Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
felipenedo

Riga, capital da Letônia

Posts Recomendados

Olá Viageiros!!!

 

Vou contar um pouco da minha passagem por Riga, capital da Letônia, que foi o início da minha viagem pela Europa, que ainda teria Ucrânia, Polônia, Alemanha e Holanda.

 

Para mais detalhes e fotos, visitem o meu blog:

www.profissaoviageiro.com

 

Agora uma novidade: Um novo canal no Youtube com todos os vídeos das viagens e muitas outras coisas que pretendo mostrar por lá!

Youtube: Profissão Viageiro

Agradeço muito quem puder se inscrever por lá! ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::

 

 

Então, eu não sou um cara muito Europa para falar a verdade... Acho que lá o turismo é mais fácil e quase tudo que eu faria lá agora, posso fazer quando estiver mais velho.

Já outros lugares do mundo, ou é agora, ou provavelmente não vai rolar, pois exigem mais do meu físico e capacidade de me adaptar aos lugares.

 

De qualquer forma, não preciso dizer o quanto a Europa é linda e em cada esquina tem algo bonito para ver ou fazer.

 

Riga é assim, uma cidade muito bonita, cheia de prédios antigos e cheios de história.

 

Vamos lá...

 

Cheguei em Riga no início da noite em um voo vindo de Amsterdã. O voo durou pouco mais de duas horas e foi bem tranquilo.

 

Transporte

Riga é bem tranquilo de se locomover. Eles têm muitos ônibus, metrô e bondes. Certamente você irá encontrar uma linha que te atenda

Eu fui do aeroporto ao centro da cidade, perto de minha pousada, em um ônibus que sai do Aeroporto e chega em poucas paradas no centro da cidade. O ponto fica logo atrás do estacionamento do Aeroporto, bem tranquilo de encontrar.

 

Hospedagem

Bom, como em quase todos os lugares tem opções para todos os bolsos.

Como meu orçamento é bem apertado, fiquei em uma pousada em um prédio no centro da cidade, na avenida Satekles Iela. Nesse prédio tem um McDonald’s e uma “padaria” no térreo! Bem cômodo, principalmente porque era um dos poucos lugares abertos no final da noite.

 

O Rolê

Quando eu fui era Outono, final de Novembro, e já estava muito frio! E para piorar o sol nascia altas horas.

Foi bem estranho isso... 8 da manhã ainda era noite e não tinha ninguém na rua. Nenhum comércio aberto e sequer um lugar para tomar café da manhã. Se não me engano a maioria dos lugares abria depois das 8:30.

Bom, saí para andar no centro antigo, no escuro, com frio e fome!

Era muito curioso... Não tinha quase ninguém na rua! Era dia de semana, mais de 8 da manhã e ninguém fora de casa ainda! Tudo vazio!!!!

0001.JPG.f01c69ade424c3742982daf22a0ff07c.JPG

0002.JPG.617c51308ca2ced56b665608559e4f1a.JPG

0003.JPG.4945959b15e9444056640aa410e7d043.JPG

0005.JPG.8c094afb983486ebb1991c3d78be5ca7.JPG

0007.JPG.faf13f43f73bffeaddac4c684019729b.JPG

0009.JPG.c0c6d2543923c6601613c290098cb7ad.JPG

0011.JPG.90bf68cff18287f8d0faa80be6a7b38d.JPG

0013.JPG.0b60885cce3e4928fd4a231fa8509276.JPG

0017.JPG.5274df26364ffbd30b4d328acb128dd9.JPG

1099662618_0018(2).JPG.8ecf6f720922a1bb715b08c7600a767c.JPG

1448198146_0019(2).jpg.c9ab68fcfe8f83e758fc7a3450792132.jpg

 

Depois de andar um pouco achei um lugar bem bacana que já estava aberto para tomar meu café.

0022.jpg.1451b495455ccd8d878fb55612029138.jpg

0021.jpg.923be97f17b2c68ae69704b37e0300a2.jpg

0023.jpg.6ca2c2a884272668244eda34847abbbb.jpg

 

Alimentado, segui o rolê pelo centro...

