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Dia 27 (quarta-feira, 15/08/2018) – Outra Experiência no Lago Mais Alto do Mundo

 

Acordamos com o café servido do hostal, pães, frutas com iogurte de morango, suco, chá e café. Ricardinho e eu já fizemos o check-out, e levamos nossas mochilonas para guardar na agência onde tínhamos comprado o passeio ontem, nos despedimos das meninas porque elas iam para La Paz de manhã, e quando a gente voltasse não encontraríamos mais elas.

O passeio saia as 7 e meia da manhã do cais de Copacabana, guardamos os mochilões na agência e descemos para o cais. Lá pegamos o barco “Andes Amazonia” e seguimos até a Isla de la Luna.

 

AS ILHAS DO TITICACA: No Lago Titicaca, existem várias ilhas, do lado peruano tem as de Uros (artificiais), Taquile e Amantani (naturais), já do lado boliviano tem ficam as maiores: a do Sol e a da Lua (naturais). 

 

Na Ilha da Lua ficamos uns 40 minutos, tem que pagar Bs. 10 de entrada, andamos por toda ela e voltamos para o barco. De lá seguimos para a Ilha do Sol, na parte Sul.

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ISLA DEL SOL: A Ilha do Sol tem um problema há alguns anos, ela é dividida em três partes, o Sul, o Centro e o Norte, cada parte pertence a uma comunidade, até uns anos atrás, elas viviam bem, aí os turistas podiam andar pela ilha toda, cada comunidade cobrava uma espécie de pedágio, coisa de Bs. 10, até que rolou alguma confusão lá e hoje só dá para visitar a parte Sul. Muita gente gosta de ir com mais tempo para o Titicaca e passar uma noite na Ilha do Sol, porque dizem que o céu noturno lá é incrível, queria muito ter feito isso, mas me faltou tempo, mas se você tiver, não perca esta oportunidade.

 

Na Ilha do Sol, pagamos mais Bs. 10 de entrada, subimos toda a Ilha, passamos pelos vilarejos que são muito lindos, não tem guia nesse passeio, o piloto do barco simplesmente fala que horas temos que estar no cais e ficamos livres para andar, mas acabamos seguindo um grupo guiado para escutar algumas informações interessantes.

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Por volta da 1 da tarde voltamos para o cais, comemos um hambúrguer duvidoso por Bs. 10 e embarcamos de volta a Copacabana, o trajeto de barco é bem demorado, mais de 1 hora. Chegamos em terra firme e fomos para a agência pegar nossas coisas, a vendedora perguntou se íamos para La Paz, respondemos que sim, e ela já nos ofereceu a passagem por Bs. 30. Aproveitei e fui ao banheiro, tive que pagar Bs. 3 para usar, comprei água e papel higiênico numa vendinha por Bs. 10. Quando eram umas 4 da tarde, a mulher da agência parou um ônibus no meio da avenida, falou para o motorista que íamos para La Paz, ele parou, guardou nossas mochilonas no bagageiro (tudo no meio da avenida), embarcamos e seguimos para La Paz.

A viagem também parecia ser bem mais curta no mapa, mas foi bem demorada, tem uma parte que todo mundo desce do ônibus para passar por uma balsa, aliás o ônibus vai na balsa e os passageiros vão de barco, tem que pagar mais Bs. 2,50 pela travessia.

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Depois seguimos viagem e chegamos na rodoviária de La Paz umas 9 da noite, outra despedida: Ricardinho já ia comprar passagem e seguir direto para Uyuni, não ficaria em La Paz. Nos despedimos e tomei meu caminho, peguei um táxi até o hostel, na estrada tinha tentado reservar o Wild Rover La Paz, mas no Booking não haviam mais camas disponíveis para essa noite, só a partir de amanhã. Então reservei o The Brew Adventure Downtown, o táxi me cobrou Bs. 20 (caríssimo, mas já estava de noite, e eu não tava muito a fim de ficar na rua pechinchando com taxistas, La Paz foi a primeira cidade que me deu medo quando cheguei, não sei se foi porque estava de noite, ou porque eu tinha acabado de perder minha companhia), me deixou na porta do hostel, no centro mesmo.

Entrei, paguei Bs. 57 com café da manhã incluso. Mandei mensagem para a Fernanda, que estava em La Paz desde cedo, e ela estava num hostel próximo ao meu, saímos para comer alguma coisa, comemos um Mc Donalds pirata (na Bolívia não tem Mc Donalds), próximo ao Mercado Lanza por Bs. 15, como já era tarde e nossa primeira impressão de La Paz não foi das melhores, achamos melhor não ficar arriscando muito de noite nas ruas, nos despedimos e voltamos para os nossos hostels.   

 

SALDO DO DIA

Passeios Ilhas do Sol e da Lua – Bs. 35,00

Entrada Ilha da Lua – Bs. 10,00

Entrada Ilha do Sol – Bs. 10,00

Hambúrguer – Bs. 10,00

Passagem Copacabana – La Paz – Bs. 30,00

Banheiro – Bs. 3,00

Água e papel higiênico – Bs. 10,00

Travessia de Balsa – Bs. 2,50

Táxi (rodoviária-hostel) – Bs. 20,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 57,00

Janta “Mc Donalds pirata” – Bs. 15,00


 

 

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Dia 28 (quinta-feira, 16/08/2018) – La Paz: Nem Sempre a Primeira Impressão é a que Fica

 

O quarto que eu peguei no hostel tinha uns 6 beliches, os banheiros eram limpos frequentemente, e o café da manhã incluso era agradável, frutas, pães e ovos mexidos, pra variar, tinha chá também. Tomei meu desayuno, e vi na recepção um anúncio de walking tour às 10 da manhã, começando na Plaza San Francisco, uma quadra abaixo do hostel. Fui lá, mas diferentemente de Lima, esse walking tour não era free, custava Bs. 20, achei razoável, e fui com ele mesmo, o guia explicava muito bem, conhecemos a Igreja San Francisco, o Palácio do Governo Boliviano, a Plaza de San Pedro, a Plaza Murillo, o Mercado das Bruxas.

O tour terminou na loja da agência HanaqPacha Travel, onde eles nos serviram chá, já aproveitei e comecei a ver os preços dos outros passeios que queria fazer em La Paz, mas só fechei um passeio de teleférico na parte da tarde por Bs. 50.

Ainda era 1 da tarde, fui procurar algum lugar para comer, acabei pegando uma pizza de Bs. 10 na Calle Comercio, comprei uma água por Bs. 8, troquei dinheiro (consegui Bs. 800 por € 100) e voltei para a Plaza San Francisco, de onde partiria o passeio pelos teleféricos as 3 da tarde. O tour foi ótimo, porque só foram a guia, um carinha de Luxemburgo e eu, nós pegamos uma van até a estação de teleféricos, lá entramos e pegamos a Línea Roja, até a cidade de El Alto, descemos lá e andamos pelo Mercado das Bruxas de El Alto que é bem mais macabro que o de La Paz, conhecemos também a Feira das Pulgas de El Alto, depois pegamos outra van até a estação de teleféricos, onde comemos um tipo de esfirra típico da Bolívia por Bs. 5, entramos na Línea Amarilla, passamos por cima da Zona Sul de La Paz, pegamos a Línea Celeste, depois a Blanca e por fim a Naranja, até voltarmos a Plaza, durou até umas 5 e meia o passeio, a guia ia explicando tudo, contando umas curiosidades, valeu bastante a pena.

