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rodrigovix

Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!

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Obaaaaaaaaa, 

Eu estava aguardando ansiosamente por seu relato @rodrigovix . Realizei no inicio desse ano o Mochilão pela America do sul e no próximo ano quero ir pra tailândia. 

Muito obrigada por compartilhar suas experiências com a gente ❤

 

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Estava aguardando esse relato. Acompanhei o seu relato Bolívia, Chile e Peru e foi muito útil para o mochilão que fiz por lá - baseado no seu. Que venha o sudeste asiático

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Mo orgulho ler essa dedicatoria ai, até mostrei pá muié aqui kkkkk

Dahora velho, seu relato anterior ficou sensacional e por esse primeiro post deu pra ver que esse vai ser ainda melhor xD

Precisando estamos sempre ae, um vai ajudando o outro e aos pouquinhos vamos desbravando o mundo ^^V

Abraço

 

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Aeee!!

Que delicia ver seu post aqui!

Acabei de voltar da Bolívia Chile e Peru e só tenho a te agradecer por todo o seu empenho em nos ajudar! *gratidão!* ::otemo::

Levei o seu realato impresso, com fotos e tudo para poder seguir seus passos! 

Aguardando ansiosa o relato, no insta já deu pra sentir um gostinho porque acompanhei todos os historys haha

 

 

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Lá vem mais um relato clássico!!!!

Esperando aquela foto maravilhosa tipo a de La Paz hahahaha 

 

abração

 

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Ainda nem fiz o mochilão da America do Sul, mas já estava ansiosa por este ::lol3::

Valeu Rodrigo você (e o Antenor rs) são demais <3

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Aiiii! Já tô ansiosa por esse relato! Vai com tudo que vai ser só sucesso!

 

Muito obrigada pelo carinho e pelo agradecimento, eu que tenho que te agradecer - e MUITO por toda ajuda e atenção desde sempre!!!!

TAMO JUNTO, PARCEIRO!

 

Bjs

Mary (@vidamochileira)

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Caaara!! Que tiro de relato! Já to pegando a pipoca para os proximos posts!!

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  • kkkkkkk 1

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    • Por bluzes.dust
      Oi pessoal! Vamos para mais um relato. 
      Pontos importantes:
      * Vou dividir esse relato em duas partes, porque foi uma viagem que fiz em 2 estilos: pobre e luxo kkkk Igualmente luxo pra mim é alugar uma cabana barata e pagar passagem de barco para ter acesso a umas ilhas que somente sao possiveis nessa modalidade. Vamo lá!
      * Nao vou colocar enfase nos precos dessa vez, infelizmente, porque eu nao usei conversao do real para peso e como a inflacao na Argentina é alta, nao da para confiar muito. Meu foco é explicar o que é possível ou nao fazer e mostrar um destino que nao é muito conhecido por mochileiros brasileiros (os iniciantes).
      * Fiz essa viagem com meu marido que é iniciante, nao esta acostumado a mochilar, mas ele esta pegando o gostinho
      *Epoca boa para ir: marco
      PARTE 1 - EL BOLSÓN 
      Trekking 3 dias: Refugio Hielo Azul - Cajon del Azul
      El Bolson é uma cidade que fica no estado Rio Negro - Argentina. Para chegar lá é só ir ate o aeroporto de Bariloche e depois no terminal rodoviario de Bariloche pegar o onibus direto. As opcoes de hospedagens sao diversas e muito baratas porque eles nao tem o mesmo nivel de turismo que Bariloche. 
      Para fazer esse trekking optamos subir por Dueña Rosa e descer por Refugio Natación até Cajón del Azil e terminar na chacara do Wharton. Pela minha experiencia, recomendo ir por Dueña Rosa porque o contrario creio que exigiria mais preparo fisico para praticamente escalar por um caminho nao muito seguro. Para descer é mais facil, mas ja aviso que tem alguns trechos dificeis que tem que deitar e se arrastar literalmente kkkk. Tentem nao rir do caminho que desenhei, mas foi basicamente esse o caminho que fizemos: essa letra I é por onde subimos e depois descemos e caminhamos ate o lugar onde olhei pra tras e nao acreditei que eu tinha feito isso.

       
      DIA 1 DUEÑA ROSA - HIELO AZUL (DISTANCIA TOTAL 15 KM, ALTURA 1.300 METROS)
      Deixamos agendado um taxi para nos levar até o inicio do caminho e comecamos a subir as 6 da manha para chegar as 15 horas em Hielo Azul. Fuimos tranquilos e deu o tempo, com 2 paradas de 20 minutos cada uma. A trilha está bem sinalizada com fundos de latinha presos nas arvores que vao indicando o caminho. 😊
      Preco noite no refugio: 300 pesos por pessoa.
      Deixo aqui o contato do refugio para avisar antes de ir e saber se estará aberto e essas coisas: https://www.facebook.com/Refugio-Hielo-Azul-1051938304846584/

       
      DIA 2 - REFUGIO NATACION - LA PLAYITA + DIA 3 LA PLAYITA - WHARTON (DISTANCIA TOTAL 20 KM)
      Passamos a noite no refugio e nao foi possível ir ao Glaciar porque nao era seguro subir nesse dia. Fiquei super triste porque queria terminar de subir. Como ja tinhamos outras coisas planejadas, decidimos nao ficar mais um dia lá e comecamos a descer. Antes de descer tem que subir até o Refugio Natación e creio que é uma parte importante do trekking porque é uma subida bastante inclinada. A melhor parte desse trekking foi chegar no refugio La Playita e contemplar a beleza do lugar. A noite o dono do refugio fez pizza pra gente e tomamos cerveja pra relaxar. No terceiro dia caminhamos até a chacara do Wharton onde terminou o trekking. Deixo as fotos dessa parte e do caminho indicando onde eu estava e onde terminei (W)
      * A parte que mostra a altura 1.495 é quando tem que subir até o Natación*




       
      DIA 4- LAGO PUELO
      Dia para descansar do trekking. Na pracinha central de El Bolson tem o onibus de linha (15 pesos a passagem) super barato que vai até Lago Puelo e é divisa com o estado de Chubut  

