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Dia 27 (quarta-feira, 15/08/2018) – Outra Experiência no Lago Mais Alto do Mundo

 

Acordamos com o café servido do hostal, pães, frutas com iogurte de morango, suco, chá e café. Ricardinho e eu já fizemos o check-out, e levamos nossas mochilonas para guardar na agência onde tínhamos comprado o passeio ontem, nos despedimos das meninas porque elas iam para La Paz de manhã, e quando a gente voltasse não encontraríamos mais elas.

O passeio saia as 7 e meia da manhã do cais de Copacabana, guardamos os mochilões na agência e descemos para o cais. Lá pegamos o barco “Andes Amazonia” e seguimos até a Isla de la Luna.

 

AS ILHAS DO TITICACA: No Lago Titicaca, existem várias ilhas, do lado peruano tem as de Uros (artificiais), Taquile e Amantani (naturais), já do lado boliviano tem ficam as maiores: a do Sol e a da Lua (naturais). 

 

Na Ilha da Lua ficamos uns 40 minutos, tem que pagar Bs. 10 de entrada, andamos por toda ela e voltamos para o barco. De lá seguimos para a Ilha do Sol, na parte Sul.

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ISLA DEL SOL: A Ilha do Sol tem um problema há alguns anos, ela é dividida em três partes, o Sul, o Centro e o Norte, cada parte pertence a uma comunidade, até uns anos atrás, elas viviam bem, aí os turistas podiam andar pela ilha toda, cada comunidade cobrava uma espécie de pedágio, coisa de Bs. 10, até que rolou alguma confusão lá e hoje só dá para visitar a parte Sul. Muita gente gosta de ir com mais tempo para o Titicaca e passar uma noite na Ilha do Sol, porque dizem que o céu noturno lá é incrível, queria muito ter feito isso, mas me faltou tempo, mas se você tiver, não perca esta oportunidade.

 

Na Ilha do Sol, pagamos mais Bs. 10 de entrada, subimos toda a Ilha, passamos pelos vilarejos que são muito lindos, não tem guia nesse passeio, o piloto do barco simplesmente fala que horas temos que estar no cais e ficamos livres para andar, mas acabamos seguindo um grupo guiado para escutar algumas informações interessantes.

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Por volta da 1 da tarde voltamos para o cais, comemos um hambúrguer duvidoso por Bs. 10 e embarcamos de volta a Copacabana, o trajeto de barco é bem demorado, mais de 1 hora. Chegamos em terra firme e fomos para a agência pegar nossas coisas, a vendedora perguntou se íamos para La Paz, respondemos que sim, e ela já nos ofereceu a passagem por Bs. 30. Aproveitei e fui ao banheiro, tive que pagar Bs. 3 para usar, comprei água e papel higiênico numa vendinha por Bs. 10. Quando eram umas 4 da tarde, a mulher da agência parou um ônibus no meio da avenida, falou para o motorista que íamos para La Paz, ele parou, guardou nossas mochilonas no bagageiro (tudo no meio da avenida), embarcamos e seguimos para La Paz.

A viagem também parecia ser bem mais curta no mapa, mas foi bem demorada, tem uma parte que todo mundo desce do ônibus para passar por uma balsa, aliás o ônibus vai na balsa e os passageiros vão de barco, tem que pagar mais Bs. 2,50 pela travessia.

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Depois seguimos viagem e chegamos na rodoviária de La Paz umas 9 da noite, outra despedida: Ricardinho já ia comprar passagem e seguir direto para Uyuni, não ficaria em La Paz. Nos despedimos e tomei meu caminho, peguei um táxi até o hostel, na estrada tinha tentado reservar o Wild Rover La Paz, mas no Booking não haviam mais camas disponíveis para essa noite, só a partir de amanhã. Então reservei o The Brew Adventure Downtown, o táxi me cobrou Bs. 20 (caríssimo, mas já estava de noite, e eu não tava muito a fim de ficar na rua pechinchando com taxistas, La Paz foi a primeira cidade que me deu medo quando cheguei, não sei se foi porque estava de noite, ou porque eu tinha acabado de perder minha companhia), me deixou na porta do hostel, no centro mesmo.

Entrei, paguei Bs. 57 com café da manhã incluso. Mandei mensagem para a Fernanda, que estava em La Paz desde cedo, e ela estava num hostel próximo ao meu, saímos para comer alguma coisa, comemos um Mc Donalds pirata (na Bolívia não tem Mc Donalds), próximo ao Mercado Lanza por Bs. 15, como já era tarde e nossa primeira impressão de La Paz não foi das melhores, achamos melhor não ficar arriscando muito de noite nas ruas, nos despedimos e voltamos para os nossos hostels.   

 

SALDO DO DIA

Passeios Ilhas do Sol e da Lua – Bs. 35,00

Entrada Ilha da Lua – Bs. 10,00

Entrada Ilha do Sol – Bs. 10,00

Hambúrguer – Bs. 10,00

Passagem Copacabana – La Paz – Bs. 30,00

Banheiro – Bs. 3,00

Água e papel higiênico – Bs. 10,00

Travessia de Balsa – Bs. 2,50

Táxi (rodoviária-hostel) – Bs. 20,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 57,00

Janta “Mc Donalds pirata” – Bs. 15,00


 

 

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Dia 28 (quinta-feira, 16/08/2018) – La Paz: Nem Sempre a Primeira Impressão é a que Fica

 

O quarto que eu peguei no hostel tinha uns 6 beliches, os banheiros eram limpos frequentemente, e o café da manhã incluso era agradável, frutas, pães e ovos mexidos, pra variar, tinha chá também. Tomei meu desayuno, e vi na recepção um anúncio de walking tour às 10 da manhã, começando na Plaza San Francisco, uma quadra abaixo do hostel. Fui lá, mas diferentemente de Lima, esse walking tour não era free, custava Bs. 20, achei razoável, e fui com ele mesmo, o guia explicava muito bem, conhecemos a Igreja San Francisco, o Palácio do Governo Boliviano, a Plaza de San Pedro, a Plaza Murillo, o Mercado das Bruxas.

O tour terminou na loja da agência HanaqPacha Travel, onde eles nos serviram chá, já aproveitei e comecei a ver os preços dos outros passeios que queria fazer em La Paz, mas só fechei um passeio de teleférico na parte da tarde por Bs. 50.

Ainda era 1 da tarde, fui procurar algum lugar para comer, acabei pegando uma pizza de Bs. 10 na Calle Comercio, comprei uma água por Bs. 8, troquei dinheiro (consegui Bs. 800 por € 100) e voltei para a Plaza San Francisco, de onde partiria o passeio pelos teleféricos as 3 da tarde. O tour foi ótimo, porque só foram a guia, um carinha de Luxemburgo e eu, nós pegamos uma van até a estação de teleféricos, lá entramos e pegamos a Línea Roja, até a cidade de El Alto, descemos lá e andamos pelo Mercado das Bruxas de El Alto que é bem mais macabro que o de La Paz, conhecemos também a Feira das Pulgas de El Alto, depois pegamos outra van até a estação de teleféricos, onde comemos um tipo de esfirra típico da Bolívia por Bs. 5, entramos na Línea Amarilla, passamos por cima da Zona Sul de La Paz, pegamos a Línea Celeste, depois a Blanca e por fim a Naranja, até voltarmos a Plaza, durou até umas 5 e meia o passeio, a guia ia explicando tudo, contando umas curiosidades, valeu bastante a pena.

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Confesso que quando tinha chegado em La Paz a noite, a cidade tinha me dado medo, era meio bagunçada, esquisita, feia, estava quase partindo para Uyuni antes do planejado, mas durante o walking tour, e mais ainda durante o passeio pelos teleféricos, eu vi que ela tinha sua beleza, e me surpreendeu bastante, toda a história, a organização por trás, os contrastes dos prédios luxuosos do centro com as casas da beira do morro, por isso digo que no caso de La Paz, foi a segunda impressão que ficou.

Depois do passeio, comecei a procurar outras agências para fechar os passeios dos dias seguintes: queria fazer o Downhill na Estrada da Morte amanhã e fazer o tour do Chacaltaya e do Vale da Lua depois de amanhã. E não teve jeito, fui batendo de agência em agência, perguntando os preços, as opções de bicicletas, o que estava incluso, e fiquei bastante indeciso, mas como a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado bastante a No Fear Adventure, fechei com eles mesmo. Pechinchei e saiu por Bs. 348 a bicicleta com suspensão dupla e freios hidráulicos, incluindo café da manhã, snacks, almoço, equipamentos de segurança e ainda ganhava a camiseta de brinde, mas tinha que levar Bs. 50 para pagar a entrada. Já o passeio do Chacaltaya e do Vale da Lua saiu por Bs. 79, fora as entradas de Bs. 15 na montanha e de Bs. 15 no vale.

