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Dia 1 (sexta-feira, 20/07/2018) – Londrina – Guarulhos – “Foz” – Lima

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Tinha arrumado todas as coisas na véspera, aí só acordei e parti para o aeroporto que fica na cidade vizinha, meu voo era Londrina (LDB) – Guarulhos (GRU) as 10:40 da manhã. Pelas passagens que eu tinha comprado, passaria por Foz do Iguaçu e chegaria em Lima as 10 da noite. Doce ilusão... Cheguei no aeroporto de Londrina, despachei a bagagem e embarquei.

 

DICA DO CORAÇÃO: Quando forem despachar suas bagagens, peça no balcão da companhia aérea para colocarem a etiqueta de frágil, fala que tem alguma coisa que quebra dentro, tipo, garrafa de vidro, caneca, imagem de santo. Parece que com essa etiqueta sua bagagem entra por último e sai primeiro da aeronave, e não custa nada.

 

O avião decolou para Guarulhos, já estava vendo os prédios de São Paulo, aí o piloto falou que os radares de Guarulhos, Congonhas e Viracopos não estavam funcionando, que ficaríamos voando mais um tempo e caso não resolvesse a situação voltaríamos para Londrina. Adivinha, voltamos para Londrina.............Primeiro perrengue, aterrissamos em Londrina, ficamos 30 minutos presos dentro do avião, aí o piloto avisa que o radar voltou a funcionar, decolamos novamente, e desta vez chegamos em Guarulhos, mas já tinha perdido minha conexão para Foz. E como já era de se esperar, 2 horas na fila para remarcar meu voo em Guarulhos (tive sorte, teve gente que ficou mais de 5 horas para remarcar, e teve gente que teve que voltar para casa).222.JPG.a8cfdea98c34515afc21011bfacf7342.JPG

Quando consegui remarcar, a atendente me realocou num voo direto para Lima, mas segundo ela, minha bagagem teria ido para Foz e ela “achava” (foi bem essa palavra que ela usou) que depois de Foz ela iria para Lima, pois segundo ela, eu deveria ter retirado ela na esteira em Guarulhos quando cheguei. Meu voo para Lima era as 8 da noite, e chegaria lá as 11. A atendente me deu dois vouchers para alimentação, fui correndo até o outro lado do aeroporto procurar o restaurante, engoli a comida e fui correndo caçar meu portão de embarque, quando entrei na área de embarque internacional, parecia até outro aeroporto, devo ter andado uns bons quilometros até chegar ao meu portão. Quando deu a hora, finalmente embarquei.

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Primeiro voo internacional a gente nunca esquece, ainda mais com 1 hora de turbulência acima dos Andes. Quando a gente estava quase chegando, as aeromoças distribuem um papel para declaração de bens e valores, se você não estiver levando nada, é só preencher “nada a declarar”.

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Quando aterrissamos em Lima, passei pela imigração, o fiscal só carimba o passaporte e já era. Aí fui atrás da minha bagagem, que por sinal, não estava na esteira. Já fui no balcão da Latam reclamar, em portunhol perfeito, contei a história toda ao atendente, aí ele me disse que o voo de Foz (que eu deveria estar) havia chegado havia 2 horas e as bagagens não recolhidas tinham sido guardadas, aí ele me mostrou uma sala no canto do saguão e felizmente, minha bagagem estava lá no cantinho, ufaa. Peguei a bagagem, passei pela aduana, ninguém nem pediu o papel, nem olharam minha mala, felizmente, só de pensar em ter que abrir ela arrumar tudo de novo...

 

TÁXIS: No Peru e na Bolívia, os táxis não tem taxímetro, você tem que combinar o preço da corrida antes, e pra saber se o taxista não está te cobrando caro, pergunte pra algum local, quanto costuma sair um táxi até tal lugar antes de parar o táxi. E PECHINCHE SEMPRE, se ele te falar 20, você pede 10 ou 8, se ele não aceitar você vira as costas que ele muda de idéia hehe.


Fui atrás de um táxi para Miraflores, que é o bairro que eu ficaria em Lima (o mais indicado para turistas, por ser mais seguro), como o Aeroporto de Lima (Jorge Chávez) fica em El Callao, os táxis oficiais queriam cobrar quase 40 dólares pela viagem (uma facada), mas se você por o pé pra fora do aeroporto, tem os táxis “clandestinos”, podem pegar eles sem problema, só que são carros mais velhos, mas eles em geral são seguros, cobram em soles, cerca de 80.

 

A cotação no aeroporto era horrível, então troquei apenas 30 dólares, por S/ 91,10. Mas mesmo assim, não queria pagar 80 soles de táxi, pechinchando conseguia por 50, mas tava caro ainda. Já estava pensando em dormir no chão do aeroporto, e durante o dia pegar um bus ou transfer mais barato. Até que surgiu uma família de brasileiros que estavam atrás de mim no voo vindo de São Paulo, eles me reconheceram e fui conversar com eles, eles iam para um Airbnb em Miraflores também, então achamos um taxista oficial, que pechinchando bem, cobrou 60 soles até Miraflores, mais 10 soles pela parada adicional, pois eu ficaria em outro lugar. A família propôs que eu pagasse esses 10 soles adicionais e eles pagavam os outros 60. Aceitei na hora. Como não tinha reservado o hostel ainda, tinha apenas em mente o nome e o endereço, Pariwana Hostel, corria o risco de chegar lá e ele estar lotado, mas, tinha outras opções em mente. O táxi deixou a família no Airbnb e depois me levou para o hostel.

Cheguei lá, quase 2 da manhã (o fuso do Peru é 2 horas a menos que Brasília) subi as escadas do hostel, rezando pra ter vaga nele, porque estava chovendo e tudo que eu não queria era ter que sair procurando lugar de madrugada kkk. Felizmente tinha vaga. S/ 43, com café da manhã incluso. O cara de recepção me mostrou o quarto (4 beliches), banheiros, cozinha, bar e tals (tinha um terraço super animado onde ficava o bar, toda noite tinha algo diferente rolando, mas como estava morto, fui direto dormir).

 

SALDO DO DIA

US$ 30,00 -> S/ 91,10 (câmbio horrível de aeroporto)

Táxi compartilhado do aeroporto até Miraflores – S/ 10,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 43,00

Água no bar do Hostel – S/ 2,50

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Dia 2 (sábado, 21/07/2018) – Uma Pura Experiência Limeña

 

Por mais morrendo de sono que eu estava, a ansiedade me acordou 8 da manhã. Como tinha chegado tarde e não queria acordar a galera do quarto procurando minhas coisas para tomar banho, deixei para fazer isso de manhã. Depois fui tomar café, o famoso desayuno, e pensa num café reforçado, parecia um pequeno almoço, pão, torrada, bolo, frutas, leite, muita coisa mesmo. Depois disso, escutei que as 10:30 sairia ali do hostel mesmo, um grupo para um free walking tour no centro histórico de Lima.

 

FREE WALKING TOURS: São city tours em que o passeio é feito a pé ou em transportes públicos locais (bus, metrô, tuk-tuk). São “de graça”, mas no final o guia passa o bonezinho pedindo uma gorjeta, cada um dá aquilo que acha que o tour vale. Eu acho que é uma excelente escolha de passeio para o primeiro dia numa cidade nova. Em Lima ainda tinham dois guias, um falando em espanhol, o outro em inglês.

 

Fiquei sentado no terraço esperando, e conheci David, um espanhol que também estava querendo fazer o tour. Mas como ainda faltava tempo, resolvemos dar uma volta na rua para trocar dinheiro, comprar água.

Em Miraflores, tem policiais por todo canto, então é super comum o povo trocando dinheiro na rua, tem umas pessoas de colete que trocam com uma cotação boa. Troquei 200 euros por S/ 760. Comprei água numa loja, garrafão por S/ 5.

 

CÂMBIO EM LIMA: Em Miraflores, tem pessoas com colete da prefeitura andando pela rua que trocam dinheiro, é seguro e confiável, tem policiais andando em cada esquina, então podem trocar sem medo. No entanto, a melhor cotação que eu achei em Lima foi nas casas de câmbio do centro histórico, caso você vá para lá passear, deixe para trocar lá mesmo, senão troquem em Miraflores mesmo.

 

Voltamos para o hostel para pegar o tour. Saímos, um grupo grande, e pegamos o ônibus coletivo de Lima, por S/ 2,50, descemos na estação e fomos a pé até a Plaza de Armas. Lá vimos o Palácio, a troca da guarda, a Catedral, a Casa da Literatura, tomamos chica morada por S/ 2. Os guias explicavam super bem, falavam sobre vários assuntos, desde a culinária peruana, política, trânsito, história até geografia peruana.20180721_115434.thumb.jpg.38f2af4ae29381e19a05fd9ef4f9d2ca.jpg20180721_125542.thumb.jpg.f81242a6761c375b0f29a8a1f62d3c21.jpg20180721_135456.thumb.jpg.a1830f5e71744c4618e1eb5d9fd691a9.jpg20180721_165521.thumb.jpg.7832f583ae6a25740b15803c04f58e76.jpg20180721_175719.thumb.jpg.5b6a0413d67ecbf49d6eb8ec3babdbd1.jpg20180721_151906.thumb.jpg.5da78d1dcce0002d8e3e9ddb92811d18.jpg

O tour terminou por volta das 14, com uma degustação grátis de pisco, a bebida peruana. Dei S/ 10 de gorjeta pelo tour e fomos procurar um lugar para almoçar, David e eu achamos um restaurante com menu por S/ 8, num lugar bem suspeito, mas a comida não era ruim.


