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Santa Cruz de la Sierra

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No site da Anvisa a informação é que ainda é exigida a vacinação contra febre amarela (http://www.anvisa.gov.br/paf/viajantes/unidades_vacinacao_anvisa.htm), porém viajei à Bolívia e Peru em outubro e não me pediram a carteira internacional de vacinação em momento algum, mas como o Léo disse é importante levar a carteira e o passaporte pra não sofrer nenhum tipo de golpe de policiais ou pseudo policiais.

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acho entao q foi marcaçao comigo, pq em todos as aduanas eu tive q mostrar a minha carteira da anvisa, era engraçado pq os policiais vinham com os olhos brilhando pra pegar turista sem e arrancar dinheiro, qndo eu mostrava a carteirinha minha eles ficam com aqela cara de bosta e ja aceleravam pra q eu passase logo pra ter mais tempo de pegar a proxima vitima!

 

mas realmente o q o leo falou e verdade, é a sua saude, obrigatorio ou nao é a melhor coisa, e se pretende fazer passeios de aventura conselho reforçe a vacina contra o tetano, o terreno por la e muito ferroso.

 

diegown se tiver aeroporto ai na sua city eles devem ter, senao (eu nao sei qal é a sua city) passa aq em campinas no aeroporto de viracopos q la tem posto da anvisa, la me explicaram q normalmente so tem postos assim em aeroportos ou em rodoviarias de citys muito grandes, e se morrar aq perto vai de aviao pra campo grande q é mais barato! hahahah bus demora dmais e vc gasta mais!

 

e pra qm perguntou antes sobre preço e horarios de bus em santa cruz rumo La paz,

 

qndo eu passei por la tinha duas faixas de horarios pra se pegar onibus pra la paz, das 8 as 8:30 da manha, e atarde das 16 ate as 17:30, tem varios tipos de empresas q fazem o trajeto mas os preços nao variam muito, 120 bolivares semi-cama e 150 cama, os bus semi-cama tavam deixando pedaços na rua, os cama tavam velhos (isso qr dizer muito melhor!) eu peguei um cama pela transcopacabana (indicação daq do forum) e vi q era o melhor bus no terminal e nao tenho dq reclamar, banco era cama mesmo, confortavel, e ate coberta arrumaram pra gente, so o banheiro q nao funciona (mas em onibus nenhum na bolivia funcionava) e a viagem foi tranquila, paguei 150 bolivares, e a viagem durou 14 horas. recomendo a transcopabana!

 

qualquer duvida é so perguntar

 

abraço!

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E o Trans Copacabana MEM né??? Pq também tem outro que se chama Trans Copacaban SA que os ônibus eram bem ruizinhos!

 

Fui nesse Trans Copacabana MEM e foi uma boa, acho que paguei o mesmo que o amigo e é como ele disse é melhor que os outros mas não vá esperando pegar o supra-sumo dos ônibus pq isso não existe por lá.

 

Mas tinha até filme! e o banheiro ... bem, o banheiro dava pra usar!

 

esse mesmo, dos piores o melhor! hahahhaha

 

po mas vc deu sorte! o banheiro nesse dava pra usar!? tirou a sorte grande nos bus la hein!

ahahahahah

 

mas realmente ninguem pode esperar um bus bom la, no maximo q de pra usar... agora bus bom mesmo é na argentina... la todos foram 10!

 

abraço

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Olá mochileiros, moro em Bonito MS e em janeiro pretendo ir para Santa Cruz, ficar 2 meses, ira eu e mais um amigo da faculdade...estamos com planos de pegar o trem da morte, ficar em santa cruz, e conforme der ir para La Paz e outras cidades da Bolivia, Estudo espanhol faz um tempinho já...estamos indo com a pretenção der conhecer, aperfeiçoar o espanhol e para amenizar um pouco nossos gastos queremos trabalhar lá

queria saber de qm já foi pra lá se rola empregos tipo 'bico' igual aqui no Brasil....como garçonete em restaurantes, bares, atendimento em hotel... coisas de diárias, sera que é facil arrumar trabalho assim lá?