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Confesso que quando tinha chegado em La Paz a noite, a cidade tinha me dado medo, era meio bagunçada, esquisita, feia, estava quase partindo para Uyuni antes do planejado, mas durante o walking tour, e mais ainda durante o passeio pelos teleféricos, eu vi que ela tinha sua beleza, e me surpreendeu bastante, toda a história, a organização por trás, os contrastes dos prédios luxuosos do centro com as casas da beira do morro, por isso digo que no caso de La Paz, foi a segunda impressão que ficou.

Depois do passeio, comecei a procurar outras agências para fechar os passeios dos dias seguintes: queria fazer o Downhill na Estrada da Morte amanhã e fazer o tour do Chacaltaya e do Vale da Lua depois de amanhã. E não teve jeito, fui batendo de agência em agência, perguntando os preços, as opções de bicicletas, o que estava incluso, e fiquei bastante indeciso, mas como a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado bastante a No Fear Adventure, fechei com eles mesmo. Pechinchei e saiu por Bs. 348 a bicicleta com suspensão dupla e freios hidráulicos, incluindo café da manhã, snacks, almoço, equipamentos de segurança e ainda ganhava a camiseta de brinde, mas tinha que levar Bs. 50 para pagar a entrada. Já o passeio do Chacaltaya e do Vale da Lua saiu por Bs. 79, fora as entradas de Bs. 15 na montanha e de Bs. 15 no vale.

A princípio eu ia trocar de hostel hoje a noite, iria para o Wild Rover, mas como o que eu estava era do lado do ponto de encontro para tomar café no tour de amanhã, resolvi ficar mais uma noite lá. Fui jantar num restaurante italiano que tinha do lado, comi um pratão de macarrão por Bs. 35 e já voltei para o hostel tomar um banho e arrumar minhas coisas para o Downhill do dia seguinte, precisava levar uma troca de roupas, toalha de banho, um chinelo e dormir bem.

 

SALDO DO DIA

Walking Tour – Bs. 20,00

Passeio de teleféricos – Bs. 50,00

Pizza – Bs. 10,00

Água – Bs. 8,00

Esfirra – Bs. 5,00

€ 100 -> Bs. 800,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 55,00

Prato de Macarronada – Bs. 35,00

 

 

 

 

 

 

 

         

 

 

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Dia 29 (sexta-feira, 17/08/2018) – Filho, Você Não Vai Naquela Estrada da Morte, Né?

 

Na véspera, eu tinha mandado uma mensagem para minha mãe avisando que estava em La Paz, e que estava tudo bem comigo, aí hoje, justo que na hora que eu acordei ela me respondeu, mandou uma foto de uma revista de viagens que a gente assinava, justo na página que tinha os passeios de La Paz, e escreveu: “Só não vai nesta estrada da morte de bicicleta, hein?”, achei melhor deixar para responder depois.

Peguei minhas coisas, pedi para guardar meu mochilão no depósito, e umas 7 da manhã já estava na agência da No Fear, que era pertinho do hostel, lá eles nos deram os equipamentos de segurança, joelheiras, cotoveleiras, luvas, calças e blusas corta vento, e o capacete, também deram a camiseta de brinde. Ah, assustei quando eles deram um papel para a gente assinar, um tempo de responsabilidade, para caso algo pior acontecesse.

Depois fomos para um restaurante ali perto, onde nos serviram o café da manhã. De lá, a van nos levou até o ponto de partida, fora de La Paz. Lá eles nos entregaram as bicicletas, haviam 3 guias, um deles explicou como seria o trajeto, nos orientou, disse que eles ficariam com as câmeras tirando fotos nossas, que não recomendava que a gente ficasse pegando nossos celulares para fotografar durante o caminho.

Começamos a descida, a primeira parte é na rodovia asfaltada mesmo, então é tranquila, só para aquecer. Descemos um bom tanto, até que paramos para comer, eles dão água, chocolate, frutas, refrigerante, pão, depois seguimos de van até o começo da antiga Estrada dos Yungas, lá começa a Estrada da Morte propriamente dita, o trecho anterior era só um aquecimento no asfalto.

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A estrada vai beirando os precipícios, as paisagens são incríveis, vamos descendo, até que numa parte paramos para tirar a foto clássica, o grupo devia ter umas 12 pessoas. Depois seguimos mais um monte, até que minha bicicleta estourou o pneu, o guia trocou ela por outra reserva que estava na van que segue a gente o caminho todo. Nesse meio tempo, enquanto eu esperava a troca, estava perto de uma curva fechada, aí só escutei o barulho de gente escorregando, um carinha levantou, e xingou em português, era brasileiro, estava descendo com outra agência, aí deve ter batido o pedal em alguma pedra, tombou e veio escorregando, felizmente não foi na direção do abismo, fomos ajudá-lo, mas não tinha se machucado por causa dos equipamentos, logo vieram mais dois do grupo dele e escorregaram também, do mesmo jeito, os três tinham feito a curva com o pedal na posição errada, meu guia tinha explicado isso para o meu grupo, o deles pelo jeito não, mas felizmente ninguém se machucou nessa brincadeira.

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Continuei descendo com a outra bicicleta, paramos de novo na entrada do povoado de Coroico, lá tem um portal com um monumento da Death Road, tiramos as fotos lá, e seguimos mais um pedaço, até chegarmos num restaurante, lá tiramos os equipamentos, guardamos as bicicletas e fomos almoçar, boca livre, comida muito boa, até comprei um picolé de Bs. 10 depois ficamos livres, tinha piscina, chuveiros e lugares para descansar, umas 4 da tarde pegamos a van de volta.

Chegamos no comecinho da noite em La Paz, nos deixaram na agência, quem quisesse esperar uma hora ganhava o CD de fotos do passeio, mas quem não quisesse, era só dar o email, que eles mandavam as fotos também.

Voltei para o meu hostel, peguei meu mochilão no depósito e fui para o Wild Rover, tinha feito uma reserva pelo Booking de manhã, ia mudar só para fechar os 3 Wild Rovers e ganhar a camiseta e as bebidas grátis. Cheguei lá, fui tomar um banho e sair para jantar alguma coisa, achei uma pizzaria ali perto, pedi um prato de macarrão e um suco por Bs. 41. Voltei para o hostel e ganhei uma cerveja grátis, mas pensem numa cerveja ruim, mas ruim, chegava a ser salgada de tão ruim, credo, larguei lá e fui dormir, mas antes respondi a mensagem da minha mãe com essa foto, e um “Tô vivo mãe!”

 

SALDO DO DIA

Downhill na Estrada da Morte – Bs. 348,00

Entrada na Estrada da Morte – Bs. 50,00

Sorvete – Bs. 10,00

Diária do Wild Rover La Paz – Bs. 59,00

Macarrão e Suco – Bs. 41,00

         

 

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Dia 30 (sábado, 18/08/2018) – Chacaltaya e Vale da Lua: Adiós La Paz

 

Acordei apressado e com sono (pra variar), mas pelo menos dava para acordar mais tarde, a van passaria no hostel umas 8 da manhã só. Já desci com o mochilão, pedi para guardarem no depósito e fui ao mercado comprar alguns snacks, comprei um pacote de Oreo e algumas empanadas por Bs. 14,90, comprei uma água também por Bs. 6. Peguei minha camiseta de brinde do Wild Rover.

Logo a van passou no hostel e nos levou até o Chacaltaya, pagamos a entrada de Bs. 15, lá a guia nos levou até o topo, onde dava para ver a antiga estação de esqui, e todas as montanhas que cercam La Paz, do outro lado, dava para ver todo o Altiplano Boliviano, a cidade de El Alto que é toda plana, e o buraco ao lado onde fica La Paz, havia um pouco de neve no caminho que estávamos andando, e como eu tinha ido de All Star, tive que ficar pulando essas partes.

