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Olá viajante!

Bora viajar?

Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!

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Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
Capítulo 3: 
Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
Capítulo 4: 
Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
Capítulo 5: 
Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
Capítulo 6:
Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
Capítulo 7:
Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
Capítulo 8:
Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
Capítulo 10: 
Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11]
Capítulo 12: 
O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11]
Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13]
Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13]
Capítulo 15:

(continua...)

Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?

Então segue lá no instagram @queridopassaporte

Faaala, meu povo!

Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.

Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.

Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 

 

Agradecimentos

Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:

Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha

Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.

Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 

E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.

Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.

 

A viagem

Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!

 

O Roteiro
 

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O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.

Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).

O roteiro ficou assim:

11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)

Indonésia (Bali)
15/10/17: Uluwatu
16/10/17: Ubud
17/10/17: Ubud
18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
19/10/17: Nusa Penida
20/10/17: Nusa Penida
21/10/17: Nusa Penida
22/10/17: Nusa Penida x Kuta
23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)

Singapura
24/10/17: Singapura
25/10/17: Singapura
26/10/17: Singapura
27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)

Tailândia
28/10/17: Bangkok
29/10/17: Bangkok
30/10/17: Bangkok
31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
01/11/17: Chiang Mai
02/11/17: Chiang Mai
03/11/17: Chiang Mai
04/11/17: Chiang Mai
05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
06/11/17: Railay Beach
07/11/17: Railay Beach
08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
09/11/17: Koh Phi Phi
10/11/17: Koh Phi Phi
11/11/17: Koh Phi Phi
12/11/17: Koh Phi Phi
13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
14/11/17: Bangkok
15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)

 

Quando ir?

Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).

Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.

Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.

Indonésia (Bali)

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De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.

 

Singapura

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Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.

 

Tailândia

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Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.

 

O que levar?

O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.

Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

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Equipamentos

Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.

De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).

Câmera Nikon Dx D5300
Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
Lente Nikkor 35mm f/1.8
Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
Tripé 60-170cm
GoPro HERO5 Black
GoPro Dome 6’’
Spray repelente de água
Bastão GoPro 3 Way
Bastão Flutuador GoPro
Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
Maleta de acessórios GoPro
Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
Adaptador de tomadas

Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha

 

Precisa de visto?

Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 

Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.

Indonésia
O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.

Singapura
Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.

Tailândia
Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.

Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.

 

Documentos

Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:

Cartões de embarque:
Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.

Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).

Certificado do Seguro Viagem:
Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.

Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.

Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.

Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.

 

Como levar o dinheiro?

Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.

Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.

 

Finalizando...

Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.

Então, até breve!

 

Próximo capítulo: Do sonho até lá.

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  • Abandonei legal aqui, ein?! Pelo menos terminei 1 país kkkk. Tá foda.

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Capítulo 2: Do sonho até lá.

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Cotação das Moedas

Antes de mais nada, vamos a uma informação que vai nortear todo o relato: a cotação das moedas. Deixarei abaixo o valor médio de cada moeda, o que facilitará a relação de custos em dólar (USD). Prefiro estimar custos pela moeda americana por ser mais universal e menos passível de variações cambiais. Assim, temos uma noção mais real do quanto gastaríamos.

USD 1,00 = R$ 3,29 = Rp 13.300 = S$ 1,36 = THB 33,00

R$ 1,00 = Rp 4.040 (Rúpias, eles geralmente falam só o número do milhar. Ex.: 40.000 rúpias eles falam apenas "quarenta")
R$ 2,44 = S$ 1 (Dólar Singapuriano)
R$ 1,00 = THB 10,00 (Thai Bahts, mas costuma-se falar apenas Bahts, lê-se "báas")


As passagens

Desde o início da escolha do destino, sabíamos que o nosso maior gasto único seria com as passagens. Afinal, trechos Brasil x Ásia são extensos, e isso implica em passagens mais caras que as que estamos habituados.

Havia também uma dúvida. Qual época ir?

Como gostaríamos de incluir países com rotinas climáticas diferentes numa única viagem, como Indonésia (Bali) e Tailândia, tivemos que ajustar bem o nosso cronograma. Vimos que outubro era o início da estação seca em Bali, porém era o último mês da estação chuvosa na Tailândia. Logo, optamos por chegar em Bangkok (que seria nosso ponto de entrada e saída do Sudeste Asiático, pela praticidade e pelo preço) e imediatamente pegar um voo pra Bali, passar os dias programados por lá, seguir pra Singapura, ficar os dias programados e, só então, voltar à Tailândia, o que aconteceria já pelo final de outubro/início de novembro, início da estação seca por lá. 

Até então, esquema perfeito.

Definidas as datas, demos início à vigília pelas promoções. Existem inúmeros sites que facilitam esse trabalho. Eu uso muito o Kayak, porque ele já apresenta o valor final com as taxas. Há também o Skyscanner, outro site muito usado por mochileiros. A dica é criar um alerta de preços para a data desejada e também ficar policiando promoções na internet. Vale muito a pena seguir a página do Melhores Destinos no facebook e ativar as notificações de postagem deles. E também baixar o app, que lá notificação de promoção aparece na hora.

