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Carnaval em Alter do Chão (= 5 dias em Alter do Chão)

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Depois de 2 anos aproveitando o Carnaval na Itália, não houve promoção para 2018. Quer dizer, até houve, mas nem perto daqueles patamares de 2k e para o período exato dos 5 dias de Carnaval. Nem para a Itália, nem para os vários outros cantos que busquei. Ao menos nos momentos em que busquei. Então começamos a olhar para dentro. Via de regra, o NE era um local a ser evitado. Preços nas alturas e gente transbordando. Tudo o que não queremos. Dentre as opções restantes, um certo dia a passagem ideal para Santarém bateu na casa dos 400 ida e volta e decidimos fechar com Alter. Mesmo sabendo que tem o CarnAlter, a informação que tinha era de que a cidade não ficava tão cheia nessa época.

Alter do Chão é parte de Santarém, mas na prática é um bairro/distrito relativamente distante. São 40 km desde o aeroporto, dá cerca de meia hora de madrugada sem trânsito (somente quebra molas). Consta que é muito utilizada pelos moradores de Santarém em fins de semana. A parte urbana é relativamente pequena, podendo ser facilmente percorrida a pé. Se vc fica no chamado centrinho, mal anda. Há ainda muitas ruas não asfaltadas que, com água das chuvas, ficam bem ruins de transitar.

Reservei uma pousada um pouco afastada do centro, imaginando que a festa de carnaval se dava por lá, no centro. Errei. A festa de carnaval se dava exatamente na praça ao lado da nossa pousada! :0

Do que pude identificar, o Carnaval em Alter é mais ou menos assim (em 2018): tem a festa “limpa”, em que a galera curte um showzinho na praça principal, praticamente na Beira Rio. O show acaba relativamente cedo. E tem a festa “suja”, que rola nessa enorme praça ao lado da nossa pousada, com um palco com música e outros carros de som tbm com música. Todos em alto volume, ao mesmo tempo. Parece estranho, mas é assim. De longe vc ouve vários sons (2, 3 às vezes mais) ao mesmo tempo agora. É considerado “sujo” porque lá é liberado jogar espuma e maisena nos outros. Na área “limpa” não pode. Um dia eu entrei na tal parte “suja” de noite para comprar umas cervejas, foi quando presenciei essa peculiaridade de um palco com um som e outros carros de som na mesma praça com outros sons, todos muito altos. Ninguém me jogou espuma, nem maisena. Amem. Mas volta e meia víamos pessoas “maisenadas” pela cidade.

Um dia, acho que domingo de carnaval, foi o ápice da confusão de sons. Além dos sons se digladiando na praça, a casa ao lado tbm promoveu um show (claro, com volume nas alturas). Ainda assim, eu dormia numa boa. Era deitar e dormir. Amem (2).

Apesar dessa proximidade, só tenho a elogiar a pousada (Serra da Lua). Simples, aconchegante, simpática, com piscininha para relaxar no fim do dia, e um delicioso café da manhã. Pacote de carnaval saiu por 900 / casal.

Dia 1
Chegamos em Santarém na madrugada de sexta para sábado. Já tínhamos agendado transfer com uma recomendação da própria pousada (90 pratas) e ele estava lá. Em mais meia hora, chegávamos à pousada. Direto dormir!

Horas depois acordamos para o café. Dia nublado, tinha chovido de madrugada. O esquema da viagem era relax, então decidimos primeiro fazer uma caminhada de reconhecimento geral e depois morgar na Ilha do Amor. E assim fizemos. 

Eu tinha dúvidas se em fevereiro ainda existiria Ilha do Amor. Isso pq a ilha surge no 2º semestre com o “inverno” local (quando chove menos e o rio “abaixa”), mas as águas voltam a subir na virada de ano. Aquela famosa faixa de areia que é a Ilha do Amor desaparece. O que eu descobri é que não desaparece por completo, as barracas são transferidas para mais para dentro, onde é mais alto e “sobrevive” à cheia do rio. Mas a charmosa ponta de areia some. Na seca é até possível ir a pé (cuidado com as arraias!) da Beira Rio para a ilha. Na época em que fomos, tinha de pegar barco (ou arriscar ir nadando). Custa 5 reais pelo barco, leva poucos minutos. A ilha estava lá, ainda. Amem. 

Depois de brevemente explorada a parte urbana, seguimos para a Ilha do Amor. Buscamos uma barraca mais distante, achando que ficaria cheio. Estava tudo beeeem vazio. Tempo nublado, ok. Mas era um sábado de carnaval. Seguiu vazio assim até irmos embora. Estacionamos numa barraca e ficamos lá de relax. Depois trocamos de barraca em busca de cervas mais geladas (Tijucas de 600 ml a 8 reais em todas as barracas; uma semana antes nós fomos em Balneário Camboriú, onde se cobrava o dobro por Heinekens do mesmo tamanho).

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Rumo à Ilha do Amor

Tinha lido no relato da Letícia sobre barcos que paravam lá com som nas alturas. Vi campanhas contra isso pela cidade, vi placas sinalizando proibição de som alto. Como vejo em tudo quanto é canto do país, aliás. E não ouvi som automotivo na ilha do amor nesse primeiro dia. Amem.

Bolinhos de Piracuí são o petisco mais característico da região. Parecem esteticamente com bolinho de bacalhau. Comemos todos os dias. Além disso, várias pessoas passam vendendo coisas na praia. Geralmente comidinhas (castanha, ovos de codorna, doces, queijo), mas também tinham umas venezuelanas oferecendo massagem. Fizemos. É meio desconfortável, vc faz sentado na cadeira, mas... massagem é sempre bom. Elas cobram 20-25 por 15-20 minutos de massagem. Ficamos batendo papo com uma delas, bem simpática. Situação na Venezuela anda cada vez pior, galera está se virando do jeito que pode.