       
      FIM PARTE 1
       

    • Por Petrônio S.
      Aqui no mochileiros.com tem bastante informação sobre o Vale do Catimbau. Vi vários relatos sobre os atrativos, como localização, onde ficar, etc. Porém não vi muito sobre alguns atrativos específicos que existem no vale, especialmente, a "Grande Muralha". Tomei conhecimento deste lugar através de uma reportagem da Rede Globo Nordeste, feita pelo repórter Francisco José. Aqui no site, há um relato de 2011, que mostra algumas fotos do lugar e dá algumas dicas de como chegar. Sigam o link abaixo:
       
      Sou de Recife e já fiz excelentes trilhas aqui no Brasil e America do Sul. Contudo, me dei conta que trilhei muito pouco aqui na minha terra. Escolhi o a Trilha da Grande Muralha no Vale do Catimbau para me redimir, rsrss. Resolvi então pesquisar mais a respeito. Tudo o que achei foi o relato que citei acima. Como é antigo, tentei o contato com as agências e guias que achei no Google. As respostas que tive é que atualmente não seria possível visitar a Muralha, devido ao fato de que o local está dentro de uma reserva indígena. Não satisfeito, entrei no site do ICMBio. Como o vale é um PARNA, com certeza saberiam informar. E foi o que aconteceu. Através dos contatos informados no site do ICMBio, fui atendido e encaminhado ao Ronaldo, uma das lideranças do território Kapinawá (nome da reserva indígena onde se localiza a Grande Muralha).
      O Ronaldo é um dos professores da escola municipal que funciona dentro da reserva. E também é um guia qualificado que conhece bem a região. Durante o nosso contato, ele confirmou que de fato somente com o acompanhamento do pessoal da aldeia é permitido visitar a Muralha. Agendamos o serviço e no último dia 22/09 fui então finalmente ao Catimbau para fazer a trilha. Marcamos às 8:00 na entrada da vila do Catimbau. Lá o Ronaldo nos aguardava em sua moto e daí o seguimos até o mirante da Grande Muralha. Acertamos os detalhes finais e partimos.
       

       
      Saindo da vila do Catimbau, passando pela entrada da aldeia Kapinawá até o ponto onde começa a trilha, dirigimos em estradas de barro por volta de uma hora.
       

       
      Notem que a paisagem é bem seca, principalmente esta época do ano. Marcamos o encontro às 8:00, por que no mesmo dia saímos de Recife às 4:30. Não foi uma decisão muito sábia, uma vez que atrasamos um pouco e só começamos a trilha passando das 10:00. Para quem vem de Recife, o percurso dura em média 04 horas. Logo, devíamos ter saído após o café da manhã para chegar na hora do almoço, deixando a trilha mais para a parte da tarde, quando o sol já estivesse mais baixo. Fica a dica.
      Deixamos o carro na melhor sombra que achamos e fomos até o mirante da tão esperada Grande Muralha.
       

       
      O nosso guia Ronaldo nos explicou que a "Grande Muralha" na verdade se chama Serra do Barreiro. Faço questão de ressaltar isso, pois esse é o nome dado a muralha pelos nativos Kapinawás e é assim que a devemos chamar. Essa muralha da Serra do Barreiro é um extenso paredão de pedra que desponta do solo em formato de serrote. Na parte mais baixa do paredão, existem vários sítios arqueológicos ainda bem conservados. O lugar tem um aspecto selvagem e segundo o nosso guia Ronaldo, fomos um dos primeiros a conhecer a região como pessoas comuns. Apenas pesquisadores e antropólogos frequentam o local.
       

       
      A parte de baixo do paredão é cheia de pinturas rupestres. O mato alto da caatinga esconde as gravuras nas cavernas que se formam na base. Nosso guia ia desbravando com um facão o caminho fechado pela vegetação do sertão. Confesso que tenho uma grande satisfação em ter feito esta trilha, pois o aspecto do lugar indica que somente os nativos caminham por lá, dando a sensação de estar num local ainda não descoberto. Gosto de fazer caminhadas autônomas, mas a trilha guiada pelo Ronaldo e seu ajudante Almeida foi realmente bastante enriquecedora. As explicações sobre as pinturas rupestres foi sensacional. Algumas datam de até 4000 anos, segundo relato dos pesquisadores que já estiveram por lá. Pelo fato de serem descendentes dos povos que habitavam esta região a séculos, os guias tentam o tempo todo explicar nos mínimos detalhes todas as tradições e modo de vida dos seus antepassados. Realmente foi uma experiência única.
      A trilha não se resume a parte de baixo. Seguindo o paredão, após um ganho de elevação de aproximadamente 30 metros, que é a altura da muralha, é possível chegar ao topo. A vista é de tirar o fôlego. A imensidão da caatinga é uma imagem realmente bonita de se ver.
       

       
      Dá para ver bem toda a extensão da "Serra do Barreiro". Tive a certeza que escolhi bem essa trilha. Sem palavras.
       

       
      Para mim, foi de fato um grande privilégio ir a um dos lugares mais inacessíveis do vale. A trilha percorre paisagens belíssimas, tanto na parte de baixo quanto na parte de cima.  Fiquei sem entender o porquê dos órgãos governamentais não estarem cuidando e divulgando este lugar. Algumas pinturas estão quase apagadas pela ação do tempo. Um lugar especial como este merece cuidados também especiais. Espero que de alguma forma a luta dos índios ganhe amparo do governo, e que as esferas competentes recebam os incentivos necessários para manter a região bem conservada. O Ronaldo nos contou que planeja montar um site para divulgar passeios na região da reserva e agendar com os turistas. Quem for ao Vale do Catimbau, não pode deixar de visitar a reserva Kapinawá na companhia dos guias indígenas, que inclusive são credenciados para acompanhar visitantes em todas as trilhas do Catimbau.
      Sobre a trilha, gravei o trajeto que fizemos no Wikiloc. Apesar de não ser uma trilha muito extensa, classifico que o percurso tem grau de dificuldade moderado, pois há vários trechos de areia fofa e plantas espinhosas por toda parte. Além disso, o calor é muito intenso. Logo, um mínimo de preparo físico e bons equipamentos são necessários (bota, calça de trilha, roupas anti-UV e proteções para cabeça e nuca contra o sol). também é importante estar bem alimentado e hidratado. Segue o tracklog:
      https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/serra-do-barreiro-grande-muralha-catimbau-28897405
      Encerrando a trilha, fomos para a pousada descansar. Ainda era dia, mas depois do sol forte o sono foi mais forte. À noite, fomos até o posto BR na entrada de Buíque às margens da BR-232 e jantamos. Na manhã seguinte, encontramos novamente o Ronaldo e fomos ver as opções das trilhas convencionais do vale. Aceitamos a sugestão dele e escolhemos a trilha do Cânion. Maravilhosa! Trilha curta, com poucos desníveis, e assim como a trilha do dia anterior, paisagens incríveis!
       

