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Olá viajante!

Bora viajar?

Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!

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Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
Capítulo 3: 
Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
Capítulo 4: 
Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
Capítulo 5: 
Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
Capítulo 6:
Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
Capítulo 7:
Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
Capítulo 8:
Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
Capítulo 10: 
Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11]
Capítulo 12: 
O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11]
Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13]
Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13]
Capítulo 15:

(continua...)

Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?

Então segue lá no instagram @queridopassaporte

Faaala, meu povo!

Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.

Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.

Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 

 

Agradecimentos

Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:

Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha

Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.

Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 

E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.

Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.

 

A viagem

Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!

 

O Roteiro
 

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O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.

Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).

O roteiro ficou assim:

11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)

Indonésia (Bali)
15/10/17: Uluwatu
16/10/17: Ubud
17/10/17: Ubud
18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
19/10/17: Nusa Penida
20/10/17: Nusa Penida
21/10/17: Nusa Penida
22/10/17: Nusa Penida x Kuta
23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)

Singapura
24/10/17: Singapura
25/10/17: Singapura
26/10/17: Singapura
27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)

Tailândia
28/10/17: Bangkok
29/10/17: Bangkok
30/10/17: Bangkok
31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
01/11/17: Chiang Mai
02/11/17: Chiang Mai
03/11/17: Chiang Mai
04/11/17: Chiang Mai
05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
06/11/17: Railay Beach
07/11/17: Railay Beach
08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
09/11/17: Koh Phi Phi
10/11/17: Koh Phi Phi
11/11/17: Koh Phi Phi
12/11/17: Koh Phi Phi
13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
14/11/17: Bangkok
15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)

 

Quando ir?

Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).

Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.

Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.

Indonésia (Bali)

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De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.

 

Singapura

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Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.

 

Tailândia

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Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.

 

O que levar?

O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.

Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

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Equipamentos

Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.

De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).

Câmera Nikon Dx D5300
Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
Lente Nikkor 35mm f/1.8
Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
Tripé 60-170cm
GoPro HERO5 Black
GoPro Dome 6’’
Spray repelente de água
Bastão GoPro 3 Way
Bastão Flutuador GoPro
Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
Maleta de acessórios GoPro
Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
Adaptador de tomadas

Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha

 

Precisa de visto?

Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 

Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.

Indonésia
O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.

Singapura
Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.

Tailândia
Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.

Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.

 

Documentos

Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:

Cartões de embarque:
Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.

Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).

Certificado do Seguro Viagem:
Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.

Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.

Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.

Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.

 

Como levar o dinheiro?

Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.

Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.

 

Finalizando...

Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.

Então, até breve!

 

Próximo capítulo: Do sonho até lá.

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9 horas atrás, Karen M. disse:

Uau! Que lugar!

Lindas fotos!!!!!

LUGAR em maiúsculo, né?! Sensação indescritível estar lá.

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1 hora atrás, Amanda Sfair Gonçalves disse:

Que lugar absurdo!

Mata a minha curiosidade?

Quantas pessoas além de você e o Antenor estava na praia?

Quando descemos, creio que umas outras 8 pessoas espalhadas. Depois foi reduzindo. Tá cada vez maior o número de pessoas que se aventuram na descida.

Postado
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52 minutos atrás, tiagofas disse:

Outra curiosidade, pode acampar na praia?  

Cara, boa pergunta. Não creio que tenha nenhum tipo de fiscalização (infelizmente), mas também nunca li nada a respeito disso. Aliás, nem sei como o mar se comporta à noite por ali, porque as ondas são bem fortes.

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Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay.

10º dia (20 de outubro)

Nusa Penida é a maior das ilhas Nusa. Por esse motivo, ao contrário das suas irmãs Nusa Lembongan e Nusa Ceningan, não é possível conhecer toda sua beleza em apenas um dia.

Algo muito comum em Nusa Penida é a contratação de motoristas/guias particulares que te levam até os principais pontos da ilha. Isso porque boa parte das estradas (ainda) não possui boas condições, e contar com motoristas locais experientes nessas horas pode te poupar muita dor de cabeça. Sem falar que o preço é acessível, ainda mais se você estiver dividindo com uma ou mais pessoas.