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Relax na Ilha do Amor

No meio do dia fomos fazer a trilha para o alto da Serra da Piroca (sim, é esse nome mesmo que está escrito), que eventualmente também é descrita como Serra da Pira-Oca. A trilha é bem tranquila, mas fomos ajudados pelo tempo nublado daquela ocasião. Subir com o sol a pino ao meio dia deve ser mais torturante. De todo modo, vc vai suar muito. Antes de subirmos, o sol deu uma breve abertura para nos mostrar o óbvio mandamento: praia com o sol é sempre muito mais bonita.

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Partiu?


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Mirante do alto da serra

Subimos, registramos, curtimos, descemos, curtimos mais praia e depois pegamos o barco de volta. Passamos o resto da tarde na Praia do Cajueiro, que fica logo em frente. Gostei demais dessa praia. Possivelmente gostei ainda mais pq o sol abriu nesse fim de tarde. Fomos andando para o deck local, de onde curtimos nosso 1º pôr do sol da viagem, já pelas 19hs. Pôr do sol no Rio Tapajós, um espetáculo. Curtir pôr do sol passou a ser escala obrigatória no fim do dia.

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Relax na Praia do Cajueiro

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Pôr do sol em Alter do Chão

Voltamos para a pousada e fomos curtir um relax na piscina. Fui comprar umas cervas na praça do lado, a do carnaval “sujo”, mas ainda estavam montando as estrutura. Vi que um dos blocos de lá chama-se “Há jacu do pau”, e isso ficou martelando nossa cabeça durante a viagem.

Depois do relax e de um bom banho, voltamos para o centrinho para jantar. Fomos no Piracuí, com boa vista para a galera nas mesinhas lá embaixo, e um showzinho que rolava. Bem bacana. Comemos muito bem no Piracuí!

Na volta, como em todos os outros dias, rolava um som altíssimo do carnaval “sujo”. Mesmo assim, chapamos na cama.

 

Dia 2
Acordamos cedo, sob chuva. Sem chance de fazer nada decente. A ideia era fazer passeio de barco. A chuva só amenizou às 9:30, que foi quando saímos.

Em frente à ilha do Amor, na Beira Rio mesmo, tem a associação dos barqueiros. É lá que vale a pena verificar e negociar passeios (e preços). Os preços são inicialmente tabelados, mas rola negociação. Como estávamos em quatro, sempre negociávamos o pacote. Mas imagino ser mais complicado para quem estiver sozinho ou em dupla.

No dia anterior um barqueiro, o Moisés (93-9175-8441), nos contatou. Não estávamos na vibe de fazer passeios no 1º dia, mas queríamos ouvir as opções e preços. Tinha um passeio para o Canal do Jari + Praia Ponta de Pedras que saía por 400 para o grupo. Ele fazia por 350. Voltamos lá no 2º dia, mas teve de rolar negociação. “Hoje é domingo, o desconto era pra ontem”, e tal. Fechamos em 370. 

Partimos. O barco foi batendo um pouco na ida até o Canal do Jari. É lancha rápida, então vai batendo mesmo. Chegando lá as águas se acalmaram. E nisso pudemos tentar observar alguns bichos, majoritariamente pássaros. A chuvinha eventualmente voltava, mas beeeem de leve. Fora isso víamos casinhas aqui e ali, comunidades ribeirinhas que dependem integralmente do transporte fluvial. Ali já tem as águas mais barrentas do Rio Amazonas.

Fomos então ver Vitórias Régias. A que fomos fica numa das casinhas ribeirinhas, que tbm era um mercadinho. Custou 10 por pessoa. Além do barato das plantas, vc acaba conhecendo um pouco as pessoas de lá e a vida delas. É bem bacana.

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Mas não pode pisar!

Depois fomos para outro local, onde fizemos uma trilha na selva (15 por pessoa). Trilha na selva é passeio clássico da região amazônica. Vimos e ouvimos pica paus, vimos uma enorme jiboia enroscada no alto de uma enorme árvore, algumas preguiças tb lá no alto, muitos macaquinhos etc. É bacana, mas vai sempre depender da natureza pra ver os bichos. Ainda dava pra fazer a pé (eles providenciam botas), mas dias depois estaria alagado, e aí só de barco. Uma coisa que estava realmente pesada por lá eram os mosquitos. Tomamos banho de repelente, e ainda assim alguns descobriam partes vulneráveis e atacavam. Uma menina na minha frente (que não quis repelente) tinha as costas cobertas de mosquitos toda vez que eu via.

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Meio difícil de ver, mas era uma Jiboia no alto da árvore

Curtida a trilha, fomos para a Ponta das Pedras curtir praia. E o sol abriu de vez. Já eram mais de 14 hs, ficamos lá de relax até o fim da tarde. Curtimos o por do sol, sem sol dessa vez (havia nuvens no horizonte), na famosa Ponta do Cururu, mas dentro do barco mesmo, pq uma chuva se aproximava de nós – e nos alcançou assim que chegamos em terra firme. Vimos botos enquanto curtíamos o pôr do sol. Aliás, vimos botos quase todos os dias.

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Ponta de Pedras

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Pôr do sol na Ponta do Cururu

Fomos pra pousada, curtimos a piscininha de início da noite, antes de voltar para o centrinho. Nesse dia vimos vários ônibus em fila partido para Santarém. Maior galera na fila para entrar nos ônibus. Até hoje não sei se iam ou voltavam.

Curtimos o showzinho de Carnaval que rolava na praça perto do rio, jantamos e voltamos.

 

Dia 3
Esse dia seria o do passeio à FLONA (Floresta Nacional do Tapajós), mas a mulherada amarelou. O barco batendo na água no dia anterior impôs algum receio. (não se iludam, não é nada de mais, depende muito do grau de cada em relação a passeios de barco em rio – seja em relação a medo, seja em relação a enjoo). Dia estava nublado de manhã, mas ao menos não chovia. Foi o melhor amanhecer até então!

