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Relato 17 dias no Equador sozinha: Quito e arredores, Banõs, Cuenca e Guayaquil... novembro de 2015 com fotos

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Nunca fiz relatos, mas como todas as informações que me ajudaram tirei daqui talvez meu relato ajude alguém ou não porque eu não planejo viagens, compro a passagem, reservo a primeira hospedagem e vou. Não incluí a Galápagos por motivos de $.

 

Tentei resumir ao máximo, quase sempre sem sucesso :)

 

1º dia - 31/10/2015 - Ida

Sábado embarquei às 6:50h, por algum motivo assim que cheguei ao aeroporto de Guarulhos senti um enjoo muito forte e também muita dor de cabeça, pode ser porque não dormi ou algo que comi, mas a viagem não foi boa. O voo linha escala em Lima. No voo de Lima a Quito continuei muito mal mas sobrevivi.

 

Chegando no aeroporto de Quito o ônibus que leva ao aeroporto Velho de Quito que é mais próximo de centro fica logo à direita, não tem erro, mas como a viagem de ônibus seria longa preferi ir de táxi o que custou U$27.17. Li que fora do terminal é mais barato mas tenho minhas dúvidas, são 42km de distância e não usam taxímetro a menos que a gente insista muito, nem quis tentar porque eu estava muito mal. Estava chovendo e foi quase 1h de táxi até o hotel. Descansei por umas 2h e saí para andar um pouco e comer. Eram umas 17:30 e me espantei com o frio, bem maior do que eu esperava, 8ºC e nem era noite ainda.

 

Em Quito fiquei hospedada no Hotel Real Providência, muito bem localizado, ao lado da Praça Santo Domingo e a umas duas quadras da Plaza Grande, eu não planejei quase nada da viagem, o hotel era bom, mas não valia o preço, valeria muito mais ficar numa pousada ou hostel mas não sabia o que me esperava, de longe o maior gasto da viagem foi este hotel.

 

Na Plaza Grande e me espantei com a escuridão mas dei umas voltas e quando voltei as luzes já estavam acesas e rolava um show ao vivo bem animado, música local muito boa, pessoas dançando, bem divertido, todos os dias passei por lá sempre tinha alguma coisa acontecendo.

 

Jantei em uma lanchonete próxima a Praça Grande por R$4,50.

 

Passei em um mercado para comprar itens básicos que nunca trago e imediatamente me arrependi tudo muito caro... creme dental por U$4 o hidratante mais barato por U$6... Mas o problema sabemos que é a desvalorização do Real, um ano atrás eu teria achado tudo bem barato.

 

Como estava muito frio e ainda estava mal fiquei mais uns 15 vendo o show na Praça e fui dormir.

 

Dia 2 - Mitad Del Mundo, Templo do Sol e Vulcão Pululahua

 

Acordei com dor de cabeça e enjoos novamente então decidi ir à Mitad del Mundo que imaginei ser algo mais leve. Meu senso de direção se provou pior do que nunca pois peguei 4 ônibus errados quando enfim consegui uma informação correta peguei o certo e cheguei ao terminal La Ofelia onde peguei mais um ônibus para a Mitad del Mundo. Os trólebus custam U$0.25 para entrar nos terminais espalhados pela cidade, nos demais ônibus o cobrador passa e te fala o valor paguei de U$0.10 a U$0.40.

 

Chegar lá é ridiculamente fácil, pegar trólebus sentido norte, descer na Parada La Y, pegar ônibus na mesma parada La Y para La Ofelia, isso custa U$0.25. No terminal La Ofelia pegar um dos vários ônibus para a Mitad, na volta é só fazer o inverso, nesse último trecho me cobraram U$0.20 na ida e U$0.40 no retorno. O primeiro erro foi ir sentido sul e quando finalmente fui para o norte eu desci no terminal La Y e não na parada La Y, o lado bom é que rodei a cidade inteira de ônibus e já fiquei sabendo onde ficava tudo.