Outra dica é, independente do site onde você tomar conhecimento da promoção, dar sempre preferência à compra diretamente no site da companhia aérea em questão, evitando taxas de serviço dos sites mediadores. Porém, se isso não for possível (muitos não conseguem comprar em sites estrangeiros com cartões nacionais, mesmo habilitados para compras internacionais), aí você pode recorrer aos mediadores, que costumam facilitar as coisas nesse sentido.

No início de 2017, surgiu uma ótima promoção pela Ethiopian Airlines. Demos uma lida rápida na internet sobre ela e decidimos comprar as passagens. Pagamos R$ 2.315,03 cada, ida e volta São Paulo (GRU) x Bangkok (BKK). Um ótimo preço se comparado aos preços que acompanhávamos até então.

Em seguida, juntamos uns restos de milhas que tínhamos e compramos as passagens Vitória (VIX) x São Paulo (GRU), complementando com R$ 112,65 cada.

As outras passagens

Os voos low-cost (baixo custo) dessa região facilitam a locomoção por esse meio de transporte. Dessa forma, optamos por garantir todas as passagens com antecedência, acompanhando as promoções que iam surgindo. Muitos dizem que não é tão obrigatório assim comprar as passagens antes, pois comprando lá durante a viagem os preços não serão muito diferente (e de fato não são), então você não precisa amarrar o roteiro com tanta antecedência. Nós optamos por comprar antes pra já ir liquidando certos gastos com mais tempo.

Vou colocar todas as passagens aqui e quanto pagamos em cada uma delas, só pra vocês se informarem melhor.

Informação importante: os voos low-cost costumam ser baratos devido, principalmente, às restrições de serviços de bordo e de bagagem permitida (volume e peso). Geralmente, só permitem bagagem de mão de até 7kg ou 8kg, dependendo da companhia. Como nós estávamos carregando equipamentos, nos programamos para comprar bagagem extra em todas os trechos. Com isso, os preços tiveram aumentos significativos (em alguns casos, de 40%). Por isso, priorize viajar com bagagens leves. Além de mais prático, é mais econômico. 

Abaixo, os voos com os preços que pagamos por pessoa, já inclusos os valores de bagagem extra.

Voo Internacional / DMK (Bangkok) x DPS (Bali) / R$ 420 / Thai Lion Air
Voo Internacional / DPS (Bali) x SIN (Singapura) / R$ 299,15 / Indonesia AirAsia
Voo Internacional / SIN (Singapura) x BKK (Bangkok) / R$ 301,00 / Scoot
Voo Doméstico / DMK (Bangkok) x CNX (Chiang Mai) / R$ 116,81 / Thailand AirAsia
Trem cabine 2ª Classe / CNX (Chiang Mai) x DMK (Bangkok) / R$ 147,80 / State Railways of Thailand
Voo Doméstico / DMK (Bangkok) x KBV (Krabi) / R$ 154,63 / Thailand AirAsia
Voo Doméstico / KBV (Krabi) x DMK (Bangkok) / R$ 116,81 / Thailand AirAsia

Passagens garantidas, era só esperar o grande dia. Até que ele chegou!

Bora começar a relatar essa viagem?

 

1º dia (11 de outubro)

Para conseguir 36 dias de "férias" nessa viagem, fizemos todo o tipo de combinação possível. Férias, finais de semana, feriados, folgas... enfim, foi um grande quebra-cabeça buscando a maior quantidade de tempo possível.

No dia anterior à viagem, tudo já estava conferido e arrumado. As bagagens que seriam despachadas foram enroladas em plástico filme, desses de supermercado, estratégia boa pra quem quer proteger a mala sem gastar aquela fortuna no aeroporto.

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Já no "dia da viagem" em si, saímos do trabalho e fomos direto pra casa pegar tudo e partir pro aeroporto (Uber R$ 12). Isso porque nosso voo para São Paulo estava programado para sair às 18h e chegar lá às 19h35. Quando chegamos no aeroporto, estava um caos de tão cheio. O que já era de se esperar, visto que no dia seguinte, uma quinta-feira, seria feriado nacional (Nossa Senhora Aparecida/Dia das Crianças). Despachamos as bagagens e aproveitamos para passar na cafeteria e fazer um lanche (R$ 21 casal).

Pouco depois, descobrimos o porquê do aeroporto estar tão cheio. Além de ser véspera de feriado, fomos informados que o tempo em São Paulo não estava bom. Com isso, só conseguimos liberação para decolar às 19h30, 1h30 depois do previsto. Por precaução, havíamos dado uma margem boa de segurança entre esse voo e o voo internacional, que só sairia de Guarulhos 1h30 da manhã. Que bom!

Quando chegamos no aeroporto de Guarulhos, eram 21h. Despachamos nossas bagagens assim que foi liberado, e fomos procurar algo para comer. Passamos no Pizza Hut e gastamos R$ 83,70 o casal, e logo depois bateu o peso na consciência. Não precisava tanto. Curiosamente, foi essa a refeição mais cara de toda a viagem.

Entramos na área de embarque, passamos no Duty Free e compramos um perfume que estava na promoção porque estávamos sem e queríamos um só pra usar durante a viagem (Cool Water do David Off, USD 36). Achei a essência bem refrescante, combinou com o calor do Sudeste Asiático. Partiu avião!