Pela tarde, fomos na Igreja de São Domingo (S/ 5 – meia entrada), onde tem uma torre que dá pra subir, no Convento de São Francisco (S/ 8 – meia entrada), onde tem as catacumbas com os ossos expostos, passeios muito bons, com guias que explicam muito sobre a história do local, vale muito a pena! Saímos do Convento, já estava escuro, e fomos andando até o Parque da Reserva (longe pra caramba), meio arriscado pois o centro de Lima de noite é perigoso, mas foi tranquilo.

 

 

SEGURANÇA: Sei que a maioria vai perguntar: É perigoso andar sozinho nas cidades peruanas, ou bolivianas e chilenas? Eu achava que era, morria de medo, mas depois eu pensei o seguinte: se a gente sobrevive nas cidades brasileiras que são piores, a gente sobrevive em qualquer lugar do mundo. É só estar sempre atento, não ficar ostentando celular, carteira, câmeras, andando com bolsa aberta, ter esses cuidados básicos que brasileiros já tem e é bem tranquilo.

 

No parque da Reserva, de quinta a domingo, de noite tem o Circuito Mágico del Água, vários chafarizes iluminados e fontes gigantes, pagamos S/ 4, de hora em hora começam os espetáculos, imagens projetadas na água, com música de fundo, vale muito a pena, dá até para passar por baixo dos túneis de água. Umas 9 da noite, pegamos o ônibus para voltar a Miraflores, o mesmo que pegamos de manhã, mas em sentido contrário.

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Como sempre, estava rolando festa e campeonato de beer pong no bar do hostel, comprei a famosa cerveja Cusqueña (tem gosto de Skol), e fiquei um pouco lá, depois fui dormir.

 

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 760,00

Ônibus – S/ 5,00 (ida e volta)

Alimentação – S/ 15,00 (almoço, água e chica morada)

Passeio – S/ 10,00

Igreja São Domingo – S/ 5,00 (meia entrada)

Convento de São Francisco – S/ 8,00 (meia entrada)

Parque da Reserva - S/ 4,00

Cerveja no Hostel – S/ 29,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 48,00

         

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Dia 3 (domingo, 22/07/2018) - Adeus Lima, Olá Ica

 

Acordei, fui tomar banho, tomar café da manhã e resolvi ir com David andar por Miraflores, nosso hostel era na frente do Parque Kennedy (uma praça bem animada), seguimos a avenida e chegamos ao Parque do Amor, que fica de frente para o mar, de lá descemos a encosta (uma montanha pra falar a verdade) e fomos até a praia (de pedras), andamos um pouco, depois subimos a encosta de novo, e fomos para o sítio arqueológico Huaca Pucllana (S/ 6 entrada) a pé, lá dentro tem o tour guiado, onde você sobe o que foi uma pirâmide pré-inca, comprei uma água naquela máquinas (S/ 1,50). Depois voltamos para o hostel, almocei um prato de macarronada por S/ 12, já eram quase 3 da tarde.20180722_121804.thumb.jpg.86f54cb209a9b8900f3e78cc79ab2e5e.jpg

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Conversando com David, falei que queria ir para Ica, Arequipa e Cusco, e ele disse que também faria esse roteiro, então arrumei um parceiro para os próximos dias, o que era ótimo, pois ele falava espanhol e arranhava português, então ele conseguia pechinchar melhor com os nativos do que eu. Fomos procurar passagens de bus para Ica, para aquele mesmo dia. Achamos no site da PeruBus, com saída as 6 da tarde, por S/ 36. David comprou com seu cartão de crédito, também procurei um hostel em Huacachina (bairro turístico de Ica) no Booking, e reservei para a mesma noite. Como já tínhamos feito check-out antes de sair e deixado as mochilas no depósito do hostel, pegamos elas e já achamos um táxi para a garagem da PeruBus.

 

RODOVIÁRIAS: Em algumas cidades não tem rodoviárias como no Brasil, cada empresa tem sua garagem própria, de onde partem os ônibus, então tem que ficar atento a isso quando for comprar a passagem, no caso das cidades que tem rodoviária, eles cobram uma taxa de embarque coisa de uns R$ 3,00, então tem que ficar atento a isso também.

 

O táxi, dividido custou S/ 6,50 para cada, e o tive uma experiência no trânsito doido de Lima, que parece mais aqueles filmes indianos, não se usa seta, não há faixas nas ruas e a buzina é item obrigatório por lá, qualquer coisa, mete a mão na buzina.

Chegamos na garagem, tinha uma sala de espera com água de graça e ar condicionado.

 

ÁGUA: Sobre a água: NÃO TOME ÁGUA DA TORNEIRA NO PERU E NA BOLÍVIA também, só tome de galão ou engarrafada. A água lá não é tratada igual no Brasil, então leve uma graninha só pra gastar com água por lá. No Chile, pode tomar água da torneira, mas o gosto é meio salgado, demora pra acostumar.

 

Quando deu a hora, embarcamos no ônibus e partimos para Ica. Queria ter ficado mais em Lima, conhecer o bairro boêmio de Barranco, bem famosinho, ir no Shopping Larcomar, mas, choices, né?

No ônibus, tem comissário de bordo, é servido janta, fones de ouvido, tem TVs individuais para assistir algum filme, ouvir música (até assustei, mas depois acabei descobrindo que quase todas as empresas peruanas têm esse padrão de serviço). Ica fica cerca de 300 km de Lima, chegamos lá por volta das 10 da noite, pedimos um táxi (difícil de achar um que coubesse nós e nossas bagagens, pois a maioria é muito pequena e o porta malas é inutilizado pelo cilindro de GNV), dividindo custou S/ 4 para cada, até Huacachina. Lá, ficamos no Hostel Mr. Llama, que pelas fotos do Booking, era tudo de bom, tinha um bar animado, piscina e custava só S/ 28 com café incluso. Chegamos lá, que decepção, parecia que só tinha a gente no lugar, não vimos nenhum outro hóspede, os banheiros davam vontade de chorar de apertados (eram limpinhos, mas muuuito pequenos), a piscina não dava vontade nenhuma de entrar, mas era barato, então tava valendo, sem contar que a dona era bem simpática e prestativa.

Como tínhamos chegado lá bem tarde, não tinha como procurar agência para fechar os passeios do dia seguinte, mas por sorte a dona tinha alguns contatos e nos vendeu o passeio para Paracas e o passeio de buggy nas dunas de madrugada mesmo. Fomos dormir pois no outro dia, a van nos buscaria as 5 da manhã para ir para Paracas.

SALDO DO DIA

Ingresso Huaca Pucllana – S/ 4,00

Água e almoço – S/ 13,50

Táxis (hostel – garagem, Ica – Huacachina) – S/ 10,50

Diária no Hostel Mr. Llama – S/ 28,00

Passagem Lima – Ica (PeruBus) – S/ 36,00

 


         

 

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Dia 4 (segunda-feira, 23/07/2018) – Não me Levem a Mal, me Levem a Paracas

 

Ficamos em um quarto com um beliche e uma cama, o celular despertou, deu tempo de se arrumar, mas sem saber se colocava roupa frio ou calor, porque era uma praia, mas ventava e não tinha Sol, no fim das contas, fui no meio termo, bermuda e blusa mesmo. Como saímos cedo, não havia café ainda, então nem soube como era o café do hostel, a van passou e nos apanhou, de lá fomos a Paracas (80 km) que fica na costa do Pacífico.

 

Chegamos por volta das 8, e pegamos o barco no píer, em direção as Islas Ballestas (o passeios que compramos com dona do hostel, custou S/ 60, fora os S/ 22 de taxas do píer e da Reserva Nacional de Paracas), o barco passa pelo Candelabro (formação gigante, semelhante as Linhas de Nazca), o guia explica a origem dele, depois segue para as Islas, que são uma espécie de Galápagos “econômica”, passamos ao redor das ilhas, onde pode-se ver várias aves (levar chapéu ou capa, o risco de ser atingido por titica de passarinho é eminente), leões marinhos, e outros animais incríveis. Depois regressamos ao píer, onde o guia nos deu quase 1 hora para andarmos pela cidadezinha, para depois seguirmos até a Reserva Nacional, que é simplesmente linda, é um dos poucos desertos litorâneos do mundo. É possível ver fósseis pelo deserto, além de algumas praias de areias coloridas, depois de andar por tudo lá, paramos na beira de uma laguna, onde tem vários restaurantes, como eram meio caros, preferia passar em jejum mesmo, não tinha muita fome.

