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GIACOME

15 dias de Carro pelo PERU e BOLÍVIA - Cusco - Titicaca - Copacabana - Tiwanaku - Desaguadero - Arequipa - Puma Punku - Muitas paisagens lindas!!

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Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos.

Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos.

O resumo do primeiro dia foi: Cacoal-RO – Rio Branco, Acre. 988km. Os pontos mais relevantes deste dia e que merecem uma observação:

1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer.

2. Comer no Assados; restaurante que fica na rua Carlos Gomes, em frente à Honda. Boa carne assada e postas de Dourado gigantes assadas.

3. Em Abunã, resíduos históricos da passagem da ferrovia madeira Mamoré, incluindo uma locomotiva perdida.

4. A Balsa; elemento jurássico que assola o desenvolvimento da região.

5. O Shopping de Rio Branco, assim como toda a capital estão lindos.

Não ficamos hospedados em Hotel. Ficamos na casa do amigo Carlos Frederico.

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O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir.

O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru.

1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real.

2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos).

3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação.

4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas.

5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo.

Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.

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Bem. Neste terceiro dia de viagem, exatamente dia 09 de Julho, um domingo, decidimos subir a cordilheira, com destino a Cusco. Nossa preocupação eram as crianças, principalmente a Lívia de 5 anos. Ministramos um AS infantil, que tem a composição menor que o Soroche Pills. Nós tomamos este último, logo pela manhã, e depois tomaríamos outro comprimido a noite, chegando em Cusco. Isso porque elevaríamos aos 4728 metros em menos de 6 horas de viagem.

Compramos os remédios, tomamos café em uma padaria e abastecemos. Encontramos um posto que passa targeta, cartão de crédito. Iniciamos a viagem. São aproximadamente 480km onde encontramos três diversidades biológicas: uma floresta amazônica de planície, não tão mais úmida, pois já encontramos sinais de devastação. Inclusive à beira da estrada uma feira livre parecida com aquelas da Índia. Depois encontramos uma floresta úmida, intocável, na região da serra de Santa Ana. E depois, após Quincemil, aos pé das cordilheira, iniciamos a subida com a biodiversidade andina. Uma experiência bárbara.

A lívia vomitou no excesso de curvas ainda na serra de Santa Ana, sem subirmos a maiores altitudes. Mas ministramos um remédio próprio para estes enjoos e ela dormiu e não teve mais nenhum sinal da subida. ótimo.

A primeira parada após a parada do vômito inaugural da Lívia foi a tradicional cidade de Marcapata, nos sopés da Cordilheira. Parada obrigatória para o consumo do chá de Coca. Eu gosto razoavelmente do chá, pois concentro-me em seus resultados. Muitos colegas não gostaram. Outros acharam ótimo. Como era hora do almoço comemos uns espetinhos de carne de Alpaca com Batatas. Carne deliciosa. contemplamos aquele lugar épico entre as montanhas e saímos felizes rumo ao pico.

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Chegamos ao Pico, 4728 metros e estava muito frio. Trovões e leve picos de neve ainda nos abateu. Fotos nas geleiras belíssimas e depois a parada para comer a truta andina, na altitude de 4700 metros. Inclusive, a truta estava inflacionada: 10 soles cada. Mas vale cada sol.

Dali em diante tive muito sono e a Helem assumiu o volante até Cusco. Chegamos em Cusco 20 horas, naquela praça de Las Armas Maravilhosa. Cada colega procurou seu Hotel e seguimos para encontrar estacionamento e o nosso hostel. A praça central de Cusco e toda a região está inteiramente com faixa amarela. Logo, em um raio de três km do centro nada de estacionamento fácil. Parei o carro à frente de um monastério na praça Regozijo, faixa amarela onde haviam outros carros também, mas peguei as malas e fui ao nosso hotel. Muito bem localizado, em frente à Catedral de Cusco. Hostel Chiska. Bacana demais, indico com certeza.

Saímos à rua para Jantar e encontramos um daqueles vendedores de menu turístico. Comemos no restaurante que não lembro o nome, Menu turístico a 25 soles, entrada (sopas, que são top) prato principal e sobremesa, além da Pisco Sour de cortesia. Dormimos bem. Antes, a Helem teve um enjoo, único e insólito em toda a viagem. No outro dia algumas surpresas nos esperavam, como o restaurante Chicha do Gaston Acurio. Segue o baile.

Dicas:

1 Não faça qualquer esforço físico demasiado neste primeiro dia, pois mesmo atletas sentem a altitude demasiada;

2 Leve bolachas e balas aos moradores do Pico.

3 Tome o chá da coca, mesmo que não goste.

4 Coma a truta lá no pico. Vale tudo.

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Estávamos na segunda-feira em Cusco. Quarto dia de Viagem. Poucas aventuras nos esperavam neste dia, tendo em vista que era momento para re-conhecer Cusco e levar os pequenos / médios para passear. Nossos amigos estavam curtindo a parte que queriam ver e ficamos sozinhos. O dia era deleitar na praça, Mercado San Pedro e comidas, muitas comidas. A Lívia amou Cusco; aquela praça florida, as catedrais e monastérios, gente e gente, sol e luz. O Pedro queria até morar ali.

Passeamos pela praça, fomos ao mercado central (com preços ótimos de lembranças). Como o dia foi sem maiores diversidades, ressalto apenas alguns pontos que considero de interesse:

1 O Café da manhã do Hostel Chiska é muito bom; tem evos revoltos, sucos e pães frescos; nem todo hostel oferece; a localização não é ótima, é excelente. Em frente à Mama África; sentimos as baladas a noite inteira, não que isso fosse ruim; como não poderíamos ir, curtíamos da cama do hotel kkk

2 Indico o restaurante Antojitos, na calle principal que leva ao Mercado. Este restaurante é um monstro de comida boa e barata. Um Lomo Saltado top custa 15 soles. Menu turístico a 13 soles. Não se assuste se vir um Polo inteiro no prato por 13 soles.

3 Preste atenção aos gigantes churros antes do Arco da Praça Regozijo. Churros da maior qualidade.

4 Gaste um pouco mais e vá ao restaurante Chicha. Reservamos a segunda a noite, jantar às 19:30; comida gourmet em quantidade superior ao pratão feito da esquina. Divino. Pedimos trio de empanadas de entrada; pratos principais Barriga de Porco e Raviolis para a Helem. Sobremesa bola de chocolate e suspiros especiais. Valeu cada centavo. Dica: não beba nada lá. Uma pisco custa 35 soles. Só a comida vale muito a pena. A brincadeira ficou em 220 soles. barato comparado ao mesmo nível no Brasil.

Bem, o dia seguiu calmamente delicioso, como contraste ao dia tumultuado que viveríamos a seguir. Estrada bloqueada, a maior emoção da viagem em encontrar e visitar Naupa Iglesias e outras coisas mais.

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Neste terceiro dia em Cusco, dia 11 de Julho, a coisa já não foi tão simples; iniciamos nossa fase de aventura que só iria terminar em Arequipa. Antes, um detalhe sobre o carro. Na primeira noite o carro dormiu em frente à praça Regozijo, na faixa amarela. Além de dormir preocupado com arrombamento, fiquei tenso imaginando o carro ser rebocado. Mas conversei com vários policiais que afirmaram a possibilidade de deixar o carro nesta praça a noite, sem problemas. Foi o que fiz. Mas na noite de segunda tirei o carro de Lá e coloquei algumas ruas abaixo, na rua paralela à Av del Sol. Estacionamento legal, mas aberto na rua. Mas nada aconteceu, ufa.

