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Viajante Inveterado

Cuenca, a cidade mais bonita do Equador

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Fala, viajante!!

 

No post anterior contei como foi a experiência de atravessar, por terra, a fronteira do Peru com o Equador, até Huaquillas. De lá seguimos de ônibus para Cuenca, que é o tema do post de hoje.

 

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Cuenca, a cidade mais bonita do Equador

 

Tomamos um ônibus em Huaquillas, cidade equatoriana que faz fronteira com o Peru, por US$ 7 com destino a Cuenca. A viagem, pela Rodovia Panamericana, durou quase 6 horas em um pinga-pinga da empresa Pullman Sucre.

 

Logo ao desembarcarmos na rodoviária começaram as surpresas. Primeiramente, sim, lá existe uma rodoviária que atende a todas as empresas – diferentemente de todas as cidades que havíamos visitado até então. O salão de espera era organizado, limpo e bonito, com lojas e restaurantes. Precisávamos de algumas informações sobre a cidade e como chegar ao albergue e, adivinhem: há um ótimo posto de informações turísticas na rodô.

 

A primeira impressão havia sido muito positiva, mas foi ao sair da rodoviária que ficamos “de cara” ao ver os táxis organizados em fila, sem chamar nem buzinar para os pedestres. Antes de embarcar, porém, decidimos comer ali mesmo, em uma espécie de praça de alimentação anexa ao terminal. O chaulafán custou US$ 6 e a Inca Kola de 1 litro saiu por US$ 1,50. Enquanto almoçávamos, percebemos que havia vários policiais mantendo a segurança do local. Após o almoço tomamos um táxi por US$ 1,50 até o nosso albergue – até o centro da cidade custa a mesma coisa. Os táxis oficiais são amarelos e possuem câmeras de segurança interna.

 

Ficamos hospedados no AlterNative Hostel, um albergue bem localizado, no encontro da Calle Larga, Huayna-Capac e Cacique Duma, a 15 minutos do centro histórico, é novinho, limpinho e possui um ótimo atendimento. A diária em quarto compartilhado custa US$ 11 e inclui café da manhã. Possui uma agradável sacada no 2º andar. Na rua lateral há um bar anexo a ele e a poucos metros, convenientemente, um mercadinho.

 

Quando entramos no quarto, parecia que tinha passado um furacão por lá. Todas as camas cheias de coisas: violão, notebook, roupas e até um cartão de crédito jogado… Avisamos o recepcionista que foi checar e juntou tudo na mesma cama para que pudéssemos nos acomodar – pois só havia um hóspede naquele quarto, um tanto bagunceiro. E não demorou muito para que o conhecêssemos. Era um inglês, bem jovem e gente boa, que estava rodando pelas Américas e ia terminar a viagem justamente no Brasil, para encontrar sua namorada no interior de São Paulo.

 

Enquanto o gringo tentava organizar sua bagunça, nos despedimos e fomos conhecer o centro histórico. Seguimos pela Huayna-Capac, uma grande avenida, e quando chegamos ao coração da cidade tive a sensação de estar na Europa – não apenas pela arquitetura mas principalmente pela limpeza e organização. Quando nos aproximamos do Parque Abdon Calderon (a praça central) vimos e ouvimos uma grande mobilização. Voluntários, jovens e adultos, trabalhavam na arrecadação e no carregamento de doações para as vítimas do terremoto que havia recém atingido as cidades costeiras, principalmente Pedernales. Percorríamos os arredores da praça e, ao mesmo tempo, nossas expectativas iam se superando. Era início de noite, as luzes estavam se acendendo e confirmando a beleza de Cuenca.

 

Nosso jantar foi no Restaurante Cositas, um ambiente completamente decorado com tudo o que se possa imaginar, são “cositas” penduradas por todos os lados. Desde máquinas de escrever antigas, até fotos de campeões de fisiculturismo – e piadas espalhadas pelas paredes dos banheiros. Mas o que mais chamou a atenção foram os preços dos pratos. Um prato típico (seja de carne, frango ou porco) varia entre US$ 6-8 e as porções são grandes.

 

No dia seguinte, durante o café da manhã, levei uma longa conversa com a Nicole, gerente do albergue, e ela me deu várias dicas sobre a cidade e também me explicou sobre um fato preocupante que vem ocorrendo na cidade. A beleza, o charme e o clima de Cuenca (que está a 2.535 metros de altitude) atraem muitos estrangeiros aposentados, principalmente europeus e norte-americanos. Os “gringos” chegam com os bolsos cheios de dólares para desfrutar confortavelmente suas aposentadorias. E é aí que mora o problema dos cuencanos. A aquisição de imóveis por parte dos estrangeiros gerou um boom imobiliário que inflou os preços do mercado e, hoje em dia, já é difícil para um equatoriano poder comprar um bom imóvel na cidade.

 

Neste dia, fizemos um caminho diferente para o centro histórico. Subimos pela Calle Larga de onde, a partir de certo ponto, pode-se observar o Río Tomebamba. Para quem caminha nesse sentido, pouco antes de chegar à igreja de Todos Santos, existe um agradável mirante de frente pro rio – muito útil para descansar um pouco da subida íngreme e da altitude. Mais tarde descobri que esse mirante já havia sido uma ponte e que sua outra metade havia sido levada pelo rio em uma de suas cheias revoltosas. Hoje, o local é um símbolo da cidade e é conhecido como Puente Roto (ponte quebrada).

 

Continuamos pela Calle Larga por mais alguns metros, até encontrarmos a Escalinata Miguel Sojo Jaramillo. Descemos as escadarias e atravessamos a ponte que cruza o rio e liga à rua Frederico Malo para conhecer o Parque de la Madre – uma grande praça com pista de caminhada, obras esculpidas em troncos de árvores (como grandes totens) e um Planetário (atração gratuita). Inédito para mim, foi ver o “Solmáforo”: um indicador de radiação ultravioleta com seis níveis (de muito baixo a extremo), muito útil para que as pessoas controlem sua exposição ao sol. Nessa praça havia também mais um ponto de coleta de suprimentos para as vítimas do terremoto.

 

Voltamos à margem do rio e caminhamos mais alguns metros pela Avenida 12 de Abril até chegarmos ao Museo de História de la Medicina. A entrada é gratuita mas podem solicitar uma pequena doação para a manutenção do museu. Para quem é médico, ou ligado à saúde, pode ser interessante mas, para o público em geral, sinceramente, não traz grandes atrações. São grandes salas com equipamentos antigos, mas sem muita informação.

 

Ainda na mesma avenida, caminhamos até a próxima ponte, cruzamos de volta para a outra margem e subimos a Escalinata Juana de Oro, uma escadaria longa e alta, cujas paredes grafitadas dos prédios que a acompanham lhe dão um ar diferenciado. No meio da escadaria, uma pequena árvore, de caule e galhos finos, se faz presente. O fim da subida termina justamente na Calle Larga. Viramos à esquerda e um pouco adiante encontramos a casa Sumaglla, um antiquário com uma fachada incrível com portas-balcão esculpidos em madeira e, na parede, murais emoldurados. Tantos metros depois foi hora de conhecer o Museo del Sombrero. A entrada é gratuita e se pode ver, ao vivo, a produção de vários tipos de chapéu – e as antigas prensas foram fabricadas no Brasil, acredite. Há diversos modelos e cores à venda e bem ao fundo existe uma estreita escada que leva a um Café com uma bela vista desde o Barranco (nome dessa região mais alta à beira do rio que é, literalmente, um barranco). O local é bacana e vale a visita, mas de “museu” não tem muito. A propósito, aqui cabe uma explicação… Pra quem não sabe, o Equador é (e sempre foi) o produtor dos famosos chapéus Panamá (ou El Fino, como são chamados no país). Segundo contam, esses chapéus foram utilizados pelos franceses e norte-americanos envolvidos na construção do Canal do Panamá que, sem saber de sua origem, começaram a chamá-lo de chapéu Panamá. A fama desses chapéus ganhou repercussão internacional quando, o então Presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt apareceu nos jornais visitando as obras do Canal com um exemplar na cabeça. Pelas ruas de Cuenca encontram-se muitas fabriquetas com preços variados.

 

Percorremos toda a Calle Larga e ao final dela há uma quebradinha à esquerda e o nome da rua passa a ser La Condamine. É lá que fica o macabro Prohibido Centro Cultural, um espaço dedicado à cultura obscura, alternativa e muito intrigante, que nos faz refletir sobre os padrões e preconceitos da sociedade em que vivemos – mesmo quando o assunto é arte. A entrada custa US$ 2 e você verá caveiras (muitas caveiras), poderá descansar seu pescoço em uma guilhotina, descansar dentro de caixões, vestir roupas que sua mãe jamais deixaria você usar (nem de brincadeira!) mas, acima de tudo, conhecer de perto a arte de uma cultura que você, talvez, nunca tenha dado importância.