Acertamos com nosso barqueiro Moisés um passeio alternativo: Lago verde, alguns igarapés e Praia do Pindobal, pra morgar. Saiu por 250. 

Fomos primeiro para o Lago verde, que fica logo “do lado”. É bem bonito, passeio bacana. Só de barco, embora eventualmente vc possa descer em alguma praia e/ou mergulhar. A floresta encantada, que compõe um dos passeios de barco, ainda não “existia” na época, só quando o rio estivesse mais cheio. Anotei que ali era Cuicuera, mas agora não me lembro se era o nome da floresta ou de alguma outra coisa. Falha minha. Foi visita relax e relativamente rápida. Partimos para Pindobal. Antes ainda passamos rapidamente pela Ponta do Muretá. Paramos no Pindobal, sem praticamente ninguém, e estacionamos de vez. Fiz uma longa caminhada em direção ao sul da praia e voltei. De resto, morgamos o dia todo. Tijucas, Piracuí, tambaqui desossado, águas calminhas (eventualmente até quentes!). Amem. E sol, a partir de uma determinada hora até o fim do dia.

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Barquejando pelo lago verde

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Praia do Pindobal

Pôr do sol do dia foi na Ponta do Muretá. Dessa vez ele se pôs atrás de nuvens ao horizonte. Ainda assim, o espetáculo persiste.

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Pôr do sol na Ponta do Muretá

De volta à cidade, repetimos o programa anterior de piscina + assistir ao showzinho na praça principal + jantar.


Dia 4
Esse foi o dia da FLONA, finalmente. Mulherada aquiesceu. Choveu forte de noite, fazia sol de manhã. De barco até a comunidade Jamaraquá dá +- 1 hora. Ida foi tranquila.

Chegando lá, o Moisés nos levou ao guia pela floresta, o Seu Lourenço. Ele assava uma tartaruga para posterior refeição. Dele, não nossa. Tradições diversas.
Antes da trilha, conhecemos um pouco da comunidade, muito rapidamente. E aproveitamos para pedir nosso almoço. Escolhemos peixe. Tinha filhote e pirarucu. Tá ótimo, é o que buscamos mesmo.

A trilha é coisa de 10km pela floresta, leva 4 hs no máximo (condições normais). Programa muito semelhante ao que tem em hotéis de selva na Amazônia, tem o barato de conhecer fauna e flora, e com o atrativo de uma Samaúma no meio da trilha. Tínhamos visto uma Samaúma enorme meses antes na Ilha de Santana, nos arredores de Macapá. Mas é sempre bacana. Como é floresta tropical, vc sua o que houver de líquido no corpo.

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Bichos da Floresta

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Um cogumelo chamado "Véu de Noiva"...

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A Samaúma centenária

Terminamos a trilha por volta das 14hs e fomos para o almoço relax. Muito farto, muito saboroso. Escolhemos uma mesa bem no meio do vento para tentar espantar as moscas, mas nem assim (moscas eram figuras constantes nas refeições diurnas da região). Pratiquei o pecado da gula, comi muito, deu bode.

Depois disso fizemos um passeio de canoa (a remo) pelo igapó local. Foi uma delícia de passeio, belíssimo, mas que não consegui curtir na plenitude por conta de fatores externos (desconforto na pequena canoa, sol a pino na cabeça, sono pós comilança). A paz, o silêncio, os pássaros, o rio praticamente imóvel... toda essa paz foi quebrada por um barco a motor, e com som de música alta, que entrou no igapó, mas felizmente logo zarpou. Amem. O passeio levou cerca de 1 hora.

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De barco a remo navegando por entre a paz e o silêncio da FLONA

Fizemos os acertos com a galera. Guia saiu por 100 para o grupo. Almoço também (e não sei se era 25 por cada um, ou se era 20 e pagamos o do guia; sei que foi barato pela qualidade e quantidade). Barco a 60 para o grupo. E partimos de volta. Ainda dava tempo de curtir o pôr do sol em algum canto bacana. Já eram 18hs!

Primeira pausa foi na Ponta do Maguari. Espetáculo. Lindo lugar. Excelente pra curtir pôr do sol. Mas nosso pôr do sol do dia foi mais adiante, na Cajatuba. Outro lugar espetacular. Eventualmente nesses lugares havia algum barco sem noção com som nas alturas quebrando o clima de paz, mas pelo menos havia espaço para fugir do som.

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Ponta do Maguari

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Pôr do Sol na Cajatuba

E enveredamos por nossa longa volta, chegamos de volta à cidade já de noite. Barco veio quicando. Tanto na ida quanto na volta vimos botos nadando. Na chegada, a chuva. De novo. Amem, que bom que não foi ao longo do dia! Assim que a chuva arrefeceu, fomos direto comer o carpaccio de pirarucu do restaurante logo em frente, muito saboroso! Tínhamos comido no dia anterior e adoramos. Dessa vez voltamos só pra comer o carpaccio, de gula, pq já estávamos mais que satisfeitos com a comilança do almoço. Nesse dia não teve showzinho na praça perto do rio, mas na praça “suja” a barulheira rolou como sempre.

De noite fui lá na praça da festa “suja” comprar cerveja, em meio à festança. Foi quando observei melhor como era a festa e a coisa de ter um palco com um som e outros carros de som na mesma praça com outros sons, todos muito altos. Acho estranha aquela mistura, mas presumo que cada um curta o seu som. Ninguém me jogou espuma, nem maisena. Amem. 

 

Dia 5
Nosso último dia foi relax, meio que um repeteco do primeiro. Com o adianto de ter sido um dia de sol! Ficamos de bobs na Ilha do Amor e na Praia do Cajueiro ao longo de todo o dia. Andamos de caiaque, fomos para longe e o mais bacana disso foi ver botos nadando perto de nós. Comemos mais bolinhos de piracuí, nadamos muito nas águas quentes e calmas. Pôr do sol foi atrás das nuvens novamente, além de eu ter chegado atrasado para o evento. A cidade estava meio morta na Quarta de Cinzas, restaurantes fechados (alguns abririam mais tarde). Acabamos jantando na praça central, hamburguer de filhote. Muito bom.