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2º dia (12 de outubro)

O voo

O Boeing 787 é o maior ou um dos maiores aviões comerciais do mundo, e isso a gente já percebeu ao entrar nele. Nos deram aquele kit de travesseiro, cobertor, fone de ouvido, meias e tapa olhos. Nós pegamos janela e cadeira do meio, e havia uma mulher de meia idade no corredor ao nosso lado. Pouco tempo depois perceberíamos como é ruim não ficar no corredor, visto que sempre que dava vontade de ir ao banheiro (o que não era pouco frequente), tínhamos que acordá-la. Tanto que, assim que chegamos em Bangkok, enviamos e-mail pra companhia solicitando a troca dos nossos assentos no voo de volta de "janela e meio" para "meio e corredor".

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Duas horas depois, o jantar foi servido. Sempre com 3 opções (2 carnes e 1 vegetariano). Vinha salada, sobremesa, pãozinho, bebidas em geral, etc. Bem servido. Logo depois, tomamos um remédio pra dar sono, e dormimos em seguida. Não gostei muito, porque acordei bem lesado e quebrado depois.

Algumas horas depois, o café da manhã. Pães, suco, biscoitos, café, frutas, etc. Mais umas horas depois, o almoço, mesmo esquema do jantar.

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Cerca de 12h e 30 minutos depois, pousamos em Addis Ababa, na Etiópia. Lá, esperamos cerca de 4 horas (sem internet) até embarcar no voo para Bangkok. O chip da EasySIM4U, que era o chip de internet que eu havia comprado, não inclui a Etiópia. E o wi-fi do aeroporto era uma bela porcaria.

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Chip de internet

Aqui cabe um parênteses para falarmos sobre internet durante a viagem. Eu comprei o chip de internet ilimitada da EasySIM4U por um total de USD 81,50 (chip + taxa de entrega no Brasil). Esse chip é super bem recomendado em diversos sites, principalmente por funcionar em cerca de 140 países e não ser necessário ficar trocando chip em cada lugar ou então recarregar porque o crédito acabou.

Tive uma boa experiência com ele? Não. É algo que eu poderia ter resolvido facilmente? Talvez. Mas isso eu vou deixar pra explicar melhor ao longo dos capítulos.

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Voltando a Addis Ababa, onde aguardávamos nossa escala para seguir rumo a Bangkok. O aeroporto não é muito grande, portanto não há muito o que fazer. Se vale como informação, foi no freeshop de lá que encontramos os preços de perfumes mais baratos de todos os lugares que passamos. Fica aí uma boa dica pra quem tiver querendo renovar o estoque.

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Lanchamos 2 sanduíches, 2 águas e 1 chiclete por USD 9. Na hora marcada, embarcamos. O voo durou 9 horas, e tivemos novamente cerca de 3 refeições.

Particularmente, achei o voo bem cansativo. E põe cansativo nisso. Mas não creio que o problema tenha sido a companhia aérea, da qual Antenor gostou bastante. Acho que o problema foi uma combinação da falta de costume de viajar por tantas horas, a mulher no corredor que me inibia de levantar para uma caminhada a hora que quisesse, minha coluna que reclama quando eu fico muito tempo na mesma posição, e por aí vai. Mas, pelo menos, sobrevivi a quase 24h de voo. Não sobraram muitos voos mais demorados pra se fazer ao redor do mundo, então creio que estou apto a ir pra qualquer canto haha. Ah não ser que você vá de classe executiva, que é uma beleza só, voos internacionais em classe econômica não são lá essas coisas. Até ônibus é mais confortável, porque reclina mais.


3º dia (13 de outubro)

Já era dia 13 quando pousamos em Bangkok. Parece que passamos "3 dias viajando", mas é mais uma ilusão do fuso horário, vez que estamos indo sentido contrário à rotação da Terra. Tanto que, no dia de retorno ao Brasil, saímos lá na madrugada do dia 15 de novembro e chegamos em Vitória no fim da noite do "mesmo dia". É o mais perto que chegamos de viajar no tempo rs.

Eu daria sequência ao relato, mas o capítulo ficaria muito extenso. Vou encerrar por aqui e dar início à preparação do terceiro. Prometo tentar ser mais rápido dessa vez rs.

Já adianto que, se vocês gostam de aventura, vão gostar do próximo capítulo. Imprevistos acontecendo já no primeiro dia de Sudeste Asiático. 

Nunca, mas nunca mesmo subestimem o poder das monções.  ::sos::


SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa):

R$ 112,65 - passagem ida e volta VIX x GRU
R$ 2.315,03 - passagem ida e volta GRU x BKK
R$ 420 - DMK (Bangkok) x DPS (Bali)
R$ 299,15 - DPS (Bali) x SIN (Singapura)
R$ 301,00 - SIN (Singapura) x BKK (Bangkok)
R$ 116,81 - DMK (Bangkok) x CNX (Chiang Mai)
R$ 147,80 - Trem CNX (Chiang Mai) x DMK (Bangkok)
R$ 154,63 - DMK (Bangkok) x KBV (Krabi)
R$ 116,81 - KBV (Krabi) x DMK (Bangkok)
R$ 6,00 - Uber casa x aeroporto
R$ 10,50 - café no aeroporto VIX
R$ 41,85 - Pizza Hut no aeroporto GRU
USD 18,00 - perfume no Duty Free GRU
USD 4,50 - lanche na Etiópia

TOTAL: R$ 4.042,23 + USD 22,50 (USD 1.251)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo.