       
      Apesar de estarmos numa estação mais seca, ainda é possível ver muito verde. E essas formações rochosas? Só tem lá! O destaque foi a vista do primeiro mirante do Cânion:
       

       
      E no final da trilha, mais um sítio arqueológico impressionante:
       

       
      Para um bate e volta de final de semana, foi bastante proveitoso. A trilha do Cânion no domingo acabou super cedo. Ainda deu tempo de passar na pousada e tomar uma ducha para pegar a estrada de volta para Recife (com direito à parada para almoço regional nas churrascarias de Encruzilhada São João e compra do famoso queijo coalho da terra do queijo, Sanharó). Energias renovadas para início da semana.
      Para finalizar este relato, vamos às indicações:
      POUSADA: recomendo a pousada Santos. Serviço ótimo e barato, com excelente café da manhã. Diária por pessoa na faixa de R$ 75,00. Existem diversas pousadas também em Buíque, que é a cidade de entrada para o Vale do Catimbau, inclusive na própria vila do Catimbau tem pousadas domiciliares. Peça indicação aos guias (existe uma associação de condutores do vale, a ACONTURC). Para os interessados em camping, também há opções, porém sugiro recorrer ao Google e os guias locais. O nosso guia informou que pretende em breve organizar campings e pousadas domiciliares na reserva Kapinawá. Com certeza será uma ótima opção no futuro.
      COMIDA: Existem alguns restaurantes com boas avaliações no Tripadvisor em Buíque, porém não utilizei. Apesar de ser cidade pequena, dá para se alimentar legal.
      CONTATOS DE GUIAS: segue os contatos que tenho, utilizei e recomendo:
      - Para trilhas tradicionais do vale: ACONTURC - (87) 3816-3052 - [email protected]
      - Trilhas na reserva indígena: Ronaldo Kapinawá - (87) 98139-3015 - [email protected] (aqui apenas com autorização dele ou demais responsáveis pelas aldeias)
      GASTOS:
      - Combustível: entre R$ 250,00 e 300,00 para viagem de Recife até o vale e deslocamento entre os pontos de trilha. Rodamos aproximadamente 700 Km.
      - Alimentação: comi muito bem na pousada e restaurantes da região, gastando no máximo R$ 30,00 por refeição.
      - Serviços de guias: varia entre R$ 100,00 a 150,00 a diária, dependendo da trilha e quantidade de pessoas. Ideal é acertar diretamente com os profissionais.
      - Estadia: gastei R$ 75,00 numa das pousadas mais estruturadas de Buíque, logo, devem ter outras até mais em conta.
      - Resumo da brincadeira de final de semana: em torno de R$ 350,00 por pessoa. Não tive tempo de pesquisar outras opções, então, creio que dá para ser bem mais econômico que isto.
       
      Espero que tenham gostado deste relato. Tentei ser o mais informativo possível, para ajudar a divulgar esta região, que ao meu ver, apesar do enorme potencial, ainda é muito pouco visitada. Dedico também este texto em forma de agradecimento ao Professor Ronaldo, que além de nos ter dado uma aula sobre a cultura indígena ao vivo, usando os cenários da Catimbau como sala de aula, me presenteou com esta belíssima lança feita artesanalmente conforme as suas tradições:
       

       
      É isso ai pessoal. Visitem o Vale do Catimbau, um verdadeiro paraíso no sertão Pernambucano. Quem gosta de trilha, não pode deixar de conhecer. Eu, com certeza irei novamente. Abraço e boas trilhas!!



    • Por maicon.amarante
      Eae pessoal
      Depois de 4 meses de muita pesquisa, estou finalizando o meu mochilão, resolvi compartilhar por aqui para poder ajudar de alguma forma quem pretende fazer o mesmo percurso.
       
      Moro atualmente em Goiânia e vivo viajando por esse brasew, faz algum tempo que queria ir na Bolívia e quando comecei a planejar a viagem fui pensar melhor e talvez eu encaixe Machu Picchu, e pq não Atacama? O roteiro foi crescendo até que decidi que iria ser 40 days on the road. Inclusive, se alguém quiser acompanhar as fotos dos lugares que passei, tô postando no instagram só pesquisar a hashtag, #40_days_on_the_road
      Comecei a viagem por Uberlãndia-MG no dia 22/08, passei por algumas cidades de Goiás e segui pra Campo Grande-MS, lá seria o ponto de partida. O plano inicial seria de 20 a 25 dias cruzando Bolívia, Chile, Peru e retornando a Bonito-MS, onde finalizava os 40 dias, maaaas, como nem tudo sai conforme o planejado kk, várias mudanças.

       
      Vou pular alguns dias e ir direto ao 03/09, quando cheguei em Campo Grande. Resolvi passar por lá e não ir direto a Santa Cruz de la Sierra pq tenho uma amiga na cidade e faz tempo que estava devendo uma visita, além de querer conhecer a capital do MS, seguiria pra Corumbá no dia 04/09 e por lá cruzava a fronteira da Bolívia em Puerto Suarez.
       