A princípio eu ia trocar de hostel hoje a noite, iria para o Wild Rover, mas como o que eu estava era do lado do ponto de encontro para tomar café no tour de amanhã, resolvi ficar mais uma noite lá. Fui jantar num restaurante italiano que tinha do lado, comi um pratão de macarrão por Bs. 35 e já voltei para o hostel tomar um banho e arrumar minhas coisas para o Downhill do dia seguinte, precisava levar uma troca de roupas, toalha de banho, um chinelo e dormir bem.

 

SALDO DO DIA

Walking Tour – Bs. 20,00

Passeio de teleféricos – Bs. 50,00

Pizza – Bs. 10,00

Água – Bs. 8,00

Esfirra – Bs. 5,00

€ 100 -> Bs. 800,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 55,00

Prato de Macarronada – Bs. 35,00

 

 

 

 

 

 

 

         

 

 

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Dia 29 (sexta-feira, 17/08/2018) – Filho, Você Não Vai Naquela Estrada da Morte, Né?

 

Na véspera, eu tinha mandado uma mensagem para minha mãe avisando que estava em La Paz, e que estava tudo bem comigo, aí hoje, justo que na hora que eu acordei ela me respondeu, mandou uma foto de uma revista de viagens que a gente assinava, justo na página que tinha os passeios de La Paz, e escreveu: “Só não vai nesta estrada da morte de bicicleta, hein?”, achei melhor deixar para responder depois.

Peguei minhas coisas, pedi para guardar meu mochilão no depósito, e umas 7 da manhã já estava na agência da No Fear, que era pertinho do hostel, lá eles nos deram os equipamentos de segurança, joelheiras, cotoveleiras, luvas, calças e blusas corta vento, e o capacete, também deram a camiseta de brinde. Ah, assustei quando eles deram um papel para a gente assinar, um tempo de responsabilidade, para caso algo pior acontecesse.

Depois fomos para um restaurante ali perto, onde nos serviram o café da manhã. De lá, a van nos levou até o ponto de partida, fora de La Paz. Lá eles nos entregaram as bicicletas, haviam 3 guias, um deles explicou como seria o trajeto, nos orientou, disse que eles ficariam com as câmeras tirando fotos nossas, que não recomendava que a gente ficasse pegando nossos celulares para fotografar durante o caminho.

Começamos a descida, a primeira parte é na rodovia asfaltada mesmo, então é tranquila, só para aquecer. Descemos um bom tanto, até que paramos para comer, eles dão água, chocolate, frutas, refrigerante, pão, depois seguimos de van até o começo da antiga Estrada dos Yungas, lá começa a Estrada da Morte propriamente dita, o trecho anterior era só um aquecimento no asfalto.

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A estrada vai beirando os precipícios, as paisagens são incríveis, vamos descendo, até que numa parte paramos para tirar a foto clássica, o grupo devia ter umas 12 pessoas. Depois seguimos mais um monte, até que minha bicicleta estourou o pneu, o guia trocou ela por outra reserva que estava na van que segue a gente o caminho todo. Nesse meio tempo, enquanto eu esperava a troca, estava perto de uma curva fechada, aí só escutei o barulho de gente escorregando, um carinha levantou, e xingou em português, era brasileiro, estava descendo com outra agência, aí deve ter batido o pedal em alguma pedra, tombou e veio escorregando, felizmente não foi na direção do abismo, fomos ajudá-lo, mas não tinha se machucado por causa dos equipamentos, logo vieram mais dois do grupo dele e escorregaram também, do mesmo jeito, os três tinham feito a curva com o pedal na posição errada, meu guia tinha explicado isso para o meu grupo, o deles pelo jeito não, mas felizmente ninguém se machucou nessa brincadeira.

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Continuei descendo com a outra bicicleta, paramos de novo na entrada do povoado de Coroico, lá tem um portal com um monumento da Death Road, tiramos as fotos lá, e seguimos mais um pedaço, até chegarmos num restaurante, lá tiramos os equipamentos, guardamos as bicicletas e fomos almoçar, boca livre, comida muito boa, até comprei um picolé de Bs. 10 depois ficamos livres, tinha piscina, chuveiros e lugares para descansar, umas 4 da tarde pegamos a van de volta.

Chegamos no comecinho da noite em La Paz, nos deixaram na agência, quem quisesse esperar uma hora ganhava o CD de fotos do passeio, mas quem não quisesse, era só dar o email, que eles mandavam as fotos também.

Voltei para o meu hostel, peguei meu mochilão no depósito e fui para o Wild Rover, tinha feito uma reserva pelo Booking de manhã, ia mudar só para fechar os 3 Wild Rovers e ganhar a camiseta e as bebidas grátis. Cheguei lá, fui tomar um banho e sair para jantar alguma coisa, achei uma pizzaria ali perto, pedi um prato de macarrão e um suco por Bs. 41. Voltei para o hostel e ganhei uma cerveja grátis, mas pensem numa cerveja ruim, mas ruim, chegava a ser salgada de tão ruim, credo, larguei lá e fui dormir, mas antes respondi a mensagem da minha mãe com essa foto, e um “Tô vivo mãe!”

 

SALDO DO DIA

Downhill na Estrada da Morte – Bs. 348,00

Entrada na Estrada da Morte – Bs. 50,00

Sorvete – Bs. 10,00

Diária do Wild Rover La Paz – Bs. 59,00

Macarrão e Suco – Bs. 41,00

         

 

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Dia 30 (sábado, 18/08/2018) – Chacaltaya e Vale da Lua: Adiós La Paz

 

Acordei apressado e com sono (pra variar), mas pelo menos dava para acordar mais tarde, a van passaria no hostel umas 8 da manhã só. Já desci com o mochilão, pedi para guardarem no depósito e fui ao mercado comprar alguns snacks, comprei um pacote de Oreo e algumas empanadas por Bs. 14,90, comprei uma água também por Bs. 6. Peguei minha camiseta de brinde do Wild Rover.

Logo a van passou no hostel e nos levou até o Chacaltaya, pagamos a entrada de Bs. 15, lá a guia nos levou até o topo, onde dava para ver a antiga estação de esqui, e todas as montanhas que cercam La Paz, do outro lado, dava para ver todo o Altiplano Boliviano, a cidade de El Alto que é toda plana, e o buraco ao lado onde fica La Paz, havia um pouco de neve no caminho que estávamos andando, e como eu tinha ido de All Star, tive que ficar pulando essas partes.

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Depois descemos a montanha, voltamos a La Paz, atravessamos toda a cidade, de cabo a rabo, e fomos para a Zona Sul, onde fica o Vale da Lua, lá também tivemos que pagar os Bs. 15 de entrada e a guia explicou a formação daquela região, que parece bastante com a Lua, lá dentro tem o caminho demarcado por onde se pode caminhar, o circuito todo dura uns 40 minutos andando.

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Depois voltamos para o centro, e nos deixaram na Plaza San Francisco, não eram 4 da tarde ainda, foi um passeio bem rápido. Aproveitei e fui na rodoviária que é ali perto comprar minha passagem para Uyuni, cheguei lá e tinham várias empresas de ônibus, fui caçando alguma que ia para Uyuni, a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado a TransOmar, fui até o guichê deles, tinham vários lugares livres ainda, mas o ônibus partia 8 da noite de La Paz, logo, chegava muito de madrugada em Uyuni, e uma coisa que eu li em vários relatos é que a galera chegava muito cedo lá, ainda não tinha nada aberto, o frio era congelante e tinham que ficar esperando o Sol nascer para o comércio abrir. Então a Fernanda me mandou mensagem, ela me disse que já estava em Uyuni, e tinha ido com a Belgrano Turismo, segundo ela o ônibus era muito bom.

Fui ao guichê dessa Belgrano, e eles tinham um ônibus que partia as 10 da noite, já era melhor, chegaria de madrugada lá, mas eram 2 horas a menos no frio que o da TransOmar. Comprei por Bs. 90, já aproveitei e fui no quiosque da rodoviária pagar a taxa de embarque de Bs. 2,50, eles dão um papelzinho que você entrega hora que for entrar no ônibus.

Depois fui dar mais umas voltas por La Paz, precisava trocar dinheiro de novo, e como era fim de semana, consegui trocar € 100 por Bs. 790, tinham uns soles que me sobraram do Peru, queria trocar também, mas casas de câmbio só aceitavam as notas, as moedas eles pagavam só metade do valor.

 

CÂMBIO: Quando for passar de um país para o outro, separe algumas das moedas para guardar de recordação, e o resto tente gastar antes de passar da fronteira, porque em outros países, as casas de câmbio só vão pegar as notas, as moedas, se aceitarem, pagarão bem menos por elas. Uma saída é trocar com algum turista esteja fazendo o roteiro contrário.

