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RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdfINTRODUÇÃO E PREPARATIVOS

para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> (edit: NÃO SEI PORQUE O ARQUIVO PDF APARECE COMO INDISPONÍVEL PARA DOWNLOAD, MAS QUEM QUISER O RELATO COMPLETO EM PDF, É SÓ CHAMAR NO INSTA @der_wanderlust)

RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf

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PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA...

 

Fala galera mochileira e não-mochileira,

 

Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!!

Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!!

 

RESUMÃO

 

O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa.

Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk).

E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes:

 

Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias)

R$ 4743 (1000 euros)

Lembrancinhas e bugigangas pra família toda

R$ 667 (parte em dólar, parte em reais)

Passagens Áereas

(Londrina-Lima/Santiago-Londrina)

R$ 1476 (em reais mesmo)

Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso)

R$ 1409 (exclua isso da sua planilha)

Chip Internacional EasySIM4U

R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops)

Seguro Viagem (40 dias)

R$ 110 (economizei 500 dólares com ele)

 

Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma.

Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil.

         

O ROTEIRO

 
O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim).

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O roteiro por cidades ficou desse jeito:

 

20 jun – Londrina/Lima

21 jun – Lima - (City Tour)

22 jun – Lima/Ica - (Miraflores)

23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas)

24 jun – Arequipa - (City Tour)

25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca)

26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca)

27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado

06 ago – Cusco - (Maras e Moray)

07 ago – Cusco - (Dia no Hospital)

08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica)

09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu)

10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta)

11 ago – Cusco - (Montanha Colorida)

12 ago – Cusco - (Laguna Humantay)

13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro)

14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros)

15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna)

16 ago – La Paz - (City Tour)

17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte)

18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna)

19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias)

20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias)

21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna)

22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico)

23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio)

24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile)

25 ago – Santiago - (City Tour)

26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta)

27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo)

28 ago – Santiago/Londrina

 

Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa.

 


Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios.

 

Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento).

Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo.

Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk.

 

QUANTO LEVAR?

 

Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip.

Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo.

 

PREPARATIVOS

 

Passagens Aéreas

 

As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro.

As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho.

Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800.

Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho).

Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem.

 

Chip Internacional

 

Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis.

Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês.

 

Moeda Estrangeira

 

Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista.

Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk

 

(Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais)

 

 

Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte.

 

País

Peru

Bolívia

Chile

Real

0,77 PEN

1,65 BOB

152 CLP

Euro

3,80 PEN

8,00 BOB

753 CLP

Dólar

3,25 PEN

6,90 BOB

650 CLP

 

As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica.

Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk.

Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso.

Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares.

 

Seguro Viagem

 

Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado.

 

Certificado Internacional de Vacinação

 

Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado.

 

Ingresso para Machu Picchu

 

O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo.

 

Mochilas

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De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações.

Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia).

 

O que levar?

 

Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei:

·                 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas.

·                 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha).

·                 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente).

·                 Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto).

·                 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia).

·                 8 camisetas.

·                 12 cuecas e 7 pares de meia.

·                 2 camisetas segunda pele.

·                 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom).

·                 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento).

·                 Pacote de lenços umedecidos.

·                 Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin)

·                 Pasta com os documentos.

·                 Doleira com a grana (dólar e euro).

·                 Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante.

·                 Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador.

·                 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas.

·                 Caderneta e caneta.

·                 1 óculos de sol e relógio de pulso.

·                 1 rolo de papel higiênico.

·                 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada).

 

Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos.

Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito!

         

DIÁRIO DE BORDO

 

Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe).

Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois.

O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas.

Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer.

Bora lá!!!

 

 

 

Editado por João Pedro Carvalho
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Dia 28 (quinta-feira, 16/08/2018) – La Paz: Nem Sempre a Primeira Impressão é a que Fica

 

O quarto que eu peguei no hostel tinha uns 6 beliches, os banheiros eram limpos frequentemente, e o café da manhã incluso era agradável, frutas, pães e ovos mexidos, pra variar, tinha chá também. Tomei meu desayuno, e vi na recepção um anúncio de walking tour às 10 da manhã, começando na Plaza San Francisco, uma quadra abaixo do hostel. Fui lá, mas diferentemente de Lima, esse walking tour não era free, custava Bs. 20, achei razoável, e fui com ele mesmo, o guia explicava muito bem, conhecemos a Igreja San Francisco, o Palácio do Governo Boliviano, a Plaza de San Pedro, a Plaza Murillo, o Mercado das Bruxas.

O tour terminou na loja da agência HanaqPacha Travel, onde eles nos serviram chá, já aproveitei e comecei a ver os preços dos outros passeios que queria fazer em La Paz, mas só fechei um passeio de teleférico na parte da tarde por Bs. 50.

Ainda era 1 da tarde, fui procurar algum lugar para comer, acabei pegando uma pizza de Bs. 10 na Calle Comercio, comprei uma água por Bs. 8, troquei dinheiro (consegui Bs. 800 por € 100) e voltei para a Plaza San Francisco, de onde partiria o passeio pelos teleféricos as 3 da tarde. O tour foi ótimo, porque só foram a guia, um carinha de Luxemburgo e eu, nós pegamos uma van até a estação de teleféricos, lá entramos e pegamos a Línea Roja, até a cidade de El Alto, descemos lá e andamos pelo Mercado das Bruxas de El Alto que é bem mais macabro que o de La Paz, conhecemos também a Feira das Pulgas de El Alto, depois pegamos outra van até a estação de teleféricos, onde comemos um tipo de esfirra típico da Bolívia por Bs. 5, entramos na Línea Amarilla, passamos por cima da Zona Sul de La Paz, pegamos a Línea Celeste, depois a Blanca e por fim a Naranja, até voltarmos a Plaza, durou até umas 5 e meia o passeio, a guia ia explicando tudo, contando umas curiosidades, valeu bastante a pena.

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Confesso que quando tinha chegado em La Paz a noite, a cidade tinha me dado medo, era meio bagunçada, esquisita, feia, estava quase partindo para Uyuni antes do planejado, mas durante o walking tour, e mais ainda durante o passeio pelos teleféricos, eu vi que ela tinha sua beleza, e me surpreendeu bastante, toda a história, a organização por trás, os contrastes dos prédios luxuosos do centro com as casas da beira do morro, por isso digo que no caso de La Paz, foi a segunda impressão que ficou.

Depois do passeio, comecei a procurar outras agências para fechar os passeios dos dias seguintes: queria fazer o Downhill na Estrada da Morte amanhã e fazer o tour do Chacaltaya e do Vale da Lua depois de amanhã. E não teve jeito, fui batendo de agência em agência, perguntando os preços, as opções de bicicletas, o que estava incluso, e fiquei bastante indeciso, mas como a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado bastante a No Fear Adventure, fechei com eles mesmo. Pechinchei e saiu por Bs. 348 a bicicleta com suspensão dupla e freios hidráulicos, incluindo café da manhã, snacks, almoço, equipamentos de segurança e ainda ganhava a camiseta de brinde, mas tinha que levar Bs. 50 para pagar a entrada. Já o passeio do Chacaltaya e do Vale da Lua saiu por Bs. 79, fora as entradas de Bs. 15 na montanha e de Bs. 15 no vale.

