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Carnaval em Alter do Chão (= 5 dias em Alter do Chão)

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Depois de 2 anos aproveitando o Carnaval na Itália, não houve promoção para 2018. Quer dizer, até houve, mas nem perto daqueles patamares de 2k e para o período exato dos 5 dias de Carnaval. Nem para a Itália, nem para os vários outros cantos que busquei. Ao menos nos momentos em que busquei. Então começamos a olhar para dentro. Via de regra, o NE era um local a ser evitado. Preços nas alturas e gente transbordando. Tudo o que não queremos. Dentre as opções restantes, um certo dia a passagem ideal para Santarém bateu na casa dos 400 ida e volta e decidimos fechar com Alter. Mesmo sabendo que tem o CarnAlter, a informação que tinha era de que a cidade não ficava tão cheia nessa época.

Alter do Chão é parte de Santarém, mas na prática é um bairro/distrito relativamente distante. São 40 km desde o aeroporto, dá cerca de meia hora de madrugada sem trânsito (somente quebra molas). Consta que é muito utilizada pelos moradores de Santarém em fins de semana. A parte urbana é relativamente pequena, podendo ser facilmente percorrida a pé. Se vc fica no chamado centrinho, mal anda. Há ainda muitas ruas não asfaltadas que, com água das chuvas, ficam bem ruins de transitar.

Reservei uma pousada um pouco afastada do centro, imaginando que a festa de carnaval se dava por lá, no centro. Errei. A festa de carnaval se dava exatamente na praça ao lado da nossa pousada! :0

Do que pude identificar, o Carnaval em Alter é mais ou menos assim (em 2018): tem a festa “limpa”, em que a galera curte um showzinho na praça principal, praticamente na Beira Rio. O show acaba relativamente cedo. E tem a festa “suja”, que rola nessa enorme praça ao lado da nossa pousada, com um palco com música e outros carros de som tbm com música. Todos em alto volume, ao mesmo tempo. Parece estranho, mas é assim. De longe vc ouve vários sons (2, 3 às vezes mais) ao mesmo tempo agora. É considerado “sujo” porque lá é liberado jogar espuma e maisena nos outros. Na área “limpa” não pode. Um dia eu entrei na tal parte “suja” de noite para comprar umas cervejas, foi quando presenciei essa peculiaridade de um palco com um som e outros carros de som na mesma praça com outros sons, todos muito altos. Ninguém me jogou espuma, nem maisena. Amem. Mas volta e meia víamos pessoas “maisenadas” pela cidade.

Um dia, acho que domingo de carnaval, foi o ápice da confusão de sons. Além dos sons se digladiando na praça, a casa ao lado tbm promoveu um show (claro, com volume nas alturas). Ainda assim, eu dormia numa boa. Era deitar e dormir. Amem (2).

Apesar dessa proximidade, só tenho a elogiar a pousada (Serra da Lua). Simples, aconchegante, simpática, com piscininha para relaxar no fim do dia, e um delicioso café da manhã. Pacote de carnaval saiu por 900 / casal.

Dia 1
Chegamos em Santarém na madrugada de sexta para sábado. Já tínhamos agendado transfer com uma recomendação da própria pousada (90 pratas) e ele estava lá. Em mais meia hora, chegávamos à pousada. Direto dormir!

Horas depois acordamos para o café. Dia nublado, tinha chovido de madrugada. O esquema da viagem era relax, então decidimos primeiro fazer uma caminhada de reconhecimento geral e depois morgar na Ilha do Amor. E assim fizemos. 

Eu tinha dúvidas se em fevereiro ainda existiria Ilha do Amor. Isso pq a ilha surge no 2º semestre com o “inverno” local (quando chove menos e o rio “abaixa”), mas as águas voltam a subir na virada de ano. Aquela famosa faixa de areia que é a Ilha do Amor desaparece. O que eu descobri é que não desaparece por completo, as barracas são transferidas para mais para dentro, onde é mais alto e “sobrevive” à cheia do rio. Mas a charmosa ponta de areia some. Na seca é até possível ir a pé (cuidado com as arraias!) da Beira Rio para a ilha. Na época em que fomos, tinha de pegar barco (ou arriscar ir nadando). Custa 5 reais pelo barco, leva poucos minutos. A ilha estava lá, ainda. Amem. 

Depois de brevemente explorada a parte urbana, seguimos para a Ilha do Amor. Buscamos uma barraca mais distante, achando que ficaria cheio. Estava tudo beeeem vazio. Tempo nublado, ok. Mas era um sábado de carnaval. Seguiu vazio assim até irmos embora. Estacionamos numa barraca e ficamos lá de relax. Depois trocamos de barraca em busca de cervas mais geladas (Tijucas de 600 ml a 8 reais em todas as barracas; uma semana antes nós fomos em Balneário Camboriú, onde se cobrava o dobro por Heinekens do mesmo tamanho).

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Rumo à Ilha do Amor

Tinha lido no relato da Letícia sobre barcos que paravam lá com som nas alturas. Vi campanhas contra isso pela cidade, vi placas sinalizando proibição de som alto. Como vejo em tudo quanto é canto do país, aliás. E não ouvi som automotivo na ilha do amor nesse primeiro dia. Amem.