 

Saímos de lá famintos e fomos procurar o Mercado 10 de Agosto, o mercado municipal de Cuenca. O prato que mais nos chamou a atenção foi o Hornado, mas também não é pra menos… Imagine dar de cara com um porco inteiro em cima do balcão. As tias, muito cuidadosamente, enfiavam as mãos no porco e iam puxando pedaço a pedaço e servindo os pratos. Para acompanhar: purê de batatas (o deles é bem mais consistente que o nosso) e salada com cebola roxa. Tudo é feito e servido com as mesmas mãos que pegam o dinheiro e o troco. Mas quer saber? Estava uma delícia! O preço do prato varia de acordo com quantidade, há opções de US$ 3, 4 e 5. Depois do almoço, rodamos um pouco pelo mercado que também tem uma seção “feirinha do Paraguai”.

 

A próxima atração visitada foi a bela Catedral Metropolitana (ou Catedral de la Immaculada Concepción), em frente à praça principal. Possui um estilo diferenciado e marcado por sua fachada de tijolos à vista e suas cúpulas azuis que podem ser admiradas a partir de diferentes pontos da cidade. Aliás, ficamos tão fascinados pelas cúpulas que encontramos um prédio comercial (na rua Padre Aguirre) e subimos até o último andar apenas para fotografá-las. Valeu a pena!

 

Perto dali, na Plazoleta de San Francisco, há uma feirinha bastante diversificada onde se encontram desde artesanatos até bugigangas em geral. Talvez mais interessante seja atravessar a rua General Torres e conhecer o CEMUART (Centro Municipal Artesanal), uma galeria organizada que possui diversos tipos de artesanato de qualidade e com preços acessíveis.

 

Para finalizar o ótimo passeio, seguimos até o Museo Pumapungo que reúne exposições de objetos, reproduções da cultura local e as próprias ruínas de Pumapungo – segunda maior cidade Inca. Infelizmente, devido ao terremoto, o horário de visitação havia sido encurtado e acabamos dando com a cara na porta.

 

Cansados, mas muito felizes com os passeios, fizemos um happy hour e depois tomamos um táxi por US$ 2 até a rodoviária. Garantimos nossas passagens para Quito por US$ 10 pela empresa Super Táxis para as 22h e fomos procurar algo pra comer. A praça de alimentação que comentei quando chegamos na cidade já estava fechando, mas encontramos uma boa opção atravessando a rua. Um restaurante simples que era bom e barato, paguei US$ 4 por um prato chamado Churrascos (arroz, carne, fritas, tomate, cebola roxa e abacate) e dividimos uma garrafa de refrigerante Fioravanti Fresa (de morango, bem doce) de 1,75l por US$ 1,25.

 

Na hora do embarque, o ônibus não parecia grande coisa e nos lembramos que ao comprar as passagens, por um descuido, não pedimos para ver as fotos ou perguntar como era o veículo – como fazemos de praxe.

 

No próximo post vou contar como foi a viagem de Cuenca até Quito (será que acertamos na escolha do ônibus?) e o que fizemos durante os dias que passamos na capital.

 

Outras informações

 

Empresa de ônibus Pullman Sucre no Facebook (https://www.facebook.com/EMPRESA-INTERNACIONAL-PULLMAN-SUCRE-136104303073640/); passagem Huaquillas-Cuenca US$ 7

 

Táxi da rodoviária até o centro US$ 1,50-2,00

 

Centro de informações turísticas de Cuenca – na rodoviária e na rua Mariscal Sucre, próximo à Catedral. Abre seg/sex 8h-20h, sáb 9h-16h e dom 8h30-13h30

 

AlterNative Hostel – http://alternativehostal.com. End: Huayna Capac esquina com Cacique Duma, US$ 9-12 dependendo do quarto. LEMBRE-SE DE CITAR O NOME DO BLOG AO FAZER SUA RESERVA!

 

Restaurante Cositas – Símon Bolívar 4-49. End: Calle Larga 8-18. Pratos típicos entre US$ 6-8

 

Museo el Sombrero – Calle Larga 10-41. Abre seg/sex 9h-18h, sáb 9h30-17h e dom 9h30-13h30. Entrada gratuita

 

Prohibido Centro Cultural – Site: https://prohibidocc.wordpress.com. End: Calle La Condamine 12-102. Abre: seg/sáb 9h-21h. Entrada US$ 2

 

Museo Pumapungo – Calle Larga quase esquina com Huayna Capac. Abre: ter/sáb 8h-17h30, sáb/dom 10h-16h. Entrada gratuita

 

Empresa de ônibus Super Táxis – passagem Cuenca-Quito US$ 10 (mas lembre-se de pedir informações sobre o tipo de ônibus pra não entrar numa fria)

 

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O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/cuenca-a-cidade-mais-bonita-do-equador/

 

Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/

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    • Por Liza_sp
      Nunca fiz relatos, mas como todas as informações que me ajudaram tirei daqui talvez meu relato ajude alguém ou não porque eu não planejo viagens, compro a passagem, reservo a primeira hospedagem e vou. Não incluí a Galápagos por motivos de $.
       
      Tentei resumir ao máximo, quase sempre sem sucesso
       
      1º dia - 31/10/2015 - Ida
      Sábado embarquei às 6:50h, por algum motivo assim que cheguei ao aeroporto de Guarulhos senti um enjoo muito forte e também muita dor de cabeça, pode ser porque não dormi ou algo que comi, mas a viagem não foi boa. O voo linha escala em Lima. No voo de Lima a Quito continuei muito mal mas sobrevivi.
       
      Chegando no aeroporto de Quito o ônibus que leva ao aeroporto Velho de Quito que é mais próximo de centro fica logo à direita, não tem erro, mas como a viagem de ônibus seria longa preferi ir de táxi o que custou U$27.17. Li que fora do terminal é mais barato mas tenho minhas dúvidas, são 42km de distância e não usam taxímetro a menos que a gente insista muito, nem quis tentar porque eu estava muito mal. Estava chovendo e foi quase 1h de táxi até o hotel. Descansei por umas 2h e saí para andar um pouco e comer. Eram umas 17:30 e me espantei com o frio, bem maior do que eu esperava, 8ºC e nem era noite ainda.
       
      Em Quito fiquei hospedada no Hotel Real Providência, muito bem localizado, ao lado da Praça Santo Domingo e a umas duas quadras da Plaza Grande, eu não planejei quase nada da viagem, o hotel era bom, mas não valia o preço, valeria muito mais ficar numa pousada ou hostel mas não sabia o que me esperava, de longe o maior gasto da viagem foi este hotel.
       
      Na Plaza Grande e me espantei com a escuridão mas dei umas voltas e quando voltei as luzes já estavam acesas e rolava um show ao vivo bem animado, música local muito boa, pessoas dançando, bem divertido, todos os dias passei por lá sempre tinha alguma coisa acontecendo.
       
      Jantei em uma lanchonete próxima a Praça Grande por R$4,50.
       
      Passei em um mercado para comprar itens básicos que nunca trago e imediatamente me arrependi tudo muito caro... creme dental por U$4 o hidratante mais barato por U$6... Mas o problema sabemos que é a desvalorização do Real, um ano atrás eu teria achado tudo bem barato.
       
      Como estava muito frio e ainda estava mal fiquei mais uns 15 vendo o show na Praça e fui dormir.
       
      Dia 2 - Mitad Del Mundo, Templo do Sol e Vulcão Pululahua
       
      Acordei com dor de cabeça e enjoos novamente então decidi ir à Mitad del Mundo que imaginei ser algo mais leve. Meu senso de direção se provou pior do que nunca pois peguei 4 ônibus errados quando enfim consegui uma informação correta peguei o certo e cheguei ao terminal La Ofelia onde peguei mais um ônibus para a Mitad del Mundo. Os trólebus custam U$0.25 para entrar nos terminais espalhados pela cidade, nos demais ônibus o cobrador passa e te fala o valor paguei de U$0.10 a U$0.40.
       
      Chegar lá é ridiculamente fácil, pegar trólebus sentido norte, descer na Parada La Y, pegar ônibus na mesma parada La Y para La Ofelia, isso custa U$0.25. No terminal La Ofelia pegar um dos vários ônibus para a Mitad, na volta é só fazer o inverso, nesse último trecho me cobraram U$0.20 na ida e U$0.40 no retorno. O primeiro erro foi ir sentido sul e quando finalmente fui para o norte eu desci no terminal La Y e não na parada La Y, o lado bom é que rodei a cidade inteira de ônibus e já fiquei sabendo onde ficava tudo.
       