Bem, tomamos o nosso desayuno e partimos de carro para o vale sagrado. Antes passamos no desenho urbano que mais representa Cusco. Os corredores guetos de muralhas de pedras bem dispostas.

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No dia anterior, conversamos com o nosso guia Rolando da Wilka Travel, e ele havia mencionado a greve nacional, que paralisaria tudo. De carro pela Rota do Vale Sagrado, passando por Pisac e o vale do Rio Urubamba foi sensacional.

Passamos pelo Cristo Blanco,com uma belíssima foto panorâmica de Cusco; também é possível fotografar Sacswayman de um ângulo massa.

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Passamos em Pisac e paramos em vários pontos panorâmicos para as fotografias. Incluindo um novo mirador restaurante recém inaugurado, bem em frente a majestosa arquitetura agrícola de Pisac.

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Já era passado a hora do almoço e a beira da estrada passamos pela Avenida do Kui, o porquinho da índia saboreado pelos Peruanos. Eles estavam sendo assados inteiros, no espeto, colocados em vários em exposição. Paramos, olhamos; ele é servido picado, o que torna sua visão mais amena. Mas mesmo assim não encaramos. Ele custa 35 soles, inteiro.

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No fim, procuramos almoço no mesmo restaurante turístico em Urubamba, aquele restaurante turístico de 60 soles que somos obrigados a comer quando compramos o passeio a Machu Picchu inteiro. Mas como estávamos livres, fomos em um restaurante a aproximadamente 200 metros. O Mamá Chela. Sensacional. Um filé de polo (frango) supremo custava 18 soles, e dá para comer cinco pessoas, kkk.

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O dado legal do passeio feito livremente, com a própria condução, é que no pacote que compramos para o Vale Sagrado o pessoal não parava em um sítio arqueológico logo após a cidade de Urubamba.

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Mas o interessante estava por acontecer. Chegando em Pacha, o que não percebi de cara, vi a placa falando de Ñaupa Inglesia, o meu grande objetivo do dia. Era uma região montanhosa, bem perto mesmo de Ollantaytambo.

Decidimos visitar Ñaupa Iglesia antes de chegar em Ollanta, fato que depois perceberíamos que não iríamos visitar Ollanta desta vez. Entramos na pequena vila de Pacha, aos pés de uma grandiosa montanha onde avistamos, bem ao longe, capsulas pregadas no paredão para o pessoal descer de tirolesa. Insano. Não sabíamos onde era o ponto que visitaríamos. Paramos na antiga ponte Inca, logo após atravessar o Rio Urubamba. Perguntamos por ali e uma criança nos indicou pegar a estrada de terra e seguir após duas pontes e a linha de trem. Andamos após as indicações mas não encontramos. Quando lá longe vem uma peruana em seu andar e traje típico. Perguntamos e ela falou que estava um pouco para trás, e tínhamos que subir bastante a montanha. Demos carona para a Peruana e deixei o carro ao lado dos trilhos de trem, no sopé da montanha que iria escalar.

A Helem e a Lívia ficaram no carro e eu o Pedro Henrique subimos este fascinante e desconhecido sítio arqueológico. Não preciso dizer que foi a emoção da viagem. O deserto do lugar, o desconhecido, a grandiosidade do trabalho Inca e as joias da coroa lá em cima, fizeram deste momento único.

Contarei esta aventura em detalhes em outro momento.

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Depois de visitar Ñaupa Inglesia, feliz e em êxtase, percebemos muitos carros passando naquela estrada deserta. Questionamos se não existiria um sítio arqueológico de muita importância para aquelas bandas. Mas ao pararmos um carro e perguntarmos, o cara falou que a estrada de Ollantaytambo para Cusco estava fechada. Os professores haviam bloqueado a estrada e tínhamos que seguir por um atalho, justamente aquela estrada de terra. Seguimos o sentido contrário e encaramos aquela estrada cheia de pedras. Só não imaginaríamos que ela estaria totalmente congestionada de vans turísticas, taxistas e carros particulares. Máquinas estavam trabalhando tentando desimpedir a estrada, pois havia acabado de ter um derrume.

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Era uma verdadeira estrada da morte, margeando montanhas onde passavam apenas um carro. Realmente foi uma aventura do dia. Chegamos em Cusco a tardinha. Conseguimos estacionar o carro na mesma praça. E fomos tomar um café na cafeteria e lanchonete de sucos mais massa de Cusco. Mal sabíamos que o outro dia seria ainda mais tenso. A greve geral iria intensificar e nossa missão seria sair de Cusco. Será?

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Acompanhando o relato aqui Giacome. Lembro do teu outro relato de viagem de carro ao Peru, me inspirei nele e fui em 2015/16 com meus pais até Lima e na volta passei por Cusco, fiz os passeios por conta mesmo, consegui aproveitar bem. Abraço ::otemo::

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Acompanhando o relato aqui Giacome. Lembro do teu outro relato de viagem de carro ao Peru, me inspirei nele e fui em 2015/16 com meus pais até Lima e na volta passei por Cusco, fiz os passeios por conta mesmo, consegui aproveitar bem. Abraço ::otemo::

 

Valeu hlirajunior. Obrigado por acompanhar. Um grande abraço.

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Quarta-feira, dia 12 de Julho. O dia de hoje foi repleto de surpresas e pequenas dificuldades. No dia anterior tínhamos sido bloqueados no retorno de Ollantytambo pela greve dos professores. Assim, decidimos sair ainda de madrugada para Puno, com medo do bloqueio pela greve nacional. Logo, antes do amanhecer já estávamos levando as malas para o carro, estacionado na praça Regozijo. Com bastante pressa queríamos sair antes do bloqueio. Mas tal foi a nossa surpresa quando chegamos ao carro e encontramos o pneu murcho. Infelizmente este pneu vem dado problema desde a saída de Cacoal. Tivemos que trocar o pneu e sair voando. Foi uma verdadeira fuga de cinema; avenidas bloqueadas com pedras e tropa de choque nas ruas; saímos de Cusco passando bem em frente ao foco das manifestações: o aeroporto; paramos em um posto para abastecer, achávamos livres, pois já estávamos fora da cidade. Mas não; no posto uma van fazia o retorno; estrada bloqueada; tivemos que voltar; e quem disse que conseguiríamos chegar no centro histórico de Cusco? Pedras bloqueavam a avenida El Sol, e toda as outras avenidas; deixamos o carro distante 3km do centro histórico, em meio a efervescência das manifestações, pneus queimados e tudo o mais. Deixamos o carro e subimos a pé. Longe, Longe. Tomamos café em uma cafeteria em frente a praça Regozijo. Não gostamos das empanadas desta cafeteria. Empanadas não devem ser comidas nestas cafeterias. Empanadas cusquenas são comidas nas padarias típicas.

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Bem o dia foi de tensão. O carro estava localizado “jogado” bem distante da praça. Tivemos que voltar ao hostel e reservar mais um dia. Imprevisto na viagem e no cronograma. Agora, ir ao carro buscar roupas para este dia. Eu e o Pedrão lá vamos. Depois saímos para o almoço e comi o melhor Lomo Saltado da viagem. Foi em um restaurante dentro de uma galeria. Menu turístico de 20 soles, com suco. Volteamos em Cusco a tarde, em um dia sem compromisso e vadiamos a esmo; levei os meninos às pedras dos doze e quinze ângulos.