 

Na Mitad del Mundo o ingresso básico que não dá direito a algumas atrações custa U$3 e o completo custa U$7.50 comprei o completo. Na bilheteria da falam para começar pelo planetário, fiquei 15m na fila e fui fazer outras coisas porque a fila estava enorme e não andava.

 

O primeiro Pavilhão que fui foi o Guayasamin e já fiquei encantada por esse artista que nunca tinha ouvido falar (pensava eu), tem poucas obras mas é um estilo obscuro que eu amo, mesmo não sendo chegada a artes e museus.

No Pavilhão Equador tem umas fotos legais, no dos Ninos obviamente só brinquedos para crianças, no Pavilhão da França tem um exposição sobre a missão geodésica, no Pavilhão do Sol fotos e informações sobre Cuenca e Guayaquil.

 

Só me pediram o comprovante de entrada no Monumento que é tem legal, vários experimentos, mas lotado de crianças correndo para todos os lados, gritando, empurrando, era domingo, num dia tranquilo teria ficado um bom tempo lá dentro, mas nessa situação saí rapidinho.

 

Resolvi almoçar lá dentro da Mitad, mesmo certa de que seria caro, esperando que a comida fosse boa, minha certeza se concretizou, foram U$11 no almoço, já a esperança não se concretizou, uma sola se sapato estaria mais macia que a carne... mas eu precisava comer. Em frente à Mitad del Mundo, do lado de fora, tem um complexo de lanchonetes bem simpático, com Subway inclusive, mas preferi comer comida mesmo (arroz, carne).

 

Dentro do complexo tem vans a cada 15 minutos que levam para o vulcão Pululahua por U$2.99 mas tem cartazes informando que é melhor de manhã por causa nos nevoeiros. Mesmo já sendo tarde fiquei com vontade mas ainda tinha que ir ao Planetário... chegando lá um segundo de felicidade por não ter fila, durou 1s porque eu percebi que fila estava dando a volta, esperei mais uns 10m, dei uma espiada pela porta de saída e resolvi ir embora, pelo que vi pela porta da saída não tinha nada demais e pelo que li na internet não perdi nada.

 

Quando fui lá não sabia que a verdadeira Mitad del Mundo fica a 200m dali, ainda bem que não sabia, depois me falaram que é bem legal mas já eram 15h e peguei um táxi por U$5 e fui para o Templo del Sol.

 

Chegando lá surpresa! É próxima a cratera do vulcão Pululahua, fazia um frio de doer, quem quiser ver o vulcão tem mesmo que ir de manhã, não dá para ver quase nada... achei bem surreal, nunca tinha ido num vulcão, fica a 4km na Mitad del Mundo e a medida que o táxi sobe dá a impressão de que o tempo virou, mais pro fim do dia eu achava que em Quito deveria estar super frio mas quando estava voltando a medida que descíamos para Quito o tempo se abria a sensação é de poder tocar na névoa, muito legal. Como o Templo fica ao lado poderia ter ido de van e pago U$2.99.

 

No Templo Del Sol a primeira impressão não foi boa, o ingresso foram U$3 e só tinha um menino correndo pra lá e pra cá como uma galinha sem cabeça e falando que estava cheio para esperarmos. Cansada de esperar no frio de doer entrei e já me encantei, muito especial o lugar... revirei o lugar sozinha e no terceiro andar tem várias obras do artista Ortega Maila, dono do Templo, lindas... de sentar e ficar admirando.

 

Vi tudo e uma hora depois que cheguei finalmente começaria o tour e era o mesmo menino faz tudo que estava no comando. A má impressão passou na hora, ele explicou sobre o Templo, fez experimentos com o ovo e outros sobre o equilíbrio... de repente entra uma moça chamando que o artista começaria sua demonstração e que tínhamos que subir...

 

Bem, no restaurante na Mitad del Mundo um artista fez uma dessas demonstrações de pintura e eu subindo só pensava estou com dor de cabeça, a névoa e o frio estão ficando mais intensos, ninguém tem tempo pra isso, mas não tinha opção.