      Na Mitad del Mundo o ingresso básico que não dá direito a algumas atrações custa U$3 e o completo custa U$7.50 comprei o completo. Na bilheteria da falam para começar pelo planetário, fiquei 15m na fila e fui fazer outras coisas porque a fila estava enorme e não andava.
       
      O primeiro Pavilhão que fui foi o Guayasamin e já fiquei encantada por esse artista que nunca tinha ouvido falar (pensava eu), tem poucas obras mas é um estilo obscuro que eu amo, mesmo não sendo chegada a artes e museus.
      No Pavilhão Equador tem umas fotos legais, no dos Ninos obviamente só brinquedos para crianças, no Pavilhão da França tem um exposição sobre a missão geodésica, no Pavilhão do Sol fotos e informações sobre Cuenca e Guayaquil.
       
      Só me pediram o comprovante de entrada no Monumento que é tem legal, vários experimentos, mas lotado de crianças correndo para todos os lados, gritando, empurrando, era domingo, num dia tranquilo teria ficado um bom tempo lá dentro, mas nessa situação saí rapidinho.
       
      Resolvi almoçar lá dentro da Mitad, mesmo certa de que seria caro, esperando que a comida fosse boa, minha certeza se concretizou, foram U$11 no almoço, já a esperança não se concretizou, uma sola se sapato estaria mais macia que a carne... mas eu precisava comer. Em frente à Mitad del Mundo, do lado de fora, tem um complexo de lanchonetes bem simpático, com Subway inclusive, mas preferi comer comida mesmo (arroz, carne).
       
      Dentro do complexo tem vans a cada 15 minutos que levam para o vulcão Pululahua por U$2.99 mas tem cartazes informando que é melhor de manhã por causa nos nevoeiros. Mesmo já sendo tarde fiquei com vontade mas ainda tinha que ir ao Planetário... chegando lá um segundo de felicidade por não ter fila, durou 1s porque eu percebi que fila estava dando a volta, esperei mais uns 10m, dei uma espiada pela porta de saída e resolvi ir embora, pelo que vi pela porta da saída não tinha nada demais e pelo que li na internet não perdi nada.
       
      Quando fui lá não sabia que a verdadeira Mitad del Mundo fica a 200m dali, ainda bem que não sabia, depois me falaram que é bem legal mas já eram 15h e peguei um táxi por U$5 e fui para o Templo del Sol.
       
      Chegando lá surpresa! É próxima a cratera do vulcão Pululahua, fazia um frio de doer, quem quiser ver o vulcão tem mesmo que ir de manhã, não dá para ver quase nada... achei bem surreal, nunca tinha ido num vulcão, fica a 4km na Mitad del Mundo e a medida que o táxi sobe dá a impressão de que o tempo virou, mais pro fim do dia eu achava que em Quito deveria estar super frio mas quando estava voltando a medida que descíamos para Quito o tempo se abria a sensação é de poder tocar na névoa, muito legal. Como o Templo fica ao lado poderia ter ido de van e pago U$2.99.
       
      No Templo Del Sol a primeira impressão não foi boa, o ingresso foram U$3 e só tinha um menino correndo pra lá e pra cá como uma galinha sem cabeça e falando que estava cheio para esperarmos. Cansada de esperar no frio de doer entrei e já me encantei, muito especial o lugar... revirei o lugar sozinha e no terceiro andar tem várias obras do artista Ortega Maila, dono do Templo, lindas... de sentar e ficar admirando.
       
      Vi tudo e uma hora depois que cheguei finalmente começaria o tour e era o mesmo menino faz tudo que estava no comando. A má impressão passou na hora, ele explicou sobre o Templo, fez experimentos com o ovo e outros sobre o equilíbrio... de repente entra uma moça chamando que o artista começaria sua demonstração e que tínhamos que subir...
       
      Bem, no restaurante na Mitad del Mundo um artista fez uma dessas demonstrações de pintura e eu subindo só pensava estou com dor de cabeça, a névoa e o frio estão ficando mais intensos, ninguém tem tempo pra isso, mas não tinha opção.
       
      Pois o cara foi um show a parte, praticamente um animador de auditório, fiz uma pintura linda com as mãos em 5m, uma das coisas mais lindas que já vi... se eu tivesse ido ali só para aquilo já valeria. Serviu chá de coca e empanadas... distribuiu para todos um gota de essência de coca e umas gotas de óleo de coca e maconha... pelo que disse era a cura para todos os males, pois eu passei o óleo na nuca, pescoço e ombros e fiquei vendo o cara interagir com as pessoas. De repente eu percebi que não estava sentindo mais nenhuma dor... ou o óleo era mesmo milagroso ou foi o poder da sugestão no nível 1000.
       
      Continuamos o tour o menino fez mais um ritual que achei demais... ficaria ali dias se pudesse lugar mágico.
      Quando ele acabou o ritual eu perguntei pelo óleo e só era vendido no outro prédio. Era perto mas já eram 18h e já não dava para ver um metro a frente e não fazia ideia de como descer para Quito sem ônibus. Mas eu amei o Templo, muito mais legal que a Mitad Del Mundo.
       
      Próximo a entrada do vulcão tinha uma van cobrava um dólar até a Mitad del Mundo. Apesar de tomar cuidados de segurança, sendo mulher e viajando sozinha às vezes me encontro em situações em que eu penso, dessa eu não escapo... O motorista me mandou sentar na frente com ele e em certo ponto um passageiro fala: - Você vai me deixar na porta de casa! ; o motorista olha bem para a minha cara e fala rindo: - Você eu vou levar até a cama... Eu não sabia se ele respondeu para o homem, se falou pra mim, só sei que a cada passageiro que descia eu gelava mais um pouco rs em retrospecto eu morro de rir, porque o cara fui super simpático, me deixou do lado da rua que voltava para Quito, parou o ônibus pra mim, mas foram momentos de tensão rs .
       
      Da Mitad peguei um ônibus para Lá Ofélia e desci antes, num Shopping chamado El Condado, comprei um chip pré pago por U$4.48 na CNT Ecuador, vendedor nada simpático, não entendi nada, atendimento monossilábico, mas saí dela com internet. Passei no Radio Shack e comprei um adaptador, jantei e fui pegar o Ônibus para La Ofélia, achei o shopping bem bonito e bem servido de lojas, mas em dólar mal olhei para os lados.
       
      Chegando no terminal La Ofelia uma fila enorme para pegar o ônibus sentido sul. Uns 10m depois um segurança grita que não teria mais ônibus naquele dia... não entendi nada mas todo mundo saiu do terminal e eu fui atrás. La fora um taxista me explicou que o último ônibus sentido sul sai às 20h, fui de táxi e a corrida do terminal la Ofélia ao Centro Histórico custou U$10.
       
      Continua...
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

    • Por Murilo Pagani
      Aos poucos, o Equador começa a entrar no roteiro dos turistas brasileiros. Não sei por qual motivo, esse pequeno país localizado entre Colômbia e Peru é ignorado por muitos de nós na hora de escolher um destino na América do Sul.
      Motivos para conhece-lo não faltam: o Equador possuí uma enorme diversidade de paisagens com praias, montanhas, cidades históricas, vulcões e até parte da Floresta Amazônica; é um dos países mais baratos para viajar na América do Sul; possui boa infraestrutura para receber os turistas; e por ser um país territorialmente pequeno, viajar de ônibus é bem fácil, rápido e barato.
       
      Quito-Montañita-Cuenca-Baños
       
      Seu roteiro começa pela capital equatoriana e segunda maior cidade do país: Quito- reserve cinco ou seis dias. Antes que você pense que é muito tempo para uma única cidade, vou explicar o motivo para quase uma semana por lá: Quito serve como uma ótima base para você fazer day trips e explorar lugares super interessantes e que não estão muito longe. Alguns que recomendo fortemente que você faça esses bate –volta são: Laguna Quilotoa, Vulcão Cotopaxi e Otavalo. Todos esses passeios podem ser feitos por conta própria (acorde bem cedo no caso dessa opção) ou através de alguma agência de turismo.
       
      Nos outros dias aproveite para conhecer uma das capitais mais interessantes da América do Sul. O centro histórico de Quito é um dos mais bem preservados da América Latina e foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU em 1978. Outro lugar bastante procurado pelos viajantes é o Parque Mitad del Mundo, o lugar onde supostamente passa a Linha do Equador que divide os hemisférios em norte e sul.
       
