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Lulusantos

Comprar passagem para um mochilão

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      Oi gente, vou sair para o meu primeiro mochilão e preciso da ajuda de vocês. Eu não tenho data pra voltar para o Brasil, pois quero viajar lentamente e conhecer o máximo de lugares possíveis.

Quero começar pela Europa e meu primeiro destino será Portugal. Qual a melhor estratégia pra comprar a passagem sem me dar mal com a imigração ? 

Eu devo comprar a passagem de ida e a de volta pro Brasil, perco a passagem de volta e lá de Portugal eu compro outra passagem pra outro país? Quantos dias eu devo considerar de intervalo dessas passagens para ser factível na imigração? 

Ou eu compro só a passagem de ida pra Portugal e já compro uma passagem pra algum outro país  (mas não sei quanto tempo vou ficar em Portugal) 

Ou há outra estratégia melhor pra ir para Europa? 

Pode parecer loucura, mas a ideia é viajar deixando o roteiro meio aberto. 

A viagem vai ser final de abril ou começo de maio dependendo dos valores das passagens. 

 

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O melhor é comprar uma passagem ida e volta com no máximo 3 meses de intervalo entre a ida e a volta.

A maioria das companhias aéreas cobram muito caro por passagens somente de ida, sai praticamente o mesmo preço de comprar a ida e a volta.

o intervalo máximo tem que ser de 90 dias porque é a permanência permitida dentro do espaço schengen

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@samanthavasques

Eu cheguei a pensar isso, mas fiquei com outras dúvidas:

1) e se eu quiser sair do espaço schengen, mas não for de volta pro Brasil? 

2) eu preciso comprovar financeiramente uma quantia absurdamente alta na imigração pra 90 dias de turismo? 

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@Lulusantos eu ja passei por essas dúvidas quando tirei um ano sabático pra fazer uma volta ao mundo. O que posso ti adiantar sobre as passagens é o seguinte.

1. Só com uma passagem de ida voce nem consegue sair do Brasil, lá no aeroporto mesmo vao ti solicitar a passagem de volta.

2. Tem outras formas de sair do Brasil sem precisar comprar uma passagem de ida/volta e perder a volta, isso seria jogar grana fora.

3. Por mais que voce irá fazer uma viagem sem data de regresso, voce com certeza terá ao menos um norte a seguir, consequentemente terá ideia de onde quer passar e ao menos uma previsao de quanto tempo poderá ficar em cada lugar. Se seu primeiro destino é Portugal, voce precisará comprar uma passagem de saída do espaço de schengen dentro dos 90 dias que lhe é permitido ficar lá. Mesmo que seus planos seja  por exemplo de entrar por Portugal e sair pela Alemanha.

4. Fazendo compras bem antecipadas é possível comprar trechos one way dentro da europa por preços bens simbólicos. Na minha opinião se voce optar por fazer isso, poderia comprar algum trecho de saída (se realmente tiver pensando em perde-lo) pra uma data nao tao distante, tipo uns 60 - 70 dias depois da sua chegada pois pode acontecer do oficial na imigraçao pedir comprovantes financeiros, comprovantes de hospedagens, etc..etc pois nao é comum um turista ficar tanto tempo assim na Europa, realmente precisa ter muita grana.

5. Certa vez um policial a paisana me abortou no aeroporto de Barcelona, pediu meu passaporte e me fez algumas perguntas do tipo (de onde eu era, o que tava fazendo lá, pra onde estava indo, etc.) Como eu já possuia vários carimbos recentes no passaporte o cara viu que eu realmente era um turista e nao estava de planos em ficar lá. Entao o que quero dizer é q se vc tiver com seu primeiro carimbo no passaporte e uma passagem de saída pra uma data muito distante, poderá despertar dúvidas no oficial.

6. Quando estiver visitando outros países mundo a fora e for fazer o deslocamento via aérea saiba que sempre será necessário comprovar a passagem de saída do país de destino. Ex. Se voce estiver na Turquia e quiser embarcar para a India, no aeroporto da Turquia lhe será solicitado um comprovante de saída da India dentro do periodo do seu visto. Caso voce nao tenha essa passagem o pessoal nem ti deixa embarcar. Eu já passei apuros numa fila de checkin da Australia tendo que comprar uma passagem às pressas de saída da Indonesia pois eu nao meios de provar que eu iria deixar o pais. Dizer que está viajando sem data de volta nao cola, nem adianta insistir.

