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PedroVentura

Paraguai - 7 dias - Julho de 2014

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Sempre utilizei os relatos deste site para organizar minhas andanças por ai...porém, confesso, nunca tinha feito um relato das minhas experiências. No ano passado (sim, demorei 1 ano para postar esse relato...rs), quando pensei no Paraguai como destino para minhas férias, logo fui procurar no mochileiros.com, dicas, informações e tal...mas vi são poucas e essa escassez de infos se repete por todo o google. Com essa falta de informações em português, me deu vontade de escrever o que vi nos 7 dias que passei no Paraguai.

1º Dia – ASU - Encarnação

Saí de Confins (BH) bem cedo, fiz uma rápida conexão em SP e ás 15hs já estava desembarcando no Aeroporto Silvio Pettirossi. Ao desembarcar passei pela imigração (rápida e tranquila) e ansioso como sou, caí na bobeira de trocar meus reais por guaranis logo na casa de câmbio dentro da sala de desembarque pois não sabia se teria outra no aeroporto. DICA: Não faça conversão na área do desembarque, há outras duas casas no aeroporto com cotações BEM melhores.

No saguão do aeroporto (próximo a saída), há um quiosque para taxi, contratei o serviço por 110.000 guaranis (+/- 60 reais) para que me levasse até a rodoviária de Assunção (20min do aeroporto). O taxista foi muito solicito em retirar minhas dúvidas e contar algumas coisas sobre o Paraguai. Quando cheguei a rodoviária, fui ao guichê de 3 empresas (NSA, Rysa e La encarnacera) que levam de Assunção a Encarnação, todas as três parecem ter bons ônibus. Escolhi a La encarnacera, pois o horário mais próximo era o dela, paguei G$ 80.000 (40 reais) pela passagem. Vi pessoas falando que de Assunção a Encarnacão eram 5hs de viagem, mas pelo visto tive azar, minha viagem durou inacreditáveis 7hs de viagem (das 17hs as 0hs). O ônibus parou para todos que davam sinal, e nas primeiras 2hs de viagem andava no máximo a 40km/h; minha sorte que o ônibus era semi-leito e com DVD, extremamente confortável.

Logo na saída do ônibus, em Encarnação, á 0h, haviam vários taxistas oferecendo para levar os passageiros; peguei um taxi e fui para o hotel, o taxista cobrou G$20.000 (10 reias). Ao chegar no hotel (Luxsur), levei um susto, o hotel era extremamente luxuoso levando em consideração, o preço que paguei, depois descobri que como era inverno o hotel estava fazendo uma promoção, pois Encarnação é uma cidade bem movimentada durante o verão. Fiz meu check-in e fui dormir.

2º Dia – Encarnação (Playa San Jose e Missões Jesuítas)

Acordei cedo, tomei o café da manhã, peguei umas informações no lobby do hotel e fui em direção a Playa San Jose. Embora o Paraguai não tenha mar, parece que há poucos anos, alguém resolveu colocar uma costaneira, calçadão e areia nas margens do Rio Paraguai. O resultado ficou bom, a Playa San José, é uma grande avenida com quiosques e restaurantes com uma bela vista para o rio Paraguai e para a cidade do outro lado da ponte (se não me engano, Posadas-Argentina). Depoiis do passeio, fui até um supermercado (SuperSeis) na avenida Irazabal, para almoçar. Lá dentro tem um BurguerKing com preços bem com conta, em relação ao Brasil. Ao lado deste supermercado há uma casa de cambio e na mesma avenida, logo após um hotel, há outra casa de cambio, troquei minha grana na primeira.

Proximo a esta casa de cambio, há dois pontos de taxi, dei uma pesquisada, e consequei um que me levasse as ruinas de Trinidad e Jesus de Tavarengue por G$ 250.000. Foi bem caro, há a opção de ir através de coletivo, mas como era sábado a tarde eu corria um grande risco de não conseguir um coletivo para me levar de volta a Encarnação e fazer o translado do trevo de Trinidad para Jesus de Tavarengue, preferi não arriscar.

