Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Posts Recomendados

Dia 27 (quarta-feira, 15/08/2018) – Outra Experiência no Lago Mais Alto do Mundo

 

Acordamos com o café servido do hostal, pães, frutas com iogurte de morango, suco, chá e café. Ricardinho e eu já fizemos o check-out, e levamos nossas mochilonas para guardar na agência onde tínhamos comprado o passeio ontem, nos despedimos das meninas porque elas iam para La Paz de manhã, e quando a gente voltasse não encontraríamos mais elas.

O passeio saia as 7 e meia da manhã do cais de Copacabana, guardamos os mochilões na agência e descemos para o cais. Lá pegamos o barco “Andes Amazonia” e seguimos até a Isla de la Luna.

 

AS ILHAS DO TITICACA: No Lago Titicaca, existem várias ilhas, do lado peruano tem as de Uros (artificiais), Taquile e Amantani (naturais), já do lado boliviano tem ficam as maiores: a do Sol e a da Lua (naturais). 

 

Na Ilha da Lua ficamos uns 40 minutos, tem que pagar Bs. 10 de entrada, andamos por toda ela e voltamos para o barco. De lá seguimos para a Ilha do Sol, na parte Sul.

20180815_092834.thumb.jpg.f46be715ab6a0c9c8a149c9581d548ed.jpg20180815_105955.thumb.jpg.da789cc5fd6e6a52d0a0efbd477386a2.jpg20180815_110302.thumb.jpg.203e65035fd68777f53c7a5c7a33b3d4.jpg20180815_110837.thumb.jpg.b763c4ed37ebbbb19f684b3d2bfb0d00.jpg20180815_112629.thumb.jpg.51127a6c98dda44945788a7560fb685b.jpg20180815_112646.thumb.jpg.e15ab0430a4fbd8d4c11345db22d22b0.jpg20180815_113541.thumb.jpg.bdb8c74e6ea032c27a4db5f177555a58.jpg20180815_114417.thumb.jpg.975a4a2e0bfb92bc1a6994baf66be7e2.jpg20180815_114708.thumb.jpg.8d998c2049a24eb510d3786c4522d4b8.jpg20180815_114903.thumb.jpg.a9e2ec9f9f0b4536281a985a31ee46ec.jpg20180815_115102.thumb.jpg.6094ffd46a66023c6468404f066d956e.jpg

 

ISLA DEL SOL: A Ilha do Sol tem um problema há alguns anos, ela é dividida em três partes, o Sul, o Centro e o Norte, cada parte pertence a uma comunidade, até uns anos atrás, elas viviam bem, aí os turistas podiam andar pela ilha toda, cada comunidade cobrava uma espécie de pedágio, coisa de Bs. 10, até que rolou alguma confusão lá e hoje só dá para visitar a parte Sul. Muita gente gosta de ir com mais tempo para o Titicaca e passar uma noite na Ilha do Sol, porque dizem que o céu noturno lá é incrível, queria muito ter feito isso, mas me faltou tempo, mas se você tiver, não perca esta oportunidade.

 

Na Ilha do Sol, pagamos mais Bs. 10 de entrada, subimos toda a Ilha, passamos pelos vilarejos que são muito lindos, não tem guia nesse passeio, o piloto do barco simplesmente fala que horas temos que estar no cais e ficamos livres para andar, mas acabamos seguindo um grupo guiado para escutar algumas informações interessantes.

20180815_132422.thumb.jpg.3f9e070d56f59075b9864eb0aab900c4.jpg20180815_134740.thumb.jpg.9870f61a58e51f6df269c3a46903210b.jpg20180815_134748.thumb.jpg.bd173a553b1110544c29e202432b1f8b.jpg20180815_141832.thumb.jpg.d14d32cf47c4922a2bd12d06b39ea2be.jpg20180815_141850(0).thumb.jpg.03fd0883985643c9885d3e309810c30e.jpg20180815_144620.thumb.jpg.f9d0f27d394f32d55f4cc3a9292c4b54.jpg

Por volta da 1 da tarde voltamos para o cais, comemos um hambúrguer duvidoso por Bs. 10 e embarcamos de volta a Copacabana, o trajeto de barco é bem demorado, mais de 1 hora. Chegamos em terra firme e fomos para a agência pegar nossas coisas, a vendedora perguntou se íamos para La Paz, respondemos que sim, e ela já nos ofereceu a passagem por Bs. 30. Aproveitei e fui ao banheiro, tive que pagar Bs. 3 para usar, comprei água e papel higiênico numa vendinha por Bs. 10. Quando eram umas 4 da tarde, a mulher da agência parou um ônibus no meio da avenida, falou para o motorista que íamos para La Paz, ele parou, guardou nossas mochilonas no bagageiro (tudo no meio da avenida), embarcamos e seguimos para La Paz.

A viagem também parecia ser bem mais curta no mapa, mas foi bem demorada, tem uma parte que todo mundo desce do ônibus para passar por uma balsa, aliás o ônibus vai na balsa e os passageiros vão de barco, tem que pagar mais Bs. 2,50 pela travessia.

20180815_181244(0).thumb.jpg.0d3e300b14de542f36adcc09ba5a94de.jpg

Depois seguimos viagem e chegamos na rodoviária de La Paz umas 9 da noite, outra despedida: Ricardinho já ia comprar passagem e seguir direto para Uyuni, não ficaria em La Paz. Nos despedimos e tomei meu caminho, peguei um táxi até o hostel, na estrada tinha tentado reservar o Wild Rover La Paz, mas no Booking não haviam mais camas disponíveis para essa noite, só a partir de amanhã. Então reservei o The Brew Adventure Downtown, o táxi me cobrou Bs. 20 (caríssimo, mas já estava de noite, e eu não tava muito a fim de ficar na rua pechinchando com taxistas, La Paz foi a primeira cidade que me deu medo quando cheguei, não sei se foi porque estava de noite, ou porque eu tinha acabado de perder minha companhia), me deixou na porta do hostel, no centro mesmo.

Entrei, paguei Bs. 57 com café da manhã incluso. Mandei mensagem para a Fernanda, que estava em La Paz desde cedo, e ela estava num hostel próximo ao meu, saímos para comer alguma coisa, comemos um Mc Donalds pirata (na Bolívia não tem Mc Donalds), próximo ao Mercado Lanza por Bs. 15, como já era tarde e nossa primeira impressão de La Paz não foi das melhores, achamos melhor não ficar arriscando muito de noite nas ruas, nos despedimos e voltamos para os nossos hostels.   

 

SALDO DO DIA

Passeios Ilhas do Sol e da Lua – Bs. 35,00

Entrada Ilha da Lua – Bs. 10,00

Entrada Ilha do Sol – Bs. 10,00

Hambúrguer – Bs. 10,00

Passagem Copacabana – La Paz – Bs. 30,00

Banheiro – Bs. 3,00

Água e papel higiênico – Bs. 10,00

Travessia de Balsa – Bs. 2,50

Táxi (rodoviária-hostel) – Bs. 20,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 57,00

Janta “Mc Donalds pirata” – Bs. 15,00


 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 28 (quinta-feira, 16/08/2018) – La Paz: Nem Sempre a Primeira Impressão é a que Fica

 

O quarto que eu peguei no hostel tinha uns 6 beliches, os banheiros eram limpos frequentemente, e o café da manhã incluso era agradável, frutas, pães e ovos mexidos, pra variar, tinha chá também. Tomei meu desayuno, e vi na recepção um anúncio de walking tour às 10 da manhã, começando na Plaza San Francisco, uma quadra abaixo do hostel. Fui lá, mas diferentemente de Lima, esse walking tour não era free, custava Bs. 20, achei razoável, e fui com ele mesmo, o guia explicava muito bem, conhecemos a Igreja San Francisco, o Palácio do Governo Boliviano, a Plaza de San Pedro, a Plaza Murillo, o Mercado das Bruxas.

O tour terminou na loja da agência HanaqPacha Travel, onde eles nos serviram chá, já aproveitei e comecei a ver os preços dos outros passeios que queria fazer em La Paz, mas só fechei um passeio de teleférico na parte da tarde por Bs. 50.

Ainda era 1 da tarde, fui procurar algum lugar para comer, acabei pegando uma pizza de Bs. 10 na Calle Comercio, comprei uma água por Bs. 8, troquei dinheiro (consegui Bs. 800 por € 100) e voltei para a Plaza San Francisco, de onde partiria o passeio pelos teleféricos as 3 da tarde. O tour foi ótimo, porque só foram a guia, um carinha de Luxemburgo e eu, nós pegamos uma van até a estação de teleféricos, lá entramos e pegamos a Línea Roja, até a cidade de El Alto, descemos lá e andamos pelo Mercado das Bruxas de El Alto que é bem mais macabro que o de La Paz, conhecemos também a Feira das Pulgas de El Alto, depois pegamos outra van até a estação de teleféricos, onde comemos um tipo de esfirra típico da Bolívia por Bs. 5, entramos na Línea Amarilla, passamos por cima da Zona Sul de La Paz, pegamos a Línea Celeste, depois a Blanca e por fim a Naranja, até voltarmos a Plaza, durou até umas 5 e meia o passeio, a guia ia explicando tudo, contando umas curiosidades, valeu bastante a pena.

