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Olá viajante!

Bora viajar?

Sobre as mentiras e perrengues...

Postado
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  • Este é um post popular.

Saudações!

Há pouco compartilhei um relato sobre como foi viajar e viver na BR nos últimos dois anos e meio conhecendo um pouquinho de cada uma das cinco regiões do Brasil de carona, a pé e de bike. O relato não aborda roteiros, preços ou dicas mas busca compartilhar outras dimensões e aprendizados que tive (e você pode entender ao que me refiro aqui: https://www.mochileiros.com/topic/66973-sobre-a-coragem/ ).

Como venho assimilando as informações vividas nesse intervalo entre ciclos que se encerram e se iniciam - e como todos sabemos que "happyness is only real when shared" -, percebi que outros dois assuntos são recorrentes no curioso imaginário da arte de viajar ~por aí e resolvi compartilhá-los também buscando somar.

No outro post, os aprendizados foram compartilhados a partir da óptica da coragem necessária para seguir o coração a despeito de quaisquer garantias ou certezas que um mochileiro enfrenta no início, e automaticamente me lembrei das muitas mentiras que também temos que encarar. Acredito que a maior mentira que a humanidade perpetua a si e ao coletivo - de maneira quase socialmente institucionalizada - é o "não tenho/deu tempo", que é a maneira politizada de dizermos que não-queremos-tanto-assim-fazer-algo-como-dizemos-que-queremos. Mas, uma vez tendo vencido este autoengano, me deparei com aquela que considero a segunda maior mentira do universo das viagens: "para viajar precisa de dinheiro".

Criada num contexto de classe média baixa onde as viagens feitas não ultrapassaram os dedos de uma mão (e envolveram exclusivamente a visita a algum parente distante ou um bate e volta à praia mais próxima) cresci com a crença de que viagem é luxo e que precisa de dinheiro para isso. Ao me dispor a encarar esta máxima e colocar a sua veracidade em cheque, descobri que é balela: para viajar precisa ter vontade - e disposição, claro! Não estou pregando que o "certo" ou "errado" é viajar com dinheiro ou sem, até porque ele é apenas uma ferramenta. O que busco salientar é que ele não é obrigatório como cresci acreditando que era. Ao escolher viajar sem dinheiro precisamos das mesmas coisas que ao viajar com dinheiro (ou até mesmo se ficarmos parados!): precisamos comer, tomar banho, dormir em um lugar minimamente seguro, etc, a única diferença é que se faz necessário encontrar maneiras alternativas de suprir tais necessidades, e daí vai da disposição e criatividade de cada um. Como diz o ditado "quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa".

Outra mentira na qual tropecei antes mesmo de colocar a mochila nas costas foi "é perigoso mulheres viajarem sozinhas".  Tantas são as fobias e "-ismos" fortemente enraizados em nossa cultura que reproduzimos sem nem ao menos questionarmos as origens que eu mesma muito me admirei ao notar o sutil machismo que me habitava por acreditar nessa idéia. No entanto, após pensar um pouco, concluí que uma mulher viajar sozinha não é mais perigoso que uma mulher ir comprar pão, andar no transporte público ou ir para o trabalho. A sociedade é patriarcal e o assédio, infelizmente, encontra-se em todas as esferas sociais, logo é uma mentira acreditar que uma mulher viajando está mais susceptível à riscos do que qualquer outra mulher em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa.

Outra ideia que tinha como verdadeira, e que descobri ser mentira muito rapidamente, é a de que "todo maluco de BR é paz e amor". Fui muito ingênua por acreditar nisso? Fui! Romantizava a vida na BR? Sim! Mas não levou muito tempo para que compreendesse que essa é uma inverdade por motivos lógicos! Hoje dou risada da magnitude de minha inocência por acreditar nesse estereótipo romantizado e assumo que compreender isso foi como levar um balde de água fria - necessário. Roubos, drogas, disputas e desonestidade são apenas alguns exemplos da realidade que não esperava conhecer entre os mais variados malucos de BR. Antes achava que todos eram "hippies saídos do Hair" ou "Cheech & Chong", embora estes existam em processo de avançada extinção... Rsrsrs sabe de nada, inocente... :D

