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TRANSIBERIANA - Rússia em 58 Dias (R$2162 ou $675)

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Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
Vamos aos números que muita gente gosta de saber.

O Roteiro
TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA

A Rota dentro da Rússia
Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)

Quando: Março e Abril de 2018
Dias: 58
Noites em Hostel: 1
Viagens Noturnas: 6
Couchsurfing: 51
Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)

Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI

O Trailer

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VLADIVOSTOK (3 DIAS)

Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

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Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

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Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

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O mar congelado junto com o inverno Russo

A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

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A placa com 9288 km até Moscou

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O farol que serve para guiar embarcações

Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

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Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

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O vagão da terceira classe, a platzkart

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Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

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Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético

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KHABAROVSK (2 DIAS)

Quando cheguei em Khabarovsk por volta das 7 da manhã eu tinha entrado em um freezer, a temperatura batia os -19 no celular, mas a sensação era perto de -30. Sem problemas para um mochileiro de verdade e bem informado fui pegar o bonde e ir para casa.
Lá conheci Yana e seu atual namorado (prefiro não citar o nome), vai que ela muda de namorado, e pense em uma menina querida. Mesmo não falando um inglês perfeito conseguimos nos comunicar muito bem, fiquei 2 noites da cidade onde conheci claro igrejas impressionantes e muita neve, confesso que fiquei impressionado com a diferença para a Europa. A temperatura ficava entre -9 e -20 graus, foi um pouco complicado ficar andando pela cidade.

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Yana foi uma das melhores pessoas que conheci durante a viagem

De atrativos turísticos não tem praticamente nada, mas minha estadia foi a melhor possível, Yana me deu uma meia de presente pois eu não conseguia achar uma boa para comprar, e cozinhou ovos para levar na minha próxima e longa jornada até Chita, ela toda preocupada se eu não estava passando frio.

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A Catedral da Transfiguração é a terceira mais alta do país

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A Catedral de Assunção

No outro dia pela manhã nós 3 seguimos até a estação de trem, e eles me deixaram na porta do meu vagão, onde o destino agora era Chita, 42 horas de viagem, as coisas na Rússia são longe mesmo, especialmente no lado oriental.
Antes que você pergunte o que aconteceu no trem durante toda a jornada transiberiana é o seguinte, as pessoas comem, dormem, conversam e é isto, se você não fala Russo pode esquecer que vai conseguir interagir, e olha que a próxima história você vai gostar.
Não foi uma viagem ruim apesar do tempo dentro de um trem, algumas paradas maiores servem para esticar as pernas e por que não utilizar o banheiro público.russia-khabarovsk-001.jpg
Se você acha que estava frio nas fotos, imagina ao vivo

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Ficar em casa é coisa para os fracos

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Um dos sobrevivente do frio russo

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CHITA (2 DIAS)

Quando falei que tudo é longe acredito, embarquei em Khabarovsk para 42 horas viajando até Chita, longe de verdade. A paisagem se resumiu a muito frio, por sorte algumas paradas acima de 15 minutos e em uma delas precisei utilizar o banheiro público, congelando a bunda para mandar o número 2, é possível fazer dentro do trem mas nada confortável. Lá fui com frio perto de -20 fazer em uma casinha de madeira sem nenhuma cara de banheiro.
Foi a coisa mais emocionante que aconteceu em todo o trajeto, o trem estava bem vazio pois ainda era inverno e como são cidades nada turísticas só eu perdido por aquelas bandas, durante o verão deve estar mais cheio de Russos viajando para visitar amigos e familiares, foi bom pois tive mais conforto durante a viagem.

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Pôr-do-sol durante a viagem de 42 horas até Chita

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Uma das paradas na longa jornada para Chita

Eu tinha um plano para Chita, chegar 4h40 da manhã e esperar até as 6 horas pois tinha um sofá me esperando, ao mesmo tempo para a minha surpresa quando desci do trem encontrei Marina, ela tinha me oferecido sua casa mas não tinha confirmado nada, então imaginei que ela tinha esquecido ou algo parecido, rapidamente mandei mensagem cancelando com a outra pessoa e segui para casa este horário.
Agora se lembre o que comentei pouco tempo atrás, a Marina não falava inglês, e utilizava o tradutor para expressões simples, ali eu pensei, será que vai ser legal?
Ela é mãe de 2 filhos e tem uma vida agitada, mesmo assim arrumou espaço na sua agenda para sair comigo. Ainda mais curioso que sua mãe mandou mensagem para mim no couchsurfing, também chamada Marina, deu para entender? Resumo que o primeiro dia conheci a cidade onde não existe muita coisa fora uma igreja, casas antigas de madeira o que não deixa de ser curioso. Durante a noite fomos jantar em um restaurante bacana.

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As Marinas congelando comigo

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Museu de guerra

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Ao lado do museu de guerra tem mais um memorial

No outro dia encontrei a Marina durante a tarde para comer o melhor doner kebab de Chita a noite tive uma experiência muito legal, ela me levou para uma floresta onde existe uma torneira vamos falar assim com água potável enriquecida com sais minerais, segundo ela tem vários poderes medicinais. O gosto não é exatamente de água, neste mesmo lugar com temperaturas congelantes foi hora de brincar de deslizar na neve com seu filho pequeno, por volta de 3 anos e sua mãe. É até difícil de explicar como foi divertido, mesmo sem estar falando a mesma língua, em nenhum momento foi estranho pois a Marina tentava se expressar da melhor maneira possível.
Fiquei 2 dias inteiros e 3 noites pois tinha que seguir meu rumo até Ulan-Ude e mais uma vez ela me levou até a estação de trem, fez questão de me presentear com 2 litros desta água e eu mesmo sem espaço para carregar dei meu jeito, o trecho seguinte foi para Ulan-Ude que fica a apenas 9 horas de Chita.

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No meio da floresta para buscar água

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Catedral de Kazan em Chita

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Alguns dos tradicionais ônibus da região

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A Praça Lenin como em toda cidade Russa

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ULAN-UDE (2 DIAS)

O trecho de 10h27 até chegar em Ulan-Ude foi um dos mais bonitos da transiberiana, passando por inúmeros vilarejos em uma região ainda desconhecida para os turistas, até aquele momento conseguia viajar em bons lugares no trem a um preço baixo, logo tudo iria mudar pela proximidade do lago baikal. Nesta viagem acho que consegui sentir de verdade a essência de uma transiberiana.

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Passando por pequenas cidades no caminho

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Em muitos momentos consegui ver um pedaço da composição

Cheguei no final da tarde e o primeiro desafio foi andar naqueles ônibus apertados em horário de pico para chegar em casa, fui recebido por um casal bem jovem com um neném bem lindo. Casa bem simples mesmo e totalmente com cara de Sibéria, ficava uns 30 minutos do centro de Ulan-Ude.
O povo por estes lados são curiosos para conhecer estrangeiros, Ulan-Ude é um dos pontos de parada para quem segue a Mongólia vindo de Moscou, mas meu caso foi ao contrário.
Minha anfitriã tinha uma amiga que queria me conhecer e no outro dia a conheci, uma menina que tem um sonho simples, conhecer o Brasil mas para ela é algo bastante distante de acontecer. Inglês praticamente zero e algumas palavras em português conseguimos nos comunicar, de quebra ganhei um city-tour pela cidade.