O taxista, era bem simpático como boa parte dos paraguaios com que conversei, primeiramente ele me levou a Trinidad. As ruinas deste local, são bem grandes, LINDAS, bem conservadas e impressionantes. Lembrando que o ingresso custou G$ 25000 (+/- 12 reais) e me deu direito de conhecer a ruina de “Jesus” e Cosme e Damiao. Depois de sair de Trinidad, foram mais 10min de taxi até as ruinas de Jesuus de Tavarengue. Ao contrario de Trinidad, esta é bem pequena (praticamente só uma igreja), mas vale o passeio para conhecer.

3º Dia – Encarnacion – Assunção

Saí do hotel de manha e fui até o terminal de Encarnacion esperar um ônibus, tinha entrado no site das empresas (Rysa, NSA e La Encarnacera) e verifiquei os horários. Chegando na rodoviária, vi que o horário que eu queria não tinha no domingo (site desatualizado), acabei pegando o ônibus pra Asunção com a empresa (não me lembro o nome), porem o ônibus era bem mais simples do que o que eu fui antes, porem paguei apenas G$60.000 (+/- R$30). Assim como na ida a viagem demorou cerca de 7hs, porem fui presenteado com pelas paisagens de campos de trigo e arroz pelo caminho. Cheguei no terminal, peguei um taxi e fui para o hotel. Escolhi ficar no hotel Cecilia que também estava com diárias bem em conta, além disso o mesmo tem um bar ao lado e um restaurante dentro do hotel. Este hotel fica no bairro Catedral, na Mcal. Estigibarribia com Calle Estados Unidos, uma ótima localização, bem próximo do centro da cidade e pontos turísticos.

4º Dia – Assunção

Logo após o café da manha, comecei a andar para conhecer o centro de Assunção. Comecando pela Plaza Uruguaya (Calle 25 de Mayo), seguindo a 25 de Mayo encontra-se diversas casas de cambio (vale pesquisar bem, antes de trocar o dinheiro, pois a variação e alta). Logo há 4 praças lado a lado (Plaza da Democracia, Liberdade, De los Heroes e mais outra). Na praça de los Heroes, fica o Panteon de los Heroes (ao lado do Lido Bar), vale uma parada. Seguindo a Calle Palma, há bons restarurantes (xxxx, Fridays, Paris, Bolsi) para tomar uma cerveja e observar o movimento. Seguindo a Calle Alberdí, encontramos o Cabildo, Palacio Legislativo, Camara dos Deputados; tudo bem perto um do outro. Mais a frente (2 ou 3 quadras), há a Mansao dos Lopez (Casa do Governo), este é um prédio bem imponente e ao seu fundo há acesso a Costanera com uma bela vista do rio Paraguay e do Porto. Assunção me pareceu ser uma cidade muito tranquila, e muito bem policiada, embora o centro histórico seja pequeno se comparada com Santiago ou Buenos Aires, tem seu charme e na minha opinião muito se parece com uma Montivideo (um pouco menor e mais quente, mesmo no inverno).

5º Dia – Assunção

Fiz hora na cama, e só sai no incio da tarde, reservei este dia para comprar algumas muambas. Fui a uma galeria próxima a calle Oliva e Gral Diaz, não tinha muitas coisas apenas algumas lojas de informática e roupas com preços não muito baixos. Desci algumas ruas e fui até uma loja de departamento chamada Unicentro. É uma loja bem grande que vende roupas a moveis, tem uns 5 a 6 andares. Foi lá que comprei alguns souvenirs típicos do paraguay e uma mochila de camping nova (esta saiu bem mais barata do que no Brasil). Para quem se interessa, lá há também muitos perfumes, hidratantes de grife. Nas imediações da unicentro há o Mall Excelsior, porem este shopping é muito pequeno sem muitas opções de compra.

