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Jonathan Marques

GRÉCIA: ATENAS, MILOS, SANTORINI, PAROS E MYKONOS - 15 Dias

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GRÉCIA: ATENAS, MILOS, SANTORINI, PAROS E MYKONOS - 15 Dias

Olá mochileiros. Como esse site sempre me ajuda no planejamento de minhas viagens nada mais justo que retribuir com um relato e dicas. Esse roteiro foi feito por um casal, na faixa dos 30 e poucos , com objetivo de relaxar, sem pressa, sem aventuras radicais e com um bom nível de economia, não dispensando claro conforto e praticidade.

 

Focamos nas principais ilhas Cyclades e dedicamos a cada uma delas 3 noites. De cara posso dizer que em alguns lugares isso foi tempo demais. Por outro lado nos permitiu descansar e fazer as coisas de forma bem calma.

 

Adoro comer bem, mas com raras exceções vou indicar restaurantes. Primeiro porque isso depende muito do quanto você quer gastar, de gosto pra gosto...etc. Em média gastei por refeição (almoço e jantar) pouco menos de EUR 25.00 por pessoa (entradas, prato principal, vinho e café + sobremesa).

 

Em resumo minha viagem seguiu 3 regras: 1 - não quero acordar cedo 2 - quero evitar barcos; 3 - Repetir várias vezes uma praia que permita eu ler, tomar vinho e ficar pelado ao mesmo tempo, ainda que isso impeça conhecer novos lugares.

 

Então vamos lá. Primeiro ATENAS:

 

hotel: Cosmos. Fica próximo ao metro e a uma curta distância (15 minutos andando) da região do mercado municipal e atrações do centro. Super barato, mas não muito confortável. Não tem café da manhã. É pra você apenas dormir. Região super tranquila, como toda Atenas.

 

dia 1 - Chegamos já no fim da tarde em Atenas. No aeroporto tomamos o trem que leva a capital. (É preciso comprar um ticket diferenciado do aeroporto-centro-aeroporto). Deixamos as malas no hotel (evite levar grandes bagagens) e fomos passear pelos arredores, indo a pé até Tissio, próximo à Acrópole. De bar em bar de mesa em mesa, bebendo vinho e uzo (bebida típica) e comendo Pyta Gyros. A vista dos bares da rua Apostolou Pavlou (metro Thissio) é incrível a noite.

 

Dica: não há catracas no metro mas é necessário validar os tickets ao entrar. Há diversas opções de bilhetes, com duração de 24 horas ou 48 horas, e em algumas estações não há bilheteria apenas máquinas de venda que aceitam somente moeda. Não use taxi, o trânsito é pior que o de São Paulo quando chove e é bem caro. O metro é lotado mas muito seguro e limpo e as informações estão disponíveis em inglês.

 

dia 2 - Basicamente segui o roteiro sugerido pelo guia Frommers (Ágora Antiga, Acrópole, Museu da acrópole, Arco de Adriano, Templo de Zeus... fiz também nesse dia o Jardim Nacional, o estádio Panatenaico e também a troca da guarda no parlamento em Syntagma. Isso levou praticamente o dia todo. E a noite, já cansados, optamos apenas por jantar e voltar para o hotel, já que teríamos que acordar as 5 da manhã para pegar o barco para Milos.

 

Dica: Em plaka, próximo ao Museu da acrópole tem um restaurante chamado KOUKLIS OUZERI. Super agradável. A refeição com 10 pratos a escolha + vinho da casa, água e sobremesa saiu por EU$ 28 o casal.

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20150922_100351.jpg.d0d53ab88a204e8dc020b7d427ee2434.jpgMILOS...

 

Dia 3, 4, 5. Embarque para Milos bem cedo. De Atenas até lá são cerca de 4 a 5 horas. Chegamos bem na hora do almoço. É inevitável alugar carro em Milos. A ilha é bem grande e a maioria das praias são distantes e longe das vilas.

Ficamos no hotel Lagada Beach. O preço foi bom mas o hotel, tirando a parte externa, deixou muito a desejar.