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Angelina tem o sonho de viajar para o Brasil

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Uma das construções de madeira

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Bela igreja de madeira

Ulan-Ude não tem nada turístico para os ocidentais, uma enorme cabeça do Lenin é o destaque, alguns teatros e casas de madeira no centro da cidade trazem um olhar diferente. Meus planos foram ficar apenas 2 dias antes de seguir a Irkutsk e assim o fiz, dormi 3 noites e de manhã com bastante frio embarquei em uma viagem curta passando pelo congelado Lago Baikal, eu não visitei o lago, portanto nem adianta perguntar nada sobre ele, como estava tudo congelado não achei interessante para a minha viagem.

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Centro da cidade de Ulan-Ude

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A maior cabeça do Lenin na Rússia

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IRKUTSK (5 DIAS)

A viagem para Irkutsk saindo de Ulan-Ude contorna boa parte do lago baikal que claro estava congelado, por isto decidi não visitar desta vez, as fotos são bonitas mas eu estava querendo ver água. A paisagem é bonita com muita neve durante todo o trajeto que fiz no final de março. A cidade de Irkutsk serve de base para quem visita o lago, mas não é a melhor opção e sim a mais barata, hospedagem perto do lago é bem mais alta.

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No caminho para Irkutsk existem várias pequenas cidades

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Minha amiga gatinha

Mesmo que eu não tenha visitado o lago Baikal, a paisagem no caminho para Irkutsk foi uma das mais bonitas na transiberiana. Na cidade fiquei 5 dias em duas casas diferentes, a primeira foi com a Natalia que é atriz, inclusive fui assistir uma peça de fantoches no domingo cedo, sem entender muita coisa por ser tudo em Russo (óbvio), engraçado que as crianças se comportaram muito bem.
A outra casa que fiquei foi com a Ludmila que participa de um grupo de capoeira na cidade, sim existe um Brasileiro da Bahia (a vá) que ensina a dança para os Russos, novamente com inglês praticamente conseguimos nos virar.

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Centro de Irkutsk

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Catedral da Epifania

Esta região é bem pobre para o turismo, mas aconteceu algo muito bom, achei cheburek, espécie de um pastel russo bem parecido com o brasileiro, o preço varia mas comi um bem grande por 62 Rublos (1 Dólar). Irkutsk tem belas igrejas perto do rio, inclusive uma catedral polonesa, coisa rara na região.
Como tive tempo cortei meu cabelo e serviço é caro, me custou 350 Rublos (6,14 Dólares), tudo na base da mímica e fotos no instagram para mostrar como queria, inglês em praticamente todo o país é algo raro, igual no Brasil. Foi em Irkutsk que fiquei minha única noite em hostel, barato neste caso pois paguei 300 Rublos (5,26 Dólares), a filha da mulher que fiquei as duas primeiras noites era muito chata e decidi ir dormir no hostel pois tinha combinado com a Ludmila somente no outro dia. Nem pense que será fácil achar algumas casas na Rússia, eles tem o péssimo costume de passar o endereço pela metade achando que é moleza encontrar. Minha dica é olhar com atenção e pedir completo e ainda olhar no google street view, acredite mas é um dos desafios ao ficar em couchsurfing, os blocos de apartamento são enormes, parecidos e a noite a situação piora.

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Cheburek na parte de cima, pastel para matar o desejo

Gastei um bom tempo na cidade onde descansei antes de viajar para Novosibirsk, que fica a 32 horas de trem, acabei desistindo de parar em Krasnoyarsk pois vi que para mim seria uma cidade sem graça, espero voltar um dia para conferir ela. A passagem saiu 1608 Rublos (28 Dólares).

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NOVOSIBIRSK (4 DIAS)

As 32 horas de trem até chegar na cidade foram bem tranquilas, já estava bem acostumado a dormir nos trens da terceira classe, cheguei por volta da meia noite da cidade e tudo começou a dar errado. Minha internet parou de funcionar para chamar um Uber, fui perguntar quanto custa para um taxista (só para ver mesmo), ele falou 500 Rublos (9 Dólares) para uma corrida de 3,5km, junto veio a vontade de cagar (isso mesmo), fazia bastante frio na cidade para andar até em casa. Achei um wifi chamei o Uber mas nem reparei que era impossível o carro chegar até a estação, cancelei, estudei a região e chamei outro Uber que parou na rua de cima, o cara não me achava e claro que no final tudo deu certo, achar o apartamento até que foi tranquilo, se não fosse o sabão que estava o chão.
Chegar em casa e tomar um chá quentinho foi a recompensa, a minha nova amiga Svetlana é uma mulher muito querida, seu flat muito aconchegante também, desta vez tinha cama, mesa para produzir vídeos e escrever.
Novosibirsk significa nova Sibéria, a cidade é bastante nova fundada em 1893, justamente por estar na rota da construção da ferrovia, além de ser totalmente plana. A minha curiosidade foi visitar um museu de trens, se eu amo trem nada melhor que conhecer alguns clássicos soviéticos.

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Réplica de um dos primeiros trens Russos

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Locomotiva dos anos 80

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Locomotiva dos anos 50

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Por dentro de um vagão de passageiros antigo

Nem pense que foi fácil chegar lá, na teoria era mas passei reto do ponto, nevava forte e difícil se encontrar, por sorte achei uma estação de trem que ficava uns 5 km além do museu. A comunicação na Rússia é simples, aprenda a falar o nome do lugar que você deseja ir, sério é a fórmula do sucesso.
O museu é sensacional para os amantes de trens, custou 300 Rublos (5,26 Dólares). É um espaço aberto com locomotivas desde 1935, ou o primeiro trem rápido que ligava Moscou a São Petersburgo em 1992. Além de vagões especiais com enfermaria ou prisão. Me senti no passado no meio de tantos vagões e locomotivas históricas, mas a neve estava complicando as gravações.

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Minha anfitriã na cidade

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Teatro de ópera e balé de Novosibirsk

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Catedral St. Alexander Nevsky's

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Capela de São Nicolas

Fiquei 4 dias no total mais pela minha anfitriã mesmo, Novosibirsk é nova e ponto de parada aos que cruzam toda a transiberiana, mas não vale a pena se você tiver pouco tempo. Minha próxima cidade foi Omsk.

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OMSK (2 DIAS)

Uma viagem curta com pouco mais de 8 horas para chegar em Omsk, lá encontrei Viktory, uma daquelas Russas altas que chamariam a atenção no Brasil, ela tem um gato lindo também, me esperou no ponto de ônibus próximo ao seu flat.

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Durante o belo pôr-do-sol e o rio ainda congelado

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Ele realmente é um gato

Omsk é mais uma parada somente para quem tem tempo e amigos na cidade, para a minha sorte Viktory é uma mulher muito querida (algo comum na Rússia), ela me mostrou tudo que tem em Osmk incluindo um pôr-do-sol de tirar o folego, fazia bastante frio naqueles dois dias que fiquei na cidade.
Ao que me pareceu Omsk é bastante organizada e relativamente bonita, não tem metrô apesar de ter 1,16 milhão de habitantes, difícil eu recomendar parar e dormir em hotel.

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Catedral de Assunção em Omsk

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Na Rússia você vai encontrar muitas estátuas, mas muitas mesmo

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Centro de Omsk

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TYUMEN (5 DIAS)

Tyumen não estava no meu primeiro planejamento da transiberiana, a cidade que fica a menos de 8 horas de Omsk foi uma boa surpresa. Minha anfitriã sem falar nada de inglês me buscou na estação de trem e por sorte me apresentou uma amiga com inglês fluente.
Logo na primeira noite ela resolveu me mostrar a cidade (congelando), dando uma aula sobre Tuymen e a região, foi muito legal ver mais uma vez o carinho e orgulho que os Russos tem com o seu país.

