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TRANSIBERIANA - Rússia em 58 Dias (R$2162 ou $675)

Posts Recomendados

Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
Vamos aos números que muita gente gosta de saber.

O Roteiro
TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA

A Rota dentro da Rússia
Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)

Quando: Março e Abril de 2018
Dias: 58
Noites em Hostel: 1
Viagens Noturnas: 6
Couchsurfing: 51
Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)

Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI

O Trailer

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VLADIVOSTOK (3 DIAS)

Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

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Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

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Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

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O mar congelado junto com o inverno Russo

A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

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A placa com 9288 km até Moscou

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O farol que serve para guiar embarcações

Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

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Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

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O vagão da terceira classe, a platzkart

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Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

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Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético

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KHABAROVSK (2 DIAS)

Quando cheguei em Khabarovsk por volta das 7 da manhã eu tinha entrado em um freezer, a temperatura batia os -19 no celular, mas a sensação era perto de -30. Sem problemas para um mochileiro de verdade e bem informado fui pegar o bonde e ir para casa.
Lá conheci Yana e seu atual namorado (prefiro não citar o nome), vai que ela muda de namorado, e pense em uma menina querida. Mesmo não falando um inglês perfeito conseguimos nos comunicar muito bem, fiquei 2 noites da cidade onde conheci claro igrejas impressionantes e muita neve, confesso que fiquei impressionado com a diferença para a Europa. A temperatura ficava entre -9 e -20 graus, foi um pouco complicado ficar andando pela cidade.

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Yana foi uma das melhores pessoas que conheci durante a viagem

De atrativos turísticos não tem praticamente nada, mas minha estadia foi a melhor possível, Yana me deu uma meia de presente pois eu não conseguia achar uma boa para comprar, e cozinhou ovos para levar na minha próxima e longa jornada até Chita, ela toda preocupada se eu não estava passando frio.

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A Catedral da Transfiguração é a terceira mais alta do país

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A Catedral de Assunção

No outro dia pela manhã nós 3 seguimos até a estação de trem, e eles me deixaram na porta do meu vagão, onde o destino agora era Chita, 42 horas de viagem, as coisas na Rússia são longe mesmo, especialmente no lado oriental.
Antes que você pergunte o que aconteceu no trem durante toda a jornada transiberiana é o seguinte, as pessoas comem, dormem, conversam e é isto, se você não fala Russo pode esquecer que vai conseguir interagir, e olha que a próxima história você vai gostar.
Não foi uma viagem ruim apesar do tempo dentro de um trem, algumas paradas maiores servem para esticar as pernas e por que não utilizar o banheiro público.russia-khabarovsk-001.jpg
Se você acha que estava frio nas fotos, imagina ao vivo

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Ficar em casa é coisa para os fracos

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Um dos sobrevivente do frio russo

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CHITA (2 DIAS)

Quando falei que tudo é longe acredito, embarquei em Khabarovsk para 42 horas viajando até Chita, longe de verdade. A paisagem se resumiu a muito frio, por sorte algumas paradas acima de 15 minutos e em uma delas precisei utilizar o banheiro público, congelando a bunda para mandar o número 2, é possível fazer dentro do trem mas nada confortável. Lá fui com frio perto de -20 fazer em uma casinha de madeira sem nenhuma cara de banheiro.
Foi a coisa mais emocionante que aconteceu em todo o trajeto, o trem estava bem vazio pois ainda era inverno e como são cidades nada turísticas só eu perdido por aquelas bandas, durante o verão deve estar mais cheio de Russos viajando para visitar amigos e familiares, foi bom pois tive mais conforto durante a viagem.

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Pôr-do-sol durante a viagem de 42 horas até Chita

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Uma das paradas na longa jornada para Chita

Eu tinha um plano para Chita, chegar 4h40 da manhã e esperar até as 6 horas pois tinha um sofá me esperando, ao mesmo tempo para a minha surpresa quando desci do trem encontrei Marina, ela tinha me oferecido sua casa mas não tinha confirmado nada, então imaginei que ela tinha esquecido ou algo parecido, rapidamente mandei mensagem cancelando com a outra pessoa e segui para casa este horário.
Agora se lembre o que comentei pouco tempo atrás, a Marina não falava inglês, e utilizava o tradutor para expressões simples, ali eu pensei, será que vai ser legal?
Ela é mãe de 2 filhos e tem uma vida agitada, mesmo assim arrumou espaço na sua agenda para sair comigo. Ainda mais curioso que sua mãe mandou mensagem para mim no couchsurfing, também chamada Marina, deu para entender? Resumo que o primeiro dia conheci a cidade onde não existe muita coisa fora uma igreja, casas antigas de madeira o que não deixa de ser curioso. Durante a noite fomos jantar em um restaurante bacana.

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As Marinas congelando comigo

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Museu de guerra

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Ao lado do museu de guerra tem mais um memorial

No outro dia encontrei a Marina durante a tarde para comer o melhor doner kebab de Chita a noite tive uma experiência muito legal, ela me levou para uma floresta onde existe uma torneira vamos falar assim com água potável enriquecida com sais minerais, segundo ela tem vários poderes medicinais. O gosto não é exatamente de água, neste mesmo lugar com temperaturas congelantes foi hora de brincar de deslizar na neve com seu filho pequeno, por volta de 3 anos e sua mãe. É até difícil de explicar como foi divertido, mesmo sem estar falando a mesma língua, em nenhum momento foi estranho pois a Marina tentava se expressar da melhor maneira possível.
Fiquei 2 dias inteiros e 3 noites pois tinha que seguir meu rumo até Ulan-Ude e mais uma vez ela me levou até a estação de trem, fez questão de me presentear com 2 litros desta água e eu mesmo sem espaço para carregar dei meu jeito, o trecho seguinte foi para Ulan-Ude que fica a apenas 9 horas de Chita.

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No meio da floresta para buscar água

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Catedral de Kazan em Chita

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Alguns dos tradicionais ônibus da região

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A Praça Lenin como em toda cidade Russa

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ULAN-UDE (2 DIAS)

O trecho de 10h27 até chegar em Ulan-Ude foi um dos mais bonitos da transiberiana, passando por inúmeros vilarejos em uma região ainda desconhecida para os turistas, até aquele momento conseguia viajar em bons lugares no trem a um preço baixo, logo tudo iria mudar pela proximidade do lago baikal. Nesta viagem acho que consegui sentir de verdade a essência de uma transiberiana.

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Passando por pequenas cidades no caminho

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Em muitos momentos consegui ver um pedaço da composição

Cheguei no final da tarde e o primeiro desafio foi andar naqueles ônibus apertados em horário de pico para chegar em casa, fui recebido por um casal bem jovem com um neném bem lindo. Casa bem simples mesmo e totalmente com cara de Sibéria, ficava uns 30 minutos do centro de Ulan-Ude.
O povo por estes lados são curiosos para conhecer estrangeiros, Ulan-Ude é um dos pontos de parada para quem segue a Mongólia vindo de Moscou, mas meu caso foi ao contrário.
Minha anfitriã tinha uma amiga que queria me conhecer e no outro dia a conheci, uma menina que tem um sonho simples, conhecer o Brasil mas para ela é algo bastante distante de acontecer. Inglês praticamente zero e algumas palavras em português conseguimos nos comunicar, de quebra ganhei um city-tour pela cidade.

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Angelina tem o sonho de viajar para o Brasil

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Uma das construções de madeira

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Bela igreja de madeira

Ulan-Ude não tem nada turístico para os ocidentais, uma enorme cabeça do Lenin é o destaque, alguns teatros e casas de madeira no centro da cidade trazem um olhar diferente. Meus planos foram ficar apenas 2 dias antes de seguir a Irkutsk e assim o fiz, dormi 3 noites e de manhã com bastante frio embarquei em uma viagem curta passando pelo congelado Lago Baikal, eu não visitei o lago, portanto nem adianta perguntar nada sobre ele, como estava tudo congelado não achei interessante para a minha viagem.

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Centro da cidade de Ulan-Ude

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A maior cabeça do Lenin na Rússia

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IRKUTSK (5 DIAS)

A viagem para Irkutsk saindo de Ulan-Ude contorna boa parte do lago baikal que claro estava congelado, por isto decidi não visitar desta vez, as fotos são bonitas mas eu estava querendo ver água. A paisagem é bonita com muita neve durante todo o trajeto que fiz no final de março. A cidade de Irkutsk serve de base para quem visita o lago, mas não é a melhor opção e sim a mais barata, hospedagem perto do lago é bem mais alta.

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No caminho para Irkutsk existem várias pequenas cidades

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Minha amiga gatinha

Mesmo que eu não tenha visitado o lago Baikal, a paisagem no caminho para Irkutsk foi uma das mais bonitas na transiberiana. Na cidade fiquei 5 dias em duas casas diferentes, a primeira foi com a Natalia que é atriz, inclusive fui assistir uma peça de fantoches no domingo cedo, sem entender muita coisa por ser tudo em Russo (óbvio), engraçado que as crianças se comportaram muito bem.
A outra casa que fiquei foi com a Ludmila que participa de um grupo de capoeira na cidade, sim existe um Brasileiro da Bahia (a vá) que ensina a dança para os Russos, novamente com inglês praticamente conseguimos nos virar.

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Centro de Irkutsk

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Catedral da Epifania

Esta região é bem pobre para o turismo, mas aconteceu algo muito bom, achei cheburek, espécie de um pastel russo bem parecido com o brasileiro, o preço varia mas comi um bem grande por 62 Rublos (1 Dólar). Irkutsk tem belas igrejas perto do rio, inclusive uma catedral polonesa, coisa rara na região.
Como tive tempo cortei meu cabelo e serviço é caro, me custou 350 Rublos (6,14 Dólares), tudo na base da mímica e fotos no instagram para mostrar como queria, inglês em praticamente todo o país é algo raro, igual no Brasil. Foi em Irkutsk que fiquei minha única noite em hostel, barato neste caso pois paguei 300 Rublos (5,26 Dólares), a filha da mulher que fiquei as duas primeiras noites era muito chata e decidi ir dormir no hostel pois tinha combinado com a Ludmila somente no outro dia. Nem pense que será fácil achar algumas casas na Rússia, eles tem o péssimo costume de passar o endereço pela metade achando que é moleza encontrar. Minha dica é olhar com atenção e pedir completo e ainda olhar no google street view, acredite mas é um dos desafios ao ficar em couchsurfing, os blocos de apartamento são enormes, parecidos e a noite a situação piora.

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Cheburek na parte de cima, pastel para matar o desejo

Gastei um bom tempo na cidade onde descansei antes de viajar para Novosibirsk, que fica a 32 horas de trem, acabei desistindo de parar em Krasnoyarsk pois vi que para mim seria uma cidade sem graça, espero voltar um dia para conferir ela. A passagem saiu 1608 Rublos (28 Dólares).

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NOVOSIBIRSK (4 DIAS)

As 32 horas de trem até chegar na cidade foram bem tranquilas, já estava bem acostumado a dormir nos trens da terceira classe, cheguei por volta da meia noite da cidade e tudo começou a dar errado. Minha internet parou de funcionar para chamar um Uber, fui perguntar quanto custa para um taxista (só para ver mesmo), ele falou 500 Rublos (9 Dólares) para uma corrida de 3,5km, junto veio a vontade de cagar (isso mesmo), fazia bastante frio na cidade para andar até em casa. Achei um wifi chamei o Uber mas nem reparei que era impossível o carro chegar até a estação, cancelei, estudei a região e chamei outro Uber que parou na rua de cima, o cara não me achava e claro que no final tudo deu certo, achar o apartamento até que foi tranquilo, se não fosse o sabão que estava o chão.
Chegar em casa e tomar um chá quentinho foi a recompensa, a minha nova amiga Svetlana é uma mulher muito querida, seu flat muito aconchegante também, desta vez tinha cama, mesa para produzir vídeos e escrever.
Novosibirsk significa nova Sibéria, a cidade é bastante nova fundada em 1893, justamente por estar na rota da construção da ferrovia, além de ser totalmente plana. A minha curiosidade foi visitar um museu de trens, se eu amo trem nada melhor que conhecer alguns clássicos soviéticos.

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Réplica de um dos primeiros trens Russos

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Locomotiva dos anos 80

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Locomotiva dos anos 50

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Por dentro de um vagão de passageiros antigo

Nem pense que foi fácil chegar lá, na teoria era mas passei reto do ponto, nevava forte e difícil se encontrar, por sorte achei uma estação de trem que ficava uns 5 km além do museu. A comunicação na Rússia é simples, aprenda a falar o nome do lugar que você deseja ir, sério é a fórmula do sucesso.
O museu é sensacional para os amantes de trens, custou 300 Rublos (5,26 Dólares). É um espaço aberto com locomotivas desde 1935, ou o primeiro trem rápido que ligava Moscou a São Petersburgo em 1992. Além de vagões especiais com enfermaria ou prisão. Me senti no passado no meio de tantos vagões e locomotivas históricas, mas a neve estava complicando as gravações.

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Minha anfitriã na cidade

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Teatro de ópera e balé de Novosibirsk

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Catedral St. Alexander Nevsky's

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Capela de São Nicolas

Fiquei 4 dias no total mais pela minha anfitriã mesmo, Novosibirsk é nova e ponto de parada aos que cruzam toda a transiberiana, mas não vale a pena se você tiver pouco tempo. Minha próxima cidade foi Omsk.

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OMSK (2 DIAS)

Uma viagem curta com pouco mais de 8 horas para chegar em Omsk, lá encontrei Viktory, uma daquelas Russas altas que chamariam a atenção no Brasil, ela tem um gato lindo também, me esperou no ponto de ônibus próximo ao seu flat.