Foram 3 noites em Milos. Achei mais do que suficiente. Duas noites teriam sido ideais. Um passeio que não pode deixar de ser feito é o Klefitko, não o fiz porque choveu um dia todo. Esse é um passeio de um dia de barco, bom para quem gosta de mergulhar e não enjoa facilmente. Mas se navegar não é seu estilo há praias das mais diferentes em Milos.

Todos falam de Sarakiniko, que é linda e única no mundo (tenho certeza), mas minha preferida foi Firopotamos. Além disso há praias desertas, de naturismo, que precisam de trilhas. Enfim... recomendo Milos a quem curte Aventura e natureza. Das ilhas que visitei é a mais simples e natureba de todas.

 

Dica: Em Plaka, capital da ilha há uns moinhos no alto de uma colina. No por do sol é lindo para fotos.

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SANTORINI

 

Dia 6/7/8: Partimos de Milos também pela manhã.

Chegar a Santorini é tudo o que dizem mesmo...A vista é incrível. Aliás, Santorini é isso: Paisagens... é tudo muito espetacular. Não há foto que fique feia.

 

Mas em compensação é uma ilha cara. Ficamos 3 noites também e alugamos carro. Mas se for ficar menos tempo que isso não alugue. Há bom serviço de ônibus pela cidade e que leva aos principais pontos turísticos.

Também há restaurantes muito bons. Super indico o Avocado restaurante, bem em frente ao nosso hotel em Imerovigli, pra mim um dos melhores de toda a viagem.

 

Quanto ao hotel e localização: Li que o bom é hospedar em Thira ou Oia e na beira do penhasco, mas os hoteis nessas localidades são extremamente caros quando se quer uma boa vista da caldeira.

 

Depois de muito pesquisar resolvi apostar em Imerovigli, que fica bem no meio da trilha que liga Thira a Oia, e não arrependi. Meu hotel ficava bem próximo ao monte Skaros e com certeza foi da varanda do meu quarto, dentro de uma hidro que vi o por do sol mais lindo da minha vida. A vista deslumbrante da caldeira por metade do preço de um hotel em outro ponto do precipício. Pra quem se interessar o hotel se chama ABYSSANTO Abyssanto Suites & Spa by Apolafsi (deixei a recomendação no site da tripadvisor)

 

Não deixe de fazer a trilha entre a capital e Oiá a pé (Mas leve água. Não é legal pra quem é sedentário ou não consegue caminhar por mais de 40 minutos). Também aproveite para visitar o lado oposto da ilha e não se esqueça de Thirá Antiga e seu incrível museu. Quanto as praias não curti nenhuma (Milos mudou minha noção de praia paradisíaca para sempre), não perderia tempo...melhor ficar olhando e olhando e olhando a vista da caldeira.. é mesmo sensacional!

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PAROS...

 

Dia 9,10,11 Cheguei em Paros no início da tarde e fui logo para Naoussa... E eis que achei meu lugar no mundo. A cidadezinha porto de Naoussa parece saída de um livro, daqueles descritos em detalhes, as casas, a igrejinha, a praça, os flamboyants dos quintais, o jeito mediterrâneo de levar a vida, o porto...

 

Se você perguntar a alguns gregos qual ilha das Cyclades eles preferem, certeza que vai ouvir falar de Paros.

E se me perguntarem qual praia eu mais gostei na vida toda, certeza que vai ouvir: laggeri beach.

 

A praia fica afastada e de acesso a pé por trilha, cercada de pequenas dunas e aqueleee mar. Laggeri é uma praia de naturismo, mas isso não é obrigatório... é também a praia gay da ilha, mas recebe todos os públicos. Enfim, vá e me entenda.

 

Paros foi também perfeita porque fiquei em uma pousada perfeita. Simples e conduzida por uma família, me senti em casa e acolhido. Lavaram até algumas roupas minhas com a melhor das vontades e nem cobraram. O café da manhã era simples e gostoso.

 

Vai precisar alugar carro para se locomover bem pela ilha que é enorme.

 

Ficamos 3 noites. Ficaria uma vida. Enfim... não vou falar mais de Paros. Amei a ilha e pretendo que ela continue escondida da horda de turistas que invadem as Cyclades nos verões.

 

PS: hotel Roussos.

PS 2: Perdoem a foto nu, mas reflete bem o clima da ilha. Se incomodar eu tiro.