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O nome aterro criado em Tyumen, ponto de encontro no curto verão

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Mesmo gelado não faltou animação para este povo, é difícil de acreditar que eles são tão legais

A cidade foi um dos primeiro assentamentos da Sibéria e tem algumas histórias curiosas, serviu para esconder o corpo do Lenin na segunda guerra mundial, nem os próprios Russos sabiam onde ficava a cidade. Outra história que existiu um Russo que falava alemão perfeito e ele matou muitos nazistas durante a guerra, sendo um dos melhores espiões soviéticos.
No centro existe um parque bem grande, teatros e igrejas bem lindas, várias esculturas de guerra e construções históricas das mais bonitas que vi durante a minha viagem.

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Casas mais simples ao lado de lugares mais bacanas são comuns em Tyumen

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As antigas construções estão presentes em muitos lugares do centro.

Acabei ficando 5 dias na cidade onde 2 deles foram com outro anfitrião do couchsurfing, novamente sem inglês mas um tradutor para salvar a vida.
Tyumen foi uma das cidades que mais gostei na Rússia e voltaria no verão, a próxima parada foi Yekaterinburg, a cidade que fiquei por mais tempo no país, 5 horas de viagem que me custou 562 Rublos (9,87 dólares)

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Este monumento é para ajudar os poucos animais abandonados, deixe sua moeda ali no buraco

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Catedral Znamenskiy

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ECATERIMBURGO (9 DIAS)

Eu tinha um bom motivo para visitar a cidade e acabou se tornando vários motivos, mais uma vez tive uma ótima recepção na estação de trem, onde fiquei os 3 dias primeiros dias com um casal jovem e super simpático, inglês perfeito e boas histórias para contar. Logo no primeiro dia fui encontrar uma amiga que conheci na Armênia em 2015, sabe aquela sensação gostosa de rever alguém de tão longe, pois é. Andando bastante pela cidade e eu me sentindo como se morasse ali.

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A primeira casa na cidade

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Um ralador grandão

Falando da cidade em si, ela é importante para os Russos e bem fraca para o turismo, o mais importante mesmo é o Boris Yeltsin Presidential Center, que acabei nem indo, museu do primeiro presidente russo e de história do país. Yekaterinburg é uma cidade com monumentos estranho com por exemplo um ralador e um teclado enormes, não faz muito sentido mas é curioso. No outro dia conheci Kate, uma Russa daquelas bonitas e simpáticas tudo ao mesmo tempo, mais voltas pela cidade para comer e trocar ideias e os dias foram passando.

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Depois de 3 anos juntos novamente agora na Rússia

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Frio não é um problema para um rolé

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A cidade tem seu lado moderno, a região de Plotinka é a principal

A parte diferente foi a sauna, conhecida como banya pelos russos, é uma tradição antiga e ainda bastante popular, especialmente entre os mais velhos, infelizmente não tenho fotos desta “aventura”. Meu amigo me convidou e fomos encarar aquele calorzinho gostoso, a idade média do pessoal devia ser uns 75 anos. Resumindo como toda sauna existe uma pré-sala para se preparar e dentro da banya chega a fazer próximos dos 90 graus, é muito calor.
Algumas recomendações para fazer movimentos lentos lá dentro são importantes, a parte curiosa fica pela “surra” de folhas que eu tomei. Existem algumas senhoras vendendo estes ramos que servem para purificar sua alma, agora imagina eu dentro de uma sala pequena a 90 graus cheio de russo velho pelado, e meu amigo me batendo na bunda e nas costas, foi uma cena diferente para mim normal para os Russo, mas é estranho se for parar para pensar.
Os dias passavam e mudei de casa, quando minha próxima anfitriã abriu a porta, vi uma loira de 1,80m sem alto, mesmo eu acostumado ela é uma loira de respeito, super simpática, curiosa e adora o Brasil, especialmente pela bundas das Brasileiras que ela gostaria de ter, acredite em mim ela não precisa. Ali fiquei mais alguns dias até o final da páscoa ortodoxa onde comemos ovos pintados, e ela me levou para visitar várias igrejas de madeira no meio da floresta, coisa linda de ver.

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Acredite mas fui para a minha terceira casa na mesma cidade, era tanta gente me ofertando que fiquei sem jeito em falar não, Liya veio da Yakutia, uma das regiões mais frias da Rússia, outra menina querida e curiosa, mesmo sem falar um bom inglês, mas com ela vivi um cara que posso considerar o mais chato de todos, resumo ele é o tipo de cara que sabe de tudo, ou pensa é claro, arrogante e sem respeitar a opinião dos outros, nem sei como alguém tão legal como a Liya vive com uma praga dessas. Mais 4 dias para terminar a minha jornada de 9 dias por Yekaterinburg, além de reencontrar Kate e minha amiga, fui gravar mesmo somente nos últimos dias.
Para você ver como Russo é um povo curiosa, estava Kate e eu bebendo uma cerveja na rua sentando no banco, quando uma tia viu que conversámos em inglês e parou para trocar ideia comigo, e para ela entender que eu não falava Russo, foi meio comédia pois era tarde da noite e aquela tia andava perdida por um centro gelado, a temperatura estava perto de zero.
Foram os 9 dias mais intensos na Rússia, pois conheci outras pessoas neste meio tempo e cada vez eu sabia, melhor viagem da minha vida, a próxima parada estava longe, 25 horas de viagem até Vladimir.

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Achei um enorme chebureki, praticamente o nosso pastel

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VLADIMIR (2 DIAS)

Já conhecia Vladimir então não foi nenhuma surpresa, o lado chato foi esperar no frio meu host, mais de 1h20 esperando não é legal e estranho de acontecer, Russos são pessoas pontuais.
Não tenho quase nada para descrever da cidade, apenas aproveitei o clima quente perto dos 15 graus durante o dia, bem melhor de quando havia visitado em 2015.
Tudo foi mais fácil, sem problemas de comunicação ou perder a bagagem como naquele ano. Meu host foi um cara bacana mas nada comparado com as mulheres que conheci pelo caminho, é um dos motivos que mulheres são melhores neste ponto, elas são mais humanas. A próxima parada era pertinho e o ponto final de transiberiana, para os normais é claro, eu fui até Kaliningrado.

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O portão dourado ao ponto, principal local de Vladimir

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Igreja Salvador Transfiguração Paroquial de São Nicolau

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Catedral da Dormição

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Rússia e seus monumentos, este é legal

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A rua principal se chama Bolshaya Moskovskaya

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    • Por mikecerqueira
      Olá a todxs! Como vão? Acabei de voltar de minha viagem pela Transiberiana – ou Transmongoliana para ser mais preciso – e gostaria de relatá-la por aqui. Usei muita informação nesse fórum e sei o quão importante é ter informações atualizadas sobre a viagem.
       
      Eu tenho um blog sobre a viagem e em cada cidade que eu passei eu fiz um relato maior. Então quem quiser se aprofundar em cada cidade pode visitar o link (http://ontheroadwithmike.wordpress.com/). É também uma oportunidade de ver mais fotos, de forma a não deixar esse post tão pesado. Espero que vocês aproveitem e será um prazer enorme tirar qualquer tipo de dúvida. Essa viagem é certamente uma oportunidade para a vida toda. Então vamos lá:
       
      Organizarei de forma a colocar as informações principais da viagem primeiro e depois vou detalhando.
       
