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Dia 1 (sexta-feira, 20/07/2018) – Londrina – Guarulhos – “Foz” – Lima

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Tinha arrumado todas as coisas na véspera, aí só acordei e parti para o aeroporto que fica na cidade vizinha, meu voo era Londrina (LDB) – Guarulhos (GRU) as 10:40 da manhã. Pelas passagens que eu tinha comprado, passaria por Foz do Iguaçu e chegaria em Lima as 10 da noite. Doce ilusão... Cheguei no aeroporto de Londrina, despachei a bagagem e embarquei.

 

DICA DO CORAÇÃO: Quando forem despachar suas bagagens, peça no balcão da companhia aérea para colocarem a etiqueta de frágil, fala que tem alguma coisa que quebra dentro, tipo, garrafa de vidro, caneca, imagem de santo. Parece que com essa etiqueta sua bagagem entra por último e sai primeiro da aeronave, e não custa nada.

 

O avião decolou para Guarulhos, já estava vendo os prédios de São Paulo, aí o piloto falou que os radares de Guarulhos, Congonhas e Viracopos não estavam funcionando, que ficaríamos voando mais um tempo e caso não resolvesse a situação voltaríamos para Londrina. Adivinha, voltamos para Londrina.............Primeiro perrengue, aterrissamos em Londrina, ficamos 30 minutos presos dentro do avião, aí o piloto avisa que o radar voltou a funcionar, decolamos novamente, e desta vez chegamos em Guarulhos, mas já tinha perdido minha conexão para Foz. E como já era de se esperar, 2 horas na fila para remarcar meu voo em Guarulhos (tive sorte, teve gente que ficou mais de 5 horas para remarcar, e teve gente que teve que voltar para casa).222.JPG.a8cfdea98c34515afc21011bfacf7342.JPG

Quando consegui remarcar, a atendente me realocou num voo direto para Lima, mas segundo ela, minha bagagem teria ido para Foz e ela “achava” (foi bem essa palavra que ela usou) que depois de Foz ela iria para Lima, pois segundo ela, eu deveria ter retirado ela na esteira em Guarulhos quando cheguei. Meu voo para Lima era as 8 da noite, e chegaria lá as 11. A atendente me deu dois vouchers para alimentação, fui correndo até o outro lado do aeroporto procurar o restaurante, engoli a comida e fui correndo caçar meu portão de embarque, quando entrei na área de embarque internacional, parecia até outro aeroporto, devo ter andado uns bons quilometros até chegar ao meu portão. Quando deu a hora, finalmente embarquei.

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Primeiro voo internacional a gente nunca esquece, ainda mais com 1 hora de turbulência acima dos Andes. Quando a gente estava quase chegando, as aeromoças distribuem um papel para declaração de bens e valores, se você não estiver levando nada, é só preencher “nada a declarar”.

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Quando aterrissamos em Lima, passei pela imigração, o fiscal só carimba o passaporte e já era. Aí fui atrás da minha bagagem, que por sinal, não estava na esteira. Já fui no balcão da Latam reclamar, em portunhol perfeito, contei a história toda ao atendente, aí ele me disse que o voo de Foz (que eu deveria estar) havia chegado havia 2 horas e as bagagens não recolhidas tinham sido guardadas, aí ele me mostrou uma sala no canto do saguão e felizmente, minha bagagem estava lá no cantinho, ufaa. Peguei a bagagem, passei pela aduana, ninguém nem pediu o papel, nem olharam minha mala, felizmente, só de pensar em ter que abrir ela arrumar tudo de novo...

 

TÁXIS: No Peru e na Bolívia, os táxis não tem taxímetro, você tem que combinar o preço da corrida antes, e pra saber se o taxista não está te cobrando caro, pergunte pra algum local, quanto costuma sair um táxi até tal lugar antes de parar o táxi. E PECHINCHE SEMPRE, se ele te falar 20, você pede 10 ou 8, se ele não aceitar você vira as costas que ele muda de idéia hehe.


Fui atrás de um táxi para Miraflores, que é o bairro que eu ficaria em Lima (o mais indicado para turistas, por ser mais seguro), como o Aeroporto de Lima (Jorge Chávez) fica em El Callao, os táxis oficiais queriam cobrar quase 40 dólares pela viagem (uma facada), mas se você por o pé pra fora do aeroporto, tem os táxis “clandestinos”, podem pegar eles sem problema, só que são carros mais velhos, mas eles em geral são seguros, cobram em soles, cerca de 80.

 

A cotação no aeroporto era horrível, então troquei apenas 30 dólares, por S/ 91,10. Mas mesmo assim, não queria pagar 80 soles de táxi, pechinchando conseguia por 50, mas tava caro ainda. Já estava pensando em dormir no chão do aeroporto, e durante o dia pegar um bus ou transfer mais barato. Até que surgiu uma família de brasileiros que estavam atrás de mim no voo vindo de São Paulo, eles me reconheceram e fui conversar com eles, eles iam para um Airbnb em Miraflores também, então achamos um taxista oficial, que pechinchando bem, cobrou 60 soles até Miraflores, mais 10 soles pela parada adicional, pois eu ficaria em outro lugar. A família propôs que eu pagasse esses 10 soles adicionais e eles pagavam os outros 60. Aceitei na hora. Como não tinha reservado o hostel ainda, tinha apenas em mente o nome e o endereço, Pariwana Hostel, corria o risco de chegar lá e ele estar lotado, mas, tinha outras opções em mente. O táxi deixou a família no Airbnb e depois me levou para o hostel.

Cheguei lá, quase 2 da manhã (o fuso do Peru é 2 horas a menos que Brasília) subi as escadas do hostel, rezando pra ter vaga nele, porque estava chovendo e tudo que eu não queria era ter que sair procurando lugar de madrugada kkk. Felizmente tinha vaga. S/ 43, com café da manhã incluso. O cara de recepção me mostrou o quarto (4 beliches), banheiros, cozinha, bar e tals (tinha um terraço super animado onde ficava o bar, toda noite tinha algo diferente rolando, mas como estava morto, fui direto dormir).

 

SALDO DO DIA

US$ 30,00 -> S/ 91,10 (câmbio horrível de aeroporto)

Táxi compartilhado do aeroporto até Miraflores – S/ 10,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 43,00

Água no bar do Hostel – S/ 2,50

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Dia 2 (sábado, 21/07/2018) – Uma Pura Experiência Limeña

 

Por mais morrendo de sono que eu estava, a ansiedade me acordou 8 da manhã. Como tinha chegado tarde e não queria acordar a galera do quarto procurando minhas coisas para tomar banho, deixei para fazer isso de manhã. Depois fui tomar café, o famoso desayuno, e pensa num café reforçado, parecia um pequeno almoço, pão, torrada, bolo, frutas, leite, muita coisa mesmo. Depois disso, escutei que as 10:30 sairia ali do hostel mesmo, um grupo para um free walking tour no centro histórico de Lima.

 

FREE WALKING TOURS: São city tours em que o passeio é feito a pé ou em transportes públicos locais (bus, metrô, tuk-tuk). São “de graça”, mas no final o guia passa o bonezinho pedindo uma gorjeta, cada um dá aquilo que acha que o tour vale. Eu acho que é uma excelente escolha de passeio para o primeiro dia numa cidade nova. Em Lima ainda tinham dois guias, um falando em espanhol, o outro em inglês.

 

Fiquei sentado no terraço esperando, e conheci David, um espanhol que também estava querendo fazer o tour. Mas como ainda faltava tempo, resolvemos dar uma volta na rua para trocar dinheiro, comprar água.

Em Miraflores, tem policiais por todo canto, então é super comum o povo trocando dinheiro na rua, tem umas pessoas de colete que trocam com uma cotação boa. Troquei 200 euros por S/ 760. Comprei água numa loja, garrafão por S/ 5.

 

CÂMBIO EM LIMA: Em Miraflores, tem pessoas com colete da prefeitura andando pela rua que trocam dinheiro, é seguro e confiável, tem policiais andando em cada esquina, então podem trocar sem medo. No entanto, a melhor cotação que eu achei em Lima foi nas casas de câmbio do centro histórico, caso você vá para lá passear, deixe para trocar lá mesmo, senão troquem em Miraflores mesmo.

 

Voltamos para o hostel para pegar o tour. Saímos, um grupo grande, e pegamos o ônibus coletivo de Lima, por S/ 2,50, descemos na estação e fomos a pé até a Plaza de Armas. Lá vimos o Palácio, a troca da guarda, a Catedral, a Casa da Literatura, tomamos chica morada por S/ 2. Os guias explicavam super bem, falavam sobre vários assuntos, desde a culinária peruana, política, trânsito, história até geografia peruana.20180721_115434.thumb.jpg.38f2af4ae29381e19a05fd9ef4f9d2ca.jpg20180721_125542.thumb.jpg.f81242a6761c375b0f29a8a1f62d3c21.jpg20180721_135456.thumb.jpg.a1830f5e71744c4618e1eb5d9fd691a9.jpg20180721_165521.thumb.jpg.7832f583ae6a25740b15803c04f58e76.jpg20180721_175719.thumb.jpg.5b6a0413d67ecbf49d6eb8ec3babdbd1.jpg20180721_151906.thumb.jpg.5da78d1dcce0002d8e3e9ddb92811d18.jpg

O tour terminou por volta das 14, com uma degustação grátis de pisco, a bebida peruana. Dei S/ 10 de gorjeta pelo tour e fomos procurar um lugar para almoçar, David e eu achamos um restaurante com menu por S/ 8, num lugar bem suspeito, mas a comida não era ruim.


Pela tarde, fomos na Igreja de São Domingo (S/ 5 – meia entrada), onde tem uma torre que dá pra subir, no Convento de São Francisco (S/ 8 – meia entrada), onde tem as catacumbas com os ossos expostos, passeios muito bons, com guias que explicam muito sobre a história do local, vale muito a pena! Saímos do Convento, já estava escuro, e fomos andando até o Parque da Reserva (longe pra caramba), meio arriscado pois o centro de Lima de noite é perigoso, mas foi tranquilo.

 

 

SEGURANÇA: Sei que a maioria vai perguntar: É perigoso andar sozinho nas cidades peruanas, ou bolivianas e chilenas? Eu achava que era, morria de medo, mas depois eu pensei o seguinte: se a gente sobrevive nas cidades brasileiras que são piores, a gente sobrevive em qualquer lugar do mundo. É só estar sempre atento, não ficar ostentando celular, carteira, câmeras, andando com bolsa aberta, ter esses cuidados básicos que brasileiros já tem e é bem tranquilo.

 

No parque da Reserva, de quinta a domingo, de noite tem o Circuito Mágico del Água, vários chafarizes iluminados e fontes gigantes, pagamos S/ 4, de hora em hora começam os espetáculos, imagens projetadas na água, com música de fundo, vale muito a pena, dá até para passar por baixo dos túneis de água. Umas 9 da noite, pegamos o ônibus para voltar a Miraflores, o mesmo que pegamos de manhã, mas em sentido contrário.

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Como sempre, estava rolando festa e campeonato de beer pong no bar do hostel, comprei a famosa cerveja Cusqueña (tem gosto de Skol), e fiquei um pouco lá, depois fui dormir.

 

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 760,00

Ônibus – S/ 5,00 (ida e volta)

Alimentação – S/ 15,00 (almoço, água e chica morada)

Passeio – S/ 10,00

Igreja São Domingo – S/ 5,00 (meia entrada)

Convento de São Francisco – S/ 8,00 (meia entrada)

Parque da Reserva - S/ 4,00

Cerveja no Hostel – S/ 29,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 48,00

         

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Dia 3 (domingo, 22/07/2018) - Adeus Lima, Olá Ica

 

Acordei, fui tomar banho, tomar café da manhã e resolvi ir com David andar por Miraflores, nosso hostel era na frente do Parque Kennedy (uma praça bem animada), seguimos a avenida e chegamos ao Parque do Amor, que fica de frente para o mar, de lá descemos a encosta (uma montanha pra falar a verdade) e fomos até a praia (de pedras), andamos um pouco, depois subimos a encosta de novo, e fomos para o sítio arqueológico Huaca Pucllana (S/ 6 entrada) a pé, lá dentro tem o tour guiado, onde você sobe o que foi uma pirâmide pré-inca, comprei uma água naquela máquinas (S/ 1,50). Depois voltamos para o hostel, almocei um prato de macarronada por S/ 12, já eram quase 3 da tarde.20180722_121804.thumb.jpg.86f54cb209a9b8900f3e78cc79ab2e5e.jpg

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Conversando com David, falei que queria ir para Ica, Arequipa e Cusco, e ele disse que também faria esse roteiro, então arrumei um parceiro para os próximos dias, o que era ótimo, pois ele falava espanhol e arranhava português, então ele conseguia pechinchar melhor com os nativos do que eu. Fomos procurar passagens de bus para Ica, para aquele mesmo dia. Achamos no site da PeruBus, com saída as 6 da tarde, por S/ 36. David comprou com seu cartão de crédito, também procurei um hostel em Huacachina (bairro turístico de Ica) no Booking, e reservei para a mesma noite. Como já tínhamos feito check-out antes de sair e deixado as mochilas no depósito do hostel, pegamos elas e já achamos um táxi para a garagem da PeruBus.

