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O deserto do Atacama foi um dos lugares mais incríveis que já conheci. Fiquei lá entre os dias 22 e 26 de Março de 2017.

Aconselho ficar pelo menos 4 dias lá. É que tem muita coisa legal pra fazer e se ficar menos que isso vai deixar de ver o essencial, então não compensa.
A cidade de San Pedro de Atacama é bem pequena e dá praticamente pra fazer tudo à pé nela.
 
ONDE FICAR:

O hostel que fiquei se chama LASKAR e os quartos compartilhados (3 beliches em cada quarto) custam em média 10.000 pesos chilenos por dia. Também possui quartos individuais, mas não sei o valor. Tem 2 banheiros compartilhados e sempre que usei estavam muito limpos. Tem tb uma cozinha com fogão, geladeira e talheres. Há duas vendinhas ao lado do hostel que dá pra comprar coisas básicas (água, pão, ovos, sucos, etc) e o hostel se encontra a 10min de caminhada do centro. Gostei muito do staff de lá! Um pessoal jovem e muito gente fina.
 
A principal rua de San Pedro de Atacama se chama “CARACOLES” e a maioria dos bares, restaurantes e agências de turismo estão nela.

PASSEIOS:

A primeira coisa que você tem que marcar ao chegar lá é o TOUR ASTRONÔMICO. É um tour de observação do céu que vale muito a pena. Só que ele não sai em dias de lua cheia ou se houver nuvens. Então tente fazê-lo o quanto antes pq se deixar para o final é capaz de não conseguir. 
Esse tour eu fiz com a agência SPACE (20.000 pesos chilenos) e foi maravilhoso. Como só havia brasileiros no tour o guia explicou tudo em português (muito bom, por sinal).

 Para os demais passeios a agência que escolhi foi a GRADO 10 (www.turismogrado10.com), que fica numa travessa da Caracoles, próximo à praça central.
 
Como fui em baixa temporada (Março/2017) achei melhor não reservar antes os passeios e deixei pra marcar tudo quando chegasse. E deu certo. Pedi um orçamento antes por e-mail e os passeios que eu fiz ficavam em:
 
GEYSERS DEL TATIO & POBLADO DE MACHUCA - 45.000 pesos chilenos
VALLE DE LA LUNA Y MIRADOR DE KARI - 20.000 pesos chilenos
LAGUNAS ALTIPLÁNICAS & SALAR DE ATACAMA - 50.000 pesos chilenos
LAG. CEJAR, OJOS DEL SALAR, LAG. TEBENQUICHE - 30.000 pesos chilenos

TOTAL: 145.000 pesos chilenos
Lembrando que cada uma dessas atrações tem uma taxa de entrada que é pago na hora (consulte os valores)

Havia um desconto se comprasse o pacote com os 4 passeios ficava tudo por 110.000 pesos chilenos
 
Mas quando eu cheguei lá na agência fechei os 4 passeios por 80.000! 
 
Gostei muito do serviço da GRADO 10! A Inês que me atendeu foi muito simpática e solícita. Os guias também são bem legais e muito informados. Mas eu acho que o diferencial deles é o veículo que nos leva aos passeios. Enquanto a maioria das agências te leva numa van, eles têm um caminhão IRADO e muito confortável. Dá pra até subir em cima dele pra tirar umas fotos e, dependendo do passeio, o motorista dá uma volta com a gente em cima.

Nos passeios que levam o dia todo a GRADO 10 disponibiliza um café da manhã ou um lanche no final da tarde. O café da manhã é farto, com pão, presunto, queijo, panquecas, chá, café, leite e suco. Dá pra bater um café reforçado que vai te deixar sem fome até a volta do passeio. O lanche do final da tarde é só uns salgadinhos (chips, amendoim, etc) e umas bebidas (suco, água e pisco sour).

Recomendo levar em todos os passeios ao menos 1,5 litros de água. Pode parecer muito mas o clima de lá é extremamente seco e vc vai precisar beber muita água. Nas vendas da cidade é possível comprar galões de 5 litros, que saem muito mais em conta. Daí é só colocar numa garrafa menor e levar nos passeios.

ROUPAS

Como em qualquer deserto do mundo, as temperaturas lá podem variar bastante. Pode fazer muito frio no começo da manhã e durante à noite e muito calor no meio do dia. O ideal é levar uma blusa tipo “fleece” e uma jaqueta corta vento. Aquelas calças que viram bermudas tb são muito boas e confortáveis. Sapato sempre fechado pq o terreno tem muitas pedras e é arenoso (esqueça chinelos, sandálias, papetes, etc). O passeio “Geysers del Tatio” saí muito cedo então faz muito frio. Reforce a vestimenta se for fazer ele - gorros e cachecóis podem ser muito úteis.

Não esqueça também roupa de banho e toalhas. No passeio da Laguna Cejar é possível nadar na Laguna Tebenquiche, uma experiência única uma vez que devido à quantidade de sal na água é impossível afundar. Vale a pena!

Protetor solar, boné e óculos de sol são INDISPENSÁVEIS.

COMIDA e BEBIDA

Na cidade há vários restaurantes. Comi num dia em um chamado “Delícias del Carmen” e pedi uma chuleta de porco com arroz e salada (8.000 pesos). Veio muito bem servido!
Outro dia fui a um mais chique, chamado “Adobe”, comi um frango com batatas e salada de champignon (uns 15.000 pesos). Não veio muito bem servido como o anterior, mas o ambiente era bem melhor.

Para economizar vale a pena comprar comida nas vendas e fazer o rango na cozinha do hostel ou hotel.

A maioria dos bares vão exigir que você consuma alguma coisa além das bebidas. Isso mesmo! Para conseguir uma mesa você tem que pedir algo pra comer e eles não deixar você sentar sem pedir ao menos uma porção. No entanto há UM bar (esqueci o nome) que é possível apenas beber, sem ter que comer algo. O bar fica na rua Caracoles e tem um monte de bandeiras e camisas de time de futebol penduradas no teto. Não tem como errar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Aproveite ao máximo seu tempo em San Pedro do Atacama. Se tiver uma manhã ou tarde livres entre um passeio e outro, alugue uma bicicleta e saia para dar uns rolês por volta da cidade.

Há muitos cachorros, na maioria de grande porte, pela cidade. Mas são todos mansos e não estranhe se eles entrarem nos bares e restaurantes.

Se tiver sono leve, não esqueça os protetores auriculares. Pq se ficar em algum hostel com quarto compartilhado a “sinfonia” de roncos pode atrapalhar seu sono.


Bom, acho que é isso! Deixo anexado nesse relado algumas fotos que tirei lá.

Espero poder ter ajudado!

Abraços e boa viagem!

