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JuMiranda

Chapada das Mesas (Carolina-MA) em 4 dias e 5 noites, completo com fotos

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O turismo na Chapada das Mesas vem crescendo e eu estava muito afim de ir, mas sem ter que dirigir 12 horas para chegar lá :shock: , a partir de Belém. Foi aí que comecei uma pesquisa sobre formas de se chegar a Carolina, cidadezinha do sul do Maranhão.

A primeira opção foi ir até a rodoviária e pedir informações sobre as empresas de ônibus sobre como chegar em Carolina, base para visitação da Chapada das Mesas. Quem mora em outros estados mais organizados que o Pará, vai estranhar esse lance de ter que ir à rodoviária para perguntar, mas não estranhe, pois a rodoviária de Belém é precária e mal você consegue as informações pessoalmente, que dirá pela internet!

Foi aí que descobri e confirmei o que já desconfiava: não tem ônibus direto de Belém para Carolina. E daí teria duas opções:

1)Pegar um ônibus até a cidade de Estreito, que fica a aproximadamente 80km antes de Carolina (empresa Satélite Norte, R$117 a ida nos horários 10h da manhã e 21h15 – 12 horas de viagem, e R$116 a volta, no horário de 16h) e em Estreito pegar uma van ao custo de aprox. R$20 (um trecho) ou

2) Pegar um ônibus para a cidade de Imperatriz (Empresas Açailândia, Transbrasiliana, às 21h ou 06h da manhã, R$90 ou empresa Satélite Norte, R$97,50, saída de Belém às 10h ou 20h30, e volta às 10h ou 19h30 a R$96), e ao chegar lá, aprox. 10 horas depois, alugar um carro para ir de lá até Carolina, ficar de carro e voltar e devolvê-lo em Imperatriz novamente na volta. De Imperatriz a Carolina são 220km, ou aprox. 3h dirigindo. Os ônibus são todos semi-leito e a única que tinha leito era a empresa Açailândia, para Imperatriz, ao preço de R$120.

 

Ficamos na dúvida, pois queríamos aproveitar o feriado de 15 de novembro, que seriam quatro dias: do sábado dia 12 à terça-feira dia 15 e se fôssemos dirigindo, teríamos que viajar durante o dia e, assim, perderíamos 2 dias, e não iria valer a pena...Se fôssemos de ônibus até Imperatriz saindo na sexta à noite, chegaríamos lá cedíssimo no sábado (6h) e teríamos que esperar as lojas de aluguel de carro abrirem, para podermos providenciar o aluguel de um e depois mais 3h dirigindo...chegaríamos em Carolina somente às 11h da manhã talvez...a não ser que alugássemos um carro no aeroporto, onde provavelmente as lojas são 24h.

E se fôssemos até Estreito de ônibus e depois van até Carolina, ficaríamos a mercê de empresas de tours, pois Carolina não parecia, para nós, ser uma cidade que teria locação de automóveis.

Daí, decidimos fazer algo que não era nossa vontade, mas foi bem útil: pagar uma pequena excursão. ::ahhhh:: Cotamos com algumas, muitíssimo amadoras, e decidimos pela Laylatur, que iria aproveitar o feriado inteiro, pois iria na sexta à noite e voltaria na terça à tarde, para amanhecer quarta-feira em Belém. Foi R$630, incluindo ônibus semi-leito com guia, traslado ida e volta e para os passeios, à exceção de São Romão e Prata, e pousada com café-da-manhã.

Saímos de Belém às 18h30 da sexta dia 11/11 e chegamos a Estreito para banho e café-Da-manhã às 06h. Às 09h já estávamos no Complexo de Pedra Caída, que fica 30km antes de chegar a Carolina. Pedra Caída é algo bem distinto do restante das visitações da Chapada das Mesas. É caro, prepare o bolso. :!: Um grande complexo, com bastante estrutura, mas tudo simples. Na chegada você recebe uma pulseirinha com código de barras e a cada vez que vai num passeio, passa O CÓDigo na máquina e no fim do dia, você paga tudo no caixa.Tem piscina com toboáguas para crianças, restaurante, hotel com chalés, visita guiada para várias cachoeiras, teleférico, 2 tirolesas, centro de meditação e lojinha. A entrada é R$50 e aceita meia. Só que a entrada dá direito a apenas acessar às piscinas. Para ir para as cachoeiras - nas quais você vai em caminhonetas adaptadas com cadeiras nas carrocerias, à exceção da Santuário, Cachoeira mais procurada do complexo e a mais famosa de Carolina – e fazer qualquer outra atividade, você paga. Seguem preços:

Cachoeira do Santuário R$ 25,00

Cachoeiras Caverna e Capelão R$ 40,00

Cachoeiras Garrote e Porteira R$ 40,00

Cachoeira Pedra Furada R$ 25,00

Teleférico R$ 50,00

Tirolesa 1200mts R$ 70,00

Tirolesa 1400mts R$ 80,00

Subida à Capela da Serra R$ 20,00

Subida a Pirâmide Mística R$ 25,00

Montain Bike R$ 45,00

Trekking R$ 35,00

 

Fonte: http://www.pedracaida.com

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Em um dia, você não consegue fazer tudo que há no complexo e terá que escolher. Nós escolhemos ir à Santuário e Caverna e Capelão, almoçar e fazer a tirolesa 1400m. Ao chegar, informe-se sobre os horários das saídas com guia para as cachoeiras, pois só se pode ir com guia e são horários PRÉ-Marcados.

O complexo abre às 08h e fecha às 17h, portanto, programe chegar cedo para poder aproveitar bastante. Em todos os lugares nós fazíamos o fluxo contrário ao da maioria das pessoas, e pegamos quase todos os lugares vazios ou quase sem ninguém. Em Pedra Caída, enquanto todos preferem ir logo à Santuário assim que chegam, nós fomos de manhã para Caverna e Capelão. São 15min em veículo 4x4 com 2 guias e mais 5 min de caminhada bem leve até a cachoeira da Caverna, em meio a uma gruta belíssima! Banho maravilhoso!!!

IMG-20161112-WA0039.jpg.7b19946944c7519f4e647e405ea4ba46.jpgEles têm trapiches de madeira que chegam até bem próximo da cachoeira, com banquinhos e ganchos de apoio para deixar roupas e o que não puder molhar. ::cool:::'> Como estávamos praticamente sozinhos (no nosso horário só foram mais 2 pessoas), não teve problema deixar os pertences por lá. Aproveitamos por uns 45 minutos, bastante à vontade e de lá seguimos mais uns 5 min de carro até a cachoeira de Capelão, muito linda, com o lago à frente em dois tons (marrom e azul quanto mais próximo da cachoeira). Tem formações rochosas NAS QUAIS você pode subir e se jogar na parte profunda do lago (mais próximo da cachoeira), por sua conta e risco. EU escalei e pulei 2x! ::otemo:: Mais uns 40 min de curtição e voltamos com os guias para o centro do complexo. Esse passeio de CAVERna e Capelão dura em torno de 2h30.

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Ao voltarmos, almoçamos no restaurante (self-service), bem simples e comida com gosto de industrializada, mas era a única opção. Depois do almoço seguimos com guia para a famosa cachoeira do Santuário.

IMG-20161112-WA0015.jpg.3b7de31c2c24df65b01c926844e41186.jpgVocê desce por umas rampas de madeira e depois segue andando por trapiches, até chegar no ponto de apoio com bancos e ganchos para roupas e dali segue pelo riozinho, que chega até a cintura no máximo...são 10 min até você achar que chegou e quando de repente, entra em uma caverna e ela surge...sem palavras para descrevê-La....na primeira vez que a vi, onze anos atrás, quando Carolina nem era destino turístico ainda...não havia hotel em Pedra Caída e a escadaria era precáriaaaa e pura aventura, chorei. ::mmm: Só vendo ao vivo para sentir a emoção.

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A gente aproveita lá por quase 1h e depois volta com o guia.

À tarde, depois disso, subi de teleférico para o morro onde tem a pirâmide, que é linda, cheia de elementos místicos, e com uma vista da Chapada de cair o queixo. Na subida do teleférico dá pra ver vários bichinhos, como veados, avestruzes, iguanas e passarinhos, muito lindo! E a descida na tirolesa de 1400m é espetacular!!!!!! Saí correndo na plataforma e vim a toda a velocidade!!! ::hahaha:: A chegada é em um ponto depois das piscinas.