 

Pois o cara foi um show a parte, praticamente um animador de auditório, fiz uma pintura linda com as mãos em 5m, uma das coisas mais lindas que já vi... se eu tivesse ido ali só para aquilo já valeria. Serviu chá de coca e empanadas... distribuiu para todos um gota de essência de coca e umas gotas de óleo de coca e maconha... pelo que disse era a cura para todos os males, pois eu passei o óleo na nuca, pescoço e ombros e fiquei vendo o cara interagir com as pessoas. De repente eu percebi que não estava sentindo mais nenhuma dor... ou o óleo era mesmo milagroso ou foi o poder da sugestão no nível 1000.

 

Continuamos o tour o menino fez mais um ritual que achei demais... ficaria ali dias se pudesse lugar mágico.

Quando ele acabou o ritual eu perguntei pelo óleo e só era vendido no outro prédio. Era perto mas já eram 18h e já não dava para ver um metro a frente e não fazia ideia de como descer para Quito sem ônibus. Mas eu amei o Templo, muito mais legal que a Mitad Del Mundo.

 

Próximo a entrada do vulcão tinha uma van cobrava um dólar até a Mitad del Mundo. Apesar de tomar cuidados de segurança, sendo mulher e viajando sozinha às vezes me encontro em situações em que eu penso, dessa eu não escapo... O motorista me mandou sentar na frente com ele e em certo ponto um passageiro fala: - Você vai me deixar na porta de casa! ; o motorista olha bem para a minha cara e fala rindo: - Você eu vou levar até a cama... Eu não sabia se ele respondeu para o homem, se falou pra mim, só sei que a cada passageiro que descia eu gelava mais um pouco rs em retrospecto eu morro de rir, porque o cara fui super simpático, me deixou do lado da rua que voltava para Quito, parou o ônibus pra mim, mas foram momentos de tensão rs ::lol4::::lol4::::lol4:: .

 

Da Mitad peguei um ônibus para Lá Ofélia e desci antes, num Shopping chamado El Condado, comprei um chip pré pago por U$4.48 na CNT Ecuador, vendedor nada simpático, não entendi nada, atendimento monossilábico, mas saí dela com internet. Passei no Radio Shack e comprei um adaptador, jantei e fui pegar o Ônibus para La Ofélia, achei o shopping bem bonito e bem servido de lojas, mas em dólar mal olhei para os lados.

 

Chegando no terminal La Ofelia uma fila enorme para pegar o ônibus sentido sul. Uns 10m depois um segurança grita que não teria mais ônibus naquele dia... não entendi nada mas todo mundo saiu do terminal e eu fui atrás. La fora um taxista me explicou que o último ônibus sentido sul sai às 20h, fui de táxi e a corrida do terminal la Ofélia ao Centro Histórico custou U$10.

 

Continua...

 

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Também aguardando cena dos próximos capítulos ::otemo::::otemo::

Liza, você poderia informar o custo total da viagem, tirando as passagens de avião?

 

saudações

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***O teclado do meu notebook parou de funcionar então estou só copiando e colando o que digitei no celular e no tablet durante a viagem para completar o relato, peço desculpas pela falta de acentos, os textos do tablet estão sem e seria muito trabalhoso corrigir todos os textos na tela do celular.

Dia 3 - Nesse dia fiz o Free Walking Tour com o Obi as 10:30h, super recomendado no Tripadvisor, merecidamente! Melhor tour que já fiz. Ele é muito carismático e assessivel, da várias dicas que se um insider poderia dar. O tour é pelo principais pontos do Centro histórico e como era segunda, dia de troca da Guarda presidencial as 11h, pudemos ver essa cerimônia em ao Palácio do Governo.

O tour durou 3h, no fim ele para em um museu que tem um café e banheiros e fica uns 25/30m conversando com as pessoas. A gorjeta sugerida por ele é de U$5. Super recomendo fazer esse tour, ele dá várias dicas e faz um relato bem legal sobre a história geral da cidade bem como responde dúvidas do que vale a pena fazer e como fazer também.