0025.JPG.c4ccfc212d89bcd769d634cd2c04a4b2.JPG

0028.JPG.16373790f8ea8a63164fcbaddaae3e8f.JPG

0031.JPG.58e1c7987796fe295234ce7367c80102.JPG

0032.jpg.bb624528c0af18e680964e969a00eb6e.jpg

0034.jpg.90dad5469fba18d70f697d254b603322.jpg

0037.jpg.dcef5b6548d0eb25625352c6b9e4974f.jpg

0040.jpg.a896fb353de1fc295f159662af954db2.jpg

 

Aí fui em direção ao Rio Duína Ocidental, que corta a cidade. Ali que eu vi uma movimentação maior de gente. A avenida estava bem carregada.

0044.JPG.f0fada9b97a35693398f4293b1424f77.JPG

0046.JPG.31c705fe0793af4f78cbf1f04fb7ce1a.JPG

0047.JPG.3cfaaf0b657297b9f5ed47f9a771e318.JPG

0048.JPG.208d159527d3e1e91da9f00e34e53a49.JPG

0051.JPG.a2dc7fc83ac72d69c81091b14e61332b.JPG

0052.JPG.b6ba65fa0cddbbb926c8b7d098773fda.JPG

 

Voltei então para o centro para curtir aquele lugar lindo!

0055.JPG.06ad50c14de6ab6933dd9cd68ac0d7cc.JPG

 

Aqui meu conceito das pombas mudou! Estava -1 grau e as pombas estavam tomando banho na poça praticamente congelada...

0056.JPG.84577d3e9988d7b3962c8a6d864ad6ac.JPG

Vou falar, chamar de sujo um bicho que toma banho nesse frio me parece algo bem errado!!!!

 

0058.jpg.b902869771ae5aadea296b323bc6d782.jpg

0060.JPG.da79634490cf137574340a5b500e6979.JPG

 

Aqui é uma das artes mais charmosa que achei...

0061.thumb.jpg.6b2da1882796aecd7b58a5b4553e5e29.jpg

0063.JPG.9a0098d6fdfea4a3d8a6cfeee210940a.JPG

0065.JPG.50d38d1188bc178a4ac706059b7e88d9.JPG

0067.JPG.b116b025a97faf19918d4d4abc00f5b8.JPG

0068.JPG.4f6c596cb9a1c9e614cdd581bae3b185.JPG

0072.JPG.81e1dbbf4d946d38ffa7b230363b6ba5.JPG

0074.JPG.862df14afd4efd3f8efcefcf0aab73b0.JPG

0078.JPG.97c9ab7cd3b2f0f2a3f337df306d9b1d.JPG

0079.JPG.cc0ba439c5fb8cda219f853aeffcd826.JPG

0080.JPG.d59935b6967f8f38360389d5bd356805.JPG

 

E foi isso! Bora pegar o ônibus de volta para o aeroporto! A próxima parada é Kiev!

0083.JPG.f6bdd46055270e0b5109a3c3f215c36b.JPG

 

 

Qualquer dúvida que eu puder ajudar, é só falar!!!

 

Valeu!

 

Abraço,

 

Felipe

Instagram: @profissaoviageiro

 

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá Felipe. Ótimo relato!
Como foi com o idioma lá? Dá pra se virar com inglês ou é necessário um bom conhecimento de russo?
Desde já, agradeço!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

@Fred Moura 

Olá Fred!

Cara, graças a Deus não era necessário falar Russo!!!! 😂

Com inglês consegui fazer tudo que queria, que no fundo, não era muita coisa. Mas no hostel, no café, no aeroporto e coisas assim foi bem tranquilo falar inglês!

Até o motorista do ônibus me entendeu e me mostrou onde tinha que descer.

 

Então vai tranquilo só com inglês!!!

 

Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por felipenedo
      Olá amigos viageiros!
       
      Aqui vai o relato de minha visita à Chernobyl!
       
      Mais detalhes lá no:
      www.profissaoviageiro.com
       
      Para me seguir lá no Insta…
      Instagram: @profissaoviageiro
       
       
      Só um aviso, se apagar a luz você vai perceber que esse relato brilha no escuro!!! 
       
      Visitar Chernobyl foi algo sensacional! Um passeio único com muitas experiências diferentes e histórias da União Soviética que são incríveis!
       