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Só tenho a agradecer pelos relatos!! em 2016 fizemos América de Sul baseados no seu relato, 

tudo deu super certo foi maravilhoso!! Agora sigo ansiosa pelo seu novo relato, pois estamos

indo em maio fazer Tailândia, Camboja e Indonésia, e por acaso estaremos indo de Ethiopian tb!

vou levar sua dica em consideração e tentar mudar os lugares também! voo longo acaba com a gente!

uma pergunta:

qual objetiva você mais usou durante a viagem?? 

abraço!!

 

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Em 08/03/2018 em 21:33, Flavia e Taymon disse:

Só tenho a agradecer pelos relatos!! em 2016 fizemos América de Sul baseados no seu relato, 

tudo deu super certo foi maravilhoso!! Agora sigo ansiosa pelo seu novo relato, pois estamos

indo em maio fazer Tailândia, Camboja e Indonésia, e por acaso estaremos indo de Ethiopian tb!

vou levar sua dica em consideração e tentar mudar os lugares também! voo longo acaba com a gente!

uma pergunta:

qual objetiva você mais usou durante a viagem?? 

abraço!!

 

Obrigado pelas palavras, Flávia e Taymon. Fico muito feliz.

Usei muito a 35mm e a 10-20mm durante a viagem, dependia muito da proposta da foto. A 18-55mm foi a que menos usei, só quando eu precisava de um pouco do zoom.

Abraços!

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E aí Rodrigo, blz?

Assim como a Flavia, ano passado eu tbm fiz America do Sul seguindo o seu relato, e esse ano em Agosto estarei indo para

Tailândia e Indonésia, logo seguirei as suas dicas, mesmo ja tendo acompanhado as suas postagens no instagram ao vivo...kkkk

Seguidor fiel...rsrsrs

Pergunta tbm:

estarei levando Euro ao invés de Dolares dessa vez, pq? Nao sei, deu vontade de testar, mas o que voce acha?

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Em 15/03/2018 em 12:46, Vinny Freitas disse:

E aí Rodrigo, blz?

Assim como a Flavia, ano passado eu tbm fiz America do Sul seguindo o seu relato, e esse ano em Agosto estarei indo para

Tailândia e Indonésia, logo seguirei as suas dicas, mesmo ja tendo acompanhado as suas postagens no instagram ao vivo...kkkk

Seguidor fiel...rsrsrs

Pergunta tbm:

estarei levando Euro ao invés de Dolares dessa vez, pq? Nao sei, deu vontade de testar, mas o que voce acha?

Valeu, Vinny!!! Fico feliz demais em ler isso.

Se for vantagem pra você na conversão, não vejo problema. São as duas moedas mais bem aceitas em qualquer parte do mundo.

Abraços!!!

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Quando teremos os próximos capítulos?

 

 

  • 2 semanas depois...
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Galerinha, mil desculpas pela demora na continuação. Tô no meio de uma mudança, e pra ajudar ainda lesionei o tornozelo e tive que imobilizar, fisioterapia, etc. e tal, vocês fazem ideia a confusão. Mas logo logo eu me organizo e dou sequência aos capítulos. Tem MUITAAA coisa massa pra contar pra vocês sobre essa viagem. Cada lugar deslumbrante!

Abraços!

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1 hora atrás, rodrigovix disse:

Galerinha, mil desculpas pela demora na continuação. Tô no meio de uma mudança, e pra ajudar ainda lesionei o tornozelo e tive que imobilizar, fisioterapia, etc. e tal, vocês fazem ideia a confusão. Mas logo logo eu me organizo e dou sequência aos capítulos. Tem MUITAAA coisa massa pra contar pra vocês sobre essa viagem. Cada lugar deslumbrante!

Abraços!

já estava preocupado hehehe

  • 2 semanas depois...
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Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo.

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3º dia (13 de outubro)

A alegria de chegar a Bangkok estava potencializada por finalmente termos saído de dentro de um avião. Eu não aguentava mais tantas horas de voo. Chegando no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi (BKK), seguimos direto para a fila do Health Control, um controle de saúde que, basicamente, no nosso caso, irá atestar o nosso Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. Aqui fica então a primeira dica. Não adianta ir pra fila da imigração sem ter passado pelo Health Control antes. Vai perder tempo.

Atestado nosso Certificado, seguimos para a fila da imigração, que foi bem tranquila. Em seguida, pegamos nossos mochilões e fomos trocar dinheiro. Trocamos apenas 50 dólares, pois sabíamos que aqui não seria a melhor das cotações. Mas, no final das contas, a diferença da cotação no aeroporto para a região da Khao San Road (a melhor que encontramos na viagem) foi de THB 1,72. Na prática, significa uma diferença de R$ 17,20 para cada 100 dólares trocados. Há quem goste de economizar em tudo (como eu), mas há quem opte pela praticidade e não ligue pra essa diferença. Vai de cada um.