Os passeios na ilha costumam ser divididos por região, de acordo com a logística geográfica dos pontos. O tour OESTE passa pelos pontos de Kelingking Beach (a parte mais famosa da ilha, que vocês viram no capítulo anterior), Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. O tour SUL visita Tembeling Forest, Banah Cliff e Perguyangan Steps. Já o tour LESTE vai até Atuh Beach, Suwehan Beach, Goa Giri Putri e 1000 Island Viewpoint.

Como nos relatos que havíamos lido diziam que a estrada até Angel Billabong e Brooken Beach era bem ruim (o que nos desencorajou a ir lá de scooter, como fizemos até Kelingking Beach no dia anterior), optamos por contratar um motorista. Fechamos com um amigo do Roby, por indicação dele. Não sabíamos se ele seria um motorista/guia tão bom quanto Roby, mas a indicação já nos passava mais confiança.

Acordamos cedo nesse dia e fomos tomar o café da manhã. A Jati nos entregou uns vouchers que nos davam direito ao café numa lanchonete que fica na frente dos bungallows. Aproveitamos para comprar mais algumas coisas para reforçar o café e nos alimentar durante o dia, como biscoitos, chips e água (Rp. 47.000). O motorista já estava nos esperando, e ele estava companhado. Na verdade, acabou que o carona que era o contato do Roby, e ele agia como intérprete, já que o motorista de fato não falava inglês.

Já vou resumir aqui dizendo que nós, particularmente, não faríamos esse roteiro com motorista novamente. Primeiro porque as estradas já não estavam TÃO ruins assim como eu havia lido. Daria pra fazer de scooter, e nós adoramos a experiência com as motos. Segundo porque nosso motorista e guia não tiveram nem de longe a mesma qualidade que tivemos em Bali com o Roby, o que ao menos justificaria o gasto. Eles só nos levaram aos lugares, nada além. Porém, se vocês querem conforto e praticidade, não há problema nenhum fazer os passeios com motoristas e carro com ar condicionado. Nós já preferimos aqueles pequenos perrengues de se aventurar sozinhos.

Seguimos até a primeira parada, Kelingking Beach. Como já havíamos visitado aqui no dia anterior, aproveitamos apenas para avistar o local do alto mais uma vez (nunca é demais), fazer algumas fotos e seguir viagem. O próximo ponto era Angel Billabong, uma espécie de piscina natural de borda infinita, criada pelas fortes ondas do mar que ali batem. Estava LOTADO quando chegamos lá. Até desanimamos de tentar alguma foto. Logo seguimos caminhando para o ponto seguinte, que fica bem ali do lado, a Broken Beach. Uma bela paisagem moldada pela natureza, cuja força da água criou uma espécie de ponte. Também estava bem cheio, mas deu pra fazer umas fotos legais. Na volta, passamos novamente por Angel Billabong, e estava vazio. Aprovei a oportunidade pra correr e fazer umas fotos. Quis chegar o mais perto da borda possível, mas eles não aconselham ir até a beirada porque já teve caso da onda bater ali e puxar os turistas para o mar. Um rapaz chegou a morrer afogado ao tentar salvar a namorada, que foi puxada. Portanto, CUIDADO.

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A última parada do dia foi Crystal Bay, a praia mais famosa de Nusa Penida. Mesmo sendo a mais visitada, ela não estava muito cheia, o que foi ótimo. É realmente uma praia bem agradável. Eles nos deixaram ali às 12h e disseram que retornariam para nos buscar às 15h. Aproveitamos para almoçar em uma das barraquinhas. Comemos atum assado na palha de coco por Rp. 55.000 cada. Compramos cerveja e água por mais Rp. 35.000. Aproveitamos para relaxar, tomar um bom banho de mar e fazer algumas fotos.

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No horário combinado, voltamos a região de Toyapakeh, encerrando o dia de passeio. Pagamos Rp. 650.000 a eles, conforme combinado. Aproveitamos para passar numa tenda de frutas e comprar Pitaya. O valor era Rp. 25.000 o quilo, mas uma outra vendedora, já mais esperta, vendo que éramos turistas, disse que o preço era Rp. 25.000 a unidade. Antenor, sem perceber a sacanagem, pagou. Fomos feitos de trouxa e pagamos 6 reais numa única Pitaya, quando ela custava 4 vezes menos haha.

