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Santa Cruz de la Sierra

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Oi Maria Emília,

 

Vou chegar em Santa Cruz na madrugada e meu voo para Cusco só sai no outro dia pela manhã, então terei que passar um dia em Santa Cruz. Andei pesquisando hospedagem, pois como vamos chegar de madrugada, e penso que é melhor já deixar reservado. Como vocês já haviam dito, a hospedagem lá é bem cara. Eu vi o Jodanga Backpackers Hostel, Barrio Los Choferes, Calle El Fuerte nº 1380 por US$ 10 por pessoa/diária. O que acha?

 

Quero também sua opinião do que fazer neste dia que vou passar em Santa Cruz, como vou ficar só um dia, queria ir a um lugar bem legal. Eu vi vários lugares no tópico Santa Cruz de la Sierra - Guia de Informações, mas o que mais me chamou a atenção foi o Biocentro Güembé Mariposario Resort. Como eu faço para chegar até lá. Outras sugestões são bem vindas.

 

Desde já, lhe agradeço...

 

Bj,

 

Fabi.

 

Fabi, o seu hostel e bacana, pesquisei sobre ele parece ser, bonzinho e, pelo preco esta ótimo. O ruim e a localização, eu moro ai perto e tudo e residencial. Como S Cruz nao e uma cidade turística as pessoas preferem se hospedar no centro, pelos prédios antigos e pela praca central, catedral... fica tudo ali. Se vc quiser aproveitar o dia p ficar andando pela cidade eu acho melhor ficar no centro, ja vi alojamentos por 12 dolares la. Tem um hostel chamado Copacabana, fica no centro, uma quadra da praca central, so nao sei quanto e la. Mas se vc vier no fim de semana, concerteza o melhor lugar p ir e no Mariposario, eu nunca fui , mas varios amigos foram e realmente e lindo. Perfeito para passar o dia inteiro e vc ainda pode andar pelo centro a noite.

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Oi Fabi...

 

Quando você ainda estiver voando, uma meia hora antes de aterrisar em Santa Cruz você receberá uma folhinha, dos comissários de bordo, que você deverá preencher. Ah, leve caneta. Ehehe.

Ao chegar em Santa Cruz, os passageiros dos vôos internacionais são direcionados ao que seria a Polícia Federal Boliviana, é a turma que cuida da imigração.

A fila é meio grande e lá você vai entregar esta folhinha junto com o passaporte ou seu documento de identidade. Se for levar o Certificado Internacional de Vacinação, apresente ele também.

Aí o funcionário da imigração vai carimbar seu passaporte e te dar um pedaço dessa folhinha verde, que você deverá levar consigo enquanto estiver na Bolívia, e devolver na imigração ao sair do país.

Lembre-se que não tem que pagar nenhuma taxa, nem para entrar nem para sair da Bolívia. Alguns policiais espertinhos acabam cobrando uma grana dos extrangeiros.

 

Abraços,

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VOU CHEGAR EM PUERTO SUAREZ DE ONIBUS.. O TRAJETO PARA SANTA CRUZ É PELO TREM DA MORTE, CORRETO???

COMO FUNCIONA A QUESTAO DOS BILHETES PRO TREM?? DA PRA ME VIRAR NA HORA??

E QUANTO A HOSTER BARATO EM SCS???

 

CREIO QUE ESTAREI EM SANTA CRUZ NA VIRADA...ALGUMA SUGESTÃO DE NOITADA??

 

OBRIGADO PELA AJUDA , GALERA

ABRAÇOS

 

 

Oi Vinícius

Logo na fronteira, Puerto Suarez, Puerto Quijarro e Arroyo Concepción se confundem em uma cidadezinha só. Fique atento ao real ponto final do seu ônibus, pois quem vem da rodo de Corumbá acaba em Puerto Quijarro, e não em Pto Suarez. Mas ok, na verdade nao faz muita diferença, pq tanto em Pto Suarez como em Pto Quijarro há bilheterias da Ferroviaria Oriental. Assim que chegar, corra para a estação ferroviária da cidadezinha (quer seja Suarez ou Quijarro), sempre há taxis por perto que fazem isso, caso o seu onibus nao tenha parado perto.

 

A disponibilidade de passagens varia muio conforme a época, mas em geral acabam por volta das 9, 9h30 da manha (classes medianas Pullman e Super Pullman), para o trem Regional.