Compramos um chip de internet ilimitada 4G para Antenor, 15 dias de uso (conta os dias usados, e não tempo corrido). Saiu por THB 499 (era da marca AIS 12C). Entretanto, acabou antes do previsto. Ou a mulher nos enganou, ou não soube explicar direito, ou nós não entendemos direito. Fizemos as contas de 15 dias corridos e não bateu (durou mais que isso). Fizemos as contas de 15 dias usados e não bateu (durou menos que isso). Só se for uma franquia que acabou (mas nos venderam como ilimitado). Enfim, informem-se bem.

Seguimos até a estação de metrô que fica no próprio aeroporto. Compramos as passagens nas maquininhas de tickets (THB 45 cada). Você coloca o destino e aparece o valor. Insere a nota ou as moeda e pega o troco. Bem simples.

Seguimos até a estação de Paya Thai, que é o mais próximo da região da Khao San Road que conseguimos chegar de metrô. Depois disso, era preciso pegar um táxi até lá. Essa forma é mais barata de sair do BKK em direção a KSR. No metrô, conhecemos dois brasileiros que também estavam indo para a mesma região, então decidimos rachar um Uber. A corrida total deu THB 150. Optamos por pagar THB 100 (THB 50 cada), pois os dois brasileiros iriam continuar no Uber depois que saímos.

Paramos em frente ao nosso hotel, Rambutri Village, localizado na rua Rambutri. É bem próximo a Khao San Road (5 minutos andando). Descobrimos que, além de ter que pagar toda a hospedagem no ato do check-in, ainda tínhamos que deixar um valor de THB 1000 de caução, que seria devolvido depois no check-out. Então saí para trocar 200 dólares, paguei a hospedagem (THB 1200) para 1 diária quarto casal + THB 1000 de caução.

04_cap_3.thumb.jpg.a55e8ed5cf5b9f4ffba98ffe358f24ce.jpg

Tomamos um banho pra tirar a "inhaca" de viagem e fomos descansar do tal jet lag, o efeito que dá na gente quando mudamos o fuso horário assim bruscamente. O corpo precisa se acostumar com os novos horários de "dia" e "noite". 

Acordamos mais à noite e saímos para conhecer a Khao San Road. É basicamente a rua mais famosa de Bangkok. Uma concentração de mochileiros de todas as nacionalidades, em meio aos letreiros luminosos e às mil e uma barraquinhas de tudo-quanto-é-coisa.

Já aproveitamos para iniciar os trabalhos na culinária tailandesa. Pedi um Phad Thai (lê-se "pá tai") por míseros THB 50 e Antenor um Fried Rice por THB 70. Estava uma delícia, inclusive pelo tempero "preço" de um jantar a 5 reais haha.

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05_cap_03.thumb.jpg.ac0635b7a10ab656c0b61adcd0834179.jpg

Outra estreia que fizemos foi na 7Eleven. Trata-se de uma rede de lojinhas de conveniência, tipo essas que vemos em postos de gasolina no Brasil, porém com coisas extremamente baratas. É o paraíso de um mochileiro. Tratamos de comprar o nosso "café da manhã" do dia seguinte, e gastamos apenas THB 60 para o casal (sim, 6 reais o casal).

Seguimos para o hotel logo em seguida. Afinal, precisávamos dormir cedo, pois madrugaríamos no aeroporto DMK (não confundir com o BKK) para pegar o voo para Bali.

Só que nem sempre as coisas saem como planejado.

 

4º dia (14 de outubro)

O barulho da chuva nos acordou antes mesmo do despertador. Eram 2h da manhã, e nosso voo estava marcado para as 5h50. O céu estava desabando em água e relâmpagos, eu nunca havia visto uma coisa daquelas. Eram as monções nos mostrando que os relatos dizem bem quando nos pedem pra evitá-las.

Pegamos nossas coisas, que já estavam arrumadas, e descemos pra recepção. O térreo do hotel já tinha água transbordando de dentro da própria tubulação. O pátio em frente estava completamente alagado. "Táxi nenhum virá até aqui, vocês terão que caminhar até a rua principal", disse a recepcionista, com um olhar de pena pra cima gente. Nos deram sacos de lixo para que pudéssemos nos proteger um pouco da chuva. Fizemos o check-out e pegamos nosso depósito caução de THB 1.000 de volta.

06_cap3.thumb.jpg.1ea0d6f2125367bc0ea27713da935a85.jpg

A água batia acima dos nossos joelhos. Andávamos devagar com medo de pisar em algum buraco. Eu já imaginava as mil e uma doenças que eu poderia estar pegando ali, mas não dava tempo de lamentar. Era preciso arrumar um táxi. Mas como? Nenhum louco estava na rua, só a gente.

Cruzando a esquina, vimos um taxista deixando uma senhora na frente de um hotel, no único metro quadrado que não estava alagado. "MOÇO, PLEASE, PELAMORDEDEUS, WAIT", foi uma mistureba de português com inglês no desespero, mas conseguimos chegar e pedir pra que ele nos levasse ao aeroporto, ou perderíamos nosso voo. Ele pensou e disse "THB 500". Nem esperamos ele acabar de falar e já fomos entrando no carro, aceitamos na hora. "50 reais" era uma pechincha perto da distância e das condições que ele nos levaria até o aeroporto.