 

Voltei para o hostel, tomei um banho (provavelmente o último pelos próximos dias), depois fui na mesma pizzaria da noite anterior, pedi uma pizza pequena, um calzone e um suco por Bs. 58. Voltei ao hostel, fiquei lá fazendo hora, quando eram 9 da noite, chamei um táxi, peguei as mochilas e fui para a rodoviária, pechinchado saiu por Bs. 15. Fui até o guichê da Belgrano, lá tem sala de espera com tomada, coloquei o celular para carregar enquanto isso, quando eram 10 da noite, embarcamos, fiquei de olho se colocaram minha mochilona no bagageiro certo (sempre faça isso), entrei e me surpreendi com o ônibus, era de dois andarem, e as poltronas eram gigantes e deitavam 180°, era o chamado “salão-cama”, a única coisa é que eles não davam lanchinho igual aos ônibus do Peru, mas deram travesseiros e cobertas. O ônibus partiu de La Paz, pegou a rodovia que contorna o caldeirão que é a cidade, e quando chegou lá em cima, me despedi da capital boliviana, toda iluminada.

 

SALDO DO DIA

Passeio Chacaltaya e Vale da Lua – Bs. 79,00

Entrada Chacaltaya – Bs. 15,00

Entrada Vale da Lua – Bs. 15,00

Bolacha e empanadas – Bs. 14,90

Água – Bs. 6,00

€ 100 -> Bs. 790,00

Passagem La Paz – Uyuni (Belgrano Turismo) – Bs. 90,00

Taxa rodoviária La Paz – Bs. 2,50

Pizza, calzone e suco – Bs. 58,00

Táxi (hostel-rodoviária) – Bs. 15,00


 

 

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Dia 31 (domingo, 19/08/2018) – Salar do Uyuni: Aí Vou Eu!!!

 

As estradas até Uyuni são boas, o que me deixou dormir no ônibus, o problema foi quando o ônibus passou por uma placa escrito “Uyuni – 20 km”, e ainda eram 5 da manhã, olhei no celular, a temperatura era de - 4° da lá fora. Quando o ônibus parou na avenida, no centro de Uyuni, não se via uma alma viva pela cidade, o céu escurinho ainda. Desci do bus, primeiro pezinho pra fora meu nariz já congelou, e começaram a brotar vendedores oferencendo tours pelo Salar, eu só fui agradecendo e negando, enquanto me esquivava deles, tudo que eu não queria naquele momento era ficar negociando preço de passeio, ainda tinha muito tempo pra isso, só queria algum lugar quente para sentar e descansar um pouco mais. Peguei minha mochilona no bagageiro, e eis que surge um senhor oferecendo desayuno, chá de coca e aquecedor, segui ele, e ele me levou até a cafeteria da família dele, que já estava meio cheia dos outros ônibus que já tinham chegado.

Entrei lá, estava tão quentinho, tinha um aquecedor bem no meio do ambiente. Achei um banco para sentar, deixei meu mochilão no canto. Coloquei o celular para carregar de novo, pedi um misto quente e um chá por Bs. 28. Fiquei lá enrolando até o Sol aparecer no céu. Umas 8 da manhã, quando as agências abriram, deixei meu mochilão lá na cafeteria e fui procurar alguma para fechar o tour de 3 dias pelo Salar.

Fui até a Avenida Ferroviaria, encontrei várias agência e fui vendo como estavam os preços, vendo as recomendações no Mochileiros.com, também procurava as que tinham o adesivo do TripAdvisor, no fim das contas, fiquei entre a Esmeralda Tours, a Andes Salt Expeditions e a Lago Minchin Tours. Acabei fechando com a Lago Minchin, porque a Esmeralda era um pouco mais cara, e a Andes estava com um grupo de franceses que só falavam francês entre eles, e tudo que eu não queria era ficar ouvindo “Merci bocú” nos próximos três dias.

Fechei por Bs. 800 o tour, mais Bs. 150 o transfer até o Atacama.

 

SALAR DO UYUNI: Em Uyuni têm muitas agências que vendem passeios de 1 dia, 2 dias, 3 dias e acho que até de 4 dias pelo Salar. Os passeios terminam na fronteira da Bolívia com Chile e a agência regressa para Uyuni, mas muita gente aproveita e já fecha um transfer da fronteira até San Pedro de Atacama no Chile, o preço do transfer, aparentemente é fixo, Bs. 150. O preço que a agência passa inclui o transporte, feito em veículo 4x4, com 6 turistas mais o motorista, a alimentação e a hospedagem. Fora isso, é preciso levar Bs. 150 de entrada para a Reserva Nacional Eduardo Avaroa, Bs. 30 para a Ilha Incahuasi, Bs. 10 se quiser tomar banho na primeira noite (na segunda noite não tem como) e Bs. 6 se quiser entrar nas Águas Termais de Polques.

 

Ainda eram 9 da manhã e o tour partiria da agência as 10 da manhã. Fui correndo até a cafeteria buscar meu mochilão, trouxe para a agência, também fui ao mercadinho municipal renovar meu estoque de snacks e água. Comprei 2 garrafões de água, um rolo de papel higiênico e bolachas por Bs. 32, depois voltei para a agência. Lá encontrei uma gringa que depois do Uyuni, seguiria para o Peru, aproveitei e troquei os soles que me sobraram com ela, mesmo as moedas que as casas de câmbio não pegavam, foram S/ 25 por Bs. 52.

O carro chegou, era uma Toyota, bem limpa, parecia nova. O motorista se apresentou, se chamava Desmedério (ele precisou repetir umas 5 vezes até eu entender) e eu fui conhecer o grupo que ia comigo, um mexicano (Óz), um casal israelense (Tamar e Itamar) e um casal de gêmeos bolivianos (Stephany e Leonardo). Separei tudo o que precisava para passar o dia na minha mochila de ataque (que ia comigo no carro) e o mochilão ia na parte de cima, amarrado com lona, só daria para mexer nele a noite. Partimos umas 10 e pouco, nosso guia/motorista era bem prestativo, mas não conversava muito, ficava quietão.

Fomos primeiro ao Cemitério de Trens que é do lado da cidade. Lá ficamos uma meia hora, o guia explicou sobre, tiramos fotos e seguimos para Colchani, que é um vilarejo na entrada do Salar, lá tem várias lojinhas de artesanato e lembrancinhas, paramos lá também, comprei um chapéu, dois imãs de geladeira e uma pochete bordada por Bs. 55.

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E finalmente entramos no Salar, o chão todo branco, paramos nos Ojos del Salar, onde brota água mineral formando pequenas poças no chão. Depois seguimos até o monumento de Dakar, que fica do lado do monumento das Bandeiras e do restaurante de sal. Lá seria uma parada demorada, tiramos várias fotos enquanto o guia preparava nosso almoço. Nossa refeição tinha batatas, carne, bolinhos de quinoa (opção vegetariana), suco, água, refrigerante, frutas, e de brinde, uma garrafa de vinho.

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Depois do almoço seguimos pelo Salar, paramos em alguns pontos para tirarmos as famosas fotos de perspectiva, com dinossauros de plástico, botas, óculos e outros objetos inusitados.

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ÉPOCA PARA O SALAR: Quando o Salar está seco, o que ocorre principalmente no inverno, ele fica com aquele aspecto rachado, craquelado, e é possível andar por ele todo. No entanto, nos meses chuvosos, principalmente no verão, ele fica com uma lâmina d’água de alguns pouco centímetros, o que forma um espelho gigante que reflete o céu, o problema é que em alguns lugares ele fica alagado demais e o carro não consegue passar. Às vezes, se você for muito sortudo, você consegue pegar um meio termo, algumas partes secas e craquelas e outras alagadas e espelhadas.


Seguimos até a Ilha Incahuasi, que é uma ilha cheia de cactos gigantes no meio do Salar, é opcional subir nela, custa Bs. 30, não quis subir, mas dei a volta nela (o que dá no mesmo, só que é de graça), depois disso o Sol já estava se pondo, saímos da planície branca do Salar e fomos até o Vilarejo de San Juan, para pernoitar no hostel de sal, neste lugar, cobravam Bs. 10 caso quiséssemos tomar banho, achei melhor não porque estava tão frio que não queria nem tirar a roupa. Jantamos e ficamos conversando, os israelenses só falavam inglês, então conversávamos em espanhol e traduzíamos para eles, meu grupo foi muito bacana, principalmente o mexicano e os gêmeos bolivianos, que acabei descobrindo que eram escoteiros também.

 

Deram 2 quartos para nosso grupo, um com uma cama de casal, que ficou para os israelenses e outro com 4 camas de solteiro que ficou para nós outros. Nosso guia dormiu em outro quarto, pegamos nossos mochilões no carro, ficamos lá fora um pouco (quase congelando) observando o céu todo estrelado. Depois fomos dormir.