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Sol, praia e relax na Ilha do Amor

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Último dia foi o de mais sol na viagem

Nesse dia voltamos mais cedo para tentar dormir alguma coisa. Nosso transfer nos pegaria no começo da madrugada para o périplo da volta. Santarém – Brasília – Rio, direto para o trabalho. 

E assim foi mais um feriadão desbravando algum canto pelo Brasil!

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[Fotos majoritariamente do instagram da Katia]

 

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Olá, Stanlley.

Em média eu não saberia dizer, mas vamos lá com os custos em geral:
Passagens Rio-STM-Rio = 800 pp
Transfer aeroporto-Alter = 90 por trecho e por carro 
Pousada = 900 casal para os 5 dias
Passeios variam de 200 a 400 por barco
Comida varia como em qq canto
Cerveja Tijuca de 600 ml a 8 pratas!
 

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    • Por joshilton
      Alter do Chão: Dicas
      Para quem pretende conhecer esse Paraíso em plena floresta amazônica, tenho umas dicas maravilhosas para gastar pouca grana.
      Se chega a Santarém de barco, avião ou estrada.
      De braco: De Belém ou Manaus; chegando no porto, caminhar até onde saem os ônibus para Alter do Chão, passam de hora em hora.
      De avião: No Aeroporto tem ônibus que vai a Santarém, ficar na 1 parada após a entrada a Alter do Chão, atravessar a avenida e aguardar o ônibus que lhe levará até Alter.
      A Vila tem boa infraestrutura para o turismo, então, é bom fazer a reserva com antecedência, pois pode correr o risco de encontrar as pousadas, hotéis e hósteis LOTADOS.
      A forma mais barata que encontrei, foi pelo AIRBNB, onde você pode escolher o valor que pretende pagar.
      Os passeios ou travessia a Ilha do Amor, é aconselhável ir junto com outras pessoas para dividir os valores.
      Um dos passeios, vai até a Praia de Ponta de Pedras em um barco, onde tem uns petiscos grátis e o almoço (não incluso), em uma das barracas na praia. Esse passeio é oferecido no local que você ficar hospedado. Lembre-se de pedir (na barraca que você escolher), uma porção de charutinhos, é um peixe pequeno, você come com espinha e tudo, super saboroso, serve também como tira gosto. Tem outro maravilhoso tira gosto, o bolinho de piracuí, um tipo de peixe cozido e depois desfiado, uma comida indígena.
      Meses que tem a praia linda: a partir de 15 de agosto a 15 de fevereiro.
      Na praça tem internet GRÁTIS, nessa praça é onde você vai ficar quase todas as noites, pois lá tem bares,  musicas, pratos regionais e tudo que você precisar.
      Tem supermercado, embora pequeno, porém tem muitos itens, lojas para você comprar lembranças.
      Alter do Chão é bem tranquilo, pode usar o celular, sem medo de assalto.
      Procure voos mais barato pelo Gloogle Voôs.
      Bom proveito e qualquer dúvida, pode perguntar, que terei o prazer em responder.

    • Por StanlleySantos
      Fala mochileiros!
      Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!!

      Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia
      A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora).  Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha 

      Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk  é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo
      Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue....
      Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou.
      Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter

      Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso
      O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim.
      Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim).

      Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui.
      Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar.

      A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca 
      A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher.

      Caju hoje, caju amanhã, caju sempre
      Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé.

      Partiu ponta do Cururu
      A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou.

      Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei
      Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!!  Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil

      Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa

      É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral

      A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho
      Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo  os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo.

      Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu....
      Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir.
      2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca
      A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm  então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada 
      Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos).
      Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente 

      March!!!!!!

      Esse lugar é diferenciado
      Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo.
      Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer.

      A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção

      O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo
      Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água

      Até aqui e ainda está bem raso
      Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀

      10 pila num pratão desse vale cada mordida!!!
       
      3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia
      Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho:

      Mas ein???????
      Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido.
      Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já  ).
      De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta.

      Fonte: google maps, 2018
      A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩

      Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico!  Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu

      Praise the Sun!
      O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse.
      Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente).
      4o. Dia: despedida de Alter do chão
      Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas.
      O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). 
      Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna )
      Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja.

      Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali?

      Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!!
      Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa   aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim 

      Que água transparente é essa, cara?

      O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne

      Ah, o paraíso

      Perfeição
      base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar.

      Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭
      Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa.

      Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias!
      Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio  e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização.

      Le orla com a área recreativa

      A cultura do sapo presente também em STR.
      Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir.
      5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém
      O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali  
      Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade:
      * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido.
      * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também.
      * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. 
      * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade.
      * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. 
      * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele.
      * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo.
      * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um.
      * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas.
      * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares.
      O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali.

      A pista de cross para quem curte uma bike marota. 

      Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. 

      O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns!

      Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar

      Espaço saúde para caminhadas e trilhas
      Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções  mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. 
      O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento.

       

      Que gutyyyyy 🤩
      As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição.

      Era o animal mais próximo dessa visita
      Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! 
      Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes.
       



      Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D
      Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos:
      Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural.
      custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo.
      O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc.
      Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto.
      Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado.
      Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares.
      Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato.

      Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
    • Por andreia.puglia
      Alter do Chão - SETEMBRO/2016   Uma  conheceu alter por um programa de tv. Um dia apareceu uma promoção e compramos as passagens.    Um ou outro amigo sabia da existência da cidade, ninguém de fato conhecia. De fato nao tem muitos cariocas turistas por lá. Vi muitos gringos, gente de Brasília e das regiões mais próximas como Belém e Manaus.   Chegamos no voo da madrugada e acho que só existem mesmo esses voos chegando de madrugada, seja de Brasília ou de São Paulo. O ideal é pegar o taxi direto pra alter, que fica no valor de R$ 70,00 a R$ 100,00 (set/2016). O transfer também pode ser fechado com antecedência (Seu Cristovão - ‪+55 93 9123‑4264‬).  A gente achou que precisava ficar em Santarém por questão de logística, o que descobrimos depois que não era necessário, porque alter fica no meio do caminho entre o aeroporto e Santarém.  De toda forma conseguimos conhecer o centro de Santarém que não tem muita coisa pra fazer e é muito quente. Passeando pela orla descobrimos o passeio de barco pelo rio. Ele dura de 1 a 2 horas e custa 30 reais (set/2016). Assistimos ao encontro dos rios Tapajós e Amazonas, que não se misturam porque possuem diferentes phs, temperaturas, densidades e etc. Na segunda metade do passeio o nosso barqueiro e guia Sr. Elvis nos levou pra ver um monte de botos. Foi bem legal! Ele não alimentou e não interviu no rio jogando ração ou pão como fazem em praias do Nordeste, e mesmo assim os botos pulavam perto do barco.  Conhecemos um casal que foi almoçar num local ou mercsdo turístico e adorou. Vou procurar o nome de lá.  Depois do passeio no rio fomos conhecer o Mercadão 2000, mas as bancas já estavam fechando. O ideal é ir cedo pra lá. Não tem nada demais, é uma feira de produtos regionais. Como estávamos no início da viagem foi difícil comprar frutas e produtos perecíveis. Tinham muitos produtos ligados à medicina alternativa local.    Depois de concluir que tínhamos visto o suficiente em Santarém, pegamos o ônibus numa praça do centro com preço de 3 reais (set/2016) que levou cerca de 1 hora pra chegar em Alter.    Chegamos à vila numa terça às 16hs. Tomamos um banho pra aliviar o forte calor e fomos dar uma volta pra conhecer a cidade.   De fato a Ilha do Amor é linda!!! Ficamos ali assistindo o entardecer na calmaria do rio, comendo um petisco de camarão e de peixe.    De noite fomos até a pizzaria do italiano na praça onde tomamos sucos super deliciosos e uma caipirinha com cachaça de jambú que virou a queridinha da viagem! Jantamos um bom peixe ali.   No geral na cidade a comida não é farta, não é barata e também não é nada demais. Nesse italiano tinha um peixe ok.    Ainda de noite procuramos um dos barqueiros na orla e fechamos um passeio pro dia seguinte. Como éramos duas, aproveitamos para nos unir a um outro grupo de três para diminuir o valor total do passeio.    Segundo dia, quarta-feira: Na quarta fizemos um passeio para a Flona, por 80 reais por pessoa por dia, num grupo de 5 pessoas. Pechinchar nunca é demais. Mais 15 reais de almoço e mais 100 reais pro guia na floresta que pode ser dividido por até 5 pessoas.    Tinha visto na internet o passeio de 2 dias na Flona, mas 1 dia foi suficiente. Chegamos cedo e fizemos uma trilha de 2hs até a Samaúma (uma grande e antiga árvore dessa espécie), por dentro da Floresta Nacional do Tapajós. Valeu super a pena. Confesso que imaginei uma samaúma maior, mas foi legal mesmo assim. Conhecemos a Floresta Amazonica, muito umida e com arvores imensas.  2hs de trilha de volta, almoçamos numa comunidade ribeirinha e fomos passear nos igarapés próximos. Depois ficamos mais um pouco tomando banho num banco de areia próximo. Era uma praia bem bonita como todas da região. Eu diria que entrou no meu top 5 das praias mais bonitas. So nao lembro o nome, sei que fica na frente dos igarapes da comunidade do Jamaranguá.   Na volta à vila paramos na praia de Pindoball pra assistir ao por do sol.    À noite fomos ao Arco Íris que é um dos bares da praça, comemos um crepe simples.    Terceiro dia, quinta-feira. Este foi o primeiro dia do Festival do Sairé, que acredito que aconteça sempre na Lua Cheia ou, por coincidência, estávamos na lua cheia. No domingo anterior teve a abertura do festival e na manhã de quinta-feira começaram os rituais religiosos. Não consegui entender exatamente o que significa, mas perguntei pra uma jornalista que cobria o evento que me falou que aquela cerimônia representava a festa feita pelos índios pra os portugueses jesuítas que chegavam à vila. Valeu a pena assistir, apesar do forte calor que fazia. Acontece uma disputa entre homens e mulheres, há uma procissão em que cada grupo leva um tronco de árvore chamado por eles de mastro. Quando chega na praça eles enfeitam os trocos e os fixam até o final no festival, quando os derrubam a machadadas e um dos grupos vence.    Como a cerimônia do Sairé foi até o meio dia, aproveitamos a tarde pra curtir a Ilha do Amor sem pressa. Fizemos stand up pelo lago verde e fomos até a praia da frente. Na volta passamos um perrengue porque ventava muito e não saíamos do lugar, mas mantivemos a calma e conseguimos voltar pra terra firme vivas!    Nesse dia comemos num lugar que não voltaria, o bar da esquina da praia, de cor azul, não lembro o nome. O molho era de leite de coco e tinham uns milhos, parecia peixe com canjica. Rs.   À noite fomos ao Festival do Sairé. Nesse dia, quinta-feira, o evento foi gratuito e foram feitas apresentações de grupos locais com danças típicas, principalmente o carimbó.    