      Roteiro:
      São Paulo – Moscou – São Petersburgo - Yekaterinburg – Novosibirsk – Irkutsk – Ulan Bator – Beijing
       
      Datas:
      03 de Agosto à 27 de Agosto, sendo 04 – 08 em Moscou; 08 – 11 – São Petersburgo; 13 – 14 – Yekaterinburg; 15 – 16 – Novosibirsk; 17 – 19 – Irkutsk; 21 – 23 – Ulan Bator; 23 – 27 – Beijing
      Os buracos nas datas são as transferências entre as cidades
       
      Principais custos:
       
      Transporte:
      Voo São Paulo – Moscou e Pequim – São Paulo com escalas em Londres – US$ 1990 pela British Airways
      Voo Moscow – Sao Petersburgo – RUB 2000 (U$ 50) pela Transaero
      Trechos de trem – US$ 670 pela RealRussia
      Voo Ulan Bator – Beijing – US$ 198
       
      Hospedagem / Alimentação
      Levei 550 euros em espécie para a Russia - Os hostels em média custaram 550 RUB/noite (12 Euros) e calculei 1000 RUB (20 euros) por dia para gastos gerais. A cotação que consegui pegar era 47 RUB para 1 euro.
       
      50 dólares para a Mongólia - O país é realmente barato. O hostel custou 6 dólares/noite (Em dólar mesmo) e é possível comer bem por 5 dólares.
       
      1100 Yuan para China - O hostel custou 60 Yuan por noite e dá para viver com 300 Yuan/dia (Incluindo passeios, transportes)
       
      Vistos:
       
      Rússia – Não há necessidade. Eles nem checam a documentação. Perguntam o motivo da viagem e é isso.
       
      Mongólia – Não há necessidade. Há um novo acordo e brasileiros podem ficar no país até 30 dias sem necessidade de visto.
       
      China – É necessário. Eles são bastante rígidos, mas levando todos os documentos indicados não há maiores problemas. Custa R$ 100
       
      Antes de viajar:
       
      É muito aconselhável que se aprenda pelo menos o alfabeto cirílico antes de ir para a Rússia, além dele te ajudar também na Mongólia. Um guia de viagem da Folha de Russo me ajudou bastante.
       
      Relato:
       
      Fazer a Transiberiana foi sempre um sonho de criança. Ganhei um atlas quando tinha sete anos e sempre me perguntava porque havia uma ferrovia tão grande na Rússia. Desde então aquela curiosidade só cresceu em mim e esse ano tive a oportunidade de realizá-lo. Estou fazendo um intercâmbio pela faculdade em Londres e no planejamento das viagens que gostaria de fazer por aqui – já que essa é a minha primeira vez fora do país – a Transiberiana surgiu quase que naturalmente. No entanto tudo contava contra: Meu plano inicial era fazer uma viagem de 35 dias e ficar mais dias nas cidades e estender até Xi'an e Shangai, mas precisei fazer um curso na faculdade e meu tempo foi reduzido para 24 dias, já que precisava estar em Londres no dia 27 de Agosto. Isso frustou meus planos, já que estava planejando ir via Ethiopian Airlines e salvar alguns dólares fazendo altos voos com escalas – se você tem bastante tempo é uma forma boa de fazer a Transiberiana, se você não ligar para escalas longas e empresas não tão conhecidas pode ser uma boa maneira de salvar dinheiro. Nesse esquema eu pagaria por volta de US$ 1700 pelos voos para Moscou, de volta de Pequim para Londres – onde estou estudando – e meu voo de volta para o Brasil em janeiro. Com a mudança nas datas, isso não seria mais possível. Até um dia que entro no site da British Airways como quem não quer nada e uso o recurso deles de multi-city adicionando todos os voos que precisava. Descubro que pagaria US$ 1990 e teria todos os voos diretos. Não pensei duas vezes e fechei. Agora era correr atrás do planejamento, vistos e outras passagem necessárias.
       
      Pré-viagem:
      Sou uma pessoa que gosta de planejar bastante. Acho que faz parte da viagem ver o que fazer, os costumes, o que comer, sobretudo numa viagem em que meu tempo era limitado e com muita coisa para ver, não queria perder muito tempo pensando no que fazer no próximo dia. É importante destacar que isso não significa que você estará fechado a outros planos, mas pelo menos você tem ideia do que irá perder. Mas cada pessoa tem seu jeito de viajar, o importante é estar na estrada.
      Sendo assim, com as datas decididas comecei a adaptar meu roteiro para caber nos 24 dias. Cortei Xi'an e Xangai e fiquei só com Pequim. Dediquei 4 dias para Moscou, São Petersburgo e Pequim, 3 dias para Ulan Bator e Irkutsk e 1 dia em Yekaterinburg e Novosibirsk. Já adianto que para as três primeiras um dia a mais seria excelente e as outras foram suficientes.
       
      Tickets
      Com as datas decidas agora era só comprar as passagens, no entanto os tickets de trem só são vendidos com 45 dias de antecedência. É perfeitamente possível comprar online e o site inclusive tem tradução para o inglês (http://eng.rzd.ru/). No entanto, estava receoso por ser minha primeira vez fora do país e achei melhor ter tudo seguro nessa parte da viagem, então contactei uma empresa para que eles comprassem os tickets. A RealRussia foi indicada por diversos blogs e realmente é uma excelente empresa, não tive maiores problemas e ter os tickets em inglês é uma boa comodidade. No entanto, peguei bem a mais por isso. Quando viajei o rublo estava desvalorizado e eles não passaram o valor para os tickets. Se eu tivesse comprado eu mesmo, teria pagado por volta de US$ 400. Depois de viajar, eu realmente recomendo que vocês comprem no site, a não ser que você goste mesmo de comodidade. É possível também comprar nas estações, mas isso exige mais russo e também disponibilidade. Os trens são sempre lotados – pelo menos na época em que viajei - final do verão.
      O transporte entre Moscou e São Petersburgo foi também outra grande decisão. O caminho mais fácil e óbvio é ir de trem. Há diversas opções de horário e conforto, no entanto os mais baratos eram em horários não tão interessantes e eu realmente gosto de viajar de avião e queria conhecer uma empresa russa. Acabei achando uma super promoção pela Transaero entre as duas cidades por 2000 rublos – mais barato que o trem – e acabei fazendo o trecho por avião.
      Também fiz o trecho Ulan-Bator – Pequim de avião, faz essa foi por uma decisão de tempo. Só há trens na quinta feira e no domingo entre as duas cidades. Pelo calendário que eu montei, eu chegaria na cidade na quinta de manhã e se eu saísse a quinta à noite não aproveitaria nada em Ulan Bator. Se eu fosse no domingo eu não ficaria quase nada em Beijing. Preferi pegar um voo pela Air China no sábado e aproveitar suficientemente os dois lugares. No final saiu mais barato que o trem.
      É importante relatar que comprar com antecedência faz toda a diferença. Cometi o erro de checar o preço das passagens depois que tinha comprado e eu realmente fiz bom negócio. Então fiquem de olho.
       
      Visto chinês
      O visto chinês é o único pedido para a viagem. Para tirá-lo você precisa ir no Consulado com passaporte, fotos, comprovante de passagem, hotel e de dinheiro para viajar. Tive que voltar duas vezes porque eles não aceitaram o meu primeiro comprovante do hostel, mas na segunda deu tudo certo. É necessário tomar vacina da Febre Amarela para entrar no país, mas não fui cobrado na imigração. De toda forma é sempre bom ter carteira de vacinação internacional
       
      Bagagem
      Comprei um mochila da Quechua de 50l e foi mais que suficiente para toda a viagem. Levei dois jeans, 12 camisetas, 12 cuecas, 6 meias e 3 tênis (já conto com a roupa que estava vestido) . Levei também um casaco – que foi bastante útil e uma segunda pele. No entanto, não levei shorts e frente ao calor infernal da Rússia e da China sofri bastante. Precisei levar também meu computador, o que pesou bastante. Mas lembrem que mais é menos. Em muitas cidades você precisa ir andando da estação para o hostel e ficar com muito peso não vale nada à pena.
       
