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Viajante Inveterado

Callao, o outro lado de Lima

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Olá, viajantes!!

 

O último post foi uma breve introdução à essa viagem, onde confrontei o planejamento com a execução. Se você ainda não o leu, clique aqui: http://www.viajanteinveterado.com.br/mochilao-america-do-sul-ii-introducao/

 

Hoje vamos embarcar juntos nas memórias dessa incrível viagem de três semanas pelo norte do Peru, Equador e Colômbia.

 

Apertem os cintos e boa viagem! =)

 

O começo da viagem

No dia 16 de abril deste ano (2016), Carioca, Marcelo e eu partimos do aeroporto de Guarulhos às 7h40 até a cidade de Lima, nosso ponto de partida para o nosso segundo mochilão pela América do Sul – o primeiro foi no ano passado.

 

Voamos pela TAM (passagem de ida comprada por 14 mil milhas) e, durante o tranquilo voo, assisti ao filme The Revenant (O Regresso), que deu o Oscar ao protagonista Leonardo Di Caprio. Mas fiz uma pausa quando serviram um croissant tão gostoso que nem me importei muito com as asas de bule da pessoa que estava ao meu lado!

 

Desembarcamos às 10h55 e esperamos pelo Israel, peruano, amigo do Marcelo, que foi nosso anfitrião. Aliás, já deixo aqui meu agradecimento a ele que nos recebeu muitíssimo bem e gastou todo seu tempo rodando conosco pela cidade!!

 

Callao, o outro lado de Lima

Eu ainda não tive a oportunidade de contar a muita gente, portanto, digo agora: Lima é a minha capital preferida na América do Sul. Ok, eu também gosto muito das outras capitais sul-americanas que tive a oportunidade de conhecer, mas Lima é especial. Estive lá pela primeira vez em 2015, durante o Mochilão América do Sul I (ainda não tive tempo de escrever os posts), quando passei pelo Chile, Bolívia e Peru. Na ocasião, Lima foi a última cidade visitada e uma das grandes surpresas da viagem.

 

Uma das coisas que me faz gostar de um local ou de uma cidade é algo que não podemos tocar, nem ver mas, sim, sentir. É o que chamamos de atmosfera. E é isso que Lima tem de mais especial, a atmosfera.

 

Mas falando em “sentir”, Lima é um ótimo local para despertar todos os sentidos. Vamos começar pelo paladar… Bom, só de lembrar dos ceviches já me dá água na boca! Para a visão podemos reservar uma das inesquecíveis vistas que se têm ao caminhar pela orla de Miraflores, no Parque del Amor. Para contemplar a audição, vamos tentar esquecer as ensurdecedoras buzinadas do centro da cidade e tentar focar nas músicas alegres e tranquilas das fontes do Parque de la Reserva ou nas flautinhas peruanas (se você não gosta, esqueça essa parte!!). Para o tato, continue no mesmo Parque e deixe-se molhar nos labirintos d’água. Por fim, aventure seu olfato cheirando um copo de Pisco Sour, uma mistura de pisco, suco de limão, açúcar e clara de ovo (juro que o cheiro não é ruim). Mas… Se você quiser misturar todos os sentidos, beba uma Inca Kola bem gelada (já virou piada, mas eu gosto mesmo!)!!! Rsrs

 

Pois é, eu já falei tanto de Lima, mas o post de hoje é sobre o outro lado de Lima, ou seja, é sobre Callao. Portanto, deixemos Lima para o post que farei sobre a viagem do ano passado, quando realmente percorremos toda a cidade, ok?!

 

Muitos conhecem Callao apenas como “a cidade onde fica o aeroporto internacional” (tipo… Guarulhos), uma zona distante e não muito segura. Mas é aí que eles se enganam, Callao tem muito pra oferecer!

 

La Punta, Callao

Saímos do aeroporto com Israel e Julissa, sua amiga. Eu já nem me lembrava que o trânsito por lá era tão caótico, onde buzinadas, cortadas e atravessadas são triviais. Mas eles se entendem. O destino era La Punta, um bairro diferenciado, seguro e tranquilo, enfeitado por casarões coloniais – residências de pessoas abastadas. O pequeno bairro compreende uma pracinha central (com wi-fi liberada, pasmem!), uma igreja, uma grande área de passeio compreendida pela Plaza San Martín e pelo Malecón Pardo, a Escola Naval do Peru, a praia (bastante frequentada) e, para a nossa felicidade, restaurantes.