PS3: Vamos manter Paros em segredo?

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MYKONOS....

 

Dia 12 Na partida para Mykonos o barco quebrou. Só chegamos a ilha já bem tarde. Logo fomos para o hotel e a noite descemos para o centro afim de jantar e conhecer um pouco a vida noturna.

Mykonos é muito bonitinha, mas o melhor são suas praias e sua agitada night. Muitos clubes, muita gente bonita, clima de festa a lá porto seguro.

 

O negócio é ir de praia em praia ou de bar em bar. As praias são lindas, aceitam você com ou sem roupa e o clima de festa, mesmo no fim de setembro, ainda estava no ar. Passei grande parte do meu dia em Elia Beach e esta foi a praia que mais gostei.

Recomendo que alugue carro para facilitar seu deslocamento entre as praias e também a possibilidade de descobrir hotéis fora do downtown da ilha.

 

Por acaso o que fiquei tem ótimo custo benefício sendo sempre muito bem recomendado pelo tripadvisor : Lithos by Spyros & Flora

 

O único problema foi que bem no meio da nossa estadia começou a chover e ventar muito. No último dia inteiro que teríamos na ilha, a ideia original era conhecer as praias do Norte da ilha. Mas nesse dia o tal vento do Norte estava muito forte. Então o jeito era ficar novamente no litoral Sul. Foram várias praias, nem vou lembrar o nome, mas no fim voltamos para Elia beach já a tarde.

Aproveitei para almoçar no Elia Restaurante, sempre muito bem indicado.

Já anoitecendo curtimos a área externa do hotel e a noite voltamos a curtir o centrinho de Mykonos. Deixando o litoral norte para uma próxima vez.

 

---------------------------

Depois foi voltar para Atenas.

 

Dia 15

Hora de deixar Mykonos e voltar para Atenas. Seriam cerca de 6 horas de viagem até o porto de Rafina... Mas daí tive uma intoxicação alimentar super forte. Imagino que foi o jantar da noite anterior em um restaurante chamado Mamalouka , já que nesse dia foi o único local em que comi pratos diferentes do meu companheiro. Enfim... Chegando em Atenas, direto para o hotel, e que hotel. Uma delícia hospedar no O&B Athenas.

Hotel: O&B Athenas. É um hotel boutique luxuoso. Melhor ainda com upgrade de quarto oferecido assim que chegamos e na faixa. Uma suíte linda com vista pra Acrópole. As amenities maravilhosas, o atendimento precioso...enfim. Pena que eu caí na cama tamanho meu desconforto e quantidade de remédios que tive que tomar.

 

Dia 16

Último dia, o voo de volta agendado para o início da noite. A ideia era aproveita, mas... consegui ir até o Museu Nacional (fantástico e enorme) e foi só, a intoxicação foi bem grave. Mas meu plano era estender o passeio até o monte Filopappou que fornece uma das mais belas vistas de Atenas e conhecer a igreja de Agios Dimitrios.

 

Últimas dicas:

- tente levar pouca bagagem, fica mais fácil o transporte para os barcos e quando chegar as ilhas.

Em Santorini por exemplo, é uma mão na roda bagagem pequena, pois permite usar o transporte público para chegar ao hotel ( a maioria dos acessos aos hotéis tem que ser subindo e descendo muitas escadas)

- Abuse do transporte público em Atenas.

- Da pra comprar as passagens de barco aqui do Brasil. Mas tive problemas com uma das operadoras que cancelou um dos trechos meio em cima da hora.

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Juliana, aluguei lá mesmo. Há dezenas de agências nos portos e também os hotéis podem providenciar o aluguel. É bem mais barato do que reservar por alguma operadora conhecida aqui. Não fiquei fazendo pesquisa lá, mas encontrei bons carros entre EU$ 20 e EU$ 30 a diária. Atvs são mais baratos. E conversíveis e automáticos bem mais caros. O processo é simples e sem burocracia, também não reservam valores no seu cartão como acontece com as seguradoras aqui quando você não aceita o seguro. Em Mykonos o pessoal me disse até os valores que cobrariam se eu voltasse com o carro amassado ou lanterna danificada, e os preços não são exorbitantes, ninguém tira vantagem.