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Durante o belo pôr-do-sol e o rio ainda congelado

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Ele realmente é um gato

Omsk é mais uma parada somente para quem tem tempo e amigos na cidade, para a minha sorte Viktory é uma mulher muito querida (algo comum na Rússia), ela me mostrou tudo que tem em Osmk incluindo um pôr-do-sol de tirar o folego, fazia bastante frio naqueles dois dias que fiquei na cidade.
Ao que me pareceu Omsk é bastante organizada e relativamente bonita, não tem metrô apesar de ter 1,16 milhão de habitantes, difícil eu recomendar parar e dormir em hotel.

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Catedral de Assunção em Omsk

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Na Rússia você vai encontrar muitas estátuas, mas muitas mesmo

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Centro de Omsk

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TYUMEN (5 DIAS)

Tyumen não estava no meu primeiro planejamento da transiberiana, a cidade que fica a menos de 8 horas de Omsk foi uma boa surpresa. Minha anfitriã sem falar nada de inglês me buscou na estação de trem e por sorte me apresentou uma amiga com inglês fluente.
Logo na primeira noite ela resolveu me mostrar a cidade (congelando), dando uma aula sobre Tuymen e a região, foi muito legal ver mais uma vez o carinho e orgulho que os Russos tem com o seu país.

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O nome aterro criado em Tyumen, ponto de encontro no curto verão

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Mesmo gelado não faltou animação para este povo, é difícil de acreditar que eles são tão legais

A cidade foi um dos primeiro assentamentos da Sibéria e tem algumas histórias curiosas, serviu para esconder o corpo do Lenin na segunda guerra mundial, nem os próprios Russos sabiam onde ficava a cidade. Outra história que existiu um Russo que falava alemão perfeito e ele matou muitos nazistas durante a guerra, sendo um dos melhores espiões soviéticos.
No centro existe um parque bem grande, teatros e igrejas bem lindas, várias esculturas de guerra e construções históricas das mais bonitas que vi durante a minha viagem.

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Casas mais simples ao lado de lugares mais bacanas são comuns em Tyumen

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As antigas construções estão presentes em muitos lugares do centro.

Acabei ficando 5 dias na cidade onde 2 deles foram com outro anfitrião do couchsurfing, novamente sem inglês mas um tradutor para salvar a vida.
Tyumen foi uma das cidades que mais gostei na Rússia e voltaria no verão, a próxima parada foi Yekaterinburg, a cidade que fiquei por mais tempo no país, 5 horas de viagem que me custou 562 Rublos (9,87 dólares)

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Este monumento é para ajudar os poucos animais abandonados, deixe sua moeda ali no buraco

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Catedral Znamenskiy

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ECATERIMBURGO (9 DIAS)

Eu tinha um bom motivo para visitar a cidade e acabou se tornando vários motivos, mais uma vez tive uma ótima recepção na estação de trem, onde fiquei os 3 dias primeiros dias com um casal jovem e super simpático, inglês perfeito e boas histórias para contar. Logo no primeiro dia fui encontrar uma amiga que conheci na Armênia em 2015, sabe aquela sensação gostosa de rever alguém de tão longe, pois é. Andando bastante pela cidade e eu me sentindo como se morasse ali.

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A primeira casa na cidade

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Um ralador grandão

Falando da cidade em si, ela é importante para os Russos e bem fraca para o turismo, o mais importante mesmo é o Boris Yeltsin Presidential Center, que acabei nem indo, museu do primeiro presidente russo e de história do país. Yekaterinburg é uma cidade com monumentos estranho com por exemplo um ralador e um teclado enormes, não faz muito sentido mas é curioso. No outro dia conheci Kate, uma Russa daquelas bonitas e simpáticas tudo ao mesmo tempo, mais voltas pela cidade para comer e trocar ideias e os dias foram passando.

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Depois de 3 anos juntos novamente agora na Rússia

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Frio não é um problema para um rolé

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A cidade tem seu lado moderno, a região de Plotinka é a principal

A parte diferente foi a sauna, conhecida como banya pelos russos, é uma tradição antiga e ainda bastante popular, especialmente entre os mais velhos, infelizmente não tenho fotos desta “aventura”. Meu amigo me convidou e fomos encarar aquele calorzinho gostoso, a idade média do pessoal devia ser uns 75 anos. Resumindo como toda sauna existe uma pré-sala para se preparar e dentro da banya chega a fazer próximos dos 90 graus, é muito calor.
Algumas recomendações para fazer movimentos lentos lá dentro são importantes, a parte curiosa fica pela “surra” de folhas que eu tomei. Existem algumas senhoras vendendo estes ramos que servem para purificar sua alma, agora imagina eu dentro de uma sala pequena a 90 graus cheio de russo velho pelado, e meu amigo me batendo na bunda e nas costas, foi uma cena diferente para mim normal para os Russo, mas é estranho se for parar para pensar.
Os dias passavam e mudei de casa, quando minha próxima anfitriã abriu a porta, vi uma loira de 1,80m sem alto, mesmo eu acostumado ela é uma loira de respeito, super simpática, curiosa e adora o Brasil, especialmente pela bundas das Brasileiras que ela gostaria de ter, acredite em mim ela não precisa. Ali fiquei mais alguns dias até o final da páscoa ortodoxa onde comemos ovos pintados, e ela me levou para visitar várias igrejas de madeira no meio da floresta, coisa linda de ver.

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Acredite mas fui para a minha terceira casa na mesma cidade, era tanta gente me ofertando que fiquei sem jeito em falar não, Liya veio da Yakutia, uma das regiões mais frias da Rússia, outra menina querida e curiosa, mesmo sem falar um bom inglês, mas com ela vivi um cara que posso considerar o mais chato de todos, resumo ele é o tipo de cara que sabe de tudo, ou pensa é claro, arrogante e sem respeitar a opinião dos outros, nem sei como alguém tão legal como a Liya vive com uma praga dessas. Mais 4 dias para terminar a minha jornada de 9 dias por Yekaterinburg, além de reencontrar Kate e minha amiga, fui gravar mesmo somente nos últimos dias.
Para você ver como Russo é um povo curiosa, estava Kate e eu bebendo uma cerveja na rua sentando no banco, quando uma tia viu que conversámos em inglês e parou para trocar ideia comigo, e para ela entender que eu não falava Russo, foi meio comédia pois era tarde da noite e aquela tia andava perdida por um centro gelado, a temperatura estava perto de zero.
Foram os 9 dias mais intensos na Rússia, pois conheci outras pessoas neste meio tempo e cada vez eu sabia, melhor viagem da minha vida, a próxima parada estava longe, 25 horas de viagem até Vladimir.

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Achei um enorme chebureki, praticamente o nosso pastel

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VLADIMIR (2 DIAS)

Já conhecia Vladimir então não foi nenhuma surpresa, o lado chato foi esperar no frio meu host, mais de 1h20 esperando não é legal e estranho de acontecer, Russos são pessoas pontuais.
Não tenho quase nada para descrever da cidade, apenas aproveitei o clima quente perto dos 15 graus durante o dia, bem melhor de quando havia visitado em 2015.
Tudo foi mais fácil, sem problemas de comunicação ou perder a bagagem como naquele ano. Meu host foi um cara bacana mas nada comparado com as mulheres que conheci pelo caminho, é um dos motivos que mulheres são melhores neste ponto, elas são mais humanas. A próxima parada era pertinho e o ponto final de transiberiana, para os normais é claro, eu fui até Kaliningrado.

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O portão dourado ao ponto, principal local de Vladimir

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Igreja Salvador Transfiguração Paroquial de São Nicolau

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Catedral da Dormição

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Rússia e seus monumentos, este é legal

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A rua principal se chama Bolshaya Moskovskaya

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      Dia 1
       
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      Passamos por uns prédios governamentais e áreas verdes. Em seguida, compramos um souvenir.
       
      Retornamos sozinhos pelo centro, que deixou minha mãe, novata na África, bem ressabiada. Caminhar com tantos olhos desconfiados não foi agradável, então logo pegamos o trem de volta.
       
      Aproveitamos o almoço gratuito no hotel. Logo depois, foi a hora de enfrentarmos as checagens de segurança infinitas do aeroporto de Adis Abeba.
       
      Voamos a Israel de Ethiopian. Só que dessa vez, sem telas de vídeo individuais. Mas não fez diferença, pois eu capotei no voo de tanto sono.
       
      Mais além, descemos no aeroporto moderno de Tel Aviv. Ao procurar o transporte público, percebi que cometi um engano feio: não lembrei que sexta à noite já era "shabbat", o dia sagrado dos judeus, onde quase tudo fecha. Se fôssemos ficar em Tel Aviv ainda conseguiríamos pegar um "sherut" (van) até lá, mas acabei optando por uma hospedagem caseira bem cara, mas próxima do aeroporto, já que retornaríamos no dia seguinte. Sabe quanto custaria um táxi só de ida até Or Yehuda, 16 km distante? Uns 150 shekel (cerca de 170 reais)! E para alugar um carro na hora sairia ainda mais caro.
       
      Enquanto trocamos dinheiro num câmbio desfavorável e comíamos alguma coisa, tive a sorte de ver que existem táxis com tarifa reduzida pré-fixada no segundo andar. No final, saiu pela metade do preço.
       
      Passamos a noite no House on the Road, uma casa só pra gente. Qualidade decente, mas pelo preço abusivo, poderia ter sido melhor.
       
      Dia 3
       
      Dormimos bem. No resto da manhã, caminhamos nas quadras ao redor para conhecer o bairro. É limpo, tranquilo e florido, mas os israelenses não são simpáticos.
       

       
      O sol de 30 graus impediu que continuássemos explorando, então pegamos um táxi e voltamos ao aeroporto, passando por uma infinidade de controles de segurança.
       
      Voamos com a Alitalia para Moscou, com uma escala de algumas horas em Roma. Peguei esses trechos com 20 mil milhas Smiles por pessoa.
       
      No caro aeroporto, só comi uma pizza (10 euros). No resto do tempo, usei o wi-fi liberado.
       
      Dia 4
       
      Desembarcamos no aeroporto Sheremetievo pelas 4 h, com o dia quase nascendo. Passamos a imigração rapidamente e pegamos o ônibus noturno até a estação de Kitay-Gorod (55 rublos ~ 3,3 reais). No caminho, fiquei surpreso com o tamanho dos prédios, principalmente residenciais.
       
      Na chegada, caminhamos ao hotel CityComfort Kitay-Gorod. A suíte pra 2 pessoas com 3 diárias custou 11250 rublos. Quarto bom, mas internet ruim.
       
      Para não perder o dia, botei o despertador para tocar às 12 h. Como minha mãe não estava se sentindo bem, saí sozinho. 
       
      Peguei o metrô (55 rublos por vez) até o Centro Pan-Russo de Exposições. Estava cheio de gente bonita nesse domingo lindo de sol e temperaturas agradáveis. É uma área enorme, cheia de construções suntuosas, até mesmo com ouro, além de muitos museus, aquário e áreas verdes.
       
      Caminhei bastante ao redor, mas visitei por dentro só o Centro de Cosmonáutica e Aviação (500 rublos). Há bastante informação (parcialmente em inglês), além de representações e até mesmo equipamentos e naves originais do programa espacial russo. Bem interessante.
       

       
      Almocei e jantei na praça de alimentação de um centro comercial. Pedi um prato com salada, purê de batata e uma carne que parecia hambúrguer por 230 rublos na primeira refeição e um "kebab" russo por 190 rublos na segunda.
       
      Entender o russo está sendo um desafio. Ler algumas coisas em alfabeto cirílico até que consigo, graças ao Duolingo, mas ouvir e falar tá bem complicado. E pela minha aparência eles assumem que sou russo e já vem falando comigo nesse idioma diferente.
       
      À noite, quando seguia pra praça Vermelha, duas coisas ruins aconteceram. Minha câmera emperrou o obturador e parou de funcionar, e a tal praça estava fechada para uma parada militar que ocorreria na semana seguinte.
       
      Assim, só pude admirar à distância a parte mais turística de Moscou, que conta com a fortificação do Kremlin, a catedral de São Basílio, de arquitetura única no mundo, bem como diversas outras edificações.
       

       
      Dia 5
       
      Para resolver a questão da câmera, localizei a Pixel24, uma loja de câmeras com preço bom. Fui até lá de metrô, conhecendo algumas das belas estações decoradas.
       
      Em seguida, eu e minha mãe visitamos o centro cultural de Izmaylovo. É uma área turística entre construções de arquitetura diferente, contando com souvenires, lanchonetes e museus, como o da vodka. Almoçamos espetos de frango e vegetais por uma graninha (1500 rublos), tomando "kvass" (100 rublos), que é uma bebida alcoólica fraca fermentada de pão, e cerveja (200 rublos).
       

       
      Posteriormente, sempre de metrô, atravessamos ao outro lado para conhecer o convento de Novodevichy, patrimônio da UNESCO. Normalmente custa 300 rublos, mas como estava todo em reforma, entramos de graça.
       
      Ao lado, fica um cemitério de pessoas importantes, que também custa 300 rublos. Só depois de entrarmos, descobrimos que ali ficava um cemitério e não o tal convento. Entre diversas lápides e árvores, vimos as tumbas de Gorbachev, Yeltsin, Trotski, Kruschev, entre outros.
       
      Ponto seguinte: rua Arbat. Antes, porém, entramos num supermercado para comprar uns mantimentos. Mais caro do que eu esperava.
       
      Essa rua pedestre é cheia de gente, lembrancinhas e artistas de rua. O longo caminho nos levou até a enorme catedral do Cristo Salvador, às margens do rio Moscou.
       

       
      Caminhamos mais um tanto até a praça Vermelha novamente, e de lá pro hotel.
       
      Dia 6
       
      Metrô até a estação Paveletskaya, e de lá, o trem Aeroexpress (500 rublos pra 1 pessoa ou 850 pra 2). Desembarcamos no aeroporto Domodedovo 45 minutos depois. Minha passagem aérea, sem bagagem, custou 5350 rublos.
       