Bolinhos de Piracuí são o petisco mais característico da região. Parecem esteticamente com bolinho de bacalhau. Comemos todos os dias. Além disso, várias pessoas passam vendendo coisas na praia. Geralmente comidinhas (castanha, ovos de codorna, doces, queijo), mas também tinham umas venezuelanas oferecendo massagem. Fizemos. É meio desconfortável, vc faz sentado na cadeira, mas... massagem é sempre bom. Elas cobram 20-25 por 15-20 minutos de massagem. Ficamos batendo papo com uma delas, bem simpática. Situação na Venezuela anda cada vez pior, galera está se virando do jeito que pode.

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Relax na Ilha do Amor

No meio do dia fomos fazer a trilha para o alto da Serra da Piroca (sim, é esse nome mesmo que está escrito), que eventualmente também é descrita como Serra da Pira-Oca. A trilha é bem tranquila, mas fomos ajudados pelo tempo nublado daquela ocasião. Subir com o sol a pino ao meio dia deve ser mais torturante. De todo modo, vc vai suar muito. Antes de subirmos, o sol deu uma breve abertura para nos mostrar o óbvio mandamento: praia com o sol é sempre muito mais bonita.

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Partiu?


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Mirante do alto da serra

Subimos, registramos, curtimos, descemos, curtimos mais praia e depois pegamos o barco de volta. Passamos o resto da tarde na Praia do Cajueiro, que fica logo em frente. Gostei demais dessa praia. Possivelmente gostei ainda mais pq o sol abriu nesse fim de tarde. Fomos andando para o deck local, de onde curtimos nosso 1º pôr do sol da viagem, já pelas 19hs. Pôr do sol no Rio Tapajós, um espetáculo. Curtir pôr do sol passou a ser escala obrigatória no fim do dia.

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Relax na Praia do Cajueiro

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Pôr do sol em Alter do Chão

Voltamos para a pousada e fomos curtir um relax na piscina. Fui comprar umas cervas na praça do lado, a do carnaval “sujo”, mas ainda estavam montando as estrutura. Vi que um dos blocos de lá chama-se “Há jacu do pau”, e isso ficou martelando nossa cabeça durante a viagem.

Depois do relax e de um bom banho, voltamos para o centrinho para jantar. Fomos no Piracuí, com boa vista para a galera nas mesinhas lá embaixo, e um showzinho que rolava. Bem bacana. Comemos muito bem no Piracuí!

Na volta, como em todos os outros dias, rolava um som altíssimo do carnaval “sujo”. Mesmo assim, chapamos na cama.

 

Dia 2
Acordamos cedo, sob chuva. Sem chance de fazer nada decente. A ideia era fazer passeio de barco. A chuva só amenizou às 9:30, que foi quando saímos.

Em frente à ilha do Amor, na Beira Rio mesmo, tem a associação dos barqueiros. É lá que vale a pena verificar e negociar passeios (e preços). Os preços são inicialmente tabelados, mas rola negociação. Como estávamos em quatro, sempre negociávamos o pacote. Mas imagino ser mais complicado para quem estiver sozinho ou em dupla.

No dia anterior um barqueiro, o Moisés (93-9175-8441), nos contatou. Não estávamos na vibe de fazer passeios no 1º dia, mas queríamos ouvir as opções e preços. Tinha um passeio para o Canal do Jari + Praia Ponta de Pedras que saía por 400 para o grupo. Ele fazia por 350. Voltamos lá no 2º dia, mas teve de rolar negociação. “Hoje é domingo, o desconto era pra ontem”, e tal. Fechamos em 370. 

Partimos. O barco foi batendo um pouco na ida até o Canal do Jari. É lancha rápida, então vai batendo mesmo. Chegando lá as águas se acalmaram. E nisso pudemos tentar observar alguns bichos, majoritariamente pássaros. A chuvinha eventualmente voltava, mas beeeem de leve. Fora isso víamos casinhas aqui e ali, comunidades ribeirinhas que dependem integralmente do transporte fluvial. Ali já tem as águas mais barrentas do Rio Amazonas.

Fomos então ver Vitórias Régias. A que fomos fica numa das casinhas ribeirinhas, que tbm era um mercadinho. Custou 10 por pessoa. Além do barato das plantas, vc acaba conhecendo um pouco as pessoas de lá e a vida delas. É bem bacana.

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Mas não pode pisar!

Depois fomos para outro local, onde fizemos uma trilha na selva (15 por pessoa). Trilha na selva é passeio clássico da região amazônica. Vimos e ouvimos pica paus, vimos uma enorme jiboia enroscada no alto de uma enorme árvore, algumas preguiças tb lá no alto, muitos macaquinhos etc. É bacana, mas vai sempre depender da natureza pra ver os bichos. Ainda dava pra fazer a pé (eles providenciam botas), mas dias depois estaria alagado, e aí só de barco. Uma coisa que estava realmente pesada por lá eram os mosquitos. Tomamos banho de repelente, e ainda assim alguns descobriam partes vulneráveis e atacavam. Uma menina na minha frente (que não quis repelente) tinha as costas cobertas de mosquitos toda vez que eu via.

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Meio difícil de ver, mas era uma Jiboia no alto da árvore

Curtida a trilha, fomos para a Ponta das Pedras curtir praia. E o sol abriu de vez. Já eram mais de 14 hs, ficamos lá de relax até o fim da tarde. Curtimos o por do sol, sem sol dessa vez (havia nuvens no horizonte), na famosa Ponta do Cururu, mas dentro do barco mesmo, pq uma chuva se aproximava de nós – e nos alcançou assim que chegamos em terra firme. Vimos botos enquanto curtíamos o pôr do sol. Aliás, vimos botos quase todos os dias.