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Fala, Jonathan! Obrigado pelo relato, curti muito. Paros também me atraiu nas minhas pesquisas e foi bom ver a sua comparação com as outras ilhas.

 

Fiquei surpreso com a sua avaliação de Milos, que é popular entre brasileiros. Digo, talvez você tenha gostado um pouco, me refiro a achar que 2 noites teriam sido suficientes. Não curtiu muito as praias de lá? Chegou a conhecer as minas de enxofre? As catacumbas? Outra coisa, como foi a logística do seu roteiro, você foi de Seajet de Paros a Milos? Como foi o trajeto, balançou muito?

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Olá Marcos.

Será que fui injusto com Milos? hahahha. Talvez pq um dia choveu e eu fiquei muito tempo no hotel... Mas Milos tem praias lindas, talvez as mais lindas que já vi na vida. Acontece que a maioria das praias já no fim da temporada tinha pouca ou nenhuma estrutura, e há também poucas áreas de sombra. Em um dia de sol a pino não fiquei mais do que algumas poucas horas nas principais praias da ilha. Tirando um dia pro Klefitko e outro pra visitar 3 praias é mais do que suficiente... Por exemplo fiz as catacumbas e a vila de pesca abaixo dela em menos de uma hora.

Com um dia de sol a mais talvez iria mais ao sul da ilha ou mesmo faria passeios diferentes.... Mas não sei. O centrinho de Milos não chama muita atenção a ponto de você querer passar horas. Enfim acho que vai muito da vibe de cada um. A ilha é muito bem aproveitada por quem curte esportes náuticos e trilhas, por exemplo.

 

Com relação ao transporte: Comprei pela Seajets aqui no Brasil mesmo.

Quando fui pegar o barco pra Milos soube que os trajetos de santorini/paros // paros / Mykonos tinham sido cancelados...a empresa estornou os valores porém tive que comprar os outros trechos lá mesmo.

 

Foi bem de boa a viagem, balança sim...mas nada fora do normal ou que um meio dramim não resolva.

 

Fiz Athenas, milos, santorini, paros, mykonos, Athenas. Todos em barco.

Só Mykonos/Atenas que deixei pra comprar passagem lá mesmo pois tinha intenção de estender um dia o roteiro. Existe mais opções lá do que o que vemos na net. Peguei um ferrie para Rafina e de lá ônibus para Atenas e foi super tranquilo.

 

Fala, Jonathan! Obrigado pelo relato, curti muito. Paros também me atraiu nas minhas pesquisas e foi bom ver a sua comparação com as outras ilhas.

 

Fiquei surpreso com a sua avaliação de Milos, que é popular entre brasileiros. Digo, talvez você tenha gostado um pouco, me refiro a achar que 2 noites teriam sido suficientes. Não curtiu muito as praias de lá? Chegou a conhecer as minas de enxofre? As catacumbas? Outra coisa, como foi a logística do seu roteiro, você foi de Seajet de Paros a Milos? Como foi o trajeto, balançou muito?

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    • Por Daniel MR
      Sim, meus caros. É possível subir até o pico mais alto da Grécia. É possível chegar ao panteão dos deuses mesmo sendo um mero mortal. E não é difícil.
      Tudo começa na cidade de Litochoro (pronuncia-se Litôrroro e escreve-se Λιτόχωρος), onde é possível chegar através de trem pelo sistema TrainOSE. Compra pelo site (tem que tentar falar grego) e embarca com e-ticket mesmo. Saindo de Atenas pela estação Larissa, de fácil acesso, troca em Larissa e segue pra Litochoro. Sem muito erro. Chegando na estação de Litochoro, de frente pro mar, o mais fácil é pedir um táxi para levá-lo até o hotel na cidade. Custou apenas 10 EUR e não tenho certeza se tinha ônibus. Solicitei pelo hotel e o taxista já estava nos esperando quando chegamos. Rápido para chegar na cidade de carro mas longe para ir caminhando.
       