Na última hora do dia encontramos uma amiga na praça que sugeriu o passeio para Arapiuns, que é um rio braço do Rio Tapajós. Fechamos o passeio de última hora, no valor de R$180,00 por pessoa, com água, frutas e almoço incluído. Fomos nun grupo de 10 pessoas.    Como Arapiuns é do outro lado da margem do rio, a viagem é mais longa e por isso precisamos sair cedo, às 8hs.  A primeira parada foi num banco de areia no meio do rio Arapiuns simplesmente paradisíaco. Só tínhamos nós. E mesmo tendo 10 pessoas no grupo, o banco de areia era grande (set/2016) e parecia uma praia deserta. O sol nao estava tao quente e ficamos ali batendo papo naquela paz e silencio indescritiveis.  Nosso guia (Arkus +55 (93) 9149-4174) lembrou que nessa parte do rio é preciso ter cuidado com as arraias no fundo da areia, por isso é bom entrar devagarinho, arrastando os pes na areia, pra nao pisar nelas. Arrastando os pes, elas fogem.    Almoçamos na comunidade da Coroca, e uma amiga indicou também a comunidade de Anã. A Coroca tem um redário pra galera que quer dormir lá (contato Bruno que tem o redario em Alter tb), mas também é possível dormir dentro da casa dos moradores. O importante é agendar com antecedência. Achei bem legal a criação de abelhas, de tartarugas, e a simpatia daquele povo. Há quem diga que dormir na comunidade é uma experiencia imperdivel pra quem vai pra Alter, mas nós nao tinhamos nos planejado pra isso.    Toda noite de sexta-feira tem o chorinho no bar da Tia Graça, onde vende um bom açaí, quase ao lado do hotel borari. Naquela noite, por causa do festival, o chorinho foi no Mango. Fomos pra lá, dançamos, comemos e bebemos a caipirinha com cachaça de jambú que não fez mais o efeito divertido de adormecer a língua.    No sabado estavamos tao cansadas que preferimos ficar na praia do amor sem pressa, acordamos um pouco mais tarde, tomamos cafe com calma. De fato nao tinhamos tanto motivo pra cansaco, mas o calor e o sol cansam sim. Ficamos na Praia do Amor ate nao aguentar mais. Depois subimos pra vila lra almoçar. Esse almoço sim valeu muito a pena. Foi no Espaço Alter do Chao. Ele fica na rua da praia à direita de quem olha pra Ilha do Amor. É só descer que nao tem erro. Ali a comida é bem gostosa, com pratos tipicos do local, com sobremesa deliciosa, especialmente o mousse de chocolate com cupiaçu, divino. O serviço é em clima de férias, mas a qualidade da comida compensa. Não deixe de experimentar a bola de peixe. Cada bola é R$40,00 e alimenta uma mulher educada, um homem educado fica com fome, um homem faminto usa só de entrada. Tem o prato com duas bolas de peixe. Vicê pode escolher entre o recheio de camarão ou o de banana com queijo. Bem bom. Queria ter experimentado o ragu de pato, que nao tinha. O risoto de camarao no tucupi tambem tava gostoso. O tucupi é o oleo que se extrai da madioca, é amarelo e tipico na região, vale provar um prato que tenha tucupi. O risoto tem tucupi bem leve. Eu gostei.    Terminamos tarde o almoço e acabos subindo tarde a serra. Eles chamam de Serra da Piroca e tem toda uma explicação que eu não prestei atenção quando tentaram explicar pra alguém do meu lado. O ideal é subir às 17h. São 40 minutos e não é difícil, mas tem subida. Na serra tem umas pedras chatinhas, então para os menos roots vale um tênis. E tem que levar lanterna. Importante também combinar com barqueiro pra te pegar na volta, ou não levar mochila e voltar pra vila nadando, que também é bem trabquilo, só tomar cuidado com os barcos que atravessam à noite, lor isso eu preferi voltar de barco mesmo.  Subirmos quase às seis, chegamos lá com o sol ja descendo. Foi outro top 3 da viagem. A vista é panorâmica, podendo ver o Lago Verde, a Ponta do Cururu, a Ilha do Amor e a vila.    Encontramos um monte de gringo lá em cima e cheguei à conclusão que os mosquistos só gostam de brasileira com repelente. Eles estava tranquilos sem repelente agum e eu com repelente ate o dedo do pé sendo devorada. Voltamos no escuro e não conseguimos ver a lua nascendo porque não queríamos esperar ali até muito tarde sozinhas. Mas vimos uma linda lua cheia nascendo quando chegamos de volta na Ilha do Amor. Foi muito bom, só faltou um bom banho de rio com aquela lua cheia linda, mas o barqueiro nos esperava.   Nesse dia à noite chegamos na pousada só pensando em banho e cama. Mas era o dia mais legal do Sairé, o dia em que os botos se enfrentariam. Tomamos banho e fomos pro Sairódromo meio que no automático.  Pelo que entendi o povo local não gosta muito do Sairé porque a cidade fica lotada de gente bagunceira e suja. De fato tinha muita gente bêbada, o povo deixou a praia suja, uns homens dormindo na sarjeta. Mas durou só dois dias, valeu a pena pela festa dos botos. Custou R$ 30,00 para entrar nesse dia. A disputa é quase um carnaval.  A diferença é que não tem desfile. Eles fazem uma apresentacao parados, com carros alegóricos, danças típicas e torcida de um lado e de outro. A bellinha torcia para o Boto Cinza, o Tucuxi. Eu torci para o Boto Rosa. Em 2015 o Tucuxi ganhou. São 1h30 de apresentação e eu de fato achei o rosa mais tradicional e mais bonito. No meio do rosa já era tarde da noite e fomos pra casa.    No domingo seguimos a dica do casal que conhecemos no primeiro dia. A cidade é pequena e todo mundo se encontra. Eles indicaram o restaurante Casa do Saulo para a gente. Tem como ir de barco, mas fica caro, de carro ou de taxi, que também fica caro. Cogitamos ir de bicicleta, mas ainda bem que estavamos cansadas, porque é longe, o calor e sol forte, e é estrada de asfalto, onde a bicicleta não tem vez. Conseguimos uma carona pra ir e voltamos de taxi com o Seu Cristovao (ja coloquei o numero dee aqui). O lugar é bem bonito e tem acesso à um banco de areia lindo também. Falaram que a comida era sensacional. Eu não achei tudo isso, mas talvez não tenha dado sorte. É boa, mas nada do outro mundo. Eles tem muito costume de comer o peixe empanado, então acaba sendo tudo peixe empanado e só muda o molho. Posso estar enganada, talvez valha a pena tentar um que não seja empanado. Chegamos e fomos direto pra praia. Pedimos nosso almoço só às 16h e foi ótimo, porque a essa hora não demorou tanto pra chegar. Comemos e voltamos pra praia. Tiramos um cochilo com um ventinjo delicioso e depois curtimos o por do sol sensacional.  