 

Valeu gente...

 

Amigo,

 

Conheci um brasileiro de Florianópolis e ele tava viajando pela América Latina fazendo bicos e arranjando pequenos trabalhos, ele tava tendo muitas dificuldades na Bolívia pq o país é pobre e não rola emprego nem pra quem é boliviano ainda mais pra brasileiro. Pra vc ter uma ideia ele disse que conseguiu um bico em Cochabamba pra carregar um caminhão com tijolos, disse ele que carregou um caminhão grande todinho e ganhou 60 Bolivianos (quase 15 reais). Qdo encontrei com esse cara ele tava tentando me "vender" uma hospedagem num hotel em Copacabana (era mais um bico) se ele conseguisse muitos clientes o dono do hotel falou pra ele que dava uma hospedagem grátis e uma refeição.

 

Acho que viajar desse jeito pelo Brasil é até tranquilo e rola até bastante bico, mas na Bolívia tenho minhas dúvidas.

 

Abração!

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Olá pessoal,

estou indo pra MP em janeiro e ainda tenho algumas dúvidas. Primeiro, li algo sobre a travessia para a Bolívia, tanto por Corumbá quanto por Caceres e me parece melhor por Corumbá, até pq eh minha primeira viagem pela américa do sul.

 

Porém, vi que muitos pegam um trem de Corumbá até Puerto Quijjaro e tem problemas de disponibilidade. Por isso, pretendo fazer de uma outra forma. Conversando com um amigo, ele me passou a seguinte rota. Atravessar a fronteira de taxi ou mototaxi (mais barato), depois pegar outro taxi até o terminal do trem da morte.

 

Gostaria de saber do pessoal que já fez a viagem se isso é possível, se tem como fazer dessa forma.

 

E qto ao passaporte, pelo que vi somente o RG já é o bastante. Até porque o meu já ta expirado.

 

Obrigado.

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Fala Carlos ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Isso depende muito do bus que vai querer pegar depois.

 

Vc dormindo no aeroporto, vai ter que pegar um bus pra Cochabamba e depois outro pra La Paz, já que os diretos a La Paz só saem a partir das 15:30hrs.

 

Pra ser sincero, Santa Cruz é um mal necessário, já que terá que passar por aquela cidade cara e feia.

 

Eu ainda prefiro pegar um taxi até o terminal bimodal (50 bolivianos), dormir em um dos hotéis que ficam em frente (90 bolivianos) acordar tarde, deixar as coisas na recepção do hotel, comprar a passagem do bus cama direto pra La Paz, almoçar por ali mesmo, pegar as malas no hotel e embarcar.

 

Se for comparar Santa Cruz ao resto da Bolívia, vai acabar querendo dormir numa caixa de papelão pra não gastar dinheiro. Mas pensa como será cansativo chegar pelo Gol 00:00, dormir no aeroporto, pegar um bus pra Cochabamba (não tem quase nada pra se ver por lá)e depois um pra La Paz.

 

A economia de dormir no aeroporto vai ser de US$ 12.85 em média 23 reais.

 

Mas dá uma olhada no que mais te atrai.

 

Grande Abraço,

Leo

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PauloVictor e rfanezze,

 

Perto do aeroporto de viru-viru realmente não tem hotel, o melhor a fazer é pegar um taxi e seguir até o terminal bimodal, pois em frente tem vários hoteis, mas, a partir dai muita calma, pesquisar em todos é palavra de ordem, pois o preço depende do estado de espirito do atendente e da cara do viajante.

O que vai mudar é somente o preço, pois quase todos que comparam quanto aos alojamentos, mas procure ir no banheiro e ligar a água para ver se esta quente, conforme o prometido.

 

No mais boa viagem a todos e necessitando de ajuda é só dar um SOS.

 

MAria Emilia

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Olá pessoal,

estou indo pra MP em janeiro e ainda tenho algumas dúvidas. Primeiro, li algo sobre a travessia para a Bolívia, tanto por Corumbá quanto por Caceres e me parece melhor por Corumbá, até pq eh minha primeira viagem pela américa do sul.