20180816_153930.thumb.jpg.503961080943af4238ad92f11e469021.jpg20180816_151846.thumb.jpg.b971414c70cb37646368200831acd903.jpg20180816_160057.thumb.jpg.9d64beacdc6ef5651ad40e505cecc4e6.jpg20180816_165620.thumb.jpg.39ce438b92378e0639a166f4c494901e.jpg

Confesso que quando tinha chegado em La Paz a noite, a cidade tinha me dado medo, era meio bagunçada, esquisita, feia, estava quase partindo para Uyuni antes do planejado, mas durante o walking tour, e mais ainda durante o passeio pelos teleféricos, eu vi que ela tinha sua beleza, e me surpreendeu bastante, toda a história, a organização por trás, os contrastes dos prédios luxuosos do centro com as casas da beira do morro, por isso digo que no caso de La Paz, foi a segunda impressão que ficou.

Depois do passeio, comecei a procurar outras agências para fechar os passeios dos dias seguintes: queria fazer o Downhill na Estrada da Morte amanhã e fazer o tour do Chacaltaya e do Vale da Lua depois de amanhã. E não teve jeito, fui batendo de agência em agência, perguntando os preços, as opções de bicicletas, o que estava incluso, e fiquei bastante indeciso, mas como a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado bastante a No Fear Adventure, fechei com eles mesmo. Pechinchei e saiu por Bs. 348 a bicicleta com suspensão dupla e freios hidráulicos, incluindo café da manhã, snacks, almoço, equipamentos de segurança e ainda ganhava a camiseta de brinde, mas tinha que levar Bs. 50 para pagar a entrada. Já o passeio do Chacaltaya e do Vale da Lua saiu por Bs. 79, fora as entradas de Bs. 15 na montanha e de Bs. 15 no vale.

A princípio eu ia trocar de hostel hoje a noite, iria para o Wild Rover, mas como o que eu estava era do lado do ponto de encontro para tomar café no tour de amanhã, resolvi ficar mais uma noite lá. Fui jantar num restaurante italiano que tinha do lado, comi um pratão de macarrão por Bs. 35 e já voltei para o hostel tomar um banho e arrumar minhas coisas para o Downhill do dia seguinte, precisava levar uma troca de roupas, toalha de banho, um chinelo e dormir bem.

 

SALDO DO DIA

Walking Tour – Bs. 20,00

Passeio de teleféricos – Bs. 50,00

Pizza – Bs. 10,00

Água – Bs. 8,00

Esfirra – Bs. 5,00

€ 100 -> Bs. 800,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 55,00

Prato de Macarronada – Bs. 35,00

 

 

 

 

 

 

 

         

 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 29 (sexta-feira, 17/08/2018) – Filho, Você Não Vai Naquela Estrada da Morte, Né?

 

Na véspera, eu tinha mandado uma mensagem para minha mãe avisando que estava em La Paz, e que estava tudo bem comigo, aí hoje, justo que na hora que eu acordei ela me respondeu, mandou uma foto de uma revista de viagens que a gente assinava, justo na página que tinha os passeios de La Paz, e escreveu: “Só não vai nesta estrada da morte de bicicleta, hein?”, achei melhor deixar para responder depois.

Peguei minhas coisas, pedi para guardar meu mochilão no depósito, e umas 7 da manhã já estava na agência da No Fear, que era pertinho do hostel, lá eles nos deram os equipamentos de segurança, joelheiras, cotoveleiras, luvas, calças e blusas corta vento, e o capacete, também deram a camiseta de brinde. Ah, assustei quando eles deram um papel para a gente assinar, um tempo de responsabilidade, para caso algo pior acontecesse.

Depois fomos para um restaurante ali perto, onde nos serviram o café da manhã. De lá, a van nos levou até o ponto de partida, fora de La Paz. Lá eles nos entregaram as bicicletas, haviam 3 guias, um deles explicou como seria o trajeto, nos orientou, disse que eles ficariam com as câmeras tirando fotos nossas, que não recomendava que a gente ficasse pegando nossos celulares para fotografar durante o caminho.

Começamos a descida, a primeira parte é na rodovia asfaltada mesmo, então é tranquila, só para aquecer. Descemos um bom tanto, até que paramos para comer, eles dão água, chocolate, frutas, refrigerante, pão, depois seguimos de van até o começo da antiga Estrada dos Yungas, lá começa a Estrada da Morte propriamente dita, o trecho anterior era só um aquecimento no asfalto.

20180817_102201.thumb.jpg.cbe48e2c960f510aa14ef25c83a8dd07.jpgDSCN6929.thumb.JPG.bacbf7ed082f35b91b12e09a06a6ddaf.JPGDSCN6968.thumb.JPG.83e95ec14ee9615e2eef33f89fcc7736.JPG

A estrada vai beirando os precipícios, as paisagens são incríveis, vamos descendo, até que numa parte paramos para tirar a foto clássica, o grupo devia ter umas 12 pessoas. Depois seguimos mais um monte, até que minha bicicleta estourou o pneu, o guia trocou ela por outra reserva que estava na van que segue a gente o caminho todo. Nesse meio tempo, enquanto eu esperava a troca, estava perto de uma curva fechada, aí só escutei o barulho de gente escorregando, um carinha levantou, e xingou em português, era brasileiro, estava descendo com outra agência, aí deve ter batido o pedal em alguma pedra, tombou e veio escorregando, felizmente não foi na direção do abismo, fomos ajudá-lo, mas não tinha se machucado por causa dos equipamentos, logo vieram mais dois do grupo dele e escorregaram também, do mesmo jeito, os três tinham feito a curva com o pedal na posição errada, meu guia tinha explicado isso para o meu grupo, o deles pelo jeito não, mas felizmente ninguém se machucou nessa brincadeira.

P1110510.thumb.JPG.d10d0afaafe9c5fd1ce9ee0b4b5c06b0.JPGP1110511.thumb.JPG.c4ebcea428b3dbde3cd0ac03f27b2ac7.JPGP1110512.thumb.JPG.3a36ef24cf0411451b30b948cf807998.JPG20180817_125439.thumb.jpg.7fa1b70f4a44c545f4a3db56f6f8a79b.jpg20180817_125444.thumb.jpg.46115ed137dc7100872336fcc70ba3ea.jpg20180817_131141.thumb.jpg.59fac00443744eae670a217593ae4404.jpgP1110434.thumb.JPG.ebf3c6b85c46d33edae6270516bd28d8.JPGDSCN6973.thumb.JPG.615e96dff337bc0a84d493e246a63b91.JPGDSCN7057.thumb.JPG.644733ea7352aad12b18f00b40ce7d45.JPG

Continuei descendo com a outra bicicleta, paramos de novo na entrada do povoado de Coroico, lá tem um portal com um monumento da Death Road, tiramos as fotos lá, e seguimos mais um pedaço, até chegarmos num restaurante, lá tiramos os equipamentos, guardamos as bicicletas e fomos almoçar, boca livre, comida muito boa, até comprei um picolé de Bs. 10 depois ficamos livres, tinha piscina, chuveiros e lugares para descansar, umas 4 da tarde pegamos a van de volta.

Chegamos no comecinho da noite em La Paz, nos deixaram na agência, quem quisesse esperar uma hora ganhava o CD de fotos do passeio, mas quem não quisesse, era só dar o email, que eles mandavam as fotos também.

Voltei para o meu hostel, peguei meu mochilão no depósito e fui para o Wild Rover, tinha feito uma reserva pelo Booking de manhã, ia mudar só para fechar os 3 Wild Rovers e ganhar a camiseta e as bebidas grátis. Cheguei lá, fui tomar um banho e sair para jantar alguma coisa, achei uma pizzaria ali perto, pedi um prato de macarrão e um suco por Bs. 41. Voltei para o hostel e ganhei uma cerveja grátis, mas pensem numa cerveja ruim, mas ruim, chegava a ser salgada de tão ruim, credo, larguei lá e fui dormir, mas antes respondi a mensagem da minha mãe com essa foto, e um “Tô vivo mãe!”

 

SALDO DO DIA

Downhill na Estrada da Morte – Bs. 348,00

Entrada na Estrada da Morte – Bs. 50,00

Sorvete – Bs. 10,00

Diária do Wild Rover La Paz – Bs. 59,00

Macarrão e Suco – Bs. 41,00

         

 

20180817_142057(0).jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 30 (sábado, 18/08/2018) – Chacaltaya e Vale da Lua: Adiós La Paz

 

Acordei apressado e com sono (pra variar), mas pelo menos dava para acordar mais tarde, a van passaria no hostel umas 8 da manhã só. Já desci com o mochilão, pedi para guardarem no depósito e fui ao mercado comprar alguns snacks, comprei um pacote de Oreo e algumas empanadas por Bs. 14,90, comprei uma água também por Bs. 6. Peguei minha camiseta de brinde do Wild Rover.

Logo a van passou no hostel e nos levou até o Chacaltaya, pagamos a entrada de Bs. 15, lá a guia nos levou até o topo, onde dava para ver a antiga estação de esqui, e todas as montanhas que cercam La Paz, do outro lado, dava para ver todo o Altiplano Boliviano, a cidade de El Alto que é toda plana, e o buraco ao lado onde fica La Paz, havia um pouco de neve no caminho que estávamos andando, e como eu tinha ido de All Star, tive que ficar pulando essas partes.