A princípio eu ia trocar de hostel hoje a noite, iria para o Wild Rover, mas como o que eu estava era do lado do ponto de encontro para tomar café no tour de amanhã, resolvi ficar mais uma noite lá. Fui jantar num restaurante italiano que tinha do lado, comi um pratão de macarrão por Bs. 35 e já voltei para o hostel tomar um banho e arrumar minhas coisas para o Downhill do dia seguinte, precisava levar uma troca de roupas, toalha de banho, um chinelo e dormir bem.

 

SALDO DO DIA

Walking Tour – Bs. 20,00

Passeio de teleféricos – Bs. 50,00

Pizza – Bs. 10,00

Água – Bs. 8,00

Esfirra – Bs. 5,00

€ 100 -> Bs. 800,00

Diária do The Brew Adventure Downtown – Bs. 55,00

Prato de Macarronada – Bs. 35,00

 

 

 

 

 

 

 

         

 

 

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Dia 29 (sexta-feira, 17/08/2018) – Filho, Você Não Vai Naquela Estrada da Morte, Né?

 

Na véspera, eu tinha mandado uma mensagem para minha mãe avisando que estava em La Paz, e que estava tudo bem comigo, aí hoje, justo que na hora que eu acordei ela me respondeu, mandou uma foto de uma revista de viagens que a gente assinava, justo na página que tinha os passeios de La Paz, e escreveu: “Só não vai nesta estrada da morte de bicicleta, hein?”, achei melhor deixar para responder depois.

Peguei minhas coisas, pedi para guardar meu mochilão no depósito, e umas 7 da manhã já estava na agência da No Fear, que era pertinho do hostel, lá eles nos deram os equipamentos de segurança, joelheiras, cotoveleiras, luvas, calças e blusas corta vento, e o capacete, também deram a camiseta de brinde. Ah, assustei quando eles deram um papel para a gente assinar, um tempo de responsabilidade, para caso algo pior acontecesse.

Depois fomos para um restaurante ali perto, onde nos serviram o café da manhã. De lá, a van nos levou até o ponto de partida, fora de La Paz. Lá eles nos entregaram as bicicletas, haviam 3 guias, um deles explicou como seria o trajeto, nos orientou, disse que eles ficariam com as câmeras tirando fotos nossas, que não recomendava que a gente ficasse pegando nossos celulares para fotografar durante o caminho.

Começamos a descida, a primeira parte é na rodovia asfaltada mesmo, então é tranquila, só para aquecer. Descemos um bom tanto, até que paramos para comer, eles dão água, chocolate, frutas, refrigerante, pão, depois seguimos de van até o começo da antiga Estrada dos Yungas, lá começa a Estrada da Morte propriamente dita, o trecho anterior era só um aquecimento no asfalto.

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A estrada vai beirando os precipícios, as paisagens são incríveis, vamos descendo, até que numa parte paramos para tirar a foto clássica, o grupo devia ter umas 12 pessoas. Depois seguimos mais um monte, até que minha bicicleta estourou o pneu, o guia trocou ela por outra reserva que estava na van que segue a gente o caminho todo. Nesse meio tempo, enquanto eu esperava a troca, estava perto de uma curva fechada, aí só escutei o barulho de gente escorregando, um carinha levantou, e xingou em português, era brasileiro, estava descendo com outra agência, aí deve ter batido o pedal em alguma pedra, tombou e veio escorregando, felizmente não foi na direção do abismo, fomos ajudá-lo, mas não tinha se machucado por causa dos equipamentos, logo vieram mais dois do grupo dele e escorregaram também, do mesmo jeito, os três tinham feito a curva com o pedal na posição errada, meu guia tinha explicado isso para o meu grupo, o deles pelo jeito não, mas felizmente ninguém se machucou nessa brincadeira.

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Continuei descendo com a outra bicicleta, paramos de novo na entrada do povoado de Coroico, lá tem um portal com um monumento da Death Road, tiramos as fotos lá, e seguimos mais um pedaço, até chegarmos num restaurante, lá tiramos os equipamentos, guardamos as bicicletas e fomos almoçar, boca livre, comida muito boa, até comprei um picolé de Bs. 10 depois ficamos livres, tinha piscina, chuveiros e lugares para descansar, umas 4 da tarde pegamos a van de volta.

Chegamos no comecinho da noite em La Paz, nos deixaram na agência, quem quisesse esperar uma hora ganhava o CD de fotos do passeio, mas quem não quisesse, era só dar o email, que eles mandavam as fotos também.

Voltei para o meu hostel, peguei meu mochilão no depósito e fui para o Wild Rover, tinha feito uma reserva pelo Booking de manhã, ia mudar só para fechar os 3 Wild Rovers e ganhar a camiseta e as bebidas grátis. Cheguei lá, fui tomar um banho e sair para jantar alguma coisa, achei uma pizzaria ali perto, pedi um prato de macarrão e um suco por Bs. 41. Voltei para o hostel e ganhei uma cerveja grátis, mas pensem numa cerveja ruim, mas ruim, chegava a ser salgada de tão ruim, credo, larguei lá e fui dormir, mas antes respondi a mensagem da minha mãe com essa foto, e um “Tô vivo mãe!”

 

SALDO DO DIA

Downhill na Estrada da Morte – Bs. 348,00

Entrada na Estrada da Morte – Bs. 50,00

Sorvete – Bs. 10,00

Diária do Wild Rover La Paz – Bs. 59,00

Macarrão e Suco – Bs. 41,00

         

 

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Dia 30 (sábado, 18/08/2018) – Chacaltaya e Vale da Lua: Adiós La Paz

 

Acordei apressado e com sono (pra variar), mas pelo menos dava para acordar mais tarde, a van passaria no hostel umas 8 da manhã só. Já desci com o mochilão, pedi para guardarem no depósito e fui ao mercado comprar alguns snacks, comprei um pacote de Oreo e algumas empanadas por Bs. 14,90, comprei uma água também por Bs. 6. Peguei minha camiseta de brinde do Wild Rover.

Logo a van passou no hostel e nos levou até o Chacaltaya, pagamos a entrada de Bs. 15, lá a guia nos levou até o topo, onde dava para ver a antiga estação de esqui, e todas as montanhas que cercam La Paz, do outro lado, dava para ver todo o Altiplano Boliviano, a cidade de El Alto que é toda plana, e o buraco ao lado onde fica La Paz, havia um pouco de neve no caminho que estávamos andando, e como eu tinha ido de All Star, tive que ficar pulando essas partes.