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Depois descemos a montanha, voltamos a La Paz, atravessamos toda a cidade, de cabo a rabo, e fomos para a Zona Sul, onde fica o Vale da Lua, lá também tivemos que pagar os Bs. 15 de entrada e a guia explicou a formação daquela região, que parece bastante com a Lua, lá dentro tem o caminho demarcado por onde se pode caminhar, o circuito todo dura uns 40 minutos andando.

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Depois voltamos para o centro, e nos deixaram na Plaza San Francisco, não eram 4 da tarde ainda, foi um passeio bem rápido. Aproveitei e fui na rodoviária que é ali perto comprar minha passagem para Uyuni, cheguei lá e tinham várias empresas de ônibus, fui caçando alguma que ia para Uyuni, a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado a TransOmar, fui até o guichê deles, tinham vários lugares livres ainda, mas o ônibus partia 8 da noite de La Paz, logo, chegava muito de madrugada em Uyuni, e uma coisa que eu li em vários relatos é que a galera chegava muito cedo lá, ainda não tinha nada aberto, o frio era congelante e tinham que ficar esperando o Sol nascer para o comércio abrir. Então a Fernanda me mandou mensagem, ela me disse que já estava em Uyuni, e tinha ido com a Belgrano Turismo, segundo ela o ônibus era muito bom.

Fui ao guichê dessa Belgrano, e eles tinham um ônibus que partia as 10 da noite, já era melhor, chegaria de madrugada lá, mas eram 2 horas a menos no frio que o da TransOmar. Comprei por Bs. 90, já aproveitei e fui no quiosque da rodoviária pagar a taxa de embarque de Bs. 2,50, eles dão um papelzinho que você entrega hora que for entrar no ônibus.

Depois fui dar mais umas voltas por La Paz, precisava trocar dinheiro de novo, e como era fim de semana, consegui trocar € 100 por Bs. 790, tinham uns soles que me sobraram do Peru, queria trocar também, mas casas de câmbio só aceitavam as notas, as moedas eles pagavam só metade do valor.

 

CÂMBIO: Quando for passar de um país para o outro, separe algumas das moedas para guardar de recordação, e o resto tente gastar antes de passar da fronteira, porque em outros países, as casas de câmbio só vão pegar as notas, as moedas, se aceitarem, pagarão bem menos por elas. Uma saída é trocar com algum turista esteja fazendo o roteiro contrário.

 

Voltei para o hostel, tomei um banho (provavelmente o último pelos próximos dias), depois fui na mesma pizzaria da noite anterior, pedi uma pizza pequena, um calzone e um suco por Bs. 58. Voltei ao hostel, fiquei lá fazendo hora, quando eram 9 da noite, chamei um táxi, peguei as mochilas e fui para a rodoviária, pechinchado saiu por Bs. 15. Fui até o guichê da Belgrano, lá tem sala de espera com tomada, coloquei o celular para carregar enquanto isso, quando eram 10 da noite, embarcamos, fiquei de olho se colocaram minha mochilona no bagageiro certo (sempre faça isso), entrei e me surpreendi com o ônibus, era de dois andarem, e as poltronas eram gigantes e deitavam 180°, era o chamado “salão-cama”, a única coisa é que eles não davam lanchinho igual aos ônibus do Peru, mas deram travesseiros e cobertas. O ônibus partiu de La Paz, pegou a rodovia que contorna o caldeirão que é a cidade, e quando chegou lá em cima, me despedi da capital boliviana, toda iluminada.

 

SALDO DO DIA

Passeio Chacaltaya e Vale da Lua – Bs. 79,00

Entrada Chacaltaya – Bs. 15,00

Entrada Vale da Lua – Bs. 15,00

Bolacha e empanadas – Bs. 14,90

Água – Bs. 6,00

€ 100 -> Bs. 790,00

Passagem La Paz – Uyuni (Belgrano Turismo) – Bs. 90,00

Taxa rodoviária La Paz – Bs. 2,50

Pizza, calzone e suco – Bs. 58,00

Táxi (hostel-rodoviária) – Bs. 15,00


 

 

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Dia 31 (domingo, 19/08/2018) – Salar do Uyuni: Aí Vou Eu!!!

 

As estradas até Uyuni são boas, o que me deixou dormir no ônibus, o problema foi quando o ônibus passou por uma placa escrito “Uyuni – 20 km”, e ainda eram 5 da manhã, olhei no celular, a temperatura era de - 4° da lá fora. Quando o ônibus parou na avenida, no centro de Uyuni, não se via uma alma viva pela cidade, o céu escurinho ainda. Desci do bus, primeiro pezinho pra fora meu nariz já congelou, e começaram a brotar vendedores oferencendo tours pelo Salar, eu só fui agradecendo e negando, enquanto me esquivava deles, tudo que eu não queria naquele momento era ficar negociando preço de passeio, ainda tinha muito tempo pra isso, só queria algum lugar quente para sentar e descansar um pouco mais. Peguei minha mochilona no bagageiro, e eis que surge um senhor oferecendo desayuno, chá de coca e aquecedor, segui ele, e ele me levou até a cafeteria da família dele, que já estava meio cheia dos outros ônibus que já tinham chegado.

Entrei lá, estava tão quentinho, tinha um aquecedor bem no meio do ambiente. Achei um banco para sentar, deixei meu mochilão no canto. Coloquei o celular para carregar de novo, pedi um misto quente e um chá por Bs. 28. Fiquei lá enrolando até o Sol aparecer no céu. Umas 8 da manhã, quando as agências abriram, deixei meu mochilão lá na cafeteria e fui procurar alguma para fechar o tour de 3 dias pelo Salar.

Fui até a Avenida Ferroviaria, encontrei várias agência e fui vendo como estavam os preços, vendo as recomendações no Mochileiros.com, também procurava as que tinham o adesivo do TripAdvisor, no fim das contas, fiquei entre a Esmeralda Tours, a Andes Salt Expeditions e a Lago Minchin Tours. Acabei fechando com a Lago Minchin, porque a Esmeralda era um pouco mais cara, e a Andes estava com um grupo de franceses que só falavam francês entre eles, e tudo que eu não queria era ficar ouvindo “Merci bocú” nos próximos três dias.

Fechei por Bs. 800 o tour, mais Bs. 150 o transfer até o Atacama.

 

SALAR DO UYUNI: Em Uyuni têm muitas agências que vendem passeios de 1 dia, 2 dias, 3 dias e acho que até de 4 dias pelo Salar. Os passeios terminam na fronteira da Bolívia com Chile e a agência regressa para Uyuni, mas muita gente aproveita e já fecha um transfer da fronteira até San Pedro de Atacama no Chile, o preço do transfer, aparentemente é fixo, Bs. 150. O preço que a agência passa inclui o transporte, feito em veículo 4x4, com 6 turistas mais o motorista, a alimentação e a hospedagem. Fora isso, é preciso levar Bs. 150 de entrada para a Reserva Nacional Eduardo Avaroa, Bs. 30 para a Ilha Incahuasi, Bs. 10 se quiser tomar banho na primeira noite (na segunda noite não tem como) e Bs. 6 se quiser entrar nas Águas Termais de Polques.