20180818_100009(0).thumb.jpg.b0c9466ac8707fee30059312c7c9356e.jpg20180818_103825.thumb.jpg.62c70be26b0f75c335a9ef0cb4ab80d6.jpg20180818_110148.thumb.jpg.678d7ad82b8971e3e8e0215dc3400df6.jpg20180818_110753.thumb.jpg.3c83dd92267fe30b33f9aa1557ac482b.jpg20180818_112833.thumb.jpg.3238d59332bbb79655e88b9063a21d92.jpg20180818_113026.thumb.jpg.97d4aeb3ca80ba06816c973eed45ab6c.jpg20180818_114055.thumb.jpg.5f87f02a331a3e4f31404923057c7e8e.jpg

Depois descemos a montanha, voltamos a La Paz, atravessamos toda a cidade, de cabo a rabo, e fomos para a Zona Sul, onde fica o Vale da Lua, lá também tivemos que pagar os Bs. 15 de entrada e a guia explicou a formação daquela região, que parece bastante com a Lua, lá dentro tem o caminho demarcado por onde se pode caminhar, o circuito todo dura uns 40 minutos andando.

20180818_141609.thumb.jpg.ac65628e3b952fc94f65bbfe98c8c45e.jpg20180818_141131.thumb.jpg.a54777ff92b8f28b47f8af2c9f9769ca.jpg

Depois voltamos para o centro, e nos deixaram na Plaza San Francisco, não eram 4 da tarde ainda, foi um passeio bem rápido. Aproveitei e fui na rodoviária que é ali perto comprar minha passagem para Uyuni, cheguei lá e tinham várias empresas de ônibus, fui caçando alguma que ia para Uyuni, a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado a TransOmar, fui até o guichê deles, tinham vários lugares livres ainda, mas o ônibus partia 8 da noite de La Paz, logo, chegava muito de madrugada em Uyuni, e uma coisa que eu li em vários relatos é que a galera chegava muito cedo lá, ainda não tinha nada aberto, o frio era congelante e tinham que ficar esperando o Sol nascer para o comércio abrir. Então a Fernanda me mandou mensagem, ela me disse que já estava em Uyuni, e tinha ido com a Belgrano Turismo, segundo ela o ônibus era muito bom.

Fui ao guichê dessa Belgrano, e eles tinham um ônibus que partia as 10 da noite, já era melhor, chegaria de madrugada lá, mas eram 2 horas a menos no frio que o da TransOmar. Comprei por Bs. 90, já aproveitei e fui no quiosque da rodoviária pagar a taxa de embarque de Bs. 2,50, eles dão um papelzinho que você entrega hora que for entrar no ônibus.

Depois fui dar mais umas voltas por La Paz, precisava trocar dinheiro de novo, e como era fim de semana, consegui trocar € 100 por Bs. 790, tinham uns soles que me sobraram do Peru, queria trocar também, mas casas de câmbio só aceitavam as notas, as moedas eles pagavam só metade do valor.

 

CÂMBIO: Quando for passar de um país para o outro, separe algumas das moedas para guardar de recordação, e o resto tente gastar antes de passar da fronteira, porque em outros países, as casas de câmbio só vão pegar as notas, as moedas, se aceitarem, pagarão bem menos por elas. Uma saída é trocar com algum turista esteja fazendo o roteiro contrário.

 

Voltei para o hostel, tomei um banho (provavelmente o último pelos próximos dias), depois fui na mesma pizzaria da noite anterior, pedi uma pizza pequena, um calzone e um suco por Bs. 58. Voltei ao hostel, fiquei lá fazendo hora, quando eram 9 da noite, chamei um táxi, peguei as mochilas e fui para a rodoviária, pechinchado saiu por Bs. 15. Fui até o guichê da Belgrano, lá tem sala de espera com tomada, coloquei o celular para carregar enquanto isso, quando eram 10 da noite, embarcamos, fiquei de olho se colocaram minha mochilona no bagageiro certo (sempre faça isso), entrei e me surpreendi com o ônibus, era de dois andarem, e as poltronas eram gigantes e deitavam 180°, era o chamado “salão-cama”, a única coisa é que eles não davam lanchinho igual aos ônibus do Peru, mas deram travesseiros e cobertas. O ônibus partiu de La Paz, pegou a rodovia que contorna o caldeirão que é a cidade, e quando chegou lá em cima, me despedi da capital boliviana, toda iluminada.

 

SALDO DO DIA

Passeio Chacaltaya e Vale da Lua – Bs. 79,00

Entrada Chacaltaya – Bs. 15,00

Entrada Vale da Lua – Bs. 15,00

Bolacha e empanadas – Bs. 14,90

Água – Bs. 6,00

€ 100 -> Bs. 790,00

Passagem La Paz – Uyuni (Belgrano Turismo) – Bs. 90,00

Taxa rodoviária La Paz – Bs. 2,50

Pizza, calzone e suco – Bs. 58,00

Táxi (hostel-rodoviária) – Bs. 15,00


 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 31 (domingo, 19/08/2018) – Salar do Uyuni: Aí Vou Eu!!!

 

As estradas até Uyuni são boas, o que me deixou dormir no ônibus, o problema foi quando o ônibus passou por uma placa escrito “Uyuni – 20 km”, e ainda eram 5 da manhã, olhei no celular, a temperatura era de - 4° da lá fora. Quando o ônibus parou na avenida, no centro de Uyuni, não se via uma alma viva pela cidade, o céu escurinho ainda. Desci do bus, primeiro pezinho pra fora meu nariz já congelou, e começaram a brotar vendedores oferencendo tours pelo Salar, eu só fui agradecendo e negando, enquanto me esquivava deles, tudo que eu não queria naquele momento era ficar negociando preço de passeio, ainda tinha muito tempo pra isso, só queria algum lugar quente para sentar e descansar um pouco mais. Peguei minha mochilona no bagageiro, e eis que surge um senhor oferecendo desayuno, chá de coca e aquecedor, segui ele, e ele me levou até a cafeteria da família dele, que já estava meio cheia dos outros ônibus que já tinham chegado.

Entrei lá, estava tão quentinho, tinha um aquecedor bem no meio do ambiente. Achei um banco para sentar, deixei meu mochilão no canto. Coloquei o celular para carregar de novo, pedi um misto quente e um chá por Bs. 28. Fiquei lá enrolando até o Sol aparecer no céu. Umas 8 da manhã, quando as agências abriram, deixei meu mochilão lá na cafeteria e fui procurar alguma para fechar o tour de 3 dias pelo Salar.

Fui até a Avenida Ferroviaria, encontrei várias agência e fui vendo como estavam os preços, vendo as recomendações no Mochileiros.com, também procurava as que tinham o adesivo do TripAdvisor, no fim das contas, fiquei entre a Esmeralda Tours, a Andes Salt Expeditions e a Lago Minchin Tours. Acabei fechando com a Lago Minchin, porque a Esmeralda era um pouco mais cara, e a Andes estava com um grupo de franceses que só falavam francês entre eles, e tudo que eu não queria era ficar ouvindo “Merci bocú” nos próximos três dias.

Fechei por Bs. 800 o tour, mais Bs. 150 o transfer até o Atacama.

 

SALAR DO UYUNI: Em Uyuni têm muitas agências que vendem passeios de 1 dia, 2 dias, 3 dias e acho que até de 4 dias pelo Salar. Os passeios terminam na fronteira da Bolívia com Chile e a agência regressa para Uyuni, mas muita gente aproveita e já fecha um transfer da fronteira até San Pedro de Atacama no Chile, o preço do transfer, aparentemente é fixo, Bs. 150. O preço que a agência passa inclui o transporte, feito em veículo 4x4, com 6 turistas mais o motorista, a alimentação e a hospedagem. Fora isso, é preciso levar Bs. 150 de entrada para a Reserva Nacional Eduardo Avaroa, Bs. 30 para a Ilha Incahuasi, Bs. 10 se quiser tomar banho na primeira noite (na segunda noite não tem como) e Bs. 6 se quiser entrar nas Águas Termais de Polques.

 

Ainda eram 9 da manhã e o tour partiria da agência as 10 da manhã. Fui correndo até a cafeteria buscar meu mochilão, trouxe para a agência, também fui ao mercadinho municipal renovar meu estoque de snacks e água. Comprei 2 garrafões de água, um rolo de papel higiênico e bolachas por Bs. 32, depois voltei para a agência. Lá encontrei uma gringa que depois do Uyuni, seguiria para o Peru, aproveitei e troquei os soles que me sobraram com ela, mesmo as moedas que as casas de câmbio não pegavam, foram S/ 25 por Bs. 52.

O carro chegou, era uma Toyota, bem limpa, parecia nova. O motorista se apresentou, se chamava Desmedério (ele precisou repetir umas 5 vezes até eu entender) e eu fui conhecer o grupo que ia comigo, um mexicano (Óz), um casal israelense (Tamar e Itamar) e um casal de gêmeos bolivianos (Stephany e Leonardo). Separei tudo o que precisava para passar o dia na minha mochila de ataque (que ia comigo no carro) e o mochilão ia na parte de cima, amarrado com lona, só daria para mexer nele a noite. Partimos umas 10 e pouco, nosso guia/motorista era bem prestativo, mas não conversava muito, ficava quietão.

Fomos primeiro ao Cemitério de Trens que é do lado da cidade. Lá ficamos uma meia hora, o guia explicou sobre, tiramos fotos e seguimos para Colchani, que é um vilarejo na entrada do Salar, lá tem várias lojinhas de artesanato e lembrancinhas, paramos lá também, comprei um chapéu, dois imãs de geladeira e uma pochete bordada por Bs. 55.

20180819_111159.thumb.jpg.add8a9bd5f04b6170e816af70432b2c7.jpg20180819_112028.thumb.jpg.9e8ff8227155b951f32d6d5628fffe14.jpg20180819_112431.thumb.jpg.26e5e7dbc71afdb2dc9104d722ec72f8.jpg

E finalmente entramos no Salar, o chão todo branco, paramos nos Ojos del Salar, onde brota água mineral formando pequenas poças no chão. Depois seguimos até o monumento de Dakar, que fica do lado do monumento das Bandeiras e do restaurante de sal. Lá seria uma parada demorada, tiramos várias fotos enquanto o guia preparava nosso almoço. Nossa refeição tinha batatas, carne, bolinhos de quinoa (opção vegetariana), suco, água, refrigerante, frutas, e de brinde, uma garrafa de vinho.