Anselmo

 

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    • Por Mariana Por Aí
       

      Pensar em planejar uma viagem com bebê não parece uma tarefa das mais fáceis, não é verdade?
      Na prática, tudo o que envolve a vida de um bebê, principalmente para nós, pais e mães de primeira viagem, resulta em infinitas perguntas e poucas respostas.
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      Boa leitura!
    • Por marciog18
      Como eu já li vários relatos de viagem aqui no site do Mochileiros, resolvi também compartilhar um pequeno relato da última viagem que fiz.
      A viagem completa durou 17 dias no total. Sintam-se à vontade para comentar e perguntar. Sobre mim: tenho 30 anos, moro no Rio Grande do Sul e já fiz algumas viagens por aí.
      CLP significa pesos chilenos, BOL significa bolivianos e USD significa dólares.
       
      2/1/15 – Voo Porto Alegre – Guarulhos – Santiago
      3/1/15 – Voo Santiago – Calama e Transfer para San Pedro de Atacama
      4/1/15 – Passeio Vale de la Luna
      5/1/15 – Passeio Piedras Rojas e Lagunas Altiplanicas
      6/1/15 – Geisers El Tatio
      7/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 1
      8/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 2
      9/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 3
      10/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 4 – chegada em San Pedro de Atacama
      11/1/15 – Voo Calama – Santiago e Bus de Santiago a Valparaíso
      12/1/15 – Valparaíso
      13/1/15 – Passeio em Viña del Mar
      14/1/15 – Bus de Valparaíso a Santiago
      15/1/15 – Santiago
      16/1/15 – Santiago
      17/1/15 – Santiago
      18/1/15 – Voo Santiago – Guarulhos – Porto Alegre
       
      Saí no dia 2 de janeiro de 2015 de Porto Alegre. Como não deu pra encaixar o voo pra Calama no mesmo dia, passei uma noite no Don Santiago Hostel. É um hostel pequeno e simpático, só que não fica tão perto da Plaza de Armas, por isso, fiquei em outro hostel na semana seguinte. A vantagem é que fica próximo à Avenida principal de Santiago e ao ponto final do Centropuerto (bus do aeroporto) 1.500 CLP o trecho. Levei uns poucos pesos para o primeiro dia e o restante em dólares. Troquei na Rua Agustinas, cotação razoável. Vi que o real estava meio desvalorizado 1 R$ = 200 CLP. Por isso, acho que foi uma boa ideia levar USD: 1 USD = 608 CLP.
       
      No dia 3 continuei a viagem para San Pedro. O voo da Lan comprei direto no site chileno deles, que é mais barato do que comprar pelo site da Tam. Chegando em Calama, eu já havia reservado um Transfer com a TransLicancabur 20.000 CLP (ida e volta). Eu acho que foi a melhor escolha, porque às vezes vale a pena gastar um pouco a mais para ter mais praticidade, agilidade e conforto.
      Cheguei em San Pedro e logo percebi que a cidade estava cheia de brasileiros. Lotada mesmo. E muitos deles fazendo o primeiro mochilão ou primeira viagem internacional. Fiquei no Hostel Mamatierra e gostei bastante. Fica a 10 minutos a pé da rua principal Caracoles, tem um mercadinho ao lado (frutas, pão, frios, chocolate, cerveja etc). Eles fazem café da manhã para quem sai mais cedo para os passeios, mas é necessário solicitar. O único ponto negativo é que as paredes de barro são finas e é possível ouvir o pessoal saindo cedo (4h30, 6h ou 7h) para os passeios. Um casal de brasileiros (no hostel) me recomendou (pré) reservar logo o passeio do Salar de Uyuni. Acabei fazendo isso com a World White Travel e mais adiante contarei mais detalhes

