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Chapada Diamantina- Vale do Pati 2017

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Oi pessoal! Estava devendo o relato da minha viagem a Chapada Diamantina para vocês! :D

Sempre amei estar em contato com a natureza, fazer trilhas e andar quilômetros de distância, e esse ano decidi conhecer o famoso trekking do Vale do Pati, saindo de Guiné até Andaraí e com duração de quatro dias (82km no total).

Foi uma experiência incrível e faço questão de compartilhar com vocês!

Levei duas mochilas, sendo uma de 50L e uma cargueira de 20L para levar nos passeios e não carregar tanto peso (parece pequena, mas cabe tudo). Vamos lá!

 

Saí de São Paulo no dia 28/01 rumo a Salvador. Consegui uma boa promoção com a GOL uma semana antes da viagem, por R$ 170,00 (Congonhas) a passagem apenas de ida. Utilizei muito o App Decolar, colocando alertas de passagens e me ajudou muito, funciona mesmo.

Cheguei as 17h00 no aeroporto de Salvador e fui até o guichê da Polícia Militar para saber de onde saía o ônibus até a rodoviária. Há duas opções, sendo transporte público e executivo. Como a diferença de preço era pouca e não estava com muita pressa, resolvi pegar o ônibus Executivo (passagem a R$ 5,50). O ônibus tem ar condicionado e super confortável! Não lembro o nome do terminal, mas é bem simples: saia do aeroporto pela lateral direita (beirando o estacionamento)e siga reto que você chega no terminal. Você andará uns 5 minutos, apenas. E caso você vá no mesmo horario que fui, será logo presenteado com um lindo pôr do sol!

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O ônibus é azul e sai de 40 em 40 minutos. Entrei no ônibus as 18h e em 35 minutos já estava na rodoviária. Ele para a um quarteirão da rodoviária, basta seguir reto na avenida.

Chegando na rodoviária fui ao guichê da Real Expresso retirar o voucher, pois já havia comprado a passagem em São Paulo, através do site. Como iria para o Vale do Capão, comprei a passagem até Palmeiras. Paguei R$ 92,00 já com as taxas.

O ônibus saiu às 23h em ponto e fez duas paradas na estrada, uma delas em Itaberaba, no posto Puma (também há uma pousada nesse posto). Chegamos às 6h da manhã em Palmeiras e, no próprio local, peguei a van que iria até o Vale do Capão (R$ 15,00 por pessoa). Depois de 40 minutos chegamos no maravilhoso Capão. Estava uma garoa bem chatinha, mas nada que atrapalhasse a beleza da vila.

Como decidi fazer essa viagem sozinha, preferi contratar o guia (Vagner) que minha amiga havia indicado e marquei com ele de encontrá-lo na sua agência, a Tambori. A agência fica bem na frente da praça, a alguns passos de onde a van estaciona. Eles fazem todo tipo de passeio e o Val (apelido dele) conhece a Chapada Diamantina na palma da mão. Ele deve até conseguir fazer o Vale do Pati com venda nos olhos (juro, ele é o cara). Ele também trabalha na equipe de resgate de pessoas que sofrem acidente ou se perdem dentro do parque.

Conversei com o Val e, como sairíamos apenas no dia seguinte para o Vale do Pati e ainda era 8h da manha, ele comentou que poderia me levar até a Cachoeira do Riachinho, que fica mais ou menos 15 minutos do Capão. Marquei com ele às 11h na agência e fui procurar um hostel para passar apenas uma noite.

Li alguns relatos por aqui do hostel Sempre Viva e fui até o local para saber se havia vaga. Um homem simpático me recepcionou e comentou que infelizmente estava cheio, então decidi ficar no Pousada/Hostel Lakshmi, que também li ótimos comentários. No Sempre Viva pagaria R$ 35,00 a diária, sem café da manha. No Lakshmi paguei R$ 70,00 em quarto compartilhado, com café da manha (delicioso, com sucos naturais e comidas típicas árabes) e com direito a uma salinha de meditação aberta 24h. O preço é um pouco apimentado, mas a pousada/hostel é ótima, tem uma estrutura muito boa, fica ao lado do Morro Branco e perto do centro da cidade.

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Deixei minhas coisas, arrumei a mala de 20L e fui conhecer um pouco a cidade. Visitei a feirinha orgânica e admirei as artes do pessoal que mora lá. Uma mais linda que a outra!

As 11h o Val me deixou na entrada da Cachoeira do Riachinho. A entrada custa R$ 6,00, mas vale super a pena, pois eles preservam muito o local e ficam sempre de olho caso alguém sofra algum acidente ou precise de alguma ajuda. Mergulhei, tomei sol, comi, meditei, etc. A cachoeira é incrível! Tive sorte pois o André (amigo do Val que trabalha no parque) estava lá e me chamou para descer a cachoeira, até o Terceiro Poço. I-N-C-R-Í-V-E-L. Você fica espantado como a natureza é perfeita. Logo de cara já fiquei hipnotizada com o lugar, a energia.

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Fiquei até as 17h (consegui ver o pôr-do-sol) e o Val já estava me esperando lá para ir embora.

Voltei ao hostel, tomei banho, lavei algumas coisas e sai para jantar. Jantei no “Dona Beli”, comida caseira e ótimo preço (R$ 20,00). Pedi prato com feijão verde, arroz, farofa, carne seca, alface e tomate.

Terminei de jantar às 22h, voltei correndo para o hostel e arrumei minha mochila para o dia seguinte, o dia mais esperado! Acordaria às 6h da manha.

 

30/01 (1º dia no Vale do Pati, 22km)

Acordei às 6h da manha, tomei banho e fui ao café da manha. Depois de comer bastante terminei de arrumar as coisas, coloquei as mochilas nas costas e partiu! Para o Pati levei apenas a mochila de 20L, a maior deixei na agência.

Cheguei na agência e conheci minha família de 4 dias. Havia um paulista, uma britânica, uma italiana, um espanhol. Era bem diversificado, e todos muito bacanas, simpáticos.

Entramos no carro (fomos na parte de trás da Toyota personalizada da agência, sentindo o vento delicioso e abafado já) e fomos até Vila de Guiné, local inicial do Vale do Pati.

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Chegamos no ponto inicial e de lá subimos a trilha Ladeira do Beco pela Serra do Esbarrancado, até o plator dos Gerais do Rio Preto. Cruzamos a montanha por 2h até chegar no pico, na rampa do Pati. Lá vimos o visual paronâmico do Vale. Até agora não consigo descrever a sensação que senti naquele momento. Fechei os olhos e senti apenas o vento e a calmaria (sou paulista, já imaginou?).

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A descida foi de 1h para chegar até a Igrejnha, onde dormimos na primeira noite. Todos os alojamentos são de moradores locais, que construíram uma estrutura para receber todos os visitantes que passam por ali. Há opção de camping ou quatro. Nós dormimos todos em um quarto, bem confortável.

Ah, ainda no primeiro dia deixamos as mochilas no alojamento e fizemos as Cachoeiras dos Funis, três cachoeiras grandes e três pequenas. Foi uma 1h para ir, e 1h para voltar. Todas cachoeiras lindas!

Chegamos na Igrejinha e o Val preparou um delicioso jantar para nós. Comemos e fomos dormir.

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01/02 (2º dia no Vale do Pati, 10km)

Acordamos às 7h, sentamos todos para tomar café da manha e arrumamos as coisas para sair. Detalhe: o Val que prepara todas as refeições, e são uma delicia. Tem tapioca, pão, batata doce cozida, melão, manga, café, chá, muitas coisas!

Arrumamos nossas coisas e saímos sentido Morro do Castelo. O percurso até o morro é meio a Mata Atlântica, sendo 2h para ir, 2h para voltar. No alto da montanha cruzamos a Gruta do Castelo (de um lado para o outro) para pegar uma vista privilegiada para o Vale do Pati. Novamente, sem palavras! Fotos podem resumir um pouco a vista incrível desse lugar.