      O que me levou a visitar um lugar desse?
      Aquilo é uma amostra do que aconteceria com a Terra se do dia para a noite os humanos simplesmente fossem embora daqui. A natureza voltaria a tomar conta do que é dela, engolindo a bagunça que deixamos para trás.
      Impressionante ver um lugar daqueles e ouvir tantas e tantas histórias do que rolou naquele lugar.
       
      Essa visita foi feita em 23/11/2017
       
      Esse tour só é permitido com uma agência de turismo regulamentada. Existem algumas que oferecem o passeio. Não tem tanta diferença de uma para outra e a maioria delas oferece a opção também de passar a noite dentro da zona de exclusão.
       
      Bom, vamos lá…
       
      Para quem não sabe, em 26 de Abril de 1986 o reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e causou o pior acidente nuclear do mundo até hoje.
      O governo soviético tentou esconder o ocorrido até que outros países da Europa, como a Suécia (beeeem longe de lá), por exemplo, perceberam que algo estava bem errado. Só aí eles admitiram o acidente.
      Tinha muita coisa acontecendo completamente fora do controle deles. Após alguns dias eles evacuaram as cidades vizinhas à usina e posteriormente criaram 2 áreas de exclusão.
      Em um raio de 30km da usina inicia a primeira área de exclusão. A segunda a 10km da usina, com uma contaminação bem pior.
       
      São tantas histórias insanas que escutamos lá que nem sei se consigo reproduzir todas aqui… Mas o negócio foi bem tenso.
      A usina ficava a menos de 3km da cidade de Pripyat, uma cidade modelo que a União Soviética usava como exemplo de como o patético regime socialista “funcionava muito bem”. O Governo sempre levava delegações de outros países para se hospedarem lá, tentando impressionar com a estrutura da cidade.
      Morar em Pripyat era muito bom mesmo. Segundo a nossa guia, lá surgiu o primeiro supermercado da União Soviética inteira e era o único lugar que o governo sempre abastecia para não deixar faltar alimentos e outros itens. Inclusive isso estava causando algum desconforto para os moradores de Pripyat, pois pessoas de outras cidades da União Soviética viajavam centenas de quilômetros para fazer compras lá, o que gerava filas intermináveis nesse mercado que se alongavam pelo meio da cidade! Como em todo bom regime socialista/comunista as pessoas não tinham nada em suas cidades e preferiam isso a passar fome ou necessidade de itens básicos.
      O governo demorou mais de 24 horas para iniciar a evacuação de Pripyat, e só fez isso quando a radiação já estava em níveis absurdos.
      O governo preferiu não falar a verdade para a população. Os moradores foram informados que a evacuação era temporária e por isso alguns não levaram muito mais do que a roupa do corpo… Nunca mais voltaram para casa. Por isso que ainda se vê muitos itens pessoais nas casas do jeito que foram deixados a mais de 30 anos atrás.
       
      As histórias do que se refere ao controle do acidente, como conter as chamas do reator e isolar a radiação, são bizarras.
      As pessoas ainda não entendiam muito bem os efeitos da radiação. Esse trabalho foi feito por voluntários e membros do exército (que não tinham muita escolha). Impossível imaginar que algum deles saiu sem sequelas desse trabalho.
      As pessoas responsáveis por esse trabalho receberam o nome de Liquidadores.
      Diziam que a radiação era tão forte que até a cor dos olhos mudava nos trabalhadores que ficavam dentro da usina depois de algumas horas de trabalho.
      Máquinas chegavam a quebrar devido a exposição da radiação.
      Foi algo absurdo!
       
      Bom, vamos à visita…
       
      O Tour começa em Kiev logo cedo. Pegamos uma van e vamos em direção norte.
      O primeiro check point é para entrada na zona de exclusão do raio de 30 Km. Temos que parar, descer e sermos identificados pelos membros do exército que ficam lá.


       
      Dentro dessa parte da zona de exclusão a radiação ainda não muda muito no ar. O principal problema está no solo.
      Durante todo o tour não podemos apoiar nossas coisas no chão, encostar em plantas ou qualquer outra coisa.
       
      Vamos então parando em alguns vilarejos no caminho para ver o que sobrou deles.