      Melhor caminho para ir de Atenas à Litochoro
      Em Litochoro ficamos no hotel/pousada Mythic Valley, recomendo. Boa localização, café da manhã excelente e funcionários muito prestativos. Não era o mais barato (55 EUR o casal), mas precisávamos de uma boa noite de sono antes de seguir montanha acima. Jantamos no centrinho e fomos dormir cedo para acordarmos dispostos.
       
      O hotel tinha escavações em andamento para encontrar relíquias, como esse vaso de cerâmica
      Para começar a subida, são duas opções: caminhada desde a cidade ou subida de carro até um ponto chamado Prionia e seguir a partir de lá. A subida direta da área urbana é realizada em aproximadamente 12 horas e 17 km, vencendo uma altitude de 1740 m. Optamos pela versão mais conveniente, que é começar de carro. Seja qual for sua opção, a trilha é denominada E4, que é uma de longa distância que vai de Atenas até Gilbratar na Espanha, ou vice-versa, e tem 10.000km de extensão.
       
      Trilha com início na área urbana de Litochoro
      No outro dia, depois de um bem reforçado café da manhã, o Mr. Nikos, mesmo taxista que nos buscara na estação na noite anterior, já estava nos esperando para nos levar morro acima. A subida até Prionia leva ao redor de 30 minutos e custa 25€ — para rodar mais menos 18 km. O Mr. Nikos nos deixou no ponto mais alto que pode-se chegar de carro, a 1100m de altitude, no local que serve comes e bebes, tem banheiro e repositório de água. Nesse ponto já não há mais acesso à rede de celular. Mr. Nikos, precavido, deixou um cartão com o número de celular e avisou que no restaurante eles poderiam ligar para chamá-lo.
      A subida iniciando-se em Prionia leva entre 3 e 4 horas e é de 6km de distância, vencendo uma altitude de 1000m. Dá pra começar ela no período da tarde e dar uma volta em Litochoro de manhã, se for essa a ideia. Começamos pela manhã mesmo para curtir a tarde nas montanhas. Nossa subida aconteceu em meados de outubro — dias 14 e 15/10 — e talvez o aquecimento global tenha nos ajudado a não pegar tanto frio e neve. Tem relatos de que as trilhas podem fechar por essas datas caso já estejam intransitáveis. Mas em Litochoro estava um clima até que quente e agradável.
      Chegando em Prionia o sol estava encoberto e o frio pegou forte, colocamos nossos casacos pesados, enchemos as garrafas de água e usamos o banheiro públicos. Finalmente prontos para começar a trilha. Ali não tem erro: uma placa marca o início da trilha, junto com avisos de como se portar. Parece fácil.
       
      Só seguir essas instruções para que tudo dê certo.
      Fizemos a subida em ritmo moderado, apreciando a paisagem outonal amarelo-avermelhada, sentando nos locais adequados e recomendados — tem bancos a aproximadamente cada terço da trilha para descanso, e também pontos de água para reabastecimento. Há vários pontos também de mirante, que pode-se ver tanto o pico — Mytikas , o Trono de Zeus— quanto as partes mais baixas.
       
      A parte bruta da montanha mantém-se quase sempre visível
      A caminhada em geral se dá por baixo de árvores e sem incidência solar direta. Como a caminhada é subida, o corpo esquenta e o casaco pesado do início já não se faz necessário. No último terço do primeiro dia de subida a caminhada chega em uma parte mais aberta, e de fato a vegetação vai rareando e diminuindo de tamanho conforme vamos subindo. De certo ponto já é possível ver o refúgio Spilios Agapitos, o que ajudou a visualizar a meta do dia.
      Chegando no refúgio fomos recebidos por diversos trilheiros cansados e descansados, alguns subindo junto conosco, outros voltando do pico e alguns só relaxando no local. O Spilios Agapitos é comandado pela Maria Zolota, que vem cuidando do local desde 2001.O nome vem do arquiteto e engenheiro que projetou a construção. O refúgio foi o primeiro a ser construído na montanha, em 1930, e foi sendo ampliado até a atualidade. Tem 110 camas, banheiros, cozinha equipada, área de convivência, recepção. Serve café da manhã, almoço, janta e cerveja. Tem lareira acesa nas noites frias. Tem energia elétrica e até uma falha wifi. E o nascer do sol mais maravilhoso de toda a Grécia. É um luxo nas alturas.
       