Mas de todas as mentiras, a que mais me pegou foi "só dá para viajar com equipamentos ~adequados (lê-se, caros)". Sonho em ter uma mochila da Deuter? Sonho. No entanto, consegui muito bem me virar, entre remendos e adaptações alternativas de baixo custo (a.k.a. gambiarra) com uma comprada na loja do chinês por R$80. É claro que poder ter um equipamento de qualidade implica diretamente na relação entre conforto e rendimento, mas nada que não possamos nos adaptar. Digo que foi um ponto que me pegou pois também passei pela situação inversa: investi em um equipamento de marca e me ferrei! Por muito tempo, após ter passado por uma experiência de chuva muito intensa com uma barraquinha dessas de supermercado sem ter nem ao menos uma lona (amadora, rsrs), juntei dinheiro decidida a investir na minipak. Como passaria a viajar de bicicleta, ela era leve e apresentava uma excelente coluna d'água pelo que a julguei perfeita. Porém, ao adquirí-la e usá-la realizei que não era funcional para mim pois sentia falta de ser autoportante, é muito chata de guardar, o teto é muito baixo para o cocoruto, é pequena para visitas (ou sou muito espaçosa...), o alumínio entorta fácil e a vareta com 3 meses de uso quebrou! Passei um bom tempo pensando em como uma simples lona custando 10x menos já resolveria meus problemas... Rsrsrs

Dessa forma, aprendi que equipamento bom é o que temos pois atende às nossas necessidades e temos intimidade com ele. Mas ainda hei de comprar uma mochila da Deuter! Rsrs

 

Outro tema recorrente aos mochileiros são os tais dos perrengues! Ouso até dizer que, aos que ainda sucumbem ao medo, eles interessam mais do que as viagens em si! Rsrsrs Os perrengues e dificuldades são tão relativos quanto possíveis, variando de viajante para viajante assim como em intensidade. Para alguns o maior pesadelo pode ser perder a reserva de hotel, para outros pode ser um pernilongo. Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha. Dessa forma, por não carregar eletrônicos, documentos ou ítens de valor comercial reconheço que fica mais fácil não se preocupar com perrengues. Ou não. Ao menos era nisso que acreditava até tomar A MAIOR CHUVA dessa vida numa passagem pela Chapada Diamantina. Pelo meu característico amadorismo e excessivo despreocupar no começo da vida mochileira, nem lona carregava, logo, a barraquinha de R$50 do mercadinho só serviu para canalizar o fluxo d'água numa cachoeira central que molhou a.b.s.o.l.u.t.a.m.e.n.t.e. TUDO. Compreendo que qualquer adversidade que surja é passível de adaptação, no entanto ficar completamente molhado nos traz a pior sensação de impotência possível já que não se tem o que fazer...

O perrengue de tomar uma chuva e ficar completamente molhado ainda se agrava pois a questão não é solucionada com o fim da chuva! Mochila, barraca, roupas e pertences permanecem molhados por dias e isso significa que também ficam mais pesados, fedorentos e com grande possibilidade de embolorarem, além do risco momentâneo de hipotermia. Certamente, nunca passei por perrengue tão intenso quanto ficar completamente molhada pela chuva. Por dias. 

Embora menos intensa quanto aos desdobramentos porém potencialmente problemática é a situação no outro extremo: ficar sem água. Houveram períodos em que levei bem a sério o Alex Supertramp e fui morar um tempo com minha barraquinha no meio do mato. O desafio principal está no fato de que não só o ser humano busca água como toda a natureza. Dessa forma, dividir a fonte com outros animais, fofos ou peçonhentos, é inevitável e saber a sua hora de usar a fonte e a hora deles é uma urgente sabedoria. Mas também houveram situações em que não havia uma fonte de água próxima e esse também se torna um desafio de captação, transporte, armazenamento e racionamento dessa água. Momentos como este reforçaram a consciência ecológica do desperdício-nosso-de-todo-dia com algo tão sagrado. Mas o perrengue mesmo é quando a água de beber acaba no meio do nada! A desidratação é um perigo silencioso e intenso pois o corpo buscará compensar a perda hídrica envolvendo todas as funções biológicas e então atividades simples como andar, falar e pensar se transformam em desafios homéricos. Saber calcular e administrar a relação distância x peso x sede é fundamental para evitar este perrengue.