      O roteiro inicial seria o seguinte:
       
       
      04/09 Campo Grande - Corumbá
      05/09 Corumbá - Porto Quijarro
      Porto Quijarro - Santa Cruz de La Sierra
      06/09 Santa Cruz de La Sierra - Sucre
      08/09 Sucre - Uyuni
      09/09 Uyuni - Salar
      Salar
      Salar
      11/09/2015 San Pedro de Atacama
      12/09/2015 San Pedro de Atacama - Arica
      Arica - Tacna
      13/09/2015 Tacna - Nazca
      Nazca - Ica
      15/09 Ica - Cusco
      16/09 Cusco
      17/09 Cusco - Aguas Callientes (Hidroelétrica)
      18/09 Machu Picchu
      19/09 Aguas Calientes - Cusco
      20/09 Cusco - Puno
      21/09 Puno - Copacabana
      22/09 Copacabana - La Paz
      24/09 La Paz - Santa Cruz de La Sierra
      25/09 Cruz de La Sierra - Porto Quijarro
      26/09 Porto Quijarro - Corumbá - Campo Grande
       
      Devido ao primeiro perrengue já no comecinho do mochilão, tive que excluir um parte do roteiro Chile.
      Eu tinha disponível pra essa viagem quase 5 mil reais, mas ainda precisava comprar muita coisa e conforme o dólar ia subindo meu dinheiro ia sumindo, e ainda naquela onda de levar tudo em real ou trocar alguns dólares, no final levei real e não tive muitos problemas com lugares pra trocar, mas, nunca mais faço uma viagem dessa com real, o dólar pode tá alto pra caralho que vou preferir ele, a nossa moeda não tava valendo nada e peguei cotações de até 1,50.
       
      Algumas coisas que comprei que foram bem úteis:
       
      Jaqueta impermeável ( comprei na Decatlhon, CASACO RAIN-CUT WARM ) super recomendo essa, teve dias no Salar com temperaturas negativas e não sofri muito com o frio graças a ela.
      Forclaz segunda pele que usei em muitos dias.
      Toalha seca rápido também na Decatlhon
      Bota - não era impermeável. essencial para andar na Ilha de Cactus do Salar e em algumas lagunas, o resto do passeio era tranquilo, ótima também pra Machu Picchu e a trilha pela hidro.
      Lanterna
      Remédios - Comprei vários dorflex, dipirona, e não sei mais quantos comprimidos, não usei nada pq não sofri com a altitude. Agora algo que recomendo levar é Aspirina, sempre tomava um comprimido a cada cidade q ia chegando, alguém me disse que era melhor que a soroche pills e realmente me ajudou. Outro também bom é o Bromoprida, ganhei da minha amiga e segundo ela era bom pra quando tivesse ânsia de vômito, e não é que deu certo. Neosoro também indico comprar pq o nariz resseca muito. Protetor solar não precisa lembrar e labial também, leve pelo menos 3 e fique com ele 24hs pra sua boca não sofrer rs.
      Mochila - comprei uma da Nautika de 45L bem barata no site da CasaFaz e levei mais uma de ataque.
       
      A mochila foi assim:
       
      8 camisetas + 1 segunda pele
      3 calças
      2 bermudas ( 1 jeans + 1 de banho) - não usei
      1 jaqueta comum
      1 moletom (não usei)
      1 casaco impermeável (3ª camada)
      1 colete
      2 gorros
      1 cachecol
      6 pares de meias
      1 par de luvas (perdi na volta em Puno =((
      1 toalha (seca rápido)
      1 chapéu + 1 boné
      1 travesseiro de ar (ñ usei) e outro de pescoço
      1 cobertor (usei poucas vezes)
      1 sapatênis
      1 havaiana
      1 money belt (doleira)
      Objetos de higiene pessoal (sabonetes, desodorante, escova dental, etc)
      2 cadeados (ñ usei)
      1 cortador de unhas (acho importante citar pq suas mãos ficam extremamente sujas kkk)
      1 canivete suíço (não usei)
      1 pacote de lenços umedecidos (sobrou alguns)
      3 carregadores portátil (não usei nenhum)
      máquina fotográfica, cartões de memória, agenda pra anotações
      pasta com roteiro e fui guardando documentos e passagens.
      Extensão e 1 benjamim (mais conhecido como T) - bem úteis
      Pen Driver
      Sacos pra lixo, clipes, ligas
      Certificado Internacional de Vacina contra Febre Amarela - é obrigatório pra entrar na Bolívia e tem 10 anos de validade, se você tomou é só ir na Anvisa e solicitar o certificado, se ainda não, tem postos de saúde que aplica, só ir lá e depois seguir pra Anvisa. Não me solicitaram em momento algum, mas é melhor levar né.
      Se vc puder comprar essas coisas mais úteis tudo antes da viagem é melhor, vai comprando aos poucos, principalmente bota que é mais caro.
       
      Tomando forma...
       
      Conheci uma galera através do Mochileiros e entrei no grupo, alguns com saídas no dia 6, outros no dia 12 e por aí, mas basicamente o mesmo roteiro, fui me animando com o grupo e a cada dia que passava só ansiedade.
      Sábado, 05/09...
      Entrei na Bolívia por volta das 16:40 por aí.

       
      Logo que atravessei a fronteira vi um mercadinho que fazia câmbio, a cotação estava a 1R$ = 1,85. Troquei 100 reais somente para pagar a passagem pra Santa Cruz , comer alguma coisa e um táxi até o terminal de Quijarro, naquele momento eu já tava perdido na primeira cidade da Bolívia e só queria seguir pra Sta Cruz rs. Esse foi o valor mais alto que achei no câmbio do real na viagem inteira, que arrependimento de não ter trocado logo muita grana alí, me disseram que o câmbio em Sta Cruz estava a 1,92, resolvi deixar pra trocar um valor mais alto por lá.
      Cheguei no terminal de Puerto Quijarro e tive que esperar até às 20h pra poder ir pra Sta Cruz, o primeiro ônibus seria às 19:00 mas não era tão confortável, chá de cadeira de quase 3hs.
       
      A passagem de Puerto Quijarro a Santa Cruz custou 80B$ (com a cotação que troquei, mais ou menos 44R$), tem ônibus às 19:00 de duas empresas e outro às 20h.
      Água de 600ML no terminal = 5B$
      Dica pra quem vai fazer o clássico mochilão Bolívia/Chile e Peru: se tem uma coisa que você vai comprar bastante nessa viagem é água, então sugiro que vc reserve uma grana só pra isso rs.
       