 

Depois fiquei caminhando um pouco pelo Centro e decidi ir à pe ao Parque ir Itchimbia, pois eram só 2.2km de onde eu estava. Chegando próximo ao Parque não tinha ninguém nas ruas, mesmo sendo feriado e no fim para chegar ao Parque tem uma escadaria que quase me mata, mas valeu a pena, é só um parque com vista panorâmica mas muito tranquilo e bonito.

 

Voltei para o centro e comi um lanche no El Cafeto, bem recomendado no Tripadvisor, pedi um sanduíche de pernil, que na verdade era um sanduíche de presunto com 5 chips industrializadas, por U$6 eu esperava que pelo menos fritassem a batata.

 

De la foi para a Praça fazer o tour no mosteiro de São Francisco, preço U$2 dólares com tour de 1:30h, não pode tirar fotos, achei bem explicado, as obras são lindas é barato mas estava cansada demais, só queria que acabasse logo.

 

Saindo de la foi para a famosa calle la Ronda, passei em uma fábrica de chocolate artesanal e comprei alguns doces. Eu não sei o quanto eu andei, mas andei o dia todo quase sem parar, estou acostumada a andar mas a altitude se faz sentir, estava muito cansada. Preferi dormir a jantar.

 

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Dia 4 - Nesse dia acordei cedo e fui para a estação Chimbacalle, chegar lá é fácil, peguei o trolebus sentido sul e desci na parada Chimbacalle, da Praça Santo Domingo são 5 paradas. Queria fazer um passeio de trem pelo Equador mas queria comprar pessoalmente, chegando lá depois de dar várias voltas e de pessoas me falando que a entrada era do lado oposto desisti, muito frustrante, mas em vez de dar o dia como perdido decidi ir para o Teleférico e tentar subir o vulcão, passei no hotel para trocar de roupa e fui..

Peguei um táxi para o Teleférico na Praça Grande por U$5, foram 12m.

Chegando lá a fila estava Grande, preço U$8, sinceramente se fosse só para subir não acho que valeria a pena. Tem banheiros grátis embaixo, em cima custam U$0.50. Tudo lá em cima é caro, um Trident por U$1.

A caminhada até o vulcão é difícil, achei que as subidas no caminho de terra e pelas pedras eram o que tinham mas difícil, imagine minha surpresa quase no fim onde o terreno é arenoso e são 2 passos para frente e um para trás. Após esse pedaço foi quando mas pensei em desistir pois tive que escalar e caiam algumas pedras, eu estava sozinha e deu medo de me machucar no meio do nada e sozinha, mas continuei e cheguei ao cume.

Durante todo trajeto a paisagem é linda e embora no cume não se veja a cratera a vista é maravilhosa e rola um momento de contemplação, 4700m não é muito mas foi a primeira vez que fiz algo que exigiu tanto fisicamente. Já tentei várias vezes mas foi a primeira que acabei. Fiquei uns 15m la em cima e desci.

O problema da descida é que exige muito do joelho e a minha água acabou na subida. O único jeito de voltar é a pé então iria ser sem água e sem comida mesmo.

Levei 3:10 para subir e 2:20 para descer. Quando cheguei no teleférico já nem pensava direito e estava com dor de cabeça mas comi uma empanada e tomei água descansei um pouco e fui encarar a fila as de 40m para descer.

Durante a subida senti muito calor e muito frio, mas nada insuportável pois fui bem vestida mas as 18h o frio lá em cima era congelante. Em baixo peguei uma van sentido Mariscal por U$1 e parei na Basílica para pegar um ônibus para o hotel. Cheguei morta, nem jantei e dormi 10h seguidas. Achei que meus músculos estariam gritando no dia seguinte mas não estava sentindo dores.

Subir o vulcão foi uma das coisas mais incríveis da viagem, pelo caminho tem gente de todas as idades, é longo, demorado, como escrevi fez muito frio, fez muito calor, mas é lindo demais, é você e a natureza, ninguém pode fazer por você... Sua mente grita com você para desistir ao mesmo tempo te fala, tenta mais 10m e de 10m em 10m eu desafiei meu corpo como nunca e vou me orgulhar desse dia pra sempre porque comecei o dia 100% frustrada e transformei num dos dias mais incríveis da minha vida.