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Na volta da montanha (descida de 2h), fomos sentido a casa de seu Miguel e seu Agnaldo, local que dormiríamos essa noite.

Chegamos no alojamento e corremos para o rio que havia em frente, água limpinha e bem gelada. Aproveitamos para tomar um banho, e logo fomos jantar para descansar. O dia seguinte seria o mais puxado.

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02/02 (3º dia no Vale do Pati, 30km)

Acordamos, tomamos um café da manha delicioso que o Val havia preparado e saímos em direção a Serra do Sobradinho, fazendo o Cachoeirão por cima. Levamos mais ou menos 2h30 para chegar ao topo. Chegamos no primeiro mirante e ficamos admirando a paisagem. Infelizmente a cachoeira estava seca, não conseguimos ver a queda d’agua. Mas é maravilhosa mesmo sem água! Ela tem 280 metros de altura e é a segunda maior cachoeira da Chapada Diamantina.

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Há varias trilhas para descer a montanha, como voltar do Cachoeirão até a Igrejinha, de volta ao Pati, a opção de ir pela Guiné, opção de descer a fenda da Prefeitura, mas nós descemos a trilha do seu Eduardo (não é muito convencional, é uma trilha mais exclusiva), que é a trilha do Cachoeirão por baixo e por cima. Foi o dia mais difícil, totalizando 30km, 10h de caminhada, passando por um cabo de aço e um abismo de 200m de altura. Bebemos muito Tang de abacaxi, precisávamos de muito açúcar. Descemos o vale e compramos um saco de cerveja (foi a melhor da vida), cada uma R$ 7,00, e chegamos na casa da Dona Linda, onde iriamos dormir essa noite. Dona Linda é uma senhora que mora no pé da montanha. De lá iriamos para Andaraí, na Serra da Lapinha, nosso destino final.

Comemos, bebemos e logo fomos dormir, pois acordaríamos às 3h da manha. Levantaríamos cedo para conseguir subir a montanha mais rápido (sem interferência do calor), e ver o nascer do sol.

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03/02 (4º dia no Vale do Pati, 20km)

Acordamos às 3h da manha, tomamos “café da manha” e saímos para subir a Ladeira do Império, que fica na Serra da Lapinha. A Ladeira do Império é toda feita de pedra e foi construída na época da escoação de café.

Geralmente as pessoas demoram de 3h a 4h para subir até o mirante, pois o sol é muito forte e apenas subida. Como saímos de madrugada, fizemos em 2h até o topo e fomos presenteados com um incrível nascer do sol.

Depois foram 3h de descida até Andaraí admirando a vista do pantanal dos Marimbus e do Cânion da Cachoeira do Ramalho. No caminho vimos muitas áreas de garimpo também, uma cobra Coral (venenosa) e uma abelha resolveu picar minhas costas (marcas da vitória).

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Às 9h chegamos em Andaraí, e a Toyota da agência já estava nos esperando para ir até o Poço Azul fazer a flutuação. O ideal é chegar cedo para não enfrentar muita fila.

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O Poço Azul fica localizado no município de Nova Redenção, a 46km de Andaraí. Ele tem 20 metros de largura e até 61 de profundidade. É possível ver absolutamente tudo, água transparente.

Chegamos, o Val retirou nossos bilhetes e fomos aos vestiários colocar a roupa de banho. Coloquei o biquíni e fui correndo para a ducha na parte de fora para tentar tirar toda areia que estava em mim (fotos) e me refrescar do calor. Como já havia fila de 40 minutos, fomos almoçar no restaurante que há dentro do local. Não lembro quanto era o quilo, mas paguei R$ 15,00 no meu prato com suco (como relativamente bem).

Após o almoço fomos até a entrada do Poço Azul e colocamos os coletes salva-vidas e as máscaras para mergulho (já está incluso no valor de entrada). Ficamos 20 minutos e saímos rumo casa.

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Após sair do município de Nova Redenção, fomos até Mucugê e deixamos a britânica e a italiana, que ficaram em um hostel/camping por R$ 20,00, no centro. Não fiquei hospedada nessa cidade, mas fiquei com vontade pois é muito bonitinha. Um fato interessante é que nessa cidade apareceram os primeiros diamantes da Chapada Diamantina, em 1844, e ela é tombada como patrimônio nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Vale a pena dar uma passadinha!

Após Mucugê fomos até Lençois para deixar o resto do pessoal e, como era dia de Iemanjá, havia uma grande comemoração na cidade. Muita comida, bebida, dança, musica. Eu, o Val, a Bruna e a Bela decidimos parar um pouco e comer acarajé com cerveja na melhor barraca da cidade. A Bruna e a Bela trabalham com o Val, e são pessoas tão encantadoras e com uma energia tão incrível que já estou com saudades! Ótimas companhias.

Comemos acarajé, tomamos uma cerveja e entramos no carro sentido destino final: Vale do Capão (2h de viagem).

Cheguei no hostel/pousada Lakshmia meia-noite, e tive sorte pois ainda havia vaga no quarto (não tinha reservado nada). Tomei banho, lavei as roupas que estavam muito sujas e fui dormir. Que cama deliciosa!

No dia seguinte acordei e fui tomar café da manha na rua para economizar no hostel (diária sem café da manha ficou mais barato). Achei uma casa com café da manha por R$ 10,00 (pão com ovo e suco de abacaxi). Comi e fui até a agência para busca minha mochila de 50L e saber onde poderia comprar a passagem para Palmeiras, sentido Salvador.

 

Há uma lanchonete, bem na frente da praça, que vende o bilhete da van até Palmeiras e o ônibus Palmeiras/Salvador. Foi ótimo comprar dessa forma pois economizei R$ 10,00 (não cobram taxa do site). Comprei as passagens e, no dia seguinte, fui embora com o coração apertado, mas o próximo destino me chamava.

É isso pessoal, espero que vocês tenham gostado e que os ajude a organizar a viagem para esse paraíso! Se tiverem alguma dúvida, podem enviar mensagem que ajudo com o maior prazer! Pé na estrada galera!

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Parabens pelo relato! Qual foi o valor do guia? To me organizando pra ir, mas sem guia.

Oi Moreira, bom dia. Paguei R$ 200,00 por dia, com tudo incluso (hospedagem na casa dos moradores locais, café da manha, almoço, jantar e lanches que comíamos em algumas paradas). Antes de ir para a Chapada li alguns relatos de pessoas que fizeram/iam fazer o Vale do Pati sozinhas. Eu não indico, pois alguns caminhos que passamos não são bem demarcados, encontramos diversas pessoas perdidas, pedindo ajuda/informações, e vimos algumas vezes a cobra Coral, venenosa. Caso aconteça algum problema, você teria o suporte de uma pessoa experiente não só em trilhas, mas que conhece bem o local e primeiros socorros. Mas isso é meu ponto de vista né hahaha

Se você precisar de mais alguma informação, só me avisar :)

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Parabens pelo relato! Qual foi o valor do guia? To me organizando pra ir, mas sem guia.

Oi Moreira, bom dia. Paguei R$ 200,00 por dia, com tudo incluso (hospedagem na casa dos moradores locais, café da manha, almoço, jantar e lanches que comíamos em algumas paradas). Antes de ir para a Chapada li alguns relatos de pessoas que fizeram/iam fazer o Vale do Pati sozinhas. Eu não indico, pois alguns caminhos que passamos não são bem demarcados, encontramos diversas pessoas perdidas, pedindo ajuda/informações, e vimos algumas vezes a cobra Coral, venenosa. Caso aconteça algum problema, você teria o suporte de uma pessoa experiente não só em trilhas, mas que conhece bem o local e primeiros socorros. Mas isso é meu ponto de vista né hahaha

Se você precisar de mais alguma informação, só me avisar :)

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Muito bacana sua viajem! Estou querendo fazer essa trip tmb, vc fez com uma agencia né? Teria como passar o contato dessa agencia (Tambori), por favor? Estou indo sozinho, mas chegando lá da pra fazer amizade né?