    • Por Karine Porto Lopes Ono
      O Mochileiros foi uma das principais fontes de informação das minhas pesquisas para montar meu roteiro ao Chile e desde antes da viagem eu já estava determinada a voltar aqui e retribuir com o meu relato. Algumas informações são bem fáceis de encontrar e até repetitivas, então vou tentar focar nas coisas sobre as quais eu tinha dúvidas quando estava montando meu roteiro, que eu buscava e não encontrava informações, além de algumas dicas que pude tirar da minha experiência. Como vou pular informações mais básicas dessa viagem, sugiro que se vc ainda não pesquisou muito, leia outros relatos e blogs primeiro! =)
      A primeira dica é pra quem viaja de cidades onde a Aerolineas Argentinas opera. Eu e meu marido saímos de Curitiba e optamos por voar pela Aerolineas porque todos os voos tinham conexão em Buenos Aires, no Aeroparque, que não é o aeroporto principal da cidade mas é perfeito porque fica pertíssimo do centro. Nosso destino era Santiago, mas aproveitamos pra escolher a opção de voo com a conexão mais longa (cerca de 23 hrs) para dar um passeio em BsAs. Fizemos isso tanto na ida quanto na volta. Estava receosa quanto ao serviço da companhia, mas me surpreendi com ela! Todos os trechos foram ótimos, fomos muito bem atendidos tanto nos check ins quanto a bordo. O espaço era dentro do normal, as aeronaves pareciam novas, alguns trechos tinham tv com filmes e séries e todos tinham lanche - bebida e uma caixinha com dois sanduíches de manteiga, queijo e presunto, um alfajor e uma balinha. Chegando no Aeroparque, tentamos chamar Uber mas não havia carros na redondeza - nem na ida nem na volta ao Brasil. Então pegamos um taxi que, graças a Deus, não era de um taxista malandro como o da volta - e pelo que ouvi falar, como muitíssimos outros em BsAs.  Aí vem a segunda dica importante. A corrida do Aeroparque ao Centro, na bandeira normal, marcada no taxímetro do primeiro taxista , deu 37 reais. Sim, eles aceitam o pagamento em reais, o que nos ajudou muito, porque só levamos uns poucos trocados em pesos argentinos, já que ficaríamos em BsAs apenas algumas horas. Esse taxista da ida marcou a corrida no taxímetro e, chegando no hotel, fez a conversão considerando o cambio do dia. Saiba a média do cambio quando for viajar pra não ser feito de trouxa. Foi ótimo ter pego esse taxista na ida, porque no retorno, voltando do Chile, pegamos um taxista e só confirmamos antes de entrar no carro se ele aceitava em reais. Ele disse que sim e entramos, crentes que o esquema seria o mesmo do outro taxista. Quase morremos do coração quando chegamos e ele nos passou o valor de 90,00, ignorando o valor em pesos que o taxímetro marcava! Brigamos, batemos o pé, ele tentou nos enrolar de todas as maneiras e nós gastamos todo o nosso portunhol nos negando a pagar esse valor. No fim, acertamos a corrida em 70,00 e até hoje xingamos ele qnd lembramos. Enfim, apesar disso, não nos arrependemos dessa esticadinha na viagem pra visitar BsAs. Com a proximidade do aeroporto, é possível conhecer os principais atrativos da cidade, mesmo que não tão a fundo. Outra vantagem é que por ser conexão as malas vão direto pro destino final, então só precisa separar uma mudinha de roupa e escova de dente pra deixar na mochila com você. Chegamos num fim de tarde e fomos pro hotel onde passaríamos a noite, o NH Latino, que foi de longe o melhor lugar que dormimos nessas férias. Fica do lado do Obelisco. Fizemos check in e saímos pra dar uma volta. Fomos andando até a Galeria Pacifico, comemos por lá, demos mais uma andada pela Calle Florida e voltamos pra dormir. No dia seguinte, acordamos relativamente cedo pra podermos visitar o máximo de lugares possível. Nosso voo para Santiago era às 16h15. Saímos umas 9h30 do hotel e fizemos tudo andando. O roteiro foi: Obelisco - Teatro Colón - Plaza San Martin - Plaza de Mayo - Puerto madero - Paseo de la Historieta - San Telmo (era domingo, dia da feira). Chamamos um Uber por volta de 14h30 mas devíamos ter ido mais cedo por segurança.
      Para os quatro dias que ficaríamos em Santiago, reservamos um apto pelo Airbnb (se vc se cadastrar através deste link, ganha 100,00 de desconto na primeira reserva!! www.airbnb.com.br/c/karineo604). Valeu muito a pena porque além de sair muito mais barato que hotel (pagamos 604,00 por 5 noites pq ganhamos 100,00 de desconto de indicação), também economizamos com comida. Não ligo muito pra comida diferente nem tenho curiosidade com restaurantes chiques. Compramos pão, café, pizza pré pronta, frutas e snacks e nos viramos no ap mesmo em quase todas as refeições.O ap era no Centro, cerca de 15 min andando do Palacio de la Moneda. Há vantagens de ficar no Centro, mas depois de conhecer a cidade acredito que o bairro da Providencia seja uma opção melhor para se hospedar. É mais bonito e agradável. A locomoção em Santiago é muito fácil porque o metrô é super eficiente. Para o trajeto aeroporto - apto, fomos de van com a Delfos. Só vale a pena pra quem viaja sozinho. É apertado, desconfortável e demorado, pq vai parando pra deixar o povo. Em casal, seria melhor pegar Uber, mas por algum motivo não conseguimos conectar no wifi. Não sei quanto sairia o taxi. Nosso roteiro para esses 4 dias foi:
      Dia 1 - Centro: La Moneda para fotos, Agustinas para trocar $ (não troque $ no Brasil, troque na Agustinas!) - pegamos taxas péssimas agora em Agosto, variando de 185 a 188. Teria sido muito mais vantajoso ter comprado dólares do Brasil e levado pra trocar dólar por peso lá, mas isso varia muito, então pesquise as taxas qnd vc for. Depois andamos até a Plaza de Armas e depois até o Cerro Santa Lucia. No fim da tarde não sentia mais meus pés!
      Dia 2 - Reservamos ainda no BR dois passeios - Cajon del Maipo e Valle Nevado + Farellones. Cortamos do nosso roteiro os clássicos passeios às vinícolas e ao litoral. O primeiro porque não gostamos de vinho e o segundo porque, sinceramente, aquilo é só pra jogar $ fora. Não tem nada de interessante e todo mundo que vai diz que não vale a pena. Mas enfim, deve ter quem goste. Eu não queria ir só pra dizer que fui. Reservamos os passeios com a Viaja Brasil ainda no Brasil mas se vc tiver mais tempo na cidade dá pra pesquisar e fechar lá mesmo, o assédio das agências nos pontos turísticos é gigante, chega a ser irritante. Opção não falta. Pelo que vimos o pessoal que fechou o passeio lá pagou o mesmo que nós pagamos (43.ooo CLP p/ pessoa pelos dois passeios), mas na época que reservei o preço estava anunciado como promocional. Para esse dia reservamos o tour a Cajon del Maipo + Embalse el Yeso. A guia era péssima, mas o lugar é lindo! Dica: O guia vai parar num lugar que aluga botas. Não precisa!!! Apenas vá com um calçado que vc não tenha dó de sujar. Aliás, taneu não aluguei nada nem para Cajon nem para Valle / Farellones. Comprei pelo Aliexpress uma bota de neve q saiu 56,oo e umas calças bem quentinhas por menos de 20,00 cada e foi mais que suficiente. Para alugar, vc paga algo em torno de 40,00 para cada item, por passeio!! Mto melhor comprar no Ali, usar em tds os passeios e guardar para uma próxima viagem.
      Dia 3 - Tour para Valle Nevado e Farellones. Quando reservei, o passeio já incluía os dois locais, mas eu recomendo fortemente que se, como eu, você também não esquia, vá somente para Farellones. Basicamente, é um parque de diversões só que apenas com brinquedos de neve. Tem tubing, esquibunda, tirolesa, bicicleta de neve e teleférico. O passeio começa com Valle Nevado, onde a gente vai só pra tirar foto, e depois desce pra farellones, chegando lá já na hora do almoço. Pouco depois das 15h já tem que voltar pra van, então não dá tempo de aproveitar quase nada. Se eu fosse de novo, tirava Valle nevado do roteiro com certeza.
      Dia 4 - De manhã aproveitamos para dormir até mais tarde porque os dois passeios dos dias anteriores começaram super cedo. Demos mais uma volta no Centro e pegamos o metrô para o Patio Bella Vista. Almoçamos perto de lá e fomos para a fila do funicular para o Cerro San Cristóbal, que é bem pertinho do Patio. Tem opções diferentes de bilhete - sem teleférico, com teleférico de ida e volta, ou só de ida... Compramos somente ida com teleférico, porque o teleférico leva até o outro lado do parque, que é pertinho do Sky Costanera, nosso próximo destino. Assim fizemos um passeio bem gostoso de teleférico e economizamos no metrô! Passeamos um pouco no shopping (só um pouco porque não é muito nosso estilo de passeio e tbm pq o orçamento estava apertado, mas o shopping é imenso e cheio de lojas maravilhosas pra quem curte compras e tem grana pra gastar). Uma dica é comprar o bilhete para o mirante antecipadamente para a hora que deseja subir. É possível fazer isso. O bilhete fica válido por uma hora para entrada a partir do horário que vc escolher. Compramos para as 17h00 pq queríamos subir perto do horário do sol se por, assim pegaríamos a vista de dia, do por do sol e de noite.
      Dia 5 - Dia de voar para Calama! O voo era às 14h45 e tínhamos que entregar o ap e sair por volta de 12h00. Não queria ir embora sem ver a troca de guarda no La Moneda. A troca acontece sempre às 10h, dia sim dia não - num mês acontece nos dias pares, no outro, nos ímpares. Tem que pesquisar quando será qnd vc for. Vale muito a pena, é super diferente e interessante. Deixei minhas malas tds prontas na noite anterior e fui assistir. Voltei antes de acabar para não me atrasar. Fomos pro aeroporto de Uber. Comprei as passagens Santiago - Calama pelo site chileno da Sky, que era a opção menos cara, mas fiquei surpresa com os preços, bem mais altos do que os que vi o pessoal relatando nas minhas pesquisas. É caro, o espaço pras pernas é mega apertado e não servem nem uma balinha no voo. O despacho da bagagem é pago à parte e claro que vc precisará desse serviço, então já compre isso qnd comprar sua passagem online, pq se deixar pra comprar na hora vai pagar bem mais caro. Se quiser ver a Cordilheira enquanto voa, marque assento do lado direito do avião (direito para quem está sentado), mas saiba que tbm tem que pagar pra marcar assento... Para o trajeto Calama - SPA, reservei ida e volta com a Licancabur, que foi a única empresa q me respondeu. Era a q tinha mais passageiros, mas o ônibus q nos levou  era feio e velho, e as vans das outras agências pareciam bem mais novinhas e bonitas. Mas enfim, eles fizeram o serviço. O preço de todas as empresas é o mesmo. Chegamos em SPA já no comecinho da noite, fizemos check in e fomos correndo pra Caracolles pq queríamos fechar os passeios pra começar a passear no dia seguinte, pois teríamos só 4 dias inteiros lá. As agências começam a fechar por volta das 21h mas algumas ficam até mais tarde.
      Sobre os passeios, acho bom já ir pesquisar sabendo o que quer e o que não quer fazer e tbm acho melhor fechar tudo com uma agência só, que dá pra conseguir um precinho bacana pelopacotão. No nosso caso, tivemos duas más notícias: 1. era lua cheia e por isso o tour astronômico não estava sendo feito, e tbm não veríamos o famoso céu estrelado do Atacama, e 2. por conta de uma nevasca braba há alguns meses, não dava pra visitar as Lagunas Altiplanicas - mas pelo menos dava pra chegar perto da Miscanti. Os passeios que fehamos foram 1. Valle de la Luna, 2. Salar de Atacama + Piedras Rojas + Lagunas Altiplanicas, 3. Laguna Cejar + Ojos del Salar + Laguna Tebinquinche, 4. Salar de tara, 5. Geysers. Muita gente deixa o Salar de Tara de fora do roteiro, pela distância ou preço, mas se tiver a oportunidade, não deixe de ir. Vale muito a pena! Apesar do Atacama todo ser maravilhoso, o Salar de Tara foi o único lugar que me fez parar de tirar fotos pq eu simplesmente não conseguia parar de admirar aquilo tudo. É lindo demais! Sobre as agências, a maioria delas tem o mesmo padrão e perfil, tanto nos guias quanto nos passeios... quase tds mandam os turistas pra outras agências qnd não fecham grupos.. As que se diferenciam são aquelas beeem mais caras, com caminhãozinho, roupãozinho e tal. Como não ligo mto pra essas coisas, estava mais interessada nas paisagens em si, meu critério acabou sendo o preço mesmo e uma empatia mínima que fosse com o local e vendedor. Para esses passeios que eu citei, os preços passados por 6 agências variaram de 100.000 a 140.000 CLP por pessoa. Fechamos com a Atacama Explora que ofereceu o menor preço e nos passou confiança na hora. Alguns guias foram bons, outros ruins, alguns lanchinhos foram bons, outros não, mas os lugares eram todos incríveis! O Atacama é mesmo espetacular, surreal!
      Sobre a hospedagem, ficamos no Hostal Desert, que fica a uns 15 min andando da Caracolles, o que não teria sido um problema se não fosse inverno! O frio judiava qnd saíamos para jantar! Qnd reservei, pensei que seria interessante ficar afastada do movimento e poder observar o céu estrelado (o que não rolou por causa da lua cheia), fora que o preço estava melhor do que os hostals da Caracolles. A hospedagem foi ok, nada de especial mas tbm nada a reclamar. A limpeza era boa e o café da manhã bem satisfatório. Pelo que pesquisei antes, o Desert está no mesmo padrão da maioria. 
      Sobre lugares pra comer, o grande esquema em SPA é sair andando e vendo os menus do dia de cada lugar - uma refeição completa, com entrada, prato principal e sobremesa, que vc escolhe dentro de algumas opções, por um preço único, a partir de 5.000 CLP. O lugar mais barato q encontramos nesse estilo foi a Pica del Indio, 5.000. o Chiloé tbm é mto bom e o menu do dia era 6.000.
    • Por Ingrid barroso
      Comprei minha passagem com MT antecedência paguei 3000 mil em duas passagens ida e volta partindo de Teresina . fechei o hostel tbm com MT antecedência e foi super em conta ! Meu hostel se localiza na Av San António bem no centrão mesmo ! 
       