      Próximo post.: Sem grana em Santa Cruz. pq mochilão sem perrengue não é mochilão
    • Por Juliana Champi
      "At your own risk" será explicado no fim do relato! 
      POR ACASO... ÁFRICA DO SUL
      Essa viagem pela África do Sul nasceu Europa, mas foi alterada por motivo de força maior (R$, kk) e hoje venho contar nossa aventura pelo quarto continente em que pisamos (só falta a Oceania)!
      Digo que ela nasceu Europa pq nos planos originais eu e o marido viajaríamos para o leste Europeu... uma viagem romântica, no verão europeu (agosto) pra comemorar nossos 10 anos de casados! Nesta viagem nosso filho João não iria nos acompanhar, combinamos de viajar só nós dois a cada 5 anos, reedição da Lua de Mel.
      Ocorre que o preço das passagens para a Europa estava ridiculamente alto, e não costuma rolar promoção pra Eslovênia, rs. E eu, overplanning que sou, estava meio nervosa sabendo que faltava só seis meses pra agosto e eu ainda não tinha passagens nem pra onde ir.
      Cotei outros destinos da Europa... tudo caro! Eu tinha menos de 5k pra comprar duas passagens, rs. Aí comecei a cotar destinos aleatórios... Rússia... Austrália... África... e achei passagens em preços bons para a África do Sul! Não estavam em promoção, estavam com preço pagável, coisa de 2 mil e poucos cada, saindo de Londrina, pela Latam.
      Eu nunca compro passagem saindo de Londrina pq sempre fica muito mais caro... mas desta vez como encaixava na grana que eu tinha disponível, e considerando que é bem melhor comprar a passagem inteira unida, a animação tomou conta de mim... “Marido... a Lua de Mel pode ser na África?”. Eu estava radiante!
       
      POR ACASO... COMPANHEIROS!
      Antes de fechar as passagens pra AS, conversei com o filho. Tá certo que era pra ser só eu e Gui, mas fiquei com remorso de deixá-lo pra trás em um destino tão diferente. As perguntas dele foram: vai estar frio lá? (Sim) Vamos acordar cedo todo dia? (Sim) Vai ter internet? (Não sempre)... “então mamãe, não quero ir não”. Confirmei se ele tinha certeza... que provavelmente íamos fazer safáris... e mesmo assim ele não quis. Quem leu meu último relato (CEARÁ, abril de 2018) viu que ele reclamou muito do frio do Japão em dezembro do ano passado (2017) e pediu pra ficar um tempo indo só pra onde fosse calor e tivesse água, rs! Ai essa adolescência... paciência!
      Mas aí temos um casal de amigos do peito... e desde o ano passado estávamos pentelhando eles pra viajarem conosco este ano! Eu tinha dito pra eles ano passado que se topassem ir pra Itália este ano nós desistiríamos do leste europeu... mas como eles iam se casar no início deste ano e estavam segurando grana, não toparam. Depois de comprar nossas passagens eu mandei “Tata... vamos pra África com a gente! Vai ser Lua de Mel de vcs tb... a gente precisa dirigir juntas na mão inglesa no meio da savana...” (obs. Nós duas somos biólogas!)... e depois de enrolar uns 2 dias, Thais e Ezequiel iam com a gente! Que feliz!
       
      PLANEJAMENTO
      O casal de amigos mora em Curitiba, então nos falávamos pelo whatsapp, pessoalmente quando dava e montamos uma pasta compartilhada no Drive. Foi a primeira vez que eu tive ajuda pra montar uma viagem, pois geralmente me encarrego de montar sozinha! Adorei!
      Decidimos que dividiríamos a viagem de 22 de agosto a 7 de setembro (17 dias) em 3 locais: Joburg (22 a 26 de agosto), Kruger (26 a 30 de agosto) e Capetown (30 de agosto a 7 de setembro). Queríamos muito fazer a rota jardins, mas achamos que ficaria corrido e ela ficou pra próxima! Com as datas decididas pudemos começar a pesquisar passagens internas, hospedagens, locomoção e etc.
      Documentação: passaporte, certificado internacional de vacinação contra febre amarela e seguro viagem
      Além do passaporte, é necessário o certificado internacional de vacinação contra febre amarela. Foi bem tranqüilo pegar, pelo site da ANVISA se preenche um pré-cadastro e na agência foi bem rapidinho pegar... cada cidade tem seu método.
      Embora não seja obrigatório, solicitamos seguro viagem do cartão de crédito (gratuito para platinum ou superiores). Não tenho coragem de viajar sem não, se seu cartão não oferece, procure comprar!
      Clima: inverno!
      Em agosto é inverno na AS, assim como no Brasil. É a melhor época para avistar baleias, mergulhar com tubarão e fazer safáris! E como a gente ama frio, achamos perfeito! Em Joburg pegamos dias ensolarados e noites frias, no Kruger idem, já em Capetown, o tempo muda a cada 5 minutos e faz vento com sol e chuva e frio e calor tudo ao mesmo tempo. Mais detalhes no relato da cidade.
      Deslocamentos internos: passagens aéreas internas e aluguel de carros
      Nossa passagem aérea foi multidestinos, chegamos por Joburg e saímos por Capetown, então tínhamos que decidir como ir de Joburg para o Kruger (26 de agosto), e como ir do Kruger para Capetown (30 de agosto).
      Depois de ler muita coisa e avaliar custos e liberdades, compramos passagem aérea pela empresa Mango (Lowcost da SAA) de Joburg para Capetown em 30 de agosto, e para o Kruger alugamos carro. Em Capetown tb alugamos carro pq não queríamos ficar dependendo de agências e queríamos andar muito pelos arredores! Então resumindo ficou assim:
      22 de agosto – aéreo Brasil para Joburg
      23-26 de agosto – a pé, de Uber e etc por Joburg
      26-30 de agosto – de carro de Joburg para o Kruger
      30 de agosto – de carro do Kruger para Joburg e aéreo para Capetown
      30 de agosto a 7 de setembro – de carro em Capetown
      7 de setembro – aéreo de volta pra casa.
      A passagem interna compramos direto pelo site da Mango (3200 rands para os 4, cerca de 200 reais por pessoa) e os carros alugamos na rentalcars. 110 dólares por 4 diárias em Joburg (Kia Rio automático na Bidvest Stnd – MUITO BOM) e 150 dólares por 8 diárias em Capetown (Ford Fiesta Ecoboost automático na Budget – MEIA BOCA).
      Sobre carros na AS: como alugamos os carros na rentalcars, site gringo, vem cobrado IOF. Diz que se alugar na rentacar, site nacional, não cobra, mas nem cheguei a ver. Outra coisa é que não coloquei nenhum adicional de seguro no site, e no balcão não odereceram nenhum outro seguro da empresa como de costume... e se vc tem um cartão platinum ou superior verifique se ele não oferece cobertura de seguro veicular. E por fim, preferimos gastar um pouco mais em carros automáticos pq ia ser a primeira vez que todos nós íamos dirigir na mão direita! Sobre a PID, há informações de que precisa e informações de que não precisa mas é bom ter. Pra não arriscar resolvemos fazer, até pq pretendemos usar de novo em breve. Mas não precisou.
      Devolvemos o primeiro carro muito sujo e com tanque pela metade, além de ter pedágios debitados... cobraram coisa de 50 dólares a mais no cartão. O segundo ainda não cobraram nada. Devolvemos limpo e com tanque cheio, e os pedágios foram pagos a parte.
      Mais detalhes sobre estradas, pedágios e direção na mão direita no relato de cada cidade.
      Hospedagens
      Muita pesquisa sobre melhores locais pra ficar depois, fechamos Joburg pelo Booking (hostel), no Kruger ficamos dentro do parque (detalhes no próximo tópico) e em Capetown pegamos uma casinha fofa pelo airbnb. Como sabíamos que a hospedagem dentro do Kruger ia ficar salgada, pegamos uma opção mega barata em Joburg, e deu tudo certo:
      Joburg: Westmoreland Lodge, quarto família (para 4) com banheiro privativo! 320 reais para 3 pernoites, que lindo! Cerca de 50 reais por casal por dia! Localização e internet ruim, mas por este preço valeu.
      Capetown: nossa casinha fofa, muito confortável e bem localizada, adoramos! Anfitrião super gente fina! Não foi baratinho, mas achamos um ótimo custo benefício! 2250 reais por 8 noites – 1125 reais por casal, o que dá uma média de 140 reais por casal por noite!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/8403731
      Gente, amo muito airbnb! Pra mim é como estar em casa, ter vizinhos, e ainda possibilita fazer algumas refeições em casa, ir ao mercado, e sentir mais o que é morar ali! Caso vc tenha vontade experimentar, faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima hospedagem:
      www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3
       