Nos trens que saem ao final do dia (Expresso Oriental), isso pode mudar, as passagens acabam mais tarde, umas duas horas depois de as primeiras terem se esgotado (apesar de eu já ter escutado casos de gente que conseguiu comprar beeem mais tarde, mas não vale arriscar). A classe Primeira acaba mais rápido, mas tb não é nada boa, se tiver opçao de nao ir nela, é melhor, pq a viagem ali é bastante desconfortavel (estrutura ruim para uma viagem de quase 24 horas), e vc nao vai querer iniciar sua viagem cheio de dores no corpo.

 

Antigamente era possível comprar passagens pela net, mas a ferramenta saiu do ar no site da ferroviaria Oriental, entao suponho que tal modo de compra deve estar suspenso.

 

Entre no site da empresa e confira os horarios e preços. http://www.ferroviariaoriental.com/

 

Dica: passe no posto de fronteira antes de ir comprar sua passagem, nao é incomum que exijam o visto/permissao de entrada antes de vender a passagem.

 

Eu nunca tive problemas em comprar no mesmo dia, mas nunca cheguei na ferroviaria depois de 9h15. Caso tenha acabado, há albergues em Quijarro e em Suarez, onde vc pode passar o dia caso tenha que esperar para comprar no dia seguinte.

 

 

O albergue conhecido de Sta Cruz é o Jodanga's Backpackers, é o mais badaladinho e mais usado por europeus, argentinos e chilenos na cidade. Mas nao fica na area central da cidade. Se vc realmente precisar de hospedagem, é melhor procurar uma pousada ou hotelzinho mais simples, o pessoal da Info Turisticas do terminal bimodal sempre tem as dicas da hora! Baratinho baratinho eu nao sei se vc vai achar, pq o nivel de vida de SC é o maior do pais, as diarias na cidade mais baratas giram em torno de 60-80bs. Eu recomendo que vc fique no jodangas, é a melhor acomodação em sta cruz para mochileiros, e foge um pouco do climão pesado que Santa Cruz tem. Ao menos dá pra curtir uma piscina! :P

 

O reveillon na cidade nao é dos melhores. A cidade é pouco turistica, as festas boas sao nas grandes boates (eu tava muito bebado, nao lembro nome de nenhuma) e sao bem caras, e as melhores mesmo sao em clubes fechados ou nos condominos do 5º anilho. Torça para o hostel fazer uma festa lega ou que tenha uma festa publica melhorzinha esse ano. Ou melhor, esteja em outro lugar na noite do dia 31.

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Tartaruga,

 

Outra coisa que esqueci de mencionar, para conseguir um bom assento no ônibus a sugestão é pela manhã dar uma passada no Terminal Bimodal e comprar logo a passagem, assim quando chegar o horário da viagem não corre o risco de ter somente as cadeiras do "fundão"

 

Uma boa empresa é a TransCopacabana MEM, mais cuidado, tem três empresas TransCopacabana, a melhor na minha opinião é a MEM e quanto ao ônibus a melhor opção é o bus de três fileiras. A passagem deve estar em torno de 150 bol.

 

Maria Emília

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Obrigada pelas dicas! Mas vou fazer o trecho Santa Cruz-La Paz de avião.

 

Tenho mais uma dúvida! Eu consigo pagar o táxi do aeroporto em dólar? Ou de madrugada tem alguma casa de câmbio aberta?

 

Só em bolivianos mesmo (em geral custa Bs 50)

No aeroporto tem caixa eletrônico e casa de câmbio

Troque só o necessário para chegar até o centro e depois troque mais lá, porque o câmbio no aeroporto de Santa Cruz é muito ruim!

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Bruno, nas redondezas do aeroporto não tem nada. Fica distante da cidade e não tem nenhum atrativo, nadica mesmo, nem hospedagem.

O melhor é realmente ir para o Centro da cidade e depois voltar para o Aeroporto. O taxi custa cerca de 50 bolivianos, pouco mais de 7 dólares.

Só uma observação, verifique se o seu vôo para Sucre realmente vai sair do Viru-Viru pois em Sta Cruz também tem outro aeroporto que tem vôos para Sucre, o El Trompillo.

 

Abraços,

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Olá, gente amiga!