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Muito bacana sua viajem! Estou querendo fazer essa trip tmb, vc fez com uma agencia né? Teria como passar o contato dessa agencia (Tambori), por favor? Estou indo sozinho, mas chegando lá da pra fazer amizade né?

 

Oi André! Isso, fiz com a Tambori. Pode adicionar o Vagner no Facebook e/ou Whatsapp, ele é muito legal! Geralmente falo com ele pelo inbox mesmo, o sinal lá é bem fraco.

Facebook- Vagner Santos

Whatsapp- 75 99159-0762

Eu fui sozinha e fiz muitas amizades! Quando você viaja sozinho você fica mais aberto para novas conversas, mais conhecimento. Super indico! Se precisar de mais ajuda, só avisar! :)

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muito bom o relato! as fotos entao... ::cool:::'> ::cool:::'> estimulantes para a próxima trajetoria

 

uma dúvida: esse valor pago pelo guia depende da quantidade de pessoas?

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muito bom o relato! as fotos entao... ::cool:::'> ::cool:::'> estimulantes para a próxima trajetoria

 

uma dúvida: esse valor pago pelo guia depende da quantidade de pessoas?

 

Oi Raphael!

Muito obrigada! :) Espero estimular todos vocês mesmo, faz bem para o corpo, a mente e a alma!

O valor é cobrado por pessoa e não depende da quantidade de pessoas. Mas caso você vá ou conheça pessoas no Capão que queiram fazer o Pati, podem formar um grupo e negociar o valor.

Qualquer dúvida estou por aqui!

 

bjs.

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      Dia 12 - CACHOEIRA ENCANTADA - Saimos da pousada as 7h30 e deixamos o carro na entrada da cachoeira, o caminho e de dificuldade media, muito bonito e em torno de 5h ida e volta, pinturas rupestres, canyon impressionante e a cachoeira de 230 metros imponente, estavamos nos dando conta o privilegio de ser as unicas pessoas na Terra de estar ali na cachoeira naquele dia, unico! Umas da cachoeiras mais impressionantes que ja vi!! Curtimos e voltamos mais devagar, tomamos banho numa cachoeira menor na volta e voltamos para a pousada, almocojantamos por volta das 6h e descansamos apos os 14 km de ida e volta ate a Cachoeira Encantada. O Orlando foi muito parceiro durante o dia todo, otimo guia tomou uma ceva merecida com nos apos o dia irado!!
      Dia 13 - CACHOEIRA DO HERCULANO + CACHOEIRA DO BOM JESUS - Saimos novamente as 7h30 e fomos para o Herculano, trilha nivel media de menos de 4h ida e volta e 10km, tambem muito bonita a trilha, pedras enormes. Chegamos la e nao deixa a desejar a nenhuma das outras cachoeiras que fomos, impressionante, sao 3 quedas de mais de 100metros e um poco enorme acho que o maior de todas as que fomos, nadamos la, tomamos banho!! Na volta, Orlando nos apresentou um lugarzinho abencoado, banheira do Herculano, uma piscina natural num paredao, demais!! Ficamos ali relaxando um tempo! Tem foto abaixo. Saimos, pegamos o carro e fomos para a entrada da Cachoeira do Bom Jesus, em torno de 7km e 2h30 a ida e volta da trilha de nivel facil, estavamos cansados ja de todos os km dos dias anteriores, sem esperar tanto dela, mas nos surpreendeu, que cachoeira! O sol batendo forte nos seus 60 metros inclinado..tem pedra que da pe logo abaixo das quedas, muito top ficar ali, valeu demais ir em mais essa!! Na volta o Orlando, que conhecia o Fabio do Hostel Ibicoara, ficava zuando ele e falando como se fosse ele do nosso roteiro, "os caras brocaram!! hahahaha vieram la do sul pegaram so as monstruosas", uma figura! Almocojantamos na dona Landinha, tava de novo muito bom e descansamos, foram 63 km de trilhas em 4 dias!
      Dia 14 - POCO ENCANTADO + POCO AZUL  - Saimos da pousada as 9h30 pois era nosso dia mais tranquilo, tinhamos a viagem da volta e sabiamos bem os horarios,  chegamos as 10h30, melhor visibilidade do poco fica entre as 10h e 13h30, fomos la e ao entrar bateu o sol que estava querendo se esconder antes, muita sorte, nao se pode entrar mas e muito bonito apesar de ser uma contemplacao apenas de 15 minutos, vale a pena, sao 30 reais para ajudar na preservacao! Saimos de la e fomos para o Poco Azul, entrando as 13h, melhor horario era das 12h30 as 14h, entrao tava demais a agua, e possivel nadar e fazer snorkel por 20 minutos, que sensacao unica, muito top tambem. Tambem 30 reais justos para o lugar e para ajudar! Almocamos ali do lado do Poco Azul comida caseira bem boa e suco natural otimo de qualquer fruta que tu imagine! Saimos de la por volta das 3h e dirigimos os mais de 400km de volta ate Salvador com a sensacao de dever cumprido e dias incriveis!! O roteiro e pesado e exige disposicao, cuidado e preparo, mas e possivel e demaisss!!
      Segue fotos abaixo, em ordem: Cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Rio Negro, Cachoeira do Buracao, Cachoeira do Herculano, banheira do Herculano, Cachoeira do Bom Jesus, e  Poco Azul.


       




    • Por filipe ladeiro
      Quinta-Feira - 30/03/2017 - 20:00 - A previsão era de chuva, e se estendia por toda Bahia, durante a semana da trilha salvador ficou submersa, raios e trovoadas se alastraram pela cidade e justamente no dia de pegar viagem, piorou.
      As trovoadas e as inundações tomavam conta da cidade de salvador, alcançando quase uma totalidade do interior da Bahia, que enfrentava uma frente fria violenta, essa que, demorou de chegar pra fechar o verão. E assim também foi na Chapada Diamantina, nosso destino. Mas já era tarde, ou era a hora, o que era certo é que não tínhamos como adiar a viagem pois, a programação já estava feita e assim iriamos fazer, com a força e objetivo de chegarmos até o nosso limite, e assim realmente foi que aconteceu. Na vontade de Deus, fizemos a viagem mais marcante de nossas vidas, não pelo fato de deslumbrar sobre paisagens e banhos de cachoeiras, mas por ter conhecido a natureza selvagem, por ter aprendido novas experiências de vida e a vivência no mato, e assim aprender a respeitar e saber até aonde podemos ir.
      Mochilas prontas, partimos...

      Na noite de quinta, saímos de Salvador, a equipe estava formada, cassio, Filipe, Jonatas e Jadson com destino a Feira de Santana, aonde encontramos nosso amigo Chico, trocamos os carros e seguimos viagem rumo ao Capão. Às 03:30 chegamos.
       
      31/03/2017 - Sexta Feira
      05:00 - Depois de um descanso rápido no carro, arrumamos as mochilas, preparamos o corpo e a mente para engrenar uma forte subida e pesada rumo a cachoeira da fumaça, e assim foi, as 05:30 partimos pra vencer a subida subida longa, pesada, sobre uma neblina densa, forte, que pairava sobre o capão inteiro, uma subida que requer um preparo, e um descanso para subir com calma ainda mais com o fato de estar com bastante peso.


       
      Subimos, paramos, descansamos, e continuamos a subir....

      Parada pra curtir a neblina


       
      Subida estava gostosa, estava propícia pra uma trilha perfeita, clima frio, de ar-condicionado, sem sol, vento gelado, paramos para registrar algumas fotos naquele clima, sombrio de neblina, ja tínhamos subido mais de 1:30hr quando Chico começou a passar mal, indigesto e tendo calafrios, suando frio, se arrepiando, com tontura, sensação de desmaio, mesmo depois de algumas paradas para que se recuperasse, em uma ultima parada, respeitamos o momento dele, ficamos 40 min parados, sentados, para que ele se recuperasse, mas nao teve jeito, o ponto final da viagem para chico tinha chegado.