      Kruger National Park: hospedagem, games e self-drive
      Ai, que trabalho que deu esse Kruger. Tanto pras hospedagens quanto pras demais atividades! Mas antes, vamos introduzir o tema “Safari na África do Sul”!
      Informações gerais têm em milhões de blogs, não tivemos dificuldade em “nos situar”, mas fazer as escolhas é que pega! Existem muitas formas e locais para se fazer safáris na AS, vários parques privados e nacionais, vários tamanhos, vários preços. O Kruger National Park é o maior da AS, com uma estrutura gigante, e foi a nossa escolha. Mas tenha em mente que na região do Kruger tem várias reservas privadas que podem oferecer experiências mais “private”, como dirigir off-road pelas trilhas, safáris de luxo entre outros.
      Uma boa opção, me pareceu, pra quem não tem dias suficientes para se deslocar até o Kruger, que fica a umas 5-6h de Joburg de carro (tb tem opções de aeroportos próximos), é o Parque Pilanesberg, bem menor, mas bem mais próximo de Joburg. Tenho amigos que fizeram safáris guiados por lá e gostaram muito, só não sei se tem opção de self-drive.
      Se a sua viagem não inclui Joburg, próximo a Porto Elizabeth, pra quem vai fazer a rota jardins, tem o Addo Elephant Park que tb é muito bem recomendado! Opções é o que não falta!
      O site abaixo é o site oficial de todos os parques nacionais da AS, mas já adianto que é um pouco confuso!
      https://www.sanparks.org/
      Mas, como já disse, escolhemos o Kruger! E escolhemos ficar dentro dele! Lemos muito sobre os tipos de acomodação, a localização dos camps, as regras do parque e tínhamos decidido alugar a opção “family cottage”, casinha para 4 pessoas, em 2 camps diferentes, um no sul e um próximo ao centro do parque! Só que quando fomos fechar as opções de campings escolhidos já estavam esgotadas 4 meses antes da viagem!!
      Apesar de imenso, muita coisa esgota rápido e com bastante antecedência, então não marque bobeira! Depois de reavaliar tudo pegamos 2 bangalôs para duas pessoas cada nos camps de Skukusa (sul) e Letaba (centro-norte). O preço ficou mais ou menos o mesmo da “family cottage”, mas quem disse que a gente conseguia reservar pelo site? Dava erro. Pedimos ajuda do suporte e já pedimos pra incluir todas as taxas de entrada e conservação aplicáveis, e no fim das contas deu cerca de 2000,00 reais por casal para 4 dias. Salgadinho né? Achei... mas enfim.
      Eles mandaram a “carta de reserva” e depois de mais alguns erros conseguimos pagar, mas foi cobrado duas vezes no cartão e tivemos que ligar lá no Parque (pelo skype!)... depois de alguma demora tudo resolvido!
      *Sobre as taxas: tem taxa de permanência diária, taxa de permanência do carro, taxa de tudo quanto é coisa, só de taxa foi mais de 1000 reais desse total de 4000 para todos!
      *Sobre os camps: tem vários, vc vai ter que entrar no site, olhar no mapa e ver as características de cada um. O parque é mais “movimentado” ao sul, e o Skukusa é o maior e melhor estruturado... se vc quiser algo mais exclusivo fuja dele. Ao norte tudo fica mais vazio, inclusive tem menos bicho dizem... então é avaliar o gosto de cada um. Quando se verifica a distância entre um camp e outro parece pouco, mas como a velocidade é limitada a 50km/h, 150km podem levar muitas horas. Além do que enquanto vc se desloca dentro do parque vc vai parando pra ver tudo né!
      Pra quem quer baratear um pouco, dá pra ficar fora do parque, há opções de hospedagem mais em conta. A parte ruim é que não se pode fazer as atividades que começam antes de abrirem e depois de fecharem os portões, limitando um pouco a experiência.
      *Sobre os games: independente de ficar dentro ou fora do parque, vc tem a opção de fazer os games guiados ou por conta. Nós, dentro do parque, resolvemos fazer dos dois.
      Com alguma dificuldade e novamente tendo que solicitar ajuda do suporte já que não conseguíamos fechar direto pelo site, decidimos por 4 games: night drive (dia 26/08), sunrise drive (dia 27/08), morning walking e sunset drive (ambos dia 29 de agosto). Tínhamos outras opções antes destas mas algumas atividades no Skukusa já estavam esgotadas faltando dois meses! Mais uma vez, atenção aos prazos!
      Vantagens dos games guiados: carros abertos, experiência dos guias, liberdade para fotografar, conhecimento. Desvantagem: preço, embora não sejam caros... os drives são cerca de 75 reais e o walking cerca de 125 por pessoa.
      Vantagens do self-drive: liberdade de ir onde quiser (desde que se mantenha nos locais pré-estabelecidos), frio na barriga, baixo custo. Desvantagens: vc não sabe onde estão os bichos, é bom seguir os carros guiados, e só pode andar das 6h da manhã as 18h.
      O relato de como foi a nossa experiência com os games guiados e os self-drives está no texto por cidade.
      O que comprar antes
      Verificamos que algumas coisas poderiam se esgotar antes da nossa chegada, mas não queríamos ficar amarrando tudo antes de ir! Dentre todas as atividades, destacam-se o passeio por Robben Island em Capetown e o mergulho com tubarão em Gansbaai.
      *Robben Island: é difícil comprar esta atividade pro próprio dia, mas é possível comprar pro dia seguinte, tanto presencialmente no V&A Waterfont, de onde saem os barcos, quanto pelo site. Não é necessário apresentar o voucher impresso. Deixamos pra comprar lá na véspera, deu xerto.
      *Mergulho com tubarão: pode arriscar reservar lá ou comprar antes. O preço por pessoa é cerca de 150 dólares, bem caro... mas em poucos lugares do mundo vc pode ter esta experiência. Fizemos uma super avaliação de empresas que oferecem o passeio e acabamos deixando pra fechar lá. Um casal fez, outro não, mais detalhes em Capetown.
      Internet
      Chip local comprado na chegada em Joburg com pacote de dados de 5GB (500 rands) roteado nos 4 celulares com foco em deslocamentos, mas usamos muito já que a internet do hostel era ruim. Em Capetown compramos mais 3GB (150 rands). E como nos separamos um dia acabamos comprando um outro chip com 1GB de internet, mais 150 rands. Total internet 800 rands, cerca de 200 reais, 100 reais por casal.
      Money... que é good nóis num have!
      Levamos 2000 dólares por casal e cartão de crédito para eventuais despesas extras.
      Para efeito de conversão, tome-se que 1 real = 3,50 rands (já descontados taxas e tarifas de conversões)
      Trocamos dinheiro duas vezes, uma no aeroporto de Joburg que cobrou taxas absurdas e uma em um shopping de Capetown que foi mais honesto.
      Como apertamos bastante o orçamento em Joburg, acabou sobrando 500 dólares de cada casal. No cartão foram pagos a subida da Table Montain que é carinha, as entradas da Robben Island que compramos pela internet na véspera, UBER em Joburg e a Tata e Eze pagaram parte do mergulho com os tubas!
      Arrumando malas
      Tínhamos franquia de 23k por passageiro na internacional pela Latam e 20k por passageiro na Mango, então não tivemos problemas com peso pq gostamos de viajar leves! Mas era inverno... levamos roupas de frio e impermeáveis. Para os safáris pedem roupas de cores neutras e é bom ter calçado impermeável pq pode molhar.
      Chegou a hora!
      Embarcamos em Londrina com destino a Guarulhos, onde encontraríamos nossos parceiros de viagem, e pontualmente às 17:55, horário de Brasília, decolamos em direção à mamaafrica! (FOTO 1)