20180819_132038.thumb.jpg.edf11a169b36bffb751dc19de4566936.jpg20180819_132052.thumb.jpg.3c4f8ab350510f1959f13678f22345aa.jpg20180819_134140.thumb.jpg.4fdd4e0ad17adccf873bf7ddde1be67c.jpg20180819_140341.thumb.jpg.60c5188b93617831241a0c793393bd0d.jpg20180819_145408.thumb.jpg.3faa2e3ead88ee1839bb706b85249cc1.jpg

Depois do almoço seguimos pelo Salar, paramos em alguns pontos para tirarmos as famosas fotos de perspectiva, com dinossauros de plástico, botas, óculos e outros objetos inusitados.

20180819_160313.thumb.jpg.29253f94929b1adb16498f41a3cd79eb.jpg20180819_161600.thumb.jpg.e0980ffedb2eb7a4b797d7dbc5bb6bd5.jpg20180819_134742_001_01.thumb.jpg.233e07e760e28a33dea262cd4dab18a9.jpg20180819_134829_019_01.thumb.jpg.48417c977f40489e7b5614c8fb57aa91.jpg20180819_150424.thumb.jpg.7f411f2178d94f51373b9176314a1667.jpg20180819_160104.thumb.jpg.8a3cb8c080a269557c960a4031874456.jpg20180819_160200.thumb.jpg.bb4db68e7060925ab82edb938377c911.jpg

 

ÉPOCA PARA O SALAR: Quando o Salar está seco, o que ocorre principalmente no inverno, ele fica com aquele aspecto rachado, craquelado, e é possível andar por ele todo. No entanto, nos meses chuvosos, principalmente no verão, ele fica com uma lâmina d’água de alguns pouco centímetros, o que forma um espelho gigante que reflete o céu, o problema é que em alguns lugares ele fica alagado demais e o carro não consegue passar. Às vezes, se você for muito sortudo, você consegue pegar um meio termo, algumas partes secas e craquelas e outras alagadas e espelhadas.


Seguimos até a Ilha Incahuasi, que é uma ilha cheia de cactos gigantes no meio do Salar, é opcional subir nela, custa Bs. 30, não quis subir, mas dei a volta nela (o que dá no mesmo, só que é de graça), depois disso o Sol já estava se pondo, saímos da planície branca do Salar e fomos até o Vilarejo de San Juan, para pernoitar no hostel de sal, neste lugar, cobravam Bs. 10 caso quiséssemos tomar banho, achei melhor não porque estava tão frio que não queria nem tirar a roupa. Jantamos e ficamos conversando, os israelenses só falavam inglês, então conversávamos em espanhol e traduzíamos para eles, meu grupo foi muito bacana, principalmente o mexicano e os gêmeos bolivianos, que acabei descobrindo que eram escoteiros também.

 

Deram 2 quartos para nosso grupo, um com uma cama de casal, que ficou para os israelenses e outro com 4 camas de solteiro que ficou para nós outros. Nosso guia dormiu em outro quarto, pegamos nossos mochilões no carro, ficamos lá fora um pouco (quase congelando) observando o céu todo estrelado. Depois fomos dormir.

 

SALDO DO DIA

Chá e misto quente – Bs. 28,00

Bolachas, água e papel higiênico – Bs. 32,00

S/ 25 -> Bs. 52,00

Tour 3D2N Uyuni (Lago Minchin) – Bs. 800,00

Transfer Atacama – Bs. 150,00

Presentes em Colchani – Bs. 55,00

 

         

 

 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 32 (segunda-feira, 20/08/2018) – Um Dia de Vulcões e Desertos

 

Acordamos no hostel de sal, na noite anterior nosso guia nos avisou que o café seria as 7 e meia e partiríamos as 8. Tomamos nosso café, que o próprio hostel oferece, e nada de nosso guia aparecer, então surgiu o dono do hostel, dizendo nosso motorista tinha passado mal durante a noite e que não poderia seguir com a gente, mas que a agência já estava mandando outro carro com outro motorista para continuarmos o tour, que chegaria por volta das 9 da manhã. Olhei pela janela e não vi nosso carro no lugar onde tínhamos parado ontem, e minha mochila cheia de blusas e presentes (aquela que eu comprei em Cusco) tinha ficado no carro, na parte de trás, já desesperei, perguntei pro dono do hostel se o motorista já tinha ido embora, ele respondeu que achava que sim.

20180820_064855.thumb.jpg.a4b00d271e3f8573af61caf865501618.jpg

Cara, que raiva, já queria xingar todo mundo, até que fui na cozinha perguntar se alguém tinha visto se o motorista tinha deixado a mochila por alí, até que uma mulher falou que o guia ainda não tinha ido embora, mas que estava em uns quartos que ficavam isolados na parte de trás do hostel, fui correndo lá, o carro estava lá ainda, abri o porta-malas e peguei minha mochilinha cheia de bugigangas.

Umas 9 e pouco nosso novo motorista chegou, o Juan, que era bem mais comunicativo que o Desmedério, parecia mais simpático também, mudamos as coisas para o carro dele, e seguimos viagem. Paramos num ponto próximo a linha férrea para tirarmos fotos, e podermos usar os “banheiros” de graça, pois segundo o guia, em todos os lugares que tivessem banheiros públicos teríamos que pagar.

20180820_104005.thumb.jpg.a898977a74abb539761c090cb2dde3f5.jpg20180820_104048.thumb.jpg.f77ded5046c78bc199720cd86c40f50d.jpg20180820_132728.thumb.jpg.8340eacc82d98e116769932f5160d31a.jpg

Depois, por volta das 11 horas da manhã, paramos para observar o Vulcão Ollague, e mais um perrengue acontece com nosso grupo: estava um fucking vento forte lá fora e o motorista parou o carro a favor do vento, quando ele disse que a gente podia descer para tirar fotos, o Óz que estava no banco da frente abriu a porta, ela foi igual uma vela de barco, o vento quase arrancou ela do carro, não chegou a arrancar porque as dobradiças eram boas, mas amassou elas a ponto da porta não fechar mais. O Juan, na maior calma do mundo, foi ver o estrago, pegou uma marretinha, um pedaço de metal e junto com o mexicano tentaram arrumar, deram umas marretadas lá, mas ficamos uns 40 minutos esperando pra ver o que ia ser, não teve jeito, eles conseguiram só fazer com que a porta fechasse, mas não daria mais para abrir ela, então toda parada que a gente ia fazer, o Óz tinha que pular os bancos e sair pela porta de trás ou pela do motorista. Depois disso fomos para as Lagunas Cañapa, Honda e Hedionda, lá pudemos ver os flamingos, também lá nós tivemos nosso almoço, simples, mas muito bom, isso já eram quase 3 da tarde.

Seguimos pelo resto da tarde até chegar o Deserto de Siloli, onde tem o Árbol de Piedra, uma formação rochosa com formado de árvore. Depois seguimos até a Laguna Colorada, lá ficamos um tempão admirando a paisagens, as águas vermelhas da lagoa, os flamingos, andamos até o meio da lagoa que é todo cheio de sal. Depois voltamos para o carro, passamos pelo controle da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, lá tivemos que pagar Bs. 150 por pessoa (obrigatório), e se tiver passaporte dá para carimbar também, igual em Machu Picchu e nas Ilhas de Uros.

20180820_161535.thumb.jpg.9752e1dbfe1f5b2b1cb3c53b370c9f86.jpg20180820_165900.thumb.jpg.b82fd3363f46d00b59bc73db84befd66.jpg20180820_170718(0).thumb.jpg.ce8a0f5ee06d734ad1f864fb4b781078.jpg20180820_170722.thumb.jpg.22c3a94ebedd8c4dc72c5341be7e7503.jpg20180820_171635.thumb.jpg.4cba161f0a1a83c9731e3b81c5b6151f.jpg20180820_172042(0).thumb.jpg.8caa12429346911043af091ba988a3ea.jpg

Depois disso seguimos para o povoado onde passaríamos a noite. Chegamos lá, já estava um pouco escuro, nos acomodamos todos em um quarto só com 6 camas de solteiro. Eles têm banheiros, mas não tem como tomar banho, por isso são tão importantes os lencinhos umedecidos.

Nos serviram o jantar, macarronada deliciosa e mais uma garrafa de vinho cortesia, depois disso, não tem muito o que fazer, pois a energia lá só funciona até as 9 da noite, depois disso fomos dormir porque no outro dia teríamos que acordar as 3 da manhã.

 

SALDO DO DIA

Entrada Reserva Nacional Eduardo Avaroa – Bs. 150,00

 

 

 

 

         

 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Showw!!

Ja devorei seu PDF rsrs

 

animal cara to indo em março mas pelo caminho contrário, vc me deu a idéia de ir até la paz, pois em meu roteiro eu faria os passeios no deserto e voltaria pro Chile pra subir até o Peru, então acha que vale subir pela Bolívia? 

 

Porra me lasquei com esse perrengue seu em Cusco kkkkk, tbm ja passei por isso e fiquei 2 dias no hospital, mas foi no Brasil pelo menos kkk

Po e meter o louco igual você fez em Santiago não sei se tenho tanta coragem hein, meus parabéns ótima trip e ótimo relato.