       
      Decidimos de logo em comum acordo, descer novamente o que já tínhamos subido, e retornar ao capão para tomarmos solução do que faríamos. Voltamos pro Capão, chegando às 11:00 hrs, pegamos informação que, um ônibus partia de Palmeiras às 12:20, seguimos rumo a palmeiras e para enviar Chico, de volta para Feira, ele que estava disposto a voltar pra sua terra para que fosse medicado pois estava preocupado com o que estava sentindo.
      E assim foi, partiu um dos nossos, e os ficante retornaram para o Capão.
      Mas a viagem estava apenas começando, muita coisa ainda vinha pela frente, partimos pro capão e fomos direto para Purificação
      Passamos nas Angélicas e subimos para purificação, aproveitar nossa sexta- feira, porque sábado iriamos retornar a subir a fumaça e partir em direção ao Vale do XXI novamente.



       
      Descemos da purificação, retornamos pro capão e fomos pra Seu Dai, fizemos nosso hango, fomos na vila, um chuvisco leve havia pairado no capão desde o cair da noite, no final da tarde, era possível ouvir as trovoadas e relâmpagos, a noite começou com chuva e assim continuou....
       
      01/04/2017 - Sábado
      05:00 - Levantamos e arrumamos novamente nossas coisas, pois hoje era dia de vencer o XXI, sobre uma leve garoa contínua, essa que foi constante durante toda a noite, saímos de seu Dai, paramos o carro no inicio pra fumaça e partimos mais uma vez em direção ao que viemos, tentar alcançar o XXI
       
      Partindo Rumo ao destino planejado







       
      E assim, subimos a fumaça, pegamos o lajedo do gerais da fumaça, bifurcando a esquerda sentido palmital, e descendo a direita em direção ao Córrego Verde.
      A partir da descido do córrego verde que começamos a entender que não iriamos ultrapassar nossos limites.
      O córrego verde estava completamente encharcado e a trilha destruída.
      A trilha pelo leito do rio sobre as pedras estava demasiadamente escorregadia, pedras verdes de limo, com água correndo por cima, estávamos andando sobre pedras navalhas deslizando, agora não tinha mais jeito, era descer o córrego verde em direção ao córrego branco, descer a cachoeira do XXI e chegar ao local de acampamento.
      Porém..
      Um incêndio forte e devastador no ano passado, acabou destruindo completamente a trilha do córrego verde, e assim foi aberta uma trilha alternativa, beirando barranco, e muitas vezes leito do rio, a recomendação e o que ouvimos diversas vezes foi em não trilhar se estivesse minimamente úmido, pois o nome já diz por si próprio. A trilha do XXI é feita sempre quando está tudo seco, pedras secas, trilha seca, sem limo, sem escorregões.
       
      A descida com cuidado TRIPLICADO, era com muita cautela, pois estávamos com peso, a mochila jogava, e todo momento a atenção era sempre pouca, a dificuldade da trilha era latente, a trilha devastada, com arvores caídas por todos os lado, raízes pra fora, nos fez perder muito tempo até chegarmos ao córrego branco, que por pior que seja, o branco era pior que o verde, as pedras do córrego branco estavam quiabo. Forçando os joelhos, descendo devagar, muita agua passando por nós, sinal de que a chuva encheu as nascentes e fez minar agua para todos os lados.

      Enfim, chegamos ao final do Branco, maaas o dilema começou a partir desse momento, ja era 15 hrs, no final do córrego branco, estávamos em cima da cachoeira do XXI, de frente pro vale, a neblina não nos deixava enxergar o que tinha nas nossas frentes, as montanhas estavam escondidas na fumaça, e a chuva pairava sobre nós, com isso tínhamos que descer o XXI e chegar ao local do acampamento, rodamos para achar a descida por 2 horas, pegamos trilhas erradas, beirando o precipício, pedras escorregando, o GPS batia certo, porém era inacreditável achar que a descida seria tão tensa, Cássio rodopiou por cima do vale, exploramos por cima do paredão, escalamos e beiramos as ribanceiras do vale, retornamos para o final do córrego branco, completamente desolados em não achar a descida para o acampamento.
      Naquele momento estávamos sem rumo, sem prumo, naufragados no meio de uma imensidão verde, de pedras, água e montanhas, a natureza tomava força e dominava a gente, chegamos a conclusão que não teríamos tempo hábil para descer e ali naquele momento as 17:15, não tínhamos lugara para passar a noite, o frio, a chuva e a neblina estavam ganhando força, e era imediato achar um lugar para nos abrigarmos, porém estávamos dentro de um Cânion, dentro de um rio, nao tinhalugar plano para ao mínimo que fosse armar uma barraca.
      Voltamos subindo o corrego branco, batendo em retirada, para que tivesse um unico lugar aonde pudessemos passar a noite, e nao ao relento, de baixo de chuva de frio, molhado, esperando o dia amanhacer para retornar.
      O PERRENGUE ESTAVA SENDO FORMADO.
      Mas eu que surge, um presente de Deus uma pedra no MEIO do rio, em que conseguimos armar somente uma barraca a maior para quer entrasse os 04, armamos a barraca com a noite chegando.. a chuva ganhando força, abrigamos com a lona e logo ao lado da barraca na beira do paredão do vale, uma proteção nas pedras em que não molhava, assim pudemos armar a barraca levar a mochila para beira do paredão nos abrigarmos, como se fosse uma mini-caverna. Um presente de Deus, naquele momento você agradece, aquilo era somente o que se precisava, um lugar seco, para se aquecer, depois de armar a barraca, e a certeza de que o mínimo que precisávamos era aquilo e assim nos foi dado.
      02/04/2017 - Domingo
      Na noite anterior A noite caiu rapido, a chuva ganhou força, e ficamos analisando o que nos aconteceu e aonde conseguimos nos abrigar, foi tenso chegar, não foi possível descer o XXI, mas foi aquele local que nos foi dado para a viagem ter um proposito .
      Na hora bate o desespero, bate a aflição, mas a equipe foi safa, em armar a barraca, sem passar desespero uns para os outros, trabalhamos em agilidade, em pensar, em agir, em resolver o problema, a barraca nao molhou, todos conseguiram dormir, a chuva deu trégua, o rio não subiu, acordamos em meio novamente a neblina as 05:00 porém sem chuva, isso foi a chave de ouro, levantamos, desarmamos acampamento, e tomamos rumo pro capão novamente, subindo o córrego branco, bifurcando para o córrego verde, mas nada ainda havia terminado, estava tudo muito molhado, as pedras como sempre sabão, a trilha estava demorada devido aos cuidados redobrados, muitas quedas, muitos momentos de tensão, Cassio tomou uma queda feia, entrou dentro de duas pedras enormes, o que salvou ele foi a mochila.. que prendeu nas pedras, se nao fosse isso seria pior, continuamos a luta do córrego verde, paramos algumas vezes para descansar, da í apertamos o passo para o capão, demos uma pausa no mirante do capão, agora já sem neblina, descansamos e descemos a fumaça, chegando no capão as 16 hrs.
      Daí em diante foi pegar estrada pra Salvador e guardar a experiência.
      Foi tenso, foi quase um perrengue, mas foi aprendizado, muito bom passar por isso, nos prova que somos mais do que pensamos, e outra nunca faça o XXI se estiver minimamente úmido, e se for, tenha uma equipe com você de confiança.
      Valeuu !!!!
       












    • Por PedrãodoBrasil
      Travessia Chapada Diamantina Extreme (10 Dias, 176 km)
       

       
      (Ibicoara x Lençóis) Sul x Norte
       
      01 a 11 Setembro 2018
       
       
       
      Integrantes
       
      *Formiga (Guia)      https://www.facebook.com/formigueiro.formiga
      *Pedrão do Brasil (Idealizador do Trekking)
       
      *Luciano
       
      *Karla
       
      Saída de Vitoria no dia 30 de Agosto de 2018. Chega em Lençóis as 14:20 hs.
      Ida para o Beco Hostel. (www.obecohostel.com.br)
       
       
      Dia 31 ida para Ibicoara.
      Saímos de Lençóis cedo e fomos para Ibicoara, local onde o trekking iniciou. Nos Hospedamos no Refúgio da Família X no Campo Redondo.
       