      FOTO 1: os viajantes - eu, marido Gui e amigos Thais e Ezequiel!
       
      CONTINUA...
    • Por raquelmorgado
      Quando regressámos da viagem pelas américas trouxemos connosco a mesma vontade de conhecer coisas novas e acabámos por transportar isso para as cidades portuguesas. Em outubro fomos viver para Lisboa e começou a caça às atividades giras, preferencialmente gratuitas. Foi dessa forma que a Raquel, pelo Facebook, encontrou as visitas guiadas ao aqueduto de águas livres que se realizam ao sábado de manhã. Nenhum de nós tinha visitado o museu da água e apenas conhecíamos o aqueduto visto da estrada, em trânsito. Quem leu em adolescente os livros da coleção Uma Aventura quase de certeza não falhou o que se passa no aqueduto – Uma Aventura em Lisboa. Se forem como nós, desde essa altura têm uma vontade de atravessar o aqueduto.
      Por ser algo garantido, não se valoriza devidamente o acesso a água canalizada, que está sempre ali, à espera que se abram as torneiras. Pelo contrário, quem, como nós, viveu alguns meses sem água canalizada, a ter de comprar cisternas de água para encher depósitos, sabe como este é um bem precioso. O museu da água (EPAL) tem a função de consciencializar a população para o racionamento desse bem precioso, uma coisa que tem sido muito falada. O caso mais mediático é o da Cidade do Cabo, na África do Sul, em que há vários meses se fala no Day Zero, o dia em que a água vai deixar de correr nas torneiras devido à seca extrema. Esse dia foi sucessivamente adiado por medidas de poupança cumpridos à risca, redução do horário de fornecimento, proibição de desperdício e atribuição de um rácio de água por habitante. Mesmo em Portugal, em 2017, houve dias assustadores, com diversas barragens abaixo do recomendado e duas pontes outrora completamente submersas a surgirem de novo na paisagem. Nós fomos à procura de uma delas e o cenário é realmente desolador.
      Muitos criticam os preços que a EPAL cobra pela água, acima da média europeia, mas nem tudo é mau nesta empresa. Estes sabem que têm um papel na vida lisboeta que vai além da tarefa diária de manter a água a correr nas torneiras, dando valor ao património histórico e cultural, sendo um dos exemplos o museu da água aberto ao público.
       