 

Porém, vi que muitos pegam um trem de Corumbá até Puerto Quijjaro e tem problemas de disponibilidade. Por isso, pretendo fazer de uma outra forma. Conversando com um amigo, ele me passou a seguinte rota. Atravessar a fronteira de taxi ou mototaxi (mais barato), depois pegar outro taxi até o terminal do trem da morte.

 

Gostaria de saber do pessoal que já fez a viagem se isso é possível, se tem como fazer dessa forma.

 

E qto ao passaporte, pelo que vi somente o RG já é o bastante. Até porque o meu já ta expirado.

 

Obrigado.

 

Vedder,

 

eu nunca ouvi ou li ninguem comentar q pegava um trem de corumba ate puerto quijarro, mesmo pq q eu saiba esse trem nem existe, o q o pessoal pega e o bus circular (comum = com intinerario chamado "fronteira") ate a fronteira e ai pega o taxi ou mototaxi ate a estaçao de trem, isso é o q todo mundo faz inclusive eu qndo fui a alguns meses.

 

de documentos o RG original, com foto recente (q de pra ver q vc é vc mesmo!) em bom estado de conservaçao e q tenha sido emitido nos ultimos 10 anos ja serve, mas toda fronteira q vc atravessa vc tem q pegar o papel passar, qndo vai sair tem q tirar xerox do primeiro pra adentrar no segundo... é bem enrolado viu... mas enrolaçao nenhuma paga economizar 156 reais do passaporte!

 

duvidas é so postar!

 

abraço!

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igor,

 

tanto como LP-Santa CR ou St Cruz - LP, os onibus tem o mesmo horario.

começam a sair as 16:30 até as 19:30, saem de meia em meia hora de várias empresas. geralmente são Leito.

nas melhores empresas é recmendado comprar pela manha qdo se sai de santa curz para la paz. no caso se sua saida for de la paz, recomendo comprar um dia antes.

 

para ir ao trem da morte é facil, num sei com anda a procura das passagens se vc encontra por mesmo dia. Por causa da construção da estrada.

mas o trem sai do mesmo lugar que o onibus de la paz chega, pois trata-se de um terminal bimodal, trem e onibus.

 

aos casais que procuram hoteis proximos ao terminal, ou aeroporto,

se estiverrem dispostos a pagarem um pouco mais, tem um Hotel COrtez, que é o mais proximo do aeroporto, se não me engano... é meio chic mais vale a pena.

eu ficaria no bimodal mesmo, porem ali não recoemndo de madrugada! deeem uma pesquisada em algum hotel do centro da cidade, algo que voce pssoa fazer um reserva .. para evitar problemas!

 

abrass

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Buenas...

sou novato aqui no Forum... devem ter percebido, pelas perguntas que fiz aqui nesse topico e em outros. :D

 

em vista das minhas duvidas e das minhas dificuldades, "acho eu" que tbm tem varias outras pessoas que passam pelas mesmas coisas que eu to passando... e nada melhor que dividir as informações coletadas...

 

achei um site aqui

http://www.lobopages.com/?ln=en&r=14&c=28&s=1&ct=28

 

nele tem algumas coisas sobre os paises e cidades. onde comer,dormir ,diversões e outras coisas.

 

espero ter ajudado!

 

abraços!

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      Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana.
      Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito.
      Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz
      Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? 
      Agradeço aos comentários
    • Por Heraclito Frederico
      12 dias de viagem pela Bolívia
      Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Vallegrande, La Higuera, Cochabamba, La Paz (El Alto), Copacabana, Isla del Sol, Isla de la Luna, Sucre.
       
      Eu e minha irmã fizemos uma viagem pela Bolívia. O período total, incluindo os trajetos dentro do Brasil de chegar na fronteira e voltar para casa, levou 15 dias. Na Bolívia mesmo foram 12 dias.
       
