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Bora viajar?

Estrada real - Caminho Velho de Paraty a Ouro Preto - 4x4

Postado

Estrada Real – Caminho Velho / Paraty a Ouro Preto – 4x4

 

Há algum tempo que eu planejava percorrer a estrada real, e depois de conseguir informações suficientes, grande parte no próprio site da estrada real http://www.estradareal.tur.br o que faltava definir era qual caminho e como percorrê-lo. Devido ao pouco tempo, decidi que o primeiro caminho seria o caminho velho e seria de 4x4, assim, teria uma base de como é o percurso e suas dificuldades.

 

Desde o inicio que planejei a estrada real, queria fazer a pé, o que somente o caminho velho leva em torno de 48 dias caminhando. Infelizmente, não disponho desse tempo e agora que finalizei o percurso de 4x4, vi que embora caminhar leve suas vantagens, sobretudo visualizar e sentir a estrada real mais intensamente, a cada passo e cada gota de suor perdida no calor das Serras, quando o caminho nos leva as rodovias o perigo é eminente. Muitos trechos não há acostamento, e ficava ao todo tempo imaginando eu mesma passando por esses trechos. Bicicleta também não me arriscaria. Bom, acho que escolhi o melhor trajeto e meio de me locomover, ao menos, para as MINHAS necessidades.

 

De São Paulo a Paraty

Fiz o caminho ao contrário, subindo ao invés de começar por Ouro Preto. Achei que fazia mais sentido, e a volta eu poderia passar em alguns trechos ou fazer outro caminho.

Deixei São Paulo no começo da tarde, e só nesse trecho já é uma aventura... A serra Taubaté – Ubatuba estava lindíssima, muitas árvores com flores roxas, alegrando todo o caminho, lindo de ver. O que não foi lindo de ver foram todos os acidentes que vi na viagem, só de SP a Paraty foram três carretas tombadas, e todas em curvas. ::putz::

Cheguei em Paraty à noite, e fui logo rever a cidade que já não visitava há dois anos. Caminhei pelas ruas de pedras de Paraty, o centro histórico é um deslumbre a parte... Muitos tropeções depois (andar naquelas ruas de pedras é complicadinho viu rs) Cervejas, papo furado e música ao vivo, voltei ao carro para um cochilo rápido, pois as 7:00hs eu precisava retirar meu passaporte da Estrada Real no Centro de informações ao turista, ali no centrinho mesmo, em frente à Pousada do Sandi. Esse passaporte pode ser retirado em Paraty, Ouro preto e Diamantina, assim como o certificado do final do trajeto percorrido.

As 7:20hs estava em frente ao Centro de informações, e foi aí que soube que só abriria as 9:00hs. Tudo bem, tomei um ótimo Café e caminhei mais um pouco sem pressa no cais e centro histórico de Paraty.

 

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A atendente foi super atenciosa, me entregou o passaporte e ficou receosa sobre eu subir a serra de Paraty a Cunha. Isso por que ano passado as vésperas de Natal, houveram vários incidentes na serra de assaltos e até mesmo morte. E por eu estar sozinha, a recomendação era que eu voltasse por Taubaté e seguisse para Cunha. Bom, o caminho era esse e eu lembrava desse caminho, e sabia que era muito lindo de se ver, queria novamente percorrê-lo e segui em frente, não antes de visitar alguns pontos interessantes de Paraty.

 

Segui para a Cachoeira da Pedra branca, e passei um bom tempo por lá aproveitando que não havia mais ninguém, e proseando com o senhor que toma conta do local, que também recomendou que eu não fosse pela serra, devido estar só. A cachoeira na parte de cima estava maravilhosa, a água estava em uma temperatura muito boa e aproveitei bastante. No caminho, ainda passei pela Cachoeira do Escorrega, onde várias pessoas estavam aproveitando o local, e subi mais um pouco para o poço do Tarzan, que fica subindo a cachoeira do escorrega, e tem uma pedra alta onde os mais corajosos pulam de lá, gritando... Daí, o nome do lugar. Ali sim, curti mais um pouco a água para refrescar pois o calor estava muito forte e ainda era cedo.

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Enfim, a Serra de Paraty Cunha. Trecho pavimentado 36km – Estrada de terra 20km.

Foi muito tranqüilo e até alguns carros baixos estavam descendo. A não ser um Honda Fit que decidiu voltar no meio do caminho rs. No KM 38 a vista de Paraty é de tirar o fôlego, parei rapidinho e tirei algumas fotos mas, não fiquei muito com receio de ficar muito tempo por ali sozinha.

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Em Cunha, carimbei o passaporte no centro de informações e bati papo com os funcionários de lá, todos ávidos em saber sobre o caminho e ouvi com suspiros “ah seu eu pudesse”... Bom, tudo é possível, basta querer não é mesmo? :lol: O centro de Cunha achei uma correria, já conhecia a cidade, mas somente as cachoeiras do Desterro e Pimenta, o centro mesmo não conhecia ainda e parti dali logo quando pude rs. Para meu próximo destino escolhi Passa Quatro, que já tinha apenas passado por lá para iniciar e finalizar a travessia da Serra Fina, mas não tive tempo de conhecer a cidade, o que resolvi nessa minha estadia.