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Ponta de Pedras

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Pôr do sol na Ponta do Cururu

Fomos pra pousada, curtimos a piscininha de início da noite, antes de voltar para o centrinho. Nesse dia vimos vários ônibus em fila partido para Santarém. Maior galera na fila para entrar nos ônibus. Até hoje não sei se iam ou voltavam.

Curtimos o showzinho de Carnaval que rolava na praça perto do rio, jantamos e voltamos.

 

Dia 3
Esse dia seria o do passeio à FLONA (Floresta Nacional do Tapajós), mas a mulherada amarelou. O barco batendo na água no dia anterior impôs algum receio. (não se iludam, não é nada de mais, depende muito do grau de cada em relação a passeios de barco em rio – seja em relação a medo, seja em relação a enjoo). Dia estava nublado de manhã, mas ao menos não chovia. Foi o melhor amanhecer até então!

Acertamos com nosso barqueiro Moisés um passeio alternativo: Lago verde, alguns igarapés e Praia do Pindobal, pra morgar. Saiu por 250. 

Fomos primeiro para o Lago verde, que fica logo “do lado”. É bem bonito, passeio bacana. Só de barco, embora eventualmente vc possa descer em alguma praia e/ou mergulhar. A floresta encantada, que compõe um dos passeios de barco, ainda não “existia” na época, só quando o rio estivesse mais cheio. Anotei que ali era Cuicuera, mas agora não me lembro se era o nome da floresta ou de alguma outra coisa. Falha minha. Foi visita relax e relativamente rápida. Partimos para Pindobal. Antes ainda passamos rapidamente pela Ponta do Muretá. Paramos no Pindobal, sem praticamente ninguém, e estacionamos de vez. Fiz uma longa caminhada em direção ao sul da praia e voltei. De resto, morgamos o dia todo. Tijucas, Piracuí, tambaqui desossado, águas calminhas (eventualmente até quentes!). Amem. E sol, a partir de uma determinada hora até o fim do dia.

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Barquejando pelo lago verde

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Praia do Pindobal

Pôr do sol do dia foi na Ponta do Muretá. Dessa vez ele se pôs atrás de nuvens ao horizonte. Ainda assim, o espetáculo persiste.

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Pôr do sol na Ponta do Muretá

De volta à cidade, repetimos o programa anterior de piscina + assistir ao showzinho na praça principal + jantar.


Dia 4
Esse foi o dia da FLONA, finalmente. Mulherada aquiesceu. Choveu forte de noite, fazia sol de manhã. De barco até a comunidade Jamaraquá dá +- 1 hora. Ida foi tranquila.

Chegando lá, o Moisés nos levou ao guia pela floresta, o Seu Lourenço. Ele assava uma tartaruga para posterior refeição. Dele, não nossa. Tradições diversas.
Antes da trilha, conhecemos um pouco da comunidade, muito rapidamente. E aproveitamos para pedir nosso almoço. Escolhemos peixe. Tinha filhote e pirarucu. Tá ótimo, é o que buscamos mesmo.

A trilha é coisa de 10km pela floresta, leva 4 hs no máximo (condições normais). Programa muito semelhante ao que tem em hotéis de selva na Amazônia, tem o barato de conhecer fauna e flora, e com o atrativo de uma Samaúma no meio da trilha. Tínhamos visto uma Samaúma enorme meses antes na Ilha de Santana, nos arredores de Macapá. Mas é sempre bacana. Como é floresta tropical, vc sua o que houver de líquido no corpo.

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Bichos da Floresta

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Um cogumelo chamado "Véu de Noiva"...

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A Samaúma centenária

Terminamos a trilha por volta das 14hs e fomos para o almoço relax. Muito farto, muito saboroso. Escolhemos uma mesa bem no meio do vento para tentar espantar as moscas, mas nem assim (moscas eram figuras constantes nas refeições diurnas da região). Pratiquei o pecado da gula, comi muito, deu bode.

Depois disso fizemos um passeio de canoa (a remo) pelo igapó local. Foi uma delícia de passeio, belíssimo, mas que não consegui curtir na plenitude por conta de fatores externos (desconforto na pequena canoa, sol a pino na cabeça, sono pós comilança). A paz, o silêncio, os pássaros, o rio praticamente imóvel... toda essa paz foi quebrada por um barco a motor, e com som de música alta, que entrou no igapó, mas felizmente logo zarpou. Amem. O passeio levou cerca de 1 hora.

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De barco a remo navegando por entre a paz e o silêncio da FLONA

Fizemos os acertos com a galera. Guia saiu por 100 para o grupo. Almoço também (e não sei se era 25 por cada um, ou se era 20 e pagamos o do guia; sei que foi barato pela qualidade e quantidade). Barco a 60 para o grupo. E partimos de volta. Ainda dava tempo de curtir o pôr do sol em algum canto bacana. Já eram 18hs!

Primeira pausa foi na Ponta do Maguari. Espetáculo. Lindo lugar. Excelente pra curtir pôr do sol. Mas nosso pôr do sol do dia foi mais adiante, na Cajatuba. Outro lugar espetacular. Eventualmente nesses lugares havia algum barco sem noção com som nas alturas quebrando o clima de paz, mas pelo menos havia espaço para fugir do som.