      Lá, gastamos os últimos 560 rublos num combo do Burger King. Enfim, partimos de S7, sem entretenimento, mas com um lanche.
       
      A entrada sem visto fluiu sem problemas. Trocamos euros por dram na cotação de 1 pra 529, só que depois tivemos que esperar um tempão pro atendente da Alamo trazer ao aeroporto o Kia Rio que alugamos. Como o veículo era automático, teríamos que cruzar uma fronteira e ainda devolver o carro em outro país, o aluguel para 14 diárias custou 723 dólares.
       
      Se você acha o alfabeto cirílico complicado, precisa ver o armênio. Nem tentei decorar. Melhor saber um pouco de russo quando vier pra cá, pois o inglês dos locais não é tão bom.
       
      Estava um calor danado quando deixamos o terminal em direção às igrejas de Vagharshapat. Visitamos 3 das que, em conjunto, são patrimônios da humanidade. De pedra, são todas bem antigas, sendo que a principal da Armênia, chamada Etchmiadzin, é a catedral mais antiga do mundo (ano 301). Ao redor dela fica um complexo eclesiástico. Não se paga pra entrar em nenhuma.
       

       
      Com o sol se pondo, pegamos a estrada remendada e cheia de radares até Erevan, a capital armena de 1 milhão de habitantes. Deixamos o carro numa viela e fizemos check-in no Holiday Hotel & Hostel (34200 dram pra 2 diárias numa suíte de 2 pessoas com café), que deixou um pouco a desejar.
       
      A pé, demos uma bela volta no centro, movimentado até tarde. Tomamos milk-shakes de frutas silvestres (900 dram cada), enquanto passeávamos pelo chique calçadão de Northern Avenue.
       
      Mais além, vimos um espetáculo gratuito digno de rivalizar com o de Dubai, e bem mais longo: o show das águas da raça da República de Erevan. São várias cores, amplitudes e formatos, embalados por músicas famosas e nacionais, durante 2 horas! Pena que não sabíamos que durava tanto.
       

       
      Com o fim às 23 h, comi o salgado "khachapuri" (450 dram) e tomei uma cerveja local (600 dram) no restaurante típico Karas.
       
      Dia 7
       
      O café da manhã até que é incorpado. Depois dele, pegamos o carro para visitar o museu do Genocídio Armênio. Gratuito, conta a terrível história do massacre de cerca de 1,5 milhões dessa etnia por meio dos turcos, sobretudo em razão da diferença religiosa (cristão x muçulmano). Não tem como não deixar uma lágrima escorrer pelo lado do olho.
       
      Posteriormente, entramos no museu do sítio arqueológico de Erebuni, a antiga capital da Armênia, que deu origem a Erevan. O museu mostra alguns artefatos do reino antigo que ocupava essas terras há alguns milênios. Já o sítio, no alto de uma colina, não é tão interessante, mas a vista 360º de cima sim. A entrada para ambos custa mil dram.
       

       
      Almocei quase ao lado, optando por 2 "kebabs" de frango e salada por 2600 dram.
       
      De barriga cheia e com o sol fritando a 37 graus, dirigi algumas dezenas de km morro acima até Garni. Um templo a Mitra ergue-se na beira de uma garganta, famosa por suas colunas basálticas poligonais. Entrada de 1500 dram.
       
      Um pouco adiante e acima, jaz o monastério de Geghard. Cravado no topo do morro, ali fica uma igreja e no passado já moraram religiosos em cavernas nas rochas, ainda visíveis. Grátis.
       

       
      Sobrevivendo aos motoristas barbeiros e já de volta a Erevan, demos uma volta no jardim botânico, que não é grandes coisas. Custa 300 dram.
       
      À noite, passeei pelo complexo artístico da cascata e assisti novamente às fontes, admirando um pouco mais enquanto tomava um milk-shake de banana com Nutella (1200 dram = AMD).
       
      Dia 8
       
      Antes de deixar Erevan rumo ao sul, demos uma olhadela e uma compradinha no grande mercado aberto de artesanatos Vernissage.
       

       
      Em seguida, centenas de quilômetros em estradas asfaltadas, mas não tão boas, subindo em altitude pela estepe árida.
       
      Primeira parada em Khor Virap, um monastério que fica bem em frente ao lendário monte Ararat, que dizem ser onde a arca de Noé encalhou. Agora é parte do território turco.
       
      Deixando para trás a região mais seca, almoçamos no vilarejo de Areni. No bom restaurante Arpeni Tavern, pedimos salada grega (1800 AMD), vinho de romã (400 AMD), "kebab" bovino (1000 AMD) e "hachar" (parente do trigo) com cogumelos (1300 AMD). Esperamos um bocado, mas valeu a pena.
       
      Mais à frente fica a caverna Areni-1, onde foram encontrados o cérebro, o sapato e a adega mais antiga do mundo, essa última de cerca de 6100 anos! Paga-se mil dram pra entrar, mas só se consegue ver os recipientes de vinho e as escavações.
       
      Desviando um pouco da rota, entramos no cânion Noravank. Vegetado e cênico, leva ao monastério de mesmo nome.
       

       
      Muito além, quase no pôr do sol, e já descendo numa estrada melhor, paramos em Zorats Karer, a Stonehenge da Armênia. É basicamente um circuito de pedras pontudas.
       
      Logo mais, ingressamos em Goris, uma pequena cidade entre montanhas. Nos hospedamos no hotel Christy. Por 18 mil, ficamos com uma suíte grande e café da manhã. Jantamos lá mesmo, um banquete típico digno, mas bem caro: 9 mil!
       

       
      Dia 9
       
      O café, incluso, foi bem mais ou menos.
       
      Pegamos o carro para chegar nas rochas de Goris, cujas cavernas eram habitadas até os anos 60!
       

       
      Sem mais combustível no carro, e devido à impossibilidade de pagar com cartão de crédito, precisamos sacar dinheiro num caixa eletrônico.
       
      Depois de resolvida a questão, começamos a voltar o caminho. Paramos na bonita cachoeira Shaki. 
       

       
      Um pouco além, entramos numa outra estrada rumo ao norte. Subimos a passagem de montanha Selim em ziguezague. Em seu topo, funcionava um caravançarai, tipo de hospedagem antiga para mercadores viajantes e seus animais de transporte.
       
      Ao descer o lado oposto, avistamos o enorme e cênico lago Sevan. Antes de chegar ao mesmo, todavia, estacionamos no restaurante Khrchit. Comemos dois deliciosos peixes (2 mil drama cada) e salada (mil dram).
       
      Adiante, ainda vi o famoso cemitério Noratus, que comporta um monte de "khachkars", lápides com cruz esculpidas desde o século 9, um símbolo da Armênia.
       

       
      Seguimos pelo litoral, parando com certa frequência para fotografar a paisagem interessante, bem como seus mosteiros Haynavank e Sevanavank. Esse último fica num balneário turístico, mas a praia de rio não é legal.
       
      Com o sol baixo, atravessamos um túnel. Na saída, presenciamos a primeira floresta no país. Essa área é a do parque nacional Dilijan. Como já estava escuro, só deu tempo de chegar à requintada hospedagem no meio de um morro, a Casanova Inn. Pagamos 20,5 mil dram por uma suíte e café.
       
      Antes de dormir, desci à estrada principal da cidade para arranjar algo barato pra comer. Achei um "kebab" por 800 dram.
       
      Dia 10
       
      Melhor café da manhã até então. Deu pra sair de barriga cheia com todos os salgados e doces.
       

       
      Visitamos 3 conjuntos religiosos nesse dia. O primeiro foi o mosteiro de Haghartsin. Fica situado em meio às florestas do parque nacional, então a paisagem é bacana. Há algumas ruínas a mais que os outros.
       
      Em sequência, pegamos a estrada que leva até a fronteira com a Geórgia. A segunda foi a igreja Odzun. Ela fica acima de uma chapada bem alta, e começou a ser erguida no século 5.
       

       
      O terceiro, Sanahin, é um patrimônio da UNESCO. Por um acaso, encontramos uma brasileira filha de armênio lá. Já do outro lado do morro, uma de suas características é a quantidade de túmulos usados como piso.
       
      Continuamos à beira de um rio, numa estrada esburacada por vilarejos velhos, até achar uma lanchonete para almoçar "kebab" (700 cada).
       
      Chegamos à fronteira no meio da tarde, levando cerca de uma hora para encarar todos procedimentos, incluindo o seguro obrigatório de carro de 30 lari pra 2 semanas. Na pista contrária, no entanto, a fila se arrastava por dezenas de quilômetros! Deu até pena.
       
      Na fronteira o câmbio estava bem desfavorável, mas um pouco adiante conseguimos trocar 1 euro por 3,23 lari, praticamente a cotação oficial. Enchemos o tanque e partimos para Tbilisi, achando que tínhamos nos livrado dos motoristas imprudentes da Armênia, que estão entre os piores que já vi. Ledo engano, na Geórgia são iguais - só não há tantos Lada.
       
      Ficamos na hospedagem Heyvany, fora do centro. Por 56 lari (=GEL) a noite, já fomos recebidos com um ótimo vinho georgiano tipo Saperavi - uma das 525 variedades do país!
       
      Dia 11
       
      Café da manhã aceitável. Depois disso, guiei até o morro onde fica a igreja Jvari, que pertence ao conjunto de Mtskheta, antiga capital da Geórgia, agora patrimônio da humanidade. Muitos turistas estavam no local, que tem uma vista bacana.
       

       
      Hora de pegar a autoestrada. Ficamos impressionados com a diferença no desenvolvimento do país em relação às Armênia, nem parece que são vizinhos.
       
      Tarde, paramos para almoçar num restaurante movimentado na beira da estrada, o Antre Batono. Apesar de cheio, fomos servidos bem rápido. Pedimos um "pkhali" (10 GEL), que é uma salada triturada de espinafre, berinjela, repolho, feijão e beterraba, temperada com um molho de nozes, vinagre, cebola, alho e ervas. Não apreciei muito. Acompanhando, truta (6 GEL), porco (10 GEL), e salada normal (7 GEL).
       
      A estrada piorou em seguida, pois adentrou as cidades. No final da tarde, uma chuva surgiu e deixou a visibilidade bem ruim, pois o limpador de parabrisa não funcionava direito. Quatrocentos quilômetros depois, já escurecendo, chegamos no trânsito intenso de Batumi, no mar Negro.
       
      Estacionei o carro na rua, fiz o check-in no hotel Argo (105 lari) e saí para explorar a pé. Tirando alguns prédios históricos, visitei a Piazza, onde tomei um milk-shake por 7 lari GEL.
       
      Continuei caminhando aleatoriamente, até que ouvi um som distante no parque que fica em frente ao mar. Acabei descobrindo um festival de música e bebida (Batumi Beer Fest). Lá conversei com uns locais, provei o salgado recheado "khinkali" (6 GEL), o destilado de uva "chacha" (5 GEL) e uma cerveja (4 GEL), enquanto curtia o rock georgiano.
       

       
      Passado o tempo, voltei pelo parque costeiro cheio de atrações, onde muita gente ainda se encontrava naquele domingo à noite, e regressei ao hotel.
       
      Dia 12
       
      Passeamos novamente pelas ruas de dia. Estavam mais vazias que à noite. Mas com a luz pudemos apreciar a arquitetura urbana mista de Batumi.
       

       
      Entramos no museu de arqueologia (3 GEL). Apresenta diversos artefatos da região de Adjara.
       
      Compramos uns salgados para almoçar e tocamos pro sítio arqueológico da fortaleza de Gonio-Apsaras (10 GEL), que passou de mão entre romanos, bizantinos e otomanos. A muralha externa está quase intacta, enquanto que seu interior apresenta as escavações e o resultado delas em uma sala no interior. Outra coisa legal é que há alguns equipamentos a mostra e você pode vesti-los. No dia seguinte haveria uma feira medieval ali.
       

       
      O jardim botânico foi o passo final. Já fora de Batumi, custa 15 GEL para entrar em sua área grande. Um porém é que ele fica em uma encosta, então é necessário força nas pernas pra conhecer tudo. Há jardins temáticos de várias partes do mundo. Foi o melhor que vi nessa viagem.
       
      Antes de escurecer, conduzi o carro em direção norte até Zugdidi. O caminho rural incluiu tudo quanto é animal doméstico cruzando a pista. As vacas ficam paradas e soltas até mesmo em estradas movimentadas nesse país.
       
      Com o fim do dia, chegamos ao suposto hotel 5 estrelas Zugdidi Bookhouse (140 GEL). Dentro do que parecia ser uma escola, recepcionistas que não falavam nada de inglês (ao contrário da maioria em outras cidades) nos receberam. Depois de muita enrolação, ficamos num quarto nos fundos do prédio, onde não havia nenhum outro hóspede, aparentemente. De 5 estrelas não tinha nada.
       

       
      Dia 13
       
      Depois do café, subimos a serra em direção à região da Suanécia. Logo de cara, a estrada ondulosa passa pelo reservatório do rio Enguri, num tom de azul lindo. Assim que o deixa, no entanto, a cor fica cinzenta e o rio agitado.
       

       
      Vimos muitos cicloviajantes nos dias anteriores da Geórgia, e na serra não foi diferente.
       
      Foram algumas horas lentas de sobe e desce, até ver alguns picos com neve ao chegar perto de Mestia. Outra coisa notável dessa cidadezinha montanhosa é a quantidade de torres defensivas erguidas e ainda de pé, uma mostra de quão violenta era a região no passado.
       

       
      Nos hospedamos no hotel Riverside (80 GEL), que como o nome sugere, fica ao lado do turbulento rio. Até que é confortável a hospedagem, mas o chuveiro é o pior que usamos nessa viagem.
       
