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Olá viajante!

Bora viajar?

Camboja, Laos e Vietnã em 21 dias - Nov/2017

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Planejamento da viagem:

Sempre tive o sonho de conhecer o Sudeste da Ásia e a oportunidade veio quando descobri que teria 24 dias de férias em novembro. Não tive dúvidas e foquei que iria para esta região. 

Coincidentemente minha mãe também pegou férias no mesmo período e a convidei para ir junto, e ela prontamente topou. Como ela já conhecia Tailândia, Malásia e Indonésia, decidimos explorar outra região, e optamos por Camboja, Laos e Vietnã. Eu tinha um sonho de conhecer Angkor Wat, ela de conhecer o Vietnã, e o Laos pareceu muito interessante para nós dois, e como a logística para reunir esses três seria excelente, fechamos e foi uma decisão 100% acertada, não mudaria absolutamente nada!

Compramos as passagens com 5 meses de antecedência e não pagamos barato, mas em geral estão muito caras para essa parte do mundo. As raras promoções que surgem não servem para quem tem datas exatas como era nosso caso. Pagamos cada R$5500,00 pelos trechos Florianópolis - Dubai - Phnom Penh e Ho Chi Minh - Dubai - Florianópolis. Ao menos ganhamos uma pernoite em Dubai por conta da Emirates, com todas as refeições inclusas.

Como viajei com a minha mãe, fiquei sempre em hotéis simples, a maioria na faixa dos 140 reais para os 2. Sempre priorizava uma boa localização, e minha referência para escolher é sempre o tripadvisor.

Roteiro:

O roteiro fizemos de acordo com a logística e interesse em conhecer, e por conta dos voos internacionais teríamos que começar por Phnom Penh e terminar por Ho Chi Minh City. Confesso que foram as duas cidades que menos gostei do roteiro, mas ainda assim eram interessantes, e como ficamos pouco tempo nelas foi tranquilo. No final ficou o seguinte:

02/11 - Voo Florianópolis -> SP pela Latam;

03/11 - Voo SP -> Dubai pela Emirates (pernoite em Dubai);

04/11 - Voo Dubai -> Phnom Penh com escala em Yangon (Myanmar);

05/11 - Phnom Penh;

06/11 - Phnom Penh e voo para Siem Reap no final dia;

07/11 - Siem Reap;

08/11 - Siem Reap;

09/11 - Siem Reap e voo para Luang Prabang no final do dia;

10/11 - Luang Prabang;

11/11 - Luang Prabang;

12/11 - Luang Prabang;

13/11 - Voo para Hanói pela manhã;

14/11 - Hanói;

15/11 - Halong Bay;

16/11 - Halong Bay;

17/11 - Hanói;

18/11 - Voo para Hué pela manhã;

19/11 - Deslocamento de Hué para Hoi An;

20/11 - Hoi An;

21/11 - Hoi An;

22/11 - Deslocamento para Da Nang e voo para Ho Chi Minh City

23/11 - Ho Chi Minh City;

24/11 - Ho Chi Minh City e voo para Dubai saindo às 23:55.

Feitas as introduções, espero começar o relato em breve. Na verdade este tópico foi aberto com o intuito de eu me pilhar a escrever logo este relato, assim não fico enrolando. O trabalho está bem puxado, mas terei recesso final de ano e espero já adiantar alguma coisa até lá.

Abraço a todos!

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Dias 01 e 02 - Overdose de avião, Dubai e chegada em Phnom Penh

Após um voo de 1h de Florianópolis para Guarulhos, embarcamos no dia 03 de novembro a 1:10 para Dubai no Airbus A380, o maior avião do mundo. Ele é de fato bem mais espaçoso e a estabilidade é impressionante, mas ainda assim foram penosas 14 horas e 30 minutos de viagem até os Emirados Árabes Unidos.

Às 21:00 (horário local) chegamos em Dubai e fomos recepcionados pelo Dubai Connect, o serviço para pessoas que passam a noite na cidade por conta da Emirates. Eles próprios providenciam o visto, serviço impecável, e o hotel que ficamos era bom, chama-se Copthorne. Só tivemos tempo de jantar no próprio hotel e capotar, pois no dia seguinte teríamos que sair às 6:30.

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Aeroporto de Dubai - Emirados Árabes Unidos.

Acordamos às 5:30, tomamos banho e comemos, e no horário marcado a van nos esperava. O voo saiu no horário previsto, e às 9:00 decolamos rumo a Phnom Penh, capital do Camboja. O voo demorou 6 horas até Yangon, no Myanmar, e depois seguimos por mais 2 horas no mesmo avião até Phnom Penh.

A imigração no Camboja foi péssima, atendentes mal-educados, com um inglês péssimo, e bem indispostos a ajudar. Na base do achismo fomos fazendo as coisas e deu certo, mas vimos muitos ocidentais tendo problema e indignados com tamanha falta de vontade de todos os funcionários, sem exceção.

Pegamos um táxi rumo ao nosso hotel, o Suite Home Boutique, e que não recomendo por conta da sujeira e cheiro de fritura em todos os quartos. No caminho de táxi até lá eu já estava maravilhado, estava na Ásia! Trânsito caótico, calçadas invadidas por motos e pessoas, comida na rua, tudo desorganizado. E apesar de tudo é incrível, eu amo estar em lugar que não se parece em nada com o Brasil. Chegamos no hotel às 22:00, mas por conta do fuso sem sono nenhum, então fomos até a região do Royal Palace que é onde a cidade mais tem vida. Como era dia do Festival das Águas, havia muita gente, completamente lotado, e as ruas todas iluminadas.

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Pelas ruas de Phnon Pehn.

Como nosso objetivo era comer, fomos a uma pizzaria com vista para o rio e comemos uma pizza cada. Estava gostosa, mas o melhor foi começar a se habituar com os valores para comer nessa região, tudo muito barato! A pizza era individual e custava 5 dólares.

Depois disso ainda rodamos um pouco mais pela praça em frente ao palácio e voltamos para o hotel. Apesar da falta de sono fomos dormir para tentar se adaptar ao fuso; obviamente não foi a melhor noite de sono da vida, mas no limite do possível deu certo e consegui descansar.

Dia 03 - Conhecendo a capital do Camboja

Acordamos às 9:00, tomamos um café da manhã do hotel bem ruim e fomos explorar Phnom Penh a pé. Caminhamos por toda a avenida principal (que margeia o rio) até o Wat Phnom, um dos principais templos da cidade e que deu nome à cidade. Região bonita, bem organizada perto da zona que é Phnom Penh. O Camboja é um país muito pobre, e a sua capital e principal cidade não é diferente: muita sujeira e uma desorganização nas ruas que impressiona. Mas ao mesmo tempo o povo khmer é demais, muito amigável, tentam ajudar ao máximo, e estão sempre com um sorriso no rosto.

Depois do Wat Phnom fomos almoçar em um restaurante que fica à beira do rio, lugar muito agradável, mas não me recordo do nome. Fica um pouco mais afastado da zona principal, e por isso os preços eram mais em conta. Gastamos em torno de 12 dólares para dois por um set menu, que vem uma sequência de pratos variados, todos muito bons, desde sopa até peixe e arroz.