6º Dia – Assunção

Saí no final da manhã (por pura preguiça) para almocar, resolvi ir no Café Martinez que fica na Mcal Estigarribia (uma quadra após a Plaza Uruguaya) é um local agradável com muitas opções de café para degustação e um cardápio com saladas, sanduiches. Dica: Nesta mesma rua há um restaurante chamado Café Literario, não cheguei a ir lá, porem ele me foi muito recomendado. Andei mais um poucos pelas ruas próximas e fui até o Museu de Bellas Artes de Asuncion (Elygio Aylada, próximo ao Hospital Migone) . É um museu pequeno (cerca de 60 quadros), mas com obras belas, fui guiado por um senhorzinho muito gente fina, que me explicou a história do museu e me contou diversas curiosidades do Paraguay no passado. Saindo de lá fui até o Meseo del Barro, que na verdade, concentra mais dois outros (arte contemporânea e indígena). Vale a pena conhece-lo, porém fica distante do centro histórico, ficando bem próximo ao Shopping Del Sol e do Ibis.

Obs.: A entrada nos dois museus foram gratuitas. Vale a pena entrar no site antes para verificar os horários de funcionamento.

7º Dia – Assunção – BH

Neste dia caia uma tempestade imensa, não tive outra opção que não pegar um taxi até o aeroporto, que saiu por G$100.000 = +/- 50 reais. Fiz o check-in, troquei o restante dos meus guaranis em uma das casas de câmbio, passei pela imigração (mais uma vez bem tranquila e simpática) e fui até a Duty Free. O free shopping do aeroporto de Assunção é bem pequeno, sendo duas lojas dutyfree, uma da Lacoste e outras lojinhas que vendem produtos locais. O mais curioso que dentro da sala de embargue há vendedores ambulantes de artesanato.

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Hey Pedro!

Parabéns pelo relato.. O Paraguai é um país incrível que merece atenção dos viajantes..

Vc conseguiu passear mais em Asunción do que eu.. Se tiver fotos dos lugares que foi, poste aqui plis :D

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Olá amigo eu também sou de minas e pretendo fazer meu primeiro mochilão para o Paraguai o foco é ter carimbo no passaporte o destino são as missões jesuítas,seu relato assim como os demais foi bem informativo vai me ajudar bastante no planejamento do meu mochilão

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    • Por xmday
      Olá amigos
      Nesse curto post, vou resumir a dica de como fazer a visita à usina de Itaipu pelo lado paraguaio a custo zero, já que eles não cobram absolutamente nada.
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      https://cti.itaipu.gov.py/es/node/20
      1. pegue o ônibus internacional que faz Foz do Iguaçu x Ciudad del Este. Desça próximo do ponto final e vá ao micro terminal de ônibus urbano de Ciudad del Este
      O terminal é pequeno e há muitos ambulantes dentro vendendo de tudo, rs.
      https://www.google.com/maps/place/Terminal+Bus+Urbano/@-25.5101438,-54.6162558,16z/data=!4m8!1m2!2m1!1sterminal+ciudad+del+este!3m4!1s0x0:0xd2de0bcc4d38d8f4!8m2!3d-25.5101438!4d-54.6162558
       
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      Ponto onde vc vai saltar:

      E o ônibus segue para Hernandarias....

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      Só seguir as placas

      Chegamos

      4. Para voltar, pegue o mesmo ônibus no ponto colado ao posto de gasolina Petropar

       
      Aproveito para protestar sobre o alto custo da visita à Itaipu brasileira rssss
    • Por luizbellotti
      Gostaria de saber se alguém recentemente fez esse percurso saindo de Santa Cruz para Assunção, Paraguai.
      Pretendo voltar do Peru passando pela Bolívia e Paraguai para chegar em Foz de Iguaçu.
      Estou na dúvida da existência de ônibus no trajeto, preço, entre outras coisas. Há pouca informação e não confiei muito na que conta no Rome2Rio.
      Se alguém puder dar alguma dica ou informação mais atualizada eu agradeço.
    • Por Gabriel Santus
      "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos)
       
      Um novo olhar sobre o Mundo.
       
