Peru em 8 dias: Cusco + Trilha Inca ( 4 dias / 3 noites ) + Lima
Em dezembro de 2016, depois de praticamente 6 meses planejando a viagem, finalmente fui para o Peru, para minha primeira viagem pra fora do Brasil.
A primeira coisa que tinha em mente quando comecei a planejar a viagem é que eu iria fazer a trilha Inca clássica (4 dias / 3 noites) e a partir disso fui encaixando o roteiro de outros lugares.
Primeiramente ia fazer a viagem sozinho pois sou o único dos meus amigos que trabalhava na época e que conseguiu guardar dinheiro para viajar mas meu irmão conseguiu tirar férias do trabalho na mesma época que eu então fomos juntos.
Então o roteiro ficou o seguinte:
2 dias em Cusco
4 dias na Trilha Inca
1 dia em Cusco
1 tarde em Lima (escala de voo de 11h)
Cusco – 10 e 11 de dezembro de 2016
Peguei o voo as 6:55 em Guarulhos com destino a Cusco com uma escala em Lima e as 12:15 do horário do Peru estava em Cusco.
Chegando no aeroporto e pegando nossos mochilões, trocamos 100 reais por soles, no aeroporto a cotação estava 1 real para 0,80 soles mais ou menos. 1ª dica: troque somente o necessário para pegar um taxi e deixe o resto para trocar no centro de Cusco, la a cotação é 1 real para 1 sol.
Após isso fomos procurar um taxi para o Hostel que tínhamos reservado um quarto. Logo ao sair do saguão do aeroporto um monte de taxistas já começam a te oferecer a corrida e acabamos caindo na mentira de um deles de que para chegar no local do nosso hostel em Cusco o taxista tinha que ter uma permissão especial que os outros fora do aeroporto não tinha. MENTIRA!
Pagamos 40 soles pelo taxi, sendo que se tivéssemos saído do aeroporto dava para pagar uns 15 ou 20 soles, fica a dica e vida que segue.
Alugamos um quarto privado com duas camas no Wide Rover hostel para esses 2 primeiros dias em Cusco. O hostel é muito legal, tem café da manhã incluso, preços justos nas refeições que são muito boas, pessoas diferentes nacionalidades e um bar que tem festas malucas TODOS os dias! Se você gosta disso esse hostel é o ideal.
Esses dois dias ficamos basicamente passeando em Cusco, compramos toucas e luvas nas feirinhas da cidade para usarmos na trilha e aqui vai outra dica: negocie tudo, sempre da pra negociar o preço
Na noite dia 11 fomos para o bar do hostel com a promessa de comer alguma coisa, tomar uma Cusqueña e voltar para o quarto dormir cedo, pois no dia seguinte a van da agência iria passar as 5:30 no hostel para nos levar ao o começo da trilha, mas isso não aconteceu hahaha
Jantamos, tomamos uma cusqueña, depois tomamos outra e a festa começou a ficar mais agitada no bar. Conhecemos o gerente do bar do hostel que era muito gente boa e começou a conversar comigo e com meu irmão e após falarmos que eramos brasileiros, pagou 2 JagerBomb para nós.
Após umas doses de álcool pra cabeça, comecei a conversar com uma Irlandesa que depois de bêbada ligou o sotaque irlandês que eu não fui capaz de entender mais nada do seu inglês
Resumindo, fui dormir por volta das 2:30h da manhã.
Trilha Inca – 12 a 15 de dezembro de 2016
Incrivelmente acordamos no dia seguinte e pegamos a van que nos levaria até a entrada da trilha, de onde seguiríamos 45km a pé até Machu Pichhu.
O nosso grupo era composto por 9 pessoas: Eu e meu irmão Felipe do Brasil, Alex da Alemanha, os irmãos Camilo e Maria Fernanda (Mafe) da Guatemala, Lorena e Julieta da Argentina e os guias Héctor e Roberto do Peru.
