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Olá viajante!

Bora viajar?

Patagônia Sozinha (Ushuaia , El Calafate, Puerto Natales e El Chaltén) – DEZEMBRO/2018 –JANEIRO/2019

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Olá, viajantes!

Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance!

Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/, se tiverem alguma dúvida e quiserem trocar alguma ideia, podem me chamar lá. 😊

Espero que gostem!

Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:

- O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.

- Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂

- A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 

- Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.

- Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.

- Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.

- Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.

- Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.

- Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).

- Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.

- Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.

- Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.

- Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.

 

 Meu cronograma foi o seguinte:

20/12 – Florianópolis – Buenos Aires

21/12 – Buenos Aires - Ushuaia

22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda

23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial

24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)

25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike

26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking

27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)

28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine

29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine

30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus)

31/12 – El Chaltén – Cerro Torre

01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto

02/01 – El Chaltén – Fitz Roy

03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica

04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo

05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus)

06/01- Chegada em Florianópolis

 

Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂

21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA

Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.

O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.

Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.

No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.

Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.

Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

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Vista do avião

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Foto clássica na placa "fin del mundo"

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Canal Beagle

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22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA

Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.

A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.

Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para -la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.

Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk

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Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho.

 

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Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda

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23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL

Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.

No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.

Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.

Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.

Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.

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Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.

Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.

Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).

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Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.

Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

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Patagônia e suas surpresas 😍

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Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!

 

 

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22 horas atrás, Luiz Eduardo Miranda disse:

@appriim que relato incrível o seu! Agora em Maio estou indo para Ushuaia, El Calafate, El Chalten e também Puerto Natales para fazer o trekking até a base de Torres Del Paine. Gostaria de tirar uma única dúvida com você. Em Ushuaia, El Calafate e Puerto Natales, os estabelecimentos, principalmente Supermercados, aceitam pagamento com cartão? Porque tenho um cartão do N26 em que não pago nenhuma taxa para usar ele como débito no exterior, então seria bem mais vantajoso do que andar somente com dinheiro vivo.

Oi, Luiz! 

Eu acredito que deve passar sim. Não usei muito cartão durante a viagem. Mas usei em el chaltén que é uma cidade minuscula, então deve ter boa aceitação nos outros lugares também.

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03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica

Não tinha nada planejado, então mandei mensagem para as meninas do Rio e elas falaram que o dono do hostel delas tinha sugerido um passeio “tranquilo” e que iria levá-las até o inicio da trilha. Não havia lido sobre esse lugar, não sabia nada sobre e nem o que iria encontrar. Estava cansada depois do Fitz Roy, mas decidi me juntar a elas.

O moço deixou a gente na ponte do rio Eléctrico, fica à 18km de El Chaltén (é a mesma estrada que vai para a Hosteria Pillar). Ele nos passou algumas coordenadas, mas tenho certeza que pegamos o caminho errado em algum momento. 😅

Entramos ao lado esquerdo da ponte e fomos seguindo o rio, sem atravessá-lo. No início a trilha é bem mal demarcada, mas depois melhora. Primeiro caminhamos por um vale lindo e que possibilita ver a parte de trás do Fitz Roy, um ângulo que poucos veem. Lá estava ele outra vez, dessa vez sem nenhuma nuvem. Me emocionei e segui andando.

Depois caminhamos entre um bosque de lengas. Essa trilha parecia eterna, não sei se pelo fato de que não sabíamos o quanto teríamos que andar ou não saber o que ia encontrar. Só sei que não chegava nunca e eu nem sabia o que ia chegar kkkkk Acho que até por isso que eu não tenho muitas fotos desse dia.

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Durante o trajeto, observei algumas placas indicando outra trilha e camping por ali. Fiquei curiosa sobre esse lugar.

Com mais ou menos 3 horas, chegamos ao Camping Piedra del Fraile. Dali dá pra ir até a Laguna Eléctrica e também tem um Glaciar. Para seguir adiante você precisa pagar à administração do camping (não lembro o valor). Entramos na casinha, preenchemos um formulário, a moça nos indicou o caminho da trilha e alertou sobre o vento que faz naquela região.