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56 minutos atrás, Lulusantos disse:

2) eu preciso comprovar financeiramente uma quantia absurdamente alta na imigração pra 90 dias de turismo? 

Se voce chegar na Europa com uma passagem de volta para o Brasil pra 89 dias a frente da sua chegada há uma enorme possibilidade sim do oficial ti pedir meios de comprovar sua estadia. Normalmente turistas comuns ficam apenas algumas semanas ou no maximo 30 dias, o que seria um periodo de férias escolar ou de trabalho. São poucas as pessoas que tem bala na agulha e tempo disponivel pra fazer um tour tao extenso dentro da Europa.

Fazendo uma conta extremamente por baixo, 90 dias x 70 euros (média por baixo considerando um país pelo outro- um caro pelo barato) = 6300 euros. ( 6300 x 4.5 (euro turismo) = 28.350 reais)

Resumindo, se voce quiser arriscar a ja chegar na europa com uma passagem de saida da area de schengen pra depois de 89 dias, nada nada pode ser preciso comprovar uns 30 mil reais, seja com cartao de credito, grana em especie, cartao pre-pago, etc..

  • Obrigad@! 1

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Quando fiz minha viagem de 3 meses pela Europa, eu entrei primeiro na imigração de Londres. Eu tinha uma pastinha com reserva de hosteis (dos próximos 30 dias). Ele perguntou o dinheiro que levava, cerca de 5.000 euros, mas não pediu comprovante nem nada, e comprovante de reserva de hotel, que mostrei os meus, e pronto, carimbou meu passaporte.

A questão da imigração é que você precisa "comprovar" que está a turismo, se você tem um planejamento básico, uma quantia razoável, algumas reservas de hotéis, não vai encontrar muita dificuldade em passar na imigração.

Viagens "sem rumo" já é mais complicado se não tiver nenhum planejamento. Então ao menos faça um planejamento prévio (mesmo que mude) e reserve por uns 20 dias adiantado os hotéis, para mostrar que vai a turismo.

Das passagens, talvez precise comprar aquelas mais flexíveis, pois depois pode mudar a data de saída sem gastar muito.

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Olha, tudo que a galera falou aí em cima é verdade mesmo e o risco sempre existe, mas os oficiais de imigração são muito bem treinados para reconhecer só na conversa, sem nem ver comprovante de nada, quem é que está a turismo e quem pretende ficar ilegal.

Eu fui com a passagem só de ida porque peguei com milhas. Se tivesse comprado teria pego a ida e volta para não ter dor de cabeça, mas com milhas acabei não tendo essa opção (a não ser que gastasse o dobro de milhas, mas já contava com elas para o próximo deslocamento, não podia me dar esse luxo)

Ainda no aeroporto aqui no Rio o funcionário da TAM me perguntou porque eu não tinha passagem de volta. Falei a verdade, que minha viagem era longa, que da Europa eu iria para a África por via marítima, então não tinha volta, que eu tinha planejado voltar só em 10 meses mas que não ficaria na Europa. Embarquei sem mais nenhuma pergunta. Cheguei por Londres, que é sabidamente uma das piores imigrações da Europa. Não vou dizer que foi tranquilo, fiquei uns 15 minutos conversando com o agente da imigração e explicando minha situação. A única coisa que eu tinha dali pra frente era uma passagem low cost para a Irlanda. Eles não são trouxas, eles sabem que essas passagens são muito baratas e que você pode simplesmente jogar no lixo, então no fundo o que vale mesmo é sua história. Nessa conversa rolou de tudo, qual o roteiro que eu tinha planejado (é claro que não detalhadamente, mas ter um esboço geral da sua rota), quanto tempo eu ía ficar no Reino Unido, como que eu tinha juntado dinheiro para uma viagem desse tipo, quando que eu pretendia voltar para casa, etc. Mas tudo só na conversa mesmo, sem comprovante de nada. Na Europa é relativamente comum as pessoas tirarem ano sabático e não espanta nenhum oficial da imigração, mas o sangue latino sempre desperta suspeitas.