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Depois descemos a montanha, voltamos a La Paz, atravessamos toda a cidade, de cabo a rabo, e fomos para a Zona Sul, onde fica o Vale da Lua, lá também tivemos que pagar os Bs. 15 de entrada e a guia explicou a formação daquela região, que parece bastante com a Lua, lá dentro tem o caminho demarcado por onde se pode caminhar, o circuito todo dura uns 40 minutos andando.

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Depois voltamos para o centro, e nos deixaram na Plaza San Francisco, não eram 4 da tarde ainda, foi um passeio bem rápido. Aproveitei e fui na rodoviária que é ali perto comprar minha passagem para Uyuni, cheguei lá e tinham várias empresas de ônibus, fui caçando alguma que ia para Uyuni, a galera do grupo dos mochileiros tinha me recomendado a TransOmar, fui até o guichê deles, tinham vários lugares livres ainda, mas o ônibus partia 8 da noite de La Paz, logo, chegava muito de madrugada em Uyuni, e uma coisa que eu li em vários relatos é que a galera chegava muito cedo lá, ainda não tinha nada aberto, o frio era congelante e tinham que ficar esperando o Sol nascer para o comércio abrir. Então a Fernanda me mandou mensagem, ela me disse que já estava em Uyuni, e tinha ido com a Belgrano Turismo, segundo ela o ônibus era muito bom.

Fui ao guichê dessa Belgrano, e eles tinham um ônibus que partia as 10 da noite, já era melhor, chegaria de madrugada lá, mas eram 2 horas a menos no frio que o da TransOmar. Comprei por Bs. 90, já aproveitei e fui no quiosque da rodoviária pagar a taxa de embarque de Bs. 2,50, eles dão um papelzinho que você entrega hora que for entrar no ônibus.

Depois fui dar mais umas voltas por La Paz, precisava trocar dinheiro de novo, e como era fim de semana, consegui trocar € 100 por Bs. 790, tinham uns soles que me sobraram do Peru, queria trocar também, mas casas de câmbio só aceitavam as notas, as moedas eles pagavam só metade do valor.

 

CÂMBIO: Quando for passar de um país para o outro, separe algumas das moedas para guardar de recordação, e o resto tente gastar antes de passar da fronteira, porque em outros países, as casas de câmbio só vão pegar as notas, as moedas, se aceitarem, pagarão bem menos por elas. Uma saída é trocar com algum turista esteja fazendo o roteiro contrário.

 

Voltei para o hostel, tomei um banho (provavelmente o último pelos próximos dias), depois fui na mesma pizzaria da noite anterior, pedi uma pizza pequena, um calzone e um suco por Bs. 58. Voltei ao hostel, fiquei lá fazendo hora, quando eram 9 da noite, chamei um táxi, peguei as mochilas e fui para a rodoviária, pechinchado saiu por Bs. 15. Fui até o guichê da Belgrano, lá tem sala de espera com tomada, coloquei o celular para carregar enquanto isso, quando eram 10 da noite, embarcamos, fiquei de olho se colocaram minha mochilona no bagageiro certo (sempre faça isso), entrei e me surpreendi com o ônibus, era de dois andarem, e as poltronas eram gigantes e deitavam 180°, era o chamado “salão-cama”, a única coisa é que eles não davam lanchinho igual aos ônibus do Peru, mas deram travesseiros e cobertas. O ônibus partiu de La Paz, pegou a rodovia que contorna o caldeirão que é a cidade, e quando chegou lá em cima, me despedi da capital boliviana, toda iluminada.

 

SALDO DO DIA

Passeio Chacaltaya e Vale da Lua – Bs. 79,00

Entrada Chacaltaya – Bs. 15,00

Entrada Vale da Lua – Bs. 15,00

Bolacha e empanadas – Bs. 14,90

Água – Bs. 6,00

€ 100 -> Bs. 790,00

Passagem La Paz – Uyuni (Belgrano Turismo) – Bs. 90,00

Taxa rodoviária La Paz – Bs. 2,50

Pizza, calzone e suco – Bs. 58,00

Táxi (hostel-rodoviária) – Bs. 15,00


 

 

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Dia 31 (domingo, 19/08/2018) – Salar do Uyuni: Aí Vou Eu!!!

 

As estradas até Uyuni são boas, o que me deixou dormir no ônibus, o problema foi quando o ônibus passou por uma placa escrito “Uyuni – 20 km”, e ainda eram 5 da manhã, olhei no celular, a temperatura era de - 4° da lá fora. Quando o ônibus parou na avenida, no centro de Uyuni, não se via uma alma viva pela cidade, o céu escurinho ainda. Desci do bus, primeiro pezinho pra fora meu nariz já congelou, e começaram a brotar vendedores oferencendo tours pelo Salar, eu só fui agradecendo e negando, enquanto me esquivava deles, tudo que eu não queria naquele momento era ficar negociando preço de passeio, ainda tinha muito tempo pra isso, só queria algum lugar quente para sentar e descansar um pouco mais. Peguei minha mochilona no bagageiro, e eis que surge um senhor oferecendo desayuno, chá de coca e aquecedor, segui ele, e ele me levou até a cafeteria da família dele, que já estava meio cheia dos outros ônibus que já tinham chegado.

Entrei lá, estava tão quentinho, tinha um aquecedor bem no meio do ambiente. Achei um banco para sentar, deixei meu mochilão no canto. Coloquei o celular para carregar de novo, pedi um misto quente e um chá por Bs. 28. Fiquei lá enrolando até o Sol aparecer no céu. Umas 8 da manhã, quando as agências abriram, deixei meu mochilão lá na cafeteria e fui procurar alguma para fechar o tour de 3 dias pelo Salar.

Fui até a Avenida Ferroviaria, encontrei várias agência e fui vendo como estavam os preços, vendo as recomendações no Mochileiros.com, também procurava as que tinham o adesivo do TripAdvisor, no fim das contas, fiquei entre a Esmeralda Tours, a Andes Salt Expeditions e a Lago Minchin Tours. Acabei fechando com a Lago Minchin, porque a Esmeralda era um pouco mais cara, e a Andes estava com um grupo de franceses que só falavam francês entre eles, e tudo que eu não queria era ficar ouvindo “Merci bocú” nos próximos três dias.

Fechei por Bs. 800 o tour, mais Bs. 150 o transfer até o Atacama.

 

SALAR DO UYUNI: Em Uyuni têm muitas agências que vendem passeios de 1 dia, 2 dias, 3 dias e acho que até de 4 dias pelo Salar. Os passeios terminam na fronteira da Bolívia com Chile e a agência regressa para Uyuni, mas muita gente aproveita e já fecha um transfer da fronteira até San Pedro de Atacama no Chile, o preço do transfer, aparentemente é fixo, Bs. 150. O preço que a agência passa inclui o transporte, feito em veículo 4x4, com 6 turistas mais o motorista, a alimentação e a hospedagem. Fora isso, é preciso levar Bs. 150 de entrada para a Reserva Nacional Eduardo Avaroa, Bs. 30 para a Ilha Incahuasi, Bs. 10 se quiser tomar banho na primeira noite (na segunda noite não tem como) e Bs. 6 se quiser entrar nas Águas Termais de Polques.

