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  • 3 semanas depois...
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Olá Letícia !

Eu estou querendo ir ao Pq da Serra da Capivara na segunda quinzena de janeiro, saindo de Petrolina. Gostaria de tirar algumas dúvidas contigo:

1. Pelo q eu entendi, o tempo no transfer (Van) deu 6 horas, ja de ônibus seria 5 horas. Qual a vantagem de ir com transfer ?

2. Eu fiquei surpresa com o preço cobrado pelos guias ! 350 reais\ dia para quem não vai de carro ?!

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  • 2 semanas depois...
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@Raquel Vieira 0412 o mais difícil lá, como em todos os outros destinos do nosso país, é o transporte. Vantagem entre o transfer e o ônibus? Acho que nenhuma, mas depende dos horários, fazer casar o que encaixa melhor pra você.

O valor do guia é esse, o preço da diária de guia é meio acordado que o mesmo pra todos eles (R$ 150/dia),  pra uma ou pra mais pessoas. Se você tiver quem divida com você, aí o preço fica legal. Existem agências que fazem pacotes também. Quando eu pesquisei, acabava saindo quase a mesma coisa e o roteiro não cobria o que eu buscava. Por isso optei pelo tour da forma que fiz. Dê uma olhada no aluguel de carro, não sei se sairia mais em conta, se valeria a pena.

 

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  • 1 ano depois...
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Em 04/01/2019 em 14:24, Raquel Vieira 0412 disse:

2. Eu fiquei surpresa com o preço cobrado pelos guias ! 350 reais\ dia para quem não vai de carro ?!

Há a opção de pegar um guia que tenha moto, no caso de ser uma pessoa sozinha viajando. O valor da diária da moto era por volta de R$100,00 (mas não sei se está desatualizado). 