Nas redondezas do Viru Viru não tem nada. Fica a uns 10Km da cidade. Se o cara tá com uma graninha sobrando (e pouco tempo), ao chegar no Viru Viru de madrugada, fica por ali. Troca uns dólares (só o suficiente) e espera até as 6:30 quando abrem os guichês de chek-in...Nem sempre as companhias aéreas têm troco em Bs para a quantidade de US$ que o cara dá...Rola de dar uma dormida nos bancos que há no andar superior, ou em umas cabines que os caras alugam por uma grana...Às 6:30, compra ida e volta (1240 Bs), e nem sai do aeroporto até as 7:45, quando o vôo da BOA parte para La Paz. Demora 1h até El Alto.

Mas se preferir ficar em Sta Cruz, pega um taxi até o Terminal Bimodal (na noite, sai de 50 a 70Bs, dependendo da pechincha com o taxista). Ali tem vários hotéis. Eu fiquei no Suécia, que é bom, quarto limpo e seguro. Paguei 100Bs a diária (uns R$ 25,00). Dizem que é bom comprar cedo as passagens para La Paz lá no Bimodal, porque quando chega o Trem da Morte, só sobram os piores lugares, se sobrarem. Além disso, a Sind. Transportes Copacabana e a Copacabana MEM são empresas mais sérias e seguras, de modo que são mais procuradas. Comprem o bus cama de 3 fileiras, que tem banheiro. No semi cama da Copacabana MEM, o banco reclina bastante, mas não tem banheiro, o que é um probelma se tu vais subir a cordilheira por 15 ou 17h. Saem por volta das 17h.

No más, Santa Cruz é uma gigantesca cidadede interior. Entrei na cidade na volta, pois o vôo da Gol só partia às 3:40. Quente, de um calor sufocante...Só uma cerveja nas imediações do Bimodal ou da Plaza 24 de Septiembre te deixam mais à vontade. Até a plaza, desde o Bimodal, sai uns 10Bs de taxi. Se quer sentir mais a cidade, vale a pena dar uma chegada na limpa Plaza 24 de Septiembre, no Casco Viejo da cidade. Ali, é sentar nos bancos, ver o movimento e pegar uma sombra. Nas ruas que chegam à plaza, têm cafeterias, bistrôs, casas de câmbio e lojas diversas, incluindo uma vielinha em que funciona um centro comercial de artesanato camba. Quanto a restaurantes, vi que existem diversas churrascarias. O único lugar onde comi por lá foi a Casa del Camba, que serve churrasco e comida típica camba. Da plaza até lá, saiu 15Bs de taxi, o mesmo preço que paguei do restaurante até o hotel.

Mas não recomendo ao pessoal perder tempo em Santa Cruz se estiverem com pouco tempo e a caminho dos Andes.

Abraço!

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Galera, me ajudem com umas dúvidas, pliz. Chego às 18h no Viru Viru, só com dolares. A casa de cambio dentro do aeroporto ainda estará aberta?

ônibus de linha em Sta Cruz funciona até a madrugada?

preciso de dicas de albergues, o que vocês indicam?

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Ana Krepp,

 

Pode ser que sim e pode ser que não, chegando nesse horário ainda conseguirá pegar os minibus urbanos até o centro onde poderá cambiar, outra opção é ir até o Terminal Bimodal, lá os cambistas ficam até tarde da noite devido ao movimento dos ônibus.

 

Quanto aos hosteis, em frente ao Bimodal tem vários e de variados preços, pergunte em todos, pois costuma variar bastante e depende do atendente e da cara do cliente. No centro tem o Hostel Jodanga, que fica próximo ao Parque Urbano é bem recomendado aqui no Fórum.

 

Maria Emilia

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Pessoal,

 

Vou a Santa Cruz dia 05 e chego as 17:45 horario local.. Devo conseguir chegar no Bimodal as 19:30. Nesse horario ainda tem bus para Sucre/Potosi/Uyuni?

Tem Bus para La Paz?

 

Sao de empresas confiaveis?

Valeu galera!