Saímos de lá às 17h, e eu ainda poderia ter ficado PARA APROVEITAR Mais. Amei!

Ficamos na Pousada Rochas, bem no centro de Carolina, com quarto bem simples, mas que se manteve limpo e organizado. Não conheço o hotel de Pedra Caída (o mais caro da região, com diária casal mais simples a R$380), mas no geral, as pousadas e hotéis da região são bem simples. Carolina é uma cidade pequena, com apenas 20mil habitantes, mas bem organizada e limpa e muito, mas muito mais desenvolvida que as de mesmo porte no Pará, por exemplo. No nosso quarto tinha mini-tv com canais a cabo, ar-condicionado, banheiro com chuveiro elétrico, frigobar e cama desconfortável rs.

Depois do banho, fomos comer em uma pracinha em que havia vários restaurantes e até música ao vivo – boa, por sinal, tava tocando rock/pop. Fomos na Tribo do Crepe, por indicação de uma amiga, e não nos arrependemos, o crepe estava delicioso, tem vários sabores doces e salgados entre $10 e R$15 e sucos de frutas.

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No outro dia, fomos ao famoso complexo do Encanto Azul, no município ao lado de Carolina – Riachão. Alguns turistas do próprio MA que visitam a chapada, ficam em Riachão, mas falam que a estrutura é muitíssimo precária e não vale a pena. Lá é tipo um Pedra Caída pobrinho, mas com natureza maravilhosamente exuberante como o outro. Paga-se R$40 para entrar, o que dá direito a visitar todas as cachoeiras! A única exceção é a visitação do Encanto Azul , que vai de carro 4x4 (15min) e não é uma cachoeira, mas um lago belíssimo no meio das encostas de chapadões.

Mais uma vez, fizemos o caminho inverso da galera. Fomos primeiramente no Encanto Azul.

20161113_121306.jpg.2306d9f6393dff0018fe2f51f4c3835d.jpg Ao chegar lá, a descida é íngreme pelas pedras e o caminho é escorregadio. Há uma escadaria de madeira que ajuda, mas há também uma parte bem roots pela ÁGUA DO riacho.

20161113_122456.jpg.d3a4e9154037e1252347342b0349c42b.jpgEsse, foi com certeza, o ápice da viagem...que lugar maravilhoso!!! Em meio aos paredões de rocha, um lago azul belíssimo, com papagaios voando o tempo todo acima de nossas cabeças e fazendo ninhos nas caverninhas das pedras, aquela luz do sol tentando entrar em meio aos galhos de árvores e a nossa voz fazendo eco nas rochas...perfeito....

IMG-20161113-WA0020.jpg.62cea766abc0885da5da07dec4a86120.jpg Você diz a hora que quer ir embora e marca antes com o motorista do carro 4x4 e pode ficar lá disfrutando daquela natureza ESPLENDOROSA! Lindo! O cheiro que você vai sentir é de cocô de morcego, presente em quase todas as cachoeiras e cavernas...ao contrário do que muitos pensam, não é xixi. ::dãã2::ãã2::'>

Ao voltarmos, almoçamos no self-service do complexo, também comidinha beeeeem rasteira...mas é a única opção. Quando for fazer as trilhas para cachoeiras e Encanto Azul, lembre-se de levar água e lanchinhos, pois prox. aos locais não tem onde comer...apenas no centro do complexo.

Depois do almoço, descemos a trilha principal do complexo, para ver, nessa ordem: Cachoeira de Santa Paula, Cachoeira de Santa Bárbara e Poço Azul. Na volta ainda subimos um pouco até a cachoeira dos namorados e Dedo de Deus.

A caminhada é tranquila, por escadarias e rampas de madeira, tipo trapiche. A descida direto até o Poço Azul leva apenas 10min, mas fomos parando para fotos e banho NAS Cachoeiras do caminho. A primeira é Santa Paula, onde a água estava barrenta devido à chuva do dia anterior.

