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Olá viajante!

Bora viajar?

Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!

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Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
Capítulo 3: 
Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
Capítulo 4: 
Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
Capítulo 5: 
Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
Capítulo 6:
Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
Capítulo 7:
Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
Capítulo 8:
Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
Capítulo 10: 
Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11]
Capítulo 12: 
O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11]
Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13]
Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13]
Capítulo 15:

(continua...)

Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?

Então segue lá no instagram @queridopassaporte

Faaala, meu povo!

Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.

Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.

Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 

 

Agradecimentos

Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:

Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha

Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.

Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 

E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.

Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.

 

A viagem

Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!

 

O Roteiro
 

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O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.

Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).

O roteiro ficou assim:

11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)

Indonésia (Bali)
15/10/17: Uluwatu
16/10/17: Ubud
17/10/17: Ubud
18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
19/10/17: Nusa Penida
20/10/17: Nusa Penida
21/10/17: Nusa Penida
22/10/17: Nusa Penida x Kuta
23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)

Singapura
24/10/17: Singapura
25/10/17: Singapura
26/10/17: Singapura
27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)

Tailândia
28/10/17: Bangkok
29/10/17: Bangkok
30/10/17: Bangkok
31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
01/11/17: Chiang Mai
02/11/17: Chiang Mai
03/11/17: Chiang Mai
04/11/17: Chiang Mai
05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
06/11/17: Railay Beach
07/11/17: Railay Beach
08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
09/11/17: Koh Phi Phi
10/11/17: Koh Phi Phi
11/11/17: Koh Phi Phi
12/11/17: Koh Phi Phi
13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
14/11/17: Bangkok
15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)

 

Quando ir?

Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).

Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.

Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.

Indonésia (Bali)

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De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.

 

Singapura

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Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.

 

Tailândia

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Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.

 

O que levar?

O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.

Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

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Equipamentos

Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.

De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).

Câmera Nikon Dx D5300
Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
Lente Nikkor 35mm f/1.8
Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
Tripé 60-170cm
GoPro HERO5 Black
GoPro Dome 6’’
Spray repelente de água
Bastão GoPro 3 Way
Bastão Flutuador GoPro
Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
Maleta de acessórios GoPro
Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
Adaptador de tomadas

Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha

 

Precisa de visto?

Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 

Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.

Indonésia
O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.

Singapura
Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.

Tailândia
Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.

Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.

 

Documentos

Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:

Cartões de embarque:
Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.

Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).

Certificado do Seguro Viagem:
Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.

Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.

Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.

Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.

 

Como levar o dinheiro?

Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.

Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.

 

Finalizando...

Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.

Então, até breve!

 

Próximo capítulo: Do sonho até lá.

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  • Abandonei legal aqui, ein?! Pelo menos terminei 1 país kkkk. Tá foda.

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Sei que eu tô relapso com esse relato, galera. Mas não desistam de mim hehe. Até 2050 ele termina.

  • 4 semanas depois...
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Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore.

11º dia (21 de outubro)

Após acordar e tomar nosso café da manhã, fomos direto atrás de alugar duas scooters, essas motos automáticas típicas da região e, arrisco dizer, o principal veículo de locomoção do sudeste asiático. Fomos perguntando pela rua e logo nos deparamos com dois moradores dispostos a alugar as próprias motos. Pagamos Rp. 80.000 pela diária em cada uma delas. Abastecemos com 2 litros de gasolina em cada uma (Rp. 16.000 o litro), ali mesmo, no meio da rua, com garrafa pet, funil e peneira (hahaha segurança mil). Paramos numa farmácia para comprar protetor solar (Rp. 55.000) e hidratante (Rp. 28.000) e seguimos rumo a nossa primeira parada: Goa Guri Putri (ou o Templo da Caverna).