       
      Basicamente todas as casas que eram feitas de madeira foram demolidas e enterradas. Não é possível descontaminar madeira, então o jeito foi demolir e enterrar. As de alvenaria ainda estão de pé.
      Existem alguns cachorros soltos dentro da zona de exclusão que são alimentados basicamente pelos turistas e trabalhadores de lá.
      Também existem muitos outros animais soltos, inclusive se não me engano lá é um dos poucos lugares do mundo que existem cavalos selvagens.
      Eu não vi nada além de cachorros e pássaros.
       


       
      Aqui as tábuas de madeira foram arrancadas. Aparentemente até boas tábuas de madeira não era fácil de conseguir, então elas podem ter sido tiradas para serem reutilizadas em outro lugar.
      Outra explicação é que as pessoas na época não colocavam seu dinheiro no banco, pois o justíssimo sistema socialista poderia confisca-lo sem grandes explicações. Então as pessoas escondiam o seu dinheiro em baixo do piso de suas casas. Como durante a evacuação muitos saíram correndo e nem levaram seus pertences, algumas pessoas voltaram paras as casas abandonadas e tentavam achar dinheiro em baixo dos pisos para roubá-lo.

       
      Paramos em umas 2 ou 3 vilas antes de chegar na cidade de Chernobyl. Lá até que está conservada, porque as pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão usam Chernobyl como base, além do hotel que se pode passar a noite também ficar lá. Então é um visual um pouco diferente do que se vê no resto do passeio. Chernobyl até que está “arrumadinha”.




       
      A foto está péssima, mas esse é um monumento onde cada uma das vilas dentro da zona de exclusão está representada por esses círculos. Na verdade o resto do monumento está atrás de mim.

       
      Aqui estão os nomes de todos os moradores de Chernobyl que tiveram que deixar a cidade durante a evacuação.

       
      Nosso almoço foi servido aqui, no refeitório de uma “pousada”.
      Não se pode comer nada ao ar livre aqui. Toda a comida que é servida tem que vir de fora da zona de exclusão.
      Só por garantia deixei meu medidor de radiação (Contador Geiger) ligado do lado das coisas que estava comendo!

       
      Depois do almoço fomos tirar umas fotos com os uniformes e equipamentos do pessoal da nossa agência.


       
      No meu tour também estava incluído dirigir o carro deles, um Lada top de linha que um Ucraniano que estava no passeio contou que um modelo daquele na época da União Soviética tinha fila de espera de até 20 anos!!!     
      Viva o socialismo!!!! 
       
      Bom, pisaram na bola e não teve o rolê no Lada. No final do tour eu reclamei formalmente sobre isso.
      Mas pelo menos tirei umas fotos no carro!


       
      Bom, depois disso que começa a parte mais tensa do passeio. Entrando dentro da zona de exclusão do raio de 10Km.
      Mais um lugar que temos que sair do veículo e o pessoal do exército de novo confere um por um.
      Desse ponto para frente a radiação no ar já aumenta, e sobe muito em determinados lugares. Muito mesmo!
       
      Vamos em direção a Pripyat, fazendo algumas paradas no caminho.
       
      Esse é um lugar bem famoso, onde sempre vemos fotos sobre Chernobyl. Aqui era uma escola primária. É um dos lugares mais tristes de se visitar.


       

       




       
      Depois paramos em um lugar já pertinho de Pripyat onde conseguimos ver os reatores da usina que estavam em funcionamento e também do outro lado os 2 outros reatores que estavam sendo construídos.

      Essa imensa estrutura metálica é o sarcófago novinho em folha que serve para conter a radiação do reator 4. Ele foi construído para substituir o primeiro sarcófago que havia sido construído para durar 30 anos.
      Esse novo sarcófago foi criado para durar 100 anos e o que eles esperam é que até lá já se tenha descoberto novas formas de conter essa radiação de uma forma mais eficaz e definitiva. Com o conhecimento e tecnologia de hoje, acho que isso era o melhor que dava para fazer!
       
      Aqui dá para ver as chaminés dos outros reatores… O 1 e o 2, da direita para a esquerda, são essas chaminezinhas lado a lado com uma chaminé grande entre eles.
      O 3 está dentro dessa casinha e o 4 dentro do sarcófago.


       
      Aqui as obras nunca terminadas dos reatores 5 e 6.