      Trilha de Prionia até Spilios Agapitos
      A estadia custa apenas 13€ por pessoa e o café da manhã custa 5€. As outras coisas estão ao redor desse preço também. Fizemos a reserva por email e uma transferência bancária para pagar adiantado 1 noite com café da manhã.
      Chegamos ao redor de 13h e comemos uns lanches que levamos pra cima. Sem necessidade, já que há comida servida a preço justo. Tomamos sol, descansamos, conversamos, lemos, comemos de novo, demos uma volta nos arredores. Sossegado. A noite começou a cair e o frio começou a bater. Entramos e já estavam acendendo as lareiras. Lemos mais um pouco, conversamos mais um pouco, compramos janta e fomos dormir antes das 21h. Fomos colocados em uma beliche de casal, uma situação um pouco esquisita mas deu certo. Os quartos são frios mesmo com cobertores e precisamos dormir com os casados pesados.
      No outro dia acordamos cedo, antes do sol nascer, para podermos comer o café da manhã da Maria e ainda ver o incrível amanhecer na montanha, quando o céu se divide entre o amarelo, o vermelho e o azul. Depois do café arrumamos a cama e as malas e saímos para atacar o pico só com mochilas leves, água e um lanche (e o casaco).
       
      Não tem foto de celular que mostre a verdade de um nascer do sol
      Como saímos cedo ainda estava frio e botamos um casaco frio. Poucos metros acima do refúgio já estávamos quentes e precisamos tirar. A trilha para atacar o pico é mais árida, pouco vegetada até certa parte e depois nada vegetada e mais íngreme. Vai ziguezagueando montanha acima. A vista é incrível de qualquer ponto, seja a vista para cima ou para baixo. Depois de um local de descanso a trilha fica completamente exposta e é de pedregulhos soltos. Mas mesmo assim não oferece riscos de queda, só de cansaço, falta de água e queimaduras de sol — previna-se! O ataque ao pico tem 3km de extensão, dura ao redor de 3 horas e vence uma altitude de aproximadamente 800m.
      Finalmente chegamos ao Skala, com 2866m de altitude, o primeiro e mais acessível pico da trilha do Monte Olimpo. Esse pico tem rochas boas para sentar e descansar, dá pra tirar bastante foto e ainda encontrar outros trilheiros que param ali para descansar. O caminho em Skala se bifurca em 2 — para Skolio (2911m), o segundo pico mais alto e o Mytikas(2918m), o mais alto. Para Skolio o caminho parecia sossegado e direto, mas para Mytikas já era necessário uma escalaminhada e corria risco de queda. Optamos por descer de volta, já que tínhamos compromisso em outra cidade no final da tarde.
       
      Trilha de Spilios Agapitos Até Skala e Mytikas
      A descida é menos exaustiva pro corpo mas tem que ter joelhos fortes para aguentar. Os pedregulhos soltos do início dificultam um pouco o trajeto mas logo alcança-se uma parte mais fácil. Pegamos as coisas no refúgio, demos tchau para Maria depois de um breve descanso e seguimos para baixo até Prionia novamente. Chegamos lá 6 horas depois e pedimos o táxi para levar-nos de volta até a cidade de Litochoro, onde começaríamos nossa empreitada até Istambul — mas aí fica pra outra história.
       
      Esses são nós com o trono de zeus no fundo
      Informações resumidas:
      Atenas — Litochoro por trem Taxi da estação de Litochoro até o centro da cidade (10€) Trilha chama-se E4 Pode-se começar a trilha da cidade ou pegar carro até Prionia (25€) Prionia — Refúgio: 3–4h de subida Refúgio 13€ a estadia Refúgio — Skala: 3h de subida Skala-Mytikas: ? Descida Skala Prionia: 6h ou menos Infinitos detalhes: https://www.mountolympus.gr/en/index.php Relato também publicado no Medium https://medium.com/@daniel.recco/ascensão-ao-monte-olimpo-fdcd803ab321?source=friends_link&sk=7b1ef56a6524bd41e13ad0f8c08d49f1
    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
      4 noites em Mykonos;
      3 noites em Atenas.

      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
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      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
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      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       


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