      Dia 07 de agosto de 2017 
      Dia 01 . 
      Cheguei em Santiago de madrugada ... Meus planos era ir de onibus (metrobus. Ou centropuerto as empresas que fazem linha ) e metro ..só q houve um imprevisto com a latam e acabaram mudando o horário do meu voo . 
      Logo Qndo cheguei troquei 100 reais (cambio estava baixíssimo 163 pesos ) para a empresa de transf.  Escolhi a Delfos que fica do lado da TRANSVIP que eh a mais famosa . a Delfos estava mais barata . esperamos a van encher e fomos pro hostel . 
      De manha conhecemos a cidade a pe .. Fomos na plaza de armas (200 m do hostel)  avenidas populares ... E na angústias trocar dinheiro .. Fomos informados que a melhor casa de cambio seria a laser (a laser da esquina pois tem outra que não sei por qual motivo .. Nunca eh vantajosa)  no primeiro dia trocamos a 189 pesos .. E comprovadamente nos outros dias ela sempre foi a mais vantajosa . 
      Conheci o cerro de santa Lúcia ..fui na loja de turismo que já tinha fechado por zap aqui no Brasil ... E fui super bem atendida . 
      Gente comida no Chile ehhh MT caraaaa.  Olha que meu estilo de viagem eh económica . bem mochilao mesmo ! 
       
      Dia 02 
      Fomos ao primeiro passeio . embalse ! Cajon del maipo.  Amei ... Ooow lugarzinho lindo ! A empresa nos pegou 6 da.manha. a guia era um amor . brasileira . na volta atravessamos um túnel na beira da estrada onde tem uma lenda .. (Não lembro detalhes ) e na volta pedimos pra ficar no Sky costaneira.  Ficamos la de 4 e meia a 7 horas . a tarde estava linda ! Pagamos em media 50 reais por pessoa para subir . vimos o por do sol . .. Mágico ! 
      Dia 03
      Fomos a Valle nevado e fareellone.  Uma dica : não tem graça nenhuma vale nevado (a não ser que vc seja um esportista de Sky profissional ) eh apenas um hotel .. Uma pista de esky no qual não pode pisar pedestres . e tem apenas um cantinho com neve q se pode tirar fotos . passamos uma hora la e descemos para farrellones.  
      Super divertido ... Tirolesa .. Skybunda. . Teleférico .. Pagámos mais 100 reais por pessoa para poder entrar no parque . Ooow dinheiro bem gasto !!!! Amei .. 
      Dia 03 
      Fomos paara vina del mar e Valparaíso.  Não gostei MT pois estava chovendo mt1.. Mais as cidades são encantadoras ...
      Dia 04 
      Fomos a vinícola santa Rita . fomos por conta própria .. Eh MT fácil . basta descer na estação de metro las Mercedes e pegar um onibus na porta da estação . Não tem perigo de erro . a vinícola eh linda ... Nos pega na entrada de charrete.  Super bem explicativo o passeio .
    • Por eduardo duarte
      Eduardo – 50 anos – Funcionário Público
      Sônia Vargas – 50 anos - Comerciante
       
      Duas histórias distintas, mas com tudo a ver. Ambos separados, com filhos criados e uma vontade em comum: Fazer diferente.
      Apesar das marcas que o tempo se encarregou de deixar em cada um, pelo passar dos anos, a carcaça já não é mais a mesma, mas o pensamento…
       
      O pensamento de recomeçar e fazer o que a mente ainda é jovem, nos diz.
      Estamos juntos a pouco mais de um ano e a cada dia a cumplicidade aumenta e a vontade de viajar somaram-se, portanto estamos duas vezes mais dispostos.
       