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Ponta do Maguari

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Pôr do Sol na Cajatuba

E enveredamos por nossa longa volta, chegamos de volta à cidade já de noite. Barco veio quicando. Tanto na ida quanto na volta vimos botos nadando. Na chegada, a chuva. De novo. Amem, que bom que não foi ao longo do dia! Assim que a chuva arrefeceu, fomos direto comer o carpaccio de pirarucu do restaurante logo em frente, muito saboroso! Tínhamos comido no dia anterior e adoramos. Dessa vez voltamos só pra comer o carpaccio, de gula, pq já estávamos mais que satisfeitos com a comilança do almoço. Nesse dia não teve showzinho na praça perto do rio, mas na praça “suja” a barulheira rolou como sempre.

De noite fui lá na praça da festa “suja” comprar cerveja, em meio à festança. Foi quando observei melhor como era a festa e a coisa de ter um palco com um som e outros carros de som na mesma praça com outros sons, todos muito altos. Acho estranha aquela mistura, mas presumo que cada um curta o seu som. Ninguém me jogou espuma, nem maisena. Amem. 

 

Dia 5
Nosso último dia foi relax, meio que um repeteco do primeiro. Com o adianto de ter sido um dia de sol! Ficamos de bobs na Ilha do Amor e na Praia do Cajueiro ao longo de todo o dia. Andamos de caiaque, fomos para longe e o mais bacana disso foi ver botos nadando perto de nós. Comemos mais bolinhos de piracuí, nadamos muito nas águas quentes e calmas. Pôr do sol foi atrás das nuvens novamente, além de eu ter chegado atrasado para o evento. A cidade estava meio morta na Quarta de Cinzas, restaurantes fechados (alguns abririam mais tarde). Acabamos jantando na praça central, hamburguer de filhote. Muito bom.

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Sol, praia e relax na Ilha do Amor

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Último dia foi o de mais sol na viagem

Nesse dia voltamos mais cedo para tentar dormir alguma coisa. Nosso transfer nos pegaria no começo da madrugada para o périplo da volta. Santarém – Brasília – Rio, direto para o trabalho. 

E assim foi mais um feriadão desbravando algum canto pelo Brasil!

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[Fotos majoritariamente do instagram da Katia]

 

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Olá, Stanlley.

Em média eu não saberia dizer, mas vamos lá com os custos em geral:
Passagens Rio-STM-Rio = 800 pp
Transfer aeroporto-Alter = 90 por trecho e por carro 
Pousada = 900 casal para os 5 dias
Passeios variam de 200 a 400 por barco
Comida varia como em qq canto
Cerveja Tijuca de 600 ml a 8 pratas!
 