 

SALDO DO DIA

Chá e misto quente – Bs. 28,00

Bolachas, água e papel higiênico – Bs. 32,00

S/ 25 -> Bs. 52,00

Tour 3D2N Uyuni (Lago Minchin) – Bs. 800,00

Transfer Atacama – Bs. 150,00

Presentes em Colchani – Bs. 55,00

 

         

 

 

 

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Dia 32 (segunda-feira, 20/08/2018) – Um Dia de Vulcões e Desertos

 

Acordamos no hostel de sal, na noite anterior nosso guia nos avisou que o café seria as 7 e meia e partiríamos as 8. Tomamos nosso café, que o próprio hostel oferece, e nada de nosso guia aparecer, então surgiu o dono do hostel, dizendo nosso motorista tinha passado mal durante a noite e que não poderia seguir com a gente, mas que a agência já estava mandando outro carro com outro motorista para continuarmos o tour, que chegaria por volta das 9 da manhã. Olhei pela janela e não vi nosso carro no lugar onde tínhamos parado ontem, e minha mochila cheia de blusas e presentes (aquela que eu comprei em Cusco) tinha ficado no carro, na parte de trás, já desesperei, perguntei pro dono do hostel se o motorista já tinha ido embora, ele respondeu que achava que sim.

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Cara, que raiva, já queria xingar todo mundo, até que fui na cozinha perguntar se alguém tinha visto se o motorista tinha deixado a mochila por alí, até que uma mulher falou que o guia ainda não tinha ido embora, mas que estava em uns quartos que ficavam isolados na parte de trás do hostel, fui correndo lá, o carro estava lá ainda, abri o porta-malas e peguei minha mochilinha cheia de bugigangas.

Umas 9 e pouco nosso novo motorista chegou, o Juan, que era bem mais comunicativo que o Desmedério, parecia mais simpático também, mudamos as coisas para o carro dele, e seguimos viagem. Paramos num ponto próximo a linha férrea para tirarmos fotos, e podermos usar os “banheiros” de graça, pois segundo o guia, em todos os lugares que tivessem banheiros públicos teríamos que pagar.

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Depois, por volta das 11 horas da manhã, paramos para observar o Vulcão Ollague, e mais um perrengue acontece com nosso grupo: estava um fucking vento forte lá fora e o motorista parou o carro a favor do vento, quando ele disse que a gente podia descer para tirar fotos, o Óz que estava no banco da frente abriu a porta, ela foi igual uma vela de barco, o vento quase arrancou ela do carro, não chegou a arrancar porque as dobradiças eram boas, mas amassou elas a ponto da porta não fechar mais. O Juan, na maior calma do mundo, foi ver o estrago, pegou uma marretinha, um pedaço de metal e junto com o mexicano tentaram arrumar, deram umas marretadas lá, mas ficamos uns 40 minutos esperando pra ver o que ia ser, não teve jeito, eles conseguiram só fazer com que a porta fechasse, mas não daria mais para abrir ela, então toda parada que a gente ia fazer, o Óz tinha que pular os bancos e sair pela porta de trás ou pela do motorista. Depois disso fomos para as Lagunas Cañapa, Honda e Hedionda, lá pudemos ver os flamingos, também lá nós tivemos nosso almoço, simples, mas muito bom, isso já eram quase 3 da tarde.

Seguimos pelo resto da tarde até chegar o Deserto de Siloli, onde tem o Árbol de Piedra, uma formação rochosa com formado de árvore. Depois seguimos até a Laguna Colorada, lá ficamos um tempão admirando a paisagens, as águas vermelhas da lagoa, os flamingos, andamos até o meio da lagoa que é todo cheio de sal. Depois voltamos para o carro, passamos pelo controle da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, lá tivemos que pagar Bs. 150 por pessoa (obrigatório), e se tiver passaporte dá para carimbar também, igual em Machu Picchu e nas Ilhas de Uros.

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Depois disso seguimos para o povoado onde passaríamos a noite. Chegamos lá, já estava um pouco escuro, nos acomodamos todos em um quarto só com 6 camas de solteiro. Eles têm banheiros, mas não tem como tomar banho, por isso são tão importantes os lencinhos umedecidos.

Nos serviram o jantar, macarronada deliciosa e mais uma garrafa de vinho cortesia, depois disso, não tem muito o que fazer, pois a energia lá só funciona até as 9 da noite, depois disso fomos dormir porque no outro dia teríamos que acordar as 3 da manhã.

 

SALDO DO DIA

Entrada Reserva Nacional Eduardo Avaroa – Bs. 150,00

 

 

 

 

         

 

 

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Showw!!

Ja devorei seu PDF rsrs

 

animal cara to indo em março mas pelo caminho contrário, vc me deu a idéia de ir até la paz, pois em meu roteiro eu faria os passeios no deserto e voltaria pro Chile pra subir até o Peru, então acha que vale subir pela Bolívia? 

 

Porra me lasquei com esse perrengue seu em Cusco kkkkk, tbm ja passei por isso e fiquei 2 dias no hospital, mas foi no Brasil pelo menos kkk

Po e meter o louco igual você fez em Santiago não sei se tenho tanta coragem hein, meus parabéns ótima trip e ótimo relato.

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@Pinnng Valeu cara, fico feliz que tu tenha curtido haha

Cara, super recomendo subir pela Bolívia, é bem tranquilo, La Paz é muito massa de conhecer, e você vai pagar bem mais barato nos bus na Bolívia do que no Chile, fora que indo pela Bolívia, vc já sai lá no Titicaca, em Puno, que é do lado de Cusco.

Sobre os perrengues, hahaha, não poderia faltar né, senão a viagem não estaria completa hahahaha

Cara,  eu me arrependo de não ter metido o louco antes, de ter deixado só para o último dia da trip hahaha, mas se tu estiver viajando sozinho, não tem medo não, pode ter gente ruim, mas a maioria do mundo ainda é de gente boa

Boa aventura pra ti

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Dia 33 (terça-feira, 21/08/2018) – Passando na Fronteira Chilena

 

Acordamos de madrugada, num frio que não era normal, dentro do quarto era quentinho até, mas quando saímos para guardar as coisas no carro, estava - 15° no termômetro do hostel, 3 da manhã, entramos no carro rapidamente e partimos para os Geyseres Sol da Manhã. Chegamos lá e vimos o nascer do Sol no meio da fumaça que sai da terra, é possível chegar bem perto e ver a água borbulhando nas fendas, é forte o cheiro de enxofre, mas nada absurdo, o pior é o frio mesmo, a mão congela.

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Ficamos um bom tempo lá, depois seguimos para os Termas de Polques, lá tivemos nosso café da manhã, depois tivemos tempo para entrar nas águas termais, por Bs. 6, mas ninguém do grupo quis, estava muito frio ainda.

Seguimos o caminho, passamos pelo Deserto Salvador Dalí, descemos lá, mas o deserto não tem muito a ver com o pintor não. O guia me disse que logo chegaríamos na fronteira e perguntou quem pegaria o transfer para o Chile, apenas eu iria, o restante voltaria para Uyuni.

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PROPINA NA FRONTEIRA? Na fronteira da Bolívia com o Chile, para quem atravessa o Salar do Uyuni, rola um esquema de propina entre os agentes da migração boliviana. O esquema já é conhecido pelas agências, algumas até te falam quando você vai fechar o passeio, que precisa levar Bs. 15 para pagar a “taxa da fronteira” e dizem que a “taxa” é legal. Mas não é!!! É propina. A maioria dos turistas, principalmente os gringos, caem nessa e pagam. E realmente, é complicado, porque o agente pega seu passaporte para carimbar e te pede o dinheiro, e não é muito recomendado começar a discutir com agentes do governo boliviano no meio do deserto, entre vulcões, sem sinal de civilização por perto. Não confundam essa propina, em português, com propina em espanhol, que significa “gorjeta”.

 

Como a fronteira já estava perto, peguei toda minha grana da carteira e escondi na mochila de ataque, tudo mesmo, deixei apenas o cartão de crédito, ia testar um jeito de não pagar a propina.

Continuamos, passamos pela Laguna Blanca e paramos na Laguna Verde, onde se vê uma paisagem incrível com o Vulcão Licancabur ao fundo. Seguimos até a fronteira da Bolívia com o Chile, onde eu pegaria meu transfer. Chegamos lá as 9:30 da manhã. Procurei a van com o nome que estava escrito no recibo que o cara da agência tinha me entregado, rapidamente encontrei, fui falar com o motorista, e aparentemente só faltava eu, ele me mandou ir para a fila da migração carimbar o passaporte logo, ele estava com pressa, nesse meio tempo, o Juan já estava tirando minha mochilona de cima do carro.

Fui para a fila, que estava gigante, e a aduana boliviana mais parecia um barraco velho, caindo aos pedaços, já estava com o passaporte e a tarjeta migratória (aquela que recebi na aduana de Kasani, em Copacabana) na mão. Como estava demorando, o motorista do transfer me pediu para seguí-lo, fomos furando a fila de todo mundo (que vergonha), entramos na aduana, ele pegou meu passaporte e minha tarjeta, entregou para o agente e pediu pra carimbar. Prestem atenção que essa parte é importante.