      Fizemos a viagem falando português. Claro que aprendemos um pouco de espanhol nesses 12 dias de Bolívia. Os comerciantes e mesmo na rua as pessoas compreendem e conseguimos nos comunicar. Não tivemos problemas de comunicação para locomover, comer ou em reclamar do serviço prestado. Fizemos isso em português e na medida que aprendemos um pouco do espanhol, passamos a fazer no “portunhol”.
       
      A viagem começou pegando voo para Campo Grande. Depois de descer do avião, saímos do aeroporto para a rodoviária de Campo Grande, pegamos ônibus coletivo. Foi bem tranquilo, as informações recebidas das pessoas na rua facilitaram se locomover na cidade.
       
      Na rodoviária de Campo Grande pegamos o último ônibus do dia 1º de junho de 2017 para Corumbá. O ônibus saiu às 23:59. Parece difícil de acreditar, mas eu e minha irmã passamos frio na rodoviária. Foi uma noite com temperatura diferente da que esperávamos. Tivemos que tirar as roupas da mochila e vestir. Muito frio, o vento ajudou a esfriar mais. Pouco antes das 23:59 entramos no ônibus e acordamos no outro dia cedo em Corumbá.
       
      Em Corumbá andamos a pé e de ônibus coletivo. Tem um ônibus que leva até a fronteira, acho que a passagem custa R$ 3,25. Em Corumbá conhecemos a chipa, um biscoito que parece pão de queijo, mas com formato diferente.
       
      Na fronteira a demora maior é passar pelo desembaraço do lado do Brasil, depois disso, no lado da Bolívia, é mais rápido.
      Minha irmã trocou parte de seus reais logo na primeira banquinha de câmbio de Puerto Quijarro, logo que entrou na Bolívia. Eu pensei em trocar depois, sonhei com uma cotação melhor, porém não deu certo. Ela conseguiu trocar cada real por 2,08 bolivianos. Este câmbio foi o melhor durante toda a viagem. Na maioria dos lugares trocam 1 real por 2 bolivianos.
       
      O câmbio ajuda bastante, converter os reais em bolivianos. O custo das coisas na Bolívia, em comparação com os preços praticados no Brasil, sai em conta. A exceção fica por conta de alguns locais turísticos com preços em dollar.
       
      Em Puerto Quijarro andamos a pé e de táxi. Na Bolívia é bem tranquilo andar de táxi, os preços, se comparados com os do Brasil, são mais em conta, tenha atenção somente em combinar o preço antes da viagem. Outra coisa, os carros são mais velhos.
       
      De Puerto Quijarro para Santa Cruz de La Sierra fomos de trem, no Ferrobus. O preço da passagem de trem (Ferrobus) é a mais cara para sair de Quijarro e chegar a Santa Cruz, são 235 bolivianos. As outras opções, trem da morte ou ônibus, custam em média 70 bolivianos.
       
      Conversamos com um taxista de Quijarro, ele disse que há universidade na cidade com curso de medicina, que sua mulher faz o curso. Há também na cidade shopping China, mas não chamou nossa atenção, os preços estão em dólar.
       
      No final da tarde fomos para o terminal pegar o trem (Ferrobus). A maioria dos passageiros no dia que viajamos não eram bolivianos. A poltrona do trem é boa, dá para dormir, lá pelas 20:00 oferecem a janta – é vendida a parte - o prato é arroz e pollo com papas (frango com batata frita). Na manhã seguinte chegamos em Santa Cruz.
       
      Em Santa Cruz conhecemos a “Plaza 14 de Septiembre”. Há alguns cafés próximos, um museu com algumas exposições, tinha o kiosko e yarituses (artes bolivianas), há também uma casa de cultura próximo da praça com exposição de quadros e apresentação musical. Andamos na cidade para conhecer os mercados, feiras e biblioteca. Vimos uma rua que é movimentada à noite, há várias portinhas com “mariachi – músicos com estilo mexicano”.
       
      Na Bolívia o principal prato dos restaurantes visitados foi “pollo com papas” (frango com batata frita). É muito comum, se quiser ser rápido para receber o almoço ou janta, peça um.
       