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    • Por Deisok
      Olá pessoal!
      Estou fechando um planejamento de viagem para Bolívia e Peru, iniciando no dia 30/04/2019, chegando na Bolívia por Santa Cruz de La Sierra e retornando para o Brasil a partir de Lima.
      Em dezembro/2018 cheguei a ver a passagem de ida, pela GOL, por R$ 975. Mas na expectativa de baixa dos valores, não comprei. Agora (janeiro/2019) estou pesquisando e a passagem está R$ 2.300.
      Será que até abril/2019 esse valor cai de novo pra R$ 975? rsrs Quem já viajou pra Santa Cruz de La Sierra, comprou por quanto e com qual antecedência?
      Obrigadaa!
    • Por Carfeina
      Olá pessoal, tudo certo? Vou fazer meu pimeiro mochilão em Março e começarei pela Bolivia. Estou com uma dúvida terrível sobre a segurança lá. Quero levar meus equipamentos para fazer algumas filmagens e tirar algumas fotos e queria saber se a Bolívia é um país seguro em relação a assaltos. 
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      Obrigado desde já!
    • Por joshilton
      Olá viajantes, preciso de ajuda para verificar se esse roteiro "funciona" realmente.
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      Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana.
      Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito.
      Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz
      Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? 
      Agradeço aos comentários
    • Por Heraclito Frederico
      12 dias de viagem pela Bolívia
      Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Vallegrande, La Higuera, Cochabamba, La Paz (El Alto), Copacabana, Isla del Sol, Isla de la Luna, Sucre.
       
      Eu e minha irmã fizemos uma viagem pela Bolívia. O período total, incluindo os trajetos dentro do Brasil de chegar na fronteira e voltar para casa, levou 15 dias. Na Bolívia mesmo foram 12 dias.
       
      Fizemos a viagem falando português. Claro que aprendemos um pouco de espanhol nesses 12 dias de Bolívia. Os comerciantes e mesmo na rua as pessoas compreendem e conseguimos nos comunicar. Não tivemos problemas de comunicação para locomover, comer ou em reclamar do serviço prestado. Fizemos isso em português e na medida que aprendemos um pouco do espanhol, passamos a fazer no “portunhol”.
       
      A viagem começou pegando voo para Campo Grande. Depois de descer do avião, saímos do aeroporto para a rodoviária de Campo Grande, pegamos ônibus coletivo. Foi bem tranquilo, as informações recebidas das pessoas na rua facilitaram se locomover na cidade.
       
      Na rodoviária de Campo Grande pegamos o último ônibus do dia 1º de junho de 2017 para Corumbá. O ônibus saiu às 23:59. Parece difícil de acreditar, mas eu e minha irmã passamos frio na rodoviária. Foi uma noite com temperatura diferente da que esperávamos. Tivemos que tirar as roupas da mochila e vestir. Muito frio, o vento ajudou a esfriar mais. Pouco antes das 23:59 entramos no ônibus e acordamos no outro dia cedo em Corumbá.
       
      Em Corumbá andamos a pé e de ônibus coletivo. Tem um ônibus que leva até a fronteira, acho que a passagem custa R$ 3,25. Em Corumbá conhecemos a chipa, um biscoito que parece pão de queijo, mas com formato diferente.
       
      Na fronteira a demora maior é passar pelo desembaraço do lado do Brasil, depois disso, no lado da Bolívia, é mais rápido.
      Minha irmã trocou parte de seus reais logo na primeira banquinha de câmbio de Puerto Quijarro, logo que entrou na Bolívia. Eu pensei em trocar depois, sonhei com uma cotação melhor, porém não deu certo. Ela conseguiu trocar cada real por 2,08 bolivianos. Este câmbio foi o melhor durante toda a viagem. Na maioria dos lugares trocam 1 real por 2 bolivianos.
       
      O câmbio ajuda bastante, converter os reais em bolivianos. O custo das coisas na Bolívia, em comparação com os preços praticados no Brasil, sai em conta. A exceção fica por conta de alguns locais turísticos com preços em dollar.
       
      Em Puerto Quijarro andamos a pé e de táxi. Na Bolívia é bem tranquilo andar de táxi, os preços, se comparados com os do Brasil, são mais em conta, tenha atenção somente em combinar o preço antes da viagem. Outra coisa, os carros são mais velhos.
       
      De Puerto Quijarro para Santa Cruz de La Sierra fomos de trem, no Ferrobus. O preço da passagem de trem (Ferrobus) é a mais cara para sair de Quijarro e chegar a Santa Cruz, são 235 bolivianos. As outras opções, trem da morte ou ônibus, custam em média 70 bolivianos.
       
      Conversamos com um taxista de Quijarro, ele disse que há universidade na cidade com curso de medicina, que sua mulher faz o curso. Há também na cidade shopping China, mas não chamou nossa atenção, os preços estão em dólar.
       