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Royal Palace

Saímos de lá muito bem alimentados e fomos ao Royal Palace, talvez a principal atração de Phnom Penh. O lugar é bonito, mas não me impressionou tanto. É relativamente pequeno e a área de visitação é muito limitada. Não quisemos ficar muito tempo, acho que a coisa mais legal de Phnom Penh é mesmo observar a vida asiática caótica e não turística (muitos dos lugares posteriores que fomos são excessivamente turísticos), e nisso acho que a cidade é fantástica; não é bonita, e nem recomendo passar muito tempo lá, mas conhecê-la foi uma experiência única.

Depois do palácio resolvemos caminhar um pouco mais pela orla do rio, e como era final de tarde ela fica movimentada e cheia de vida, e o choque cultural é impressionante. Uma verdadeira aula de Ásia, com tudo que há de mais marcante na região reunido em uma área pequena. Vimos cenas surreais para os padrões brasileiros, interagimos com locais e ainda arriscamos um jogo de peteca local.

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Praça em frente ao Royal Palace - Phnon Pehn

À noite fomos comer em uma padaria, pois estávamos sem muita fome e queríamos apenas um sanduíche mesmo. A padaria por sinal era muito boa, estilo francesa com uma arquitetura muito bonita. Saímos de lá quase 22:00 e voltamos para o hotel. Nosso único dia completo em Phnom Penh estava encerrado.

Dia 04 - Mais um pouco de Phnom Penh e deslocamento para Siem Reap

Acordamos cedo neste dia, pois teríamos voo para Siem Reap à tarde. Decidimos conhecer partes menos convencionais da cidade, e de início fomos ao Monumento da Independência que fica em uma junção de avenidas largas. Lugar interessante, mas a partir de lá fizemos um caminho bem maluco até o Mercado Central, por avenidas nas quais éramos literalmente os únicos ocidentais. Algumas bem bonitas e arrumadas, outras muito sujas e bagunçadas; passamos inclusive por uma avenida de embaixadas, tudo muito luxuoso para contracenar com a pobreza cambojana. Chegamos por fim ao Mercado Central, que tem uma arquitetura no mínimo bizarra, parece uma nave espacial. Lá dentro vendem principalmente joias e roupas, e minha mãe comprou uns xales.

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Central Market - Phnon Pehn

Depois voltamos para o hotel. O forte deste era a localização, impecável e de fácil acesso a tudo. Lá pegamos um tuk-tuk, o primeiro da minha vida, e fomos ao Mok Mony, restaurante de melhor custo benefício em Phnom Penh segundo o trip advisor, que fica um pouco afastado da região central (não muito). Não decepcionou, a comida era espetacular, bem típica da culinária khmer, e o valor ficou em torno de 11 dólares para os dois, sendo que comemos muito!

Pegamos novamente um tuk-tuk e voltamos ao hotel. Fizemos check out e às 15h pegamos um táxi para o aeroporto, rumo a um dos destinos mais aguardados da viagem: Siem Reap e o complexo de Angkor! Nosso voo foi tranquilo pela Cambodia Angkor Air, e chegamos às 18:45 em Siem Reap. Lá pegamos um táxi (10 dólares) até o Bayon Boutique Hotel, o melhor disparado da viagem: atendimento impecável, quarto enorme, localização excelente e ainda tinha piscina, massagem gratuita e ainda organizavam todo o planejamento de visita a Angkor com tuk-tuks credenciados pelo mesmo valor dos demais locais da cidade. O único ponto negativo era o café da manhã, vinha pouco e a qualidade era média.

Assim que chegamos definimos nossa programação para a visita aos templos, e ficou da seguinte forma:

·         Dia 1 - Circuito pequeno: Angkor Wat, Bayon, Baphuon, Ta Keo, Ta Phrom e Pre Rup (pôr do sol);

·         Dia 2 - Beng Mealea;

·         Dia 3 - Circuito grande: nascer do sol em Angkor Wat, Preah Khan, Neak Pean e Eastern Mebon.

Achei a divisão dos dias perfeitas, vimos todos os templos que interessavam mais e não ficamos saturados. Beng Mealea foi ótimo pra dar uma quebrada no ritmo, é um templo à parte (sequer faz parte do complexo principal) e muito diferente dos demais.

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Quarto do Bayon Boutique em Siem Reap, um dos melhores da viagem

Feita essa programação, saímos para comer. A região central de Siem Reap é insanamente tomada por turistas, é um negócio até meio impressionante depois de sair de Phnom Penh. A cidade vive para turismo. Comemos num local bonito, mas a quantidade de pimenta na comida tornou a nossa janta um tormento, era num nível difícil de comer. A qualidade era muito boa, mas estragaram com a pimenta. Depois disso voltamos pro hotel e fomos dormir, o dia seguinte seria puxado.

Dia 05 - Circuito pequeno de Angkor Wat

Acordamos às 6:30, comemos e às 7:30 nosso tuk tuk estava nos esperando na porta do hotel. Era um cara fantástico, de um coração enorme, sempre com um sorriso no rosto. Não poderíamos ter encontrado melhor. Ele nos levou ao local onde se compra a entrada e escolhemos a de 3 dias pelo valor de 62 dólares por pessoa (Beng Mealea é à parte).

Depois disso seguimos para Angkor Wat... meu amigo, que lugar é aquele?! A chegada, a primeira visão do templo emociona, me sentia num filme, num sonho, sei lá. É inexplicável. O lago ao redor, o portão de entrada, é tudo fantástico. Exploramos Angkor Wat detalhe por detalhe, inclusive perdemos mais tempo do que devíamos para completar a programação do dia. Subimos à parte mais alta dele, que tem fila demorada inclusive, e vimos todos os detalhes das paredes e construções.

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Momento mágico, indescritível

Saímos de lá depois das 12h e fomos ao Bayon, que foi na minha opinião o templo mais bonito. As enormes cabeças e o formato das construções são impressionantes, e por ser pequeno dá pra ser bem explorado nos mínimos detalhes. Seu vizinho, o Baphuon, foi o próximo destino, e apesar do tamanho e da altura, ele é um pouco mal cuidado e cheio de obras, o que torna a visita um pouco sem graça. Mas ainda assim gostei.

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Bayon Temple

Como já era quase 15h decidimos almoçar numa barraca ali perto, comida simples mas boa, e apesar de ser dentro do complexo era um preço razoável, em torno de 6 dólares o prato. De lá seguimos para o Ta Keo, totalmente dispensável e que não incluiria se fosse novamente. Ficamos bem pouco tempo e partimos para o Ta Phrom, esse sim espetacular e dos mais interessantes. Não é só pelas árvores que tomaram as casas, mas os seus labirintos em si são demais e valem a visita.

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Entrada do Ta Phrom, sem dúvidas um dos mais bonitos do Complexo de angkor

Para encerrar o dia fomos ao Pre Rup ver o por do sol. Achei o templo em si muito bonito, gostei de conhecê-lo independentemente do por do sol. Apesar de a localização dele para isso não ser tão boa quanto a do Phnom Bakheng, este último é completamente lotado de pessoas, e principalmente de chineses, que tomam o espaço e fazem uma gritaria louca. Valeu a pena, pois o Pre Rup é silencioso e tranquilo, mas nossos dois celulares estavam sem bateria e não temos uma única foto deste momento.