 

Ainda eram 9 da manhã e o tour partiria da agência as 10 da manhã. Fui correndo até a cafeteria buscar meu mochilão, trouxe para a agência, também fui ao mercadinho municipal renovar meu estoque de snacks e água. Comprei 2 garrafões de água, um rolo de papel higiênico e bolachas por Bs. 32, depois voltei para a agência. Lá encontrei uma gringa que depois do Uyuni, seguiria para o Peru, aproveitei e troquei os soles que me sobraram com ela, mesmo as moedas que as casas de câmbio não pegavam, foram S/ 25 por Bs. 52.

O carro chegou, era uma Toyota, bem limpa, parecia nova. O motorista se apresentou, se chamava Desmedério (ele precisou repetir umas 5 vezes até eu entender) e eu fui conhecer o grupo que ia comigo, um mexicano (Óz), um casal israelense (Tamar e Itamar) e um casal de gêmeos bolivianos (Stephany e Leonardo). Separei tudo o que precisava para passar o dia na minha mochila de ataque (que ia comigo no carro) e o mochilão ia na parte de cima, amarrado com lona, só daria para mexer nele a noite. Partimos umas 10 e pouco, nosso guia/motorista era bem prestativo, mas não conversava muito, ficava quietão.

Fomos primeiro ao Cemitério de Trens que é do lado da cidade. Lá ficamos uma meia hora, o guia explicou sobre, tiramos fotos e seguimos para Colchani, que é um vilarejo na entrada do Salar, lá tem várias lojinhas de artesanato e lembrancinhas, paramos lá também, comprei um chapéu, dois imãs de geladeira e uma pochete bordada por Bs. 55.

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E finalmente entramos no Salar, o chão todo branco, paramos nos Ojos del Salar, onde brota água mineral formando pequenas poças no chão. Depois seguimos até o monumento de Dakar, que fica do lado do monumento das Bandeiras e do restaurante de sal. Lá seria uma parada demorada, tiramos várias fotos enquanto o guia preparava nosso almoço. Nossa refeição tinha batatas, carne, bolinhos de quinoa (opção vegetariana), suco, água, refrigerante, frutas, e de brinde, uma garrafa de vinho.

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Depois do almoço seguimos pelo Salar, paramos em alguns pontos para tirarmos as famosas fotos de perspectiva, com dinossauros de plástico, botas, óculos e outros objetos inusitados.

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ÉPOCA PARA O SALAR: Quando o Salar está seco, o que ocorre principalmente no inverno, ele fica com aquele aspecto rachado, craquelado, e é possível andar por ele todo. No entanto, nos meses chuvosos, principalmente no verão, ele fica com uma lâmina d’água de alguns pouco centímetros, o que forma um espelho gigante que reflete o céu, o problema é que em alguns lugares ele fica alagado demais e o carro não consegue passar. Às vezes, se você for muito sortudo, você consegue pegar um meio termo, algumas partes secas e craquelas e outras alagadas e espelhadas.


Seguimos até a Ilha Incahuasi, que é uma ilha cheia de cactos gigantes no meio do Salar, é opcional subir nela, custa Bs. 30, não quis subir, mas dei a volta nela (o que dá no mesmo, só que é de graça), depois disso o Sol já estava se pondo, saímos da planície branca do Salar e fomos até o Vilarejo de San Juan, para pernoitar no hostel de sal, neste lugar, cobravam Bs. 10 caso quiséssemos tomar banho, achei melhor não porque estava tão frio que não queria nem tirar a roupa. Jantamos e ficamos conversando, os israelenses só falavam inglês, então conversávamos em espanhol e traduzíamos para eles, meu grupo foi muito bacana, principalmente o mexicano e os gêmeos bolivianos, que acabei descobrindo que eram escoteiros também.

 

Deram 2 quartos para nosso grupo, um com uma cama de casal, que ficou para os israelenses e outro com 4 camas de solteiro que ficou para nós outros. Nosso guia dormiu em outro quarto, pegamos nossos mochilões no carro, ficamos lá fora um pouco (quase congelando) observando o céu todo estrelado. Depois fomos dormir.

 

SALDO DO DIA

Chá e misto quente – Bs. 28,00

Bolachas, água e papel higiênico – Bs. 32,00

S/ 25 -> Bs. 52,00

Tour 3D2N Uyuni (Lago Minchin) – Bs. 800,00

Transfer Atacama – Bs. 150,00

Presentes em Colchani – Bs. 55,00

 

         

 

 

 

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Dia 32 (segunda-feira, 20/08/2018) – Um Dia de Vulcões e Desertos

 

Acordamos no hostel de sal, na noite anterior nosso guia nos avisou que o café seria as 7 e meia e partiríamos as 8. Tomamos nosso café, que o próprio hostel oferece, e nada de nosso guia aparecer, então surgiu o dono do hostel, dizendo nosso motorista tinha passado mal durante a noite e que não poderia seguir com a gente, mas que a agência já estava mandando outro carro com outro motorista para continuarmos o tour, que chegaria por volta das 9 da manhã. Olhei pela janela e não vi nosso carro no lugar onde tínhamos parado ontem, e minha mochila cheia de blusas e presentes (aquela que eu comprei em Cusco) tinha ficado no carro, na parte de trás, já desesperei, perguntei pro dono do hostel se o motorista já tinha ido embora, ele respondeu que achava que sim.

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Cara, que raiva, já queria xingar todo mundo, até que fui na cozinha perguntar se alguém tinha visto se o motorista tinha deixado a mochila por alí, até que uma mulher falou que o guia ainda não tinha ido embora, mas que estava em uns quartos que ficavam isolados na parte de trás do hostel, fui correndo lá, o carro estava lá ainda, abri o porta-malas e peguei minha mochilinha cheia de bugigangas.

Umas 9 e pouco nosso novo motorista chegou, o Juan, que era bem mais comunicativo que o Desmedério, parecia mais simpático também, mudamos as coisas para o carro dele, e seguimos viagem. Paramos num ponto próximo a linha férrea para tirarmos fotos, e podermos usar os “banheiros” de graça, pois segundo o guia, em todos os lugares que tivessem banheiros públicos teríamos que pagar.

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Depois, por volta das 11 horas da manhã, paramos para observar o Vulcão Ollague, e mais um perrengue acontece com nosso grupo: estava um fucking vento forte lá fora e o motorista parou o carro a favor do vento, quando ele disse que a gente podia descer para tirar fotos, o Óz que estava no banco da frente abriu a porta, ela foi igual uma vela de barco, o vento quase arrancou ela do carro, não chegou a arrancar porque as dobradiças eram boas, mas amassou elas a ponto da porta não fechar mais. O Juan, na maior calma do mundo, foi ver o estrago, pegou uma marretinha, um pedaço de metal e junto com o mexicano tentaram arrumar, deram umas marretadas lá, mas ficamos uns 40 minutos esperando pra ver o que ia ser, não teve jeito, eles conseguiram só fazer com que a porta fechasse, mas não daria mais para abrir ela, então toda parada que a gente ia fazer, o Óz tinha que pular os bancos e sair pela porta de trás ou pela do motorista. Depois disso fomos para as Lagunas Cañapa, Honda e Hedionda, lá pudemos ver os flamingos, também lá nós tivemos nosso almoço, simples, mas muito bom, isso já eram quase 3 da tarde.