      Depois de Santa Cruz fomos conhecer Vallegrande. Pegamos van em Santa Cruz, na praça Oruro. Desta praça saem vários para Vallegrande. O motorista da van corria, fazia ultrapassagem de forma um pouco perigosa, mas chegamos. Para chegar a Vallegrande passamos por Samaipata, disseram que há algumas ruínas, registros históricos, parece ser interessante conhecer Samaipata.
       
      Na praça principal de Vallegrande (Plaza 26 de Enero) tem internet com acesso livre, pode aproveitar para mandar mensagem. Nos lados da praça ficam uma igreja, a prefeitura, o centro cultural da cidade e um café interessante para beber chá de coca. Ficamos numa pousada bem legal em frente a praça. À noite fez muito frio, mas frio mesmo, e o chuveiro só caia água fria, minha irmã acabou deixando a torneira aberta esperando para a água esquentar, mas nada de “água caliente”.
       
      A casa da cultura é o ponto para quem quer pegar um mapa da cidade e orientações sobre a Rota de Che Guevara. Se quiser comer algo, o mercado da cidade é a indicação, tem Api e outros sucos, tem algumas opções de bebidas alcóolicas (não lembro os nomes, só sei que comprei e bebi com minha irmã uma garrafinha).
       
      A Rota de Che é feita uma parte na cidade, visitando o hospital, o antigo campo de pouso de aviões e onde estão os restos mortais dos demais guerrilheiros. A outra parte é conhecer La Higuera e a Quebrada del Churro (acredito que se escreva assim).
      Para ver a parte da cidade preferimos ir com guia para ouvir as histórias, foi cobrado 45 bolivianos por pessoa. Isso é acertado na casa da cultura, ao lado da prefeitura. O guia vai mostrar caminhando ou no táxi, se for no táxi ele cobra mais 30 bolivianos. Conhecemos a lavanderia do hospital, local que aparece nas fotos com Che Guevara já morto. O guia disse que depois de morto, já na lavanderia, os militares abriram para a população ver o corpo, aos fotógrafos e jornalistas. Há também o campo de pouso dos aviões para visitar, este local foi desativado para os aviões e hoje está um museu de recordações de Che. Foi muito interessante visitar, viver isso, passar por este local e sentir que ainda há chama acesa daquele pensamento de Che vivo. O local de enterro de Che Guevara, pelo relato do guia, foi descoberto 30 anos depois de sua morte, que ocorreu 1967. A descoberta se deu porque um militar que participou da operação de captura e morte falou que Che estava enterrado no campo de pouso, que não tinha sido levada para outro lugar.
       
      Vallegrande e La Higuera são locais de resistência e luta, pois em conversa com o guia, mesmo depois desses acontecimentos, de sua representação simbólica em monumentos de recordação na cidade, a região é muito de direita, mesmo com a eleição vencida por Evo Morales, e continua a prefeitura tendo alcalde (prefeito) de orientação de direita. Por outro lado, essa parte do turismo é aproveitada, porque vem comemorando a data da morte de Che e neste ano de 2017 vão promover o evento de 50 anos sem Che.
      O outro local a visitar são os túmulos com os restos mortais de outros combatentes da guerrilha. O local fica atrás de uma área do rotary club da cidade. A guerrilha teve participação de mulher, teve a guerrilheira argentina Tania.
       
      Para conhecer La Higuera acertamos com o taxista 250 bolivianos pela viagem. Ele nos levou e trouxe. No meio do caminho ele vai mostrando os locais que Che passou. Nós não fizemos a trilha da “quebrada del Churro”, por onde o grupo de Che passou. Acho que perdi nesse ponto, vale a pena fazer a trilha, todos que fizeram gostaram. Em La Higuera tem a escola que Che ficou preso com os demais companheiros e, por informação do guia, onde foi morto pelos militares. Essa escola não funciona hoje mais para o ensino, é hoje local para recordações e visitas. Foi erguida uma a nova escola.
       
      Ergueu-se também um monumento de Che bem na frente da pracinha de La Higuera e outro ao lado da escola nova, onde há o monumento da cabeça de Che. Dentro da escola nova há fotos de eventos com familiares de Che e de Fidel.
       