      E foi isso que nos moveu a fazer uma trip nos moldes mochilão. (e podem ter certeza, não pararemos mais).
       
      Tenho acompanhado vários relatos por aqui, com dicas importantes que certamente nos ajudaram assim como ajudam vários outros mochileiros, entretanto, peço licença para fazer um relato um pouco diferente…
       
      Digo isto porque as pessoas (invariavelmente todas) , ficavam surpresas ao saberem de nossa história e da maneira como viajamos.
       
      Encontramos muita gente pelo caminho. Uns turistando, outros mochilando, outros a trabalho, enfim… e quando nos perguntavam como estávamos viajando, logo dizíamos que estávamos viajando de carona.
      - A dedo???
      - Sí. A dedo!!!
      - Nooo… no creo…
      - Sí, creas porque es verdad!!!
       
      E assim seguia a conversa. Nos perguntavam se não tínhamos medo, se não era perigoso e outras tantas perguntas que rendiam boas horas de conversa.
       
      Tínhamos exatos 23 dias para fazer a trip, pois precisávamos voltar ao trabalho em 07/08/17.
      Para que não perdêssemos um segundo sequer, dividimos a trip em duas partes:
      a primeira era sair logo do Brasil e chegar a Colonia del Sacramento no Uruguai. Esta primeira parte fizemos de carro. Foram mais ou menos 780 km de Pelotas-RS até Colonia.
       
      Saímos sábado 15/07/17 as 11:16 e chegamos em nosso destino por volta das 21:45. Pronto. Estamos no Uruguai. Agora só vai…
      Uma boa ducha no Hostel El Español, Rua Manuel de Lobo 377, Colônia do Sacramento - e cama. Compartilhamos o quarto com dois franceses e um uruguaio.
       

      Domingo (dia 2) passeamos pelas belas ruelas de Colônia, vimos um lindo pôr do sol e bebemos um bom vinho no jantar ( feito por mim, aliás eu fui o cozinheiro oficial e único da trip, rsrsrs)

      Calle de los Suspiros -Colonia del Sacramiento

      Pôr do sol em Colonia del Sacramiento
      Segunda-feira, (dia 3) após o desayuno (café da manhã), partimos para Buenos Aires via Rio de La Plata. Atravessamos pela Seacat. Chegamos à capital porteña no final da manhã e fomos direto a Rua Florida, a poucos minutos de Puerto Madero. Precisávamos cambiar, pois não tínhamos nenhuma moeda de peso argentino. Mal sabia eu que ali começaria o primeiro perrengue…
       
      Depois de quase quarenta minutos na fila, finalmente consegui cambiar. (R$ 1 por ARS 4,60). Dali saímos com nossas mochilas ás costas por quase 4 km até encontrar o Rock Hostel, ( Av. Rivadavia 1587, próximo ao Congresso Nacional – Telefone +54 11 4382-6345 ) que seria nosso endereço por três dias na capital argentina.
      Subimos os vários degraus até a recepção e quando o rapaz me pediu o RG para fazer o checkin, eis a surpresa!!! Cadê? Procura daqui, procura dali e nada… fizemos o checkin com o RG de Sônia Vargas. E agora? Como saio da Argentina e entro no Chile sem documento? Como retorno ao Uruguai??? Só restava uma esperança, ligar para casa de câmbio e perguntar. Foi o que fiz.
      - “No señor, no prestamos información por teléfono”… putz…
      Só nos restou caminhar até a Rua Florida novamente. Chegamos a casa de câmbio e perguntei a um rapaz se havia ficado um documento por ali.
      - Espera un momento que voy a averiguar. ¿Quién te atendió?
      - Un chico con tatuajes.
      E eis que o muchacho veio com o documento na mão! Ufa!!!
      Eu precisava de uma cerveja. E fui em busca de uma Quilmes!!!
       
      Voltamos ao Hostel, tomamos um ducha, descansamos um pouco, fizemos uma janta e nos convidaram para ir a “La Bomba” - um espaço de shows - tinha uma banda tocando – Ali conhecemos uma galera do mundo. Tinha umas gurias da Àustria, Hungria, Bélgica, França, etc e claro, muuitos argentinos, rsrsrs. Dali fomos a uma boate e dançamos até a carcaça não aguentar mais. Hostel. Descanso.
       
      No outro dia (dia 4) demos uma banda no Cemitério da Recoleta e pudemos apreciar os imponentes mausoléus e suas histórias. Depois fomos ao Caminito no Bairro de La Boca.

      Namorando no Cemitério da Recoleta

      Rolê no Caminito
      Quarta-feira (dia5) saímos do hostel e fomos em direção a RN7. Depois de alguns sobe e desce de metrô e ônibus, chegamos ao Terminal Las Piedras, onde compramos passagens para Junin, 270 km de Buenos Aires. Chegamos por volta das 15:00 e conseguimos de imediato uma carona para fora da cidade ( nossa primeira carona – cerca de 8 km).
      Não tivemos dificuldade para conseguir carona. As bandeiras do Brasil amarrada nas mochilas foram nosso passaporte para não esperar mais do que cinco minutos entre uma carona e outra.

      Chegamos na estrada as 15:20 , a segunda carona até Teodelina, 83 km de Junim, veio em seguida. Juan Pablo foi nosso chofer...Chegamos as 16:40. 16:47 a terceira carona até Villa Canãz. Um simpático casal de idosos, Juan Carlos e Matilde. Chegamos as 17:07. A quarta carona veio exatamente 4 minutos depois. As 17:11 estávamos a bordo de um Peugeot, dirigido por um tiozinho – sr. Alfredo - de un setenta e poucos anos. Aí veio o segundo perrengue:
       
      O tiozinho entrou contra mão, subiu canteiro e estava muito motivado ( pra fazer uma m…) depois de vários kms, percebi que o veínho tinha bebido umas e outras, mas aí… estávamos no meio do nada e o jeito foi rezar… O susto maior foi quando ele simplesmente não viu uma carreta… Lhe dei um grito e ele conseguiu parar a tempo… silêncio… andamos com ele por cerca de 76 km. Os piores de toda a trip. Muita tensão… Mas enfim, talvez tivéssemos sido “escolhidos” para salvar-lhe a vida… ( queremos pensar que sim ). Preferi não publicar a foto do sr. Alfredo.
      O alívio veio junto com o desembarque. Caminhamos por cerca de quarenta minutos em busca de um lugar para passar a noite. Encontramos o Hotel del Lago. Calle Azcuénaga 740, Venado Tuerto, Santa Fe, Argentina- Teléfono 54 3462 42-2276. Uma ducha, uma banda e um lanche. Um lomo como dizem por lá (pão recheado com carne, ovo frito, legumes e condimentos ) e uma Stella Artois bem gelada!!! Depois berço. Ainda tínhamos muito para andar até chegar em Santiago.
      Quinta-feira (dia 6) saímos as 08:20, caminhamos um pouco e pedi uma informação a um senhor e ele prontamente nos deu uma carona até a saída da cidade, algo em torno de 5 km.
      09:23 conseguimos a sexta carona até a cidade de Laboulaye, 200 km a frente, onde chegamos as 11:26. Viajamos por cerca de duas horas com os vendedores de carros Sebastian e Ruben.