De lá voltamos ao hotel, onde chegamos às 18:30 e saímos para comer. Seguindo recomendação do trip advisor, fomos ao AnnAdyA, bem próximo ao nosso hotel. A comida era maravilhosa, comi um prato com carne de porco que estava delicioso, minha mãe comeu um peixe e dividimos uma salada e um coco. A conta deu 14 dólares, até pouco para a qualidade que comemos. Exaustos, só tivemos energia pra voltar pro hotel e capotar. Foi, sem dúvidas, um dos melhores dias da viagem.

Dia 06 - Beng Mealea

Descobri Beng Mealea através do relato da Samantha, que foi um dos melhores que li sobre esta região: https://www.mochileiros.com/topic/19834-sanuk-tailândia-camboja-e-vietnã-em-35-dias/ - deem uma olhada lá. Agradecimentos à parte, decidimos ir para Beng Mealea de táxi e custou 70 dólares para o dia inteiro. Ele nos buscou às 8:30 e o trajeto demorou uma hora e meia, e é incrível pois você vê a vida cambojana rural, que é um mix de cores, pobreza, comidas diversas e muita alegria. 

Chegamos em Beng Mealea às 10 e o ingresso custa 5 dólares por pessoa. Vale cada centavo, pois este templo é demais! Não houve alterações ou revitalizações, ele está como foi deixado, o que dá um clima de aventura total ao lugar. As pedras desmoronadas ocupam todos os espaços, e as árvores invadem quase tudo. O visitante vai por uma passagem construída que percorre toda a estrutura, mas há caminhos alternativos algumas horas. 

O ponto baixo do local é a quantidade de chinês, todos em grupos enormes gritando sem parar, invadindo o espaço alheio, e (sim, infelizmente) tacando lixo no templo! Fiquei tão indignado com aquela cena que parei e fui dar uma bronca no cara, mas ele não falava uma palavra em inglês e me ignorou. Naquela hora o sangue subiu à cabeça, fiquei muito, mas muito puto, mas não queria que aquilo estragasse meu dia e segui meu caminho.

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Beng Mealea - totalmente intacto

Tretas de lado, ficamos 2h em Beng Mealea e senti que foi o suficiente, pois andamos com calma e curtimos a vibe do local sem pressa. O melhor mesmo de lá é que muda muito em relação ao Complexo de Angkor, então é um dia à parte, não possui muita semelhança com os demais. Assim demos uma quebrada já que fomos em Angkor no primeiro e terceiro dias.

Após sairmos de lá passamos ainda em outro templo pequeno no caminho de volta para Siem Reap, não lembro o nome e confesso que era bem sem graça. Muitos incluem Koh Ker no dia de Beng Mealea, mas era muito mais longe e não nos interessamos muito. Decidimos voltar cedo e ficar mais tranquilos o resto do dia. Demos uma volta pelo centro de Siem Reap e minha mãe aproveitou para comprar algumas coisas. Achei Siem Reap muito feia e empoeirada, mas tem muitos mochileiros e dizem que a noite lá é muito boa.

Fim do dia voltamos para o hotel, tomamos um banho e fomos a outro restaurante recomendado pelo Trip Advisor, o Genevieve. Não era tão central, então pegamos um Tuk Tuk e valeu demais. O local é amplo, muito bonito, e a comida é espetacular por um ótimo preço. Comi uma sopa enorme com noodles e frutos do mar, minha mãe comeu um peixe, ambos bebemos água de coco e a conta saiu por 14 dólares. O dono é australiano e mora no Camboja há 6 anos, nos recebeu muito bem e disse para recomendarmos ele, então aqui deixo minha indicação; podem ir sem medo de errar (não estou ganhando nada com isso, juro). ::lol3::

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Comida típica Khmer

Voltamos cedo ao hotel e às 10h já fomos dormir, pois o dia seguinte começaria às 4:30.

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Dia 07 - Nascer do sol em Angkor Wat, Circuito Grande (parcial) e deslocamento para Luang Prabang

Normalmente eu choraria por acordar às 4:30, mas para ver o nascer do sol em Angkor Wat eu iria feliz até sem dormir. Foi basicamente levantar, por roupa, escovar os dentes e sair; o café da manhã foi preparado pelo hotel e nos entregaram em sacolas. O Tuk Tuk era o mesmo do primeiro dia, gostamos tanto do cara que fizemos questão de que fosse ele novamente, e pontualmente às 4:50 já estava nos esperando. A cidade obviamente ainda estava vazia, mas o movimento de turistas em direção ao templo já era considerável.

Chegamos às 5:15 mais ou menos e ainda foram mais 15 minutos de caminhada até o lago que fica em frente a Angkor Wat, onde a vista do nascer do sol é melhor. Não deu outra, chegamos e já estava tomado de gente, os melhores lugares obviamente ocupados; ainda assim pegamos um espaço excelente e que nos proporcionou uma vista maravilhosa de um momento mágico. O ponto fraco eram os sem noção que simplesmente ficavam na frente de todo mundo tirando fotos mais próximas, e atrapalhando todas as demais fotos. 

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Sem palavras!!

Quando o sol já estava alto pegamos nosso café da manhã e achamos um banco pra comer. Depois voltamos para a entrada e encontramos nosso motorista para seguir caminho até o Circuito Grande. A primeira parada foi o Preah Khan, um templo de apenas um andar e que possui lados perfeitamente simétricos que levam ao centro da construção, onde há uma estupa. O templo é muito lindo e muito interessante, e ainda possui escavações nas pedras com figuras de budas.

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Khmerzinhos!

De lá fomos para o Neak Pean, que fica no meio de um lago, e no espaço construído dentro do lago há outro micro lago onde o templo fica; uma verdadeira inception de lagos. O templo é pequeno, mas vale pelo entorno, pois você chega até ele por um ponte de madeira, um lugar muito diferente dos demais. O nosso planejamento para este dia foi ver templos específicos, todos pesquisados antes, pois não queríamos ficar saturados de templos e, além de tudo, tínhamos voo para Luang Prabang à tarde.

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Detalhes do Preah Kahn - um dos mais bonitos do Circuito Grande

O último templo do dia (e também de Angkor) foi o Eastern Mebon. Foi o meu favorito deste dia, além da sua imponência, ele possui esculturas de elefantes na entrada que me chamaram muito a atenção, pois na maioria dos outros são leões ou nagas. Apesar da preservação precária, as formas dos elefantes ainda estão perfeitamente visíveis. Outra coisa que gostei muito do Eastern Mebon foi a quantidade baixa de turistas, e era muito calmo e silencioso. Tiramos alguns minutos para sentar e relaxar, observar a natureza ao redor e curtir a vibe do local.