 

RODOVIÁRIAS: Em algumas cidades não tem rodoviárias como no Brasil, cada empresa tem sua garagem própria, de onde partem os ônibus, então tem que ficar atento a isso quando for comprar a passagem, no caso das cidades que tem rodoviária, eles cobram uma taxa de embarque coisa de uns R$ 3,00, então tem que ficar atento a isso também.

 

O táxi, dividido custou S/ 6,50 para cada, e o tive uma experiência no trânsito doido de Lima, que parece mais aqueles filmes indianos, não se usa seta, não há faixas nas ruas e a buzina é item obrigatório por lá, qualquer coisa, mete a mão na buzina.

Chegamos na garagem, tinha uma sala de espera com água de graça e ar condicionado.

 

ÁGUA: Sobre a água: NÃO TOME ÁGUA DA TORNEIRA NO PERU E NA BOLÍVIA também, só tome de galão ou engarrafada. A água lá não é tratada igual no Brasil, então leve uma graninha só pra gastar com água por lá. No Chile, pode tomar água da torneira, mas o gosto é meio salgado, demora pra acostumar.

 

Quando deu a hora, embarcamos no ônibus e partimos para Ica. Queria ter ficado mais em Lima, conhecer o bairro boêmio de Barranco, bem famosinho, ir no Shopping Larcomar, mas, choices, né?

No ônibus, tem comissário de bordo, é servido janta, fones de ouvido, tem TVs individuais para assistir algum filme, ouvir música (até assustei, mas depois acabei descobrindo que quase todas as empresas peruanas têm esse padrão de serviço). Ica fica cerca de 300 km de Lima, chegamos lá por volta das 10 da noite, pedimos um táxi (difícil de achar um que coubesse nós e nossas bagagens, pois a maioria é muito pequena e o porta malas é inutilizado pelo cilindro de GNV), dividindo custou S/ 4 para cada, até Huacachina. Lá, ficamos no Hostel Mr. Llama, que pelas fotos do Booking, era tudo de bom, tinha um bar animado, piscina e custava só S/ 28 com café incluso. Chegamos lá, que decepção, parecia que só tinha a gente no lugar, não vimos nenhum outro hóspede, os banheiros davam vontade de chorar de apertados (eram limpinhos, mas muuuito pequenos), a piscina não dava vontade nenhuma de entrar, mas era barato, então tava valendo, sem contar que a dona era bem simpática e prestativa.

Como tínhamos chegado lá bem tarde, não tinha como procurar agência para fechar os passeios do dia seguinte, mas por sorte a dona tinha alguns contatos e nos vendeu o passeio para Paracas e o passeio de buggy nas dunas de madrugada mesmo. Fomos dormir pois no outro dia, a van nos buscaria as 5 da manhã para ir para Paracas.

SALDO DO DIA

Ingresso Huaca Pucllana – S/ 4,00

Água e almoço – S/ 13,50

Táxis (hostel – garagem, Ica – Huacachina) – S/ 10,50

Diária no Hostel Mr. Llama – S/ 28,00

Passagem Lima – Ica (PeruBus) – S/ 36,00

 


         

 

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Dia 4 (segunda-feira, 23/07/2018) – Não me Levem a Mal, me Levem a Paracas

 

Ficamos em um quarto com um beliche e uma cama, o celular despertou, deu tempo de se arrumar, mas sem saber se colocava roupa frio ou calor, porque era uma praia, mas ventava e não tinha Sol, no fim das contas, fui no meio termo, bermuda e blusa mesmo. Como saímos cedo, não havia café ainda, então nem soube como era o café do hostel, a van passou e nos apanhou, de lá fomos a Paracas (80 km) que fica na costa do Pacífico.

 

Chegamos por volta das 8, e pegamos o barco no píer, em direção as Islas Ballestas (o passeios que compramos com dona do hostel, custou S/ 60, fora os S/ 22 de taxas do píer e da Reserva Nacional de Paracas), o barco passa pelo Candelabro (formação gigante, semelhante as Linhas de Nazca), o guia explica a origem dele, depois segue para as Islas, que são uma espécie de Galápagos “econômica”, passamos ao redor das ilhas, onde pode-se ver várias aves (levar chapéu ou capa, o risco de ser atingido por titica de passarinho é eminente), leões marinhos, e outros animais incríveis. Depois regressamos ao píer, onde o guia nos deu quase 1 hora para andarmos pela cidadezinha, para depois seguirmos até a Reserva Nacional, que é simplesmente linda, é um dos poucos desertos litorâneos do mundo. É possível ver fósseis pelo deserto, além de algumas praias de areias coloridas, depois de andar por tudo lá, paramos na beira de uma laguna, onde tem vários restaurantes, como eram meio caros, preferia passar em jejum mesmo, não tinha muita fome.

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COMIDA: Nos passeios, obviamente vão te indicar os restaurantes de turistas, que são os mais caros. Às vezes, dependendo do prato, compensa pagar um pouco mais caro e comer neles mesmo, mas na maioria das vezes, é melhor levar uns snacks na mochila, caso não ache opções de restaurantes mais baratos, sempre que eu via um mercadinho, uma venda, comprava umas bolachas, balas, torradas, e deixava de estoque na mochila.

 

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Por volta das 4 da tarde, saímos de Paracas para voltar a Huacachina, chegamos umas 5 no hostel, um tempo depois, já passou nosso buggy, para nos levar para as dunas. Huacachina é um oásis, tem a lagoa no meio do deserto, com os hotéis e restaurantes, cercados por dunas imensas de areia. O passeio que fechamos no hostel custou S/ 25, o buggy sai correndo no meio das dunas (pensa numa adrenalina), fazendo curvas e para lá em cima, aí tem as pranchas para fazer o sandboard, depois ele nos levou até um ponto onde você vê todo o oásis abaixo, as dunas e o pôr-do-Sol.IMG-20180729-WA0084.thumb.jpg.d68b9eb68f1aa9300fa0dafeb2f48a41.jpg20180723_172657.thumb.jpg.d48ca0c219673130856269f8a805fde2.jpgIMG-20180729-WA0076.thumb.jpg.23f4b2b4b1da612d7f95d668f962f5e9.jpgIMG-20180729-WA0080.thumb.jpg.4c63ce43c8618a27fa23516475abad66.jpg20180723_172241.thumb.jpg.a56d8bbb78177b86d8f39229ce64f6f6.jpg20180723_172510.thumb.jpg.50f0443ebf189bb92dbdccc0339c38b4.jpg

Quando regressamos já estava escuro, aí deu tempo só de tomar um banho (como não fizemos check-out quando saímos, a dona do hostel tirou nossas malas do quarto e guardou no depósito) e começamos a procurar passagens para Arequipa para aquela noite ainda. Achamos em uma empresa, chamada Expreso Palomino (nas outras já haviam esgotado para aquela noite), um ônibus partia as 10 da noite por S/ 70.

Nem jantamos, o esposo da dona do hostel nos levou até Ica, por S/ 5 cada, nos deixou em frente a garagem dessa Palomino, lá esperamos até as 10, e embarcamos (a garagem era bem pior que a da PeruBus em Lima, fiquei com medo, ainda mais quando tive que despachar minha mala, fiquei enrolando do lado de fora do ônibus até vê-la guardadinha no bagageiro do bus, o medo de trocarem o ônibus, ou esquecerem era maior kkk). Mas dentro do ônibus estava OK, tinha serviço de bordo também, com janta, travesseiro, cobertor, só tomei uns Dramins pra não enjoar, porque a viagem ia ser longa (710 km).

 

SALDO DO DIA

Passeio Paracas – S/ 60,00

Taxas do Píer e Reserva Nacional – S/ 22,00

Passeio de Buggy – S/ 25,00

Táxi (Huacachina – Ica) – S/ 5,00

Passagem Ica – Arequipa (Expreso Palomino) – S/ 70,00

 


         

 

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Dia 5 (terça-feira, 24/07/2018) – Arequipa, Arequipa, Arequipa, A Cidade Branca

 

Acordei com o balanço do ônibus, já eram 9 da manhã, a comissária passou servindo café ou chá, quando olho pela janela, estávamos na beira do abismo literalmente, com o oceano lá embaixo, já gelei, mas lá no Peru, os motoristas (de ônibus pelo menos) são prudentes nas estradas, andam bem devagar, não passava de 80 km/h. As paisagens são muito lindas, tinha hora que eu pensava em comprar passagens para viajar durante o dia, só pra poder ver o caminho, porque de noite não se vê nada.

Chegamos em Arequipa ao meio dia, o ônibus deixou David e eu na rodoviária (Arequipa tem rodoviária), já aproveitamos e compramos a passagem para Cusco para a quinta-feira (26/07) no guichê da Cruz del Sur por S/ 105 (essa empresa é cara mesmo, é a mais famosa). Depois pegamos um táxi até o hostel por S/ 2 cada. Tinha visto várias recomendações do Wild Rover Hostel, mas como não tinha internet para reservá-lo, fomos lá ver se teria vaga. Chegamos lá e tinham várias vagas ainda, pegamos o quarto mais barato, com uns 10 beliches, por S/ 28, sem café da manhã.

 

O hostel ficava perto da Plaza de Armas, bem no centro, então já valia a pena. Só tomamos banho e fomos para o centro almoçar, achei um restaurante no caminho da Plaza que servia só comida italiana, almocei lá mesmo, paguei S/ 16,50 por um pratão de macarrão recheado, pão de alho e uma garrafa de água, depois encontrei uma casa de câmbio com a cotação melhor do que em Lima (€ 1 = S/ 3,83), troquei € 200 por S/ 766 e fomos procurar agências para o trekking no Canion del Colca, tem várias perto da Plaza, uma do lado da outra, fomos entrando em todas e pechinchando, mesmo sendo os preços muito parecidos, fechamos por S/ 95 o trekking de 2 dias, mais S/ 20 do almoço do último dia (na hora custava S/ 30).20180724_162637.thumb.jpg.300727243869f841c41dec311b544926.jpg

AGÊNCIAS: Essa é outra parte chata, ficar indo de agência em agência atrás de preços, em alguns casos da bastante diferença entre o preço da mais barata e da mais cara, e o serviço, acaba sendo o mesmo, por isso é importante pegar relatos da galera que já foi, pra saber se o serviço é bom, o preço negocia na hora, NÃO FECHEM PASSEIOS PELA INTERNET AQUI DO BRASIL, em geral vai pagar BEM MAIS CARO.

A agência ficava perto do hostel, Calle Jerusalen 312. Depois fomos ao Mercado San Camilo, e andamos pelo centro.

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Antes de sair do Brasil, eu procurava no Instagram o nome do lugar que eu ia, o nome da cidade, ou do ponto turístico, aí via as fotos mais bonitas que apareciam, os melhores ângulos e posições, e salvava a foto na galeria do celular, aí quando chegava no tal lugar, já tinha referências de fotos que eu queria tirar iguais, no caso de Arequipa, tinha visto uma foto que alguém postou de um terraço perto da Catedral, queria tirar muito uma foto igual àquela, andando por perto, descobri que o terraço era um restaurante (caríssimo por sinal), o que fiz? Fingi ser um turista rico, subi lá em cima, tirei um monte de fotos e desci sem comer nada. Voltando ao hostel, parei numa vendinha e comprei um garrafão de água para o trekking por S/ 3,00.20180724_182321.thumb.jpg.49d3efec31b488af53deec5ffba7f656.jpg20180724_185426.thumb.jpg.a43fad60f77161e67322b5cacecee4a8.jpg

FOTOS: Se estiver viajando sozinho, não tenha vergonha, chegue em algum desconhecido e diga: “Hi, can you take me a picture?” ou “Hola, puedes sacar una foto mía?”, um dos dois vai funcionar, tenha certeza. Se essa pessoa estiver com uma câmera pendurada no pescoço, é alta a chance da sua foto ficar boa, senão, paciência. Uma coisa que eu fazia era perguntar se a pessoa queria que eu tirasse uma foto dela, aí eu tirava do jeito que eu queria e pedia para ela tirar uma igual minha.

 

O Wild Rover é famoso por seu bar tipo irlandês, toda noite rolava festa lá, tinha mesa de sinuca, pebolim, beer pong, fiquei um pouco lá, depois fui arrumar as coisas para o dia seguinte. Para o trekking, íamos deixar os mochilões no depósito do hostel, e levar só a mochila de ataque com as coisas para os 2 dias. Fui dormir cedo pois no outro dia a van nos buscaria no hostel as 4 da manhã.