Além de ficar hipotérmica ou desidratada, os únicos perrengues que considero ter enfrentado derivam de um único fator: cansaço. Não me refiro ao cansaço físico pois este se resolve com uma ciesta, me refiro ao cansaço mental. Ter que retornar por caminhos já conhecidos, e que envolviam grandes centros urbanos, ou estar acompanhada de alguém com prioridades diferentes ou que só fazia reclamar são exemplos do que me causava o cansaço emocional. Então, mais de uma vez, a pressa por sair logo de uma dessas situações fez com que me colocasse no que chamo de vulnerabilidade desnecessária. Viajar exige uma pré disposição em se expor mas existem situações em que aceitamos nos submeter a uma exposição de alto risco sem real necessidade. Posso citar aquela carona que se aceita próximo do anoitecer pela pressa de chegar logo ou atravessar algum lugar, ou quando por preguiça de darmos uma volta maior mas que apresente menos riscos cruzamos trechos perigosos (estradas sem acostamento em trechos de serra, túneis ou viadutos), ou quando escolhemos parar em lugares sabidamente arriscados (como um leito de Rio ou cachoeira em época de chuvas, na praia aberta durante uma tempestade, sobre folhas secas ou chão batido certamente território de cupins ou formigas noturnas) ou quando aceitamos aquela carona cujo motorista apresenta nitidamente ao menos um pé na psicopatia - é raro, mas a energia que emanamos atraímos de volta). Felizmente aprendi rápido que o único remédio para o cansaço é descansar! Estes são exemplos da vulnerabilidade desnecessária que o cansaço mental atrai e transforma em verdadeiros perrengues.

 

Sinto que as balelas e perrengues são intrínsecos a todos viajantes e, embora não pertençam ao lado glamouroso da viagem, são parte do alicerce. Que este compartilhar possa minimamente suprir a curiosidade dos que ainda buscam apoio na literatura assim como me confortam ao externizá-las, validando de certa forma as experiências que tive. Mas mais do que isso, que estas palavras sirvam de fermento ao questionamento. Não acredite no que falo. Duvide. Busque ter sua própria experiência. :)

 

 

Dedico este compartilhar a todas e todos que têm ao menos um perrengue para contar pois acredito que este seja, no mais profundo, o seu propósito: transformar a história em estória...

 

PRABHU AAP JAGO

 

 

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  • Hoje faz 12 dias que botei o pé na estrada. Gostei demais do post! Tomei uma chuva logo no primeiro dia. Que chuva! Sem barraca, sem lona, sem nada. Quase me fez desistir e voltar pra casa. Tenho que

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@Viviana Ciclobeijaflorismo Seu relato é inspirador e remete a uma boa reflexão, sempre! Eu saí a primeira vez em 2016 viajando pelo Brasil. Viajei até Maio de 2018, aí tive que fazer uma parada para resolver algumas coisas. Nesse período que passou, posso dizer que foi um, senão o melhor período da minha vida. Trabalhei pelo caminho, conheci pessoas, histórias, lugares, fiz grandes amizades, passei perrengues(inevitável) rsrsrs, trabalhei em coisas que nunca imaginei, enfim, são inúmeras histórias, mas o mais importante de tudo, é que isso é a melhor "escola da vida", viver intensamente, conhecer além do horizonte e dos muros da sua casa ou os limites do seu bairro. Medo? senti! isso é normal, só não pode deixar o medo te paralisar, te impedir de fazer o que você realmente deseja, do que o seu coração já disse pra fazer, até porque o tempo passa rápido demais, ele não fica esperando decisão de ninguém. Agora em 2020, meu projeto é retomar a minha viagem. E acredito que será longa, pois será uma pequena parte do Brasil e em seguida rumo ao restante da América do Sul e parte da A. Central. 50% da rota ta pronta, esta na planilha, mas é apenas uma forma de seguir, pois sei que é preciso flexibilidade, pois ela, a rota, certamente sofrerá mudanças. Mas espero muitas experiências e vivências boas. Estou com 46 anos, mas me sinto com 25 anos, com muita energia e fome de estradas, aventuras e conhecimentos. Se posso dizer algo de positivo a quem ainda esta indeciso se vai ou não botar o pé na estrada, eu digo: Deixe de criar desculpas e Vá! Respire fundo, acredite e confie no seu coração, em você e no Universo. Permita-se VIVER! Depois que você rompe a "membrana" da Zona de Conforto, você não vai conseguir e nem querer mais parar de viajar. Boas energias pra ti Viviana e Gratidão!! Grande abraço!