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

@Pinnng Valeu cara, fico feliz que tu tenha curtido haha

Cara, super recomendo subir pela Bolívia, é bem tranquilo, La Paz é muito massa de conhecer, e você vai pagar bem mais barato nos bus na Bolívia do que no Chile, fora que indo pela Bolívia, vc já sai lá no Titicaca, em Puno, que é do lado de Cusco.

Sobre os perrengues, hahaha, não poderia faltar né, senão a viagem não estaria completa hahahaha

Cara,  eu me arrependo de não ter metido o louco antes, de ter deixado só para o último dia da trip hahaha, mas se tu estiver viajando sozinho, não tem medo não, pode ter gente ruim, mas a maioria do mundo ainda é de gente boa

Boa aventura pra ti

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 33 (terça-feira, 21/08/2018) – Passando na Fronteira Chilena

 

Acordamos de madrugada, num frio que não era normal, dentro do quarto era quentinho até, mas quando saímos para guardar as coisas no carro, estava - 15° no termômetro do hostel, 3 da manhã, entramos no carro rapidamente e partimos para os Geyseres Sol da Manhã. Chegamos lá e vimos o nascer do Sol no meio da fumaça que sai da terra, é possível chegar bem perto e ver a água borbulhando nas fendas, é forte o cheiro de enxofre, mas nada absurdo, o pior é o frio mesmo, a mão congela.

20180821_065932.thumb.jpg.f12ae0bb3d4c827dd754817aeb431347.jpg20180821_070354.thumb.jpg.8b065c8585340f53444ce9d14552341b.jpg

Ficamos um bom tempo lá, depois seguimos para os Termas de Polques, lá tivemos nosso café da manhã, depois tivemos tempo para entrar nas águas termais, por Bs. 6, mas ninguém do grupo quis, estava muito frio ainda.

Seguimos o caminho, passamos pelo Deserto Salvador Dalí, descemos lá, mas o deserto não tem muito a ver com o pintor não. O guia me disse que logo chegaríamos na fronteira e perguntou quem pegaria o transfer para o Chile, apenas eu iria, o restante voltaria para Uyuni.

20180821_084710.thumb.jpg.6d0d1925dfda1ff82a0de1d70401ccc7.jpg20180821_092107.thumb.jpg.7e5df31ff6024063ed65f72ede13acad.jpg20180821_092121.thumb.jpg.6160f027f7db192d452eec1b3e368d0e.jpg

PROPINA NA FRONTEIRA? Na fronteira da Bolívia com o Chile, para quem atravessa o Salar do Uyuni, rola um esquema de propina entre os agentes da migração boliviana. O esquema já é conhecido pelas agências, algumas até te falam quando você vai fechar o passeio, que precisa levar Bs. 15 para pagar a “taxa da fronteira” e dizem que a “taxa” é legal. Mas não é!!! É propina. A maioria dos turistas, principalmente os gringos, caem nessa e pagam. E realmente, é complicado, porque o agente pega seu passaporte para carimbar e te pede o dinheiro, e não é muito recomendado começar a discutir com agentes do governo boliviano no meio do deserto, entre vulcões, sem sinal de civilização por perto. Não confundam essa propina, em português, com propina em espanhol, que significa “gorjeta”.

 

Como a fronteira já estava perto, peguei toda minha grana da carteira e escondi na mochila de ataque, tudo mesmo, deixei apenas o cartão de crédito, ia testar um jeito de não pagar a propina.

Continuamos, passamos pela Laguna Blanca e paramos na Laguna Verde, onde se vê uma paisagem incrível com o Vulcão Licancabur ao fundo. Seguimos até a fronteira da Bolívia com o Chile, onde eu pegaria meu transfer. Chegamos lá as 9:30 da manhã. Procurei a van com o nome que estava escrito no recibo que o cara da agência tinha me entregado, rapidamente encontrei, fui falar com o motorista, e aparentemente só faltava eu, ele me mandou ir para a fila da migração carimbar o passaporte logo, ele estava com pressa, nesse meio tempo, o Juan já estava tirando minha mochilona de cima do carro.

Fui para a fila, que estava gigante, e a aduana boliviana mais parecia um barraco velho, caindo aos pedaços, já estava com o passaporte e a tarjeta migratória (aquela que recebi na aduana de Kasani, em Copacabana) na mão. Como estava demorando, o motorista do transfer me pediu para seguí-lo, fomos furando a fila de todo mundo (que vergonha), entramos na aduana, ele pegou meu passaporte e minha tarjeta, entregou para o agente e pediu pra carimbar. Prestem atenção que essa parte é importante.

O agente pediu os Bs. 15 da propina, o motorista repetiu atrás em inglês (caso eu não tivesse entendido), olhei para os dois com cara de desavisado, como se eu não fizesse a menor ideia de que precisava pagar para sair, já falei: “I don’t have money, sorry”, e repeti em espanhol também: “Yo no tengo plata, ya he gastado todo”, e ainda mostrei a carteira vazia (que eu já tinha esvaziado no caminho). Eles me olharam curiosos, o agente perguntou como que um turista viajava sem dinheiro, eu já emendei atrás: “Eu só uso cartão de crédito, vocês não têm a maquininha?”, e ainda mostrei meu cartão (por ser ilegal, obviamente eles não teriam nenhuma Moderninha lá para passar a propina no crédito). O agente vendo que não ia conseguir arrancar nenhum centavo do meu bolso, recolheu minha tarjeta migratória, carimbou e devolveu meu passaporte.

Pronto, me livrei de pagar propina, dava vontade de rir e falar pra ele: “Filhão, propina? Pra cima de mim? Logo eu, brasileiro? Foi meu povo que inventou a propina hahaha. Sorry, mas não será dessa vez!”

Quando saí de lá, fui andando pela fila, e vi 5 turistas asiáticas, e o motorista do transfer delas já pedindo a propina, “fifteen bolivianos” ele dizia, e elas abrindo a carteira na maior boa vontade para pegar o dinheiro. Dava vontade de sair gritando lá no meio falando pra ninguém mais pagar isso, mas senti que não seria uma boa ideia. Pode até ser pouco Bs. 15, mas pensem na quantidade de turistas que passam todo dia por lá, se esse relato servir para avisar pelo menos aos brasileiros para não pagarem essa taxa ilegal, já é algo.

Mas chega de falar de propina, voltei para o carro, me despedi de Juan e de meu grupo, e fui para a van, guardei minhas coisas, e logo partimos. O motorista entregou o formulário, igual nos outros países, tem que preencher tudo, e marcar se você está levando alguma coisa com restrição.

20180821_095322.thumb.jpg.3f6c9233fef29940448589b7e05db822.jpg

Onde era uma estrada de areia e pedras, cercada de neve e gelo, surge um asfalto impecável, cheio de placas de sinalização, e um complexo aduaneiro gigante, todo fechado e organizado, estava claro, estava em território chileno.

Na hora também descobri porque o motorista estava tão apressado, na aduana chilena, que é um galpão, entra uma van de cada vez, todos os passageiros desembarcam, carimbam o passaporte, os agentes inspecionam o veículo, as bagagens do povo, só depois são liberados.

 

O QUE NÃO PODE NO CHILE? Além das coisas óbvias (como drogas, armas, dinheiro demais), não pode entrar com nada de origem animal ou vegetal que não seja industrializado e lacrado na embalagem, ou seja, as folhas de coca que eu trazia desde o Peru, tive que jogar fora, os gringos que compraram umas maçãs gigantes, iguais a da Branca de Neve na Bolívia, tiveram que jogar fora. Se tentar esconder e eles acharem, além de tudo você paga multa.

 

Depois seguimos até chegar em San Pedro de Atacama, chegamos por volta do meio dia lá, na hora mesmo fiz uma reserva pelo Booking no Hostel Ckapyn, fui até lá a pé, pois era pertinho, aliás, tudo em San Pedro é pertinho, nem deve existir táxi lá.    

Fiz o check-in, o quarto tinha 4 beliches e o hostel tinha cozinha. Depois disso fui atrás de agências e casas de câmbio, queria encaixar o máximo de passeios possíveis em 2 dias e meio, não queria ficar muito tempo lá, sabia da fama que o Atacama tinha de se um lugar caro e não queria gastar tanto lá.

Fui até a Calle Toconao, onde estão as casas de câmbio melhores, troquei € 100 por $ 74500, aproveitei e troquei os Bs. 90 restantes por $ 8100 também.

Depois fui até a rodoviária comprar passagens para Santiago para dali a dois dias, fui até o guichê da TurBus e comprei uma passagem, no banco da frente por $ 30400 (nos outros assentos custava $ 26000, mas seria uma viagem de 24 horas, então achei melhor pegar um assento mais espaçoso).

Depois fui na Calle Caracoles, onde estão as agências, fui novamente, uma por uma, pesquisando preços e passeios, até que encontrei a Mitampi Turismo, que tinha uns preços bacanas e um adesivo gigante do TripAdvisor na vitrine, então acabei fechando com eles todos os passeios.

 

PASSEIOS NO ATACAMA: As agências em San Pedro abrem tarde (11 da manhã), e costumam dar descontos quanto mais passeios você fecha com elas, algumas inclusive, vendem pacotes com preços melhores. Antes de ir para lá, é importante ver quais lugares estão abertos e quais estão fechados, por exemplo, quando eu fui, o Vale da Morte, o Salar de Tara e Piedras Rojas estavam fechados, e por ser Lua Cheia, nem todas agências faziam o Tour Astronômico, a Space que é a mais famosa, não faz durante a Lua Cheia.