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 766,00

Táxi (Rodoviária – Hostel) – S/ 2,00

Passagem Arequipa – Cusco (Cruz del Sur) – S/ 105,00

Almoço completo – S/ 16,50

Trekking 2 dias Canion del Colca – S/ 95,00 + S/ 20,00 (almoço último dia)

Água grande – S/ 3,00

Diária no Wild Rover Arequipa – S/ 28,00

 

 


 

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Dia 6 (quarta-feira, 25/07/2018) – #Partiu Ver Onde os Condores Habitam

 

Acordamos umas 3 e meia e já fomos para a recepção fazer check-out, logo chegou a van para nos levar até o Canion, a viagem seria longa, durmi o caminho todo, acordei quando chegamos a entrada do Vale del Colca, umas 6 e pouco da manhã – um frio de lascar - onde tivemos de comprar o boleto turístico (ingresso), custava S/ 40 para latinos e S/ 70 para gringos (a hora em que é vantagem ser BR).

A van nos levou para a casa de um nativo, para tomarmos café da manhã, com bastante chá de coca por sinal, os sinais da altitude logo iriam aparecer.

 

ALTITUDE: Nós brasileiros, acostumados a viver abaixo dos 1000 metros, quando vamos para lugares a mais de 2500 metros sobre o nível do mar, é comum termos dificuldade de respirar, falta de oxigenação no sangue, sonolência e tontura, esse é o tal do MAL DE ALTITUDE, ou SOROCHE, o remédio natural do nativos para isso é o chá da folha de coca (relaxa que a folha não dá barato nenhum kkk). Então quando chegar nessas cidades mais altas, já pode começar a tomar o chá. Tem remédios pra isso nas farmácias por lá, mas para mim o chá foi suficiente.

 

Depois do café, fomos até o Mirador Cruz del Condor, onde é possível ver eles voando lá embaixo no vale. Depois nos levou até o começo da trilha, de onde seguiríamos a pé, nosso grupo tinha 2 israelenses, 3 alemães, eu e David, e mais 4 espanhóis, que não se conheciam. Nosso guia nos orientou, falou sobre o caminho que íamos fazer, nos deu tempo para trocar de roupas, passar protetor solar. Paguei S/ 1 no banheiro e já comprei um bastão de caminhada feito de bambú por S/ 2,50.20180725_082345.thumb.jpg.612999d1dd160a3114c13593821722e5.jpg20180725_082438.thumb.jpg.c43fa352e62f4e0eae415c9f5d66bb75.jpg20180725_083057.thumb.jpg.3cae27469bfab25737a2979f5e4d1d3d.jpg

 

BANHEIROS: Guardem as moedinhas que receberem para pagarem para poder usar os banheiros, mesmo nos lugares públicos, normalmente custa o equivalente a R$ 1,50 ou R$ 2,00.

Começamos a descida do Canion, segundo o guia, o almoço nos esperava lá embaixo, perto do rio, iniciamos o trekking umas 9, quase 10 da manhã, já estava calor, fiz o caminho de camiseta, calça jeans e All-Star, não me arrependo, tinha muitas pedrinhas soltas na descida e sentia bem mais firmeza com o tênis baixo do que com bota, mas vai de pessoa para pessoa.20180725_102442.thumb.jpg.5da5aaf10e66eae6ac2da0fdecd7ac65.jpg20180725_102455.thumb.jpg.f3c1eb27414023e810f83de326f17b4c.jpg20180725_115643.thumb.jpg.ba8623a233b789dd359815bd99a53d30.jpg

Formamos nossa panelinha: o brasileiro e os 5 espanhóis, os conterrâneos de David eram muito simpáticos e amigáveis, fomos conversando e dando risadas o trekking todo. Chegamos no rio, atravessamos a ponte e andamos mais um pouco, até chegarmos na casa de outro nativo, onde almoçamos, e tive a experiência de comer carne de alpaca, achando que fosse bovina. Por volta das 4 da tarde continuamos o caminho, o guia parava bastante para explicar sobre a paisagem, as plantas e frutas da região, sobre as formações rochosas que formaram o Canion, e sobre os terraços presentes no caminho, onde o povo inca cultivava seu alimento. De vez em quando cruzávamos com algum vendedor no meio caminho, umas das vezes, tive que comprar uma garrafa de água por S/ 7 (no fundo do Canion eles cobram o quanto querem, por isso levem tudo da cidade).

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Cruzamos novamente o rio e chegamos no alojamento, que parecia uma pousada com vários chalés, tinha piscina e um refeitório/bar bem animado. Jantamos e jogamos cartas, até o guia falar que no outro dia tínhamos que começar a subir o canion inteiro as 3 e meia da manhã, para tomar café lá em cima, então fomos dormir bem cedo.

 

SALDO DO DIA

Boleto turístico – S/ 40,00

Banheiro – S/ 1,00

Bastão de caminhada de bambu – S/ 2,50

Água no meio do canion – S/ 7,00

 

 


 

 

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Dia 7 (quinta-feira, 26/07/2018) – A Primeira Vez... na Neve

 

Acordamos de madrugada (pra variar) e já nos arrumamos para a subida, os chalés em que ficamos eram simples, mas quentes e as camas confortáveis, 3 pessoas por chalé. Iniciamos a subida quase as 4 da manhã, cada um com sua lanterninha do celular pra iluminar o caminho, e fomos subindo, 3 horas de puro aclive, até que finalmente chegamos (para quem não consegue subir, há a opção de alugar um burrico para subir montado, uma espanhola do nosso grupo preferiu pagar para vir no burrico).IMG-20180729-WA0046.thumb.jpg.2ca91e5232971185173fbf69fea983e8.jpgIMG-20180729-WA0086.thumb.jpg.b097042ed18da2bd83f9f62c72cd58e1.jpg

Chegamos na parte de cima e fomos caminhando até chegar num vilarejo, onde tomamos café num restaurante (incluso), depois a van nos apanhou e nos levou para um lugar onde tinham banhos termais, mas tinha que pagar por fora, custava S/ 15 e ficaríamos pouco tempo lá, então preferi não entrar, fiquei andando pelas redondezas, conversando com os gringos e vendo as paisagens mesmo. Logo o grupo retornou das termas e voltamos a van.

Por volta do meio dia, fomos para o restaurante, no último vilarejo, o que havíamos pagado os S/ 20 na agência. Realmente, é um restaurante grande, turístico, e era buffet, self-service, algo que nunca tinha visto no Peru, a maioria dos restaurantes trabalha só com menu do dia ou prato feito. Tinha bastante coisa, comidas típicas, sobremesas, a vontade. Parte do grupo pagou na hora e gastou S/ 30. Após isso, pegamos a estrada para voltar para Arequipa.

No caminho, agora de dia, pude ver a paisagem, são descampados imensos, onde correm as águas do degelo das montanhas ao fundo e as lhamas, alpacas e vicunhas podem ser vistas. Tivemos uma parada para poder vê-las, e comprar lembranças numa vendinha, novamente tive que pagar para usar o banheiro (S/ 2), depois, seguimos para um ponto onde é possível ver os 4 vulcões que cercam Arequipa (El Misti, Chachani, Ampato e Sabancaya). Quando chegamos neste mirador, tive duas primeiras experiências, tive mal de altitude, era o ponto mais elevado da viagem até o momento, o soroche me pegou, sonolência, tontura, falta de ar. E vi a neve pela primeira vez na vida, o chão estava todo branco e cheio de gelo. Além disso, tinham vários montinhos de pedras empilhadas, as apachetas.IMG-20180729-WA0043.thumb.jpg.ad2902c281a8538c37ab642e9d6f71c1.jpg20180726_151424.thumb.jpg.70beb84d8bc738a3f3f0850b71a2a5ff.jpg20180726_151548.thumb.jpg.3b5d3820c91fb4aaf10ff1f10c9d45ce.jpg20180726_151647(0).thumb.jpg.0efbe8efdf4a1f3aaf0ed46e10832ad5.jpg

Depois de ver os vulcões e a neve, voltamos a Arequipa, e já passei um pequeno sufoco, pois quando a mulher da agencia me ofereceu o passeio, disse que as 5, no máximo as 6 da tarde, já estaríamos no hostel, pois meu bus para Cusco era as 10 da noite. A realidade era que já eram 5 horas e nem perto de Arequipa estávamos. Quando chegamos na cidade, tudo estava engarrafado, a van nos deixou na Plaza de Armas, David e eu nos despedimos dos outros 4 espanhóis, nossa panelinha, e seguimos correndo para o hostel, chegamos lá já eram quase 9 da noite, tempo para banho, jantar? Nada, só pegamos nossas malas, enquanto David conseguia um táxi, fui trocar de roupa, e partimos para a rodoviária. O táxi nos deixou na frente do portão da rodoviária (S/ 3), já fomos para a fila de embarque, antes tivemos que pagar S/ 3 de taxa de embarque da rodoviária. A Cruz del Sur recolhe as bagagens antes e pesa (não sei porquê) igual as companhias aéreas, as mochilas de mão são revistadas também, os comissários passam tirando fotos de quem está em cada lugar, tudo bem rigoroso, mas o ônibus partiu na hora marcada. Logo já entregaram cobertores, travesseiros, jantar e fones de ouvido para poder usar as TVs individuais. A viagem não era tão longa, só 510 km, chegaríamos ao amanhecer em Cusco.

 

SALDO DO DIA

Banheiro – S/ 2,00

Táxi (Hostel – Rodoviária) – S/ 3,00

Taxa de Embarque Arequipa – S/ 3,00

 

 


 

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Dia 8 (sexta-feira, 27/07/2018) – E Finalmente Chego ao Umbigo do Mundo

 

Cusco, que na língua dos incas, significa “umbigo do mundo”, foi a capital do Império Inca, por isso o nome. Chegamos na garagem da Cruz del Sur, por volta das 8 da manhã, onde pegamos nossas bagagens. Já me informei em quanto custaria um táxi de lá até o aeroporto, pois meu transfer para o acampamento escoteiro, que era no Vale Sagrado sairia de lá. David tinha me dito que iria para a casa de um conhecido, onde ficaria alguns dias e já estaria na Espanha quando eu saísse do acampamento, então nos despedimos e rumamos nossos caminhos. Estava sozinho novamente.

Peguei um táxi até o aeroporto, que me custou S/ 8. Lá encontrei uma multidão de escoteiros do mundo todo, me juntei a eles e esperei o transfer partir, o que não levou muito tempo. Já saímos de Cusco e fomos rumo ao Vale Sagrado dos Incas, nem tive tempo de ver nada em Cusco. O acampamento era em Lamay, uma das cidadezinhas do Vale Sagrado, numa fazenda, ou melhor, na Hacienda Paucartika, que pelo que eu descobri depois, é tipo uma pousada, estilo hotel fazenda.

Cheguei ao lugar do acampamento, a fazenda ficava no meio do Vale, entre as montanhas. A estrada passava do lado, margeando o Rio Urubamba, o mesmo rio que passa ao lado de Machu Picchu, o rio sagrado dos Incas.

 

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SALDO DO DIA

Táxi (Garagem – Aeroporto) – S/ 8,00

 

 

 

 

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Dia 9 (sábado, 28/07/2018) – Dia 16 (sábado, 04/08/2018) – Alguns Dias Acampando

 

Como a intenção desse relato é explicar sobre a viagem, não vou me estender muito sobre como foi o acampamento, apenas mostras algumas das atividades feitas ao longo dele e fazer (tentar pelo menos) um resumão.

Primeiramente, o acampamento, III Moot Escoteiro Interamericano, foi um evento que contou com a participação de mais de 3000 escoteiros de toda América, além de outros países, como Austrália, Arábia Saudita, Taiwan, Alemanha, Finlândia e Irlanda. Entrei no campo na sexta-feira, dia 27 e saí no domingo, dia 05, mas o acampamento de fato foi do sábado (28) até o sábado seguinte (04). Toda a alimentação, passeios e atividades estavam inclusas na taxa de inscrição de R$ 1409, então só gastei com alguma lembrancinha, ou bugigangas que encontrava, mas nada essencial. Os participantes são divididos em equipes internacionais, na minha equipe havia uma dominicana, uma argentina, uma uruguaia, uma belga, uma mexicana, um peruano, um chileno, eu e mais dois brasileiros.

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Dia 9 - Sábado (28/07) - No primeiro dia desses acampamentos, sempre rolam feirinhas internacionais, cada país traz suas comidas, bebidas e músicas típicas para mostrar para a galera toda. Nós brasileiros, obviamente, levamos paçoca, brigadeiro, tapioca, pão-de-queijo, bala de banana, rapadura, que a gringaiada sempre gosta. Nesse dia meu chip internacional começou a funcionar.