O lugar é muito simples, mas tem algumas comidas pra vender. Como saímos despreparadas, comemos um bolo antes de continuar. Era um bolo de damasco com doce de leite DIVINO. Tô escrevendo o relato e tá me dando água na boca só de lembrar.

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 Bom, barriga cheia, iniciamos a nossa jornada até a tal Laguna Electrica. Retornamos a caminhada por um breve trecho no meio de árvores, depois descemos e entramos numa vale enorme que margeava o rio, o chão era de pedras, totalmente descampado, mas plano. O vento ali era MUITO forte. Ficou pesado andar e manter o equilíbrio, pensamos em desistir, mas a nossa teimosia foi maior. Não havia mais ninguém no caminho.

Atravessamos a área descampada e uma parte com paredões altos apareceu. Tomamos mais cuidado para não acontecer nenhum acidente ali, havia algumas partes altas e com a força do vento poderíamos ser jogadas. Nos abaixamos, seguramos nas pedras, com bastante calma conseguimos passar por essa parte mais preocupante e finalmente chegar na Laguna Eléctrica.

O lugar é único e se tornou bem especial para mim. Acho que ter a oportunidade de encontrar um cantinho absolutamente vazio, deixou tudo ainda mais mágico. Sentir a paz e a energia daquele lugar foi renovador. Foi ali também que eu decidi tomar um banho na laguna. Sem pensar muito, só entrei na água verdinha que estava bem na minha frente, depois voltei correndo e pulei pra dentro das minhas roupas quentinhas. 🥶

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Área descampada

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Laguna Eléctrica

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Comemos, rimos da nossa trilha que era pra ser de boa e fizemos o caminho de volta. A nossa carona pegou a gente na ponte e voltamos para o centro de El Chaltén. No dia anterior tínhamos reservado o La Maffia, mas ainda estava cedo. Então fomos para um barzinho (claro!) tomar uma cerveja, enquanto esperamos dar a hora.

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Clássicos Happy Hours pós trilha de El Chaltén

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O La Maffia faz jus aos horários disputados na alta temporada. Comida MARAVILHOSA! Os pratos são grandes e muito saborosos. Pedimos um vinho para acompanhar as massas.

Depois da janta nos despedimos e eu voltei para o meu hostel. Encontrei o Léo que tinha conhecido em Puerto Natales e ele já tinha feito amizade com mais dois meninos, me juntei a eles e ficamos conversando e tomando vinho até tarde.

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1 hora atrás, appriim disse:

03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica

Não tinha nada planejado, então mandei mensagem para as meninas do Rio e elas falaram que o dono do hostel delas tinha sugerido um passeio “tranquilo” e que iria levá-las até o inicio da trilha. Não havia lido sobre esse lugar, não sabia nada sobre e nem o que iria encontrar. Estava cansada depois do Fitz Roy, mas decidi me juntar a elas.

O moço deixou a gente na ponte do rio Eléctrico, fica à 18km de El Chaltén (é a mesma estrada que vai para a Hosteria Pillar). Ele nos passou algumas coordenadas, mas tenho certeza que pegamos o caminho errado em algum momento. 😅

Entramos ao lado esquerdo da ponte e fomos seguindo o rio, sem atravessá-lo. No início a trilha é bem mal demarcada, mas depois melhora. Primeiro caminhamos por um vale lindo e que possibilita ver a parte de trás do Fitz Roy, um ângulo que poucos veem. Lá estava ele outra vez, dessa vez sem nenhuma nuvem. Me emocionei e segui andando.

Depois caminhamos entre um bosque de lengas. Essa trilha parecia eterna, não sei se pelo fato de que não sabíamos o quanto teríamos que andar ou não saber o que ia encontrar. Só sei que não chegava nunca e eu nem sabia o que ia chegar kkkkk Acho que até por isso que eu não tenho muitas fotos desse dia.

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Durante o trajeto, observei algumas placas indicando outra trilha e camping por ali. Fiquei curiosa sobre esse lugar.