 

Fechei o Vale da Lua, o Salar de Atacama, as Lagunas Escondidas de Baltinache e os Geysers del Tatio por $ 65000, exceto o valor das entradas. Como já tinha acabado com meu dinheiro trocado, paguei apenas $ 20000 na hora, o restante pagaria depois (demorou pra me cair a ficha que já tinha gastado mais de 100 euros em menos de 3 horas no Chile). Para mim, ainda dava tempo de almoçar, no meu relógio ainda eram 2:45 da tarde, e o passeio era só as 4, então o carinha da agência me fala para eu ficar por perto, que logo a van chegaria. Nesta hora descobri que o horário do Chile é diferente da Bolívia, é uma hora a mais, o mesmo horário de Brasília, tive que ficar por lá mesmo, chegou a van, embarcamos, e seguimos para o meio do deserto. Lá tive que pagar $ 2500 de entrada.

O guia nos levou na parte de cima primeiro, onde dava para ver tudo do mirante, depois descemos e fomos explorar algumas cavernas da Cordilheira do Sal e trilhas no meio das pedras, por fim, fomos caminhando para ver o Sol se pôr do alto de uma duna de areia. Incrível a vista, depois que escureceu, voltamos para a cidade.

20180821_153702.thumb.jpg.74f3c2a8052c928f89d90aa6db9fb8f9.jpg20180821_153945.thumb.jpg.1813468fbab7bb105a573e8d15b91579.jpg20180821_153959.thumb.jpg.0792eb8a35c32691b25d7d9397bf0c58.jpg20180821_172806.thumb.jpg.d400d63317281990291bad1cdaecb79e.jpg20180821_183721.thumb.jpg.02215ac199a6fab51f5385cf30f9d3ce.jpg20180821_184040.thumb.jpg.f29841fc5f4a325aed14477005a1bb8a.jpg20180821_184517.thumb.jpg.883b9c5a33811bb363705fb2b0e729ff.jpg20180821_185917.thumb.jpg.0e8b05d28685e893421b0ed8a86159d8.jpg20180821_185940.thumb.jpg.c0646cf07abe23c5f50e4c7d8c87a602.jpg20180821_185959.thumb.jpg.6185bafb9fe27e633722d92004863828.jpg

Fui trocar dinheiro de novo, no mesmo lugar € 100 por $ 74500, procurei algum lugar para comer, mas tudo era caro, principalmente na Calle Caracoles, então passei num mercadinho próximo e comprei um pacote de macarrão, maionese, queijo e tomate por $ 3440, fui para a cozinha do hostel e fiz um super macarrão de forno, e sobraram ingredientes.

Já paguei a diária do hostel de $ 7000, fui dormir, porque no outro dia, as 7 e meia da manhã, a van passaria no hostel para me buscar, ia fazer o Salar de Atacama de manhã, e as Lagunas Escondidas de Baltinache pela tarde.

 

SALDO DO DIA

€ 200 -> $ 149000

Bs. 90 -> $ 8100

Passagem SPA – Santiago (TurBus) - $ 30400

Passeios (Vale da Lua, Salar de Atacama, Lagunas Escondidas de Baltinache e Geysers del Tatio) - $ 65000

Entrada Vale da Lua - $ 2500

Ingredientes macarrão - $ 3440

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

 

 

 

 

         

 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 34 (quarta-feira, 22/08/2018) – Há Males Que Vem Para Bem...

 

Acordei bem na hora, e me arrumei para o tour, eram 7:30 e nada, 8 horas, nada, 8:30, nem sinal de van nenhuma, mandei mensagem no Whatsapp da agência, necas, a dona do hostel ligou lá, ninguém atendia, queria voar no pescoço do vendedor de ontem, tinham me esquecido, eu já estava com o cronograma apertado, perdi uma manhã inteira. Esperei até as 11 horas, que as agências abriam e fui para lá. Encontrei o mesmo vendedor lá, perguntei por que não tinham passado no meu hostel, ele ficou surpreso, olhou no computador e disse que meu passeio estava agendado só para amanhã, respondi que não e mostrei o comprovante que ele tinha me dado ontem, ele viu que realmente, marcara uma data no papel e outra no computador. Me pediu mil desculpas, perguntou quando eu queria remarcar, eu respondi que não teria mais tempo para fazer, pois amanhã a 18 horas eu embarcava para Santiago, ele falou que me devolveria $ 20000 referentes ao preço do passeio dentro do pacote (o mesmo preço cobrado pelas outras agências).

Eu estava com raiva, pensando em cancelar o restante dos passeios e fechar com outra agência, mas o serviço deles tinha sido de fato tão bom, no dia anterior no Vale da Lua, a van era boa, o guia nos levava nos lugares antes da multidão de turistas das outras agências chegarem.

Mas mesmo assim, devolver a grana era o mínimo que eles deveriam fazer, afinal, eu perdi uma manhã inteira do meu cronograma apertadíssimo, então falei que eles deveriam, além da grana, me darem um passeio de cortesia pela “moléstia”. O cara então disse ia ver com chefe dele.

Ainda era cedo para o passeio das Lagunas de Baltinache, então fui comer alguma coisa, encontrei numa esquina da Caracoles, um lugar com empanadas por $ 2000, comprei uma, depois comprei uma garrafa de água e um sorvete por $ 2800, andei pela cidadezinha, fui até a Igrejinha de San Pedro, entrei lá um pouco, depois voltei para a Calle Caracoles, reencontrei a Fernanda andando por lá também, ela estava com o grupo que tinha feito o tour do Salar com ela, todos eles tinham vindo para o Chile depois, me despedi dela e voltei para a agência, as 2 da tarde partiria o micro-ônibus para as Lagunas.

 

LAGUNAS: No Atacama, há dois passeios que vão para lagoas que não afundam, devido a quantidade de sal na água (tipo o Mar Morto), o da Laguna Cejar, que todas as agências fazem, é mais famoso, mais barato, só que as entradas são caríssimas, e tem também as Lagunas Escondidas de Baltinache, que nem todas agências fazem, porque a estrada é ruim, e por sem um passeio novo, é um pouco mais caro o preço do tour, mas a entrada é bem mais barata. No fim das contas, preferi as Lagunas Escondidas porque eram mais baratas no final.

 

O caminho é de fato demorado, quando chegamos, pagamos a entrada de $ 5000, e seguimos para as lagoas, são 7 no total, uma ao lado da outra, apenas na primeira e na última é possível entrar, o guia explicou que era bom, primeiro colocar só as pernas na água, para ver se não dava nenhuma alergia, devido aos minerais da água, depois entrar, mas nunca mergulhar, deixar a água só até o pescoço.

IMG-20180824-WA0001.thumb.jpg.2aa74a76d5b3f11a9af49132b12f88d5.jpgIMG-20180824-WA0006.thumb.jpg.f4d3a7842544e97d39b54d49c264cadb.jpg

Coloquei as pernas, não teve nada de anormal, entrei na água e é incrível como sem fazer esforço algum, seu corpo fica boiando, não afunda de jeito nenhum. Depois de uns 10 minutos na água, resolvi sair, o ar seco do deserto secou minha pele sem nem precisar de toalha, onde secava, a pele começava a ficar branca, por causa do tanto de sal que tinha na água. Deu um pouco de coceira nas coxas, o guia apontou um vestiário com chuveiros de água doce para lavar e tirar o sal, fui lá e tirei aquele branco da pele, me troquei, e voltei para a trilha das lagoas, ela vai passando por todas as lagoas, todas com água cristalina, até chegarmos na última, mas preferi não entrar de novo.

20180822_165610.thumb.jpg.d3851c24ebe06b2ea8a1062fd243f64a.jpg20180822_165620.thumb.jpg.36145e09d6a43f802a193d7be140ada7.jpg20180822_165954.thumb.jpg.98ca78219b4f8a67304050cdf1be0354.jpg20180822_165726.thumb.jpg.ce357d1023a904f8b319e91caecc488a.jpg

Entramos no micro-ônibus, voltamos para a cidade, mas no meio do caminho, o motorista parou num lugar com um muro de pedras empilhadas, montou uma mesa com pães, frios, sucos, bolachas e bolos, e o principal, garrafas de pisco chileno, diferente do peruano. Ficamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e apreciando o pôr do Sol no deserto. Depois voltamos para San Pedro, fui até a agência, e o dono veio falar comigo sobre o ocorrido, pediu desculpas mais uma vez, disse que iria devolver os $ 20000 do passeio que eu fui esquecido, e que me daria o tour astronômico para aquela noite de cortesia (custa uns $ 20000 em média), como eu não tinha nada para fazer naquela noite, aceitei, já fui até o hostel correndo trocar de roupa e pegar um casaco, voltei e já apareceu a van para nos levar ao deserto de novo.

20180822_182419.thumb.jpg.522b0576c7add4053f99efc7ba005245.jpg20180822_182438.thumb.jpg.33a5a0558d3dec45d1370f47e970ab88.jpg20180822_185706.thumb.jpg.25120d3f9908b9d153b920733f2ae939.jpg

Isso já eram umas 9:30 da noite, chegamos num rancho no meio do deserto, todo cercado, lá tinha uma área bem grande ao ar livre, com várias espreguiçadeiras, deitamos nelas, aí chegou um outro guia que nos deu uma verdadeira aula de astronomia, primeiros nos apontando no céu alguns planetas, depois algumas constelações, não dava para ver todas as estrelas porque era semana de Lua cheia (uma pena), mas primeiro ficamos fazendo observações do céu a olho nu. Depois seguimos para um outro ambiente, onde ficavam 5 telescópios, primeiro ele os apontou para a Lua, cada um com uma lente diferente, em uma dava pra ver as crateras perfeitas, outro dava para ver todo o contorno, bem bacana, tinha um deles que era adaptado para colocar o celular e tirar uma foto da Lua dele.