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Eastern Mebon - o único que tem elefantes em vez de nagas ou leões

Perto das 11h voltamos pro Tuk Tuk e de lá pro hotel. Nesse dia estava um calor insuportável em Siem Reap, na faixa dos 35 graus, então fiquei largado em uma sala com ar condicionado que tinha no hotel, e depois arrumamos nossas coisas e fizemos check-out. Saímos para comer e encontramos um restaurante razoável que havia ao lado, o que foi ótimo por conta do enorme calor e falta de vontade de caminhar. Depois voltamos, enrolamos um pouco mais, e às 15h o próprio gerente do hotel nos levou para o aeroporto. O voo foi pela Vietnam Airlines, e saiu às 17h sem atraso. Chegamos em Luang Prabang às 19:20 e pegamos uma van compartilhada para nosso hotel, o valor foi 7 dólares para os dois. Como a cidade é muito pequena chegamos bem rápido no Villa Oudomlith, nossa casa pelos próximos 3 dias. É um hotel muito bem localizado e muito simples; o quarto é ok, mas os serviços são um pouco bagunçados pelo fato de que é um funcionário atendendo todo mundo. 

Deixamos nossas coisas e saímos para comer. De cara o choque veio: a cidade é muito limpa! Muito mesmo, e muito organizada, com construções super bonitas e em um estilo meio europeu. A primeira impressão foi excelente, e já nos sentíamos em casa. Como teríamos o dia seguinte todo para bater perna, focamos em comer, e como eu estava me sentindo meio indisposto (acho que pelo calor de Siem Reap) optei por uma sopa básica. Depois da janta ainda andamos um pouco pelo Night Market e voltamos, pois eu queria dormir cedo, e foi o que fiz.

Dia 08 - Dia de cama e aula de inglês para os locais

Esse foi o dia mais frustrante de todos, pois aquela indisposição do dia anterior virou uma febre que me deixou sem condições de sair da cama. Tentei comer o café da manhã, mas não desceu, e já dava convencido de que não conseguiria sair do hotel. Voltei pra cama e dormi, enquanto minha mãe foi bater perna pela cidade. Ao menos consegui descansar o dia todo e só acordei às 16h, e me sentindo muito melhor. Já conseguia levantar da cama, comi normalmente e a febre tinha passado, mas ainda me sentia um pouco indisposto e com dor de cabeça.

Saí na rua e vi uma grande muvuca ao lado do hotel. Minha mãe estava lá, e descobri que se tratava de um centro onde turistas dão aula de inglês voluntariamente aos jovens locais. Como me sentia bem melhor, topei a experiência e sentei numa mesa com mais 5 laocianos e um inglês (outro voluntário). Confesso que foi uma das melhores experiências de viagem que já tive, pois além de conhecer mais sobre o povo e a cultura do Laos através de pessoas simples e de um coração enorme, ainda estava fazendo um bem enorme e eles se sentiam muito agradecidos e felizes por estarem aprendendo um novo idioma. No meu grupo tinha um cara que falava bem inglês e os outros sofriam um pouco mais, mas na base da paciência sempre funcionava. Fiquei com eles por mais ou menos uma hora, e só parei porque eles precisavam ir embora. 

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Pensa numa cidade com vibe boa

Voltei pro hotel muito feliz após um dia frustrante, e no final das contas aquilo me salvou. Acho que a sensação boa renovou minha energia e à noite já me sentia bem, e saí com a minha mãe para comer. Maneirei um pouco na comida, mas já arrisquei algo a mais do que uma mísera sopa::lol3::.  Comi um sanduíche sem carne e umas bruschettas.

Depois andamos mais um pouco pelo Night Market e minha mãe comprou uma luminária para nossa casa. Voltamos relativamente cedo pro hotel pois o dia seguinte seria o de ir ao Elephant Village, passeio que já estava agendado pela internet há 2 meses.

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Dia 09 - Elephant Village

Antes de viajar pesquisei muito sobre esse Elephant Village, e em simplesmente 100% das matérias e comentários eles estavam bem avaliados e, principalmente, eram atestados como o único local no Laos onde os animais são bem tratados. Tem certificado e tudo mais, pois lá é mais do que um local turístico, mas sim um centro de tratamento e recuperação de elefantes, e quando se faz a reserva pela internet você é obrigado a concordar em andar sem cela, direto no pelo, pois assim o animal não sente dores. Enfim, é um local famoso e aparentemente de confiança, pois jamais gastaria dinheiro com um local onde há mau trato.

O tour custou 50 dólares por pessoa, e valeu muito a pena. Nos buscaram em uma van na porta do hotel às 8:30, e depois buscamos outras 4 pessoas que iriam no mesmo grupo, 3 espanhóis e uma australiana. Chegamos lá e fomos direto encontrar os elefantes, a primeira visão impressiona pois são bichos enormes. Parece uma informação besta e óbvia, mas ver pela primeira vez na sua frente dá um frio na barriga. Montamos neles e começamos o trajeto, sempre com um guia no mesmo elefante para ter mais segurança. Fomos através de um rio e depois uma parte por terra, num total de uns 35 minutos em cima do animal. Confesso que achei rápido, mas me explicaram que isso é para comportar todos os visitantes e não passar de 4h total para cada elefante, tempo máximo que eles passeiam por dia.

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Mãe e os elefantes.

Depois disso fomos alimentar outros elefantes, e depois pegamos um barco para conhecer os elefantes bebês, que ficam em local separado e obviamente não carregam pessoas. Foi uma experiência incrível como um todo, são animais fantásticos e até que bastante dóceis (mas não se empolgue muito perto deles, tenha sempre cautela). Seguimos de barco até a Tad Sae, uma cachoeira menor e bem menos famosa que a Kuang Si, mas que eu particularmente gostei mais porque lá era possível nadar tranquilo e com poucas pessoas. A cor da água é de cinema, um azul turquesa transparente em várias camadas que formavam uma piscina perfeita. Ficamos lá por 1h e foi um dos pontos altos do dia.

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Tad Sae - menos famosa que a Kuang Si, mas mais vazia e boa pra nadar

Para finalizar o passeio voltamos ao Elephant Village, pegamos uma mesa incrível com vista para o rio e as montanhas, e comemos no Buffet que estava incluso no tour. A comida estava ótima, bastante variedade e sem limite de vezes, o que ajudou para mim que estava passando mal de tanta fome. Comi muito, até exagerei. Depois foi só capotar na van no caminho de volta e esperar chegar no hotel.

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Selva do Laos - espetáculo à parte

Como ainda tínhamos uma tarde pela frente, aproveitamos para bater mais perna pela cidade, algo que sinceramente nunca cansa, e no fim do dia subimos o Mount Phousi para ver o por do sol. O local é espetacular, mas a quantidade de turistas é um pouco insana, então vale mais pelas belas fotos do que por um momento de paz curtindo o visual. Ainda assim não me arrependo nem um pouco, é obrigatório para quem vai a Luang Prabang. 

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Luang Prabang e um pôr do sol de cinema

De lá andamos um pouco mais por ruas menos convencionais e bem menos cheias, e acabamos entrando num lugar para comer um churrasco do Laos. O restaurante em si era muito bonito, bem arborizado e o ambiente muito agradável; o nome dele é Lao Lao Garden. Bem, o churrasco do Laos é um uma chapa quente com uma sopa ao redor, você frita a carne na chapa e os legumes cozinha na sopa fervente. Eu amei, achei sensacional e muito diferente, mas apenas um para nós dois acabou sendo pouco, então saí de lá com fome. Ah, o valor foi 9 dólares.