      Após quase uma semana na altitude de Quito, é hora de baixar ao nível do mar rumo a Montañita- um lugar para curtir praia, sol, surf e muitas festas. Esse pequeno vilarejo é o point dos mochileiros que viajam pela América do Sul. Muitos inclusive se apaixonam pelo lugar e ficam muito mais tempo que o planejado.
      De Quito não há um ônibus direto para Montañita. Para chegar até lá você terá que ir até Guayaquil e depois pegar um ônibus até a cidade a beira mar.
       
      Dica: de Quito a Guayaquil são aproximadamente nove horas de viagem, faça esse trajeto durante a noite. Você economizará uma diária de hospedagem e poderá pegar o primeiro ônibus de Guayaquil a Montañita.
       
      Além do dia da chegada em Montañita, reserve outros dois dias inteiros para curtir o lugar.
       
      Após os dias de sol e água fresca a próxima cidade do roteiro é Cuenca. Esse dia será praticamente perdido pela viagem. Saia cedo de Montañita e volte para Guayaquil. Em Guayaquil há muitas saídas durante todo o dia até Cuenca, o percurso demora aproximadamente cinco horas.
       
      Separe dois dias inteiros para conhecer Cuenca e arredores. A cidade histórica é bem preservada e vale a pena passar um dia todo caminhando pelas ruas antigas, conhecendo alguns museus, igrejas e outros lugares.
      No segundo dia você pode ir até o Parque Nacional El Cajas, que está apenas a 33 quilômetros de Cuenca. Passe o dia conhecendo esse parque que possuí grande variedade de fauna e flora, retorne para Cuenca no fim do dia e organize suas coisas para seguir viagem no dia seguinte.
       
      A última cidade a visitar no Equador será Baños, uma pequena cidade rodeada por vulcões, com ótimas opções de atividades outdoors e excelente infraestrutura para os turistas. Aproveite três dias inteiros na cidade e não se arrependerá. Alugue uma bicicleta e percorra a famosa Ruta de las Cascadas, conheça a Casa del Árbol com o famoso balanço do fim do mundo, relaxe nas águas termais em alguma das diversas opções que há por lá.
       
      Baños também é a porta de entrada para quem quer explorar a Amazônia equatoriana, mas para isso você precisará de mais dias no seu roteiro. A cidade possui inúmeras agências que oferecem diversos passeios- vale a pena pesquisar antes de fechar negócio.
       
      Dica Extra: Está com mais tempo e dinheiro disponível? Inclua o arquipélago de Galápagos no seu roteiro.
      Esse lugar com valioso ecossistema foi de grande importância para que o naturalista Charles Darwin construísse a sua teoria da evolução e a obra A Origem das Espécies.
      Atualmente, o governo equatoriano tenta controlar o turismo desenfreado sobre as ilhas cobrando altas taxas de ingresso e limitando a entrada de pessoas.
      Devido ao seu enorme potencial turístico, nas últimas duas décadas o número de visitantes na ilha quadriplicou. Sem dúvida nenhuma, caso não seja feito um turismo sustentável e consciente, algumas das espécies encontradas apenas nessa região sofrem sério risco de entrarem em extinção.
       
      Post originalmente publicado no meu blog. (http://www.voltologo.net/roteiro-de-15-dias-no-equador/)
    • Por thiagoluizalves
      Prezados, segue agora série de posts referentes a minha viagem para o Equador em março.
      Dúvidas, podem me encaminhar e-mail para [email protected] ou por aqui mesmo!
      Obrigado.
       
      Postagem original c/ fotos: http://www.mundodesbravo.com.br/post/67/1/equador-48h-em-quito
       
      QUITO
       
      #Saindo e Chegando Cheguei em Quito já passava das 20h e necessitava chegar na casa do meu amigo. Porém não é tão fácil assim. Além de ser longe do aeroporto (aproximadamente 35km do centro) estamos em um país onde moeda oficial é o dólar americano. Então, um taxi seria a opção mais cara. Logo, optei em pegar o transporte executivo em ônibus com ar-condicionado, novo e com wi-fi (funciona pelo menos o whatsapp). O curso do trajeto é de 8 dólares (40-60 minutos) porém se você comprar ida + volta ganha um desconto. A volta não precisa ter uma data definida, você só precisa usar em até 1 ano. O ônibus executivo sai do terminal a cada 30 minutos aproximadamente e te leva diretamente, para o antigo aeroporto de Quito, localizado na zona sul da cidade (esse antigo aeroporto está em obras e sua pista servirá como um parque para comemorar a independência do país). A @AeroServicios funciona 24 por dia nos 365 dias do ano. Saindo da área de desembarque, o balcão estará localizado a sua direita. Mais informações, só entrar no site da empresa. Para regressar, é o mesmo esquema. Você vai até o aeroporto antigo na zona sul de Quito e o procedimento é o mesmo. No antigo terminal só trabalha a empresa Aero Servicios, não tem erro.
       
      #Dica Se for de dia, não aceite pegar os taxis logo na saída do aeroporto antigo, pois eles abusam no preço. Como Quito tem uma grande gama de taxis e existem aplicativos, saia do terminal, atravesse a avenida (bem tranqüila) e espere um taxi sair. Em Quito há taxímetros, porém os taxis credenciados no aeroporto, os valores são combinados com o motorista.
       
      Após a novela mexicana, os próximos 2 dias serão inteiros em Quito. Fiquei na casa de amigos então o clima foi outro... Clima de descanso, já estava um pouco cansado dessa vida de nômade. Acredito que nem era o fato de voltar ao Brasil, mas sim ficar a cada 5 dias mudando de uma cidade para outra. Há, cheguei numa segunda bem tarde, já perto das 21h.
       
      #Dia 1 Acordei cedo e fui logo providenciar um chip de celular colombiano para estar conectado em toda minha estadia no Equador. Fiquei hospedado ao lado do parque La Carolina (Av. Amazonas), região classe média alta de Quito. Seguindo no sentindo norte do parque La Carolina, há um centro comercial Inaquito (Shopping). Tomei meu café da manhã no Burguer King e logo em frete fui até a operadora de celular subsidiada pelo governo, a CNT (https://www.cnt.gob.ec/), onde fiquei sabendo que era a melhor opção custo/benefício no país (algo como 6 dólares o pacote de dados com whatsapp liberado). Após estar com chip em mãos, voltei para o apartamento e fui almoçar com meu amigo próximo do nosso destino.
       
      @Parque La Carolina Um dos maiores parques ao ar livre de Quito, o parque La Carolina destaca por ampla área verde, área para prática de vários esportes (pista de corrida, campo de futebol e etc) como também de atrações turísticas: Museu de Ciências Naturais + Vivarium (estilo o nosso Butantã – viveiro para cobras e outros répteis) + Jardim Botânico + um avião DC3-Douglas. O parque fica mais cheio durante a noite para prática de esportes, para os donos levarem seus cachorros para correr e socializar. Aos finais de semana, ponto certo para encontro da família. Eu particularmente AMEI esse parque. De todos os lugares que conheci em Quito, é o meu favorito!!
       
      #Dica No lado leste do La Carolina, você encontra uma região mais moderna, agitada e rica da cidade. No encontro da Av. Republica de El Salvador (paralela ao parque) com Av. Portugual, você encontra na esquina um Juan Valdez e em frente o sushi Kobe Express (uma delícia!) Comi lá e você paga por peça - e é barato. Para não pagar mico como eu, primeiro vá ao caixa e faça seu pedido + pagamento. Já eu, sentei na mesa e fiquei esperando o garçom passar para me atender, porém demorei horas até descobrir que não era assim! HAHAHA.
       
      @TelefériQo Antes de mais nada, quero dizer que Quito tem tempo instável e fechado como Bogotá, coisas de cidades nos altos dos Andes. Em questão de minutos, o sol lindo ensolarado a pino muda para neblina, chuva e dilúvio. E foi assim que passei subindo o teleférico. Saímos do centro comercial e tomamos um táxi até a base inicial do passeio. Táxi em Quito é mega barato. Uma corrida de 5-7km ou mais, não passa de 1-2 dólares. Custando aproximadamente 10 dólares a entrada, subimos até a Cruz Loma (4000m acima do nível do mar). Logicamente temos uma linda vista de Quito! (#SQN) Também, em tempo bom, é possível avistar o Vulcão Pichincha. Infelizmente enquanto subíamos no teleférico (mais ou menos 7-10 minutos o trajeto) o tempo fechava e quando chegamos no pico, aproveitamos somente uns 5 minutos a vista. Já lá no alto há uma boa estrutura com banheiros, tendas e loja de souvenir, porém tudo meio Silent Hill, sabe? Nem fui averiguar se estava aberto. Então, já que não adiantava ficar olhando pra neblina sobre Quito, fomos conhecer o parque. Na verdade a área é extensa... Aos finais de semana é possível andar de cavalo e também é um dois points preferidos dos quiteños para um bom piquenique com família e amigos. Infelizmente (ou não), preciso achar uma desculpa e voltar em tempo bom. Na descida da Cruz Loma, além do TelefériQo, há uma parque de diversões, chamado de Vulqano Park. E consigo chegar de ônibus até lá? Sim! Existe um ônibus que sobe até o ponto inicial do TelefériQo, porém só o usei na volta ao centro. Custa um dólar.
       