Marcamos desde cedo do Seu Cristovao nos buscar. Chegamos na vila já eram 20h. Tomamos banho e fomos pro italiano. Estava tendo carimbó na praça e foi muito legal dançar (ou tentar dançar) com a bandinha ao vivo, o povo loca e os hippies bem animados dançando.    Na segunda foi o último dia do Sairé, quando cortam os mastros enfeitados com machados, anunciam se homens ou mulheres ganharam e anunciam qual boto foi o vencedor. Em 2016 ganhou o Tucuxi de novo.  Descemos à vila na direção das praias à direita. E como não tem estrutura de bar e restaurante aquele pedaço é o paraíso. Ficamos deitadas devaixo das árvores e curtindo a tranquilidade daquele pedacinho. Depois disso peecebi que poderíamos ter explorado os dois lados da ilha do amor, mas como toda viagem a gente precisa deixar uma coisa sem ser feita pra poder voltar, essa parte foi a escolhida para me dar motivos pra voltar.    Nesse dia comemos também no espaço Alter do Chão. Tentamos todos os lugares da cidade, mas estava tudo fechado, provavelmente por ser segunda-feira. Queríamos ter conhecido o vegetariano de umas argentinas na rua da pousada da Cabocla que estava inaugurando naquela semana, mas também estava fechado.    Conseguimos subir mais cedo à Serra, umas 17h15 e vimos sim um belo por do sol, com direito à muitas fotos e panoramicas e mais tempo pra só curtir.    Descemos rápido e só escureceu lá embaixo. A luz da laterna do celular é suficiente.    À noite também não tinha nada aberto, acho que só o italiano estava aberto.    Ultimo dia, terça-feira: comemos um café caprichado porque é o ultimo dia das mãos de fada da Dona Del.    Eu ainda não falei que o café da manha da Dona Del também foi top 5 da viagem.    A pousada é simples e uma das mehores em Alter (Pousada Alterosa), não tem chuveiro elétrico, mas ninguém lembra disso com aquele calor. O ar condicionado, que é o mais importante, é novinho e limpinho. Tudo é muito limpo e o casal de donos faz você se sentir em casa. Eles vão construir uma suíte acessível, bem legal!! E o café da manhã era do meu jeito preferido. Um bom café preto, bastante fruta e suco, tinha até suco verde, ovo mexido, gema dura, gema mole, feito na hora, tapioca recheada feita na hora. Além disso pães frescos e de forma, bolo da vovó, simplesmente perfeito.    Nesse ultimo dia fizamos passeio que tanto queríamos, mas faltava gente pra fechar o barco mais barato. Passeio ao Canal do Jari com Ponta das Pedras e Ponta do Cururu. O barco é pequeno e bate bastante, mas água no rosto faz parte dessa sensação de estar o no paraíso. Nossa primeira parada foi na Ponta das Pedras e definitivamente há motivos para que Alter seja considerado o Caribe Brasileiro. Que lugar lindo. Nenhuma foto consegue captar o quão lindas são as praias. Em Ponta de Pedras tem um vento bom e fresco. Poderia passar o dia aqui. Confirmar essa informação, mas acho que é possível chegar na Ponta das Pedras de carro e de bike, muito embora o passeio de barco tenha valido muito a pena.    Em seguida fomos para o Canal do Jari e paramos em uma casa na beira do rio para fazer o passeio pela mata em torno de 30 minutos. Vimos um bicho preguiça, as corocas (pássaros) e macaquinhos. Também tinham árvores lindas, castanheiras e pés de jenipapo. 15 reais (set/2016).   O almoço foi na Ponta de Pedras já no caminho da volta. Pra mim ficou como top 5 da viagem.    Como um grupo que estava conosco disse que o almoço demorou muito pra sair, preferimos só pedir aperitivos e curtir a praia.    No final da tarde fomos até o Lago Preto para um mergulho e depois voltamos na direção da Ponta do Cururu. O por do sol de lá foi dentro da água, sem fotos, só curtindo aquele momento especial, aquele espetáculo incrível fechando nossa última tarde em Alter.    No centrinho aproveitamos pra comprar souvenirs, bombons caseiros e a cachaça de jambú no mercado.    Nosso almojanta foi no sanduíche X-Tudao, ao lado do Garcia sorvetes, que tb serve um super suco. Bellinha comeu o hambúrguer de peixe, eu o de camarão e a Bettina o vegetariano. Todas gostaram muito.    O que eu ainda faria mas não deu tempo é andar na Ilha do Amor pelas praias tranquilas, tanto à direita da ilha quanto à sua esquerda. E também beirando as praias de alter, no sentido da direita de quem olha pra ilha do amor.   Pra quem visita a vila de carro, descobri que a Casa do Saulo, Praia de Pedras, Lago Preto e a Flona podem ser visitadas pela estrada. Mas os passeios de barco, apesar de ficarem mais caros, te levam pra praias desertas e lindas, que o carro não chega.    Por causa do calor muito forte, não consegui fazer o passeio de bicicleta. Mas tem uma loja que aluga bikes.    Não fizemos a Floresta Encantada, onde foram gravadas cenas do filme Tainá, porque uma amiga de lá disse que só fica bonito em época de cheia.    Top 5 (que foi elastecido) . Praia de Ponta das Pedras . Por do Sol na Serra da Piroca. Aconselhável subir as 17h.  . Praias do Rio Arapiuns . Trilha na Flona com banco de areia na frente dos igarapés da comunidade do Jamaranguá.  . Cafe da manha da dona Del - pousada Alterosa . Botos em Santarém . Ilha do Amor
    • Por brunasscarvalho
      De Manaus (inclusive Selva) a Alter do Chão – De barco, de mochila, SOZINHA – Junho/2017
       