Com mais ou menos 3 horas, chegamos ao Camping Piedra del Fraile. Dali dá pra ir até a Laguna Eléctrica e também tem um Glaciar. Para seguir adiante você precisa pagar à administração do camping (não lembro o valor). Entramos na casinha, preenchemos um formulário, a moça nos indicou o caminho da trilha e alertou sobre o vento que faz naquela região.

O lugar é muito simples, mas tem algumas comidas pra vender. Como saímos despreparadas, comemos um bolo antes de continuar. Era um bolo de damasco com doce de leite DIVINO. Tô escrevendo o relato e tá me dando água na boca só de lembrar.

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 Bom, barriga cheia, iniciamos a nossa jornada até a tal Laguna Electrica. Retornamos a caminhada por um breve trecho no meio de árvores, depois descemos e entramos numa vale enorme que margeava o rio, o chão era de pedras, totalmente descampado, mas plano. O vento ali era MUITO forte. Ficou pesado andar e manter o equilíbrio, pensamos em desistir, mas a nossa teimosia foi maior. Não havia mais ninguém no caminho.

Atravessamos a área descampada e uma parte com paredões altos apareceu. Tomamos mais cuidado para não acontecer nenhum acidente ali, havia algumas partes altas e com a força do vento poderíamos ser jogadas. Nos abaixamos, seguramos nas pedras, com bastante calma conseguimos passar por essa parte mais preocupante e finalmente chegar na Laguna Eléctrica.

O lugar é único e se tornou bem especial para mim. Acho que ter a oportunidade de encontrar um cantinho absolutamente vazio, deixou tudo ainda mais mágico. Sentir a paz e a energia daquele lugar foi renovador. Foi ali também que eu decidi tomar um banho na laguna. Sem pensar muito, só entrei na água verdinha que estava bem na minha frente, depois voltei correndo e pulei pra dentro das minhas roupas quentinhas. 🥶

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Área descampada

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Laguna Eléctrica

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Comemos, rimos da nossa trilha que era pra ser de boa e fizemos o caminho de volta. A nossa carona pegou a gente na ponte e voltamos para o centro de El Chaltén. No dia anterior tínhamos reservado o La Maffia, mas ainda estava cedo. Então fomos para um barzinho (claro!) tomar uma cerveja, enquanto esperamos dar a hora.

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Clássicos Happy Hours pós trilha de El Chaltén

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O La Maffia faz jus aos horários disputados na alta temporada. Comida MARAVILHOSA! Os pratos são grandes e muito saborosos. Pedimos um vinho para acompanhar as massas.

Depois da janta nos despedimos e eu voltei para o meu hostel. Encontrei o Léo que tinha conhecido em Puerto Natales e ele já tinha feito amizade com mais dois meninos, me juntei a eles e ficamos conversando e tomando vinho até tarde.

Que laguna lindaaaa!! Adoro essas trilhas menos conhecidas, fiquei com vontade de conhecer também (novidade kkk)

Hahaha esses Happy Hours são os melhores momentos e obrigada por ter me dado a dica do La Maffia quando eu estava lá! Realmente, uma das melhores massas que eu já comi na vida, até a entrada era deliciosa (and free) 😍😍

  • 2 meses depois...
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Vim finalmente terminar de relatar a minha viagem. Em tempos de pandemia só nos resta viajar pelas lembranças vividas. Desculpem pela demora.

04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo

Último dia em El Chaltén, o cansaço estava forte, já havia andado muitos quilômetros pela patagônia, mas não ia perder esse dia. O céu estava limpo e com pouco vento.  Tomei café da manhã com calma, me arrumei e sai sem rumo pelas ruas simpáticas de El Chaltén.

Durante as minhas pesquisas para a viagem, li sobre a trilha de Loma del Pliegue Tumbado, ela era extensa e a subida constante. Não sabia se estava disposta a encará-la. Também cogitei ir até o Fitz Roy novamente, já que o tempo estava perfeito, mas já estava tarde para isso. Decidi sentar na calçada em frente a um bar que tinha wi-fi e mandei mensagem para o Ismael, um dos meninos que tinha conhecido na noite anterior.