      Seguindo uma dica, almoçamos no restaurante Nikala: cerveja (5 GEL), "ostri" de gado (7 GEL), "odjakhuri" de frango (10 GEL), salada (7 GEL). Pedir salada está sendo essencial, pois as carnes vêm meio secas.
       
      Depois da digestão, parti pra trilha que leva à geleira de Chalaadi. O caminho até a ponte do início é de estrada de chão, toda empoeirada com os caminhões que estão operando na obra de uma hidrelétrica.
       
      Já na trilha em si, eu e mais uns quantos atravessamos uma pequena floresta de pinheiros até a beira do rio, subindo. Depois, o caminho passa por cima das pedras da morena da geleira.
       
      Uma hora depois, enquanto os demais turistas ficaram no nível inferior da geleira, onde pouco gelo está exposto, eu subi pelas pedras soltas até mais próximo dela, num local arriscado. Dei uma conferida numa abertura de caverna de gelo e desci, pois o gelo em constante derretimento movia as pedras para baixo.
       

       
      À distância, vi uma pedra enorme desabando sobre um local onde eu passei anteriormente. Dito e feito.
       
      Ao anoitecer, visitamos o centro, onde as construções são de pedra e madeira. Como minha mãe estava com vontade, jantamos pizza no restaurante Sunseti. Com bebidas e mais uma salada, nos custou 30 GEL.
       
      Dia 14
       
      Desde que entrei na Geórgia, meu estômago não vai bem. E não foi nesse dia que melhorei. Ainda assim, tomei um café da manhã substancial no hotel.
       
      Depois, passamos em frente a uma igreja antiga (Laghami) para uma foto, e nos dirigimos ao principal museu de Mestia. É o histórico e etnográfico Svaneti Museum, que possui muitas peças sobre a região.
       
      Descemos a serra em seguida. Brava parada para um hambúrguer no McDonald's de Zugdidi, antes de continuar até próximo a Kutaisi.
       
      Com um desvio forçado na estrada, chegamos apenas quase no final da tarde numa atração turística lotada, a caverna Prometheus.
       

       
      São 23 GEL para visitar a pé 1,4 km, apenas uma parte da longa caverna. A cavidade é iluminada e cheia de espeleotemas, mas em compensação a guia não explica nada e a multidão de pessoas de cada grupo (o nosso tinha umas 50) faz com que fique difícil sacar boas fotos.
       
      No caminho a Kutaisi na saída, entrei no sanatório abandonado de Tskaltubo. É horripilante a destruição lá dentro. Fico imaginando como seria à noite.
       

       
      Para jantar, estacionamos na praça central, onde há um belo chafariz. O restaurante, Baraqa, nos serviu rápido um prato de carne e também "khinkali" de queijo, a 80 centavos de lari cada.
       
      O limpo hotel onde passamos a noite, o Green Town (108 GEL), fica ao lado de uma baita igreja. A catedral de Bagrati, iluminada à noite, foi construída no século 11.
       
      Dia 15
       
      Café da manhã reforçado. A pé, regressamos à igreja próxima. Dessa vez, estava aberta, mas por dentro não tinha nada de mais.
       
      Do contrário, o mosteiro de Gelati, onde fomos em seguida, era tão interessante por fora quanto em seu interior, cheio de afrescos originais. É um patrimônio da UNESCO.
       

       
      No centro de Kutaisi, a terceira maior cidade georgiana, entramos no mercado de alimentos, mas não compramos nada.
       
      Parada seguinte a algumas dezenas de km, no pilar de Katskhi. É uma igrejinha isolada no alto de uma torre calcária de cerca de 30 metros, impressionante.
       

       
      Mais um caminho à frente, Chiatura, um resquício dos tempos soviéticos. A principal atração são as jaulas metálicas enferrujadas, digo, teleféricos, construídos em 1954, que até ano passado ainda estavam em operação entre os diversos morros da pequena cidade.
       
      Almoçamos do lado da estação principal, no restaurante meio escondido Newland. A decoração é refinada, mas demoraram tanto pra servir que até tirei um cochilo. Pedimos uma mistura de cogumelo (6 GEL), salada grega (6 GEL) e "odjakhuri" de porco (6 GEL).
       
      Na saída da cidade para a autoestrada, o GPS acabou nos levando a uma estrada rural precária, onde quase atolei o carro e rachei ele por baixo.
       
      Ao final da tarde, chegamos a Gori, a cidade natal de Stalin. Só deu tempo de eu subir na fortaleza, que é um mirante gratuito, e caminhar num parque de diversões local, que tem um infeliz urso numa jaula.
       

       
      Aproveitei um pouco da piscina do hotel Royal "4 estrelas", antes de me enclausurar em nosso quarto privado com nada menos que 5 camas (117 GEL).
       
      Dia 16
       
      Já com o estômago renovado, tomei o café da manhã à vontade.
       
      Como as atrações só abriam às 10 h, subimos antes de carro no mirante da igreja Goridjvari.
       
      Ao abrir dos portões de Uplistsikhe (7 GEL), entramos antes dos bandos de turistas. Essas são as ruínas de uma cidade moldada no interior de um morro da Idade do Bronze à Idade Média, quando os mongóis a destruíram.
       

       
      Novamente no centro de Gori, por 15 GEL cada, adentramos o museu dedicado a Joseph Stalin, o segundo líder mais sanguinário do mundo - só que o espaço não faz qualquer menção às suas atrocidades… Há apenas um bando de fotos, textos, artigos pessoais, além de um vagão de trem e de sua primeira casa.
       
      Almoçamos já na rodovia em direção ao norte. Natakhtris Vely foi a escolha refrigerada.
       
      Rapidamente paramos para uma foto na represa Zhinvali e na fortaleza Ananuri.
       
      Morro acima, atravessamos de Gudauri a Stepantsminda, uma área de incrível beleza cênica, graças a suas montanhas preservadas. Dois destaques são o monumento à amizade entre Rússia e Geórgia, além do passo de Djvari, com suas águas sulfurosas e depósitos de calcário.
       

       
      Antes de chegarmos à fronteira russa, regressamos a Gudauri com o tanque de combustível vazio.
       
      Com 10 GEL, pedi um "khachapuri imeruli" (massa com queijo típico) para jantar, no estiloso hotel onde nos hospedamos por 110 GEL (Good Inn). Veio mais do que pude comer.
       
      Dia 17
       
      A noite estava fresca. Comemos uns doces no café da manhã.
       
      Às 10 horas eu já estava na fila do teleférico da estação de Gudauri. Mas ela levou quase outra hora para abrir. Paguei 30 GEL para a ida e volta. Durante o verão, apenas 4 gôndolas estão em operação, sendo que cada segmento leva 15 minutos.
       
      Foi bem bacana o passeio, pois vi paisagens lindas de dentro das cabines ou nas estações, como picos nevados, montanhas coloridas e cachoeiras. O vento lá em cima era forte.
       

       
      Ao descer, fomos almoçar a caminho de volta. Paramos no restaurante Mleta, pedindo um prato de cogumelos com batatas + 5 "khinkalis" de carne + salada por apenas 19 GEL.
       
      Pouco mais de uma hora depois, chegamos à capital. Como fazia tenebrosos 37 °C, fomos para um ambiente refrigerado, no shopping Tbilisi. Cheio de lojas de roupas e de brinquedos, além de um Carrefour completíssimo.
       
      Ao anoitecer, voltamos ao hotel Heyvany, onde passamos a primeira noite na Geórgia - só que sem vinho grátis e num beliche dessa vez, já que mudamos de itinerário na última hora.
       
      Dia 18
       
      Como usual, às 10 horas já estávamos na porta de uma atração, que demorou um pouco pra abrir. Foi o museu etnológico a céu aberto, onde várias casas de regiões distintas do país foram trazidas para representar como o povo vivia. A entrada custa somente 5 lari e inclui a explicação em inglês de cada casa.
       

       
      Deixamos a mala no hotel seguinte e partimos pro museu nacional da Geórgia. Esse custa 15 GEL e inclui exposições sobre a biodiversidade, arqueologia, antropologia e uma sessão sobre a temida ocupação soviética.
       
      Comi um salgado de almoço e segui a caminhar por horas a fio no centro histórico de Tbilisi. A arquitetura é o que mais chama a atenção. Há bastante coisa pra ver. À minha mãe também interessou as lojas de souvenir.
       

       
      Ao retirar o carro, descobri que pra estacionar nas maiores cidades é necessário comprar um passe - levei uma multa, mas ainda bem que era de apenas 10 GEL. O problema foi entender o que estava escrito e onde pagar, já que ninguém sabia direito.
       
      Só retornamos ao hotel Lowell (190 GEL pra 2 noites) à noite.
       
      Dia 19
       
      Café sequencial interessante, incluiu até o "matsoni", iogurte azedo georgiano, que fica delicioso misturado com geléia de fruta.
       
      Tentamos chegar de carro no jardim botânico, mas como não tivemos sucesso, pegamos o teleférico até lá. O cartão custa 2 GEL e pode ser devolvido; já a passagem, 2,5 GEL cada trecho. Enquanto minha mãe caminhava pela área turística da fortaleza de Narikala, eu entrei no jardim. Esse também fica numa encosta, e conta com um tanto de floresta.
       

       
      Depois de apreciar a vista, retomamos a direção. Fomos até o shopping aberto East Point, onde almoçamos pizza. De sobremesa num quiosque, um dos sorvetes mais baratos que já provei: 3 bolas na casquinha por apenas 3,5 GEL.
       
      Contornamos o grande reservatório chamado de mar de Tbilisi. No lado norte, pessoas se banhavam na praia, enquanto nós subimos ao monumento gigantesco "Crônicas da Geórgia".
       
      De volta ao centro, deixamos o carro no estacionamento e passeamos pelo mercado de pulgas em Dry Bridge. Há souvenires interessantes, junto com várias velharias.
       
      Posteriormente, andamos pelo cânion onde ficam os banhos sulfurosos e as ruínas. Lá perto, lanchamos com uma vista do movimento das ruas, no restaurante Machakhela-Samikitno. Uma cerveja de meio litro saiu por 4 GEL e cada "acharuli" de cogumelo 6,5.
       

       
      Dia 20
       
      Acordamos mais cedo para devolver o carro no aeroporto, onde a locadora quase nos deixou na mão. Mais além, passamos pela imigração rapidamente e embarcamos rumo a Baku, capital do Azerbaijão. O voo foi pela companhia Azerbaijan Airlines, ao custo de 70 euros para cada um. Apesar de curto, contou com um sanduíche.
       
      No desembarque, apresentamos o visto eletrônico emitido por 23 dólares. Em seguida, retiramos um Hyundai Accent automático alugado na Avis (5 diárias por 140 dólares) e caímos nas terras azeris, cercadas por cavalos de pau em terra e plataformas marítimas, numa busca incessante por petróleo.
       

       
      Sob sol forte, primeira visita dedicada ao templo do fogo, que serviu a hindus e zoroastrianistas no passado. Ingresso de 4 manat (1 = 2,4 reais).
       
      O segundo ponto de parada também é ligado ao fogo. Yanardag é uma falha no solo desértico onde escapa gás natural. Há mais de 70 anos, desde que alguém acendeu sem querer, queima sem interrupção. Aqui a entrada custa 9 manat, mas pode ser combinada com a da outra atração por 11.
       

       
      Fizemos compras num supermercado normal e passamos pelo lago salgado Masazir, antes de parar na Heydar, uma mesquita enorme, nova e monocromática. Pena que não pudemos ver seu interior de mármore.
       
      Com o céu ficando roxo ao se pôr, chegamos ao hotel 4 estrelas Mavi Dalga. Ficamos com dois quartos por 90 manat no total. Antes de nos retirarmos, lavamos os pés na praia própria do hotel, de frente pro mar Cáspio. Ainda pedi um "kebab" pra janta (7 manat), onde fui devorado pelos mosquitos.
       
      Já deu pra perceber que aqui o russo, junto com o próximo turco, é mais falado que o idioma inglês.
       
      Dia 21
       
      Café básico, mas moscas por todos os lados. 
       
      Deixamos o hotel rumo ao Gobustão. Nessa área ficam vulcões de lama e uma área protegida de arte rupestre. 
       
      Para chegar à primeira parte, pagamos 20 manat para um taxista clandestino de Lada, que ficou sem gasolina no meio do caminho. Passado o aperto pela estrada de barro, subimos no pico com algumas poças borbulhando lama fria na paisagem desoladora.
       

       
      Para visitar o museu moderno e os petroglifos de verdade, é preciso pagar 10 manat por pessoa. Esse é um patrimônio da humanidade.
       
      Almoçamos alguns km adiante na autoestrada. O restaurante, nomeado Qedir Kum, estava cheio. Pedimos um gorduroso e saboroso prato de carneiro com vegetais no "saj" por 20 manat, mais complementos.
       

       
      O caminho a seguir foi bastante monótono: duzentos e quarenta quilômetros de linha reta por um semi-deserto quente.
       
      No final da tarde, descemos no centro de Ganja. Sem relação com o apelido da maconha, é a segunda maior cidade do Azerbaijão. Caminhamos ao redor das praças com prédios antigos bonitos, além de virmos a casa feita com garrafas.
       
      Jantamos "kebab" no Ganja Mall e, já à noite, entramos no hotel Deluxe, um 4 estrelas de verdade. Por 80 manat, ficamos com um quarto bem grande.
       
      Dia 22
       
      O café da manhã foi um buffet variado.
       
      Com muitas das ruas bloqueadas, deu certo trabalho rumar de Ganja ao parque nacional Göygöl, mas um tempo depois de subir uns morros, lá chegamos. São basicamente lagos cercados por floresta temperada. Custa 2,5 manat de entrada + 2 pra ir e vir de van até o pitoresco lago Maragöl, onde se pode caminhar ao redor, o que fez valer a visita.
       