      No final da tarde fomos para o terminal pegar o trem (Ferrobus). A maioria dos passageiros no dia que viajamos não eram bolivianos. A poltrona do trem é boa, dá para dormir, lá pelas 20:00 oferecem a janta – é vendida a parte - o prato é arroz e pollo com papas (frango com batata frita). Na manhã seguinte chegamos em Santa Cruz.
       
      Em Santa Cruz conhecemos a “Plaza 14 de Septiembre”. Há alguns cafés próximos, um museu com algumas exposições, tinha o kiosko e yarituses (artes bolivianas), há também uma casa de cultura próximo da praça com exposição de quadros e apresentação musical. Andamos na cidade para conhecer os mercados, feiras e biblioteca. Vimos uma rua que é movimentada à noite, há várias portinhas com “mariachi – músicos com estilo mexicano”.
       
      Na Bolívia o principal prato dos restaurantes visitados foi “pollo com papas” (frango com batata frita). É muito comum, se quiser ser rápido para receber o almoço ou janta, peça um.
       
      Depois de Santa Cruz fomos conhecer Vallegrande. Pegamos van em Santa Cruz, na praça Oruro. Desta praça saem vários para Vallegrande. O motorista da van corria, fazia ultrapassagem de forma um pouco perigosa, mas chegamos. Para chegar a Vallegrande passamos por Samaipata, disseram que há algumas ruínas, registros históricos, parece ser interessante conhecer Samaipata.
       
      Na praça principal de Vallegrande (Plaza 26 de Enero) tem internet com acesso livre, pode aproveitar para mandar mensagem. Nos lados da praça ficam uma igreja, a prefeitura, o centro cultural da cidade e um café interessante para beber chá de coca. Ficamos numa pousada bem legal em frente a praça. À noite fez muito frio, mas frio mesmo, e o chuveiro só caia água fria, minha irmã acabou deixando a torneira aberta esperando para a água esquentar, mas nada de “água caliente”.
       
      A casa da cultura é o ponto para quem quer pegar um mapa da cidade e orientações sobre a Rota de Che Guevara. Se quiser comer algo, o mercado da cidade é a indicação, tem Api e outros sucos, tem algumas opções de bebidas alcóolicas (não lembro os nomes, só sei que comprei e bebi com minha irmã uma garrafinha).
       
      A Rota de Che é feita uma parte na cidade, visitando o hospital, o antigo campo de pouso de aviões e onde estão os restos mortais dos demais guerrilheiros. A outra parte é conhecer La Higuera e a Quebrada del Churro (acredito que se escreva assim).
      Para ver a parte da cidade preferimos ir com guia para ouvir as histórias, foi cobrado 45 bolivianos por pessoa. Isso é acertado na casa da cultura, ao lado da prefeitura. O guia vai mostrar caminhando ou no táxi, se for no táxi ele cobra mais 30 bolivianos. Conhecemos a lavanderia do hospital, local que aparece nas fotos com Che Guevara já morto. O guia disse que depois de morto, já na lavanderia, os militares abriram para a população ver o corpo, aos fotógrafos e jornalistas. Há também o campo de pouso dos aviões para visitar, este local foi desativado para os aviões e hoje está um museu de recordações de Che. Foi muito interessante visitar, viver isso, passar por este local e sentir que ainda há chama acesa daquele pensamento de Che vivo. O local de enterro de Che Guevara, pelo relato do guia, foi descoberto 30 anos depois de sua morte, que ocorreu 1967. A descoberta se deu porque um militar que participou da operação de captura e morte falou que Che estava enterrado no campo de pouso, que não tinha sido levada para outro lugar.
       
      Vallegrande e La Higuera são locais de resistência e luta, pois em conversa com o guia, mesmo depois desses acontecimentos, de sua representação simbólica em monumentos de recordação na cidade, a região é muito de direita, mesmo com a eleição vencida por Evo Morales, e continua a prefeitura tendo alcalde (prefeito) de orientação de direita. Por outro lado, essa parte do turismo é aproveitada, porque vem comemorando a data da morte de Che e neste ano de 2017 vão promover o evento de 50 anos sem Che.
      O outro local a visitar são os túmulos com os restos mortais de outros combatentes da guerrilha. O local fica atrás de uma área do rotary club da cidade. A guerrilha teve participação de mulher, teve a guerrilheira argentina Tania.
       