 

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Dia 5 - Dia de ir à Mindo, queria pegar a Tarabita e fazer as 15 cascatas.

Peguei o trolebus sentido La Y, ia pegar um ônibus para La Ofélia e de lá para Mindo parece que saem ônibus as 8h, 9h e 15h... como o Ônibus para o terminal Carceren passou primeiro foi para lá e de lá peguei um ônibus para São Miguel de Los Bancos e pedi para o cobrador me avisar quando passasse por Mindo. Para entrar no terminal paguei U$0.20 e até Mindo mais U$2.50. Foram 2h de viagem e na estrada tem taxistas que te levam a cidade por U$3 é uma descida e são 6.5km da para ir a pé numa boa mas eram 11h e não queria perder tempo.

Já na descida tem opção de aventura, ele me perguntou se queria ficar em alguma e eu falei que primeiro iria para a Tarabita ao que ele me disse que estava fechada a um ano. Ele me deixou em uma agência que me explicou os passeios disponíveis, não fechei nada e fui comprar a passagem de volta para Quito numa loja da avenida principal, bem sinalizada, paguei U$3.10 e reservei o horário das 17h, último horário, as saídas são de hora em hora, de uma rua transversal da rua principal. Fui comprar logo por medo de não ter lugar mas o onibus estava vazio, me falaram que por causa do feriado de finados nos dias anteriores estavam super lotados.

Na avenida principal uma agência tinha o sinal mágico ''we speak english'' lá a moça me explicou as opções de passeios, quase todos de aventura, não era possível fazer a trilha das cachoeiras mas eu poderia visitar algumas dentro de fazendas particulares ou contratar um táxi para me levar a 2 ou 3.

Acabei optando no pelo Mariposario e o Jardim de Colibris por U$6 e U$3 respectivamente. O Mariposario fica a 4.5km da cidade, fui a pé, a estrada é ao lado de um rio e foi uma caminhada bem relaxante e o mariposario foi legal também. Por toda cidade tem placas de aluguel de motos por U$18 nem passou pela cabeça que alugassem bicicletas também porque teria feito isso, cruzei com vários turistas de bike.

De la fui para o Jardim de Colibris é bem coisa de turista mesmo mas são criaturas lindas e fiquei lá no silêncio uns 50m.

Eram 14:15h quando sai de lá e resolvi sair da cidade e ir caminhar nas margens do rio, poderia ficar o resto do dia indo em direção à floresta, mas quando deu 1h de caminhada voltei para a cidade e fui almoçar no The Beehive. Do lado de fora tem uma placa de fine dining. Tem que ter muita imaginação para falar que era fine dining mas por U$11 uma entrada de sopa, um prato principal enorme de arroz, feijão, chuleta, batatas e bananas fritas mais salada, suco natural e sobremesa eu achei nota 10.

De la corri para o Ônibus que saiu pontualmente as 17h e levou 2:30h para chegar a Quito.

O ônibus para Mindo é que que passa na Mitad del Mundo, o ponto final em Quito era no terminal la Ofélia de onde fiz o agora ridiculamente fácil caminho para o centro histórico. Trole até a parada La Y e novo trolebus para Centro por U$0.25.

Não fiz o que queria em Mindo mas o dia não foi perdido porque amo caminhar e o lugar é bem bonito, a floresta começa a ficar nublada depois do meio dia e é meio mágico andar em direção à floresta e ela ficando mais e mais nublada, eu teria ido se soubesse que não poderia fazer as 15 cascatas? Provavelmente não.