No entanto, o meu caso tem uma diferença que é muito significativa do seu. Era a segunda vez que eu estava entrando na Inglaterra, e eu já tinha viajado para um monte de outros países, o passaporte tava lotado de carimbo, tudo a turismo. No seu caso, como você disse que será um primeiro mochilão, um passaporte em branco desperta bem mais suspeitas, então na sua situação eu não arriscaria fazer o mesmo.

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10 horas atrás, Lulusantos disse:

@samanthavasques

Eu cheguei a pensar isso, mas fiquei com outras dúvidas:

1) e se eu quiser sair do espaço schengen, mas não for de volta pro Brasil? 

2) eu preciso comprovar financeiramente uma quantia absurdamente alta na imigração pra 90 dias de turismo? 

Ah e uma passagem para qualquer outro país fora do Schengen serve perfeitamente, o que eles querem saber não é se você vai voltar para o Brasil, mas sim se você tem uma passagem para sair de Portugal

  • Obrigad@! 1

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Ah e só para reforçar, nessa mesma viagem ainda entrei outra vez na Europa sem passagem de volta, depois de ir ao Marrocos retornei para Viena voando, e dessa vez nem passagem low cost eu tinha porque dali pra frente seria tudo terrestre por uns bons meses. Também entrei em Viena que é espaço Schengen sem problema nenhum e sem comprovante de nada

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      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
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      No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão.
       
      Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas úteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Quando se vai pra Londres com dois Beatlemaníacos, a esticadinha até Liverpool é obrigatória!
       
      Tínhamos apenas 5 dias em Londres, é super pouco e muita coisa fica de fora. Mas mesmo assim, acho que vale sim a pena “matar” um dia para conhecer o passado e a história de John, Paul, Ringo e George.
       

       
      Depois de muita discussão sobre como iríamos, optamos pelo trem (não é o mais barato, mas é o mais rápido). Compramos pelo site http://www.thetrainline.com,'>http://www.thetrainline.com, aqui a dica é examinar todos os horários possíveis de ida e volta, as vezes uma saída uma hora mais cedo/tarde é a metade do preço. Pegamos o trem na estação Euston e em menos de 2:30 depois desembarcávamos na Lime Street, em Liverpool.
       
      Primeiro passo foi achar o centro de informações turísticas, que fica pertinho da estação, nossa ideia era comprar o Magic Mystery Tour, o famoso ônibus amarelo que faz todo o roteiro Beatles. Mas, para nossa surpresa (e felicidade), a funcionária perguntou se não preferíamos tour privativo, pagando menos. Claro que preferíamos! Mas como bons brasileiros, já estávamos esperando qual seria a pegadinha. Depois de muitas perguntas aceitamos, ainda meio desconfiados, e agendamos horário e local para o motorista nos pegar.
       
      Eis que chega Danny, um tipo cabeludinho, com rosto de caricatura e muito simpático!
       
      O fato é que valeu muito mais a pena! Estávamos em 5, a capacidade máxima do carro e pagamos £45 no total, enquanto no Magic Mytery o valor é £16,95 por pessoa, ou seja, se estiver em um grupo de 3 pessoas já compensa pegar o tour privativo! O motorista-guia vai contando as histórias de cada lugar (em inglês), mostra fotos antigas dos integrantes da banda em frente aos lugares que visitamos e de quebra ainda vai colocando as músicas de acordo com os lugares que vamos conhecer, muito mágico! (ps. só não sei como ele aguenta ouvir as mesmas músicas todos os dias rs). Enquanto descíamos em todos os pontos, sem muvuca e sem pressa, víamos o ônibus amarelo só passando rápidamente, ou seja, eles cobram mais caro e oferecem bem menos.
       

       
      Ah, prepare-se para entrar em desespero a cada curva, como lá é mão inglesa, nós que não estamos acostumados temos a impressão constante de que o carro vai bater, ou que crianças no banco do passageiro estão dirigindo o carro! Rs
       
      A primeira parada foi a casa onde nasceu Ringo Starr, ela esteve a ponto de ser demolida para revitalização da área. Não é possível entrar, mas você pode fazer como milhares de turistas (especialmente brasileiros) e deixar sua marca nos painéis que cobrem a porta e a janela.
       
      Um detalhe interessante, que confesso não me lembrar precisamente da história, é uma inscrição extremamente sutil, feita pelo pai do baterista, entre os tijolos da casa em frente à de Ringo, escrito “Beatles”.
       