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Dia 10 - Domingo (29/07) - Neste dia, pegamos ônibus e fomos turistar pelo Vale Sagrado, saímos cedinho do acampamento, antes ganhamos o Boleto Turístico de Cusco (vou falar mais a frente sobre esse Boleto, explicar certinho como ele funciona, relaxem). Fomos primeiro para Pisaq, subimos toda a colina, até chegar na parte mais alta do sítio arqueológico, depois fomos ao Museu Inkariy, que fica em Urubamba, ele é incrível, super completo, pois contempla tanto o povo inca, como os pré-incas, e custa só S/ 35 (não paguei pois já estava incluso no preço do acampamento). Depois fomos até Ollantaytambo, onde também tem o sítio arqueológico bem bonito, fora que a cidadezinha também é muito charmosa, deu vontade de ficar uns 2 dias só nela, subimos toda a montanha, até chegar no Templo do Sol (lá em cima). E por fim, fomos até Chinchero, onde tem uma associação de artesãs que mostram todo o processo de tecelagem e tingimento andino, ensinam como diferenciar a lã de alpaca da lã sintética para ninguém tentar te passar a perna (mas tudo que elas vendem lá é mais caro), lá também tem o sítio arqueológico (pequeno) e a Igreja (muito antiga e bonita), comprei uma touca e um cobertor com as Linhas de Nazca por S/ 40, bem pechinchado, primeiro a vendedora me ofereceu por S/ 80, disse que pagava S/ 30, e no fim saiu por S/ 40. Chegamos de noite no acampamento, o passeio é bem puxado e demorado.

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Dia 11 - Segunda-feira (30/07) - Ficamos no campo mesmo, rolaram várias oficinas, de tecelagem andina, quéchua básico, danças peruanas, cosmovisão andina, entre outras.

Dia 12 - Terça-feira (31/07) - Neste dia fomos fazer trabalho voluntário (um dos pilares das atividades escoteiras), nos dividimos em grupos e cada grupo foi a uma pequena comunidade andina, adotou uma família e fez algum serviço que ela estivesse precisando. Meu grupo (2 mexicanos, 1 argentina, 1 boliviana, 1 peruano e eu BR) marretou e nivelou o “chão” da cozinha de uma família (o chão era de terra e umas pedras-bola) para que depois eles pudessem jogar concreto, depois buscamos pedras maiores para que a família pudesse fazer uma casinha para o cuys que são um tipo de porquinho-da-Índia, muito comum na região, e muitas famílias criam para vender para os restaurantes (SIM!!! CUY ASSADO É UM PRATO TÍPICO, o que mais tem no Vale Sagrado são as “cuyerías”, restaurantes especializados, onde você escolhe o cuy vivo, eles matam e preparam para você, não tive coragem de experimentar, mas dizem que é bom). Mais tarde os grupos se reuniram e fizeram alguns brinquedos para a pracinha da vila.

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Dia 13 - Quarta-feira (01/08) - Neste dia fizemos um trekking, uma caminhada pelas montanhas próximas a Ollantaytambo, de aproximadamente 5 horas.

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Dia 14 - Quinta-feira (02/08) - Acordamos cedo e fomos para as atividades mais radicais, na parte da manhã, fizemos a via ferrata no Skylodge Adventures Suites (aquele hotel que são umas cápsulas penduradas no paredão, a centenas de metros de altura, é bem famosinho, dá um google que você acha fácil), subimos todo o paredão, usando ganchos chumbados na pedra, fizemos rapel em alguns trechos, amarrados por cabos de aço, por segurança. Já na parte da tarde, pegamos botes e fizemos rafting nas corredeiras no Rio Urubamba (me banhei nas águas do rio sagrado dos incas kkk).

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Dia 15 - Sexta-feira (03/08) - Voltamos para os vilarejos e fizemos mais serviços voluntários para a comunidade.

Dia 16 - Sábado (04/08) - O último dia foi bem relax, mais para interagir com a galera de fora, despedir dos amigos e arrumar as coisas.   

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SALDO DO ACAMPAMENTO

Cobertor e touca em Chinchero – S/ 40,00

Água – S/ 5,00

Sorvete – S/ 5,00

 

 

 

 

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      Como já passou algum tempinho não vou me lembrar de muitos detalhes, mas prometo me esforçar 🙂

       
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      Queríamos muito fazer um mochilão e após pesquisarmos aqui no site vimos que essa trip caberia no nosso orçamento, então juntamos esse fator com a imensa vontade de conhecer as terras hermanas e começamos a programação.
      Partimos somente com a passagem de ida e volta e nosso roteiro bem definido, não fizemos nenhuma reserva de hospedagem ou passagem de ônibus. Deixamos para negociar pessoalmente e assim fizemos até a metade da viagem, porém torna-se cansativo “bater perna” atrás do melhor preço e optamos por utilizar o Booking e reservar as hospedagens uma cidade antes.
      As passagens de ônibus e passeios podem ser facilmente compradas com pouca antecedência, não se esqueçam de sempre pechinchar!!!!
      Em relação à segurança não tivemos problemas, tem regiões muito pobres, alguns pedintes, mas nada além disso. Lógico que não marcamos bobeira né, sempre com a grana no moneybelt, não mexíamos no celular ou GoPro em locais ermos, atenção redobrada com nossas bagagens nas viagens de ônibus, etc.
      Só senti um pouco de receio quando desembarcamos na rodoviária de Nasca a meia noite e saímos caçando um hostel barato na cidade vazia, com poucas “almas penadas” nas ruas kkkk e em Ica quando tivemos que abandonar o Hotel na madrugada devido barulhos insuportáveis no quarto ao lado (parecia uma briga). Tudo isso pode ser evitado com reservas de hospedagem, fica a dica 😉
      Alimentação geralmente é muito barata se você opta por uma refeição simples em locais populares. Não frequentei restaurantes requintados ou de comidas típicas para indicar, ia mais nos PF da vida kkkk. Na Bolívia o negócio é mais roots sabe, mas da pra se virar tranquilo, afinal tem sempre um mercadinho e a batata Pringles lá era bem barata kkkk. Já no Peru comemos muito bem com pouca grana, eles tem costume de tomar uma sopinha de entrada nas refeições, a de quinoa é muito boa!! Tem uma marca de cookies nos mercados que é barata e muito boa, chama Chips Ahoy se não me engano, quebra um galho uma dessas na mochila de ataque.
       
      Cotação da moeda na época (Set 2017)
      R$ 1,00:       2,23 bolivianos
      R$ 1,00:      1,03 soles
      R$ 1,00:       200 pesos chilenos
      Mesmo com as oscilações cambiais, esses destinos têm valores bem atrativos.
       
      Passagens aéreas:
      Pesquisamos muito e fechamos ida e volta (era mais barato assim) com a GOL, porém aconselho a pesquisar com maior antecedência pois existem opções mais baratas.
      Santa Cruz de La Sierra é um destino comum em promoções relâmpago de companhias aéreas e programas de pontos, fiquem de olho. Recomendo também o app “melhores destinos” para busca de passagens em promoção.
      01.09.17: São Paulo (Guarulhos) X Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)
      26.09.17: Santa Cruz de La Sierra X São Paulo (Guarulhos)
      Valor: não lembro com precisão, mas era em torno de R$800,00 ida e volta.
      ATENÇÃO: Se você possui aqueles cartões de crédito Platinum se informe sobre seus benefícios, pois se você compra suas passagens aéreas nele tem direito ao Seguro Viagem na faixa, incluso um dependente. Pena que só descobri isso após comprar as passagens em outro cartão e tive que fazer o seguro particular, custou uns R$150,00 por pessoa na AssistCard.
       
      Nosso roteiro:
      Sta Cruz de La Sierra – Sucre
      Sucre – Potosi
      Potosi – Uyuni
      Salar de Uyuni – Deserto do Atacama
      Atacama – Arica
      Arica – Tacna
      Tacna – Arequipa
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      Nasca – Ica
      Ica – Cusco
      Cusco – Aguas Calientes
      Cusco – Puno
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      Copacabana – Isla Del Sol
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      La Paz – Sta Cruz de La Sierra
      Sta Cruz de La Sierra – São Paulo
       
      O que levar
      Primeiro passo é saber qual será a estação do ano, quantos dias ficará e o limite de proporções da bagagem pela companhia aérea, tendo isso o resto é bem simples, prometo 🙏
      Lembre-se que quanto menos levar, menor será o peso que carregará, esse é o mantra!!
      Durante a viagem, conseguimos facilmente lavar nossas roupas por baixo custo, utilizamos pausas estratégicas de alguns dias em determinado destino para isso, pois geralmente o serviço entrega em 24h.
      Levem peças em tonalidades mais escuras (roupa branca é furada, pois suja muito rápido), versáteis, confortáveis, de preferência que sequem rápido e que possam ser vestidas em camadas (era normal eu vestir uma calça sobre a outra a noite pois o frio é tenso demais).
      Vou tentar montar uma lista aqui com o que levei e o que achei que faltou, espero que ajude:
      ·         Mochila 77L Trilhas e Rumos. Não tinha, então pesquisei muito e comprei no site da marca que estava com um preço excelente (abaixo de R$400,00) e é de ótima qualidade. Se curte esse estilo de viagem, invista em uma de boa qualidade, pois dura muito.
      ·         Saco de dormir. Usei muito! Sério mesmo! À noite o frio é tenso, os cobertores dos Hostels eram insuficientes. Meu marido é calorento e mesmo assim usava o dele. Alguns locais, como no Salar de Uyuni, o pessoal aluga, não lembro os valores, mas não acho muito higiênico.
      ·         Go Pro, acessórios
      ·         Calças: levei 01 jeans, 01 legging normal e 01 com forro bem quentinho, 01 calça bailarina.
      ·         07 camisetas e 03 manga longa (estilo segunda pele da Decathlon)
      ·         01 par de luvas
      ·         01 gorro (comprei mais um por lá)
      ·         10 calcinhas e 02 sutiãs (cores neutras e confortáveis)
      ·         01 bermuda jeans (usei no último dia, portanto retiraria da lista)
      ·         02 jaquetas (01 com forro de pena que consegue ser guardada em um pequeno saco e 01 com tecido semi-impermeável e forro de soft, ambas da Decathlon)
      ·         07 meias (escuras de preferência). Levei 02 bem grossas, daquelas de vó mesmo kkkkk e foram super úteis
      ·         02 blusas de frio (01 moletom forrado e 01 polar)
      ·         01 toalha de secagem rápida
      ·         01 headlamp + pilhas (não conte somente com a lanterna do celular e sim usamos bastante)
      ·         Mochila de ataque 20L (será sua parceira inseparável!!)
      ·         01 travesseiro, daqueles de pescoço, inflável (comprei na Daiso por R$7,90) item imprescindível para as longas viagens de busão
      ·         01 óculos de sol
      ·         01 moneybelt ou doleira ou como quiser chamar
      ·         Celular e carregador
      ·         01 caderno de anotações (graças a ele que estou fazendo esse relato 2 anos depois kkkk)
      ·         01 pasta para colocar documentos (seguro viagem, comprovantes que foram surgindo no decorrer da viagem, etc)
      ·         01 par de chinelo
      ·         01 bota de trekking ( a minha é da Nord, não é impermeável e deu conta do recado)
      Comprei por lá um gorro e uma blusa de lã que usei muitooooo tb
      Itens de nécessaire indispensáveis:
      ·         Protetor solar (corpo e rosto)
      ·         Itens de higiene pessoal
      ·         Lenço umedecido (salvação nos dias em que tomar banho é impossível)
      ·         Medicamentos (minha lista foi: Buscopan, Profenid, Dipirona, Dramin, Omeprazol, Luftal, Neosaldina, Floratil
      ·         Pinça e cortador de unha
      ·         01 batom (único item de maquiagem que levei e foi suficiente)
       
      O que faltou
      ·         Álcool em gel
      ·         Garrafa de água (improvisei com uma de Gatorade)
      ·         Protetor labial (fez muita falta!!! Nos primeiros dias nossos lábios já estavam totalmente ferrados)
      ·         Hidratante de rosto
      ·         01 boné
      ·         01 legging a mais
       
      Espero que essas informações ajudem bastante 😀
      Agora para atiçar a galera, segue o link de um vídeo que meu marido batalhou para editar, mas ficou show! Pegamos essa ideia de um dos relatos daqui, o @Tanaguchi, muito obrigado pela ideia e relato maravilhoso.
       
       
       
       
      Gastos!!!!!!
      Somando todos os gastos da viagem, desde passagem aérea a lembrancinhas (que por sinal são lindas e baratas), tivemos um gasto de R$5.000,00 por pessoa. Achei um excelente valor para uma viagem de 26 dias. Claro que esse valor depende de muita pechincha e pesquisa, pois quase tudo lá tem um preço acessível, porém da para baixar mais kkkk.
      Os valores detalhados no relato são geralmente por pessoa, porém algumas coisas como refeições, hospedagens e taxi são compartilhados (vou tentar pontuar no relato).
       