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    • Por NaraL
      Estou querendo conhecer os lençóis Piauienses  e Jericoacoara entre os dias 26/12 a 04/01/2021.Me indiquem roteiros e onde ficar.Sou de Ribeirão Preto/SP
    • Por RafaMM
      Nossa aventura começou no início de junho. Estava grávida de 6 meses e minha filha estava completand 3 anos. Foi uma aventura incrível conhecer o Piauí. O período foi de seca, não pegamos nenhum dia de chuva. O interiorzão do Piauí e o litoral são incríveis, muito a ser explorado. A Serra da Capivara é uma beleza à parte, com bastante estrutura. Como estávamos de carro, compramos bastante artNos apaixonamos pelo estado!
      Mambaí (08 a 11/06) - saímos de Brasília cedo. Resolvemos ir por Mambaí e de quebra ficar uns dias lá. A nossa situação é a seguinte: somos um casal com uma filha de 3 anos e na época da viagem eu estava grávida. Uma aventura e tanto. Marcamos pelo booking.com o Mambaí Inn, que são alguns chalés. visitamos a Cachoeira do Funil, a Caverna Lapa das Dores, a Cachoeira do Alemão e a Cachoeira Paraíso do Cerrado, sendo que esta última foi a única que não precisava de guia. Para acessá-la, tem que ir até a cidade de Damianópolis, tem no maps. Lá os donos cobram e levam você até a cachoeira. As cachoeiras de Mambaí precisam de guia que você consegue na cidade. Essas que fomos são acessíveis para grávida (eu) e criança de 3 anos.
      Barreiras (11/06) - marcamos no Ventura hotel. Simples e ok, valeu a pena. Só dormimos para ir em direção ao Piauí, Na volta para Brasília dormimos lá também.
      Bom Jesus do Piauí (12/06) - marcamos no Hotel Brasão, o que foi um vacilo dormir lá. Em uma cidade do lado chamada Cristino Castro, dá para dormir em um lugar chamado Gurgueia Park Hotel, que tem piscina de água natural, além do fato de que se você tiver de 4x4, dá para fazer um passeio incrível, como os cânyons do Viana. Muito a ser explorado no Piauí!
      Coronel José Dias (Serra da Capivara) (13 a 15/06) - marcamos pelo airbnb uma casa incrível, com o visual lindo para o parque. Ficamos encantados com a Serra da Capivara. Visitamos o Museu da Natureza, construído por Niède Guidon, incrível. Marcamos um guia para um dia, que nos levou para o parque (pinturas rupestres) e para o pôr do sol no Vale das Andorinhas (que tmb tem pinturas rupestres). Pena que não vimos as andorinhas, pois elas não apareceram, mas quando elas aparecem dizem que é um espetáculo à parte.
      Teresina (15 a 17/06) - marcamos pelo booking.com um flat em um condomínio. Tomamos café em  um dia no mercado Mafoá e fizemos um passeio pelo encontro dos rios Poti e Parnaíba. À noite fomos na festa junina do shopping Rio Poti. 
      Pedro II (17 a 19/06) - ficamos em uma pousada muito legal chamada Pousada Rústica, bem rústica mesmo. Passeamos pela área central onde ficam várias lojas de opala. Aproveitamos e marcamos um passeio com uma guia, por dois dias, que nos levou para o morro do Gritador, uma mina de opala e algumas pinturas rupestres que estão bem danificadas (Torres). Também conhecemos um lugar incrível chamado Parque Nacional de Sete Cidades, que fica entre Piripiri e Piracuruca, com pinturas rupestres e formações rochosas incríeis. Além disso tem um banho de cachoeira no final.
      Barra Grande (20 a 24/06) - ficamos na pousada Eolos, bem gostosa. Fomos para Barrinhas, fizemos alguns passeios locais na região de mangue para ver cavalo marinho, fomos conhecer o maior cajueiro do mundo em Cajueiro da Praia. Em um dos dias passamos o dia em Coqueiro, no Aimberê Eco Resort. Conhecemos a praia de Carnaubinha. Fizemos um dia no Delta do Parnaíba.
      Atins, Lençóis Maranhenses (24 a 28/06) -  ficamos pelo Air BNB, foi bem legal. Saímos de Barra Grande para Barreirinhas, no Maranhão. Estrada no Maranhão está precária, mas tivemos a sorte de conhecer os Pequenos lençóis maranhenses. Lindo! A estrada que vem do Piauí passa bem no meio. Tem lugar para estacionar e tomar banho nas águas formadas entre as dunas. Chegando em Barreirinhas, deixamos nosso carro e pegamos um barco pelo rio Preguiças (tem que ficar de olho nos horários). Demais! Em Atins fizemos dois dias de passeio no parque. Vimos o por do sol maravilhoso no parque. Posso dizer que foi um dos lugares mais incríveis que conheci! Também fizemos o passeio dos guarás, mas vimos poucos. Foi bem legal.             
      Castelo do Piauí (28 a 30/06) - valia uns dias a mais. Tem um único hotel bem ruim, mas era o que tinha. Fizemos o passeio dos canyons do rio Poty, lindo! Tem o passeio na formação rochosa que dá nome à cidade e um outro passeio que só faz de 4x4, que dá para fazer um passeio pelo rio e ver artes em rupestres em relevo. Nesses últimos não fomos. Essa região vale mais tempo!!! Muito pouca explorada!
      Serra da Capivara (01 a 03/07) - passamos o aniversário do Dani por lá. Voltamos para lá porque gostamos muito. Nos hospedamos na fábrica de cerâmica e fizemos umas comprinhas. Fizemos alguns outros passeios e rumamos de volta para Brasília.
      Cristino Castro (03/07) - ficamos no hotel Gurguéia. Delícia com piscina de água natural. A região tem lugares interessantes na serra. Vale a pena conhecer melhor.
      Barreiras (04/07) - dormimos no mesmo hotel
      Posse (05/07) - dormimos em uma pousada bem gostosa e dia 06 estávamos em BSB
       