Fomos jantar novamente no Warung Citiz. Queríamos carne bovina, então pedimos hambúrguer, mas não estava lá essas coisas. Pedimos uma panqueca doce de sobremesa e tudo, junto com os refrigerantes, ficou por Rp. 148.000. Na volta pro hotel, compramos cup noodles (sabíamos que aquele hambúrguer não iria segurar a fome por muito tempo rs), pão, café e água (Rp. 75.000).

O planejamento para o dia seguinte era novamente com motorista/guia privado. Mas devido à experiência do dia anterior, e já de olho grande pra cima da economia que faríamos, decidimos mudar os planos, alugar duas scooters, e fazer o roteiro por conta própria. A ideia era ousada, já que iríamos para uma parte bem afastada da illha, praticamente o outro extremo. Mas topamos o desafio. Finalizaríamos o dia na Rumah Pohon Tree House, uma casa na árvore num dos lugares mais incríveis que eu já visitei na vida, e onde, acreditem, passaríamos a noite.

Foi a melhor escolha que fizemos. Vocês verão no próximo capítulo.

 

SALDO DO DIA (por pessoa):

Rp. 47.000 - biscoitos, chips e água
Rp. 55.000 - almoço em Crystal Bay
Rp. 17.500 - água e cerveja
Rp. 325.000 - Motorista privado
Rp. 12.500 - Pitaya
Rp. 74.000 - hambúrger, refigerante e panqueca
Rp. 37.500 - miojo, biscoito, pão, café e água

TOTAL: Rp. 568.500  (USD 42)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore.

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Vou dia 14/11/2018 e volto 9/12/2018, mas vou fazer um caminho diferente.

Bora fazer um grupo no whats pra compartilhar dicas e combinar de se encontrar?

Quem tiver interesse, o meu é 12 9 9786-6499

Ano passado fui pra África e tinha um grupo assim que as pessoas entravam poucas semanas antes de ir, compartilhavam suas dicas e experiências e depois de terminar a viagem deixavam o grupo, foi bastante útil.

  • 4 semanas depois...
  • 1 mês depois...
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Salve Rodrigo!

Muito obrigado pela iniciativa, o seu roteiro da América do Sul já ajudou a Mary Teles do @vidamochileira e por consequência também me ajudou; Graças a você pude viver coisas absurdas esse ano, eu não tenho nem palavras pra agradecer esse trampo que vocês fazem pq ajudam muito mesmo no planejamento! Ano que vem vou pro Sudeste Asiático e estou acompanhando cada capítulo do seu relato. Se tiver mais conteúdo do seu planejamento como planilhas ou doc do word que puder compartilhar, meu email é o iago.goulart@hotmail.com;

Mais uma vez obrigado mesmo por todo conhecimento transmitido, forte abraço!

Iago

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Em 29/10/2018 em 11:23, Wesley_Justino disse:

@rodrigovix Fotos TOPs como sempre e um show de relato. Lugares maravilhosos! Parabéns e obrigado mais uma vez por trazer o seu relato. Essa Nusa Penida é fantástica!

Valeu, Wesley! Eu que agradeço!

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Em 08/12/2018 em 19:31, Iago Goulart disse:

Salve Rodrigo!

Muito obrigado pela iniciativa, o seu roteiro da América do Sul já ajudou a Mary Teles do @vidamochileira e por consequência também me ajudou; Graças a você pude viver coisas absurdas esse ano, eu não tenho nem palavras pra agradecer esse trampo que vocês fazem pq ajudam muito mesmo no planejamento! Ano que vem vou pro Sudeste Asiático e estou acompanhando cada capítulo do seu relato. Se tiver mais conteúdo do seu planejamento como planilhas ou doc do word que puder compartilhar, meu email é o iago.goulart@hotmail.com;

Mais uma vez obrigado mesmo por todo conhecimento transmitido, forte abraço!

Iago

Coisa boa de ler, Iago! Obrigado mesmo. Vou tentar retomar esse relato aqui o quanto antes. A correria do dia a dia atrapalha nessas horas rs.

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