 

Ainda eram 9 da manhã e o tour partiria da agência as 10 da manhã. Fui correndo até a cafeteria buscar meu mochilão, trouxe para a agência, também fui ao mercadinho municipal renovar meu estoque de snacks e água. Comprei 2 garrafões de água, um rolo de papel higiênico e bolachas por Bs. 32, depois voltei para a agência. Lá encontrei uma gringa que depois do Uyuni, seguiria para o Peru, aproveitei e troquei os soles que me sobraram com ela, mesmo as moedas que as casas de câmbio não pegavam, foram S/ 25 por Bs. 52.

O carro chegou, era uma Toyota, bem limpa, parecia nova. O motorista se apresentou, se chamava Desmedério (ele precisou repetir umas 5 vezes até eu entender) e eu fui conhecer o grupo que ia comigo, um mexicano (Óz), um casal israelense (Tamar e Itamar) e um casal de gêmeos bolivianos (Stephany e Leonardo). Separei tudo o que precisava para passar o dia na minha mochila de ataque (que ia comigo no carro) e o mochilão ia na parte de cima, amarrado com lona, só daria para mexer nele a noite. Partimos umas 10 e pouco, nosso guia/motorista era bem prestativo, mas não conversava muito, ficava quietão.

Fomos primeiro ao Cemitério de Trens que é do lado da cidade. Lá ficamos uma meia hora, o guia explicou sobre, tiramos fotos e seguimos para Colchani, que é um vilarejo na entrada do Salar, lá tem várias lojinhas de artesanato e lembrancinhas, paramos lá também, comprei um chapéu, dois imãs de geladeira e uma pochete bordada por Bs. 55.

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E finalmente entramos no Salar, o chão todo branco, paramos nos Ojos del Salar, onde brota água mineral formando pequenas poças no chão. Depois seguimos até o monumento de Dakar, que fica do lado do monumento das Bandeiras e do restaurante de sal. Lá seria uma parada demorada, tiramos várias fotos enquanto o guia preparava nosso almoço. Nossa refeição tinha batatas, carne, bolinhos de quinoa (opção vegetariana), suco, água, refrigerante, frutas, e de brinde, uma garrafa de vinho.

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Depois do almoço seguimos pelo Salar, paramos em alguns pontos para tirarmos as famosas fotos de perspectiva, com dinossauros de plástico, botas, óculos e outros objetos inusitados.

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ÉPOCA PARA O SALAR: Quando o Salar está seco, o que ocorre principalmente no inverno, ele fica com aquele aspecto rachado, craquelado, e é possível andar por ele todo. No entanto, nos meses chuvosos, principalmente no verão, ele fica com uma lâmina d’água de alguns pouco centímetros, o que forma um espelho gigante que reflete o céu, o problema é que em alguns lugares ele fica alagado demais e o carro não consegue passar. Às vezes, se você for muito sortudo, você consegue pegar um meio termo, algumas partes secas e craquelas e outras alagadas e espelhadas.


Seguimos até a Ilha Incahuasi, que é uma ilha cheia de cactos gigantes no meio do Salar, é opcional subir nela, custa Bs. 30, não quis subir, mas dei a volta nela (o que dá no mesmo, só que é de graça), depois disso o Sol já estava se pondo, saímos da planície branca do Salar e fomos até o Vilarejo de San Juan, para pernoitar no hostel de sal, neste lugar, cobravam Bs. 10 caso quiséssemos tomar banho, achei melhor não porque estava tão frio que não queria nem tirar a roupa. Jantamos e ficamos conversando, os israelenses só falavam inglês, então conversávamos em espanhol e traduzíamos para eles, meu grupo foi muito bacana, principalmente o mexicano e os gêmeos bolivianos, que acabei descobrindo que eram escoteiros também.

 

Deram 2 quartos para nosso grupo, um com uma cama de casal, que ficou para os israelenses e outro com 4 camas de solteiro que ficou para nós outros. Nosso guia dormiu em outro quarto, pegamos nossos mochilões no carro, ficamos lá fora um pouco (quase congelando) observando o céu todo estrelado. Depois fomos dormir.

 

SALDO DO DIA

Chá e misto quente – Bs. 28,00

Bolachas, água e papel higiênico – Bs. 32,00

S/ 25 -> Bs. 52,00

Tour 3D2N Uyuni (Lago Minchin) – Bs. 800,00

Transfer Atacama – Bs. 150,00

Presentes em Colchani – Bs. 55,00

 

         

 

 

 

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Dia 32 (segunda-feira, 20/08/2018) – Um Dia de Vulcões e Desertos

 

Acordamos no hostel de sal, na noite anterior nosso guia nos avisou que o café seria as 7 e meia e partiríamos as 8. Tomamos nosso café, que o próprio hostel oferece, e nada de nosso guia aparecer, então surgiu o dono do hostel, dizendo nosso motorista tinha passado mal durante a noite e que não poderia seguir com a gente, mas que a agência já estava mandando outro carro com outro motorista para continuarmos o tour, que chegaria por volta das 9 da manhã. Olhei pela janela e não vi nosso carro no lugar onde tínhamos parado ontem, e minha mochila cheia de blusas e presentes (aquela que eu comprei em Cusco) tinha ficado no carro, na parte de trás, já desesperei, perguntei pro dono do hostel se o motorista já tinha ido embora, ele respondeu que achava que sim.

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Cara, que raiva, já queria xingar todo mundo, até que fui na cozinha perguntar se alguém tinha visto se o motorista tinha deixado a mochila por alí, até que uma mulher falou que o guia ainda não tinha ido embora, mas que estava em uns quartos que ficavam isolados na parte de trás do hostel, fui correndo lá, o carro estava lá ainda, abri o porta-malas e peguei minha mochilinha cheia de bugigangas.

Umas 9 e pouco nosso novo motorista chegou, o Juan, que era bem mais comunicativo que o Desmedério, parecia mais simpático também, mudamos as coisas para o carro dele, e seguimos viagem. Paramos num ponto próximo a linha férrea para tirarmos fotos, e podermos usar os “banheiros” de graça, pois segundo o guia, em todos os lugares que tivessem banheiros públicos teríamos que pagar.

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Depois, por volta das 11 horas da manhã, paramos para observar o Vulcão Ollague, e mais um perrengue acontece com nosso grupo: estava um fucking vento forte lá fora e o motorista parou o carro a favor do vento, quando ele disse que a gente podia descer para tirar fotos, o Óz que estava no banco da frente abriu a porta, ela foi igual uma vela de barco, o vento quase arrancou ela do carro, não chegou a arrancar porque as dobradiças eram boas, mas amassou elas a ponto da porta não fechar mais. O Juan, na maior calma do mundo, foi ver o estrago, pegou uma marretinha, um pedaço de metal e junto com o mexicano tentaram arrumar, deram umas marretadas lá, mas ficamos uns 40 minutos esperando pra ver o que ia ser, não teve jeito, eles conseguiram só fazer com que a porta fechasse, mas não daria mais para abrir ela, então toda parada que a gente ia fazer, o Óz tinha que pular os bancos e sair pela porta de trás ou pela do motorista. Depois disso fomos para as Lagunas Cañapa, Honda e Hedionda, lá pudemos ver os flamingos, também lá nós tivemos nosso almoço, simples, mas muito bom, isso já eram quase 3 da tarde.

Seguimos pelo resto da tarde até chegar o Deserto de Siloli, onde tem o Árbol de Piedra, uma formação rochosa com formado de árvore. Depois seguimos até a Laguna Colorada, lá ficamos um tempão admirando a paisagens, as águas vermelhas da lagoa, os flamingos, andamos até o meio da lagoa que é todo cheio de sal. Depois voltamos para o carro, passamos pelo controle da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, lá tivemos que pagar Bs. 150 por pessoa (obrigatório), e se tiver passaporte dá para carimbar também, igual em Machu Picchu e nas Ilhas de Uros.