    • Por Beatriz Giosa
      Olá mochileiros Estou na estrada há quase 5 meses viajando pelo litoral brasileiro, tenho muita coisa pra compartilhar, mas decidi por começar os relatos com o litoral do Piauí - que é maravilhoso - mais especificamente sobre Barra Grande, que é onde estou no momento. Eu nem fazia ideia da existência de praia no Piauí (vergonha, eu sei!), quanto mais de praias maravilhosas como Pedra do Sal, Coqueiro, Barrinha… um amigo de São Paulo me recomendou seguir a Rota das Emoções assim que caísse no Maranhão, daí pergunta daqui, pergunta de lá e o nome da Barra Grande sempre aparecia como um lugar IMPERDÍVEL. Cheguei no Piauí vinda dos Lençóis Maranhenses, de ônibus: de Barreirinhas a Tutóia de ônibus (sai por volta das 11h, não lembro o preço =/), depois de Tutóia a Parnaíba (sai de Tutóia por volta das 14h, 15h, compra na hora, $20).
      No centro de Parnaíba saem micro-ônibus e vans diariamente para o litoral: Luís Correia - praia do Atalaia, praia do Coqueiro; Cajueiro da Praia e Barra Grande. Barra Grande está situada no litoral do Piauí, mais especificamente no município de Cajueiro da Praia. É praia querida por kitesurfistas (por conta do vento abundante e da ótima estrutura para os praticantes) e aventureiros em busca de praias de beleza selvagem e sem muvuca, e parada mais que obrigatória para quem percorre a Rota das Emoções. Parnaíba é a cidade mais próxima - fica a 78 km - e tem conexões rodoviárias com várias cidades, além de um aeroporto com voos aos sábados! Fiquei em Parnaíba por 3 dias, lá conheci um piauiense que me recomendou conhecer a Praia do Coqueiro, em Luís Correia, a caminho de Barra Grande.
      A CAMINHO - Passei uma noite na Praia do Coqueiro e decidi ir pra Barra Grande no dia seguinte - tinha visto que tinha transporte para BG na parada dos micro-ônibus em Parnaíba (ele só circula de segunda a sábado), “a estrada é a mesma, não tem erro”, pensei. Porém era domingo, o único dia da semana que as vans não vão pra BG! Me lasquei - só que não, rs. Os piauienses são muito solícitos, e me ajudaram: na saída do Coqueiro peguei o micro-ônibus ($7) até Cajueiro da Praia; desci num posto e um moto-táxi me levou até BG por $10. Sucesso!
      PRA FICAR - Em Barra Grande caí no Raízes Eco Hostel - como passei um tempo viajando em lugares com pouco sinal de internet e tenho construído o meu roteiro de forma mais orgânica, conforme vão me sugerindo lugares, acabei não tendo muito tempo pra pesquisar. O Raízes veio pra mim numa busca rápida - hostel, Barra Grande - e foi amor à primeira olhada no IG. O hostel é todo baseado nos conceitos da permacultura, e foi bio-construído: paredes de hiperadobe, uso de composteiras, tratamento da água cinza, fossa ecológica, teto verde, captação de água da chuva. Além de ser eco, é lindo de morrer! Ou seja, caí no lugar certo, afinal ando buscando práticas mais sustentáveis não só em casa mas no decorrer da jornada. Ficar no Raízes é uma experiência educativa também pros hóspedes, tudo é sinalizado dentro do hostel, justamente para que essas ações possam ser reaplicadas nas nossas casas. O hostel é bem equipado, charmoso, bem localizado (pertinho da praia e do comércio) organizado e limpo, e serve um café da manhã delicioso - quem tá na estrada sabe o quanto um café fresquinho e um bolo caseiro deixam a caminhada mais gostosa! De noite funciona o Raízes Bar, aberto ao público de fora do hostel, com cardápio de comidas rápidas feitas artesanalmente - pizza artesanal assada no forno à lenha! -, cerveja, caipirinhas. A diária no quarto coletivo sai por R$ 60, com café-da-manhã incluso e promoção de double caipirinha na chegada! Pra quem viaja de casal ou em família (o hostel recebe muito bem famílias com criança!) tem quartos privativos com vista privilegiada, deu vontade de ficar uma noite só pra sentir a vibe, rs.
      SOBRE BARRA GRANDE - Barra Grande é LINDA. O mar do Piauí é de uma cor turquesa muito brilhante, pra mim que venho acompanhando o mar desde o litoral do Pará é muito louco observar a mudança de tom, temperatura, fluxo… A praia é meio de tombo, tem dias que a maré tá suave pra entrar e boiar, tem dias que ela tá mais movimentada. Caminhando sentido Barrinha - à direita - depois do cemitério tem um rio que encontra o mar e forma uma lagoa. Caminhando sentido Macapá - à esquerda - ficam as barracas de praia, o complexo BGK, os kitesurfistas, enfim, o agito da praia. Caminhando até depois da última barraca, bem pra frente, é possível conhecer o mangue - vale pelo pôr-do-sol, que é maravilhoso. Aliás, na Barra Grande o céu fica rosa ao entardecer… um espetáculo à parte. A praia é bem limpa e o mar é super próprio pra banho. Nos finais-de-semana a praia fica bem lotada, a quantidade de lixo nas barracas aumenta, mas felizmente o pessoal que comanda o comércio agiliza a limpeza - uma pena ver que quem frequenta a praia polui e vai embora, deixando a sujeira pra população local.