      Já na escola em que Che ficou preso há várias mensagens nas paredes, bandeiras, quadros contando parte da história e um que chamou a atenção, o de que Che e seus companheiros eram procurados e havia recompensa.
       
      Pelo relato do guia, Che veio para a Bolívia por causa do país estar numa posição geográfica central na América do Sul, já havia base do partido comunista, seria campo para fazer escolas de guerrilha. Porém, o serviço americano de espionagem teve informações da presença de Che na Bolívia e daí os guerrilheiros enfrentaram uma propaganda contrária forte com recompensa por informações e captura. O guia disse que os guerrilheiros se separaram em dois grupos, um com Che e outro com Joaquim. Por estas condições adversas, Che já não poderia aparecer, a propaganda também inflava o povo contra a guerrilha, pois dizia que vinham para tomar as terras, uma propaganda que ganhou forças visto o relato do guia de ter havido reforma agrária na Bolívia anos antes da chegada de Che.
       
      Outro fato dito pelo guia era que os exercícios de reconhecimento dos terrenos, nesta altura do tempo, eram feitos à noite, de madrugada. E numa dessas madrugadas, um camponês avistou o grupo de Che passar por suas terras e logo avisou o exército boliviano, que cercou o terreno e de emboscada renderam o grupo. Che levou um tiro na perna e foi ajudado a ir à escola de La Higuera por dois companheiros. A escola de La Higuera serviu de prisão até sua morte e dos companheiros. Há também o relato de que a captura do Che foi comunicada por telégrafo com a mensagem de “De buen dia a papa” (acredito que se escreva assim). Che recebeu a identificação de “papa” na comunicação dos militares.
       
      Voltamos para Vallegrande no meio da tarde. Na rodoviária da cidade tentamos comprar as passagens para Cochabamba, porém estavam os ônibus lotados. Daí nos deram ideia de pegar uma van até Mataral, cidade em beira de estrada, pois poderíamos pegar um ônibus para Cochabamba. Porém, não foi possível. Em Mataral, deram-nos outra ideia, ir para Comarapa, e de lá sim conseguiríamos ir a Cochabamba.
      Em Comarapa conseguimos as passagens para Cochabamba.
       
      As distâncias na Bolívia, a depender da região, são relativamente pequenas, mas leva-se muito tempo de viagem. Há muitas estradas sem asfalto (ou com trechos asfaltados), passa-se por encostas de morro (ou da cordilheira), do lado da estrada é um precipício, por pequenos córregos. Nesta viagem a Cochabamba sentimos o ônibus passar por estrada de chão, poças de água ou pequenos córregos, brincamos até que, se o ônibus pifasse ou ficasse preso num buraco, todos desceriam para empurrar, os gringos, as chulas, todos ajudariam.
       
      Chegamos em Cochabamba de madrugada, por volta das 4:00, muito frio, esta noite eu não consegui dormir, sentei do lado dum boliviano das ancas largas, ele não se comportava no assento dele.
       
      Procuramos um alojamento para terminar a noite. Encontramos um bem esculhambado e ficamos nele, não havia opção naquele horário, nem poderíamos correr o risco de ficar andando de madrugada.
       
      Em Cochabamba conhecemos um museu arqueológico de uma universidade local (San Simon), subimos até o Cristo de la Concordia por teleférico, visitamos mercados e feiras. Andar em Cochabamba é tranquilo, pelo menos no centro, há indicação dos nomes das ruas nas esquinas. Experimentamos a pamonha deles (huminta).
       
      No dia seguinte fomos para La Paz, chegamos à noite. Ficamos num hotel (diária de 160 bolivianos para duas pessoas, duas camas) na zona turística, próximo do mercado das bruxas e do museu da coca. Nesta noite, depois de deixar as coisas no hotel e seguindo as orientações do taxista, formo a um pub inglês próximo do hotel (The English Pub). Olha, eu como visitante da Bolívia, preferia ir num bar boliviano, confesso que não gostei do pub inglês.
       