Estacionamos as motos próximo à escadaria que da acesso ao templo e ali mesmo alugamos as sarongs (Rp. 5.000 cada), de uso obrigatório. Chegando lá em cima, estava acontecendo uma cerimônia. Aguardamos o fim da cerimônia e deixamos nossa doação de Rp. 20.000 cada. Entramos na fila e descemos por um pequeno buraco, que só cabe uma pessoa por vez. Depois de passar por debaixo de uma fresta na pedra, nos deparamos com uma caverna imensa. Muito grande mesmo. Lá também estavam acontecendo outras cerimônias. Percorremos em silêncio por todo o local e depois fomos embora.

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Continuamos viagem pela encosta. Nosso destino era a praia de Atuh Beach, no extremo oposto da ilha. Esse trajeto é um dos momentos que guardo com carinho na memória. Os locais acenando com alegria para nós enquanto passávamos em frente suas casas. A cada curva, uma paisagem deslumbrante. Aquele sol e vento no rosto, num lugar autêntico e acolhedor. Sensações que marcam a gente vale a pena cada esforço pra estar ali.

A estrada até Atuh Beach não era muito pavimentada, o trecho final meio "off-road". Pode ser que hoje já tenham pavimentado, do jeito que a ilha tá ganhando cada vez mais fama. A praia é linda, o acesso é por escadas. O mar tem bastante pedra, não é fácil se banhar. Mas a areia é branquinha e há algumas barracas e quiosques servindo bebida e comida. Pedimos 2 fried rice, 1 coco e 3 coca-colas, totalizando Rp. 75.000. Ficamos lá por volta de 3 horas, aproveitando cada segundo daquele paraíso. 

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Abastecemos as motos (Rp. 20.000) e seguimos viagem até o nosso destino final, a Rumah Pohon "Treehouse". São 3 incríveis casas na árvore localizadas próximas a penhascos numa das paisagens mais deslumbrantes da ilha. Desde o primeiro instante que li sobre esse lugar, quis passar uma noite lá. E que decisão maravilhosa. Experiência única, bem rústica, e num lugar que prometia o nascer do sol mais lindo de todos.

Chegamos ao local, onde nos receberam numa espécie de "restaurante". Estacionamos nossas motos e descemos por umas escadas feitas na encosta até as casas na árvore. O banheiro é externo. O quarto tinha uma cama e um ventilador. Quando entramos, fomos recebidos por um lagarto enorme na parede do nosso quarto, que logo se assustou e fugiu haha. Guardamos nossas coisas, carregamos nossos equipamentos e subimos pra jantar. Compramos 2 cervejas, 2 coca-colas, 3 pacotes de salgadinhos e 1 sabonete, e depois fomos jantar 2 fried rice. Tudo isso ficou por Rp. 117.000.  Tomar cerveja comendo uns petiscos ouvindo uma musiquinha ambiente que vinha do restaurante, numa mesinha de madeira e cobertura de palha com a vista do mar aberto em pleno crepúsculo. Conseguiu visualizar a cena? Incrível demais.

Fomos dormir, porque no outro dia acordaríamos cedo para o espetáculo tão aguardado. Foi uma noite incrível, e a trilha sonora ficou por conta das trovoadas que as ondas provocavam ao se chocarem nos paredões do penhasco a poucos metros de nós. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto eu amei Nusa Penida.

 

SALDO DO DIA (por pessoa):

Rp. 40.000 - diária scooter
Rp. 32.000 - 2 litros de gasolina
Rp. 41.500 - protetor solar + hidratante
Rp. 5.000 - aluguel sarong
Rp. 20.000 - doação Templo da Caverna
Rp. 37.500 - almoço + bebidas em Atuh Beach
Rp. 58.500 - bebidas + sabonete + jantar

TOTAL: Rp. 234.500  (USD 17)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida!

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Se antes eu não tinha data, agora já tenho! Partiremos para a Indonésia em novembro deste ano! Acompanhando com mais atenção todos os detalhes do seu relato.
Abraços e valeu!

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6 horas atrás, h.flavioborges disse:

Se antes eu não tinha data, agora já tenho! Partiremos para a Indonésia em novembro deste ano! Acompanhando com mais atenção todos os detalhes do seu relato.
Abraços e valeu!