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COMIDA: Nos passeios, obviamente vão te indicar os restaurantes de turistas, que são os mais caros. Às vezes, dependendo do prato, compensa pagar um pouco mais caro e comer neles mesmo, mas na maioria das vezes, é melhor levar uns snacks na mochila, caso não ache opções de restaurantes mais baratos, sempre que eu via um mercadinho, uma venda, comprava umas bolachas, balas, torradas, e deixava de estoque na mochila.

 

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Por volta das 4 da tarde, saímos de Paracas para voltar a Huacachina, chegamos umas 5 no hostel, um tempo depois, já passou nosso buggy, para nos levar para as dunas. Huacachina é um oásis, tem a lagoa no meio do deserto, com os hotéis e restaurantes, cercados por dunas imensas de areia. O passeio que fechamos no hostel custou S/ 25, o buggy sai correndo no meio das dunas (pensa numa adrenalina), fazendo curvas e para lá em cima, aí tem as pranchas para fazer o sandboard, depois ele nos levou até um ponto onde você vê todo o oásis abaixo, as dunas e o pôr-do-Sol.IMG-20180729-WA0084.thumb.jpg.d68b9eb68f1aa9300fa0dafeb2f48a41.jpg20180723_172657.thumb.jpg.d48ca0c219673130856269f8a805fde2.jpgIMG-20180729-WA0076.thumb.jpg.23f4b2b4b1da612d7f95d668f962f5e9.jpgIMG-20180729-WA0080.thumb.jpg.4c63ce43c8618a27fa23516475abad66.jpg20180723_172241.thumb.jpg.a56d8bbb78177b86d8f39229ce64f6f6.jpg20180723_172510.thumb.jpg.50f0443ebf189bb92dbdccc0339c38b4.jpg

Quando regressamos já estava escuro, aí deu tempo só de tomar um banho (como não fizemos check-out quando saímos, a dona do hostel tirou nossas malas do quarto e guardou no depósito) e começamos a procurar passagens para Arequipa para aquela noite ainda. Achamos em uma empresa, chamada Expreso Palomino (nas outras já haviam esgotado para aquela noite), um ônibus partia as 10 da noite por S/ 70.

Nem jantamos, o esposo da dona do hostel nos levou até Ica, por S/ 5 cada, nos deixou em frente a garagem dessa Palomino, lá esperamos até as 10, e embarcamos (a garagem era bem pior que a da PeruBus em Lima, fiquei com medo, ainda mais quando tive que despachar minha mala, fiquei enrolando do lado de fora do ônibus até vê-la guardadinha no bagageiro do bus, o medo de trocarem o ônibus, ou esquecerem era maior kkk). Mas dentro do ônibus estava OK, tinha serviço de bordo também, com janta, travesseiro, cobertor, só tomei uns Dramins pra não enjoar, porque a viagem ia ser longa (710 km).

 

SALDO DO DIA

Passeio Paracas – S/ 60,00

Taxas do Píer e Reserva Nacional – S/ 22,00

Passeio de Buggy – S/ 25,00

Táxi (Huacachina – Ica) – S/ 5,00

Passagem Ica – Arequipa (Expreso Palomino) – S/ 70,00

 


         

 

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Dia 5 (terça-feira, 24/07/2018) – Arequipa, Arequipa, Arequipa, A Cidade Branca

 

Acordei com o balanço do ônibus, já eram 9 da manhã, a comissária passou servindo café ou chá, quando olho pela janela, estávamos na beira do abismo literalmente, com o oceano lá embaixo, já gelei, mas lá no Peru, os motoristas (de ônibus pelo menos) são prudentes nas estradas, andam bem devagar, não passava de 80 km/h. As paisagens são muito lindas, tinha hora que eu pensava em comprar passagens para viajar durante o dia, só pra poder ver o caminho, porque de noite não se vê nada.

Chegamos em Arequipa ao meio dia, o ônibus deixou David e eu na rodoviária (Arequipa tem rodoviária), já aproveitamos e compramos a passagem para Cusco para a quinta-feira (26/07) no guichê da Cruz del Sur por S/ 105 (essa empresa é cara mesmo, é a mais famosa). Depois pegamos um táxi até o hostel por S/ 2 cada. Tinha visto várias recomendações do Wild Rover Hostel, mas como não tinha internet para reservá-lo, fomos lá ver se teria vaga. Chegamos lá e tinham várias vagas ainda, pegamos o quarto mais barato, com uns 10 beliches, por S/ 28, sem café da manhã.

 

O hostel ficava perto da Plaza de Armas, bem no centro, então já valia a pena. Só tomamos banho e fomos para o centro almoçar, achei um restaurante no caminho da Plaza que servia só comida italiana, almocei lá mesmo, paguei S/ 16,50 por um pratão de macarrão recheado, pão de alho e uma garrafa de água, depois encontrei uma casa de câmbio com a cotação melhor do que em Lima (€ 1 = S/ 3,83), troquei € 200 por S/ 766 e fomos procurar agências para o trekking no Canion del Colca, tem várias perto da Plaza, uma do lado da outra, fomos entrando em todas e pechinchando, mesmo sendo os preços muito parecidos, fechamos por S/ 95 o trekking de 2 dias, mais S/ 20 do almoço do último dia (na hora custava S/ 30).20180724_162637.thumb.jpg.300727243869f841c41dec311b544926.jpg

AGÊNCIAS: Essa é outra parte chata, ficar indo de agência em agência atrás de preços, em alguns casos da bastante diferença entre o preço da mais barata e da mais cara, e o serviço, acaba sendo o mesmo, por isso é importante pegar relatos da galera que já foi, pra saber se o serviço é bom, o preço negocia na hora, NÃO FECHEM PASSEIOS PELA INTERNET AQUI DO BRASIL, em geral vai pagar BEM MAIS CARO.

A agência ficava perto do hostel, Calle Jerusalen 312. Depois fomos ao Mercado San Camilo, e andamos pelo centro.

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Antes de sair do Brasil, eu procurava no Instagram o nome do lugar que eu ia, o nome da cidade, ou do ponto turístico, aí via as fotos mais bonitas que apareciam, os melhores ângulos e posições, e salvava a foto na galeria do celular, aí quando chegava no tal lugar, já tinha referências de fotos que eu queria tirar iguais, no caso de Arequipa, tinha visto uma foto que alguém postou de um terraço perto da Catedral, queria tirar muito uma foto igual àquela, andando por perto, descobri que o terraço era um restaurante (caríssimo por sinal), o que fiz? Fingi ser um turista rico, subi lá em cima, tirei um monte de fotos e desci sem comer nada. Voltando ao hostel, parei numa vendinha e comprei um garrafão de água para o trekking por S/ 3,00.20180724_182321.thumb.jpg.49d3efec31b488af53deec5ffba7f656.jpg20180724_185426.thumb.jpg.a43fad60f77161e67322b5cacecee4a8.jpg

FOTOS: Se estiver viajando sozinho, não tenha vergonha, chegue em algum desconhecido e diga: “Hi, can you take me a picture?” ou “Hola, puedes sacar una foto mía?”, um dos dois vai funcionar, tenha certeza. Se essa pessoa estiver com uma câmera pendurada no pescoço, é alta a chance da sua foto ficar boa, senão, paciência. Uma coisa que eu fazia era perguntar se a pessoa queria que eu tirasse uma foto dela, aí eu tirava do jeito que eu queria e pedia para ela tirar uma igual minha.

 

O Wild Rover é famoso por seu bar tipo irlandês, toda noite rolava festa lá, tinha mesa de sinuca, pebolim, beer pong, fiquei um pouco lá, depois fui arrumar as coisas para o dia seguinte. Para o trekking, íamos deixar os mochilões no depósito do hostel, e levar só a mochila de ataque com as coisas para os 2 dias. Fui dormir cedo pois no outro dia a van nos buscaria no hostel as 4 da manhã.

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 766,00

Táxi (Rodoviária – Hostel) – S/ 2,00

Passagem Arequipa – Cusco (Cruz del Sur) – S/ 105,00

Almoço completo – S/ 16,50

Trekking 2 dias Canion del Colca – S/ 95,00 + S/ 20,00 (almoço último dia)

Água grande – S/ 3,00

Diária no Wild Rover Arequipa – S/ 28,00

 

 


 

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Dia 6 (quarta-feira, 25/07/2018) – #Partiu Ver Onde os Condores Habitam

 

Acordamos umas 3 e meia e já fomos para a recepção fazer check-out, logo chegou a van para nos levar até o Canion, a viagem seria longa, durmi o caminho todo, acordei quando chegamos a entrada do Vale del Colca, umas 6 e pouco da manhã – um frio de lascar - onde tivemos de comprar o boleto turístico (ingresso), custava S/ 40 para latinos e S/ 70 para gringos (a hora em que é vantagem ser BR).

A van nos levou para a casa de um nativo, para tomarmos café da manhã, com bastante chá de coca por sinal, os sinais da altitude logo iriam aparecer.