      Dia 01 de Setembro ida a Cachoeira do Buracão.
      Liga ímpar e a melhor e mais bonita cachoeira da Chapada Diamantina.
      Inicio 10:00 hs
      Término 16:00 hs
      Ida e volta 7 km.
       
      Dia 02 Setembro. início da travessia extreme.
      Ida ao Baixão, onde se iniciou o Trekking, fizemos Cachoeira da Fumacinha por baixo
      Chegada ao entroncamento as 12:00 hs. Fumacinha as 13:00 hs.
      Acampamento entroncamento, Próximo a fenda as 16:00 hs.
       
      Inicio 09:30
      Termino as 16:00.
      12 km
      Dia 03 Setembro
      Saída do entroncamento (canyon da Fumacinha.) As 07:30 hs. Subida da fenda. Trilha da Fumacinha por cima.. Trilha da toca do vaqueiro.
      Trilha do Gerais do Macho Bomba.
      Pernoite na trilha. (Cela de descida para o Rio Mucugê)
       
      Inicio 09:00 hs
      Termino as 17 hs.
      24 km
      Dia 04 Setembro
      Saída da cela as 08 hs. Descendo até o Rio Mucugê, passando pela Matinha.
      Parada na Cachoeira da Matinha .Logo seguimos para Mucugê.
      Chegando por volta das 17:30 hs.
      Pernoitamos no (www.hostelmucuge.com.br)
      Inicio 08:30 hs
      Término 17:30 hs
      22 km
      Dia 05 Setembro.
      Saída as 09:30 hs.
      Pegando trilha para o encontro dos Rios Mucuge e paraguassu, passando pela AABB.
      Logo em seguida paramos na lapa do caboclo.
      Logo e seguimos para cachoeira do tomba cachorro. Local de nosso pernoite.
      Inicio 09:30 hs
      Término  17:00 hs.
      21 km
      Dia 06 Setembro
      Saída da  cachoeira Tomba Cachorro as 09:00 hs. Chegada no cachoeirao por cima as 12:00 hs.
      Chegada na igrejinha a tarde, triha irada e com subida bem suave, pois a trilha do Gerais do Rio Preto é muito boa.
      Inicio 09:00 hs
      Término 17:30 hs
      20 KM
      Dia 07 Setembro
      Fomos a Cachoeira do Funis já no Vale do Paty. Afinal a trip merece um bom descanso com Banho.
      Inicio 10:00 hs
      Término 15:00 hs e um merecido descanso.
      10 KM.
      Dia 08 Setembro
      Saída igrejinha as 08:30 h.
      Subida rampa. Gerais Rio Preto . Descida ladeira quebra bunda.
      Rancho.
      Gerais Vieira.
      Córrego das galinhas..
      Bomba.
      Capão
       
      Inicio 08:00 hs
      Término 19:30 hs
      28 km
       
      Dia 09 Setembro.
      Capão Dia de descanso
      Dia 10 Setembro.
      Capão
      Subida fumaça.
      Águas claras
      Poney
       
      Inicio 09:00 hs
      Termino as 16 hs
      16 km
      Dia 11 Setembro
      Poney
      Trilha lençóis x pai Inácio
      Gruta do lapão (Passando por dentro dela)
      Lençóis
      16 km
       
      176 KM
      Hard
       
       





























































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    • Por diogenezzz
      7 dias na chapada diamantina -  de 2 a 9 de junho/18
       
      Deixando meu relato de uma semana no paraiso, opss...chapada diamantina!
      vou tentar ser suscinto dessa vez...rs
      Bom , fui agora no inicio de junho-18.....
      sozinho, sem carro e sem cia
      Sai de sampa dia 1, voando latam, fiquei um dia em salvador ate pegar o busao pra lencois, que só sai as 23 hrs..chegando la por volta de 6 da manha !!
      vi muitos foruns, fiz contato com mochileiros, e vou ser categorico!
      Chapada diamantina sem carro = vc tem sim que contratar agencias se quiser fazer os passeios mais foda!
      eu pus na ponta do lapis, e sozinho e alugando carro, ficaria mais caro, mais cansativo e mais perigoso alugar
      carro, e isso uma semana apos a greve dos caminhoneiros no brasil, imaginao o preco da gasolina..inviavel
      Bem, apos muita pesquisa e whatssap, fechei meus 4 dias de tour com a CIRTUR turismo.
      Nao costumo fazer propagando de graça, mas essa agencia foi muito boa, e com um bom custo beneficio.
      A equipe é otima, os guias sao foda, a dona é uma pessoa muito atenciosa, os lanches e almoços foram
      impecaveis, enfim, so tenho uma nota a dar: 10 !
      Vamos ao que interessa:
       
      DIA 1 - Cachoeira do buracao!
      sim, comecei minha aventura pela chapada pelo passeio mais foda, e realmente é !
      Como eu fiz minha base em lencois, todos meus passeios sairam de la. a ida pra chegar ate a cidade
      que fica esta cachu dá quase 3 hrs de carro, claro que tem umas paradas pra banheiro e cafe, mas é um
      pouco cansativo. Apos chegarmos la, ainda tem mais uma trilha de quase uma hora, no qual passamos por algumas quedas dagua e outras cachoeiras maiores. A trilha em si ja é um atrativo a parte.
      Enfim, buracao! chegamos no fundo do canion e colocamos os coletes ( obrigatorio) e seguimos pelos paredoes do canion ate nos depararmos com a imensidao que é esta cachoeira ! simplesmente a cachoeira mais foda que ja vi ( em termos de volume força da agua). um espetaculo. tentei chegar perto da queda mas nao dá,
      venta demais e a fumaçeira de agua que faz , começa a atrapalhar a respiraçao. Ficamos ali quase  uma hora e meia apreciando aquela maravilha e boiando naquelas aguas escuras...felizmente estava um sol legal e a agua
      nao tava tao gelada. Na volta, aproveitamos a correnteza e descemos pelo canion ate o ponto de entrada na cachoeira. Mais uma hora de trilha, e voltamos pra van, chegamos em lencois, quase 7 da noite.
      DIA 2 - *** hospital***
      Tive que cancelar este dia de passeio, pois passei mal e fiquei de molho, dica importante ! deixem sempre
      uns 2 dias off pra nao comprometer a viagem. Uma torção no pé, uma dor de barriga, um mal estar, ninguem esta livre
      Dia 3 - poço encantado e poço azul
      um passeio tranquilo e nao muito distante, visitamos estes dois poços: no primeiro, o poço encantado,
      é apenas para contemplaçao, nao pode entrar na a´gua. na entrada da caverna tem uma lojinha com alguns souvenirs, doces tipicos, e muitos macacos interagindo com a galera. saimos de la , em direçao ao poço azul, neste sim, vc pode entrar e fazer flutaçao. há uma fenda na caverna por onde entra o sol que bate diretamente na agua, crianco um efeito incrivel. uma experiencia otima pra quem nunca fez esse tipo de coisa. obrigatorio uso de coleta e nadadeiras. agua cristalina, visibilidade 100% ate o fundo do poço, que dá quase 20 metros de profundidade, se nao me falha a memoria.