       
      Breves horas depois, partimos para o norte. Passando pela hidrelétrica de Mingachevir, chegamos à estrada em obras que nos levou pelas montanhas até a pequena Shaki.
       
      Antes de conhecer a dita cuja, fomos um pouco adiante na vila Kish, onde adentramos um templo cristão (4 manat). Ali ficam os achados arqueológicos da região que era chamada de Albânia do Cáucaso.
       
      Com um "kebab" na mão, saí a explorar as ruas e construções de pedra de Shaki. Uma das edificações antigas era um caravançarai, atualmente um hotel, mas que mantém a estrutura e é aberto aos turistas.
       
      Outro que conheci foi o palácio de inverno (5 manat), uma das residências dos "khans", soberanos persas dos séculos passados. A mobília interna é quase ausente, mas os detalhes arquitetônicos são impressionantes.
       

       
      Mais impressionante é o complexo onde fica o palácio principal Shaki Khan (5 manat). Tanto que foi nomeado patrimônio da humanidade, junto com o centro da cidade. Chegamos lá com o sol se pondo, mas o guarda abriu clandestinamente para nós vermos. Pena que fotos no interior não são permitidas.
       
      Depois da visita, fizemos check-in no hotel 4 estrelas MinAli. A construção de pedra é do século 19, mas bem que o quarto de 95 manat poderia ter um frigobar. Fomos dormir ao som da MTV do Azerbaijão.
       
      Dia 23
       
      Outro buffet bem bom de café da manhã.
       
      Pegamos a estrada, mais cênica dessa vez. Por pouco tempo, paramos em Gabala, a cidade mais antiga do país. Antigos mesmos eram os carros dos moradores.
       
      Depois, deixamos a rodovia em direção ao vilarejo elevado de Lahic. A estrada que cerca essa vila, com formações geológicas, é bela e traiçoeira.
       

       
      Já o povoado, é de pedra e famoso pelos artesanatos com materiais como o cobre. Pena que os artigos com o metal sejam tão caros.
       
      Passado um nevoeiro, almoçamos no friozinho em outro povoado, no restaurante Malham. Pedimos o mesmo carneiro no recipiente "saj" de 2 dias atrás, mas aqui custava 18 manat. É bem bom, mas problema é que esse prato demora até meia hora para ser feito.
       
      Estrada novamente, chegando no final da tarde no trânsito caótico de Baku. Desembarcamos no jardim botânico (1 manat), que nos desapontou.
       
      Depois foi a encrenca pra encontrar um lugar pra estacionar na rua, no meio do centro. Daqui em diante, seguimos a pé. Primeiro, entramos numa sorveteria para provar os "gelatos" italianos da Ca' D' Oro. Estavam muito bons, mas acabamos comendo demais. Eu fiquei com 4 bolas por 7 manat e uns centavos.
       
      Antes de dormir, caminhamos na rua pedestre Nizami, movimentada e iluminada à noite.
       

       
      Por fim, demos entrada no hotel La Casa, onde tivemos que nos contentar com um quarto sem janela por 2 diárias (145 manat).
       
      Dia 24
       
      O café no restaurante indiano foi simples.
       
      Depois dele, caminhamos várias horas ao redor de boa parte da cidade.
       

       
      Primeiro, passamos pelo parque central, que vai desde o palácio Heydar Aliyev até a maravilha arquitetônica moderna Flame Towers. Nesse caminho, há bastante coisa pra ver, como a mesquita Tazapir.
       
      Do lado das torres, há um parque com um mirante de onde se vê toda beira-mar e a cidade velha. Quando descíamos as escadarias, entramos no museu de arte (10 manat). Só que havia poucas obras do Azerbaijão dentro.
       
      Na cidade velha, entre muralhas, almoçamos no restaurante Rast. Pedimos "dolma" e "choban qovurma", por 6 manat cada. Também aproveitei que não estava mais dirigindo para tomar um chope.
       
      A sobremesa foi num lugar próximo, provando "baklava", que são aqueles doces turcos folhados. Só que além de não serem nada baratos (1 a 2 manat cada), não achei saborosos.
       
      Depois de conferirmos os souvenires, visitamos o palácio dos Shirvanshahs, agora um museu. São 15 manat pra entrada.
       

       
      Voltamos ao hotel e nos separamos. Enquanto minha mãe foi atrás de mais lojas, eu peguei a bicicleta grátis da hospedagem e percorri o calçadão-parque que fica ao longo do mar Cáspio. É bem bacana, cheio de gente e atrações. Inclusive, é onde passa o circuito de rua de Fórmula 1 de Baku.
       
      Ao escurecer, voltei para jantar com minha mãe. Como eu estava com vontade de comer arroz, fomos num restaurante indiano, onde comemos "biryani". Meu prato estava bom, mas foi um tanto salgado: 18 manat.
       
      Dia 25
       
      Devolvemos o carro e pegamos o voo (140 manat para ida e volta) até a República Autônoma do Naquichevão, exclave do Azerbaijão que fica entre a Armênia e o Irã. Do avião já deu pra perceber a aridez desse território.
       

       
      Do aeroporto internacional minúsculo, fomos num táxi clandestino (5 manat) até o Qrand Nakhchivan Hotel, que fica na entrada da cidade. Como a capital tem menos de 100 mil habitantes e praticamente não recebe turistas de fora (éramos os únicos no voo), esse 3 estrelas é um dos raríssimos hotéis disponíveis pela internet para reservar. Pagamos 161 manat por 2 diárias num quarto grandão, mas com ar condicionado sem funcionar e internet deficitária. Almoçamos ali mesmo por apenas 3 manat.
       
      Com o clima quente, saímos a explorar Naquichevão a pé. De cara, já é notável a esplêndida arquitetura dos prédios da região central, com materiais nobres, detalhes e cores. As ruas, largas e vazias, pois os atuais 90 e poucos mil habitantes não preenchem tudo.
       
      Ao passar em frente a um dos edifícios, nos convidaram a entrar. Era um teatro requintado, mas o que vimos foi uma exposição de quadros e de livros em miniatura. A guia, que fala um pouco de inglês, nos conduziu sem cobrar nada.
       
      Em seguida, visitamos o mausoléu de Möminə Xatun. Tumbas altas estilizadas como essa, também são um diferencial do território.
       

       
      Depois, adentramos a mesquita Jame, do século 18. De uma das praças, ainda vimos uma segunda mesquita, iraniana.
       
      Seguimos caminhando pelo minúsculo centro em direção norte. Se na outra parte do Azerbaijão, as menções ao falecido ex-presidente eram muitas, aqui elas são onipresentes, já que essa era sua terra natal.
       
      Com dificuldade, encontramos um lugar para comer um sanduíche de 1,5 manat. Esse lugar foi o Kitab Kafe (Book Café), que entre seus diversos livros incluía uma versão em azerbaijano de uma obra do Paulo Coelho.
       
      Após apreciar o pôr do sol sobre o rio que faz fronteira com o Irã, vimos os edifícios iluminados e retornamos. 
       

       
      Um som alto ao lado do hotel chamou a atenção, então fui atrás. Descobri que havia um praça interna com lugares para comer, e também um show.
       
      Dia 26
       
      O buffet de café da manhã do hotel foi razoável. A coisa boa dele foi o creme de avelã com cacau.
       
      Pegamos um táxi até a rodoviária (2 manat). Lá estão os ônibus de longa distância para outros países e as vans e micro-ônibus para os vilarejos próximos e outras cidades do Naquichevão. Escolhemos o que levaria a Ordubad, por apenas 2 manat cada. Só foi preciso esperar alguns minutos, que logo o veículo encheu e partiu às 9 da manhã.
       
      O caminho até lá, que leva cerca de 1 hora e 20, é atrativo do ponto de vista cênico. Formações montanhosas áridas de um lado da rodovia e plantações na margem do rio que faz fronteira com o Irã do outro lado.
       
      Ficamos cerca de uma hora e meia na pequena segunda maior cidade do território. Só vimos algumas ruínas, mesquitas e um museu regional, tudo gratuito.
       

       
      Ao meio-dia, regressamos. Ao desembarcarmos, tivemos a maior sorte quando fomos abordados por um estudante de idiomas, que queria praticar inglês e espanhol e nos ofereceu uma carona guiada até dois dos locais que eu gostaria de conhecer.
       
      O primeiro, chamado Əlincə Qalası, foi apelidado de Machu Picchu do Naquichevão. Só que diferentemente do similar peruano, aqui não se paga nada para acessar e nem há turistas para atrapalhar as fotos.
       

       
      Essa é uma fortaleza dos primeiros séculos, que resistiu a invasões e foi restaurada recentemente. Dizem que são 1600 degraus até o topo - não cheguei a contar, mas levei quase meia hora para subir. A vista lá de cima é sensacional; fiquei impressionado com a obra e o panorama.
       
      O camarada, que nos ensinou bastante sobre o Naquichevão, ainda nos levou ao hospital para problemas respiratórios que fica dentro de uma mina de sal. Surreal lá dentro, e também não se paga nada para conhecer.
       

       
      Com o fim da tarde, nos despedimos dele e nos ajeitamos para mais tarde jantar ao lado do hotel. Escolhemos um restaurante turco, desembolsando 18 manat pra comida e bebida suficiente pros dois.
       
      Dia 27
       
      Pela manhã, conhecemos o interior de uma fortaleza do século 7, que conta com um museu e muralhas intactas. Subimos nelas, tendo uma boa vista da cidade abaixo.
       
      Também vimos por fora o mausoléu de Noé, do século 6 em diante. Ainda, ao lado está em construção a maior mesquita do Cáucaso.
       

       
      Dei uma volta final pelo centro, passando por alguns dos museus, entrando no que trata do ex-presidente e o do palácio dos Khans. Definitivamente, todas atrações do Naquichevão são gratuitas.
       
      Pagamos o hotel, almoçamos e nos direcionamos ao aeroporto. Horas depois, deixamos Naquichevão, uma terra única e ainda desconhecida. Durante esses mais de 2 dias, vimos apenas 4 turistas de fora da região.
       
      No aeroporto de Baku, pegamos um ônibus até a estação ferroviária. Esse sai a cada meia hora de ambos os terminais e custa 1,5 manat, fora o cartão que deve ser comprado numa máquina e custa 2, mas pode ser usado por mais de uma pessoa.
       
      Compramos uns mantimentos, jantamos na estação e retiramos as passagens do vagão de "primeira" classe (cabine privada), compradas dias antes pela internet. Até Tbilisi, custaram 57 manat cada. Às 20 e 40, começou a longa viagem num trem meio velho.
       
      Dia 28
       
      Dormi mais ou menos e minha mãe nada, devido às chacoalhadas e ao barulho. Às 5 e meia da manhã fomos acordados para os procedimentos de imigração, que duraram 3 horas e meia! Ao menos, não precisamos sair do trem, pois os oficiais é que foram até nós.
       

       
      De metrô (2 lari pelo cartão e 50 centavos por cada passagem) chegamos a uma das estações centrais de Tbilisi, onde fica o shopping Galleria Tbilisi. Enquanto o check-in pro nosso hotel não começava, matamos um tempo ali, almoçando comida chinesa.
       
      Ficamos hospedados no Hotello, próximo da região central. Suíte com café = 105 lari.
       

       
      Enquanto minha mãe retornou ao centro histórico, voltei ao shopping para ver um filme no cinema.
       
      Passamos a noite no hotel.
       
      Dia 29
       
      Tomamos o café e fomos de Bolt (Uber local) até o aeroporto, por 18 lari. Quem quiser economizar mais, pode ir de ônibus ou trem.
       
      Voamos com a MyWay Airlines para Tel Aviv, por 125 lari cada bilhete. O voo teve serviço de bordo.
       
      Já no desembarque, pegamos o trem que sai a cada meia hora para Jerusalém (23,5 shekel). Da estação final, seguimos de bonde (6 shekel) até Damascus Gate. Nosso hotel (Rivoli) estava um pouco adiante. Tivemos que pagar 235 shekel por uma hospedagem não tão boa assim.
       
      Logo saímos para explorar a cidade velha entre as muralhas.
       

       
      Começamos pelo portão de Herodes, caminhando pelos becos residenciais do quarteirão muçulmano. Quando chegamos à parte cristã, nos encontramos com uma multidão. Minha mãe ficou de olho nas lojas de souvenires. Entramos ainda na igreja do Santo Sepulcro.
       
      Deixamos a muralha pelo portão Jaffa, nos direcionando para a parte menos velha da cidade, caminhando pela avenida ao longo dos trilhos do bonde. Entramos no grande mercado de comidas Machane Yehuda, mas só pudemos olhar, de tão caro que é Israel.
       

       
      Com o sol se pondo, jantamos numa das poucas lanchonetes que aceitou cartão de crédito. Foram nada menos que 76 shekel para somente 2 cervejas e 2 sanduíches típicos! A refeição mais cara da viagem não foi nem o suficiente.
       
      Dia 30
       
      Não dormi bem, devido ao ambiente luminoso e barulhento onde se encontra o hotel. Quanto ao café, esse foi razoável.
       
      Saímos a caminhar infinitamente pela cidade antiga. Em primeiro lugar, quase infartei minha mãe para subirmos ao mirante do monte das Oliveiras, de onde se tem uma vista bem privilegiada. Também fora das muralhas, ela entrou no jardim do Getsêmani e passamos por uma igreja ortodoxa russa.
       

       
      Atravessamos a infinidade de sepulturas judaicas, de um lado, e islâmicas, do outro.
       
      Depois das tumbas de profetas, entramos em um dos portões, dando no Muro da Lamentações. É preciso passar pela segurança para chegar no paredão que é o que restou do segundo templo de Herodes.
       

       
      Vagamos por muitas vielas comerciais, passando pela grande sinagoga Hurva, além de um local com um vídeo memorial da guerra da independência israelense.
       