 

ALTITUDE: Nós brasileiros, acostumados a viver abaixo dos 1000 metros, quando vamos para lugares a mais de 2500 metros sobre o nível do mar, é comum termos dificuldade de respirar, falta de oxigenação no sangue, sonolência e tontura, esse é o tal do MAL DE ALTITUDE, ou SOROCHE, o remédio natural do nativos para isso é o chá da folha de coca (relaxa que a folha não dá barato nenhum kkk). Então quando chegar nessas cidades mais altas, já pode começar a tomar o chá. Tem remédios pra isso nas farmácias por lá, mas para mim o chá foi suficiente.

 

Depois do café, fomos até o Mirador Cruz del Condor, onde é possível ver eles voando lá embaixo no vale. Depois nos levou até o começo da trilha, de onde seguiríamos a pé, nosso grupo tinha 2 israelenses, 3 alemães, eu e David, e mais 4 espanhóis, que não se conheciam. Nosso guia nos orientou, falou sobre o caminho que íamos fazer, nos deu tempo para trocar de roupas, passar protetor solar. Paguei S/ 1 no banheiro e já comprei um bastão de caminhada feito de bambú por S/ 2,50.20180725_082345.thumb.jpg.612999d1dd160a3114c13593821722e5.jpg20180725_082438.thumb.jpg.c43fa352e62f4e0eae415c9f5d66bb75.jpg20180725_083057.thumb.jpg.3cae27469bfab25737a2979f5e4d1d3d.jpg

 

BANHEIROS: Guardem as moedinhas que receberem para pagarem para poder usar os banheiros, mesmo nos lugares públicos, normalmente custa o equivalente a R$ 1,50 ou R$ 2,00.

Começamos a descida do Canion, segundo o guia, o almoço nos esperava lá embaixo, perto do rio, iniciamos o trekking umas 9, quase 10 da manhã, já estava calor, fiz o caminho de camiseta, calça jeans e All-Star, não me arrependo, tinha muitas pedrinhas soltas na descida e sentia bem mais firmeza com o tênis baixo do que com bota, mas vai de pessoa para pessoa.20180725_102442.thumb.jpg.5da5aaf10e66eae6ac2da0fdecd7ac65.jpg20180725_102455.thumb.jpg.f3c1eb27414023e810f83de326f17b4c.jpg20180725_115643.thumb.jpg.ba8623a233b789dd359815bd99a53d30.jpg

Formamos nossa panelinha: o brasileiro e os 5 espanhóis, os conterrâneos de David eram muito simpáticos e amigáveis, fomos conversando e dando risadas o trekking todo. Chegamos no rio, atravessamos a ponte e andamos mais um pouco, até chegarmos na casa de outro nativo, onde almoçamos, e tive a experiência de comer carne de alpaca, achando que fosse bovina. Por volta das 4 da tarde continuamos o caminho, o guia parava bastante para explicar sobre a paisagem, as plantas e frutas da região, sobre as formações rochosas que formaram o Canion, e sobre os terraços presentes no caminho, onde o povo inca cultivava seu alimento. De vez em quando cruzávamos com algum vendedor no meio caminho, umas das vezes, tive que comprar uma garrafa de água por S/ 7 (no fundo do Canion eles cobram o quanto querem, por isso levem tudo da cidade).

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Cruzamos novamente o rio e chegamos no alojamento, que parecia uma pousada com vários chalés, tinha piscina e um refeitório/bar bem animado. Jantamos e jogamos cartas, até o guia falar que no outro dia tínhamos que começar a subir o canion inteiro as 3 e meia da manhã, para tomar café lá em cima, então fomos dormir bem cedo.

 

SALDO DO DIA

Boleto turístico – S/ 40,00

Banheiro – S/ 1,00

Bastão de caminhada de bambu – S/ 2,50

Água no meio do canion – S/ 7,00

 

 


 

 

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Dia 7 (quinta-feira, 26/07/2018) – A Primeira Vez... na Neve

 

Acordamos de madrugada (pra variar) e já nos arrumamos para a subida, os chalés em que ficamos eram simples, mas quentes e as camas confortáveis, 3 pessoas por chalé. Iniciamos a subida quase as 4 da manhã, cada um com sua lanterninha do celular pra iluminar o caminho, e fomos subindo, 3 horas de puro aclive, até que finalmente chegamos (para quem não consegue subir, há a opção de alugar um burrico para subir montado, uma espanhola do nosso grupo preferiu pagar para vir no burrico).IMG-20180729-WA0046.thumb.jpg.2ca91e5232971185173fbf69fea983e8.jpgIMG-20180729-WA0086.thumb.jpg.b097042ed18da2bd83f9f62c72cd58e1.jpg

Chegamos na parte de cima e fomos caminhando até chegar num vilarejo, onde tomamos café num restaurante (incluso), depois a van nos apanhou e nos levou para um lugar onde tinham banhos termais, mas tinha que pagar por fora, custava S/ 15 e ficaríamos pouco tempo lá, então preferi não entrar, fiquei andando pelas redondezas, conversando com os gringos e vendo as paisagens mesmo. Logo o grupo retornou das termas e voltamos a van.

Por volta do meio dia, fomos para o restaurante, no último vilarejo, o que havíamos pagado os S/ 20 na agência. Realmente, é um restaurante grande, turístico, e era buffet, self-service, algo que nunca tinha visto no Peru, a maioria dos restaurantes trabalha só com menu do dia ou prato feito. Tinha bastante coisa, comidas típicas, sobremesas, a vontade. Parte do grupo pagou na hora e gastou S/ 30. Após isso, pegamos a estrada para voltar para Arequipa.

No caminho, agora de dia, pude ver a paisagem, são descampados imensos, onde correm as águas do degelo das montanhas ao fundo e as lhamas, alpacas e vicunhas podem ser vistas. Tivemos uma parada para poder vê-las, e comprar lembranças numa vendinha, novamente tive que pagar para usar o banheiro (S/ 2), depois, seguimos para um ponto onde é possível ver os 4 vulcões que cercam Arequipa (El Misti, Chachani, Ampato e Sabancaya). Quando chegamos neste mirador, tive duas primeiras experiências, tive mal de altitude, era o ponto mais elevado da viagem até o momento, o soroche me pegou, sonolência, tontura, falta de ar. E vi a neve pela primeira vez na vida, o chão estava todo branco e cheio de gelo. Além disso, tinham vários montinhos de pedras empilhadas, as apachetas.IMG-20180729-WA0043.thumb.jpg.ad2902c281a8538c37ab642e9d6f71c1.jpg20180726_151424.thumb.jpg.70beb84d8bc738a3f3f0850b71a2a5ff.jpg20180726_151548.thumb.jpg.3b5d3820c91fb4aaf10ff1f10c9d45ce.jpg20180726_151647(0).thumb.jpg.0efbe8efdf4a1f3aaf0ed46e10832ad5.jpg

Depois de ver os vulcões e a neve, voltamos a Arequipa, e já passei um pequeno sufoco, pois quando a mulher da agencia me ofereceu o passeio, disse que as 5, no máximo as 6 da tarde, já estaríamos no hostel, pois meu bus para Cusco era as 10 da noite. A realidade era que já eram 5 horas e nem perto de Arequipa estávamos. Quando chegamos na cidade, tudo estava engarrafado, a van nos deixou na Plaza de Armas, David e eu nos despedimos dos outros 4 espanhóis, nossa panelinha, e seguimos correndo para o hostel, chegamos lá já eram quase 9 da noite, tempo para banho, jantar? Nada, só pegamos nossas malas, enquanto David conseguia um táxi, fui trocar de roupa, e partimos para a rodoviária. O táxi nos deixou na frente do portão da rodoviária (S/ 3), já fomos para a fila de embarque, antes tivemos que pagar S/ 3 de taxa de embarque da rodoviária. A Cruz del Sur recolhe as bagagens antes e pesa (não sei porquê) igual as companhias aéreas, as mochilas de mão são revistadas também, os comissários passam tirando fotos de quem está em cada lugar, tudo bem rigoroso, mas o ônibus partiu na hora marcada. Logo já entregaram cobertores, travesseiros, jantar e fones de ouvido para poder usar as TVs individuais. A viagem não era tão longa, só 510 km, chegaríamos ao amanhecer em Cusco.

 

SALDO DO DIA

Banheiro – S/ 2,00

Táxi (Hostel – Rodoviária) – S/ 3,00

Taxa de Embarque Arequipa – S/ 3,00

 

 


 

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Dia 8 (sexta-feira, 27/07/2018) – E Finalmente Chego ao Umbigo do Mundo

 

Cusco, que na língua dos incas, significa “umbigo do mundo”, foi a capital do Império Inca, por isso o nome. Chegamos na garagem da Cruz del Sur, por volta das 8 da manhã, onde pegamos nossas bagagens. Já me informei em quanto custaria um táxi de lá até o aeroporto, pois meu transfer para o acampamento escoteiro, que era no Vale Sagrado sairia de lá. David tinha me dito que iria para a casa de um conhecido, onde ficaria alguns dias e já estaria na Espanha quando eu saísse do acampamento, então nos despedimos e rumamos nossos caminhos. Estava sozinho novamente.