 

Centro de Informações (Centro)

Telefone: (24) 3371-1222

Endereço: Rua Dr. Samuel Costa, 29 – Centro Histórico.

Horário de funcionamento: 09h00min às 20h00min – Todos os dias

 

Passa Quatro

Cheguei em Passa Quatro no final da tarde, a cidade é muito aconchegante e o visual das montanhas ao redor é de sentir saudades da Travessia da Serra Fina. O centro de informações ao visitante já estava fechado, porém, a Pousada São Rafael carimba o passaporte e te dá todas as informações do que fazer na cidade e também um preço camarada para hospedagem. Não me hospedei nessa pousada, e sim, no hostel Harpia onde fui muito bem recebida pela Dona Doca. É um casarão enorme, que era uma fazenda antigamente na própria cidade. O lugar é bem limpo, chuveiro quente, cozinha, wi fi, e a vista para a montanha é revigorante.

 

Foi muito bom bater papo com a Doca, que além de me deixar a chave do lugar, pois só voltava no dia seguinte para fazer o Café da manhã para mim, e como eu era a única hospede, o casarão foi todo meu hehe. Não bastasse a simpatia dela, ainda buscou limões do pé para eu fazer uma limonada a noite antes de ir dormir, e após voltar da cidade. Detalhe: A cidade de Passa Quatro dorme as 20:00hs kkkkk... Andei pela cidade e tudo já estava fechado, salvo a Choperia Napoleão, não podia finalizar a noite sem uma cervejinha. Ainda hoje, trago belas lembranças dessa cidade viu ::mmm::oops:

Voltei ao casarão flutuando rs, dormi um pouco e as 7:30hs o café estava pronto pela Dona Doca. Sai do quarto bem recebida pelos gatinhos do quintal que corriam para lá e para cá rs. Reorganizei a mala do carro, me despedi da Doca e fui até a estação de Passa Quatro, e comprei o bilhete para passear no trem conduzido por uma Maria Fumaça marca Baldwin de 1929.

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O roteiro começa na histórica estação de Passa Quatro, com uma parada para compras na Estação do Manacá, seguindo até à Estação Cel. Fulgêncio, na boca do túnel de mesmo nome, na divisa de MG/SP onde a memorável batalha entre os dois estados foi travada com presença de JK. Um percurso histórico de 12km inaugurado por D. Pedro II, no século XIX. O cenário é deslumbrante: uma floresta de Mata Atlântica e muitas montanhas, vales e riachos. Viagem embalada por um violeiro muito animado.

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O passeio dura cerca de 2 horas e possui duas saídas: Sábados as 10:00hs e 14:30hs, Domingo somente as 10:00hs.

 

Por volta de 12:30hs estava de volta a Passa Quatro e segui viagem para Itanhandu.

 

 

Pousada São Rafael - A diária estava R$ 130,00

Telefone: (35) 3371-2211

Endereço: Rua Ângelo D'Alessandro, 95 - Centro

Horário de funcionamento: 08h00min às 23h00min – Todos os dias

 

Hostel Harpia - Pernoite R$ 60,00

Rua Ângelo D’Alessandro, 137 – Centro de Passa Quatro – MG

(35) 3371-2616

(35) 9149-0080

 

Chopperia Napoleão

Rua Tenente Viotti, Centro

 

Trem da Serra (Maria Fumaça) - Valor passeio R$ 45,00

- Maiores informações, reservas e viagens especiais:

- Tel: (35) 3371 2167

Featured Replies

Postado
  • Membros

Oi,

haha, é Guilherme.

Pretendo fazer o caminho velho , não pesquisei quase nada pois não sei quando poderei ir, talvez no próximo ano.

Pesquisei o caminho de Sabarabuçu e parece ser bem tranquilo e muito bonito

Postado

Muriel, vai lá que não vai se arrepender... Dependendo do horário, tenta visitar as vilas que passei direto devido a ser muito tarde não visitei mas, deve valer a pena.

 

Se for fazer Sabarabuçu me fala que essa já tenho todas as infos aqui e vou a qualquer momento kkkk

 

Se joga, flor!!

Postado

Guilherme/Gustavo rs

 

Você consegue tudo que precisa no site do Instituto da Estrada Real, se bem que em qualquer vila/cidade dessas vocês será muito bem recebido e Cafézinho e prosa é fácil de conseguir, dicas então, não faltam... Você só precisa da data da ida, o resto a viagem em si faz para você ::otemo::

 

Sabarabuçu logo logo estarei percorrendo, só não sei se o joelho vai aguentar a pedalada kkkkk :?:

  • 2 meses depois...
  • 2 semanas depois...
  • 3 anos depois...
Postado
  • Membros
Em 06/03/2015 em 22:55, Visitante disse:

Entre Rios de Minas

 

Cidade grande, logo que você chega a cidade vê uma grande placa indicando duas cachoeiras. E foi seguindo essas placas que eu fui diretamente a Cachoeira do Gordo. O caminho é estrada de terra bem batida, fácil de achar e de percorrê-la. Só saiba que é longe e conforme a foto, a cachoeira é mais um riacho com um grande lago para nadar. Serão mais ou menos 15km até a cachoeira.