      No outro dia fomos andar no mercado das bruxas e no mercado Camacho. Conhecemos o El Alto, lá convertemos mais reais em bolivianos, cada 1 real por 2,06 bolivianos. Andamos de teleférico para o El Alto. Lá no final da linha vermelha do teleférico tem uma feira, muita coisa é vendida lá. Peças usadas de carro velho, roupa, comida, equipamentos de celulares e o que costumamos a ver por aqui nas feiras de produtos chineses. No El Alto há terminal e uma rodoviária informal onde há saídas de ônibus para todo lugar.
       
      Em La Paz visitamos a Plaza Murillo, onde fica a sede do parlamento boliviano. Nós entramos na Assembleia dos Deputados no grupo visita das criancinhas das escolas. Foi divertido visitar o parlamento boliviano no meio dos chicos e chicas. Em La Paz comemos carne de Ilama. Não é servido a carne de llama em qualquer restaurante, onde nós encontramos foi em dois restaurantes próximos do mercado das bruxas. O preço é dado em dólar. O prato foi 95 bolivianos e veio com batata frita e poderia se servir do buffet com as demais opções.
       
      De La Paz fomos para Copacabana. Adoramos o lugar, ficamos pouco tempo. Em Copacabana ficamos numa pousada que da janela do quarto dava para ver o lago Titicaca. Comemos trucha com arroz e batata frita, assim que chegamos num conjunto de barraquinhas próximo ao lago. O peixe é muito bom. Andamos ali pela frente do trapiche, onde os barcos param, no final da tarde. Muito frio. Depois andamos pelas ruas do centro de Copacabana, é pequena a cidade. À noite comemos nas barraquinhas de comida da feira na rua. Minha irmã comeu carne de Alpaca, acredito que seja parente da Ilama.
       
      No outro dia visitamos as Islas de la Luna e del Sol. Tiramos fotos lindas. O local é lindo. Fizemos uma trilha na Isla del Sol. Cansamos bastante e com falta de ar, destaque para a altitude de algo em torno de 4 km acima do nível do mar.
       
      Quando termina a trilha tem a fonte da juventude, os turistas são quem param pra molhar as mãos, o rosto, alguns bebem a água. Depois, já na margem, tem uns bares. Comi trucha novamente e minha irmã pediu sopa, mas não gostou, ficou reclamando da sopa, pois tinha cabelo e reclamou ao dono do bar. Neste momento percebi que reclamar em português é compreensível ao boliviano, não precisa gastar o portunhol. O dono do bar entendeu perfeitamente a reclamação em português e minha irmã entendeu o espanhol dele.
       
      Depois de Copacabana, voltamos para La Paz. Estava acontecendo a festa do Gran Poder. No hotel, em La Paz, vimos um pouco do Gran Poder pela janela, as ruas cheias, muitos bêbados, assim como carnaval no Brasil. Chamei minha irmã para conhecer a festa, mas ela não se animou, também estava no final, logo depois acabou a música.
       
      A coisa chata que aconteceu comigo foi comprar um cartão de memória pro meu telefone numa dessas barraquinhas de coisas da china. Meu telefone estava cheio de fotos e vídeos, sem espaço para mais nada. O que aconteceu, no dia em que estava em Sucre, percebi que o telefone não reconhecia o cartão de memória, enfim, perdi minhas fotos e vídeos que tinha transferido para o cartão de memória. Essa parte foi a mais chata, perdi muitas fotografias e vídeos, com destaque para as paisagens de Copacabana, do lago Titicaca e das ilhas.
       
      Na programação que a irmã fez ainda faltava visitar Sucre e Potosi, mas o tempo era curto. Resolvemos comprar passagens de avião para ir de Sucre a Santa Cruz, com objetivo de conhecer pelo menos Sucre. Então, deixamos de conhecer Potosi.
      De La Paz fomos de ônibus para Sucre. Chegamos em Sucre bem cedo, procuramos por pousada, mas as opções boas eram muito caras e as outras eram de quartos compartilhados. Uma que tinha propaganda e indicações boas para ficar, não abriu as portas quando batemos. Ficamos num alojamento próximo da plaza 25 de Mayo, o banheiro era compartilhado, não havia fechadura na porta pelo lado de dentro. Encostamos a mesinha na porta, isso serviria apenas de sinal para acordar se alguém abrisse a porta à noite ou durante o dia.
       