Seguimos pelo resto da tarde até chegar o Deserto de Siloli, onde tem o Árbol de Piedra, uma formação rochosa com formado de árvore. Depois seguimos até a Laguna Colorada, lá ficamos um tempão admirando a paisagens, as águas vermelhas da lagoa, os flamingos, andamos até o meio da lagoa que é todo cheio de sal. Depois voltamos para o carro, passamos pelo controle da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, lá tivemos que pagar Bs. 150 por pessoa (obrigatório), e se tiver passaporte dá para carimbar também, igual em Machu Picchu e nas Ilhas de Uros.

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Depois disso seguimos para o povoado onde passaríamos a noite. Chegamos lá, já estava um pouco escuro, nos acomodamos todos em um quarto só com 6 camas de solteiro. Eles têm banheiros, mas não tem como tomar banho, por isso são tão importantes os lencinhos umedecidos.

Nos serviram o jantar, macarronada deliciosa e mais uma garrafa de vinho cortesia, depois disso, não tem muito o que fazer, pois a energia lá só funciona até as 9 da noite, depois disso fomos dormir porque no outro dia teríamos que acordar as 3 da manhã.

 

SALDO DO DIA

Entrada Reserva Nacional Eduardo Avaroa – Bs. 150,00

 

 

 

 

         

 

 

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Showw!!

Ja devorei seu PDF rsrs

 

animal cara to indo em março mas pelo caminho contrário, vc me deu a idéia de ir até la paz, pois em meu roteiro eu faria os passeios no deserto e voltaria pro Chile pra subir até o Peru, então acha que vale subir pela Bolívia? 

 

Porra me lasquei com esse perrengue seu em Cusco kkkkk, tbm ja passei por isso e fiquei 2 dias no hospital, mas foi no Brasil pelo menos kkk

Po e meter o louco igual você fez em Santiago não sei se tenho tanta coragem hein, meus parabéns ótima trip e ótimo relato.

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@Pinnng Valeu cara, fico feliz que tu tenha curtido haha

Cara, super recomendo subir pela Bolívia, é bem tranquilo, La Paz é muito massa de conhecer, e você vai pagar bem mais barato nos bus na Bolívia do que no Chile, fora que indo pela Bolívia, vc já sai lá no Titicaca, em Puno, que é do lado de Cusco.

Sobre os perrengues, hahaha, não poderia faltar né, senão a viagem não estaria completa hahahaha

Cara,  eu me arrependo de não ter metido o louco antes, de ter deixado só para o último dia da trip hahaha, mas se tu estiver viajando sozinho, não tem medo não, pode ter gente ruim, mas a maioria do mundo ainda é de gente boa

Boa aventura pra ti

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Dia 33 (terça-feira, 21/08/2018) – Passando na Fronteira Chilena

 

Acordamos de madrugada, num frio que não era normal, dentro do quarto era quentinho até, mas quando saímos para guardar as coisas no carro, estava - 15° no termômetro do hostel, 3 da manhã, entramos no carro rapidamente e partimos para os Geyseres Sol da Manhã. Chegamos lá e vimos o nascer do Sol no meio da fumaça que sai da terra, é possível chegar bem perto e ver a água borbulhando nas fendas, é forte o cheiro de enxofre, mas nada absurdo, o pior é o frio mesmo, a mão congela.

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Ficamos um bom tempo lá, depois seguimos para os Termas de Polques, lá tivemos nosso café da manhã, depois tivemos tempo para entrar nas águas termais, por Bs. 6, mas ninguém do grupo quis, estava muito frio ainda.

Seguimos o caminho, passamos pelo Deserto Salvador Dalí, descemos lá, mas o deserto não tem muito a ver com o pintor não. O guia me disse que logo chegaríamos na fronteira e perguntou quem pegaria o transfer para o Chile, apenas eu iria, o restante voltaria para Uyuni.

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PROPINA NA FRONTEIRA? Na fronteira da Bolívia com o Chile, para quem atravessa o Salar do Uyuni, rola um esquema de propina entre os agentes da migração boliviana. O esquema já é conhecido pelas agências, algumas até te falam quando você vai fechar o passeio, que precisa levar Bs. 15 para pagar a “taxa da fronteira” e dizem que a “taxa” é legal. Mas não é!!! É propina. A maioria dos turistas, principalmente os gringos, caem nessa e pagam. E realmente, é complicado, porque o agente pega seu passaporte para carimbar e te pede o dinheiro, e não é muito recomendado começar a discutir com agentes do governo boliviano no meio do deserto, entre vulcões, sem sinal de civilização por perto. Não confundam essa propina, em português, com propina em espanhol, que significa “gorjeta”.

 

Como a fronteira já estava perto, peguei toda minha grana da carteira e escondi na mochila de ataque, tudo mesmo, deixei apenas o cartão de crédito, ia testar um jeito de não pagar a propina.

Continuamos, passamos pela Laguna Blanca e paramos na Laguna Verde, onde se vê uma paisagem incrível com o Vulcão Licancabur ao fundo. Seguimos até a fronteira da Bolívia com o Chile, onde eu pegaria meu transfer. Chegamos lá as 9:30 da manhã. Procurei a van com o nome que estava escrito no recibo que o cara da agência tinha me entregado, rapidamente encontrei, fui falar com o motorista, e aparentemente só faltava eu, ele me mandou ir para a fila da migração carimbar o passaporte logo, ele estava com pressa, nesse meio tempo, o Juan já estava tirando minha mochilona de cima do carro.

Fui para a fila, que estava gigante, e a aduana boliviana mais parecia um barraco velho, caindo aos pedaços, já estava com o passaporte e a tarjeta migratória (aquela que recebi na aduana de Kasani, em Copacabana) na mão. Como estava demorando, o motorista do transfer me pediu para seguí-lo, fomos furando a fila de todo mundo (que vergonha), entramos na aduana, ele pegou meu passaporte e minha tarjeta, entregou para o agente e pediu pra carimbar. Prestem atenção que essa parte é importante.