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Foi quando uma impressão brotou. Vans circulavam livremente pela praça, o que noz fez perceber que haviam liberado as vias. No informamos melhor e confirmamos; eles liberavam as vias a noite; isso já eram 17 horas, descemos até o carro e pegamos o veículo em busca de uma loja de pneus; nada; então, por um passe de mágica, uma pequena e humilde borracharia Peruana. O senhor fez milagre. Como o arame do pneu estava bem danificado, macarrão não funcionava mais. Então ele fez o que eu chamei de remendo Inca, com maisena. Funfou demais. Saímos as pressas de Cusco rumo a Puno, lago Titicaca. Comemos uma pizza no vilarejo que tem um feirinha na praça . Sensacional. No olho do furacão das pessoas e moradores comuns do Peru. Nada turístico. Passamos La Raya quase meia noite, um frio de -11 graus. Aquela parada noturna e fria para contemplar o silêncio dos gelos eternos noturnos. Eles ficam ainda mais misteriosos. Uma aventura inusitada, um momento histórico.

Passamos em Juliaca, a famosa Juliaca perdida; infelizmente tivemos problemas lá; a avenida passa bem em frente a um cassino. Uma mulher, do nada, se joga na frente do carro e não deixa o carro passar; os famosos tuc tuc se aproximam e nos fecham; pensei, lascou! A mulher impede a minha passagem, jogando-se sobre capô do carro; gritando para que os taxistas que estavam por lá fizessem algo que eu não sei o que é. Cena difícil; tentei desvencilhar da mulher, engatei a ré e tentei levemente sair; até que ela nos abandonou e foram longos 10 minutos, em uma cidade vazia e estranha como é Juliaca. Chegamos em Puno quase duas da manhã; procuramos vários hotéis e hostels, quase todos fechados. Foi quando encontramos um bom Hostel. Estrutura ótima, bem localizado e ótimo preço. Bem indicado no TripAdvisor. Deixei o carro em frente ao Hostel mesmo e capotei. Mal sabia que no outro dia iria estar ruim de soroche. (Continua)

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Giacome moro em Porto Velho estou querendo fazer um roteiro parecido só que pretendo passar no Chile e na Argentina aguardo ansioso o restante do relato

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Giacome moro em Porto Velho estou querendo fazer um roteiro parecido só que pretendo passar no Chile e na Argentina aguardo ansioso o restante do relato

 

Thiagopqd, valeu;

a viagem é sensacional;

pode deixar que eu vou continuar o relato;

é uma viagem experiência;

abraços

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Bem, amanhecemos em Puno, no Hostel Tayka; amanheci só o trapo; chegamos muito de madrugada, um frio violento e naturalmente efeito do Soroche da altitude de La Raya. Fiquei sem fome e muito mal. Saímos para tomar o café (desayuno) e encontramos um pub muito legal, chamado Positive, com uma decoração no estilo daqueles hosteis tipo Che Lagarto; a temática era o Rock e Reggae; indico muito; o café era sensacional; café americano, com suco de laranja e ovos; depois deste café fomos às margens do lago Titicaca, no cais que leva às ilhas de Uros; eu estava morto e em frangalhos; fiquei deitado no sol enquanto a Lívia e o Pedro brincavam no mirador do lago; decidimos ir logo para Copacabana, ficar logo lá para conhecer; enfrentar de carro o lado Boliviano, o que se mostrou um acerto; fomos para o hotel de Tuk Tuk, que nos cobrou cinco soles; pegamos as malas no Hostel, pagamos 110 soles pela diária e partimos;

Este trecho da viagem nos contemplaria com paisagens e experiências inesquecíveis; o trecho entre Puno e Yunguio tem fotografias belíssimas; principalmente nos encontraríamos com um dos destaques místicos da viagem: a porta dos Deuses; a porta Hayu Marka, que inclusive foi difícil de encontrar, pois não tem placa para quem vem de Puno, somente para quem vai; quando visualizei a porta, me emocionei; tanto tempo planejando e de repente a porta estava ali; magistral; maior do que eu pensava, com uma energia incrível e nível de acabamento especial; O local é todo inusitado, com formações rochosas estranhas e que parecem ter vindo de outro lugar; farei uma postagem técnica sobre a porta; indico muito ir de Puno até Copacabana de condução própria; para conhecer a porta marque 67km saindo de Puno;

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Logo após a Porta, passamos em um mirador na cidade de Juli; ali é possível ver o azul do Lago Titicaca contrastando com os picos gelados da cordilheira Boliviana; bela foto; depois da cidade de Juli temos a lindeza da cidade de Pomata; famosa pelas múmias e estátuas de barro que estão espalhadas em museus; bela cidade, delicada e bem urbanizada, que tem uma visão ímpar do Lago; passamos depois em várias outras belas estradas, até chegarmos na longínqua Yunguio;

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ali faríamos a migração e passagem do carro, eterna incógnita da viagem; no lado Peruano era entregar o documento na Aduana para saída do carro e carimbar as cópias de saída, entregando a vias de entrada; no lado Boliviano era preencher a entrada e carimbar, bem como proceder à entrada do carro; para a entrada do carro era necessário preencher um formulário on line, que é feito em uma mercearia ao lado, com computadores disponíveis ao preço de 5 bolivianos; depois imprimir e levar para um cordial agente da Aduana boliviana, que apenas carimbou e assinou, com muita gentileza; ao contrário da truculência de dois agentes policiais que nos atenderam inicialmente;

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Enfim, o procedimento demorou parte gorda da tarde; mas conseguimos concluir com tudo legalizado e entramos na famosa Bolívia; dirigi bem pouco e já estávamos em Copacabana, uma cidade muito pequena, com a vida turística demarcada pelas margens do Lago e da catedral de Copacabana. Nos hospedamos no Hotel La Paz, se não me engano, ao custo de 100 bolivianos; bem barato; ele fica bem em frente ao Hotel Mirador; mas é bom assinalar que na Bolívia a cotação estava de 1,8 bolivianos para 1 real; péssima cotação, o que também encareceu a viagem; troquei 400,00 reais na fronteira;

Deixamos as crianças no quarto e fomos procurar comida; no início da noite muitos restaurantes, muitas opções de menu turísticos e bons locais; infelizmente o tempo passa e mais a noite os restaurantes vão fechando, naturalmente, e ficando menos opções; compramos lanches para os meninos, lanches simples, o que tinha; e depois de deixarmos os lanches no hotel, saímos para comer um Spaguetti que vimos em um restaurante bem referendado pelo Tripadvisor, o Maura´z; tinha gringos no restaurante e o atendimento inicial foi ótimo; mas depois foi ficando desleixado e demorado; mas a comida estava ótima; indico Copacabana para uma noite e conhecer a Isla del Sol; não tivemos uma boa experiência nesta cidade pois nossos filhos ficaram doentes; o Pedro com sua eterna dor de barriga; a Lívia iniciando a catapora; baixou aquela urucubaca; mas tenho que dar um novo voto de confiança para Copa. Mas na minha opinião, não podemos comparar Puno com Copa; são situações diferentes; Puno é sensacional também, até prefiro mais, descobrir seus cantos;

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Fiquem atentos que um lado da Ilha está fechado para visitas; o lado Norte, se não me engano; assim, não visitamos a ilha; decidimos sair cedinho no outro dia rumo a Tiwanaku, meu sonho.

Sexta-Feira, 14 de Julho. A noite foi tensa, todo mundo em uma Bad, e eu precisei agir, com positividade; acordei todo mundo e mediquei o povo; Soroche Pills para o Pedro e Paracetamol para a Lívia; bora andar; infelizmente iríamos tocar o barco, e não iríamos para a Ilha del Sol; fica para a próxima; antes, fotos às margens do Lago Titicaca. E fotos da Catedral de Copacabana. Assim, o planejamento ficou da seguinte forma: ir direto para Tiwanaku passando por La Paz e depois de visitar o sítio arqueológico seguir adiante rumo à Arequipa, dormindo em local indeterminado no momento próprio. Foi o que fizemos.