      Em Sucre conhecemos o mercado central, o mercado negro, o parque Bolivar, a Ricoleta (aqui fica o museu indígena e barraquinhas de artesanato e roupas bolivianas). Indicamos conhecer o museu do Sombrero, há opções boas de chapéu, os preços são razoáveis. Eu e minha irmã compramos, cada um, um sombrero que custou na faixa de 110 bolivianos. Do lado do museu do sombrero fica a fábrica. Outro lugar para visitar é o cemitério, minha irmã que fez questão de conhecer.
       
      Em Sucre há bons cafés próximos da Plaza 25 de Mayo, há também o chocolate de Sucre, comemos um chocolate recheado de coca, bem gostoso.
       
      De Sucre voltamos para Santa Cruz de La Sierra por avião. O aeroporto fica distante da cidade de Sucre, pagamos ao taxista pela corrida 60 bolivianos.
       
      No retorno à Santa Cruz não visitamos nada de desconhecido, fomos na plaza 14 de Septiembre e ficamos por ali. Compramos mais alguns artesanatos ali próximo da praça, tivemos que converter mais reais em bolivianos. Minha irmã conseguiu converter cada real por 2,06 bolivianos, já quando fui converter os meus reais me deram 2,05 bolivianos por cada real, disseram que havia abaixado o preço naquela tarde.
       
      Fomos de Santa Cruz para Puerto Quijarro de ônibus (70 bolivianos cada passagem). Daí pra frente foi passar pela fronteira e chegar em casa. A única coisa que tem para contar de mais interessante é que em Campo Grande, enquanto esperamos o avião, fomos conhecer o parque da cidade (Parque das Nações Indígenas), do lado há o Museu de Cultura com nome da Universidade local, Dom Bosco (este museu estava fechado) e o Shopping Campo Grande. De mais, pegamos o voo em Campo Grande, eu voltei para Brasília e minha irmã para Palmas.
    • Por elaine.sena
      Olá!
      Resolvi fazer o relato da minha viagem que foi beem tranquila, não passei nenhum perrengue e me surpreendi com a Bolívia!
      Fui pra Bolívia pela Gol, pra Santa Cruz em um vôo bem rápido. Não tinha milhas, então minhas passagens não ficaram tão baratas. Os valores colocarei abaixo.
      Cheguei em Santa Cruz as 13:00 e ja comprei minhas passagens de avião de Sucre para Santa Cruz pela Amaszonas, mas NÃO recomendo essa companhia, mais na frente eu conto o porquê !
      Peguei um transporte coletivo para o centro, já tinha lido que o táxi cobraria um valor maior ja que o aeroporto fica distante da cidade.
      No ônibus pedi socorro para um rapazinho que me informou onde descer e pegar um táxi para o terminal bimodal, onde eu pegaria um ônibus no mesmo dia para La Paz.
      Assim eu cheguei no tal terminal e já comprei nossas passagens pra La Paz. O terminal é bem movimentado, mas nada que fosse diferente das rodoviárias daqui. Nesse terminal foi onde encontrei o melhor câmbio durante a minha viagem: R$ 1,00 - Bs 1,88.
      Depois encontrei um brasileiro q mora em Santa Cruz e ele disse que em câmbios no centro dá pra encontrar R$ 1,00 - Bs 2,00, mas não tive a sorte de de encontrar!
      Valores para 2 pessoas
      Passagens são Paulo - santa cruz: R$2.200,00
      Passagens Santa Cruz - La Paz:
      Bs 260,00
      Passagens Sucre - Santa Cruz:
      Bs 800,00
      Táxi para terminal
      Bs 15,00
       
      Dica
      SEMPRE peça desconto em tudo, eles aceitam tão facilmente que achei q devia ter pedido um desconto maior!


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