      Atravessamos o quarteirão da Armênia, para enfim procurarmos um lugar para almoçar. Como é tudo caro e poucos estabelecimentos aceitam cartão, paramos num onde comemos somente um sanduíche "pita" de falafel e outro de "kebab" + uma cerveja por 69 shekel. Não foi suficiente para aplacar nossa fome, então pouco depois nós tivemos que complementar num mercadinho, também meio caro.
       
      Depois disso, só nos restou caminhar mais até a Via Dolorosa e aguardar no hotel o transporte de van que havíamos reservado. Como esse dia era "shabbat", o transporte estava bem prejudicado, então só nos restou pagar 75 shekel cada para chegar no aeroporto.
       
      À noite, aguardamos mais um pouco no terminal, até o voo da Ethiopian Airlines da madrugada seguinte, com conexão em Adis Abeba e final em São Paulo. Fim de jogo!
       
      Curtiu? Então não deixe de conferir meu blog de viagem Rediscovering the World, lá há muitos outros locais poucos visitados nesse belo mundo 

    • Por lufema
      No dia 01/07/2017 conseguir realizar um dos meus objetivos como montanhista: A escalada do Elbrus. Foram sete horas de ataque ao cume partindo às 2h30 de um refúgio a 4.100m e atingindo o cume, a 5.642m, às 9h30 sem o uso de qualquer ajuda. A Descida foi realizada em mais ou menos 3 horas, totalizando 10 horas entre ataque e retorno.
       
      A escalada foi realizada de forma totalmente independente e econômica. Começou em Moscou no dia 27/06/2017, de onde parti em um voo da Aeroflot em direção ao aeroporto de Mineralnye Vody, que é o mais acessível à região do Elbrus. Os dias 27, 28 e 29 foram de aclimatação; o dia 30/06 de descanso, e na madrugada do dia 01/07 realizei o ataque ao cume. A programação foi a seguinte:
       
      27/06 – Voo de Moscou para Mineralnye Vody, transfer até a vila de Terskol (2.100m), check in no hotel e subida a 3.000m para iniciar aclimatação.
      28/06 – Subida de teleférico a 3.780m e trekking na neve até 4.000 m, para aclimatação.
      29/06 – Subida de teleférico a 3.780m e trekking na neve até 4.800 m, para aclimatação.
      30/06 – Descanso no hotel pela manhã e subida de teleférico a 3.780m na parte da tarde, trekking na neve até o refúgio localizado a 4.100 m levando todo o equipamento de escalada, mais ou menos uns 15 kg.
      01/07- Ataque ao cume a partir das 2h30, alcançado o pico em torno de 9h30 e chegando ao refúgio às 12h30.
      02/07 – Saída do refúgio às 9h30 para descida de teleférico até Azau e retorno ao hotel, para descanso e organização da bagagem para volta ao Brasil.
      03/07 – Transfer para o aeroporto de Mineralnye Vody e voo para o Moscou.
      04/07 – Voo ao Brasil, via Madri.
       
      Excluindo o voo internacional, cuja emissão foi feita com milhas, o gasto total foi de aproximadamente 500 USD:
       
      Passagem aérea interna desde Moscou, ida e volta (Aeroflot): 100 USD
      Transfer aeroporto x hotel, ida e volta (3 horas de taxi particular cada trecho): 100 USD
      Hotel em Terskol (4 noites): 70 USD
      Refúgio a 4.100 m (2 noites): 34 USD
      Teleférico até 3.780m (3 subidas e 3 descidas): 73 USD
      Aluguel de botas duplas por 2 dias (restante do equipamento próprio): 30 USD
      Alimentação e diversos: 90 USD
      As únicas reservas prévias que tinha eram as passagens de avião ida e volta, desde Moscou, e a primeira noite em hotel, na vila de Terskol.
       
      Link com o trajeto da escalda, gravado no Wikiloc:
      https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=18537751
       
      Vídeo resumo do ataque ao cume:
      https://goo.gl/photos/ubnrdk4LEvBq4dBf8
       
      Compartilho algumas informações práticas com o objetivo de ajudar os colegas montanhistas que quiserem escalar o Elbrus de forma independente e econômica:
       
      •Passagens internas a partir de Moscou: A melhor opção é a Aeroflot, principalmente para quem vai levar equipamento, pois permite despacho de bagagem sem cobrança de taxa extra, além de possuir voos diretos em vários horários. A dificuldade da reserva no site está relacionada ao pagamento, cujo processo é muito complicado, pelo menos para mim foi. Para contornar a dificuldade, realizei a reserva pela Travelgenio (http://br.travelgenio.com/), cujo valor dos bilhetes ficou até mais barato que diretamente no site da Aeroflot.
       
      •Transfer a partir do aeroporto de Mineralnye Vody: Não existe transporte público direto a partir do aeroporto até a região do Elbrus. Para usar o transporte público, há necessidade de fazer baldeação em várias cidades, o que consome praticamente um dia de deslocamento e encarece bastante. A forma de transporte mais rápida é o taxi privado, cuja contratação se realiza no próprio aeroporto, o deslocamento dura aproximadamente 3 horas, por trecho. Na sala de desembarque, a esquerda de quem sai, há dois guichês de taxi. O valor é tabelado em mais ou menos 50 USD cada trecho, para até 03 pessoas. Em menos de 10 minutos já estava dentro do taxi a caminho de Terskol. Na internet há agências oferecendo a reserva prévia do transfer por um valor muito mais alto, entre 80 e 100 USD. Portanto, bem mais econômico deixar para contratar na chegada.
       
      •Hotel: Os dois teleféricos que dão acesso à montanha ficam localizados na Vila de Azau. Optei em ficar na vila de Terskol, pois os hotéis são mais baratos. Assim, tinha que caminhar mais ou menos 2,5 km até Azau ou pegar taxi, cujo valor é tabelado e custa em torno de 4USD a ida ou volta. O hotel era familiar e muito bom, limpeza impecável, quartos confortáveis e restaurante com comida bem caseira, preparada na hora pela proprietária e sua filha. Foi reservado pelo Booking. As outras noites negociei direto com o hotel, por um valor um pouco menor.
       
      •Teleférico: Na vila de Azau existem dois teleféricos, um mais antigo e outro mais novo. No mais antigo, o último trecho é realizado em cadeirinhas. No mais novo, todo o percurso é realizado em carrinhos fechados, mas o preço é um pouco mais caro que o mais antigo. A minha opção pelo mais novo é que o percurso final dele leva a uma cota maior que o mais antigo.
       
      •Refúgio de Montanha: Existem vários refúgios que podem ser utilizados para aclimatação e/ou ataque ao cume, localizados a partir dos 3.600 m até 4.100m. O mais famoso e procurado talvez seja os Barrrel Huts, que fica mais ou menos a 3.800m. Como não iria utilizar o snowcat, preferi ficar em um refúgio em uma cota maior. O refúgio que fiquei é esse da foto aí. Para escolher, nas subidas de aclimatação visitei alguns e fechei duas diárias nesse aí (um dia curinga), simplesmente porque era o localizado na cota mais alta que encontrei, aos 4.100m. Pelo que entendi, até a primeira quinzena de julho não há dificuldade em conseguir vaga em refúgios. Depois fica um pouco mais complicado, pois aumenta muito o número de visitantes.
       
      •Aclimatação: Obviamente que uma aclimatação perfeita requer uma quantidade de dias maior. No meu caso, tenho utilizado o Diamox para auxiliar na aclimatação. Optei por ficar hospedado em hotel em vez do refúgio de montanha, pois seria mais confortável e poderia descansar e dormir melhor. Dormia em torno de 8 e 9 horas por noite, levantava, tomava café e partia para o teleférico que começava a funcionar às 9h30. Subia até a cota planejada, permanecia algum tempo e descia para pegar o teleférico, cujo funcionamento encerra-se em torno de 15h30. Outra alternativa de aclimatação seria permanecer hospedado no refúgio, o que seria mais eficiente e econômico, pois não gastaria com as subidas e descidas do teleférico. Entretanto, tem o inconveniente do desconforto e barulho dos refúgios, o que pode prejudicar o descanso.
       
      •Equipamento: Existe em Azau uma loja que aluga praticamente todo o equipamento para a escalada, localizada junto ao teleférico. No meu caso, como já possuo o equipamento, com exceção das botas duplas, aluguei nessa loja somente para o ataque. Na aclimatação, utilizei as minhas botas semirrígidas com grampos, que funcionam bem até os 5.000m.
       
      •Ataque ao cume: Pode ser realizado com ou sem o auxílio mecânico. Pelo que vi, há dois tipos de auxílio: os snowcats para os grupos maiores e snowmobile para os escaladores em dupla ou individual, que deixam o escalador entre 4.700m e 5.000m. Não tenho ideia dos valores, mas me pareceu fácil fazer a contratação dos serviços, pois ficam estacionados bem próximos à saída do teleférico. No meu caso, iniciei o ataque às 2h30, sem nenhum tipo de auxílio, saindo do refúgio em direção à trilha que leva à parte mais alta da montanha, que é bem demarcada pelo trajeto dos snowcat e por bandeirinhas vermelhas. Nesse horário, vários grupos estão subindo, não havendo dificuldade de encontrar o caminho. O percurso, embora não exija uma técnica apurada de escalada, é importante que o escalador tenha um conhecimento básico de deslocamento em gelo com grampons, uso dos bastões e piqueta, uso de arnês e cordas de apoio, etc. Além disso, exige um preparo físico muito bom, no caso da opção de não utilizar o auxílio de transporte.
       
      Conclusão:
      Para quem possui experiência com montanhismo no gelo, é uma escalada que dá para fazer de forma independente sem problema, ficando o custo muito acessível. Para quem não tem experiência, a melhor alternativa (mais econômica) é contratar uma agência diretamente na Rússia. Existem várias na internet, devendo pesquisar aquela que tem os melhores comentários. Pelo que vi, contratar a agência na Rússia sai em torno de 800 a 1.000 euros.
      A aclimatação e a escalada são fantásticas. A visão da cadeia de montanhas do Cáucaso é algo impressionante. Vale a pena conhecer a região, mesmo que não seja para fazer a escalada. As pessoas são solicitas e tentam ajudar de alguma forma, embora é muito difícil encontrar alguma que consiga se comunicar em inglês ou outro idioma além do russo.
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Agora é hora! Nunca foi tão fácil de visitar a Bielorrússia! 
      Além disso, a Bielorrússia provavelmente é o país Europeu mais inexplorado do momento….ou a “última fronteira Europeia” a ser descoberta!
      Então se você quer fugir das hordas de turistas de Barcelona, Paris e Veneza, esse é o lugar certo!
      Eu sei que quando você pensa em visitar a Europa, a Bielorrússia não é o primeiro (ou o segundo, terceiro ou quarto) destino que vem à sua mente. Mas acredite, esse país é uma gema preciosa escondida no continente.
      Continue lendo: Roteiro de 3/5/7/10 Dias na Bielorrússia (Guia Completo) – 2018
    • Por Briella
      Alguém sabe se é possível viajar pela Europa após fazer um intercâmbio na Rússia e ter o visto de estudante expirado?
    • Por mikecerqueira
      Olá a todxs! Como vão? Acabei de voltar de minha viagem pela Transiberiana – ou Transmongoliana para ser mais preciso – e gostaria de relatá-la por aqui. Usei muita informação nesse fórum e sei o quão importante é ter informações atualizadas sobre a viagem.
       
      Eu tenho um blog sobre a viagem e em cada cidade que eu passei eu fiz um relato maior. Então quem quiser se aprofundar em cada cidade pode visitar o link (http://ontheroadwithmike.wordpress.com/). É também uma oportunidade de ver mais fotos, de forma a não deixar esse post tão pesado. Espero que vocês aproveitem e será um prazer enorme tirar qualquer tipo de dúvida. Essa viagem é certamente uma oportunidade para a vida toda. Então vamos lá:
       
      Organizarei de forma a colocar as informações principais da viagem primeiro e depois vou detalhando.
       
      Roteiro:
      São Paulo – Moscou – São Petersburgo - Yekaterinburg – Novosibirsk – Irkutsk – Ulan Bator – Beijing
       
      Datas:
      03 de Agosto à 27 de Agosto, sendo 04 – 08 em Moscou; 08 – 11 – São Petersburgo; 13 – 14 – Yekaterinburg; 15 – 16 – Novosibirsk; 17 – 19 – Irkutsk; 21 – 23 – Ulan Bator; 23 – 27 – Beijing
      Os buracos nas datas são as transferências entre as cidades
       
      Principais custos:
       
      Transporte:
      Voo São Paulo – Moscou e Pequim – São Paulo com escalas em Londres – US$ 1990 pela British Airways
      Voo Moscow – Sao Petersburgo – RUB 2000 (U$ 50) pela Transaero
      Trechos de trem – US$ 670 pela RealRussia
      Voo Ulan Bator – Beijing – US$ 198
       
      Hospedagem / Alimentação
      Levei 550 euros em espécie para a Russia - Os hostels em média custaram 550 RUB/noite (12 Euros) e calculei 1000 RUB (20 euros) por dia para gastos gerais. A cotação que consegui pegar era 47 RUB para 1 euro.
       
      50 dólares para a Mongólia - O país é realmente barato. O hostel custou 6 dólares/noite (Em dólar mesmo) e é possível comer bem por 5 dólares.
       
      1100 Yuan para China - O hostel custou 60 Yuan por noite e dá para viver com 300 Yuan/dia (Incluindo passeios, transportes)
       
      Vistos:
       
      Rússia – Não há necessidade. Eles nem checam a documentação. Perguntam o motivo da viagem e é isso.
       
      Mongólia – Não há necessidade. Há um novo acordo e brasileiros podem ficar no país até 30 dias sem necessidade de visto.
       