       
      Chegamos então na entrada de Pripyat!
      A cidade foi inaugurada em 1970 e evacuada em 1986. Tinha aproximadamente 48.000 habitantes na época.

       
      Quando entramos na cidade é algo realmente muito louco. A guia ia mostrando as fotos de como era a cidade e nós vamos vendo como está agora… É impressionante!




       
      Esse que é o primeiro supermercado da União Soviética!


       
      Vamos entrando em diversos prédios com muito cuidado para não cair em um buraco ou o piso ceder com a gente em cima.


       
      Aqui material político dos soviéticos!!!!


       
      Imagina entrar em um lugar desses de noite!!!!!!!

       
      Esse era o ginásio de esportes da cidade!



       
      Fomos então para o famoso parque de diversões.


       
      Essa é a roda gigante que nunca foi utilizada. Sua inauguração estava marcada para alguns dias após o acidente nuclear.
      Hoje ela é um dos grandes símbolos de Pripyat e ninguém nunca deu uma volta nela!



       
      Essa aqui é a avenida principal da cidade… Assistimos um vídeo dentro da van de como era isso aqui antes… Não dá para acreditar que estamos no mesmo lugar!



       
      Aqui era um outro complexo esportivo.




       
      Depois disso fomos para o ponto mais próximo do reator. Ficamos a 300 metros de distância da usina que causou o maior acidente nuclear da história!!!!!!

      Isso é muito louco!!!!


       
      Quando saímos de lá passamos pela área mais contaminada por radiação do planeta terra: A Red Forest.
      Eu realmente não queria que nossa van quebrasse alí!
       
      Quando estamos chegando perto, a nossa guia sem falar nada só liga o medidor de radiação dela e fica mostrando para nós. Meio que sem entender muito todo mundo deixa o próprio medidor ligado…
      De repente ela começa a fazer a leitura e todos os alarmes dos nossos medidores começam a apitar… E ela vai lendo…
      Dois ponto três… Cinco……. Doze……… Quatorze………. Dezessete…….. Dezoito……… Vinte e dois………..
      E o negócio não parava de subir… Isso tudo no meio daqueles alarmes tocando sem parar.
      Foi insano!
       
      Só como referência, uma radiação considerada “normal” é de 0,1 nessa unidade que nossos aparelhos mediam.
       
      Mas foi tudo muito rápido. De repente já tínhamos passado a Floresta Vermelha e tudo voltou ao normal!
      Pena que ela não avisou antes e preferiu fazer o mistério, se não teria filmado isso! Sério, foi bem louco!
      Mas foi bacana também o suspense!!!!!
       
      Isso porque estávamos dentro da van. O veículo protege muito da radiação. As diferenças que eu media de dentro para fora da van eram imensas nos lugares que descíamos. Mesmo dentro das casas o nível de radiação já caía bastante.
      Eu fico imaginando a radiação desse lugar, mesmo mais de 30 anos depois do acidente…..
       
      De lá partimos para a última grande parada do tour… Uma antena!
       
      Mas não era qualquer antena… Era a DUGA, ou DUGA 3!

       
      Essa anteninha foi construída com propósitos militares em um esquema ultra secreto do governo soviético. O local nem endereço tinha e na estrada que levava até o local da antena eles tentaram dar a impressão que se tratava de um local de acampamento estudantil.
      É como se aqueles filmes de espionagem começassem a ganhar vida!
      Para eles aquela história toda era muito real…
      Realmente se alguém descobrisse aquilo, ia ser difícil de convencer que era só uma anteninha tentando captar uma rádio de sertanejo universitário aqui no Brasil, por exemplo!!!! 
       
      Olha o ponto de ônibus perto de lá com um ursinho desenhado!

       
      A entrada era só esse portão, para não chamar muito a atenção.

       
      Essa antena também ficou conhecida como o pica-pau russo, pois causava interferência de rádio em ondas curtas com um som parecido de um pica-pau por todo o hemisfério norte!
      Algumas teorias de conspiração achavam que eram os russos tentando entrar na mente das pessoas!!!
      Na verdade ela servia (ou deveria servir) para identificar lançamentos de mísseis de países inimigos a uma longa distancia, dando tempo de se prepararem para sua defesa.
      Aparentemente ela não funcionava muito bem, dando alarmes falsos, por exemplo, o que não deixou o pessoal de lá nada satisfeito, uma vez que o custo para construir aquilo foi algo estratosférico!
      Eu é que não queria ser o responsável pelo projeto em uma hora dessas !!!!!
       