O agente pediu os Bs. 15 da propina, o motorista repetiu atrás em inglês (caso eu não tivesse entendido), olhei para os dois com cara de desavisado, como se eu não fizesse a menor ideia de que precisava pagar para sair, já falei: “I don’t have money, sorry”, e repeti em espanhol também: “Yo no tengo plata, ya he gastado todo”, e ainda mostrei a carteira vazia (que eu já tinha esvaziado no caminho). Eles me olharam curiosos, o agente perguntou como que um turista viajava sem dinheiro, eu já emendei atrás: “Eu só uso cartão de crédito, vocês não têm a maquininha?”, e ainda mostrei meu cartão (por ser ilegal, obviamente eles não teriam nenhuma Moderninha lá para passar a propina no crédito). O agente vendo que não ia conseguir arrancar nenhum centavo do meu bolso, recolheu minha tarjeta migratória, carimbou e devolveu meu passaporte.

Pronto, me livrei de pagar propina, dava vontade de rir e falar pra ele: “Filhão, propina? Pra cima de mim? Logo eu, brasileiro? Foi meu povo que inventou a propina hahaha. Sorry, mas não será dessa vez!”

Quando saí de lá, fui andando pela fila, e vi 5 turistas asiáticas, e o motorista do transfer delas já pedindo a propina, “fifteen bolivianos” ele dizia, e elas abrindo a carteira na maior boa vontade para pegar o dinheiro. Dava vontade de sair gritando lá no meio falando pra ninguém mais pagar isso, mas senti que não seria uma boa ideia. Pode até ser pouco Bs. 15, mas pensem na quantidade de turistas que passam todo dia por lá, se esse relato servir para avisar pelo menos aos brasileiros para não pagarem essa taxa ilegal, já é algo.

Mas chega de falar de propina, voltei para o carro, me despedi de Juan e de meu grupo, e fui para a van, guardei minhas coisas, e logo partimos. O motorista entregou o formulário, igual nos outros países, tem que preencher tudo, e marcar se você está levando alguma coisa com restrição.

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Onde era uma estrada de areia e pedras, cercada de neve e gelo, surge um asfalto impecável, cheio de placas de sinalização, e um complexo aduaneiro gigante, todo fechado e organizado, estava claro, estava em território chileno.

Na hora também descobri porque o motorista estava tão apressado, na aduana chilena, que é um galpão, entra uma van de cada vez, todos os passageiros desembarcam, carimbam o passaporte, os agentes inspecionam o veículo, as bagagens do povo, só depois são liberados.

 

O QUE NÃO PODE NO CHILE? Além das coisas óbvias (como drogas, armas, dinheiro demais), não pode entrar com nada de origem animal ou vegetal que não seja industrializado e lacrado na embalagem, ou seja, as folhas de coca que eu trazia desde o Peru, tive que jogar fora, os gringos que compraram umas maçãs gigantes, iguais a da Branca de Neve na Bolívia, tiveram que jogar fora. Se tentar esconder e eles acharem, além de tudo você paga multa.

 

Depois seguimos até chegar em San Pedro de Atacama, chegamos por volta do meio dia lá, na hora mesmo fiz uma reserva pelo Booking no Hostel Ckapyn, fui até lá a pé, pois era pertinho, aliás, tudo em San Pedro é pertinho, nem deve existir táxi lá.    

Fiz o check-in, o quarto tinha 4 beliches e o hostel tinha cozinha. Depois disso fui atrás de agências e casas de câmbio, queria encaixar o máximo de passeios possíveis em 2 dias e meio, não queria ficar muito tempo lá, sabia da fama que o Atacama tinha de se um lugar caro e não queria gastar tanto lá.

Fui até a Calle Toconao, onde estão as casas de câmbio melhores, troquei € 100 por $ 74500, aproveitei e troquei os Bs. 90 restantes por $ 8100 também.

Depois fui até a rodoviária comprar passagens para Santiago para dali a dois dias, fui até o guichê da TurBus e comprei uma passagem, no banco da frente por $ 30400 (nos outros assentos custava $ 26000, mas seria uma viagem de 24 horas, então achei melhor pegar um assento mais espaçoso).

Depois fui na Calle Caracoles, onde estão as agências, fui novamente, uma por uma, pesquisando preços e passeios, até que encontrei a Mitampi Turismo, que tinha uns preços bacanas e um adesivo gigante do TripAdvisor na vitrine, então acabei fechando com eles todos os passeios.

 

PASSEIOS NO ATACAMA: As agências em San Pedro abrem tarde (11 da manhã), e costumam dar descontos quanto mais passeios você fecha com elas, algumas inclusive, vendem pacotes com preços melhores. Antes de ir para lá, é importante ver quais lugares estão abertos e quais estão fechados, por exemplo, quando eu fui, o Vale da Morte, o Salar de Tara e Piedras Rojas estavam fechados, e por ser Lua Cheia, nem todas agências faziam o Tour Astronômico, a Space que é a mais famosa, não faz durante a Lua Cheia.

 

Fechei o Vale da Lua, o Salar de Atacama, as Lagunas Escondidas de Baltinache e os Geysers del Tatio por $ 65000, exceto o valor das entradas. Como já tinha acabado com meu dinheiro trocado, paguei apenas $ 20000 na hora, o restante pagaria depois (demorou pra me cair a ficha que já tinha gastado mais de 100 euros em menos de 3 horas no Chile). Para mim, ainda dava tempo de almoçar, no meu relógio ainda eram 2:45 da tarde, e o passeio era só as 4, então o carinha da agência me fala para eu ficar por perto, que logo a van chegaria. Nesta hora descobri que o horário do Chile é diferente da Bolívia, é uma hora a mais, o mesmo horário de Brasília, tive que ficar por lá mesmo, chegou a van, embarcamos, e seguimos para o meio do deserto. Lá tive que pagar $ 2500 de entrada.

O guia nos levou na parte de cima primeiro, onde dava para ver tudo do mirante, depois descemos e fomos explorar algumas cavernas da Cordilheira do Sal e trilhas no meio das pedras, por fim, fomos caminhando para ver o Sol se pôr do alto de uma duna de areia. Incrível a vista, depois que escureceu, voltamos para a cidade.

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Fui trocar dinheiro de novo, no mesmo lugar € 100 por $ 74500, procurei algum lugar para comer, mas tudo era caro, principalmente na Calle Caracoles, então passei num mercadinho próximo e comprei um pacote de macarrão, maionese, queijo e tomate por $ 3440, fui para a cozinha do hostel e fiz um super macarrão de forno, e sobraram ingredientes.

Já paguei a diária do hostel de $ 7000, fui dormir, porque no outro dia, as 7 e meia da manhã, a van passaria no hostel para me buscar, ia fazer o Salar de Atacama de manhã, e as Lagunas Escondidas de Baltinache pela tarde.

 

SALDO DO DIA

€ 200 -> $ 149000

Bs. 90 -> $ 8100

Passagem SPA – Santiago (TurBus) - $ 30400

Passeios (Vale da Lua, Salar de Atacama, Lagunas Escondidas de Baltinache e Geysers del Tatio) - $ 65000

Entrada Vale da Lua - $ 2500

Ingredientes macarrão - $ 3440

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

 

 

 

 

         

 

 

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Dia 34 (quarta-feira, 22/08/2018) – Há Males Que Vem Para Bem...