      @Centro Histórico E a noite foi dia de conhecer o centro histórico. Como todo centro histórico, não tem chance para asfalto. Chão de pedra batida, paralelepípedos altos e ruas estreitas. E conhecer esses sítios pela noite tem seu charme. Na verdade eu fiz um percorrido, sem ligar muito para “onde eu estava e o que era”. Estava curtindo a noite e o passei com meu amigo colombiano que vive há um ano em Quito. Lembro que comi coisas deliciosas na rua, algo como um amendoim com sal. E a movimentação é a mesma que qualquer capital e seu centro. Lembro que passei pela La Ronda para averiguar um passeio para o vulcão Quilotoa.
       
      @Cafe Mosaico Terminei o dia nesse ótimo café/restaurante com uma maravilhosa vista de quito pela noite. Localizado aos pés do morro Itchimbía, o café esta aberto desde o horário de almoço até a janta e é especializado em comida grega, americana e equatoriana. Cafés, cervejas e sucos também são oferecidos. Sobre o preço: nada fora do usual, só pela vista da cidade (parte histórica) já vale a pena. Para ver fotos, horário de abertura e cardápio, clique aqui!
       
      #Día 2 Nesse meu segundo full day em Quito, segui uma opção de roteiro que o guia Lonely Planet Ecuador indica. Na verdade não segui ao pé da letra, mas conheci os seguintes pontos do próprio centro histórico que percorri anteriormente à noite:
       
      @Plaza Grande A principal e mais famosa praça de Quito. Todo entorno da praça é repleta de prédios históricos, como também, a catedral municipal.
       
      @Palacio Arzobispal Hoje funciona como uma galeria com inumeras opções de café da manhã e lanches variados. Dentro, há caixas eletrônicos e outros tipos de comércio. É onde o povo se encontra pra conversar, engraxar o sapato e tal. Tomei café da manhã ali e achei fraco e um pouco caro pelo serviço prestado.
       
      @Cathedral Mais do mesmo. Grande igreja, com decoração de época, com inúmeras representações dos últimos passos de Jesus Cristo. Aqui vale a visita para ver a tumba do famoso Mariscal Sucre, um dos lideres da independência de Quito. Mas não se esqueça de achar o famoso quadro da santa ceia, onde Jesus e seus apóstolos saboreiam um delicioso Cuy (porquinho da índia estilo andino, rs).
       
      @Palacio del Gobierno Um dos lugares que mais gostei de visitar. Na verdade é a o palácio presidencial do Equador, é onde o Presidente trabalha. Linda arquitetura e ótimo passeio guiado. Para participar do tour dentro do palácio – logicamente por alguns cômodos – é necessário comparecer previamente num guichê existente do lado esquerdo (calle Espejo) para deixar um documento com foto (deixei minha identidade) para cadastro e reserva de horário. Visitas a cada meia hora até 13h e após a cada hora até as 16h. O passeio é super bem guiado, passando antes por um sistema de vistoria e raio-x, em alguns cômodos importante, como o salão de festas, de reuniões presidenciais e até sala onde estão expostas fotos do antigos presidentes e presentes recebidos por outros chefes de Estado. Também localizado na Plaza Grande.
       
      @Casa de Sucre Como eu adoro saber um pouco da história local, visitei essa casa/museu (século XIX) onde o famoso Mariscal Sucre viveu com sua família. Na visita, gratuita, é possível caminhar por todos os cômodos e conhecer um pouco mais de sua história, como também sua relação com Simon Bolívar, um amigo muito próximo e braço direito no processo de independência do Equador – como também de outros países sul-americanos em domínio dos espanhóis.
       
      @Museo de La Ciudad Sem dúvidas um must-see na cidade de Quito. O museu simplesmente conta, de uma forma bem bacana e iterativa, a história da construção da cidade de Quito ao longo dos séculos. O museu antigamente abrigou em séculos passados um hospital San Juan de Dios, e hoje é considerado o edifício mais antigo da cidade. O ambiente, conta com uma bacana cobertura, um ambiente para as crianças soltarem a imaginação e no centro do edifício há um alinda fonte, marca registrada em casas coloniais. A entrada e paga, porém vale cada centavo. Quando eu fui, eles estavam montado palco para alguma apresentação.
       
      @La Compañia de Jesus Mais famosa igreja da cidade e mais bonita segundo os próprios quiteños. E sem dúvidas é, pois a igreja tem todo seu interior folheado a ouro! Além do mais, em tornos dos pilares há inúmeras simbologias que remetem ao antepassado indígena, como flores e frutas. A entrada é paga (3 dólares) porém o tour é gratuito em espanhol e inglês. É um espaço realmente para ser deslumbrado de tão lindo!! Não é possível tirar fotos, mas jogue no Google que não faltará opções.
       
      @Plaza Santo Domingo Ampla praça, toda com chão em pedra polido e o bacana dessa praça que em cada lado dela há um ponte do trólebus e fica a uma quadra do La Ronda.
       
      @La Ronda Famosa rua de pedra da cidade da cidade. Nela você encontra restaurante, bares que vendem a tradicional bebida chamada Canelazo, posto policial, agência de viagens e bela arquitetura. Foi aí que estive na noite anterior e volte no dia seguinte para fechar o pacote para o Vulcão Quilotoa. A rua mantém características do século XVII e respira arte, servindo palco para pequenas apresentações de teatro e música. Ótima pedida!
       
      @Basílica del Voto Nacional No lado norte do centro histórico, já no final e no alto de um morro, é uma enorme igreja em estilo gótico datada de 1926. Simplesmente é uma obra linda externamente e internamente, pois o seu salão para cultos é enorme! Mas a principal atração e subir nas suas enormes torres (escadas do tipo marinheiro e minisculas + longa escadaria) para avistar do topo a cidade de quito! O bacana que você passa por detrás do relógio e fica pertinho dele. Alguns andares mais abaixo do topo, você encontra um restaurante/café com linda vista!
       
      #Conclusão Foi muito tempo para muita coisa a ser vista. Faltou conhecer o famoso museu do aclamado artista plástico Guayasamín como também conhecer outros parques e a famosa praça moderninha e palco da juventude com bares e restaurantes, a praça Foch no bairro mochileiro Mariscal. No geral achei Quito uma capital organizada, povo um pouco mais fechado que os colombianos mas mesmo assim educados e amáveis porém em todo lugar que você percorre você continua se questionando se realmente você está numa cidade grande, pois em sua maioria tudo é muito simples. Claro que tive problemas de segurança (falarei depois sobre o tema), porém é uma cidade (como todo país) onde se é possível encontrar uma calmaria e fugir um pouco do borburinho de grandes cidades, como é o caso de Buenos Aires e Santiago. Não é a toa que a maior cidade do país não é Quito, mas sim Guayaquil. Hasta luego!
    • Por michele.martins
      Referência (agosto/2016)
      1 dólar = 3,30 reais
       

      Calle Larga, uma das ruas coloniais de Cuenca
       
      Localizada no interior do Equador, um pouco fora da rota tradicional dos turistas está Cuenca, uma joia colonial com um centro histórico belíssimo, digno do título que recebeu: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
      Cuenca foi fundada em 1557, e hoje, com pouco mais de 330 mil habitantes, é a terceira maior cidade do Equador. Ao chegar, você já nota um forte contraste: de um lado do rio, a cidade antiga, muito bem conservada; do outro, a cidade nova, com edifícios modernos e grandes avenidas. E não importa o lado que você ficar: ambos são belíssimos.
       

      Ruas de Cuenca
       
      Como chegar?
      Para chegar em Cuenca, o ideal é partir de Guayaquil. Um ônibus entre as duas cidades custa 8 dólares e demora cerca de 4 horas.
      A rodoviária de Cuenca está a uma caminhada de 20 minutos do centro histórico.
       