 

Já estávamos com fome e a escolha do restaurante, entre mais de uma dezena deles, foi simples: o primeiro que vimos! O Donde Yolo é um restaurante que oferece uma vasta gastronomia peruana e não perdemos a chance de experimentar alguns dos melhores pratos. Mal sentamos e já nos serviram a tradicional cancha, a pipoca peruana (uma espécie de grão de milho gigante, salgado, sempre servido como aperitivo).

 

De olho no cardápio, pra não errar, pedimos um ceviche de peixe para dar um bom início às degustações: peixe marinado, acompanhado por muita cebola roxa, pimenta, batata doce, maíz (milho) e fatias de banana frita.

 

Com o paladar testado, seguimos para os choros (ou choritos) a la chalaca (à moda do Callao): mariscos servidos numa concha ou colher, acompanhados de cebola roxa, pimenta, grãos de maíz e suco de limão.

 

Para elevar nosso almoço à uma verdadeira orgia gastronômica, pedimos mais dois pratos. O prato da casa A La Yolo: arroz com mariscos, camarões, e caranguejo salpicados com queijo ralado e, obviamente, acompanhados por muita cebola roxa e pimenta. E o último, Jalea Mixta: uma combinação maravilhosa de frutos do mar fritos, acompanhados por mandioca também frita e adivinhem… Cebola roxa e pimenta, claro! Para aliviar o paladar de tanta pimenta, os pratos foram bem acompanhados pelas cervejas Pilsen e Cusqueña. Estávamos em cinco pessoas e gastamos cerca de S/.48,00 por pessoa.

 

Depois do banquete, fomos dar uma volta a pé pelo bairro. Passamos em frente à Escola Naval do Peru, e chegamos à Playa Cantolao. Havia bastante gente mas, à primeira vista, o chão de pedras (ao invés de areia) chocou um pouco. A vista, porém, é bem bonita. Dá pra ver o porto à direita, atrás de muitos barcos, veleiros e iates que repousavam sobre o Pacífico. O molhe à esquerda tranquiliza as águas da praia e os banhistas aproveitam a “piscina” sem ondas.

 

Continuamos caminhando até a Plaza Matriz, uma pracinha agradável, com um coreto no centro e com wi-fi liberada. Ao norte, a Iglesia Sagrado Corazón de Jesus servia de palco para um casamento. Em frente à entrada principal, um belo carro antigo conversível (um Ford A Phaeton, de 1931) aguardava a saída dos noivos. Ao sul da praça, fica a Facultad de Teología.

 

Não chegamos a visitar o outro lado de La Punta, onde ficam o Parque Ostolaza e a Playa La Arenilla – ao que me parece, essa praia não dá pra curtir mas é possível fazer uma caminhada pela orla.

 

Saindo de La Punta, passamos em frente à imponente Fortaleza Real Felipe e ao Museo de Sitio Naval Submarino Abtao, onde você tem a experiência de conhecer um submarino de guerra – mas eles também não couberam em nossa programação.

 

Pra não me estender demais, vou parando por aqui… No próximo post vou contar como os peruanos tomam cerveja (é bem diferente!!!), como foi assistir a um show de Salsa ao vivo e o que fizemos na noite limenha. Aguardem!!

 

 

 

Leia o post original com fotos e informações detalhadas sobre as atrações:

http://www.viajanteinveterado.com.br/callao-o-outro-lado-de-lima/

 

Este post faz parte da série Mochilão América do Sul II:

http://www.viajanteinveterado.com.br/category/grandes-viagens/mochilao-na-america-do-sul-ii/

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    • Por debalves
      Olá amigos Mochileiros!
      Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". 🙃

      Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou um pouco mais aberto à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos.

      Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa!

      O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

      Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é  bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada.  O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa  freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos  mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo.

      Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)!

      Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite.

      Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião.

      No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral.  Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico.

      Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro.

      Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total.

       Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas!

      Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas.  Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?!

      À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas!

      No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante.  Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados!

      Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina!

      Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois.

      Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?!

      De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles.

      Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 euros para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada.

      Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com  design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também.

      Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá.

      Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?!  Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. 😟 Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles.

      Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo.

      Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.