      11:30 embarcamos na sétima carona. 560 km até Mendoza. Julio e Day viajavam em férias para esquiar no Chile. Contamos como havíamos chegado até ali e a partir daí a conversa fluiu. Tinhamos fome e Julio parou em um local onde um senhor assava umas carnes. Compramos um pão recheado com carne assada (que Julio fez questão de pagar) e seguimos viagem. Boa conversa, mate e boas risadas.

      Chegamos em Mendoza as 17:00. Desembarcamos próximo a um monumento com um condor. Dali andamos até encontrar o terminal de ônibus. Algumas informações, mapa da cidade em mãos e lá fomos nós, encontrar o ponto de ônibus que nos levaria ao centro. Achamos facilmente o hostel. Hostel Mendoza Inn - Av Villanueva Arístides 470, 5500 Mendoza, Argentina – teléfono 54 261 420-2486.
      Entra
      Entrada da cidade de Mendoza ao entardecer
      Acertamos a estadia e fomos ao mercado. Compramos mantimentos para o jantar e claro, umas garrafas de vinho, afinal de contas, estamos em Mendoza onde se produzem os melhores vinhos da Argentina (e ninguém é de ferro, né?).
      Hostel de muitíssima “buena onda”. Galera animada, e muito bate papo com os novos amigos franceses, peruanos, uruguaios, carioca, paulista, etc.
       
      Sexta-feira (dia 7). Uma passeada pela cidade, fotos e coisas amenas, como pegar ônibus errado por duas ou três vezes, muita risada e muito alto astral. Visitamos o Cerro da Glória onde avistamos pela primeira vez a Cordilheira dos Andes. Inesquecível.

      Sábado (dia Decidimos ir para Santiago. Compramos uma passagem para Uspallata, última cidade da argentina em direção oeste pela RN7 a 114 km de Mendoza. O ônibus da empresa Buttini e Hijos saiu as 10:36 e… no meio do caminho quebrou. Cerca de meia hora parados e o motorista nervoso, pois estávamos no meio das montanhas ao lado do Rio Mendoza (um belíssimo lugar a propósito) e não tinha sinal de celular.

      Ônibus quebrado entre as montanhas
      Me afastei um pouco e botei o dedo a funcionar. Coisa de cinco minutos encostou um carro que ia justamente para Uspallata. Era a oitava carona. De pronto Nicolas Mestre nos deu sinal de positivo. Corremos no ônibus pegamos nossas mochilas e embarcamos no Gol exatamente as 13:09. Chegamos as 14:05. Descansamos um pouco no comércio de Gustavo (pai de Nicolas) e nos preparamos para seguir em frente. Tínhamos que andar cerca de 2km até a aduana onde os caminhoneiros fazem os trâmites de cargas. Eis que sugiu a nona carona. Um rapaz nos ofereceu carona até a aduana o que prontamente aceitamos.

      Nico, nosso novo amigo
      Chegando na Aduana, conversei com alguns caminhoneiros para entender como funcionava o negócio por ali e voltamos para a estrada.
      Enquanto caminhávamos, vi um caminhão se aproximar e de pronto estiquei o dedão. Redução de marcha, pisca-pisca acionado, luz de freio acesa e aquela coisa gigantesca estacionando… corremos e quando o motorista abriu a porta, já deu um sorrisão e perguntou; São brasileiros? Siiimmm. Então subam… Aí começou nossa amizade com Laureano, de Quaraí-RS.
      Eram 14:51 e não tínhamos comido. Laureano não titubeou, estacionou o caminhão, abriu a caixa de mantimentos e nos ofereceu ovos cozidos, bolachas e refrigerante. Aceitamos no ato. Depois da parada, seguimos em um bate-papo super animado com nosso novo amigo, regado a chimarrão (do Laureano) e balas… As 19:30 chegamos a Los Andes, já no Chile. A carreta não podia seguir viagem, por causa do horário e tinha de ficar em um estacionamento (parqueadero – como chamam os caminhoneiros). Como havia anoitecido e estávamos longe do centro da cidade, Laureano me deu umas notas e moedas de pesos chilenos, algo em torno de R$15,00, para pagarmos o táxi. Que sujeito fantástico!!!!

      Lauerano nos ofertando o almoço
      Encontramos um hotel na avenida principal. Hotel Alameda, Avenida Argentina, 576.
       
      Domingo (dia 9). Como não havia café da manhã, após esperar até 10:30 (Chile tem uma hora a mais) para a abertura do câmbio, tomamos um café em uma lancheria. (um assalto, diga-se de passagem) duas taças de café com leite e seis enroladinhos pequenos, nos cobraram o equivalente a R$30,00. Voltamos ao hotel, pegamos nossas mochilas e fomos para a rodoviária. Compramos as passagens para Santiago e embarcamos as 13:28 no confortável ônibus da empresa Pullman. Pagamos 5000CLP, o equivalente a R$60,00, para percorrer os 80km até Santiago. (cada passagem foi o preço do nosso glorioso café da manhã…)
      Chegamos a quinta maior cidade da América do Sul, com seus mais de 6 milhões de habitantes. Na rodoviária compramos o cartão para o transporte coletivo (serve para metrô e ônibus) como em Buenos Aires, conseguimos um mapa com as linhas do metrô e lá fomos nós… Desembarcamos no centro… e agora? Pra que lado vamos? Entramos em um hotel luxuoso e de pronto um dos rapazes gentilmente nos recebeu:
       