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Depois disso seguimos para o povoado onde passaríamos a noite. Chegamos lá, já estava um pouco escuro, nos acomodamos todos em um quarto só com 6 camas de solteiro. Eles têm banheiros, mas não tem como tomar banho, por isso são tão importantes os lencinhos umedecidos.

Nos serviram o jantar, macarronada deliciosa e mais uma garrafa de vinho cortesia, depois disso, não tem muito o que fazer, pois a energia lá só funciona até as 9 da noite, depois disso fomos dormir porque no outro dia teríamos que acordar as 3 da manhã.

 

SALDO DO DIA

Entrada Reserva Nacional Eduardo Avaroa – Bs. 150,00

 

 

 

 

         

 

 

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Showw!!

Ja devorei seu PDF rsrs

 

animal cara to indo em março mas pelo caminho contrário, vc me deu a idéia de ir até la paz, pois em meu roteiro eu faria os passeios no deserto e voltaria pro Chile pra subir até o Peru, então acha que vale subir pela Bolívia? 

 

Porra me lasquei com esse perrengue seu em Cusco kkkkk, tbm ja passei por isso e fiquei 2 dias no hospital, mas foi no Brasil pelo menos kkk

Po e meter o louco igual você fez em Santiago não sei se tenho tanta coragem hein, meus parabéns ótima trip e ótimo relato.

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@Pinnng Valeu cara, fico feliz que tu tenha curtido haha

Cara, super recomendo subir pela Bolívia, é bem tranquilo, La Paz é muito massa de conhecer, e você vai pagar bem mais barato nos bus na Bolívia do que no Chile, fora que indo pela Bolívia, vc já sai lá no Titicaca, em Puno, que é do lado de Cusco.

Sobre os perrengues, hahaha, não poderia faltar né, senão a viagem não estaria completa hahahaha

Cara,  eu me arrependo de não ter metido o louco antes, de ter deixado só para o último dia da trip hahaha, mas se tu estiver viajando sozinho, não tem medo não, pode ter gente ruim, mas a maioria do mundo ainda é de gente boa

Boa aventura pra ti

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Dia 33 (terça-feira, 21/08/2018) – Passando na Fronteira Chilena

 

Acordamos de madrugada, num frio que não era normal, dentro do quarto era quentinho até, mas quando saímos para guardar as coisas no carro, estava - 15° no termômetro do hostel, 3 da manhã, entramos no carro rapidamente e partimos para os Geyseres Sol da Manhã. Chegamos lá e vimos o nascer do Sol no meio da fumaça que sai da terra, é possível chegar bem perto e ver a água borbulhando nas fendas, é forte o cheiro de enxofre, mas nada absurdo, o pior é o frio mesmo, a mão congela.

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Ficamos um bom tempo lá, depois seguimos para os Termas de Polques, lá tivemos nosso café da manhã, depois tivemos tempo para entrar nas águas termais, por Bs. 6, mas ninguém do grupo quis, estava muito frio ainda.

Seguimos o caminho, passamos pelo Deserto Salvador Dalí, descemos lá, mas o deserto não tem muito a ver com o pintor não. O guia me disse que logo chegaríamos na fronteira e perguntou quem pegaria o transfer para o Chile, apenas eu iria, o restante voltaria para Uyuni.

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PROPINA NA FRONTEIRA? Na fronteira da Bolívia com o Chile, para quem atravessa o Salar do Uyuni, rola um esquema de propina entre os agentes da migração boliviana. O esquema já é conhecido pelas agências, algumas até te falam quando você vai fechar o passeio, que precisa levar Bs. 15 para pagar a “taxa da fronteira” e dizem que a “taxa” é legal. Mas não é!!! É propina. A maioria dos turistas, principalmente os gringos, caem nessa e pagam. E realmente, é complicado, porque o agente pega seu passaporte para carimbar e te pede o dinheiro, e não é muito recomendado começar a discutir com agentes do governo boliviano no meio do deserto, entre vulcões, sem sinal de civilização por perto. Não confundam essa propina, em português, com propina em espanhol, que significa “gorjeta”.

 

Como a fronteira já estava perto, peguei toda minha grana da carteira e escondi na mochila de ataque, tudo mesmo, deixei apenas o cartão de crédito, ia testar um jeito de não pagar a propina.

Continuamos, passamos pela Laguna Blanca e paramos na Laguna Verde, onde se vê uma paisagem incrível com o Vulcão Licancabur ao fundo. Seguimos até a fronteira da Bolívia com o Chile, onde eu pegaria meu transfer. Chegamos lá as 9:30 da manhã. Procurei a van com o nome que estava escrito no recibo que o cara da agência tinha me entregado, rapidamente encontrei, fui falar com o motorista, e aparentemente só faltava eu, ele me mandou ir para a fila da migração carimbar o passaporte logo, ele estava com pressa, nesse meio tempo, o Juan já estava tirando minha mochilona de cima do carro.

Fui para a fila, que estava gigante, e a aduana boliviana mais parecia um barraco velho, caindo aos pedaços, já estava com o passaporte e a tarjeta migratória (aquela que recebi na aduana de Kasani, em Copacabana) na mão. Como estava demorando, o motorista do transfer me pediu para seguí-lo, fomos furando a fila de todo mundo (que vergonha), entramos na aduana, ele pegou meu passaporte e minha tarjeta, entregou para o agente e pediu pra carimbar. Prestem atenção que essa parte é importante.

O agente pediu os Bs. 15 da propina, o motorista repetiu atrás em inglês (caso eu não tivesse entendido), olhei para os dois com cara de desavisado, como se eu não fizesse a menor ideia de que precisava pagar para sair, já falei: “I don’t have money, sorry”, e repeti em espanhol também: “Yo no tengo plata, ya he gastado todo”, e ainda mostrei a carteira vazia (que eu já tinha esvaziado no caminho). Eles me olharam curiosos, o agente perguntou como que um turista viajava sem dinheiro, eu já emendei atrás: “Eu só uso cartão de crédito, vocês não têm a maquininha?”, e ainda mostrei meu cartão (por ser ilegal, obviamente eles não teriam nenhuma Moderninha lá para passar a propina no crédito). O agente vendo que não ia conseguir arrancar nenhum centavo do meu bolso, recolheu minha tarjeta migratória, carimbou e devolveu meu passaporte.

Pronto, me livrei de pagar propina, dava vontade de rir e falar pra ele: “Filhão, propina? Pra cima de mim? Logo eu, brasileiro? Foi meu povo que inventou a propina hahaha. Sorry, mas não será dessa vez!”

Quando saí de lá, fui andando pela fila, e vi 5 turistas asiáticas, e o motorista do transfer delas já pedindo a propina, “fifteen bolivianos” ele dizia, e elas abrindo a carteira na maior boa vontade para pegar o dinheiro. Dava vontade de sair gritando lá no meio falando pra ninguém mais pagar isso, mas senti que não seria uma boa ideia. Pode até ser pouco Bs. 15, mas pensem na quantidade de turistas que passam todo dia por lá, se esse relato servir para avisar pelo menos aos brasileiros para não pagarem essa taxa ilegal, já é algo.