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Rua de El Chaltén

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Sentada na frente do bar tentando tomar um rumo na vida

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Caminho até o centro de visitantes

Combinamos de nos encontrar no hostel que ele e o amigo estavam hospedados. O amigo dele estava cansado e iria ficar descansando, então fomos só nós dois. Paramos em um lugar para comprar empanadas e andamos na direção ao centro de visitantes, onde iniciamos a nossa jornada de 24 km.

Como falei, o trajeto é praticamente só subida, somando o cansaço acumulado, não foi uma tarefa fácil. Fizemos várias paradas para recuperar o fôlego, minha perna estava doendo, reclamei infinitas vezes pro Ismael e até pensei em desistir. Neste dia estava muito calor, caminhei o tempo todo de camiseta de manga curta, inclusive queimei meus ombros. 😅

A primeira parte é praticamente toda descampada, depois entramos em um bosque para aliviar o calor no lombo. Também existem vacas selvagens nessa trilha, nunca tinha visto. Elas são maiores e mais peludas, achei fofinhas.

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A pequena El Chaltén vista do inicio da trilha

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A última parte é uma área totalmente aberta e a inclinação aumenta também. Aproveitei pra ir ao “banheiro” no bosque, já que não teria lugar pra me esconder depois. Ao de sair do bosque, chegamos ao Mirador Loma Pliegue Tumbado. Ali tem uma área bem grande com grama e a vista de deixar qualquer um deslumbrado. Deitamos pra descansar e comer nossas empanadas antes de seguir.

Nas minhas pesquisas já tinha lido que, muitos consideravam essa trilha como a mais bonita devido à visão panorâmica de toda a região. Se o céu estiver aberto, é possível ver o Fitz Roy durante quase todo o trajeto.

Apesar de não chover, os dias anteriores não foram de céu azul, nem mesmo no dia que fui até a Laguna de Los Tres consegui o Fitz Roy direito. Nesse dia ele se exibiu o tempo todo, foi difícil tirar os olhos dele.

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Parada pra comer e descansar

Hora de encarar a parte final da trilha. O visual mudou completamente e passamos a caminhar no meio de muitas pedras. O vento também passou a ser nosso companheiro, algumas pessoas nos alertaram que poderiam ser bem fortes. Chegando no topo o vento se intensificou e foi difícil manter o equilíbrio.

Todo o esforço valeu a pena e entendi o titulo que a trilha levava. Lá do alto era possível ver o Cerro Torre, Fitz Roy, Lago Viedma e toda a cadeia de montanhas que rodeia El Chaltén. Ao lado ainda há mais uma montanha, mas eu me negava a subir mais, minhas pernas não aguentariam.

Resolvemos sentar atrás de uma pedra para nos abrigar do vento, comemos mais uma vez e descansamos enquanto jogávamos conversa fora. Depois de um tempo era hora de voltar, olhamos aquela paisagem pela ultima vez, suspiramos e começamos a nossa caminhada.

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Lago Viedma

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A descida foi menos cansativa por motivos óbvios, mas não foi entediante. Descemos conversando sobre nossas experiências na viagem. Papo vai, papo vem e estávamos falando dos pumas que tínhamos visto em Torres del Paine. Os dois distraídos com a conversa, quando de repente o Ismael pega na minha mão assustado (quase me puxando para o chão), achando que tinha visto um urso (?), eu olhei muito rápido, só vi uma sombra, achei que era um puma e que ia ser devorada naquele instante. Nós caímos no chão, olhamos e era uma vaca selvagem. Ficamos ali rindo que nem dois retardados por um tempo.

Trilha finalizada e fomos pra onde? Isso, comer e beber como de costume. O Ismael também ia embora na manhã seguinte e precisávamos finalizar a trip com chave de ouro. O Ismael se tornou um grande amigo, mantemos contato até hoje com bastante frequência.