20180822_222521.thumb.jpg.e149e3cc096634e5c088d6a6e17fc800.jpg

Depois ele apontou os telescópios para os planetas, pudemos ver Marte, Vênus, Saturno e Júpiter de perto. Por fim nos serviram uma mesa com bolachas, castanhas e frutas cristalizadas, vinhos, pisco e sucos. Chegamos em San Pedro por volta das 11 da noite. Fui até o hostel, paguei os $ 7000 de mais uma diária, fiz mais macarrão com o resto dos ingredientes que sobraram de ontem, tomei um banho e fui dormir.

 

SALDO DO DIA

Empanada - $ 2000

Água e sorvete - $ 2800

Entrada Lagunas Escondidas - $ 5000

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

         

 

 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Johnhonorato0
      Fala pessoal, tudo certo? Estou em busca de  parceiro ou parceira para fazer um michilão "sem rumo", porém planejado. Sou do Rio de Janeiro, estou no Piauí faz 20 dias, estou muito animado para dar um pulo no Uruguai e dar uma volta pelo nosso Brasil a dentro. 
       
      Vamos trocar uma ideia, sem pré-julgamentos. 
       
      Vou deixar meus contatos aqui,
       
      Whatsapp: 22 99789-2318
      LinkedIn: John Honorato
      Couchsurfing: John Honorato
      Instagram: Johnhonorato0
      Email: [email protected]
       
      Espero por ti! Data e demais informações, a gente decide juntos!
       
       
    • Por Leandro Freire
      Prefácio.
      Segue meu relato desta viagem incrível que finalmente consegui realizar com minha Esposa Josi e nossos dois filhos, Ana Clara 9, Vitor Hugo 12, em Janeiro de 2019.
      Já vou avisando que sou um pouco detalhista demais, acabo me empolgando e escrevendo muito. Então se você não tem paciência, paciência, OK ? 
      Infelizmente eu fui anotando algumas informações, como gastos, nomes de alguns lugares onde comemos ou dormimos, tudo em um aplicativo de notas do celular, e por alguma cagada minha, acabei apagando o arquivo, portanto algumas dessas informações serão baseados nas minhas lembranças que, vou confessar, já não está mais aquelas coisas...
      Tudo começou a muitos anos atrás, quando eu passava de bicicleta por uma Rodovia que cruzava a cidade, e vi um cara parado no semáforo com roupas de Couro, uma moto grande com vários adesivos colados de bandeira dos países vizinhos, cheio de malas na garupa, bandeirinha do Brasil balançando ao vento atrás,  etc.
      A Moto estava toda suja, do tipo que rodou o mundo. Ele tirou o capacete por uns segundos talvez pelo calor que fazia no dia, e percebi que era um senhor já de idade, com barba fina e longa, cabelos compridos atrás mas careca em cima.
      Ele percebeu que eu o olhava com curiosidade e então acenou me comprimentando com a cabeça e com um Joinha. Eu retribuí o cumprimento, o semáforo abriu, ele seguiu seu rumo, eu o meu, e esqueci.
      Algumas semanas depois, assistindo TV tarde da noite, o cara tava lá dando entrevista no antigo programa Jô 11 e Meia. Eu quase caí do sofá. Caraca, conhecia ele, aquela barba fina e esticada,  até me cumprimentou, era meu amigo. E foi aí que conheci sua história.
      Ele se chamava Miragaia Renê Angelino. Um advogado que morava em São Paulo e que já tinha feito viagens incríveis de Moto. Procurem no youtube que tem várias entrevistas dele. Nessa entrevista ele havia recém lançado um Livro chamado ‘Minha Moto eu e a América’ onde ele contava sua viagem por 45.000 KM rodados em 90 dias pela América do Sul com uma moto. E eu ali, nem piscava. Minha cabeça anos 90 pensava que essas coisas mirabolantes só existiam na Europa.