      Bom chega de conversa e vamos aos fatos 😜
      Dia 01
      Chegamos em Sta Cruz de La Sierra, aproveitamos um Wi-fii no aeroporto para uma breve comunicação com a família. Saindo do aeroporto e pedindo informações, conseguimos localizar o terminal bimodal (transporte público que nos levaria até a rodoviária), gasto total de 8 bols.
      A rodoviária de Sta Cruz é tumultuada e suja como quase todas que já passei na vida kkkk, lá compramos a passagem para Sucre por 80 bols (empresa Guadalupe), cambiamos uma grana ($1 – 6,85 bols). Como tínhamos umas horas até o embarque fomos procurar algum lugar pra comer, dividimos um combo de frango frito com batatas que estava bem ruim, quase não comi (26 bols) e compramos umas bolachas para enganar a fome na estrada (10 bols).

       
       
      Dia 02
      Chegamos mega cedo na rodoviária de Sucre, o local não estava bem estranho e não sentimos muita segurança para rodar atrás de busão com as mochilas, optamos por um táxi, negociamos muito o preço e fechamos por 10 bols para nos deixar no centro da cidade (o Uber não era tão popular naquela época, talvez hoje em dia seja uma opção).
      O centro da cidade é bem legal, paramos na Plaza de Armas e não tinha praticamente nenhum comércio aberto, entramos em um café que não lembro o nome, que apesar de um caro era bem bacana e tinha Wi-fii rsrs (café 40 bols).

       
      Fomos até um hostel aleatório e pedimos para guardar nossas mochilas (15 bols) pois íamos rodar muito pela cidade. Visitamos o Museu de La Libertad (15 bols) muito legal.
      Saímos desbravando a cidade, subimos até o Mirador onde rolava uma feira de rua com lembrancinhas muito lindas e baratas, paramos para almoçar em um comedouro público (o nome é feio mas vc irá se deparar com vários assim no decorrer da trip) onde pagamos 11 bols em um almoço que conseguimos dividir 😄 , a comida era simples e boa, um arroz com frango e salada, porém a questão sanitária não é o forte por lá, as comidas eram armazenadas em uns baldes e a mulher que montava o prato pegou o frango com a mão e pôs no meu prato (sem luva, talher, nada disso 😅).
       
      Aproveitamos e cambiamos mais grana por lá antes de pegar o bus até o terminal Sucre (1,50 bols). Pagamos 20 bols na passagem até Potosi pela empresa Emperador.
      Chegamos de noite em Potosi e sem sinais de Soroche ( mal de altitude) até o momento, graças a Deus!!!!
      Na rodoviária pegamos um busão até a Plaza 10 de novienbre (1,50 bols) e de lá começamos a caçar hospedagens. A cidade estava bem movimentada, rolando umas barraquinhas de comidas e bebidas, tranquilo para andar. Fechamos a hospedagem no Koala Hostel, indicação dos relatos daqui J (quarto compartilhado 60 bols), local simples porém com ducha quente e café da manhã, indico.
      Saímos a pé para jantar e paramos em uma pizzaria (28 bols), depois voltamos para o Hostel para descansar um pouco, estávamos pregados.
      Dia 03
      Tomamos um café da manhã no Hostel e experimentamos o famoso chá de coca (meu marido odiou, mas eu não achei ruim não).
       

       
      Visitamos a Casa de La Moneda (40 bols), super recomendo!!! Local excelente para descobrir um pouco mais sobre a História, que apesar de pontos muito tristes é muito interessante.
      Passamos um bom tempo passeando pelo centro da “cidade branca”, estava rolando uma apresentação na rua de várias escolas, como um desfile, cada grupo de crianças com roupas e danças típicas, coisa linda de se ver!! 🥰
      Paramos para almoçar, não lembro o nome do local (23,50 bols), pegamos nossas mochilas no Hostel e caminhamos até a rodoviária. Era uma boa caminhada, mas foi bem tranquila.
      Compramos nossa passagem com destino a Uyuni por 30 bols com a empresa 11 de Julio. Lá na rodoviária ficam várias pessoas gritando “Uyuni” oferecendo os serviços das empresas de ônibus, lembre-se de negociar sempre!! Como tínhamos um bom tempo até nossa partida, aproveitamos para comprar uns snacks em um mercadinho em frente (18 bols). Dica: sempre leve snacks na mochila, principalmente nas viagens de busão, pois são longas e muitas vezes as paradas não tem quase nada de opção.
       
      Dia 04
       
      As viagens de ônibus pela Bolívia vão ficar pra memória 🤣, foram todos os tipos de perrengue, desde veículos em condições precárias, sem cinto de segurança e banheiro, foras as estradas ruins com curvas alucinantes que cortam uns lugares completamente isolados.
      Outra coisa que sempre me deixou assustada são aquelas cruzes na beira da estrada com flores e imagens religiosas que sinalizam que alguém morreu por ali, cara isso é o que mais tem por lá!!!!! Chega a ser surreal, ao fim da viagem já tinha costumado kkkkk.
      Fora que alguns ônibus possuem TV e DVD, que na maioria das vezes são deixados em volumes altíssimos. Em uma das viagens passou toda a sequência do Karate Kid (nem sabia que tinham tantos 😂) em um volume estrondoso e não dormi a viagem toda, e sim foram algumas pessoas reclamar para o motorista, mas não resolveu nada.
      Enfim chegamos em Uyuni umas 23h e por incrível que pareça a cidadezinha estava com várias pessoas oferecendo os passeios pelo Salar. Dá pra perceber que é o turismo que movimenta a região. Na própria parada de ônibus ficavam pessoas te abordando.
      Nossa ideia era fechar o passeio, comer algo e procurar um Hostel, já tínhamos umas indicações de empresas que vi aqui nos relatos e assim saímos buscando o melhor preço. Pesquisamos bastante, mas não fechamos para poder negociar descontos (negociem tudo!!!!!) e pq percebemos que podíamos fechar no dia seguinte, cedo, sem problemas.
      Como estava um frio de lascar e a fome estava apertando, saímos caçando um lugar pra comer e já estava quase todos fechados (pelo menos os que cabiam no orçamento né rsrs), paramos então no Café Uyuni e pedimos pão com queijo e chocolate quente. Pessoal é sério, essa dica vale ouro! Não peçam chocolate quente na Bolívia!!! A receita consiste em água quente com Nescau e nada mais, é muito ruim!!!!! Terminei minha refeição mega decepcionada e voltamos para rua principal para caçar um Hostel.
      Tinhamos indicação do Hostel El Viajero e acabamos fechando lá pois os outros estavam cheios e mais caros, pagamos 60 bols no quarto duplo com banheiro privado e ducha caliente.
      Após uma boa noite de sono, acordamos cedo, tomamos banho e saímos, fechamos o passeio com a Thiago Tours por 600 bols por pessoa (2 noites e 3 dias) incluso hospedagem e refeições. Essa empresa é de um brasileiro e super recomendo pois não tivemos problemas e fomos bem atendidos. É claro que se vc dispõe de mais grana e quer algo mais requintado tem outras empresas no mercado, nós vimos a diferença nas paradas para alimentação pois a quantidade, variedade e qualidade dos alimentos era bem maior que a nossa.
      Os carros sairiam ás 10h30, portanto tínhamos um tempo livre, então fomos comer no Nonis Café que tinha sido bastante indicado nos relatos, pedimos um café continental e, como todos os outros, não matou nossa fome de dragão, tivemos que pedir mais alguma coisa L, gastamos 50 bols (achei caro mas vale a visita).
      Na volta fui acometida por uma crise de enxaqueca surreal (acredito que era a altitude mostrando suas garras! 😵) e parei no hostel para tomar remédio e descansar um pouco, o João foi atrás de snacks para a viagem (gastou 27 bols).
      Melhorei e seguimos para o ponto de encontro, dividimos nosso 4x4 com mais 2 casais da República Tcheca, bem simpáticos. Lembre-se que esse carros levam uma média de 6 turistas por veículo.
      O passeio é um caso a parte, vale muito a pena e foi o ponto alto da viagem para mim, empatando com Machu Picchu. Não vou ficar descrevendo em detalhes pois só vendo para saber do que estou falando 😍😍
      Nesse dia gastamos o seguinte:
      60 bols (blusa de lã linda! para mim) + 55 bols (blusa de lã João)
      20 bols lembrancinhas
      10 bols (ducha caliente). Custo para usar por 5 minutos (deu para nós dois tomarmos banho, acredite se quiser kkkkkk o frio faz milagres)
      10 bols snacks
      12 bols cervejas
      15 bols Imigração
       

       
      05 dia
       
      Não tenho anotação de gastos, pelo que me lembro não tivemos nenhum pois tínhamos snacks suficientes.
      Tivemos um dia excelente, paisagens deslumbrantes, porém à noite o “Soroche” bateu forte, foi um misto de náuseas, dor de cabeça, tontura e febre 🤒. Tomei um monte de remédios que tinha levado, me enfiei no saco de dormir e tentei descansar. Nesse dia ficamos sem banho devido frio intenso e um chuveiro precário que pingava água gelada, portanto recorremos ao lencinho umedecido.

       
      06 dia
      Acordamos muito cedo para visitar os Gêiseres, foi a manhã mais fria da viagem, dica: levem touca, luvas e cachecol na mochila de ataque.
      Depois de visitar alguns locais, finalizamos atravessando a fronteira com o Chile e foi tranquilo. Chegamos no Atacama umas 12h.
      Atacama me impressionou pela estrutura turística com seus restaurantes refinados, lojas elegantes e coleção de agências de turismo no meio do deserto, um contraste interessante.
      Saímos à procura de hostels com bom preço e acabamos escolhendo o La Casa Del Sol Nascente, fechamos beliche em quarto compartilhado por 7.000 pesos (2 noites), o local atendeu as expectativas, nada demais.
      Conseguimos almoçar por 3.500 pesos cada, comida bem simples e caseira servida em uma barraca na rua, não tem nome pra indicar, mas elas ficam próximas ao hostel.
      Aproveitamos para comprar os passeios do dia, fechamos Valle de La Luna por 10.000 pesos (incluso os 3.000 da entrada) e Laguna Lican Atay por 13.000 pesos, não tenho o nome da empresa. Fomos no Valle de La Luna e foi demais, lugar lindo, curtimos o fim de tarde nessa vista incrível.

       
      Dica importante: a temperatura do Atacama oscila muito, durante o dia o tempo é quente e seco, quando anoitece a temperatura despenca e muito, portanto não subestime o deserto, leve blusa nos seus passeios. 🥵🥶
      Compramos também a passagem para Arica para o dia seguinte (21.200 pesos). Jantamos uma pizza e cervejas no Barros Restaurante, lugar ótimo com música ao vivo (14.200 pesos).
       Dia 07
      Compramos nossos itens para o café da manhã em um mercadinho (3.250 pesos), saímos para conhecer a região a pé (se vc curte bike dá pra alugar uma) e voltamos para almoçar no Barros, comemos uma massa bem servida e boa (13.250) e partimos para nosso próximo passeio, a Laguna Lican Atay, que já tínhamos fechado no dia anterior com a mesma agência.
      O dono da agência tinha um jeitão de gangstêr 😎, ele explicou que a região em que é realizado o passeio possui algumas lagoas, uma é própria para banho, e que ele era dono delas (pasmem!!).
      Chegamos no local de micro-ônibus, pagamos uma taxa de entrada de 5.000 pesos, as lagunas são lindas, a cor impressionante, eu não quis entrar na água pois estava frio, mas se vc não tem problemas com isso sugiro que entre, pois devido o alto teor de sal na água, as pessoas não afundam!!! Sim, ficam boiando naquela lagoa no meio do deserto! Muito show!
      Super recomendo que vc leve uma toalha na mochila de ataque, pois será necessário uma ducha para tirar o sal que fica impregnado na pele.
      Chegamos no Atacama, tomamos um banho no Hostel (já tinha feito check-out mas eles autorizaram J), forramos o bucho com nossos lanchinhos baratos do mercadinho (2.800 pesos) e partimos para rodoviária. A caminhada é boa, mas dá pra ir tranquilo.

       
      Dia 08
      Esse dia foi bem cansativo, pois consistia em diversas viagens de ônibus seguidas, mas coragem que o destino final, Arequipa, vale o esforço!!
      Chegamos em Arica, compramos pão com ovo e café por 4.000 pesos, pagamos 700 pesos de taxa de embarque. O ônibus de Arica para Tacna custou 7.000 pesos pela TurBus.
      Chegamos em solo peruano!!!! Em Tacna compramos a passagem para Arequipa por 25 soles, 4 soles de taxa de embarque.
      Chegamos no fim de tarde em Arequipa, caçamos um Hostel para ficar e achamos um por 65 soles o quarto com banheiro privado e café da manhã, mas infelizmente não lembro o nome, fica em uma galeria.
      Saímos para conhecer a região, Arequipa é incrível, eu fiquei apaixonada por essa cidade e pretendo voltar um dia para subir o vulcão Misty. A Plaza de Armas é linda, ao redor tem diversas agências de turismo e lojas de “regalos”.
      Aproveitamos e fechamos o passeio do dia seguinte com a Kusi Travel, pagamos 40 soles para Valle Del Colca e 40 soles para o bilhete Del park. Se vc se afastar do centro da cidade vai encontrar diversos restaurantes pequenos com ótimos preços, jantamos por 7 soles e a comida era muito boa, uma sopa de quinoa de entrada, prato principal: arroz, filé de frango, fritas e salada, incluso um suco de cortesia e uma gelatina de sobremesa!!!!
       