       
      Hospedagem
      O melhor lugar para se hospedar em Cuenca é no centro histórico, preferencialmente perto da catedral e do Parque Calderón.
      Nós ficamos no Hotel Catedral (https://www.expedia.ca/Cuenca-Hotels-Hotel-Catedral-Cuenca.h13334625.Hotel-Information), provavelmente o hotel mais bem localizado da cidade. Fica bem atrás da Catedral, e é ótimo para quem viaja em casal ou em família (um quarto de casal custa 38 dólares).
      Quem busca hostels deve procurar pela rua calle larga. Uma cama em um quarto compartilhado fica na faixa de 6 a 10 dólares.
       
      Comida
      Cuenca possui vários restaurantes para todos os bolsos. Se quiser comer em um lugar mais turístico, espere pagar algo entre 3 e 10 dólares.
      Se quiser economizar, pode comer nos mercados ou nos restaurantes próximos a eles. Os pratos por aí saem entre 1,50 e 3 dólares.

       
      Segurança
      Cuenca nos pareceu uma cidade muito segura, inclusive para se caminhar com a câmera pendurada no pescoço.
      Depois das 20h o movimento das ruas simplesmente acaba, e as ruas ficam mais desertas. Apesar de continuar parecendo seguro, convém tomar um pouco mais de cuidado pela noite.
       

       
      O que fazer em Cuenca?
      Uma simples caminhada pelo centro histórico já é um passeio encantador. A rota clássica é partir da Catedral e caminhar toda a calle larga até o Museu Pumapungo. De lá, desça até o rio e volte beirando-o até chegar novamente ao centro. Procure o centro de informações turísticas (em frente ao Parque Calderón) para pegar um mapa.

      A beleza da arquitetura colonial de Cuenca
       
      Se tiver pouco tempo ou simplesmente não quiser caminhar muito, considere pegar o ônibus turístico para conhecer a cidade, custa 8 dolares e te leva para 2 roteiros diferentes - Nosso relato aqui http://mundosemfim.com/passeando-com-o-onibus-turistico-em-cuenca-equador/
       
      Alguns pontos imperdíveis:
       
      Parque Calderón
      Apesar do nome, o parque calderón é, na verdade, uma praça (também é conhecido como Plaza de Armas). Localizado em frente à catedral, o parque Calderón faz homenagem a Abdon Calderón, um herói da Guerra da Independência do Equador que morreu com apenas 16 anos. No meio da praça está uma estátua do herói, cercada por 8 araucárias.

       
      Catedral
      A catedral de Cuenca é, sem dúvidas, o edifício mais impressionante da cidade (e, talvez, do país). Com um porte imenso, esta catedral demorou 100 anos para ser construída, e nunca chegou a ser finalizada. Um erro em seu projeto não permitiu que as torres frontais fossem finalizadas, devido ao excesso de peso. Mas tudo bem: isso dá um charme a ela.
      A visitação à igreja é gratuita. Se quiser, por 2 dólares é possível subir às cúpulas para ter uma bela vista da cidade.

       
      Mercados
      Cuenca possui dois mercados, localizados a uma curta caminhada a partir do Calderón. Apesar de não serem tão grandes, são muito interessantes para comprar comidas típicas.
       
      Mirador Turi
      O mirador Turi está localizado sobre um dos cerros que cercam Cuenca. Lá de cima é possível ter uma bela vista da cidade, tanto do centro histórico quanto do lado moderno. Por 25 centavos é possível usar um de seus binóculos.
      Este mirador faz parte do recorrido do ônibus turístico.

       
      Museu do Chapéu Panamá
       
      O famosos Chapéus Panamá não são panamenhos, mas sim equatorianos. A confusão do nome começou na construção do Canal do Panamá: o equador exportou para lá diversos de seus chapéus, para que fossem usados pelos trabalhadores do canal. Em uma visita ao Panamá, o então presidente dos EUA, Roosevelt, usou um destes chapéus. A partir daí, eles ficaram mundialmente conhecidos como chapéu do Panamá.

      Estes chapéus, originalmente chamados de chapéu de palha toquilla, estão tão ligados à cultura do Equador que o país está tentando conseguir para eles o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
       
      Cuenca é uma das cidades equatorianas reconhecidas por produzir chapéus de excelente qualidade. Se quiser conhecer melhor a história e o processo de fabricação, faça uma visita à sua fábrica e museu. Lá é possível comprar um chapéu autêntico a partir de 30 dólares.
      Este museu faz parte do recorrido do ônibus turístico.

       
      Museu Pumapungo
      Com entrada gratuita, este belíssimo museu tem apresentações de arte moderna e também uma grande galeria contando a história dos povos que viveram no Equador. Visita obrigatória para quem quer conhecer melhor a história do país.
      Atrás do museu é possível visitar um bonito parque com ruínas incas.
      O museu está pertinho do centro da cidade, vá caminhando que nao tem erro...

       
      Parque Nacional El Cajas
      Este belíssimo parque está localizado a pouco mais de 30km de Cuenca, e é visita obrigatória para quem curte fazer trilhas. A entrada ao parque é gratuita, e lá é possível acampar por 4 dólares por pessoa.
      Um ônibus de Cuenca até o parque custa 2 dólares.

       
      Nosso relato do paque, aqui http://mundosemfim.com/conhecendo-o-parque-nacional-el-cajas-equador-sem-gastar-quase-nada/
       
      Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face:
      http://www.facebook.com/mundosemfimoficial
      Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
    • Por Ernan
      Já fiz algumas viagens utilizando muitas dicas aqui deste glorioso mochileiros.com, e sempre fico me dizendo que farei o relato da viagem logo quando chegar, aí o nosso dia a dia acaba não deixando fazer isso logo, mas.....desta vez envidei esforços para ir fazendo o diário de bordo durante a viagem mesmo, agora sim consegui fazer o relato.
       
      Sem mais delongas, conto-lhes como foi essa viagem espetacular de 17 dias pelo EQUADOR, destino pouco visitado pelos brasileiros, mas de muitas belezas naturais para conhecermos. Tentei não deixar o relato muito cansativo de ler, enxuto, vamos lá!
      Obs: Moeda oficial do Equador é o dólar americano (USD).
       
      DIA 1
      Voo Natal (NAT) – São Paulo (GRU)
      Voo São Paulo (GRU) – Lima (LIM)
       
      DIA 2
      Voo Lima (LIM) – Quito (UIO)
      Chegada em Quito às 3h da madrugada. Chegando nesse horário, me submeti a pegar um táxi (USD 25) em direção ao bairro que escolhi para me hospedar, El Mariscal, foram 45min até chegar, isso sem trânsito, de madrugada, ou seja, realmente é longe!!!
      Hospedagem em Quito: El Arupo B&B (via Booking; muito bom!)
       
      Dia: CENTRO HISTÓRICO + EL PANECILLO
      Caminhada até o Centro Histórico, lugares visitados: Basílica de Quito (del Voto Nacional); Palácio do Governo (visita guiada gratuita, reserve seu horário e vá visitar os outros pontos turísticos); Igreja San Francisco; Plaza Grande; Igreja da Companhia de Jesus (não entrei; USD 5); Museu da Cidade de Quito (não entrei; USD 5). Muito bonita essa região da Plaza Grande, muito movimentada e com muitos lugares para almoçar, vc consegue almoçar bem com USD 4.
       
      EL PANECILLO + VIRGEM DE QUITO (táxi saindo do centro USD 2,70 + subida na virgem USD 1), por essa área tem muitas opções para comer também. Depois da visita, volta para o centro de ônibus (USD 0,25) e caminhei de volta ao bairro El Mariscal.
       
      Noite: Plaza Foch (caminhada de menos de 5min do hostel)


       
      DIA 3
      Dia: MITAD DEL MUNDO + VULCÃO PULULAHUA + TELEFÉRIQO
      Mitad del Mundo
      Como chegar desde El Mariscal: ônibus saindo da Av. das Américas para a estação La Ofélia, depois outro ônibus de La Ofélia para Mitad del Mundo (USD 0,25).
      Monumento Mitad del Mundo (ingresso simples USD 3,50)

       
      Museu Inti-Nãn (a verdadeira latitude zero, com muita interação, visita obrigatória), fica a uma pequena caminhada após sair do Monumento Mitad del Mundo, ingresso USD 4. Consegui colocar o ovo em pé em cima da cabeça de um prego, tenta lá kkkkkkkk

       
      Vulcão Pululahua (entrada gratuita)
      Saindo do Museu Inti-Ñan pegar táxi para o vulcão USD 8, o taxista espera a visita e retorna ao Monumento Mitad del Mundo (outra opção é pegar um ônibus e depois pegar uma subida boooa caminhando). Cratera com uns 4km de diâmetro, tem um povoado que mora dentro.