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Churrasco do Laos 

Como eu não estava totalmente satisfeito voltamos à rua principal, onde tomei um sorvete e minha mãe comprou uma bomba de chocolate em uma padaria. Sorvete meia boca, mas eu estava feliz de estar tomando, então valeu. Depois foi nosso tradicional rolê pelo Night Market, e de volta para o hotel.

Dia 10 - Kuang Si Falls e jantar de patrão

Nesse dia tínhamos planejado ir a Kuang Si Falls, e nos deram duas opções: Tuk Tuk ou van compartilhada. Escolhemos a segunda pois era mais em conta, mas o horário era fixo saindo às 11 e voltando às 16:30. Por conta disso acordamos mais tarde e ficamos de bobeira no hotel até o horário marcado. A van era bem apertada e estava com todos os lugares ocupados, então a viagem foi um pouco ruim, mas durou pouco mais de uma hora apenas.

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Chegando lá você passa primeiro por um local onde criam ursos, não entendi muito o intuito daquilo e nem pesquisei, mas os animais eram muito bonitos então eu curti vê-los. De lá chegamos na famosa Kuang Si, talvez a principal atração de Luang Prabang. E sim, ela é famosa por um motivo: é incrivelmente bonita e a queda principal é de cinema, parece um local místico, sei lá. Mas, como já falei antes, preferi ir na Tad Sae porque a quantidade de turistas é pequena, enquanto que na Kuang Si é demais. Apesar disso foi um dia maravilhoso, tomei um banho na cachoeira, visitei toda a extensão dela e tirei belas fotos. Faltando 1h para a van voltar fomos ao restaurante principal que há dentro do parque, e para nossa surpresa o preço era justo, então comemos lá mesmo. A comida era ok, nada de mais, nada a reclamar.

Às 16:30 voltamos ao estacionamento e voltamos para Luang Prabang. A van não nos deixou no hotel, mas sim no centro da cidade próximo ao Night Market. Caminhamos de volta pro hotel, e mesmo cansados é muito bom caminhar por aquela cidade, pois tudo é bonito e ainda tem o Mekong ao redor para dar um charme maior.

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Kuang Si Falls

Chegamos no hotel e tiramos uma soneca rápida, e perto das 19h fomos ao View Point Cafe, um restaurante que fica na beira do Mekong. Escolhemos uma mesa que dava de cara com o rio, literalmente, e a vista era sensacional. O restaurante é um dos melhores da cidade segundo o Trip Advisor, e a comida estava espetacular. Porém, como custo benefício achei ruim, pois gastamos 25 dólares para os dois, muito acima da média da região. Mas como iríamos sair do Laos no dia seguinte, queríamos gastar nossos últimos Kip já que perderíamos numa troca. Então gastamos sem culpa e foi uma janta ótima. Comemos peixe, bambu, frango, sopa laociana e uma salada local.

Depois voltamos cedo ao hotel, pois nosso voo para Hanói sairia às 8:50 do dia seguinte, e reservamos nossa van já no hotel mesmo, passariam às 7:30. Nosso último dia em Luang Prabang havia sido ótimo, e era com muita dor no coração que nos despedíamos da lá.

  • 1 mês depois...
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Oi estou adorando o seu relato .
. Parabéns..
Tenho uma dúvida... Vc acha que seria possível fazer o passeio com os elefantes de manhã e ir nas cachoeiras em Kuang si falls a tarde ??
Qual o horário que retorna do passeio com os elefantes ?? É pra Kuang si falls vc lembra o valor que era pra ir de tuk tuk??
Obrigada

  • 2 semanas depois...
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Dia 11 - Primeiro dia em Hanoi

Acordamos bem cedo e às 7:20 nossa van passou para nos buscar rumo ao aeroporto. Tudo ocorreu sem problemas e às 8:50 embarcamos pela Lao Airline rumo ao Vietnã! A chegada e a imigração foram tranquilas, como já tínhamos nosso visto foi bem rápido. No aeroporto mesmo reservamos um serviço de táxi para o hotel, pagamos 36 dólares ida e volta (é bem longe da cidade).

Chegamos perto das 11 no Oriental Central, um dos melhores hotéis da viagem. Muito bem organizado, atendimento impecável e localização excelente, no coração do Old Quarter. E bota coração nisso, de cara já vimos o que seria Hanói: muvuca, muvuca, muvuca e um pouco mais de muvuca. Muita moto, muito comércio, muita gente, muito turista e muita zona. No começo eu adorei tudo, mas confesso que ao final da estadia eu tava doido pra ir embora dali, a cidade me cansou um pouco.

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Ho Hoan Kiem - muito agradável

Resolvemos dar uma volta de reconhecimento e fomos ao famoso Ho Hoan Kiem, o lago que fica ao lado do Old Quarter e é um dos principais cartões postais da cidade. É um lugar maravilhoso, voltamos muitas e muitas vezes nele apenar para caminhar e observar a vida vietnamita. Além do mais era um ótimo refúgio frente à insanidade do Old Quarter, então ajudava a relaxar. Almoçamos ali perto mesmo, num restaurante recomendado pelo Trip Advisor; como sempre a comida vietnamita é maravilhosa, sempre fui fã e sabia que comer não seria um problema lá. Pratos dos mais variados, com temperos espetaculares e muita criatividade na elaboração.

Depois do almoço nossa ideia era rodar o Old Quarter para fechar o tour para Halong Bay, e passamos em umas 4 agências (são infinitas) até fechar um barco 4 estrelas por 95 dólares por pessoa (sem nenhuma taxa adicional, já ouvi gente falando que pagou coisas à parte) para dois dias depois, passeio 2D/1N. Feito isso, rodamos o resto do dia pelo quarteirão para conhecer mais ele e observar aquela loucura toda. Atravessar a rua mesmo, é uma diversão extra, eu adorava e minha mãe morria de medo. Mas não tem erro, se você vai eles param, se você exita por um segundo as motos já percebem e passam na frente.; o segredo então é olhar bem, estar atento, mas impor respeito, olhar na cara da moto vindo e dar um olhar de "eu que vou agora nessa p***" xD. No final sempre dá certo, não vi um único acidente.

Final de tarde ao redor do lago

Final de tarde ao redor do lago

No final do dia fomos tomar um café em frente ao lago, meu lugar favorito em Hanoi. Ficar caminhando ao redor dele era sensacional, fizemos no mínimo umas 8 vezes pois era muito próximo de onde estávamos. Depois voltamos pro hotel bastante exaustos, pois Hanoi tem uma energia pesada, apesar de uma cidade incrível. Jantamos no hotel mesmo, pedimos pra recepção e eles ligaram pra um delivery pizza pra nós. Acabamos indo dormir cedo, pois no dia seguinte seria mais bate perna.