  • 3 semanas depois...
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      Viviana, achei o máximo teu post. Como outro comentário falou, quando estamos buscando bondade parece que o universo conspira a favor. Acabei achando o teu post bem quando ando com uma ideia louca de mochilar por aí. Pode ser que seja a crise da meia-idade, considerando os meus 42 anos (mas alma extremamente jovem), ou a sensação que chegou a hora de fazer certas "loucuras" que sempre quis, mas até então nunca tive coragem de sair da zona de conforto.

      Sou assistente social de formação e trabalhei alguns anos em centros de antedimentos para pessoas em situação de rua moradia e albergues aqui em Porto Alegre, capital do RS. Não necessariamente todos estavam em situação de rua moradia, mas também haviam mochileiros que se utilizavam do serviço. Gente do Brasil e países vizinhos, como também da Europa e até Ásia. Isso sempre me despertou aquela vontade de colocar a mochila nas costas e sair mundo afora. Deixar as preocupações do mundo moderno de lado como: o celular novo que quero comprar (esse mal eu já consegui me livrar faz quase um ano), as faturas e todos os itens de consumo que a maioria não precisamos, porém o nosso sistema capitalista insiste em dizer o contrário.

      Não sei se mais gente compartilha desse mesmo sentimento, mas já estou muito de saco cheio dessa vida que temos de atender a um sistema. Acordar cedo, ir para o trabalho, cumprir horário, pagar contas, etc... Amo a liberdade, de verdade mesmo. Queria sair por aí sem rumo certo e ver onde vou parar. Talvez seja por isso que nunca consegui levar relacionamentos muito longe, ou talvez por não ter encontrado alguém que compartilhe desse mesmo pensamento que relação não é prisão, mas duas pessoas que escolhem ficar juntos porque se amam, respeitam e entendem que a individualidade de cada um é o que nos tornas seres únicos e tão especiais. E ninguém pertence a ninguém que não seja nós mesmos.

      Acabei por me estender demasiadamente, entretanto, não queria deixar de compartilhar como teu post reavivou de forma latente desejos que há tempos carrego: "Como eu queria sair e viver outras experiências...". Lembro que ao fazer o SENSO da pessoas em situação de rua moradia em Porto Alegre, descobri que há pessoas que escolheram deixar suas vidas e sair mundo afora. Um em particular me justificou com a seguinte frase: "O mundo é grande demais para passarmos a nossa vida inteira no mesmo lugar". 

      Queria dizer que ajudou muito. Meu destino é o Uruguai. Há 4 anos estou amadurecendo esta ideia, pois muito me encanta. Minha intenção é partir em janeiro, quando lá é verão (o inverno é bem frio) e ter tempo de me instalar. Estou me preparando faz bastante tempo, mas o medo me impede. Concordo quando disseste que o medo nos limita. Medo de se afastar do amigos, da família (no meu caso seria mais dos amigos mesmo). Famílias as vezes tendem a ser complicadas. 

      Gosto de estar com os amigos, mas amo ficar sozinho. Hoje trabalho a maior parte de tempo em casa como técnico de informática, assessor acadêmico, professor particular, orientador socioeducativo, mediação de conflitos, cuidador de idosos, faço um bolo. kkkk. É recompensador trabalhar em caráter interventivo e poder despertar a melhor parte das pessoas. A humildade, o minimalismo, o respeito, o amor próprio e ao próximo. Tento promover esses valores na sociedade como forma de fazer a minha parte para um mundo melhor. Confesso que muitas vezes é bem frustrante.