      Olá viajantes,
       
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      Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado  (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir.
       
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      Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser.
      Respeito e Gratidão para todos Vocês!
       
      Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00.
       
      Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade.
       
      Mochila e Meus itens  
      1 Isolante Térmico
      2 Calça corta vento
      1 Calça Jeans
      1 Blusa de lã top (homemade)
      1 Blusa qualquer
      5 Camisetas
      1 Camisa
      2 Regatas
      3 Shorts
      1 Touca
      4 Meias (descobrir que pode ser pouca)
      1 Par de Luvas
      1 Par de Chinelo
      1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum)
      1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.)
      1 Toalha
      1 Kit de higiene pessoal
      1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo)
      1 Canivete 12cm de Lamina
      1 Prato e kit de talheres para acampamento
      1 Garrafa de 1Lt para Aguá
      1 Fogareiro boca unica
      2 Lanterna
      15M de corda para camping
      2 Livros pequenos
      Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer)
      Meus Trabalhos**
      1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc.
      2 cadeados (2 mochilas)
      Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser.
       
      Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas.
       
      No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como:
      1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices)
      1 Tenda
      1 Isolante Térmico
      1 Cobertor Térmico  (passar frio nunca, Paulista passa é calor)
       
      DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00.  
       
      Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar.
       
      De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil.
       
      Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno!
       
      Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver.
       
      Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos.
      Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo.
       
      A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado.
       
      Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível!  
       
      Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada)
       
      Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá!
       
       
      Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir.


       
      Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma.
       
      Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’  como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso!
       
      A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico”
       
      Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial.

       
      Estrada vai, estrada vou.
       
      Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá.
       
      Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra.

      Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate.
       
      Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta.
       
      Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo.
       
      Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre.
       
      Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito.
       
      Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil.
       
      Nessa cidade tudo aconteceu!
       
      Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.   
    • Por Junior Jr (@rafildiss)
      Eae pessoal.
      "Oia nois aqui traveis " 
      Em Novembro de 2019, pegarei a estrada para fazer meu segundo mochilão.
      Desta vez o roteiro escolhido é Uruguai, Argentina e Paraguai, no máximo 20 dias e claro, todo terrestre. ( saindo de Floripa ).
      Se alguém for fazer esse mesmo roteiro e na mesma data que eu e quiser se juntar a essa maravilhosa aventura, será muito bem vindo.
      Deixem mensagem lá no insta e vamos  ajustando os detalhes desta viagem.
      Grande abraço à todos e sigam me os bons. @rafildiss 
       
       
    • Por VidaSemParedes
      Visitei Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira com o Paraguai e a Argentina e fiz um bate-volta rápido para fazer compras no Paraguai. Vale a pena comprar perfumes, roupas, cosméticos e eletrônicos, desde que em lojas confiáveis.
       
      Listei abaixo algumas dicas para quem também pretende fazer compras no Paraguai:
      1. Não troque dinheiro no Paraguai. Prefira as casas de câmbio da Av. das Cataratas em Foz do Iguaçu.
      2. Visite apenas as lojas renomadas e as dos grandes shoppings, evite as lojas de "calçada" e os ambulantes.
      3. Algumas lojas fecham cedo, então programe sua ida para a parte da manhã, por garantia.
      4. É possível pagar em reais, dólares, cartões de débito e crédito....
      5. Não manuseie dinheiro na rua.
      6. Existem várias formas de chegar em Ciudad del Este, mas recomendo pegar um ônibus até perto da Ponte da Amizade, e atravessá-la a pé. É legal, e durante o dia, não tem problema.
      Mais dicas eu escrevi nesse artigo sobre compras no Paraguai.


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