        Gentilmente nos conduziu ao saguão, nos passou a senha da internet e ficamos navegando, na tentativa de nos localizar. Como se não bastasse, o rapaz se aproxima com dois copos de limonada e nos oferece. Ali entendi que estávamos em um país civilizado e com pessoas gentís. E assim foi durante toda nossa estada no Chile. Precisávamos encontrar o hostel. Longe. Longe. Entramos e saímos do metrô um par de vezes, entramos e saímos de ônibus outras tantas vezes, até que uma senhora ouviu nossa conversa e percebendo que estávamos perdidos, resolveu ajudar e nos deu a orientação correta( haviamos perguntado ao motorista do ônibus e ele estava nos levando em sentido oposto, ou seja, o cara não tinha a menor idéia onde era a rua que procurávamos…)
      Outro ônibus. Dirigido pelo senhor Hector. Simpático, puxou assunto e disse que havia morado cinco anos em São Paulo, onde trabalhava como decorador de ambientes. Ele também não tinha a menor noção onde era a tal Rua Hamburgo, mas isso não foi problema. Parava ao lado dos táxis e perguntava. Dali a pouco embarcava alguém e perguntava de novo, e assim fomos conversando, perguntando até chegarmos a tal Rua Hamburgo. Um motorista de ônibus – que fazia questão de falar português – fez toda a diferença no nosso domingo de chegada a Santiago. Outra vez a gentileza prevalecendo.
      Caminhamos uns vinte minutos até chegar no Parron Decolores Hostel, Rua Pascual Baburizza 501, 7790546 Santiago, Chile. Cansados, com fome e sem grana, recebemos duas notícias: como não tinhamos reserva, poderíamos ficar somente por aquela noite e a pior delas: tinha que pagar na hora. (nós outra vez não tínhamos um centavo chileno). A gentil Meri nos indicou uma casa de câmbio em um shopping a dois quilômetros dali. Adivinhem… Lá fomos nós, dar uma esticadinha nas pernas…, mas valeu. Compramos alguns mantimentos para o jantar e claro, duas garrafas de vinho, afinal estar no Chile e não beber vinho…

      Segunda-feira (dia 10). Estávamos outra vez com nossas mochilas, entrando no metrô em direção ao Bairro Brasil. Depois de alguns quarteirões, chegamos ao Hostel Brasil. Havíamos reservado pelo Booking.com. Fomos atendidos por Soniel, um haitiano que também já havia morado no Brasil e falava bem português. Depois de muita conversa sobre o valor que havia na reserva e o valor que ele nos cobrava, resolvemos dar uma olhada nas acomodações… arghh… pensem em uma espelunca. Sujo. Aliás, imundo. Não teve jeito… fomos embora. Estávamos novamente na rua e sem reserva de hostel… sentamos em umas cadeiras de um restaurante ao lado e utilizamos a internet, comemos alguns ovos cozidos e fomos novamente à luta, perguntando aqui e ali, chegamos ao Happy House Hostel, Rua Moneda 1829, Centro de Santiago, 8340493 Santiago, Chile. Pensem em um lugar agradável. Sem dúvida o melhor que ficamos em toda a Trip. Super recomendo. (ah, e pelo mesmo valor do outro ali acima…).

         

       
      Nos acomodamos e fomos outra vez em busca de câmbio. Rua Augustinas próximo ao Palácio La Moneda (casa do governo chileno). Há várias casas de câmbio por ali. Cada Real valia 185CLP. Passeamos pelo calçadão, algumas fotos e supermercado… mais uns vinhos, janta e convivência com as pessoas que chegavam para preparar seus jantares. Conhecemos muita gente bacana. Fizemos algumas amizades, em especial o Gabriel, carioca da gema e o Eric, de Concepción - Chile.

      Terça-feira (dia 11).Fomos até a rodoviária e compramos passagens para Valparaíso. Na chegada fomos abordados por uma gentil senhora que nos ofereceu um mapa e dali, nos vendeu um tour por Viña del Mar e Valparaíso. Aceitamos e fechamos por R$54,00. Um grupo super bacana. Tinha gaúchos, cariocas, mineiros, equatorianos, argentinos, americanos...e o guia era uma figuraça. Tivemos seis horas de stand up privado. Camilo é muito engraçado. Nos passava as informações de uma forma muito peculiar e muito bem humorada!!!
           

      Estádio Sausalito - Viña del Mar - Chile


      Mirador a 150m de altidude. Dá pra ver boa parte de Viña del Mar e tirar uma fotos.
      http://www.museofonck.cl/new_site/  -  Museu Fonk Mohay
      Lápis-lazúli ( uma loja onde tudo é muito bonito e muito caro – trabalhos em um pedra azul ) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lápis-lazúli
      Parque Quinta Vergara. Um grande teatro a céu aberto. Por lá passaram grandes nomes da música como, Roberto Carlos, Paul McCartney, etc. e onde rola o Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar. Capacidade 15.000 pessoas.
      Relógio de Flores, cartão postal de Viña del Mar.

      Praia. Água mega gelada o Oceano Pacífico.

      Pegando uma garrafa d'água do Pacífico para misturar ao Atlântico...
       Funicular.

      Um bondinho. ( sem graça ).
       
      Casa de Pablo Neruda. O grande expoente da poesia chilena. ( que aliás, não era Pablo e muito menos Neruda ). https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda
      E fechamos o Tour, subindo um morro. Cerro Alegre. E descemos a pé… nada de mais. Algumas casas coloridas… e só.
      As 19:00 embarcamos de volta a Santiago. Hostel, jantar, vinho...
      Quarta-feira (dia 12) - Acordamos um pouco mais tarde. Depois do delicioso desayno, fizemos um passeio ao Cerro Santa Lucia, no centro de Santiago. A 629 metros de altitude, se tem uma visão de boa parte da cidade e da Cordilheira dos Andes. Passeio muito legal e de graça. Quem vai de metrô é só desembarcar na Estação Santa Lucia.

      Fotos Morro Santa Lucia.
      Lembram do nosso amigo Laureano? Pois é. Nos mandou um zap, dizendo que a carga atrasou e que passaria no dia seguinte em Santiago e se quiséssemos, poderíamos voltar com ele. Adivinhem…
       
      Quinta-feira (dia 13) - Saímos do hostel as 14:00, pegamos um colectivo (táxi-lotação) e fomos em direção ao parque Chena em São Bernardo. Chegamos as 14:25 e ficamos esperando nosso gigantesco transporte. 20:30. Chegou Laureano. Nos avistou de longe e abriu a buzina!!! Felicidade geral!!!

      Enquanto Laureano não vem... Parque Chena - São Bernardo - Chile
      Andamos por cerca de duas horas até Los Andes, onde haviamos nos despedido de Laureano. Quase 23:00. Agora nós tinhamos grana. O que não tinha, era táxi. Laureano mais uma vez surpreendendo. Nos levou de carreta até o centro. Ficamos hospedados no Hotel Residencial Italiana. Manuel Rodriguez 76, 1000000 Los Andes, Chile – com café da manhã.
      No dia seguinte, (dia 14) fomos ao encontro de Laureano que estava tratando da documentação da carga na aduana. Partimos por volta das 12:00 rumo a Uspallata. Chegamos por volta das 21:00. São aproximadamente 160 km, mas como a montanha chega a uma altidude de mais de 3.000 metros, a carreta vai quase parando, na subida do Caracol, também conhecida como a estrada da morte.

      Laureano preparando o caminhão e já na função...