12/12 – 1º Dia
Tivemos somente um problema, na entrada da trilha, você tem que mostrar o documento pelo qual fez a reserva. Meu irmão fez um passaporte novo e não estava com o antigo com o mesmo número que constava em seu ticket de entrada da trilha. Por a entrada ser muito controlada ele teve que pagar cerca de 260 soles para comprar um outro ticket de entrada. Então vale a pena ficar esperto com isso.
O primeiro dia é relativamente fácil se você tem algum preparo físico, o terreno é na maior parte plano, tem algumas subidas íngremes, mas são curtas.
Fizemos uma pausa para o almoço e por volta de umas 17h chegamos no lugar que iriamos acampar. Pelo que eu entendi, era um espaço cedido pela dona de um mercadinho que ficava do lado do local do acampamento para que em troca de ceder o lugar, os turistas comprassem mantimentos como água e outras coisas em seu comércio.
Mas não sabíamos disso hahaha O Camilo comprou umas Cusqueñas em uma outra vendinha que ficava um pouco mais abaixo da trilha e quando a senhora dona do comércio viu, começou a xingar e gritar com ele com uma rapidez que somente o espanhol permite Hahaha mas ficou somente nisso, tomamos nossas Cusqueñas e fomos dormir.
13/12 – 2º Dia
O segundo dia tem a fama de ser o mais difícil de todos. Antes eu pensava: não deve ser tão difícil assim, eu corro, ando de bike, faço academia, não vai ser nada demais. Queimei a língua. É beem puxado, são umas 8h de caminhada, sendo que umas 5h é em uma subida íngreme, com degraus de pedra e constante, se você está fora sem condicionamento físico, tem como fazer, mas faça no seu ritmo e contrate um portador para levar seu mochilão.
No fim dessa subida que parece a que a personagem da Uma Thurman tem que subir carregando um balde de água em seu treinamento com Pei Mei em Kill Bill: volume 2, você chega ao topo da montanha Warmihuanusca, em uma passagem apelidada de Dead Woman Pass, à 4200 metros de altitude e um frio de lascar, mas todo o esforço que você faz é recompensando pelas paisagens que você passa durante a trilha inteira, é animal!
Os guias recomendam ficar pouco tempo, 20 minutos no máximo no topo, pois logo que você chega dá para perceber os efeitos da altitude, para mim deu apenas uma falta de ar, como se não entrasse ar suficiente nos pulmões como entrava a alguns metros abaixo.
Então começamos a descer e após umas 2h chegamos no segundo acampamento. Almoçamos tarde esse dia, por volta de umas 15h e descansamos um pouco até a pipoca que sempre tinha a tarde e 1:30h depois a janta.
Os banheiros não são bons, longe disso. Somente no primeiro acampamento tinha um vaso sanitário, nos outros eram buracos no chão, então se está pensando em fazer a trilha inca, sugiro que treine agachamentos com isometria se é que me entende hahaha.
14/12 – 3º Dia
Em termos de tempo de caminhada, este é o mais longo dos dias, são bastante horas, se não me engano umas 10 ou 12 horas, boa parte do trajeto é composto de descidas, mas também as subidas não deixam de estar presentes.
No final de uma das subidas, os guias nos auxiliam a fazer uma oferenda à Pachamama, colocando três folhas de coca em baixo de uma pedra no topo da montanha e desejando coisas boas.
Neste dia como no primeiro, há uma pausa para o almoço e 1:30h depois a caminhada continua.
É o dia mais bonito, paisagens e as ruínas Incas estão sempre presentes como o sítio de Runkuraqay e Wiñaywayna.
Finalmente chegamos no ultimo acampamento e fizemos nossa última refeição juntos. No final há um agradecimento aos guias e aos portadores que estiveram com nós todos os dias.