Dia 12 - Conhecendo a Hanoi menos turística

Acordamos cedo, tomamos o excelente café da manhã do hotel, o primeiro no estilo buffet da viagem, comendo à vontade e com muita variedade. Pegamos nosso mapa, boné na cabeça, muito protetor solar e saímos no sol escaldante de Hanoi rumo ao Ho Tay, o maior lago de cidade e também o menos visitado. Isso fica nítido conforme se aproxima dele, poucos turistas e uma vida cada vez mais puramente vietnamita. O caminho até ele era de aproximadamente 2,5km, e fizemos em uma hora e meia parando bastante no caminho, inclusive entrando em uma micro viela que depois virava um bairro inteiro encravado no meio do concreto, muito doido.

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Ho Tay - o maior lago de Hanói

Chegamos lá e a essa altura eu já não estava me sentindo muito bem. Dor de cabeça, indisposição, e não sei exatamente o motivo, acho que um somatório de coisas. Paramos em um café com ar condicionado para descansar e arejar a cabeça, e me ajudou um pouco. Depois seguimos para o lago e foi uma grande decepção, pois ele era feio e muito poluído, então decidimos nem ficar. Voltamos por outro caminho para passar em frente ao Palácio Presidencial e o Mausoléu de Ho Chi Mihn. Fomos por uma avenida larga e muito bonita, e conforme se vai chegando perto desses monumentos tudo fica mais luxuoso, a cidade pobre ganha uma nova cara. Longe de mim querer me engajar em debate político aqui, mas aquele luxo absurdo contrastando com uma pobreza marcante é algo típico dos governos socialistas (e muitos outros também), uma gastança desnecessária para satisfazer os luxos da elite política, enquanto pregam um discurso de igualdade acima dos crescimentos econômico e social. Muita hipocrisia.

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Mausoléu de Ho Chi Mihn

Enfim, o Mausoléu é interessante, porém estava em obras nesse dia, então as fotos ficaram horríveis. A praça que separa ele do Palácio do Governo é enorme e cheia de seguranças, então dá um clima um pouco pesado, mas ela é bem cuidada e bonita. Não ficamos lá muito tempo, seguimos para o caminho de volta ao hotel, passando pela avenida das embaixadas e pelo museu das armas, no qual não tivemos interesse em entrar. Eu voltei a me sentir mal e aquilo estava me desanimando, o dia seguinte seria em Halong Bay, um dos mais aguardados, e eu estava ali lutando contra uma febre. Nessa hora pensamos em chamar um táxi, mas desistimos e caminhamos o resto do caminho, que não era tão pouco assim. Foi legal pois entramos por um outro lado do Old Quarter que não havíamos visto ainda, e tinha uma vibe menos turística em relação à área do nosso hotel, parecia bem mais real.

Almoçamos em um restaurante próximo do hotel já bem tarde, se não me engano já eram quase 17h. Eu comi algo leve, sem carne, para me polpar e tentar estar bem pro dia seguinte, mas mesmo os pratos vegetarianos são maravilhosos, pois eles fazem coisas incríveis com os legumes e plantas. Como já estava escurecendo, voltamos pro lago e ficamos sentados em um banco apenas observando. Momento incrível, o dia havia sido cansativo e momentos como aquele me renovavam. Por conta da minha indisposição, fomos dormir bem cedo, e eu rezando para acordar bem.

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Continuo acompanhando...ansiosa por Halong bay

 

 

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Dia 13 - Primeiro dia em Ha Long Bay

Acordei e percebi que estava me sentindo muito melhor, e após colocar o termômetro vi que estava sem febre! Aquilo me deixou muito animado para começar o dia e ir rumo a um dos locais mais aguardados da viagem. Tomamos café e às 8:30 nosso ônibus passou para nos buscar, foram 4:30h de viagem com uma parada de meia hora, e perto da hora do almoço entramos no Apricot, nosso barco pelas próximas 24h.

Entramos, colocamos nossas coisas no quarto e já fomos almoçar. A mesa de almoço era bem apertada, mas a comida era muito boa, bastante variedade e em boa quantidade; tinha de tudo um pouco, desde carne vermelha, suína, até frutos do mar, sempre acompanhados de salada, arroz e legumes. Durante o almoço o barco já estava se mexendo e adentrando cada vez mais as formações rochosas de Ha Long, e a visão que eu tinha era um espetáculo, o lugar é incrivelmente bonito. Pra completar o tempo estava nublado e sem chuva, o que dava um ar bucólico à paisagem.

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Depois do almoço demos uma descansada e no deck do navio, a melhor parte para se ficar, e começamos a interagir com os demais passageiros: além de nós, estavam no barco um casal de canadenses, dois casais de russos, um casal de ingleses, um casal de australianos, duas amigas inglesas, dois irmãos argentinos, um pai com uma filha de Cingapura, um cara da França e uma mãe com uma filha e sua amiga de Taiwan. Tirando os russos, que eram mais introvertidos, todos os outros eram muito simpáticos e fáceis de lidar, o que ajudou muito. E eram de todas as idades e vibes, então era um barco extremamente heterogêneo.

Umas 4 da tarde descemos ao bote e fomos até uma caverna que tem por lá, não lembro o nome. Era enorme e interessante, mas achei aquele role pra preencher tempo de turista, preferia ter ficado no deck do barco tomando uma cerveja e admirando aquela vista de cinema. O passeio seguinte foi mais legal, fomos a uma ilha onde há uma escadaria com um mirante no topo, e a vista panorâmica da baía é demais. É ilha até não dar mais vista, realmente impressionante! Saímos de lá quando já estava escurecendo, e voltamos pro barco.

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Praia em Halong Bay

Fomos direto pro banho, e apesar de que não havia box e molhava o banheiro inteiro, achei ele bem razoável. Em seguida fomos jantar, era quase a mesma coisa do almoço, mas como tinha comido super bem não achei problema. Depois da janta começou a parte boa, colocaram música no deck, abriram o bar e o pessoal começou a se aglomerar para confraternizar e beber. Como viajava com a minha mãe, não tinha feito nada de noite até então, e confesso que tava sentindo falta, pois gosto muito. Minha mãe foi dormir cedo, e eu fiquei lá bebendo até bem tarde, a galera era muito gente boa e nos demos muito bem. Fui dormir umas 3 da manhã depois de várias cervejas e até shot de tequila.

Dia 14 - Despedida de Ha Long Bay

Acordei às 6:30 da manhã e incrivelmente sem ressaca, e fui pra aula de Tai Chi Chuan que tava rolando. A aula era boa pra dar uma alongada, mas valeu mesmo pelo nascer do sol e pra dar uma acordada. Às 8 serviram o café, novamente muito bom, com pães, café, omelete, frutas e geleias. Comi muito bem e fiquei mais um tempo no deck descansado, não me saturava nunca daquele lugar.

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Paisagem que não cansa nunca!

No meio da manhã saímos para andar de caiaque, outra experiência bacana pois a gente se sentia minúsculo remando no meio de tantas montanhas enormes. Andamos por quase 1h sem pressa, e o resto da manhã foi no barco relaxando. Como estávamos amigos dos outros hóspedes, passávamos muito tempo conversando e interagindo. Aproveitei para dormir um pouco ali nas espreguiçadeiras mesmo, para amenizar a noite mal dormida. Perto do meio dia esvaziamos o quarto e fomos pro almoço, com algumas coisas novas que não tinha comida no dia anterior, como lula e camarão. Novamente muito bom, a comida foi um dos pontos fortes desse barco.