O agente pediu os Bs. 15 da propina, o motorista repetiu atrás em inglês (caso eu não tivesse entendido), olhei para os dois com cara de desavisado, como se eu não fizesse a menor ideia de que precisava pagar para sair, já falei: “I don’t have money, sorry”, e repeti em espanhol também: “Yo no tengo plata, ya he gastado todo”, e ainda mostrei a carteira vazia (que eu já tinha esvaziado no caminho). Eles me olharam curiosos, o agente perguntou como que um turista viajava sem dinheiro, eu já emendei atrás: “Eu só uso cartão de crédito, vocês não têm a maquininha?”, e ainda mostrei meu cartão (por ser ilegal, obviamente eles não teriam nenhuma Moderninha lá para passar a propina no crédito). O agente vendo que não ia conseguir arrancar nenhum centavo do meu bolso, recolheu minha tarjeta migratória, carimbou e devolveu meu passaporte.

Pronto, me livrei de pagar propina, dava vontade de rir e falar pra ele: “Filhão, propina? Pra cima de mim? Logo eu, brasileiro? Foi meu povo que inventou a propina hahaha. Sorry, mas não será dessa vez!”

Quando saí de lá, fui andando pela fila, e vi 5 turistas asiáticas, e o motorista do transfer delas já pedindo a propina, “fifteen bolivianos” ele dizia, e elas abrindo a carteira na maior boa vontade para pegar o dinheiro. Dava vontade de sair gritando lá no meio falando pra ninguém mais pagar isso, mas senti que não seria uma boa ideia. Pode até ser pouco Bs. 15, mas pensem na quantidade de turistas que passam todo dia por lá, se esse relato servir para avisar pelo menos aos brasileiros para não pagarem essa taxa ilegal, já é algo.

Mas chega de falar de propina, voltei para o carro, me despedi de Juan e de meu grupo, e fui para a van, guardei minhas coisas, e logo partimos. O motorista entregou o formulário, igual nos outros países, tem que preencher tudo, e marcar se você está levando alguma coisa com restrição.

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Onde era uma estrada de areia e pedras, cercada de neve e gelo, surge um asfalto impecável, cheio de placas de sinalização, e um complexo aduaneiro gigante, todo fechado e organizado, estava claro, estava em território chileno.

Na hora também descobri porque o motorista estava tão apressado, na aduana chilena, que é um galpão, entra uma van de cada vez, todos os passageiros desembarcam, carimbam o passaporte, os agentes inspecionam o veículo, as bagagens do povo, só depois são liberados.

 

O QUE NÃO PODE NO CHILE? Além das coisas óbvias (como drogas, armas, dinheiro demais), não pode entrar com nada de origem animal ou vegetal que não seja industrializado e lacrado na embalagem, ou seja, as folhas de coca que eu trazia desde o Peru, tive que jogar fora, os gringos que compraram umas maçãs gigantes, iguais a da Branca de Neve na Bolívia, tiveram que jogar fora. Se tentar esconder e eles acharem, além de tudo você paga multa.

 

Depois seguimos até chegar em San Pedro de Atacama, chegamos por volta do meio dia lá, na hora mesmo fiz uma reserva pelo Booking no Hostel Ckapyn, fui até lá a pé, pois era pertinho, aliás, tudo em San Pedro é pertinho, nem deve existir táxi lá.    

Fiz o check-in, o quarto tinha 4 beliches e o hostel tinha cozinha. Depois disso fui atrás de agências e casas de câmbio, queria encaixar o máximo de passeios possíveis em 2 dias e meio, não queria ficar muito tempo lá, sabia da fama que o Atacama tinha de se um lugar caro e não queria gastar tanto lá.

Fui até a Calle Toconao, onde estão as casas de câmbio melhores, troquei € 100 por $ 74500, aproveitei e troquei os Bs. 90 restantes por $ 8100 também.

Depois fui até a rodoviária comprar passagens para Santiago para dali a dois dias, fui até o guichê da TurBus e comprei uma passagem, no banco da frente por $ 30400 (nos outros assentos custava $ 26000, mas seria uma viagem de 24 horas, então achei melhor pegar um assento mais espaçoso).

Depois fui na Calle Caracoles, onde estão as agências, fui novamente, uma por uma, pesquisando preços e passeios, até que encontrei a Mitampi Turismo, que tinha uns preços bacanas e um adesivo gigante do TripAdvisor na vitrine, então acabei fechando com eles todos os passeios.

 

PASSEIOS NO ATACAMA: As agências em San Pedro abrem tarde (11 da manhã), e costumam dar descontos quanto mais passeios você fecha com elas, algumas inclusive, vendem pacotes com preços melhores. Antes de ir para lá, é importante ver quais lugares estão abertos e quais estão fechados, por exemplo, quando eu fui, o Vale da Morte, o Salar de Tara e Piedras Rojas estavam fechados, e por ser Lua Cheia, nem todas agências faziam o Tour Astronômico, a Space que é a mais famosa, não faz durante a Lua Cheia.

 

Fechei o Vale da Lua, o Salar de Atacama, as Lagunas Escondidas de Baltinache e os Geysers del Tatio por $ 65000, exceto o valor das entradas. Como já tinha acabado com meu dinheiro trocado, paguei apenas $ 20000 na hora, o restante pagaria depois (demorou pra me cair a ficha que já tinha gastado mais de 100 euros em menos de 3 horas no Chile). Para mim, ainda dava tempo de almoçar, no meu relógio ainda eram 2:45 da tarde, e o passeio era só as 4, então o carinha da agência me fala para eu ficar por perto, que logo a van chegaria. Nesta hora descobri que o horário do Chile é diferente da Bolívia, é uma hora a mais, o mesmo horário de Brasília, tive que ficar por lá mesmo, chegou a van, embarcamos, e seguimos para o meio do deserto. Lá tive que pagar $ 2500 de entrada.

O guia nos levou na parte de cima primeiro, onde dava para ver tudo do mirante, depois descemos e fomos explorar algumas cavernas da Cordilheira do Sal e trilhas no meio das pedras, por fim, fomos caminhando para ver o Sol se pôr do alto de uma duna de areia. Incrível a vista, depois que escureceu, voltamos para a cidade.

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Fui trocar dinheiro de novo, no mesmo lugar € 100 por $ 74500, procurei algum lugar para comer, mas tudo era caro, principalmente na Calle Caracoles, então passei num mercadinho próximo e comprei um pacote de macarrão, maionese, queijo e tomate por $ 3440, fui para a cozinha do hostel e fiz um super macarrão de forno, e sobraram ingredientes.

Já paguei a diária do hostel de $ 7000, fui dormir, porque no outro dia, as 7 e meia da manhã, a van passaria no hostel para me buscar, ia fazer o Salar de Atacama de manhã, e as Lagunas Escondidas de Baltinache pela tarde.

 

SALDO DO DIA

€ 200 -> $ 149000

Bs. 90 -> $ 8100

Passagem SPA – Santiago (TurBus) - $ 30400

Passeios (Vale da Lua, Salar de Atacama, Lagunas Escondidas de Baltinache e Geysers del Tatio) - $ 65000

Entrada Vale da Lua - $ 2500

Ingredientes macarrão - $ 3440

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

 

 

 

 

         

 

 

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Dia 34 (quarta-feira, 22/08/2018) – Há Males Que Vem Para Bem...

 

Acordei bem na hora, e me arrumei para o tour, eram 7:30 e nada, 8 horas, nada, 8:30, nem sinal de van nenhuma, mandei mensagem no Whatsapp da agência, necas, a dona do hostel ligou lá, ninguém atendia, queria voar no pescoço do vendedor de ontem, tinham me esquecido, eu já estava com o cronograma apertado, perdi uma manhã inteira. Esperei até as 11 horas, que as agências abriam e fui para lá. Encontrei o mesmo vendedor lá, perguntei por que não tinham passado no meu hostel, ele ficou surpreso, olhou no computador e disse que meu passeio estava agendado só para amanhã, respondi que não e mostrei o comprovante que ele tinha me dado ontem, ele viu que realmente, marcara uma data no papel e outra no computador. Me pediu mil desculpas, perguntou quando eu queria remarcar, eu respondi que não teria mais tempo para fazer, pois amanhã a 18 horas eu embarcava para Santiago, ele falou que me devolveria $ 20000 referentes ao preço do passeio dentro do pacote (o mesmo preço cobrado pelas outras agências).

Eu estava com raiva, pensando em cancelar o restante dos passeios e fechar com outra agência, mas o serviço deles tinha sido de fato tão bom, no dia anterior no Vale da Lua, a van era boa, o guia nos levava nos lugares antes da multidão de turistas das outras agências chegarem.

Mas mesmo assim, devolver a grana era o mínimo que eles deveriam fazer, afinal, eu perdi uma manhã inteira do meu cronograma apertadíssimo, então falei que eles deveriam, além da grana, me darem um passeio de cortesia pela “moléstia”. O cara então disse ia ver com chefe dele.