       
      Telefériqo
      Existe um ônibus que sai do Mitad del Mundo e te deixa aos pés do Telefériqo (é longe), depois vc pega um táxi para subir USD 1,50. Entrada do Telefériqo USD 8,50 (não subi o Vulcão Pichincha). Volta para o bairro El Mariscal, van saindo do Telefériqo USD 2,50.
       
      Noite: Plaza Foch (caminhada de menos de 5min do hostel)

       
      DIA 4
      Dia: VULCÃO COTOPAXI
      Como chegar por conta própria: Saindo de El Mariscal, pegar ônibus até o terminal QUITUMBE (USD 0,25, faz uma cambiação); chegando no Terminal, ônibus intermunicipal Quito – Latacunga (USD 1,80) e pedir ao motorista para parar em frente ao Parque Nacional Cotopaxi.
      Em frente à entrada do Parque Nacional existem caminhonetas com guias credenciados oferecendo o tour ao Vulcão, que quando eu fui só podia subir até o 1º refúgio, eles começam pedindo USD 25 p/pessoas, éramos 3 pessoas, negociando ficou por USD 18 p/p (não precisa pagar entrada do Parque). Subida um pouco cansativa devido a altitude, mas foi tranquila.
      Volta, saindo do Parque Nacional, pegar ônibus para Latacunga na rodovia (USD 0,75); Táxi do Terminal para o hostel em Latacunga (USD 1,25).
       
      Noite: Centro de Latacunga
      Hospedagem em Latacunga: Hostal Tiana (USD 16, quarto privado; razoável)


       
      DIA 5
      Dia: QUILOTOA
      Táxi do Hostel ao Terminal de Latacunga USD 1,25
      Ônibus Terminal de Latacunga para Quilotoa USD 2,50 (sai de hora em hora)
      Ingresso do Quilotoa USD 2, a descida até o lago é tranquila, mas a subida..........é de matar! Kkkkkkkkk
      Junte esses 3 ingredientes: subida íngreme + altitude + areia fofa, perdi uns 2kg nessa subida hehehe (outra opção: alugar um jumento pra subir USD 10).
      Volta para Quito, ônibus de Quilotoa para o Terminal de Latacunga (USD 2,50), pede para o motorista de deixar na rodovia pra vc pegar um ônibus para Quito (USD 2), vc ganha tempo.
      Chegando em Quito, ônibus Terminal Quitumbe para o bairro El Mariscal (USD 0,25).
      A noite seria em Latacunga, mas a Avianca alterou o voo para o dia seguinte às 6:50 am, ou seja, teria que dormir em Quito.


      Noite: Só descanso!!!
       
      DIA 6
      Dia: GALÁPAGOS (Puerto Ayora, Ilha de Santa Cruz)
      Táxi do Hostel ao Aeroporto de Quito às 4h da madrugada (USD 25), trajeto 45min;
      No aeroporto de Quito vc paga uma taxa de USD 20 e ao chegar em Galápagos USD 50;
      Voo de Quito para Baltra (Galápagos) 6:50/9:20 (com conexão em Guayaquil): Chegando na Ilha de Baltra, após os cachorros “examinarem” as malas, você pode retirá-las e sair do aeroporto.
      Ida de Baltra ao Hostel: Você sai do aeroporto de ônibus (gratuito das cias aéreas) para o Canal de Itabaca, onde pegará um táxi aquático para a Ilha Santa Cruz (USD 1). Daí para chegar em Puerto Ayora, vc pega um ônibus até o centro (USD 2), da parada final do ônibus até o hostel, uma caminhada de aprox. 7 minutos.
      Almoço: El Descanso del Guia
       
      Na parte da tarde, caminhada visitando a Estação Científica Charles Darwin (Criação de tartarugas gigantes, entrada gratuita) + Playa de la Estación (iguanas e caranguejos); Mercado de Peixe (muito legal ver os leões marinhos tentando pegar os peixes da peixaria).


       
      Noite: Centro de Puerto Ayora
      Hospedagem em Puerto Ayora: Hospedaje Germania (via Booking; muito bom!)
       
      DIA 7
      Dia: GALÁPAGOS (Puerto Villamil, Ilha Isabela)
      De Puerto Ayora para Puerto Villamil: Pegar Lancha entre as ilhas (tem 2 saídas diárias), custa USD 30 a ida, negociando você consegue ida e volta por USD 50.
      Outros gastos que terá: Táxi aquático até a lancha na saída USD 0,50; na chegada USD 1; Taxa para permanência na Ilha Isabela USD 5
      Lugares visitados na Ilha Isabela: Laguna Concha y Perla; Píer; Praias de Isabela; Centro de Reprodução de Tartarugas gigantes; Laguna de Los Flamingos (tudo caminhando e custo zero).

       
      Noite: Mercado Público, achei empanadas por USD 1
      Hospedagem em Puerto Villamil: Hostal Cerro Azul (Via Booking; bom)
       
      DIA 8
      Dia: GALÁPAGOS (Puerto Ayora, Ilha de Santa Cruz)
      Volta para Ilha Santa Cruz: Mesmo procedimento de ir para Ilha Isabela, pegar lancha para Ilha Santa Cruz (USD 25) + Táxi Aquático USD 0,50 na chegada.
       
      Chegando ao píer em Puerto Ayora, aproveitar táxi aquático para ir a Las Grietas USD 0,80, lugares visitados: Las Grietas (bacana!) + Praia dos alemães; volta ao píer de Puerto Ayora: táxi aquático USD 0,80.
      Ida às praias de Tortuga Bay (Playa Mansa e Playa Brava), caminhada de 40min por caminho bem demarcado.

       
      Almoço nos Kioscos (rua com diversos “restaurantes” com bons preços de almoço e jantar, inclusive lagosta)
      Tour para Los Gemelos (duas crateras gêmeas) + Túneis de lava + Rancho Primícias + Rancho El Chato (ambas são propriedades privadas q tem criações de tartarugas gigantes, experiência muito legal, um real contato com as tartarugas)....USD 20 (fechei com o dono do Hostel Germania).

       
      Noite: Centro de Puerto Ayora
       
      DIA 9
      Dia: GALÁPAGOS (Puerto Baquerizo Moreno, Ilha de San Cristóbal)
      Ida para Ilha San Cristóbal: Táxi aquático até a lancha USD 0,50 + Lancha entre as ilhas USD 25.
      Chegando em Puerto Baquerizo Moreno, lugares visitados: Playa Mann; Centro de Interpretação (tartarugas gigantes); Estátua de Darwin; Cerro Tijeretas; Playa Punta Carola (tudo caminhando e custo zero).
      Almoço no Mockinbird (Muito bom e “barato” USD 5! Fica no centro Esquina das calles Ignácio Hernandez com Española)
      Tarde na Lobería, experiência única no meio dos leões marinhos, tem muitos! (táxi na ida USD 3; volta caminhando)

       
      Noite: Caminhada pelo Malecón; jantar na Pizzaria Calipso
      Hospedagem: Hostal Tongo Reef (via Booking; muito bom!)
       
      DIA 10
      Dia: GALÁPAGOS (Puerto Baquerizo Moreno, Ilha de San Cristóbal)
      Tour fechado com um “taxista” (que lá andam em Hilux) USD 25 p/pessoa: Casa da árvore El Ceibo (não entrei, não vi graça) + Galapagueras (criação de tartaruga) + Laguna El Junco + Playa de Puerto Chino (outra forma mais barata de chegar, aos domingos tem ônibus pra lá).
      Almoço no Mockinbird
      Volta para Puerto Ayora às 15h; chegada às 17h (Lancha USD 25)

       
      Noite: Passeio pela Av. Charles Darwin; Mercado de Artesanato.
       
      DIA 11
      Dia: DE GALÁPAGOS A BAÑOS
      Saída do Hostel em Puerto Ayora para o aeroporto de Baltra às 6:30 (táxi USD 2); chegada ao Terminal Terrestre às 6:50; ônibus para o píer saiu às 7:10 (USD 2); chegada ao píer às 7:50 pra pegar o táxi aquático para chegar na Ilha de Baltra (USD 1); após a travessia, pega ônibus da cia. Aérea para chegar ao aeroporto (gratuito, da mesma forma da chegada).
      Voo Baltra - Quito com conexão em Guayaquil.
      Chegada em Quito às 14:50; pegar ônibus que passa na porta do aeroporto para o Terminal Quitumbe (USD 2); Chegando ao Terminal, pegar ônibus para Baños (USD 4,45), são 3h30min de viagem.
       