15/12 – 4º Dia (Machu Picchu)
Acordamos 3:30h da manhã como havíamos sido instruídos pelos guias na noite anterior pois há um posto de controle que temos que passar que faz uma fila gigantesca das pessoas que estão fazendo a trilha e para vermos o Sol nascendo em Machu Picchu
Nós ficamos esperando cerca de 1:30h na fila até a passagem ser liberada e aí começamos uma caminhada até a Porta do Sol, o momento que marca o fim da trilha Inca e de onde se pode ter a primeira vista de Machu Picchu.
A primeira vista das ruínas da cidade de Machu Picchu é indescritível, é inacreditável como uma cidade tão grande pode ser construída por uma civilização sem tecnologia e com instrumentos rudimentares.
Após a primeira vista, seguimos descendo para entrar na cidade e logo chegamos na entrada, onde tem um local onde se pode carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, então leve seu passaporte.
Entramos na cidade e fizemos um tour guiado pelas ruinas de Machu Picchu passando pelos principais pontos como Templo do Sol, Três Janelas, Palácio do Inca e a Intihuatana, uma pedra que aponta exatamente ao norte, e sim, testamos com uma bússola.
Já ouvi muita gente falando que se arrependeu de ir a Machu Picchu, que tem muitos turistas, que não vale a pena, mas realmente, não tem como se arrepender, a cidade é incrível, muito bonita, tem muitos turistas? Claro, mas justamente por que é incrível!
15/12 – Águas Calientes
Depois do nosso tour por Machu Picchu, os guias combinaram com a gente de se encontrar em um restaurante chamado Machu Pisco (um trocadilho com o nome da bebida peruana destilada de uva) em Águas Calientes para almoçarmos e nos despedir oficialmente.
Existem duas opções de ir de Machu Picchu para Águas Calientes, a primeira é pegar um ônibus que custa 12 dólares e demora 25 minutos ou descer a pé por uma trilha de 2 horas que desce a montanha cruzando a estrada de terra que o ônibus pega.
Pensamos: Estamos cansados? Sim, mas dá pra usar esses 12 dólares em Cusqueñas em Águas Calientes pô! hahaha e assim fomos eu, meu irmão, Alex, Camilo e Mafe em nossa última caminhada juntos acompanhados de 2 cachorros que nos seguiram o percurso inteiro que, hora ou outra corriam atrás dos ônibus que passavam na estradinha de terra em forma de serpente.
Chegando em Águas Calientes passamos por um bar logo na entrada da cidade com uma placa escrita “Happy Hour”, mas seguimos ao restaurante combinado onde nos encontramos com nossos guias e com as argentinas que foram de ônibus. Almoçamos e tomamos umas Cusqueñas juntos e no fim nos despedimos dos nossos guias Roberto e Héctor.
Ainda eram umas 15:00h e nosso trem até Ollantaytambo sairia somente umas 17:50h, então o Camilo sugeriu para irmos para aquele happy hour, e assim fomos.
Não sei o que o guatemalteco falou com o dono do bar que a cada rodada de Pisco Sour, (um drink peruano tão importante quanto a caipirinha para nós brasileiros) que pedíamos, ganhávamos sempre uns a mais. Depois de umas dessas até Alex o alemão, estava tão extrovertido como brasileiro em carnaval hahaha e assim foi nossa despedida.
Gracias amigos!
15/12 – Parte 2
Eu e meu irmão chegamos no Wide Rover Hostel por voltas das 23:30 e fomos informados que o quarto que estávamos antes já estava ocupado e era o único com duas camas de solteiro e que o único disponível era um de 4 pessoas, mas tinham duas meninas la e ainda o recepcionista perguntou se tinha algum problema. Que situação triste em hahahaha
Conhecemos as meninas, uma de Zimbabwe e a outra do Canadá que nos convidaram a ir para o bar do Hostel. O cansaço de 4 dias de trilha era grande, mas não se recusa um convite desses, e assim fomos.
Ficamos no bar do hostel até as 2h da manhã e depois fomos nós quatro para o The Temple, uma balada de Cusco que ficamos até umas 4h. Que dia louco amigo!