Peguei um táxi até o aeroporto, que me custou S/ 8. Lá encontrei uma multidão de escoteiros do mundo todo, me juntei a eles e esperei o transfer partir, o que não levou muito tempo. Já saímos de Cusco e fomos rumo ao Vale Sagrado dos Incas, nem tive tempo de ver nada em Cusco. O acampamento era em Lamay, uma das cidadezinhas do Vale Sagrado, numa fazenda, ou melhor, na Hacienda Paucartika, que pelo que eu descobri depois, é tipo uma pousada, estilo hotel fazenda.

Cheguei ao lugar do acampamento, a fazenda ficava no meio do Vale, entre as montanhas. A estrada passava do lado, margeando o Rio Urubamba, o mesmo rio que passa ao lado de Machu Picchu, o rio sagrado dos Incas.

 

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SALDO DO DIA

Táxi (Garagem – Aeroporto) – S/ 8,00

 

 

 

 

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Dia 9 (sábado, 28/07/2018) – Dia 16 (sábado, 04/08/2018) – Alguns Dias Acampando

 

Como a intenção desse relato é explicar sobre a viagem, não vou me estender muito sobre como foi o acampamento, apenas mostras algumas das atividades feitas ao longo dele e fazer (tentar pelo menos) um resumão.

Primeiramente, o acampamento, III Moot Escoteiro Interamericano, foi um evento que contou com a participação de mais de 3000 escoteiros de toda América, além de outros países, como Austrália, Arábia Saudita, Taiwan, Alemanha, Finlândia e Irlanda. Entrei no campo na sexta-feira, dia 27 e saí no domingo, dia 05, mas o acampamento de fato foi do sábado (28) até o sábado seguinte (04). Toda a alimentação, passeios e atividades estavam inclusas na taxa de inscrição de R$ 1409, então só gastei com alguma lembrancinha, ou bugigangas que encontrava, mas nada essencial. Os participantes são divididos em equipes internacionais, na minha equipe havia uma dominicana, uma argentina, uma uruguaia, uma belga, uma mexicana, um peruano, um chileno, eu e mais dois brasileiros.

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Dia 9 - Sábado (28/07) - No primeiro dia desses acampamentos, sempre rolam feirinhas internacionais, cada país traz suas comidas, bebidas e músicas típicas para mostrar para a galera toda. Nós brasileiros, obviamente, levamos paçoca, brigadeiro, tapioca, pão-de-queijo, bala de banana, rapadura, que a gringaiada sempre gosta. Nesse dia meu chip internacional começou a funcionar.

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Dia 10 - Domingo (29/07) - Neste dia, pegamos ônibus e fomos turistar pelo Vale Sagrado, saímos cedinho do acampamento, antes ganhamos o Boleto Turístico de Cusco (vou falar mais a frente sobre esse Boleto, explicar certinho como ele funciona, relaxem). Fomos primeiro para Pisaq, subimos toda a colina, até chegar na parte mais alta do sítio arqueológico, depois fomos ao Museu Inkariy, que fica em Urubamba, ele é incrível, super completo, pois contempla tanto o povo inca, como os pré-incas, e custa só S/ 35 (não paguei pois já estava incluso no preço do acampamento). Depois fomos até Ollantaytambo, onde também tem o sítio arqueológico bem bonito, fora que a cidadezinha também é muito charmosa, deu vontade de ficar uns 2 dias só nela, subimos toda a montanha, até chegar no Templo do Sol (lá em cima). E por fim, fomos até Chinchero, onde tem uma associação de artesãs que mostram todo o processo de tecelagem e tingimento andino, ensinam como diferenciar a lã de alpaca da lã sintética para ninguém tentar te passar a perna (mas tudo que elas vendem lá é mais caro), lá também tem o sítio arqueológico (pequeno) e a Igreja (muito antiga e bonita), comprei uma touca e um cobertor com as Linhas de Nazca por S/ 40, bem pechinchado, primeiro a vendedora me ofereceu por S/ 80, disse que pagava S/ 30, e no fim saiu por S/ 40. Chegamos de noite no acampamento, o passeio é bem puxado e demorado.

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Dia 11 - Segunda-feira (30/07) - Ficamos no campo mesmo, rolaram várias oficinas, de tecelagem andina, quéchua básico, danças peruanas, cosmovisão andina, entre outras.

Dia 12 - Terça-feira (31/07) - Neste dia fomos fazer trabalho voluntário (um dos pilares das atividades escoteiras), nos dividimos em grupos e cada grupo foi a uma pequena comunidade andina, adotou uma família e fez algum serviço que ela estivesse precisando. Meu grupo (2 mexicanos, 1 argentina, 1 boliviana, 1 peruano e eu BR) marretou e nivelou o “chão” da cozinha de uma família (o chão era de terra e umas pedras-bola) para que depois eles pudessem jogar concreto, depois buscamos pedras maiores para que a família pudesse fazer uma casinha para o cuys que são um tipo de porquinho-da-Índia, muito comum na região, e muitas famílias criam para vender para os restaurantes (SIM!!! CUY ASSADO É UM PRATO TÍPICO, o que mais tem no Vale Sagrado são as “cuyerías”, restaurantes especializados, onde você escolhe o cuy vivo, eles matam e preparam para você, não tive coragem de experimentar, mas dizem que é bom). Mais tarde os grupos se reuniram e fizeram alguns brinquedos para a pracinha da vila.

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Dia 13 - Quarta-feira (01/08) - Neste dia fizemos um trekking, uma caminhada pelas montanhas próximas a Ollantaytambo, de aproximadamente 5 horas.

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Dia 14 - Quinta-feira (02/08) - Acordamos cedo e fomos para as atividades mais radicais, na parte da manhã, fizemos a via ferrata no Skylodge Adventures Suites (aquele hotel que são umas cápsulas penduradas no paredão, a centenas de metros de altura, é bem famosinho, dá um google que você acha fácil), subimos todo o paredão, usando ganchos chumbados na pedra, fizemos rapel em alguns trechos, amarrados por cabos de aço, por segurança. Já na parte da tarde, pegamos botes e fizemos rafting nas corredeiras no Rio Urubamba (me banhei nas águas do rio sagrado dos incas kkk).

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Dia 15 - Sexta-feira (03/08) - Voltamos para os vilarejos e fizemos mais serviços voluntários para a comunidade.

Dia 16 - Sábado (04/08) - O último dia foi bem relax, mais para interagir com a galera de fora, despedir dos amigos e arrumar as coisas.   

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SALDO DO ACAMPAMENTO

Cobertor e touca em Chinchero – S/ 40,00

Água – S/ 5,00

Sorvete – S/ 5,00

 

 

 

 

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           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por brunasscarvalho
      Mochilão de Mel
      Sou mochileira há alguns anos, já fiz algumas viagens sozinha que foram muito legais e me proporcionaram um aprendizado enorme. Desde que aprendi que posso ser minha própria agência de viagens e elaborar um roteiro totalmente personalizado ganhei muita liberdade no meu modo de viajar.
      Enfim... quando chegou a minha hora de juntar as escovas de dentes, não tive dúvidas: queria um mochilão na lua de mel. De fato as pessoas acharam a ideia um tanto bizarra, como assim vocês não vão fazer uma viagem tranquila e romântica na lua de mel? Mas sonho é sonho e meu marido concordou plenamente em executarmos isso.
      Então não estou aqui nem para dar minúcias de roteiro já que o nosso roteiro é bem popular e com um pouco de pesquisa é possível encontrar várias informações.
      Vim aqui conversar sobre a ideia do mochilão de mel e dar um estímulo às pessoas que sentem vontade de fazer algo do tipo: só vai!
       
      Eu nunca sonhei com um casamento tradicional. Nunca gostei de festa, sempre achei extremamente cansativo e o custo é exorbitante. Mas sonho é sonho, então recomendo que quem sonha com uma big festa que invista nisso. E não recomendo nossa ideia para quem tá atrás de muito conforto. O negócio aqui é economia.
      Meu pai quase pulou pra trás quando o comuniquei da decisão de não fazer uma festa... Mas o convenci de que endividá-lo e nos endividar com isso seria uma péssima ideia.
      Como eu queria a cerimônia religiosa, investimos nisso e contratamos todos os serviços só para a igreja (fotos, cerimonial, música...). Depois a ideia era entregar uma lembrancinha e se despedir de todo mundo ali. Maaaasss algumas pessoas acabaram sugerindo uma confraternização em uma pizzaria onde cada um pagaria o seu. Consegui um desconto e coloquei um papel a parte no convite onde dizia que quem quisesse e pudesse poderia ir até lá. A adesão foi bem maior do que a gente imaginava. Fora isso, as coisas foram acontecendo. Ganhei bolo, ganhei docinhos, ganhei mesa decorada na pizzaria. Estava disposta a não decorar a igreja, mas uma pessoa foi lá e decorou. Estava disposta em ir ao mercado e comprar algumas flores para fazer um buquê simples, ganhei dois buquês. Como já tinha uma casa montada, ganhamos muitos presentes em dinheiro (eu nem imaginava que ia ganhar tantos presentes!).
       