@h.flavioborges Boa, Flávio! A Indonésia é espetacular e eu certamente voltarei lá um dia. Muita coisa pra conhecer, ainda. Se tiver um calendário mais flexível, sugiro que vá em outubro, pois novembro em Bali já é o início da estação molhada, e as chances de pegar dias com chuva aumentam. Depois dá uma ollhadinha da tabela climática que eu montei, lá na primeira página. Abraços!

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Que show!!!!

Seus relatos são demais! o do mochilão pela América do Sul me auxiliou bastante em 2017... Ao que parece, esse também irá me ajudar muito para a viagem que pretendo fazer para a Ásia..

Parabéns, cara! 

Ah.. estou aguardando ansiosamente pelo restante do relato... rs

 

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15 horas atrás, JanainaB disse:

Que show!!!!

Seus relatos são demais! o do mochilão pela América do Sul me auxiliou bastante em 2017... Ao que parece, esse também irá me ajudar muito para a viagem que pretendo fazer para a Ásia..

Parabéns, cara! 

Ah.. estou aguardando ansiosamente pelo restante do relato... rs

 

Muito obrigado, @JanainaB. Fico feliz em ter ajudado. Já corre com essa trip pra Ásia porque você vai gostar demais!!!

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Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida!

12º dia (22 de outubro)

Pouco depois das 5h da manhã já estávamos de pé. Afinal, o tão aguardado momento havia chegado. Estávamos na expectativa de um belo esfregão da natureza na nossa cara, daqueles que dizem "olha como eu sou linda pra caralho, humanos" rs. E não nos desapontamos.

Fomos os primeiros a botar a cara pra fora na (ainda) resistente escuridão. Mas não os únicos. Poucos minutos depois, um outro casal nos seguiu subindo para o alto de uma pequena colina de onde observaríamos melhor o espetáculo. O sol começou a romper a madrugada, e o céu foi se pintando de um azulado. Algum tempo depois, um guia e mais três turistas surgiram - ao que tudo indica, não é incomum que as pessoas acordem de madrugada e venham até essa parte da ilha presenciar o nascer do sol.

Eis que ele surge. No seu tempo, imponente. Cada vez mais belo. Eu havia planejado tantas fotos, mas não fiz nem a metade. É que às vezes me pegava parado admirando aquela beleza toda, quase sem reação. E não me arrependo nem um pouco disso.

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Preciso falar alguma coisa? Não, né? Ainda sonho com esse momento.

Aproveitamos pra fazer algumas fotos nas casas das árvores (uma delas ilustra a capa de abertura desse relato). Esse local, de 2017 pra cá, inevitavelmente se tornou um dos principais motivos pelos quais muitos turistas vêm até essa parte da ilha. A maioria sequer dorme aqui ou presencia o nascer do sol. Só vem, faz umas fotos, e vai embora.

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Eu nunca vou me esquecer desse lugar. Lembro que acordei à noite na casa da árvore e fiquei olhando um tempo pro teto de palha, ouvindo o barulho das ondas batendo nos paredões e ecoando longe. Lembrei na hora da sensação de quando estava numa viagem pelo Peru e passei uma noite numa cabana dentro do Canyon del Colca. "Meu Deus, olha onde eu tô!". Sem palavras. Eu agradeço demais nessas horas.

Pegamos nossas coisas, subimos nas motos e seguimos viagem de volta ao centrinho de Nusa Penida, do outro lado da ilha. Havíamos combinado de devolvê-las às 8h e não queríamos atrasar. Compramos outro protetor solar no mesmo local da vinda, porque estava bem barato (Rp. 55.000) e a gente tava usando bastante. 

Ainda paramos pra fotografar umas paisagens das plantações de alga, uma das principais fontes econômicas em Nusa Penida. Eles exportam bastante para o Japão.