      Viagem:
      Tudo organizado, tudo pronto, agora é se jogar na estrada!
       
      Moscou
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/05/moscou-primeiras-impressoes/ e http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/08/moscou-mais-impressoes/
       
      Minha jornada começa no nosso querido Aeroporto de Guarulhos. Não tive a sorte de inagurar o Terminal 3, mas tive a feliz surpresa de ganhar um upgrade da British. A empresa já é ótima, estando na executiva então, foi um deleite. As doze horas que separam São Paulo de Londres passaram muito rápido.
      Chegando em Heathrow eu tinha 1 hora e 30 min para a conexão para Moscou - que ocorreu sem maiores problemas. Os dois voos foram no 747 e todos muito confortáveis.
      Ao chegar em Moscou a diferença é clara. Tudo é muito diferente! As informações em inglês são bem parcas e se nota que há menos organização do que em Heathrow. De toda forma é simples chegar no centro. O problema é lá depois. As placas são todas em cirílico e é muito difícil achar alguém que fale inglês. De toda maneira os russos são muito prestativos e só encontrei muita gente bacana, que apesar da barreira idiomática me ajudou bastante.
      O hostel que eu fiquei se chama Oh So Indie House Hostel e recomendo bastante. Dá para ir andando para a Praça Vermelha, para a Christ The Saviour Cathedral e você está a minutos da estação Arbatstkaya.
      O metrô da cidade é maravilhoso e merece ser visitado independente de você precisar pegá-lo ou não. De toda forma ele te leva para todos os lugares e é muito eficiente. Dos sistemas que conheci até agora é o melhor.
      Na Rússia somente o rublo é aceito. Há ATMs em todos os lugares e casas de câmbio são abundantes. Dê uma andada, porque geralmente há diferença entre elas. Quando eu fui 1 euro estava 47 RUB. No meu planejamento eu calculei 1 euro para 40 RUB, então ganhei uma graninha extra!
      Moscou é uma cidade mais cara, mas ainda assim mais barata que São Paulo. Claro que se você entrar no primeiro restaurante que você vir, você provavelmente vai pagar bem caro, mas os hostels dão dicas excelentes e é possível comer muito bem gastando 300/400 rublos - o que é considerado caro nas outras cidades, mas ainda assim aceitável para padrões europeus.
      Para quem é estudante vale muito a pena fazer uma carteirinha internacional. Dá para economizar bastante!
      Viajei em um esquema bastante econômico, então ia bastante em supermercados e fazia minha própria comida. Essa é uma ótima pedida, uma vez que os supermercados são ótimos e a comida russa é bem saborosa. Você precisar seguir o seu tato e traduzir os rótulos russos, mas nada de outro mundo. Meu único grande problema foi com água com gás. Mesmo depois de 16 dias no país, continuei comprando água errada.
       
      Locais visitados:
       
      Tsartsino Park - Lindo, no sul da cidade, fui para lá para não dormir depois do voo e valeu muito a pena. Ter o por do sol às 22:00 é realmente maravilhoso. Dá para turistar MUITO!

       
      All Russian Exhibition Centre: Centro de exibições para exaltação do regime Soviético. É algo realmente maravilhoso e fora do comum, ao norte da cidade e não tão óbvio para os turistas. Talvez tenha sido meu local favorito.

       
      Cathedral of Christ the Saviour: Um clássico da cidade. Não pode faltar.

       
      Novodevitchy Convent e o Cemitério: Outro clássico. Não deixe de ir no cemitério que fica atrás e fazer um caça ao tesouro dos túmulos famosos. Tchekov, Einseinstein entre outros

       
      O Kremlin e a Praça Vermelha - Musts da cidade. Vale a pena ir em todas as atrações do Kremlin e entrar na Catedral de São Basílio. Foi uma das imagens mais emocionantes da minha vida sair do Kremlin e avistar a catedral. Não deixe de tomar o sorvete do GUM - o shopping que fica em frente a praça e que antes era um centro de distribuição soviético.

       
      Park Pobedy e Memorial da Segunda Guerra - O parque é muito bonito e o museu é maravilhoso. Bem interessante para se entender a imagem que os russos criaram da guerra e outros símbolos do período soviéticos. Belíssimas visões para o Business District.

       
      Metrô

       
      Museus: Acabei indo somente a Tretyakov Gallery, mas valeu muito a pena, uma vez que foi possível conhecer diversos artistas russos. Vale a pena reservar umas 3 horas para cada (Há um museu em frente ao Gorky Park mais contemporâneo e outro em Krymysk Val - ambos valem a pena)
       
      Não deixe de provar os nuggets de Brie do Mc'Donalds. São deliciosos.
      Eu ainda fiz um Communist Tour, que foi bem interessante, mas eu já tinha passado por vários lugares.
       
      São Petersburgo
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/13/sao-petersburgo-um-museu-a-ceu-aberto/
       
      O voo entre Moscou e Peter foi excelente. Apesar de precisar pagar 2000 rublos em um taxi para chegar no aeroporto - já que tinha perdido o trem - tudo foi bastante confortável.
      O hostel dessa vez foi o Apple Hostel Italy. Novamente muito bem localizado e com o melhor staff que já vi. Várias dicas e realmente bastante confortável. A cidade se organiza a partir da Nevisky Prospekt e é a partir dela que você faz praticamente tudo. Moscou e Peter são completamente diferentes, by the way. São Petersburgo parece um museu. A cidade mantém toda sua arquitetura clássica e é belíssima em todos os pontos. O ritmo da cidade é outro e ela é muito mais preparada para o turismo que Moscou. Eu particularmente prefiro cidades como Moscou, mas passar uns dias em Peter é indispensável. Não sei se é porque eu tinha mais dicas, mas achei a cidade mais barata e comi bastante bem gastando no máximo 300 RUB por refeições. Algumas atrações foram de graça também, o que contribuiu bastante.
       
      Lugares visitados:
       
      Hermitage: O segundo maior acervo do mundo. Uma coleção de arte impecável e maravilhosa. Reserve o dia. Há muitas obras interessantíssimas para se ver!

       
      Peterhof: Palácio localizado nos arredores da cidade. Belíssimo.

       
      Kazan e St Isaac Cathedral: Duas catedrais centrais que valem muito a visita. São belíssimas e acompanhar uma cerimônia nelas vale muito a pena para conhecer um pouco mais dos ortodoxos. Na St Isaac vale muito a pena subir os 270 degraus e admirar a vista

       
      Russian Museum: Vale muito a pena para conhecer mais da arte russa também - e era do lado meu hostel

       
      Catherine Palace: Também distante, assim como o Peterhof, mas eu diria mais impressionante até. O palácio é maravilhoso, vale muito a pena.

       
      Tour no Rio Neva: É super fofo ver as pontes abrindo, mas eu peguei um tour que durou 3 horas e fiquei super entediado, uma vez que estava mega cansado depois de ter andado o dia todo. Não pague mais que 500 RUB por ele.

       
      Christ on The Spilled Blood: Parada obrigatória, a igreja já é linda por fora, por dentro é mais impressionante, uma vez que todos os murais são grandes mosaicos. Emocionante.

       
      Fiz também em Peter um Communist Tour, esse foi bem mais interessante e mostrou diferenntes lugares.