      Barra Grande é destino querido dos kitesurfistas por causa do vento (venta muito, a galera do kite pira!). Mas quem não é praticante consegue curtir - e muito - a praia e as outras belezas. Tem passeios ecológicos, eu ainda não me engajei em nenhum, mas sei que dá pra sair pra ver os cavalos-marinho e o peixe-boi. A vila é um charme: ruas de pedra e de piçarra, casas floridas, praça com igreja, pessoas conversando nas soleiras da porta, jumentos e porquinhos nas ruas. Pra quem curte vila de praia mais tranquila Barra Grande é um deleite, sem aqueles empreendimentos hoteleiros gigantescos que descaracterizam o lugar e escondem a população local, transformando a praia num pico elitizado e somente para turistas endinheirados e pouco interessados na comunidade e na natureza. Faz-se tudo a pé, e próximo do hostel e das pousadas tem mercado, adega, frutaria, peixaria, cafés, padaria, farmácia… só não tem banco! Mas a maior parte dos locais aceitam cartão, então dá pra se virar bem.
      PRA COMER - acabo cozinhando e dividindo rango, até porque a cozinha do Raízes é toda equipada e dá pra ficar bem à vontade. Mas tem opções boas de prato feito na barraca da Croa (fica na praia, próximo ao Kite Lounge), e comidinhas. Recomendo muito o Cocinharte, que vende empanadas argentinas e faz promoções durante a semana. Para comprar, recomendo a frutaria da Clarinha e as peixarias locais - sempre tento me informar com a galera os melhores lugares para comprar comida e aproveitar as safras. No Piauí o caju é abundante, a banana é deliciosa, dá pra inventar e ser feliz, além de participar de forma positiva da economia local.
      PRA CHEGAR SEM PERRENGUES E SURPRESAS - Pra quem vai de ônibus: vindo de Teresina, tem carro saindo diariamente da rodoviária às 23h30 pela Expresso Guanabara (valor aprox. $90). Se você você estiver vindo do Maranhão ou do Ceará, o melhor é descer em Parnaíba, e de lá vir com o microônibus da Damasceno ($15, agência Fontenele, fica no centro da cidade, rua São Sebastião), com saídas de segunda à sexta às 10h30, 14h, 16h, e sábado às 14h (aos domingos não tem transporte direto pra BG!). Dá pra vir de transfer também, sai em média $100 - a empresa Rota Combo faz todos os trajetos da Rota das Emoções.
      NAS REDONDEZAS - vale muito à pena conhecer a praia de Macapá, a praia do Coqueiro e as outras de Luis Correia. Se você estiver por conta, dá pra descolar caronas pra lá  se não, tem sempre a opção do ônibus que está voltando de Barra Grande pra Parnaíba.
      Espero ter contribuído! O litoral do Piauí é lindíssimo e ainda pouco explorado. 
       
       






    • Por mcm
      De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente.
      Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km.
      Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados.
      Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime.
      Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar.
      Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa.
      Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela.
      Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari.
      Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime.
      A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também.
       
      Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar).
      Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado.
      Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem.
      Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos.
      Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém.
      Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá).
      Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco.
      Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes.
       
      De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia.
       
      Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. 
      Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado.
      Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. 
      Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande.
      De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!).
      Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área.
      No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. 
      O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado.
      Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia.
      O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente.
      Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!
    • Por joycepsantos83
      Desembarco dia 29/10 em Fortaleza aluguei um carro abaixo deixarei descriminado os meus trajetos caso tenha interesse em carona em algum deles só chamar!
      Dia 29/10 - Fortaleza para Jijoca de Jericoacoara 
      Dia 01/11 - Jericoacoara para Barreirinhas MA (Lençóis Maranhenses)
      Dia 05/11 - Barreirinhas para Parnaíba PI
      Dia 07/11 - Barreirinhas para Barra Grande
      Dia 08/11 - Barra Grande PI para Fortaleza (Posso Passar em Jijoca)
       
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