Durante o almoço notei que o barco já estava voltando pro porto, bateu uma tristeza e uma saudade antecipada, estava muito apegado a Ha Long Bay. Chegamos no porto perto da 1 da tarde e tivemos que esperar um pouco ainda, pois o ônibus não havia chegado. Depois disso foram mais 4:30 de estrada, dormi quase todo o caminho e só fui acordar na periferia de Hanoi. Deixamos algumas pessoas antes e fomos um dos últimos. Para não tornar esse dia em Hanoi morto, fomos ao lago novamente, nosso lugar favorito na cidade. Jantamos em um restaurante que ficava na margem, local muito agradável e a comida era muito boa. Comer no Vietnã era fácil, basicamente qualquer lugar era bom, então bastava escolher um com bom custo benefício e não tinha erro.

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Old Quarter

Depois da janta demos mais uma passeada pela região, e inclusive assistimos um grupo de dança feminino que se apresentou com música latina no meio da rua. As vietnamitas tinham um belo gingado, dominavam completamente a música e vários estrangeiros e locais pararam para ver. De lá voltamos pro hotel, e fui dormir porque ainda estava um pouco cansado da noite anterior, e como não tínhamos grandes planos pro últimos em Hanoi, não ativei o despertador.

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Dia 15 - Último dia em Hanoi

Acordamos às 9 da manhã e renovados, pois havia ficado com muito sono acumulado da última noite, e por mais que uma viagem não seja jamais para dormir, eliminar o cansaço é fundamental. Comemos e saímos rumo ao Quarteirão Francês, um bairro bem bonito e moderno, com algumas arquiteturas que realmente remetem à França, mas com a muvuca asiática de sempre. É, apesar de tudo, claramente um bairro nobre da capital vietnamita, muito superior à maioria da cidade em termos de infraestrutura e organização.

Nosso objetivo lá era principalmente visitar o Museu da Mulher, minha mãe queria muito conhecer e eu me pilhei a ir junto. É um local relativamente pequeno e interessante, paga-se um valor baixíssimo (algo como 2 dólares) e conta a história de mulheres que marcaram o Vietnã, principalmente no tocante à guerra contra os EUA, glorificando elas frente a um universo historicamente masculino. Se não me engano eram 4 andares, em média ficamos uns 25 minutos em cada, então foi pouco mais de uma hora no museu, o que achei um tempo bom para não cansar, pois museu é algo que satura muito após um tempo, então o tempo nunca pode ser demais.

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Quase uma vietnamita

De lá caminhamos por umas ruas completamente aleatórias, mas sempre com um mapa na mão. Não sabíamos exatamente onde estávamos, mas com certeza fora do local turístico, pois éramos os únicos ocidentais ali :D. Tomamos um café em um lugar mega chique (mas ainda assim muito barato para nós), e foi bom porque tinha ar condicionado e deu pra refrescar, pois em Hanoi faz um calor absurdo alguns dias. Vale ressaltar que o café vietnamita é muito bom, um dos melhores do mundo, e eles se orgulham muito disso, então a cultura de tomar café lá é bem viva.

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Hanói numa noite de sexta 

Voltamos pro nosso hotel num momento em que o sol já estava queimando, então decidimos dar um tempo lá e recuperar energia pra sair de novo. Perto das 4, quando já estava mais ameno, fomos para o nosso querido lago mais uma vez, como sempre demos a volta nele e curtimos a vida local; o bom do lago é que além de bonito e bem cuidado, ele é cheio de árvores que protegem do sol, então é muito mais ameno do que nos outros locais. Como era sexta-feira, a vida de fim de semana começava a surgir em Hanoi, muita gente vestida para sair para jantar, beber, ir pra festa ou sei lá o que. Muitos jovens na rua e muita coisa rolando, como grupos de dança, brincadeiras com crianças, karaokês (eles amam isso lá) e outras atividades. A cara da cidade mudou, parecia outro lugar, era incrível e com uma vibe muito boa. Andamos bastante e vimos todo tipo de coisa, a população local realmente estava nas ruas e isso era incrível de ver. Só voltamos pro hotel porque tínhamos que acordar muito cedo no dia seguinte, pois às 8:30 da manhã sairia nosso voo para Hué. Comemos algo no hotel mesmo e fomos dormir.

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Dia 16 - Hué, capital do Vietnã imperial

Quando incluímos Hué no roteiro, foi por recomendação de uma amiga da minha mãe que tinha ido. Nosso objetivo no Vietnã Central era visitar a cidade de Hoi An, mas vimos que Hué tinha aeroporto e era relativamente perto de Hoi An, numa rota inclusive bem famosa por sua beleza. Decidimos inclui-la então, sem saber direito o que veríamos lá.

Acordamos às 5:50, e às 6:30 passou nosso táxi para o aeroporto de Hanoi, tudo correu bem e embarcamos no horário previsto, voo rápido de 1h. O aeroporto de Hué é bem pequeno, mas relativamente organizado, e achar um táxi foi tranquilo. Meia hora de estrada estávamos no Hué Serene Palace, o hotel de melhor custo-benefício da viagem, pois além de um quarto enorme com uma varanda com vista para a cidade, um banheiro enorme e um serviço excelente, ele custava incríveis 95 reais a diária para os dois com café da manhã! 

De cara agendamos nosso transporte para Hoi An para o dia seguinte, decidimos ir de táxi e pagamos 60 dólares com direito a paradas na Tumba de Khai Dihn e Marble Mountains. Depois pegamos informações, mapa na mão, e saímos rumo à Cidade Imperial, a principal atração de Hué. No caminho conhecemos um pouco da cidade, era um clima bem interiorano para quem havia saído de Hanoi, mas com uma certa organização e beleza. Atravessamos o Rio Perfume, bem feio e sujo por sinal, e chegamos depois de 1h caminhando sob um sol bem quente.

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Entrada da Cidade Imperial

A entrada custou algo como 10 dólares por pessoa, e valeu a pena! Eu amei a Cidade Imperial, já vi relato de pessoas que não gostaram, mas o segredo aqui é não querer vê-la inteira, pois quanto mais se explora, mais coisas sem graça se encontra, diferente de locais como Angkor Wat por exemplo; o legal é o clichezão mesmo, as coisas óbvias. A entrada é de cinema, uma arquitetura estilo chinesa (acho) impecável, com figuras e cores incríveis. Logo na entrada passam um filme sobre a história da cidade, ela funcionava como a capital do império e era muito rica e próspera, mas no século XX seu declínio chegou ao fim, e com a morte de Khai Dihn o império acabou por completo.