Quanto mais ele avançava pelas ruas, mais a água subia. Ela já estava batendo no meio da porta do Corolla do pobre coitado. O que a gente via de carro quebrado no meio da enchente não era brincadeira. Eu não fazia ideia de como aquele taxista estava sendo louco de encarar aquela enchente pra nos levar. Mas sei que ele devia estar um pouco arrependido, porque ficava murmurando umas coisas em tailandês, que eu imagino que fosse "meu Deus, que merda que eu fui fazer?". Eu compadeci mais ainda daquelas orações quando senti meu pé molhar. A água já estava começando a entrar no carro na parte de trás. "Agora fudeu", pensei.

Antenor gravou uns stories, vou postar aqui:

Em um certo momento, depois de entrar em mil ruas e atalhos diferentes, tentando fugir das ruas mais alagadas, ele parou próximo a um cruzamento. "Não dá mais", disse, em Tailandês. Toda nossa conversa era baseada no google translator do celular, porque ele não falava inglês. Disse que dali em diante não conseguiria passar, pois nenhum carro estava passando, só caminhões.

Do lado de fora, havia uma guarita dessas de policiais de trânsito. Ele ainda tentou nos ajudar perguntando se não havia outro caminho. Pois não havia, era só aquele. Lamentando, ele nos cobrou "apenas" THB 300. Quase paguei os THB 500 só pela coragem e bondade daquele homem de nos levar até ali.

Ali ficamos, no meio do "nada", observando aquelas centenas de faróis dos carros parados, aguardando a água baixar. Já estávamos convencidos de que perderíamos o voo. Uns moradores locais que estavam ali perto da guarita, com pena da gente, pararam um caminhão que estava passando. Perguntaram se não poderiam nos levar até o aeroporto. Ficaram uns 5 minutos negociando em Tailandês, que mais pareceram 5 horas. Faltava menos de 30 minutos para o voo. Precisávamos correr.

"Eles estão pedindo THB 30 por cada um de vocês", disse uma adolescente num inglês engraçado e gentil. "YES! YES!" e já fomos subindo na caçamba do caminhão. Lá em cima, nos deparamos com dois indianos que estavam na mesma situação que a gente, e também com uma série de toneis azuis que ocupavam tudo ali. "Subam em cima dos toneis, cuidado para não cair dentro", disse um dos indianos.

Quando eu olho para dentro de um dos tonéis, imediatamente me arrependo de ter olhado. Eles estavam todos carregados de, acreditem, LAVAGEM DE PORCO. Antenor quase caiu duro quando viu kkkkkkk. Era inacreditável. Lá estávamos nós, correndo contra o tempo para chegar ao aeroporto, numa enchente cinematográfica, dividindo com dois indianos a caçamba de um caminhão carregado de lavagem de porco.

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Essas histórias, depois que passam, viram as nossas preferidas hahaha.

O cara foi voando, com certeza acima dos limites permitidos praquela via. Conseguimos chegar no aeroporto, convictos de que lá estaria um caos, com voos atrasados e tudo mais. Porém, tudo normal, como se nada tivesse acontecido na cidade. Não sei se é o costume desse povo em relação às monções, ou se lá não choveu tanto assim (duvido), mas por uma questão de 15 minutos nós perdemos o voo para Bali, e não havia reembolso ou remarcação possível.

Só nos restava aceitar a merda e comprar outras passagens. Ou compraríamos pela mesma companhia, a Malindo Air, porém só para o mesmo horário do dia seguinte, e comprometeríamos 1 dia de roteiro em Bali, ou então compraríamos uma mais cara, pela AirAsia, que sairia ao meio dia, e nos faria perder apenas uma tarde do roteiro. Com dor no coração, pagamos THB 9940 em 2 passagens.

Depois fomos comer o café da manhã que compramos no dia anterior e esperar as 6 horas até o voo. Como deu mais fome depois, compramos mais comida do lado de fora do aeroporto. Sanduíches, sucos e chocolate por THB 117, e também tomamos dois frapês antes de embarcar (THB 80 cada).

Depois de aproveitar pra tirar uns cochilos, colocar o celular pra carregar e mandar notícia pra família, deu a hora do embarque. Dissemos o nosso "até logo" para Bangkok, torcendo para que a cidade nos recebesse com mais calma no nosso retorno.


SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa):

THB 499 - Chip internet
THB 45 - Passagem metrô
THB 50 - Uber até KSR 
THB 600 cada - 1 diária Rambutri Village
THB 75 - Jantar
THB 30 - 7Eleven
THB 150 - Táxi 
THB 30 - Caminhão
THB 4.970 - Passagem Bali 
THB 59 - Lanche no aero 
THB 80 - Frapês

TOTAL: THB 6.588 (USD 200)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Roby, o motorista mais gente boa de Bali.

 

 

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2 minutos atrás, rodrigovix disse:

Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo.

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3º dia (13 de outubro)

A alegria de chegar a Bangkok estava potencializada por finalmente termos saído de dentro de um avião. Eu não aguentava mais tantas horas de voo. Chegando no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi (BKK), seguimos direto para a fila do Health Control, um controle de saúde que, basicamente, no nosso caso, irá atestar o nosso Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. Aqui fica então a primeira dica. Não adianta ir pra fila da imigração sem ter passado pelo Health Control antes. Vai perder tempo.