      No final das contas o que eles deixaram foi uma estrutura bem bonita e imponente, ainda mais em um dia ensolarado de outono!!!







       
      Essa placa de radiação é só enfeite… O local não possui contaminação especialmente significativa!


       
      Aqui a nossa guia e o atual guardião da antena!

       
      Mesmo sendo Outono estava muito frio e já nevava bastante por lá.

       
      Após as instalações ultra secretas do governo soviético, foram só mais duas paradas rápidas….
       
      Uma para ver algumas máquinas utilizadas no trabalho de isolamento do reator na época da explosão:

       
      E um monumento em homenagem aos liquidadores e bombeiros que foram responsáveis por todo o trabalho de combater o incêndio e conter a propagação da radiação:

       
      Depois disso só paramos nos check points para medição de radiação em nosso corpo e roupas…
      Eram máquinas muito velhas! Espero que estivessem funcionando bem e não deixaram eu voltar para casa com um tênis cheio de radiação!

       
      E foi isso! Foi assim meu dia em Chernobyl. Um dia cheio de experiências, histórias e aprendizado! Valeu demais o passeio!!!!!!
      Nota 10!!!
       
      Se alguém tiver alguma dúvida ou quiser alguma dica, é só falar!
       
      Abraço!!!!!
       
      Felipe
      www.profissaoviageiro.com
      Instagram: @profissaoviageiro
       

      Enjoy Chernobyl…
      … Die Later!
       
    • Por Oz Iazdi
      Senhoras e senhores, segue meu relato da viagem que fiz para os países Bálticos, com direito a um dia em Helsinki, na Finândia. Foram dez dias no total. Fui apenas eu e meu pai. Não foi uma viagem exatamente ao estilo mochileiro, pois ficamos em hotel ao invés de albergue, embora podemos dizer que sempre pegamos o hotel mais barato que encontramos, considerando que ele devia estar a uma distância caminhável das Cidades Antigas (e demos bastante sorte com os hotéis!). Só reservamos o hotel para os dois primeiros dias, porque decidimos definir o roteiro durante a viagem.
       
      LITUÂNIA
       
      Dia 1 – De São Paulo para Vilnius
       
      A viagem começou no dia 13 de fevereiro de 2015, sexta-feira. Pegamos um voô de São Paulo às 21:30hs até Paris. Classe Econômica é só sofrimento em voôs longos... As cadeiras da Air France são bem apertadas. Chegamos em Paris perto da hora do almoço e pegamos outro avião em direção à Riga (Letônia) na parte da tarde, o que não nos deixou tempo para conhecer Paris. O voo até Riga pareceu que demorou um século, mas estávamos mesmo era preocupados com a última conexão. Chegando em Riga, tínhamos apenas meia hora para pegar o voo até Vilnius (Lituânia). Saímos correndo do avião junto com mais um pessoal que ia fazer a mesma conexão. Apesar da preocupação, deu tudo certo. Embarcamos no voo e em 50 minutos estávamos chegando no nosso destino inicial!
      O custo das passagens foi de R$ 2.450,00 ida e volta. Na ida, o trecho inicial foi São Paulo – Paris – Riga – Vilnius, sendo os dois primeiros pela Air France e o último pela Air Baltic. Na volta, os trechos foram Tallinn (Estônia) – Amsterdam – São Paulo, sendo o primeiro trecho operado pela Estonian Air e o segundo pela KLM.
       
      Chegamos no aeroporto de Vilnius às 20:30hs do dia 14. Como a imigração foi feita na França, quando chegamos na Lituânia não passamos por nenhum tipo de alfândega. O aeroporto é bem pequeno e estava praticamente deserto. Logo na frente do aeroporto tem um ponto de ônibus. Pegamos um até a Cidade Velha, onde era o nosso hotel. A passagem é 1 euro por pessoa. Desembarcamos a uns 600 metros do hotel e fomos a pé com nossas mochilas. O problema é que meu pai estava com uma mochila grande de rodinhas e, pra ajudar, uma das rodas quebrou durante o voô de ida. Então deu um certo trampo pra carregar a mochila até o hotel, principalmente se considerarmos que estava -2ºC.
       