Ainda era cedo para o passeio das Lagunas de Baltinache, então fui comer alguma coisa, encontrei numa esquina da Caracoles, um lugar com empanadas por $ 2000, comprei uma, depois comprei uma garrafa de água e um sorvete por $ 2800, andei pela cidadezinha, fui até a Igrejinha de San Pedro, entrei lá um pouco, depois voltei para a Calle Caracoles, reencontrei a Fernanda andando por lá também, ela estava com o grupo que tinha feito o tour do Salar com ela, todos eles tinham vindo para o Chile depois, me despedi dela e voltei para a agência, as 2 da tarde partiria o micro-ônibus para as Lagunas.

 

LAGUNAS: No Atacama, há dois passeios que vão para lagoas que não afundam, devido a quantidade de sal na água (tipo o Mar Morto), o da Laguna Cejar, que todas as agências fazem, é mais famoso, mais barato, só que as entradas são caríssimas, e tem também as Lagunas Escondidas de Baltinache, que nem todas agências fazem, porque a estrada é ruim, e por sem um passeio novo, é um pouco mais caro o preço do tour, mas a entrada é bem mais barata. No fim das contas, preferi as Lagunas Escondidas porque eram mais baratas no final.

 

O caminho é de fato demorado, quando chegamos, pagamos a entrada de $ 5000, e seguimos para as lagoas, são 7 no total, uma ao lado da outra, apenas na primeira e na última é possível entrar, o guia explicou que era bom, primeiro colocar só as pernas na água, para ver se não dava nenhuma alergia, devido aos minerais da água, depois entrar, mas nunca mergulhar, deixar a água só até o pescoço.

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Coloquei as pernas, não teve nada de anormal, entrei na água e é incrível como sem fazer esforço algum, seu corpo fica boiando, não afunda de jeito nenhum. Depois de uns 10 minutos na água, resolvi sair, o ar seco do deserto secou minha pele sem nem precisar de toalha, onde secava, a pele começava a ficar branca, por causa do tanto de sal que tinha na água. Deu um pouco de coceira nas coxas, o guia apontou um vestiário com chuveiros de água doce para lavar e tirar o sal, fui lá e tirei aquele branco da pele, me troquei, e voltei para a trilha das lagoas, ela vai passando por todas as lagoas, todas com água cristalina, até chegarmos na última, mas preferi não entrar de novo.

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Entramos no micro-ônibus, voltamos para a cidade, mas no meio do caminho, o motorista parou num lugar com um muro de pedras empilhadas, montou uma mesa com pães, frios, sucos, bolachas e bolos, e o principal, garrafas de pisco chileno, diferente do peruano. Ficamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e apreciando o pôr do Sol no deserto. Depois voltamos para San Pedro, fui até a agência, e o dono veio falar comigo sobre o ocorrido, pediu desculpas mais uma vez, disse que iria devolver os $ 20000 do passeio que eu fui esquecido, e que me daria o tour astronômico para aquela noite de cortesia (custa uns $ 20000 em média), como eu não tinha nada para fazer naquela noite, aceitei, já fui até o hostel correndo trocar de roupa e pegar um casaco, voltei e já apareceu a van para nos levar ao deserto de novo.

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Isso já eram umas 9:30 da noite, chegamos num rancho no meio do deserto, todo cercado, lá tinha uma área bem grande ao ar livre, com várias espreguiçadeiras, deitamos nelas, aí chegou um outro guia que nos deu uma verdadeira aula de astronomia, primeiros nos apontando no céu alguns planetas, depois algumas constelações, não dava para ver todas as estrelas porque era semana de Lua cheia (uma pena), mas primeiro ficamos fazendo observações do céu a olho nu. Depois seguimos para um outro ambiente, onde ficavam 5 telescópios, primeiro ele os apontou para a Lua, cada um com uma lente diferente, em uma dava pra ver as crateras perfeitas, outro dava para ver todo o contorno, bem bacana, tinha um deles que era adaptado para colocar o celular e tirar uma foto da Lua dele.

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Depois ele apontou os telescópios para os planetas, pudemos ver Marte, Vênus, Saturno e Júpiter de perto. Por fim nos serviram uma mesa com bolachas, castanhas e frutas cristalizadas, vinhos, pisco e sucos. Chegamos em San Pedro por volta das 11 da noite. Fui até o hostel, paguei os $ 7000 de mais uma diária, fiz mais macarrão com o resto dos ingredientes que sobraram de ontem, tomei um banho e fui dormir.

 

SALDO DO DIA

Empanada - $ 2000

Água e sorvete - $ 2800

Entrada Lagunas Escondidas - $ 5000

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

         

 

 

 

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    • Por Igor Bagnara
      INTRO
      Depois de 8 meses finalmente estou encontrando coragem pra escrever o relato do mochilao pela América do Sul, espero conseguir lembrar de tudo hahaha
      Eu nunca havia feito uma viagem internacional, nem viajado sozinho, mas o desejo de percorrer a América do Sul já estava dentro de mim há um bom tempo. Lembro na época de faculdade, quando estava vendo uma matéria sobre Machu Picchu na casa da minha namorada e disse: Um dia eu irei, nem que seja sozinho!
      Um segundo depois eu me arrependi, pela cara dela de brava e a frase: Ah bonitão, então vai me deixar e viajar sozinho é? (HAHAHA)
      Anos depois, foi o que acabei fazendo... Mesmo sem querer.
      Comecei a me planejar pra ir e a correr atrás de companhia, a princípio de amigos, depois de pessoas aqui no mochileiros ou em grupos de viagem do Facebook. Porém, o medo de ir sozinho me fez correr atrás de TUDO, me organizar e querer saber todos detalhes. Com o tempo passando, as frustrações de encontrar alguém e a coragem crescendo, defini que queria e precisava trilhar esse caminho sozinho.
      Vamos deixar o blá-blá-blá de lado e efetivamente começar a falar dos preparativos.
      Usei três roteiros como base para o meu, porém eram todos antigos, mas completos. O principal foi o do Rodrigo @rodrigovix, que inclusive foi base para o da Mari (@vidamochileira usei a planilha dela pra criar a minha) e o de uma terceira menina que esqueci o nome 😅.
      Comecei a anotar as dicas sobre roupa, calçado, onde ir assim que chegar, onde trocar dinheiro... Foi de uma ajuda absurda.
      BAGAGEM
      Levei duas mochilas, a de 50l Forclaz da Quechua e uma de ataque que tenho desde o ensino médio.
      Tentei levar coisas suficientes para uma semana de uso, foi mais ou menos assim:
      08 camisetas 02 shorts 01 conjunto segunda pele (usei MUITO) 01 calça jeans (usei pouco) 01 calça de trilha que vira shorts (usei muito) 01 calça moletom 01 blusa fleece 01 blusa corta vento 01 blusa moletom 01 touca 01 bota (timberland basica, peguei na promo por 100 reais e deu conta) 01 toalha de microfibra (decathlon) 01 par de chinelo 08 cuecas 06 pares de meia 01 bastão da caminhada (não usei pq sou burro) Medicamentos Necessaire Pelo que eu me lembre, foi basicamente isso e algumas coisas pequenas como documentos, cadeado, hidratante, bandana, kindle (nem li) e afins.

       
      ROTEIRO

      Mudei milhares de vezes antes do início e esse era o roteiro original, PORÉM ocorreram mudanças forçadas hahaha
      Tive que passar dia 03 em Sucre e tirar Paracas do roteiro, ou seja, até dia 12 é preciso jogar tudo um dia pra frente, o resto continuou igual.
      DICAS
      APP:
      Google Maps Offline - Baixem o mapa de TODOS lugares que irão e deixem salvo no google maps, salvou minha vida mais de uma vez! (atenção pro prazo de armazenamento) Uber - Usei em cidades que possuiam pra saber o preço justo e negociava com os taxis. Moeda - Mostra a cotação atual da moeda (valor comercial, não o de compra) Booking - Reservas de hostel com cancelamento grátis (atenção no prazo para cancelar) COMPRAS PRÉ VIAGEM:
      Vôo SP - Santa Cruz de la Sierra Vôo Santa Cruz - Sucre Ônibus Sucre x Uyuni  Vôo Lima - Cusco O resto deixei TUDO pra fechar na hora. Mas aconselho a reservar pelo Booking locais com cancelamento grátis só por segurança, passei um perregue por conta disso.
       