Atestado nosso Certificado, seguimos para a fila da imigração, que foi bem tranquila. Em seguida, pegamos nossos mochilões e fomos trocar dinheiro. Trocamos apenas 50 dólares, pois sabíamos que aqui não seria a melhor das cotações. Mas, no final das contas, a diferença da cotação no aeroporto para a região da Khao San Road (a melhor que encontramos na viagem) foi de THB 1,72. Na prática, significa uma diferença de R$ 17,20 para cada 100 dólares trocados. Há quem goste de economizar em tudo (como eu), mas há quem opte pela praticidade e não ligue pra essa diferença. Vai de cada um.

Compramos um chip de internet ilimitada 4G para Antenor, 15 dias de uso (conta os dias usados, e não tempo corrido). Saiu por THB 499 (era da marca AIS 12C). Entretanto, acabou antes do previsto. Ou a mulher nos enganou, ou não soube explicar direito, ou nós não entendemos direito. Fizemos as contas de 15 dias corridos e não bateu (durou mais que isso). Fizemos as contas de 15 dias usados e não bateu (durou menos que isso). Só se for uma franquia que acabou (mas nos venderam como ilimitado). Enfim, informem-se bem.

Seguimos até a estação de metrô que fica no próprio aeroporto. Compramos as passagens nas maquininhas de tickets (THB 45 cada). Você coloca o destino e aparece o valor. Insere a nota ou as moeda e pega o troco. Bem simples.

Seguimos até a estação de Paya Thai, que é o mais próximo da região da Khao San Road que conseguimos chegar de metrô. Depois disso, era preciso pegar um táxi até lá. Essa forma é mais barata de sair do BKK em direção a KSR. No metrô, conhecemos dois brasileiros que também estavam indo para a mesma região, então decidimos rachar um Uber. A corrida total deu THB 150. Optamos por pagar THB 100 (THB 50 cada), pois os dois brasileiros iriam continuar no Uber depois que saímos.

Paramos em frente ao nosso hotel, Rambutri Village, localizado na rua Rambutri. É bem próximo a Khao San Road (5 minutos andando). Descobrimos que, além de ter que pagar toda a hospedagem no ato do check-in, ainda tínhamos que deixar um valor de THB 1000 de caução, que seria devolvido depois no check-out. Então saí para trocar 200 dólares, paguei a hospedagem (THB 1200) para 1 diária quarto casal + THB 1000 de caução.

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Tomamos um banho pra tirar a "inhaca" de viagem e fomos descansar do tal jet lag, o efeito que dá na gente quando mudamos o fuso horário assim bruscamente. O corpo precisa se acostumar com os novos horários de "dia" e "noite". 

Acordamos mais à noite e saímos para conhecer a Khao San Road. É basicamente a rua mais famosa de Bangkok. Uma concentração de mochileiros de todas as nacionalidades, em meio aos letreiros luminosos e às mil e uma barraquinhas de tudo-quanto-é-coisa.

Já aproveitamos para iniciar os trabalhos na culinária tailandesa. Pedi um Phad Thai (lê-se "pá tai") por míseros THB 50 e Antenor um Fried Rice por THB 70. Estava uma delícia, inclusive pelo tempero "preço" de um jantar a 5 reais haha.

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Outra estreia que fizemos foi na 7Eleven. Trata-se de uma rede de lojinhas de conveniência, tipo essas que vemos em postos de gasolina no Brasil, porém com coisas extremamente baratas. É o paraíso de um mochileiro. Tratamos de comprar o nosso "café da manhã" do dia seguinte, e gastamos apenas THB 60 para o casal (sim, 6 reais o casal).

Seguimos para o hotel logo em seguida. Afinal, precisávamos dormir cedo, pois madrugaríamos no aeroporto DMK (não confundir com o BKK) para pegar o voo para Bali.

Só que nem sempre as coisas saem como planejado.

 

4º dia (14 de outubro)

O barulho da chuva nos acordou antes mesmo do despertador. Eram 2h da manhã, e nosso voo estava marcado para as 5h50. O céu estava desabando em água e relâmpagos, eu nunca havia visto uma coisa daquelas. Eram as monções nos mostrando que os relatos dizem bem quando nos pedem pra evitá-las.

Pegamos nossas coisas, que já estavam arrumadas, e descemos pra recepção. O térreo do hotel já tinha água transbordando de dentro da própria tubulação. O pátio em frente estava completamente alagado. "Táxi nenhum virá até aqui, vocês terão que caminhar até a rua principal", disse a recepcionista, com um olhar de pena pra cima gente. Nos deram sacos de lixo para que pudéssemos nos proteger um pouco da chuva. Fizemos o check-out e pegamos nosso depósito caução de THB 1.000 de volta.

A água batia acima dos nossos joelhos. Andávamos devagar com medo de pisar em algum buraco. Eu já imaginava as mil e uma doenças que eu poderia estar pegando ali, mas não dava tempo de lamentar. Era preciso arrumar um táxi. Mas como? Nenhum louco estava na rua, só a gente.