       
      Dia 09
      Acordamos mega cedo para o passeio do Valle Del Colca, a van da agência passou no hostel para nos buscar. A viagem é longa, a paisagem maravilhosa e a altitude é foda, vi algumas pessoas passando mal. A van vai realizando paradas em locais estratégicos para fotos, sempre tem ambulantes com artesanatos lindos e volto a lembrar: pechinchem!!!!!!! Aproveitamos e compramos uma réplica de um “tumi de oro” por 10 soles (vi um casal pagando 50 soles em uma peça semelhante).
      Na hora do almoço, o guia levou os turistas para um restaurante que cobrava uns 40 soles com comida “á vontade”, mas desconfiamos do golpe e entramos para ver o Buffet, que realmente deixava a desejar. Saímos para caçar outro lugar mais em conta, foi nítida a insatisfação do guia 😂🤣, mas to nem aí!!!
      Não tinha muita opção, vila bem pequena e quase todos os estabelecimentos fechados. Almoçamos em um restaurante super simples, bem caseiro, por 17 soles (João) e 8 soles o meu prato. Ainda achamos sorvete por 1,50 e empanadas por 2,50 soles 😋
      O Valle é lindo, dá para ver os condores voando bem próximos de nós, simplesmente imperdível.
      Voltamos para Arequipa no fim de tarde, jantamos no Mc’Donalds (ninguém é de ferro né kkk) por 18 soles o combo Big Mac, passeamos bastante no centro e voltamos para descansar.
      Aproveitamos essa parada em Arequipa para lavar nossas roupas, o próprio Hostel indicou um serviço de lavanderia que retirava as peças lá e trazia limpas por 6 soles o kg, gastei 12 soles.

       
      10 dia
       
      Tomamos café no Hostel, o famoso café continental 😒, já adianto que se vc for uma pessoa com uma fome bruta igual a nossa, não vai ser suficiente, pois é bem pouca coisa 😔
      Tiramos o dia para passear por Arequipa, pois partiríamos para Nazca naquela noite. Começamos pelo Mosteiro de Santa Catalina (entrada 40 soles) e garanto: vale cada centavo! Que lugar lindo, cheio de história, chega a ser meio sinistro em alguns momentos, rende fotos incríveis e merece ser visitado sem pressa. Se quiser fazer com um guia, custa 5 soles a mais e vale a pena pagar.
      Saímos de lá na hora do almoço, comemos bem por 9 soles (sim, a comida é muito barata!! 🤩) e partimos para o Museu Andino (20 soles entrada + 2 soles de gorjeta para guia), local super interessante, é onde esta exposta a múmia mais bem conservada dos Andes, a Juanita.
      Tomamos um sorvete no Burger King (8 soles), buscamos nossas mochilas no Hostel e fomos para rodoviária, passagem para Nazca foi 50 soles pela empresa Cetur.
      Chegamos em Nazca bem tarde, quase meia noite e caminhamos pela cidade em busca de hostel. A cidade estava praticamente deserta, bem sinistro mesmo, esse foi um dos poucos momentos da viagem em que senti certa insegurança, mas felizmente arrumamos um quarto (40 soles casal).
       
      11 dia
       
      A cidade em si não tem muitos atrativos, a Plaza de Armas é simples, mas nosso interesse eram os passeios pelo deserto. Tomamos um café da manhã em lanchonete por 17,50 soles (bem servido), fechamos passeio com a Peru Desert por 50 soles, incluindo a pirâmide de Cahuachi e o sandboard, achei o preço alto, porém as empresas de turismo foram irredutíveis e você depende delas para chegar lá.
      Como sairíamos somente à tarde, aproveitamos para almoçar um PF por 10,50 soles com direito a Inca Kola ❤️ (sim, a esse ponto já estava viciada nela), não tenho o nome do restaurante, mas era próximo da Plaza.
      O passeio é bacana, feito em um carro doido que parece um buggy “a La MadMax” 😆🤣. Passamos por um antigo aqueduto que ainda possui peixes, bem legal. Vi em alguns relatos daqui que as pessoas entravam neles para tirar foto, no nosso caso não rolou, sinceramente não sei se são locais diferentes ou se as regras mudaram.
      Passamos por um cemitério profanado, que apesar de bastante interessante, me pareceu ser um cenário um pouco montado para turistas, mas vale a visita.
      O passeio pelo deserto é uma aventura, o guia pegava umas descidas bem fudidas, dava um frio na barriga, dá uma animada no passeio. Eu não fiz o sandboard, mas o João fez e gostou.
      Cahuachi é bem bacana, trata-se de um sítio arqueológico, antigamente servia como centro de peregrinação da cultura Nazca, vale bem a visita. Só sei que nesse momento o frio já estava tenso demais e o vento do deserto só piora a situação, tudo isso somado a um buggy todo aberto em movimento, já viu né, é areia no olho e vento gelado cortando a pele. Posso dizer que foi um dos momentos mais gelados da viagem 🥶.
      Não fizemos o voo pelas linhas de Nazca, pois achamos caro e também não teríamos tempo suficiente para tentar avistar das outras formas possíveis. Se você vai pra lá com mais tempo livre, acho que vale muito a pena pesquisar as maneiras de fazer esse rolê de forma econômica.
      Chegamos na cidade era fim de tarde, pegamos nossas mochilas na Peru Desert, jantamos em uma lanchonete uns lanches gostosos por 9,50 soles e fomos para rodoviária. Partiu Ica, passagem custou 12 soles pela empresa Soyuz.

       
      Chegamos a noite em Ica, não lembro bem o horário mas já passava das 22h, a região ao redor da rodoviária não é muito agradável, achei mais perigoso com “ares de cidade grande” sabe... Enfim, fomos atrás de um local para dormir.
      Uma dica: se você estiver em uma cidade dessas em que não conhece a região, não tem hospedagem reservada e já esta tarde, pegue um transporte (táxi, Uber, Tuk Tuk, etc) até a Plaza de Armas, pois geralmente nessas regiões é maior a possibilidade de ter comércio aberto, mais movimento nas ruas e hostel perto.
      Outra dica: se sua intenção é fazer o passeio das Islas Ballestas, programe-se para chegar cedo em Ica para comprar o passeio, pois as agências funcionam em horário comercial. Como só tínhamos um dia disponível para Ica e chegamos tarde, não conseguimos fazer esse passeio, infelizmente 😥
      Encontramos um Hotel com quarto disponível e mesmo achando a região bem suspeita (tinha um estabelecimento em frente ao Hotel, parecia ser um bordel, com meninas adolescentes na porta, muito triste e preocupante 😭), já era tarde e decidimos ficar.
      Nosso pesadelo começava aqui...
      O quarto era bem simples com banheiro privativo e ducha quente. Acomodamos-nos, desesperados por um banho quente e uma noite de sono, tinha sido um dia agitado com passeio no deserto, viagem de ônibus e muito frio. Eis que ligo a maldita ducha e a água estava gelada, tentamos aquecer de toda forma e nada!
      Ligamos na recepção e muito a contra gosto nos trocaram de quarto quando constataram que o chuveiro estava queimado. E lá vamos nós...
      Cara eu já estava puta da vida, cansada e com frio, chego ao outro quarto e a situação segue ainda pior... Uma confusão no quarto ao lado, primeiro uma música bem alta, depois uma briga com gritaria. Aquilo foi à gota d’água!!! Fiquei bem assustada!😱
      Nem ligamos na recepção, já descemos direto, pedindo nosso dinheiro de volta, pois não tinha condições de se hospedar ali. O mesmo recepcionista não questionou muito e liberou nosso dinheiro.
      Já era quase 2h da manhã e lá estávamos nós na rua novamente e justamente na cidade em que mais fiquei cismada com a questão de segurança.😫
      Em uma situação dessas não da pra ficar pensando muito em economia, já que não conseguiríamos fazer o passeio para Islas Ballestas, optamos pegar um táxi para Huacachina e tentar se hospedar por lá.
      O percurso é mais rápido do que se imagina, aquele Oásis no meio do deserto é bem perto de Ica, cerca de 5km, não tenho o valor do táxi, mas foi barato. Chegamos lá e conseguimos um Hostel por 60 soles (quarto casal com banheiro compartilhado) depois de muita procura, a maioria das hospedagens são caras ou estão lotadas. Enfim, banho e cama. Desculpem a falta de informação $$ dessa parte, mas imagina cabeça desse casal como estava 🤯🤬
       
      12 dia
       
       Obviamente acordamos mais tarde que o normal e tiramos o dia para passear por Huacachina. Tomamos um café da manhã saboroso em uma espécie de food truck 🤔 (13,50 soles).
      A história do Oásis impressiona, o local antigamente frequentado pela elite era cenário de festas e luxo, com o passar dos anos foi sofrendo com falências, falta de clientes, poluição da lagoa artificial (sim ela é artificial e isso é decepcionante 😐) e algumas lendas sinistras (pare para ouvir os locais contando, é bem legal 🥰).
      Sinceramente esse misto de estabelecimentos chiques, construções antigas e hotéis abandonados dá um ar decadente muito charmoso.
      Passeamos bastante, almoçamos em um pequeno restaurante bem caseiro por 23,50 soles e foi o melhor rango da viagem toda 😋!!! Um spaghetti com molho pesto e filé de frango empanado, bem servido e saboroso. Para acompanhar, uma cerveza Cusqueña por 6 soles e fechamos com sorvete por 2 soles.
      De bucho cheio, subimos as dunas para curtir o visual, da pra fazer fotos incríveis e não senti a necessidade de pagar passeios por lá pois já tínhamos passeado de bug pelo deserto em Nazca. Dica importante: não faça como meu marido, que devido o calor da tarde decidiu subir as dunas de chinelo e passou um perrengue da peste 😂 kkkkk a areia parece brasa e queima mesmo!! Eu subi de bota e foi sucesso kkkk 😘
      À tardinha voltamos para Ica, pegamos um Tuk Tuk até a rodoviária, são super baratinhos, não lembro o valor, mas sei que usava somente umas moedas para pagar, porém sempre acerte o preço antes de embarcar. Para quem tem muita neura com segurança prepara o coração, pois são motos com uma adaptação para carregar 2 pessoas atrás e a maioria tem uma estrutura bem improvisada, andamos em um que as “paredes” eram feitas de papelão kkkkkkkkk.
      Compramos a passagem para Cusco por 160 soles pela Empresa Cruz Del Sur, guardem esse nome!!!! Cruz Del Sur ❤️!!!!! Que ônibus meus amigos, me senti na primeira classe dos busões kkkkkk. Se a viagem é longa, como a maioria é, vale cada centavo que se paga a mais que algumas outras empresas. Eles têm serviço de bordo (pasmem!!!), refeições inclusas (boas), cobertor e travesseiros, tela em cada assento com fone de ouvido e vários filmes bacanas, revezamento dos motoristas, resumindo foi bom demais.
      Ahhh cambiamos grana antes de partir.

       
      13 dia
       
      Chegamos na maravilhosa Cusco!!! Que emoção, era um sonho se tornando realidade 😍
      Saímos pelas ruas estreitas caçando um hostel, batemos muita perna, os hostels mais populares esgotam rápido, porém demos uma sorte danada e conseguimos uma cama em quarto misto no Milhouse (40 soles) com café da manhã incluso. Super indico o local, especialmente se estiver viajando sozinho, lá é bem animado, tem bar com festas à noite e passeios, fora que o local é gigante.
      Hospedagem ok, mochilas guardadas, lá fomos nós organizar nosso roteiro para os próximos dias. Pedimos informação do local que vendia a entrada para Machu Picchu, encontramos fácil, estava com uma pequena fila, mas foi tranquilo (152 soles). Se tua intenção é subir a Huayna Picchu, compre pela internet com antecedência.
      Para entrar nos pontos turísticos de Cusco, você vai precisar comprar o Boleto Turístico, custa 130 soles (tem desconto pra estudante que tem aquela carteira internacional). Segue foto modelo (internet)

      A Plaza de Armas é linda, tem muitas opções de comércio ao redor, passamos por várias agências tentando fechar o melhor preço para nossos próximos passeios, vale a pena (como sempre) pechinchar, tenha em mente todos os lugares que quer conhecer para fechar um pacotão, sai bem mais barato.
      Infelizmente não tenho o nome da agência que fechamos, mas tenho os valores para servir de base: City Tour Cusco 10 soles, Valle Sagrado com almoço incluso 50 soles (o desconto compensou pegar com refeição) e van para Aguas Calientes + Hospedagem 1 noite (quarto privado) 80 soles.
      Jantamos por 23,75 soles e voltamos para o Hostel.
       