      Como o euro estava nas alturas, resolvemos fazer um roteiro mais modesto e ficar pela América do Sul mesmo. Eu já conhecia a maioria dos lugares onde fomos, mas meu marido não. Então seria uma boa oportunidade para revisitar alguns lugares. Nosso casamento foi em fevereiro/2019.
      Comecei o planejamento e decidimos. Que tal atravessarmos do Atlântico ao Pacífico?
      Compramos uma passagem multidestinos, com chegada em Montevidéu e retorno por Santiago. Pagamos cerca de R$800,00 cada (saindo de Guarulhos), sem despacho de bagagem (fomos de mochila mesmo e levamos as roupas sujas para a lavanderia algumas vezes). Fiquei com a missão de planejar 23 dias de viagem com o compromisso de estar no aeroporto de Santiago no fim de tudo isso, gastando o mínimo possível.
      Nosso roteiro:
      Montevideo – Punta del Este – Colônia do Sacramento – Buenos Aires – Mendoza – Santiago – Puerto Varas (Ficamos muito na dúvida entre Puerto Varas e Pucon) – Viña del Mar – Santiago
      Nosso combinado:
      Reservar quartos privativos. Em alguns lugares precisamos usar banheiros compartilhados por motivo de verba mesmo kkkk mas não comprometeu a viagem.