    • Por FelipeMendes
      Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer.
      Passagens 
      Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian.
      A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva.   Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos).   Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios.   Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com).   Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257 para duas diárias, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF.   Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada) para uma diária. Reservamos pelo Booking.com.    Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59 para duas diárias, pagamos com cartão de crédito).   Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio.   (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
    • Por Ane_rb
      Boa noite! 
      Estou indo viajar com meu noivo para lima dia 16, onde ficaremos 2 noites, 16 e 17, e iremos dia 18 para cusco e voltaremos para lima dia 25 de outubro as 5 estaremos voltando para lima e depois SP. 
      E por enquanto estamos meios perdidos quanto ao roteiro, e menor custo para melhor aproveitar nossa estadia. Estamos por enquanto seguindo o roteiro do "Vai por mim" -  viaje na viagem. Ele indica para visitarmos o centro historico de lima, Museu larco, e de noite ir no bairro barranco, huaca Pucllana, Malecon de mira flores, circuito magico da agua. Tem algo que vocês excluem? Incluem? Hoteis que ficaria melhor e mais barato? Ou airbnb? Hostel? 
       
    • Por Andersonramos
      Olá, mochileiros e mochileiras!
      A pedido de minha amiga, priscila dos santos, e também com a intenção de contribuir para quem tem vontade de ir ao peru, vou relatar a viagem que fiz do dia 18 de maio de 2017 até 28 de maio de 2017 a esse país maravilhoso, peru!
      Bom, primeiramente fiz uma pesquisa pela internet em diversos site, inclusive mochileiros.Com, obviamente, para encontrar atrações, preços de passagens, hospedagem, transportes no peru e como estaria o clima, pois isso já influencia nas roupas que vão na sua mochila. Após decidir o meu roteiro, que foi lima, huaraz, cusco e machu picchu, comecei a fazer as reservas das passagens e hospedagens.
      Ok, vou primeiro mostrar como foram gastos os r$3.000,00.
      Utilizei o site skyscanner para buscar as passagens aéreas mais baratas, e encontrei na empresa avianca. 04 (quatro) voos, são paulo-lima, lima-cusco, cusco-lima e lima-são paulo= r$1.345,00. Depois comprei as passagens de ônibus com destino a belíssima cidade de huaraz, ida e volta r$ 86,00, comprei pelo site do gran terminal terrestre plaza norte. Nessa cidade fiz um trekking a laguna 69, saindo um valor de r$ 45,00 já com a entrada no parque. Comprei o ingresso para a entrada a machu picchu com a subida à montanha waynapicchu, aquela montanha que aparece nas fotos clássicas de macchu pichu, por r$ 276,00, no site ingressomachupicchu.Com. Para ir a águas calientes, cidade onde fica machu picchu, fui de trem da empresa inca rail saindo da cidade de ollantaytambo, por r$206,00, somente a ida, pois a volta paguei apenas r$30,00 saindo da hidrelétrica e ficando em cusco. Fiz um tour saindo as 07:00 de cusco para conhecer um povoado em chinchero, posterior as salinas de maras e após moray, parando para almoçar em urubamba e após prosseguindo para o sítio arqueológico de ollantaytambo. Fiquei nessa cidade para ir de trem a águas calientes, o tour retornou para cusco, sendo que iriam passar em outro lugar chamado pisac. Esse passeio custou-me r$165,00, com um mega almoço incluso. Ahh pessoal, tenho como hobby corrida de rua, então corri a meia maratona em lima, paguei r$ 92,00.
      Como vocês viram, o valor está em r$2.245,00, os r$755,00 foi gasto com hospedagem em hostel, em média r$30,00 a diária com café da manhã excelente incluso, alimentação, que é super barata, pode comer bem por r$ 5,00, r$10,00, r$15,00 ou r$40,00, vai da sua preferência e visitas a museus que você se depara nas cidades.
      Muito bem, pessoal, agora um pouco da minha aventura.