      DIA 4 - cachoeira da fumaça + riachinho
      A trilha para a cachoeira da fumaça é um pouco chatinha, os 800 metros iniciais sao de subida, entao
      tem que ter um certo preparo fisico e paciencia, porem depois desse trecho a trilha é plana, e com algumas areas alagadas, ate o joelho, bota é essencial....
      depois de quase 3 horas chegamos no famoso e perigoso mirante. A vista é espetacular mas nao me senti nada a vontade em ficar sentado naquele precipicio, sao so 600 metros de queda livre...rs
      Depois de quase uma hora ali tirando fotos e apreciando a cachoeira, fomos pro outro lado , ver a fumaça
      de outro angulo, que a meu ver, era bem melhor e menos perigoso. o guia nos disse que a trilha para fazer a fumaça por baixo dura 3 dias....e dá quase 30 km. Mas deve ser bem interessante. Demos sorte por que pegamos a fumaça cheia, entao o poço la embaixo estava bem cheio. Hora de encarar quase 3 hrs de trilha e entao ir pra cachoeira do Riachinho, bem ali proximo, mas ficamos pouco, coisa de meia hora, que foi o suficiente.
      DIA 5 - DIA OFF 
      no dia seguinte é que vc ve os estragos no corpo: meu joelho ficou doendo e de umas bolhas nos pés, nada
      serio, mas tirei um dia off pra ficar de boa e dar um role por lencois e dormir bastante.
      DIA 6 - MORRO DO PAI INACIO, cachoeira do diabo, gruta lapa doce

      Ultimo dia de passeio com a agencia....o passeio mais classico! (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio)
      o dia começou feio e chuviscando, passamos pelo poço do diabo, mas devido as chuvas, a queda dagua estava muito forte e o guia nao recomendou que entrassemos, pq estava perigoso. tiramos fotos e ficamos curtindo a paisagem, e na volta, quase pisamos numa cobra na trilha...por sorte foi so um susto. saimos de la e ficamos comprando besteiras na lojinha da entrada, tem coisas boas e baratas. De la fomos pra gruta lapa doce. Realmente incrivel e gigantesca, com muitas formaçoes interessantes, e um silencio e escuridao incriveis la dentro. o percurso total dá cerca de 1 km, e dura cerca de 35- 40 minutos. apos, almocamos e fomos para a Fazenda pratinha. Uma propriedade particular com varias atracoes, sendo as principais a gruta da pratinha, onde vc pode pagar a flutuaçao e adentrar na caverna. foi legal, a agua cristalina, vc ve peixes de tamanhos e cores variadas e ate tartarugas. So que eu me senti um pouco desconfortavel, pq em alguns momentos, deu uma sensacao de claustrofobia, em certos trechos sua cabeca quase toca o teto da caverna, entao se nao curte essa situaçoes, repense. A flutuacao custa 40 reais,e dura cerca de meia hora. Depois fomos para o Rio, que tem um tom de verde sensacional, demos uma volta pela área verde, interagimos com macacos, etc. No final fomos na gruta azul, bastante similar ao poço encantado, porem nao pegamos o raio de sol adentrando na caverna, nem foto tiramos.
      Pra fechar os passeios na chapada, o cartao postal: Morro do Pai Inácio. Muito legal, a subida é tranquila, muito bom ficar curtindo aquele visual sensacional, com o barulho do vento ou apenas o silencio..... conseguimos ficar pra ver o por do sol, que visto de lá, é realmente 
      muito bonito, conseguimos gravar...

      DIA 7 - ULTIMO DIA - CURTIR ATRAÇOES GRATUITAS NA CIDADE DE LENÇOIS
      os lugares mais foda da chapada,  realmente tem que ir de carro ou via agencia, mas felizmente
      tem coisas perto pra fazer : cachoeira do serrano, cachoeirinha, cachoeira da primavera,
      saloes de areia, ribeirao do meio.....com excecao do ultimo , fiz todos em apenas um dia, e de graça.
      fica a poucos minutos do centro de lencois e nao necessita guia. Bom pra repor as energias e fazer uma pausa
      entre dois passeios que sejam muito desgastantes.
      Fim do dia, hora de arrumar as malas e esperar o busao as 23 hrs com destino a salvador

      *** DICAS GERAIS ****
      .
      REalmente a chapada diamantina e a mae das chapadas, tudo é muito grande, bonito, distante
      a natureza exuberante, e a diversidade de atracoes nao se ve em nenhuma outra chapada
      lencois e uma cidade pequena, eu achei que os hostels deixaram bastante a desejar, mas nem vou 
      comentar quais eu fiquei....a cidade tem bons restaurantes e cafes, para todos os gostos e bolsos
      A chapada diamantina nao é um passeio barato - vc vai gastar uma boa grana, seja alugando carro
      seja contratando agencias, seja pondo gasolina no seu carro....as atracoes sao muito distantes entre si.
      Na chapada NAO rola essa cultura de carona, como existe em veadeiros. La, NAO  espere encontrar
      outros turistas com vaga no carro pra oferecer pra vc, isso deve rolar, mas é bem raro, pq quem vai,
      ou ja vai com grupo pronto, ou ja contrata agencia. Vi uma garota la perdidinha,achando que ia rolar
      esquema de carona, nao levou grana e se fu***. Ficou sem fazer a maioria dos passeios tops.
      lencois tem uma estrutura basica, a cidade é pequena, se ocorrer algo grave, tera que ir pra cidade de 
      seabra, uma hora e poquinho de carro dali, foi isso que aconteceu com uma colega nossa....
      veja se sua agencia oferece seguro de vida e de acidentes, pq nao e dificil se machucar nesses passeios nao,
      por isso cautela, usar bota de trekking, bermudao, prestar atencao se nao tem cobra nas trilhas
      ( na cachu do diabo, quase pisamos numa cascavel...) enfim, todo cuidaod é pouco por que se precisar de 
      socorro, lencois é uma cidade bastante limitada !
      Gastos aproximados:
      Aviao SP- SSA= 340 reais
      acomodação ( hostel) = 350 reais
      alimentação = 300 reais
      passeios =  900 Reais ( 4 dias de passeio com agencias, conforme detalhado acima)
      bus- salvador lencois = 170 reais ( ida e volta)
       

      seguem os videos que fiz dos meus passeios, ficaram bem legais, espero que possa ajudar voces a ter 
      uma ideia da beleza que é este lugar . bom passeio pra voces !
       