      Próxima parada, Penny Lane, umas das ruas de Liverpool (e também o nome do bairro onde ela se encontra). O local é famoso pela música, escrita por Paul, onde ele retrata diversos locais que fizeram parte da rotina de todos eles, como a Barber shop, que demos uma entradinha para conhecer. Antigamente a prefeitura tinha que recolocar as placas da rua constantemente, pois os fãs as “levavam de lembrança”, hoje as placas não existem mais e o nome agora é pintado nos muros.
       

       
      ps. Aqui nosso motorista-guia se mostrou também um ótimo fotógrafo, pediu nossa câmera e arrumou um ângulo perfeito para uma foto diferente!
       
      De lá, seguimos para a antiga casa de Paul McCartney, onde ele e John Lennon começaram uma das parcerias mais famosas da história. Dizem até que vez ou outra ele aparece na cidade e passa por lá. Ela é aberta para visitação porém não entramos (inclusive é um roubo, mais de £20! ).
       
      Em seguida fomos para o Strawberry Fields, o antigo orfanato próximo a casa de John, onde ele e sua tia Mimi participavam das festas anuais no jardim. O icônico portão é hoje uma réplica.
       

       
      Próxima parada, casa onde John Lennon passou a infância e a adolescência. Aqui também é possível visitar, mas também não entramos (mas tiramos muitas fotos imitando a pose de John no portão em um antigo retrato).
       
      Seguimos para o lugar onde Lennon e McCartney se conheceram, a St. Peter’s Church, onde John estava tocando com sua banda Quarrymen e um amigo em comum os apresentou. Ainda no mesmo local há um cemitério com as lápides de Eleanor Rigby e McKenzie, citados na música que leva o nome da garota.
       

       
      Pra finalizar o tour, Danny perguntou se preferíamos ir até a casa do George, que era um pouco mais afastada ou conhecer o bar onde John Lennon costumava beber, o Ye Cracke. A resposta foi unânime, o bar! Como os tours convencionais não costumam passar por lá, estava super vazio, apenas um grupo de ingleses barulhentos dividiam o local conosco.
       
      Saímos a pé em direção ao Cavern Club, o trajeto era curto, mas o frio congelante estava difícil de aguentar! No caminho passamos pelo centrinho de Liverpool e como já era quase Natal, tudo estava enfeitado! (Ao contrário da maioria das pessoas do mundo eu amo coisas natalinas!)
       
      Terminamos a noite no Cavern, que foi o lugar onde ocorreu a primeira apresentação dos Beatles, depois disso eles tocaram lá muitas outras vezes, foi também onde conheceram seu empresário Brian Epstein. Depois da fama, a banda não voltou a tocar lá. A casa foi demolida em 1973 e anos depois reconstruída alguns metros depois do local original. Hoje ela é frequentada por turistas, com alguns itens originais dos Beatles e sempre um cover tocando, adivinha… Beatles! Rs
       
      Ah, cuidado para não entrar no genérico, no outro lado da rua.
       

       
      Com certeza um fã de Beatles faria deste texto um livro, eu como não tenho tanto conhecimento assim (e já não me lembro de tudo que ouvi por lá) me limito a compartilhar a experiência de uma simpatizante, que adorou a cidadezinha dos quatro garotos de Liverpool!
       
      Informações úteis:
       
      Trem Londres-Liverpool: http://www.thetrainline.com
       
      Tour privativo: http://www.fab4tours.co.uk | 2 horas – £45 para até 5 pessoas (mais opções no site)
       
      Ônibus Magic Mystery Tour: http://www.cavernclub.org/the-magical-mystery-tour/ | £16,96 por pessoa (mais opções no site)
       
      Ingressos para as casas onde eles viveram na infância: http://www.nationaltrust.org.uk/beatles-childhood-homes/
       
      Relato original com mais fotos e trilha sonora http://www.queroirla.com.br/liverpool-para-beatlemaniacos-ou-nao/
    • Por Mari D'Angelo
      Em 2012, quando viajamos para Portugal, decidimos alugar um carro e ir do Porto à Lisboa conhecendo alguns lugares no caminho. A primeira parada foi a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em seguida o Santuário de Nossa Senhora de Fátima (onde derramei litros e litros de lágrimas!) e por último o Palácio Nacional da Pena, na vila de Sintra. Todos são muito interessantes, mas meu encantamento pelo Palácio todo colorido foi imediato e só aumentava a cada ambiente percorrido!
       