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    • Por andreia.puglia
      Alter do Chão - SETEMBRO/2016   Uma  conheceu alter por um programa de tv. Um dia apareceu uma promoção e compramos as passagens.    Um ou outro amigo sabia da existência da cidade, ninguém de fato conhecia. De fato nao tem muitos cariocas turistas por lá. Vi muitos gringos, gente de Brasília e das regiões mais próximas como Belém e Manaus.   Chegamos no voo da madrugada e acho que só existem mesmo esses voos chegando de madrugada, seja de Brasília ou de São Paulo. O ideal é pegar o taxi direto pra alter, que fica no valor de R$ 70,00 a R$ 100,00 (set/2016). O transfer também pode ser fechado com antecedência (Seu Cristovão - ‪+55 93 9123‑4264‬).  A gente achou que precisava ficar em Santarém por questão de logística, o que descobrimos depois que não era necessário, porque alter fica no meio do caminho entre o aeroporto e Santarém.  De toda forma conseguimos conhecer o centro de Santarém que não tem muita coisa pra fazer e é muito quente. Passeando pela orla descobrimos o passeio de barco pelo rio. Ele dura de 1 a 2 horas e custa 30 reais (set/2016). Assistimos ao encontro dos rios Tapajós e Amazonas, que não se misturam porque possuem diferentes phs, temperaturas, densidades e etc. Na segunda metade do passeio o nosso barqueiro e guia Sr. Elvis nos levou pra ver um monte de botos. Foi bem legal! Ele não alimentou e não interviu no rio jogando ração ou pão como fazem em praias do Nordeste, e mesmo assim os botos pulavam perto do barco.  Conhecemos um casal que foi almoçar num local ou mercsdo turístico e adorou. Vou procurar o nome de lá.  Depois do passeio no rio fomos conhecer o Mercadão 2000, mas as bancas já estavam fechando. O ideal é ir cedo pra lá. Não tem nada demais, é uma feira de produtos regionais. Como estávamos no início da viagem foi difícil comprar frutas e produtos perecíveis. Tinham muitos produtos ligados à medicina alternativa local.    Depois de concluir que tínhamos visto o suficiente em Santarém, pegamos o ônibus numa praça do centro com preço de 3 reais (set/2016) que levou cerca de 1 hora pra chegar em Alter.    Chegamos à vila numa terça às 16hs. Tomamos um banho pra aliviar o forte calor e fomos dar uma volta pra conhecer a cidade.   De fato a Ilha do Amor é linda!!! Ficamos ali assistindo o entardecer na calmaria do rio, comendo um petisco de camarão e de peixe.    De noite fomos até a pizzaria do italiano na praça onde tomamos sucos super deliciosos e uma caipirinha com cachaça de jambú que virou a queridinha da viagem! Jantamos um bom peixe ali.   No geral na cidade a comida não é farta, não é barata e também não é nada demais. Nesse italiano tinha um peixe ok.    Ainda de noite procuramos um dos barqueiros na orla e fechamos um passeio pro dia seguinte. Como éramos duas, aproveitamos para nos unir a um outro grupo de três para diminuir o valor total do passeio.    Segundo dia, quarta-feira: Na quarta fizemos um passeio para a Flona, por 80 reais por pessoa por dia, num grupo de 5 pessoas. Pechinchar nunca é demais. Mais 15 reais de almoço e mais 100 reais pro guia na floresta que pode ser dividido por até 5 pessoas.    Tinha visto na internet o passeio de 2 dias na Flona, mas 1 dia foi suficiente. Chegamos cedo e fizemos uma trilha de 2hs até a Samaúma (uma grande e antiga árvore dessa espécie), por dentro da Floresta Nacional do Tapajós. Valeu super a pena. Confesso que imaginei uma samaúma maior, mas foi legal mesmo assim. Conhecemos a Floresta Amazonica, muito umida e com arvores imensas.  2hs de trilha de volta, almoçamos numa comunidade ribeirinha e fomos passear nos igarapés próximos. Depois ficamos mais um pouco tomando banho num banco de areia próximo. Era uma praia bem bonita como todas da região. Eu diria que entrou no meu top 5 das praias mais bonitas. So nao lembro o nome, sei que fica na frente dos igarapes da comunidade do Jamaranguá.   Na volta à vila paramos na praia de Pindoball pra assistir ao por do sol.    À noite fomos ao Arco Íris que é um dos bares da praça, comemos um crepe simples.    Terceiro dia, quinta-feira. Este foi o primeiro dia do Festival do Sairé, que acredito que aconteça sempre na Lua Cheia ou, por coincidência, estávamos na lua cheia. No domingo anterior teve a abertura do festival e na manhã de quinta-feira começaram os rituais religiosos. Não consegui entender exatamente o que significa, mas perguntei pra uma jornalista que cobria o evento que me falou que aquela cerimônia representava a festa feita pelos índios pra os portugueses jesuítas que chegavam à vila. Valeu a pena assistir, apesar do forte calor que fazia. Acontece uma disputa entre homens e mulheres, há uma procissão em que cada grupo leva um tronco de árvore chamado por eles de mastro. Quando chega na praça eles enfeitam os trocos e os fixam até o final no festival, quando os derrubam a machadadas e um dos grupos vence.    Como a cerimônia do Sairé foi até o meio dia, aproveitamos a tarde pra curtir a Ilha do Amor sem pressa. Fizemos stand up pelo lago verde e fomos até a praia da frente. Na volta passamos um perrengue porque ventava muito e não saíamos do lugar, mas mantivemos a calma e conseguimos voltar pra terra firme vivas!    Nesse dia comemos num lugar que não voltaria, o bar da esquina da praia, de cor azul, não lembro o nome. O molho era de leite de coco e tinham uns milhos, parecia peixe com canjica. Rs.   À noite fomos ao Festival do Sairé. Nesse dia, quinta-feira, o evento foi gratuito e foram feitas apresentações de grupos locais com danças típicas, principalmente o carimbó.    