16/02 – Cusco novamente
Neste dia basicamente demos uma volta em Cusco para comprar alguns presentes ou lembrancinhas para amigos e família e arrumamos nossas mochilas para pegar o voo com destino a Lima no dia seguinte.
Prometemos que íamos dormir cedo pra acordar bem e pegar o voo de manhã no dia seguinte e dessa vez cumprimos hahaha
17/02 – Uma tarde em Lima
Chegamos em Lima e só aí percebemos que não sabíamos nada do que conhecer por lá. A única coisa que já tinha ouvido falar era da Plaza Central ou Plaza Mayor e para lá fomos. O táxi dentro do aeroporto estava 60 soles e lá fora conseguimos um por 35 soles.
O transito em Lima é maluco! Na verdade, em Cusco também é, mas em Lima é uma desorganização generalizada, nos balões não tem faixa dividindo as pistas e nem semáforo, é no esquema de que vença o melhor. Rapidamente você percebe que os carros têm fita isolante pra todos os lados devido as batidas sofridas.
A Plaza Central é muito bonita, onde se encontra a Parroquia del Sagrario do ano de 1665. Demos uma volta por ali algumas horas.
Almoçamos em no restaurante El Passífico, recomendado por um segurança que estava na praça, pedi um Lomo Saltado que estava muito bom!
Demos mais uma volta por ali perto, ficamos um pouco em um Starbucks para usar o Wifi e logo após isso pegamos um táxi de volta para o aeroporto.
Creio que há muito mais para conhecer em Lima, mas no curto período de tempo que tínhamos foi o que deu para conhecer, mas parece ser uma cidade muito bonita, quem sabe um dia eu volto.
Vídeo da viagem feito pelo meu irmão, Felipe Coelho:
Gracias Peru, que viagem incrível!
“Aos amigos de estrada, que a curiosidade do próximo destino seja sempre mais forte que você” (LAMMEL, Aldo)
Peru em 8 dias: Cusco + Trilha Inca ( 4 dias / 3 noites ) + Lima
Em dezembro de 2016, depois de praticamente 6 meses planejando a viagem, finalmente fui para o Peru, para minha primeira viagem pra fora do Brasil.
A primeira coisa que tinha em mente quando comecei a planejar a viagem é que eu iria fazer a trilha Inca clássica (4 dias / 3 noites) e a partir disso fui encaixando o roteiro de outros lugares.
Primeiramente ia fazer a viagem sozinho pois sou o único dos meus amigos que trabalhava na época e que conseguiu guardar dinheiro para viajar mas meu irmão conseguiu tirar férias do trabalho na mesma época que eu então fomos juntos.
Então o roteiro ficou o seguinte:
2 dias em Cusco
4 dias na Trilha Inca
1 dia em Cusco
1 tarde em Lima (escala de voo de 11h)
Cusco – 10 e 11 de dezembro de 2016
Peguei o voo as 6:55 em Guarulhos com destino a Cusco com uma escala em Lima e as 12:15 do horário do Peru estava em Cusco.
Chegando no aeroporto e pegando nossos mochilões, trocamos 100 reais por soles, no aeroporto a cotação estava 1 real para 0,80 soles mais ou menos. 1ª dica: troque somente o necessário para pegar um taxi e deixe o resto para trocar no centro de Cusco, la a cotação é 1 real para 1 sol.
Após isso fomos procurar um taxi para o Hostel que tínhamos reservado um quarto. Logo ao sair do saguão do aeroporto um monte de taxistas já começam a te oferecer a corrida e acabamos caindo na mentira de um deles de que para chegar no local do nosso hostel em Cusco o taxista tinha que ter uma permissão especial que os outros fora do aeroporto não tinha. MENTIRA!
Pagamos 40 soles pelo taxi, sendo que se tivéssemos saído do aeroporto dava para pagar uns 15 ou 20 soles, fica a dica e vida que segue.