      Saí de são paulo no dia 18 às 05:00 am, cheguei em lima às 08:00 am (lá é outro fuso horário são duas horas a menos). Peguei um táxi fora do aeroporto e paguei r$ 30,00 até o terminal plaza norte após uma pechincha, dentro do aeroporto era r$60,00. No peru os táxis não têm taxímetro, então você tem que negociar o preço antes, e se você pechinchar terá belos descontos, em tudo que for comprar. Chegando no terminal rodoviário plaza norte, almocei no mercado central, comi arroz com mariscos e ceviche, por r$ 5,00. Às 14:00 embarquei com destino a huaraz no ônibus da empresa oltursa, que até serviço de bordo tem, chegando ao destino final às 21:00. Aqui no brasil combinei o trekking à laguna 69 com o scheler (esse é o zap contato de +51 943 397 706), ao sair do ônibus lá estava ele com uma plaquinha com o meu nome, achei sensacional rsrs. Fomos para o hostel casa blanca e lá já paguei o trekking para ele e no outro dia ás 05:20 am na porta do hostel como combinado lá estava o ônibus que iria me levar ao início do trekking, que eu fiz na companhia da débora, uma brasileira de minas gerais que conheci logo no início da caminhada. Fizemos o percurso no total de 02h45m, paramos para tirar diversas fotos, mas algumas paradas para fotos era estratégia para descansar kkkkk, a altitude para quem não tá acostumado e complicado, mas chegando a laguna você esquece de todo sofrimento, o lugar é incrivelmente lindo, a cor da água é surpreendente e a neve na parte de cima deixa a visão mais encantadora. Façam o trekking laguna 69, não irão se arrepender. Retornei para o hostel às 19:00 pm, tomei um banho caliente, comi alguma coisa e fui para a rodoviária. Às 22:00 pm estava retornando para lima. Cheguei em lima no sábado às 06:00 am, paguei r$10,00 no táxi para me deixar no hostel, onde conheci mais um brasileiro e um chileno, que também iriam correr a maratona de lima, e um colombiano que esta na cidade a trabalho. Logo fizemos amizade, fomos juntos a pé até o parque das águas buscar o meu kit da corrida, de lá fomos de ônibus coletivo visitar o museo arqueológico de pachacamac, r$ 19,00 a entrada. Almoçamos lá mesmo e retornamos ao hostel às 19:00 pm. No retorno passamos no mercado para comprar uns ingredientes para o alan (colombiano), fazer uma bela macarronada (energia para a corrida do dia seguinte kkkk). Após jantarmos fomos descansar, pois iríamos acordar cedo para a corrida.
      Às 06:00 am já estávamos de pé se preparando para irmos a correr, no café da manhã já se juntaram a nós outros atletas, um uruguaio, um polonês e outro chileno. Fomos todos juntos até o local da corrida. O oscar (chile), correu 10km, eu(brasil rsrs), corri 21km e o adilson(brasil) correu 42km, quando nós três concluímos nosso percurso retornamos juntos ao hostel, acordar o alan que havia ficado dormindo rsrs. Depois de todos terem tomado banho, fomos almoçar em um restaurante ali perto do hostel, em san isidro, após almoçarmos retornamos para dá uma descansada da corrida. Às 17:00 pm estávamos com as "Baterias recarregadas" e fomo visitar uma pirâmide ali em san isidro, a pirâmide huala hallamarca, porém só conseguimos vê-la por fora da grade, pois já estava fechada a entrada. No retorno ao hostel, outra passada no mercado para o chef alan pegar alguns ingredientes para a nossa janta, dessa vez foram deliciosas " tortillas", acompanhadas de suco de laranja e a tradicional bebida peruana pisco sour. No dia seguinte nos separamos, o adilson voltou para o brasil, o oscar para o chile e o alan continuo em lima, pois ainda tinha trabalho lá, e eu fui para cusco, mais antes de embarcar (meu voo era às 15:00pm), fui conhecer a plaza de armas de lima, a catedral lindíssima, com suas passagens subterrâneas e as lojinhas.
      Cheguei em cusco às 17:30pm, paguei r$15,00 no táxi até o hostel inka wild, diária por r$18,00, muito aconchegante e café da manhã delicioso. Aproveitei para fazer um câmbio (em cusco é o melhor lugar para fazer câmbio, em lima paguei 0,94, águas calientes 0,90 e cusco 0,96), e fechar o tour chinchero-salinas-moray-ollantaytambo.