Na última hora do dia encontramos uma amiga na praça que sugeriu o passeio para Arapiuns, que é um rio braço do Rio Tapajós. Fechamos o passeio de última hora, no valor de R$180,00 por pessoa, com água, frutas e almoço incluído. Fomos nun grupo de 10 pessoas.    Como Arapiuns é do outro lado da margem do rio, a viagem é mais longa e por isso precisamos sair cedo, às 8hs.  A primeira parada foi num banco de areia no meio do rio Arapiuns simplesmente paradisíaco. Só tínhamos nós. E mesmo tendo 10 pessoas no grupo, o banco de areia era grande (set/2016) e parecia uma praia deserta. O sol nao estava tao quente e ficamos ali batendo papo naquela paz e silencio indescritiveis.  Nosso guia (Arkus +55 (93) 9149-4174) lembrou que nessa parte do rio é preciso ter cuidado com as arraias no fundo da areia, por isso é bom entrar devagarinho, arrastando os pes na areia, pra nao pisar nelas. Arrastando os pes, elas fogem.    Almoçamos na comunidade da Coroca, e uma amiga indicou também a comunidade de Anã. A Coroca tem um redário pra galera que quer dormir lá (contato Bruno que tem o redario em Alter tb), mas também é possível dormir dentro da casa dos moradores. O importante é agendar com antecedência. Achei bem legal a criação de abelhas, de tartarugas, e a simpatia daquele povo. Há quem diga que dormir na comunidade é uma experiencia imperdivel pra quem vai pra Alter, mas nós nao tinhamos nos planejado pra isso.    Toda noite de sexta-feira tem o chorinho no bar da Tia Graça, onde vende um bom açaí, quase ao lado do hotel borari. Naquela noite, por causa do festival, o chorinho foi no Mango. Fomos pra lá, dançamos, comemos e bebemos a caipirinha com cachaça de jambú que não fez mais o efeito divertido de adormecer a língua.    No sabado estavamos tao cansadas que preferimos ficar na praia do amor sem pressa, acordamos um pouco mais tarde, tomamos cafe com calma. De fato nao tinhamos tanto motivo pra cansaco, mas o calor e o sol cansam sim. Ficamos na Praia do Amor ate nao aguentar mais. Depois subimos pra vila lra almoçar. Esse almoço sim valeu muito a pena. Foi no Espaço Alter do Chao. Ele fica na rua da praia à direita de quem olha pra Ilha do Amor. É só descer que nao tem erro. Ali a comida é bem gostosa, com pratos tipicos do local, com sobremesa deliciosa, especialmente o mousse de chocolate com cupiaçu, divino. O serviço é em clima de férias, mas a qualidade da comida compensa. Não deixe de experimentar a bola de peixe. Cada bola é R$40,00 e alimenta uma mulher educada, um homem educado fica com fome, um homem faminto usa só de entrada. Tem o prato com duas bolas de peixe. Vicê pode escolher entre o recheio de camarão ou o de banana com queijo. Bem bom. Queria ter experimentado o ragu de pato, que nao tinha. O risoto de camarao no tucupi tambem tava gostoso. O tucupi é o oleo que se extrai da madioca, é amarelo e tipico na região, vale provar um prato que tenha tucupi. O risoto tem tucupi bem leve. Eu gostei.    Terminamos tarde o almoço e acabos subindo tarde a serra. Eles chamam de Serra da Piroca e tem toda uma explicação que eu não prestei atenção quando tentaram explicar pra alguém do meu lado. O ideal é subir às 17h. São 40 minutos e não é difícil, mas tem subida. Na serra tem umas pedras chatinhas, então para os menos roots vale um tênis. E tem que levar lanterna. Importante também combinar com barqueiro pra te pegar na volta, ou não levar mochila e voltar pra vila nadando, que também é bem trabquilo, só tomar cuidado com os barcos que atravessam à noite, lor isso eu preferi voltar de barco mesmo.  Subirmos quase às seis, chegamos lá com o sol ja descendo. Foi outro top 3 da viagem. A vista é panorâmica, podendo ver o Lago Verde, a Ponta do Cururu, a Ilha do Amor e a vila.    Encontramos um monte de gringo lá em cima e cheguei à conclusão que os mosquistos só gostam de brasileira com repelente. Eles estava tranquilos sem repelente agum e eu com repelente ate o dedo do pé sendo devorada. Voltamos no escuro e não conseguimos ver a lua nascendo porque não queríamos esperar ali até muito tarde sozinhas. Mas vimos uma linda lua cheia nascendo quando chegamos de volta na Ilha do Amor. Foi muito bom, só faltou um bom banho de rio com aquela lua cheia linda, mas o barqueiro nos esperava.   Nesse dia à noite chegamos na pousada só pensando em banho e cama. Mas era o dia mais legal do Sairé, o dia em que os botos se enfrentariam. Tomamos banho e fomos pro Sairódromo meio que no automático.  Pelo que entendi o povo local não gosta muito do Sairé porque a cidade fica lotada de gente bagunceira e suja. De fato tinha muita gente bêbada, o povo deixou a praia suja, uns homens dormindo na sarjeta. Mas durou só dois dias, valeu a pena pela festa dos botos. Custou R$ 30,00 para entrar nesse dia. A disputa é quase um carnaval.  A diferença é que não tem desfile. Eles fazem uma apresentacao parados, com carros alegóricos, danças típicas e torcida de um lado e de outro. A bellinha torcia para o Boto Cinza, o Tucuxi. Eu torci para o Boto Rosa. Em 2015 o Tucuxi ganhou. São 1h30 de apresentação e eu de fato achei o rosa mais tradicional e mais bonito. No meio do rosa já era tarde da noite e fomos pra casa.    No domingo seguimos a dica do casal que conhecemos no primeiro dia. A cidade é pequena e todo mundo se encontra. Eles indicaram o restaurante Casa do Saulo para a gente. Tem como ir de barco, mas fica caro, de carro ou de taxi, que também fica caro. Cogitamos ir de bicicleta, mas ainda bem que estavamos cansadas, porque é longe, o calor e sol forte, e é estrada de asfalto, onde a bicicleta não tem vez. Conseguimos uma carona pra ir e voltamos de taxi com o Seu Cristovao (ja coloquei o numero dee aqui). O lugar é bem bonito e tem acesso à um banco de areia lindo também. Falaram que a comida era sensacional. Eu não achei tudo isso, mas talvez não tenha dado sorte. É boa, mas nada do outro mundo. Eles tem muito costume de comer o peixe empanado, então acaba sendo tudo peixe empanado e só muda o molho. Posso estar enganada, talvez valha a pena tentar um que não seja empanado. Chegamos e fomos direto pra praia. Pedimos nosso almoço só às 16h e foi ótimo, porque a essa hora não demorou tanto pra chegar. Comemos e voltamos pra praia. Tiramos um cochilo com um ventinjo delicioso e depois curtimos o por do sol sensacional.  