20161113_133539.jpg.8297560421da502ef13eb602ebf3bef2.jpg A segunda é Santa Bárbara, cuja queda é bastante alta e onde dá pra tomar banho no lago (tem corda-guia), a única onde a água é gelada. Essa é uma curiosidade das cachoeiras dessa chapadas, pois as águas nos lagos e poços são mornas.

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20161113_135327.jpg.0de7a3f28447f5189ed0bf034185c4bb.jpgProx à cachoeira Sta Barbara tem uma caverna também. Descendo mais um pouco tem o Poço Azul, é lindo, mas não estava AZUL NO DIA, por conta das chuvas anteriores, como falei antes. Tem vários recantos entre as pedras pra você se recostar e ficar curtindo as quedas d´água ao redor. Muito bom.

20161113_151057_Richtone(HDR).jpg.8b6c389ffe3c4291a30e410d453a351e.jpgNa volta, ao chegar na cachoeira de Sta Paula, subimos mais um pouco até as quedinhas d´água que eles chamam de Cachoeira DOS namorados...quase ninguém vai lá e fica bem tranquilo, o nome deve ser por isso. Lá você pode nadar no lago, pegar sol nas pedras, sentar um pouco, namorar...rss Na volta dei de cara com uma cobra assustada no caminho das pedras...quase morro de susto e ela também ::lol3::

Saímos de lá às 16h30...a viagem até Carolina é de 2horas...sendo que a parte final (uma meia hora) é em estrada de piçarra ou terra, com trechos de pontes de madeira nada confiáveis...falta investimento ali em Riachão.

À noite fomos no restaurante Chega Mais, que é à margem do rio Tocantins, e dava pra ir a pé...comemos pizza...tudo bem simples, mas tava gostosinho.

IMG-20161115-WA0002.jpg.952964c11b9eee476bfc6ecb9eb2da61.jpgPizza média para 2 pessoas em torno de R$30. Caminhada tranquila, não sentimos medo de andar à noite.

O 3º dia de passeio foi para as cachoeiras do Rio Farinha: cachoeira de São Romão e do Prata. Nesse não dá pra ir de ônibus, pois a gente entra no mato e no meio do Parque Nacional da Chapada das Mesas mesmo para chegar lá. O transporte é bem ruim e desconfortável e a viagem de 2h30, sendo 2h nesse meio do mato...é cansativo, mas vale a pena! As paisagens são belas, CHAPADÕes, formações rochosas, cursos d´água, pequenas propriedades rurais familiares, com boizinhos pastando, cabras, cavalos, cachorros...você deve estar em sintonia com a natureza para poder disfrutar de toda essa beleza ímpar e abstrair o desconforto.

IMG-20161115-WA0007.jpg.e1b01248f883d5bfa171d95e0c3f50f8.jpgAo chegar a São Romão, descendo uma trilha de 2min você chega numa praiazinha de rio, em frente à cachoeira....maravilhoso. E pode ir andando para perto da cachoeira e na época da seca até passar por trás dela! Muitos pássaros com ninhos nas rochas atrás da cachoeira. E também tem como ir andando e vê-la de cima!

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IMG-20161115-WA0018.jpg.0ef7004b44a1274b42a2c9f75c39fa3b.jpgA comida foi uma das melhores da viagem, temperadinha de vó, pois lá é bem simples, rústico e é tudo familiar. Se conseguir, peça um suco de limão-rosa ou limão-cravo, que você não vai se arrepender! Eu trouxe limão-rosa pra plantar em Belém! Almoço foi tambaqui frito, arroz, feijão e farofa e tava uma delíiiiciaaaaaaaaaaa! Foi R$40. Não pagamos para entrar na cachoeira. Sobremesa foi doce de leite com coco artesanal feito no mesmo dia....Experiências como essa são para quem sabe dar valor a elas!!!

Após aproveitarmos muito a cachoeira de São Romão, seguimos para a cachoeira do Prata, onde também não se paga para entrar. Lá dá pra ver várias quedas d´água e, além da do Prata, tem a cachoeira da Pedra Furada, muito bela. A força da água é incrível! Deu pra tomar banho e comer tapioquinha da família que mora no local. Tudo muito simples, com direito a deitar nas redes dos anfitriões...Muito amor!