       
      Trens
      Depois de sair de São Petersburgo, começou oficialmente a Transiberiana. Todos os meus tickets eram de terceira classe, uma vez que eles eram mais baratos, mas também porque queria ter contato com os russos. E nesse sentido isso foi bem legal. Os russos realmente usam os trens para se locomoverem entre as cidades e não conheci nenhum turista nos trens. De toda forma, fui bem sortudo, uma vez que no primeiro trem achei uma professora de inglês de uma cidade chamada Kongor e que me ajudou muito nas 40 horas que separavam Peter de Yekaterinburg. Para passar as 40 horas, é preciso levar bastante comida e é comum que se divida com a pessoa que está dividindo o espaço com você. Levar um livro pode ajudar bastante também. No mais, o trem é bem confortável e divertido.
       
      Embarcando

       
      Percebam que na terceira classe não há cabines. No entanto, se você pega os bancos de baixo, há um espaço para colocar a mala e você dorme em cima deles. De toda maneira, me senti bastante seguro em todos os momentos. Eles também disponibilzam roupa de cama.

       
      As paradas são ótimas para esticar as pernas. Eu esperava mais gente vendendo coisas, mas isso se torna mais comum conforme você vai adentrando o país.

       
      Eu e minhas amigas russas do trem. O povo russo realmente me conquistou nessa viagem

       
      Alimentação no trem - Os supermercados são ótimos e sempre tem opções bem gostosas

       
      Yekaterinburg
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/15/transiberiana-trem-e-yekaterinburg/
       
      Cheguei na cidade depois de 40 horas de trem e às 4 da manhã. Diferentemente dos outros dias estava gelado e chovendo. Essa foi talvez a unica cidade que tive problemas, uma vez que o hostel não foi me buscar - tinha combinado porque ia chegar tarde - e o endereço do hostel estava errado, acabei me perdendo e só conseguindo achar um novo hostel às 9 da manhã. Foi algo realmente complicado, mas que superei.
      A cidade é bem interessante e é uma das mais desenvolvidas da Rússia. Os elementos soviéticos não são tão presentes e a cidade é bem organizada. Ela é famosa por ter sido onde a família real foi assassinada depois da revolução e por um ter um monumento que separa a Ásia da Europa. Como tive o problema com o hostel, acabou não dando tempo de visitar. De toda forma, passeei pelo centro e aproveitei a culinária russa na cidade. Não é necessário mais que um dia na cidade, mas certamentamente vale a parada.
       
      Fotos:
       
      Chegando na cidade

       
      O centro tem uma linha vermelha que te leva aos principais monumentos. Demora umas 4 horas e é SUPER interessante, uma das ideias mais geniais de turismo que já vi

       
      Apesar de todos os perrengues eu realmente amei a cidade

       
      Novosibirsk
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/17/trem-e-novosibirsk-no-coracao-da-siberia/
       
      Depois de mais 30 horas de trens e novos contatos com os russos, cheguei a capital da Sibéria - que estava com um clima delicioso. Muita gente não recomenda parar da cidade, alegando que não tem muita coisa para fazer. De toda forma, eu amei a cidade. Claro que um dia é mais do que o suficiente, mas realmente gosto de explorar as cidades e viver um pouco elas e nesse sentido a cidade ficou como uma das favoritas da viagem. Fiquei no Zokol Hostel e mais uma vez tive excelentes dicas. A cidade é bem influenciada pela arquitetura soviética - para o bem e para o mal. De toda forma, é uma parada que vale a pena
       
      Fotos:
       
      A cidade é bem no estilo soviético. Grande avenidas e prédios semelhantes criando mini-bairros. Lembra Brasília em vários sentidos

       
      O zoológico deles é excelente! Me diverti bastante e me emocionei vendo o urso polar

       
      O Rio Ob que corta a cidade é uma delícia e caminhar pelas margens dele é bem gostoso!

       
      Irkutsk
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/21/transiberiana-trem-irkutsk-e-lago-baikal/
       
      Irkutsk é parada obrigatória por causa do Lago Baikal, mas a cidade também tem bastante a oferecer. O ideal é ficar um dia na cidade e fazer algum tour no lago. Como eu estava sozinho, ficava muito caro fechar algum pacote e acabei indo somente para Listvyanka passar o dia. Acho que aqui vale realmente a pena ficar uns 4 dias e aproveitar e ir para Olkhom Island, mas isso fica para outra oportunidade. De toda forma, a cidade é muito diferente de todas as outras. E isso foi legal, pois minhas paradas foram bem diversas. A cidade passa a impressão de ser menos desenvolvida e ainda guarda grande parte das construções de madeira típicas da Sibéria. A cidade é muito bonita também, mas não tão limpa como estava acostumado na Rússia. Dessa vez fiquei no Irkutsk City Lodge, ele é um pouco distante, mas bem confortável.
       
      Fotos:
       
      Listvyanka é uma delícia. Uma vila bem pequena e super turística, mas a maioria das pessoas afirmam que não o Baikal de verdade. Alugue uma bike e explore toda a vila. Não deixe de provar o Omul, um peixe maravilhoso. Os restaurantes são ótimos e baratos.

       
      A culinária russa é uma delícia e em Irkutsk o preço e a qualidade são lindas

       
      Não deixe de explorar a cidade antes de ir para o Baikal, é bem gostoso

       
      Mongólia - Ulan Bator
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/09/01/mongolia-ulan-bator-e-terelj-national-park/
       
      Parti de Irkutsk a noite em direção a Mongólia, o que é uma pena porque você não vê o Lago Baikal - mas não tinha muita escolha, são só dois trens por semana. O trem é uma delícia. Em todos os trechos é muito bonito observar a janela e ver o país passando, mas esse trecho é especial. Há muitas paisagens bonitas.

       
      O trem é de segunda classe, não há opção, e apesar de haver cabines, o conforto é semelhante aos de terceira classe.

       
      A imigração da Rússia com a Mongólia é certamente uma das mais chatas que já vi. Você fica parado por 7 horas literalmente, esperando eles conferirem passaporte, checarem suas malas, declaração de bens. Claro que o trem precisa trocar a bitola, mas o tempo que você espera é bem longo. Depois da imigração, você chega na Mongólia e é impressionante como tudo muda. Até chegar na capital são mais umas 15 horas de trem. O país é realmente pouco habitado e as cidades parecem mais pobres. O mesmo não pode ser dito da capital, que é bastante grande e é repleta de arranha-céus. Há bastante grifes e se percebe que a cidade enriqueceu bastante nos últimos tempos. No entanto, isso também pode ser visto de uma forma ruim, uma vez que não há critério nas construções e a cidade acaba negligenciando sua história. É bastante comum arranha-céus que fazem sombras em monastérios, ou que invadam o espaço de alguma atração. Fora da capital há o Terelj Park, que é um parque nacional muito bonito e que te dá a possibilidade de dormir em um ger - uma experiência bem diferente,mas que é um must estando na Mongólia. Dá ainda para seguir no Gobi, mas precisaria de mais tempo. Na cidade fiquei no Sunpath Mongolia Hostel, que é localizado em um antigo prédio soviético. Bem barato, mas não tinha água quente quando eu estava lá. Achar hostel em Ulan Bator é realmente fácil, eles oferecem na chegada do trem e geralmente não são caros. Muita gente indica para não trocar dinheiro com as pessoas que entrar no trem após a entrada na Mongólia, mas eu recomendo pelo ter um pouco de tugrik. Não troquei dinheiro e demorei quase uma hora para achar um local para ter dinheiro local. A cidade não me passou a ideia de ser tão segura, tive que dar umas corridinhas em alguns lugares e entrar em umas lojas - mas às vezes é somente paranoia. Apesar dessa imagem negativa, não deixe de passar pelo menos um dia na cidade. É uma experiência muito válida.
       