       
      DIA 1 - O SUSTO ANTES DO COMEÇO
      Três dias antes da viagem (30/12), descubro que meu voo de Santa Cruz para Sucre seria ADIANTADO. Assim, eu não conseguiria embarcar, visto que ele estaria saindo a hora que eu estivesse pousando do voo Guarulhos-Santa Cruz. Tive que adiar esse voo pra Sucre, o que me fez perder o ônibus noturno de Sucre pra Uyuni.
      Ou seja, mal começou e os planos indo pro ralo, mas eu estava consciente que poderia dar ruim esse primeiro dia, era um risco calculado.
      E como dizem, há males que vem para o bem.
      Eu iria viajar dia 2 de janeiro e fui passar a virada de ano na casa da minha Madrinha. De lá, meu pai daria carona até o aeroporto. Tudo pronto, me despedi de todos e partiu!
      Quando estou na fila pra pegar a passagem, procuro minha doleira, onde estavam meu passaporte e toda grana da viagem, e... TCHARAM: NADA! O desespero foi tanto que joguei o mochilao no chão e saí abrindo tudo ali mesmo. Liguei pros meus pais, pedi pra olharem no carro, mas não acharam. Liguei pra minha madrinha e nada na casa... Não era possível, eu não tinha mexido e tinha certeza que havia levado a doleira.
      Estava explicando a situação pra moça do guichê pra tentar não perder o vôo, até que recebo o telefonema salvador, meu pai achou DEBAIXO do banco e estava voltando. Porém, não daria tempo pra retirar a passagem e fazer o check-in.
      Tive que usar toda minha lábia e desenrolar com a atendente. Consegui que ela deixasse tudo adiantado pra retirar sem fila e burocracia só precisando apresentar o passaporte. No fim, foi correria mas deu certo! Inclusive, a primeira coincidência ocorreu na hora do embarque.
      Lembram que eu havia entrado em contato com diversas pessoas pra companhia? Um deles era o Kaique. E não é que ele manda msg no whats falando que está me vendo na fila do embarque?! Combinamos de nos encontrar em Santa Cruz de la Sierra. Também era a primeira viagem solo e internacional dele, ainda usou umas partes do meu roteiro como base.
      O voo foi tranquilo, o primeiro contato com o espanhol foi meio assustador, as aeromoças falavam bem rápido e eu não entendia muita coisa dos avisos no alto falante.
      Desci na Bolívia e fui passar pela alfândega. Estou lá, suave, vendo o Policial passar por todo mundo e parar em quem? Eu, óbvio.
      Fiquei todo atrapalhado pra achar passaporte e responder. Ele ainda me olha o passaporte, minha cara, passaporte, minha cara... Eu já tava quase baixando as calças e indo pra salinha, até que ele resolveu me liberar.
      Encontrei o Kaique e fomos dar um pulo no centro de Santa Cruz pra trocar dinheiro, visto que havia lido que em Sucre não há locais pra troca perto do aeroporto.  Lembrei das recomendações sobre táxi e tentamos negociar a ida pro centro, tava caro... Perguntei pra uma tia da limpeza do aeroporto e descobri que tinha busao pro centro por menos de 5 reais, enquanto o taxi sairia por 40 reais!
      Na plaza central, o Kaique comprou um chip e fomos fazer o câmbio. Demoramos muito e começamos a correr pra voltar a tempo. Não teria como pegar o ônibus, então fomos até a avenida principal atrás de táxi. Perguntei em um local se tinha algum lugar pra pedir e o valor médio.
      Foi ali que tive o primeiro contato com os táxis ilegais da Bolívia. O cara deu sinal pra um carro bem velho e perguntou o preço pro aeroporto. Ficou em 60 bols e deu tempo de embarcar no "teco teco" da Amaszonas rumo a Sucre.
      Na hora de retirar as mochilas, eu comentei com o Kaique sobre dois mochiloes enormes e que apostava que estavam indo fazer a mesma trip. Fui ao banheiro e, ao voltar, o destino prepara outra surpresa: o Kaique conversando com o casal das mochilas... Era o Cleverson, um cara que eu havia conversado nos preparativos da viagem tbm! Estava acompanhado da Cintia, na real eles nos salvaram, pois já era noite e eu e o Kaique teríamos que achar onde dormir pra pegar o bus na noite seguinte.

      Dividimos o táxi, fomos onde eles estavam hospedados e conseguimos vaga! Logo tentamos ir até a rodoviária trocar as passagens do ônibus que são bem concorridas, porém já estava fechada. Voltamos a pé, curtindo um pouco de Sucre e caçando um lugar pra comer. Achamos uma lanchonete, comemos hambúrguer com soda (ruim, parecia sem gás) e rodamos por algumas praças. Fomos dormir depois de um primeiro dia louco, a empolgação era contagiante.
    • Por Fernanda Nascimbeni
      Bom dia pessoal!
      Alguém sabe como está a situação do turismo ao Salar de Uyuni com os protestos que estão acontecendo? E se tem alguma previsão de cessarem?
      Tenho uma viagem marcada para daqui 20 dias... e estou tentando monitorar as notícias. Mas não estou encontrando muita informação.
      Alguém indo para lá nas próximas semanas?
    • Por Douglas Rezini
      Olá Mochileiros. Essa foi minha primeira viagem para fora da América do Sul e também meu primeiro mochilão. Esse relato não é só para compartilhar qual foi meu roteiro, mas para tentar ajudar outros mochileiros a terem experiências melhores que as minhas e também tentar transmitir o quando toda essa experiência me mudou positivamente.
      Escolhi a Itália por vários motivos, mas principalmente porque sou apaixonado por história e sempre foi um sonho conhecer as ruínas do império romano e porque sinto um grande carinho pela Itália, carinho que me foi transmitido através dos meus avós, bisavós e minha família de modo geral. Também existem outros motivos, como as belezas naturais e a arquitetura do país, a facilidade do Idioma, a culinária e os vinhos.
      Parti de Navegantes no Brasil no dia 09/Agosto/2019 durante a manhã e cheguei na Itália, após uma escala em Guarulhos e outra em Paris, dia 10/Agosto/2019 a tarde. Já havia feito a reserva e pago antecipadamente por todos os Hostels, também levava comigo 1.100 Euros e na minha mochila roupas suficientes para uma semana. Talvez vou estar sendo repetitivo, mas para mim algumas coisas foram essenciais nessa viagem, como: Power Bank, tampões para o ouvido, máscara de dormir, doleira, fone de ouvido, mochila de ataque, remédios simples de modo geral (Dipirona, Ibuprofeno, Plasil, etc), protetor solar e labial. São coisas simples, mas que fizeram toda a diferença.
      A forma com a qual eu vou escrever esse roteiro provavelmente vai ser diferente no decorrer dos dias, mas isto é porque a forma com a qual eu encarei essa viagem também mudou no decorrer desses mesmos dias. Alguns vão estranhar a quantidade de dias que eu passei em algumas das cidades, mas essa realmente foi a forma que queria viajar, aproveitando os lugares sem pressa.

      Principais cidades desse relato.
      Dia 01 - Roma - 10/Agosto/2019
      A escala de Paris para Roma atrasou em consequência cheguei uma hora após o previsto, mas felizmente não havia comprado tickets de trem ou ônibus. Do aeroporto peguei um ônibus pela empresa TERRAVISION, o qual custou 7 Euros. Como era sábado não tinha trânsito e em 35 minutos estava na estação Roma Termini. Existem várias companhias que fazem esse serviço, o ônibus é normal, mas tinha ar-condicionado e custava menos da metade do preço do trem.
      De Roma Termini fui andando por uns 15 minutos até chegar no Hostel Free-Hostels Roma. Gostei bastante do Hostel, o staff era bem atencioso, os quartos eram limpos e possuíam camas no formato de ninhos, os quais traziam alguma privacidade, e também são realizados eventos todas as noites para integração entre os hóspedes. O hostel normalmente tem alguma promoção para quem fazer a reserva no site deles, no meu caso foi o café da manhã incluso (Tinha nutella hahah).

      Eventos da semana que não são seguidos a risca, mas da para ter uma ideia.
       
      A duas quadras do Hostel tem um supermercado com bons preços. No mesmo dia fui até lá para comprar uma garrafa d’água e alguns snacks para comer durante o dia. Já havia lido em outros relatos e realmente é essencial ter sempre uma garrafa na mochila, não só em Roma, mas em outras cidades da Itália existem diversas fontes de água potável e gratuita espalhadas pelo centro e bairros onde é possível reabastecer a garrafa e economizar uns Euros.
      Não muito longe do mercado também comprei um Chip de celular da Voda Fone por 20 Euros em uma loja da própria companhia. O plano para turistas tem um mês de duração, pode ser usado em toda a Europa e conta com um limite de dados de 35 GB, porém não consome os dados para o uso de chats e redes sociais, mesmo para vídeo chamadas pelo que eu pude perceber. Muito cuidado, recomendo não comprar no aeroporto ou rodoviária, nesses lugares o preço quase que triplicava.
      Dia 02 - Roma - 11/Agosto/2019
      Começando a manhã visitando a feira de Porta Portese, a qual acontece todos os domingos. Não sei se existe um foco principal nos produtos da feira, mas haviam muitas barracas vendendo roupas e produtora baratos e de uso geral. Não é algo que me atrai muito e eu considero perdível, mas acabei encontrando e comprando uns livros usados e bem baratos para praticar a leitura em Italiano.