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Na volta, paramos em um curso de água gelada no meio do caminho e saímos da Chapada já anoitecendo, com a SUPERLUA doa dia 14/11/2016 coroando o céu! Não tenho palavras para descrever para vocês!!!! ::love::::love::::love::

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O tour de diA inteiro com o Sr. Nivaldo, a humildade, simpatia e gentileza em pessoa, foi em torno de R$100 por cabeça, que valem até o último centavo. Ele veio contando histórias pra gente se distrair na parte de estrada de terra e é uma pessoa nota mil!

À noite não tivemos nem energia para comer...só dormimos! Rss

O último dia na Chapada das Mesas foi para colocar a cereja no topo do bolo. Contratamos por fora o guia Zeca Tour (vide facebook) para nos levar num hiking até o topo do Morro do Chapéu pela parte da manhã. Fomos eu, meu marido e mais um turista e foi R$90 por cabeça. Quanto mais pessoas forem nesses passeios, maior o desconto. Se tivéssemos conseguido mais gente para ir conosco, teria sido ainda mais barato...uns R$70 talvez. Saímos num tempo meio chuvoso de leve, mas o Zeca disse que não iria atrapalhar ou impossibilitar o passeio, então confiamos. Ele estava pontualmente às 7h30 nos esperando na pousada Rochas. Fomos de carro, mais ou menos uns 45 min até o pé do Morro e de lá, uma subida que não é bem leve. Nem exageradamente pesada. Mas vi muitos dizendo na internet que é um trilha leve de 30min a 40 min...bem pessoal, não sei se eu que sou muito mole ou realmente sem experiência em trilhas, mas a trilha não é leve não. É uma trilha moderada, você tem que estar com o alongamento bem em dias, pois tem horas QUE tem que levar a perna láaa em cima pra se apoiar numa pedra ou galho de árvore. Nós fizemos a subida em 50min e valeu cada segundo.

IMG-20161115-WA0097.jpg.921ef584f26504ab50ef4147af4e28c5.jpgE ainda tivemos a doce companhia do cachorrinho da propriedade rural do pé do morro, que subiu, permaneceu lá em cima e desceu conosco depois, esperando por um petisquinho. Poxa, se eu soubesse, teria levado uma carnezinha para ele.

IMG-20161115-WA0125.jpg.35276367cba3a4c78f3cf6a3a51dcdaf.jpgO Zeca disse que sempre leva um pãozinho e que por isso que ele foi seguindo a gente, mas naquele dia ele estava desprevenido.

IMG-20161115-WA0081.jpg.34ccd5216d4afc6bc3743282740f00f5.jpgPassamos em torno de 1h20 lá em cima contemplando o visual....as várias ‘mesas” da chapada, Carolina vista de cima, o rio Tocantins ao fundo, a mata, as casinhas, as estradas e os boizinhos mugindo láaa embaixo...Gente, que sensação incrível! Muito muito lindo!! ::cool:::'> ::love:: Para quem tem disposição e quer sair do lugar-comum, super recomendo! O Morro do Chapéu tem aprox. 378metros de altura, leve tênis, roupa de ginástica (calça e camisa de manga comprida de preferência), boné e água. O clima não poderia estar melhor, pois não estava sol e a chuva dava trégua, e apesar de estar nublado, a vista não estava comprometida, foi maravilhoso! A descida foi um pouco mais difícil que a subida ::quilpish:: , por incrível que pareça, mas com o Zeca guiando não tem como dar errado.

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Na volta, tínhamos pedido para o Zeca nos deixar nas Cachoeiras de Itapecuru, pois era lá que estava o ônibus de nossa excursão e que iria sair às 15h para retornar à Belém. Daí, o Zeca disse assim: - Vou levar vocês pra comer num lugar muito bom e barato, bem melhor que Itapecuru.

Pois levou mesmo! Um restaurante na beira da estrada indo para Itapecuru, onde você paga R$30 (por cabeça) e come à vontade!!!! Tem tambaqui, galinha caipira e carne de sol e caímos de boca no tambaqui e carne de sol, que estavam dos deuses!!!! Gente, muito bom mesmo, teve suco de laranja natural jarra a R$10, muito bom também. Não lembro o nome agora, mas o Zeca vai me dizer e aí volto aqui e falo pra vocês.