      Caracol ou estrada da morte
      Na chegada a Uspallata, Laureano tinha que liberar a carga para passar pela Argentina e ficou no mesmo local onde havíamos o conhecido. Ali ele passaria a noite. Caminhamos por cerca de 2 km até a cidade e por ali tentamos encontrar uma hospedagem. Outra vez não tínhamos plata argentina e o único cara que trabalhava com câmbio, queria tirar-me um rim. Cotação de 3ARS por 1 Real. Não deu. Pronto. Vamos passar a noite no posto de gasolina. Até que apareceu um casal e conversando nos ofereceu um quarto em sua casa. Ever e Virginia foram perfeitos. Acertamos um valor simbólico e fomos com eles em sua grande camionete 4x4. (Ever trabalha com expedições na região de Uspallata).
      Mesa farta, boa conversa, banho e cama…
      No outro dia, (dia 15) Ever estava cedinho em pé. Preocupado que fôssemos perder a carona, nos levou de volta ao posto de gasolina, onde ficamos das 09:10 até as 12:00. Eis que lá vem o bem humorado Laureano!!!

      Pitoresca Uspallata
       
      Partimos e entre um mate e outro, boa prosa, umas fotos, cozinha na caixa do caminhão. Sim cozinhei no caminhão. Experiência fantática. O destino era Villa Mercedes. Percorremos os 470km em 14:00. (ficamos um bom tempo parados por conta de obras na estrada).

      Baita experiência... ( e ficou bem bom )...
      Tem hotel em Villa Mercedes? Não. Não tem. Posto de gasolina fechado. Depois de muita “briga” no bom sentido, Laureano nos convenceu que conseguiria dormir no banco do motorista. Nos acomodamos do jeito que deu e dormimos todos na boléia do caminhão. Pensem numa noite fria…
      Acordamos por voltas das 08:00 e preparamos um café. Fiz ovos mexidos na “cozinha do caminhão”. Laureano necessitava falar com um amigo caminhoneiro para tratar de assunto referente a carga ou algo assim, e haviam combinado de se encontrarem ali pela manhã.
      (dia 16)O “surfista” chegou perto das 15:30. É isso mesmo. Ficamos ali esperando mais de 12:00. 15:45 partimos em direção a Rosário. 548km. Um único paradouro na longa estrada. Marcha constante. Chegamos em Rosario por volta das 21:30. Fomos a um posto de gasolina onde haviam alguns táxis abastecendo, mas agora estamos na Argentina e não mais no Chile. A simpatia não é o forte nos motoristas de táxi na Argentina. Definitivamente, não. Além de não nos levar, sequer davam alguma informação. As gurias que trabalham no posto, nos indicaram que bem em frente havia um ponto de micro(ônibus urbano) e que deveríamos aguardar o 142 amarelo, que não demorou a chegar. Bueno, temos grana, mas não temos o cartão do ônibus… embarcamos e falei ao motorista que tínhamos dinheiro e se poderíamos lhe pagar, o que não foi aceito, entretanto, nos deixou seguir viagem. Foi muito camarada. Conseguimos um cartão com uma senhora que estava no ônibus e pagamos a passagem a ela.
      Chegamos na rodoviária. Conseguimos comprar a passagem para as 23:00 com destino a Buenos Aires. Dormimos no busão até as 03:00 quando encostou na rodoviária de Buenos Aires.

      Menino puxando uma boneca pelos cabelos...(rsrsrs)
      (dia 17) Na tentativa de ir direto ao Puerto Madero, entramos em uma fila de táxi. Um senhor que trabalha por ali, me falou que o porto só abriria as 06:00. “Mala suerte”, pensei… e o tiozinho prosseguiu: Não os aconselho ir pra lá agora e nem ficar aquí. Tá vendo aquele posto de gasolina ali na esquina? Vão para lá e esperem amanhecer. Foi o que fizemos.

      Mais uma noite... agora no posto de gasolina.
      Mais uma vez com pouca grana. Somente para o táxi. O vigário no operou, mas a essas alturas, deixei quieto. Chegamos ao porto.
      Acreditem… há um câmbio dentro do porto. Sim. Mas não aceitam reais… O Buque sairia as 08:30, mas também não poderia pagar em reais. Esperamos até as 09:30, fui na Rua Florida e consegui cambiar. Partimos as 12:30 em direção a Colônia del Sacramento, onde chegamos por volta das 14:00
      Novamente atrás de câmbio, agora precisamos de pesos uruguaios. Tudo certo, estacionamento pago, partimos em direção a Canelones, percorremos os 160km e chegamos a tardinha. Rodamos um pouco, procurando um hotel, até que perguntamos a uma jovem onde era o hotel. Ela nos olhou com uma cara de admirada e ao mesmo tempo com uma certa vergonha.
       
      -No tenemos hotel en Canelones …
      Como assim?? Perguntei quantos habitantes havia ali…
      - Casi 30.000...
      -Ok. Gracias!
      E partimos em direção a Atlantida, cerca de 70 km adiante, já no litoral.
      Lamentavelmente a sinalização não é precisa e erramos a saída e nunca mais conseguimos encontrar o caminho de novo. Vamos adiante. Ficamos rodando em circulos, pois não há uma única placa que indique a saída para a fronteira. Incrível, mas não tem. Até que chegamos a um posto de gasolina e perguntei como fazia para ir ao Chuy. Depois da explicação ficou mais fácil e partimos em direção à fronteira.
      Noite. Chuva. Cansaço, mas determinados. 502 km. Chegamos por volta das 23:30. Compramos algo para comer e fomos para Santa Vitória do Palmar. (os hotéis são melhores e mais baratos que no Chui).
      12:30 chegamos ao Hotel Brasil, Rua Barão do Rio Branco, ao lado do Correio.
       
      (dia 18). Acordamos por volta das 11:00 e voltamos ao Chui. Andamos pelos freeshops, compramos algumas coisas e a tardinha, 18:00 partimos para Pelotas, 250 km a frente. Chegamos em casa as 21:30.
      Cansados, mas com uma felicidade imensa de ter conseguido cumprir o que haviamos determinado. Fizemos nosso primeiro mochilão juntos!!!!
       
      Quebramos nossos próprios paradigmas e saímos da zona de conforto, com a certeza que voltaríamos modificados. E modificamos.
       
      A todas as pessoas que de uma forma ou de outra, cruzaram nosso caminho nessa trip, nosso muito obrigado.
       
      O grupo Mochileiros foi fundamental para elaboração de roteiros, passeios e como fator motivador. As curtidas em nossas publicações na página do mochileiros no facebook, nos serviram de incentivo e certamente fizeram parte de nossa trip...
       
      Faríamos tudo de novo. Mochilas, caronas, estradas, pessoas…
       
      E Faremos. Já começamos a montar o mochilão na Europa.
       
      2018 já é logo ali…
       
      ps. Não publicamos os valores gastos, mas foi tudo no modo econômico e certamente gastaríamos menos se tivéssemos ido de avião direto a Santiago… mas nossa trip tinha de ser assim… e foi.
       
      Valeu!!!!
       
      Eduardo Duarte e Sônia Vargas.
      #cinquentoesnaestrada
      #agentesemovimenta
      #anoquevemtemmochilaonaeuropa
      Algumas fotos:






       


       




       
       






       


       
       



       


       

       
       

       
       









       



       
       


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