      China – É necessário. Eles são bastante rígidos, mas levando todos os documentos indicados não há maiores problemas. Custa R$ 100
       
      Antes de viajar:
       
      É muito aconselhável que se aprenda pelo menos o alfabeto cirílico antes de ir para a Rússia, além dele te ajudar também na Mongólia. Um guia de viagem da Folha de Russo me ajudou bastante.
       
      Relato:
       
      Fazer a Transiberiana foi sempre um sonho de criança. Ganhei um atlas quando tinha sete anos e sempre me perguntava porque havia uma ferrovia tão grande na Rússia. Desde então aquela curiosidade só cresceu em mim e esse ano tive a oportunidade de realizá-lo. Estou fazendo um intercâmbio pela faculdade em Londres e no planejamento das viagens que gostaria de fazer por aqui – já que essa é a minha primeira vez fora do país – a Transiberiana surgiu quase que naturalmente. No entanto tudo contava contra: Meu plano inicial era fazer uma viagem de 35 dias e ficar mais dias nas cidades e estender até Xi'an e Shangai, mas precisei fazer um curso na faculdade e meu tempo foi reduzido para 24 dias, já que precisava estar em Londres no dia 27 de Agosto. Isso frustou meus planos, já que estava planejando ir via Ethiopian Airlines e salvar alguns dólares fazendo altos voos com escalas – se você tem bastante tempo é uma forma boa de fazer a Transiberiana, se você não ligar para escalas longas e empresas não tão conhecidas pode ser uma boa maneira de salvar dinheiro. Nesse esquema eu pagaria por volta de US$ 1700 pelos voos para Moscou, de volta de Pequim para Londres – onde estou estudando – e meu voo de volta para o Brasil em janeiro. Com a mudança nas datas, isso não seria mais possível. Até um dia que entro no site da British Airways como quem não quer nada e uso o recurso deles de multi-city adicionando todos os voos que precisava. Descubro que pagaria US$ 1990 e teria todos os voos diretos. Não pensei duas vezes e fechei. Agora era correr atrás do planejamento, vistos e outras passagem necessárias.
       
      Pré-viagem:
      Sou uma pessoa que gosta de planejar bastante. Acho que faz parte da viagem ver o que fazer, os costumes, o que comer, sobretudo numa viagem em que meu tempo era limitado e com muita coisa para ver, não queria perder muito tempo pensando no que fazer no próximo dia. É importante destacar que isso não significa que você estará fechado a outros planos, mas pelo menos você tem ideia do que irá perder. Mas cada pessoa tem seu jeito de viajar, o importante é estar na estrada.
      Sendo assim, com as datas decididas comecei a adaptar meu roteiro para caber nos 24 dias. Cortei Xi'an e Xangai e fiquei só com Pequim. Dediquei 4 dias para Moscou, São Petersburgo e Pequim, 3 dias para Ulan Bator e Irkutsk e 1 dia em Yekaterinburg e Novosibirsk. Já adianto que para as três primeiras um dia a mais seria excelente e as outras foram suficientes.
       
      Tickets
      Com as datas decidas agora era só comprar as passagens, no entanto os tickets de trem só são vendidos com 45 dias de antecedência. É perfeitamente possível comprar online e o site inclusive tem tradução para o inglês (http://eng.rzd.ru/). No entanto, estava receoso por ser minha primeira vez fora do país e achei melhor ter tudo seguro nessa parte da viagem, então contactei uma empresa para que eles comprassem os tickets. A RealRussia foi indicada por diversos blogs e realmente é uma excelente empresa, não tive maiores problemas e ter os tickets em inglês é uma boa comodidade. No entanto, peguei bem a mais por isso. Quando viajei o rublo estava desvalorizado e eles não passaram o valor para os tickets. Se eu tivesse comprado eu mesmo, teria pagado por volta de US$ 400. Depois de viajar, eu realmente recomendo que vocês comprem no site, a não ser que você goste mesmo de comodidade. É possível também comprar nas estações, mas isso exige mais russo e também disponibilidade. Os trens são sempre lotados – pelo menos na época em que viajei - final do verão.
      O transporte entre Moscou e São Petersburgo foi também outra grande decisão. O caminho mais fácil e óbvio é ir de trem. Há diversas opções de horário e conforto, no entanto os mais baratos eram em horários não tão interessantes e eu realmente gosto de viajar de avião e queria conhecer uma empresa russa. Acabei achando uma super promoção pela Transaero entre as duas cidades por 2000 rublos – mais barato que o trem – e acabei fazendo o trecho por avião.
      Também fiz o trecho Ulan-Bator – Pequim de avião, faz essa foi por uma decisão de tempo. Só há trens na quinta feira e no domingo entre as duas cidades. Pelo calendário que eu montei, eu chegaria na cidade na quinta de manhã e se eu saísse a quinta à noite não aproveitaria nada em Ulan Bator. Se eu fosse no domingo eu não ficaria quase nada em Beijing. Preferi pegar um voo pela Air China no sábado e aproveitar suficientemente os dois lugares. No final saiu mais barato que o trem.
      É importante relatar que comprar com antecedência faz toda a diferença. Cometi o erro de checar o preço das passagens depois que tinha comprado e eu realmente fiz bom negócio. Então fiquem de olho.
       
      Visto chinês
      O visto chinês é o único pedido para a viagem. Para tirá-lo você precisa ir no Consulado com passaporte, fotos, comprovante de passagem, hotel e de dinheiro para viajar. Tive que voltar duas vezes porque eles não aceitaram o meu primeiro comprovante do hostel, mas na segunda deu tudo certo. É necessário tomar vacina da Febre Amarela para entrar no país, mas não fui cobrado na imigração. De toda forma é sempre bom ter carteira de vacinação internacional
       
      Bagagem
      Comprei um mochila da Quechua de 50l e foi mais que suficiente para toda a viagem. Levei dois jeans, 12 camisetas, 12 cuecas, 6 meias e 3 tênis (já conto com a roupa que estava vestido) . Levei também um casaco – que foi bastante útil e uma segunda pele. No entanto, não levei shorts e frente ao calor infernal da Rússia e da China sofri bastante. Precisei levar também meu computador, o que pesou bastante. Mas lembrem que mais é menos. Em muitas cidades você precisa ir andando da estação para o hostel e ficar com muito peso não vale nada à pena.
       
      Viagem:
      Tudo organizado, tudo pronto, agora é se jogar na estrada!
       
      Moscou
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/05/moscou-primeiras-impressoes/ e http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/08/moscou-mais-impressoes/
       
      Minha jornada começa no nosso querido Aeroporto de Guarulhos. Não tive a sorte de inagurar o Terminal 3, mas tive a feliz surpresa de ganhar um upgrade da British. A empresa já é ótima, estando na executiva então, foi um deleite. As doze horas que separam São Paulo de Londres passaram muito rápido.
      Chegando em Heathrow eu tinha 1 hora e 30 min para a conexão para Moscou - que ocorreu sem maiores problemas. Os dois voos foram no 747 e todos muito confortáveis.
      Ao chegar em Moscou a diferença é clara. Tudo é muito diferente! As informações em inglês são bem parcas e se nota que há menos organização do que em Heathrow. De toda forma é simples chegar no centro. O problema é lá depois. As placas são todas em cirílico e é muito difícil achar alguém que fale inglês. De toda maneira os russos são muito prestativos e só encontrei muita gente bacana, que apesar da barreira idiomática me ajudou bastante.
      O hostel que eu fiquei se chama Oh So Indie House Hostel e recomendo bastante. Dá para ir andando para a Praça Vermelha, para a Christ The Saviour Cathedral e você está a minutos da estação Arbatstkaya.
      O metrô da cidade é maravilhoso e merece ser visitado independente de você precisar pegá-lo ou não. De toda forma ele te leva para todos os lugares e é muito eficiente. Dos sistemas que conheci até agora é o melhor.
      Na Rússia somente o rublo é aceito. Há ATMs em todos os lugares e casas de câmbio são abundantes. Dê uma andada, porque geralmente há diferença entre elas. Quando eu fui 1 euro estava 47 RUB. No meu planejamento eu calculei 1 euro para 40 RUB, então ganhei uma graninha extra!
      Moscou é uma cidade mais cara, mas ainda assim mais barata que São Paulo. Claro que se você entrar no primeiro restaurante que você vir, você provavelmente vai pagar bem caro, mas os hostels dão dicas excelentes e é possível comer muito bem gastando 300/400 rublos - o que é considerado caro nas outras cidades, mas ainda assim aceitável para padrões europeus.
      Para quem é estudante vale muito a pena fazer uma carteirinha internacional. Dá para economizar bastante!
      Viajei em um esquema bastante econômico, então ia bastante em supermercados e fazia minha própria comida. Essa é uma ótima pedida, uma vez que os supermercados são ótimos e a comida russa é bem saborosa. Você precisar seguir o seu tato e traduzir os rótulos russos, mas nada de outro mundo. Meu único grande problema foi com água com gás. Mesmo depois de 16 dias no país, continuei comprando água errada.
       
      Locais visitados:
       
      Tsartsino Park - Lindo, no sul da cidade, fui para lá para não dormir depois do voo e valeu muito a pena. Ter o por do sol às 22:00 é realmente maravilhoso. Dá para turistar MUITO!

       
      All Russian Exhibition Centre: Centro de exibições para exaltação do regime Soviético. É algo realmente maravilhoso e fora do comum, ao norte da cidade e não tão óbvio para os turistas. Talvez tenha sido meu local favorito.

       
      Cathedral of Christ the Saviour: Um clássico da cidade. Não pode faltar.

       
      Novodevitchy Convent e o Cemitério: Outro clássico. Não deixe de ir no cemitério que fica atrás e fazer um caça ao tesouro dos túmulos famosos. Tchekov, Einseinstein entre outros

       
      O Kremlin e a Praça Vermelha - Musts da cidade. Vale a pena ir em todas as atrações do Kremlin e entrar na Catedral de São Basílio. Foi uma das imagens mais emocionantes da minha vida sair do Kremlin e avistar a catedral. Não deixe de tomar o sorvete do GUM - o shopping que fica em frente a praça e que antes era um centro de distribuição soviético.

       
      Park Pobedy e Memorial da Segunda Guerra - O parque é muito bonito e o museu é maravilhoso. Bem interessante para se entender a imagem que os russos criaram da guerra e outros símbolos do período soviéticos. Belíssimas visões para o Business District.

       
      Metrô

       
      Museus: Acabei indo somente a Tretyakov Gallery, mas valeu muito a pena, uma vez que foi possível conhecer diversos artistas russos. Vale a pena reservar umas 3 horas para cada (Há um museu em frente ao Gorky Park mais contemporâneo e outro em Krymysk Val - ambos valem a pena)
       
      Não deixe de provar os nuggets de Brie do Mc'Donalds. São deliciosos.
      Eu ainda fiz um Communist Tour, que foi bem interessante, mas eu já tinha passado por vários lugares.
       
      São Petersburgo
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/13/sao-petersburgo-um-museu-a-ceu-aberto/
       
      O voo entre Moscou e Peter foi excelente. Apesar de precisar pagar 2000 rublos em um taxi para chegar no aeroporto - já que tinha perdido o trem - tudo foi bastante confortável.
      O hostel dessa vez foi o Apple Hostel Italy. Novamente muito bem localizado e com o melhor staff que já vi. Várias dicas e realmente bastante confortável. A cidade se organiza a partir da Nevisky Prospekt e é a partir dela que você faz praticamente tudo. Moscou e Peter são completamente diferentes, by the way. São Petersburgo parece um museu. A cidade mantém toda sua arquitetura clássica e é belíssima em todos os pontos. O ritmo da cidade é outro e ela é muito mais preparada para o turismo que Moscou. Eu particularmente prefiro cidades como Moscou, mas passar uns dias em Peter é indispensável. Não sei se é porque eu tinha mais dicas, mas achei a cidade mais barata e comi bastante bem gastando no máximo 300 RUB por refeições. Algumas atrações foram de graça também, o que contribuiu bastante.
       
      Lugares visitados:
       
      Hermitage: O segundo maior acervo do mundo. Uma coleção de arte impecável e maravilhosa. Reserve o dia. Há muitas obras interessantíssimas para se ver!

       
      Peterhof: Palácio localizado nos arredores da cidade. Belíssimo.

       
      Kazan e St Isaac Cathedral: Duas catedrais centrais que valem muito a visita. São belíssimas e acompanhar uma cerimônia nelas vale muito a pena para conhecer um pouco mais dos ortodoxos. Na St Isaac vale muito a pena subir os 270 degraus e admirar a vista

       
      Russian Museum: Vale muito a pena para conhecer mais da arte russa também - e era do lado meu hostel

       
      Catherine Palace: Também distante, assim como o Peterhof, mas eu diria mais impressionante até. O palácio é maravilhoso, vale muito a pena.

       
      Tour no Rio Neva: É super fofo ver as pontes abrindo, mas eu peguei um tour que durou 3 horas e fiquei super entediado, uma vez que estava mega cansado depois de ter andado o dia todo. Não pague mais que 500 RUB por ele.

       
      Christ on The Spilled Blood: Parada obrigatória, a igreja já é linda por fora, por dentro é mais impressionante, uma vez que todos os murais são grandes mosaicos. Emocionante.

       
      Fiz também em Peter um Communist Tour, esse foi bem mais interessante e mostrou diferenntes lugares.