Alugamos um quarto privado com duas camas no Wide Rover hostel para esses 2 primeiros dias em Cusco. O hostel é muito legal, tem café da manhã incluso, preços justos nas refeições que são muito boas, pessoas diferentes nacionalidades e um bar que tem festas malucas TODOS os dias!
Se você gosta disso esse hostel é o ideal.
Esses dois dias ficamos basicamente passeando em Cusco, compramos toucas e luvas nas feirinhas da cidade para usarmos na trilha e aqui vai outra dica: negocie tudo, sempre da pra negociar o preço
Na noite dia 11 fomos para o bar do hostel com a promessa de comer alguma coisa, tomar uma Cusqueña e voltar para o quarto dormir cedo, pois no dia seguinte a van da agência iria passar as 5:30 no hostel para nos levar ao o começo da trilha, mas isso não aconteceu hahaha
Jantamos, tomamos uma cusqueña, depois tomamos outra e a festa começou a ficar mais agitada no bar. Conhecemos o gerente do bar do hostel que era muito gente boa e começou a conversar comigo e com meu irmão e após falarmos que eramos brasileiros, pagou 2 JagerBomb para nós.
Após umas doses de álcool pra cabeça, comecei a conversar com uma Irlandesa que depois de bêbada ligou o sotaque irlandês que eu não fui capaz de entender mais nada do seu inglês
Resumindo, fui dormir por volta das 2:30h da manhã.
Trilha Inca – 12 a 15 de dezembro de 2016
Incrivelmente acordamos no dia seguinte e pegamos a van que nos levaria até a entrada da trilha, de onde seguiríamos 45km a pé até Machu Pichhu.
O nosso grupo era composto por 9 pessoas: Eu e meu irmão Felipe do Brasil, Alex da Alemanha, os irmãos Camilo e Maria Fernanda (Mafe) da Guatemala, Lorena e Julieta da Argentina e os guias Héctor e Roberto do Peru.
12/12 – 1º Dia
Tivemos somente um problema, na entrada da trilha, você tem que mostrar o documento pelo qual fez a reserva. Meu irmão fez um passaporte novo e não estava com o antigo com o mesmo número que constava em seu ticket de entrada da trilha. Por a entrada ser muito controlada ele teve que pagar cerca de 260 soles para comprar um outro ticket de entrada. Então vale a pena ficar esperto com isso.
O primeiro dia é relativamente fácil se você tem algum preparo físico, o terreno é na maior parte plano, tem algumas subidas íngremes, mas são curtas.
Fizemos uma pausa para o almoço e por volta de umas 17h chegamos no lugar que iriamos acampar. Pelo que eu entendi, era um espaço cedido pela dona de um mercadinho que ficava do lado do local do acampamento para que em troca de ceder o lugar, os turistas comprassem mantimentos como água e outras coisas em seu comércio.
Mas não sabíamos disso hahaha O Camilo comprou umas Cusqueñas em uma outra vendinha que ficava um pouco mais abaixo da trilha e quando a senhora dona do comércio viu, começou a xingar e gritar com ele com uma rapidez que somente o espanhol permite Hahaha mas ficou somente nisso, tomamos nossas Cusqueñas e fomos dormir.
13/12 – 2º Dia
O segundo dia tem a fama de ser o mais difícil de todos. Antes eu pensava: não deve ser tão difícil assim, eu corro, ando de bike, faço academia, não vai ser nada demais. Queimei a língua. É beem puxado, são umas 8h de caminhada, sendo que umas 5h é em uma subida íngreme, com degraus de pedra e constante, se você está fora sem condicionamento físico, tem como fazer, mas faça no seu ritmo e contrate um portador para levar seu mochilão.
No fim dessa subida que parece a que a personagem da Uma Thurman tem que subir carregando um balde de água em seu treinamento com Pei Mei em Kill Bill: volume 2, você chega ao topo da montanha Warmihuanusca, em uma passagem apelidada de Dead Woman Pass, à 4200 metros de altitude e um frio de lascar, mas todo o esforço que você faz é recompensando pelas paisagens que você passa durante a trilha inteira, é animal!