      14 dia
      O café da manhã no Milhouse é ótimo!!! Depois de comer como se não houvesse amanhã 😋, partimos para o tour pelo Valle Sagrado. Sério, que incrível!! A dica de ouro aqui é fazer esse roteiro antes de Machu Picchu, pois da um gostinho de entrada para o prato principal sabe¿! A verdade é que depois de Machu Picchu, qualquer outra ruína Inca parece ser simples.
      Primeira parada foi Pisac, muito interessante esse primeiro contato com as ruínas dessa intrigante civilização.
      Durante o tour, eles param em pontos específicos para fotos e comércio de regallos, já aviso que a tentação é gigante. As clássicas fotos ao lado de lhamas bebê e mulheres com os trajes típicos podem ser facilmente tiradas 😉
      O almoço é no povoado de Urubamba, muito bem servido e as bebidas cobradas separadamente, cerveja 8 soles.
      Ollantaytambo é um caso a parte, simplesmente linda! Demos sorte de pegar um guia sensacional, muito empolgado e com ótimas informações sobre os lugares que passamos, que nos deixou ainda mais encantados pelas histórias do lugar. Se vc tiver tempo disponível no seu roteiro, eu encaixaria uma noite em Ollantaytambo, me arrependi de não ter ficado mais lá.
      Seguimos para Pisac, visitamos uma igreja linda e cheia de imagens marcantes, nos encontramos com as artesãs locais que produzem peças lindas com a lã da Alpaca, elas explicam todo o processo de coloração das peças e nos recebem com chá quente e muita educação. Comprei uma touca por 22 soles.
      Retornamos para Cusco no fim de tarde, jantamos um hambúrguer com fritas e sucos por 17 soles (em alguma lanchonete do centro).
       

       
      15 dia
       
      Acordamos muito cedo para nossa viagem até a Hidrelétrica. A viagem dura em média 7 horas, fizemos em uma van, são realizadas poucas paradas para banheiro e alimentação (bem poucas mesmo), portanto leve snacks e água (lanches na estrada 10 soles).
      Se você é daquelas pessoas que passam mal em ônibus 🤢, já tome e leve remédio, pois sendo sincera é tenso!!
      Não tive problemas com enjoo, nem meu marido, mas vi pessoas passando mal. Agora se eu falar que consegui dormir estarei mentindo, o medo não deixava kkkkk sério que caminho é aquele!!!! São montanhas lindas, muito altas, com estradas estreitíssimas e precipícios, eu ainda fiz a bobeira de ficar na janela e não recomendo 😅😂.
      Se você não tem medo de altura... e da morte kkkkk vai ser sossegado 🙏🤣
      Conhecemos na van uma família de brasileiros, pernambucanos (Nordeste é foda!!!!! ❤️), que faziam exatamente o mesmo roteiro que nós, inclusive usavam o mesmo relato daqui como base para o planejamento, salve @Tanaguchi mais uma vez!!! Hahahaha!!!! Eles se tornaram companhia em outros momentos dessa viagem e da vida, pois nos encontramos em Olinda dois anos depois para uma cerveja gelada. Deixo aqui nosso abraço para Cássia, Márcio e seus filhos Camila e Marcio Jr.
      Finalmente chegamos na Hidrelétrica e tínhamos uma caminhada pela frente, seguimos o fluxo de turistas e acredite, é muita gente optando pelo modo mais econômico, portanto vai sem medo porque o caminho é tranquilo, a maior parte em linha reta beirando os trilhos do trem, com uma das vistas mais sensacionais dessa trip.
      Achamos o trajeto muito agradável, com aquele barulho gostoso de água corrente devido um lindo riacho que beira a estrada, ar puro e paz. Mesmo que você não tenha um bom preparo físico, seja sedentário, permita-se fazer essa trilha, vai no seu ritmo e curta cada passo, vale a pena!
      Avistamos as luzes de Águas Calientes e vem um alívio de missão cumprida. A cidade é um charme, ruas estreitas, restaurantes decorados tipicamente, vários doguinhos andando pelas ruas, aquela vista surreal das montanhas, tudo muito foda!
      Encontramos nossa hospedagem, chama Denis House, deixamos nossas mochilas e saímos para conhecer um pouco mais.
      Em relação a valores, Águas Calientes é uma cidade turística e tem preços altos, porém nada surreal como ouvi falar. O que mais me incomodou foi o tamanho das porções de comida dos restaurantes, simplesmente ridícula de tão pequena. E isso pareceu ser uma estratégia de todos os restaurantes, eles põem preços atrativos nas placas, mas diminuem na quantidade de comida.
      Paramos em um restaurante para comer uma pizza (29 soles a de 8 pedaços), porém a massa era extremamente fina e o recheio bem pouco, conclusão: não matou nossa fome 😒
      Compramos em um mercadinho uns itens para comer na trilha do dia seguinte (12 soles) e voltamos para descansar.
       
      Dia 16
       
      Esqueci de comentar que no momento em que comprar o ticket para Machu Picchu, vc deverá escolher o horário em que irá visitar, sendo as opções: manhã ou tarde. Isso permite limitar a quantidade de turistas circulando e preserva esse patrimônio da Humanidade 😍
      Outra coisa importantíssima que me esqueci de mencionar é que não fomos para Águas Calientes com nossa mochila cargueira por motivos óbvios (peso extra para as caminhadas), portanto colocamos uma troca de roupa e itens de higiene pessoal indispensáveis na mochila de ataque. Conseguimos deixar nossas cargueiras no Milhouse (hostel que ficamos em Cusco) sem dificuldades, eles têm um cômodo para armazená-las. Independente da onde esteja hospedado, acredito que não haverá problemas, pois é uma prática bem comum entre os viajantes.
      Nossa programação tinha sido a seguinte: iniciar nossa subida beeeem cedo, umas 4:00 AM, passar a manhã toda conhecendo as ruínas, retornar na hora do almoço para Águas Calientes, almoçar, pegar nossas mochilas e retornar para a Hidrelétrica, afinal nossa van sairia no final da tarde. Os horários seriam apertados, mas já estávamos acostumados (sabe de nada inocente kkkk).
      E lá estávamos nós ás 3:40AM de pé, mortos de sono mas extremamente ansiosos. Compramos na noite anterior em um mercadinho alguns itens que seriam nosso café da manhã e snacks da trilha, então comemos a caminho da ponte onde parte a subida para Machu Picchu.
      A quantidade de pessoas é gigante, já tinha uma espécie de fila antes da ponte, alguns guardas bloqueavam o acesso, seria liberada a subida somente ás 05h. Não tinha lido nada a respeito desses horários em relatos, então não sei informar se são novas regras ou se sempre foi assim. Só sei que ficar uma hora em pé naquele frio só aumentou minha ansiedade. Ahhhhh leve roupa de frio galera, é sério!!
      Enfim liberaram a subida, a trilha é estreita, portanto esse formato de fila acaba sendo mantido em boa parte do trajeto. A maior parte é subida, quase que 90%; vai estar escuro mas tem muitas lanternas ajudando, mesmo assim leve a sua pq vai precisar; não recordo quantos Km ela tem mas fizemos em 40min; é basicamente uma escada com degraus irregulares; vista roupas em camadas que fiquem fáceis de retirar caso o calor aperte devido o esforço físico e posso dizer que o esforço compensa.
      Não vou mentir e falar que a subida é pra qualquer um, pq não é! Se você está sedentário há anos, tem idade avançada, problemas articulares (joelho, quadril, etc) ou alguma doença que te cause limitações, aconselho ir da forma mais prática, porém menos econômica que é o micro-ônibus.  Não sei informar quanto custa, mas não deve ser difícil de descobrir por aqui.
      GENTE não quero ser radical, não sei se demos azar ou o quê, mas o povo que fez a subida no mesmo horário que nós pareciam ser maratonistas, kkkk sério, eles subiam em um ritmo bem acelerado e não tinha como você parar pois era tipo uma fila, o ritmo tinha que ser constante. Cara, não somos sedentários, faço treino de alta intensidade regularmente e não foi fácil.
      Se tu és jovem e saudável, se arrisque e suba, vale a pena.
      Chegamos ao topo vivos e começamos a explorar a região, surreal!! Tem muito lugar pra conhecer e muitas fotos pra tirar, se preparem para andar bastante. Tinha bastante turista, mas não a ponto de atrapalhar, não contratamos guia e não me arrependi. Foi uma manhã bem chuvosa e nublada, uma capa de chuva cairia bem, recomendo levar.
      Agradeci por não ter comprado o ticket para Huayna Picchu, devido o tempo fechado nem dava pra enxerga-lá, quem subiu comentou que não deu pra avistar quase nada.
      Achei a descida tranquila, fomos em um ritmo bem mais de boas, sem tumulto, só apreciando a vista. Chegamos em Aguas Calientes bem cansados e a última coisa que queríamos era enfrentar a trilha da Hidrelétrica. Como tínhamos planejado um dia off em Cusco, pensamos em usá-lo por aqui mesmo.
      Graças a Deus conseguimos contato com a empresa e trocamos a van para o dia seguinte, ás 13h. Conversamos no Denis House e conseguimos fechar mais uma noite (50 soles casal), almoçamos por 24 soles, compramos papel higiênico por 4 soles, passamos a tarde descansando e jantamos uma pizza por 29,90 soles.
      Obs: Quem optou por subir a tarde pegou o tempo aberto e sem chuva, confirmamos com nossos amigos pernambucanos, que inclusive relataram que a subida foi tranquila, sem tumulto. Fica a dica.
       
       

       
       
      Dia 17
       
      Íamos partir na van das 13h, portanto aproveitamos para dar uma volta pela manhã e almoçar (20 soles) antes de iniciar a nossa caminhada em direção a Hidrelétrica.
      Como disse antes, a caminhada é tranquila e belíssima, leve água e papel higiênico...eu mesma tive um imprevisto e aproveite um dos poucos estabelecimentos que tem nesse trajeto para usar o banheiro, senão ia no mato mesmo kkkkkk.
      Bom, a volta na van foi menos tensa pois coloquei meu marido na janela kkkk avistar por várias horas aquela distância mínima entre o pneu e os precipícios não ia me deixar dormir novamente.
      Chegamos a noite em Cusco, jantamos empanadas e sorvete (11 soles), pegamos nossas mochilas no hostel, como não tinha mais vagas por lá, arrumamos por uma noite no The point (42 soles). Sinceramente não lembro da minha passagem por esse hostel para opinar, já faz um tempão né.
       
      Dia 18
       
      Acordamos e para aproveitar o tempo ao máximo já pegamos um táxi até a rodoviária (9 soles ida e volta), compramos nossas passagens para Puno (61 soles pela Cruz Del Sur, a MELHOR!!!!!) pois partiríamos a noite. Sei que existem empresas de busão mais em conta, mas sinceramente eu preferi pagar um pouco a mais e saber que iria dormir bem e ter refeição boa inclusa, então realmente compensa.
      Lavamos nossas roupas por 4 soles/kg (deu 5 soles) e almoçamos por 15 soles, mais 2,50 soles de um chocolate, não pode faltar rsrs
      Vou ser bem sincera, me deu um certo apagão dos detalhes desse dia, mas vou tentar relatar o mais detalhado possível...
      Lembro que aproveitamos à tarde para fazer o tal City Tour, tínhamos comprado ele por 10 soles naquele pacotão que fechamos no primeiro dia em Cusco. Nos reunimos na Plaza de Armas conforme combinado e seguimos em uma turma a pé por vários pontos, com um guia explicando. Achei o passeio interessante, esse custo inclui o guia e o ônibus para os pontos mais afastados, não esta incluso o valor de entrada em Qoricancha (15 soles), que foi o templo mais importante durante o império Inca.
      Como sempre, não deixe-se levar pelo solzinho gostoso da tarde, pois é só questão de tempo para o frio aparecer, portanto leve agasalho para esse passeio. E o frio veio com força no final do passeio, que foi todo em área aberta.
       
       

      “Momento fofo em Qoricancha”
       
      Voltamos, jantamos por 10 soles e fomos para a Rodoviária (acho que fomos a pé dessa vez, mas não tenho certeza).
       
       
      Dia 19
       
      Desembarcamos na rodoviária em Puno beeem cedo, por coincidência pura encontramos nossos amigos pernambucanos e tivemos companhia, pois eles tinham a mesma programação.
      Compramos as passagens para Copacabana (20 soles), fechamos o passeio para o Lago Titicaca por 25 soles + 10 soles do barco em Uros. Nosso desayuno foi na rodoviária mesmo, no andar de cima tem uma lanchonete, paguei 9 soles por um misto-quente com suco de laranja.
      Outras gastos foram: 1,50 de taxa rodoviária, 1,00 banheiro.
      O lago Titicaca é lindo, enorme e o povo que vive nas Islas Flotantes de Uros são muito simpáticos, te explicam como fizeram aquela “vila” no meio do lago, mostram suas casas, seus artesanatos e suas dificuldades também, pois a realidade lá não é fácil, vida simples com pouco recurso, muita idosos e crianças.
       