Local limpo e gostoso de passar o dia, não tem sombra. Havia um senhor pescando por lá, só não sei dizer o que, o tempo que fiquei por lá, pois aproveitei para fazer uma comidinha, não o vi pescar nadinha. ::hãã2::

 

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Congonhas

 

Cheguei a tardinha e logo na entrada da cidade tem um centro de informações. Peguei o mapinha e fui conhecer um pouco da cidade e também jantar.

A primeira parada foi a Basílica do senhor Bom Jesus de Matosinhos. Patrimônio Mundial declarado pela Unesco em 1985, é um dos maiores tesouros da arte barroca, construído entre 1757 e 1790. As seis Capelas dos Passos (1819/1875), na área externa do santuário, foram restauradas por completo e passaram a exibir as cenas da Paixão de Cristo de acordo com o projeto original de Aleijadinho. O clima na cidade é agradável, embora a cidade seja grande, dá para sentir que essa foi uma das cidades que senti mais devoção entre os moradores.

Na lateral da Igreja existem ladeiras de chão de pedras que vale uma caminhada, mas prepare os joelhos que as subidas são íngremes.

 

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Para chegar a Ouro Preto, é necessário voltar a Rodovia e seguir sentido Belo Horizonte / Ouro Branco.

O Trecho da Serra de Ouro Branco foi um dos percursos mais lindos, embora eu tenha me perdido quando passei a placa de Ouro Branco, achei que a entrada era mais para frente e fui parar na Usina rsrs... Então, quando ver a placa Ouro Branco, é ali que deve entrar e depois seguir beirando a Serra e aproveitar a vista.

 

 

Ouro Preto

 

Na cidade de Ouro Preto o jeito é caminhar mesmo, é proibido estacionar em grande parte da cidade, em especial, na Praça Tiradentes por ser Centro Histórico... Mas os carros trafegam livremente, só não podem parar (vai entender).

Mas confesso que parei um tempinho com o pisca alerta no centro de informações para retirar o certificado e saber onde dormir aquela noite. O atendente arranjou uma Pousada muito boa, que super recomendo. É a Pousada São Francisco de Paula do camarada Vinicius. Fácil de achar e muito agradável de ficar, com muito verde, pássaros e clima bem descontraído, sem contar que ele fez um preço camarada e fiquei na parte debaixo da pousada, que ficou só para mim.

Saiba que Ouro Preto em dia comum, vai dormir cedo e quando sai as 21:00hs para curtir a cidade a noite, tudo já estava fechado kkkkkkkkkk.... Quem conhece a cidade no Carnaval, com certeza vai estranhar em um dia comum. Mas não podia faltar uma boa Cerveja nessa linda cidade, não é mesmo?... E ainda achei de Trigo, que adoro!!

 

Pousada São Francisco de Paula – R$ 50,00

Rua Pe. José Marcos Pena, 201 – Centro – Ouro Preto

 

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E esse foi o final da viagem, e no final do dia parti rumo a São Paulo novamente, parando em alguns pontos para comer, refrescar e esticar as pernas. ::otemo::

 

Dicas:

- Congonhas foi a cidade que encontrei a gasolina mais em conta, em postos BR.

- Todas as cidades possuem histórias maravilhosas e o caminho da Estrada Real é exatamente saber o que aconteceu nessas cidades e ter uma idéia de sua importância. Eu tinha uma planilha com as informações de cada cidade no celular, e antes de chegar em cada uma, eu lia sobre e adentrava a cidade sabendo um pouco sobre sua história. Não mencionei aqui para não ficar maçante mas, os nomes das cidades estão aí, no site do Instituto da Estrada Real você vai encontrar informações detalhadas, recomendo!

- Não deixe de pedir informações a moradores, algumas dúvidas e lugares interessantes eles são a melhor fonte de informação.

- Lembre-se que alguns lugares no mapa são vilas pequenas e outras apenas Fazendas, dependendo o horário vai precisar passar direto ou parar uma cidade antes.

- O maior trecho foi realmente SP a Paraty, o restante é perto com distâncias percorridas sem dificuldades.

- Tentei dividir o percurso entre estrada de terra e rodovias, pois somente uma opção acaba sendo cansativo. Nas estradas de terra, existem diversos Totems que facilitam muito a vida de quem está percorrendo o caminho.

- Meu KM total do percurso foram exatos 1790km.

 

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Poxa que massa seu roteiro, vou agora em novembro, caminho velho, sai de BH sentido Ouro Preto, passando por Nova Lima, Itabirito e outros, percebi que vc não fez reservas de hospedagem, isso é meio imprevisível né...se quiser mando a planilha da minha..mas tem algumas coisas a serem definidas..show sua viagem..bj

  • 1 mês depois...

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