      Relato fresquinho de quem voltou da Amazônia semana passada!
       
      Em tempos de vacas magras, promoções escassas, dólar e euro nas alturas, o coração mochileiro sofre. Em especial, o coração daqueles que, como eu, têm na sua lista de próximos destinos de viagens o mundo inteiro.
       
      Enfim, este ano, não encontrei (ou não consegui chegar a tempo) de pegar nenhuma promoção bacana para o exterior. Sorte a nossa que o Brasil é um lugar incrível, fonte inesgotável de destinos surreais. Vergonhosamente, eu nunca tinha tido uma imersão verdadeira na Amazônia. Conhecia duas capitais do norte: Belém e Rio Branco. Sendo assim, defini que conheceria Manaus, que estava na minha lista de capitais a conhecer desde a infância.
       
      Quando comecei a ler relatos vi que algumas pessoas viajavam de barco pelo rio Amazonas rumo a Belém ou a Santarém. Achei os relatos bem interessantes e resolvi imergir nessa parte da cultura popular da região norte, tão desconhecida para nós que estamos acostumados a carro, ônibus, avião. Comprei uma passagem de ida para Manaus e de volta para Santarém.
       
      Descobri a iguana turismo por meio do site do local hostel e durante a troca de email com eles me apaixonei pelos pacotes de pernoite na selva. Outra decisão tomada! Três dias e duas noites na selva que relatarei com mais detalhes adiante.
       
      Espero que eu possa ajudar mais pessoas com mais um relato e como sempre a minha recomendação é VÁ, com ou sem companhia, com ou sem dinheiro, com ou sem coragem... O mundo é lindo e grande demais pra ser contemplado apenas por telas...
       
      Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.
    • Por MauroBrandão
      Santarém se localiza na margem direita do Rio Amazonas, entre Manaus e Belém, na foz do Rio Tapajós. É uma cidade pequena (cerca de 260.000 habitantes) bem pouco conhecida e ainda pouco turística, mas que permite um contato diferente e surpreendente com a Amazônia. As águas azuis/verdes do rio Tapajós contrastam com as do Amazonas, e a cidade apresenta – o que é realmente uma surpresa – quilômetros de praias de areia branca (sim sim!!).
       
      A cerca de 45 min de Santarém está o povoado de Alter-do-Chão. Chega-se lá facilmente de ônibus, que pode ser tomado na Avenida são Sebastião (do lado da Telemar), durante a semana, ou na Praça Tiradentes, aos domingos. Saem mais de 10 ônibus por dia. Preço do bilhete: menos de 2 reais. Esse povoado realmente vale o passeio. Muito tranqüila e ainda preservada do turismo de massa. Muita gente de Santarém vai lá nos fins-de-semana para aproveitar as fantásticas praias de areia branca e as águas quentinhas e claras do Rio Tapajós. Nós adoramos. Íamos ficar só uns 2 ou 3 dias, mas acabamos ficando 10 dias! Para os que tiverem a sorte de passar uns dias por lá, e que dispuserem de um orçamento apertado (como nós), a Pousada Pôr-do-Sol é o lugar ideal para pendurar sua rede. A pousada está muito bem localizada, com acesso direto para a praia. E o acolhimento é familiar, simples e bem “roots”. O dono desse pedaço do paraíso é o Alain, um bom barman francês que se divide entre a Güiana e o Brasil. Por 10 reais/dia/pessoa, você pode tranqüilamente se instalar com sua rede na “maloca” (grande cabana aberta), onde há um banheiro, um cômodo fechado (com chave e corrente) para deixar a bagagem e um lugar pra lavar roupa. E além disso, a cereja do sundae, uma cozinha bem agradável à sua disposição, com uma churrasqueira. Para orçamentos mais à vontade, Alain oferece alguns quartos simpático e arrumadinhos, com banheiro privativo.
      Para um pouco de aventura e um contato legal e realmente respeitoso com a natureza, nao hesite em procurar Michel e Patrick, dois guias italianos que migraram para o Brasil há anos. Você poderá, por exemplo, se meter em uma “caça” noturna a jacarés. Grande momento e uma supernoite garantida. (Os caras são realmente excelentes e falam francês, inglês, italiano, espanhol, português e alemao!!)
      Existe ainda um meio diferente de explorar a floresta, uma alternativa interessante aos pacotes oferecidos em Manaus, por exemplo (cidade que nós pessoalmente achamos tristonha e cara...) (N. do T.: desconsiderem isto; espero ter tempo para explicar...) Bem próximo a Santarém, e se estendendo ao longo do Rio Tapajós, está a Floresta Nacional do Tapajós, santuário único e ainda preservado da Amazônia.
      É simples chegar lá. Basta pegar uma autorizaçao no Ibama que custa 3 reais por dia. O Ibama fica no centro de Santarém, na avenida Tapajós, perto do Mercado 2000 e do mercado flutuante. Munido da autorizaçao, deve-se tomar um ônibus (o Ibama tem os horários), que sai da avenida São Sebastião (bem ao lado do ponto para Alter-do-Chão), para uma das comunidades ribeirinhas que recebem turistas, que ficam no meio da floresta. (Existem 3, entre elas Maguari e Jamaragua). Lá, você pode se hospedar, se quiser, na casa de uma família, e conhecer essa floresta fantástica com um guia local. Nós passamos uma semana maravilhosa em Maguari, em uma familia com quatro crianças. Experiência inesquecível. Basta perguntar no Ibama quem vc precisa procurar quando chegar na comunidade.
      Nós preferimos começar com a floresta de Tapajós e terminar com Alter-do-Chao.


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