       

       
       
      Ahhh, pra quem adora botar mais um carimbo no passaporte (quem não gosta né gente 🤣), eles tem um específico da ilha e carimbam seu passaporte por um valor simbólico.
      Não sei vocês, mas se tem um lance que eu e meu marido não curtimos são atividades muito comerciais sabe, como excursões ou conhecer locais voltados para turistas, deixando CLARO que não tenho nada contra quem curte esse tipo de viagem ok!!!! Mas teve uns momentos desse passeio que me senti assim sabe, pois eles contam muito com a grana de quem vai lá visitar, ai se você não compra nada de artesanato, fica um climão. Ao final do passeio, um casal cantou uma canção para nós, contribuímos com uma grana e agradecemos. Sei lá, pode ser nóia minha, mas fico me sentindo um pouco mal sabe.
      Almoçamos por 16,50 soles ( não lembro onde e o que kkkkk), 3,50 de snacks e partimos Copacabana.
      Viagem foi de boas, passagem pela fronteira também, uma fila rápida e sem enrolação. E lá estávamos nós de volta a Bolívia, sua linda!!!!
      Ahhhh teve uma situação sim, quando estávamos chegando o motorista do ônibus começou a fazer propaganda do Hotel El Mirador, falando que quem não tinha hospedagem reservada eles tinham vagas, com vista para o lago, o preço estava bem melhor do que o local que tínhamos reservado pelo Booking (40 bols) e inclusive ele ia deixar a galera na porta!!!! Ai gente, assim fica difícil ser justa, até consultamos no mapa a distância da nossa reserva e... era uma puta de uma subida!!!!! Tentei fazer cancelamento sem sucesso, internet tava uma bosta.
      Acabamos arriscando e ficamos por lá mesmo e foi uma ótima escolha, o Hotel era simples, mas a vista era simplesmente incrível, aquele anoitecer com o Titicaca de fundo, pqp!!!! Acabou que o Booking não descontou valor nenhum nosso, ainda bem!!
      Nossa passagem por Copacabana seria super breve, afinal o foco era a Isla Del Sol, portanto, depois de um banho, saímos para conhecer melhor o local. Compramos nossa passagem para La Paz (empresa Titicaca 35 bols), compramos alguns snacks para levar no dia seguinte (15 bols) e pizza e vinho por 37,5 (bols). O local da hospedagem era bem estratégico, muito próximo do porto, a região tem vários pequenos comércios, tipo uns mercadinhos, restaurantes e locais para cambiar grana. Andamos a noite e não tive sensação de insegurança por lá.
       
       
      Dia 20
      Acordamos bem cedo, tomamos café e partimos para o porto, o barco até a Isla Del Sol custa 15 bols, o trajeto é tranquilo, não lembro quanto tempo de duração. Ao chegar à ilha você paga uma taxa de 10 bols para entrar.
      Não tínhamos hospedagem reservada, então saímos pechinchando e subindo aquela ladeira, pois a área com mais estabelecimentos fica em uma subida.
      A ilha é linda, vista incrível, trilhas para fazer e tudo muito simples. Não espere luxo por lá, as hospedagens são simples e os restaurantes também, obvio que tem alguns locais que se destacam, mas não estávamos dispostos a pagar o preço (orçamento seguido à risca kkkk).
      Não encontrei Hostel por lá, optamos por um quarto privado com banheiro externo compartilhado em um local chamado Las Cabanas (40 bols), veja que a média de preço da Ilha é acima da média, pois esse local era realmente beeeeeeeem rústico.
      Aproveitamos nossas andanças para comprar água (2 litros, 07 bols), almoçamos um PF (não tenho o valor desse, foi mal) e andamos muito.
      Como teríamos apenas um dia para conhecer a ilha, caprichamos na disposição, andamos bastante, tem vários pontos para descansar e apreciar a paisagem, tirar muitas fotos e simplesmente contemplar.
      Na época que fomos, estava rolando uma treta entre o povo que mora do lado norte com o lado sul da ilha, não me lembro em que parte ficamos, mas sei que a outra face estava fechada para visitantes, triste né! Mas nem julgo, pois só ouvimos a versão de um dos lados, mas de fato essa briga atrapalha o turismo e comércio da região.
      A noite a temperatura caiu bastante e juro que se tivéssemos mais snacks eu não teria saído do quarto pra jantar, estava simplesmente exausta das trilhas feitas o dia todo, mas a fome venceu...
      A iluminação na Ilha é escassa, somente nas casas e comércios, que na maioria estão fechados a noite, sendo assim a escuridão predomina. Nessas horas a lanterna salva o role viu, pq era tanta bosta de cavalo e cabra na estrada que se eu não desviasse ia ficar atolada no caminho kkkkk
      Achamos uma pizzaria bem simples, era quase dentro da casa do rapaz, não lembro o valor da pizza, mas resolveu nosso problema. Finalmente o merecido descanso.
       
       

       
      Dia 21
       
      Descemos a ladeira em direção aos barcos, compramos um suco e bolacha (6 bols), passei alguns bons momentos interagindo com uma adorável moradora da ilha
       
       
       

       
      Lembrando que a passagem de volta é mais cara se você comprar separado, pagamos 25 bols.
      Retornando a Copacabana, foi o tempo de almoçar (não tenho valores) e pegar o busão rumo a La Paz.
      La Paz é cidade grande mesmo, trânsito, gente pra todo canto, comércios e isso aumenta também o risco de furto e roubo, por isso todo cuidado é pouco, mas ainda assim achei bem de boas viu, a única situação que nos ocorreu foi uma noite um cara nos abordou pedindo dinheiro, mas estava visivelmente bêbado e não insistiu muito. Para quem vive em SP então kkkk La Paz é seguro até demais kkkk.
      Não tínhamos reservado nada pelo Booking, mas queríamos ficar próximos das ruas mais movimentadas (Calle Sagarnaga, mercado de las brujas, etc), então saímos da rodoviária e partimos a pé para o centro.
      A caminhada é tranquila, deve-se ficar esperto por conta das mochilas cargueiras, porém você verá muitos mochileiros nessa região, vai na fé!! Se estiver sozinho ou estiver à noite, acho que um Uber é uma boa opção.
      Chegamos até a praça que tem a bela igreja de São Francisco, as ruas estavam lotadas, parecia a região do Brás, com muitos ambulantes e muvuca rsrsr deu até saudades de casa rsrsrs. Começamos a subir essa rua principal, se não me engano é a Sagarnaga, mas sei que é uma cheia de restaurantes, agências de turismo e hospedagens. Aconselho fechar a hospedagem com antecedência nessa região, pois fica cheio de mochileros buscando as mesmas coisas: preço baixo e boa localização.
      Paramos em um hostel, tinha preço atrativo, mas não sei pq pedimos para olhar o banheiro compartilhado antes de fechar os 3 dias de hospedagem, eis a surpresa...as portas dos chuveiros não davam privacidade nenhuma,eram curtas e com detalhes em um tipo de vidro temperado que daria para ver a silueta completamente, sendo uma área em que outras pessoas estariam usando as pias. Cara, juro, não é frescura, mas porra custava colocar um porta simples de madeira ou sei lá o que!!! Se tiver algum dono ou aspirante a dono de hostel lendo esse relato, fica a dica, não é pq nós optamos por dividir o quarto e outras áreas com desconhecidos que não me importo que me vejam pelada tomando banho né!!!
      Enfim, já estava tarde e acabamos ficando em um “hotel” chamado Salas, por 210 bols os 3 dias de hospedagem, não achei barato pela qualidade que era bem baixa e a localização, pois era no final dessa rua movimentada.
      Passamos por várias agências no intuito de fechar Chacaltaya e quem sabe a Carretera de La Muerte para meu marido, porém acabamos desistindo da segunda opção pelo curto tempo que teríamos. Fechamos então com a Barro Biking , Chacaltaya por 100 bols e Tiwanaku por 200 bols.
      Jantei uma lasanha com suco e levei uma omelete recheada para viagem (ia comer no passeio) no Italian Pizza! por 65 bols, compramos snacks para o dia seguinte por 7 bols.
       
      Dia 22
       
      Acordamos super cedo para fazer o passeio até Chacaltaya e garanto, vale muito a pena!!! Trata-se de um pico da cordilheira dos Andes, a 5421m de altitude, no qual subimos com uma van por uma estrada bem estreita e íngreme e depois seguimos a pé por aproximadamente 200m.
      Foi uma experiência foda!!! Só aumentou a vontade de voltar mais vezes para fazer outras montanhas da região, obviamente com preparo para isso né
       
       

       
       
      De lá, fizemos o passeio pelo Valle de La Luna, que rende belas fotos, com uma paisagem bem diferente, vale a pena.
      Como tínhamos encontrado nossos amigos pernambucanos na montanha, combinamos uma cervejada em um pub próximo da onde estávamos hospedados, bem legal o lugar, pena que não lembro o nome (40 bols muito bem bebidos diga-se de passagem kkk), mais tarde jantamos pizza por 25,50 bols, não lembro onde kkkk
       
      Dia 23
      Acordamos super cedo para fazer o passeio para Tiwanaku, já tínhamos fechado com a agência Barro Biking no primeiro dia e o único azar que demos foi o tempo chuvoso, mas de resto foi ótimo.
      Se você curte história, culturas antigas e mistérios, esse lugar merece ser visitado. Lá eles possuem um enorme monólito, vários artefatos antigos e uns rostos lapidados na pedra que se assemelham a extra-terrestres, muito foda!!
      No passeio estava incluso o almoço, meu marido experimentou carne de lhama nesse dia, aff...eu fui de peixe frito mesmo.
      Gastamos somente 21 bols com snacks e bebida.
       
      Dia 24
       
      Tiramos o dia para circular por La Paz. Andamos de teleférico (6 bols) e optamos por não ir naquela feira que tem no final dele pois não era nosso foco ir as compras, afinal assemelha-se muito a comércios populares como Brás e 25 de Março e tem uns oportunistas nesses locais, deu para sentir por uns sujeitos bem estranhos no próprio teleférico.
      Andei muito pelo Mercado de Las Brujas e realmente é o melhor lugar pra comprar os regallos, que por sinal são muito baratos!!! É realmente difícil lembrar que esta somente com uma mochila e não sair levando de tudo um pouco, menos os filhotes de lhama empalhados obviamente...
      Almoçamos uma massa no restaurante Mozarela (38 bols), comprei snacks para a viagem de busão da madrugada (31 bols).
      Como a viagem estava chegando ao fim e estávamos dentro do nosso orçamento, acabamos afrouxando um pouco nos gastos com comida e nos deixamos levar pelo pecado da gula kkkk.
      Nesse dia jantamos no “Café Del Mundo” e super recomendo, lugar lindo com uma decoração fofíssima e deliciosos pratos, gastei 50 bols em uma refeição deliciosa e de quebra comi um brownie sensacional por 12 bols. Só vão!!!
      De bucho cheio e cansados de bater perna o dia todo, fomos para rodoviária de táxi (7,50 bols), pagamos uma taxa no terminal de 2,50 bols e a passagem para Santa Cruz de La Sierra foi 130 bols pela empresa El Dorado.
       
       
      Dia 25
      Chegamos em Santa Cruz de La Sierra e nos hospedamos no Hostel Coco Jamboo (141,50 bols), não tinham muitos locais mais em conta na localização que queríamos. Achei bom ficar longe da rodoviária, pois me fez conhecer uma Sta Cruz totalmente diferente, com uma Plaza de armas simples e bela, com restaurantes e sorveterias ao redor. Por ser um feriado por lá, estava aquele clima de cidade do interior sabe, famílias passeando na praça, cachorro correndo e um calorzinho gostoso...
      Justamente por ser feriado, os pequenos restaurantes estavam fechados e as opções abertas eram mais caras, ai já viu né, juntou o fato de ser o penúltimo dia de viagem, com a fome e as poucas opções...chutamos o pau da barraca kkkkk, foi almoço no Burger King (53 bols), jantar em uma hamburgueria (57,50 bols), sorvete artesanal (20 bols) e mais gastos com água e cerveja (32 bols).
      Tiramos o dia para comer e descansar literalmente, mas foi ótimo.
       
      Dia 26
       
      Tomamos café no hostel, cambiamos o restante do dinheiro por real, fechamos um taxi até o aeroporto por 60 bols.
       
      E chegou ao fim essa viagem sensacional e inesquecível que fiz com meu esposo (na época namorado) em setembro de 2017. Espero ter ajudado de alguma forma ou pelo menos facilitado vocês a montarem seu roteiro para essa aventura. O relato demorou mas saiu!!!!


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