      Para conhecer La Higuera acertamos com o taxista 250 bolivianos pela viagem. Ele nos levou e trouxe. No meio do caminho ele vai mostrando os locais que Che passou. Nós não fizemos a trilha da “quebrada del Churro”, por onde o grupo de Che passou. Acho que perdi nesse ponto, vale a pena fazer a trilha, todos que fizeram gostaram. Em La Higuera tem a escola que Che ficou preso com os demais companheiros e, por informação do guia, onde foi morto pelos militares. Essa escola não funciona hoje mais para o ensino, é hoje local para recordações e visitas. Foi erguida uma a nova escola.
       
      Ergueu-se também um monumento de Che bem na frente da pracinha de La Higuera e outro ao lado da escola nova, onde há o monumento da cabeça de Che. Dentro da escola nova há fotos de eventos com familiares de Che e de Fidel.
       
      Já na escola em que Che ficou preso há várias mensagens nas paredes, bandeiras, quadros contando parte da história e um que chamou a atenção, o de que Che e seus companheiros eram procurados e havia recompensa.
       
      Pelo relato do guia, Che veio para a Bolívia por causa do país estar numa posição geográfica central na América do Sul, já havia base do partido comunista, seria campo para fazer escolas de guerrilha. Porém, o serviço americano de espionagem teve informações da presença de Che na Bolívia e daí os guerrilheiros enfrentaram uma propaganda contrária forte com recompensa por informações e captura. O guia disse que os guerrilheiros se separaram em dois grupos, um com Che e outro com Joaquim. Por estas condições adversas, Che já não poderia aparecer, a propaganda também inflava o povo contra a guerrilha, pois dizia que vinham para tomar as terras, uma propaganda que ganhou forças visto o relato do guia de ter havido reforma agrária na Bolívia anos antes da chegada de Che.
       
      Outro fato dito pelo guia era que os exercícios de reconhecimento dos terrenos, nesta altura do tempo, eram feitos à noite, de madrugada. E numa dessas madrugadas, um camponês avistou o grupo de Che passar por suas terras e logo avisou o exército boliviano, que cercou o terreno e de emboscada renderam o grupo. Che levou um tiro na perna e foi ajudado a ir à escola de La Higuera por dois companheiros. A escola de La Higuera serviu de prisão até sua morte e dos companheiros. Há também o relato de que a captura do Che foi comunicada por telégrafo com a mensagem de “De buen dia a papa” (acredito que se escreva assim). Che recebeu a identificação de “papa” na comunicação dos militares.
       
      Voltamos para Vallegrande no meio da tarde. Na rodoviária da cidade tentamos comprar as passagens para Cochabamba, porém estavam os ônibus lotados. Daí nos deram ideia de pegar uma van até Mataral, cidade em beira de estrada, pois poderíamos pegar um ônibus para Cochabamba. Porém, não foi possível. Em Mataral, deram-nos outra ideia, ir para Comarapa, e de lá sim conseguiríamos ir a Cochabamba.
      Em Comarapa conseguimos as passagens para Cochabamba.
       
      As distâncias na Bolívia, a depender da região, são relativamente pequenas, mas leva-se muito tempo de viagem. Há muitas estradas sem asfalto (ou com trechos asfaltados), passa-se por encostas de morro (ou da cordilheira), do lado da estrada é um precipício, por pequenos córregos. Nesta viagem a Cochabamba sentimos o ônibus passar por estrada de chão, poças de água ou pequenos córregos, brincamos até que, se o ônibus pifasse ou ficasse preso num buraco, todos desceriam para empurrar, os gringos, as chulas, todos ajudariam.
       
      Chegamos em Cochabamba de madrugada, por volta das 4:00, muito frio, esta noite eu não consegui dormir, sentei do lado dum boliviano das ancas largas, ele não se comportava no assento dele.
       
      Procuramos um alojamento para terminar a noite. Encontramos um bem esculhambado e ficamos nele, não havia opção naquele horário, nem poderíamos correr o risco de ficar andando de madrugada.
       
      Em Cochabamba conhecemos um museu arqueológico de uma universidade local (San Simon), subimos até o Cristo de la Concordia por teleférico, visitamos mercados e feiras. Andar em Cochabamba é tranquilo, pelo menos no centro, há indicação dos nomes das ruas nas esquinas. Experimentamos a pamonha deles (huminta).
       