       
    • Por Sergio-Mota
      Faaaaaaaaala, [email protected]! Mais uma trip na veia! Dessa vez, uma viagem de 15 dias na companhia de minha querida esposa, em JUNHO de 2019, ao "Umbigo do Mundo", a região de Cusco, no Peru.
      Segue o relato:
      14/06 - Chegada à Cusco
      Desembarcamos às 11h em Cusco e nos guichês turísticos já tinham disponíveis folhas de coca. Fazia 16°, de boa. Táxi saiu por 10 soles até o centro histórico(negocie que eles baixam o preço). Comemos em um restaurante chamado Mamajama, comida muito boa, mas cara. Precisávamos comer bem, mas tinha que ser uma comida leve para evitar o sorote, então fomos de sopas de quinua regionais. Foram 2 sopas e 2 capuccinos, total de 66 soles.
      Umas 13h, fizemos o check-in na Mallku Guest House, onde Odwaldo nos recebeu muito bem e nos acomodou no quarto. Foi um quarto duplo, com duas camas de solteiro, pois não havia nesta data cama de casal disponível. Vi muito relato reclamando de água fria ou pouca nos hostals em Cusco. Lá a água era quente e maravilhosa. Foi uma benção depois de uma loooonga viagem. As camas super confortáveis, com edredons bem potentes. Também tinha TV, armário e chá de coca. Recomendo demais, principalmente para casais que não querem dividir quarto em hostel. A diária saiu por 28 dólares com café da manhã. Claro, tinha opções um pouco mais em conta. Mas essa época do ano, a segunda quinzena de junho, é a mais cara. Descansamos muuuuito… Sorote começou a bater. Uma dorzinha de cabeça chata em mim, uma enxaqueca na minha esposa. Quem tiver enxaqueca, leve seu remédio! Tinha uma farmácia bem do lado do hostel e ajudou muito essa localização da nossa hospedagem, perto de tudo, pontos de ônibus, centro histórico, mercadinhos, padaria.
      Sobre o SOROTE ou MAL DA ALTITUDE: devido à altitude elevada, a quantidade de oxigênio disponível no ar é menor. Isso ocasiona reações no corpo: dor de cabeça, falta de ar, cansaço, peso nas pernas, enjoos ou vômito. Varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que não sente nada. Mas é comum sentir algo. Por isso, nos primeiros dias, é importante não fazer esforço físico extremo, nem fumar ou consumir álcool ou comida pesada. Também é importante ter algumas medicinas para diminuir o efeito do sorote: folha de coca (sempre), água florida (para inalar) e pílula para dor de cabeça/enjoo. Depois de alguns dias o corpo se acostuma.
      15/06 - Rolê pela cidade
      No dia seguinte fomos trocar os dólares e comprar o boleto turístico na CONSETUR, por 130 soles cada. Passeamos pela Avenida El Sol, a principal do centro turístico, vimos o ensaio do Festival Inti Raymi, no jardim de Qorikancha, que aconteceria no dia 24/06. Aproveitamos e conhecemos o primeiro ponto do boleto, o Museu de Qorikancha. Depois fomos conhecer a Plaza de Armas, onde se concentram os principais pontos turísticos. Ali perto almoçamos, dessa vez achamos um "combo turistico" que valeu a pena, 28soles com entrada, prato principal, bebida e sobremesa.Vimos o Festival de Artes de Rua, compramos alguns lanches e regressamos ao hostel. A noite fomos a Plaza de Armas, onde havia um festival de música. Muita gente, música, frio, fogos de artifícios, foi muito massa!
      16/06 - City tour
      Pela manhã, fomos à Plaza de armas, onde estava tendo um Desfile de Alegorias. A tarde saímos para o City Tour. Primeiro ponto: Qorikancha, que fica quase do lado do hostel. Encontramos nosso grupo e conhecemos a história inca naquele templo sagrado. É impressionante! Contudo, a visita foi bem rápida na nossa opinião, dava pra explorar muito mais, mas o tour ainda havia outros 4 lugares naquela tarde. Seguimos para a van e fomos a Sacsayhuaman. Um local muuuuito foda! Um dos mais incríveis! De lá se tem a vista de Cusco. Novamente, também não foi tempo suficiente para explorar tudo. Seguimos a Quenko, local de mumificação inca. É bem pequeno e logo seguimos a Puka Pukara, onde se tem uma vista sensacional, e muito frio. Por último fomos para Tambomachay, local de purificação dos sacerdotes incas com água. Muuuuito frio. Retornamos a Cusco por volta de 18:30. Sorote bateu pesado na minha esposa. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada de 15 soles de Qorikancha). Não curtimos esse city tour por ser muito rápido e não ter a liberdade de ficar mais onde achamos mais interessante. Esse passeio era para durar o dia todo, mas todas as agências iniciam pela tarde. Então a dica é ir sem agência. Todos os locais tem guia na entrada, que é opcional. E sinceramente, se fôssemos de novo, apesar de todos os locais serem interessantes, iríamos apenas para dois: de manhã a pé para Qorikancha, e de tarde de bus (2 soles) para Sacsayhuaman e ainda iríamos ao monumento Cristo Blanco que fica no complexo de Sacsayhuaman.
      17/06 - Valle Sagrado
      Saímos por volta de 9h na van em direção ao primeiro ponto: Pisac. Antes de chegar ao sítio arqueológico, paramos numas tendas que vendem artesanatos e roupas. Depois seguimos ao sítio. Simplesmente incrível aquele lugar encravado nas montanhas peruanas. Aqui tivemos tempo livre para explorar o local após as explicações do guia. Muitas escadarias. Depois seguimos para uma fábrica de prata, onde produzem a prata pura 950 e pedras semi preciosas da região. A grama da prata aqui custa cerca de 17 soles. Depois seguimos para o almoço em Urubamba. Buffet completo muito bom! Seguimos ao sitio arqueológico de Ollantaytambo. Que lugar sensional!!!! De lá seguimos para Chinchero, mas antes paramos num centro de tecelagem onde é demonstrado como é feito o tingimento da lã com plantas naturais e os significados dos desenhos! Finalmente, a noite, chegamos no sítio de Chinchero. Não deu pra ver muita coisa, estava um pouco escuro e frio. Ficamos uns 20 minutos e regressamos a Cusco às 19h. O passeio custou 50 soles cada pessoa. Esse passeio indicamos fazer com agência. Contudo, uma dica: o passeio original do Valle Sagrado vai primeiro pra Pisac, depois Ollantaytambo e depois Chinchero (esse a maioria das vezes se chega à noite). Então, se você for conhecer Moray e as Salineras de Maras, é melhor incluir Chincero nesse passeio, ao invés do Valle Sagrado, pois fica na mesma estrada. Com isso você conseguirá conhecer Chincero de dia, e no passeio do Valle Sagrado terá mais tempo pra conhecer as maravilhas do sítio de Ollantaytambo, pernoitando lá para ir para Machu Picchu no outro dia (de trem direto para águas calientes ou van para a hidrelétrica). Já é meio caminho andado. Muita gente faz isso.
      18/06 - Moray e Salineras de Maras
      Saímos na van às 09h e pegamos a mesma estrada do Valle Sagrado. Paramos na mesma tenda onde se demonstra o tingimento de lã. Nós já tínhamos decorado até as brincadeiras que elas falavam. De lá partimos a Moray, sítio arqueológico inca de experimentação agrícola para evolução de sementes. Muito bonito e interessante! E muito sol! Fazia era calor por isso vá com roupas bem leves por baixo dos casacos! Depois fomos as Salineras de Maras, custa 10 soles, pois não está incluído no boleto. Muito sol e sal. Bem massa! Mas a estrada foi sinistra! Quem enjoar fácil, tome Dramin. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada das Salineras). Descemos no meio do caminho, em Chinchero, para visitar o sítio de dia, mas com aquele sol na cabeça e muito cansaço, decidimos partir logo para Ollantaytambo. Poderíamos pegar um bus ou van (cerca de 15 soles pros dois), mas decidimos pegar um táxi, que saiu 30 soles. Chegamos umas 16h em Ollantaytambo e fomos ao Inti Wassi Hostal. Fica bem perto da praça e do mercado. É barato, café simples, cama mais ou menos, chuveiro quente não funcionou uma das noites. Saiu 42 soles a diária.
      Ollantaytambo é uma cidadezinha muito charmosa, bem pequenina, praticamente uma praça e várias ruazinhas. Adoramos o ar da cidade. Tudo é perto, inclusive o sítio arqueológico. Lá é mais baixo e um pouco menos frio que Cusco, mas venta mais. Acertamos em ficar duas noites lá!
      19/06 - Ollantaytambo
      Amanhecemos nesse lugar abençoado e fomos para as ruínas de Pinkuylluna, que fica de frente ao sítio arqueológico. Muuuuito massa! Que visão se tem de lá! Dá pra ver todo o sítio arqueológico de Ollantaytambo, com uma montanha nevada ao fundo. Perfeito pra fotos e meditação. É grátis e é uma subida de 20 a 30 minutos em escadarias. Devagarinho se chega lá. Vale muito a pena. Descemos e almoçamos no restaurante Ausangate, delícia, recomendo. A ideia era de tarde ir a cascata Peronyalc, mas era preciso pegar um transporte até Pacha, depois outro até o povoado de Somaq, depois subir uma montanha. Estávamos cansados e desistimos. Então criamos nosso roteiro: na entrada da cidade tem um caminho que leva à uma ponte inca. Não está no roteiro turístico. Fomos até essa ponte sobre o Rio Urubamba e tiramos várias fotos lá e seguimos caminhando pela rua paralela ao Rio Urubamba e aos trilhos do trem. Que visual!!!!!! Muitos pássaros e montanhas, e poeira, hehehe. Seguimos andando até chegarmos na estação de trem de Ollantaytambo. Sentamos numa mureta em frente e aguardamos o pôr do sol. Não preciso nem comentar né. Depois saímos pela estação e fomos perambular pelas ruas da cidade. Pessoal, Ollantaytambo é muito hermosa. A maioria das pessoas só conhece o sítio arqueológico, no passeio do Vale Sagrado, e vai embora. Mas vale muuuuuito a pena ficar um outro dia inteiro nessa cidade. E é mais barato que Cusco e Águas Calientes.
      20/06 - Ida para Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo)
      No outro dia, partimos às 09:30 para a Águas Calientes. Para isso, tomamos a van que vem de Cusco, passa em Ollantaytambo e segue para a Hidrelétrica. Custou 35 soles cada. São 4h30 de muita estrada sinuosa. Bom, era isso ou o trem caríssimo. Recomendável se prevenir do enjôo com remédio e folha de coca. Vistas deslumbrantes e vertiginosas. Chegamos na hidrelétrica por volta de 14h e seguimos caminho a pé pelo trilho. O caminho é praticamente plano, quase todo dentro da floresta seguindo o trilho. O dia estava nublado e muito gostoso para caminhar, mas depois de 1h andando começou a cair uma garoa fina. Capa de chuva! Na trilha é possível tirar muitas fotos, da pra descer no rio, e tem algumas barracas de comida. Tem até camping. Depois de muita caminhada (12km), chegamos na entrada de Águas Calientes (também chamada de Machu Picchu Pueblo). Andamos mais um pouco até o Hostel Killa Sumaq (U$25/dia). Chegamos beeeeeem cansados, sonhando com um chuveiro quente. Essa caminhada vale a pena pela aventura, fotos e economia, vá o mais leve possível com uma mochilinha pequena com o básico, roupas leves pois lá é ameno não necessita de casaco pesado nem muitas camadas de roupa. O hostel é perto da estação de trem, é bem simples, quartos novos, cama confortável, limpo, chuveiro quente, café da manhã simples. Único problema era o barulho dos hóspedes de outros quartos, da cozinha e da escada. Uma dica: quando chegar em Águas Calientes, compre logo seu ticket do bus (caso vc não queira chegar a Machu Picchu subindo por 2h escadarias até lá). O bus é beeeem caro (U$12/trecho), o ônibus mais caro do mundo. Mas pra gente valeu a pena, pois iríamos subir a Montanha Machu Picchu também. Para comprar os tickets do bus, é preciso apresentar passaporte ou RG.
      Sobre Águas Calientes: nos relatos que lemos, só havia observações de que é numa cidade apenas para dormir e ir embora, pois não tem o que fazer e tudo é mais caro. Pois nós achamos a cidadezinha muito massa!!! TUDO na cidade é detalhadamente decorada com simbologias incas: estátuas, bancos de praça, placas, pontes. Tem muita coisa legal pra ver. Vale a pena um rolê de pelo menos um turno, antes de pegar o trem.
      Como chegar em Águas Callientes - existem 4 maneiras: caminhando alguns dias pela Trilha Salkantay; caminhando alguns dias pela Trilha Inca; pegando um trem em Poroy ou Ollantaytambo; pegando a van até a hidrelétrica em Santa Teresa e caminhar 12km.
      21/06 - Machu Picchu
      Chegou o grande dia: Machu Picchu! 21 de junho, Solstício, o ano novo andino. Um dia muito especial na nossa vida. O dia começou bem cedo. Às 4:30 acordamos e já fomos para a parada do bus para subir a Machu Picchu. E já tinha bastante gente. Estava frio. Mas depois que o sol aparece, esquenta. O hostel prepara no dia anterior uma sacolinha com lanches para você comer no caminho. O trajeto demorou uns 25 min até a entrada. Lá tem vários guias que você pode contratar (20 soles/pessoa) mas pode entrar sem guia. Abre as 6am e você entra de acordo com o seu ingresso (compre com no mínimo 3 meses de antecedência no site do governo!). Entramos e já nos encantamos com o local. Tiramos algumas fotos e já seguimos o trajeto para a Montanha Machu Picchu, a imponente montanha que batiza o local. Abre às 7am. É uma subida de muuuuuuuitos degraus, haja fôlego! São mais ou menos 2h de subida até os 3.061m de altitude. Se você pensa em subir a montanha, se prepare antes da viagem. Exige bom preparo físico. E muito joelho! Mas chegar lá em cima compensa todo o esforço. Não tem como descrever a vista de todo o sitio em 360°. Pode ficar lá em cima até às 12h. Descemos devagarinho, por 1h, e chegamos bem cansados lá embaixo. Agora era a hora de visitar a cidade de Machu Picchu. Saímos do parque (para comprar água e ir no banheiro, pois não tem lá dentro) e entramos novamente. Quem tem os tickets das montanhas pode sair e entrar novamente no parque uma vez. Entramos e pegamos um guia e seguimos pelas ruínas. Que história massa! Vale a pena o guia! O passeio guiado acabou umas 15:30, e aí se pode ficar de boa no parque até às 17h. Sobre os horários: quem vai pras montanhas (ou Montanha Machu Picchu ou Montanha Waynna Picchu) pode entrar bem cedo e sair às 17h. Quem tem boleto só para conhecer a cidade, ou fica pela manhã ou pela tarde. Não pode ficar o dia todo. Porém, nós não vimos nenhum controle sobre isso. Pegamos o bus de volta às 16h, comemos umas besteiras e dormimos (capotamos) até o outro dia.
      22/06 - Retorno à Cusco.
      Às 10h da matina seguimos para a estação de trem que fica bem próxima ao hostel. Compramos as passagens 2 dias antes no site da IncaRail, numa "promoção" do vagão 360°, até a estação de Ollantaytambo. Saiu por U$68 cada. É beeeem caro! A nossa ideia era voltar de novo pela hidrelétrica e pegar a van de 6h de viagem até Cusco, mas estávamos bem cansados e ainda tínhamos 1 semana pela frente. Digo: valeu muito a pena! Não só pela comodidade e rapidez, mas pela experiência. O caminho do trem vai seguindo o rio Urubamba, um cenário de filme. Ainda mais nesse vagão 360°, que tem vista sensacional. Chegando em Ollantaytambo, já pegamos uma van (10 soles) até Cusco, pouco menos de 2h de viagem. Almoçamos assistindo ao jogo do Brasil x Peru (5x0!) pela Copa América. Curtimos um pouco mais do movimento da cidade. Nossa! São muitos desfiles e manifestações culturais. Cusco não pára em junho! A noite fomos ao bairro San Blas, conhecido por sua igreja e pela boemia noturna. Conhecemos um bar chamado ECO180, que tem uma vista de 180° de cima da cidade de Cusco, com música ao vivo e cerva gelada! Recomendamos demais!
      23/06 - Dia de compras
      Fomos ao Mercado Artesanal de Cusco, que fica no final da Av. El Sol. Lá é um dos locais mais baratos para comprar artesanatos, presentes, etc. Almoçamos por lá e deixamos as coisas no hostel e fomos a uma loja com peças de designers locais (Isa Luna). Fim de tarde voltamos para o hostel.
      24/06 - Inti Raymi
      Festival do Sol. O dia mais esperado do ano em Cusco. Muuuuuuuuuuuita gente na cidade! O festival começa às 09h no jardim de Qorikancha. Depois as pessoas todas seguem para a Plaza de Armas, e às 10:30 começa lá. Depois todos seguem para Sacsayauman, iniciando às 13h. Lá é o único local que tem que pagar ingressos (caríssimos), mas dá pra ver de grátis de cima do sítio. Nós não fomos. Em Qorikancha e na Plaza de Armas foi bem difícil de ver as encenações, pois havia muita gente. Os nativos alugam banquinhos (5 soles) para vc subir para (tentar) ver melhor. Estava muuuuuito lotado! Ficamos um pouco decepcionados com a falta de estrutura para acomodar a multidão. Mas se você for cedo para um dos dois locais e guardar um lugar legal, dá pra ver de boa, leve água, chapéu, protetor solar. Almoçamos e fomos visitar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte Regional (inclusos no boleto). Voltamos, pedimos uma pizza e descansamos para o outro dia: Montanha Colorida (Rainbow Montain).
      25/06 - Montanha Colorida (Montana 7 Colores ou Rainbow Mountain)
      Às 04:45 a van passou no hostel. Nesse dia minha esposa não foi porque ficou bem gripada, e sabíamos que a Montanha era o lugar mais punk de todos. Assim, ela decidiu ficar para não perder os outros dias. A van pegou os outros passageiros e partimos em direção a um vilarejo para tomar café da manhã (incluso no pacote). Demorou 1h30 até lá. Então sugiro comer algo antes de pegar a estrada para não ir em jejum. Após o café, seguimos por mais 1h até o ponto de subida. Essa parte da estrada é de terra e bem sinuosa, estilo a estrada da hidrelétrica. Por volta de 9h chegamos no local para subida, a uma altitude de 4.200m. O guia fornece bastão para ajudar na subida e tem folhas de coca, água florida e oxigênio (para casos graves). A subida começa quase plana, mas já dá pra sentir um peso no corpo e o cansaço. Na metade do caminho começam as subidas íngremes. Essa parte é bem cansativa, começa a bater o sorote (é normal). Uma leve dor de cabeça, cansaço, pernas pesadas. A cada 10 passos uma parada. Tem que ir devagar, no seu ritmo. Muita gente fica pelo caminho, outros utilizam os cavalos para subir e/ou descer. Custa 50 soles o trecho ou 80 soles subir e descer até certo ponto. O cavalo não sobe até lá em cima. Na subida tem banheiros (1 soles), gente vendendo lanches/água. Depois de 1h subindo, cheguei no ponto onde a maioria das pessoas que conseguem subir ficam e tiram as famosas fotos. Ali são 5.000m!!! Um sentimento de superação! Mas dá pra subir mais! Quem quiser chega aos 5.036m! Parece pouca a diferença, mas nessas condições 1cm é muito, acredite. Ao chegar lá em cima a recompensa é a visão de 360° do Valle Rojo. Muitas montanhas coloridas, montanhas nevadas, águias, riachos, que visual!!! E que frio!!!! No topo venta muito, sensação de zero grau! Então vá preparado pro frio extremo: segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas, cachecol, óculos. Esse é o passeio mais frio de todos. Fiquei cerca de meia hora lá em cima. Depois começamos a descer, que é muito mais fácil. Por volta de 13h partimos pro mesmo lugar do café da manhã para comermos um farto almoço (incluído no pacote). Após um breve descanso, regressamos à Cusco. Nesse retorno, a van deu problema no motor e tivemos que pegar um transporte de linha urbana, que parava em toda parada e estava lotado. Foi foda! Já estava bem cansado. Pelo menos a parada final da Topic era perto do meu hostel. Cheguei já de noite, beeeem cansado. O passeio completo custou 80 soles (transporte, guia, entrada, café da manhã e almoço).
      26/06 - Rolê pela cidade
      Pela manhã fomos ao museu que ainda restava do boleto: Museu de Arte Contemporânea. Almoçamos muito bem no restaurante Chia (recomendo aos veganos!). Depois conhecemos a Catedral por dentro, pois havia uma missa acontecendo, a visita na catedral tem tours guiados pagos, mas quando está havendo missa pode entrar gratuitamente. Demos mais um rolê pela cidade, entramos em algumas lojinhas e retornamos ao hostel. Foi um dia light. Amanhã teria outro passeio puxado: Laguna Humantay.
      27/06 - Laguna Humantay
      A van passou às 4:30 e seguimos para buscar os outros passageiros. 5h pegamos a estrada em um longo caminho até chegar em Mollepata, onde tomamos café da manhã às 8h. Fica a dica para comer algo antes ou levar pra comer no carro. As 08:30 saímos em direção a Soraypampa, início da caminhada. Lá tem vários acampamentos onde o pessoal que faz a trilha Salkantay fica. Iniciamos a subida por volta de 9h, a uma altitude de 3.900 metros. Começa plana e vai ficando íngreme, parecida com a da Montanha Colorida. Mas como a altitude é um pouco mais baixa, não é tão cansativo e nem frio quanto. Mas é puxado. Sobe e pára, sobe e pára. 1h de subida e a montanha Humantay vai se mostrando. A recompensa vem com a vista mais linda de toda a viagem: a Laguna Humantay. Que cenário de filme aquele. Valeu todo o esforço chegar aos 4.300m! Ficamos até 13h e voltamos pro mesmo ponto para almoçar. Às 14h partimos de regresso a Cusco. O passeio custou 95 soles por pessoa (incluído café da manhã, almoço, guia, transporte e entrada).
      28/06 - Adios Cusco
      Nosso vôo era às 18h, então aproveitamos a última manhã para ir no Mercado San Pedro. Típico mercado popular, onde os nativos frequentam, tem muita opção de comida, artesanato, roupas, etc, aquela confusão massa, hehehe. Vale muito a pena comprar por lá e ver os costumes do povo local. Voltamos ao centro histórico e almoçamos no restaurante Avocado (especialista em Abacate, delícia!) e voltamos ao hostel, depois aeroporto.
       