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Depois andamos por outros locais, templos, casas, terraços, corredores e estava gostando de quase tudo, achando muito diferente de tudo que já havia visto naquela viagem. Porém, conforme nos afastamos mais da entrada, mais sem graça ficava: ruínas bem mal cuidadas, quase desaparecendo, tomada por mato e sem vida nenhuma. Chegou ao ponto de vermos que não teria mais muito o que ver, e resolvemos voltar após umas 3h lá dentro. Ainda passamos novamente na entrada para bater algumas fotos e retornarmos para nosso hotel, mais 1h de caminhada e um sol ainda pior, pois era começo da tarde. Pensamos em pegar um tuk tuk, mas nossa política de economizar com esse tipo de coisa nos fez desistir. No final valeu a pena pois descobrimos um parque muito bonito e uma rua mochileira cheia de vida.

Quando chegamos no hotel de volta só queríamos saber de ficar no ar condicionado, acho que foi a cidade mais quente que passamos no Vietnã. Quando estava escurecendo saímos para dar uma volta pela cidade e conhecer um pouco mais, mas nada surpreendeu muito, era uma cidade bem comum, mas impressionantemente com muito turista, não imaginei que veria tantos ali. Como nosso hotel tinha um restaurante muito bem avaliado no Trip Advisor, comemos lá mesmo, e era realmente muito bom; pedi um combinado de porco com legumes e minha mãe pediu um peixe local, ambos muito bons. Basta ir ao Hué Serene Palace e pedir para ir ao restaurante, recomendado!

Depois fomos dormir, nossa viagem de carro para Hoi An começaria às 8:45 no dia seguinte. Se eu recomendo Hué? Recomendo sim, eu achei a cidade imperial linda, e também gostei muito da Tumba de Khai Dihn, que vimos no dia seguinte. Não acho que seja imperdível, mas como se encaixou perfeitamente na nossa logística, curti muito ter ido. Se tiver a oportunidade vá! Mas se tiver que mudar muito o roteiro, perder horas de deslocamento, pode deixar de fora que há locais bem interessantes no Vietnã.

Dia 17 - Tumba de Khai Dihn, viagem pela costa e chegada em Hoi An

Acordamos umas 7, e para completar nossa relação de amor com o Hué Serene Palace, o café da manhã era ótimo! Davam um cardápio com bastante opção e podia pedir à vontade. Comi uma espécie de misto quente e suco de laranja feito na hora. De sobremesa ainda fizeram uma panqueca com chocolate e morango. Deixamos uma gorjeta para as garçonetes e elas ficaram muito agradecidas e ainda nos prepararam uma embalagem com comida para a viagem! 

Fizemos check-out e no horário acordado o motorista passou para nos buscar. Se tivéssemos ido de trem até Da Nang e de lá pegado um táxi para Hoi An, gastaríamos só 20 dólares a menos, então com o motorista privado poderíamos parar a qualquer hora, tínhamos carro com ar condicionado e muito mais comodidade. O cara era uma figura, muito gente boa e explicava tudo na maior boa vontade.

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Primeira parada foi na Tumba do Khai Dihn, ainda no município de Hué, mas um pouco afastado do centro. Era um lugar lindo, um clima meio mórbido e instigante, e era possível ver em pouco tempo. A vegetação ao redor combina perfeitamente com a construção, achei uma harmonia perfeita. Ficamos acho que 1h lá, tempo suficiente. Depois foi só seguir viagem até Hoi An, a estrada era excelente e o carro dirigia em velocidade alta.

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Algum lugar entre Hué e Hoi An

O começo do caminho era bem sem graça, mas foi melhorando conforme chegávamos mais próximos do litoral, e em certo ponto se tornou muito bonito. Nossa primeira parada foi depois de 2:30h de viagem, em uma lagoa com uma vila de pescadores, e depois começamos a subir a montanha que fica logo antes da cidade de Da Nang, uma serra cheia de curvas onde se tem uma bela visão do litoral da região. Notei que tinha bastante onda naquelas praias, algumas ótimas para surfar, mas perguntei e eles não fazem ideia do que seja surf, então vi que procurar uma prancha seria perda de tempo ::lol3::.

Quando chegamos ao outro lado e começamos a descer, já era possível avistar Da Nang e seus prédios ultra modernos. É uma cidade enorme e bem moderna, e conforme adentramos ela pude comprovar que a qualidade de vida lá é bem superior à maioria do país, nem parecia que ficava no mesmo país que Hanoi. Seguimos por dentro da cidade até a Marble Moutains, uma montanha com uma caverna dentro, onde se colocam figuras do demônio e de coisas meio sombrias, tem um clima meio pesado. Ainda assim não me surpreendeu, ficamos pouco tempo e seguimos para Hoi An, pois já estávamos doidos para conhecer essa cidade tão falada.

Chegamos e fomos ao nosso hotel, Hoi An Ivy Hotel, e fizemos check-in. O hotel é bem simples, o café da manhã é horrível e é meio sujo, mas a localização é inacreditavelmente boa e o preço é muito bom. De lá fomos direto pra Old Town, compramos nosso ticket de acesso e começamos a explorar. Sobre esse ticket, já ouvi que é possível burlar, mas nós fomos cobrados várias vezes e vi gente sendo expulsa inclusive, então pagamos os 5 dólares cada.

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Hoi An começa a dar as caras

Voltando para o relato, a Old Town de Hoi An é um dos lugares mais lindos que já vi na vida, é surreal! Parece coisa de cinema, as casas antigas, as lanternas, o rio, os barcos passando e uma vibe incrível; não tenho como descrever apenas com palavras. Portanto a melhor coisa de Hoi An é caminhar, entrar em qualquer rua, conhecer os detalhes e admirar aquilo tudo. Apesar de pequeno, o centro histórico tem muita coisa e muito detalhe, então evite passar correndo. Nós não tínhamos pressa, teríamos ainda dois dias e meio na cidade, então nossa ritmo era leve.

Já havia pesquisado sobre os excelentes cafés que há na cidade, então pelo Trip Advisor selecionei alguns. Resolvemos conhecer o primeiro da lista, e também o que foi mais furada! Era um lugar bem esquisito, mal cuidado e afastado da parte mais bonita, mas entendi o porquê de estar bem avaliado quando vi os preços: parecia piada, se eu pedisse o cardápio inteiro era capaz de pagar só com moedas. Pedimos um café coado e um sorvete de baunilha, e estavam bons, mas nada de mais. Enfim, nós curtimos muito um lugar com ambiente agradável, apenas o preço num local ridiculamente barato como Sudeste Asiático não era suficiente, ainda mais viajando com a minha mãe. 

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Lanterna e mais lanternas

Saímos de lá e começou a escurecer, e aí vimos a mágica acontecer. As lanternas acesas iluminando a cidade, luzes diversas e velas boiando no rio, parecia cenário de filme. Além disso era muita gente! Muitos ocidentais, muitos orientais e para variar muitos chineses ::essa::. Mas a galera convivia bem, parece que a boa energia animava todos e era uma good vibe eterna. Escolhemos um restaurante ali no centro mesmo para comer, comida excelente e com bom preço, além de uma bela vista do rio. Depois mais caminhada noturna pelas ruas do centro, e minha mãe parou para comprar uma lanterna que viu na rua. Após isso voltamos para o hotel, felizes por estar em uma cidade incrível como aquela.

 

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