 

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Dia 6 reservado para Quito - Sai cedo e peguei o trolebus, desci na parada Chimbacalle e fui à estação que desta vez estava aberta. Ainda queria um passeio de trem no Equador, la moça me explicou que o único trem que sai de Quito é o trem Ruta del Chagra, antigo trem de los volcanos que só faz metade do percurso até Aloasí, não vai até o Cotopaxi por causa do risco de erupção. Por U$50.40 o passeio de 8h de leva a uma Fazenda de animais, um show folclórico, almoço e outras coisinhas, ainda bem que não comprei pela internet, porque não acho que valha a pena.

Ainda hoje o site continua desatualizado, então recomento que quem queira fazer vá comprar pessoalmente. No geral achei que todos os outros passeios te levam de nada a lugar nenhum. Nem o Tren Crucero que vai até Guayaquil, não acho que valha à pena pagar U$1.393 por 4 dias de tempo imprevisível com muitas nuvens. Então nada de viagem de trem.

Na volta desci na Praça Santo Domingo e entrei na igreja, uma das poucas que não cobra entrada, não está muito conservada, mas é lindíssima.

De la fui a Basílica onde por U$2 se pode subir até o topo da Torre. Valeu pena, no tour o Obi tinha dado a dica de que pela entrada da frente é que se vai à Torre mais alta. Os vitrais dessa igreja são lindos e a vista também.

De la fui para o Parque La Carolina, enorme e muito limpo, li que é o Central Parque de Quito e faz jus ao apelido, da pra passar um dia flanando ali sem perceber o tempo passar.

Por U$3.50 entrei no Jardim botânico dentro do parque, tão lindo, tão perfeito...

De la fui para o que achei que seria a joia do dia, o Museu Guaysamin e La Capilla del Hombre, como eram só 2.3km resolvi ir à pé, porque em 5 dias eu ainda não tinha aprendido que 2.3km em Quito não é o mesmo que 2.3km em SP. Se arrependimento matasse eu teria morrido porque eram 2.3km morro acima, levei 35m.

A entrada para a casa Museu e La Capilla del Hombre foram U$8 e foi um dos pontos altos da viagem, eu não sou viajante de ir em museu mas a história, a obra, a filosofia desse artista me tocaram. Não se podem tirar fotos, as visitas são guiadas, na casa dele eu descobri o que é riqueza, um lugar daquele não tem preço. A vista de Quito é muito perfeita, embora hoje tenham sido construídos alguns prédios. Hoje ele está enterrado no Jardim, também com vista para Quito. La Capilla del Hombre é igualmente perfeita, até o cheiro do lugar. Acho que foi o momento mais emocionante da viagem, é inexplicável, realmente nunca me emocionei num museu ou ao ver um quadro, mas tudo ali foi especial e muito emocionante.

De la peguei um táxi para o centro histórico por U$7 e por ainda não estava cansada de ver coisas belas feitas pelo homem foi na Igreja Companhia de Jesus, a entrada custa U$4 e também não pode tirar fotos mas ao colocar o pé na igreja pensei que mesmo se pudesse não teria tirado pois nenhuma foto vai mostrar a beleza daquela igreja, eu sou uma viajante que vai em todas as igrejas possíveis mas nunca vi nada como ela, de acordo com o guia Obi ela é revestida por 53k de Ouro. É a sala da morte da um frio na espinha, ela toda de negro, com sua foice, capa balançando... medinho.

Fui jantar na La Ronda e encerrei os trabalhos do dia.

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Dia 7 - Peguei o trolebus para o terminal Quitumbe, da parada Sto Domingo até o terminal são 30m.

O ônibus deixa na porta do Terminal, não tem como errar. O Terminal é muito moderno, limpo, tem um balcão de informação turística mas nem precisei porque é bem sinalizado. As bilheterias ficam no primeiro andar e o embarque a direita da bilheteria.

Saímos as 9h pedi para o cobrador me avisar quando chegássemos ao Parque, foi exatamente 1h de viagem. Ele te deixa ao lado de uma ponte, cruzei a ponte e nada dos guias que teoricamente estariam ao lado da Ponte. Fui andando em direção ao parque e uma senhora me avisou que estava fechado e que eu teria que falar com um guia, falei pra ela que não tinha nenhum e falou para eu esperar que eles apareceriam.