      No dia seguinte às 07:00am a van foi ao hostel me buscar para iniciar o passeio. Esses lugares citados são fantásticos, o guia sempre muito alegre nos dando uma aula de história, os cenários são incríveis. Chegamos em ollantaytambo ás 15:00pm e após visitarmos o sítio arqueológico de ollantaytambo, fiquei por essa cidade mesmo, pois no dia seguinte iria a partir dali para águas calientes.
      Assim eu fiz, às 11:30am embarquei no trem com destino a àguas calientes, chegando lá por volta das 13:00pm. Saí para almoçar uma deliciosa alpaca grelhada e depois conhecer a fantástica cidade, e como o nome já diz, águas calientes, fui conhecer essas águas termais, a entrada é r$21,00 e tem umas cinco piscinas com águas quentes, ótimas para relaxar. Retornei para o hostel e ao entrar no quarto compartilhado conheci o jasper, da bélgica, que iria também no dia seguinte a machu picchu, da maneira como eu iria, a pé, porém tem a opção de ônibus também, ida e volta r$85,00. Combinamos irmos juntos então, e no dia seguinte ás 07:00 lá estava a gente subindo os inúmeros degraus que dá acesso a cidade perdida, total desde a saída do hostel foi 01h30m de caminhada, mas conseguimos kkkk. Já em machu picchu combinamos um horário para nos encontrar de novo, pois cada um iria subir uma montanha diferente, eu waynapicchu e o jasper la montaña. A montanha waynapicchu eu subi em 40 minutos, o caminho é perigoso e cansativo também, mas tendo cuidado consegue realizar a subida e descida tranquilo. O visual lá de cima da montanha é fantástico, a cidade machu picchu fica minúscula, eu super recomendo essa subida a waynapicchu. De volta a cidade perdida reencontrei o jasper no lugar e horário combinado e terminamos de conhecer as ruínas de machu picchu. Na saída do parque tem um lugar para você carimbar o seu passaporte, então o leve para ter mais essa recordação.
      Retornamos a águas calientes, a pé, agora foi mais fácil porque era só descida. Já na cidade, fomos almoçar e como bebida para acompanhar pedimos uma cerveja da marca cusqueña, uma delícia! Retornamos exaustos para o hostel. Tomei um banho e fui dormir, porque no dia seguinte iríamos até a hidrelétrica a pé pelos trilhos do trem, para irmos a cusco de van.
      Então, no dia 26 de maio, eu o jasper às 10:00am fomos em direção a hidrelétrica, o caminho é super tranquilo, não há subida, você se depara com um monte de turista indo, a pé, para águas calientes, e encontra outros também indo para a hidrelétrica. O tempo aproximado para chegar a hidrelétrica são 02 horas caminhando tranquilamente, parando para tirar umas fotos. Chegando lá, você se depara com centenas de vans com destino a cusco, elas saem geralmente ás 14h:15m. O jasper já havia reservado a van dele para às 14h15m, porém eu comprei lá na hora e essa iria sair às 13h30m, o preço inicial era r$35,00, mas como eu falei que no peru você tem que pechinchar, saiu por r$30,00. A viagem é um pouco cansativa, um total de 06 horas de viagem até a plaza san francisco, em cusco. Cheguei por volta das 20:00pm, fui comer porque estava com muita fome, então fui num restaurante e pedi um grelhado de frango com arroz, batata frita, buffet de salada a vontade e suco de chicha, por apenas r$18,00. Retornei para o hostel, tomei um banho e fui dormir. No outro dia, acordei as 08:00, me deliciei com o café da manhã do hostel, e fui dar um giro pelo centro de cusco, almocei no mesmo restaurante da noite anterior e após almoçar retornei para o hostel para buscar minha bagagem para ir ao aeroporto, estava terminando minha estadia no peru (buáááá). Na frente do hostel dei com a mão para um dos infinitos táxi de cusco e perguntei quanto custava até o aeroporto, resposta: r$8,00.
      Embarquei para lima às 17:00 cheguei às 18:30 e embarquei para são paulo às 22:00, chegando em no aeroporto de guarulhos às 04:00am do dia 28 de maio,
      É isso aí, pessoal, espero que tenham gostado do meu relato, caso quiserem mais esclarecimentos ou tiverem alguma dúvida, podem perguntar! Abraço, fiquem com deus!!!
    • Por renannardo
      Olá, eu sou Renan Nardo e estou fazendo esse relato pois assim como muitos outros mochileiros eu já me utilizei de diversas informações dos diversos fóruns desse site para planejar minhas viagens e sinto que esse é um relato que merece ser compartilhado com os demais mochileiros que tenham interesse.
       