O trecho entre Copacabana e La Paz é belíssimo; cartões postais e belos miradores para pararmos. Logo na saída de Copa um mirador no pico da montanha que tem uma visão privilegiada da cidade e do lago; depois sempre subimos e serpenteamos pela cordilheira dos Andes, sendo possível parar às margens da estrada para belas fotos. A estrada é perigosa, pois margeia parte sinuosa das montanhas; mas é um passeio irretocável e necessário; vale muito pelas fotos épicas.

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Cruzamos de balsa o Lago Titicaca na cidade de Tiquina, em uma pequena balsa com motor 20, junto com outro carro; pagamos 20 bolivianos; toquei as águas do lago pela primeira vez. Ainda subimos e descemos um pouco as montanhas, até chegar a uma planície belíssima, com aquela estrada longínqua, as montanhas nevadas e o lago Titicaca ao lado, sempre azul gelado, trecho até a cidade de Huarina, e que merece atenção. Percebemos que estávamos na Ruta Nacional 2, pelo aumento do fluxo de carros e a duplicação da via. Realmente estávamos chegando próximo em La Paz; e o dorso da cordilheira sempre ao nosso lado; um dorso bem branco, com muito gelo eterno; espero que este gelo seja para sempre;

Tínhamos que sair da R1 e pegar a R2; elas se encontram já na região metropolitana de La Paz; mas decidimos pegar um atalho insano; uma estrada sem estrada, um desvio que liga as duas Rutas sem precisar rodar os mais 15km até a cidade; quase não encontramos o desvio e quase não andamos nele; pois ele é uma estrada sem limites laterais; você não sabe quando está andando na estrada ou não; viramos as costas para La Paz e seguimos pela R1.

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Antes de chegar em Tiwanaku ainda passamos no mirador Loco Loco, que fica a 5000 metros de altitude e possibilita uma visão gigante da cordilheira e da própria cidade de La Paz. Inclusive na gigantesca planície sem dono, ocorria uma prova de Rally.

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Chegamos no sítio arqueológico de Tiwanaku 15 horas; o parque estava lotado; realmente ele não passa indiferente ao turista, ao contrário do que eu pensava; o parque é excelente e todo o planejamento para chegar nele e as leituras valeram a pena; a base de Akapana é colossal; o templo de Kalasana é bem acabado e primoroso, assim como os totens e Porta do Sol. Valeu cada centavo empenhado. Tocar nisto tudo evoca os tempos imemoriais. Também visitei Puma Punku. Engenharia misteriosa e bárbara; vale muito a pena percorrer o parque com calma e olhar detalhista. No sítio fiquei sem bolivianos, pois a entrada do parque custa 100 bolivianos para estrangeiros; justo; paguei para mim e para a Helem; visitamos o parque principal e Puma Punku. Para comprar batatas fritas e outras guloseimas tive que comprar uma lembrança em soles e pegar o troco de bolivianos, sempre preocupado com os pedágios; neles precisávamos de bolivianos; pelo segundo dia não almoçamos; comemos apenas batatas e bebemos água; sem fome e sem locais para comer nestes trechos que enfrentamos;

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Minha visita ao parque de Tiwanaku foi rápida, mas eficiente; pude contemplar o templo subterrâneo de Kalasana e observar bem a Porta do Sol. Senti a vibração, o oxigênio de estar ali, naquele local milenar e incógnito da Bolívia. Atravessamos a fronteira da Bolívia para o Peru pelo município de Desaguadero; uma loucura; achavascados pelas bicicletas que transportam duas ou três pessoas; eles vão para cima de você, resvalam em seu carro, te tocam e a coisa continua; um fluxo surreal de pessoas e bicicletas; inacreditável; demoramos em média duas horas para concluir a travessia; e seguimos direto para Puno, onde iríamos ficar no mesmo hostel da ida. Chegamos em Puno próximo das 20 horas;

tomamos aquele banho e saímos para comer e comemorar os feitos do dia; escolhemos um bom menu turístico e jantamos ao som dos desafios transpostos e das belezas vistas.

Sonho realizado do dia. A partir de amanhã o dia seria inédito: Arequipa

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    • Por RodrigoTilly
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      https://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Milhouse-Hostel-Cusco/Cusco/62915
       
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      https://sakuraexpedition.com/en/
      Alice da agência Sakura Expedition.

       
      Catedral de Cusco.

      Plaza de armas.

      Entrada de Tambomachay

       
      Dia 2) Maras – Moray y Salineras
      Este é um passeio que acordamos bem cedo para irmos, porém chegamos no meio da tarde por volta das 15h. É incrivel como é grande Maras - Moray e as Salinas. Nesse passeio conheci uma senhor que veio do Japão 70 anos de idade e disse que só vai parar de viajar quando sua existência findar. Os guias são bem atenciosos e praticamente é uma aula de historia ao ar livre. Em todos os passeios praticamente eles param em lojinhas para fazer compras, minha dica é não comprem nada pois o preço triplica nessas lojas, o certo mesmo é comprar no mercado São Pedro que fica no cento de Cusco  a praça de Armas.  Em Salinas , podemos tirar fotos incríveis e comprar chocolate de sal, é um passeio que faria novamente , mas não foi um dos meu preferidos. Depende muito do grupo que vai com você na van, entretanto toda a explicação do guia vala a pena para entender a historia e cultura do local. 
      Entrada Moras - Morays

       

       
       
      Salinas e toda sua beleza.

       

      3 DIA ) Laguna Humantay
      Esse foi o segundo passeio que mais gostei da lista dos tours que fiz, minha turma era bem animada e tinham  brasileiros incríveis que estavam mochilando também, o caminho até lá é um pouco cansativo, mas o visual da laguna vale a pena o esforço, são exatamente 2 horas de subida até o topo da montanha, fomos ouvindo musicas inspiradoras e compartilhando historias de vida, junto a nós tinham um Irlandês e um argentino, fizemos piada, tiramos foto no meio do percurso e deslumbramos toda aquela paisagem, nesse passeio tem direito a café da manhã e almoço e digo que foi de arrasar, pois o local onde fizemos nossas refeições tinha uma vista incrível dos vales. Água é necessário e não se esqueça de aproveitar o caminho, chegando lá aproveite para tirar fotos e apreciar aquela belezura. é um passeio de um dia inteiro. 
      Laguna Humantay

      Arco - Iris - se

      4 Dia ) Valle Sagrado - Pisac e Ollantaytambo e Chinchero 
      Esse passeio também é de um dia inteiro , saímos bem de cedo com a Van e o guia , prepare a bateria da câmera para não ficar sem, pois passamos por muitos locais e conhecemos a cidadezinha de Ollantaytambo. Prepare-se para subir e descer escadas gigantescas e subir colinas, Nesse passeio também é servido almoço e café da manha. Como sempre o guia nos proporciona uma aula de historia e teologia a respeito das crenças dos antigos Incas. O que mais me impressionou foi ver que os andinos realmente sabem aproveitar as áreas montanhosas para cultivar e fazer de moradia. Você ficará deslumbrado a cada passo que der e como sempre fuja dos vendedores locais, levem agua e lanche para fazer durante todo o percurso. No final do tour te levaram para um Chinchero onde as mulheres de trajes típicos ensinam e nos mostram como tingir pelos de Ilhamas/Alpacas , vale a apresentação mas no final eles sempre iram te empurrar alguma coisa pra você comprar, não é necessário comprar nada e nem dar gorgetas (obs: Podem te levar mais de uma vez , pois existem varios por lá). Quem entende sobre Xamanismo vai se identificar muito no Vale sagrado, pois mostra muito da crença antiga dos Incas e toda a forma de conexão com o mundo espiritual. 
      Vista da cidade de Pisac