Um minuto depois parou um cara, falou que estava mesmo fechado, perguntei como as agências e taxistas estavam cobrando de U$90 a U$125 pelo passeio e ele falou que é só para circundar o parque ::ahhhh:: . No fim o cara tinha morado em Campinas e falava até bem o português, me ofereceu carona até próximo a Quito insistentemente mas o meu juízo falou não.

Estava cruzando a ponte e uma moça local me parou, explicou que estava fechado desde agosto, no carro dela eu entrei, a família dela mora logo na entrada e ela me falou que poucas pessoas aparecem agora porque as informações são confusas, ela fazia um tour pela comunidade local por U$20 decidi pagar pela conversa. Não vi nada de espetacular, se soubesse que estava fechado não teria ido, mas conversar com um guia local, que mora ali a vida toda valeu a pena. Ela contou que dá comunidade dela, de 350 pessoas ficaram 150 o resto evacuou para lugares mais seguros, e que eles saíram por dois dias mas voltaram porque a mãe dela falou que melhor morrer todos juntos que estarem cada um em um canto. Hoje o pai e os irmãos fazem tour para Quilotoa mas ela não pode ir por ter uma filha pequena. Definitivamente voltarei ao Cotopaxi e farei um tour pelo vulcão com a Paulina.

Sobre as informações desencontradas, se está aberto ou fechado, ela explicou que a única fonte confiável é o site http://www.igepn.edu.ec/red-de-observatorios-vulcanologicos-rovig enquanto estiver em erupção, vermelho, continua fechado.

Fiquei com ela por umas duas horas e meia, nunca vou me esquecer da manhã, é uma vida completamente diferente, foi muito bom ouvir sua história e eu espero realmente que o parque reabra logo porque aquilo é a vida daquelas comunidades.

Chegando em Quito fui à Catedral, entrada de U$3, fui por ser teoricamente a mais antiga das Américas e ser onde está enterrado o Marechal Sucre. Nada demais lá, depois da visita à Companhia de Jesus as outras igrejas perdem o brilho, e olha que amo visitar igreja.

De la fui ao Museu da Casa Sucre a entrada é franca e por ser o herói nacional esperava bem mais, a casa foi praticamente toda reformada, quase nada é original.

Fui jantar na Calle La Ronda, todos os dias fui lá para entender o porque da fama, entendi não... Jantei no La Primera Casa comida ok, apenas ok, por U$13.

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Também aguardando cena dos próximos capítulos ::otemo::::otemo::

Liza, você poderia informar o custo total da viagem, tirando as passagens de avião?

 

saudações

 

Júdice, eu tenho tudo anotado mas estou sem teclado para digitar e no celular é impossível... se sobrar um tempo faço no trabalho durante a semana e posto.

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    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por Gienah
      Olá galera, gostaria que me ajudasse com dicas de hotel, câmbio,  lugares de Guayaquil pois vou participar do Congresso Latino-americano de Agroecologia. O local do evento e na Escola Politécnica do Litoral.
    • Por Murilo Pagani
      Aos poucos, o Equador começa a entrar no roteiro dos turistas brasileiros. Não sei por qual motivo, esse pequeno país localizado entre Colômbia e Peru é ignorado por muitos de nós na hora de escolher um destino na América do Sul.
      Motivos para conhece-lo não faltam: o Equador possuí uma enorme diversidade de paisagens com praias, montanhas, cidades históricas, vulcões e até parte da Floresta Amazônica; é um dos países mais baratos para viajar na América do Sul; possui boa infraestrutura para receber os turistas; e por ser um país territorialmente pequeno, viajar de ônibus é bem fácil, rápido e barato.
       