      O destino é um clássico, conhecer o Peru. No entanto vale a ressalva que meu desejo era ir um pouco mais além do clássico sitio arqueológico de Machu Picchu (sem deixar de fazê-lo, é claro). O objetivo era que em 22 dias conseguíssemos conhecer as principais atrações peruanas como: Cuzco e seus sítios arqueológicos nos arredores, Montanhas Coloradas (Rainbow Mountain), Puno com o lago Titicaca e as ilhas Uros, Arequipa e o Canion Del Colca, Huacachina, Trujillo com Huaca de la luna e Chan Chan, Huaraz com Nevado Pastoruri e Laguna 69 e por fim, Lima. Vale também acrescentar que, na medida do possível, optamos pelas opções mais baratas conhecidas.
       
      Na época as casas de cambio ofereciam o dólar a aproximadamente 3,36 (valor esse, com baixa variação entre as casa de cambio) e o real a uma venda de 1 para 1 (com altíssima variação, chegando a até menos de 90 centavos). Como dica para os que estão planejando suas viagens: o valor do dólar se mantém mais ou menos constante de acordo com a cidade em que você se encontra, o mesmo não ocorre com o real que em cidades menores e menos turísticas é altamente desvalorizado. Vale ainda a dica de que no verão é a época chuvosa e de baixa temporada para turistas.Outra dica é com relação à carteirinha de estudante internacional que é bastante útil e traz muitos descontos.
       
      Chegamos no dia 17 de dezembro de 2016 em Lima tarde da noite, o objetivo era deixar a cidade o mais rápido possível com o nosso dinheiro trocado para a moeda nacional, o sol. Trocamos uma pequena quantia ainda no aeroporto, onde se oferecia valores bem abaixo do das casas de cambio encontradas na cidade. Pegamos um taxi por um preço absurdo, em torno de 40 soles. Em virtude do horário e o nosso desejo por chegarmos logo aceitamos o preço mas recomendo mais negociação com os taxistas e tenho certeza absoluta que o valor poderia cair para bem mais da metade se tivéssemos saído da área do aeroporto. Arrependimentos a parte, ficamos no hostel 1900 Backpackers, de frente para a praça central. Ficamos nele por 27 soles; muito seguro, amigável, limpo e com uma cobertura que sem duvida vale a visita. Oferece ainda cozinha o que nos ajudou a economizar uma grana. Como dica, é interessante levar um cadeado próprio para o uso dos lockers.
       
      No dia seguinte dia 18 fomos para a praça San Martin a pé, caminhando alguns minutos e trocamos apenas uma pequena parte do dinheiro, tendo em vista que por se tratar de um domingo havia poucas casas de cambio abertas o que implicava em valores mais baixos pela falta de concorrência. Em seguida compramos uma passagem para Cuzco no mesmo dia pela companhia flores (80 soles, sem nenhum luxo) que ficava a alguns minutos do nosso hostel junto a uma das praças centrais.
       
      No dia 19 chegamos em Cuzco e aproveitamos para trocar o resto do nosso dinheiro, fechar passeios e conhecer um pouco da cidade. Nos hospedamos no Hostel Estrellita por 20 soles, valor bem em conta tendo em vista que apesar de extremamente simples o lugar foi aconchegante e simpático. {Vale aqui uma dica: O hostel em questão é muito em conta, porém é bastante tranquilo; eu recomendaria pelo menos uma noite no hostel Loki que apesar de mais caro é excelente para uma ótima festa}.
       
      Andando pelas proximidades da Praça de Armas encontramos uma enorme quantia de agencias que ofereciam os mesmos passeios. Através de um bom tempo de pesquisa e negociações, fechamos os seguintes passeios: um city tour para o dia 20; no dia 21 Maras e Moray pela manhã e um Tour para o Vale Sagrado; no dia 22 o transporte para Machu Picchu por Van com volta no dia 24; e no dia 25 fechamos as Montanhas Coloradas.
       
      O city tour (20/12) foi um passeio bastante agradável e recomendável, nos empolgamos bastante com o que vimos sem saber que os próximos seriam cada vez mais incríveis. Trata-se de um passeio rápido que toma uma tarde e por isso sobrará tempo e energia para curtir um pouco da cidade no dia do passeio.
       
      No dia seguinte (21/12) Maras muito nos impressionou com suas salineiras únicas e é um desses destinos únicos que valem muito a visita. Moray também muito impressiona no entanto devido às numerosas atividades em um mesmo dia não tivemos tempo suficiente para conhecer o local com o tempo que merecia, o mesmo serve para o passeio pelo Vale Sagrado no qual muitas partes das ruínas tiveram que simplesmente deixar de ser exploradas para que não perdêssemos o ônibus. Ainda assim essa combinação, Maras, Moray e Vale Sagrado é bastante valida se o seu tempo for escasso. Para os viajantes com mais tempo livre deixar Maras e Moray para um dia e o Vale Sagrado para outro é muito interessante.
       

