito mais lindo do que eu poderia supor, e que nenhuma foto capta tanta beleza, é de arrepiar a chegada ao Cânion.
Fizemos reservas prévias com Ronaldo, que não foi no dia, a Elizandra se responsabilizou pelo grupo, e como o pessoal era a maioria tranquilo, fluiu bem. O passeio saiu a R$35 por pessoa e dura aproximadamente 3h30min. De lá, preferimos almoçar num restaurante por quilo, melhor opção, cada um comeu o que quis e o quanto quis.
De lá fomos até Furnas, ver a hidrelétrica, não pode descer do carro e nem parar, passamos devagar para as fotos, é possível parar apenas no Mirante, onde fizemos fotos e seguimos de volta a Delfinópolis.
Fotos:
Dia 31/12 - Complexo do Claro
Outra fazenda particular, com seis cachoeiras, recomendo o local pelas belíssimas cachoeiras e pelo almoço gostoso e organização do local para recebimento das refeições, além da variedade boa de comida, por R$18 pra comer à vontade. Achei suco de latinha, mas tinha, coisa que no 1º dia me faltou!
Fechamos os passeios com o Complexo do Claro, devo ressaltar que eu, a Patrícia, a Marta, a Márcia, a Inna e a Denice nos embrenhamos em mata fechada para ver um dos locais que faltava, pegamos um atalho mas com necessidade de facão mesmo pra demarcar a trilha...uma subida punk que se caísse,. rolava penhasco afora, uau! Morri de medo, mas era impossível descer, tive que ir, cortei bastante o braço, as marquinhas duraram uma semana e já passaram, que sufoco!!!
À noite fomos todos a um restaurante numa chácara central, não me recordo o nome, tinham petiscos para self service, tudo incluso já no que pagamos ao Ronaldo, comi salame e queijos, a ceia chegou literalmente meia noite, não sou chegada nestas carnes de porco, tipo leitoa, comi pouco, depois chegou o menu da Márcia, vegetariana, e tinha uma farofa de banana muito boa, além de um bolinho de massa de mandioca e recheio de queijo. Antes vimos algumas queimas de fogos ali do local mesmo.
DICA: Delfinópolis é uma cidade bem precária no quesito turismo, existe apenas um guia credenciado, autônomo, visto que os atrativos da cidade não precisam de guia, são propriedades particulares onde a pessoa pode ir sem guia mesmo, mas os locais são distantes do centro, e não há ônibus nem nada pra se locomover, sem carro não recomendo! Se tiver tempo, vá para o passeio da Nascente do Rio São Francisco e Cachoeira Casca D'anta, pretendo voltar para ver estes locais.
É isso, qualquer dúvida, à vontade!
Editado por Visitante