      Quero muito seguir adiante, conhecer pessoas novas, viver outras culturas. Como você mesma escreveu: "Quem quer dá um jeito, quem não quer dá desculpa!". Obrigado. 

  • 3 semanas depois...
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Hoje tenho 32 anos e sinto que minha vida está sendo doado para outras pessoas. Sinto que minha saúde está escapando do meu corpo de uma maneira inevitável.

A seis meses atrás decidi que era hora de mudar, então eu e minha namorada resolvemos planejar um mochilão. 

Antes de mais nada, deixa eu mostrar a minha realidade. A minha namorada e professora, porém faz um ano e meio que está desempregada. Eu trabalho a seis anos na mesma empresa com um salário razoável, porém dinheiro não existe, ou seja, não tenho nenhuma reserva, poupança, investimento ou qualquer coisa que seja! 

Fiz acerto no meu trabalho. Vou trabalhar até final desse mês e com o dinheiro do acerto e com a venda de algumas coisas da minha casa eu e minha namorada estaremos partindo para Europa em Março! 

Esse posto veio muito para ajudar e garanto que estou mais confiante nessa jornada

Postado
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@Jarbas Aj Meu amigo, não querendo desanimar

Mas cair no mundo na Europa é bem diferente de cair no mundo dentro do brasil ou mesmo da América Latina, onde muitas vezes nem se faz controle de fronteira

Na europa você vai passar por um oficial de imigração, ele vai te fazer perguntas e se ativar alguma suspeita ele vai te pedir comprovação de meios de como vocês vão ficar lá

O fato de vocês 2 estarem sem empregos podem causar a impressão de que vocês visam ficar por lá, tome muito cuidado no que você vai falar, o que pretende fazer lá, reservas de hotel e passagem de retorno e o mais importante, um plano de viagem concreto e crível

O que não faltam nesse fórum são relatos de pessoas barradas na Europa, cujo sonho de viajar e conhecer o mundão foram terminados antes mesmo de começar

  • 3 meses depois...
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Em 08/04/2019 em 18:16, Cleber Vieira disse:

Recentemente larguei meu trampo de 8 anos e cai na estrada com minha bike. Fui de Rio Claro-SP à Ushuaia-Argentina passando por toda a costa catarinense, gaucha e uruguaia. Também passei pelo sul do Chile.

Passei pelo perrengue de me ver ensopado sob uma chuva torrencial no meio da Serra de Apiai-SP e me identifiquei com essa sensação de impotência descrita por voce. Minhas roupas ficaram molhadas por 2 dias. Mas sem duvida meu maior perrengue foi pedalar pela Patagonia sob temperaturas negativas e sem estar com roupas adequadas... O frio castigou demais. Sofria pra pedalar, cozinhar e descansar.... Mas to aqui vivo pra contar historia e no fim valeu tudo a pena e faria tudo novamente..

Como voce disse, os perrengues, as vezes, são os acontecimentos que mais marcam e interessam numa viagem! haha

Carai... Morei anos em Rio Claro. Minha primeira carona foi de lá até Araraquara. Rsrs 

  • 1 mês depois...
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Em 26/11/2017 em 05:05, Viviana Ciclobeijaflorismo disse:

Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha.

Que linda ❤️

Postado
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@Cleber Vieira Caramba gostei muito dessa história porque ainda não tinha visto história de alguém que tenha ido destino Ushuaia sem carro e melhor, saindo de perto de onde estou (Piracicaba). Até agora tenho me dado desculpas para sair não sair daqui (aparentemente assim como muitos outros).
Você chegou a compartilhar essa história em algum lugar? Encararia essa aventura mesmo se não tivesse a bike?
Queria saber mais sobre sua experiência para aprender com ela.


@Viviana Ciclobeijaflorismo  Amei o post, dá um animo muito grande ler histórias como essa. Estava começando a me preparar procurando equipamentos caros e me desanimando com o fato de que parecia ser necessário gastar bastante dinheiro só para começar de forma "segura". Até alguns fatos que surgiram e em outras situações seriam incríveis começaram a parecer impeditivos mas agora volto a animar com a ideia.
Obrigado pela força.

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