       

       

       
      No dia 22 demos inicio á saga rumo a Machu Picchu. Uma van nos buscou bem cedo no hostel levando nos por estradas com muitas curvas, alguns penhascos e trechos de terra por penhascos por pouco mais de 6 horas. A van nos deixa próximo a uma hidrelétrica que é da onde partimos; de lá são aproximadamente 11 km até Águas Calientes, cidade base para a ida até Machu Picchu. O caminho apresenta algumas sinalizações e em sua maioria se resume em seguir os trilhos dos trens, valendo ressaltar a beleza dos rios e montanhas por onde caminhavamos. Na cidade nos hospedamos no hotel Eco Mapi por 50 soles para duas pessoas. No dia seguinte acordamos cedo, compramos nossa entrada para Machu Picchu ainda na cidade (obrigatório) e também adquirimos o passe subir a montanha Machu Picchu (uma das duas montanhas que rodeiam o sítio arqueológico). Pegamos um ônibus até a entrada do sitio arqueológico (40 soles-ida), tendo em vista que a subida na montanha de Machu Picchu seria muito cansativa. Chegamos no sitio arqueológico por volta das 9 horas e começamos a subir a montanha, a subida durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos e apesar de bastante cansativa não foi muito compensadora. O sitio arqueológico estava todo encoberto por uma neblina muito insistente que teimava em não se dispersar. Apesar disso, a vista dos arredores também impressionava. Ao descermos em direção ao sitio arqueológico por volta do meio dia começou a chover muito, o que não nos impediu em nenhum segundo de conhecer o local. Mais tarde, por volta das 4 horas, quando o parque estava perto de fechar, a maioria dos turistas deixou o local permitindo uma conexão ainda melhor com a montanha. Voltamos do sitio para Águas Calientes a pé por uma trilha com muitos degraus, mas por se tratar de uma descida nem tão cansativa. No dia seguinte retornamos a hidrelétrica pela mesma trilha da ida, onde a van nos pegou por volta das 3 horas e nos deixou em Cuzco as 9. Vale ressaltar aqui que a viagem de van é bastante cansativa e algumas pessoas passam mal, ainda assim, em minha opinião, ter feito a trilha para conhecer Machu Picchu enriqueceu e muito a experiência com o local, além disso, é MUITO mais barato que a viagem de trem. No entanto para os viajantes com pouco tempo e muito dinheiro a opção do trem é um grande facilitador.
       

       

       

       
      No dia 25 saímos bem cedo rumo às Montanhas Coloradas. A subida leva em torno de 2 horas e não sei deixe enganar pela manhã ensolarada de verão, o tempo pode fechar nesse período e começar a nevar, exatamente como aconteceu comigo. Apesar do grande cansaço e frio, todo o trecho é muito bonito e as montanhas coloradas merecem a visita como sendo um dos pontos altos da viagem. Para os mais fora de forma são oferecidos cavalos por 50 soles. Ainda no dia 25 pegamos um ônibus rumo a puno durante a noite o que nos ajudou a economizar uma estadia.
       

       
      No dia 26, em Puno pela manhã, compramos um passeio para conhecer as Ilhas de Uros e as Ilhas Taquille em um só dia ainda na rodoviária. As ilhas Uros apesar de interessantes não empolgam, ainda assim vale a visita. As ilhas Taquille, talvez em função do pouco tempo dedicado a elas, foram uma decepção em função do pouco a se ver e fazer. Compramos uma passagem para Arequipa e viajamos durante a noite.
       

       
      No dia 27 já em Arequipa fomos a Plaza de las Armas a procura de um hostel. Resolvemos ficar no La Reyna por 25 soles. Arequipa tem muito a oferecer como cidade com sua arquitetura nas regiões centrais, alem dos vulcões no seu horizonte. Fechamos o passeio do Vale Del Cola que foi muito bem recomendado. No dia seguinte (28/12) saímos cedo para o passeio, pela manhã avistamos condores que passaram muito perto de nós e com uma beleza e tamanho impressionantes. Conhecemos também o Vale durante a manhã. Ao longe avistamos um vulcão soltando muitas cinzas, não estou certo se o evento é frequente na região. Para os viajantes com pouco dinheiro eu deixaria de fazer o passeio em função do alto custo e seu beneficio não tão alto. {Dica: estávamos na cidade em dias da semana de pouca festa, no entanto para os viajantes que passarem por Arequipa na alta temporada, esse pode ser um ótimo lugar para boas festas}
       