Bom, quando o Zeca nos deixou em Itapecuru, já ficou o gostinho de saudade...tomamos banho de cachoeira para refrescar depois da trilha. Itapecuru é meio um balneário povão e, apesar de se pagar uns R$40 para entrar, as pessoas fazem churrasco lá dentro, achei meio muvucado.

IMG-20161116-WA0004.jpg.bba9bbf829b3efbc336e2334b6efb22d.jpg Tem aluguel de caiaque e estrutura de bar e restaurante, mas os banheiros não têm chuveiro. Là trocamos de roupa e saímos em direção a Estreito, onde paramos para janta (tinha sopa e self-service, além de alguns salgados...é uma parada meio precária, mas nas regiões norte e nordeste pegar a estrada é assim mesmo) e voltamos para Belém, onde chegamos às 05h30 da manhã do dia seguinte.

Para se conectar com a natureza e com um povo humilde e acolhedor, vá para a Chapada das Mesas! Sem frescuras, preconceitos e com muita disposição! Deixou saudades!

Um abraço a todos!

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Parabéns, belo relato, assim como as fotografias. Estou de olho na Chapada das Mesas há um tempo, está na minha lista. Será que seria muito complicado encaixar Lençóis Maranhenses, este que já conheço mas quero voltar a visitar, e Chapada das Mesas no mesmo roteiro?