Mas chega de falar de propina, voltei para o carro, me despedi de Juan e de meu grupo, e fui para a van, guardei minhas coisas, e logo partimos. O motorista entregou o formulário, igual nos outros países, tem que preencher tudo, e marcar se você está levando alguma coisa com restrição.

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Onde era uma estrada de areia e pedras, cercada de neve e gelo, surge um asfalto impecável, cheio de placas de sinalização, e um complexo aduaneiro gigante, todo fechado e organizado, estava claro, estava em território chileno.

Na hora também descobri porque o motorista estava tão apressado, na aduana chilena, que é um galpão, entra uma van de cada vez, todos os passageiros desembarcam, carimbam o passaporte, os agentes inspecionam o veículo, as bagagens do povo, só depois são liberados.

 

O QUE NÃO PODE NO CHILE? Além das coisas óbvias (como drogas, armas, dinheiro demais), não pode entrar com nada de origem animal ou vegetal que não seja industrializado e lacrado na embalagem, ou seja, as folhas de coca que eu trazia desde o Peru, tive que jogar fora, os gringos que compraram umas maçãs gigantes, iguais a da Branca de Neve na Bolívia, tiveram que jogar fora. Se tentar esconder e eles acharem, além de tudo você paga multa.

 

Depois seguimos até chegar em San Pedro de Atacama, chegamos por volta do meio dia lá, na hora mesmo fiz uma reserva pelo Booking no Hostel Ckapyn, fui até lá a pé, pois era pertinho, aliás, tudo em San Pedro é pertinho, nem deve existir táxi lá.    

Fiz o check-in, o quarto tinha 4 beliches e o hostel tinha cozinha. Depois disso fui atrás de agências e casas de câmbio, queria encaixar o máximo de passeios possíveis em 2 dias e meio, não queria ficar muito tempo lá, sabia da fama que o Atacama tinha de se um lugar caro e não queria gastar tanto lá.

Fui até a Calle Toconao, onde estão as casas de câmbio melhores, troquei € 100 por $ 74500, aproveitei e troquei os Bs. 90 restantes por $ 8100 também.

Depois fui até a rodoviária comprar passagens para Santiago para dali a dois dias, fui até o guichê da TurBus e comprei uma passagem, no banco da frente por $ 30400 (nos outros assentos custava $ 26000, mas seria uma viagem de 24 horas, então achei melhor pegar um assento mais espaçoso).

Depois fui na Calle Caracoles, onde estão as agências, fui novamente, uma por uma, pesquisando preços e passeios, até que encontrei a Mitampi Turismo, que tinha uns preços bacanas e um adesivo gigante do TripAdvisor na vitrine, então acabei fechando com eles todos os passeios.

 

PASSEIOS NO ATACAMA: As agências em San Pedro abrem tarde (11 da manhã), e costumam dar descontos quanto mais passeios você fecha com elas, algumas inclusive, vendem pacotes com preços melhores. Antes de ir para lá, é importante ver quais lugares estão abertos e quais estão fechados, por exemplo, quando eu fui, o Vale da Morte, o Salar de Tara e Piedras Rojas estavam fechados, e por ser Lua Cheia, nem todas agências faziam o Tour Astronômico, a Space que é a mais famosa, não faz durante a Lua Cheia.

 

Fechei o Vale da Lua, o Salar de Atacama, as Lagunas Escondidas de Baltinache e os Geysers del Tatio por $ 65000, exceto o valor das entradas. Como já tinha acabado com meu dinheiro trocado, paguei apenas $ 20000 na hora, o restante pagaria depois (demorou pra me cair a ficha que já tinha gastado mais de 100 euros em menos de 3 horas no Chile). Para mim, ainda dava tempo de almoçar, no meu relógio ainda eram 2:45 da tarde, e o passeio era só as 4, então o carinha da agência me fala para eu ficar por perto, que logo a van chegaria. Nesta hora descobri que o horário do Chile é diferente da Bolívia, é uma hora a mais, o mesmo horário de Brasília, tive que ficar por lá mesmo, chegou a van, embarcamos, e seguimos para o meio do deserto. Lá tive que pagar $ 2500 de entrada.

O guia nos levou na parte de cima primeiro, onde dava para ver tudo do mirante, depois descemos e fomos explorar algumas cavernas da Cordilheira do Sal e trilhas no meio das pedras, por fim, fomos caminhando para ver o Sol se pôr do alto de uma duna de areia. Incrível a vista, depois que escureceu, voltamos para a cidade.

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Fui trocar dinheiro de novo, no mesmo lugar € 100 por $ 74500, procurei algum lugar para comer, mas tudo era caro, principalmente na Calle Caracoles, então passei num mercadinho próximo e comprei um pacote de macarrão, maionese, queijo e tomate por $ 3440, fui para a cozinha do hostel e fiz um super macarrão de forno, e sobraram ingredientes.

Já paguei a diária do hostel de $ 7000, fui dormir, porque no outro dia, as 7 e meia da manhã, a van passaria no hostel para me buscar, ia fazer o Salar de Atacama de manhã, e as Lagunas Escondidas de Baltinache pela tarde.

 

SALDO DO DIA

€ 200 -> $ 149000

Bs. 90 -> $ 8100

Passagem SPA – Santiago (TurBus) - $ 30400

Passeios (Vale da Lua, Salar de Atacama, Lagunas Escondidas de Baltinache e Geysers del Tatio) - $ 65000

Entrada Vale da Lua - $ 2500

Ingredientes macarrão - $ 3440

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

 

 

 

 

         

 

 

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Dia 34 (quarta-feira, 22/08/2018) – Há Males Que Vem Para Bem...

 

Acordei bem na hora, e me arrumei para o tour, eram 7:30 e nada, 8 horas, nada, 8:30, nem sinal de van nenhuma, mandei mensagem no Whatsapp da agência, necas, a dona do hostel ligou lá, ninguém atendia, queria voar no pescoço do vendedor de ontem, tinham me esquecido, eu já estava com o cronograma apertado, perdi uma manhã inteira. Esperei até as 11 horas, que as agências abriam e fui para lá. Encontrei o mesmo vendedor lá, perguntei por que não tinham passado no meu hostel, ele ficou surpreso, olhou no computador e disse que meu passeio estava agendado só para amanhã, respondi que não e mostrei o comprovante que ele tinha me dado ontem, ele viu que realmente, marcara uma data no papel e outra no computador. Me pediu mil desculpas, perguntou quando eu queria remarcar, eu respondi que não teria mais tempo para fazer, pois amanhã a 18 horas eu embarcava para Santiago, ele falou que me devolveria $ 20000 referentes ao preço do passeio dentro do pacote (o mesmo preço cobrado pelas outras agências).

Eu estava com raiva, pensando em cancelar o restante dos passeios e fechar com outra agência, mas o serviço deles tinha sido de fato tão bom, no dia anterior no Vale da Lua, a van era boa, o guia nos levava nos lugares antes da multidão de turistas das outras agências chegarem.

Mas mesmo assim, devolver a grana era o mínimo que eles deveriam fazer, afinal, eu perdi uma manhã inteira do meu cronograma apertadíssimo, então falei que eles deveriam, além da grana, me darem um passeio de cortesia pela “moléstia”. O cara então disse ia ver com chefe dele.

Ainda era cedo para o passeio das Lagunas de Baltinache, então fui comer alguma coisa, encontrei numa esquina da Caracoles, um lugar com empanadas por $ 2000, comprei uma, depois comprei uma garrafa de água e um sorvete por $ 2800, andei pela cidadezinha, fui até a Igrejinha de San Pedro, entrei lá um pouco, depois voltei para a Calle Caracoles, reencontrei a Fernanda andando por lá também, ela estava com o grupo que tinha feito o tour do Salar com ela, todos eles tinham vindo para o Chile depois, me despedi dela e voltei para a agência, as 2 da tarde partiria o micro-ônibus para as Lagunas.