 

Acordei bem na hora, e me arrumei para o tour, eram 7:30 e nada, 8 horas, nada, 8:30, nem sinal de van nenhuma, mandei mensagem no Whatsapp da agência, necas, a dona do hostel ligou lá, ninguém atendia, queria voar no pescoço do vendedor de ontem, tinham me esquecido, eu já estava com o cronograma apertado, perdi uma manhã inteira. Esperei até as 11 horas, que as agências abriam e fui para lá. Encontrei o mesmo vendedor lá, perguntei por que não tinham passado no meu hostel, ele ficou surpreso, olhou no computador e disse que meu passeio estava agendado só para amanhã, respondi que não e mostrei o comprovante que ele tinha me dado ontem, ele viu que realmente, marcara uma data no papel e outra no computador. Me pediu mil desculpas, perguntou quando eu queria remarcar, eu respondi que não teria mais tempo para fazer, pois amanhã a 18 horas eu embarcava para Santiago, ele falou que me devolveria $ 20000 referentes ao preço do passeio dentro do pacote (o mesmo preço cobrado pelas outras agências).

Eu estava com raiva, pensando em cancelar o restante dos passeios e fechar com outra agência, mas o serviço deles tinha sido de fato tão bom, no dia anterior no Vale da Lua, a van era boa, o guia nos levava nos lugares antes da multidão de turistas das outras agências chegarem.

Mas mesmo assim, devolver a grana era o mínimo que eles deveriam fazer, afinal, eu perdi uma manhã inteira do meu cronograma apertadíssimo, então falei que eles deveriam, além da grana, me darem um passeio de cortesia pela “moléstia”. O cara então disse ia ver com chefe dele.

Ainda era cedo para o passeio das Lagunas de Baltinache, então fui comer alguma coisa, encontrei numa esquina da Caracoles, um lugar com empanadas por $ 2000, comprei uma, depois comprei uma garrafa de água e um sorvete por $ 2800, andei pela cidadezinha, fui até a Igrejinha de San Pedro, entrei lá um pouco, depois voltei para a Calle Caracoles, reencontrei a Fernanda andando por lá também, ela estava com o grupo que tinha feito o tour do Salar com ela, todos eles tinham vindo para o Chile depois, me despedi dela e voltei para a agência, as 2 da tarde partiria o micro-ônibus para as Lagunas.

 

LAGUNAS: No Atacama, há dois passeios que vão para lagoas que não afundam, devido a quantidade de sal na água (tipo o Mar Morto), o da Laguna Cejar, que todas as agências fazem, é mais famoso, mais barato, só que as entradas são caríssimas, e tem também as Lagunas Escondidas de Baltinache, que nem todas agências fazem, porque a estrada é ruim, e por sem um passeio novo, é um pouco mais caro o preço do tour, mas a entrada é bem mais barata. No fim das contas, preferi as Lagunas Escondidas porque eram mais baratas no final.

 

O caminho é de fato demorado, quando chegamos, pagamos a entrada de $ 5000, e seguimos para as lagoas, são 7 no total, uma ao lado da outra, apenas na primeira e na última é possível entrar, o guia explicou que era bom, primeiro colocar só as pernas na água, para ver se não dava nenhuma alergia, devido aos minerais da água, depois entrar, mas nunca mergulhar, deixar a água só até o pescoço.

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Coloquei as pernas, não teve nada de anormal, entrei na água e é incrível como sem fazer esforço algum, seu corpo fica boiando, não afunda de jeito nenhum. Depois de uns 10 minutos na água, resolvi sair, o ar seco do deserto secou minha pele sem nem precisar de toalha, onde secava, a pele começava a ficar branca, por causa do tanto de sal que tinha na água. Deu um pouco de coceira nas coxas, o guia apontou um vestiário com chuveiros de água doce para lavar e tirar o sal, fui lá e tirei aquele branco da pele, me troquei, e voltei para a trilha das lagoas, ela vai passando por todas as lagoas, todas com água cristalina, até chegarmos na última, mas preferi não entrar de novo.

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Entramos no micro-ônibus, voltamos para a cidade, mas no meio do caminho, o motorista parou num lugar com um muro de pedras empilhadas, montou uma mesa com pães, frios, sucos, bolachas e bolos, e o principal, garrafas de pisco chileno, diferente do peruano. Ficamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e apreciando o pôr do Sol no deserto. Depois voltamos para San Pedro, fui até a agência, e o dono veio falar comigo sobre o ocorrido, pediu desculpas mais uma vez, disse que iria devolver os $ 20000 do passeio que eu fui esquecido, e que me daria o tour astronômico para aquela noite de cortesia (custa uns $ 20000 em média), como eu não tinha nada para fazer naquela noite, aceitei, já fui até o hostel correndo trocar de roupa e pegar um casaco, voltei e já apareceu a van para nos levar ao deserto de novo.

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Isso já eram umas 9:30 da noite, chegamos num rancho no meio do deserto, todo cercado, lá tinha uma área bem grande ao ar livre, com várias espreguiçadeiras, deitamos nelas, aí chegou um outro guia que nos deu uma verdadeira aula de astronomia, primeiros nos apontando no céu alguns planetas, depois algumas constelações, não dava para ver todas as estrelas porque era semana de Lua cheia (uma pena), mas primeiro ficamos fazendo observações do céu a olho nu. Depois seguimos para um outro ambiente, onde ficavam 5 telescópios, primeiro ele os apontou para a Lua, cada um com uma lente diferente, em uma dava pra ver as crateras perfeitas, outro dava para ver todo o contorno, bem bacana, tinha um deles que era adaptado para colocar o celular e tirar uma foto da Lua dele.

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Depois ele apontou os telescópios para os planetas, pudemos ver Marte, Vênus, Saturno e Júpiter de perto. Por fim nos serviram uma mesa com bolachas, castanhas e frutas cristalizadas, vinhos, pisco e sucos. Chegamos em San Pedro por volta das 11 da noite. Fui até o hostel, paguei os $ 7000 de mais uma diária, fiz mais macarrão com o resto dos ingredientes que sobraram de ontem, tomei um banho e fui dormir.

 

SALDO DO DIA

Empanada - $ 2000

Água e sorvete - $ 2800

Entrada Lagunas Escondidas - $ 5000

Diária Hostel Ckapyn - $ 7000

 

 

         

 

 

 

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Dia 35 (quinta-feira, 23/08/2018) – O Dia Que Eu Quase Perco Meus Pés

 

As 5 da madrugada a van passaria no meu hostel para me levar aos Geysers del Tatio, acordei e me arrumei, logo a van já chegou, seguimos até o campo térmico, que fica bem longe de San Pedro, quase chegando na fronteira do Chile com a Bolívia, próximo ao Vulcão Licancabur, chegamos lá, de noite ainda, um frio de uns - 10°, primeiro pagamos a entrada, de $ 4000 para estudantes, em seguida nos levaram para uma casinha, onde o guia nos serviu o café da manhã, tinha bastante coisas, pães, frios, doces, frutas, café e chá quente, achocolatado, suco, muito bom mesmo o café da manhã deles. Quando o Sol já estava quase nascendo, seguimos a até o meio do campo térmico, que diferente do Sol da Manhã da Bolívia, esse é bem maior, são várias manifestações, e elas só soltam vapor, não tem o fedor do enxofre. E como o vapor sai a altíssimas temperaturas, o campo é todo delimitado por onde se pode andar sem perigo.