       

      Evangelina , peruana com traje típico no Chinchero 

      Vista do alto de Ollantaytambo

       
      5 Dia) Aguas Calientes e Machu Pichu. 
      Para mim, Machu Pichu é o mais legal, pois o caminho até lá é incrível de se fazer. Pegamos a van na frente da agência e fomos até a hidroeléctrica numa viagem que durou 7 horas com uma parada de + ou - 40 minutos para o almoço. Chegando na hidroeléctrica fomos caminhando até a cidade de aguas calientes , conheci um grupo de franceses e pude praticar o meu francês, essa caminhada durou em exatamente 3 horas, para mim o melhor é essa trilha, não compensa ir de trem pois pagamos um valor absurdo em dólares, o bom é que você vê paisagens incríveis e vai beirando o Rio junto com os trilhos do trem, muita gente faz esse percurso e aproveitamos para conhecer pessoas e fazer paradas em lanchonetes bem huts no meio do caminho. Chegando em Aguas Calientes nos encontramos com o nosso guia as 18h da tarde , ele nos indica o hostel e posteriormente vamos todos jantar juntos, o pacote para Machu Pichu inclui almoço, jantar,  café da manha + hospedagem em hostel. Eu indico que fique pelo menos um dia em aguas calientes para sentir a energia e a vib boa do lugar.  O hostel que fiquei era maravilhoso e pude assistir as novelas do Peru, depois da janta o guia nos dá as instruções para o dia seguinte subirmos para a tão esperada montanha Machu Pichu. Aconselho vocês a comprarem a tichet de ónibus para subir e descerem a pé pois economizamos mais alguns dólares. E quem vai para lá procurem ir pela manha pois o visual é magnifico e fugimos do sol quente. Não subam a pé, pois a duração é de 1 hora de caminhada e chegando lá dentro caminhamos um bocado por todo o local. Se fecharem os tours na agência Sakura peça pra Alice reservar o guia Percy, pois ele foi incrível em todo o tour dentro das ruínas, aproveito para tirar fotos a vontade e peça pra ele também tirar as fotos tipicas de turista, deixando uma gorgeta generosa, pois ele foi/é muito atencioso e mais uma vez aquele aulão de historia. Feito todo o passeio seguimos novamente para a trilha de 3 horas de volta a hidroeléctrica para pegar a van de vonta para Cusco, aconselho a ficar 1 dia a mais em aguas calientes para aproveitar a cidade que é super bohemia e tem uma vibe super xamanica.  Não esqueçam do repelente e protetor solar, pois o sol queima com força e os mosquitos tem dentes por lá.  

       

       

      Não se pode tirar fotos com nenhum tipo de bandeira em Machu Pichu, Como essa bandeira é a bandeira de Cusco eu pude tirar tranquilamente sorte a minha que é a mesma bandeira GLBT.
      Não se esqueça de carimbar seu passaporte na saída . 
       
      6 Dia )  Montanha de Colores. 
      Para mim foi o passeio mais chato, porém com uma paisagem de tirar o fôlego literalmente, meu grupo não estava a fim de conversas ou fazer amizades e cada um ficou na sua, é uma caminha de 3 horas e uma subidinha filha da puta, para cada três passos que damos descansamos um pouco porque esse local já é bem alto e o ar é quase rarefeito, vale o passeio pela foto , mas eu não o faria novamente. Chegando no topo você pode carimbar seu passaporte e digo que terá muitos turistas num espaço pequeno, dividindo com vendedores e guias. Verifique também o tempo, pois quando comecei a descer começou a nevar e tive amigos que quando chegou lá a montanha estava coberta pela neve. Também leva um dia inteiro com direito a café da manha e almoço. E lá conseguimos ter contato com os povos andinos que são descendentes dos Incas. Outra cultura, outra Vibe.  
       

       
      Considerações finais....
      Ao todo fiquei 14 dias em Cusco, aproveitei para ir aos restaurantes e barzinhos e fazer caminhadas nos bairros de lá , é incrivel esse lugar e quero voltar para fazer voluntariado, indico para todos os meus amigos. Me senti dentro de uma Telenovela e muito acolhido por todos, principalmente pelo hostel que fiquei e a agência de tours. Comemorei meu aniversario junto a pessoas que nunca vi na vida , fizeram uma festa surpresa pra mim, com dinheiro a bolo na cara e conheci um namoradinho maravilhoso o Daniel, sempre os levarei para a vida toda. Aproveite para ir ao Mercado São Pedro (Não comam lá , a higiene do local e 0), Conhecer as igrejas, os mirantes da cidade, as baladinhas e comer as comidas diferentes de lá sem exagero é claro. Gostei muito de um restaurante que serve uma comida deliciosa tipo o churrasco grego só que Top das galáxias, se chama A casa de Kebab, fica ali do lado da praça de armas e super em conta.
      Voluntários do hostel Milhause Cris brasileiro e Macarena da Argentina, meus irmãos de coração.

       
      Daniel, vivi quase uma lua de mel com ele. Gratidão. 

       
      GASTOS
      City Tour - 35 soles
      Valle Sagrado  - 55 soles, inclui almoço. 
      Maras moray y Salineras - 35 soles
      ou voce pode escoler fazer um combinado de Valle Vip ( Valle Sagrado tradicional com Maras Moray com almoço ) 90 soles
      Laguna Humantay 85 soles 
      Montanha de Colores 85 soles
      Puente Queswachaka dia inteiro 140 soles com almoço e cafe da manha + 20 soles ingresso.
      Boleto turístico geral para 10 dias ( Recomendo) 130 soles ( Serve para Valle Sagrado, Maras y moray, city tour e museos  da cidade)
      Machu Picchu by car = 130 dolares Com cafe da manha, almoço e janta ou Machu Picchu By Train = 260 dolares alimentação não inclusa)
      Ao todo gastei 5 mil reais nessa viagem de praticamente 14 dias. Poderia ter gastado menos , mas quis fazer alguns outros passeios e comprei umas coisinhas e outras é claro,  o que saiu mais caro mesmo foi o aéreo como sempre. Porém não deixem de viajar e conhecer esse lugar incrível que para mim sempre terá um lugar especial nas minhas recordações. 
      Dúvidas estou a disposição. Segue meu Instagram @RodrigoTilly
      Namastê e boa viajem meus irmãos. 
       