 

LAGUNAS: No Atacama, há dois passeios que vão para lagoas que não afundam, devido a quantidade de sal na água (tipo o Mar Morto), o da Laguna Cejar, que todas as agências fazem, é mais famoso, mais barato, só que as entradas são caríssimas, e tem também as Lagunas Escondidas de Baltinache, que nem todas agências fazem, porque a estrada é ruim, e por sem um passeio novo, é um pouco mais caro o preço do tour, mas a entrada é bem mais barata. No fim das contas, preferi as Lagunas Escondidas porque eram mais baratas no final.

 

O caminho é de fato demorado, quando chegamos, pagamos a entrada de $ 5000, e seguimos para as lagoas, são 7 no total, uma ao lado da outra, apenas na primeira e na última é possível entrar, o guia explicou que era bom, primeiro colocar só as pernas na água, para ver se não dava nenhuma alergia, devido aos minerais da água, depois entrar, mas nunca mergulhar, deixar a água só até o pescoço.

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Coloquei as pernas, não teve nada de anormal, entrei na água e é incrível como sem fazer esforço algum, seu corpo fica boiando, não afunda de jeito nenhum. Depois de uns 10 minutos na água, resolvi sair, o ar seco do deserto secou minha pele sem nem precisar de toalha, onde secava, a pele começava a ficar branca, por causa do tanto de sal que tinha na água. Deu um pouco de coceira nas coxas, o guia apontou um vestiário com chuveiros de água doce para lavar e tirar o sal, fui lá e tirei aquele branco da pele, me troquei, e voltei para a trilha das lagoas, ela vai passando por todas as lagoas, todas com água cristalina, até chegarmos na última, mas preferi não entrar de novo.

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Entramos no micro-ônibus, voltamos para a cidade, mas no meio do caminho, o motorista parou num lugar com um muro de pedras empilhadas, montou uma mesa com pães, frios, sucos, bolachas e bolos, e o principal, garrafas de pisco chileno, diferente do peruano. Ficamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e apreciando o pôr do Sol no deserto. Depois voltamos para San Pedro, fui até a agência, e o dono veio falar comigo sobre o ocorrido, pediu desculpas mais uma vez, disse que iria devolver os $ 20000 do passeio que eu fui esquecido, e que me daria o tour astronômico para aquela noite de cortesia (custa uns $ 20000 em média), como eu não tinha nada para fazer naquela noite, aceitei, já fui até o hostel correndo trocar de roupa e pegar um casaco, voltei e já apareceu a van para nos levar ao deserto de novo.

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Isso já eram umas 9:30 da noite, chegamos num rancho no meio do deserto, todo cercado, lá tinha uma área bem grande ao ar livre, com várias espreguiçadeiras, deitamos nelas, aí chegou um outro guia que nos deu uma verdadeira aula de astronomia, primeiros nos apontando no céu alguns planetas, depois algumas constelações, não dava para ver todas as estrelas porque era semana de Lua cheia (uma pena), mas primeiro ficamos fazendo observações do céu a olho nu. Depois seguimos para um outro ambiente, onde ficavam 5 telescópios, primeiro ele os apontou para a Lua, cada um com uma lente diferente, em uma dava pra ver as crateras perfeitas, outro dava para ver todo o contorno, bem bacana, tinha um deles que era adaptado para colocar o celular e tirar uma foto da Lua dele.

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Depois ele apontou os telescópios para os planetas, pudemos ver Marte, Vênus, Saturno e Júpiter de perto. Por fim nos serviram uma mesa com bolachas, castanhas e frutas cristalizadas, vinhos, pisco e sucos. Chegamos em San Pedro por volta das 11 da noite. Fui até o hostel, paguei os $ 7000 de mais uma diária, fiz mais macarrão com o resto dos ingredientes que sobraram de ontem, tomei um banho e fui dormir.

 

SALDO DO DIA

Empanada - $ 2000

Água e sorvete - $ 2800

Entrada Lagunas Escondidas - $ 5000

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

         

 

 

 

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      10-12: Buenos Aires
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      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
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      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por tai_narua
      Olá, tudo bem?
      Me chamo Tainá e estou fazendo uma pesquisa sobre hábitos e comportamentos de viagem para meu trabalho de conclusão de curso da minha pós-graduação em influência digital. 
      Para entender mais sobre esse assunto, estou realizando uma pesquisa com viajantes, ela é bastante rápida e as respostas são  anônimas.
      Quem quiser/puder responder me ajudará muito!
      Segue o link: https://forms.gle/At2vKVAn3onpigci6

      Muito obrigada!
    • Por Natália C. Santos
      Eu estou devendo esse relato a anos por aqui (3 anos para ser mais exata), pois foi graças a vários relatos que li que eu pude criar o meu roteiro, conferir o dinheiro necessário e quais lugares poderiam me interessar mais ou menos
       
      Eu quero dizer que viajar ao Peru era um sonho de infância. Não sei dizer exatamente quando isso começou, mas era o meu sonho de anos e anos.
      Até chegar ao roteiro de fato, por anos criei vários roteiros, onde a maioria incluía não só o Peru, mas como a Bolívia também e depois Chile... mas quanto mais eu pesquisava, mais adicionava lugares e/ou passeios e menos tempo dava de fazer tudo, então resolver dividir por países.
      Primeiro foi ao Chile, por achar mais seguro para a minha primeira viagem internacional sozinha e só incluía duas cidades, Santiago e Atacama e menos tempo também – Relato: Viagem Chile - Santiago e Atacama - 10 dias
      Cada pessoa tem um estilo de viajar e suas preferência.. essa época eu buscava paisagens incríveis, história, amizades, hostel animados e um pouco de diversão. Então fiz um roteiro extenso e intenso, pois queria poder conseguir fazer tudo e sem correria, com dias livres para acordar sem compromisso. Resumidamente ficou assim:
      2 dias inteiros em Lima
      2 dias inteiros em ICA
      5 dias inteiros em Arequipa
      10 dias em Cusco / Machu Picchu (água calientes) / Ollantaytambo
      3 dias inteiros + 1 manhã em Huaraz
      1 noite e 1 dia em Lima – Volta para casa
       