Marcamos desde cedo do Seu Cristovao nos buscar. Chegamos na vila já eram 20h. Tomamos banho e fomos pro italiano. Estava tendo carimbó na praça e foi muito legal dançar (ou tentar dançar) com a bandinha ao vivo, o povo loca e os hippies bem animados dançando.    Na segunda foi o último dia do Sairé, quando cortam os mastros enfeitados com machados, anunciam se homens ou mulheres ganharam e anunciam qual boto foi o vencedor. Em 2016 ganhou o Tucuxi de novo.  Descemos à vila na direção das praias à direita. E como não tem estrutura de bar e restaurante aquele pedaço é o paraíso. Ficamos deitadas devaixo das árvores e curtindo a tranquilidade daquele pedacinho. Depois disso peecebi que poderíamos ter explorado os dois lados da ilha do amor, mas como toda viagem a gente precisa deixar uma coisa sem ser feita pra poder voltar, essa parte foi a escolhida para me dar motivos pra voltar.    Nesse dia comemos também no espaço Alter do Chão. Tentamos todos os lugares da cidade, mas estava tudo fechado, provavelmente por ser segunda-feira. Queríamos ter conhecido o vegetariano de umas argentinas na rua da pousada da Cabocla que estava inaugurando naquela semana, mas também estava fechado.    Conseguimos subir mais cedo à Serra, umas 17h15 e vimos sim um belo por do sol, com direito à muitas fotos e panoramicas e mais tempo pra só curtir.    Descemos rápido e só escureceu lá embaixo. A luz da laterna do celular é suficiente.    À noite também não tinha nada aberto, acho que só o italiano estava aberto.    Ultimo dia, terça-feira: comemos um café caprichado porque é o ultimo dia das mãos de fada da Dona Del.    Eu ainda não falei que o café da manha da Dona Del também foi top 5 da viagem.    A pousada é simples e uma das mehores em Alter (Pousada Alterosa), não tem chuveiro elétrico, mas ninguém lembra disso com aquele calor. O ar condicionado, que é o mais importante, é novinho e limpinho. Tudo é muito limpo e o casal de donos faz você se sentir em casa. Eles vão construir uma suíte acessível, bem legal!! E o café da manhã era do meu jeito preferido. Um bom café preto, bastante fruta e suco, tinha até suco verde, ovo mexido, gema dura, gema mole, feito na hora, tapioca recheada feita na hora. Além disso pães frescos e de forma, bolo da vovó, simplesmente perfeito.    Nesse ultimo dia fizamos passeio que tanto queríamos, mas faltava gente pra fechar o barco mais barato. Passeio ao Canal do Jari com Ponta das Pedras e Ponta do Cururu. O barco é pequeno e bate bastante, mas água no rosto faz parte dessa sensação de estar o no paraíso. Nossa primeira parada foi na Ponta das Pedras e definitivamente há motivos para que Alter seja considerado o Caribe Brasileiro. Que lugar lindo. Nenhuma foto consegue captar o quão lindas são as praias. Em Ponta de Pedras tem um vento bom e fresco. Poderia passar o dia aqui. Confirmar essa informação, mas acho que é possível chegar na Ponta das Pedras de carro e de bike, muito embora o passeio de barco tenha valido muito a pena.    Em seguida fomos para o Canal do Jari e paramos em uma casa na beira do rio para fazer o passeio pela mata em torno de 30 minutos. Vimos um bicho preguiça, as corocas (pássaros) e macaquinhos. Também tinham árvores lindas, castanheiras e pés de jenipapo. 15 reais (set/2016).   O almoço foi na Ponta de Pedras já no caminho da volta. Pra mim ficou como top 5 da viagem.    Como um grupo que estava conosco disse que o almoço demorou muito pra sair, preferimos só pedir aperitivos e curtir a praia.    No final da tarde fomos até o Lago Preto para um mergulho e depois voltamos na direção da Ponta do Cururu. O por do sol de lá foi dentro da água, sem fotos, só curtindo aquele momento especial, aquele espetáculo incrível fechando nossa última tarde em Alter.    No centrinho aproveitamos pra comprar souvenirs, bombons caseiros e a cachaça de jambú no mercado.    Nosso almojanta foi no sanduíche X-Tudao, ao lado do Garcia sorvetes, que tb serve um super suco. Bellinha comeu o hambúrguer de peixe, eu o de camarão e a Bettina o vegetariano. Todas gostaram muito.    O que eu ainda faria mas não deu tempo é andar na Ilha do Amor pelas praias tranquilas, tanto à direita da ilha quanto à sua esquerda. E também beirando as praias de alter, no sentido da direita de quem olha pra ilha do amor.   Pra quem visita a vila de carro, descobri que a Casa do Saulo, Praia de Pedras, Lago Preto e a Flona podem ser visitadas pela estrada. Mas os passeios de barco, apesar de ficarem mais caros, te levam pra praias desertas e lindas, que o carro não chega.    Por causa do calor muito forte, não consegui fazer o passeio de bicicleta. Mas tem uma loja que aluga bikes.    Não fizemos a Floresta Encantada, onde foram gravadas cenas do filme Tainá, porque uma amiga de lá disse que só fica bonito em época de cheia.    Top 5 (que foi elastecido) . Praia de Ponta das Pedras . Por do Sol na Serra da Piroca. Aconselhável subir as 17h.  . Praias do Rio Arapiuns . Trilha na Flona com banco de areia na frente dos igarapés da comunidade do Jamaranguá.  . Cafe da manha da dona Del - pousada Alterosa . Botos em Santarém . Ilha do Amor
    • Por brunasscarvalho
      De Manaus (inclusive Selva) a Alter do Chão – De barco, de mochila, SOZINHA – Junho/2017
       