      Houve tentativa de criação de museu em 1919, mas só em 1987 foi instalada uma exposição permanente.  O museu tem um preço acessível, recebendo também concertos grátis e pagos. É constituído por:
      aqueduto das águas livres; reservatório da mãe d’água; reservatório patriarcal; estação elevatória a vapor dos Barbadinhos; Galeria do Loreto;
      Aqueduto das águas livres
      Os arcos que o compõem são uma das imagens de marca de Lisboa, visíveis da Avenida de Ceuta, Monsanto, Campolide, e até para quem chega de avião. O aqueduto foi construído recorrendo a um imposto especial aplicado aos bens essenciais, como azeite, vinho e carne, por determinação real de D. João V, em 1731, plena época de império português, onde circula ouro, diamantes, especiarias, tecidos e madeiras finas. Tempo de esbanje e de mostrar aos países vizinhos que temos tudo em grande, então, por que não fazer um aqueduto à sua imagem? Estes 14 quilómetros de aqueduto resistiram ao terramoto de 1755, mantendo-se inabaláveis os 127 arcos, inclusive o maior arco de pedra do mundo. O sistema completo percorria quase 60 quilómetros, trazendo água de 58 nascentes, tendo sido utilizado até 1967. Voltando ao início, em 1744, diz a EPAL que ao som de avé-marias, circulou primeira vez água de Belas (Sintra) até às Amoreiras, onde fica a mãe d’água. Fornecia 1300m3 de água, reforçados em 1880 com a inauguração do aqueduto do Alviela. É monumento nacional desde 1910.
      Foi cenário de diversas histórias e lendas, como a do célebre ladrão Diogo Alves, que atirava do topo do aqueduto as vítimas que roubava. Foi muito pela agitação criada por estas mortes que se fechou o aqueduto. Diogo é célebre por ser o último condenado à morte em Portugal, enforcado a 19 de fevereiro de 1841. Há um filme, estreado em 1911, sobre a sua história, e a sua cabeça encontra-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo sido estudada para perceber de onde vinha tanta malvadez. Voltando ao aqueduto, tem 941 metros abertos ao público, sobre o Vale de Alcântara. É uma caminhada fácil, agradável, com uma boa vista sobre a cidade, e com pouca gente em simultâneo. Tem um bebedouro junto ao portão de entrada onde podem encher garrafas que levem vazias.



       

      Reservatório da Mãe D’água
      Dois dos seus arquitetos morreram antes da finalização do projecto, que foi sendo alterado com as sucessivas trocas de responsável. Começou a funcionar em 1746, sem que o projeto estivesse finalizado. Passaram mais 80 anos, 7 reis, invasões francesas e o terramoto até que durante o reinado de D.Maria II, com alteração da imagem inicial, este ficasse concluído. Tem um certo misticismo, sendo amplo e luminoso. Arquitetonicamente é muito mais do que uma cisterna de água.  Tem um terraço com vista sobre a cidade, um tanque de 5500m3, quatro colunas e é utilizado para receber exposições, algo que já tínhamos visto na Argentina, em Mar del Plata, uma Torre de Água que também é museu.
      Tem uma pequena loja com produtos alusivos à EPAL, é um espaço bastante interessante, merece que se fique ali a olhar para a cascata que sai da boca dum golfinho e para o tanque.



      Reservatório da Patriarcal
      Em pleno Príncipe Real, por baixo da praça D. Pedro V, existe um reservatório que era abastecido pelo novo aqueduto da Alviela. É um espaço imponente, também misterioso, onde se fazem desfiles e concertos. Os dois tanques têm uma capacidade próxima de 900m3 e foi construído para reduzir a pressão da água entre as Amoreiras (Reservatório da Mãe D’água) e a baixa da cidade.
      Tem um 31 pilares e abóbadas que sustentam o lago que permite o arejar das águas. São visíveis as três galerias que partem dali. Uma vai até à Galeria do Loreto, outra até à Rua da Alegria e a última até à Rua de S. Marçal. Partem daqui as visitas pela Galeria do Loreto, podendo ver-se os capacetes de segurança dispostos no início do túnel.
      Todas as sextas-feiras, às 19h, recebe concertos de fado, em parceria com a Real Fado.


      Estação Elevatória a Vapor do Barbadinhos
      Chegou um momento na história em que era preciso mais água, o sistema existente não dava conta do recado, por isso foi preciso encontrar outra solução. Entre 1871 e 1880 construiu-se o Aqueduto da Alviela, que trazia água a 114 quilómetros de distância. O reservatório foi construído junto a um extinto convento, foi desativado a 1928, mas ainda conserva as máquinas a vapor e uma exposição permanente. Nota: A nossa viagem não incluiu os Barbadinhos.
       
      Galeria do Loreto
      O sistema tem várias galerias, como a das Necessidades, Campo Santana, Rato, Esperança e Loreto. Esta é a única visitável, com guia, em duas partes: 1) do Reservatório Patriarcal até ao miradouro de S. Pedro de Alcântara; e 2) do reservatório até à Rua do Século. Todo o sistema da galeria do Loreto tem 2835 metros. Dizem que vale a pena a visita, mas tem sido difícil enquadrar os nossos fins de semana em Lisboa com as visitas guiadas.
       
      Preços:
      Os reservatórios, a estação elevatória e o aqueduto são grátis todos os fins de semana de 2018. Nos restantes dias, os preços variam, de 1 a 10€, dependendo do que forem ver. As únicas visitas mais restritas são as da Galeria do Loreto, que exigem marcação prévia.
       
      Vale a pena:
      Aproveitando os bilhetes grátis ao fim de semana devem visitar o museu. Mesmo pagando, por 15€ conseguem ter acesso a tudo. O ideal é encontrar um dia não muito quente para ir ao aqueduto. Tanto faz sentido ir em visita guiada, para receber o contexto histórico, como sozinhos, para calmamente apreciar e passear nos aquedutos e os reservatórios.


      R. Alviela 12, 1170-012 Lisboa, Portugal   https://365diasnomundo.com/2018/09/19/agua-lisboa/
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