      No dia seguinte fomos para La Paz, chegamos à noite. Ficamos num hotel (diária de 160 bolivianos para duas pessoas, duas camas) na zona turística, próximo do mercado das bruxas e do museu da coca. Nesta noite, depois de deixar as coisas no hotel e seguindo as orientações do taxista, formo a um pub inglês próximo do hotel (The English Pub). Olha, eu como visitante da Bolívia, preferia ir num bar boliviano, confesso que não gostei do pub inglês.
       
      No outro dia fomos andar no mercado das bruxas e no mercado Camacho. Conhecemos o El Alto, lá convertemos mais reais em bolivianos, cada 1 real por 2,06 bolivianos. Andamos de teleférico para o El Alto. Lá no final da linha vermelha do teleférico tem uma feira, muita coisa é vendida lá. Peças usadas de carro velho, roupa, comida, equipamentos de celulares e o que costumamos a ver por aqui nas feiras de produtos chineses. No El Alto há terminal e uma rodoviária informal onde há saídas de ônibus para todo lugar.
       
      Em La Paz visitamos a Plaza Murillo, onde fica a sede do parlamento boliviano. Nós entramos na Assembleia dos Deputados no grupo visita das criancinhas das escolas. Foi divertido visitar o parlamento boliviano no meio dos chicos e chicas. Em La Paz comemos carne de Ilama. Não é servido a carne de llama em qualquer restaurante, onde nós encontramos foi em dois restaurantes próximos do mercado das bruxas. O preço é dado em dólar. O prato foi 95 bolivianos e veio com batata frita e poderia se servir do buffet com as demais opções.
       
      De La Paz fomos para Copacabana. Adoramos o lugar, ficamos pouco tempo. Em Copacabana ficamos numa pousada que da janela do quarto dava para ver o lago Titicaca. Comemos trucha com arroz e batata frita, assim que chegamos num conjunto de barraquinhas próximo ao lago. O peixe é muito bom. Andamos ali pela frente do trapiche, onde os barcos param, no final da tarde. Muito frio. Depois andamos pelas ruas do centro de Copacabana, é pequena a cidade. À noite comemos nas barraquinhas de comida da feira na rua. Minha irmã comeu carne de Alpaca, acredito que seja parente da Ilama.
       
      No outro dia visitamos as Islas de la Luna e del Sol. Tiramos fotos lindas. O local é lindo. Fizemos uma trilha na Isla del Sol. Cansamos bastante e com falta de ar, destaque para a altitude de algo em torno de 4 km acima do nível do mar.
       
      Quando termina a trilha tem a fonte da juventude, os turistas são quem param pra molhar as mãos, o rosto, alguns bebem a água. Depois, já na margem, tem uns bares. Comi trucha novamente e minha irmã pediu sopa, mas não gostou, ficou reclamando da sopa, pois tinha cabelo e reclamou ao dono do bar. Neste momento percebi que reclamar em português é compreensível ao boliviano, não precisa gastar o portunhol. O dono do bar entendeu perfeitamente a reclamação em português e minha irmã entendeu o espanhol dele.
       
      Depois de Copacabana, voltamos para La Paz. Estava acontecendo a festa do Gran Poder. No hotel, em La Paz, vimos um pouco do Gran Poder pela janela, as ruas cheias, muitos bêbados, assim como carnaval no Brasil. Chamei minha irmã para conhecer a festa, mas ela não se animou, também estava no final, logo depois acabou a música.
       
      A coisa chata que aconteceu comigo foi comprar um cartão de memória pro meu telefone numa dessas barraquinhas de coisas da china. Meu telefone estava cheio de fotos e vídeos, sem espaço para mais nada. O que aconteceu, no dia em que estava em Sucre, percebi que o telefone não reconhecia o cartão de memória, enfim, perdi minhas fotos e vídeos que tinha transferido para o cartão de memória. Essa parte foi a mais chata, perdi muitas fotografias e vídeos, com destaque para as paisagens de Copacabana, do lago Titicaca e das ilhas.
       