      Fotos:
       
      Gandan Khiid. Maior monastério do país

       
      Praça Chingis Khaan e seu skyline. A cidade toda se organiza a partir dela

       
      Zaizan Memorial. Excelente vista panorâmica da cidade

       
      Terelj Park

       
      Família do ger

       
      China - Pequim
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/09/11/china-pequim-e-suas-aventuras/
       
      Tive alguns problemas para conseguir sair do Parque Terelj. Fechei meu pacote com a Kongor Tour e o combinado era que eles me buscariam ao meio dia me levar numa estátua famosa do Chingis Khan e de lá pro aeroporto. Apesar de ter que arranjar um taxi improvisado, conseguir chegar no aeroporto e partir para Pequim. A cidade é impressionante em todos os sentidos. Já ao chegar no aeroporto você se surpreende. É uma grandiosidade inexplicável. A imigração foi bastante rápida e sem maiores problemas. Para chegar no centro da cidade é oferecido um expresso que te conecta com as duas linhas circulares do metrô - te levando a literalmente qualquer lugar da cidade. Me hospedei no Dragon King Hostel, que fica em uma espécie de hutong e é muito bem localizado. O hostel é enorme e não tem o esquema meio familiar e aconchegante que estava acostumado, mas eles são extremamente profissionais. É muito fácil se locomover pela cidade, tudo é traduzido para o inglês e no comércio todos entendem pelo menos o básico. Espere por multidões. Nunca vi tanta gente junta na minha vida. Me surpreendeu bastante que não há tantos estrangeiros. O grosso dos turistas eram chineses mesmo. Tome cuidado com a comida, eu sempre achei meio fresco essas dicas, mas comi uma salsicha na rua e tive problemas. O metrô e o Mc'Donalds são absurdamente baratos, mas é muito fácil cair nas armadilhas de turistas. Não fiz nenhuma compra em supermercado e sempre comi fora e os 1000 yuan que levei deram para tudo. Para ir para a muralha fui com o tour do hostel - é possível e é mais barato ir por você, mas acho que o custo beneficio valia a pena. A dica é ir para Mutianyu, uma vez que é uma parte com mais infra estrutura e menos turistas. A cidade é completamente monumental e há muitas coisas para fazer. No entanto, acredito que cinco dias são suficientes. Não cometam o mesmo erro que eu - depois da Grande Muralha descansem! Fui inventar de turistas mais e fiquei estafado enquanto visitava a Cidade Proibida e não tive forças para explorá-la de maneira adequada. Se você for estudante não esqueça de pedir o desconto - em alguns lugares eles tem descontos, mas não está traduzido, então você acaba não pegando. Para quem estava acostumado com a hospitalidade dos russos, os chineses foram uma decepção. Bastante frios, mal-educados e porquinhos. Meu contato foi bem pequeno com os locais, mas espere por empurrões no metrô sem motivo aparente e muitas cuspidas no chão - não levem isso como algo negativo, só é uma característica distinta e interessante de se observar. Eles também são bem obcecados com segurança. Toda vez que você entra no metrô e em museus você precisa passar por um raio-x. É bem chato, mas uma hora você entra no modo automático.
       
      O pequeno aeroporto da cidade

       
      Locais visitados:
       
      Summer Palace: Localizado no noroeste da cidade, demora um pouco para chegar, mas vale muito à pena. O palácio é enorme e é muito bonito. Vale à pena comprar o ticket que te dá acesso a tudo.

       
      Lama Temple: Simplesmente maravilhoso e localizado no centro da cidade e ainda assim é um espaço de paz e contemplação. É muito bonito ver os chineses demonstrando sua fé.

       
      Temple of Heaven: Um dos meus favoritos. O espaço que ele tem no nosso imaginário é enorme e é muito legal ver os chineses fazendo danças, aulas de yoga e correndo no parque.

       
      Parque Olímpico: O meu local favorito. Sou um entusiasta de Olimpíadas e esse foi o lugar que mais me emocionei. Fiquei horas só admirando. Não deixe de entrar no estádio. É incrível!

       
      Muralha da China: Imperdível. Cansa MUITO. A muralha é enorme e quão mais longe você vai mais impressionante ela fica. Estava com um grupo de mochileiros e decidimos subir pela escada - por 100 Yuan dá para subir e descer de cable car. Há uma opção de descer por tobogã - mas custa 80 yuan. Acabamos escolhendo ir até o fim daquele trecho - o que valeu muito a pena. NÃO esqueça de levar água - é essencial. Cuidado ao fechar com tours - algumas param em lojinhas no meio do caminho. O que fiz não tinha isso e tinha almoço incluso, mas o tempo na muralha era muito rápido.

       
      Snack Street: Fui depois da Muralha e me perdi para chegar lá porque decidir ir andando do hostel. Um erro, fiquei extremamente cansado e atrapalhou o dia seguinte. De toda forma é bem interessante. E não precisa comer - NENHUM local faz isso.

       
      Região da Praça da Paz Celestial: Faça um combo de Praça da Paz Celestial, Memorial do Mao, Great Hall of People, Museu Nacional, Forbidden City e Jingshan Park. Pode ser meio corrido, mas se você acordar cedo dá certinho. Fique atento aos horários. Por 5 minutos não consegui entrar no Great Hall Of People. É necessário levar o passaporte para entrar no Museu Nacional. A Forbidden City é enorme. Se prepare para andar bastante. Vale a pena subir todos os degraus do Jingshan Park - melhor visão da cidade.
       
      Percebam como há MUITA gente. Preparem-se para esperar na fila. O Lênin parece bem mais real que o Mao by the way.

       
      Do outro lado da praça há o National Centre for Performing Arts. Maravilhoso.

       
      Vista do parque

       
      Nanluoguxiang: Vá para essa estação e se perca. Essa região é muita delícia. Cheia de hutongs clássicos e várias baladas e bares. Andar pelo lago e ver a vida social dos chineses é bem interessante. Fui bem sem direção para lá e acabei vendo a Bell and Drum Towers além de passar em alguns hutongs


       
      CCTV Headquarters: Dei a volta no quarteirão todo e não descobri onde que entrava. Desisti, mas é legal para ver o skyline da cidade

       
      Voltando pra Londres para novas aventuras

       
      Acho que basicamente é isso. Apesar de ter ficado grande, tentei resumir ao máximo que podia. Fiquem a vontade para perguntar e espero que o post anime mais pessoas a fazer essa viagem, é realmente algo inacreditável! Até a próxima!
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Se você está visitando a Bielorrússia (ou Belarus) e chegando pelo aeroporto de Minsk, é muito fácil e barato de usar transporte público para chegar até o centro da cidade. Eu explico tudo aqui com horários, fotos, mapas e preços. Esqueça o taxi ou Uber, use transporte local!
      A Bielorrússia está se tornando a nova fronteira do turismo na Europa. Com um governo que está querendo se abrir mais para o mundo, eles mudaram o sistema de vistos para atrair mais visitantes.
      Agora, os visitantes da maioria dos países do mundo podem visitar a Bielorrússia sem visto! As condições para tal é que você chegue e saia da Bielorrússia via o aeroporto de Minsk (MSK) e só possa passar 4 noites ou 5 dias no país. Eu sei que não é muito tempo, mas já vale para provar um pouco do gostinho desse fascinante país que ainda é totalmente inexplorado pelas grandes massas de turistas.