Cheguei no hostel tarde e pra variar, todos já estavam dormindo. Peguei minhas coisas, levei para o corredor e arrumei ali mesmo. Kkkkkk

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Pé da frutinha el calafate que encontramos no caminho

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Hospedagem: Hostel Rancho Grande

É o maior e mais famoso de El Chaltén. Quartos com tamanho bom, banheiros limpos e espaçosos. Cozinha bem equipada e sempre limpa. O café da manhã não está incluso, mas tem um restaurante anexo ao hostel. Achei as diárias em El Chaltén caras.

 

05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus)

Na manhã seguinte tomei um café e era hora de me despedir de El Chaltén. Cidade fantástica que está guardada no meu coração com muito carinho, com certeza voltarei. ❤️

O staff me avisou que o ônibus era aquele que estava estacionado na frente do hostel e poderia embarcar ali, depois ele fez a parada na rodoviária e seguimos até El Calafate. Quando nos aproximávamos de El Calafate, fomos parados no portal da cidade, alguns oficiais entraram no ônibus e pediram pra revistar a mochila de uma moça, não entendi nada, mas deu tudo certo e chegamos na rodoviária de El Calafate ainda de manhã. Meus ombros estavam queimados e foi sofrido ter que carregar a minha cargueira pesada. Ainda bem que o Folk fica perto da rodoviária.

Como meu voo era só final da tarde, fui até o Folk Hostel e pedi se poderia deixar minha mochila e autorizaram sem problema. Encontrei o Léo que conheci em Puerto Natales, fomos almoçar juntos e depois passamos no mercado pra comprar alfajor e doce de leite.

Voltamos para o hostel, perguntei pra menina se tinha algum transfer pra contratar direto com eles, falei que já tinha me hospedado ali e não precisei pagar. Eu e o Leo estávamos no mesmo voo até Buenos Aires e ele também ia precisar passar a noite no EZEIZA. Comemos, assistimos um filme no netflix, passamos no Duty Free, dormimos no chão do aeroporto e finalmente amanheceu. Nos despedimos e cada um foi para o seu destino final.

 

Bom gente, é isso! Fim de viagem, coração apertado, chororo no avião e sonhando em poder voltar.

Espero que, de alguma forma, a leitura possa ajudar/inspirar vocês no planejamento de um mochilão pela Patagônia argentina e chilena.

Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/ , me coloco a disposição pra ajudar no que estiver ao meu alcance.

Desejo que todos, um dia, possam conhecer esse lugar tão mágico que fica na América do Sul.

Abraços, Ana! 🥰

  • 1 mês depois...
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No YouTube ensina a impermeabilizar botas,sapatos,barraca de camping...

@appriim olá! Minha dúvida é em relação aos calçados.... vc acredita que uma bota de trekking resistente à água é suficiente? As que são totalmente impermeáveis são bem caras, e como provavelmente não vou mais usar, não queria gastar muito com isso.....
  • 4 meses depois...
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Pessoal, estou planejando ir a Ushuaia, El Calafate e Buneos Aires, em fevereiro. Vi que os trechos Buenos Aires/El Calafate ou Ushuaia é muito caro. Porém, vi que há outras companhias aéreas lá, tipo a Lade Argentina. Alguém já usou essa empresa aérea?

Postado
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22 horas atrás, waldney disse:

Pessoal, estou planejando ir a Ushuaia, El Calafate e Buneos Aires, em fevereiro. Vi que os trechos Buenos Aires/El Calafate ou Ushuaia é muito caro. Porém, vi que há outras companhias aéreas lá, tipo a Lade Argentina. Alguém já usou essa empresa aérea?

A LADE é o braço "empresa aérea" da força aerea argentina, é uma empresa estatal que voa para lugares mais inóspitos onde a operação comercial não é viável

os planos de vôos não são diários e não muito regular

nem tem vôos deles de buenos aires para el calafate ou ushuaia

Postado
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3 horas atrás, FCRO disse:

A LADE é o braço "empresa aérea" da força aerea argentina, é uma empresa estatal que voa para lugares mais inóspitos onde a operação comercial não é viável

os planos de vôos não são diários e não muito regular

nem tem vôos deles de buenos aires para el calafate ou ushuaia

Além da Aéreo lineas argentina, você sabe se tem outra companhia que faz a rota buenos/ushuaia ou el calafate?