      Na programação que a irmã fez ainda faltava visitar Sucre e Potosi, mas o tempo era curto. Resolvemos comprar passagens de avião para ir de Sucre a Santa Cruz, com objetivo de conhecer pelo menos Sucre. Então, deixamos de conhecer Potosi.
      De La Paz fomos de ônibus para Sucre. Chegamos em Sucre bem cedo, procuramos por pousada, mas as opções boas eram muito caras e as outras eram de quartos compartilhados. Uma que tinha propaganda e indicações boas para ficar, não abriu as portas quando batemos. Ficamos num alojamento próximo da plaza 25 de Mayo, o banheiro era compartilhado, não havia fechadura na porta pelo lado de dentro. Encostamos a mesinha na porta, isso serviria apenas de sinal para acordar se alguém abrisse a porta à noite ou durante o dia.
       
      Em Sucre conhecemos o mercado central, o mercado negro, o parque Bolivar, a Ricoleta (aqui fica o museu indígena e barraquinhas de artesanato e roupas bolivianas). Indicamos conhecer o museu do Sombrero, há opções boas de chapéu, os preços são razoáveis. Eu e minha irmã compramos, cada um, um sombrero que custou na faixa de 110 bolivianos. Do lado do museu do sombrero fica a fábrica. Outro lugar para visitar é o cemitério, minha irmã que fez questão de conhecer.
       
      Em Sucre há bons cafés próximos da Plaza 25 de Mayo, há também o chocolate de Sucre, comemos um chocolate recheado de coca, bem gostoso.
       
      De Sucre voltamos para Santa Cruz de La Sierra por avião. O aeroporto fica distante da cidade de Sucre, pagamos ao taxista pela corrida 60 bolivianos.
       
      No retorno à Santa Cruz não visitamos nada de desconhecido, fomos na plaza 14 de Septiembre e ficamos por ali. Compramos mais alguns artesanatos ali próximo da praça, tivemos que converter mais reais em bolivianos. Minha irmã conseguiu converter cada real por 2,06 bolivianos, já quando fui converter os meus reais me deram 2,05 bolivianos por cada real, disseram que havia abaixado o preço naquela tarde.
       
      Fomos de Santa Cruz para Puerto Quijarro de ônibus (70 bolivianos cada passagem). Daí pra frente foi passar pela fronteira e chegar em casa. A única coisa que tem para contar de mais interessante é que em Campo Grande, enquanto esperamos o avião, fomos conhecer o parque da cidade (Parque das Nações Indígenas), do lado há o Museu de Cultura com nome da Universidade local, Dom Bosco (este museu estava fechado) e o Shopping Campo Grande. De mais, pegamos o voo em Campo Grande, eu voltei para Brasília e minha irmã para Palmas.
    • Por elaine.sena
      Olá!
      Resolvi fazer o relato da minha viagem que foi beem tranquila, não passei nenhum perrengue e me surpreendi com a Bolívia!
      Fui pra Bolívia pela Gol, pra Santa Cruz em um vôo bem rápido. Não tinha milhas, então minhas passagens não ficaram tão baratas. Os valores colocarei abaixo.
      Cheguei em Santa Cruz as 13:00 e ja comprei minhas passagens de avião de Sucre para Santa Cruz pela Amaszonas, mas NÃO recomendo essa companhia, mais na frente eu conto o porquê !
      Peguei um transporte coletivo para o centro, já tinha lido que o táxi cobraria um valor maior ja que o aeroporto fica distante da cidade.
      No ônibus pedi socorro para um rapazinho que me informou onde descer e pegar um táxi para o terminal bimodal, onde eu pegaria um ônibus no mesmo dia para La Paz.
      Assim eu cheguei no tal terminal e já comprei nossas passagens pra La Paz. O terminal é bem movimentado, mas nada que fosse diferente das rodoviárias daqui. Nesse terminal foi onde encontrei o melhor câmbio durante a minha viagem: R$ 1,00 - Bs 1,88.
      Depois encontrei um brasileiro q mora em Santa Cruz e ele disse que em câmbios no centro dá pra encontrar R$ 1,00 - Bs 2,00, mas não tive a sorte de de encontrar!
      Valores para 2 pessoas
      Passagens são Paulo - santa cruz: R$2.200,00
      Passagens Santa Cruz - La Paz:
      Bs 260,00
      Passagens Sucre - Santa Cruz:
      Bs 800,00
      Táxi para terminal
      Bs 15,00
       
      Dica
      SEMPRE peça desconto em tudo, eles aceitam tão facilmente que achei q devia ter pedido um desconto maior!


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