Os guias recomendam ficar pouco tempo, 20 minutos no máximo no topo, pois logo que você chega dá para perceber os efeitos da altitude, para mim deu apenas uma falta de ar, como se não entrasse ar suficiente nos pulmões como entrava a alguns metros abaixo.
Então começamos a descer e após umas 2h chegamos no segundo acampamento. Almoçamos tarde esse dia, por volta de umas 15h e descansamos um pouco até a pipoca que sempre tinha a tarde e 1:30h depois a janta.
Os banheiros não são bons, longe disso. Somente no primeiro acampamento tinha um vaso sanitário, nos outros eram buracos no chão, então se está pensando em fazer a trilha inca, sugiro que treine agachamentos com isometria se é que me entende hahaha.
14/12 – 3º Dia
Em termos de tempo de caminhada, este é o mais longo dos dias, são bastante horas, se não me engano umas 10 ou 12 horas, boa parte do trajeto é composto de descidas, mas também as subidas não deixam de estar presentes.
No final de uma das subidas, os guias nos auxiliam a fazer uma oferenda à Pachamama, colocando três folhas de coca em baixo de uma pedra no topo da montanha e desejando coisas boas.
Neste dia como no primeiro, há uma pausa para o almoço e 1:30h depois a caminhada continua.
É o dia mais bonito, paisagens e as ruínas Incas estão sempre presentes como o sítio de Runkuraqay e Wiñaywayna.
Finalmente chegamos no ultimo acampamento e fizemos nossa última refeição juntos. No final há um agradecimento aos guias e aos portadores que estiveram com nós todos os dias.
15/12 – 4º Dia (Machu Picchu)
Acordamos 3:30h da manhã como havíamos sido instruídos pelos guias na noite anterior pois há um posto de controle que temos que passar que faz uma fila gigantesca das pessoas que estão fazendo a trilha e para vermos o Sol nascendo em Machu Picchu
Nós ficamos esperando cerca de 1:30h na fila até a passagem ser liberada e aí começamos uma caminhada até a Porta do Sol, o momento que marca o fim da trilha Inca e de onde se pode ter a primeira vista de Machu Picchu.
A primeira vista das ruínas da cidade de Machu Picchu é indescritível, é inacreditável como uma cidade tão grande pode ser construída por uma civilização sem tecnologia e com instrumentos rudimentares.
Após a primeira vista, seguimos descendo para entrar na cidade e logo chegamos na entrada, onde tem um local onde se pode carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, então leve seu passaporte.
Entramos na cidade e fizemos um tour guiado pelas ruinas de Machu Picchu passando pelos principais pontos como Templo do Sol, Três Janelas, Palácio do Inca e a Intihuatana, uma pedra que aponta exatamente ao norte, e sim, testamos com uma bússola.
Já ouvi muita gente falando que se arrependeu de ir a Machu Picchu, que tem muitos turistas, que não vale a pena, mas realmente, não tem como se arrepender, a cidade é incrível, muito bonita, tem muitos turistas? Claro, mas justamente por que é incrível!
15/12 – Águas Calientes
Depois do nosso tour por Machu Picchu, os guias combinaram com a gente de se encontrar em um restaurante chamado Machu Pisco (um trocadilho com o nome da bebida peruana destilada de uva) em Águas Calientes para almoçarmos e nos despedir oficialmente.
Existem duas opções de ir de Machu Picchu para Águas Calientes, a primeira é pegar um ônibus que custa 12 dólares e demora 25 minutos ou descer a pé por uma trilha de 2 horas que desce a montanha cruzando a estrada de terra que o ônibus pega.