      Cronograma:
      Cheguei no Peru as 9:30 da manhã de 04/05/2018 – Sexta-feira e saí de Lima as 21h do dia 27/05/2019 num domingo. Ou seja, conseguimos aproveitar bem todos os dias, incluindo os de chegada e saída.
      04/05 – Chegada em Lima e passeio por Miraflores e Parque das águas
      05/05 – Passeio em Lima, fiz minha primeira tatuagem, participei de uma festa no hostel e partir para ICA (Huacachina)
      06/05 – Chegada em Huacachina, Bug e Sandboard nas dunas do Oásis
      07/05 – Passeio pelas Ilhas Ballestas e Reserva Nacional – Ônibus noturno para Arequipa
      08/05 – Chegada em Arequipa, conhecer a cidade e fechar passeios (e minha amiga perdeu o celular) 🤦‍♀️
      09/05 – Passeio City Tour e comprar um celular novo para ela 🤷🏼‍♀️
      10/05 – Canions del Colca, tirolesa e águas termais com pernoite no vale
      11/05 – Valle dos condores + volta para Arequipa, reencontrar amigos + PICANTERIA e festa no hostel!
      12/05 – O MELHOR RAFFITING DA VIDA + ônibus para Cusco
      13/05 – Chegada em Cusco, Circuito I - Museu qorikancha, Saqsaywaman, Qenqo, Pukara e Tambomanchay
      14/05 – Maras, Moray e Salineiras
      15/05 – Van + trilha para águas clientes - Aja estômago e perna
      16/05 – Enfim MachuPicchu + Pernoite em Ollanta
      17/05 – Dia em Ollanta e volara para Cusco - hostel sem água e descanso para laguna Humantay
      18/05 – Laguna Humantay + primeira balada de Cusco fora de hostel
      19/05 – Descansoe City Tour pelo centro e arredores de Cusco + Competição de shot de bebida no hostel
      20/05 – Montanhas coloridas – Winicunca
      21/05 – Passeio pela cidade, compras, despedida da Babi e última balada em Cusco
      22/05 - Mais um dia de ressaca + vôo para Lima com ônibus noturno para Huaraz
      23/05 – Chegada em Huaraz, café da manhã e partiu ver Glaciar - Altitude não é brincadeira não, galera
      24/05 – Laguna Paron - Uma das coisas mais bonitas que já vi a olhos nus
      25/05 – Quase desisti, mas enfim cheguei a maravilhosa laguna 69 😍 e valeu cada ar que faltou
      26/05 – Volta para Lima e passeio pela cidade a noite
      27/05 – Mais uma tatuagem (sim, fiz uma segunda 🤣), museu das catacumbas e voo de volta!
       
      Usamos avião somente de Cusco para Lima (para ganhar tempo), pois o restante foi de ônibus. Comprei somente o de Lima para Ica do Brasil, o restante compramos durante a viagem.
      O de Ica para Arequipa comprei numa agência de turismo (o ônibus foi da Cruz de Sul). O de Arequipa para Cusco comprei na rodoviária de Arequipa assim que chegamos e compramos pela Excluciva. O de Lima para Huaraz fomos de Cruz del Sur, compradas por nossos amigos que chegaram antes em Lima.
      Segue o mapa do nosso trajeto:

       
      Fiz dessa maneira pois estava muito preocupada com a altitude dos passeios em Cusco (Laguna Humantay e Montanhas coloridas) e em Huaraz. Então, fui subindo aos poucos para aclimar, fiquei bastantes dias em Cusco e deixei os passeios de altitude para os últimos dias e a última cidade foi Huaraz. Eu não teria aguentado fazer a laguna 69 se não estivesse aclimada, pois foi muito difícil, mesmo a tanto tempo acima do nível do mar...
      CUSTOS: 
      Infelizmente não tenho mais os custos detalhados durante a viagem, acho que perdi meu caderno. Como guardei vários recibos e anotei muita coisa nas minhas planilhas eu consigo dar uma boa ideia dos meus custos.
      Antes da viagem eu contratei o seguro da Mondial por R$ 150,00
      Custos pagos ainda no Brasil com vôos, trem, ônibus e Machu Picchu (MP + montanha)
      ·         Vôo Rio – Lima – Rio pela Avianca= R$ 1.299,21
      ·         Ônibus Lima – Ica pela Cruz del Sur (único ônibus que comprei antecipado) = S/ 33,00 = R$ 35,00
      ·         Trem Água Calientes – Ollantaytambo pelo Peru Rail = US$ 70,00 (facada) = R$ 255,00
      ·         Vôo Cusco – Lima pela Peruvian = US$ 69,15 = R$ 255,00
      ·         Machu Picchu + Montaña = S/ 208,06 = R$ 230,00
       
      Eu levei 1.250,00 dólares com câmbio médio de 3,46 dólares e gastei tudo, até os últimos centavos hahahaha
      Não me arrependo em nada de ter levado dólar, pois o Brasil teve uma crise durante a viagem e o valor do real despencou, enquanto o dólar ficou o mesmo.
      O câmbio em soles teve a seguinte média em maio de 2018:
      1 dólar = 3,25 soles
      1 real = 0,85 soles
      Vamos aos cálculos para exemplificar:
      US$ 1.250,00 * 3,46 = R$ 4.325,00 reais
      US$ 1.250,00 = 1250 * 3,25 = S/ 4062,50
      R$ 4.325,00 * 0,85 =  S/ 3.676,25
      O Câmbio do real para sol levando dólar ficou de aproximadamente 1 real = 0,94 sol
      Dessa forma, levando dólares eu tive 386,25 soles a mais com a mesmo quantia se tivesse levado em real
       
      Hospedagens com custos
      Cidade
      Noites
      Hostel
      Valor R$
      Valor S/
      Informações
      Lima
      1
      Pariwana
      R$ 67,00
      63,00
      Boa localização e estrutura ótima, reservado no Rio e pago na hospedagem - Recomendo
      Ica
      1
      Mayo
      R$ 32,00
      30,00
      Suíte privativa para 2 pessoa com banheiro por 60$ - 30 CADA
      Arequipa
      4
      Wild Rover
      R$171,00
      160,00
      Quarto compartilhado com 4 camas - banh externo
      Cusco
      2
      Loki
      R$125,00
      112,50
      Suíte privativa para 4 – Pago do Brasil
      Águas Calientes
      1
      Machupicchu Guest house
      R$40,00
        Suíte privativa para 4 – Reservado pelo Airbnb pago no Brasil
      Ollantaytambo
      1
      Panay Valle
      R$17,00
        Suíte privativa para 2 – Reservado pelo Airbnb e pago no Brasil - Super recomendo
      Cusco
      5
      Milhouse Hostel
      R$250,00
      65 USD
      Quarto compartilhado 6 camas – reservado e pago ainda no Brasil
      Huaraz
      3
      Scheler
      R$80,00
      75,00
      Suite privativa para 2 – Reservado, mas pago na hospedagem
      Lima
      1
      The Point
      R$49,50
      45,00
      Quarto privativo para 2 – HORRÍVEL NÃO RECOMENDO
       Total hospedagem: R$ 835,00 
      Custo Passeios:
      Infelizmente não lembro dos custos dos passeios em Huacachina, mas lembro que andei bastante e fui pesquisando preço. Comprei na mesma agência que comprei minha passagem de ônibus para Arequipa pela Cruz Del sur. Mas lembro que foi bem barato.
      ·         Arequipa – Agência Sol Naciente Travel - Na praça de Arequipa
      Ônibus turismo pela cidade e arredores (City Tour) – S/ 15 
      Canion del Colca 2 dias -  incluso 2 almoços buffet, hospedagem em suíte dupla e café da manhã – S/ 120
      Raffiting (suuuper recomendo) – S/ 50 + S/10 (fotos e vídeos)
       
      ·         Cusco – Fechei com o Fermin pelo whatsapp – quem quiser, passo o contato, é só pedir
      Maras, Moray e Salineras -  S/ 35,00
      Laguna Humantay – S/ 70,00
      Montanhas Coloridas – S/ 70,00 + ingresso S/ 10
      Van para MP – S/ 45
      Circuito I – S/ 30
      Guia privado em português em MP – 30 soles para cada
       
      ·         Huaraz – Sheller
      Glaciar – s/ 35,00
      Laguna Paron – S/ 35,00
      Laguna 69 – S/ 60,00
       
      Todos os preços são por pessoa!
       
      Depois vou fazer postagens detalhando melhor a viagem e experiências, esse poste introdutório foi mais técnico sobre roteiro e custos!
      Deus me ajude a escrever isso tudo! hahahaha
       
    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 

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