       
      O local é na verdade um enorme parque com lagos e construções diversas espalhadas pela imensidão verde. Com muito pesar tivemos que renunciar a esse incrível passeio e ir direto ao topo da montanha, onde se encontra o palácio. Como o tempo era muito curto, pois já estava quase no fim da tarde, subimos e descemos com o transfer (3€).
       
      Ao chegar, pegue o áudio-guia (3€). Ouvir a história do local, como as pessoas viviam e o porquê de cada detalhe faz toda a diferença na visita. Falando nisso, aqui vai um resuminho da história deste lugar fascinante.
       
      Antigamente, o topo da Serra de Sintra, abrigava uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, o lugar foi doado à Ordem de São Jerónimo que construiu um convento de madeira. Algum tempo depois dois desastres naturais, um raio e um terremoto, destruíram quase por completo o local, restando apenas uma parte da capela. No século XIX, Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, adquiriu as ruínas do convento com o intuito de reformar e transformar em “casa” de veraneio. Para isso, contratou o Barão von Eschwege, arquiteto alemão que já havia trabalhado para ele em outras ocasiões, depois de recusar os primeiros projetos, o rei aprovou o trabalho e inclusive participou da concepção de algumas áreas.
       
      Em 1853, a esposa do rei, Dona Maria II, morre em seu 11º parto. Ele casou-se novamente com a cantora lírica e condessa Elisa Hendler e após sua morte, em 1885, deixou o Palácio como herança à ela. Como o casamento dos dois nunca foi aprovado pela sociedade portuguesa, houve uma grande polêmica sobre os direitos do local, que a essa altura já era um monumento histórico. Então, Luis I, em nome do Estado português, comprou a propriedade, deixando à condessa apenas um chalé, onde ela continuou residindo. O palácio tornou-se então patrimônio nacional da Coroa Portuguesa. Outros membros da família real lá se instalaram até a queda da monarquia. Depois disso, o lugar se transformou no museu que conhecemos hoje.
       
      A arquitetura do palácio, encrostado em rochas, foi fundamentalmente romântica, porém vários estilos se misturam na construção, entre eles o medieval, o gótico, o renascentista, o manuelino e o árabe. Misturas de padrões e texturas, azulejos diversos e cores vivas estão presentes em todo o monumento, dando um ar aconchegante à cada canto do palácio. Além disso, seus detalhes estão carregados de simbologias.
       

       
       
      No pórtico de entrada, chamado de Arco dos Lagartos, 3 rosas abertas simbolizam o conhecimento. Já no interior do castelo, há o Pórtico do Tritão, alegoria muito rica em detalhes que representa a criação do mundo, trata-se de uma figura mística, meio homem meio peixe , concebida por D. Fernando II. Uma das partes mais interessantes do palácio!
       

       
      Dos terraços desnivelados temos vistas incríveis de toda a cidade e arredores, inclusive da muralha do Castelo dos Mouros.
       

       
      Outra área que merece toda a atenção é o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro. Meio surrealista, a área é toda revestida de azulejos hispano-árabes. Em seu centro, há uma taça em forma de concha sobre 3 tartarugas apoiadas em heras, os animais recordam que o caminho é lento e as plantas são o símbolo da eternidade.
       

       
      É possível visitar alguns dos ambientes internos, como o salão nobre, com motivos orientais e orgânicos, a sala árabe toda pintada com afrescos, os quartos e a cozinha, onde estão expostos alguns dos utensílios usados na época. Mas não é permitido tirar fotos.
       
      O monumento não está em perfeitas condições de conservação, mas seu estilo lúdico e colorido, tão diferente do que normalmente vemos em uma edificação da realeza européia, compensam a visita. Espero voltar um dia para poder explorar todo o entorno do palácio e ainda conhecer a cidadezinha de Sintra, que dizem ser uma graça!
       
      Informações úteis:
       
      Site oficial: http://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/
       
      Nele é possível simular o gasto total de acordo com a data, número de pessoas e quais áreas gostaria de visitar!
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-colorido-palacio-da-pena-em-sintra


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