Cruzando a esquina, vimos um taxista deixando uma senhora na frente de um hotel, no único metro quadrado que não estava alagado. "MOÇO, PLEASE, PELAMORDEDEUS, WAIT", foi uma mistureba de português com inglês no desespero, mas conseguimos chegar e pedir pra que ele nos levasse ao aeroporto, ou perderíamos nosso voo. Ele pensou e disse "THB 500". Nem esperamos ele acabar de falar e já fomos entrando no carro, aceitamos na hora. "50 reais" era uma pechincha perto da distância e das condições que ele nos levaria até o aeroporto.

Quanto mais ele avançava pelas ruas, mais a água subia. Ela já estava batendo no meio da porta do Corolla do pobre coitado. O que a gente via de carro quebrado no meio da enchente não era brincadeira. Eu não fazia ideia de como aquele taxista estava sendo louco de encarar aquela enchente pra nos levar. Mas sei que ele devia estar um pouco arrependido, porque ficava murmurando umas coisas em tailandês, que eu imagino que fosse "meu Deus, que merda que eu fui fazer?". Eu compadeci mais ainda daquelas orações quando senti meu pé molhar. A água já estava começando a entrar no carro na parte de trás. "Agora fudeu", pensei.

Antenor gravou uns stories, vou postar aqui:

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Em um certo momento, depois de entrar em mil ruas e atalhos diferentes, tentando fugir das ruas mais alagadas, ele parou próximo a um cruzamento. "Não dá mais", disse, em Tailandês. Toda nossa conversa era baseada no google translator do celular, porque ele não falava inglês. Disse que dali em diante não conseguiria passar, pois nenhum carro estava passando, só caminhões.

Do lado de fora, havia uma guarita dessas de policiais de trânsito. Ele ainda tentou nos ajudar perguntando se não havia outro caminho. Pois não havia, era só aquele. Lamentando, ele nos cobrou "apenas" THB 300. Quase paguei os THB 500 só pela coragem e bondade daquele homem de nos levar até ali.

Ali ficamos, no meio do "nada", observando aquelas centenas de faróis dos carros parados, aguardando a água baixar. Já estávamos convencidos de que perderíamos o voo. Uns moradores locais que estavam ali perto da guarita, com pena da gente, pararam um caminhão que estava passando. Perguntaram se não poderiam nos levar até o aeroporto. Ficaram uns 5 minutos negociando em Tailandês, que mais pareceram 5 horas. Faltava menos de 30 minutos para o voo. Precisávamos correr.

"Eles estão pedindo THB 30 por cada um de vocês", disse uma adolescente num inglês engraçado e gentil. "YES! YES!" e já fomos subindo na caçamba do caminhão. Lá em cima, nos deparamos com dois indianos que estavam na mesma situação que a gente, e também com uma série de toneis azuis que ocupavam tudo ali. "Subam em cima dos toneis, cuidado para não cair dentro", disse um dos indianos.

Quando eu olho para dentro de um dos tonéis, imediatamente me arrependo de ter olhado. Eles estavam todos carregados de, acreditem, LAVAGEM DE PORCO. Antenor quase caiu duro quando viu kkkkkkk. Era inacreditável. Lá estávamos nós, correndo contra o tempo para chegar ao aeroporto, numa enchente cinematográfica, dividindo com dois indianos a caçamba de um caminhão carregado de lavagem de porco.

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Essas histórias, depois que passam, viram as nossas preferidas hahaha.

O cara foi voando, com certeza acima dos limites permitidos praquela via. Conseguimos chegar no aeroporto, convictos de que lá estaria um caos, com voos atrasados e tudo mais. Porém, tudo normal, como se nada tivesse acontecido na cidade. Não sei se é o costume desse povo em relação às monções, ou se lá não choveu tanto assim (duvido), mas por uma questão de 15 minutos nós perdemos o voo para Bali, e não havia reembolso ou remarcação possível.

Só nos restava aceitar a merda e comprar outras passagens. Ou compraríamos pela mesma companhia, a Malindo Air, porém só para o mesmo horário do dia seguinte, e comprometeríamos 1 dia de roteiro em Bali, ou então compraríamos uma mais cara, pela AirAsia, que sairia ao meio dia, e nos faria perder apenas uma tarde do roteiro. Com dor no coração, pagamos THB 9940 em 2 passagens.

Depois fomos comer o café da manhã que compramos no dia anterior e esperar as 6 horas até o voo. Como deu mais fome depois, compramos mais comida do lado de fora do aeroporto. Sanduíches, sucos e chocolate por THB 117, e também tomamos dois frapês antes de embarcar (THB 80 cada).

Depois de aproveitar pra tirar uns cochilos, colocar o celular pra carregar e mandar notícia pra família, deu a hora do embarque. Dissemos o nosso "até logo" para Bangkok, torcendo para que a cidade nos recebesse com mais calma no nosso retorno.


SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa):

THB 499 - Chip internet
THB 45 - Passagem metrô
THB 50 - Uber até KSR 
THB 600 cada - 1 diária Rambutri Village
THB 75 - Jantar
THB 30 - 7Eleven
THB 150 - Táxi 
THB 30 - Caminhão
THB 4.970 - Passagem Bali 
THB 59 - Lanche no aero 
THB 80 - Frapês

TOTAL: THB 6.588 (USD 200)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Roby, o motorista mais gente boa de Bali.

show, lendo kk

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