      Noite: Pizzaria Leoni em Baños
      Hospedagem em Baños: Hostal Las Rocas (via Booking; muito bom, em frente ao terminal; melhor atendimento que recebi nessa viagem).
       
      DIA 12
      Fechei um pacote com o Hostel por USD 36, incluindo o Canopy, a Chiva para fazer o tour Ruta de las Cascadas e o tour que eles chamam de Selva pelas cidades de Pastaza e Puyo.
      Dia: CANOPY + RUTA DE LAS CASCADAS + CASA DEL ÁRBOL
      Logo cedo, ida com o pessoal do Hostel pra fazer o Canopy, nossa tirolesa (melhor estilo é o morcego); depois pegar a Chiva pra fazer a Ruta de Las Cascadas (eles pararam no mesmo Canopy q eu tinha feito mais cedo, ao fazer novamente ficou por 50% do valor normal).


       
      Almoço do restaurante venezuelano que fica em frente a Pizzaria Leoni
       
      Às 16h, pegar ônibus em direção à Casa del Árbol (USD 1), basta perguntar no Hostel de onde esse ônibus sai, bom chegar com antecedência do horário de saída (16h), costuma ficar cheio. Entrada da Casa del Árbol + Columpio del Fin del mundo (balanço) (USD 1); Columpio Extreme USD 1 (gostei desse tbm, apesar de não ser o original). Às 18h retorno no mesmo ônibus para o centro de Baños.

       
      Noite: Caminhada no centro; Praça Principal; Igreja da cidade.
       
      DIA 13
      Dia: SELVA
      Passeio pela Selva Equatoriana, trata-se de uma pequena entrada na região amazônica do Equador, pelas cidades de Pastaza e Puyo. Passeio que dura o dia todo com almoço incluso, oferece as seguintes atividades:
      Parada para ver o Rio Pastaza (onde se pratica canoagem e rafting);
      Zoológico em Puyo;
      Passeio de canoa pelo Rio Puyo;
      Caminhada na selva para curtir uma linda cachoeira e se balançar na árvore ao estilo Tarzan...hehehe (não tenha medo, faça!);
      Visita aos índios Kichwa, participando de rituais e visitando sua tenda de artesanatos.

       
      Noite: Pizzaria Garfield (melhor preço do Equador, fica na rua das Boates).
       
      DIA 14
      Dia: VULCÃO CHIMBORAZO
      Ônibus de Baños para Riobamba (USD 2); do Terminal de Riobamba, ônibus da Flota Boílvar pedindo ao motorista pra descer no Parque Nacional Chimborazo (USD 2,50).
      Entrada gratuita no Parque Nacional. A subida ao primeiro refúgio, vc pode fazer de 3 maneiras, caminhando cerca de 2h na altitude (a mais barata!); conseguir uma carona; ou pagar pra te levarem lá de caminhoneta. Com a negativa de algumas oportunidades de carona, pagar foi a solução (USD 10), e digo-lhes que valeu muito depois que vi todo o trajeto, muito sacrificante.
      Do 1º refúgio para o 2º (5.041m de altitude), caminhada de 40min. Quanto mais cedo vc chegar no Parque, melhor visão do vulcão vc terá, mais chance de conseguir carona tbm.
      Para descer até a entrada do Parque, carona encontrada...uhuuu!!!!!
      Ônibus de volta do Chimborazo para o Terminal de Riobamba (USD 2), passa de hora em hora.
      Ônibus de Riobamba para Cuenca (USD 8, 6h de viagem)
      Táxi do Terminal de Cuenca para o Hostel no Centro USD 1,30.

       
      Hospedagem em Cuenca: Hostal Latina (via Booking; não gostei, mas possui uma ótima localização).
       
      DIA 15
      Dia: CUENCA
      Passeio pelo Centro de Cuenca (Catedral e arredores);
      Tur Bus (USD 8, norte e sul), não costumo pegar esses ônibus, mas diante o pouco tempo disponível, foi uma boa opção, até porque em Cuenca, um único ticket te dá direito a fazer 2 tours (lado norte e o lado sul da cidade), exemplo, uma antes e outro depois do almoço.
      Esse ônibus passa por todos os principais pontos turísticos dessa linda cidade, mas só faz parada em dois deles (cerca de 20min):
      - Museu Sombrero Homero Ortega: onde vc vê todo o processo de fabricação do famoso Chapéu do Panamá, que é equatoriano! A guia explica a história desse chapéu e vc ainda aproveita para comprar um exemplar, o clássico custava USD 31, quando estive lá;
      - Mirante de Turi: parte mais alta da cidade, onde vc tem uma bela vista de Cuenca.
      Táxi do Hostel para o Terminal de Cuenca USD 1,50
       
      Ônibus de Cuenca para Guayaquil (USD 8, 4h de viagem); chegada ao terminal de Guayaquil, táxi para o hostel USD 5 (acho que foi o único momento da viagem que fui explorado, esse trecho era pra ter sido USD 3).

       
      Noite: Setor de bares/restaurantes do Bairro Las Peñas; Bar Casa Pilsener (ambiente bem aconchegante) até às 2h da madrugada. Táxi de volta ao hostel USD 4 (Guayaquil é diferente do resto do Equador, sempre peça aos estabelecimentos conseguirem um táxi pra vc ou peça a um policial, nessa cidade há histórico de sequestro realizado por falsos taxistas, NUNCA pegue qualquer um que vai passando na rua! Todos os pontos turísticos da cidade são bem policiados).
      Hospedagem em Guayaquil: Hostal San Francisco (via Booking; bom, mas com localização ruim).
       
      DIA 16
      Dia: GUAYAQUIL
      Táxi para a Plaza Bolívar (ou Plaza de las Iguanas) USD 3;
      Caminhada pela Plaza Bolívar vendo Iguanas e tartarugas; a Catedral da cidade fica em frente.
      Ida caminhando ao Malecón 2000 às margens do Rio Guayas, percorrê-lo do início ao fim com paradas em locais estratégicos;
      Ao final do Malecón, subir as escadarias do Cerro Santa Ana no bairro Las Peñas. Lá em cima vc terá uma bela vista de Guayaquil, um farol, e durante a subida tem alguns bares, lanchonetes e lojinhas de artesanato. O local é bem seguro, muitos policiais fazem a segurança do lugar durante toda a subida dos 444 degraus da escadaria.
      Volta para o hostel, táxi USD 4

       
      Noite: Mall San Marino (maior shopping da cidade)
      Táxi ida USD 3; volta USD 3
       
      DIA 17
      Táxi do Hostel para o aeroporto de Guayaquil às 6:30 (USD 4; cerca de 10min).
      Voo Guayaquil – Lima (8:45/10:40)
      Voo Lima – São Paulo (12:20/19:30)
      Voo São Paulo – Natal (22:45/2:00)
       
      CONSIDERAÇÕES FINAIS:
      - O Equador é um país fantástico e de várias facetas: Praias, Cordilheira, Vulcões, Selva, Rios, Cidades históricas; Rica gastronomia; e de um povo muito receptivo, prestativo e simpático, recomendo!!!;
      - Sim, faço viagens estilo maratona....correria (gosto assim!), cada um tem seu ritmo;
      - O que eu queria ter feito ou conhecido e não deu tempo? Ter ido a Otavalo (ao norte de Quito) e ter feito o passeio de trem Nariz del Diablo (sai de Alausí). Mas sempre temos que sacrificar algumas coisas para aproveitar outras, então minha decisão foi essa;
      - Muita gente fala em Montañita, não fui e nem me interessou em conhecer, pelo que pesquisei do local;
      - Perdi 4,5 kg nessa viagem!!!! Coloco muito esse mérito para a subida do Lago Quilotoa kkkkkkkkk
      - Na Ilha Isabela daria pra ter feito um tour chamado Tijeretas, teria dado tempo, mas como todo tour em Galápagos, achei caro!
      - Minha ida a Galápagos foi por Quito e não por Guayaquil, que tem voo direto, única e exclusivamente porque peguei uma promoção q era voo direto QUITO – BALTRA, ida e volta por R$ 908 (já com taxas) em 10x pela Avianca;
      - Qual destino eu considero dispensável nesse roteiro? Guayaquil!!! Se eu soubesse, poderia ter feito o Nariz Del Diablo ao invés de Guayaquil.
       
      Fiquem à vontade para perguntar, será um prazer ajudá-los!
       
      FIM!!!!!


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