       
      Me empolguei tanto com a entrevista que comprei o livro do meu novo amigo que me cumprimentou no semáforo e que era escritor e aventureiro..
      Eu, que até então estava acostumado a ler apenas Agatha Christie ou Os Sertões (mentira, só Agatha Cristie), fiquei tão fascinado com o livro que quando terminei de ler, disse pra mim mesmo ‘One Day I will do something similar´.
      Na verdaade, na verdaaade, eu disse ‘One Day, farei algo parecido’, pois só One Day que sabia falar em Inglês. O resto falei em Português mesmo. Aliás não sei falar inglês até hoje, usei o Google Tradutor na frase acima. 🙈
      Só que essa vontade de ganhar o mundo, na época soava mais ou menos como aquela vontade do garoto que sai do cinema querendo ser o Batman, ou da menina querendo virar a Cinderela... Soavam como coisas inalcançáveis.
      Quem nasceu na mesma época que eu, (façam as contas, não vou falar a década, ok?) sabe que as facilidades de hoje, com essa infinidade de informações, tecnologias, GPS e nichos de pessoas que compartilham os mesmos gostos, hobbies e principalmente valiosas informações e experiências, praticamente não existiam.
      Então tudo parecia ser algo distante ou até impossível, e a minha realidade era a de um garoto sem dinheiro, sem o Canal Discovery, sem informações, e que não tinha nem um gato pra puxar pelo rabo. Eu só tinha uma Bicicleta velha que ganhei de um tio, que só funcionava o freio traseiro e ainda tinha uma solda horrorosa no meio do quadro.
      Então, entre os estudos e espinhas, o tempo foi passando e aquele livro se perdeu no fundo do guarda-roupa.
      As responsabilidades, boletos, namoro, boletos, noivado, contas, casamento, móveis, faturas, filhos, carnês... vão chegando e tomando conta da sua vida. Alguns deles em proporções cavalares inclusive.
      De repente, eu tava chegando nos 40renta.
      Vira e meche, eu reencontrava o livro, pensava na vida, guardava o livro, e vida que segue.
      As vezes me pegava pensando: “Meu Deus, to aqui preocupado com o vencimento dos boletos, mas quem tá vencendo é minha vida, e vida não dá pra prorrogar, parceiro”.   E quem entra na casa dos ´enta´ , não sai mais... Quarenta,  cinquenta ...
      Quero deixar um parêntese aqui, antes que alguém tenha a impressão que eu não estava feliz com minha vida atual, ou infeliz com meu casamento, filhos etc... Muito pelo contrário, Sou eternamente grato a Deus pela família maravilhosa que tenho. Mas faltava pra mim, aquela cerejinha do bolo. Aquela conquista de fazer algo diferente.
      Um dia procurando qualquer coisa no guarda-roupas, achei o tal livro de novo. Fiquei olhando pra ele, pensando, remoendo... e então veio o estalo, decidi. Finalmente firmei um Contrato comigo mesmo, vamos conhecer San Pedro do Atacama. Isso foi a mais de 3 anos atrás.
      Hoje tenho 42 anos, Moramos em Maringá, interior do Paraná e temos um Renault Logan 1.0 ano 2012, batizado carinhosamente pelas crianças de BARTOLOMEU. É nosso pau pra toda obra, escola, trabalho, mercado, passeio, etc. Comprei ele já bastante rodado no final de Dezembro de 2017, mas estava bem conservado. 15 dias depois, Janeiro de 2018, já saímos para uma viagem com ele, e fomos conhecer o Uruguai.
      A ideia na época já era ir para o Deserto do Atacama, pois eu já tinha assinado aquele contrato comigo mesmo, só que adiamos porque uns amigos iam para o Uruguai de carro, já tinham tudo certo, roteiro etc,  e eu não me achava ainda tão maduro o suficiente para encarar as cordilheiras, e então resolvemos ir juntos para o Uruguai. País lindo, maravilhoso e tudo mais. Nossa primeira viagem longa de Carro.
      Na verdade o meu contrato já almejava o Atacama ainda em Janeiro de 2017, um ano antes do Uruguai, mas uns amigos iam para o Rio de Janeiro de carro e mudamos os planos, resolvemos ir juntos também.
      Já viram que sou muito influenciável né?! Preciso trabalhar mais isso. 🙈
      Mas o Rio de Janeiro é outra História, o Uruguai também e já estou me desviando muito do assunto. Foco Leandro, foco...
      No fundo, a gente camuflava a insegurança de ir pro Atacama sozinhos trocando de planos aos 45 do segundo tempo. Não que as viagens com os amigos eram menos interessante. Foram igualmente ótimas. Mas não era aquela conquista que eu queria, sabe? Atacama soava como algo épico, sei lá.
      Eu tinha um certo receio de atravessar as Cordilheiras e chegar ao Atacama com o Bartolomeu. É um carro baixo, pesado e com motor de carro popular.
      Ainda mais pelos seus Cento e tantos mil KM que ele já tinha na bagagem. Ele já tava ficando banguela. E as subidas que encontraríamos nas cordilheiras talvez precisasse de um carro mais jovem, bombadão.
      Vez ou outra eu lia alguns relatos de uns malucos que fizeram viagens parecidas com carro baixo, mas quase sempre são carros menores, mais leves, mais novos ou com motores mais potentes. O Bartolo era o contrário de tudo isso.
      Outro detalhe que me fazia esquentar a cuca é que eu estaria com filhos e tudo fica mais complicado caso dê algum problema na estrada, ou talvez alguém passe mau com alguma comida diferente, ou com a Altitude.
      Já pensou dar algum problema no Carro num lugar deserto, num país pouco conhecido e ainda com crianças? Não rola.
      Mas também, se eu fosse esperar o Momento Ideal, ter dinheiro suficiente para poder ir de avião, com o preço que pagaria nas passagens ida e volta, depois contratar agências de Viagens para os passeios, tudo multiplicado por 4? Não to podendo.
      Outra opção seria então esperar conseguir dinheiro para comprar um Veículo maior, mais novo, mais potente, quem sabe até algum com tração 4x4 né?
      Só que essas opções acima me fariam entrar numa hibernação do tipo ‘A Espera de Um Milagre’. E vocês com certeza conhecem muitas pessoas que vivem assim, esperando o Momento Certo para dar o primeiro passo.
      Só pra ilustrar melhor, minha mãe que também mora em Maringá, tem 64 anos e um sonho de vida, conhecer Foz do Iguaçu. Só que ela ainda não foi porque as condições ideais que ela imagina que precisa, ainda não surgiram. E são só 400KM daqui até lá.
      Então Leandro, toma Jeito. 
      Depois que voltamos do Uruguai, eu já tava deitando em viagens internacionais. Experiente e tudo. Então um dia olhei pro Bartolo, olhei pra Josi, fechei os olhos, estufei o peito, e falei:
      - Atacama 2019?
      - Bora!
      - Fechô!
      E então os preparativos começaram.
      Dai em diante minha vida meio que virou de cabeça.
      Agora eu só pensava nisso. Bitolado o tempo todo.
      Pesquisas e mais pesquisas, muitos cálculos de quanto preciso de dinheiro, quantos dias, rotas, curiosidades sobre os lugares que iriamos passar, vídeos no youtube etc etc etc...
      Se eu ouvia um Bom dia, eu já tava respondendo Buenos Dias.
      A vantagem de fazer uma viagem como esta viagem de carro, é que além de ficar bem mais barato, eu não ficaria preso à somente San Pedro de Atacama, pois teria todo o trajeto até chegar lá, e vi que tem lugares incríveis pelo caminho que valem a pena conhecer. E dá-lhe Google..
      Seguro Carta verde, Cambão, Salinas Grandes, Mau de Altitude, Laguna Miscanti, Pesos Argentinos, Seguro Soapex, Cartão de Crédito Internacional, Costa de Lipan, Filhos, Kit de Primeiros Socorros, roupas, folha de Coca, Seguro viagem, Humahuaca, Protetor Solar, Paso Jama... Meu Deus, era uma infinidade de informações pra assimilar e organizar.
      Fui alimentando um Check-List de tudo que precisaria providenciar. Entre tantos itens para me preocupar teve um que eu não abriria mão, um Pneu estepe Extra. Pois seriam centenas de quilômetros sem estrutura nas cordilheiras, sem posto de gasolina, sem civilização. Seria só nós, o vovô Bartolo e Deus. E já dizia o ditado: Quem tem dois tem Um. Quem tem um não tem Nenhum...
      -Preciso de um estepe extra!
      Mas eu também iria fazer a troca dos pneus atuais. Eles estavam menos de meia vida, e para uso na cidade ou viagens curtas até daria. Mas para o Deserto com certeza seria arriscado.
      Fiz um orçamento e os 4 pneus passavam dos Mil Reais. Era o preço. Pneus bons não são baratos.
      Dai, fui pesquisar no OLX para comprar um estepe Extra, poderia ser usado sem problemas. Dai que encontrei um anúncio de um Cara que estavam vendendo 4 pneus novos com rodas e tudo. O valor era metade do preço que eu iria pagar só nos pneus em uma loja. E Vinha com as Rodas já. Que LUCK hein Leandro. Já resolvia 2 Problemas, ficava com 4 Pneus Novos e usava um dos que já tinha como Estepe Extra.
       Lá dizia que as medidas da furação das rodas que vinham era 4x100. Até então eu nem sabia o que significava isso, só sabia que alguns carros usam rodas com 4 parafusos, outros com 5 e assim por diante. Pesquisei então as medidas das rodas do meu carro e eram exatamente 4x100 também. Que sorte de novo, hein Leandro. Liguei pro cara, e em menos de 1 hora eu já tava com as rodas e pneus novos em casa.
      Coloquei um pneu no porta-malas para ver o espaço que ocupava. Minha esposa não gostou nem um pouco, pois um pneu extra ocupava um espaço enorme. Mas fazer o que ? A nossa segurança falava mais alto. Então, com o bico deste tamanho, ela desistiu de levar o guarda-roupa todo.
      Fui até um borracheiro, e pedi que ele passasse os pneus novos para as rodas que ja estavam no carro, e consequentemente os pneus velhos nas rodas que vieram pois elas eram de Ferro e mais feias.  
      Uma outra coisa que eu queria muito, mas tava naquela indecisão, era de atravessar as Cordilheiras por um Caminho e Voltar por outro. A opção mais Curta, Sensata, econômica e Segura seria ir e voltar pelo Paso Jama, pois a pista é toda pavimentada desde a Argentina até o Chile e Relativamente mais movimentada. Outra opção seria o Paso Sico, que dizem ter paisagens incríveis, mas a pista não tem pavimentação em um longo trecho na parte da Argentina, e bem mais deserta. Bem mais arriscado com certeza.
      Mas descidi sim ir por uma via e voltar por outra. Meio Loucura com as crianças eu sei. Mas eu tinha 1 Estepe extra, né?
      Desculpe, mas percebi que esse prefácio já tá grande demais, eu falo demais, e vocês já estão tendo paciência demais. Então sem mais delongas... vou pular pro dia da partida.
      >>FF>>
      Dia 06/01/2019 - 4hs – Madrugada de Domingo.
      .........
    • Por YagoBarros
      Então , final de maio partirei em um mochilão roots por todo sul do litoral brasileiro , rumo ao uruguai. Não tenho data pra voltar , pretendo passar pelo menos 1 mês viajando , então vou parando nos lugares mais bonitos sem pressa.
      Eventualmente , me hospedarei em hostels sem problema, mas na maioria do tempo dormirei na minha barraca mesmo.
      Quero começar a trip em Palhoça SC , mas aceito qualquer dica e mudança de roteiro que acrescente.
      Quem quiser fazer companhia está convidado haha, qualquer coisa só mandar msg.
    • Por ekundera
      Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias
       
      Planejamento para viagem
       
      Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor.
       
      As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência.
       
      A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão.
       
      Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado.
       
      Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país.
       
      Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos.
       
      Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming.
       
      Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido.
       
      El Calafate
       
      Minitrekking Perito Moreno
       
      No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor.
       
      No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar.
       
      No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa.
       
      Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo.
       
       
       
      Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento.
       
       
       
      Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos.
       
      No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados.
       
       
       
      No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem.
       
      Navegação Rios de Gelo
       
      Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono.
       
      Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar.
       
       
       
      Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória.
       
       
       
      A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível.
       
       
       
      O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso.
       
      Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez
       
      Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda.
       
       
       
      O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade.
       
      O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer.
       
       
       
      Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso.
       
       
       
      El Chaltén
       
      Chegada na cidade
       
      Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas.
       
      Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente.
       
      Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor.
       
       
       
      Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda.
       
       
       
      Laguna Torre/Cerro Torre
       
      Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre.
       

       
      Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo.
       

       
      Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água.
       

       
      Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy
       
      Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores.
       
      A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot.
       
       
       
      Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado.
       
      Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele.
       

       
      Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro.
       

       
      Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho.
       
      Puerto Natales
       
      Chegada na cidade
       
      Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome.
       
      Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato.
       
      Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento.
       
      Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome.
       
       
       
      Full day Torres del Paine
       
      Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón.
       

       
      Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche.
       

       
      Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas.
       
      As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia.
       

       
      Trekking mirador base das Torres del Paine
       
      No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade.
       
      A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes.
       
      A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos).
       

       
      A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy.
       
      O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar.
       

       
      Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto.
       
      Punta Arenas
       
      Atrações na cidade
       
      Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região.
       
      Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte.
       

       
      Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia.
       
      Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro.
       
      Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães.
       

       
      Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado.
       

       
      Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento.
       
      Islas Marta e Magdalena
       
      O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia.
       
      Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento.
       
      Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente.
       

       
      Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades.
       
      Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento.
       

       
      O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço.
       
      Ushuaia
       
      Chegada na cidade
       
      A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada.
       
      Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar.
       
      Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista.
       

       
      A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis.
       

       
      Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle
       
      Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour.
       
      O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos.
       

       
      O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha.
       
      É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais.
       
      Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos.
       

       
      O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava.
       
      Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul.
       

       
      O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil.
       

       
      Parque Nacional Tierra del Fuego
       
      Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava.
       

       
      No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco.
       
      É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade.
       

       
      Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo.
       
      Trekking Laguna Esmeralda
       
      Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado.
       
      Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros.
       
      O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C.
       
      A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante.
       
      Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa.
       

       
      A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico.
       

       
      Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá.
       

       
      Atrações para um dia tranquilo na cidade
       
      No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante.
       
      Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei.
       

       
      Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
       
       
    • Por Ellen Amanda
      Galera, alguém aqui já comprou passagens internacional pelo Maxmilhas?
      Já fiz viagens nacionais e nunca tive problemas, mas internacional é bem diferente!
      Além de pagar uma grana pra aplicação de visto, não quero correr o risco de ser barrada no portão!!
      E ai, alguém? Se não, vcs recomendam um site que tenha um preço consideravel e que seja seguro?
       
      Thanks!!  


×
×
  • Criar Novo...