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8 minutos atrás, waldney disse:

Além da Aéreo lineas argentina, você sabe se tem outra companhia que faz a rota buenos/ushuaia ou el calafate?

tem a jetsmart 

  • 1 ano depois...
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Em 22/04/2020 em 17:32, primporai disse:

Vim finalmente terminar de relatar a minha viagem. Em tempos de pandemia só nos resta viajar pelas lembranças vividas. Desculpem pela demora.

04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo

Último dia em El Chaltén, o cansaço estava forte, já havia andado muitos quilômetros pela patagônia, mas não ia perder esse dia. O céu estava limpo e com pouco vento.  Tomei café da manhã com calma, me arrumei e sai sem rumo pelas ruas simpáticas de El Chaltén.

Durante as minhas pesquisas para a viagem, li sobre a trilha de Loma del Pliegue Tumbado, ela era extensa e a subida constante. Não sabia se estava disposta a encará-la. Também cogitei ir até o Fitz Roy novamente, já que o tempo estava perfeito, mas já estava tarde para isso. Decidi sentar na calçada em frente a um bar que tinha wi-fi e mandei mensagem para o Ismael, um dos meninos que tinha conhecido na noite anterior.

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Rua de El Chaltén

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Sentada na frente do bar tentando tomar um rumo na vida

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Caminho até o centro de visitantes

Combinamos de nos encontrar no hostel que ele e o amigo estavam hospedados. O amigo dele estava cansado e iria ficar descansando, então fomos só nós dois. Paramos em um lugar para comprar empanadas e andamos na direção ao centro de visitantes, onde iniciamos a nossa jornada de 24 km.

Como falei, o trajeto é praticamente só subida, somando o cansaço acumulado, não foi uma tarefa fácil. Fizemos várias paradas para recuperar o fôlego, minha perna estava doendo, reclamei infinitas vezes pro Ismael e até pensei em desistir. Neste dia estava muito calor, caminhei o tempo todo de camiseta de manga curta, inclusive queimei meus ombros. 😅

A primeira parte é praticamente toda descampada, depois entramos em um bosque para aliviar o calor no lombo. Também existem vacas selvagens nessa trilha, nunca tinha visto. Elas são maiores e mais peludas, achei fofinhas.

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A pequena El Chaltén vista do inicio da trilha

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A última parte é uma área totalmente aberta e a inclinação aumenta também. Aproveitei pra ir ao “banheiro” no bosque, já que não teria lugar pra me esconder depois. Ao de sair do bosque, chegamos ao Mirador Loma Pliegue Tumbado. Ali tem uma área bem grande com grama e a vista de deixar qualquer um deslumbrado. Deitamos pra descansar e comer nossas empanadas antes de seguir.

Nas minhas pesquisas já tinha lido que, muitos consideravam essa trilha como a mais bonita devido à visão panorâmica de toda a região. Se o céu estiver aberto, é possível ver o Fitz Roy durante quase todo o trajeto.

Apesar de não chover, os dias anteriores não foram de céu azul, nem mesmo no dia que fui até a Laguna de Los Tres consegui o Fitz Roy direito. Nesse dia ele se exibiu o tempo todo, foi difícil tirar os olhos dele.

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Parada pra comer e descansar

Hora de encarar a parte final da trilha. O visual mudou completamente e passamos a caminhar no meio de muitas pedras. O vento também passou a ser nosso companheiro, algumas pessoas nos alertaram que poderiam ser bem fortes. Chegando no topo o vento se intensificou e foi difícil manter o equilíbrio.

Todo o esforço valeu a pena e entendi o titulo que a trilha levava. Lá do alto era possível ver o Cerro Torre, Fitz Roy, Lago Viedma e toda a cadeia de montanhas que rodeia El Chaltén. Ao lado ainda há mais uma montanha, mas eu me negava a subir mais, minhas pernas não aguentariam.