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      https://maladaminhamae.blogspot.com/
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O transporte é feito em caminhonetes adaptadas com bancos na caçamba, que são chamadas de jardineiras, esse é o veículo “oficial” de Santo Amaro do Maranhão e você as verá por toda a cidade. Quem nos recebeu foi o guia Misael (98 84991741), muito simpático e educado, ofereceu o serviço de transporte até nossa pousada, o trajeto da entrada de Santo Amaro até o centrinho já é uma pequena aventura, pois o carro atravessa o Rio Alegre e literalmente passa por dentro dele, com a água chegando muito próxima de entrar dentro do veículo. O trajeto entre a entrada e o centrinho é rápido, chega-se em cerca de 15 minutos. Ficamos hospedados na Pousada Paraíso (98 984895598), fica bem localizada, apenas 2 quadras da praça central, possui quartos amplos, com ar-condicionado, chuveiro elétrico (é bom conferir se sua pousada oferece, pois nem todas disponibilizam) e um ótimo café da manhã, ela é simples, sem luxos, o wi-fi funciona mais na área externa do que nos quartos, porém nos atendeu perfeitamente, o valor da diária é cerca de R$110,00 por pessoa. Dica: verifique se sua pousada está localizada próxima a praça central, pois algumas ficam um pouco longe e em Santo Amaro tudo se faz a pé, existe inclusive um rio que corta a cidade e algumas pousadas ficam do outro lado desse rio, sendo necessário atravessá-lo para se chegar até o centro, ele não é fundo, mas a água pode chegar na altura da cintura, dependendo do tamanho da pessoa. Antes mesmo de fazer o check-in combinamos com o guia Misael de já fazer um passeio no período da tarde, é o passeio mais famoso de Santo Amaro, que são as lagoas Gaivota e Andorinha, com parada para ver o pôr do sol. O passeio sai às 15:00 com retorno por volta das 18:30. No centro de Santo Amaro existem inúmeras agências de turismo, você pode contratar o passeio diretamente com elas, ou então pela cooperativa de turismo de Santo Amaro, que fica num prédio ao lado da praça central. O preço é meio tabelado, mas vale a pena dar uma pesquisada, principalmente se for optar por passeios privativos, ou seja, no carro irá apenas o seu grupo (que é mais caro, porém te dá muito mais privacidade e liberdade) ou nos passeios coletivos (que são mais baratos, porém sem nenhuma privacidade ou liberdade). Você também pode reservar os passeios direto com a pousada, pois a maioria delas faz o agendamento direto com a Cooperativa. Após nos instalarmos no quarto, fomos atrás do almoço, uma dica importante é que Santo Amaro ainda está se desenvolvendo para o turismo, por isso existem poucos restaurantes, grande parte fechar a partir das 14:00, como a maioria dos comércios na cidade e de modo geral são simples e nem todos aceitam cartão de crédito/débito, levar dinheiro é importante e na praça central existe uma agência do Bradesco. Como o calor estava muito forte e o passeio não demoraria a sair, resolvemos almoçar próximo a pousada no restaurante Água Doce. Comemos uma moqueca de pescada amarela, comida simples, nada de mais, prato para duas pessoas R$ 75,00. Após o almoço voltamos para a pousada e fomos arrumar as coisas para o passeio, é importantíssimo levar filtro solar, óculos escuros, chapéu/boné e água. Os passeios acontecem no meio do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, ou seja, no meio do nada, onde não há nenhum tipo de comércio, nem muito menos banheiros. Uma dica: bebidas alcoólicas não são permitidas. Às 15:00 em ponto o Misael passou na pousada, parada na cooperativa para preenchimento de papelada (isso ocorre antes de todos os passeios), aproveitamos para passar no mercado e compramos água e coisinhas para comer, é importante lembrar que o comércio geral fecha por volta das 19:00, então, se organize para comprar as coisas antes dos passeios. Neste primeiro passeio optamos por fazer o coletivo e demos sorte pois estávamos apenas nós quatro e um pai com sua filha, que por sinal foram muito simpáticos e ótimas companhias. O valor desse passeio foi de R$ 60,00 por pessoa, sempre pagamento em dinheiro. Antes de entrar no parque há uma guarita onde se faz uma conferência de papéis e também do veículo, inclusive olhando o cooler onde ficam as bebidas, como disse anteriormente, bebidas alcoólicas não são permitidas. Tudo conferido, hora de começar o passeio. É importante lembrar que o Lençóis Maranhenses são uma área de grandes dunas, onde os lençóis freáticos afloram após o período de chuvas (que ocorre entre novembro a maio), criando as lagoas de águas doces, que são o grande atrativo do passeio, sendo assim, vale sempre destacar que é um passeio sem muito luxo ou conforto, o que para nós não foi nenhum problema. Após passar pela guarita o Misael já parou o carro e nos mostrou o local onde ficava uma casa que foi completamente tomada pela areia das dunas, segundo o guia, elas movem-se até 6 metros por ano. Feita a explicação, era hora de começar o passeio propriamente dito, a jardineira anda rápido para conseguir subir e descer as dunas, por isso é aconselhado deixar todas as coisas soltas guardadas dentro de bolsas e mochilas, inclusive chapéus e bonés, que acabam voando com facilidade, como aconteceu comigo. Os óculos escuros são indispensáveis, uma vez que o vento sopra constantemente no parque e mais o movimento do carro, a areia bate com força mesmo. A primeira vista que se tem dos Lençóis é algo realmente inacreditável, um mar de