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Agora a parte tensa, eu resolvi ir de All-Star, achei que seria OK, estava friamente enganado, o chão lá não tem neve, tem gelo mesmo, o solo congela de madrugada, e demora para descongelar, eu sei que o guia estava dando as explicações sobre o campo térmico, e eu ficava pulando de um pé para o outro, quando um começava a doer muito eu trocava para o outro, já nem estava mais sentindo eles, tentei colocar em cima do vapor que saia de um pontinho no chão, mas nem assim resolvia, fui andando até chegar na van, pra poder sentar e tirar os pés do chão. Aquela hora realmente me arrependi de não ter ido de bota. Fiquei um tempo lá, descongelando os pés, depois, quando o Sol já estava alto, saí e fui até onde estava o grupo, tinham umas piscinas térmicas por lá também, mas ainda estava morrendo de frio, e não tinha levado roupa para entrar na água, fiquei vendo mais alguns geysers enquanto isso.

Quando eram umas 10:30 da manhã, fomos para a van e começamos a retornar à cidade, no meio do caminho paramos no Vilarejo de Machuca, lá tinha empanadas chilenas típicas, espetinho de alpaca, pisco e outras coisas típicas. Tinha também um senhor com um filhote de lhama, que eu achei que fosse uma alpaca, era tão pequenina e fofa que dessa vez não tive escolha, tive que tirar foto com ela, o dono cobrava $ 1200 por 3 fotos, nessa hora escutei mais um casal falando português, eram brasileiros, eles também queriam tirar fotos com ela, então me juntei com eles, paguei $ 400 pesos, e obviamente, tiramos um monte de fotos.

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Depois seguimos adiante, até chegar numa lagoa com um vulcão ao fundo, lá paramos mais um bom tempo para tirar fotos, depois voltamos até San Pedro. Já estava na hora do almoço, conversando com uns brasileiros, descobri um tal de Los Carritos, são vários restaurantes pequenos, um ao lado do outro, e que são baratos e com comida boa. Fui lá, paguei $ 3000 no menu, com macarrão, frango empanado e suco.

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Depois passei na agência, fui terminar de acertar o preço dos passeios, pois já tinha pago apenas $ 20000, faltavam ainda $ 45000, mas com o reembolso de $ 20000 do passeio que não fiz, paguei os $ 25000 restantes só.

Fui de volta no hostel, arrumei minhas coisas para fazer o check-out, tomei um banho, e deixei minhas malas na cozinha. Ainda eram 3 da tarde, e meu ônibus era só daqui a 3 horas.

Fui dar mais uma volta pelo centro, comprei um sorvete por $ 1700, fiquei na praça central que tem wifi de graça, andei pelas vendinhas de artesanato, encontrei muitas coisas que já tinha visto a venda no Peru e na Bolívia, tudo pelo dobro do preço.

 

COMPRAS: Não tem como evitar, se você for para algum desses países, você vai voltar com pelo menos uma blusa com estampa de lhama, tanto no Peru, quanto na Bolívia e no Chile, você vai encontrar blusas, cachecóis, toucas, luvas, camisetas, echarpes, colares, chaveiros e outras lembrancinhas, de modo geral eu achei o Mercado San Pedro de Cusco o lugar mais barato, seguido pelo Mercado das Bruxas de La Paz, pela Feirinha de Colchani no Salar. O Chile é de longe, o lugar mais caro para comprar essas coisas.

 

Bem perto do meu hostel, tinha um lugar, parecia uma chácara, com uma placa escrito “Franchuteria” na frente, e uma casinha lá no fundo, desde o primeiro dia em San Pedro, queria descobrir o que era aquilo, resolvi ir lá, era uma padaria francesa, resolvi gastar um pouquinho mais e comer alguma coisa lá antes de pegar o bus, pedi duas empanadas deliciosas, uma salgada e uma doce, por $ 3800.

Depois peguei minhas mochilas e fui para a rodoviária de San Pedro, logo meu ônibus chegou, guardei a mochilona no bagageiro e entrei, tinha bem pouca gente embarcando alí, a maioria claramente não era nativa, dava pra ver vários conversando em inglês, tentei identificar algum brasileiro, mas nenhum deles manteve contato visual.

 

TÉCNICA PARA IDENTIFICAR BRASILEIROS FORA DO BRASIL: Pelo menos comigo funcionava perfeitamente, comecei a me ligar nisso lá no Peru ainda, nos lugares turísticos, nos passeios das agência, onde o único nativo era o motorista ou o guia, era só encarar a pessoa, se ela percebesse que você estava olhando para ela e desviasse o olhar: era gringo, podia apostar. Mas se você ficasse olhando, a pessoa percebesse e mantivesse o contato visual, não tinha erro, era só chegar direto perguntando de que estado que a pessoa é, provavelmente te responderia São Paulo ou Rio, mas sempre era brasileira. No Peru e na Bolívia não tinha encontrado tantos, mas no Chile, meu Deus, até os donos das agência eram brasileiros.

 

O ônibus partiu no horário certo, era bem confortável, dois andares, e eu fui bem na janela gigante de vidro que tinha na frente. Saímos de San Pedro de Atacama, logo já estávamos rodando pelo meio do deserto, as rodovias pareciam um tapete, bem sinalizadas, a paisagem era incrível, o Sol quase se pondo. Logo chegamos na cidade de Calama, base do aeroporto mais próximo do Atacama, o Aeroporto El Loa.

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SANTIAGO-CALAMA: Pra quem está com pouco tempo, compensa pegar um avião em Calama para ir até Santiago, há companhias low-cost, com passagens promocionais de até R$ 150,00 o trecho, para ir de Calama até San Pedro de Atacama, pode-se alugar um carro ou pegar um transfer. No meu caso, por causa da bagagem, compensava ir de ônibus mesmo.

 

Em Calama, paramos na rodoviária, já estava escuro, subiram mais passageiros, alguns já desembarcaram também. Depois continuamos, por mais que eu quisesse ficar acordado a noite inteira, para conhecer as cidades, as estradas que íamos passar, acabei apagando pouco antes de chegarmos em Antofagasta, na Rodovia Panamericana.

 

SALDO DO DIA

Entrada Geysers del Tatio - $ 4000

Foto com a lhama - $ 400

Almoço em Los Carritos - $ 3000

Sorvete - $ 1700

Empanadas na Franchuteria - $ 3800

 

 

 

         

 

 

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