    • Por HermesRicardo
      Sempre tive o sonho de subir na moto e sair por aí sem destino. Conhecendo novos lugares, paisagens, sensações e pessoas. Vou completar 40 anos bem vividos no próximo mês e decidi que precisava me preparar de maneira extraordinária a minha entrada nos “enta”. No meu trabalho, um amigo falou que iria de São Paulo ao Chuí (RS) acompanhado por sua esposa. Ele iria em uma Citycom 300i. Neste momento veio à tona o meu antigo sonho. Não tive dúvida, agendei uns dias de férias do meu trabalho e comecei a pensar no roteiro. Em paralelo, fui equipando com alguns acessórios básicos a minha XRE300 2015, que estava na época, com 18 mil km rodados. Alforje lateral, almofadas de agua no banco, pastilhas de freio e pneus novos, troca de óleo e verifiquei a tensão da corrente...até pensei em trocar a corrente mas resolvi economizar neste item. Para me acompanhar nesta jornada, convidei o meu filho Jonatan, que tem 23 anos e mora em Cambuí, sul de Minas Gerais. Ele topou na hora e isso me deu ainda mais motivação!
      Faltando uma semana para iniciar a minha sonhada aventura, começou a greve de caminhoneiros em todo o Brasil e não tinha gasolina nos postos.  Nem se pagasse uma fortuna por ela! Simplesmente eu estava com tudo pronto, mas com o tanque seco. Anunciaram o fim da greve em uma segunda (28/05) e meus planos de partida era para a próxima quinta (31/05). A greve acabou (graças a Deus), mas até que a vida voltasse ao normal era outra história. Começaram a fazer filas quilométricas nos postos para conseguir um pouco de combustível. Respirei fundo e esperei as coisas se acalmarem. Até que na quarta-feira (30/05) consegui encher o tanque da moto e as filas aqui do Rio de Janeiro já diminuíam. Me enchi de ânimo, coragem e espirito de aventura para o início da minha sabática preparação para o novo ciclo de vida.
      Para não deixar este diário muito grande e cansativo, relatei sem muitos detalhes o dia a dia deste roteiro. Espero que gostem e que inspire outros “seres inquietos” a buscar uma grande aventura. Divirtam-se!
      1° Dia, 31/05/2018 – Rio de Janeiro – Saí de casa por volta das 11:30h, passei no posto para calibrar os pneus e segui para Cambuí, sul de Minas Gerais onde eu iria visitar os meus pais e também encontrar com o meu filho, que bravamente enfrentou este desafio comigo. Ainda na via Dutra, percebi que tinha feito um ótimo investimento nas almofadas de agua, o banco estava superconfortável. Não tive problemas para abastecer neste trajeto apesar de ver que ainda faltava combustível em alguns postos. Aí foram 450Km até a casa dos meus pais. Curti a noite com eles, jantamos e vi na televisão que ainda havia muita confusão nos postos no Norte de Minas. Mesmo sabendo que lá fazia parte do meu trajeto, resolvi não desistir da missão. Fui dormir cheio de energia para ver o que tinha pela frente!
      2° Dia, 01/06/2018 – Cambuí, MG – Acordei cedo, calibrei os pneus da moto (29 traseiro, 22 dianteiro), encontrei com o Jonatan, equipamos a moto com toda a bagagem e saímos por volta das 11h. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias com destino a Belo Horizonte (BH). No caminho comecei a ver que a situação da falta de combustível ainda afetava bastante Minas Gerais. Próximo a 3 Corações, vi que precisava abastecer. No posto à beira da estrada tinha uma fila enorme e ainda havia previsão do combustível acabar sem atender a todos que ali estavam. Resolvi seguir em frente com o combustível que eu tinha no tanque... até que alguns quilômetros adiante vi um posto com apenas 5 carros na minha frente...que alegria! Enchi o tanque e a frentista (muito simpática) se surpreendeu ao saber que estávamos seguindo para a CHAPADA DIAMANTINA, de moto, durante a crise de falta de combustível. Ela sem nenhuma resistência encheu uma garrafa pet (2 litros) com gasolina para qualquer emergência. Vibramos por ter vencido o primeiro desafio e ainda havíamos conseguido gasolina extra para caso ficássemos sem combustível no meio da estrada. Seguimos em frente, sempre procurando abastecer nos postos que não tinha muita fila, geralmente os que não tinham bandeira ou que estavam distantes das cidades. Passamos por BH e seguimos para Sete Lagoas. À frente, um pôr do sol que deixava o horizonte avermelhado. Por volta das 19h, chegamos a SETE LAGOAS e nos hospedamos em um hotel onde fomos recepcionados por um Mineiro muito engraçado. Demos umas boas risadas com ele. Depois do banho, demos uma volta na cidade para jantar e descobrir o que tinha por lá. Comemos um sanduiche de pernil com bacon em uma feira próximo à uma das Lagoas da cidade. Estava sensacional! Depois fomos dormir sob ameaça da greve dos caminhoneiros ser retomada. Não deixamos que isso nos abalasse. Será? (rs)
      3° DIA, 02/06/2018 – Sete Lagoas, MG – Saímos por volta das 08h, com destino ao Norte de Minas Gerais. A paisagem mudou muito do que estávamos acostumados e a distância entre as cidades eram enormes. Aqui a preocupação em ficar sem combustível era eminente e nos deixou bastante apreensivos ao perceber que a moto havia entrado na reserva e não tinha nenhum sinal de cidade, posto ou pessoas. Apenas um intenso trafego de caminhões gigantescos. Até que, enfim, encontramos um posto e tinha gasolina. Aleluia! Abastecemos e seguimos! Chegando em Montes Claros percebemos o tamanho do nosso desafio! Sem gasolina na cidade! Apenas um posto com centenas de pessoas com galões, dezenas de motos e muitos carros! Como queríamos chegar em Janaúba e estava com meio tanque, resolvemos enfrentar aquela fila que além de desorganizada, sempre surgia algumas calorosas discussões. Fiquei bastante nervoso porque já estávamos a 2 horas na fila e tínhamos andando poucos metros. Não teve jeito, para sair de lá, precisei comprar no mercado negro daquele posto IPIRANGA, 2 galões de 5 litros para seguir em frente. Não sou favorável a este comportamento, mas não encontrei outra saída naquele momento. Só assim conseguimos chegar em Janaúba no início da noite. Logo que chegamos já vi que teríamos que ter paciência para abastecer novamente. Decidimos não nos preocupar naquela noite e fomos procurar um hotel. Fomos dormir cedo para acordar mais cedo ainda e ir para as intermináveis filas dos postos da cidade.
      4° Dia, 03/06/2018 – Janaúba, MG – Acordamos às 05:30h fizemos o check-out no hotel e fomos para o posto! O que era aquilo?! Não acreditei ao ver aquela fila de moto. Aproximadamente 300 motos já estavam lá pra esperar o posto abrir às 8 horas. Por sorte, um outro motociclista nos levou a um outro posto que abriria às 10h. Viram o nosso esforço e com o apoio de outras pessoas que estavam na fila, conseguimos abastecer e seguir viagem. Partimos com destino à Bahia, que alegria! Quando finalmente passamos da divisa de MG com a BA o sufoco do combustível acabou. Tinha gasolina sem fila em todos os postos. Seguimos viagem vendo a paisagem mudar para o que eu imaginava como sertão da Bahia. Uma geografia muito bonita, mas no fundo eu imaginava o quanto deveria ser difícil viver em um local tão seco. Passamos por enormes parques geradores de energia eólica, vimos uma mistura de caatinga com serrado e muita estrada pela frente. Até que enfim fomos chegando no parque da chapada diamantina embaixo de uma chuva fina e gelada. Já era noite quando avistamos uma montanha iluminada e em seguida uma placa dizia “MUCUGÊ a 1KM”. Fomos para a pousada felizes da vida pelo feito que havíamos tido até ali. Estávamos muito cansados, mas saímos para comemorar com pizza e vinho!