      Continue lendo: Como ir do Aeroporto de Minsk até o Centro da Cidade por 2 Dólares

    • Por paulohpb
      Olá pessoal,
      Depois de algumas viagens e com atraso, vou escrever o meu primeiro relato e espero que possa ajudá-los de alguma forma! 
      Em Junho/2017 fiz uma viagem de 30 dias com o seguinte itinerário: Moscou - São Petersburgo - Tallinn - Londres - Sofia - Florença - Roma. Por enquanto vou relatar sobre as primeiras cidades, na Rússia e Estônia.
      Planejamento da Viagem
      Iniciei o planejamento da viagem pela compra da passagem aérea com base em uma relação de cidades que eu queria visitar. Não abria mão de ir para a Rússia e queria muito ir para Florença. Pela distância, era conveniente iniciar pela Rússia. Comprei uma passagem com ida para Moscou e volta por Roma, ambos os trechos com escala em Frankfurt, valor de R$4.200,00. A passagem foi cara mas era a faixa de preço de uma passagem multidestinos incluindo Moscou. 
      Dia 1 - Chegando em Moscou:
      Foram quase 20 horas de viagem incluindo voo para Frankfurt, espera em Frankfurt e voo para Moscou. Cheguei em Moscou às 23:00 e até sair do aeroporto já eram quase 0:00. Eu estava um pouco desesperado pelo horário e porque eu ainda não tinha Rublos comigo. Precisava pegar um trem que ia do aeroporto (Domodedovo) para uma estação de metrô e depois um metro para o hostel. Resolvi não perder tempo e saí do aeroporto em direção a estação de trem que fica logo em frente. Taxistas gritavam que o próximo trem só sairia às 06:00 mas sabendo que não são confiáveis, fui em frente e deu tudo certo. Consegui comprar a passagem com cartão e embarquei rumo a estação de metrô, que fica a 40 minutos.
      Cheguei na estação de metro e precisava comprar um bilhete de metro. Novamente estava preocupado por não ter dinheiro mas deu tudo certo e veio a minha primeira impressão positiva de Moscou: era possível pagar com cartão, a senhora que me atendeu na bilheteria do metro falava inglês e me orientou a comprar o bilhete de 72h que era o mais adequado para minha estadia. Resolvida a questão do bilhete, era "só" pegar o metro e ir para o hostel.
      Entrei na plataforma onde passavam trens para os dois sentidos, todas as placas estavam no alfabeto cirílico e eu não fazia ideia para qual direção eu devia ir. Pedi ajuda a uma mulher que foi super simpática, me indicou qual trem pegar e em qual estação descer. Disse que dei sorte pois estávamos pegando o último trem (o metrô em Moscou fecha a 01:00).
      Depois disso, precisei de informações para encontrar o hostel, que ficava em uma rua escondida mas não foi difícil encontrar quem falasse inglês.
      Dias 2 a 4 - Moscou 
      Passei 3 dias inteiros em Moscou, considero que foi suficiente mas é possível ficar mais. Menos eu não recomendo. 
      Gostei bastante da cidade, achei limpa, segura, bonita e com um sistema de metro bastante amplo e eficiente. Também achei um bom custo benefício para refeições. Fui no início do verão, a temperatura variava da faixa de 10ºC no início da manhã para cerca de 20ºC durante o dia, para os russos isso era motivo de festa. Muita gente nas ruas, nos parques. 
      A cidade a noite fica muito bonita e iluminada, vale a pena visitar os principais locais nos dois períodos. Um resumo do meu roteiro de 3 dias em Moscou foi:
      Dia 1: Praça Vermelha; Kremlin; GUM Shopping Center; Arbat Street






      Dia 2: Tour pelas estações de metro; Gorky Park; Teatro Bolshoi; Catedral de São Basílio



       
      Dia 3: Walking Tour (tour guiado sobre a era comunista); Convento de Novadevichy; VDNKH




      Dias 5 - Viagem a São Petersburgo
      Para ir de Moscou a São Petersburgo são 04:00 de viagem no trem de alta velocidade. Comprei com antecedência pela Russian Trains, paguei USD 116,00 na classe econômica mas dei sorte e me passaram para a classe executiva, com refeição e wi-fi! A viagem é bem tranquila e a estação de São Petersburgo fica próximo da área turística, fui a pé para o hostel.
      Dias 5 a 8 – São Petersburgo:
      São Petersburgo é uma cidade muito menor que Moscou. Moscou é como uma metrópole desenvolvida e São Petersburgo como uma cidade de interior. São Petersburgo também é uma cidade muito mais “turística” que Moscou, o que particularmente não me agrada: muita gente tentando vender passeios, souvenirs, excursões, etc.
      Apesar disso, a cidade é bem interessante pela arquitetura, igrejas e pelas propriedades do Império Russo. Fiquei 4 dias e achei muito, é possível ficar 3 ou menos dependendo do interesse em entrar ou não nas atrações. Dos passeios mais conhecidos não fui no Palácio da Catarina pois não tinha interesse, mas em 4 dias seria possível incluir tranquilamente.
      Meu roteiro resumido foi:
      Dia 1: Passeio pela cidade, apenas áreas externas. Em meio período é possível cobrir praticamente toda a área turística.





      Dia 2: Peterhoff  – O palácio de verão do imperador Pedro, o Grande. É realmente impressionante, vale a pena a visita. Fica fora de São Petersburgo, fui de barco (mais caro mas é o jeito mais fácil de chegar, você já desembarca próximo a bilheteria e aparentemente tinha menos fila do que em uma outra entrada). Voltei de ônibus + metro no início da tarde, é um trajeto bem mais demorado.




      Dia 3: Fortaleza de São Pedro e São Paulo; Catedral de St Isaac e Catedral do Sangue Derramado:
      Fortaleza de São Pedro e São Paulo – Não achei muito interessante exceto pelas celebrações que estavam ocorrendo em virtude do Dia da Rússia (12/6). Catedral de St Isaac – A arquitetura e os detalhes impressionam, como em muitas igrejas europeias. Vale a pena subir na cúpula para ter uma vista aérea de São Petersburgo.
      Catedral do Sangue Derramado – O destaque são as paredes todas revestidas em mosaico Dia 4: Hermitage – Gostei bastante, mesmo para quem não é fã de museus, vale a pena para conhecer o interior do Palácio de Inverno. Comprei o ingresso pela internet com antecedência e entrei direto. Isso é fundamental, se deixar para comprar na hora a fila é enorme!



      Custos Rússia:
      Levei Euros e troquei por Rublos em casas de câmbio nas cidades. Hostel Moscou: 4 noites = 64 EUR Hostel São Petersburgo: 3 noites = 54 EUR Gastos locais (transporte, ingressos, alimentação, bares): 7 dias = 318 EUR (45 EUR/dia)  É possível tranquilamente ficar com menos. Neste valor eu comprei ingressos e fiz pelo menos uma refeição por dia em restaurante e uma refeição rápida (não tinha café da manhã incluso). Dias 9 e 10 – Tallinn:
      Às 23:00 do dia 8, peguei o ônibus para Tallinn. Havia comprado com antecedência pela Lux Express e custou 15 EUR. A viagem foi tranquila, o ônibus era confortável, com wifi, o maior incômodo foi acordar no meio da madrugada para passar na imigração da Estônia. A viagem leva um pouco menos de 8 horas, quando cheguei peguei um ônibus da estação para o hostel.
      Me interessei por Tallinn por ser uma cidade com uma das vilas medievais mais preservadas da Europa. O centro turístico é bem pequeno e em um dia é possível conhecer praticamente tudo. Fiquei dois pois é uma cidade muito boa para sair também: festas, bares, restaurantes e em uma viagem longa acho legal ter um ritmo não tão acelerado.
      Saindo de Tallinn, fui para Londres pela Ryan Air.



       
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