      Bom, de acordo com nossa experiência nessa viagem, esse seria um roteiro que faríamos para otimizar tempo/dinheiro/esforço físico:
      Sugestão de roteiro de 14 dias: (PRINCIPALMENTE NA SEGUNDA QUINZENA DE JUNHO)
      Dia 1 - Aclimatação
      Dia 2 - Comprar boleto turístico, trocar dólares, rolê pela cidade (museus, praças, igrejas, lojas, mercado).
      Dia 3 - Qorikancha e Sacsayauman
      Dia 4 - Moray, Salineras de Maras e Chinchero
      Dia 5 - Valle Sagrado: Pisac e Ollantaytambo (pernoita lá)
      Dia 6 - Ollantaytambo
      Dia 7 - Ida de Ollantaytambo para Águas calientes de van pela Hidrelétrica
      Dia 8 - Machu Picchu
      Dia 9 - Águas Calientes e retorno de tarde de trem a Ollantaytambo ou Poroy, depois ida a Cusco.
      Dia 10 - Inti Raymi
      Dia 11 - Laguna Humantay
      Dia 12 - Rolê (museus, praças, igrejas, lojas, mercado etc)
      Dia 13 - Montanha Colorida
      Dia 14 – Rolê/Adios Cusco
      Frio/Altitude:
       
      Cusco > Ollantaytambo > Águas Calientes
      Nível de dificuldade:
      Montanha colorida > Montanha Machu Picchu > Laguna Humantay > Outros
      Locais inclusos no Boleto Turístico:
      Sacsayhuaman
      Q’enqo
      Puca Pucara
      Tambomachay
      Museu de Arte Contemporânea
      Museu Histórico Regional
      Museu de Arte Popular
      Museu de site Qoricancha
      Centro Qosqo de Arte Nativo
      Monumento ao Inca Pachacuteq
      Pikillaqta
      Tipon
      Pisac
      Ollantaytambo
      Chinchero
      Moray
      O que levar para os passeios:
      Roupa de frio, roupa de caminhar, bota ou tênis, chapéu ou boné, filtro solar, batom de cacau, óculos escuros, folha de coca, capa de chuva, mochila pequena com lanche e água.
      Sugestão de restaurantes (o TripAdvisor não falha!):
      Cusco: Yaku, Avocado, Chia.
      Ollantaytambo: Ausengate
      Dica para economizar comendo fora: muitos restaurantes têm o "menu do dia" ou o combo (entrada + prato principal + bebida + sobremesa), por volta de 25 soles.
      Onde comprar mais barato: Mercado San Pedro e Mercado Artesanal de Cusco.
      Site oficial Machu Picchu: https://www.machupicchu.gob.pe/
      Sites das companhias de trem:
      https://incarail.com/
      https://www.perurail.com
      Aplicativo Fiestas de Cusco 2019: Disponível na Playstore e App Store
       
      Bom galera, essa foi nossa maravilhosa viagem à região de Cusco, no Peru. Foi uma trip banhada pela cultura peruana (pré-inca, inca e pós-inca) com muita história, arqueologia, arquitetura, dança, arte, misticismo, gastronomia e natureza. Depois enviaremos fotos e mapas!
      Hasta Luego!
      Sergio e Sabrina.
       


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