    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile.
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Já contamos a primeira parte do nosso passeio, onde você encontra informações como: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. Se você não leu a primeira parte, então clique aqui.
      Nesta segunda e última parte vamos falar sobre: formas de chegar em San Pedro Atacama, aclimatação, hospedagem, casas de câmbio, agências de turismo, passeios, alimentação e compras.
      Então vamos ao que interessa [=
      → Formas de chegar até San Pedro de Atacama:
       • De avião: sim é possível!
      Mas quem vai de avião desembarca na cidade chamada Calama, que fica a aproximadamente 100 km de San Pedro. De lá é possível pegar um ônibus direto para San Pedro ou alugar um carro. Em San Pedro existe uma pequena rodoviária, bem no centro e que funciona praticamente o dia todo.
      • De carro: ir de carro é uma aventura incrível.
      • De moto: também uma forma muito bacana de pegar a estrada. Porém é mais limitado do que o carro, pois você não tem tanto espaço disponível, vai precisar fazer mais paradas para abastecer, etc., mas nada que tire o prazer do passeio.
      A maneira de ir vai depender da sua vontade e do quanto você está disposto a gastar.
      Por que vontade?
      Porque ir de carro por exemplo, cruzando o Brasil, a Argentina e Chile não é para qualquer um. É uma viagem longa, cansativa, demorada, que vai te exigir planejamento, paciência e atenção a todo momento. Ou seja, tem que ter muita VONTADE mesmo!
       E quanto você está disposto a gastar?
      Pegar um avião, desembarcar e chegar é muito rápido e fácil. Porém tem o seu preço.
       Quando nós resolvemos fazer a nossa viagem, fizemos uma comparação entre ir de carro e ir de avião. Sem dúvida ir de carro era mais barato. E sem contar que ir de carro você aproveita o passeio, pode parar quando quiser, pode tirar fotos pelo caminho, conhece outras cidades pelo caminho. Então tudo isso pesou na hora da decisão.
      Por isso eu digo: VÁ DE CARRO, VALE MUITO A PENA.
       *Mas lembre-se de revisar o seu carro antes. Preparar tudo que precisa com antecedência.
       Segue abaixo um resumo para quem vai de avião:
       Você embarca no Brasil e desembarca na cidade de Santiago (Chile).
      De Santiago você pega outro avião até a cidade de Calama.
      De Calama você pode pegar um ônibus (turismo) que te leva até a rodoviária de San Pedro de Atacama ou pode alugar um carro e dirigir até lá.
       Todos os ônibus que chegam em San Pedro de Atacama desembarcam no Terminal de Buses, que é uma pequena rodoviária, que fica bem próxima da Rua Caracoles, que é a principal rua de lá (aprox. 5 min caminhando).
       Distâncias:
       Santiago x Calama: 1530 Km
      Tempo de voo: 2h
       Calama x San Pedro de Atacama: 100 Km
      Tempo na estrada: 1:30h
       
       → Aclimatação:
       Você vai perceber que o ar em San Pedro é diferente.
      É normal você ter certa dificuldade para respirar, devido à altitude.
      Pelo caminho você já começa a notar a diferença. Quanto mais alto, mais difícil a respiração.
      Esteja preparado, pois seu nariz e sua boca irão ficar bastante secos.
      Nós sentimos dificuldade ao dormir, pois de madrugada o nariz trancava e a boca ficava seca demais.
      Algumas vezes nós levantávamos para tomar água e umedecer o nariz.
      Conversamos com alguns brasileiros, que relataram terem sentido dor de cabeça e enjoo.
      Mas é uma condição suportável.
      Entenda que é um clima totalmente diferente do nosso.
       Durante o dia era quente e seco.
      A noite a temperatura era agradável.
      Para não dizer que nesse lugar não chove, o guia nos contou que chove uma semana por ano.
       Curiosidades:
      San Pedro de Atacama está a 2.300 metros acima do nível do mar. E tem alguns passeios que nos levam a 5 mil metros.
       Dica:
      Beba muito líquido, evite álcool e prefira comidas leves.
        
      → Hospedagem
       Em San Pedro existem muitos Hostels.
      Nós escolhemos um hostel chamado Casa Lascar, que ficava ao lado da rodoviária de San Pedro. Muito próximo ao centro. Esse hostel nos atendeu muito bem, pois tinha dois quartos, uma cozinha, uma sala e um banheiro só para nós. A reserva foi feita na plataforma booking.com. O preço não era absurdo e valeu muito a pena.
       Dica:
      Quando você for procurar a sua hospedagem, você pode escolher por exemplo: quarto compartilhado ou não, banheiro compartilhado ou não, que tenha garagem, local para lavar a roupa, cozinha, etc. Tudo depende da sua necessidade e do quanto você quer gastar. Sites para reservar hotéis é só digitar no Google.
       
       → Casas de câmbio
      Em San Pedro existem algumas casas de câmbio, onde você pode fazer a troca do seu dinheiro de forma muito simples e fácil. A maioria delas fica aberta até tarde da noite, então é bem tranquilo.
      Nós trocamos todo o nosso dinheiro em San Pedro e valeu muito a pena, pois se tivesse trocado no Brasil teríamos perdido muita grana. Nós trocamos o nosso dinheiro na casa de câmbio RENT A BIKE EMILY, pois foi a casa de câmbio que nos ofereceu a melhor cotação. E esta casa de câmbio também aparece em outros blogs de viagem, por isso nós optamos.
       Dica:
      Pesquise em pelo menos três casas de câmbio, antes de trocar o seu dinheiro.
      Nós falamos com duas casas de câmbio antes, para saber a cotação. E por último fomos até a RENT A BIKE EMILY. Chegando lá nós falamos sobre o preço dos concorrentes, então ali conseguimos a melhor cotação.
       
       → Agências de turismo
      Em San Pedro existem muitas agências de turismo, oferecendo pacotes dos mais diversos.
      Existem alguns passeios que não são todas as agências que fazem, por exemplo subir na boca do vulcão. Neste caso só uma e outra fazem o passeio, pois é mais arriscado, demora mais, requer alguns equipamentos específicos, etc.
       Nós reservamos os passeios antes da viagem.
      Fechamos os passeios com a agência Volcano Aventura, que fez um preço muito interessante.
      Na ocasião pagamos uma parte adiantado e o restante quando chegamos. Foi bem tranquilo, nos atenderam super bem, não tivemos qualquer problema. E a negociação toda foi pelo whats.
       Dica:
      Pesquise bastante, pois só assim você consegue um preço bacana.
      Consulte as páginas de cada agência, no Facebook, Instagram, etc. Veja os comentários, a data da última atualização, etc. Assim você tira uma ideia se a agência é boa ou não.
      Mais passeios ou mais pessoas, geram bons descontos. Seja esperto e negocie.
       
       → Passeios
       A maioria dos passeios começa muito cedo, por isso você precisa se programar com horários.
      As agências te pegam na “porta de casa”, ou melhor, na porta do seu hostel.
      Junto ao motorista sempre tem um guia que fala espanhol ou inglês.
      Ao chegar no destino, eles também servem uma mesa de café, com doces, frutas, água, suco, etc.
      É muito divertido, vale muito a pena.
      Geralmente as agências realizam um passeio por dia, para não cansar seus clientes.
      Há também passeios noturnos, basta você pesquisar na internet, para saber mais.
      Outra forma de passear em San Pedro é alugando uma bike. São várias lojas que tem bike para alugar por dia, por hora, etc.
      Dica:
      É possível realizar a maioria dos passeios com seu próprio carro, porém algumas estradas não são boas, pois tem pedras, buracos, lama, etc. Se o seu carro não for preparado, melhor ir com a agência de turismo, pois elas têm carros preparados para esses lugares.
      Nós fizemos todos os nossos passeios com a agência.
       
      → Alimentação
      Os restaurantes servem de tudo e um pouco mais.
      Mas vale lembrar que as comidas de restaurante não são iguais a que você come em casa.
      Por isso, se você prefere aquela comidinha caseira ou aquele feijão, saiba que não vai encontrar.
      Nós optamos em fazer a nossa janta todos os dias. Então passava no mercado, comprava os ingredientes e preparava tudo no hostel.
       
      →Compras
      Em San Pedro você encontra de tudo para comprar, inclusive tem algumas marcas famosas que tem lojas nesse lugar. Não pense que é tudo baratinho não. Se você fazer a conversão para sua moeda, cuide para não cair pra trás.... (kkk);
       Vale a pena comprar uma lembrancinha ou outra, mas não dá para se empolgar.
       