Resolvemos sentar atrás de uma pedra para nos abrigar do vento, comemos mais uma vez e descansamos enquanto jogávamos conversa fora. Depois de um tempo era hora de voltar, olhamos aquela paisagem pela ultima vez, suspiramos e começamos a nossa caminhada.

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Lago Viedma

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A descida foi menos cansativa por motivos óbvios, mas não foi entediante. Descemos conversando sobre nossas experiências na viagem. Papo vai, papo vem e estávamos falando dos pumas que tínhamos visto em Torres del Paine. Os dois distraídos com a conversa, quando de repente o Ismael pega na minha mão assustado (quase me puxando para o chão), achando que tinha visto um urso (?), eu olhei muito rápido, só vi uma sombra, achei que era um puma e que ia ser devorada naquele instante. Nós caímos no chão, olhamos e era uma vaca selvagem. Ficamos ali rindo que nem dois retardados por um tempo.

Trilha finalizada e fomos pra onde? Isso, comer e beber como de costume. O Ismael também ia embora na manhã seguinte e precisávamos finalizar a trip com chave de ouro. O Ismael se tornou um grande amigo, mantemos contato até hoje com bastante frequência.

Cheguei no hostel tarde e pra variar, todos já estavam dormindo. Peguei minhas coisas, levei para o corredor e arrumei ali mesmo. Kkkkkk

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Pé da frutinha el calafate que encontramos no caminho

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Hospedagem: Hostel Rancho Grande

É o maior e mais famoso de El Chaltén. Quartos com tamanho bom, banheiros limpos e espaçosos. Cozinha bem equipada e sempre limpa. O café da manhã não está incluso, mas tem um restaurante anexo ao hostel. Achei as diárias em El Chaltén caras.

 

05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus)

Na manhã seguinte tomei um café e era hora de me despedir de El Chaltén. Cidade fantástica que está guardada no meu coração com muito carinho, com certeza voltarei. ❤️

O staff me avisou que o ônibus era aquele que estava estacionado na frente do hostel e poderia embarcar ali, depois ele fez a parada na rodoviária e seguimos até El Calafate. Quando nos aproximávamos de El Calafate, fomos parados no portal da cidade, alguns oficiais entraram no ônibus e pediram pra revistar a mochila de uma moça, não entendi nada, mas deu tudo certo e chegamos na rodoviária de El Calafate ainda de manhã. Meus ombros estavam queimados e foi sofrido ter que carregar a minha cargueira pesada. Ainda bem que o Folk fica perto da rodoviária.

Como meu voo era só final da tarde, fui até o Folk Hostel e pedi se poderia deixar minha mochila e autorizaram sem problema. Encontrei o Léo que conheci em Puerto Natales, fomos almoçar juntos e depois passamos no mercado pra comprar alfajor e doce de leite.

Voltamos para o hostel, perguntei pra menina se tinha algum transfer pra contratar direto com eles, falei que já tinha me hospedado ali e não precisei pagar. Eu e o Leo estávamos no mesmo voo até Buenos Aires e ele também ia precisar passar a noite no EZEIZA. Comemos, assistimos um filme no netflix, passamos no Duty Free, dormimos no chão do aeroporto e finalmente amanheceu. Nos despedimos e cada um foi para o seu destino final.

 

Bom gente, é isso! Fim de viagem, coração apertado, chororo no avião e sonhando em poder voltar.

Espero que, de alguma forma, a leitura possa ajudar/inspirar vocês no planejamento de um mochilão pela Patagônia argentina e chilena.

Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/ , me coloco a disposição pra ajudar no que estiver ao meu alcance.

Desejo que todos, um dia, possam conhecer esse lugar tão mágico que fica na América do Sul.

Abraços, Ana! 🥰

Olá Ana, tava lendo partes do seu relato mas lerei TUDO com calma pois percebi que a viagem que fez é exatamente a que quero e irei fazer agora em setembro/2022. Só tô preocupado com a fronteira com Chile, pq será um saco fazer teste de covid nessas cidades turisticas para poder pegar o ônibus. 

Como foi a imigração por terra, que fez indo de ônibus? Obrigado e parabens pela viagem.

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