      Quito-Montañita-Cuenca-Baños
       
      Seu roteiro começa pela capital equatoriana e segunda maior cidade do país: Quito- reserve cinco ou seis dias. Antes que você pense que é muito tempo para uma única cidade, vou explicar o motivo para quase uma semana por lá: Quito serve como uma ótima base para você fazer day trips e explorar lugares super interessantes e que não estão muito longe. Alguns que recomendo fortemente que você faça esses bate –volta são: Laguna Quilotoa, Vulcão Cotopaxi e Otavalo. Todos esses passeios podem ser feitos por conta própria (acorde bem cedo no caso dessa opção) ou através de alguma agência de turismo.
       
      Nos outros dias aproveite para conhecer uma das capitais mais interessantes da América do Sul. O centro histórico de Quito é um dos mais bem preservados da América Latina e foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU em 1978. Outro lugar bastante procurado pelos viajantes é o Parque Mitad del Mundo, o lugar onde supostamente passa a Linha do Equador que divide os hemisférios em norte e sul.
       
      Após quase uma semana na altitude de Quito, é hora de baixar ao nível do mar rumo a Montañita- um lugar para curtir praia, sol, surf e muitas festas. Esse pequeno vilarejo é o point dos mochileiros que viajam pela América do Sul. Muitos inclusive se apaixonam pelo lugar e ficam muito mais tempo que o planejado.
      De Quito não há um ônibus direto para Montañita. Para chegar até lá você terá que ir até Guayaquil e depois pegar um ônibus até a cidade a beira mar.
       
      Dica: de Quito a Guayaquil são aproximadamente nove horas de viagem, faça esse trajeto durante a noite. Você economizará uma diária de hospedagem e poderá pegar o primeiro ônibus de Guayaquil a Montañita.
       
      Além do dia da chegada em Montañita, reserve outros dois dias inteiros para curtir o lugar.
       
      Após os dias de sol e água fresca a próxima cidade do roteiro é Cuenca. Esse dia será praticamente perdido pela viagem. Saia cedo de Montañita e volte para Guayaquil. Em Guayaquil há muitas saídas durante todo o dia até Cuenca, o percurso demora aproximadamente cinco horas.
       
      Separe dois dias inteiros para conhecer Cuenca e arredores. A cidade histórica é bem preservada e vale a pena passar um dia todo caminhando pelas ruas antigas, conhecendo alguns museus, igrejas e outros lugares.
      No segundo dia você pode ir até o Parque Nacional El Cajas, que está apenas a 33 quilômetros de Cuenca. Passe o dia conhecendo esse parque que possuí grande variedade de fauna e flora, retorne para Cuenca no fim do dia e organize suas coisas para seguir viagem no dia seguinte.
       
      A última cidade a visitar no Equador será Baños, uma pequena cidade rodeada por vulcões, com ótimas opções de atividades outdoors e excelente infraestrutura para os turistas. Aproveite três dias inteiros na cidade e não se arrependerá. Alugue uma bicicleta e percorra a famosa Ruta de las Cascadas, conheça a Casa del Árbol com o famoso balanço do fim do mundo, relaxe nas águas termais em alguma das diversas opções que há por lá.
       
      Baños também é a porta de entrada para quem quer explorar a Amazônia equatoriana, mas para isso você precisará de mais dias no seu roteiro. A cidade possui inúmeras agências que oferecem diversos passeios- vale a pena pesquisar antes de fechar negócio.
       
      Dica Extra: Está com mais tempo e dinheiro disponível? Inclua o arquipélago de Galápagos no seu roteiro.
      Esse lugar com valioso ecossistema foi de grande importância para que o naturalista Charles Darwin construísse a sua teoria da evolução e a obra A Origem das Espécies.
      Atualmente, o governo equatoriano tenta controlar o turismo desenfreado sobre as ilhas cobrando altas taxas de ingresso e limitando a entrada de pessoas.
      Devido ao seu enorme potencial turístico, nas últimas duas décadas o número de visitantes na ilha quadriplicou. Sem dúvida nenhuma, caso não seja feito um turismo sustentável e consciente, algumas das espécies encontradas apenas nessa região sofrem sério risco de entrarem em extinção.
       
      Post originalmente publicado no meu blog. (http://www.voltologo.net/roteiro-de-15-dias-no-equador/)


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