       Acho que é isso pessoal.
      Espero que vocês tenham gostado.
      E tomara que esse relato possa ajudar vocês a planejarem sua próxima viagem.
      Um grande abraço.
       Contatos:
      47 988417695
      Instagram: thiagomarianobnu
    • Por divanei
      HUACACHINA - PERU
       
                Pela janela do ônibus vão nos saltando aos olhos uma paisagem desoladora, como se uma guerra nuclear tivesse destruído e acabado com tudo. Minha esposa já havia me interpelado uma dezena de vezes o porquê de estarmos nos dirigindo para o sul do Peru, numa paisagem feia de dar dó , ainda mais depois de termos passado uma dezena de dias espetaculares, com paisagens de sonhos, junto à Cordilheira Branca , na região de Huaraz.

               
                Me mantive firme no meu propósito e ao invés de deixar que o desânimo tomasse conta de mim, me concentrei no outro lado do ônibus , onde o Oceano Pacífico insistia em nos dizer que o deserto não era tão feio quanto parecia. Mas não era a paisagem natural que nos assolava a alma e sim as construções e habitações dos povoados e pequenas cidades, casas cobertas de palha ou sem uma cobertura de telhado, apenas uma laje apinhada de tranqueiras e ferros espostos, coisa feia de se ver, toda empoeirada, numa sujeira desgostosa, praticamente sem nenhuma árvore.

       
                A falta de telhado era mais do que justificável, muito porque estávamos em meio ao deserto, onde praticamente não chove e mesmo na capital do país não há telhados, não como temos no Brasil. O ônibus que pegamos custou uma ninharia, não mais que 25 reais para 6 horas de viagem, mas foi pegando gente a laço pelo caminho, num sobe e desce interminável e mesmo no outono, fazia um calor dos infernos, sem ar condicionado ou qualquer outra mordomia, mas era o preço pela economia. Vendedores entravam a todo momento, vendendo de tudo que se possa imaginar, principalmente comida e petiscos, alguns com uma cara muito boa, outros nem tanto.

                Já era começo de tarde quando desembarcamos em ICA, uma cidade até grande se comparada ao porte dos vilarejos que passamos, mas o trânsito caótico, com carros barulheiros e tuk-tuk espalhados para todos os lados. Com as cargueiras gigantes nas costas, fruto das bugigangas compradas na Cordilheira, saímos à procura de um restaurante para almoçar, mas se tem uma coisa que peruano gosta, é comer, e achar algo vazio que conseguisse nos atender foi quase impossível. Minha mulher já estava emputecida pela situação, pela viagem extremamente cansativa, mas muito mais pela paisagem, do qual ainda não compreendia porque havíamos andado tanto para ver coisa alguma que prestasse.
                Por fim, resolvi logo abandonar Ica e me dirigir para o nosso destino, o objetivo daquela viagem, e embarcamos no primeiro taxi que nos abordou, uma lata velha caindo aos pedaços, que por uns 8 reais, chacoalhou por 5 km até nos desovar no meio do Deserto, num vilarejo cercado de Dunas Gigantes e com uma lagoa no meio e as caras carrancudas, deram lugar a um sorriso de orelha a orelha em meio à uma das mais belas paisagens do mundo, HUACACHINA era nossa.

       
                 O Oásis é um lugar turístico e como tal, também pratica preços muito acima de outros lugares no Peru, ainda mais por ser fim de semana, mas foi só dar uma volta no minúsculo lugar para conseguir algo que coubesse no nosso bolso. O problema é que as coisas são tão baratas no Peru, que já havíamos nos acostumados com um padrão de preço e os 80 reais pagos na hospedagem nos pareceu uma fortuna, mas quando entramos no hotel e nos deparamos com uma acomodação chic , com banheira e até uma cozinha, minha esposa se alegrou de uma tal maneira que acabei achando que foi barato e comparado as hospedagem no Brasil, foi mesmo uma pechincha.

       
       
       
       
                Tomamos banho e fomos conhecer o vilarejo. As dunas são as mais altas do nosso continente e é quase impossível tirar os olhos delas, numa paisagem surpreendentemente diferente de tudo que vimos na vida. O lago e suas palmeiras dão um charme especial, ainda que hoje digam que ele é abastecido artificialmente. Como é um lugar turístico, é todo cercado de lojas, bares, hotéis, agências de turismo e todo tipo de comércio. Como é final de tarde, todo mundo se dirige para o alto de alguma duna para apreciar o pôr do sol, mas nós estávamos bem cansados e deixamos isso para o dia seguinte. Outra coisa que é um sucesso por ali é o passeio de bug, mas não são esses bugs mequetrefes que temos no litoral do Brasil não, são monstros construídos para destruir as dunas, mas nós mesmo não estávamos a fim de chacoalhar pelo deserto, já estávamos acostumados com nosso modesto 4 x 4 e em se tratando de emoção, nosso NIVA não ficava devendo nada para aqueles transformes peruanos.
                Depois que jantamos eu já deslumbrei dar a volta nas dunas no dia seguinte, coisa que minha mulher caiu fora, não passava pela cabeça dela levantar às 6 da manhã para escalar dunas de areia. Então no outro dia bem cedinho, apanhei minha mochilinha, coloquei uma garrafa d’água, uma máquina fotográfica, um lanche e assim que ganhei a rua, já enfiei os pés na areia e fui ganhando altitude. Mas era um passo para cima e dois passos para trás e mesmo ainda sendo nas primeiras horas da manhã, a areia fervia de tão quente e me senti um beduíno no meio do deserto.
                Aquela era a primeira experiência minha escalando uma duna e não demorou nadica para perceber que acabei subestimando aquele monumento natural. A areia quente começou a fritar meus pés e como estava apenas de sandálias, comecei a ficar desesperado. Parava às vezes e cavava um buraco na areia, tentando buscar um terreno menos quente, mas isso pouco resolvia, então a única coisa que consegui pensar foi a de colocar nos pés numa capa de saco de dormir que acabou ficando dentro da mochilinha e um saco de batatas fritas aluminado, aí eu já estava no desespero, meus miolos já haviam fritado também ou eu chegava logo no topo da duna ou tava morto.
       
       
                Do alto da grande muralha de areia o mundo se modificou. Lá embaixo o Oásis de Huacachina parecia uma pintura de um quadro e ao meu redor, o deserto parecia ter me introduzido dentro de um romance passado no Saara. O vento levantava uma areia fina e mesmo o sol queimando meus pés, ainda assim o encanto era maior que aquele sofrimento momentâneo. Cavei um buraco ainda maior e nele me enfiei, dando alívio aos meus pés e assim tive um maior conforto para apreciar aquela paisagem que talvez eu jamais veja novamente, talvez não com aquela proporção. Mas a minha intenção era a de dar a volta no oásis, então peguei minha mochilinha, tomei um gole d’água e parti, agora caminhando em nível, galgando as lombadas do terreno até que ser obrigado a abandonar a duna e quebrar à direita em direção aos bugs estacionados perto de um outro pequeno oásis.

                Perco altura lentamente, mas logo sou obrigado a despencar barranco à baixo porque a areia quente volta a fritar meus pés. O sofrimento recomeça e me vejo em desespero novamente, mas dessa vez o negócio ficou sério, então corro feito um calango do deserto até que chego à sobra de um dos bugs gigantes. Poderia muito bem abandonar aquela caminhada e a partir dali, voltar novamente para o hotel seguindo a trilha de areia que desce ao vilarejo, mas não vou arregar tão cedo.
                Continuo subindo até que passo pela caixa d’água instalada nesse selado de dunas, tomo um fôlego, ajeito a proteção tosca que havia colocado nos pés e sigo subindo até que alcanço de vez o cume mais alto daquele mostro de areia. São impressionantes o tamanho e a altura dessas dunas, de onde posso avistar povoados distantes, perdido num mundo árido e seco, sem árvores e totalmente desolados. Mas é justamente isso que torna esse oásis tão espetacularmente belo, é um sopro de vida no meio do caus. 