      Enfim, chegamos vivos ao Hotel Europa Royale. A diária do quarto para duas pessoas saiu R$ 172,00. O hotel é muito bom e aconchegante, além de estar localizado dentro da Cidade Antiga. Só para esclarecer, nas capitais de todos os países Bálticos a parte turística das cidades são os bairros nos quais se localizavam as cidades medievais (Old Town), com as casas antigas, catedrais, muros e torres remanescentes ou que foram restauradas após a II Guerra Mundial.
       
      Como estávamos morrendo de fome, decidimos esbanjar e ir em um restaurante alemão na frente do hotel chamado Vokieciu. Pedi um cordeiro com batata assada e uma cerveja local, a Svyturys Ekstra. A comida e o atendimento estavam excelentes, mas a cerveja achei bem fraquinha. O prato saiu por 20 euros e a cerveja 4.5 euros. Saindo de lá, saímos para caminhar um pouco e paramos no Pub The Portobello para 660 ml de Guinness por 3.6 euros. Como estávamos cansados pela viagem e já estava tarde, só restou voltar para o hotel e desmaiar.
       
      Dia 2 –Trakai e a aventura no gelo.
       
      Tomamos café as 8hs no belíssimo restaurante do hotel. As opções do café da manhã eram bem saborosas, com destaque para o brioche de maçã. Enquanto esperava meu pai tomar banho, sai rapidamente para bater umas fotos de Vilnius e ir até o centro de informações para saber certinho como ir até Trakai, que é uma cidade que tem um castelo medieval e seria nosso primeiro passeio. Após pegar as informações no centro e um mapa de Trakai, fomos até o terminal de ônibus. O terminal fica a cerca de 1km do portal da cidade antiga e, como nosso hotel era praticamente ao lado do portal, fomos caminhando até lá. A passagem até Trakai saiu por menos de 2 euros o trecho e dura cerca de 25 minutos a viagem até lá. Ao chegar na cidade, você vai caminhando até o castelo, conhecendo a cidadezinha e os demais pontos de interesse marcados no mapa.
       
      Vilnius
       
      Pub
       
      Restaurante alemão
       
      Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável.
       
      Caminho até a estação de ônibus
       
      Caminhando por Trakai
       
      Arquitetura da antiga URSS
       
      Lago congelado
       
      Trakai
       
      Como era o nosso primeiro dia andando ali no Báltico (e dada nossa falta de experiência com tal clima), fomos aprendendo a não andar no gelo! Durante todo o caminho, é sempre importante procurar os trechos com terra ou com um gelo mais áspero, se não, a chance de cair de bunda no chão é gigante... Durante a caminhada até o castelo, existe a opção de ir por terra ou caminhar pelo lago, que congela no inverno. Obviamente que fui caminhando pelo lago, já que estava menos escorregadio e era uma experiência nova, à parte o cagaço nos primeiros passos, com medo do gelo quebrar! Durante a caminhada encontramos uma galera jogando hockey e um rapaz tentando pescar em um buraco no gelo. Não parecia que o pacato cidadão estava tendo muito sucesso. Antes de chegar no castelo, ainda paramos em um café para tomar um capuccino (1.5 euros).
       
      Com cagaço de andar no lago
       
      Joinha para a pesca esportiva!
       
      Castelo de Trakai ao fundo
       
      Galera do Hockey
       
      Castelo
       
      O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região.
       
      Dentro do castelo
       
      Na capela do castelo
       
      Galerinha das antigas
       
      Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar.
       
      Saindo de Trakai
       
      Mansão no caminho
       
      Chegando em Vilnius
       
      Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte.
       
      Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência
       
      Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa...
       
      Vilnius
       
      Vilnius
       
      Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só
       
      Uzupis
       
      Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café.
       
      Catedral
       
      O outro lado de Vilnius
       
      Gediminas
       
      Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!)
       
      Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência
       
      Catedral
       
      Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante.
       
      Shopping Ozas
       
      Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco.
       
      Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá...
       
      Shows da Independência
       
      As fogueiras
       
      Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius.
       
      Zeppelins
×