      Relato fresquinho de quem voltou da Amazônia semana passada!
       
      Em tempos de vacas magras, promoções escassas, dólar e euro nas alturas, o coração mochileiro sofre. Em especial, o coração daqueles que, como eu, têm na sua lista de próximos destinos de viagens o mundo inteiro.
       
      Enfim, este ano, não encontrei (ou não consegui chegar a tempo) de pegar nenhuma promoção bacana para o exterior. Sorte a nossa que o Brasil é um lugar incrível, fonte inesgotável de destinos surreais. Vergonhosamente, eu nunca tinha tido uma imersão verdadeira na Amazônia. Conhecia duas capitais do norte: Belém e Rio Branco. Sendo assim, defini que conheceria Manaus, que estava na minha lista de capitais a conhecer desde a infância.
       
      Quando comecei a ler relatos vi que algumas pessoas viajavam de barco pelo rio Amazonas rumo a Belém ou a Santarém. Achei os relatos bem interessantes e resolvi imergir nessa parte da cultura popular da região norte, tão desconhecida para nós que estamos acostumados a carro, ônibus, avião. Comprei uma passagem de ida para Manaus e de volta para Santarém.
       
      Descobri a iguana turismo por meio do site do local hostel e durante a troca de email com eles me apaixonei pelos pacotes de pernoite na selva. Outra decisão tomada! Três dias e duas noites na selva que relatarei com mais detalhes adiante.
       
      Espero que eu possa ajudar mais pessoas com mais um relato e como sempre a minha recomendação é VÁ, com ou sem companhia, com ou sem dinheiro, com ou sem coragem... O mundo é lindo e grande demais pra ser contemplado apenas por telas...
       
      Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.
    • Por MauroBrandão
      Santarém se localiza na margem direita do Rio Amazonas, entre Manaus e Belém, na foz do Rio Tapajós. É uma cidade pequena (cerca de 260.000 habitantes) bem pouco conhecida e ainda pouco turística, mas que permite um contato diferente e surpreendente com a Amazônia. As águas azuis/verdes do rio Tapajós contrastam com as do Amazonas, e a cidade apresenta – o que é realmente uma surpresa – quilômetros de praias de areia branca (sim sim!!).
       
      A cerca de 45 min de Santarém está o povoado de Alter-do-Chão. Chega-se lá facilmente de ônibus, que pode ser tomado na Avenida são Sebastião (do lado da Telemar), durante a semana, ou na Praça Tiradentes, aos domingos. Saem mais de 10 ônibus por dia. Preço do bilhete: menos de 2 reais. Esse povoado realmente vale o passeio. Muito tranqüila e ainda preservada do turismo de massa. Muita gente de Santarém vai lá nos fins-de-semana para aproveitar as fantásticas praias de areia branca e as águas quentinhas e claras do Rio Tapajós. Nós adoramos. Íamos ficar só uns 2 ou 3 dias, mas acabamos ficando 10 dias! Para os que tiverem a sorte de passar uns dias por lá, e que dispuserem de um orçamento apertado (como nós), a Pousada Pôr-do-Sol é o lugar ideal para pendurar sua rede. A pousada está muito bem localizada, com acesso direto para a praia. E o acolhimento é familiar, simples e bem “roots”. O dono desse pedaço do paraíso é o Alain, um bom barman francês que se divide entre a Güiana e o Brasil. Por 10 reais/dia/pessoa, você pode tranqüilamente se instalar com sua rede na “maloca” (grande cabana aberta), onde há um banheiro, um cômodo fechado (com chave e corrente) para deixar a bagagem e um lugar pra lavar roupa. E além disso, a cereja do sundae, uma cozinha bem agradável à sua disposição, com uma churrasqueira. Para orçamentos mais à vontade, Alain oferece alguns quartos simpático e arrumadinhos, com banheiro privativo.
      Para um pouco de aventura e um contato legal e realmente respeitoso com a natureza, nao hesite em procurar Michel e Patrick, dois guias italianos que migraram para o Brasil há anos. Você poderá, por exemplo, se meter em uma “caça” noturna a jacarés. Grande momento e uma supernoite garantida. (Os caras são realmente excelentes e falam francês, inglês, italiano, espanhol, português e alemao!!)
      Existe ainda um meio diferente de explorar a floresta, uma alternativa interessante aos pacotes oferecidos em Manaus, por exemplo (cidade que nós pessoalmente achamos tristonha e cara...) (N. do T.: desconsiderem isto; espero ter tempo para explicar...) Bem próximo a Santarém, e se estendendo ao longo do Rio Tapajós, está a Floresta Nacional do Tapajós, santuário único e ainda preservado da Amazônia.
      É simples chegar lá. Basta pegar uma autorizaçao no Ibama que custa 3 reais por dia. O Ibama fica no centro de Santarém, na avenida Tapajós, perto do Mercado 2000 e do mercado flutuante. Munido da autorizaçao, deve-se tomar um ônibus (o Ibama tem os horários), que sai da avenida São Sebastião (bem ao lado do ponto para Alter-do-Chão), para uma das comunidades ribeirinhas que recebem turistas, que ficam no meio da floresta. (Existem 3, entre elas Maguari e Jamaragua). Lá, você pode se hospedar, se quiser, na casa de uma família, e conhecer essa floresta fantástica com um guia local. Nós passamos uma semana maravilhosa em Maguari, em uma familia com quatro crianças. Experiência inesquecível. Basta perguntar no Ibama quem vc precisa procurar quando chegar na comunidade.
      Nós preferimos começar com a floresta de Tapajós e terminar com Alter-do-Chao.
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