                Minha água acabou, o sol já destrói minha pele, mas mesmo assim continuo caminhando, agora em nível sobre o cume da duna, quase completando os 360 graus ao redor de Huacachina, mas antes que esse ciclo se feche, resolvo fazer algo inusitado: despencar da duna mais alta do nosso continente, ao invés de ir perdendo altura lentamente em direção ao vilarejo. Aos saltos e aos pulos, vou escorregando rapidamente, quase sem controle e quando a força da gravidade resolve fazer troça da minha pessoa, perco o controle totalmente e saio rolando desgovernadamente. Uma hora vejo o céu, outra hora vejo areia, outra hora o topo da duna, outra hora já não vejo mais nada. Meus olhos, meu nariz, minha boca foi tomada pela areia fina. Minha mochila e minhas sandálias se perderam nas dunas e eu virei passageiro do além e do acaso. Miséria dos infernos!!!! Sou um homem humilhado. Me levanto da surra e procuro saber onde estou e quem sou eu e logo  um monte de turistas, que estão passando nos pés das dunas me fazem recobrar a memória. Os japoneses ficam rindo e apontando para mim e eu apenas faço cara de paisagem, viro as costas e volto a subir a duna atrás dos meus pertences, só não encontrei minha dignidade. Recolho tudo e volto a descer até chegar a um chafariz no vilarejo, onde aproveito para lavar meus olhos, enquanto eu próprio não me contenho e caio na gargalhada com o ocorrido.
                Quando chego de volta ao hotel, sou obrigado a me jogar dentro de uma banheira de águas frias e por lá ficar até que meus pés se acalmem das queimaduras e eu consiga me livrar de toda areia que foi entrando em cada orifício. Resolvido o problema, saímos para um passeio mais demorado. É possível nadar no lago ou mesmo andar com umas canoas ou pedalinhos, mas eu queria mesmo era experimentar uma descida de sandboard, uma espécie de surf na areia, onde você pode alugar uma prancha pagando míseros 5 reais por 1 hora. Eu já havia feito isso uns 20 anos atrás nas praias da Joaquina em Florianópolis, mas havia me esquecido que não era tão fácil parar em pé como eu pensava e só fiz cair naquela desgraça, rolar sem rumo e encher meus olhos e meu nariz novamente de areia. Mas já que havia fracassado no surf de areia, ficamos por lá para assistir ao pôr do sol, isso sim era sucesso garantido.
                Huacachina é mesmo especial, um lugarzinho legal para descansar , experimentar umas comidinhas diferente ou simplesmente não fazer nada e como não fazer nada já começa a me irritar, tratamos logo de pegar nossas tralhar e picar a mula para outras paragens, fomos rumo ao Oceanos Pacífico, lá para as bandas de Paracás, outro lugarzinho lindo, com caminhadas e pedaladas para belas praias de águas geladas, onde pelicanos fazem sua morada, mas essa é outra história, o certo é que uma viagem ao Peru tem a capacidade de mudar sua visão de mundo para sempre, ninguém vai ao Peru e volta a mesma pessoa.

       
       



               
               
       
    • Por Cláudia Toscano
      Bolívia não é um destino muito procurado.  Países onde há bastante pobreza infelizmente assusta e perdemos o que há de melhor nesses lugares, gente humilde e simpática e natureza ainda belíssima! 
      Fomos para Bolívia para pedalar no Salar do Uyuni e fazer um down hill na Estrada da Morte.  Juntamos um grupo de 9 pessoas, traçamos os custos, fizemos contato com empresas locais para dar estrutura ao pedal (sem isso não dá pra fazer) e seguimos viagem.  Escolher passagem aérea mais barata, nem preciso dizer, mas a que faz o melhor roteiro e o menor custo e tempo é a estatal Boliviana.  Saímos de Recife-São Paulo- Santa Cruz de La Sierra-La Paz.  Ficamos 3 dias em La Paz para conhecer, turistar e também se adaptar à altitude; são 3600 metros a 4200 metros de altitude.  O tempo todo temos que tomar chá de coca para aliviar o cansaço. E funciona mesmo!
      Depois de conhecer a cidade, o Vale da Lua (belíssimo), andar de teleférico é o ponto alto de La Paz.  Para mim, foi o melhor sistema de transporte em centros urbanos caóticos e de montanha como La Paz.  Não poderiam ter melhor ideia!. Além de ser um belo passeio.
      As comidas em La Paz não são muito confiáveis.  Refiro-me à higiene. Por isso é bom escolher bons restaurantes.  Nada de lanchonetes ou comida chinesa! Pão... todo ele é feito pelos indígenas.  É lei! Padaria não vende pão de fabricação própria. Apenas vendem o que os indígenas fabricam. Embora no país, a maioria da população seja mestiça, o Governo incentiva bastante as 36 nações indígenas existentes no país, para terem algum tipo de atividade econômica rentável! Mas, apesar de não ser muito higiênico o fabrico, eu comi e gostei. Uma delícia! rsrsrsrsrs.
      Seguimos numa van de aluguel para Santa Cruz de La Sierra e de lá para o Uyuni.  É um vilarejo que vive principalmente do turismo e artesanatos.  Contratamos no Uyuni a empresa www.nomadaexperience.com, cujos serviços são excelentes! Foram dois carros 4x4 , abastecidos de suprimentos, bicicletas de trilha alugadas por eles, com equipamentos.  Chegando no ponto de partida no deserto de sal, seguimos de bike até uma ilha no meio do Salar, também deserta e cheia de cactus.  No meio do caminho fizemos uma parada para almoçar.  A empresa Nomada Experience, preparou todo nosso almoço, armou uma tenda no deserto e ali matamos a fome e o cansaço.  Na volta, com o vento contra, ficou quase impossível pedalar.  O deserto de Sal, não é plano, parece que você está pedalando sobre pedras, mas de sal!  Foi uma experiência incrível!
      Voltamos para o Hotel de Sal no Uyuni, muito confortável, mas com as camas de sal... tudo de sal.  Muito legal!  À noite, jantamos numa pizzaria e no dia seguinte, seguimos para o cemitério de trens e seguimos para a mina de prata (hoje desativada). Subir a montanha pedalando na altitude é pesado mas conseguimos bem.  Melhor a volta pra cidade, 4200 metros de só descida! Bom demais! 
      No quarto dia voltamos para La Paz e de lá contratamos outra empresa para fazer a Estrada da Morte.  Eles nos pegaram no hotel num micro ônibus, junto com outros aventureiros.  Ao chegar no ponto de partida no pico da montanha a 4700 metros de altitude, confesso que me perguntei, porque escolher morrer agora? A adrenalina vai a mil!  A empresa nos deu todo equipamento, capacete, luvas, macacão e a bike de down hill. Começa a descida, inicialmente no asfalto, no acostamento da rodovia. São 20 km de asfalto até chegar à estrada de terra e muiiiiiiiiitas pedras.  A Estrada da Morte mata, mas é linda, maravilhosa! A paisagem de montanha e floresta é belíssima.  Tem algumas paradas para fotos fantásticas, mas na descida, nem pensar em olhar alguma borboleta no caminho.  Concentre-se na estrada.  Não dá pra frear o tempo todo.  Tem que reduzir nas curvas e seguir na descida.  Valeu muito! Amei a Bolívia e seus perigos! Não dá pra voltar, porque o mundo é grande e a natureza me espera!
       










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