      Feira de Porta Portese
      Depois de lá segui andando até chegar na Isola Tiberina, cruzando as pontes em direção ao centro histórico começa o Gueto Judeu de Roma. Para quem gosta de história eu recomendo baixar Áudio Guias, no meu caso eu usei o aplicativo gratuito do Rick Steves durante esse e outros passeios, garanto que o local muda totalmente quando você sabe o que aconteceu ali. Também ouvi boas recomendações para comer lá, mas acabei chegando muito cedo para o almoço.
      Ali perto também estão o Pórtico de Ottavia e o Teatro di Marcellus. Perto do Pórtico existe uma descida que permite caminhar pelas ruínas, vale muito a pena. Não é necessário pagar nada ou enfrentar qualquer fila para acessar esses locais.

      Descendo pelo Pórtico de Ottavia

      Vista do outro lado onde é possível ver todo o Teatro di Marcellus
      Seguindo a direita um pouco mais a frente eu cheguei ao Foro Boario/Tempio di Portuno e da Bocca della Verità. Essa última tinha uma fila gigantesca de pessoas querendo tirar uma foto com a mão na boca da face esculpida no mármore. Segundo a lenda, se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, a sua boca fecharia na mão do mentiroso. A fila era realmente muito grande, portanto segui para o Monte Capitolino.
      A subida é um pouco cansativa, mas de lá é possível ter uma vista incrível das ruínas romanas e isso faz tudo valer muito a pena. No monte capitolino se encontra o museu capitolino, com uma coleção incrível de bustos, artefatos e até ruínas da Roma antiga. Talvez seja porque eu gosto muito da história de Roma, mas passei 4 horas lá dentro. Dentro do museu também é possível ter uma vista incrível das ruínas.

      Vista do Museu Capitolino
      Não entendo o porque, mas diferente de outros museus este não tem muita fila, acredito que vale a pena deixar para comprar o ingresso na hora e evitar de pagar a taxa de reserva online. Por fim, ali perto também estava o monumento Altare della Patria, um dos cartões postais mais famosos de Roma e com uma vista incrível da cidade. Para ter acesso ao terraço é necessário pagar, mas o último nível  antes do terraço já oferece uma vista incrível e de graça.

      Monumento Altare della Patria
      Dia 03 - Roma - 12/Agosto/2019
      Finalmente o dia de conhecer o Vaticano, como eu estava fazendo tudo a pé ajustei meu trajeto para passar em frente a Ponte Sant'Angelo e o Castelo Sant'Angelo, outro cartão postal muito famoso de Roma. Não achei que valia a pena comprar o ingresso para entrar, portanto fiquei somente no lado de fora observando as esculturas da ponte e o castelo em si. Fui alertado muitas vezes para tomar cuidado com golpes nessa região e no coliseu, talvez fosse muito cedo, mas nesse horário estava bem tranquilo e não vi ou presenciei nada do tipo.

      Ponte Sant'Angelo e Castelo Sant'Angelo
      Seguindo para esquerda por mais algumas quadras começava a entrada para o Vaticano, de longe já era possível ver que a praça São Pedro já se encontrava bem cheia. Chegando lá fiquei dando algumas voltas pela praça e logo me arrependi, a fila para entrar na basílica de São Pedro estava gigantesca. Depois disso corri para a fila, comecei a ouvir o Áudio Guia e meia hora depois estava dentro da basílica. Estava bem cheia, mas o lugar é incrível e vale muito a pena, seja você religioso ou não. Importante saber para poder evitar surpresas é que não é permitido ingressar na igreja com os joelhos ou ombros a mostra, nesse caso basta cobrir com um lenço, cachecol, echarpe para poder ingressar. Isso vale para todas as igrejas e catedrais famosas na Itália.

      Vista de fora da Basílica de São Pedro
      V
      Vista de dentro da Basílica de São Pedro
      Por 10 Euros é possível acessar a cúpula e o terraço e ter uma vista incrível do vaticano, mas a fila era bem grande e também no meu caso tive que sair correndo pois estava atrasado para a visita agendada aos museus do Vaticano. Quando cheguei na rua do museu me deparei com uma fila gigantesca dobrando a esquina, porém um funcionário logo me indicou que era a fila para comprar os bilhetes e como já havia comprado pela internet pude ir direto. Nesse caso, comprar de forma antecipada foi essencial para evitar horas de fila no sol.
      Acredito que eu tenha ficado pelo menos 3 a 4 horas dentro dos museus. Todas as salas são normalmente muito cheias, algumas quentes outras mais agradáveis, mas independente disso todas as obras, relíquias, tapeçarias, estátuas, tudo faz fazer a pena. Acredito que não só nesse, mas nos demais museus é essencial ter um áudio guia para aproveitar o máximo de tudo o que oferecem. Existem diversos gratuitos na internet, mas os museus também oferecem os seus e que são obviamente pagos.

      Uma das várias salas do museu, detalhe para o tamanho das pessoas e das esculturas.
      Por fim todos os caminhos eventualmente vão levar para a Capela Sistina, um dos lugares mais lotados e tumultuados do museu. Você vai se cansar de ouvir os funcionários pedindo silêncio a cada 5 minutos, também é proibido tirar fotos e eles vão te falar isso várias vezes. Novamente, é essencial ter um áudio guia para explicar cada parte dessa obra de arte em detalhes e prepara o pescoço para ficar um bom tempo olhando para o teto.
      Dia 04 - Roma - 13/Agosto/2019
      Comecei o dia caminhando em direção ao coliseu, essa região é cheia de ruínas e é possível inclusive acessar algumas partes gratuitamente. Andei sem pressa parando para ler as placas informativas que os locais possuem e escutando o áudio guia. Não muito longe dali caminhei para a Igreja de Santo Inácio de Loyola, a igreja é bela mas o que impressiona mesmo são os afrescos, vale muito passa lá para dar uma olhada, é de graça e não é lotada de turistas.

      Igreja de Santo Inácio de Loyola
       

      Uma parte dos afrescos no teto da igreja.
      Continuei o passeio em direção ao Panteão, mas como sempre eu tento alterar meus trajetos para passar por outros lugares onde existe algum monumento ou ponto conhecido, nesse caso foram a Colonna di Marco Aurelio e o Obelisco di Montecitorio, a histórico por trás desses monumentos é algo único e quando você lê ou escuta sobre essas histórias os lugares mudam completamente.
      Mesmo antes de chegar no Panteão você vai perceber que está perto pelo número de pessoas, e nesse lugar eu diria para ficar bem atendo aos batedores de carteira e a golpes. Lotado de pessoas ou não, é uma obra incrível que deve ser vista, a fila é bem rápida e não é necessário pagar para entrar. Como é uma igreja eles pedem para que as pessoas naõ entrem com joelhos e ombros a mostra, mas o controle não era tão rígido quanto no vaticano.

      Panteão
      Tentei visitar a Basilica di Santa Maria Sopra Minerva e a Igreja di Sant'Agnese in Agone nesse mesmo dia, mas ambas estavam fechadas, a segunda fechou logo quando eu estava chegando, portanto é bom ficar atendo aos horários. No mesmo local da igreja está a Piazza Navona e la Fontana dei Quattro Fiumi, ao redor da praça existem diversos restaurantes, bares e algumas gelaterias. As fontes são belíssimas e vale a pena parar para comprar um gelato e ficar olhando cada detalhe das esculturas.
       
      Fonte do Mouro

      Fontana dei Quattro Fiumi e Chiesa di Sant'Agnese in Agone ao fundo
      Na volta para o Hostel ainda passei pela Piazza di Pasquino onde existe a estátua chamada de Pasquino, uma das mais famosas "estatuas falantes" de Roma, e pelo Campo de' Fiori onde existe uma pequena feira com preços bem turísticos. 
      Por mais que andar pelas ruas de Roma é se perder no tempo e conhecer algo novo a cada esquina, eu percebi que depois desse dia eu estava andando demais e resolvi comprar o bilhete de 7 dias para usar o transporte público de Roma. É possível comprar em Roma Termini ou em algumas tabacarias, custa 24 Euros e da acesso a ônibus, metro e tram, basta validar no primeiro uso e manter com você para ser apresentado caso necessário.
      Com o ticket em mãos aproveitei para visitar alguns lugares a noite. Comecei com a Piazza di Spagna, conhecida pela sua escadaria onde as pessoas costumavam se reunir para interagir, beber e comer. Porém, recentemente a prefeitura proíbe e a polícia fica no local para impedir que qualquer um fique sentado nas escadarias, dali segui para a Fontana di Trevi. Durante o dia a famosa fonte é lotada de pessoas, mas a noite parece que ela fica mais cheia ainda, talvez porque a noite ela também fica ainda mais bela.

      Fontana di Trevi no stories

      Fontana di Trevi na vida real
       Dia 05 - Roma - 14/Agosto/2019
      EM CONSTRUÇÃO...


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