      5° Dia, 04/06/2018 – Mucugê, BA – A recepcionista da pousada e a dona da pizzaria haviam nos falado que não poderíamos deixar de ir na cachoeira do Buracão. Esta cachoeira estava a uns 80km voltando pela estrada que havíamos chegado. Acordamos cedo e partimos em baixo de chuva para ver a tal cachoeira. Ao chegar no centro de guias turísticos do local fomos informados que a cachoeira estava interditada devido à chuva que já estava castigando a região a 5 dias. Ficamos decepcionados e voltamos para Mucugê com a sensação de ter rodado 160km em vão. Decidimos naquele momento que iríamos para Lençóis a procura do sol e das belas cachoeiras. Seguimos para Lençóis, mas antes passamos no MUSEU DO GARIMPO para aprender um pouco sobre a cultura local. Valeu a pena porque fomos muito bem recebidos com uma aula sobre a fase do garimpo na região. Dalí continuamos a viagem até que vimos uma estrada de terra com destino a IGATU. Resolvemos ir conhecer. Caramba... uma estradinha de terra com muitas ladeiras e com um visual “inacreditável”. Fomos chegando na cidade onde tudo era de pedras, ruas, muros, casas, bares, bancos. Parecia que estávamos voltando no tempo. Perguntei a um guia local um lugar bacana para almoçar. Ele nos indicou um restaurante de comida caseira. A comida estava ótima. Depois do almoço e de uma cerveja gelada, deixamos a moto e caminhamos até uma cachoeira apreciando as casas e as paisagens. Claro, tirando muitas fotos. Chegamos na cachoeira e o sol deu o ar de sua graça. SHOW!!! Tiramos a roupa e deixamos secando, já que tínhamos tomado muita chuva na parte da manhã. Depois do banho de cachoeira e da roupa seca, pegamos a moto e seguimos para Lençóis por mais uns 100km. Quando chegamos, já estava escuro e pegamos a primeira pousada que paramos pra perguntar o preço da diária. Em seguida foi o padrão, banho e sair para jantar! Fomos surpreendidos pela bela cidadezinha com ruas de pedras. Jantamos em um restaurante chamado “Quilombolas”. Tudo perfeito! Depois das caipirinhas de umbu, fomos descansar.
      6° Dia, 05/06/2018 – Lençois, BA – Depois do café da manhã, procuramos um guia que nos levou pra conhecer algumas cachoeiras da região. Cachoeira da Primavera e a Cachoeirinha são demais e foi ótimo pra massagear as costas nas quedas d’agua. Na parte da tarde, pegamos a moto e fomos até a cachoeira do Poço do diabo. Ficamos lá apreciando por um tempo aquela imensidão de agua e pedras. Já eram 16h quando saímos da cachoeira com destino ao morro do Pai Inácio. Chegamos na encosta do morro, deixamos a moto, pagamos 6 reais por pessoa e começamos a subir as escadas e pedras até o topo. Paisagem dos cânions de tirar o fôlego. Mas o ponto alto foi o pôr do sol acompanhado de um arco íris quase que pintado à mão! Emocionante!! Ficamos ali, eu e meu filho, vendo o sol ir embora, deixando um vermelho cor de fogo em cima das montanhas. Descemos porque já estava ficando frio e estávamos de camiseta e bermuda a uns 30km da Pousada. Foi mais um dia extraordinário.
      7° Dia, 06/06/2018 – Lençóis, BA – Hora de sair da Chapada, mas com vontade de voltar em outro momento. Percebi que a corrente da moto já estava desgastada (aquela mesma que ignorei na revisão) e decidi que precisava de um mecânico. Seguimos para Itaberaba e paramos na oficina do Tony. Ele trocou a corrente e o kit de relação + a troca de óleo e filtro. A moto ficou novinha. Dalí continuamos firmes na estrada com destino a Itabuna, no sul da Bahia. Chegamos muito cansados à Itabuna. Aqui eu não imaginava que a cidade era tão grande. Demorou um pouco para encontrar um Hotel, mas conseguimos.
      8° Dia, 07/06/2018 – Itabuna, BA – Próximo destino Arraial d’Ajuda. Seguimos pela BR101, até que vi no mapa uma opção por estrada de terra até Cabrália e resolvemos encarar. Que doideira, entramos na plantação de eucalipto que não acabava nunnnca....andamos muito nesta estrada de terra. Já eram 12h quando chegamos em Cabrália. Ver o mar foi umas das sensações mais plenas que tivemos neste roteiro. Paramos na praia de Coroa Vermelha, pé na areia, peixe frito, cerveja gelada e praia de agua quente. Tudo que queríamos! Depois de algumas horas, partimos para Arraial através da balsa de Porto Seguro. Lá, curtimos um pouco da noite fora de temporada antes de ir pra pousada descansar para o dia seguinte. Foi bem legal.
      9° Dia, 08/06/2018 – Arraial d’ajuda, BA – O objetivo do dia era ir à TRANCOSO e chegamos lá por volta das 10:30h. Fomos para praça do Quadrado onde é impossível não querer morar em uma daquelas casinhas que circundam a praça quadrada, que na verdade é um retângulo. Tiramos algumas fotos e como ainda era cedo, decidimos naquele momento que iriamos dormir em CARAIVA, passando pela PRAIA DO ESPELHO. Partimos por uma estrada de terra que estava toda esburacada e em alguns pontos, com muita lama, devido à chuva que estava castigando a região. Tive quase certeza que iríamos beijar o chão em algum momento. Mas inacreditavelmente: não beijamos! Chegamos à praia do Espelho sem nenhum arranhão. Que praia espetacular! Tomamos um banho de mar enquanto observávamos tartarugas que nadavam livremente perto de nós. Já era próximo das 15h quando partimos para CARAIVA, rodando mais 25Km por estrada de terra, lama e areia! Chegamos em segurança também. Deixamos a XRE300 em um estacionamento na beira do rio e atravessamos em um barco rustico até a outra margem onde estava a bela vila de Caraiva. Lugar roots, com ruas de areia, transporte através de carroças. Estas também transportavam alguns mantimentos para as casas e pousadas mais afastadas da margem do Rio. Logo que conseguimos uma pousada, deixamos as coisas no quarto e fomos ver o pôr do sol no encontro do rio com o mar. Foi alucinante!! A noite ficou por conta do forró, que é marca registrada do local. O pessoal dançava muito bem! Depois de algumas cervejas fomos dormir para iniciar o retorno para casa, que seria no dia seguinte.
      10° Dia, 09/06/2018 – Caraiva, BA – A missão agora era retornar para casa e eu particularmente já estava bem cansado de tanta aventura. Saímos de lá por volta das 10:30h e de cara, tinham 48Km de estrada de terra, embaixo de uma forte chuva, antes de chegar na BR101. Foi tensa aquela estrada. Passamos um ponto de alagamento em um local inóspito com água batendo no meio da moto. Que adrenalina! Depois de 2 horas para sair desta estrada, chegamos na rodovia e seguimos com destino ao Rio de Janeiro. Neste dia tomamos chuva o dia inteiro. Já eram umas 17h quando chegamos na cidade de São Mateus, norte do Espirito Santo (ES), onde nos hospedamos. Um banho quente e descanso era tudo que estava precisando naquele momento. Meu filho também já demonstrava muito cansaço.
      11° Dia, 10/06/2018 – São Mateus, ES – Nesta noite não consegui dormir quase nada por conta de alguma coisa que havia comido no dia anterior... Tive uma noite de rei ;-). Mas como ainda tinha muita estrada pela frente, tomamos o café da manhã e partimos. Este trajeto, para mim, foi um dos mais cansativos devido ao “mal-estar” que me acompanhou o dia todo. Próximo à região de Serra (ES) tive que parar para tirar um cochilo na sombra de uma arvore. Meu filho cuidadosamente e com muita paciência fez a guarda enquanto eu me recuperava! Me recuperei um pouco e seguimos viagem, passando por Guarapari e avançamos com destino ao Rio de Janeiro. Chegamos por volta das 16h em Campos dos Goytacazes. Como eu estava muito debilitado, resolvemos procurar um hotel. Acredito que fizemos uma boa escolha em não arriscar seguir viagem naquele estado que me encontrava.
      12° Dia, 11/06/2018 – Campos dos Goytacazes, RJ – Depois do merecido descanso, acordei muito bem e o Jonatan também estava bem animado em saber que estávamos muito próximo de casa. Pegamos a estrada e viemos cantando por um longo trecho. Ainda não havíamos concluído a jornada, mas a sensação de gratidão já estava contagiante naquele momento. Logo que avistei a ponte Rio-Niterói, os meus olhos marejaram de alegria. No pedágio da linha amarela os motoristas deveriam estar me achando um doido. Segunda feira de manhã e eu cantando e desta vez, era muito alto, pra todos ouvirem! Cheguei em casa no mesmo horário que eu havia partido, 11:30h da manhã. Meu filho abriu o portão, coloquei a moto para dentro, desci da moto, olhei pro céu e agradeci muito a Deus pela oportunidade de ter vivenciado junto com o meu filho tantas aventuras, perrengues, risadas e emoções.
      No total foram 4.350KM, passando por 4 estados em 12 dias de viagem. Foram tantas estradas, tantas pessoas que conhecemos, tantos quebra-molas que pulamos, estrada de terra, chuva, frio, calor, risadas, conversas, cansaço, sustos e surpresas, que fizeram desta viagem algo marcante para mim e para o meu filho. A sensação de gratidão por ter conseguido atingir o objetivo, por estar vivo e por ter uma casa para retornar, são elementos básicos e essenciais para estes dois seres humanos que estavam perdidos em meio a tantas preocupações, atividades e compromissos. Desejo que estejamos sempre motivados em realizar sonhos, mas principalmente que tenhamos sabedoria para desfrutar as coisas simples! Obrigado ao Jonatan pela excelente companhia e parabeniza-lo pela coragem deste desafio. Te amo filho!
      Hermes, Minas/Rio de Janeiro



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