       
      Trens
      Depois de sair de São Petersburgo, começou oficialmente a Transiberiana. Todos os meus tickets eram de terceira classe, uma vez que eles eram mais baratos, mas também porque queria ter contato com os russos. E nesse sentido isso foi bem legal. Os russos realmente usam os trens para se locomoverem entre as cidades e não conheci nenhum turista nos trens. De toda forma, fui bem sortudo, uma vez que no primeiro trem achei uma professora de inglês de uma cidade chamada Kongor e que me ajudou muito nas 40 horas que separavam Peter de Yekaterinburg. Para passar as 40 horas, é preciso levar bastante comida e é comum que se divida com a pessoa que está dividindo o espaço com você. Levar um livro pode ajudar bastante também. No mais, o trem é bem confortável e divertido.
       
      Embarcando

       
      Percebam que na terceira classe não há cabines. No entanto, se você pega os bancos de baixo, há um espaço para colocar a mala e você dorme em cima deles. De toda maneira, me senti bastante seguro em todos os momentos. Eles também disponibilzam roupa de cama.

       
      As paradas são ótimas para esticar as pernas. Eu esperava mais gente vendendo coisas, mas isso se torna mais comum conforme você vai adentrando o país.

       
      Eu e minhas amigas russas do trem. O povo russo realmente me conquistou nessa viagem

       
      Alimentação no trem - Os supermercados são ótimos e sempre tem opções bem gostosas

       
      Yekaterinburg
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/15/transiberiana-trem-e-yekaterinburg/
       
      Cheguei na cidade depois de 40 horas de trem e às 4 da manhã. Diferentemente dos outros dias estava gelado e chovendo. Essa foi talvez a unica cidade que tive problemas, uma vez que o hostel não foi me buscar - tinha combinado porque ia chegar tarde - e o endereço do hostel estava errado, acabei me perdendo e só conseguindo achar um novo hostel às 9 da manhã. Foi algo realmente complicado, mas que superei.
      A cidade é bem interessante e é uma das mais desenvolvidas da Rússia. Os elementos soviéticos não são tão presentes e a cidade é bem organizada. Ela é famosa por ter sido onde a família real foi assassinada depois da revolução e por um ter um monumento que separa a Ásia da Europa. Como tive o problema com o hostel, acabou não dando tempo de visitar. De toda forma, passeei pelo centro e aproveitei a culinária russa na cidade. Não é necessário mais que um dia na cidade, mas certamentamente vale a parada.
       
      Fotos:
       
      Chegando na cidade

       
      O centro tem uma linha vermelha que te leva aos principais monumentos. Demora umas 4 horas e é SUPER interessante, uma das ideias mais geniais de turismo que já vi

       
      Apesar de todos os perrengues eu realmente amei a cidade

       
      Novosibirsk
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/17/trem-e-novosibirsk-no-coracao-da-siberia/
       
      Depois de mais 30 horas de trens e novos contatos com os russos, cheguei a capital da Sibéria - que estava com um clima delicioso. Muita gente não recomenda parar da cidade, alegando que não tem muita coisa para fazer. De toda forma, eu amei a cidade. Claro que um dia é mais do que o suficiente, mas realmente gosto de explorar as cidades e viver um pouco elas e nesse sentido a cidade ficou como uma das favoritas da viagem. Fiquei no Zokol Hostel e mais uma vez tive excelentes dicas. A cidade é bem influenciada pela arquitetura soviética - para o bem e para o mal. De toda forma, é uma parada que vale a pena
       
      Fotos:
       
      A cidade é bem no estilo soviético. Grande avenidas e prédios semelhantes criando mini-bairros. Lembra Brasília em vários sentidos

       
      O zoológico deles é excelente! Me diverti bastante e me emocionei vendo o urso polar

       
      O Rio Ob que corta a cidade é uma delícia e caminhar pelas margens dele é bem gostoso!

       
      Irkutsk
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/08/21/transiberiana-trem-irkutsk-e-lago-baikal/
       
      Irkutsk é parada obrigatória por causa do Lago Baikal, mas a cidade também tem bastante a oferecer. O ideal é ficar um dia na cidade e fazer algum tour no lago. Como eu estava sozinho, ficava muito caro fechar algum pacote e acabei indo somente para Listvyanka passar o dia. Acho que aqui vale realmente a pena ficar uns 4 dias e aproveitar e ir para Olkhom Island, mas isso fica para outra oportunidade. De toda forma, a cidade é muito diferente de todas as outras. E isso foi legal, pois minhas paradas foram bem diversas. A cidade passa a impressão de ser menos desenvolvida e ainda guarda grande parte das construções de madeira típicas da Sibéria. A cidade é muito bonita também, mas não tão limpa como estava acostumado na Rússia. Dessa vez fiquei no Irkutsk City Lodge, ele é um pouco distante, mas bem confortável.
       
      Fotos:
       
      Listvyanka é uma delícia. Uma vila bem pequena e super turística, mas a maioria das pessoas afirmam que não o Baikal de verdade. Alugue uma bike e explore toda a vila. Não deixe de provar o Omul, um peixe maravilhoso. Os restaurantes são ótimos e baratos.

       
      A culinária russa é uma delícia e em Irkutsk o preço e a qualidade são lindas

       
      Não deixe de explorar a cidade antes de ir para o Baikal, é bem gostoso

       
      Mongólia - Ulan Bator
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/09/01/mongolia-ulan-bator-e-terelj-national-park/
       
      Parti de Irkutsk a noite em direção a Mongólia, o que é uma pena porque você não vê o Lago Baikal - mas não tinha muita escolha, são só dois trens por semana. O trem é uma delícia. Em todos os trechos é muito bonito observar a janela e ver o país passando, mas esse trecho é especial. Há muitas paisagens bonitas.

       
      O trem é de segunda classe, não há opção, e apesar de haver cabines, o conforto é semelhante aos de terceira classe.

       
      A imigração da Rússia com a Mongólia é certamente uma das mais chatas que já vi. Você fica parado por 7 horas literalmente, esperando eles conferirem passaporte, checarem suas malas, declaração de bens. Claro que o trem precisa trocar a bitola, mas o tempo que você espera é bem longo. Depois da imigração, você chega na Mongólia e é impressionante como tudo muda. Até chegar na capital são mais umas 15 horas de trem. O país é realmente pouco habitado e as cidades parecem mais pobres. O mesmo não pode ser dito da capital, que é bastante grande e é repleta de arranha-céus. Há bastante grifes e se percebe que a cidade enriqueceu bastante nos últimos tempos. No entanto, isso também pode ser visto de uma forma ruim, uma vez que não há critério nas construções e a cidade acaba negligenciando sua história. É bastante comum arranha-céus que fazem sombras em monastérios, ou que invadam o espaço de alguma atração. Fora da capital há o Terelj Park, que é um parque nacional muito bonito e que te dá a possibilidade de dormir em um ger - uma experiência bem diferente,mas que é um must estando na Mongólia. Dá ainda para seguir no Gobi, mas precisaria de mais tempo. Na cidade fiquei no Sunpath Mongolia Hostel, que é localizado em um antigo prédio soviético. Bem barato, mas não tinha água quente quando eu estava lá. Achar hostel em Ulan Bator é realmente fácil, eles oferecem na chegada do trem e geralmente não são caros. Muita gente indica para não trocar dinheiro com as pessoas que entrar no trem após a entrada na Mongólia, mas eu recomendo pelo ter um pouco de tugrik. Não troquei dinheiro e demorei quase uma hora para achar um local para ter dinheiro local. A cidade não me passou a ideia de ser tão segura, tive que dar umas corridinhas em alguns lugares e entrar em umas lojas - mas às vezes é somente paranoia. Apesar dessa imagem negativa, não deixe de passar pelo menos um dia na cidade. É uma experiência muito válida.
       
      Fotos:
       
      Gandan Khiid. Maior monastério do país

       
      Praça Chingis Khaan e seu skyline. A cidade toda se organiza a partir dela

       
      Zaizan Memorial. Excelente vista panorâmica da cidade

       
      Terelj Park

       
      Família do ger

       
      China - Pequim
      Link para o relato no blog: http://ontheroadwithmike.wordpress.com/2014/09/11/china-pequim-e-suas-aventuras/
       
      Tive alguns problemas para conseguir sair do Parque Terelj. Fechei meu pacote com a Kongor Tour e o combinado era que eles me buscariam ao meio dia me levar numa estátua famosa do Chingis Khan e de lá pro aeroporto. Apesar de ter que arranjar um taxi improvisado, conseguir chegar no aeroporto e partir para Pequim. A cidade é impressionante em todos os sentidos. Já ao chegar no aeroporto você se surpreende. É uma grandiosidade inexplicável. A imigração foi bastante rápida e sem maiores problemas. Para chegar no centro da cidade é oferecido um expresso que te conecta com as duas linhas circulares do metrô - te levando a literalmente qualquer lugar da cidade. Me hospedei no Dragon King Hostel, que fica em uma espécie de hutong e é muito bem localizado. O hostel é enorme e não tem o esquema meio familiar e aconchegante que estava acostumado, mas eles são extremamente profissionais. É muito fácil se locomover pela cidade, tudo é traduzido para o inglês e no comércio todos entendem pelo menos o básico. Espere por multidões. Nunca vi tanta gente junta na minha vida. Me surpreendeu bastante que não há tantos estrangeiros. O grosso dos turistas eram chineses mesmo. Tome cuidado com a comida, eu sempre achei meio fresco essas dicas, mas comi uma salsicha na rua e tive problemas. O metrô e o Mc'Donalds são absurdamente baratos, mas é muito fácil cair nas armadilhas de turistas. Não fiz nenhuma compra em supermercado e sempre comi fora e os 1000 yuan que levei deram para tudo. Para ir para a muralha fui com o tour do hostel - é possível e é mais barato ir por você, mas acho que o custo beneficio valia a pena. A dica é ir para Mutianyu, uma vez que é uma parte com mais infra estrutura e menos turistas. A cidade é completamente monumental e há muitas coisas para fazer. No entanto, acredito que cinco dias são suficientes. Não cometam o mesmo erro que eu - depois da Grande Muralha descansem! Fui inventar de turistas mais e fiquei estafado enquanto visitava a Cidade Proibida e não tive forças para explorá-la de maneira adequada. Se você for estudante não esqueça de pedir o desconto - em alguns lugares eles tem descontos, mas não está traduzido, então você acaba não pegando. Para quem estava acostumado com a hospitalidade dos russos, os chineses foram uma decepção. Bastante frios, mal-educados e porquinhos. Meu contato foi bem pequeno com os locais, mas espere por empurrões no metrô sem motivo aparente e muitas cuspidas no chão - não levem isso como algo negativo, só é uma característica distinta e interessante de se observar. Eles também são bem obcecados com segurança. Toda vez que você entra no metrô e em museus você precisa passar por um raio-x. É bem chato, mas uma hora você entra no modo automático.
       
      O pequeno aeroporto da cidade

       
      Locais visitados:
       
      Summer Palace: Localizado no noroeste da cidade, demora um pouco para chegar, mas vale muito à pena. O palácio é enorme e é muito bonito. Vale à pena comprar o ticket que te dá acesso a tudo.

       
      Lama Temple: Simplesmente maravilhoso e localizado no centro da cidade e ainda assim é um espaço de paz e contemplação. É muito bonito ver os chineses demonstrando sua fé.

       
      Temple of Heaven: Um dos meus favoritos. O espaço que ele tem no nosso imaginário é enorme e é muito legal ver os chineses fazendo danças, aulas de yoga e correndo no parque.

       
      Parque Olímpico: O meu local favorito. Sou um entusiasta de Olimpíadas e esse foi o lugar que mais me emocionei. Fiquei horas só admirando. Não deixe de entrar no estádio. É incrível!

       
      Muralha da China: Imperdível. Cansa MUITO. A muralha é enorme e quão mais longe você vai mais impressionante ela fica. Estava com um grupo de mochileiros e decidimos subir pela escada - por 100 Yuan dá para subir e descer de cable car. Há uma opção de descer por tobogã - mas custa 80 yuan. Acabamos escolhendo ir até o fim daquele trecho - o que valeu muito a pena. NÃO esqueça de levar água - é essencial. Cuidado ao fechar com tours - algumas param em lojinhas no meio do caminho. O que fiz não tinha isso e tinha almoço incluso, mas o tempo na muralha era muito rápido.

       
      Snack Street: Fui depois da Muralha e me perdi para chegar lá porque decidir ir andando do hostel. Um erro, fiquei extremamente cansado e atrapalhou o dia seguinte. De toda forma é bem interessante. E não precisa comer - NENHUM local faz isso.

       
      Região da Praça da Paz Celestial: Faça um combo de Praça da Paz Celestial, Memorial do Mao, Great Hall of People, Museu Nacional, Forbidden City e Jingshan Park. Pode ser meio corrido, mas se você acordar cedo dá certinho. Fique atento aos horários. Por 5 minutos não consegui entrar no Great Hall Of People. É necessário levar o passaporte para entrar no Museu Nacional. A Forbidden City é enorme. Se prepare para andar bastante. Vale a pena subir todos os degraus do Jingshan Park - melhor visão da cidade.
       
      Percebam como há MUITA gente. Preparem-se para esperar na fila. O Lênin parece bem mais real que o Mao by the way.

       
      Do outro lado da praça há o National Centre for Performing Arts. Maravilhoso.

       
      Vista do parque

       
      Nanluoguxiang: Vá para essa estação e se perca. Essa região é muita delícia. Cheia de hutongs clássicos e várias baladas e bares. Andar pelo lago e ver a vida social dos chineses é bem interessante. Fui bem sem direção para lá e acabei vendo a Bell and Drum Towers além de passar em alguns hutongs


       
      CCTV Headquarters: Dei a volta no quarteirão todo e não descobri onde que entrava. Desisti, mas é legal para ver o skyline da cidade

       
      Voltando pra Londres para novas aventuras

       
      Acho que basicamente é isso. Apesar de ter ficado grande, tentei resumir ao máximo que podia. Fiquem a vontade para perguntar e espero que o post anime mais pessoas a fazer essa viagem, é realmente algo inacreditável! Até a próxima!


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