dunas que se estende por uma área a perder de vista, é realmente muito impactante, por mais que eu tenha visto inúmeras fotos, vídeos e lido depoimentos, nada se compara à estar realmente lá, é um visual deslumbrante. Logo após subir algumas dunas é feito uma parada no alto de uma delas para contemplar a paisagem e também fazer algumas fotos, parada rápida, como uma espécie de “boas-vindas” que o parque te dá. Nossa primeira parada foi na Lagoa Andorinha, uma lagoa grande e perene (não seca, independente da época do ano, no período de secas, que vai de julho a outubro, as lagoas vão secando conforme o tempo passa, por isso, o melhor período para conhece-las é de junho a setembro). A primeira vez que você aquela lagoa, de água doce e transparente no meio de uma monte de dunas, que te lembra um deserto, é muito marcante, e é realmente um visual único, que não se tem em mais nenhum outro lugar do nosso país. Em Santo Amaro os carros param do lado das lagoas, facilitando demais o acesso, além disso normalmente os carros que levam os turistas são equipados com cadeiras e guarda-sol, para deixar tudo ainda melhor. A água não é muito quente, porém, é ótima para o banho e por ser doce, não deixa aquela sensação “grudenta” da água do mar. Quando você está dentro da lagoa, com um tom de azul marcante, de águas transparentes e olha ao redor, aquelas dunas enormes, se tem uma sensação que é realmente indescritível e eu certamente não acharei palavras para descrever. Ficamos por ali aproveitando a lagoa que estava apenas para nós e mais pequeno grupo de outro passeio, para nadar e relaxar com aquele visual inacreditável ao nosso redor. Tiramos muitas fotos e subimos em algumas dunas para apreciar melhor a paisagem. Depois de ficar ali por cerca de 1 hora, fomos para a outra lagoa do passeio, a da Gaivota, que é basicamente a mesma coisa, só que com um tom de água mais esverdeado e com um formato diferente, as lagoas são sempre diferentes umas das outras, trazendo sempre uma nova surpresa. Isso já era por volta das 17:00 e como venta bastante, por mais que esteja calor, a sensação térmica é de mais frio, por isso optamos por ficar mais contemplando a paisagem do que propriamente dentro da água. Por volta das 18:00 o guia nos chamou e disse que a última parada é para ver o pôr do Sol, veja pelo menos uma vez o pôr do Sol no alto das dunas, não existem palavras para descrever o quão maravilhoso é esse momento. Nosso guia nos levou no alto de uma duna onde se pode ter uma linda visão do parque e o Sol se pondo na linha do horizonte, a maneira como os raios solares batem nas dunas formam um jogo de luz e sombras, dão um ar dourado a areia que é simplesmente deslumbrante, realmente não deixe de fazer isso pelo menos em um dos passeios, é emocionante. Terminado o pôr do Sol, voltamos para nossa pousada e já fechamos o passeio do dia seguinte, para Betânia. Se você estiver num pequeno grupo, como nós estávamos, de 4 pessoas, eu aconselho MUITO fazer os passeios privativos, eles sairão cerca de R$ 20,00 a R$ 30,00 a mais por pessoa, o que pode parecer muito, mas somente o fato de você estar com a liberdade e a privacidade de poder chegar e ir embora a hora que você quiser, sem depender de ninguém e sem ter nenhum tipo de aborrecimento por causa de pessoas que muitas vezes são “sem noção”, opte pelo privativo. É um tipo de gasto que vale MUITO a pena, ainda mais se forem passeios que duram o dia inteiro, imagine passar 8 horas junto à um grupo desagradável, isso estragaria sua viagem com certeza. Chegando na pousada, nos arrumamos e fomos jantar, normalmente os restaurantes fecham por volta das 21:00 (exceto nos finais de semana e férias), então, nada de deixar para comer muito tarde. Nessa noite comemos no Restaurante do Gordo, que fica numa rua atrás da praça central, paralelo ao Banco Bradesco, é só perguntar que todo mundo sabe onde é. O restaurante é simples, mas a comida é maravilhosa, porções fartas e bem servidas. Comemos camarão e peixe frio, cada porção serve bem duas pessoas e sai por volta de aproximadamente R$ 70,00. Recomendo demais! Para finalizar a noite, passeamos um pouco pela praça central e tomamos um sorvete na única sorveteria que fica na praça (não é dos melhores, mas para sobremesa estava ótimo, a casquinha com uma bola é R$ 4,00) Hora de voltar para a Pousada e descansar, amanhã tem muito mais.  
       
       
       
       
       
       
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
         
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por rafa_con
      Então pessoal, já agradeço desde já se uma boa alma conseguir dar uma luz. 
      Estou ensaiando montar um roteiro de 15 dias que saia do Jalapão e vá até os Lençóis Maranhenses passando (ou não) pela Chapada das Mesas. Seria uma passagem de São Paulo > Palmas e volta São Luís > São Paulo. O obstáculo: não dirijo. 
      A vasta maioria dos roteiros que vejo aqui por essa região envolve locar um carro ao menos para ir de Palmas até Carolina. Gostaria de saber se é tão fim do mundo assim usar transporte público entre Palmas x Carolina e depois Carolina x São Luís. Alguém da região sabe dar informações atuais sobre isso? Por favor, tudo no preço mochileiro de ser, estou pulando fora de transfers VIP (mas também não estou na aventura de pedir carona). Na verdade acho que é mais ajuda pra ver se é possível concretizar esse roteiro sem carro sem perder tanto tempo. 
      Valeu! 


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