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Devolvemos as motos e fomos tomar café no lugar de sempre. Isso porque decidimos manter essa diária no bangalô que estávamos, pois deixamos todos os nossos pertences e mochilões lá, levamos apenas as mochilas de ataque pra noite na casa da árvore. Foi uma decisão bem prática.

Voltamos ao bangalô, tomamos um banho gelado e arrumamos os mochilões. Fizemos o check-out com aperto no peito. Recomendo muito o Jati Bungalows para quem for se hospedar em Nusa Penida. A Jati é muito atenciosa, prestativa e o lugar é incrível e com um preço justo.

Fomos almoçar e gastar um pouco do tempo, pois nosso barco só sairia às 16h. Almoço: 2 noodles, 2 cocas, 2 panquecas de batata, 3 tipos de doce e uma garrafa de água (total Rp. 115.000). Trocamos 50 dólares (não trocamos muito porque a cotação em Bali seria melhor), pegamos nossos mochilões e fomos para o barco. Lá no local de onde nosso barco saia, não estavam localizando nossos nomes. Liguei para o Roby pelo whatsapp (com quem eu havia combinado as passagens) e ele resolveu com o atendente. Pagamos Rp. 250.000 cada no barco de retorno de Nusa Penida para o porto de Sanur, em Bali, mais o transfer de Sanur para o nosso hotel em Kuta, região do aeroporto onde passaríamos uma noite para então pegar o nosso voo cedo no dia seguinte.

Chegando em Kuta, fizemos check-in no nosso hotel (Rp. 218.050) e saímos para conhecer a região. Honestamente, achei uma região bem feia. Não sei se era porque eu tinha vivenciado lugares paradisíacos e mágicos até então, mas achei a região de Kuta muito muvucada, a praia feia, suja, e o local com a sensação de ser muito perigoso, com vendedores te abordando na rua o tempo todo. Enfim, não demoramos nem 20 minutos na rua e já quisemos voltar para o hotel. 

Quando foi de noite, pegamos um táxi até a região de Seminyak (Rp. 75.000), conhecido por ser um bairro mais "nobre". Queríamos conhecer o Motel Mexicola, um restaurante super descolado e com uma decoração mexicana SENSACIONAL. Tava lotado de gringos, tinham vários ambientes, e vez ou outra eles pegavam alguns clientes e levavam pra cima de uma espécie de ringue que tem no meio do restaurante e lá rolava altas brincadeiras. Galera bem animada. Realmente, o lugar era incrível, porém com preços muito acima dos nossos padrões mochileiros mão-de-vaca naquele momento hehehe. Fizemos umas fotos e logo fomos embora. Eu fiz no celular mas acho que perdi as fotos, então vou deixar algumas imagens da internet aqui:

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Na saída, compramos um milho doce (Rp. 15.000) e depois enchemos a pança numa promoção de um Burger King pelo qual passamos (Rp. 100.000). Pegamos o táxi de volta para o hotel (Rp. 70.000).

Foi nossa última noite em Bali. Mas nem deu pra ficar muito triste, porque já estávamos na expectativa do dia seguinte. Pegaríamos um voo para Singapura, onde encontraríamos um casal de amigos e com eles passaríamos a semana lá.

E um detalhe: já chegaríamos direto para uma inesquecível (e nada econômica) diária no lendário Marina Bay Sands. 

 

SALDO DO DIA (por pessoa):

Rp. 27.500 - protetor solar
Rp. 10.000 - coca-cola
Rp. 57.500 - almoço
Rp. 250.000 - barco + transfer hotel
Rp. 218.050 - diária hotel Kuta
Rp. 72.500 - táxi ida e volta
Rp. 7.500 - milho doce na brasa
Rp. 50.000 - burger king

TOTAL: Rp. 693.050  (USD 51)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands.

 

 

 

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Em 16/01/2019 em 22:14, danicsml disse:

@rodrigovix por favor , faz o relato de cingapura. To curiosa!!!

 

Logo, logo começo a postar os capítulos de lá, @danicsml. Fica ligada!

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