       

       
      Saímos de Arequipa ainda pela noite e chegamos em Ica pela manhã do dia seguinte (29/12). Pegamos um taxi para Huacachina. O lugar é bastante agradável e relaxante. Fechamos um passeio de buggy pelas dunas que incluem descer algumas dunas deitado de peito sobre pranchas por algo em torno de 35 soles que considerei extremamente recomendável. Os motoristas costumam pedir propina (creio que por volta de 5 soles) para correr mais rápido pelas dunas e só são pagos depois do evento, então se você não quiser pagar não haverá muito o que ele poderá fazer. Vale a ressalva de que um protetor durante o dia e um repelente durante a noite fará da sua estadia aqui um lugar bem mais confortável.
       

       

       
      No dia seguinte (30/12) saímos rumo a Lima para em seguida ir a Trujillo. Chegamos a Trujillo pela manha do dia 31 de dezembro, véspera de ano novo. Ficamos no hostel El Mochileiro e fechamos o passeio para o dia seguinte. Passamos o réveillon em Huanchaco, local popular e badalado. No dia seguinte conhecemos algumas ruínas da região, dentre elas merece destaque a Huaca de La Luna já que além de muito grande é a única que é realmente original, pois as demais apresentam a maior parte de suas estruturas restauradas. Para o viajante com pouco tempo disponível eu dispensaria a visita a Trujillo.
       

       
      No dia primeiro saímos para Huaraz e chegando lá no dia 2. Hospedamos-nos no hostel Virgen Del Carmen por 50 soles no quarto privado para duas pessoas e por 15 soles no compartilhado. O local é bastante agradável com uma cobertura com uma boa vista da cidade. Conhecemos um pouco da cidade e fechamos o passeio para o Nevado Pastoruri para o dia seguinte por 30 soles, preço bastante invariável e praticamente inegociável por parte das agencias. No dia 3 fomos ao nevado com um tempo fechado, no pequeno caminho pelo qual temos que caminhar até chegar havia vento e um pouco de neve. O local merece a visita apesar do pouco tempo disponível para sua contemplação.
       

       

       
      No dia 4 saimos rumo a laguna 69, onde iríamos acampar. Como não achamos empresa que oferecesse o transporte ao parque por um valor razoável para ir em um dia e voltar em outro, optei por pegar um transporte popular (5 soles) até a cidade de Yungay que saia as 5 da manhã. Chegando a Yungay você será rapidamente abordado pelas vans que fazem o transporte até a laguna por 15 soles. A van te deixará em uma estrada de terra, o cenário surreal também pode trazer a duvida quanto ao caminho a se seguir a partir daí. Uma trilha muito visível estará presente perto da beira da estrada, no entanto se a duvida aparecer em torno de 9 horas é muito provável que os primeiros turistas comecem a chegar e bastará segui-los. Carregando roupas, comidas, utensílios de cozinha, saco de dormir e uma barraca fiz o trecho em 3 horas e meia. O caminho que é tão bonito quanto cansativo pode ser um empecilho muito grande para os que não estão em forma ou não estão aclimatados, considere isso se cogitar acampar por lá. Ao chegar a beleza do lugar deixa claro que esse será um dos marcos notáveis da viagem. Em pouco tempo os turistas deixam o local deixando eu e meu amigo livres para curtir o local com exclusividade. Montamos acampamento de frente para o lago e também cozinhamos ali, compramos propileno e alugamos o bocal para ter uma refeição quente. O lago próximo a uma geleira é bastante frio mesmo durante o verão, muitas camadas de roupa foram necessárias para dormir com algum conforto. A vista pela manhã com o tempo claro e limpo é ainda mais impressionante. Retornamos pela manhã em direção á estrada, lá esperamos por algumas horas até encontrarmos uma van que nos levaria a Huaraz por 25 soles. {Dica: para os viajantes que não pretendem acampar no local e pretendem ir e voltar no mesmo dia, fechar com uma agencia deve sair mais em conta}.
       

       

       
      No dia 6 descansamos e compramos passagem para retornar a Lima com chegada no dia 7. Em Limas conhecemos um pouco da cidade, fomos à catacumbas de São Francisco que custou apenas 5 soles e achei bem recomendavel. Visitamos também Miraflores que não impressiona, mas pode interessar para se matar uma tarde. No dia 8 pegamos nosso voo de volta ao Brasil.

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