Pensamos: Estamos cansados? Sim, mas dá pra usar esses 12 dólares em Cusqueñas em Águas Calientes pô! hahaha
e assim fomos eu, meu irmão, Alex, Camilo e Mafe em nossa última caminhada juntos acompanhados de 2 cachorros que nos seguiram o percurso inteiro que, hora ou outra corriam atrás dos ônibus que passavam na estradinha de terra em forma de serpente.
Chegando em Águas Calientes passamos por um bar logo na entrada da cidade com uma placa escrita “Happy Hour”, mas seguimos ao restaurante combinado onde nos encontramos com nossos guias e com as argentinas que foram de ônibus. Almoçamos e tomamos umas Cusqueñas juntos e no fim nos despedimos dos nossos guias Roberto e Héctor.
Ainda eram umas 15:00h e nosso trem até Ollantaytambo sairia somente umas 17:50h, então o Camilo sugeriu para irmos para aquele happy hour, e assim fomos.
Não sei o que o guatemalteco falou com o dono do bar que a cada rodada de Pisco Sour, (um drink peruano tão importante quanto a caipirinha para nós brasileiros) que pedíamos, ganhávamos sempre uns a mais. Depois de umas dessas até Alex o alemão, estava tão extrovertido como brasileiro em carnaval hahaha e assim foi nossa despedida.
Gracias amigos!
15/12 – Parte 2
Eu e meu irmão chegamos no Wide Rover Hostel por voltas das 23:30 e fomos informados que o quarto que estávamos antes já estava ocupado e era o único com duas camas de solteiro e que o único disponível era um de 4 pessoas, mas tinham duas meninas la e ainda o recepcionista perguntou se tinha algum problema. Que situação triste em hahahaha
Conhecemos as meninas, uma de Zimbabwe e a outra do Canadá que nos convidaram a ir para o bar do Hostel. O cansaço de 4 dias de trilha era grande, mas não se recusa um convite desses, e assim fomos.
Ficamos no bar do hostel até as 2h da manhã e depois fomos nós quatro para o The Temple, uma balada de Cusco que ficamos até umas 4h. Que dia louco amigo!
16/02 – Cusco novamente
Neste dia basicamente demos uma volta em Cusco para comprar alguns presentes ou lembrancinhas para amigos e família e arrumamos nossas mochilas para pegar o voo com destino a Lima no dia seguinte.
Prometemos que íamos dormir cedo pra acordar bem e pegar o voo de manhã no dia seguinte e dessa vez cumprimos hahaha
17/02 – Uma tarde em Lima
Chegamos em Lima e só aí percebemos que não sabíamos nada do que conhecer por lá. A única coisa que já tinha ouvido falar era da Plaza Central ou Plaza Mayor e para lá fomos. O táxi dentro do aeroporto estava 60 soles e lá fora conseguimos um por 35 soles.
O transito em Lima é maluco! Na verdade, em Cusco também é, mas em Lima é uma desorganização generalizada, nos balões não tem faixa dividindo as pistas e nem semáforo, é no esquema de que vença o melhor. Rapidamente você percebe que os carros têm fita isolante pra todos os lados devido as batidas sofridas.
A Plaza Central é muito bonita, onde se encontra a Parroquia del Sagrario do ano de 1665. Demos uma volta por ali algumas horas.
Almoçamos em no restaurante El Passífico, recomendado por um segurança que estava na praça, pedi um Lomo Saltado que estava muito bom!
Demos mais uma volta por ali perto, ficamos um pouco em um Starbucks para usar o Wifi e logo após isso pegamos um táxi de volta para o aeroporto.
Creio que há muito mais para conhecer em Lima, mas no curto período de tempo que tínhamos foi o que deu para conhecer, mas parece ser uma cidade muito bonita, quem sabe um dia eu volto.
Vídeo da viagem feito pelo meu irmão, Felipe Coelho:
Gracias Peru, que viagem incrível!
“Aos amigos de estrada, que a curiosidade do próximo destino seja sempre mais forte que você” (LAMMEL, Aldo)
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